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CAPÍTULO I - DA INCIDÊNCIA Art. 2º O ITCMD tem como FG a transmissão causa mortis e a doação, de: I - propriedade ou domínio útil de bem imóvel; II – direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia; III - bens móveis, inclusive semoventes, títulos, créditos, ações, quotas, valores e outros bens móveis, exceto os de garantia; IV - cessão, desistência ou renúncia, por ato gratuito, de direitos das transmissões dos incisos I a III. § 2º Nas transmissões causa mortis e nas doações ocorrem tantos FG distintos quantos forem os herdeiros. Art. 3° O imposto incide também sobre: I - incorporação de bem ao patrimônio de PF/PJ na transmissão causa mortis ou doação; II - desincorporação de bens da PJ, que reduza o capital social; III - transferência gratuita de bens da PJ para os sócios, acionistas ou sucessores; IV - instituição de usufruto vitalício ou temporário, uso, habitação, superfície, servidão e promessa de compra e venda de imóveis; V - partilha por falecimento ou separação judicial, quando receber quota-parte maior do que a meação ou legítima da totalidade dos bens arrolados; VI - divisão por extinção do condomínio, quando a quota-parte MATERIAL for MAIOR do que a quota-parte ideal; VII - cessão de direito do arrematante ou adjudicante, depois de assinada a arrematação ou adjudicação; VIII - herança ou legado mesmo no caso de sucessão provisória; IX - cessão de promessa de venda ou cessão de promessa de cessão, mesmo quando atribuído ao promitente comprador ou ao promitente cessionário o direito de indicar terceiro para receber a escritura; X - cessão da opção de venda se o optante tiver direito a diferença de preço e não simplesmente a comissão; XI - transferência, ainda que por desistência ou renúncia, de legado ou herança, cujo doador/de cujus seja domiciliado neste Estado; XII - cessão de ação de imóvel neste Estado; XIII – transferência de qualquer título ou direito de patrimônio. § 1º Não se considera transferência de direito, a desistência ou renúncia à herança ou legado, quando ocorrerem, cumulativamente, as condições: I - feita sem ressalva, em benefício do monte; III - o renunciante não pratique ato que revele intenção de aceitar a herança. § 2º No inciso XI, ocorrem simultaneamente FG distintos, com a transmissão causa mortis e a posterior transmissão não onerosa. Art. 4º O imposto é devido a este Estado: I - imóveis no Piauí, ainda que o doador e o donatário domiciliados no exterior ou o de cujus residente/inventário no exterior; II - se bens móveis, inclusive semoventes, títulos, créditos, ações, quotas, valores, quando o doador for domiciliado no Piauí ou o de cujus domiciliado neste Estado. a) o doador for domiciliado no Piauí; b) o doador tiver domicílio no exterior, e o donatário domiciliado no Piauí; c) o inventário ou arrolamento se processar no Piauí; d) o herdeiro ou legatário for domiciliado no Piauí, se o de cujus possuía bens, era residente ou teve o seu inventário ou arrolamento no exterior. § 1º No inciso II, o imposto também pertence ao Piauí, se o doador tiver domicílio no exterior e o donatário domiciliado no Piauí. § 2º Sobre os bens do de cujus, ainda que no exterior, o imposto pertence ao Piauí, caso o de cujus tenha tido este Estado como último domicílio ou, se domiciliado no exterior, o sucessor ou legatário tenha domicilio no Piauí. Art. 5º Ocorre o FG: I - na transmissão causa mortis: a) na abertura da sucessão legítima ou testamentária, mesmo no caso de sucessão provisória e na instituição de fideicomisso e de usufruto; b) na morte do fiduciário, na substituição de fideicomisso; c) no fato jurídico, ou da formalização do ato jurídico, nos casos não previstos nas alíneas “a” e “b” deste inciso. II - na transmissão por doação: a) na data do usufruto convencional, ou outro direito real; b) na lavratura da doação, ainda que adiantamento da legítima; c) na data da renúncia à herança, ao legado ou à doação em benefício de pessoa determinada; d) na partilha de inventário, arrolamento, divórcio, em relação ao excesso de quinhão ou meação que beneficiar uma das partes; e) no arquivamento na Junta Comercial, na hipótese de: 1. transmissão de ações, quinhão, participação civil ou comercial, nacional ou estrangeira, debênture, dividendo ou do patrimônio de empresário individual; 2. desincorporação de bens da PJ, que reduza o capital social. f) na data do ato ou negócio jurídico, nos casos não previstos nas alíneas “a” a “e” deste inciso. CAPÍTULO II - DA IMUNIDADE E DA NÃO-INCIDÊNCIA Art. 6º São imunes ao ITCMD: I - a transmissão dos bens referidos nesta Lei, ao patrimônio: a) dos ENTES, inclusive autarquias e fundações, desde que os bens estejam vinculados às finalidades essenciais; b) Igrejas, se bens relacionados às finalidades essenciais; c) de partidos políticos, inclusive suas fundações, de sindicatos, de instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendido o § 1º. II – a transmissão causa mortis ou por doação de livro, jornal, periódico e o papel da impressão; III - a cessão do inciso IV, do art. 2º, quando o cedente for entidades do inciso I deste artigo; § 1º A alínea "c", do inciso I, condiciona-se à observância dos requisitos: I - não distribuírem aos seus dirigentes ou associados parcela do patrimônio ou rendas, a título de participação nos lucros; II - aplicarem os seus recursos na manutenção e no desenvolvimento dos objetivos sociais; III - manterem escrituração das receitas e despesas; IV - os bens da desoneração tributária sejam das suas finalidades essenciais. § 2º A não-incidência da alínea "a" do inciso I, não se aplica aos bens das atividades econômicas, nem importa exoneração de donatário ou cessionário. Art. 7º O ITCMD não incide: I – sobre os atos que fazem cessar entre os proprietários a indivisibilidade dos bens comuns, desde que deles não decorra transmissão dos mesmos bens. II - sobre a doação de bem móvel quando constituir FG do ICMS; III – sobre os frutos e rendimentos acrescidos à herança após a sucessão, exceto aqueles de contrato com instituições financeiras cujo início se dê antes da sucessão e sujeito a termo que ocorra após a morte do autor da herança; IV - sobre os créditos de seguro de vida; V – no caso de extinção do usufruto. CAPÍTULO III - DAS ISENÇÕES Art. 8º São isentas: I – a transmissão causa mortis de: a) imóvel urbano, até 15.000 UFR-PI, se for o único imóvel da partilha; b) imóvel rural, até 25 hectares e 15.000 UFR-PI, único imóvel da partilha; c) cuja soma dos valores venais da herança seja até 15.000 UFR-PI; e) valores de salário, honorário profissional, direitos trabalhistas, inclusive FGTS, PIS/PASEP, benefícios da previdência oficial ou privada, não recebidos em vida, cuja soma seja igual a 3.000 UFR-PI. II – a transmissão por doação: a) cuja soma dos valores venais dos bens doados seja igual a 1.000 UFR-PI; § 1º O regulamento disporá sobre a comprovação dos valores deste artigo. § 3º O valor da UFR-PI será o vigente na avaliação pela Fazenda. CAPÍTULO IV - DA BASE DE CÁLCULO Art. 9º A BC é o valor venal dos bens na avaliação, atualizado até o pagamento. § 2º O valor venal será apurado por avaliação da Fazenda, em moeda nacional e o seu equivalente em UFR-PI. § 3° O valor na forma do § 2º, prevalece por 180 dias, findo o qual, sem o pagamento, far-se-á nova avaliação. § 4º A BC terá o seu valor atualizado sempre que a Fazenda constatar alteração do valor venal dos bens, ou vício na avaliação. § 5º Não serão deduzidos da BC os valores de dívidas que onerem o bem transmitido. § 6º A PGE adotará as providências para emitir parecer sobre avaliação precedida do cumprimento do § 2º. § 7º A BC, no excedente de meação ou de quinhão, em que o patrimônio partilhado for composto de bens situados nesta e em outras unidades federadas, será o valor obtido pela multiplicação do excedente de meação pelo percentual tributável do Piauí. § 8º A BC, na hipótese de herdeiros por representação, será o valor do quinhão do representado. Art. 10. O contribuinte que não concordar com a avaliação da Fazendapoderá requerer avaliação contraditória, em 30 dias, da ciência do fato: I – o requerimento será apresentado à fazendária onde foi processada a avaliação, devendo o requerente juntar laudo técnico, de acordo com as NBRs vigentes ou juntar laudos de avaliação de três imobiliárias e/ou corretores cadastrados no conselho; III – o requerimento, instruído com o parecer e com o laudo, será encaminhado ao coordenador do ITCMD, hipótese em que os auditores do grupo podem acatar o recurso ou não, e, em caso negativo, diante da irresignação do contribuinte com o resultado, o processo será encaminhado à instância superior (Corpo de Julgadores da SEFAZ) a quem competirá decidir conclusivamente sobre a avaliação; IV – correrão à conta do contribuinte, todas as despesas da avaliação contraditória. Art. 11. Em se tratando de ações representativas do capital de sociedade, a BC é determinada por sua cotação média na Bolsa de Valores, na data da avaliação, ou na imediatamente anterior, quando não houver pregão naquele dia, regredindo-se, até o máximo de 180 dias. § 1º Nos casos em que a ação, a quota, a participação do capital de sociedade não for objeto de negociação ou não negociado nos últimos 180 dias, a BC será o seu valor patrimonial na data da avaliação, observado o § 2º. § 2º Se o capital da sociedade a que se refere o § 1º tiver sido integralizado em menos de 5 anos, mediante incorporação de imóveis, a BC não será inferior ao valor venal atualizado dos imóveis. Art. 13. Na transmissão causa mortis, para obtenção da BC antes da partilha, presume-se como valor do quinhão: I - do herdeiro legítimo, o que lhe cabe no monte partilhável, segundo a legislação civil; II - do herdeiro testamentário, o valor da herança atribuída, segundo a legislação civil. I - possibilitará a restituição do valor pago a maior, verificado na partilha; II - não ensejará diferença de imposto a recolher, salvo se apurado bens não considerados no pagamento. Art. 14. Nos casos abaixo a BC é: I – se o valor do patrimônio da sociedade conjugal partilhado for de bens situados em mais de uma UF, a tributação do excedente de meação será proporcional ao valor: a) dos bens móveis, em relação ao valor do patrimônio comum partilhado, se o doador for domiciliado no Piauí; e b) dos bens imóveis no Piauí, em relação ao patrimônio comum partilhado. II - no usufruto: a) por prazo determinado, 5% do valor venal do bem, por ano ou fração de ano do gravame, limitado a 100% do bem; b) por prazo indeterminado, o valor venal do bem. Parágrafo único. As alíneas “a” e “b” do inciso I aplica-se ao quinhão hereditário. CAPÍTULO V - DAS ALÍQUOTAS Art. 15. As alíquotas, nas transmissões: I – Causa mortis: a) até 10.000 UFR-PI: → 2%; b) >10.0001 até 150.000 UFR-PI: → 4%; c) >150.000 UFR-PI: → 6%. II – Doação, 4%. § 1º A apuração do imposto será pela decomposição em faixas dos valores dos bens após a dedução das dívidas do espólio, na causa mortis, onde cada faixa incidirá a alíquota. § 2º As alíquotas serão definidas com base no valor venal dos bens transmitidos, após a dedução das dívidas do espólio, inclusive na liberação de parte dos bens do espólio, por alvará judicial. § 3º A alíquota aplicável será, nas transmissões: I – causa mortis, a vigente na abertura da sucessão; II – do fiduciário para o fideicomissário, a vigente no momento da transmissão; III – por doação, a vigente no momento da transmissão. § 4° Será admitido o pagamento parcelado com a aplicação da SELIC, regulamentado pelo Executivo. § 5° Esta Lei não se aplica a processos com óbitos anteriores a sua publicação. CAPÍTULO VI - DOS CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS Art. 16. São contribuintes: I - o herdeiro, na transmissão causa mortis; II - o donatário, na doação; III - o beneficiário, na desistência de quinhão, por herdeiro; IV - o cessionário, na cessão de herança ou de bem não oneroso; V - o fiduciário, na instituição do fideicomisso; V - o fideicomissário, na substituição do fideicomisso; VII - o beneficiário, no direito real. Parágrafo único. Na doação, se o donatário não for domiciliado no Piauí, o contribuinte será o doador, se este o for. Art. 17. São solidários: I – o doador, o cedente ou o donatário quando não contribuinte; II - o tabelião, escrivão, [...], em relação aos atos praticados por eles ou perante eles, sem a quitação do imposto, bem como a autoridade judicial que não exigir o cumprimento da legislação tributária; III - a empresa, o Banco e a quem caiba a responsabilidade pela prática de ato que resulte transmissão de bem e ações; IV - o inventariante ou o testamenteiro em relação aos atos que praticarem; V - os titulares, administradores e servidores das entidades onde se processem os registros de doações; VI - quem detiver a posse do bem transmitido; VII - o despachante, quando provocar o não pagamento do imposto; VIII - quem tiver interesse comum no FG da obrigação principal. CAPÍTULO VII - DO PAGAMENTO DO IMPOSTO Art. 18. O imposto será pago: I – nos inventários judiciais ou administrativos, 60 dias após o cálculo pelo fisco e ciência da homologação pelo contribuinte; II – na substituição de fideicomisso, em 30 dias do fato jurídico determinante da substituição e: a) antes da lavratura, se por escritura pública; b) antes do cancelamento da averbação, nos demais casos. III - nas aquisições por escritura ou instrumento particular lavrados fora do Estado ou em virtude de adjudicação, ou sentença judicial, dentro de 60 dias, do ato, cujo instrumento será apresentado à Fazenda para cálculo do imposto; IV – na dissolução da sociedade conjugal, sobre o valor que exceder à meação, transmitido de forma gratuita, no prazo de 30 dias do trânsito em julgado da sentença, ou antes da escritura pública; VI - na doação por escritura PÚBLICA, ANTES da lavratura; VII – na doação por escrito PARTICULAR, em 30 dias da assinatura; VIII – na cessão hereditária gratuita: a) antes da escritura pública, se tiver bem determinados; b) 60 dias, na cessão registrada no inventário, se renúncia com determinação de beneficiário. IX – nas transmissões não documentadas, no momento da tradição; X – na doação não referida nos incisos I a IX, em 30 dias do fato jurídico. § 1º O não pagamento do imposto nos prazos implicará lançamento de ofício. § 2º Na doação de veículos, a documentação no DETRAN-PI será precedida do pagamento do ITCMD. § 3º Imóvel com inventário fora do Piauí, a carta precatória não PODERÁ ser devolvida sem a quitação do imposto. § 4º Os prazos deste artigo, para cumprir obrigações do herdeiro por sentença judicial, serão contados a partir do trânsito em julgado. CAPÍTULO VIII - DA RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO Art. 19. O imposto será restituído quando pago indevidamente, ou não se efetivar o ato pelo qual foi pago. § 1º No aparecimento do ausente, haverá a restituição do imposto da sucessão provisória. § 2º Será restituído o imposto quando o ato for nulo judicialmente. § 3º Na restituição do ITCMD, será observado o RICMS. CAPÍTULO IX - DOS ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS Art. 20. O pagamento espontâneo, fora dos prazos e antes de procedimento do Fisco, ficará sujeito aos acréscimos, atualizado: I - 5%, se pago em 30 dias; II - 10%, se pago depois de 30 dias e até 60 dias; III - 15%, se pago após 60 dias. § 1º Quando constatado pelo FISCO recolhimento em atraso, sem acréscimos moratórios, o contribuinte pagará MULTA de 20%. § 2º Os acréscimos moratórios serão aplicados, também, no parcelamento. CAPÍTULO X - DOS JUROS DE MORA Art. 21. O pagamento fora dos prazos sujeitará a juros de 1% ao mês, a partir do prazo original. CAPÍTULO XI - DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA Art. 22. O débito tributário não pago no prazo, será atualizado, EXCETO quando garantido por depósito integral. § 1º Os critérios de atualização terão por base a UFR-PI. § 2º Os acréscimos penais e moratórios serão sobre o valor do débito corrigido monetariamente. CAPÍTULO XIII - DAS INFRAÇÕES Art. 24. Infração é a inobservância desta Lei, regulamento ou ato normativo. § 2º Se no mesmo processo houver mais de uma infração, aplicar-se-ão, cumulativamente,as penas a elas cominadas. § 3º Se, no processo for apurada infração de mais de uma pessoa, será imposta a cada uma delas a pena da infração cometida. § 4º As multas serão em função da obrigação principal e acessória. § 7º As infrações serão apuradas através do PAF. CAPÍTULO XIV - DAS PENALIDADES Art. 25. O descumprimento das obrigações sujeitará as penalidades: I - independente de notificação, no inventário não requerido em 2 meses da sucessão, o imposto terá multa de 10%; II – por lançamento de ofício: a) se omissão do contribuinte, responsável, tabelião ou terceiro, o infrator fica sujeito à multa de 100%; b) se o valor da doação, em documento particular ou público, for inferior ao praticado no mercado, aplicar-se-á aos contratantes multa de 100% da diferença entre o imposto devido e o recolhido; c) descumprir obrigação acessória gera multa de 100 UFRs-PI. § 1º Haverá multa de 100% se utilizado documento de recolhimento FALSO. § 2º O débito da multa fica sujeito à juros de mora de 1% ao mês, quando não pago no prazo do auto de infração. § 3º Os responsáveis tributários que infringirem esta Lei ficam sujeitos às penalidades dos contribuintes, sanções administrativas, civis e penais. Art. 26. Infração à legislação gera auto de infração. § 1º O auto de infração é privativo dos Auditores Fiscais. Art. 27. A multa do auto de infração poderá ter desconto de: I - 50%, em 30 dias, da notificação da lavratura; II - 30%, até 30 dias da intimação da decisão de 1ª instância administrativa; III - 20%, antes da dívida ativa. Parágrafo único. O pagamento efetuado: I - implica renúncia à defesa ou recursos; II - não dispensa os juros de mora devidos. CAPÍTULO XV - DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Art. 28. Não serão registrados pelo tabelião, sem o pagamento do imposto. Art. 29. O reconhecimento de imunidade, não-incidência e isenção será apurado em processo, requerido pelo interessado à autoridade competente. Art. 30. A JUCEPI comunicará à SEFAZ qualquer instrumento que altere a participação societária de empresas. § 1º A comunicação será até o dia 10 do mês subsequente. § 2º O Secretário da Fazenda editará as normas necessárias. Art. 31. Os titulares de Cartórios prestarão mensalmente informações: I - registro de doação; II - usufruto ou fideicomisso; III - registro de qualquer instrumento que altere a participação societária de empresas; IV - aos títulos judiciais ou particulares translativos de direitos reais sobre móveis e imóveis, e a expedição de atestado de óbito. § 1º A comunicação será até o dia 10 do mês subsequente. § 2º Os titulares exibirão à autoridade fazendária, livros, registros, fotocópias ou certidões de inteiro teor dos documentos exigidos. § 3º O Secretário da Fazenda editará as normas necessárias. Art. 32. Os Auditores investigarão heranças e doações sujeitas ao imposto. Art. 33. Será franqueado aos Auditores os processos judiciais que envolvam a transmissão de bens. Parágrafo único. Nos processos em segredo de justiça, o Auditor poderá requerer ao juiz certidão contendo os bens e valores individuais e o detalhamento da partilha. Art. 34. A homologação do cálculo do imposto compete privativamente à Fazenda. Art. 35. Nenhuma sentença de julgamento de partilha ou adjudicação será proferida sem a quitação do imposto. Art. 36. A consulta sobre a aplicação da legislação do ITCMD observará as normas do ICMS. CAPÍTULO XVI - DO PARCELAMENTO Art. 37. Na transmissão causa mortis, o débito fiscal poderá ser recolhido em 36 prestações, não inferior a 50 UFR-PI. § 2º O débito será consolidado, na data do parcelamento. § 3º O crédito tributário será considerado em quantidade de UFR-PI. § 4° A primeira prestação será paga em até 10 dias do acordo, vencendo-se as seguintes no mesmo dia dos meses subsequentes. Art. 38. Na doação poderá ser concedido parcelamento até 36 prestações. CAPÍTULO XVII - DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 39. A Fazenda é autorizada a exigir o imposto na extinção do usufruto, se no momento da transmissão do bem gravado foi recolhido apenas de fração do valor venal. Art. 40 Fica dispensado o imposto, de cada contribuinte, igual a 50 UFR-PI.