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Cavidade Oral Comunica o exterior da boca com a cavidade faríngea. Tonsilas: adenoide, faríngea, palatina, linguais. !! Anillo de Waldeyer: é um sistema de defesa da faringe !! Parede anterior: lábios Parede posterior: palato mole Parede superior: palato duro Parede inferior: dorso da língua Parede labiais: bochecha [mejilla] !! O músculo responsável por fechar a boca é o orbicular da boca !! Modíolo: é o entrecruzamento das fibras musculares. São os músculos: Orbicular da boca Bucinador Zigomático maior Depressor da boca Elevador da boca Risório !! A fáscia do músculo bucinador é atravessada pelo conduto parotídeo !! Vascularização: labial, rama da facial Inervação: Motora: infraorbitário – V2: maxilar Motora: mentoniano – V3: mandibular Sensitivo: Facial Relembre: O nervo trigêmeo (V par craniano) tem o gânglio de Gasser que se divide em 3 ramas: V1 (oftálmica), V2 (maxilar), V3 (mandibular. Bochechas [mejillas] Parede medial: vestíbulo oral Parede lateral: pele Na região da pele, possui uma bola adiposa de Bicat que é composto por corpo adiposo da boca que recobre o plano profundo. Vascularização: facial, maxilar e temporal superficial. Inervação: facial Paladar Duro Seus 2/3 anteriores é formado por paladar duro. É uma estrutura óssea formada pelos: 1. Processos palatinos do maxilar 2. Lâmina horizontal do palatino 3. Rafe fibroso > Forâmen incisivo Vascularização: esfenopalatina e palatina descendente Veias: plexo pterigoideo Inervação: gânglio pterigopalatino. Paladar mole [blando] Se encontra no 1/3 posterior Tem uma formação fibromuscular Se une com a faringe pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo * Músculos que relacionam o paladar com a base do crânio: 1. Elevador do velo do paladar 2. Tensor do velo do paladar. * Músculos que relaciona com a língua e a faringe 1. Palatoglosso 2. Palatofaríngeo * Músculo que relaciona com a porção mediana do palato blando: 1. Músculo da úvula. Vascularização: palatinas descendentes e ascendentes, faríngea ascendente Veias: plexo pterigoideo Resumo da Naju O tall - - 8 - - - - -G - E - - - Cavidade Oral Comunica o exterior da boca com a cavidade faríngea. Tonsilas: adenoide, faríngea, palatina, linguais. !! Anillo de Waldeyer: é um sistema de defesa da faringe !! Parede anterior: lábios Parede posterior: palato mole Parede superior: palato duro Parede inferior: dorso da língua Parede labiais: bochecha [mejilla] !! O músculo responsável por fechar a boca é o orbicular da boca !! Modíolo: é o entrecruzamento das fibras musculares. São os músculos: Orbicular da boca Bucinador Zigomático maior Depressor da boca Elevador da boca Risório !! A fáscia do músculo bucinador é atravessada pelo conduto parotídeo !! Vascularização: labial, rama da facial Inervação: Motora: infraorbitário – V2: maxilar Motora: mentoniano – V3: mandibular Sensitivo: Facial Relembre: O nervo trigêmeo (V par craniano) tem o gânglio de Gasser que se divide em 3 ramas: V1 (oftálmica), V2 (maxilar), V3 (mandibular. Bochechas [mejillas] Parede medial: vestíbulo oral Parede lateral: pele Na região da pele, possui uma bola adiposa de Bicat que é composto por corpo adiposo da boca que recobre o plano profundo. Vascularização: facial, maxilar e temporal superficial. Inervação: facial Paladar Duro Seus 2/3 anteriores é formado por paladar duro. É uma estrutura óssea formada pelos: 1. Processos palatinos do maxilar 2. Lâmina horizontal do palatino 3. Rafe fibroso > Forâmen incisivo Vascularização: esfenopalatina e palatina descendente Veias: plexo pterigoideo Inervação: gânglio pterigopalatino. Paladar mole [blando] Se encontra no 1/3 posterior Tem uma formação fibromuscular Se une com a faringe pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo * Músculos que relacionam o paladar com a base do crânio: 1. Elevador do velo do paladar 2. Tensor do velo do paladar. * Músculos que relaciona com a língua e a faringe 1. Palatoglosso 2. Palatofaríngeo * Músculo que relaciona com a porção mediana do palato blando: 1. Músculo da úvula. Vascularização: palatinas descendentes e ascendentes, faríngea ascendente Veias: plexo pterigoideo Resumo da Naju 2 - Inervação: Sensitivo: maxilar Motor: mandibular, plexo faríngeo, vago e acessório. Piso da boca É separado pela região cervical pelo musculo milohioideo e coberto medialmente pelo musculo genioglosso. Parede inferior: milohioideo Parede anterolateral: mandíbula Parede medial: maciço muscular da língua Parede superior: língua Dentes Destinado a fragmentar os alimentos sólidos e um auxiliar da fonação. 4 incisivos central 4 incisivos laterais 4 caninos 8 pré molares 16 molares 1° dentição ocorre de 6 a 8 meses e possui 20 dentes. 2° dentição [permanente] ocorre entre 6-12 anos. !! Exceto pelos 4 últimos dentes do 3° molar que tardam até os 20 anos para aparecer. O dente do juízo [muela del juicio] !! Aparato mastigador - Cara inferior do temporal - Côndilo da mandíbula É uma articulação do tipo elipsoide Músculos mastigadores - Temporal - Masseter - Pterigoideo Lateral - Pterigoideo Medial Língua É um órgão ímpar, simétrico com forma de cone. Função: ● mastigação ● deglutição ● sucção ● fonação A parte móvel é do vértice da língua até o surco terminal (V invertido) Forame cego: situado na parte mediana da língua, é uma cicatriz do conduto tireoglosso. Vascularização: lingual dorsal, sublingual, lingual profunda. Inervação: Sensitiva: lingual, glossofaríngeo (terço posterior), laríngeo superior. Motor: hipoglosso Músculos da língua: * Que nascem dos ossos próximos: - Genioglosso - Estiloglosso - Hioglosso * Que nascem dos órgãos próximos - Palatoglosso - Faringoglosso - Amigdaloglosso * Que nasce junto com ossos e órgãos próximos - Lingual superior (único musculo impar da língua) - Lingual inferior * Músculo intrínseco - Transverso Resumo da Naju O - - 5 - - & * E O * E E Glándulas salivales menores: ● Labiais ● Bucais ● Molares ● Palatinas ● Linguais Glândulas salivares maiores: ● Parótida ● Submaxilar (submandibular) ● Sublingual Glândula Parótida É a mais volumosa, situada na região parotideomassetérica. O conduto parotídeo é o de Stenon [Stensen], 15 a 45 mm, perfurando o bucinador. 3 caras: lateral, posteriormedial e anteromedial 3 bordes: anterior, posterior e medial. Base: superior Vértice: inferior e superficial Celda parotídea - paredes ● Adelante: borde posterior da mandíbula ● Atrás: apófise mastóide ● Acima: conduto auditivo externo ● Posteromedial: apófise mastóide + esternocleidomastoideo ● Anteromedial: apófise estilóide até o borde posterior da mandíbula. Celda parotídea - bordes ● Posterior: apófise mastóide ● Anterior: Mandíbula ● Medial: Apófise estilóide Órgãos intraparotídeos: 1. Nervo facial 2. Nervo auriculotemporal 3. Artéria carótida externa 4. Gânglios linfáticos parotídeos: superficial, profundo e intraglandular. Vascularização: auricular, facial transversa e carótida externa Inervação: Parassimpático: auriculotemporal Sensitivo: auricular maior Glândula submaxilar [submandibular] Está situada medial e por debaixo do corpo da mandíbula, em direção ao ângulo da mandíbula. ● Cara lateral: convexa ● Cara medial: onde emerge o conduto excretor da glândula. ● Prolongação anterior: superficial ● Borde inferior: redondo, excede ao osso hióide ● Prolongação superior: convexa, se dirige medial ao pterigoideo medial ● Prolongação posterior: medialmente ao trato do ângulo da mandíbula. Conduto submaxilar [de Warthon] Atravessa os músculos hioglosso medialmente e milohioideo lateralmente, para percorrer o espaço sublingual (piso da boca), se acerca do frenillo lingual e perfura ambos os lados da mucosa formandoum tubérculo: carúncula salivar. Resumo da Naju ⑤= & - O ① & E e - - - 8 - O - ↑ G - - - - - - - E- -- - > - => haton - - - - - - - - - / = Vascularização: facial Inervação: lingual Glândula sublingual É a mais anterior e também a menor das glândulas salivares maiores, situada no piso da boca, debaixo da mucosa bucal, entre a língua e a cara medial do corpo da mandíbula. Seu peso não passa de 3g. Tem a forma de uma oliva achatada, orientada de trás para frente e de lateral a medial. Possui dois condutos sublingual: 1. O maior de Rivinus ou Bartolino, emerge da parte media da glândula acompanhando o conduto submandibular, para desembocar na carúncula sublingual. 2. O menor de Walther se abre na mucosa do piso da boca. Celda sublingual: Parede superior: corresponde ao piso da boca, se forma o triangulo da glândula sublingual. Sua base é formada pelo borde anterior da porção fixa da língua, seu vértice chega atrás dos incisivos inferiores e lateralmente chega os arcos gingivodentais. Parede inferior: formada pela cara superior do musculo milohioideo Parede anterolateral: constituída pela cara medial do corpo da mandíbula, por encima da linha obliqua milohioideo Parede medial: a parede está formada pelos músculos da língua – genioglosso e geniohioideo. Vascularização: lingual e submentoniana Inervação: gânglio submandibular Faringe É um canal muscular, disposto verticalmente na frente da coluna vertebral e atrás das cavidades nasais, bucal e laringe. Se continua para baixo com o esôfago. Função: ● Deglutição ● Respiração ● Fonação ● Participa da audição Conduto musculomembranoso !! ENCRUCIJADA AERODIGESTIVA Situada entre a boca, fossas nasais, é onde passa o bolo alimentar e o ar inspirado !! Se estende desde a base do crânio (porção basilar do occipital) até o borde inferior de C6 ou C7. Mede 13-14 cm e seu diâmetro transversal é de 4,5-5 cm. ● Nasofaringe: superior, nasal, rinofaringe, epifaringe. ● Orofaringe: media, bucal, nasofaringe ● Laringofaringe: inferior, laríngea, hipofaringe. Músculos da faringe: São músculos estriados que obedecem a um comando voluntário. Resumo da Naju - - - -- ⑨ - -> 6 - E - -> fago Músculos constritores: ● Constritor superior da faringe ● Constritor médio da faringe ● Constritor inferior da faringe. Músculos elevadores: ● Palatofaríngeo ● Estilofaríngeo ● Salpingofaríngeo. Hiatos faríngeos: ● Hiato superior: entre as inserções do músculo constritor superior e médio - Nervo glossofaríngeo - Ligamento estilohioideo - Músculo estilofaríngeo ● Hiato médio: entre as inserções dos músculos constritores médio e inferior. - Veia laríngea superior - Artéria laríngea superior - Nervo laríngeo superior ● Hiato inferior: entre as inserções dos músculos constritores inferiores. - Rama externa do nervo laríngeo superior, passa de forma superficial. Nasofaringe: prolonga para trás as cavidades nasais até o piso móvel do velo do paladar. Orofaringe: entre os planos horizontais que passam pelo velo do paladar e o osso hióide. Laringofaringe: se estende desde o osso hióide até o borde inferior do cricoides. Vascularização: carótida externa, faríngea ascendente, lateral e posterior. Inervação: Sensitivo: vago, trigêmeo, nasofaringe Motor: plexo faríngeo Vegetativos: plexo faríngeo Esôfago Órgão musculomembranoso que vai desde a faringe até o estômago, conduzindo o bolo alimentar. Vai desde C6, continuação da faringe até o orifício das cardias (T10-11) Mede de 25 a 30 cm Possui 4 porções: ● Cervical (5 cm) ● Torácica (16 a 20 cm) ● Diafragmática (1 cm) ● Abdominal (3 cm) Trajeto: 1. ocupa a região pré vertebral no terço inferior do pescoço. 2. Penetra o tórax situado na região posterior do mediastino superior, recorrendo verticalmente 3. Se localiza na linha média a nível de T1 a T4, ocupando quase todo o plano médio pré vertebral 4. Logo desvia para a direita deixando lugar para passagem da aorta. Resumo da Naju ① - - - => O 5. Se desvia de volta para a esquerda em T7 descendo verticalmente até o orifício das cardias em T11-12. Apresenta 3 estreitamentos 1. Cricóideo 2. Torácico [bronco-aórtico] 3. Frênico [diafragmático] Porção cervical do esôfago Se encontra na parte mais profunda da região infra-hióidea, entre C6 a T2. ● Atrás: Está separado pela coluna vertebral pelos músculos e a hoja pré-vertebral ● Afrente: Está em contato com a cara posterior da traqueia. ● Lateral D: nervo laríngeo recorrente ● Lateral E: carótida comum esquerda ● Lateral D e E: tronco simpático cervical e artéria tiroideia inferior. Porção torácica do esôfago Se estende desde T2 até T9. Sempre em disposição retrotraqueal, passando pelas cúpulas pleurais. A partir de T4 a aorta descreve seu arco à esquerda e o esôfago se desloca para a direita. Hiato esofágico: orifício muscular do diafragma que constitui um esfíncter funcional externo para o esôfago. Porção abdominal do esôfago Está em contato com o peritônio que recobre somente a sua cara anterior. Seu borde direito se relaciona com o vestíbulo da transcavidade dos epiplones O borde esquerdo se continua em direção da vertente direita da curvatura gástrica maior, formando a incisura do cardias. O nervo vago esquerdo descende anteriormente, enquanto o direito descende posteriormente. Vascularização: ● Esofágicas superiores - tiroidea inferior ● Esofágicas médias - aorta ou bronquiais ● Esofágicas inferiores - artérias frênicas inferiores e gástrica esquerda Inervação: Motora: simpática e parassimpática Sensitiva: pouco desenvolvida Parassimpático: laríngeo recorrente esquerdo e vago Simpático: nervos vasculares e esplácnicos. Resumo da Naju Paredes da cavidade abdominal ● Anterior - toracoabdominal - Porção torácica abaixo do borde condral - Porção abdominal constituídas pelos músculos: retos e anchos do abdômen. ● Superior - diafragmática - É a cúpula do diafragma e parte dos órgãos superiores ● Inferior - diafragma pélvico - Constituída pelos músculos elevador do ano e sistema genitourinário. ● Posterior: - Porção mediana - coluna vertebral - Porção lateral - região lombar, rim, envolturas fibrosas. ● Laterais - Laterais superiores - toracolombar com o 10° e 11° espaço intercostal - Lateral media - lombo ilíaco com os músculos anchos do abdômen. - Lateral inferior - pélvica, formada pelo osso ilíaco, músculo ilíaco e obturador interno. O abdômen se divide topograficamente por meio de duas linhas verticais: ● hemiclavicular ● hemi inguinal Duas linhas horizontais: ● superior: reborde costal inferior: espinhas ilíacas anterosuperiores Peritônio É uma membrana serosa que tapiza as paredes da cavidade abdominal e os órgãos que se encontram. ● hoja parietal: tapiza as paredes abdominais e pélvicas ● hoja visceral: se adere às vísceras intra- abdominais. As duas hojas se continuam uma com a outra sem interrupção. Entre essas hojas se interpõe a cavidade peritoneal. Todos os órgãos intra-abdominais são rodeados por peritônio, exceto o ovário e a cara interna do infundíbulo da trompa uterina. Os órgãos extra-peritoneais não possuem o peritônio visceral. Órgão retroperitoneal: estão atrás do peritônio, ex: rim, ureter, grandes vasos. Órgão infraperitoneal: estão abaixo do peritônio, ex: bexiga, útero, vagina. Hojas: uma parietal que tapiza a parede e outra visceral aderida às vísceras. Mesos: formações peritoneais que unem os órgãos as paredes, contém paquete vasculonervioso. Epiplones: unem um órgão a outro. Resumo da Naju Ligamentos: entre as duas hojas se encontram um paquete vasculonervioso. Fondos de saco: depressões do peritônio. Mesos São folhas portadoras de vasos que relacionam uma víscera com a parede abdominal. Transcorre vasos, nervos e linfas. Ligamentos Entreas duas folhas que o constitui NÃO se encontra uma raiz vasculonerviosa importante, só um armazenamento fibroso de inserção, suspensão ou amarra. Epiplones [omentos] Possui duas folhas que se reúnem em duas vísceras vizinhas. Contêm raízes vasculares. Fáscia de coalescência Um meso pode aplicar-se sobre o peritônio parietal. As duas folhas em contato se unem e são substituídas por uma folha conectiva que produz um anexo [adosamiento] e posteriormente a coalescência. Topografia geral do peritônio A. As raízes vasculares unem as vísceras à parede posterior (aorta). As vísceras estão livres pela frente. B. O cólon transverso, estendido da direita para a esquerda, está unido à parede abdominal posterior pelo mesocólon transverso, que estabelece uma divisão da cavidade abdominal em dois pisos: supracólico e infracólico.] Região supracólica Corresponde ao território de distribuição do tronco celíaco que irriga o estômago, baço e fígado. RELEMBRE: o tronco celíaco dá as ramas: hepática comum, gástrica esquerda e esplênica. Compartimento supramesocólico Está dividido em: ● Celda suprahepática Resumo da Naju - entre a cara convexa do fígado e a cara inferior do diafragma ● Celda infrahepática - entre a cara inferior do fígado e o mesocólon transverso ● Celda gástrica - à esquerda ● Transcavidade dos epiplones. Celda gástrica: situada à esquerda do ligamento falciforme. Descende pela frente do mesocólon transverso e se estende a esquerda, abaixo do diafragma. Celda esplênica: ocupa a parte restante da região subfrênica esquerda Recesso subfrênico: entre o fígado e o diafragma, são 2, direito e esquerdo, separados pelo ligamento falciforme Recesso sub-hepático: entre o fígado e o cólon transverso e a parede abdominal anterior. Dividido em direita e esquerda pelo ligamento falciforme Atrás do estômago, existe uma formação complexa, bolsa omental [transcavidade dos epíplones], que se desenvolve em sentido transversal até o hilio do baço. Região infracólica O mesocólon sigmóide o divide em duas porções: 1. Porção abdominal: contém principalmente o intestino delgado. - A raiz do mesentério o divide em dois espaços: a) espaço mesentérico cólico direito b) espaço mesentérico cólico esquerdo 2. Porção pélvica: ocupado pelo reto e o sistema urogenital. Compartimento inframesocólico Limites ● Acima: mesocólon transverso ● Atrás: parede abdominal posterior ● A frente: epiplon maior ● Lateral: parede anterolateral do abdome. Divisões 1. Espaço mesentérico cólico direito 2. Espaço mesentérico cólico esquerdo 3. Espaço parietocólico direito 4. Espaço parietocólico esquerdo 5. Compartimento pélvico. Pliegues peritoneais: Acima do umbigo: - Ligamento redondo do fígado Abaixo do umbigo: - Pliegue umbilical médio: úraco - Pliegue umbilical lateral: artérias umbilicais. Cavidade pré visceral: Se estende por trás da parede abdominal anterior, do diafragma e do borde inferior do tórax até púbis e os ligamentos inguinais. Se apoia atrás e acima sobre a cara diafragmática do fígado e do estômago. Os ligamentos gastrocólicos e hepatogástrico, estendidos desde o estômago até o cólon transverso e o fígado. O omento maior, amplia a folha suspendida do cólon transverso que descende até o púbis. Resumo da Naju ● Adelante: peritônio parietal anterior que tapiza a parede anterior do abdômen. ● Atrás: fígado, estômago, ligamento gastrocólico e gastrohepático, epiplón maior. ● Lateral D: abaixo do lóbulo direito do fígado; apresenta o recesso hepatorrenal [Bolsa de Morison] ● Lateral E: abaixo do lóbulo esquerdo do fígado; comunica o recesso subfrênico com o surco paracólico esquerdo. Transcavidade dos epiplones ● acima: cara inferior do fígado ● abaixo: epiplón gastrocólico [maior] ● adelante: cara posterior do estômago ● atrás: parede posterior do abdômen ● lateral D: vestíbulo que tem o forame bursae omentalis ● lateral E: união dos epiplones gastroesplênico e pancreatico-esplênico. RESUMEN Estômago É um reservatório muscular interposto entre o esôfago e o duodeno, onde se acumulam os alimentos e cuja mucosa secreta um suco gástrico potente. Ocupa quase todo o hipocôndrio esquerdo e uma grande parte do epigástrio. Situado parcialmente no recesso subfrênico esquerdo, acima do mesocólon transverso, abaixo do fígado e do diafragma. 2 porções: vertical e horizontal 2 bordes ou curvaturas 2 orifícios: cárdia e piloro Porção vertical 1. Fundo gástrico [tuberosidade maior], também conhecido como fórnix gástrico. 2. Corpo gástrico 3. Extremidade inferior [tuberosidade menor] Resumo da Naju Porção horizontal [pilórica] 1. Configura um embudo que se estreita em direção ao piloro, 2. A primeira parte dessa porção é antro- pilórico, seguida do canal pilórico e termina no piloro. Curvatura maior ● Se estende desde o borde superior do cardias até o borde inferior do piloro. ● Forma o borde esquerdo do esôfago abdominal ● Possui um ângulo aberto para cima: incisura do cardias [ângulo de His] Curvatura menor ● Se estende do cardias até o piloro ● É mais grossa e apresenta duas vertentes: uma anterior e outra posterior. ● Possui uma incisura angular [pilórica] que está entre o segmento vertical e o piloro. ● Nessa curvatura chega aos vasos e nervos mais importantes e pode considerar-se como o hilio gástrico. Cardias O orifício do cardias é oval, orientado acima, adelante e em especial, à direita. Piloro Situado na parte inferior da curvatura menor, marcado externamente pelo esfíncter pilórico, um anel de músculo liso que abre e fecha o orifício. Peritônio gástrico Cobre o estômago por duas folhas que de forma contínua tapizam sua parede anterior e posterior. Hoja anterior Ao decorrer da curvatura menor, abandona esta e se dirige para a cara visceral do fígado, formando a folha anterior do ligamento hepatogástrico. Ao decorrer da curvatura menor, ele se estende até: ● acima: hilio do baço ● abaixo: cólon transverso Participa assim dos ligamentos: 1. gastroesplênico 2. gastrocólico 3. omento maior. Hoja posterior Se reflete até a parede abdominal posterior. A cara posterior do fundo gástrico está desprovida de peritônio. Ao decorrer da curvatura menor, se estende até o fígado e constitui a folha posterior do ligamento hepatogástrico. Para baixo forma o ligamento gastrocólico e o omento maior. Resumo da Naju Omento menor Deitado entre a curvatura menor e o hilio hepático. Está situado na cara visceral do fígado. Se considera que tem 4 bordes: hepático, gástrico, diafragmático e livre. !! Forma a parede anterior da transcavidade dos epiplones !! Omento maior Se origina na parte inferior da curvatura maior e do borde inferior da porção superior do duodeno. Desde então ambas as folhas se juntam descendo até o púbis, logo, se desviam e voltam a subir até o mesocólon transverso. Se situa em frente do intestino delgado e atrás da parede anterior do abdômen. Relações do estômago Porção torácica ● diafragma ● borde condral ● borde inferior do pulmão ● pericárdio e cara inferior do coração ● cavidade peritoneal ● borde esquerdo do fígado Porção abdominal ● parede abdominal anterior ● Esôfago abdominal ● Peritônio parietal ● Fígado, cara visceral ● Cara anterior do pâncreas, corpo e cola. ● Cara visceral do baço ● Mesocólon transverso ● Nervo vago direito ● Transcavidade dos epiplones. Espaço semilunar [de Traube] É uma zona onde o estômago entra em contato com o diafragma. É hipersoro a percussão. Limites: ● abaixo: borde condral ● acima: 5° cartílago costal ● lateral: linha axilar anterior. Triângulo de Labbé É a porção do epigástrio projetada pelo estômago Limites: ● Abaixo e direita: borde anterior do fígado ● Acima e esquerda: borde condral ● Abaixo: linha fictícia horizontal entre os 9° cartílagos costais.Resumo da Naju Região celíaca [de Luschka] Limites ● curvatura gástrica menor e borde superior do duodeno ● Atrás: últimas T10 a T12 + L1 e pilares de diafragma. ● Superficialmente o epíplon menor e atrás dele o lóbulo caudado do fígado. Conteúdo: - direita: veia cava inferior - linha média: aorta abdominal, tronco celíaco e suas 3 ramas. !! Tronco celíaco: hepática comum, gástrica esquerda, esplênica !! Vascularização: Rodeado por um círculo arterial contínuo, localizado nos bordes das curvaturas gástricas e constituído pela anastomose das artérias que procedem do tronco celíaco ou suas ramas. Curvatura menor: gástrica esquerda (coronária estomáquica) e gástrica direita (pilórica), vinda da artéria hepática própria. Curvatura maior: gastroepiplóica esquerda, da artéria esplênica e gastroepiplóica direita derivada da artéria gastroduodenal. Artéria gástrica posterior [esofagocardiotuberositaria posterior] É a primeira rama que proporciona a artéria esplênica ao estômago. Emerge cedo do tronco da artéria esplênica no seu trajeto pancreático. Artéria gástrica curta Destinada ao fundo gástrico. Número de 6 a 8 artérias pequenas que procedem da raiz do baço pelo ligamento gastroesplênico. Essas artérias gástricas curtas se encontram acompanhadas de vênulas. !! vênulas: transportam sangue de um capilar para uma veia !! Veias Nomes homólogos às artérias, porém desembocam na veia porta hepática Inervação Se trata de nervos do sistema autônomo ● Nervos gástricos provenientes do Vago [parassimpático] - Tronco vagal anterior - Tronco vagal posterior Ramas gástricas do plexo celíaco (simpático e parassimpático). Peritônio gástrico ● Hoja anterior - na curvatura menor forma a hoja anterior do epíplon menor e o ligamento hepatogástrico. - na curvatura maior forma o ligamento gastroesplênico, ligamento gastrocólico e epíplon maior ● Hoja posterior Resumo da Naju - acima forma o ligamento gastrofrênico - na curvatura menor forma a hoja posterior do epíplon menor - na curvatura maior forma a hoja posterior do ligamento gastroesplênico, gastrocólico e epíplon maior. Transcavidade dos epiplones É um divertículo da cavidade peritoneal. Se comunica com a grande cavidade peritoneal pelo hiato de Winslow. Situado: ● atrás: epíplon menor e estômago ● adelante: pâncreas ● abaixo: fígado ● acima: mesocólon transverso. Forame epiplóico [hiato de Winslow] É o orifício de entrada ao vestíbulo da transcavidade dos epiplones. Comunica o vestíbulo com a grande cavidade peritoneal. Limites ● adelante: vena porta ● atrás: VCI tapizado de peritônio parietal ● acima: processo caudado do fígado ● abaixo: fáscia de Treitz a nível da flexura superior do duodeno Vestíbulo Está interposto entre o hiato de Winslow e o forame bursae omentalis. Limites: ● adelante: epiplon menor ● atrás: peritônio parietal posterior que tapiza a região celíaca. ● acima: ligamento coronário por trás do lóbulo caudado ● abaixo: borde superior da cabeça do pâncreas. Forame bursae omentalis [de Bochdaleck] Comunica o vestíbulo com a porção retrogástrica da transcavidade dos epiplones. ● borde posterior, superior e esquerdo: pliegue gastropancreático (hoz da artéria gástrica esquerda) ● borde anterior: curvatura menor do estômago onde se anastomosam as artérias gástricas esquerda e direita. ● borde anterior e inferior: artéria gástrica direita ● borde inferior e direito: pliegue hepatopancreático (hoz da artéria hepática comum). Resumo da Naju Porção retrogástrica ● Parede anterior: cara posterior do estômago e ligamento gastrocólico ● Parede posterior: 1. acima: aorta 2. médio: porção supracólica do pâncreas 3. abaixo: mesocólon transverso ● Parede esquerda: recesso esplênico e os ligamentos gastroesplênico e esplenopancreático ● Parede direita: 1. superior: pliegue gastropancreático 2. médio: forame bursae omentalis 3. inferior: duodeno e ligamento gastrocólico. ● Borde superior: anexo gastrofrênico ● Borde inferior: união da folha anterior do ligamento gastrocólico e a folha superior do mesocólon transverso. RESUMEN Intestino Delgado Se extende desde o piloro até a válvula ileocecal. Tem 6 a 8 metros de longitude Possui 3 porções: duodeno, yeyuno e íleon. Duodeno Primeira porção do Intestino Delgado, é fixa na parede abdominal posterior. O peritônio só recobre a cara anterior do duodeno. Tem aproximadamente 25cm de longitude. Tem forma de anillo incompleto (letra C) que molda a cabeça do pâncreas. É dividido em 4 porções: - 1° porção [superior]: móvel, vai do piloro até o cuello da vesícula biliar. - 2° porção [descendente]: fixa, vai do cuello da vesícula biliar até o borde inferior da cabeça do pâncreas. - 3° porção [horizontal]: fixa, vai do borde inferior da cabeça do pâncreas até os vasos mesentéricos superiores. 4° porção [ascendente]: dos vasos mesentéricos superiores até a flexura duodenoyeyunal [ângulo de Treitz]. !! Marca duodenal: é o trajeto do duodeno entorno da cabeça do pâncreas !! Porção superior – 1° porção. Está situada no flanco direito da L1 É obliqua para cima, atrás e a direita. Se estende desde o piloro até o pescoço da vesícula biliar. Sua origem apresenta uma proeminência: a ampolla do bulbo duodenal. Resumo da Naju Peritônio duodenal superior: Adelante: o órgão está cruzado pelo mesocolon transverso; Atrás: o peritônio desaparece, exceto na parte inicial da porção superior [bulbo duodenal] O duodeno é uma víscera aderida ao peritônio parietal posterior. Está coberto por peritônio só em sua cara anterior, enquanto sua cara posterior está aderida por uma fascia de coalescência. Se encontra situado em ambos os pisos supra e inframesocólico da cavidade peritoneal. Peritônio descendente – 2° porção Forma um ângulo de 60 a 80°, a flexura superior do duodeno [rodilla superior del duodeno]. Descende verticalmente Está localizado a direita da coluna lombar, em frente dos processos costais de L1 a L4. Essa porção recebe os condutos: Conduto excretor biliar Conduto pancreático !! Na segunda porção se encontra a ampolla de Vater e a carúncula maior, onde forma o esfíncter de Oddi !! Peritônio na porção descendente Se estende desde a flexura superior até a flexura inferior do duodeno. Em seu trajeto vertical é cruzada pela raiz da implantação do mesocolon transverso. A cara anterior compreende a duas porções: 1. Supramesocólico: se relaciona com a cara visceral do fígado, onde determina a impressão duodenal na cara visceral do lóbulo direito, medialmente e em frente da impressão renal. 2. Inframesocólico: ocultada acima e a direita do plano mediano pelo mesocolon transverso e o colón transverso, que cai em sua frente. As asas delgadas se situam em frente do duodeno. Posteriormente ao mesocolon ascendente passam os vasos sanguíneos e linfáticos cólicos superiores e direitos Porção Horizontal – 3° porção Faz um ângulo de 90° Conhecida como a flexura inferior do duodeno [rodilla inferior del duodeno] Se dirige a direita e a esquerda, passa pela frente da coluna vertebral na altura de L3-L4 e dos vasos pré vertebrais e atrás dos vasos mesentéricos superiores. É concava para trás e está contida na pinça vascular aorticomesentérica. Peritônio porção horizontal É transversal, na altura de L4 É inteiramente infracólica, está compreendida entre uma pinça vascular: Atrás: aorta abdominal Adelante: artéria mesentérica superior Resumo da Naju Porção ascendente – 4° porção Se dirige para cima, a esquerda e algo atrás. Se dirige até o flanco esquerdo da L2, chegando a flexura duodenoyeyunal. Peritônio porção ascendente: Está por baixo do mesocolon transverso, cuja raiz se inserta no borde anterior e inferior do corpo do pâncreas. Flexura [ângulo] duodenoyeyunal [Treitz] Está suspendidapor uma formação fibromuscular, o musculo suspensório do duodeno [músculo de Treitz] que une o duodeno a um pilar do diafragma. A aderência do duodeno ao pâncreas se estende até as proximidades dos vasos mesentéricos, a nível do qual o pâncreas se afina e enrola de forma variável ao seu entorno: processo unciforme [pâncreas menor, de Winslow] O máximo de aderência se situa na altura da desembocadura do conduto biliar e os pancreáticos no duodeno. Peritônio porção flexura duodenoyeyunal [Treitz] A terminação do duodeno forma o começo do yeyuno. O músculo suspensor do duodeno se estende desde o hiato aórtico e o pilar esquerdo do diafragma até o vértice da flexura, onde assegura uma determinada fixação. Se encontra em frente da L2, o músculo é mais constante que a do piloro em frente de L1. Vascularização: As artérias do duodeno provem das ramas do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior ou das anastomoses que reúnem esses dois sistemas pelos arcos pancreatoduodenais, que irrigam ao mesmo tempo o duodeno e a cabeça do pâncreas. Arcos arteriais pancreatoduodenais: estão constituídos por ramas superiores originadas na artéria gastroduodenal e por ramas inferiores que nascem da artéria mesentérica superior. Arco pancreatoduodenal anterior: reúne as duas artérias pancreatoduodenais anteriores. Arco pancreatoduodenal posterior: reúne as duas artérias pancreatoduodenais posterior. Resumo da Naju Veias As redes parietais dão origem a venas satélites das artérias [de mesmo nome], tributaria aos arcos venosos pancreatoduodenais que são: Anterior e inferior: as venas desembocam no tronco comum que drena o sangue das venas cólicas direita superior e gastroomental direita, terminando no lado direito da vena mesentérica superior. Posterior e superior: estendido desde a vena mesentérica superior até a vena porta hepática. Drena venas coledocianas, pancreáticas e duodenais. Algumas venas da porção superior do duodeno vão desde a vena gástrica direita. A flexura duodenoyeyunal se dirige ao borde esquerdo da vena mesentérica superior junto com a 1° vena yeyunal. Inervação Todos os nervos provem do plexo celíaco e seguem o trajeto das artérias. Não existe raiz nervosa autônoma, exceto para a porção ascendente do duodeno que recebe filetes diretos procedentes dos nervos do fígado [plexo hepático]. Yeyuno e Íleon Não se diferenciam notavelmente entre si. Yeyuno está próxima a flexura duodenoyeyunal e o íleo próximo da união ileocecal. Não existe um limite neto entre eles. Desenrolado apresenta-se como um tubo de calibre regularmente decrescente tendo 5,5 a 9m, com uma média de 6,6m. Borde posterior [mesentérico] Borde anterior [livre]: só aparece quando o intestino está vazio. Duas caras cuja orientação varia segundo a situação do segmento considerado. Disposição das asas delgadas A disposição é aparentemente anárquica. 1. Superior e esquerdo: asas disposição horizontal. 2. Inferior e direito: asas em disposição vertical. Resumo da Naju Peritônio – Mesentério O yeyuno e o íleon estão inteiramente revestidos de peritônio, exceto ao longo do borde onde situam seus vasos. Ali o peritônio constitui um meso de duas folhas, o mesentério que conecta o yeyuno e o íleo a parede abdominal posterior. Este mesentério possui: Uma inserção parietal, a raiz do mesentério Uma inserção intestinal Duas caras. Raíz do mesentério Se estende desde a flexura duodenoyeyunal, nível de L2, até a união ileocecal, na fossa ilíaca direita. Segue uma linha de direção geral obliqua para baixo e a direita. Esta linha se estende desde o flanco esquerdo a nível de L2 até a articulação sacrilíaca direita. Vascularização Artéria mesentérica superior - Se origina da cara anterior da aorta abdominal, a 2cm abaixo do tronco celíaco. - Passa por trás do pâncreas voltando para a frente do duodeno horizontal, penetrando a raiz do mesentério. - Depois penetra o próprio mesentério num plano mediano. - Termina em contato com o ileon a uns 80cm da união ileocecal. - Este ponto corresponde a asa intestinal primitiva do embrião, representada pelo divertículo ileal do adulto. - A artéria termina com a ileocecoapendiculocólica direita e esquerda. Ramas colaterais Artéria hepática (pouco frequente) Artéria pancreatoduodenal inferior Artéria cólica direita Artéria ileocólica Artéria yeyunais Artérias ileais Ramas terminais: Últimas duas artérias ileais 1. A penúltima se dirige a esquerda e se anastomosa com a colateral suprajacente. 2. A última artéria ileal vai para direita seguindo o borde mesentérico da última asa ileal, até a união ileocecal. Encontra a rama ileal da artéria ileocólica [ileocecoapendiculocólica] com a qual se anastomosa. 3. Há um arco marginal que fica delimitada por uma área avascular [espaço avascular de Treves]. Anatomoses: Acima: artéria hepática com o arco pancreatoduodenal Abaixo: mesentérica inferior pelo arco marginal do cólon [arco de Riolano], que se encontra ao longo do cólon transverso. Resumo da Naju Linfático São muito numerosos, asseguram o transporte do quilo. !! Quilo: produto de absorção dos lipídeos nas vellosidades intestinais!! De uma rede submucosa aos vasos quilíferos [venas lácteas de Aselli] situados no mesentério. Se distinguem em duas correntes: Yeyunoileal Ileal terminal. Tem duas correntes que são drenadas por um ou vários coletores grossos que passam atrás do pâncreas, acompanhados aos vasos mesentéricos superiores e desembocam nos nodos centrais superiores. Dali a linfa é transportada pelo tronco linfático intestinal, principal afluente da cisterna del quilo [de Pecquet] !! A adenitis (inflamação adenopatia mesentérica) pode simular uma apendicitis !! Inervação São nervos mistos que contem fibras simpáticas e parassimpáticas. Procedem do plexo celíaco e gânglios mesentéricos. Assegura sensibilidade, controle e motricidade das secreções intestinais. Intestino Grosso É a porção do tubo digestivo que continua do íleon. Se estende desde o orifício ileal [valvula ileocecal] até o ânus (onde se abre ao exterior). A disposição que adota o intestino grosso na cavidade abdominal se denomina marco colonico. O intestino grosso está dividido em vários segmentos: Ceco [ciego]: situado por debaixo do orifício ileal, junto com o apêndice vermiforme. Cólon ascendente: que se dirige até a cara visceral do fígado e se continua na flexura cólica direita. Flexura cólica direita (hepática): entre o cólon ascendente e o cólon transverso. Cólon transverso: que chega a parte superior e esquerda do abdômen. Reto: que se estende desde o cólon sigmoide, a uns 13-15cm do ânus (na altura de S3) até a flexura perineal (frente do cóccix), onde se continua com o canal anal. Canal anal: ultima porção do intestino grosso, que começa com as colunas anais a nível da união anorretal e segue um trajeto de 3-4cm, terminando no ânus. No intestino grosso o peritônio se dispõe de forma variável: o ciego, o apêndice vermiforme, o cólon Resumo da Naju sigmoide e transverso SÃO LIVRES, com um meso e uma envoltura peritoneal completa. O cólon ascendente e o descendente estão adosados a parede posterior do abdômen. O reto dispõe de um revestimento peritoneal incompleto. Vascularização: Cólon direito (ciego, ascendente, flexura cólica, metade direita do cólon transverso: irrigado pela artéria mesentérica superior. Essa porção do cólon geralmente se encontra distendida por gás e nessa se produz grande parte da reabsorção da água do bolo fecal. Cólon esquerdo (metade esquerda do cólon transverso, flexura cólica esquerda, cólon descendente e sigmoide): está irrigado pela mesentérica inferior. É mais estreito e se encarrega da evacuação do bolo fecal, mais pastosoe homogêneo a este nível. Veias A circulação venosa do cólon pertence ao sistema da veia porta hepática. O intestino grosso mede em sua totalidade 1,6 a 1,8 metros no adulto. Seu diâmetro diminui de forma progressiva desde o ciego até o cólon sigmoide. A nível do reto apresenta uma dilatação ampolla rectal e logo depois volta a se estreitar a nível do canal anal. Ao abrir o abdômen, o intestino grosso se diferencia em intestino delgado (pelo diâmetro maior) assim como a presença de tênias, haustras e apêndices omentais do cólon. Inervação: São duplas, um sistema intrínseco e um extrínseco. Sistema nervoso intrínseco Se encontra aqui as porções correspondente do plexo entérico, que formam a parte do sistema nervoso entérico, constituído por: - Plexo submucoso [de Meissner]: que tem sobretudo funções sensitivas, está localizado na submucosa, entre a capa muscular e a capa muscular da mucosa. - Plexo mientérico [de Auerbach]: que é principalmente motor (peristaltismo intestinal) e se encontra entre as capas muscular longitudinal e a capa muscular circular. - Plexo subseroso: situado de modo mais superficial, coberto pelo peritônio. Sistema nervoso extrínseco Os nervos do intestino grosso acompanham as artérias. Contem fibras parassimpáticas e fibras simpáticas que inibem as contrações intestinais. Estas fibras simpáticas provem também do plexo celíaco e são reforçadas por fibras provenientes do tronco simpático lombar, sobretudo a esquerda: plexo mesentérico inferior. Resumo da Naju Tênias do cólon [cintillas longitudinais] São fibras musculares longitudinais do cólon, agrupados em 3 bandeletas, seguindo o eixo maior do intestino. Mede de 8 a 15mm de largura. Começa na base do apêndice vermiforme, sobre a parede do ciego, em numero de 3, desde aqui se divergem até o cólon ascendente. 1. anterior: a tênia livre, a mais larga 2. posterolateral: tênia omental 3. Posteromedial: tênia mesocólica. Com uma ligeira modificação para o cólon transverso, onde a tênia livre passa a ser anteroinferior, enquanto a tênia omental se faz posterosuperior; e a tênia mesocólica se faz posterioinferior. No cólon descendente se adotam a mesma disposição do ascendente. As tênias desaparecem à nível do reto. Haustras [abollonaduras] São dilatações na parede em força de saco, que se encontram situada entre os pliegues semilunares, que formam seus limites. Cólon As distintas porções do cólon: 1. Ciego e apêndice vermiforme 2. Cólon ascendente 3. Flexura cólica direita 4. Cólon transverso 5. Flexura cólica esquerda 6. Cólon descendente 7. Cólon sigmoide 8. Reto 9. Canal anal Ciego e apêndice vermiforme O ciego é a porção do intestino grosso situado abaixo do orifício ileal. Se continua por encima com o cólon ascendente. O íleo se implanta em um ângulo reto sobre sua cara medial. O apêndice vermiforme é tubular e flexuoso, implantando na parte inferior e medial do ciego, a uns 2-3cm por abaixo do orifício ileal. Mede entorno de 9cm de longitude e termina em uma extremidade redonda. Relações da ponta do apêndice vermiforme segundo a sua posição. Apêndice descendente: - Ilíaco: situado entre as asas delgadas medialmente e abaixo do ciego, aplicado sobre os vasos ilíacos externos. É a sua posição mais frequente. - Pelviano: por baixo do limite da pélvis, em contato com o reto por atrás e com a bexiga pela frente, no sexo masculino. - Apêndice medial: está oculta entre as asas delgadas em frente do promontório. Apêndice ascendente pode ser: - Medial: subileal y submesentérico - Lateral: no surco paracólico contra a parede cecal. - Posterior, retrocecal: entre o ciego, depois o cólon ascendente e a parede posterior da fossa ilíaca (tecido extraperitoneal da região lombar). Vascularização: Provém da artéria mesentérica superior por intermédio da artéria ileocólica [ileocecoapendiculocólica], ultima rama direita e inferior da artéria mesentérica superior. Apêndice Resumo da Naju Está situada na raiz do mesentério e serve de limite direito na área vascular do mesentério [espacio avascular de Treves] - Artérias cecais: em numero de 2, a artéria cecal anterior e a posterior cujas expansões cobre as duas caras principais do ciego. - Artéria apendicular: transcorre detrás da terminação do íleo, penetra o mesoapêndice e termina na ponta do apêndice vermiforme. Veias: Sua disposição segue o mesmo das artérias, são drenadas pelas: ileocólica, tributaria da veia mesentérica superior. Cólon ascendente Forma uma parte fixa do cólon direito, interposto entre o ciego e o cólon transverso. Esta fixação está assegurada: pelo adosamiento da fascia retrocólica ascendente e pelos dois ligamentos que suspendem a flexura cólica direita, em particular pelo ligamento frenocólico direito. Continua ao ciego e nele se encontra as 3 tênias descritas no ciego, com as haustras. Mede de 12 a 15cm de longitude. Flexura cólica direita [ângulo hepático do cólon]: está localizada por baixo do fígado, aplicada contra a parede abdominal posterior, a que separa para prolongar-se pelo cólon transverso. Vascularização: Provem da artéria mesentérica superior e a transcorre pelo mesocolon adosado a parede posterior. São as artérias cólicas direitas: duas constantes, a rama cólica da artéria ileocólica e a artéria cólica media e uma que é inconstante, a artéria cólica direita. Veias Sua disposição segue das artérias. São tributarias da veia mesentérica superior. Duas correntes: 1. Cólica, pela veia ileocólica 2. Cólica direita, onde a veia se une a gastroepiplóica direita e forma o tronco gastrocólico [de Henle]. Cólon transverso É a parte mais larga e móvel do intestino grosso, interposto entre a flexura cólica direita e a flexura cólica esquerda, unida a parede posterior do abdômen pelo mesocólon transverso. O cólon transverso é um segmento particular do intestino grosso por seu meso, por sua vascularização, que provem das duas artérias tributaria das veias mesentéricas e por pertencer tanto ao cólon direito quanto ao esquerdo sem que exista um limite neto entre ambas porções. Vascularização - Cólicas direita, média e esquerda. - Artéria mesentérica superior e inferior. Veias - Veias diretas tributarias da veia mesentérica superior Resumo da Naju - Veias esquerdas tributarias da veia mesentérica inferior. Flexura cólica esquerda Se denomina também flexura esplênica por sua relação com o baço. Se distingue por dois segmentos vizinhos: - Por sua forma, dado que presenta uma torção [acodamiento] agudo. - Por sua situação abaixo da cúpula diafragmática esquerda. - Por sua fixação já que é um segmento suspendido de adosado. Por sua vascularização, que é relativamente abundante. Se localiza no hipocôndrio esquerdo e se projeta em frente da 8° costela, em um plano correspondente por atrás das vertebras T11-12. Meios de fixação: Adosamiento posterior da fascia retrocólica descendente, sendo fixada: - Pela prolongação do ligamento gastrocólico ou esplenomesocólico [de Buy], que é bastante laxo. - Pelo ligamento frenocólico esquerdo (sustentaculum lienis), que sustenta o baço. Vascularização: Provem da cólica esquerda (mesentérica inferior) Veia: Veias satélites das artérias, se reúnem em um tronco curto que termina na mesentérica inferior. Cólon descendente Corresponde ao segmento de cólon interposto entre a flexura cólica esquerda e o cólon sigmoide. É claramente mais estreito que o cólon transverso. Peritônio: O cólon descendente está adosado ao plano parietal posterior. A fascia retrocólica descendente se estende atrás do intestino e seu meso. Vascularização: Ramas da artéria mesentérica inferior Veias: Sua disposição reproduz a das artérias. Termina na veia mesentérica inferior, que rola de baixo para cima do mesocolon adosado. Cólon sigmoide Também chamado de cólon pelviano, está interposto entreo cólon descendente e o reto. Seus limites se estendem desde a fossa ilíaca esquerda da pélvis até a cara anterior de S3. Entre essas duas extremidades se descreve uma asa móvel, situada na pelve menor. Está unido a parede posterior por um meso livre: o mesocolon sigmoide. Este segmento intestinal funciona como um reservatório onde se detém o material fecal até sua expulsão ao exterior através do reto e do canal anal. As tênias aqui se confundem com as cintas, anterior e posterior, a medida que se aproximam do reto perde a sua individualidade para continuar- se com fibras longitudinais. Os apêndices omentalis são insertados no borde circunferencial e são particularmente volumosos e numerosos. Nesta porção praticamente não existe haustras. Resumo da Naju Peritônio: O mesocólon sigmoide é livre e suas folhas rodeiam o cólon por todas as suas caras, com exceção do borde mesocólico por onde abordam os vasos. No sexo feminino se prolonga para frente pelo ligamento suspensório do ovário, que contém os vasos ováricos e que a une ao ligamento ancho. Vascularização: Provem da mesentérica inferior pelo tronco dar artérias sigmoideas que também pode originar a artéria cólica esquerda. Veias: Satélite das artérias, são drenadas pela veia mesentérica inferior, que nasce aqui e passa por atrás das artérias. Reto A superfície externa é lisa, sem apêndices omentalis. Em suas caras anteriores e posterior esta recorrendo as estrias longitudinais que correspondem a fibras musculares e escavada por um ou dois surcos transversos que correspondem ao pliegues transversos do reto. Sua porção mais dilatada é a ampolla retal. Em uma vista coronal mostra que o reto tem 3 flexuras laterais: superior (convexidade direita) lateral intermedia (convexidade esquerda) lateral inferior (convexidade direita). Essas flexuras determinam relevos semicirculares na mucosa que se denominam pliegues transversos do reto, dois dos quais são esquerdos e um direito. O reto constitui a parte terminal do sistema digestivo, que se continua depois com o canal anal. Se estende desde a união rectosigmoideia: esfíncter sigmoidorrectal, situado frente a 3° vertebra sacra até a flexura perineal, a 3cm da pele e pela frente do cóccix, onde se continua com o canal anal. Se encontra na pélvis menor. O conjunto do reto e o canal anal mede no adulto 18cm, dos quais 14cm são para o reto e 4 para o canal anal. Relações anteriores no HOMEM: A porção peritoneal corresponde a cara posterior da bexiga, que está separado pelo fundo do saco vesicorrectal, ocupado pelas asas delgadas e o cólon sigmoide. A porção subperitoneal corresponde as glândulas vesiculosas [vesículas seminais] e a próstata das quais o reto está separado pelo tabique rectovesical [aponeurosis prostatoperitoneal de Denonvilliers], que constitui um plano de separação pela frente do reto. Se prolonga em sentido lateral em contato com a raiz posterior da bexiga: artéria vesical inferior. Relações anteriores na MULHER: A porção peritoneal corresponde a cara posterior do útero, ao ligamento ancho, com a trompa uterina em sua parte superior. Mais abaixo, ao fundo do saco rectouterino, que se estreita entre os ligamentos rectouterinos, e o recto corresponde aqui a porção posterior do fundo do saco vaginal. A porção subperitoneal corresponde a cara posterior da vagina por intermédio do tabique Resumo da Naju rectovaginal, plano de separação conectivo que descende até o piso pelviano. Canal Anal O canal anal é a porção terminal do sistema digestivo, que continua ao reto. Começa a nível da união anorectal com as colunas anais e depois de 3-4cm termina no ânus. O canal anal é de origem cloacal (ectodérmico) e se abre por reabsorção da membrana cloacal. O canal anal é estreito, suas paredes contatam entre si O seu estreitamento se deve pela existência ao seu redor do aparato esfincteriano. O canal anal está rodeado por musculatura estriada esquelética. É obliquo para baixo e atrás, entre o reto e o canal anal se encontra a flexura perineal. Configuração interna As colunas anais [de Morgagni]: são pliegues mucosos longitudinais. Na terminação das colunas anais, entre elas, se forma uma pequena cavidade em forma de ninho de pombo [nido de paloma], denominada senos anais, em número de 8 a 14. Válvulas anais [semilunares ou de Morgagni]: situada entre as bases das colunas anais. São abertos para cima. Entre elas e a parede retal se localiza os senos anais. As colunas anais terminam a um mesmo nível, dando lugar a uma linha de aspecto dentado: a linha pectínea. Por debaixo da linha pectínea, o canal anal está recoberto por pele modificada aderida aos planos subjacentes. O revestimento infrapectíneo apresenta uma coloração mais pálida que se estende até a linha anocutânea: esta franja se domina pecten anal. Vascularização: 1. Ímpar, artéria retal superior 2. Pares e laterais: artéria retal média 3. Pares e laterais: artéria retal inferior Resumo da Naju Veias: Procedem do plexo submucoso muito desenvolvido estendido sobre o reto, partindo 3 raízes idênticas as raízes arteriais. 1. Veia retal superior – mesentérica inferior, pertence ao sistema porta-hepático. 2. Veia retal medial – ilíaca interna, com afluentes de origem vesical e genital. Pertencem ao músculo esfíncter externo do ânus. 3. Veia retal inferior – afluente da veia ilíaca interna. Anatomoses Pelo plexo submucoso da região anal, todas as veias retais estão anastomosadas e constituem uma rede anastomótica portocava muito importante, comparável com a que se encontra ao redor do esôfago na sua entrada na cavidade abdominal. As hemorroidas com dilatações venosas ampulares, desenvolvem abaixo da mucosa da região anal e são sensíveis aos transtornos da circulação da veia porta. Podem trombosar-se e sangrar de forma abundante. Inervação: O reto e o canal anal possuem uma dupla inervação eferente: autonômica, para o conjunto das estruturas viscerais (musculo liso e glândulas) e somática, para o músculo estriado do esfíncter anal externo. Nervos autonômicos pertencem ao sistema parassimpático e simpático. Fígado O fígado é uma glândula anexa ao sistema digestivo que forma a bílis, produto de sua secreção externa, no duodeno. É o órgão mais volumoso do organismo 1,5kg. Está situado abaixo do diafragma, por encima do duodeno e na frente do estômago. Se dispõe de uma vascularização particular. O sangue chega a ele por duas vias: hepática própria e veia porta hepática. O sangue sai do fígado pelas veias hepáticas, volumosas afluentes da veia cava inferior. Configuração externa O fígado do adulto apresenta a metade superior de um corpo ovoide, cujo eixo maior é obliquo para cima e a esquerda. Possui uma parte direita muito desenvolvida para atrás e acima, lateral a coluna vertebral. Ocupa a concavidade diafragmática direita. Sua extremidade esquerda se afina e aplana abaixo do hemidiafragma esquerdo. Apresenta duas caras e um borde: Cara diafragmática - Compreende a cara tradicionalmente designada anterosuperior e a parte extra peritoneal da cara posterior. Resumo da Naju - A porção posterior da cara diafragmática (borde posterior) é grossa e se afina de maneira progressiva para a esquerda, seguindo a inserção da hoja/lâmina inferior do ligamento coronário. Cara visceral - Compreende a cara inferior e a porção revestida do peritônio da cara posterior. Borde inferior - Une as caras diafragmática e visceral. Cara diafragmática Se trata da cara do fígado que está relacionada diretamente com o diafragma. Está dividida em duas superfícies: direita e esquerda, pela implantação do ligamento falciforme do fígado. Uma porção posterior, na qual se observa uma área desnuda, que corresponde ao conteúdo do ligamento coronário por encima da hoja inferior. Esta porçãose une as caras diafragmática e visceral do fígado. Se afina quando se direciona para a esquerda e em seu trajeto se relaciona com o diafragma, veia cava inferior, aorta e esôfago. No surco da veia cava inferior onde a mesma se aloja está bordeado a esquerda pelo lóbulo caudado, que se encontra separado do lóbulo esquerdo pela fissura do ligamento venoso. Cara visceral Apresenta três surcos dispostos em forma de H, que isolam quatro lóbulos. As fissuras: Fossa da vesícula biliar [surco longitudinal direito]: está dirigida para trás e a esquerda, está escavada pela frente pela vesícula biliar. Esta concavidade vai diminuindo sua profundidade para atrás e se detém contra o lóbulo caudado que mais adiante desaparece, em direção a veia cava inferior. Fissura do ligamento redondo [surco longitudinal esquerdo]: Aloja em frente o ligamento da veia umbilical ou ligamento redondo do fígado. Atrás se torna vertical e Resumo da Naju contem os vestígios do conduto venoso, interposto da veia porta hepática e veia cava inferior. Porta hepática [hilio do fígado]: Surco transversal que une a fossa da vesícula biliar e a fissura do ligamento redondo. Está situado mais próximo a região posterior da cara visceral que ao borde inferior. Borde inferior Está determinado pela união da cara diafragmática e visceral do fígado. É fino e se relaciona de direita à esquerda pelo borde condral, cruzando a região epigástrica até o 6° ou 7° cartílago esquerdo. Apresenta uma incisura para o ligamento redondo do fígado e outra para o fundo da vesícula biliar. Lóbulos Lóbulo direito: a direita da fossa da vesícula biliar se relaciona de frente para atrás com o cólon e o rim; medialmente com o duodeno e atrás com a glândula suprarrenal Lóbulo esquerdo: corresponde a parte situada a esquerda da linha que une a VCI e a fossa da vesícula biliar. Sua cara inferior corresponde ao estomago e se afina em direção à esquerda. Lóbulo quadrado: corresponde a parte situada entre a fossa da vesícula biliar e a fissura do ligamento redondo do fígado pela frente da porta hepática. Lóbulo caudado: situado atras e acima da porta hepática, constitui o lóbulo independente. Está unido ao lóbulo direito a esquerda pelo conduto venoso. Saliente para baixo o encontra no vestíbulo da transcavidade dos epiplones. Pedículo hepático: - Conduto colédoco - Artéria hepática própria - Veia porta É o que separa funcionalmente o fígado em seus quatro lóbulos. Lóbulo direito Lóbulo esquerdo Caudado Cuadrado Resumo da Naju Constituição anatômica O órgão está rodeado pelo peritônio e por uma membrana própria, a capsula fibrosa do fígado [de Glisson]. A capsula de Glisson rodeia por completo o órgão. É fina e pouco resistente. Sua cara superficial se adere ao peritônio enquanto a sua cara profunda envia tabiques conjuntivos entre os lóbulos e lobulillos. A nível do portal hepático, a cápsula é refletida dentro da glândula, formando uma vaina aos vasos e aos condutos biliares (cápsula fibrosa perivascular). Parênquima hepático semelhante em todas as partes do fígado, do qual saem os condutos excretores da bílis. Lobulillos hexagonais, separados pelos espaços interlobulillares e interposto entre a circulação de aporte e de saída do fígado. As células hepáticas se adaptam a dupla função (exócrina e endócrina da glandular). Tríada portal - A artéria hepática própria (rama do Tronco Celíaco), se divide em ramas direita e esquerda e aporta o sangue oxigenado ao fígado. A artéria cística que irriga a vesícula biliar se origina da rama direita. - A veia porta hepática transporta os produtos da digestão desde o intestino ao fígado. Este sangue está parcialmente oxigenado. - Os condutos hepáticos direito e esquerdo drenam a bílis para o conduto hepático comum, que se unem ao conduto cístico para formar o conduto colédoco. Se localiza no borde livre direito do omento menor Veias: A drenagem venosa do fígado se realiza através das veias hepáticas, que passam diretamente desde a cara posterior do fígado até a VCI, drenando o fígado. Linfático: A drenagem linfática do fígado conduz aos nódulos hepáticos que rodeiam ao portal hepático e aos nódulos celíacos. Os linfáticos da área desnuda drenam os nódulos mediastínicos posteriores. Inervação: Proporciona as fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas (através do nervo vago) do plexo hepático, um ramo do plexo celíaco. Veia porta hepática A origem da veia porta hepática pode sintetizar- se como a reunião dos elementos constantes: a veia mesentérica superior e a veia esplênica. A veia porta hepática é uma veia muito volumosa de 15 a 20mm de diâmetro no adulto, de paredes afinadas, porém grossas em caso de hipertensão venosa portal. Ramas terminais: A bifurcação é assimétrica, a rama direita parece continuar o trajeto do tronco da veia porta hepática e a rama esquerda, menor, se separa desta em um ângulo reto. Cada veia e cada uma de suas ramas de divisão estão acompanhadas por uma artéria, um conduto biliar e uma vaina conectiva dependente da cápsula fibrosa do fígado. Cada conjunto forma uma raiz. As raízes direita e esquerda irrigam duas partes distintas do fígado: o direito e o esquerdo. O fígado direito está dividido em dois segmentos: um anterior e um posterior, através da fissura portal direita. O fígado esquerdo está dividido pelos segmentos medial e lateral, através da fissura do ligamento redondo. O lóbulo caudado constitui um segmento autônomo. Cada segmento apresenta territórios terminais, os setores hepáticos. As veias hepáticas situadas nas fissuras drenam os segmentos adjacentes até a veia cava. Resumo da Naju Vias biliares A bílis é elaborada no fígado e evacuada através dos condutos biliares. Este sistema de condutos primeiro é intra- hepático. Os condutos provenientes dos segmentos hepáticos se reúnem para constituir, no portal hepático, os dois condutos hepáticos (direito e esquerdo), saindo do fígado. Ambos se unem e originam a via biliar principal: o conduto hepático comum. Este recebe o conduto cístico, que pertencem a via biliar acessória e juntos formam o conduto colédoco [biliar principal], que conduz a bílis até a porção descendente do duodeno (2° porção). Os condutos biliares localizados dentro do fígado apresentam uma disposição paralela às ramas da veia porta hepática, as que seguem a raiz interlobulillar. O calibre dos condutos biliares interlobulillares é sensivelmente o mesmo que as das artérias. Pode se descrever duas ramificações biliares: direita e esquerda. Conduto hepático direito Está formado pela união dos condutos segmentários, os que se reúnem para constituir dois condutos biliares setoriais: um anterior e um posterior. A reunião de ambos forma o conduto hepático direito. Conduto hepático esquerdo Também está constituído por dois condutos biliares setoriais: um medial e um lateral. Reunidos formam o conduto hepático esquerdo. Estes dois condutos hepáticos estão separados pela fissura portal principal Lóbulo caudado O lóbulo caudado é drenado por dois condutos (direito e esquerdo), de menor calibre, tributários de ambos os condutos hepáticos. Vias biliares extra-hepáticas Os condutos biliares intrahepaticos seguem a disposição das ramas das artérias e veias hepáticas e emergem do portal hepático se reunindo abaixo dele. As vias biliares compreendem em uma via principal e uma acessória. Os dois condutos hepáticos se unem para formar o conduto hepático comum, segmento inicial da via biliar principal. Resumo da Naju O conduto hepático comum recebe a via biliar acessória: o conduto cístico. Por debaixo desta união, o conduto hepático comum passa a denominar-se conduto colédoco. Neste último conduz a bílis à porção descendente do duodeno (2° porção). Trajeto e descrição A via biliar principalestá dirigida desde acima até embaixo e descreve uma curva ligeiramente concava à direita. Se reúnem com o conduto pancreatico na parte medial e posterior da porção descendente do duodeno. Os dois condutos desembocam na ampolla hepatopancreática [de Vater], que se abre na papila maior do duodeno. Via biliar principal Esta região terminal está rodeada por um aparato muscular o músculo esfíncter da ampolla [de Oddi]. A via biliar principal tem um diâmetro aproximado de 6mm e uma longitude de 8 a 10cm no adulto. Vascularização: - Artéria cística para o conduto hepático comum; - Artéria hepática própria para o segmento supraduodenal; - Artéria pancreatoduodenal superior posterior para o segmento retropancreático e intrapancreático do colédoco. Inervação: Plexo anterior e posterior dos nervos do fígado. A inervação do esfíncter da ampolla está assegurada por células nervosas autonomias, situadas baixo controle do nervo vago e esplácnico. Via biliar acessória Compreende a vesícula biliar e o conduto cístico. É um reservatório fibromuscular que ocupa a fossa da vesícula biliar na cara visceral do fígado. Tem aspecto piriforme e mede 8-10cm de longitude e 3-4cm de largura. Se distingue em: Um fundo: que sobrepassa o borde inferior do fígado Um corpo: aproximadamente cilíndrico Um cuello: sinalada por dilatações e surcos, que forma com o corpo um ângulo agudo aberto para frente Resumo da Naju Em sua parte medial, pode observar-se uma dilatação mais marcada e infundíbulo da vesícula, cuja parte inferior e esquerda emerge o conduto cístico. Conduto cístico Se estende desde a vesícula biliar até a via biliar principal. É um conduto estreito de 3-5mm com uma longitude de 3-4cm. Se dirige para baixo, a esquerda e atrás, descreve um ângulo aberto para cima e à direita. O conduto cístico se apoia sobre o duodeno, forma o borde inferior do trígono cistohepático [triangulo de Calot] Triângulo de Calot Abaixo: conduto cístico Esquerda: conduto hepático comum Acima: cara visceral do fígado Este triangulo é atravessado pela artéria cística. Vascularização: Artéria cística Inervação: Plexo hepático anterior e posterior Pâncreas É uma glândula volumosa de aproximadamente 80g Situa-se atrás do estômago. É uma glândula de secreção mista: - Sua secreção externa, o suco pancreatico, é derramada no duodeno pelos condutos pancreáticos e pancreático acessório - Sua secreção interna (insulina, glucagon, somatostatina e polipéptido pancreático) é derramado no sangue. Esses hormônios tem uma ação essencial na regulação do metabolismo. Tem um conduto pancreatico principal que se inicia na cola do pâncreas, chamado Conduto de Wirsung e desemboca junto com o colédoco na 2° porção do duodeno (descendente). O conduto acessório [de Santorini] se desemboca também na 2° porção do duodeno e cruza pela frente o colédoco. O pâncreas se relaciona estreitamente com o duodeno, que contorna a sua cabeça no extremo direito. A porção esquerda do pâncreas se afina de forma progressiva em direção ao baço. É um órgão profundo, retrogástrico, pré- vertebral, adosado a parede posterior do abdome por fáscias de coalescência. - Se estende de direita esquerda - Cruza a linha media a nível de L1-L2 - 1/3 a direita da linha média - 2/3 a esquerda da linha média - Tem estreita relação com o duodeno e com o colédoco. Resumo da Naju Têm 4 porções 1. Cabeça 2. Cuello 3. Corpo 4. Cola Está irrigado pelas ramas das artérias esplênicas e mesentérica superior A nível do cuello pode haver uma prolongação que se denomina pâncreas menor [de Wislow]. Cabeça do pâncreas É rodeada pelo duodeno Os bordes superior e direito estão escavados em canal, no qual se aplica o duodeno rodeando a cabeça do pâncreas. A cabeça se curva a esquerda formando um processo unciforme (pâncreas menor [de Wislow]) que possui um canal em sua cara anterior para a veia mesentérica superior. A cabeça do pâncreas se encontra em ambos os pisos do abdômen (supra e inframesocólico). O corpo e a cola são somente supramesocólico. A frente do pâncreas encontra a transcavidade dos epiplones, cujo orifício de entrada é o forame epiplóico [hiato de Winslow] Pinça vascular aorticomesentérica [de Wilkie] Formada pela aorta abdominal e a artéria mesentérica superior. Passa por ele: a veia renal esquerda, o processo unciforme do pâncreas [de Wislow] e a 3° porção do duodeno. Vascularização: Arcos pancreatoduodenais: formado por ramas da artéria gastroduodenal e mesentérica superior Artéria da região média: pancreática dorsal (pancreática superior de Testut ou magna de Haller). Nasce da art. Esplênica. Artérias esquerdas: da artéria esplênica no borde superior do corpo, da artéria pancreática maior e inferior. Resumo da Naju Inervação: Provém do plexo celíaco e do plexo mesentérico superior. Seguem as artérias e abordam o pâncreas junto com elas. São nervos mistos: simpáticos e parassimpáticos, mas igualmente sensitivos e secretores. A secreção está assegurada pelo vago, enquanto a sensibilidade pertence ao simpático. Resumo da Naju