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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ - UNIFEI ISEE - INSTITUTO DE SISTEMAS ELÉTRICOS E ENERGIA CONVERSÃO ELETROMECÂNICA DE ENERGIA I - ELE506 CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA - BACHARELADO DANIEL TOLOZA RAMIREZ - 2022007674 MARCOS ALEXANDRE DOMICIANO PEREIRA - 2022012208 TALES RENATO DE LIMA ANTÔNIO - 2022006640 EXPERIÊNCIA 02 - TRANSFORMADOR II ITAJUBÁ - MG 2024 DANIEL TOLOZA RAMIREZ - 2022007674 MARCOS ALEXANDRE DOMICIANO PEREIRA - 2022012208 TALES RENATO DE LIMA ANTÔNIO - 2022006640 EXPERIÊNCIA 02 - TRANSFORMADOR II Relatório apresentado ao professor Ricardo Elias Caetano, como requisito para composição da nota do relatório na disciplina Laboratório de Conversão I. ITAJUBÁ - MG 2024 1 SUMÁRIO 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................................................... 3 1.1. Ensaio a Vazio............................................................................................................... 3 1.2. Ensaio em Curto-Circuito..............................................................................................4 2. OBJETIVOS...........................................................................................................................6 3. INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS..............................................................................6 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL................................................................................. 8 4.1. Dados Básicos do Transformador...............................................................................8 4.2. Ensaio em Vazio.......................................................................................................... 9 4.2.1. Cálculos realizados para tensão de 60 V..............................................................12 4.2.2. Cálculos realizados para tensão de 110V............................................................. 13 4.3. Ensaio em Curto-Circuito..........................................................................................13 4.3.1. Cálculos realizados para a corrente de 2,3A........................................................ 14 4.3.2. Cálculos realizados para a corrente de 4,5A........................................................ 14 4.4. Determinação do Circuito Equivalente do Transformador......................................... 15 4.4.1. Circuito elétrico completo e simplificado referido ao lado de Baixa...................15 4.4.2. Circuito elétrico completo e simplificado referido ao lado de Alta..................... 16 5. CONCLUSÕES....................................................................................................................18 6. BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................19 2 RESUMO Neste relatório, foi conduzido um estudo abordando os conceitos relacionados aos transformadores reais. Para realizar o experimento, utilizamos cabos e chapas metálicas para estabelecer as configurações necessárias, multímetros para medir corrente e tensão, um wattímetro para medir a potência do circuito, além de um transformador monofásico. O objetivo central do experimento foi realizar cálculos e montagens dos ensaios em vazio e em curto-circuito, com o objetivo de apresentar um circuito equivalente. Os resultados obtidos revelam-se congruentes com as previsões, demonstrando valores próximos ao esperado na prática. 3 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O estudo de transformadores se torna crucial quando o assunto é sociedade, sendo ele o responsável por levar energia para muitos setores da sociedade, posto isso torna-se crucial na formação de um engenheiro eletricista o estudo e aprendizado dessas máquinas. Posto isto, o estudo de transformadores inicia-se com o compreendimento de seu funcionamento de maneira ideal, que não leva em consideração as perdas relacionadas a sua montagem, apenas considera a conversão elétrica, explicitando a constante de transformação, imprescindível para o estudo de transformadores. Dado o que foi dito acima, podemos falar sobre o transformador real que pode ser representado a partir de um circuito elétrico equivalente, onde devem ser considerados suas perdas, sendo elas: as perdas nos enrolamentos, perdas por Foucault e por Histerese, bem como nos fluxos de dispersão, tanto no primário quanto no secundário, e a reatância de magnetização. Figura 1 - Circuito equivalente do transformador monofásico Os valores desses componentes, representados por indutores e resistores, serão encontrados a partir de dois ensaios, sendo eles: ensaio a vazio e ensaio de curto-circuito, abaixo seguem os procedimentos em cada um desses ensaios. 1.1. Ensaio a Vazio O ensaio a vazio é realizado no secundário, aplicando uma tensão nominal nele e o primário permanece em aberto, a partir dessa esquemática, serão consideradas apenas as perdas no núcleo e a reatância de magnetização. 4 Pela construção do transformador podemos considerar que as quedas em e em𝑅 2 𝑋 𝑙2 desprezíveis em relação às quedas de tensão em e em , assim podemos afirmar que toda𝑅 𝑐 𝑋 𝑚 tensão nominal aplicada no primário, será aplicada no paralelo de e , posto isso teremos𝑅 𝑐 𝑋 𝑚 o seguinte circuito: Figura 2 - Circuito equivalente, ensaio a vazio Dito isso e conhecendo os valores de , e a (potência a vazio), podemos𝑉 𝑆 𝐼 0 𝑃 0 realizar algumas operações para determinar os valores de e :𝑅 𝑐 𝑋 𝑚 𝑅 𝑚 = 𝑉 𝑆| |2 𝑃 0 𝐼 𝑚| | = 𝑉 𝑆| | 𝑅 𝑚 𝐼 𝑋𝑚| | = 𝐼 0| |2 − 𝐼 𝑚| |2 𝑋 𝑚 = 𝑉 1 𝐼 𝑋𝑚| | 1.2. Ensaio em Curto-Circuito Nesse ensaio é feito um curto-circuito (por conveniência) no secundário, assim é aplicado uma tensão nominal no ramo primário que é o lado de alta tensão. Esse ensaio tem como objetivo determinar os parâmetros relacionados aos enrolamentos e suas perdas. Para fazermos os cálculos e determinarmos o parâmetros, precisamos levar em consideração dois fatores no circuito equivalente: primeiramente a corrente no ramo 5 magnetizante é muito menor que a do ramo de baixa tensão, dado que as impedâncias dos enrolamentos são bem menores que as impedâncias relacionadas ao ramo magnetizante, consequentemente podemos considerar que a corrente vinda do primário será igual a corrente que circula no secundário, segundamente que as impedâncias do secundário serão referenciadas a partir da constante de transformação (a). Posto isso, temos o seguinte circuito: Figura 3 - Circuito equivalente, ensaio em curto-circuito 𝑍 𝑐𝑐 = 𝑉 𝑃 𝐼 𝑐𝑐 𝑅 𝑐𝑐 = 𝑃 𝑐𝑐 𝐼 𝑐𝑐| |2 𝑋 𝑐𝑐 = 𝑍 𝑐𝑐 2 − 𝑅 𝑐𝑐 2 𝑅 𝑐𝑐 = 𝑅 1 + 𝑅' 2 𝑋 𝑐𝑐 = 𝑋 𝑙1 + 𝑋' 𝑙2 Onde: 𝑅 1 = 𝑅' 2 = 𝑎2 · 𝑅 2 𝑋 𝑙1 = 𝑋' 𝑙2 = 𝑎2 · 𝑅 𝑙2 Implica que: 𝑅 1 = 𝑅 𝑐𝑐 2 𝑋 𝑙1 = 𝑍 𝑐𝑐 2 𝑅 2 = 𝑅 𝑐𝑐 2·𝑎2 𝑋 𝑙2 = 𝑍 𝑐𝑐 2·𝑎2 6 2. OBJETIVOS Este relatório teve como objetivo validar os conceitos abordados pela disciplina de Conversão Eletromecânica de Energia I através da realização de cálculos e montagens dos ensaios em vazio e em curto-circuito, visando obter valores de corrente e tensão. Além disso, a partir dos ensaios realizados, busca-se apresentar um circuito equivalente que represente as principais imperfeições de um transformador real. 3. INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS Os equipamentos utilizados na realização deste experimento foram: ● Transformador monofásico CYROMAC TMS: ○ Potência: 0,5 kVA ○ Número: 955 ○ Tipo: TMS ○ Resfriamento: ANAN ○ Frequência: 60 Hz ○ Peso total: 25 kg ● Multímetro Fluke 115 Volts AC true RMS: ○ Gama: 6,000 V ○ Resolução: 0,001 V ○ Precisão: 1,0% + 3, (DC, 45 Hz a 500 Hz) ● Multímetro Fluke 115 Volts AC true RMS: ○ Gama: 60,00 V ○ Resolução: 0,01 V ○ Precisão: 1,0% + 3, (DC, 45 Hz a 500 Hz) ● Multímetro Fluke 115 Volts AC true RMS: ○ Gama: 600,0 V ○ Resolução: 0,1 V ○ Precisão: 1,0% + 3, (DC, 45 Hz a 500 Hz) ● Multímetro Minipa ET - 2110 TensãoAC: ○ Gama: 60,00 V 7 ○ Resolução: 0,01 V ○ Precisão: 1,0% + 3, (45 Hz a 1 kHz) ● Multímetro Minipa ET - 2110 Tensão AC: ○ Gama: 600,0 V ○ Resolução: 0,1 V ○ Precisão: 1,0% + 3, (45 Hz a 1 kHz) ● Multímetro Minipa ET - 2110 Corrente AC: ○ Gama: 6,000 A ○ Resolução: 0,001 A ○ Precisão: 1,5% + 5, (45 Hz a 1 kHz) ● Multímetro Minipa ET - 2110 Corrente AC: ○ Gama: 600,0 mA ○ Resolução: 0,1 mA ○ Precisão: 1,2% + 5, (45 Hz a 1 kHz) ● Multímetro Minipa ET - 2110 Corrente AC: ○ Gama: 60,00 mA ○ Resolução: 0,01 mA ○ Precisão: 1,2% + 5, (45 Hz a 1 kHz) ● Varivolt JNG TDGC2-1: ○ Tensão Nominal de Entrada: 127 V ○ Potência Nominal: 0,5 kVA ○ Tensão de Saída: 0 ~ 140 V ○ Corrente Nominal de Saída: 4 A ● Varivolt JNG TDGC2-1: ○ Tensão Nominal de Entrada: 220 V ○ Potência Nominal: 1 kVA ○ Tensão de Saída: 0 ~ 250 V ○ Corrente Nominal de Saída: 4 A ● Wattímetro Lutron Electronic DW-6060 ○ Tensão Nominal de Entrada: 600 ACV ○ Potência Nominal: 2000 W ○ Resolução: 1 W ○ Precisão: 1% + 1d, (45 Hz a 65 Hz) 8 ● Chapas de metal para a ligação em série e paralelo no transformador ● Cabos para ligação entre os equipamentos 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 4.1. Dados Básicos do transformador O arranjo das bobinas do transformador utilizado no laboratório e para esse experimento está logo abaixo na Figura 4. A figura representa o arranjo de bobinas do primário e do secundário, onde foram numeradas, a fim de representar as entradas e saídas de cada bobina (números com apóstrofo representam o terminal de saída de cada bobina). Logo em seguida, na Figura 5 foi descrito detalhadamente as interligações entre as bobinas do primário e as bobinas do secundário deste transformador. Figura 4: Arranjo de bobinas do transformador Figura 5: Diagrama detalhado das interligações das bobinas do transformador. 9 Abaixo, segue as especificações para cada uma das 8 bobinas desse transformador. ● Potência nominal: 0,5 kVA ● V_Nom = 110 V ● I_Nom = 1,13 A ● N = 65 espiras Além disso, tem-se a relação de transformação para a configuração do transformador utilizada neste experimento. 𝑎 = 𝑉 1 𝑉 2 = 220 110 = 2 4.2. Ensaio em Vazio O primeiro ensaio a ser realizado será o ensaio a vazio. Esse ensaio nos permite a medição da tensão e da corrente do circuito secundário, lado de baixa tensão do transformador, com o circuito primário, lado de alta tensão, mantido em aberto. Para isso, as bobinas do secundário (baixa tensão), foram conectadas para uma tensão de 110 VAC, com 4 bobinas em paralelo. O lado de alta tensão (primário), foi conectado para uma tensão de 220 VAC, com duas bobinas em paralelo associadas em série com mais outras duas bobinas em paralelo. Esse transformador, nesse ensaio, foi alimentado com o auxílio de uma varivolt para que a tensão aplicada no secundário fosse sendo variada de forma gradativa até atingirmos a tensão nominal do secundário, e, posteriormente, com uma tensão acima da nominal a fim de ver o que acontece com a corrente. Para isso, também foi utilizado um Wattímetro para medir a potência ativa do circuito, e também um amperímetro para aferir a corrente que circula pelo secundário do transformador. O circuito detalhando a montagem do ensaio é descrito na Figura 6, onde o amperímetro não foi descrito na Figura. 10 Figura 6 - Esquema de ligação para o ensaio de circuito aberto, sem o amperímetro. Com isso, o circuito foi alimentado com o auxílio do varivolt, variando a tensão aplicada no secundário de 0 VAC até 180 VAC, e anotando a corrente aferida, juntamente com a potência ativa para as tensões de 60 VAC e para 110 VAC. Note também que, para esse ensaio, é necessário cautela em relação ao primário. O mesmo quando é aplicada uma tensão no secundário, aparece uma tensão induzida no primário, que dependendo da tensão aplicada no secundário pode ser perigoso. As grandezas medidas foram dispostas abaixo na Tabela 1. Tabela 1: Grandezas medidas no ensaio vazio. Tensão da Rede [V] Tensão V [V] Corrente I [A] Perdas (W) 127 (T-N) 0 0 - 10 0,0123 0,0002± - 20 0,0203 0,0003± - 30 0,0279 0,0004± - 40 0,03464 0,0005± - 50 0,0423 0,0006± - 60 0,0484 0,0006± 2 1± 70 0,0573 0,0007± - 80 0,0657 0,0008± - 90 0,076 0,001± - 100 0,0880 0,0011± - 110 0,1032 0,0013± 7 1± 11 Tensão da Rede [V] Tensão V [V] Corrente I [A] Perdas (W) 220 (S-T) 120 0,1213 0,0015± - 130 0,1484 0,0018± - 140 0,1760 0,0022± - 150 0,2242 0,0027± - 160 0,3131 0,0038± - 170 0,462 0,006± - 180 0,700 0,009± - Após isso, foi traçado um gráfico da tensão primária com a corrente medida (V = f(I)). Esse gráfico está logo abaixo na Figura 7. Figura 7 - Gráfico da tensão primária em função da corrente Nota-se que até próximo a tensão nominal (110 VAC), a curva do gráfico apresenta uma curva que pode ser considerada linear dentro de um padrão, ou seja, a corrente possui um valor que varia linearmente com e tensão aplicada. Porém, ao exceder o valor nominal da tensão, percebe-se que o gráfico deixa de apresentar esse comportamento linear e passa a variar muito pouco a corrente em relação a tensão, isso ocorre devido a saturação do 12 núcleo,onde mesmo com o aumento da tensão, o fluxo atinge seu valor máximo e a corrente vai se aproximando de uma reta. Foi determinada a relação em porcentagem da corrente em vazio pela corrente nominal do transformador, quando está operando na tensão nominal, a qual foi obtida a partir de: 𝐼 𝑣𝑎𝑧𝑖𝑜 [%] = 𝐼 𝑉𝑎𝑧𝑖𝑜 𝐼 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 0,1032 ± 0,0013 2,26 × 100 = 4, 6 ± 0, 1 % Também, temos que para esse ensaio, as perdas no cobre e no núcleo são desprezíveis, porque toda a perda está basicamente para a magnetização do núcleo. Isso ocorre porque o primário do transformador está em aberto e não possui carga em seus terminais, sendo assim, as perdas que temos podem ser todas associadas a magnetização. Foi realizado também os cálculos para encontrar a resistência de perdas Rp, e da reatância de magnetização Xm, juntamente com outras grandezas medidas de forma indireta. Esses valores estão descritos na Tabela 2 abaixo. Os cálculos realizados para a tensão de 60 V e para a tensão de 110 V estão descritos após a Tabela 2. Tabela 2 - Parâmetros Calculados do Ensaio em Vazio V [V] I [A] P [W] V I [VA]· 𝑐𝑜𝑠φ I [A]·𝑐𝑜𝑠φ I [A]·𝑠𝑒𝑛φ R'P [Ω] X'M [Ω] 60 0,0484± 0,0006 2 1± 2,904± 0,036 0,69 0,03340± 0,00041 0,03503± 0,00043 1796 22± 1713 21± 110 0,1032± 0,0013 7 1± 11,35± 0,14 0,62 0,06398± 0,00081 0,081± 0,001 1719 22± 1358 17± 4.2.1. Cálculos realizados para tensão de 60 V 𝑉 · 𝐼 = 60 · (0, 0484 ± 0, 0006) = (2, 904 ± 0, 036) 𝑉𝐴 𝑐𝑜𝑠φ = 𝑃 𝑉·𝐼 = 2 2,904 = 0, 69 𝐴𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠φ = 46, 36° 𝐼' 𝑃 = 𝐼 · 𝑐𝑜𝑠φ = (0, 0484 ± 0, 0006) · (0, 69) = (0, 03340 ± 0, 00041) 𝐴 𝐼' 𝑀 = 𝐼 · 𝑠𝑒𝑛φ = (0, 0484 ± 0, 0006) · 𝑠𝑒𝑛(46, 36°) = (0, 03503 ± 0, 00043) 𝐴 13 𝑅' 𝑃 = 𝑉 𝐼' 𝑃 = 60 0,03340±0,00041 = (1796 ± 22) Ω 𝑋' 𝑀 = 𝑉 𝐼' 𝑀 = 60 0,03503±0,00043 = (1713 ± 21) Ω 4.2.2. Cálculos realizados para tensão de 110 V 𝑉 · 𝐼 = 110 · (0, 1032 ± 0, 0013) = (11, 35 ± 0, 14) 𝑉𝐴 𝑐𝑜𝑠φ = 𝑃 𝑉·𝐼 = 7 11,35 = 0, 62 𝐴𝑟𝑐𝑐𝑜𝑠φ = 51, 68° 𝐼' 𝑃 = 𝐼 · 𝑐𝑜𝑠φ = (0, 1032 ± 0, 0013) · (0, 62) = (0, 06398 ± 0, 00081) 𝐴 𝐼' 𝑀 = 𝐼 · 𝑠𝑒𝑛φ = (0, 1032 ± 0, 0013) · 𝑠𝑒𝑛(51, 68°) = (0, 081 ± 0, 001) 𝐴 𝑅' 𝑃 = 𝑉 𝐼' 𝑃 = 110 0,06398±0,00081 = (1719 ± 22) Ω 𝑋' 𝑀 = 𝑉 𝐼' 𝑀 = 110 0,081±0,001 = (1358 ± 17) Ω 4.3. Ensaio em Curto-Circuito A próxima etapa deste ensaio é realizar o ensaio de Curto-Circuito, o qual é usado para encontrarmos as perdas nos enrolamentos. Nesse experimento, alimentamos o primário do transformador (lado de alta) e é fechado um curto nos terminais secundário (lado de baixa), com o objetivo de alcançar a corrente nominal do enrolamento primário do transformador. Para isso, é utilizado um varivolt, e variando sua tensão até chegarmos no valor nominal de corrente do primário. O primário é o lado que apresenta atensão nominal de 220 V, e o secundário é o lado que possui tensão nominal de 110 V, onde o primário é alimentado com o auxílio de um varivolt, e a corrente e a potência é medida até atingirmos o valor da corrente nominal. O objetivo é medir duas correntes pré estabelecidas, a nominal de 2,3 A e uma maior de 4,5 A, com o auxílio de um amperímetro (tomando cuidado para não exceder o limite de corrente de 5 A), e também, a potência que é consumida pelo transformador. O esquema de ligação deste ensaio é mostrado na Figura 5, juntamente com o wattímetro, porém sem o amperímetro utilizado para medir a corrente que circula pelo primário do transformador. O ensaio de 14 curto-circuito é feito dessa forma pois permite a utilização de equipamentos de menor corrente. Os valores que foram obtidos diretamente e indiretamente (calculados a partir dos dados principais obtidos no ensaio) foram todos descritos na Tabela 3 (os parâmetros da tabela são referidos ao lado de alta tensão). Tabela 3 - Medições e Parâmetros do Ensaio em Curto-circuito I [A] V [V] P [W] V I [VA]· 𝑐𝑜𝑠φ ZCC [Ω] RCC [Ω] XCC [Ω] 2,3 64,2 0,9± 33 1± 147,7 2,1± 0,2235 27,9 0,4± 6,24 0,19± 27,2 0,4± 4,5 125,8 1,6± 125 2± 566,2± 0,2208 27,94± 0,34 6,170± 0,099 27,25± 0,35 Para esse ensaio, temos que as perdas por magnetização são desprezíveis, pois a maior parte das perdão estão nos enrolamentos e no núcleo do transformador. Também nota-se que esse ensaio obtemos as perdas que são desprezíveis no ensaio de circuito aberto, por isso surge a necessidade de fazer dois ensaios para obtermos os parâmetros desejados do transformador. Os valores calculados na Tabela 3 estão todos descritos abaixo. 4.3.1. Cálculos realizados para a corrente de 2,3 A 𝑉 · 𝐼 = (64, 2 ± 0, 9) · 2, 3 = (147, 66 ± 2, 1) 𝑉𝐴 𝑐𝑜𝑠φ = 𝑃 𝑉·𝐼 = 33 147,66 = 0, 2235 𝑍 𝐶𝐶 = 𝑉·𝐼 𝐼2 = 147,66±2,1 2,32 = (27, 91 ± 0, 4) Ω 𝑅 𝐶𝐶 = 𝑃 𝐼2 = 33±1 2,32 = (6, 24 ± 0, 19) Ω 𝑋 𝐶𝐶 = 𝑍 𝐶𝐶 2 − 𝑅 𝐶𝐶 2 = (27, 91 ± 0, 4)2 − (6, 24 ± 0, 19)2 𝑋 𝐶𝐶 = (778, 968 ± 22) − (38, 938 ± 2, 4) = 740 ± 22 = (27, 2 ± 0, 4) Ω 4.3.2. Cálculos realizados para a corrente de 4,5 A 𝑉 · 𝐼 = (125, 8 ± 1, 6) · 4, 5 = (566, 1 ± 7, 2) 𝑉𝐴 15 𝑐𝑜𝑠φ = 𝑃 𝑉·𝐼 = 125 566,1 = 0, 2208 𝑍 𝐶𝐶 = 𝑉·𝐼 𝐼2 = 566,1±7,2 4,52 = (27, 94 ± 0, 34) Ω 𝑅 𝐶𝐶 = 𝑃 𝐼2 = 125±2 4,52 = (6, 170 ± 0, 099) Ω 𝑋 𝐶𝐶 = 𝑍 𝐶𝐶 2 − 𝑅 𝐶𝐶 2 = (27, 94 ± 0, 34)2 − (6, 170 ± 0, 099)2 𝑋 𝐶𝐶 = (780, 6436 ± 19) − (38, 0689 ± 1, 2) = 742. 57 ± 19 = (27, 25 ± 0, 35) Ω 4.4. Determinação do Circuito Equivalente do Transformador Agora temos como objetivo determinarmos o circuito equivalente do transformador, tanto do enrolamento de 110 V como do enrolamento de 220 V. Os valores das reatâncias e resistências calculadas para os enrolamentos de 110 V e 220 V estão logo abaixo na Tabela 4,e os cálculos realizados para encontrar esse valores estão descritos logo após a tabela. Tabela 4 - Parâmetros do Circuito Equivalente do Transformador Enrolamento de 110 V Enrolamento de 220 V RB [Ω] XB [Ω] RA [Ω] XA [Ω] 0,780 0,024± 3,40 0,05± 3,120 0,095± 13,6 0,2± 𝑅 𝐵 = 𝑅 𝐶𝐶 2·𝑎2 = (0, 78 ± 0, 024) Ω 𝑋 𝐵 = 𝑋 𝐶𝐶 2·𝑎2 = (3, 40 ± 0, 05) Ω 𝑅 𝐴 = 𝑅' 𝐵 = 𝑅 𝐶𝐶 2 = (3, 120 ± 0, 095) Ω 𝑋 𝐴 = 𝑋' 𝐵 = 𝑋 𝐶𝐶 2 = (13, 6 ± 0, 2) Ω 4.4.1. Circuito elétrico completo e simplificado referidos ao lado de Baixa Agora, para o item 4.4.1, será apresentado o circuito elétrico equivalente completo e simplificado para o transformador referido ao lado de Baixa Tensão, com seus respectivos 16 valores numéricos. A Figura 5 representa o esquema completo, e a Figura 6 representa a ligação simplificada. Figura 5: Circuito elétrico completo referido ao lado de baixa. Figura 6: Circuito elétrico simplificado referido ao lado de baixa. 4.4.2. Circuito elétrico completo e simplificado referidos ao lado de Alta Semelhante como no item anterior, esse item apresenta o circuito elétrico equivalente referido ao lado de Alta Tensão, com seus respectivos valores numéricos. A Figura 7 representa o esquema completo, e a Figura 8 representa a ligação simplificada. 17 Figura 7: Circuito elétrico completo referido ao lado de alta. Figura 8: Circuito elétrico simplificado referido ao lado de alta. 18 5. CONCLUSÕES Dessa forma, por meio dos experimentos realizados no laboratório, foi possível alcançar com êxitos os objetivos desejados, que consistia em expressar o transformador por meio de um circuito elétrico equivalente, juntamente com suas resistências e reatâncias de perdas (do cobre, do núcleo e também de magnetização). A partir do gráfico apresentado, foi possível observar a saturação que ocorre no núcleo devido ao fluxo máximo que circula por ele, destacando a notável variação da corrente em relação à tensão aplicada no transformador. Observa-se que os valores obtidos não são ideais para um transformador em uso prático, uma vez que este pode possuir níveis de construção e aplicações diferentes. Contudo, o mesmo ensaio vale para transformadores de uso industrial ou comercial. No geral, dentro de uma margem tolerável de erros, foi possível calcular todos os parâmetros necessários para determinar os aspectos principais de um transformador, corroborando também com o aprendizado prático da teoria que foi vista previamente em sala. 19 6. BIBLIOGRAFIA FITZGERALD, A. E.; KINGSLEY, C.; UMANS, S. D. Electric machinery. Boston Etc.: Mcgraw-Hill, Cop, 2014. FLUKE. Multímetro digital True-RMS Fluke 115. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2024. LUTRON ELECTRONIC. DIGITAL WATT METER. Disponível em: . 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