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Profª Dra. Kazuko Uchikawa Graziano Coordenadora Pedagógica do Curso MBA/CME - INESP Professora Titular Sênior do Departamento ENC -EEUSP Brasília, 15 de setembro de 2017 ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS TERMORRESISTENTES http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.midcentral.co.nz/hospital/dental/images/Dental-Photo-Statin_small.jpg&imgrefurl=http://www.midcentral.co.nz/hospital/dental/School-Dental-Equip.htm&h=160&w=120&sz=5&hl=pt-BR&start=1&tbnid=wgSinB2qyle0ZM:&tbnh=98&tbnw=74&prev=/images?q=autoclave+statin&svnum=10&hl=pt-BR&lr= 12º CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – SOBECC • TERMORRESISTENTES: autoclavação estufa RDC 15 DE 15/3/2012 TERMOSSENSÍVEIS AUTOMATIZADOS: MANUAL: (agentes químicos) Óxido de etileno Glutaraldeído Vapor a baixa Ácido peracético temperatura Ortoftaldeído e formaldeído Gás/Plasma de RDC Nº 8 de 27/2/2009 peróxido de hidrogênio Ozônio (TSO3/BrasilOzônio) ????? Métodos de esterilização Art. 92 Não é permitido o uso de estufas para a esterilização de produtos para saúde. gravitacional ≥ 100l http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/authosp1.jpg&imgrefurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/autocl02.html&h=278&w=144&sz=10&hl=pt-BR&start=1&tbnid=W4jdjRJ6m3wMIM:&tbnh=109&tbnw=56&prev=/images?q=autoclave+hospitalar&svnum=10&hl=pt-BR&lr= 12º CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – SOBECC Uma pergunta: você confiaria num dentista que descontamina o instrumental em estufa? A) SIM! C) DEPENDE! B) NÃO! 170ºC-1 hora 160ºC-2horas PONTO FRIO T ºC 1 2 3 4 5 6 170 C – 1hora 160 C - 2horas 120º c – 6horas RECOMENDAÇÕES : RESTRINGIR PARA PÓS E ÓLEOS. NÃO UTILIZAR O CENTRO GEOMÉTRICO. CARGA UNIFORME E DE PEQUENA QUANTIDADE VALIDAR O PROCESSO COM A CARGA MAIS PESADA. NÃO ABRIR A ESTUFA DURANTE O CICLO. USAR RECIPIENTES DE ALUMÍNIO. CARREGAR A ESTUFA ANTES DE LIGAR O EQUIPAMENTO. ESTUFA Avaliação da eficácia da estufa de Pasteur como equipamento esterilizante em consultório odontológico do Distrito Central de Goiânia-Go. (Tavares, Tipple, 2005) • n = 101 consultórios odontológicos • 46 (45,5%) indicadores biológicos positivos !!!!!!!! • Disposição incorreta dos pacotes; excesso de carga; abertura intermitente da porta da estufa durante o ciclo; sem seguimento do tempo e temperatura preconizados e equipamentos sem manutenção. http://www.google.com.br/url?url=http://www.planetim.com.br/de-um-susto-gigante-em-sua-namorada-hehehe/&rct=j&frm=1&q=&esrc=s&sa=U&ei=5cPfU-HEOqXgsATEnIHoAQ&ved=0CCQQ9QEwBw&usg=AFQjCNHaezEiOL66evwEdJ3BtFGa-Y64eA Primeiramente..... descrevendo a máquina autoclave a vapor sob pressão 1 g de vapor ao se condensar desprende 524 cal que estavam armazenadas no vapor cal “AGRESSIVIDADE” DO VAPOR ÚMIDO VERSUS CALOR SECO PARA PROVOCAR MORTE MICROBIANA 121ºC-15 min 134ºC- 3 min 170ºC-1 hora 160ºC-2horas Diferenças na transferência do calor! Portanto há que se validar a transferência do calor por condução por exemplo em materiais de vídeo montado (Camargo, 2012) 100º C > 200º C DESDOBRAMENTOS: Vapor obtido da água DESMINERALIZADA (destilada ou submetida a osmose reversa) e DESGASEIFICADA para controle de gases não condensáveis. Desgaseificação da água: pré aquecimento a 90 – 95º C para eliminar ar (N2, O2) e outros GNC/ciclo de pré aquecimento para purga e remoção do ar das tubulações de vapor, desmineralização pela troca de íons (CO2), pH > 7 (Cl, H2). Reservatório sem biofilmes e incrustações insolúveis; Idem os ductos (aço inoxidável) Agente esterilizante do processo de esterilização a vapor: VAPOR ÚMIDO SOB PRESSÃO vapor puro de H2O, nem molhado e nem seco “.... O título do vapor medido na entrada do equipamento deve ser de 95% para carga metálica e de 90% para cargas de densidade” (EN 285, 2009). CONTAMINANTES NA ÁGUA DE ALIMENTAÇÃO FORNECIDA A UM GERADOR DE VAPOR DEDICADO O vapor sob pressão terá que envolver cada unidade da carga a ser autoclavada: importância do acondicionamento e carregamento Por que vapor sob pressão? O vapor é “mais quente”: PV=nRT O que acontece com o vapor envolvendo cada unidade da minha carga? Molha e libera calor latente! 121º C 134º C 98 º C 100º C CALOR LATENTE EXCELENTE transferência de calor! cal Ex: 1 g de vapor ao se condensar desprende 524 cal que estavam armazenadas no vapor Pressão [bar] Temperatura º C 1 100 2 121 3 134 O material invariavelmente MOLHA o PPS e é desejável pois há liberação do calor latente que coagula as proteínas microbianas provocando redução logarítmica de até 10-6 . Mas... E depois...? Precisa secar..... Parcialmente já na fase de condicionamento e na fase de secagem propriamente dita: “ferver/vaporizar” a água que molhou as embalagens e os pacotes/caixas. 10-6 106 Esporo bacteriano do Geobacillus stearothermophilus (AAMI,2010) COMO SECA? VÁCUO TIPOS DE AUTOCLAVE: qual é a minha? como Como assim? gravitacional ≥ 100l RDC ANVISA 15/2012 http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/authosp1.jpg&imgrefurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/autocl02.html&h=278&w=144&sz=10&hl=pt-BR&start=1&tbnid=W4jdjRJ6m3wMIM:&tbnh=109&tbnw=56&prev=/images?q=autoclave+hospitalar&svnum=10&hl=pt-BR&lr= http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/authosp1.jpg&imgrefurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/autocl02.html&h=278&w=144&sz=10&hl=pt-BR&start=1&tbnid=W4jdjRJ6m3wMIM:&tbnh=109&tbnw=56&prev=/images?q=autoclave+hospitalar&svnum=10&hl=pt-BR&lr= PROBLEMAS DAS AUTOCLAVES GRAVITACIONAIS> 54 litros (EN 285/2009) QUAL O PROBLEMA DOS GASES NÃO CONDENSÁVEIS (GNC)? FONT ES Impede condensação do vapor e liberação do calor latente “esterilização por estufa” esterilização por condução “CORPO ESTRANHO QUE DISPUTA ESPAÇO COM O VAPOR” “Dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo” FONTES POSSÍVEIS PARA EXISTÊNCIA DE GNC: • FALHA NA EXPULSÃO DO AR NA FASE DE CONDICIONAMENTO; • FALHA NA VEDAÇÃO DA PORTA; • FISSURA NAS TUBULAÇÕES E CÂMARA INTERNA. FASES/ETAPAS DO CICLO DE ESTERILIZAÇÃO A VAPOR COM VÁCUO FRACIONADO Por que e para que condicionamento? Retirada do ar da câmara interna e aquecimento do material. CONDICIONAMENTO ESTERILIZAÇÃO 121º C 15 min 134º C 3 min SECAGEM BOMBA DE VÁCUO ÁGUA (300 A 500 L/CICLO) ÓLEO VENTURI PORTANTO: quais as variáveis críticas em processos de esterilização a vapor? Vapor no título adequado sem contaminantes; Condensação do vapor para água; Pressão; Exposição de um tempo a uma definida temperatura. MITOS E VERDADES DOS PARÂMETROS DE ESTERILIZAÇÃO Temperatura Tempo (min) 121º C 15’ 30’ 127º C >10’ 134º C 3,5’ 4’ 5’ 5,5’ 7’ 9’ 15’ ESTUDO DE CASO Você foi contratada como enfermeira responsável de um CME com duas autoclaves, uma de 500 litros gravitacional e outra de 750 litros com 3 vácuos fracionadas, ambas com duas programações: 121ºC 15’ e 132ºC 5’. Qual asua certeza ou incerteza em relação aos parâmetros no uso seguro desses esterilizadores? Observação: não há informação de qualificações térmicas anteriores das máquinas. http://www.google.com.br/url?url=http://www.planetim.com.br/de-um-susto-gigante-em-sua-namorada-hehehe/&rct=j&frm=1&q=&esrc=s&sa=U&ei=5cPfU-HEOqXgsATEnIHoAQ&ved=0CCQQ9QEwBw&usg=AFQjCNHaezEiOL66evwEdJ3BtFGa-Y64eA RDC ANVISA 15/2012 gravitacional ≥ 100l ACALME-SE E CONCENTRE-SE! http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/authosp1.jpg&imgrefurl=http://www.northmed.com.br/sercon/autoclav/autocl02.html&h=278&w=144&sz=10&hl=pt-BR&start=1&tbnid=W4jdjRJ6m3wMIM:&tbnh=109&tbnw=56&prev=/images?q=autoclave+hospitalar&svnum=10&hl=pt-BR&lr= 12º CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – SOBECC O que é F°? É o índice que permite comparar a letalidade de diferentes ciclos de esterilização a vapor. Este índice mostrará a equivalência e letalidade de ciclos que usam temperaturas como: 111°C, 116°C, 127°C, 132ºC ou 134°C, permitindo compará-los com 121º C por 15 minutos. F° é um valor teórico calculado sobre premissas estabelecidas de carga bacteriana, temperatura de análise, letalidade final aceitável. CÁLCULO DO VALOR D, F°, F BIO CONTINUANDO... Valor D O tempo que uma população bacteriana demora para diminuir dez vezes, ou 1 log, é conhecido como valor D. F bio Tempo para uma população de 1.000.000 de esporos do Geobacillus stearothermophilus chegou, em estudos laboratoriais, 10-1. Qual o tempo para que um indicador biológico exposto fique negativado com SAL 10 elevado -1? 1.000.000 100.000 10.000 1.000 100 10 1 0,1= 7 x valor D. L (t)= 10(T-Tf)1/10 L (132º C)=10 (132-121)1/10 10^1,1=12,5 1 min a 132º C equivale a 12,5 a 121º C Portanto, 132 / 5’=121ºC / 62,5 Papai do céu Dai-me FORÇAS para continuar! CÁLCULO DO VALOR F zero NO ENTANTO... NÃO ADIANTA O VAPOR E A TEMPERATURA NA CÂMARA INTERNA DA AUTOCLAVE SE NÃO ATINGIU O MATERIAL... VERDADE ÚNICA: GARANTIA DOS PARÂMETROS ESSENCIAIS PARA ESTERILIZAÇÃO EM CADA UNIDADE AUTOCLAVADA! Verdade única: o essencial é garantir parâmetros seguros (temperatura, tempo e vapor úmido) junto do material. Dados registrados pela máquina (próximo ao dreno) é um valor indireto de segurança 12º CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – SOBECC COMO ASSIM? O QUE FAZER? VERDADES.... Qualificação de instalação da autoclave Qualificação de operação Qualificação de desempenho ou de carga http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.oise.pref.gouv.fr/Images/tribunal.gif&imgrefurl=http://www.oise.pref.gouv.fr/Site/Demarches/rubriques_guide/Admin_Services/tribunaux/&h=151&w=157&sz=6&tbnid=HZ8w9NaQLxrX4M:&tbnh=87&tbnw=91&hl=pt-BR&start=1&prev=/images%3Fq%3Dtribunal%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D Rede de energia elétrica estável, dedicada ,com filtro de linha e disjuntor próximo ; Verificação da bitola das fiações; Diâmetro de tubulações de suprimento de água para gerar o vapor e alimentar a bomba de vácuo; Qualidade da água que supre o gerador de vapor (DDD) e a bomba de vácuo; Suprimento de ar para válvulas hidráulicas e aeração; Local: planicidade e área livre ao redor da autoclave. Observação: segundo RDC ANVISA 15/2012, a qualificação da instalação consiste em evidência documentada, fornecida pelo fabricante ou distribuidor, de que o equipamento foi entregue e instalado de acordo com as suas especificações . O fabricante/distribuidor pode outorgar a QI para Empresa Qualificadora e para tanto deverá fornecer a planta do equipamento. Qualificação de instalação da autoclave: a autoclave está instalada corretamente segundo orientações do fabricante? QI Qualificação de operação: autoclave vazia. Opera conforme projetado (NBR 17665/EN 285)? Há “ponto frio” na câmara interna? +/- 3º C +/- 1º C Observação: segundo RDC ANVISA 15/2012, a qualificação da operação consiste em evidência documentada, fornecida pelo fabricante ou distribuidor, de que o equipamento , após a qualificação da instalação, opera dentro dos parâmetros originais de fabricação. O fabricante/distribuidor pode outorgar a QO para Empresa Qualificadora. Qualificação de desempenho ou de carga Padronização de um carregamento Uma questão básica: todos os itens atingiram SAL 10-6? Essa certeza é a condição sine qua non para colocar um conjunto de unidades de material num mesmo ciclo! Como saber se SIM? Qualificação de carga ou de desempenho*! Ilustrações cedidas por Radar Hospitalar® *Segundo RDC ANVISA 15/2012, qualificação de desempenho vem a ser evidência documentada de que o equipamento, após as qualificações de instalação e operação, apresenta desempenho consistente por no mínimo 03 ciclos sucessivos do processo, com parâmetros idênticos, utilizando-se pelo menos a carga de maior desafio, determinada pelo serviço de saúde Normatizado como, no mínimo, anual (RDC ANVISA 15/2015); Parâmetros alterados, desprogramação... ; Mudanças drásticas. O que seriam? REQUALIFICAÇÃO DE DESEMPENHO OU DE CARGA ? Sempre que a carga de esterilização apresentar desafios superiores àquela utilizada na qualificação de desempenho, esta qualificação deve ser refeita (RDC ANVISA 15/2015) Mudança de local Mudança de embalagem container rígido ? Temperatura Tempo (min) 121º C 15’ 20’ 30’ 127º C >10’ 134º C 3,5’ 4’ 5’ 5,5’ 7’ 9’ 15’ VOLTANDO A QUESTÃO INICIAL..... “MITOS E VERDADES DOS PARÂMETROS DE ESTERILIZAÇÃO” AJUSTE NECESSÁRIO PELO ITEM DE MAIOR DESAFIO? Ajuste necessário para SAL 10-6 em cada item da carga validada Legislações internacionais e nacional INTERNACIONAIS EN 285: Sterilization - Steam sterilizers - Large sterilizers. Bruxelas; 2009. ABNT NBR ISO 17.665-1: Esterilização de produtos para saúde - Vapor – Parte 1: Requisitos para o desenvolvimento, validação e controle de rotina nos processos de esterilização de produtos para saúde. Rio de Janeiro; 2010. ABNT NBR ISO 17.665-2, Esterilização de produtos para saúde - Vapor – Parte 2: Guia de aplicação da ABNT NBR ISO 17665-1. Rio de Janeiro; 2013. NACIONAL BRASIL. Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução, RDC 15, 15 de março de 2012. Requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde. Artigos da RDC ANVISA 15/2012 relacionados a PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO A VAPOR Art.91 É proibido o uso de autoclave gravitacional de capacidade superior a 100 litros. Art.92 Não é permitido o uso de estufas para a esterilização de produtos para saúde. Art.93 É obrigatório a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar (Bowie&Dick) da autoclave assistida por bomba de vácuo, no primeiro ciclo do dia. Art.94 Não é permitida a alteração dos parâmetros estabelecidos na qualificação de operação e de desempenho qualquer ciclo dos equipamentos de esterilização. §1º O ciclo de esterilização a vapor para uso imediato só pode ocorrer em caso de urgência e emergência. §2º O ciclo de esterilização a vapor para uso imediato deve ser documentado contendo data, hora, motivo do uso, nome do instrumental cirúrgico ou produto para saúde, nome e assinatura do profissional responsável pelo CME e identificação do paciente. Artigos da RDC ANVISA 15/2012 relacionados a PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO A VAPOR Art. 26 O CMEe a empresa processadora devem dispor de um sistema de informação manual ou automatizadocom registro do monitoramento e controle das etapas de limpeza e desinfecção ou esterilização constante nesta resolução, bem como da manutenção e monitoramento dos equipamentos. Art. 37 Deve ser realizada qualificação de instalação, qualificação de operação e qualificação de desempenho, para os equipamentos utilizados na limpeza automatizada e na esterilização de produtos para saúde, com periodicidade mínima anual. Parágrafo único. Sempre que a carga de esterilização apresenta desafios superiores àquela utilizada na qualificação de desempenho, esta qualificação deve ser refeita. Art. 40 Na manutenção dos equipamentos, as informações resultantes das intervenções técnicas realizadas devem ser arquivadas para cada equipamento, contendo, no mínimo: I -Data da intervenção; II -Identificação do equipamento; III -Local de instalação; IV - Descrição do problema detectado e nome do responsável pela identificação do problema; V -Descrição do serviço realizado, incluindo informações sobre as peças trocadas; VI -Resultados da avaliação dos parâmetros físicos realizados após a intervenção e implementados com indicadores químicos e biológicos, quando indicado; Parágrafo único. Na requalificação dos equipamentos de esterilização deve-se incluir o uso de indicadores biológicos e químicos. Art. 42 A área de monitoramento da esterilização de produtos para saúde deve dispor de incubadoras de indicadores biológicos. Art. 96 O monitoramento do processo de esterilização deve ser realizado em cada carga em pacote teste desafio com integradores químicos (classes 5 ou 6), segundo rotina definida pelo próprio CMEou pela empresa processadora. Art. 98 No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada carga. Parágrafo único. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. Art. 99 O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito diariamente, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CMEou pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de desempenho do equipamento de esterilização. Pacote Desafio: o que ele representa? Posto que a carga de um ciclo de autoclavação está qualificada num equipamento previamente aprovada quanto a QI e QO, a priori, poderia liberar os materiais se constatado no registro de dados mecânicos do ciclo de que todas as etapas programadas aconteceram. QI... QO QD Racional teórico MAS.... Por excesso de zelo, no âmbito do CME, faz-se uma verificação se o IQ 5/IQ 6, colocados num pacote desafio sinalizou que houve remoção do ar e entrada do vapor. Esse pacote desafio deve representar os materiais de maior desafio para remoção do ar e entrada do vapor que muitas vezes são os canulados. Os de diâmetro maior exigem maior desempenho da ação do vácuo assim como os de maior comprimento. (AAMI) MONTAGEM DA CARGA: MISTA OU POR TIPO Premissa: para que um conjunto de materiais possa ser colocado num mesmo ciclo, é preciso ter a certeza de que TODOS os itens atingem a temperatura requerida para esterilização ao mesmo tempo, ex: pacote de LAP e pacote de curativo. Essa certeza só é possível medindo a temperatura no centro geométrico dos pacotes com termopares ou datalogers. O QUE DEVEMOS MONITORAR? COMPETÊNCIA DA BOMBA DE VÁCUO; ESTANQUEIDADE; AUSÊNCIA DE GASES NÃO CONDENSÁVEIS; QUALIDADE DA ÁGUA QUE GERA O VAPOR; TEOR DE UMIDADE DO VAPOR COM TÍTULO>95%; TEMPERATURA NOMINAL PROGRAMADO: 134º C OU 121º C; TEMPO DE EXPOSIÇÃO PARA GARANTIR O SAL 10-6 EM CADA ITEM; FO: TAXA DE LETARIDADE; Tempo da curva de aquecimentoem: http://dx.doi.org/10.106/j.idc.2016.04.002 RUTALA W.A., WEBER D.W.; Current principles and practices; new research; and new technologies in disinfection, sterilization, and antisepsis. American Journal of Infection Control; 2013. Disponível em: http://www.sciencedirect.com Teses.usp,br http://www.sciencedirect.com/ UFA! Obrigada! kugrazia@usp.br