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M. Sc. Antônia Ferreira dos Santos Cruz acruz1107@unijorge.pro.br Motor de Corrente Alternada ACIONAMENTOS ELÉTRICOS: MOTORES DE INDUÇÃO AULA 4 mailto:Antonia.cruz@unifacs.br MOTORES TRIFÁSICOS CA • Os motores CA, em sua maioria, têm características de funcionamento semelhantes às dos motores CC, embora o seu funcionamento esteja menos sujeito a defeitos. Isto porque os motores CC apresentam problemas na comutação que envolve as escovas, os porta-escovas, etc. Os motores CA podem proporcionar um funcionamento livre de defeitos durante períodos bastante longos. Os motores CA apresentam características excelentes para a operação a velocidades constantes, porque a velocidade é determinada pela frequência da rede de alimentação e o número de pólos do motor. Ns = 120 x f/ nº de polos MOTORES CA • Os motores CA podem ser trifásicos ou monofásicos. O princípio de funcionamento é o mesmo em todos os casos, isto é, o de um campo magnético girante que provoca a rotação do rotor da máquina. • Os motores CA são classificados geralmente em dois tipos principais: (1) motores de indução e (2) motores síncronos. Motores síncronos são motores de corrente alternada. Resumidamente, é um motor elétrico cuja velocidade de rotação é proporcional à frequência da sua alimentação. Nestes modelos, o estator é alimentado com corrente alternada, enquanto o rotor é alimentado com corrente contínua proveniente de uma excitatriz • O motor de indução difere do motor síncrono por não ter o seu rotor ligado a qualquer fonte de alimentação, sendo o seu rotor alimentado por indução magnética. MOTORES DE INDUÇÃO • O motor de indução é o motor CA mais usado, por causa de sua simplicidade, construção robusta, baixo custo de fabricação e boas características de funcionamento. • Estas características do motor de indução resultam do fato de ser o rotor uma unidade auto-suficiente que não necessita de conexões externas. O nome do motor de indução é derivado do fato de serem induzidas correntes alternadas no circuito do rotor, pelo campo magnético girante produzido nas bobinas do estator. MOTORES DE INDUÇÃO - estator MOTORES DE INDUÇÃO - Placa de identificação MOTOR DE INDUÇÃO • ROTOR BOBINADO ROTOR GAIOLA MOTOR DE INDUÇÃO • Rotor gaiola : Esta presente em aproximadamente 95% das máquinas assíncronas, é construído com barras de material condutor, em geral alumínio, que preenchem as ranhuras do rotor em toda a sua extensão. As extremidades destas barras são curto-circuitadas por um anel condutor, perfazendo-se o que é convencionalmente denominado de gaiola de esquilo. • Rotor bobinado : A forma construtiva do enrolamento rotórico de uma máquina assíncrona consiste em alojar-se nas ranhuras rotóricas um enrolamento trifásico semelhante ao do estator e com o mesmo número de polos deste. Por esta razão, na extremidade do seu eixo são colocados anéis deslizantes, conectados aos terminais do enrolamento rotórico, para que através de escovas os mesmos possam ser acessados externamente. Motor de indução Constituído de chapas de ferro-Estator: silício laminado, com ranhuras uniformemente alojados os espaçadas condutores polifásico onde estão de um (em geralenrolamento trifásico). Rotor : Constituído também de chapas de ferro-silício laminado, com ranhuras uniformemente distribuídas, onde estão alojados os condutores do enrolamento do rotor (também denominado de enrolamento rotórico). São dois os tipos de enrolamentos rotórico PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO O estator do motor está ligado à fonte de alimentação CA. O rotor não está ligado eletricamente a nenhuma fonte de alimentação. Quando o enrolamento do estator é energizado através de uma alimentação trifásica, cria-se um campo magnético girante. À medida que o campo varre os condutores do rotor, é induzida uma fem nesses condutores ocasionando o aparecimento de uma corrente elétrica nos condutores. Os condutores do rotor, percorridos por corrente elétrica, interagem com o campo magnético girante do estator para produzir um torque eletromagnético que atua sobre os condutores do rotor fazendo-o girar. Entretanto, como o campo do estator gira continuamente, o rotor não consegue se alinhar com ele. A velocidade do rotor é sempre menor que a velocidade síncrona (velocidade do campo girante). MOTOR DE INDUÇÃO CampoGirante Um Estator elementar de uma máquina assíncrona, com seis ranhuras uniformemente espaçadas, onde estão alojadas 3 bobinas com o mesmo número de espiras, conectadas em ligação estrela (poderia ser em ligação triângulo). Suponha agora que as bobinas deste enrolamento sejam percorridas por correntes trifásicas equilibradas, isto é, correntes que tenham a mesma amplitude porém defasadas de 120º uma da outra. O enrolamento, quando percorrido por correntes, produz uma distribuição de campo magnético (aproximadamente) senoidal no entreferro. Esta distribuição de campo gira ao redor do estator com uma rotação denominada de rotação síncrona, dada : t 0 t 1 t 2 1 c y c l e t 3 t 4 v a v b v c VIDEO MOTOR INDUÇÃO • https://www.youtube.com/watch?v=AaotM_xbemU Um motor elétrico trifásico possui as seguintes especificações: Tensão: 220VCA – 3Ø – 60Hz Polos Magnéticos: 4 Polos Aplicando os valores à formula: velocidade motor Circuito equivalente do motor de Indução A partir do modelo duas características importantes : Análise da Partida dos Motores- Categoria de partida Categoria N: acionamento de bombas, ventiladores e outras cargas consideradas normais; Categoria H: acionamento de cargas que exigem elevado conjugado na partida: peneiras, transportadores, britadores etc Categoria D: acionamento de prensas excêntricas e outras cargas que apresentem picos periódicos de conjugado. Também empregados em cargas que exijam elevado torque de partida. A partir do modelo duas características importantes • Quando tem uma carga real no eixo do motor TENSÃO INDUZIDA E TORQUE Estando o rotor inicialmente parado e sendo submetido ao campo girante de velocidade n1, resultará em seus enrolamentos uma f.e.m induzida (devido à variação do fluxo magnético em relação às espiras do rotor) que é proporcional a intensidade do fluxo e a velocidade do campo girante. Assim: A tensão induzida será máxima no eixo do estator, ou seja, no eixo magnético resultante. V2 – KФn1 Como o enrolamento do rotor esta curto-circuitado, resultará a circulação da corrente rotórica I2. TORQUE A corrente I20 circulando pelos enrolamentos do rotor e interagindo com o fluxo produzido no estator dá origem ao conjugado de partida dado por: CORRENTE EM FUNÇÃO DO ESCORREGAMENTO (s) EXERCICIO DE APLICAÇÃO • Um MIT trifásico apresenta os seguintes dados nominais . • Pn = 90 (KW) ; nN = 1.780 (rpm) ; Vn = 380 (V),60 (Hz), I2N = 148 (A); V20 = 400 (V) a)Calcule o escorregamento nominal do motor. b)Determine a tensão induzida no rotor para as condições nominais de operação c)Determine o valor aproximado da resistência rotórica para as condições nominais de operação. Solução Solução Aplicações de controle de velocidade de M.I. • Exemplos mais comuns de aplicação • ⇒ Bombas centrífugas • ⇒ Ventiladores e exaustores • ⇒ Esteiras transportadoras CARACTERÍSTICAS DO MI: CURVAS DE TORQUE POR ROTAÇÃO TN (Conjugado nominal ou de plena carga) - é o conjugado desenvolvido pelo motor à potência nominal, sob tensão e freqüência nominais. •TP (Conjugado com rotor bloqueado ou conjugado de partida ou, ainda, conjugado de arranque) – é o conjugado mínimo desenvolvido pelo motor com o rotor bloqueado, sob tensão e freqüência nominais. •Tmin (Conjugado mínimo) - é o menor conjugado desenvolvido pelo motor ao acelerar desde a velocidade zero até a velocidade correspondente ao conjugado máximo. Na prática, este valor não deve ser muito baixo, isto é, a curva não deve apresentar uma depressão acentuada na aceleração, para que a partida não seja muito demorada, sobre-aquecendo o motor, especialmentenos casos de alta inércia ou partida com tensão reduzida. •TM (Conjugado máximo) - é o maior conjugado desenvolvido pelo motor sob tensão e freqüências nominais, sem queda brusca de velocidade. É a máxima sobrecarga que o motor suporta quando este está trabalhando nas condições nominais. Na prática, o conjugado máximo deve ser o mais alto possível, por duas razões principais: O motor deve ser capaz de vencer, sem grandes dificuldades, eventuais picos de carga, como pode acontecer em certas aplicações, como em britadores, calandras, misturadores e outras; CARACTERÍSTICAS DO MOTOR DE INDUÇÃO: CATEGORIAS DE TORQUE Categoria N: Torque e corrente de partida normal, baixo escorregamento. Cargas normais, como bombas, máquinas operatrizes, ventiladores; • Categoria H: Torque de partida alto, corrente de partida normal; baixo escorregamento. Cargas que demandam maior torque na partida, como peneiras, transportadores, etc • Categoria D: Torque de partida alto, corrente de partida normal; alto escorregamento. Cargas que necessitam de torque de partida muito alto e corrente limitada (elevadores); Curvas típicas do MIT e da carga Na Figura juntamente com a curva típica de um motor de indução trifásico está a curva de uma carga genérica. O ponto c é o ponto de equilíbrio entre o torque motriz e o torque resistente. Neste caso o motor opera com torque e velocidade nominais (com carga nominal). O torque Ta é chamado de torque acelerante e representa a diferença entre o torque do motor e o torque da carga (no ponto c, Ta = 0). CARACTERÍSTICAS DO MOTOR DE INDUÇÃO: DADOS DE PLACA PARTIDA DO MIT • CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A PARTIDA - Quase todos os motores de indução trifásicos poderiam partir em plena tensão (desde que alimentados por um barramento infinito). - Todavia a alimentação do MIT não é ideal. Neste caso, embora o motor suporte a sobrecarga na partida, ocorre uma queda de tensão de alimentação, refletindo-se em todas as cargas ligadas no mesmo barramento.