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WJUR0204_v3.0
APRENDIZAGEM EM FOCO
ESTRUTURA DA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Emerson Ademir Borges de Oliveira
Leitura crítica: Alberto Shinji Higa
Na disciplina Estrutura da Administração Pública, você será 
apresentado ao estudo organizacional da Administração no 
tocante a suas instituições e a seu pessoal. Assim, voltaremos 
à análise da Administração Direta, dos órgãos públicos, da 
Administração Indireta, das entidades, das características especiais 
de determinadas pessoas jurídicas e, por fim, dos próprios agentes 
públicos, que conferem vida ao funcionamento da máquina 
administrativa. Em outras palavras, a disciplina olha não apenas para 
a estrutura organizacional, mas também para seu aspecto orgânico. 
Por trás de toda hierarquia administrativa, existem agentes públicos 
laborando em prol do interesse coletivo.
No primeiro bloco de conteúdo, apresentamos, inicialmente, 
um estudo introdutório acerca da estrutura da Administração 
Pública, desde conceitos básicos até questões imprescindíveis, 
como as terminologias “desconcentração” e “descentralização”. 
A Administração Direta, então, em todas as esferas do Poder e 
em todos os entes federativos, é apresentada com maior riqueza 
de detalhes, bem como as suas divisões, alcunhadas de órgãos 
públicos e necessárias para uma melhor efetividade das funções 
públicas. Em um segundo momento, o estudo direciona-se para uma 
análise pormenorizada da natureza e das características dos órgãos 
públicos.
O segundo bloco tem como diretriz a compreensão da 
Administração Indireta, bem como a criação de pessoas jurídicas 
para a execução de serviços públicos e de atividades econômicas. 
3
É nesse contexto que são introduzidos aspectos essenciais das 
autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das 
sociedades de economia mista.
Já o terceiro bloco volta-se a certas especificidades das pessoas 
jurídicas vinculadas à Administração Direta, isto é, entidades que, 
embora se enquadrem dentro das categorias dispostas no Decreto-
Lei n. 200/1967, possuem certas características especiais que 
lhes dotam de maior autonomia. O ponto central é o estudo das 
agências reguladoras, enquanto autarquias especiais, e das agências 
executivas, que podem ser autarquias ou fundações públicas. Além 
disso, apresenta, ainda que brevemente, outros tipos de autarquias 
especiais.
Por fim, o quarto conteúdo busca apresentar um estudo acerca 
dos agentes públicos, iniciando pela sua classificação, adentrando 
aspectos gerais e aprofundando quanto aos regimes estatutário e 
celetistas, seja para identificar os pontos comuns entre servidores e 
empregados públicos, seja para diferenciá-los.
Assim, esta disciplina apresenta um panorama geral e amplo, 
sem prejuízo de detalhes, sobre a Administração Pública, Direta e 
Indireta, em seu sentido organizacional e em seu aspecto orgânico.
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática 
profissional. Vem conosco!
A Administração Direta e 
os órgãos públicos 
______________________________________________________________
Autoria: Emerson Ademir Borges de Oliveira 
Leitura crítica: Alberto Shinji Higa
TEMA 1
5
DIRETO AO PONTO
De acordo com os artigos 1º e 18 da Constituição (BRASIL, 1988), 
constituem no Brasil entes federativos a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios. Ademais, nos termos do artigo 2º 
(BRASIL, 1988), são poderes, independentes e harmônicos entre 
si, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
Sob o aspecto formal, ou orgânico, a Administração Pública 
representa um conjunto de órgãos e agentes vocacionados para a 
prática de atos administrativos. No sentido material, ou funcional, 
trata-se de um conjunto de atividades que persegue a realização 
do bem comum (LAZARI; DIAS, 2021, p. 35-36).
É preciso estabelecer duas premissas. A primeira é que, em 
geral, a administração pública ocorre como função típica no 
Poder Executivo. Não obstante, atos administrativos também 
são praticados atipicamente nos Poderes Legislativo e Judiciário 
(CARVALHO FILHO, 2009, p. 432). Assim, por exemplo, o regime 
de contratação de servidores desses dois poderes submete-se às 
normas da Administração Pública.
O segundo ponto é que o desenvolvimento da Administração 
ocorre perante a pessoa jurídica de direito público interno, 
isto é, os entes federativos. De lá pode se desconcentrar ou 
descentralizar, mas sempre a partir do ente federativo. Portanto, 
o ponto de partida de qualquer organização administrativa é o 
ente federado e, em segundo lugar, o Poder.
Em sua organização, a Administração Pública pode ser Direta ou 
Indireta. Na Administração Direta, há uma organização ínsita aos 
Poderes da República dentro de cada estrutura federativa, visto 
que apenas o ente federado é juridicamente personalizado. A 
estrutura despersonalizada que organiza em cada Poder, para 
6
dentro, comporá a Administração Direta, composta por órgãos 
para conferir maior eficiência a esse rearranjo interno.
Assim, por exemplo, dentro da União, o Poder Executivo tem 
como órgão superior a Presidência da República internamente. 
Possui, ainda, outros órgãos públicos, como a Advocacia-Geral 
da União e o Conselho da República. Todos, contudo, funcionam 
dentro da estrutura do Executivo da União, sendo, por isso, 
centralizada.
Já na Administração Indireta, há uma personalização para fora. 
Isto é, a própria Administração cria entes com personalidade 
jurídica para atuarem de forma destacada do órgão central, 
como ocorre com autarquias, fundações, empresas públicas e 
sociedades de economia mista.
Perceba-se, pois, que os chamados órgãos públicos nada mais 
são do que compartimentos “na estrutura estatal a que são 
cometidas funções determinadas, sendo integrado por agentes 
que, quando as executam, manifestam a própria vontade do 
Estado” (CARVALHO FILHO, 2009, p. 15). Eles são inerentes ao 
funcionamento da Administração Direta.
Como se nota do conceito anterior, por outra via, as grandes 
discussões acerca da compreensão do órgão público pairam 
sobre a relação entre a estrutura administrativa, necessária para 
a prestação de um serviço, e seus agentes, que atuam como 
instrumentos para tanto. Ambos são importantes.
A seguir apresentamos as três principais teorias acerca da relação 
entre órgãos e agentes públicos e eventuais pontos críticos.
7
Quadro 1 – Teorias sobre a relação entre órgãos 
e agentes públicos
Teoria do mandato
Os agentes públicos são mandatários do Estado. 
No entanto, considerando que o Estado não 
possui vontade, como poderia outorgar mandato 
a um agente?
Teoria da 
representação
Os agentes públicos são representantes do 
Estado. Como poderia o Estado necessitar de 
representação sem ser incapaz? Além disso, como 
poderia ser o Estado responsabilizado quando o 
agente exorbitasse seus poderes?
Teoria do órgão
A vontade da pessoa jurídica é atribuída aos 
órgãos, compostos por seus agentes. Toda 
manifestação decorre de um agente vinculado a 
um órgão. Pela teoria da aparência, basta que o 
agente aparentemente faça parte da estrutura 
para que responsabilize o Estado.
Fonte: elaborado pelo autor.
Também é imprescindível conhecer as três teorias sobre a 
caracterização dos órgãos públicos, bem como eventuais pontos de 
crítica.
Quadro 2 – Teorias sobre a caracterização dos órgãos públicos
Teoria subjetiva
Órgãos públicos confundem-se com os agentes 
públicos. Nesse sentido, se o órgão fosse 
esvaziado, seria automaticamente extinto? Ou, 
caso fosse extinto, os agentes deixariam de ser 
públicos?
8
Teoria objetiva
Volta os olhos apenas para a estrutura funcional 
do órgão. Para essa teoria, o agente seria 
dispensável na estruturação do órgão público?
Teoria eclética
Ambos são necessários, coligados,embora não 
constituam uma unidade: estrutura funcional e 
agente. A efetivação da vontade estatal depende 
de uma estrutura de poder formada por agentes 
públicos.
Fonte: elaborado pelo autor.
Por derradeiro, saliente-se que a criação e a extinção de órgãos 
públicos é matéria de reserva legal, consoante artigo 48, XI, CF 
(BRASIL, 1988), compondo-se, no âmbito do Executivo da União, de 
projeto de lei de iniciativa do Presidente da República (BRASIL, 1988, 
art. 61, §1º, II, “e”). Não obstante, a organização e o funcionamento 
dos órgãos, se não implicarem em aumento de despesa, poderão 
ser realizados por decreto (BRASIL, 1988, art. 84, VI, “a”). A lógica é 
replicada pelo princípio da simetria aos demais entes federativos.
Quanto ao Poder Judiciário, ele terá competência para propor 
projeto de lei com vistas à sua auto-organização (BRASIL, 1988, 
art. 96, II, “c” e “d”). Já o Legislativo, por fim, poderá se organizar 
administrativamente mediante mero ato administrativo.
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 
Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
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CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 22. ed. Rio 
de Janeiro: Lumen Juris, 2009.
LAZARI, Rafael de; DIAS, Jefferson Aparecido. Manual de direito administrativo. 
Belo Horizonte: D’Plácido, 2021.
PARA SABER MAIS 
Desconcentração versus descentralização
A desconcentração ocorre em vista de uma divisão interna de 
competências dentro de uma mesma estrutura hierárquica. É 
natural da Administração Direta, em que há uma centralização no 
exercício de um dos Poderes. Como forma de facilitar o arranjo e o 
desempenho administrativo, dentro da mesma estrutura são criados 
órgãos, cada qual com funções distintas, mas todos vinculados ao 
ente central. Assim, dentro da Administração Direta Federal, há a 
Presidência da República e a Advocacia-Geral da União.
A descentralização é típica da Administração Indireta. Nesse caso, a 
Administração Pública cria novos entes personalizados autônomos, 
cada qual com sua estrutura própria, que não se enquadram na 
estrutura hierárquica direta. Podemos mencionar uma empresa 
pública federal e sua relação com a Administração federal.
Órgãos independentes, autônomos, superiores e subalternos
No tocante à estrutura do órgão público, o professor Hely Lopes 
Meirelles (2016, p. 66-68) apresenta uma classificação mais 
detalhada do que a mera divisão entre órgãos diretivos e órgãos 
subordinados. De acordo com ele, existem quatro tipos de órgãos 
públicos: a) órgãos independentes – são os que se encontram no 
mais alto nível hierárquico, sem sofrer nenhuma subordinação; b) 
órgãos autônomos – embora possuam considerável autonomia, 
estão submetidos a um órgão independente; c) órgãos superiores – 
10
possuem um poder decisório diminuto, visto que estão submetidos 
a um órgão independente e/ou autônomo; e d) órgãos subalternos – 
são os órgãos de mera execução, sem nenhum poder decisório.
Teoria da imputação volitiva
A teoria da imputação volitiva está intimamente conectada com 
a teoria do órgão, segundo a qual a vontade da pessoa jurídica 
deve ser atribuída a um órgão composto por agentes públicos. Ela 
considera que a vontade do órgão público é atribuída à pessoa 
jurídica a cuja estrutura o órgão pertence (CARVALHO FILHO, 2009, 
p. 12-13). Assim, por exemplo, a vontade da Procuradoria-Geral do 
Estado, na verdade, é a vontade do ente federativo Estado.
Diante disso, existem duas relações jurídicas. Uma relação jurídica 
externa conecta a pessoa jurídica de direito público (no exemplo, 
o Estado) com as demais pessoas; e uma relação jurídica interna 
se forma entre a pessoa jurídica de direito público (no exemplo, o 
ente federativo Estado) e o órgão a ela vinculado (no exemplo, a 
Procuradoria-Geral do Estado). Isso explica muito a legitimidade 
processual. Ações, por exemplo, que busquem reparação contra 
órgãos públicos devem ser ajuizadas em face do ente federativo a 
que pertencem.
Referências
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito 
administrativo. 22. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 42. ed. 
São Paulo: Malheiros, 2016.
11
TEORIA EM PRÁTICA
Você tem sob seus cuidados uma demanda contra o Poder Público. 
De acordo com seu cliente, a demanda ocorreu em razão da 
prática de determinado ato pela Secretária-geral da Presidência da 
República. Assim, ele deseja reparação por danos materiais.
Reflita e responda: quem é a pessoa federativa a que se conecta 
a Secretária-geral da Presidência? Qual sua posição dentro da 
Administração? Tal Administração é Direta ou Indireta? É possível 
ajuizar a ação em face da Secretária-geral da Presidência da 
República? Qual será a legitimação passiva?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
Indicações de leitura
12
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades 
da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
No artigo indicado, o professor Celso Antônio Bandeira de Mello 
apresenta uma detida análise sobre a teoria do órgão, ressaltando 
os aspectos mais relevantes da compreensão, isto é, a estrutura e os 
agentes públicos. Vale, certamente, pela profundidade.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Apontamentos sobre a teoria dos 
órgãos públicos. Revista de Direito Administrativo e Infraestrutura, 
[s.l.], v. 4, p. 423-434, jan./mar. 2018.
Indicação 2
No trecho destacado da obra indicada, a autora apresenta uma 
introdução à diferenciação da Administração Direta e Indireta, à 
desconcentração e à descentralização e à teoria do órgão, relevantes 
para o objeto desta primeira temática.
NOHARA, Irene Patrícia. Direito administrativo. 10. ed. São Paulo: 
Atlas, 2020. p. 620-630.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
13
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da 
questão.
1. A divisão da Administração Direta em órgãos públicos com vistas 
a conferir maior eficiência e divisão de tarefas decorre da ideia 
de: 
a. Descompressão.
b. Descentralização.
c. Desconcentração.
d. Disjunção.
e. Dissonância
2. A administração pública faz parte de todos os Poderes da 
República. Contudo, está ínsita às funções típicas de um Poder, 
sendo atipicamente inserida nos demais. De qual Poder estamos 
falando? 
a. Legislativo.
b. Judiciário.
c. Executivo.
d. Moderado.
e. Ministério Público.
14
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: A desconcentração é propósito intimamente ligado 
à Administração Direta, naturalmente centralizada em torno da 
pessoa jurídica de direito público interno. Assim, sem conferir 
personalidade jurídica às suasdivisões e mantendo-lhes em um 
modelo hierárquico interno, ela propõe a criação dos chamados 
órgãos públicos, responsáveis por funções distintas, mas dentro 
de uma mesma estrutura hierárquica.
Questão 2 - Resposta C
Resolução: Em todos os Poderes da República, praticam-se atos 
administrativos: Executivo, Legislativo e Judiciário. Contudo, é no 
Executivo que os atos administrativos encontram sua morada 
típica, isto é, sua função predominante. Embora também sejam 
praticados no Legislativo e no Judiciário, é certo que se trata de 
uma função atípica, como no caso da auto-organização desses 
poderes.
A Administração Indireta e as pessoas 
jurídicas 
______________________________________________________________
Autoria: Emerson Ademir Borges de Oliveira 
Leitura crítica: Alberto Shinji Higa 
TEMA 2
16
DIRETO AO PONTO
A Administração Indireta se apresenta como um conjunto de 
pessoas jurídicas descentralizadas da Administração Direta, 
chamadas de entidades, que possuem funções especializadas 
(BORGES, 2020, p. 220). Nos termos do Decreto-Lei n. 200/1967 
(BRASIL, 1967), em seu artigo 4º, II, a Administração Indireta é 
composta por quatro entidades: autarquias, empresas públicas, 
sociedades de economia mista e fundações públicas, as quais 
podem ser representadas sinteticamente na forma a seguir.
Quadro 1 – Entidades da Administração Indireta
Sociedade de Economia Mista 
(art. 5º, III, DL 200/67)
Fundação Pública 
(art. 5º, IV, DL 200/67)
“A entidade dotada de 
personalidade jurídica de 
direito privado, criada por lei 
para a exploração de atividade 
econômica, sob a forma de 
sociedade anônima, cujas ações 
com direito a voto pertençam em 
sua maioria à União ou a entidade 
da Administração Indireta”. Ex.: 
Petrobras.
“A entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito 
privado, sem fins lucrativos, 
criada em virtude de autorização 
legislativa, para o desenvolvimento 
de atividades que não exijam 
execução por órgãos ou entidades 
de direito público, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio 
gerido pelos respectivos órgãos de 
direção, e funcionamento custeado 
por recursos da União e de outras 
fontes”. Ex.: IBGE.
17
Autarquia 
(art. 5º, I, DL 200/67)
Empresa Pública 
(art. 5º, II, DL 200/67)
“O serviço autônomo, criado por 
lei, com personalidade jurídica, 
patrimônio e receita próprios, 
para executar atividades típicas 
da Administração Pública, 
que requeiram, para seu 
melhor funcionamento, gestão 
administrativa e financeira 
descentralizada”. Ex.: INSS.
“A entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito 
privado, com patrimônio próprio 
e capital exclusivo da União, 
criado por lei para a exploração 
de atividade econômica que o 
Governo seja levado a exercer 
por força de contingência ou 
de conveniência administrativa 
podendo revestir-se de qualquer 
das formas admitidas em direito”. 
Ex.: Caixa Econômica Federal.
Fonte: Borges (2020, p. 220).
Façamos algumas breves e relevantes considerações sobre cada 
uma das espécies de entidades.
Primeiramente, as autarquias são criadas por lei específica. Há 
duas observações iniciais: a) a Constituição determina a reserva 
de lei para a criação da autarquia, o que pode ocorrer não apenas 
por lei ordinária, mas também por lei complementar ou emenda 
constitucional; e b) por ser lei específica, deve ser elaborada com 
a finalidade precisa e estrita de tratar da autarquia, evitando-se 
“contrabandos legislativos” (LAZARI; DIAS, 2021, p. 87). Em suas 
características, aproximam-se muito da Administração Direta, 
inclusive quanto às nuances de Fazenda Pública, processuais, 
tributárias e em termos de pagamento de precatórios. 
18
Assim, elas possuem imunidade tributária sobre seus patrimônios, 
rendas e serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou delas 
decorrentes. Também possuem benefícios processuais, como prazo 
em dobro para se manifestarem, intimação pessoal e cobrança de 
seus créditos mediante execução fiscal.
A fundação pública é prevista no artigo 5º, IV, do Decreto-Lei n. 
200/1967 (BRASIL, 1967) como uma entidade de direito privado. 
Não obstante, há nítida impressão de que, em diversos momentos, 
a Constituição lhe posiciona pari passu com as autarquias, como 
assemelhadas. Essa questão fez lançar olhares sobre a natureza de 
tais fundações, possibilitando, atualmente, a compreensão de que 
as fundações públicas podem ser de direito privado ou de direito 
público. Quando de direito público, são comumente chamadas 
de “fundações autárquicas” e possuem as mesmas características 
e prerrogativas das autarquias. Quando de direito privado, ficam 
as obrigações típicas dos entes públicos, mas afastam-se as 
prerrogativas.
Por fim, há as empresas estatais, gênero no qual estão as empresas 
públicas e as sociedades de economia mista. A diferença entre elas 
é a seguinte: a) as empresas públicas pertencem integralmente ao 
ente administrativo que as criou – ou, no máximo, terão alguma 
parte pertencente a outro ente público – e podem se estruturar sob 
qualquer forma societária; b) e as sociedades de economia mista 
possuem a maior parte do seu capital votante pertencente ao ente 
público, mesmo com participação particular minoritária, e devem ser 
estruturadas sob a forma de sociedade anônima.
Ambas afastam-se da compreensão pública de Estado, uma vez que, 
invariavelmente, possuem personalidade jurídica de direito privado. 
Elas têm sua criação autorizada por lei, mas dependerão de atos 
posteriores, como o registro no Cartório de Pessoas Jurídicas ou na 
Junta Comercial (LAZARI; DIAS, 2021, p. 112). 
19
Saliente-se que ambas podem possuir subsidiárias, isto é, empresas 
dependentes da holding pública, vinculadas a esta, mas que podem 
ter seu controle alienado independentemente de autorização legal 
(BRASIL, 2016). Além disso, sobre as empresas estatais como um 
todo, possuirão responsabilidade objetiva por danos causados a 
terceiros, nos termos do artigo 37, §6º, da CF (BRASIL, 1988) apenas 
quando prestarem serviço público. No caso de atividade econômica, 
sua responsabilidade será regulada pelo direito privado.
Nos termos do artigo 150, VI, “a” e §3º, da CF (BRASIL, 1988), poderão 
obter imunidade tributária quanto a seu patrimônio, rendas e 
serviços, quando inexistir contraprestação ou pagamento de 
preços ou tarifas pelo usuário. Não obstante, o STF (BRASIL, 2021) 
entende que as estatais delegatárias de serviços públicos essenciais 
devem gozar da imunidade mesmo quando houver tarifa ou 
contraprestação.
Por fim, cabe lembrar: a) seus bens são privados, não possuindo 
prerrogativas de bens públicos; b) não possuem prerrogativas 
processuais; c) seu pessoal é selecionado por concurso, mas não 
possui estabilidade e será celetista, em vez de estatutário; c) seu 
procedimento licitatório, com algumas benesses e simplificações, é 
regulado pelo Estatuto das Empresas Estatais; e d) de acordo com a 
mesma lei, devem adotar programas de integridade ou compliance 
no intuito de colaborarem para evitar práticas corruptivas.
Referências
BORGES, Emerson. A Constituição brasileira ao alcance de todos. Belo 
Horizonte: D’Plácido, 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 
Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Decreto-lei n. 200, de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sôbre a 
organização da Administração Federal [...]. Brasília: Presidência da República, 
20
1967. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0200.
htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. ADI 5624. Relator: Min. Ricardo 
Lewandowski. Brasília: STF, 2016. Disponível em: http://portal.stf.jus.br/
processos/detalhe.asp?incidente=5093069. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Repercussão Geral no Recurso 
Extraordinário 1.320.054. Relator: Ministro Presidente. São Paulo: STF, 
2021. Disponívelem: https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.
jsp?docTP=TP&docID=755857209. Acesso em: 18 ago. 2021.
LAZARI, Rafael de; DIAS, Jefferson Aparecido. Manual de direito 
administrativo. Belo Horizonte: D’Plácido, 2021.
PARA SABER MAIS
Fundações privadas versus fundações públicas
As fundações possuem como marca comum o destacamento de 
determinado patrimônio para o atingimento de certa finalidade. 
As fundações privadas são previstas no artigo 44, III, do Código 
Civil (BRASIL, 2002). Nelas, há nitidamente uma pessoa jurídica 
de direito privado, sendo formadas por um patrimônio destacado 
de ente privado e reguladas pelo direito privado. Essa fundação 
passa ao largo do direito administrativo. Elas também podem ser 
públicas, ocasião em que o destacamento provém de um ente 
público. 
Contudo, a releitura constitucional sobre as fundações permitiu 
a compreensão de que são possíveis fundações públicas de 
direito privado e fundações públicas de direito público, como 
entende a maioria da doutrina, a exemplo de Di Pietro (2019, p. 
970). As primeiras estão mais próximas da configuração de uma 
empresa pública e, embora interessem ao direito administrativo, 
abandonam as prerrogativas típicas da Administração Pública. 
As segundas, por sua vez, assemelham-se às autarquias, com 
características amplas de regime administrativo.
21
Para Di Pietro (2019, p. 970) e para o Supremo Tribunal Federal, 
conforme Tese de Repercussão Geral 545 (BRASIL, 2021), dois 
fatores determinarão a natureza de direito privado ou de direito 
público da fundação pública: a lei autorizadora ou criadora e as 
atividades por ela desenvolvidas.
Serviço público versus atividade econômica em sentido estrito 
O Estado poderá, por meio de suas entidades, prestar serviço 
público ou exercer atividade econômica em sentido estrito. 
Quando se tratar de atividade econômica, nos termos do 
artigo 2º do Estatuto das Empresas Estatais (BRASIL, 2016), 
necessariamente deverá sê-lo por meio de empresa pública, de 
sociedade de economia mista e de suas subsidiárias.
O serviço público é a atividade típica do Estado. “Busca a 
realização de uma atividade assistencial e social, coligada a um 
dos objetivos estatais previstos na Constituição” (BORGES, 2020, 
p. 342). Já a atividade econômica em sentido estrito constitui 
atividade eminentemente empresarial, na qual a presença do 
Estado é excepcional. “Por ser área do particular, o Estado, em 
geral, concorre em igualdade de condições, em regime privado, 
inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, 
trabalhistas e tributários” (BORGES, 2020, p. 342).
No caso de exercício de atividade econômica em sentido estrito, 
tem-se a intervenção direta do Estado na economia, a qual 
somente é permitida em duas hipóteses, nos termos do artigo 
173 da CF (BRASIL, 1988): a) imperativos de segurança nacional 
– atividades voltadas para a defesa da nação brasileira; e b) 
relevante interesse coletivo – atividades que “buscam satisfazer 
o interesse da sociedade brasileira”, conforme os princípios e os 
direitos previstos na Constituição (BORGES, 2020, p. 343).
22
Referências 
BORGES, Emerson. A Constituição brasileira ao alcance de todos. Belo 
Horizonte: D’Plácido, 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 
Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília: 
Presidência da República, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 13.303, de 30 de junho de 2016. Dispõe sobre o estatuto 
jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas 
subsidiárias [...]. Brasília: Presidência da República, 2016. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm. Acesso em: 
18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Tese de Repercussão Geral 545. Relator: 
Min. Dias Toffoli. Brasília: STF, 2021. Disponível em: encurtador.com.br/wQY09. 
Acesso em: 18 ago. 2021.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 32. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2019.
TEORIA EM PRÁTICA
Você é empregado público da Vila Verde Ltda., uma empresa pública 
federal, tendo conquistado o cargo a partir de concurso público. 
Exerce seu ofício há cinco anos, sem nunca ter faltado com suas 
obrigações. Um dia, seu gerente lhe convoca e avisa que a empresa 
resolveu demiti-lo.
Questiona-se: é possível que a empresa faça essa demissão? É 
necessária alguma justificativa? Em caso de impossibilidade, em qual 
foro você deverá ajuizar a ação com vistas à sua reintegração?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
http://encurtador.com.br/wQY09
23
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
No artigo indicado, temos a oportunidade de discorrer sobre a 
necessidade de criação de uma Procuradoria das Empresas Estatais 
Federais, enquanto órgão único e centralizado, evitando-se conflitos 
de interesses entre os departamentos jurídicos das empresas 
estatais e a sua administração.
BORGES DE OLIVEIRA, Emerson Ademir. Da imprescindibilidade da 
criação da Procuradoria das Empresas Estatais Federais. Revista 
de Direito Constitucional e Internacional, [s.l.], v. 100, p. 241-257, 
mar./abr. 2017.
Indicações de leitura
24
Indicação 2
No artigo indicado, os autores propõem uma releitura acerca da 
impossibilidade de usucapião dos bens públicos, diante do princípio da 
proporcionalidade e da função social da propriedade.
OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende; MARÇAL, Thaís Boia. A função 
social e a usucapião dos bens públicos: uma releitura a partir da 
constitucionalização do ordenamento jurídico. Revista dos Tribunais, 
[s.l.], v. 980, p. 157-184, jun. 2017.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da 
questão.
1. A divisão da Administração Indireta em pessoas jurídicas com 
vistas a conferir maior eficiência e divisão de tarefas decorre da 
ideia de: 
a. Descompressão.
b. Descentralização.
c. Desconcentração.
d. Disjunção.
e. Dissonância
25
2. Trata-se de entidade da Administração Indireta que possui 
personalidade jurídica de direito privado, voltada à prestação 
de serviço público ou à atividade econômica em sentido 
estrito, em que obrigatoriamente o ente público deve possuir 
a maioria do capital votante. Falamos da: 
a. Empresa pública.
b. Fundação pública.
c. Sociedade de economia mista.
d. Fundação privada.
e. Autarquia.
GABARITO
Questão 1 - Resposta B
Resolução: A descentralização é um propósito intimamente 
ligado à Administração Indireta, naturalmente centralizada 
em torno da pessoa jurídica de direito público interno.Assim, 
conferindo personalidade jurídica a novas entidades, em uma 
estrutura hierárquica externa, tem o propósito de melhorar a 
eficiência por meio da especificidade.
Questão 2 - Resposta C
Resolução: Ao lado da empresa pública, a sociedade de 
economia mista possui natureza inegavelmente de direito 
privado. Além disso, a partir do Estatuto das Empresas Estatais, 
pode ser utilizada para a prestação de serviço público ou 
atividade econômica em sentido estrito. Em sua configuração, a 
diferença é que deve ter, em seu capital de sociedade anônima, 
o ente público como proprietário da maioria do capital votante.
Fonte: BRASIL. Lei n. 13.303, de 30 de junho de 2016. Dispõe 
sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de 
26
economia mista e de suas subsidiárias [...]. Brasília: Presidência 
da República, 2016. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm. Acesso em: 18 
ago. 2021.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13303.htm
As Agências Reguladoras e 
Executivas no Direito Administrativo 
Brasileiro 
______________________________________________________________
Autoria: Emerson Ademir Borges de Oliveira 
Leitura crítica: Alberto Shinji Higa 
TEMA 3
28
DIRETO AO PONTO
No direito brasileiro, juridicamente inexiste a figura das agências. Em 
realidade, as chamadas agências reguladoras são constituídas sob 
a forma de autarquias, uma vez que são pessoas jurídicas de direito 
público interno criadas por lei. Além disso, possuem uma natureza 
especial, prevista atualmente no artigo 3º da Lei n. 13.848/2019 
(BRASIL, 2019a).
As agências reguladoras derivam da ideia das agencies norte-
americanas, embora sem o espectro de autonomia que aquelas 
possuem, o que acaba se resumindo, no Brasil, a uma relativa 
independência do Poder Executivo (DI PIETRO, 2019, p. 1062). 
No Brasil, elas nascem no contexto do Programa Nacional de 
Desestatização, de viés neoliberal e com o intuito de enxugar 
a máquina administrativa, criado pela Lei n. 8.031/1990, 
posteriormente substituída pela Lei n. 9.491/97 (BRASIL, 
1997). O termo inicial “privatização” viria a ser substituído por 
“desestatização”, com um leque de objetivos fundamentais e de 
possibilidades disposto a seguir, considerando-se a nova legislação.
29
Quadro 1 – Objetivos fundamentais e possibilidades
Objetivos fundamentais – art. 1º Possibilidades – art. 4º
I - reordenar a posição estratégica do Estado 
na economia, transferindo à iniciativa privada 
atividades indevidamente exploradas pelo 
setor público;
II - contribuir para a reestruturação econômica 
do setor público, especialmente através da 
melhoria do perfil e da redução da dívida 
pública líquida;
III - permitir a retomada de investimentos 
nas empresas e atividades que vierem a ser 
transferidas à iniciativa privada;
IV - contribuir para a reestruturação 
econômica do setor privado, especialmente 
para a modernização da infra-estrutura e 
do parque industrial do País, ampliando sua 
competitividade e reforçando a capacidade 
empresarial nos diversos setores da economia, 
inclusive através da concessão de crédito;
V - permitir que a Administração Pública 
concentre seus esforços nas atividades em que 
a presença do Estado seja fundamental para a 
consecução das prioridades nacionais;
VI - contribuir para o fortalecimento do 
mercado de capitais, através do acréscimo 
da oferta de valores mobiliários e da 
democratização da propriedade do capital das 
empresas que integrarem o Programa.
I - alienação de participação 
societária, inclusive de controle 
acionário, preferencialmente 
mediante a pulverização de ações; 
II - abertura de capital;
III - aumento de capital, com renúncia 
ou cessão, total ou parcial, de direitos 
de subscrição;
IV - alienação, arrendamento, locação, 
comodato ou cessão de bens e 
instalações;
V - dissolução de sociedades 
ou desativação parcial de seus 
empreendimentos, com a 
conseqüente alienação de seus 
ativos; 
VI - concessão, permissão ou 
autorização de serviços públicos. 
VII - aforamento, remição de foro, 
permuta, cessão, concessão de direito 
real de uso resolúvel e alienação 
mediante venda de bens imóveis de 
domínio da União.
Fonte: elaborado pelo autor.
30
Perceba-se, primeiramente, que a desestatização não está restrita 
à alienação de controle societário por parte do Estado, havendo 
outras possibilidades. Em segundo lugar, embora a lei seja pensada 
para a União, nada impede que a desestatização, e a consequente 
criação de agências reguladoras, ocorra nos Estados, no Distrito 
Federal e no Municípios quanto aos serviços de suas competências.
Assim, uma vez realizada a desestatização de um serviço, nasce 
a necessidade de fiscalizar o particular que irá exercê-lo, e esse é 
o grande objetivo das agências reguladoras. Nessa linha, com a 
privatização do setor telefônico, nasce a ANATEL.
Embora em grande parte as características das agências reguladoras 
sejam aquelas atinentes às autarquias, há alguns pontos especiais, 
tratados pela legislação, em especial a Lei n. 9.986/2000 (BRASIL, 
2000) e a Lei n. 13.848/2019 (BRASIL, 2019a). Primeiramente, quanto 
ao regime jurídico dos servidores, a Lei n. 10.871/2004 (BRASIL, 
2004) determina a submissão ao regime estatutário, considerando-
os, portanto, servidores públicos estáveis e concursados. As agências 
deverão, ainda, ser comandadas por um Conselho Diretor ou por 
uma Diretoria Colegiada, composta por até quatro membros e um 
Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral. Os mandatos dos 
membros não devem ser coincidentes.
Além disso, consoante artigo 5º da Lei n. 9.986 (BRASIL, 2000), os 
membros da Diretoria serão indicados pelo Presidente da República 
e por ele nomeados após aprovação do Senado Federal, por voto 
secreto e após arguição pública, entre cidadãos com reputação 
ilibada e notório conhecimento no campo de especialidade, inclusive 
com formação acadêmica compatível, além de tempo de experiência 
descrito no inciso I do dispositivo alentado. No mais, a perda de 
mandato ocorrerá apenas em situações excepcionais previstas no 
artigo 9º da lei. Em regra, veda-se a recondução, salvo no caso de 
mandato-tampão de até dois anos (LAZARI; DIAS, 2021, p. 95).
31
No intuito de manter sua autonomia e evitar a ocorrência de 
captura, isto é, o desvirtuamento da vontade pública da agência 
pelos regulados, a legislação estipula algumas medidas de 
salvaguarda. A primeira delas é a quarentena, ou seja, ao deixarem 
o cargo, os membros da Diretoria permanecem recebendo 
remuneração e benefícios pelo prazo de seis meses, durante o 
qual não poderão exercer atividade ou prestar serviços no setor 
regulado.
Ademais, há o controle externo das agências reguladoras pelo 
Congresso Nacional, com auxílio do Tribunal de Contas da União; 
a necessidade de elaboração de relatório anual circunstanciado 
de suas atividades; a existência de plano estratégico e de gestão 
anual; a existência de ouvidor em cada agência sem subordinação 
hierárquica e com atribuições sem cumulação com outras funções; a 
possibilidade de celebrarem termo de ajustamento de conduta com 
pessoas físicas ou jurídicas sujeitas à sua competência com força de 
título executivo judicial; e a necessidade de adoção de programas de 
integridade e gestão de risco.
Além disso, existem as agências executivas, que, em realidade, 
são originalmente autarquias ou fundações públicas que recebem 
uma qualificação com poderes especiais em vista da existência 
de um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento 
institucional em andamento e da celebração de Contrato de 
Gestão com o Ministério supervisor. A Lei n. 13.934/2019 (BRASIL, 
2019b), em seu artigo 2º, passou a denominar esse contrato como 
“contrato de desempenho”. Assim, ganham o status de agências 
executivas, com maior autonomia de gestão e disponibilidadede 
recursos orçamentários e financeiros. Não obstante, não deixam de 
configurar autarquias ou fundações públicas.
32
Referências
BRASIL. Lei n. 9.491, de 9 de setembro de 1997. Altera procedimentos 
relativos ao Programa Nacional de Desestatização [...]. Brasília: Presidência da 
República, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9491.
htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 9.986, de 18 de julho de 2000. Dispõe sobre a gestão de 
recursos humanos das Agências Reguladoras e dá outras providências. Brasília: 
Presidência da República, 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l9986.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 10.871, de 20 de maio de 2004. Dispõe sobre a criação de 
carreiras e organização de cargos efetivos das autarquias especiais [...]. Brasília: 
Presidência da República, 2004. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.871.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 13.848, de 25 de junho de 2019. Dispõe sobre a gestão, a 
organização, o processo decisório e o controle social das agências reguladoras 
[...]. Brasília: Presidência da República, 2019a. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13848.htm. Acesso em: 18 
ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 13.934, de 11 de dezembro de 2019. Regulamenta o contrato 
referido no § 8º do art. 37 da Constituição Federal, denominado “contrato de 
desempenho” [...]. Brasília: Presidência da República, 2019b. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13934.htm. 
Acesso em: 18 ago. 2021.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 32. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2019.
LAZARI, Rafael de; DIAS, Jefferson Aparecido. Manual de direito 
administrativo. Belo Horizonte: D’Plácido, 2021.
PARA SABER MAIS
Serviços de fiscalização profissional 
Existem determinadas entidades responsáveis pela fiscalização do 
exercício de algumas profissões por parte de seus habilitados. São 
os serviços de fiscalização profissional, que constituem uma situação 
híbrida no direito administrativo brasileiro, pois a fiscalização de 
determinadas profissões é de interesse público.
33
Conforme o artigo 58 da Lei n. 9.649/98 (BRASIL, 1998), tais serviços 
possuiriam natureza privada, mas seriam exercidos por delegação 
do poder público em razão de autorização legislativa. Porém, por 
serem atividades típicas do Estado, não podem ser exercidas de forma 
puramente privada, consoante decidiu o STF na ADI 1.717 (BRASIL, 
2002), vindo a declarar o referido dispositivo inconstitucional. Daí a 
razão de se enquadrarem tais conselhos na categoria de autarquias 
especiais, o que permite que as anuidades possuam natureza tributária 
e seus servidores sejam concursados e estáveis, não obstante seus 
débitos não se sujeitarem ao regime de precatórios. Saliente-se, por 
fim, que todas essas regras não se aplicam à OAB, entidade sui generis 
no direito brasileiro mais próxima do serviço público (BRASIL, 2002).
Territórios federais como autarquias especiais 
Caso voltem a existir no Brasil, os territórios federais devem ser vistos 
como parcela administrativa da própria União, razão pela qual sua 
administração demanda a criação de uma formatação jurídica. Assim, a 
solução jurídica, em se tratando de pessoas jurídicas de direito público 
interno e dependentes de lei, é que o sejam por meio de autarquias 
(LAZARI; DIAS, 2021, p. 102).
Teoria da Captura 
As agências reguladoras lidam com uma questão de elevado 
interesse econômico e mercadológico, no intuito de assegurarem 
o desenvolvimento da ordem econômica e o respeito a princípios 
constitucionais, como a livre concorrência, afastando condutas que 
conduzam à dominação dos mercados e ao aumento arbitrário dos 
lucros (CARVALHO FILHO, 2009, p. 466). Diante disso, elas lidam com 
certos riscos da atuação dos agentes econômicos para desvirtuarem as 
finalidades públicas que devem direcioná-las. Essa inversão da lógica 
decisiva, que passaria a ser influenciada pelo regulado, recebeu a 
34
denominação de teoria da captura, ou capture theory no direito norte-
americano.
Diante disso, a lei deve criar instrumentos que busquem impedir a 
relação promíscua entre o regulador e o regulado, comprometendo 
a independência da agência reguladora e as finalidades públicas e 
coletivas que deve perquirir (CARVALHO FILHO, 2009, p. 467). Entre nós, 
podem ser destacadas a quarentena, a fiscalização externa, a adoção 
de programas de integridade e a presença da figura do ouvidor.
Referências
BRASIL. Lei n. 9.649, de 27 de maio de 1998. Dispõe sobre a organização da 
Presidência da República e dos Ministérios, e dá outras providências. Brasília: 
Presidência da República, 1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l9649cons.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. ADI 1717. Relator Min. Sydney 
Sanches. Brasília: STF, 2002. Disponível em: https://stf.jusbrasil.com.br/
jurisprudencia/14746092/acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-1717-df/
inteiro-teor-103131533. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. ADI 3026. Relator Min. Eros Grau. Brasília: 
STF, 2002. Disponível em: https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/14746092/
acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-1717-df/inteiro-teor-103131533. 
Acesso em: 18 ago. 2021.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 22. ed. 
Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.
LAZARI, Rafael de; DIAS, Jefferson Aparecido. Manual de direito 
administrativo. Belo Horizonte: D’Plácido, 2021.
TEORIA EM PRÁTICA
Determinado cliente o procura e afirma ser ex-diretor da ANATEL, 
tendo encerrado seu mandato há 30 dias. De acordo com ele, 
há cerca de uma semana recebeu uma proposta de emprego 
extremamente vantajosa de uma operadora de telefonia.
35
Diante disso, questiona-se: seu cliente poderá assumir o referido 
emprego? Ele encontra-se ainda vinculado à agência reguladora? 
Como é chamado esse período e o que ele busca evitar?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
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Indicação 1
No artigo indicado, os autores propõem um estudo sobre a teoria da 
captura e o papel das agências reguladoras brasileiras, no intuito de 
buscar evitar práticas de captação do interesse coletivo com prejuízo 
das relações de consumo.
Indicações de leitura
36
OLIVEIRA, Anderson Nogueira; HAASE, Lucas Haddad de Oliveira. 
Ordem econômica nacional: análise sobre as agências reguladoras 
brasileiras e a teoria da captura do interesse coletivo pelo interesse 
individual. Revista de Direito do Consumidor, [s.l.], v. 128, p. 101-
116, mar./abr. 2020.
Indicação 2
No artigo indicado, o Professor Egon Bockmann Moreira, ainda 
em 2003, propõe uma análise da compreensão da até então 
recente figura das agências executivas, a serem criadas a partir dos 
contratos de gestão. Além dos aspectos teóricos, o autor apresenta 
como estudo de caso a situação do Inmetro.
MOREIRA, Egon Bockmann. As agências executivas brasileiras e os 
“contratos de gestão”. Revista dos Tribunais, [s.l.], v. 814, p. 57-77, 
ago. 2003.
QUIZ
Prezadoaluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
37
1. As chamadas agências reguladoras não existem enquanto 
categorias de entidades próprias no Decreto-Lei n. 200/1967. Em 
realidade, por suas características, são enquadradas entre as: 
 
Fonte: BRASIL. Decreto-lei n. 200, de 25 de fevereiro de 
1967. Dispõe sôbre a organização da Administração Federal 
[...]. Brasília: Presidência da República, 1967. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0200.htm. 
Acesso em: 18 ago. 2021. 
a. Autarquias.
b. Fundações privadas.
c. Fundações públicas. 
d. Empresas públicas.
e. Sociedades de economia mista
2. Em vista de previsão normativa constitucional e legal, 
autarquias e fundações públicas podem receber da 
Administração Direta Federal, por vias do Presidente da 
República, uma espécie de qualificação especial que as dote 
de maior autonomia de gestão, orçamentária e financeira, no 
intuito de atingirem certos objetivos de um plano estratégico. 
Em vista disso, passam a ser alcunhadas de: 
a. Agências Reguladoras.
b. Agências Especiais.
c. Agências Administrativas. 
d. Agências Preponderantes.
e. Agências Executivas.
38
GABARITO
Questão 1 - Resposta A
Resolução: O enquadramento das agências reguladoras entre 
as autarquias especiais decorre de suas características, isto é, 
do fato de serem pessoas jurídicas de direito público interno 
e, além disso, de serem criadas, modificadas ou extintas por 
lei, com considerável gama de proximidade da Administração 
Direta, porém sem vínculo hierárquico com esta.
Questão 2 - Resposta E
Resolução: As agências executivas possuem previsão originária 
no artigo 37, §8º, da CF e no artigo 51 da Lei n. 9.649/98. 
Nos termos dessa normativa, o enquadramento como 
agência executiva será possível diante da existência de plano 
estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional 
em andamento e da Celebração de Contrato de Gestão com 
Ministério supervisor. Posteriormente, a Lei n. 13.934/2019 
veio rascunhar o chamado “contrato de desempenho”, por 
meio do qual a qualificação especial confere à autarquia 
maior autonomia de gestão e disponibilidade de recursos 
orçamentários e financeiros para dar cumprimento aos 
objetivos e às metas indicados no respectivo contrato.
Fonte: 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988. Brasília: Presidência da República, 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.
htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 9.649, de 27 de maio de 1998. Dispõe sobre 
a organização da Presidência da República e dos Ministérios, 
e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 
39
1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l9649cons.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Lei n. 13.934, de 11 de dezembro de 2019. 
Regulamenta o contrato referido no § 8º do art. 37 da 
Constituição Federal, denominado “contrato de desempenho” 
[...]. Brasília: Presidência da República, 2019. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/
L13934.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
Os agentes públicos 
______________________________________________________________
Autoria: Emerson Ademir Borges de Oliveira 
Leitura crítica: Alberto Shinji Higa
TEMA 4
41
DIRETO AO PONTO
Os agentes públicos constituem uma terminologia deveras ampla, 
incluindo representantes com mandatos eletivos, aqueles que 
ocupam cargos ou funções efetivas, temporárias ou em comissão na 
Administração Direta e Indireta nos três Poderes, concessionários, 
permissionários, delegatários e até mesmo particulares em cooperação 
com a Administração Pública ou no exercício de algum encargo de 
cidadania. Diante disso, a doutrina costuma dividi-los da seguinte forma 
(MELLO, 2015, p. 254 e ss):
Quadro 1 – Agentes públicos
Agentes 
honoríficos
Pessoas que possuem vínculo não profissional com 
o Estado e que prestam um serviço transitório por 
ocasião de seu conhecimento notório, geralmente 
sem remuneração. Ex.: membros do Conselho da 
República.
Agentes 
políticos
São os que desempenham parcela do Poder Estatal, 
com vínculo de natureza política. Ex.: chefes do 
Executivo, auxiliares do Executivo, membros do 
Judiciário e do Legislativo, membros do Ministério 
Público (para maioria).
Particulares 
em 
colaboração 
com o Estado
Pessoas que, na condição de particulares, 
estabelecem vínculo, permanente ou temporário, 
com o Estado. Ex.: notários, registradores, 
concessionários, jurados, mesários.
Servidores 
estatais 
em sentido 
estrito
Vinculam-se ao Estado por uma relação, 
permanente ou temporária, de trabalho, 
pertencendo à estrutura organizacional da 
Administração. Incluem os servidores temporários, 
os servidores estatutários e os empregados 
públicos.
Fonte: elaborado pelo autor.
42
Quanto a este último grupo, tem-se, basicamente, os servidores 
temporários como aqueles que exercem emprego junto ao Poder 
Público por tempo determinado para atender a uma “necessidade 
temporária de excepcional interesse público”, assim descrita na própria 
Constituição (BRASIL, 1988) e na Lei n. 8.745/1993 (BRASIL, 1993, art. 
2º). Em razão da pandemia de COVID-19, a Emenda Constitucional n. 
106/2020 (BRASIL, 2020) ampliou temporariamente as possibilidades 
para fins de enfrentamento da calamidade. Em geral, seu vínculo de 
trabalho é “especial”, não se confundindo com o celetista nem com o 
estatutário, salvo quando disciplinado de forma distinta (LAZARI; DIAS, 
2021, p. 219).
Os servidores estatutários, por sua vez, possuem um vínculo com a 
Administração que decorre diretamente da lei, que regula a relação de 
trabalho. Essa lei é comumente alcunhada de “estatuto dos servidores 
públicos”. Diante disso, estão vinculados a um Regime Próprio de 
Previdência Social, além de possuírem estabilidade após três anos de 
estágio probatório.
No âmbito federal, a Lei n. 8.112/90 (BRASIL, 1990) regulamenta a 
posição. Em seu artigo 8º, dispõe sobre as formas de provimento de 
cargos públicos:
Quadro 2 – Formas de provimento de cargos públicos
Nomeação
Única forma de provimento originário. Com a 
aprovação em concurso público, nasce o direito 
ou a expectativa de nomeação. Também ocorre 
nomeação no caso de cargos em comissão. Uma 
vez nomeado, o servidor possui 30 dias para tomar 
posse (investidura no cargo) e, depois, 15 dias para 
entrar em exercício.
43
Promoção
Alteração de função ou cargo dentro da mesma 
carreira por merecimento ou antiguidade.
Readaptação
Investidura em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com o cargo original 
em razão de posterior limitação física ou mental do 
servidor, verificada em inspeção médica.
Reversão
Retorno do servidor aposentado à atividade 
no mesmo cargo ou em cargo resultante de 
transformação, quando: a) aposentado por 
invalidez – ocorre insubsistência dos motivos da 
aposentadoria; e b) no interesse da Administração 
quando o aposentado requer, a aposentadoria foi 
voluntária, o servidor era estável na atividade, a 
aposentadoria ocorreu até cinco anos do pedido e 
exista vaja.
Aproveitamento
Retorno do servidor em disponibilidade à atividade 
em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis 
com o anteriormente exercido.
Reintegração
Reinvestidura no cargo originário ou resultante 
de transformação em razão de invalidação de 
demissão por decisão administrativa ou judicial.
44
Recondução
Retorno do servidor estável ao cargo anteriormente 
ocupado em razão de inabilitação no estágio 
probatório de novo cargo ou por reintegração do 
anterior ocupante.Fonte: elaborado pelo autor.
Já quanto aos servidores celetistas, também alcunhados de 
empregados públicos, o regime funcional é o trabalhista comum, 
isto é, submetido às normas da Consolidação das Leis do Trabalho 
(BRASIL, 1943). Em geral, atuam com empresas públicas, sociedades 
de economia mista e fundações públicas de direito privado (LAZARI; 
DIAS, 2021, p. 220). Contudo, nada impede sua utilização na 
Administração Direta, autárquica e fundacional, embora mais raro.
Embora também ingressem a partir de concurso público, não 
possuem estabilidade, mas apenas uma garantia contra despedidas 
arbitrárias ou desnecessárias, consoante artigo 3º da Lei n. 
9.962/2000 (BRASIL, 2000). Ademais, em razão de serem celetistas, 
submetem-se ao Regime Geral de Previdência Social, disciplinado, 
especialmente, no artigo 201 da Constituição (BRASIL, 1988), com 
profundas mudanças decorrentes da EC 103 (BRASIL, 2019).
Por fim, são ressaltadas as principais características em comum 
entre os estatutários e os celetistas
Primeiramente, incide a regra do concurso público de provas ou 
provas e títulos, conforma natureza e complexidade do cargo 
ou emprego (BRASIL, 1988, art. 37, II), válido por até dois anos, 
prorrogável por igual período. O concurso apenas não é exigido nas 
hipóteses constitucionalmente previstas, como cargos em comissão 
e eletivos.
45
Em segundo lugar, nos dois casos incidente a proibição de 
acumulação de cargos ou empregos, salvo diante das exceções 
previstas constitucionalmente, quais sejam: a) dois cargos de 
professor; b) um cargo de professor e outro cargo técnico ou 
científico; e c) dois cargos ou empregos privativos da área da saúde, 
com profissões regulamentadas (BRASIL, 1988, art. 37, XVI e XVII).
Em terceiro lugar, os servidores civis possuem direitos de livre 
associação sindical e de greve, que não são permitidos aos militares. 
A despeito, conforme entendimento do STF (BRASIL, 2012), o direito 
de greve não se aplica aos servidores que atuem diretamente na 
segurança pública.
Por fim, todos os servidores submetem-se, como regra geral, ao teto 
constitucional do funcionalismo disposto no artigo 37, XI, CF (BRASIL, 
1988).
Referências 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 
Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Decreto-lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação 
das Leis do Trabalho. Brasília: Presidência da República, 1943. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 18 
ago. 2021.
BRASIL. Emenda Constitucional n. 103, de 12 de novembro de 2019. Altera 
o sistema de previdência social e estabelece regras de transição e disposições 
transitórias. Brasília: Presidência da República, 2019. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc103.htm. Acesso 
em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Emenda Constitucional n. 106, de 7 de maio de 2020. Institui regime 
extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento de 
calamidade pública nacional decorrente de pandemia. Brasília: Presidência 
da República, 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
constituicao/emendas/emc/emc106.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
46
BRASIL. Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o regime 
jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações 
públicas federais. Brasília: Presidência da República, 1990. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm. Acesso em: 18 ago. 
2021.
BRASIL. Lei n. 8.745, de 9 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a contratação 
por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional 
interesse público [...]. Brasília: Presidência da República, 1993. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8745cons.htm. Acesso em: 18 ago. 
2021.
BRASIL. Lei n. 9.962, de 22 de fevereiro de 2000. Disciplina o regime de 
emprego público do pessoal da Administração federal direta, autárquica e 
fundacional, e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2000. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9962.htm. Acesso em: 
18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. ARE 654.432. Relator Min. Ricardo 
Lewandowski. Goiás: STF, 2012. Disponível em: https://redir.stf.jus.br/
paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1983686. Acesso em: 18 ago. 
2021.
LAZARI, Rafael de; DIAS, Jefferson Aparecido. Manual de direito 
administrativo. Belo Horizonte: D’Plácido, 2021.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de direito administrativo. 32. ed. 
São Paulo: Malheiros, 2015
PARA SABER MAIS
Estágio probatório e estabilidade 
De acordo com o artigo 41 da Constituição (BRASIL, 1988), são 
estáveis os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo 
em virtude de concurso público após três anos, aprovado em 
avaliação especial de desempenho por comissão constituída para 
tal finalidade. Esse período de prova do servidor, de três anos, é 
conhecido como “estágio probatório”, durante o qual não ocorrerá 
estabilidade. Tais servidores, uma vez estáveis, apenas podem 
perder o cargo: a) em virtude de sentença judicial transitada em 
47
julgado; b) mediante processo administrativo com ampla defesa; e c) 
mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na 
forma de lei complementar, com ampla defesa.
Não obstante, é preciso ressaltar que o servidor em questão é 
apenas o estatutário, mais conhecido simplesmente como “servidor 
público”. Isto é, a regra de estabilidade após estágio probatório não 
se aplica ao empregado público celetista, consoante reconhece a 
Súmula 190, II do Tribunal Superior do Trabalho (BRASIL, 1990). O 
empregado público apenas possuirá vedação contra despedida 
arbitrária ou desnecessária, consoante hipóteses legais da Lei n. 
9.962 (BRASIL, 2000; CARVALHO FILHO, 2019, p. 876-877).
Regime jurídico único 
A redação original do artigo 39 da Constituição (BRASIL, 1988) 
determinava que a administração direta, autárquica e fundacional 
deveria adotar “regime jurídico único e planos de carreira para 
os servidores”. Isso significava que, inserto o ente administrativo, 
deveria haver a opção por um ou outro regime (celetista ou 
estatutário) para todas as suas carreiras.
Não obstante, o artigo 39 foi alterado por força da EC n. 19/1998 
(BRASIL, 1998), que simplesmente suprimiu a necessidade de 
adoção de regime único. A par disso, houve a compreensão de que a 
mudança teria permitido a adoção de regimes múltiplos no mesmo 
ente administrativo (LAZARI; DIAS, 2021, p. 216).
Todavia, durante o primeiro turno de votação na PEC na Câmara 
não houve aprovação suficiente do dispositivo, que foi promulgado 
assim mesmo, gerando uma inconstitucionalidade formal. Por 
força dessa questão, foi concedida medida cautelar suspendendo a 
eficácia do dispositivo, com efeito repristinatório do antigo texto, em 
2 de agosto de 2007 (ADI 2.135). Portanto, a partir dessa data, voltou 
48
a ser exigida a adoção de regime único até que o julgamento seja 
finalizado.
Apesar disso, em razão da permissibilidade em 1998, até a 
suspensão em 2007, alguns entes administrativos chegaram 
a adotar regime múltiplo, com servidores existentes nas 
respectivas carreiras. Assim, espera-se que, ao decidir em caso de 
inconstitucionalidade, deverá o STF modular temporalmente os 
efeitos.
Referências 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 
Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BRASIL. Emenda Constitucional n. 19, de 4 de junho de 1998. Modifica o 
regime e dispõe sobre princípios e normas da Administração Pública [...]. 
Brasília: Presidência da República, 1998. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc19.htm. Acesso em:18 ago. 
2021.
BRASIL. Lei n. 9.962, de 22 de fevereiro de 2000. Disciplina o regime de 
emprego público do pessoal da Administração federal direta, autárquica e 
fundacional, e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2000. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9962.htm. Acesso em: 
18 ago. 2021.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. ADI 2135. Brasília: STF, 2000. Disponível em: 
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=11299. Acesso em: 18 
ago. 2021.
BRASIL. Tribunal Superior do Trabalho. Súmula n. 190. Brasília: TST, 2003. 
Disponível em: https://www3.tst.jus.br/jurisprudencia/Sumulas_com_indice/
Sumulas_Ind_151_200.html#SUM-190. Acesso em: 18 ago. 2021.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 33. ed. 
São Paulo: Atlas, 2019
LAZARI, Rafael de; DIAS, Jefferson Aparecido. Manual de direito 
administrativo. Belo Horizonte: D’Plácido, 2021.
49
TEORIA EM PRÁTICA
Na condição de advogado, você é procurado por um cliente que 
deseja obter uma consulta. Ele informa ser funcionário de uma 
sociedade de economia mista desde 2005, tendo sido aprovado na 
1ª colocação em concurso de provas e títulos.
Nos últimos tempos, contudo, a situação tem estado um pouco 
caótica na empresa estatal, seja por razões políticas, seja por 
questões financeiras, já que a empresa tem enfrentado alguns 
grandes prejuízos. Por conta disso, o funcionário, que já foi 
membro combativo de sindicato da categoria há alguns anos, está 
preocupado e teme ser demitido. 
Diante disso, questiona-se: é possível que ele venha a ser demitido 
mesmo tendo ingressado por concurso público? Em caso positivo, há 
alguma proteção a fim de evitar perseguições políticas?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Indicações de leitura
50
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
No artigo indicado, os autores propõem um estudo sobre a lei que 
disciplina o processo administrativo no âmbito federal, bem como 
uma proposta de cancelamento da Súmula Vinculante 5, rejeitada por 
maioria dos votos em novembro de 2016.
RAZABONI JUNIOR, Ricardo Bispo; LAZARI, Rafael José Nadim de; 
MARGRAF, Alencar Frederico. Procedimento administrativo disciplinar 
da Lei 8.112/1990 e o cancelamento da Súmula Vinculante 5 do STF. 
Revista de Direito Administrativo e Infraestrutura, [s.l.], v. 10, p. 
73-88, jul./set. 2019.
Indicação 2
No artigo indicado, o Professor Celso Ribeiro Bastos, a partir de 
uma consulta, busca esclarecer e sintetizar as diferenças entre 
terminologias comuns no meio funcional público, como “cargo”, 
“emprego” e “função”.
BASTOS, Celso Ribeiro. Cargo, emprego e função – conceitos. 
Revista de Direito Constitucional e Internacional, São Paulo, p. 
167-174, v. 6, jan./mar. 1994.
51
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Este nicho de servidores estatais caracteriza-se por necessitar de 
concurso público de provas ou de provas e títulos, não possuir 
estabilidade e estar submetido às normas celetistas: 
a. Servidores estatutários.
b. Empregados públicos.
c. Servidores públicos.
d. Empregados estatutários.
e. Servidores temporários.
2. Configura característica comum entre os servidores estatutários 
e os celetistas: 
a. Regime de previdência.
b. Estabilidade.
c. Estágio probatório.
d. Concurso público de provas ou provas e títulos.
e. Vínculo legal de regime funcional.
52
GABARITO
Questão 1 - Resposta B
Resolução: Os empregados públicos caracterizam-se, 
primordialmente, pelo fato de que, apesar de precisarem ser 
aprovados em concurso público de provas ou de provas e títulos 
(art. 37, II, CF) para ingresso no serviço público, não possuem 
estabilidade a ser adquirida após três anos, como no caso dos 
servidores estatutários ou servidores públicos. Além disso, 
estabelecem um contrato de trabalho com a Administração 
Pública, submetido às normas da Consolidação das Leis do 
Trabalho.
Fonte: BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil 
de 1988. Brasília: Presidência da República, 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. 
Acesso em: 18 ago. 2021.
Questão 2 - Resposta D
Resolução: Apesar das várias diferenças existentes entre os 
regimes estatutário e celetista, impõe-se, por força do artigo 
37, II, CF, a realização de concurso público de provas ou 
provas e títulos para ingresso. Cabe lembrar que, no caso 
do regime estatutário, o regime de previdência será próprio, 
o vínculo será legal, e, após três anos de estágio probatório, 
haverá aquisição de estabilidade pelo servidor. Já no modelo 
celetista, o regime previdenciário será o comum.
Fonte: BRASIL. Constituição da República Federativa 
do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da República, 
1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 18 ago. 2021.
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais 
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
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	Gabarito
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Quiz
	Gabarito
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	Botão TEMA 4: 
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