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1 Universidade Cidade de São Paulo – Alexandra Isidio 
 
 
 
 
Decálogo semiológico da dor 
 
todo paciente com dor deve ser avaliado de maneira 
sistematizada, levando-se em consideração dez 
características – decálogo semiológico da dor 
 
Localização; 
Irradiação; 
qualidade ou caráter; 
intensidade; 
duração; 
evolução; 
relação com funções orgânicas; 
fatores desencadeantes ou agravantes; 
fatores atenuantes; 
manifestações concomitantes. 
 
uma ou outra característica destaca-se ao lado das 
características principais: localização e intensidade. 
 
Localização 
 
Refere-se à região onde o paciente sente a dor 
 
Irradiação 
 
A dor pode ser estritamente localizada ou irradiada, quando 
segue o trajeto de uma raiz nervosa ou nervo, ou referida, 
cujo mecanismo é diferente. Não se deve confundir dor 
referida e dor irradiada 
 
 
Qualidade ou caráter 
 
Para que seja definida a qualidade ou o caráter da dor, 
solicita-se ao paciente para descrever a sensação que a dor 
provoca. 
 
Intensidade 
 
É um componente relevante da dor. Aliás, é o que costuma 
ter mais importância para o paciente 
 
Escalas de dor 
 
As escalas com expressões, tais como sem dor, dor leve, dor 
moderada, dor intensa, dor muito intensa e pior dor possível, 
de amplo uso, têm a desvantagem de serem subjetivas 
 
 
 
Duração 
 
Inicialmente, determina-se com a máxima precisão possível 
a data de início da dor 
 
Evolução 
 
Trata-se de uma característica de grande relevância, que 
revela a maneira como a dor evoluiu, desde seu início até o 
momento da anamnese. 
 
Relação com funções orgânicas 
 
Essa característica é avaliada, tendo em conta a localização da 
dor e os órgãos e estruturas situados na mesma área. 
 
Fatores desencadeantes ou agravantes 
 
São os fatores que desencadeiam a dor, ou a agravam. 
 
Fatores atenuantes 
 
São os que aliviam a dor, incluindo funções orgânicas, 
posturas ou atitudes que protegem a estrutura ou função do 
órgão onde é originada (atitudes antálgicas), incluindo 
repouso, distração, analgésicos opióides e não opioides, anti-
inflamatórios hormonais e não hormonais, relaxantes 
musculares, antidepressivos, anticonvulsivantes, 
neurolépticos, anestésicos locais, fisioterapia, acupuntura, 
bloqueios anestésicos, procedimentos cirúrgicos e outras 
intervenções. 
 
Manifestações concomitantes 
CARACTERÍSTICAS SEMIOLOGICAS DA DOR 
 
 
2 Universidade Cidade de São Paulo – Alexandra Isidio 
 
A dor aguda, nociceptiva, sobretudo quando intensa, 
costuma acompanhar-se de manifestações neurovegetativas, 
que se devem à estimulação do sistema nervoso autônomo, 
expressando-se por sudorese, palidez, taquicardia, 
hipertensão arterial, mal-estar, náuseas e vômitos. 
 
 
CLASSIFICAÇÕES DA DOR 
 
A dor pode ser classificada segundo vários aspectos: quanto 
ao modo de início e evolução; do ponto de vista 
fisiopatológico; e com relação às estruturas onde se origina. 
 
início e evolução 
 
Dor aguda: Uma dor aguda indica que o organismo está sendo 
agredido ou que sua integridade está em risco. 
 
Pode durar de fração de segundo a semanas. 
 
Se não for tratada adequadamente, pode se tornar crônica 
 
Dor crônica: Considera-se dor crônica a que dura no mínimo 
3 meses, mas que pode causar sofrimento por anos, 
demandando tratamento farmacológico adequado e terapias 
múltiplas, pois abala os laços familiares, interpessoais, sociais, 
laborais e educacionais, além de fragilizar afetiva e 
emocionalmente o paciente

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