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QUESTÕES CPC 1 - Prazo de defesa (qual o nome da peça de defesa) R: A peça de defesa que apresenta argumentos e provas para contestar o pedido do autor é a contestação. A contestação é a resposta do advogado do réu à petição inicial do autor. No processo penal, a peça de defesa é a defesa prévia, também conhecida como resposta à acusação. A defesa prévia é o momento em que o acusado apresenta a sua defesa perante a via judicial. O acusado tem o prazo de 10 dias para apresentar os seus argumentos. A réplica é a peça processual pela qual o autor responde à contestação do réu. O autor tem o prazo de 15 dias úteis para apresentar a réplica. 2 - Como é feito uma inicial (como montar) R: Uma petição inicial deve ser simples, objetiva e curta, para que o juiz possa lê-la sem se distrair. Para montar uma petição inicial, você pode seguir os seguintes passos: Definir a estratégia: O processo começa antes da petição inicial. Reunir os fatos e provas: Identifique se o cliente tem direito e quais provas ele possui. Identificar a ação cabível: Verifique se não ocorreu prescrição. Escolher um modelo: Revise a vigência das leis e adeque o modelo ao caso concreto e à jurisprudência local. Narrar os fatos: Conte a história do cliente de forma clara e objetiva, sem usar muitos termos jurídicos. Formular o pedido: O pedido deve ser claro e direto, sem tentar induzir o juiz a uma decisão. Juntar a documentação: Anexe os documentos pessoais da parte, como CPF, RG e comprovante de residência. Também é fundamental a procuração do advogado. Elaborar o fechamento: Faça um rol de documentos ao final da petição. A estrutura básica de uma petição inicial é: Endereçamento Qualificação das partes Nome da demanda Síntese dos fatos Parte do Direito Os Pedidos 3 - Qual o prazo para embargos ? R:O prazo para apresentar embargos varia de acordo com o tipo de embargos e o processo em que se encontram: · Embargos de terceiro · O prazo é de 5 dias a partir da ciência do ato que atingiu o bem do terceiro. · Embargos de declaração · O prazo é de 5 dias úteis a partir da intimação ou da publicação da decisão. · Embargos à execução · O prazo é de 15 dias, contado a partir da juntada do mandado de citação aos autos. No entanto, o termo inicial pode variar dependendo do caso. · Embargos à execução no processo trabalhista · O prazo é de 5 dias a partir da garantia da execução. · Embargos à execução fiscal · O prazo é de 30 dias a partir do depósito, da juntada da prova da fiança bancária ou da intimação da penhora. Em qualquer caso, o prazo para apresentar embargos é contado na forma do artigo 231 do Código de Processo Civil (CPC). 4 - Qual o prazo para impugnar ? R: O prazo para impugnar depende do tipo de impugnação e da situação: Impugnação ao cumprimento de sentença: O prazo é de 15 dias úteis, a contar do término do prazo de 15 dias para pagamento voluntário da sentença. Se houver mais de um executado e eles tiverem procuradores diferentes, o prazo para impugnação é de 30 dias. Impugnação a um edital de licitação: O prazo é de até 5 dias úteis antes da data de abertura dos envelopes de habilitação. A administração pública tem até 3 dias úteis para julgar e responder à impugnação. Impugnação à habilitação de crédito na recuperação judicial: O prazo é de 10 dias corridos, conforme o artigo 8º da Lei 11.101/2005. Impugnação à contestação: O prazo é de 15 dias úteis, também conhecida como réplica. 5 - Qual o prazo e qual peça (nome da peça) identificar pelo lado devedor R:Os prazos e peças envolvidos no cumprimento de sentença por parte do devedor são: · Prazo para pagamento voluntário · O devedor tem 15 dias para pagar a dívida voluntariamente, a partir da intimação para tal. · Prazo para impugnação · O devedor tem 15 dias para apresentar a impugnação, a partir da data da intimação para o pagamento voluntário. · Multa · Se o pagamento for feito após o prazo de 15 dias ou houver resistência ao pagamento, o devedor pode ser multado. · Depósito · O depósito feito pelo devedor dentro do prazo de 15 dias só é considerado pagamento se houver manifestação expressa do devedor. O juiz pode dilatar o prazo para cumprimento da obrigação de fazer, se o devedor justificar a necessidade de mais tempo. 6 - Qual peça vai apresentar impugnação ou embargos? R :A peça que apresenta impugnação ou embargos depende do tipo de execução: Impugnação aos embargos à execução: É apresentada pelo exequente quando discorda dos argumentos do executado nos embargos à execução. O exequente tem 15 dias corridos para apresentar a impugnação, a partir da intimação sobre a interposição dos recursos pelo demandado. Impugnação ao cumprimento de sentença: É aplicada quando a execução é baseada em uma sentença judicial. Embargos à execução: É aplicado quando a execução é baseada em um título executivo extrajudicial, como dívidas documentadas em contratos, cheques, duplicatas, etc. A impugnação à contestação é a peça processual que o autor apresenta para rebater as alegações do réu. 7 - Impugna cumprimento de sentença ou embargos no caso de execução de titulo R: A impugnação ao cumprimento de sentença é o meio de defesa do executado em uma execução baseada em sentença judicial, enquanto os embargos à execução são usados quando a execução é baseada em um título extrajudicial: · Impugnação ao cumprimento de sentença · É uma defesa típica e incidental prevista no artigo 525 do Novo CPC. O prazo para apresentar a impugnação é de 15 dias, a contar da data da intimação para o pagamento voluntário. A decisão da impugnação pode ser recorrida por agravo de instrumento ou apelação. · Embargos à execução · O executado pode opor os embargos à execução no prazo de 15 dias, independentemente de pagamento de caução, oferecimento de depósito ou penhora. Os embargos à execução constituem uma ação autônoma para contrariar um título extrajudicial. Além da impugnação e dos embargos à execução, existem outros meios de defesa no cumprimento de sentença e no processo de execução. 8 - Pode acumular execuções ? R: Sim, é possível acumular execuções, desde que o credor cumpra algumas condições: O mesmo devedor esteja envolvido em todas as execuções O juiz seja competente para todas as execuções A forma do processo seja a mesma para todas as execuções A cumulação de execuções está prevista no artigo 780 do Código de Processo Civil (CPC). A cumulação de execuções é diferente da coligação, que ocorre quando vários credores ou devedores estão envolvidos em uma mesma execução. 9 - Pode desistir da execução? protocola e quer desistir? R:Sim, o exequente pode desistir de um processo de execução, total ou parcialmente, sem a necessidade de consentimento do executado. Isso é possível de acordo com o artigo 775 do Código de Processo Civil (CPC). A desistência da execução não exige renúncia ao direito. O princípio da livre disponibilidade da ação de execução vigora no ordenamento jurídico brasileiro. No entanto, quando o exequente desistir da execução, é necessário pagar as custas processuais e os honorários advocatícios. Além disso, se houver impugnação ou embargos que versarem apenas sobre questões processuais, estes serão extintos. Em outros casos, a extinção do processo dependerá da concordância do impugnante ou do embargante. 10 - Prazo de defesa (qual o nome da peça de defesa) R:O nome da peça processual que o réu apresenta para se defender em um processo judicial é contestação. A contestação é a resposta do réu à petição inicial do autor, e é o momento em que a defesa apresenta os argumentos e provas que irá usar para contestar o pedido do autor. Em alguns casos, o meio de defesa pode ser diferente da contestação, como nos casos de Ação de Execução, em que a defesa são os Embargos. A defesa prévia é uma peça processual penal que o acusado apresenta para se defender de um crime. O prazo para apresentar a defesa prévia é de 10 dias a contar da citação. A réplica é a peça processual que o autor apresenta para responder à contestação do réu. O prazo para apresentar a réplica é de 15 dias úteis, acontar da data da citação ou da publicação. 11- Qual o prazo de pagamento que tem? R: No Código de Processo Civil (CPC), o prazo para o pagamento voluntário de uma condenação em quantia certa é de 15 dias. Após esse período, se o pagamento não for feito, inicia-se um novo prazo de 15 dias para o oferecimento de impugnação. O depósito feito pelo devedor durante o prazo de 15 dias só é considerado pagamento se o executado manifestar expressamente que é esse o caso. 12 - Recurso de apelação ou agravo de instrumento R: A principal diferença entre o recurso de apelação e o agravo de instrumento é o tipo de decisão que eles questionam: Apelação É o recurso cabível contra a sentença, ou seja, a decisão que encerra a fase de conhecimento ou extingue a execução. Agravo de instrumento É o recurso cabível contra decisões interlocutórias, ou seja, decisões tomadas durante o processo, mas que não o encerram. O objetivo do agravo de instrumento é reformar ou invalidar essas decisões, evitando danos irreversíveis a uma das partes. O prazo para interposição de ambos os recursos é igual, mas a forma de interposição e os efeitos de cada um são diferentes. O recurso especial é o recurso cabível contra acórdão decisivo acerca de recurso de agravo de instrumento 13 - É interlocutória ou pos fim a execução 14 - se põe fim a execução R: A decisão que põe fim ao processo de execução tem natureza de sentença e pode ser objeto de recurso de apelação. 15 - Não colocou fim a execução mas decidiu R: Se uma decisão não colocou fim a uma execução, pode ser que a corte de segundo grau tenha reconhecido a nulidade da citação e determinado que a sucumbência seja vista ao final. A execução é extinta quando o executado elimina a dívida, seja por adimplir o débito, seja por reconhecimento de que o débito não existe ou se extinguiu. A execução também pode ser extinta quando o credor renuncia ao crédito. A execução pode ser suspensa pela defesa do executado, desde que seja feito um pedido expresso. A suspensão da execução protege os bens do executado. A execução pode ser nula se: O título executivo extrajudicial não corresponder a uma obrigação certa, líquida e exigível O executado não for regularmente citado A execução for instaurada antes de se verificar a condição ou de ocorrer o termo 16 - Quais os tipos de penhora ? R: Existem diversos tipos de penhora, entre os quais: Penhora de bem determinado. O juiz determina que o oficial de justiça penhore um bem específico que cubra o valor da dívida e seus acréscimos. Penhora livre de bens · O juiz não determina um bem específico a ser penhorado, mas sim realiza uma busca para encontrar bens do devedor que cubram a dívida e os custos processuais. · Penhora online · O juiz comunica às instituições financeiras do credor a necessidade de penhora dos valores. · Penhora no rosto dos autos · A penhora é feita em créditos do devedor que estão em processo judicial no qual ele figura como credor. A penhora é a apreensão dos bens do devedor para pagamento da dívida. Quando um bem é penhorado, o dono perde a posse e propriedade dele. Posteriormente, o bem é oferecido ao credor como pagamento. A ordem preferencial de penhora é: · Dinheiro · Títulos da dívida pública · Títulos e valores mobiliários · Veículos · Bens imóveis · Bens móveis Alguns bens são inalienáveis e não podem ser penhorados, como bens públicos, imóveis tombados, terras ocupadas por indígenas, obras de arte e bens de família. 17 - O que é penhorável e impenhorável? R: Bens penhoráveis são aqueles que podem ser apreendidos pela justiça para pagamento de dívidas, enquanto bens impenhoráveis são aqueles que não podem ser penhorados: · Bens penhoráveis · São bens do devedor que podem ser apreendidos pela justiça para pagamento de dívidas. · Bens impenhoráveis · São bens que não podem ser penhorados, pois são protegidos por legislação específica. A impenhorabilidade é uma garantia jurídica que protege o devedor e sua família de ter condições mínimas de subsistência. 18 - Penhorabilidade R: Penhorabilidade é a condição de um bem ou valor que não pode ser penhorado, pois está protegido pela lei. A impenhorabilidade é uma regra que visa proteger o patrimônio de uma pessoa com dívidas, garantindo a sua subsistência e a da sua família. A penhora é um procedimento legal que permite ao credor recuperar o valor de uma dívida, quando o devedor não a paga voluntariamente. Para isso, o credor inicia um processo judicial e, se o juiz ordenar, um oficial de justiça penhora os bens do devedor. Os bens penhorados são leiloados para quitar a dívida. No entanto, existem alguns bens que não podem ser penhorados, como: · Bens imprescindíveis à economia doméstica, como os da casa de habitação · Instrumentos de trabalho · Objetos indispensáveis ao exercício da atividade ou formação profissional · 2/3 do vencimento ou salário ou prestação paga a título de aposentação Dependendo do caso, mesmo bens que são impenhoráveis podem ser penhorados e vendidos. 19 - Ata atentatória da dignidade da justiça, quais cenários que comporta, quais consequências? R: São condutas praticadas por partes ou terceiros no processo que visam obstruir o curso regular da justiça, desrespeitando os princípios da boa-fé processual e da lealdade. Essas condutas podem prejudicar a celeridade e a efetividade da prestação jurisdicional. Cenários Comuns: Descumprimento de decisões judiciais: Quando uma parte, de forma intencional, não cumpre uma decisão judicial, seja ela provisória ou definitiva. Criação de embaraços à execução: Atitudes que dificultam a execução de uma decisão, como a ocultação de bens ou a apresentação de informações falsas. Inovação ilegal no estado de fato: Alterações indevidas na situação fática de um bem ou direito que é objeto da disputa judicial. Litigância de má-fé: Atitudes que visam protelar o processo, confundir o juiz ou prejudicar a parte adversa, como a apresentação de provas falsas ou a propositura de ações repetitivas. Não comparecimento injustificado: A ausência injustificada de uma parte em audiências ou atos processuais. Consequências: As consequências dos atos atentatórios à dignidade da justiça podem variar de acordo com a gravidade da conduta e a discricionariedade do juiz. Algumas das possíveis sanções incluem: Multa: A aplicação de multa pecuniária, cujo valor pode variar de acordo com a natureza do ato praticado. Arrestos: A apreensão de bens do infrator para garantir o cumprimento de uma obrigação. Prisão civil: Em casos mais graves, a prisão civil pode ser aplicada, especialmente em casos de descumprimento de obrigações alimentares. Responsabilidade civil: O infrator pode ser condenado a indenizar a parte adversa pelos prejuízos causados. Perda do direito de recorrer: Em alguns casos, o infrator pode perder o direito de recorrer de uma decisão judicial. · Aplicação de outras sanções processuais: O juiz pode aplicar outras sanções processuais, como a aplicação de custas processuais ou a rejeição de petições. image1.png