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5ª) Quando se trata de metodologias de ensino é incorreta: a) metodologias tradicionais: têm sua centralidade na atuação do professor, que é considerado o detentor do conhecimento (Lucena; Camarotti, 2019), cabendo a esse transmiti-lo aos estudantes. Os conteúdos, selecionados pelo professor, são repassados ao aluno de forma oral, e sem a interação ou participação do aluno. b) metodologias na perspectiva escolanovista: nessa concepção, prevalece a necessidade de interação e trocas para que ocorra o aprendizado, trazendo o estudante para o processo de formação ativa. Tem como ponto forte o respeito às individualidades, ritmos, necessidades e potencialidades, que são exploradas na interlocução entre teoria e prática, permitindo ao aluno vivenciar e aprender fazendo, experimentando e observando (Manfredi, 1993). É importante considerar que, no contexto escolanovista, o aprendizado era desvinculado de condições socioeconômicas, o que pode trazer impactos à concepção de ensino-aprendizagem. c) metodologia na concepção tecnicista da educação: hegemônica no Brasil nos anos 60, traz para o processo de ensino-aprendizagem elementos da chamada tecnologia educacional, influenciado também pelas diretrizes do planejamento racional. Dessa forma, discute a função do professor, recursos e materiais didáticos, mas também o papel do aluno e sua relação com o conhecimento, com o professor e com a instituição escolar. d) metodologia na perspectiva crítica de educação: vista como caminho para a construção de um processo reflexivo quanto aos contextos sociais, seu impacto na vida das pessoas, na perspectiva de que dessa percepção do mundo e da realidade possa resultar um movimento no sentido de transformar a realidade. Esta forma metodológica de ensino tem como elemento central o processo ensino-aprendizagem a partir do viés humanista. Assim, incorpora elementos escolanovistas, mas traz ao centro das discussões a dimensão social e política (que eram omitidas na concepção escolanovista), e é fortemente estruturada na reflexão e crítica para a construção de uma nova sociedade, em que a educação tem papel fundamental. 6ª) Quando se refere a estudo de caso é incorreta: a) o desenvolvimento do estudo de caso, em geral, parte de casos reais, que façam relação com questões autênticas, o que tende a envolver mais o aluno, contudo, não há obrigatoriedade neste ponto, podendo também ser narrativas fictícias. O estudo de caso, ao possibilitar o envolvimento do aluno no cotidiano, nos contextos reais de aplicação dos saberes, torna o conteúdo mais significativo e contextualiza a aprendizagem em sala de aula, tornando o processo de ensino e aprendizagem como parte da construção para a vida. b) essa forma de trabalho requer do professor uma nova ótica sobre o ensinar. Ele atuará como mediador, orientando sobre fontes de pesquisa, materiais, guiando a discussão para que não percam o foco, levantando novos questionamentos para redirecionar as discussões caso haja necessidade, garantindo o envolvimento de todos os sujeitos no processo. c) a mediação do professor deve ter como objetivo coordenar as discussões para que sejam instigadoras, no sentido de estimular o aluno a refletir sobre a temática, seu impacto na vida social e identificar as nuances do problema, formulando hipóteses, construindo argumentos para a construção conjunta da solução. d) o resultado da discussão do estudo de caso tende a definir como serão as discussões resultantes do seminário, os argumentos e contra-argumentos, a se expressar oralmente, a socializar, formar uma postura para apresentação pública, além, é claro, do aprimoramento intelectual.