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Vícios de linguagem a evitar
Os vícios de linguagem são erros ou distorções que comprometem a clareza e a precisão da comunicação. Eles podem ocorrer na fala ou na escrita e afetam a forma como as mensagens são percebidas. Neste ensaio, discutiremos os principais vícios de linguagem que devem ser evitados, suas implicações e ofereceremos exemplos para melhor entendimento. Também analisaremos como esses vícios podem ser prejudiciais na comunicação formal e informal.
Um dos vícios de linguagem mais comuns é a ambiguidade. Situa-se quando uma frase ou expressão pode ser compreendida de mais de uma maneira. Por exemplo, a frase "Ele viu o homem com o telescópio" pode levar a confusões sobre quem possui o telescópio. A ambiguidade deve ser evitada, especialmente em contextos profissionais e acadêmicos, onde a precisão é crucial. Para garantir a compreensão, é fundamental elaborar frases claras e diretas.
Outro vício que merece destaque é a cacofonia. Este erro acontece quando a sonoridade das palavras se repete de forma desagradável ou provoca um ruído na fala. Um exemplo é a frase "Ela viu uma uva roxa", que pode soar mal devido à repetição do som "u". Para evitar a cacofonia, é recomendável variar o vocabulário e reestruturar as frases.
Além da cacofonia, temos a pleonasmo. O pleonasmo ocorre quando há repetição desnecessária de uma ideia, como em "subir para cima". Este vício pode tornar o discurso redundante e irritante para o ouvinte ou leitor. Por isso, é essencial que utilizemos um vocabulário que elimine a repetição e torne a comunicação mais eficiente. O uso de verbos e adjetivos suficientes para expor a ideia sem redundâncias é uma prática recomendada.
A redundância, embora semelhante ao pleonasmo, deve ser considerada com atenção. Ela se refere à inclusão de palavras ou informações que não acrescentam nada ao significado da frase. Por exemplo, "no final da conclusão" é um exemplo clássico de redundância. Para evitá-la, deve-se revisar as frases e eliminar elementos desnecessários.
Outro vício de linguagem comum é a comparação improcedente. Ao comparar duas ideias, é importante que elas sejam realmente comparáveis. Por exemplo, afirmar que "a educação é como um carro" não faz sentido se não houver uma justificativa clara sobre o que se pretende comparar. A falta de clareza nesse tipo de comparação pode levar à confusão e dificultar a compreensão da mensagem.
A utilização excessiva de jargões é outro vício a ser evitado. Embora em alguns contextos eles possam ser necessários, em uma comunicação mais ampla, os jargões podem dificultar o entendimento. É fundamental que o emissor da mensagem adapte a linguagem ao público-alvo, utilizando um idioma acessível e compreensível.
Para evitar esses vícios, é importante que os comunicadores busquem uma linguagem clara e objetiva. Um exercício valioso é a leitura de textos bem estruturados e a prática da escrita. Analisar como outros autores se expressam pode ajudar a identificar vícios enquanto se aprende a evitá-los. Também é útil receber feedback sobre a própria comunicação para detectar erros que, muitas vezes, passam despercebidos.
A conscientização sobre o uso correto da língua portuguesa é um aspecto que deve ser cultivado na educação formal e informal. Educadores têm um papel essencial na orientação dos alunos quanto ao uso da linguagem. Por meio de trabalhos, debates e exposições orais, os estudantes podem aprimorar suas habilidades e reduzir a ocorrência de vícios.
Nos últimos anos, com a crescente presença da comunicação digital, surgiu uma nova dinâmica de linguagem que inclui abreviações e expressões populares. Embora essas formas possam ser eficazes em contextos informais, é vital manter um cuidado especial ao se comunicar em ambientes mais formais. A clareza e a precisão são sempre essenciais para evitar mal-entendidos e garantir que a mensagem seja transmitida de forma eficaz.
No futuro, espera-se que haja uma maior valorização da linguística na formação acadêmica e profissional. O ensino da língua pode se tornar uma prioridade em um mundo cada vez mais interconectado, onde a comunicação precisa ser rápida e clara para evitar conflitos e promover a compreensão mútua. As novas gerações de comunicadores precisarão estar atentas aos vícios de linguagem e desmistificar a ideia de que o uso correto da língua é uma formalidade desnecessária.
Em suma, ao considerar os vícios de linguagem, é fundamental promover uma comunicação clara e eficiente. A filosofia de limpeza verbal, com a eliminação de redundâncias, ambiguidades e jargões desnecessários, pode levar a um avanço significativo tanto na fala quanto na escrita. Assim, a comunicação não apenas transmite informações, mas também constrói relações e entendimentos duradouros.
Questões de alternativa:
1. Qual dos seguintes é um exemplo de ambiguidade?
a) Ele viu o homem com um telescópio.
b) Ela subiu escadas para cima.
c) Ele comeu um prato saboroso e nutritivo.
Resposta correta: a) Ele viu o homem com um telescópio.
2. O que caracteriza a cacofonia?
a) A repetição desnecessária de uma ideia.
b) A combinação de sons agradáveis nas palavras.
c) A combinação desagradável de sons que causa ruído.
Resposta correta: c) A combinação desagradável de sons que causa ruído.
3. Qual é um exemplo de comparação improcedente?
a) A vida é como um desafio.
b) O sol brilha como uma estrela.
c) Educar é como construir uma casa.
Resposta correta: c) Educar é como construir uma casa.

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