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Conteudista: Prof.ª Dra. Viviane Rodrigues Esperandim Sampaio Revisão Textual: Laís Otero Fugaitti Objetivos da Unidade: Determinar os componentes do sistema urinário; Compreender e identificar os órgãos reprodutores femininos internos (ovários, tubas uterinas e útero) e externos, bem como os órgãos reprodutores masculinos (testículos, ducto deferente, vesícula seminal, próstata, glândulas bulbouretrais, uretra masculina e pênis). ˨ Material Teórico ˨ Material Complementar ˨ Referências Sistemas Urinário e Genital Visão Geral do Sistema Urinário Quando pensamos em sistema urinário, a primeira coisa que nos vem em mente é: eliminação de substâncias desnecessárias do corpo humano. Entretanto, vamos aprender que o sistema urinário não está simplesmente relacionado com a eliminação de escórias metabólicas, ele também desempenha várias outras funções importantes! Ficou animado(a)? Vamos estudar! O sistema urinário é composto por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra, e a Urologia é o ramo da Medicina que trata dos sistemas urinários masculino e feminino e do sistema genital masculino. As principais funções realizadas no sistema urinário são desempenhadas pelos rins. As demais partes do sistema se constituem, principalmente, em vias de passagem e áreas de armazenamento. Os rins possuem as seguintes funções: 1 / 3 ˨ Material Teórico Regulação da composição iônica do sangue: os rins auxiliam na regulação dos níveis sanguíneos de vários íons, por exemplo: íons sódio (Na+), potássio (K+), cálcio (Ca+), cloreto (Cl-) e fosfato (HPO4 2-); Regulação do pH do sangue: os rins são responsáveis por excretarem uma quantidade variável de íons hidrogênio (H+) na urina, além de conservarem os íons bicarbonato (HCO3-); ambas as atividades participam na regulação do pH do sangue; Regulação do volume sanguíneo: os rins participam no ajuste do volume sanguíneo por meio da conservação ou eliminação de água na urina. O aumento do volume sanguíneo pode levar a um aumento da pressão arterial, enquanto a diminuição do volume sanguíneo produz uma redução da pressão arterial; Anatomia dos Rins Os rins são órgãos pareados avermelhados, com formato semelhante a um feijão, localizados imediatamente acima da cintura, entre o peritônio e a parede posterior do abdome. São considerados órgãos retroperitoneais, por ocuparem uma posição posterior ao peritônio da cavidade abdominal. Os rins se situam entre os níveis das vértebras T-XII e L-III, parcialmente protegidos pelas costelas XI e XII. Contudo, essa localização é uma faca de dois gumes: uma vez que acontecer uma fratura dessas costelas inferiores, pode ocorrer a perfuração dos rins, provocando danos significativos e até mesmo potencialmente fatais. O rim direito é ligeiramente Regulação enzimática da pressão arterial: a regulação da pressão arterial também pode ser regulada por meio da secreção da enzima renina, que provoca indiretamente o aumento da pressão arterial; Manutenção da osmolaridade sanguínea: os rins mantêm a osmolaridade sanguínea constante por meio da regulação separada da perda de água e da perda de solutos na urina. A osmolaridade de uma solução é a medida do número total de partículas dissolvidas por litro de solução; Produção de hormônios: são dois principais hormônios produzidos pelos rins: o calcitriol, a forma ativa da vitamina D, responsável por regular a homeostasia do cálcio; e a eritropoetina, que estimula a produção de eritrócitos; Regulação do nível de glicemia: os rins possuem a capacidade de liberar a glicose no sangue para ajudar a manter um nível de glicemia normal por meio da utilização do aminoácido glutamina na gliconeogênese; Excreção de escórias metabólicas e substâncias estranhas: através da produção da urina, os rins auxiliam na excreção de substâncias sem função útil no organismo. Vários resíduos excretados provêm de reações metabólicas no organismo, por exemplo, amônia e a ureia, originadas da desaminação dos aminoácidos; a bilirrubina, que é produzida pelo catabolismo da hemoglobina; a creatinina, originada da decomposição do fosfato de creatina nas fibras musculares; e o ácido úrico, proveniente do catabolismo de ácidos nucleicos. Ainda, são liberadas pela urina algumas substâncias estranhas provenientes da dieta, como fármacos e toxinas ambientais. inferior ao esquerdo. Isso se deve ao fígado, que ocupa um espaço considerável no lado direito, de maneira superior ao rim. Anatomia Externa dos Rins Um rim de adulto possui de 10 a 12 cm de comprimento, 5 a 7 cm de largura e 3 cm de espessura, o que é aproximadamente o tamanho de um sabonete, e possui uma massa de 125 a 170 g. Cada margem medial côncava de um rim se volta para a coluna vertebral. O hilo renal é uma estrutura que emerge do ureter, juntamente com vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos, ficando situado próximo ao centro da margem côncava. Cada rim é constituído por três camadas de tecido. A cápsula fibrosa é a camada mais profunda, uma lâmina transparente e lisa de tecido conjuntivo denso não modelado, que é contínua com a camada externa do ureter. Essa camada possui um papel de barreira contra o traumatismo e ajuda a manter o formato do rim. A cápsula adiposa é a camada média, constituída por tecido adiposo que envolve a cápsula fibrosa. Também protege o rim contra traumatismos e o mantém firmemente estável dentro da cavidade abdominal. A camada superficial é a fáscia renal, outra camada de tecido conjuntivo denso não modelado, que liga o rim às demais estruturas adjacentes e à parede abdominal; situa-se profundamente ao peritônio. Anatomia Interna dos Rins Através de um corte frontal do rim, é possível observar duas regiões distintas: uma região superficial, de coloração vermelho-clara, denominada córtex renal, e uma segunda região mais profunda, castanho-avermelhada, denominada medula renal. A medula renal é determinada por várias pirâmides renais cônicas. A extremidade mais larga é a base de cada pirâmide e se volta para o córtex renal, enquanto a extremidade mais estreita é o ápice, nomeado como papila renal, e aponta em direção ao hilo renal. O córtex renal possui uma textura lisa e se estende desde a cápsula fibrosa até as bases das pirâmides renais e os espaços entre elas. Divide-se, ainda, em uma zona cortical externa e uma zona justamedular interna. As regiões que se estendem entre as pirâmides renais são denominadas colunas renais. Uma pirâmide renal, a área sobrejacente de córtex renal e metade de cada coluna renal adjacente originam um lobo renal. O córtex renal e as pirâmides da medula renal constituem o parênquima ou parte funcional do rim. Dentro do parênquima, encontram-se as unidades funcionais do rim, que são aproximadamente 1 milhão de estruturas microscópicas denominadas néfrons. O filtrado formado pelos néfrons drena nos ductos papilares, que se estendem através das papilas renais das pirâmides. Os ductos papilares drenam em estruturas caliciformes, denominadas cálices renais maiores e menores. Encontram-se, em cada rim, de oito a dezoito cálices renais menores e de dois a três cálices renais maiores. Um cálice renal menor recebe o filtrado dos ductos papilares de uma papila renal e transporta até um cálice renal maior. Após a entrada nos cálices, o filtrado se torna urina, uma vez que não acontece mais a reabsorção. Isso se deve ao epitélio simples do néfron e dos ductos se transformar em epitélio de transição nos cálices. A partir dos cálices maiores, a urina drena para uma única cavidade grande, nomeada pelve renal, e, posteriormente, por meio do ureter, até a bexiga urinária. O hilo renal se expande e origina uma cavidade dentro do rim, o seio renal, que contém parte da pelve renal, os cálices, ramos dos vasos sanguíneos e nervos renais. O tecido adiposo é responsável por auxiliar na estabilização dessas estruturas no seio renal. Na Figura 1 é possível observar todas as estruturas (externas e internas) dos rins. Figura 1 – Anatomia renal Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Adrenal As glândulas adrenais, também chamadas de glândulas suprarrenais, são pares, localizadas de maneira superior a cada rim no espaço retroperitoneal e apresentam uma forma piramidal achatada. Em um adulto típico, cada glândula suprarrenal mede de 3 a 5 cm de altura, de 2 a 3 cm de largura e menos de 1 cm de espessura; possui peso de aproximadamente 3,5 a 5 g e apenas metade de seu peso ao nascimento. Durante o desenvolvimento embrionário, as glândulas suprarrenais se diferenciam em duas regiões com funções e estruturas distintas: um grande córtex da glândula suprarrenal, que se desenvolve a partir do mesoderma, localizado perifericamente e que representa 80 a 90% do peso, e uma pequena medula da glândula suprarrenal, desenvolvida a partir do ectoderma e com uma localização central. O córtex da glândula suprarrenal possui papel importante na formação de hormônios que são essenciais para a vida. A perda completa dos hormônios adrenocorticais pode levar à morte em alguns dias ou semanas, decorrente de desidratação e desequilíbrio eletrolítico. Entretanto, a terapia de reposição hormonal pode ser iniciada imediatamente para reverter essa situação. Ainda, o córtex se subdivide em três zonas e cada uma delas é responsável por secretar hormônios diferentes: 1) a zona externa, localizada abaixo da cápsula fibrosa denominada zona glomerulosa, que secreta hormônios mineralcorticoides, os quais afetam o metabolismo dos minerais sódio e potássio (ex.: aldosterona); (2) a zona intermediária, denominada zona Saiba Mais A glomerulonefrite é a inflamação do rim que acomete os glomérulos. A principal causa é a reação alérgica às toxinas produzidas por estreptococos que infectaram recentemente outra parte do corpo, particularmente a parte oral da faringe. Pode ocorrer lesão permanente dos glomérulos, levando à insuficiência renal crônica. fasciculada, responsável por secretar glicocorticoides (ex.: cortisol) que afetam o metabolismo da glicose; e (3) a zona interna, chamada zona reticulada, responsável por sintetizar pequenas quantidades de androgênios fracos, que são hormônios que exercem efeitos masculinizantes. A medula da glândula suprarrenal é recoberta por uma cápsula de tecido conjuntivo e é responsável por produzir dois hormônios: a norepinefrina e a epinefrina. Figura 2 – Glânculas suprarrenais Fonte: Adaptada de Getty Images Após seus estudos, reunimos as informações de que a urina flui através dos cálices renais menores, que se unem para formar cálices renais maiores, os quais se unem para formar a pelve renal. A partir da pelve renal, iniciam-se os processos para transporte, armazenamento e eliminação dessa urina. Vamos estudar todas as estruturas que atuam nesse funcionamento. Ureteres Cada um dos dois ureteres é responsável por transportar a urina da pelve renal de um rim para a bexiga urinária. O transporte rumo à bexiga urinária se deve às contrações peristálticas das paredes musculares dos ureteres, entretanto, a pressão hidrostática e a gravidade também contribuem. A frequência das ondas peristálticas que se propagam da pelve renal para a bexiga urinária varia de uma a cinco por minuto, o que depende da velocidade da formação da urina. Os ureteres (Figura 3) são tubos estreitos com paredes espessas, possuem de 25 a 30 cm de comprimento e diâmetro de 1 a 10 mm (desde o seu trajeto entre a pelve renal e a bexiga urinária). Assim como os rins, os ureteres são retroperitoneais. Na base da bexiga urinária, eles possuem uma curva medial e seguem um caminho oblíquo pela parede do fundo da bexiga urinária. Ainda que não exista uma válvula anatômica na abertura de cada ureter para dentro da bexiga urinária, há uma válvula fisiológica muito favorável. Durante o enchimento da bexiga urinária, a pressão na região interior comprime os óstios oblíquos dos ureteres, impedindo o fluxo retrógrado de urina e, uma vez que essa válvula fisiológica não funciona adequadamente, é possível que micróbios que estão presentes na bexiga ascendam pelos ureteres, ocasionando em uma infecção de um ou de ambos os rins. Os ureteres são formados por três túnicas ou camadas. A camada mais profunda é a túnica mucosa, uma membrana mucosa com epitélio de transição e uma lâmina própria subjacente de tecido conjuntivo frouxo, além de possuir uma quantidade considerável de colágeno, fibras elásticas e tecido linfático. O epitélio de transição possui capacidade de se distender, o que é uma grande vantagem para todo o órgão, que precisa acomodar um volume variável de líquido. Já o muco secretado pela mucosa impede que as células das paredes do ureter entrem em contato com a urina, o que é de extrema importância, visto que a concentração de solutos e o pH da urina pode diferir drasticamente daquele do citosol das células que formam as paredes do ureter. A camada intermediária é a túnica muscular e se caracteriza por quase toda a extensão do ureter. É composta pelas camadas longitudinal interna e circular externa de fibras musculares lisas. A peristalse constitui a principal função da túnica muscular. A camada superficial é denominada túnica adventícia, constituída de tecido conjuntivo frouxo que contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos responsáveis por suprirem as túnicas muscular e mucosa. Ainda, a túnica adventícia se funde com o tecido conjuntivo adjacente e fixa os ureteres em posição. O suprimento arterial dos ureteres acontece devido às artérias renal, testicular ou ovárica, ilíaca comum e vesical inferior. As veias possuem nomes correspondentes aos das artérias e, finalmente, terminam na veia cava inferior. Figura 3 – Representação do sistema urinário para visualização dos ureteres Fonte: Adaptada de Freepik Bexiga Urinária A bexiga urinária é um órgão muscular oco e distensível, localizado na cavidade pélvica posteriormente à sínfise púbica. Nos homens, possui localização diretamente anterior ao reto. Já nas mulheres, situa-se anteriormente à vagina e inferiormente ao útero. A bexiga urinária se mantém em posição através de pregas de peritônio e condensação de tecido conjuntivo na pelve. Seu formato depende da quantidade de urina que ela contém. Quando a bexiga está vazia, apresenta-se colapsada; quando distendida, torna-se esférica e, conforme o aumento do volume de urina, torna-se piriforme e ascende para a cavidade abdominal. A capacidade média da bexiga urinária é 700 a 800 mL (nas mulheres, essa quantidade é menor devido ao útero, que ocupa o espaço imediatamente superior à bexiga). No assoalho da bexiga urinária, há uma pequena área triangular denominada trígono da bexiga, que apresenta uma aparência lisa devido à firme ligação entre a túnica mucosa e a túnica muscular. Os dois ângulos posteriores do trígono possuem os dois óstios dos ureteres; a abertura da uretra, o óstio interno da uretra, situa-se no ângulo anterior. São três túnicas que constituem a parede da bexiga urinária. A mais profunda, denominada túnica mucosa, é uma membrana mucosa composta de epitélio de transição e de uma lâmina própria subjacente, semelhante àquela dos ureteres. Ainda, observa-se a presença de pregas. Circundando a túnica mucosa, encontra-se a túnica muscular intermediária, também chamada músculo detrusor, que possui três camadas de fibras musculares lisas: as camadas longitudinal interna, circular média e longitudinal externa. Em volta do óstio da uretra, as fibras circulares originam um músculo esfíncter interno da uretra, cujas fibras são de diâmetro menor e morfologicamente diferente daquelas do músculo detrusor da parede da bexiga urinária. Inferiormente ao músculo esfíncter interno da uretra, visualiza-se o músculo esfíncter externo da uretra. A túnica mais superficial da bexiga urinária nas faces posterior e inferior é a túnica adventícia, uma camada de tecido conjuntivo frouxo que é contínua com a dos ureteres. Por fim, na face superior da bexiga urinária está a túnica serosa, uma camada de peritônio. Figura 4 – Anatomia da bexiga urinária Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Uretra A uretra é um pequeno tubo que se estende do óstio interno da uretra no assoalho da bexiga urinária até o exterior do corpo. Tanto nos homens quanto nas mulheres, a uretra é a parte terminal do sistema urinário e a via de passagem para a eliminação da urina do corpo. Nos homens, também participa como via de saída do sêmen, além do seu comprimento e seu trajeto serem consideravelmente diferentes daqueles nas mulheres. A uretra masculina, que também é constituída de uma túnica mucosa profunda e de uma túnica muscular superficial, subdivide-se em três partes anatômicas: (1) a parte prostática da uretra, que atravessa a próstata; (2) a parte membranácea da uretra, que é uma parte mais curta e passa através dos músculos profundos do períneo; e (3) a parte esponjosa da uretra, uma parte mais longa e que tem passagem pelo pênis. Nas mulheres, a uretra possui 4 cm de comprimento e é localizada posteriormente à sínfise púbica; segue uma direção oblíqua inferior e anterior. A abertura da uretra para o exterior, o óstio externo da uretra, localiza-se entre o clitóris e o óstio da vagina. A parede da uretra feminina consiste em uma túnica mucosa profunda e em uma túnica muscular superficial. Visão Geral do Sistema Genital Masculino e Feminino Os órgãos genitais masculinos e femininos podem ser agrupados por função. As gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) são responsáveis por produzirem os gametas e secretar hormônios sexuais. Os ductos armazenam e transportam esses gametas. As estruturas de apoio, como o pênis nos homens e a vagina nas mulheres, são responsáveis por auxiliarem a transferência dos gametas. Vamos entender, a princípio, como funciona a anatomia do sistema genital masculino. Na Figura 5 você pode observar as estruturas que serão citadas a seguir e encontrar suas determinadas localizações. Figura 5 – Aparelho reprodutor masculino e órgãos anexos Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Sistema Genital Masculino Escroto O escroto é a estrutura anatômica que contém os testículos; é constituído por uma bolsa formada de pele frouxa e tela subcutânea que pende da raiz (ou parte fixa) do pênis. Externamente, o escroto possui semelhança com uma bolsa de pele dividida em porções laterais por uma crista mediana, denominada rafe (sutura). Internamente, divide-se pelo septo do escroto em duas bolsas distintas, e cada uma delas contém um testículo. O septo é constituído de tela subcutânea e tecido muscular, o músculo dartos, composto de feixes de fibras musculares lisas. Associado a cada testículo no escroto, está o músculo cremaster, que é constituído por várias pequenas faixas de músculo esquelético que descem, como uma extensão do músculo oblíquo interno do abdome, através do funículo espermático e circundam o testículo. Testículos Os testículos são duas glândulas ovais que se localizam no escroto e medem cerca de 5 cm de comprimento, 2,5 cm de diâmetro e pesam entre 10 a 15 g. Os testículos são revestidos Saiba Mais A localização do escroto e a contração de suas fibras musculares regulam a temperatura dos testículos, uma vez que a produção normal de espermatozoides depende de uma temperatura de cerca de 2°C a 3°C abaixo da temperatura central do corpo. parcialmente pela túnica vaginal, uma membrana serosa derivada do peritônio que se forma durante a descida dos testículos. Possui também uma lâmina visceral e uma lâmina parietal e forma uma relação de “punho dentro do balão” com o testículo. O acúmulo de líquido seroso na cavidade da túnica vaginal é denominado hidrocele e pode ser causado por lesão dos testículos ou inflamação do epidídimo. Na região interna à lâmina visceral da túnica vaginal, o testículo é coberto por uma cápsula fibrosa branca formada de tecido conjuntivo denso não modelado, denominado túnica albugínea, que se estende para dentro e forma septos que dividem cada testículo em uma série de compartimentos internos chamados lóbulos. Cada um dos duzentos a trezentos lóbulos possui de um a três túbulos densamente espiralados, denominados túbulos seminíferos, local em que são produzidos os espermatozoides. O processo de produção dos espermatozoides nos túbulos seminíferos é denominado espermatogênese. Epidídimo O epidídimo é um órgão com aproximadamente 4 cm de comprimento com curvatura ao longo da margem posterossuperior de cada testículo e quando visto de perfil, possui o formato de uma vírgula. Cada epidídimo é formado pelo ducto do epidídimo, que é muito espiralado. Na região superior e maior do epidídimo, denominada cabeça, os ductos eferentes do testículo se unem ao ducto do epidídimo. O corpo é a região média estreita do epidídimo e a cauda é a região inferior, menor. Saiba Mais O ducto do epidídimo possuiria aproximadamente 6 m de comprimento se esticado. É revestido por epitélio colunar pseudoestratificado e circunda por uma camada de músculo liso. A principal função do epidídimo é proporcionar um local de maturação dos espermatozoides, processo pelo qual estes adquirem motilidade e capacidade de fertilizar o óvulo. Além dessas funções, o epidídimo também armazena espermatozoides e, durante a excitação sexual, auxilia no impulsionamento por meio da contração peristáltica de seu músculo liso para o ducto deferente. O armazenamento dos espermatozoides pode durar meses, e todos aqueles que não são ejaculados depois desse tempo acabam por ser fagocitados reabsorvidos. Figura 6 – Anatomia do epidídimo Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Ducto Deferente O ducto deferente possui 45 cm de comprimento, ascende ao longo da margem posterior do epidídimo e segue pelo funículo espermático até o ponto, na parede abdominal inferior, em que atravessa o canal inguinal e entra na cavidade pélvica. A partir daí, faz uma curva sobre o ureter, passa sobre a face lateral da bexiga e desce ao longo de sua face posterior. A parte terminal dilatada do ducto deferente é denominada ampola do ducto deferente. A túnica mucosa desse ducto é composta por epitélio colunar pseudoestratificado e lâmina própria de tecido conjuntivo areolar. A túnica muscular possui três camadas: as camadas interna e externa são longitudinais, e a média é circular. Durante a excitação sexual, o ducto deferente conduz os espermatozoides do epidídimo para a uretra por contrações peristálticas de sua túnica muscular. Ainda, ele armazena espermatozoide durante vários meses, e aqueles não ejaculados, acabam por serem reabsorvidos. Ductos Ejaculatórios Cada ducto ejaculatório possui 2 cm de comprimento e é composto pela união do ducto da glândula seminal à ampola do ducto deferente. Os ductos ejaculatórios curtos se originam logo superiores a base (parte superior) da próstata e seguem pela próstata, em sentido inferior e anterior. Eles terminam na parte prostática da uretra, na qual ejetam os espermatozoides e as secreções da glândula seminal logo antes da liberação do sêmen da uretra para o exterior. Uretra A uretra masculina é o ducto terminal compartilhado pelos sistemas genital e urinário, dando passagem tanto ao sêmen quanto à urina. Possui 20 cm de comprimento, atravessa a próstata, os músculos profundos do períneo e o pênis. Você pode rever a anatomia da uretra na seção sobre o sistema urinário! Glândulas Seminais As duas glândulas seminais, ou vesículas seminais, são estruturas que se assemelham a bolsas enoveladas, com comprimento de 5 cm, e se localizam na base da bexiga e posteriormente a ela, em posição anterior ao reto. Através dos ductos, liberam um líquido viscoso e alcalino que possui frutose (monossacarídeo), prostaglandinas e proteínas da coagulação diferentes daquelas encontradas no sangue. A alcalinidade no líquido participa na neutralização do meio ácido da uretra masculina e do sistema genital feminino, que, por outras maneiras, inativaria e destruiria os espermatozoides. A frutose é utilizada para produção de adenosina trifosfato (ATP) e as prostaglandinas contribuem para a motilidade e viabilidade dos espermatozoides, além de estimularem contrações musculares no sistema genital feminino. As proteínas de coagulação ajudam a evitar a saída dos espermatozoides na vagina. Cerca de 60% do volume do sêmen é constituído pelo líquido produzido pelas glândulas seminais. Próstata A próstata (Figura 7) é uma glândula com formato de anel, com o tamanho aproximado de uma bola de pingue-pongue – 4 cm de largura, 3 cm de altura e 2 cm de profundidade. Localiza-se inferiormente à bexiga e circunda a parte prostática da uretra. A próstata cresce devagar desde o nascimento até a puberdade e, depois, se expande rapidamente. O tamanho se mantém estável dos 30 até os 45 anos e, após essa idade, pode voltar a aumentar, constringindo a uretra e interferindo com o fluxo da urina. Figura 7 – Próstata com vesículas seminais e ductos seminais, vistas de frente e por baixo Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons A próstata secreta um líquido leitoso e levemente ácido (pH próximo à 6,5) que possui várias substâncias: Ácido cítrico: utilizado pelos espermatozoides para a produção de ATP; As secreções da próstata entram na parte prostática da uretra através de muitos ductos prostáticos. Cerca de 25% do volume do sêmen se constitui das secreções prostáticas, responsáveis principalmente por motilidade e viabilidade dos espermatozoides. Glândulas Bulbouretrais As duas glândulas bulbouretrais, também chamadas glândulas de Cowper, possuem tamanho aproximado de uma ervilha e se localizam inferiormente à próstata de cada lado da parte membranácea da uretra nos músculos profundos do períneo. Durante a excitação sexual, as glândulas bulbouretrais liberam uma substância alcalina responsável por neutralizar os ácidos da urina presentes na uretra, o que protege os espermatozoides que por ali passam. Ainda secreta muco, que lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra, o que reduz a quantidade de espermatozoide danificados durante a ejaculação. Pênis O pênis é uma estrutura de apoio do sistema genital masculino que contém a uretra e dá passagem para a ejaculação do sêmen e a excreção da urina. É uma estrutura cilíndrica formada por corpo, glande e raiz. O corpo do pênis é composto de três massas cilíndricas de tecido e cada uma delas é envolvida pela túnica albugínea, um tecido fibroso. As duas massas dorsolaterais do corpo do pênis são denominadas corpos cavernosos do pênis. A massa ventral média, uma estrutura menor, denominada corpo esponjoso do pênis, possui a parte esponjosa da uretra e a mantém aberta durante a ejaculação. A pele e a tela subcutânea revestem as três massas, formadas de tecido erétil. Esse tecido erétil é composto de muitos seios que possuem sangue, ou Enzimas proteolíticas: como antígeno específico da próstata (PSA), pepsinogênio, lisozima, amilase e hialuronidase, que decompõem as proteínas de coagulação das glândulas seminais; Fosfatase ácida: que possui sua função ainda desconhecida; Seminalplasmina: um antibiótico responsável por destruir as bactérias naturalmente presentes no sêmen e no sistema genital inferior feminino. espaços vasculares, revestidos de células endoteliais e envolvidos por músculo liso e tecido conjuntivo elástico. A glande do pênis é a extremidade distal do corpo esponjoso do pênis, caracterizada por ser uma região pouco dilatada e globosa, e sua margem é denominada coroa. A parte distal da uretra se expande na glande, com uma abertura terminal em formato de fenda, o óstio externo da uretra. O revestimento frouxo que cobre a glande do pênis não circuncisado é denominado prepúcio. Sistema Genital Feminino Ovários Você Sabia? O termo priapismo é referente à ereção persistente do pênis, geralmente dolorosa, não associada a desejo ou excitação sexual. Sua durabilidade pode ser de até horas, acompanhada de palpitações. Suas causas são anormalidades dos vasos sanguíneos e nervos, geralmente em resposta a medicamentos usados para produção da ereção, ou distúrbios da medula espinhal, leucemia, doença falciforme ou tumor pélvico. Os ovários são duas glândulas que se assemelham em tamanho e formato a amêndoas sem casca. São as gônadas femininas, homólogas aos testículos, ou seja, possuem a mesma origem embrionária. Localizam-se um de cada lado do útero e descem até a margem da parte superior da cavidade pélvica durante o terceiro mês de desenvolvimento. Diversos ligamentos mantêm a posição dos ovários. O ligamento largo do útero, que é uma prega de peritônio, é responsável por fixar os ovários por meio de um subgrupo dessa prega peritoneal chamada mesovário. O ligamento útero-ovárico que ancora os ovários no útero e o ligamento suspensor do ovário é responsável por prendê-los à parede pélvica. Cada ovário possui um hilo, que é o ponto de entrada e saída de vasos sanguíneos e nervos ao longo do qual se fixa o mesovário. A formação de gametas nos ovários é determinada oocitogênese. Figura 8 – Visualização do ligamento do útero-ovárico Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Tubas Uterinas As mulheres possuem duas tubas uterinas, também nomeadas como ovidutos, que se estendem lateralmente a partir do útero. Medem cerca de 10 cm de comprimento e se situam nas pregas do ligamento largo do útero; conduzem oócitos secundários e óvulos fertilizados dos ovários até o útero. O infundíbulo é a parte afunilada de cada tuba uterina e está perto do ovário, mas é aberto para a cavidade peritoneal. Termina em uma franja de projeções digitiformes chamadas fímbrias, uma das quais está presa à extremidade lateral do ovário. A tuba uterina se estende em sentido medial a partir do infundíbulo e posteriormente, de maneira inferior, fixa-se no ângulo lateral superior do útero. A ampola da tuba uterina é a parte mais larga e longa, caracterizando dois terços laterais de seu comprimento. O istmo da tuba uterina é a parte de parede espessa mais medial, curta e estreita que se une ao útero. Figura 9 – Anatomia do sistema genital feminino Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Útero O útero é uma estrutura que possui diversas funções, como no trajeto dos espermatozoides depositados na vagina da mulher até chegarem às tubas uterinas. É também o local de implantação do blastocisto, do desenvolvimento do feto durante a gravidez e do trabalho de parto. Quando essa implantação não acontece, o útero é a origem do fluxo menstrual. Localiza-se entre a bexiga e o reto, com tamanho e formato de uma pera invertida. Em mulheres que nunca engravidaram, mede aproximadamente 7,5 cm de comprimento, 5 cm de largura e 2,5 cm de espessura. Em mulheres que estiveram grávidas recentemente, o útero é maior e, quando os níveis de hormônios sexuais estão baixos (ex.: após a menopausa), o útero fica atrofiado. A anatomia do útero é dividida da seguinte maneira: (1) uma parte em formato de cápsula, superiormente às tubas uterinas, denominada fundo do útero; (2) uma região afilada, denominada corpo do útero; e (3) o colo do útero, uma parte estreita e inferior que se abre na vagina. Entre o corpo e o colo do útero, encontra-se o istmo, uma região estreitada que mede cerca de 1 cm de comprimento. A cavidade do útero se dá no interior do corpo do útero e o interior do colo estreito é o canal do colo do útero. Esse canal se abre na cavidade do útero, através do óstio anatômico interno do útero, e na vagina, por meio do óstio do útero. Normalmente, há projeção do fundo e de parte do corpo do útero sobre a bexiga urinária, em posição denominada anteflexão. A retroflexão, que é a inclinação posterior do útero, é uma variação da posição normal que não causa prejuízo. Não há uma causa conhecida, mas pode ocorrer após o parto ou em decorrência de um cisto ovariano. Glossário Cisto ovariano: é uma bolsa cheia de líquido sobre o ovário ou dentro dele. Cistos são relativamente comuns, não costumam ser cancerosos e desaparecem sozinhos. Eles podem ocasionar pressão, dor contínua e fraca ou distensão abdominal, dor durante a relação sexual, Diversos ligamentos (que são extensões do peritônio parietal ou dos fascículos fibromusculares) são responsáveis por manter a posição do útero. Os dois ligamentos largos são pregas duplas de peritônio responsáveis por fixar o útero de cada lado da cavidade pélvica. Os dois ligamentos retouterinos, que também são extensões peritoneais, situam-se de cada lado do reto e unem o útero ao sacro. Os ligamentos transversos do colo do útero se situam inferiormente às bases dos ligamentos largos e se estendem da parede da pelve até o colo do útero e a vagina. Os ligamentos redondos são faixas de tecido conjuntivo fibroso entre as camadas do ligamento largo e se estendem de um ponto no útero imediatamente inferior às tubas uterinas até uma parte dos lábios maiores dos órgãos genitais externos. Embora normalmente mantenham a posição antefletida do útero, os ligamentos também permitem movimento suficiente do corpo do útero para que haja posição anômala do órgão. menstruação tardia e hemorragia vaginal. A maioria dos cistos ovarianos não requer tratamento, mas alguns maiores (mais de 5 cm) podem ser removidos cirurgicamente. Figura 10 – Anatomia do útero Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Vagina A vagina é um canal fibromuscular tubular de aproximadamente 10 cm de comprimento, revestido por túnica mucosa que se estende a partir do exterior do corpo até o colo do útero. É a via que recebe o pênis durante a relação sexual, possibilita o trajeto de saída do fluxo menstrual e dá passagem ao feto no parto. Situa-se posteriormente à bexiga urinária e à uretra e anteriormente ao reto; a vagina segue em direção superior e posterior até se inserir no colo do útero. Fórnice é o nome dado a um recesso que circunda a fixação da vagina ao colo do útero. Quando inserido de maneira correta, o diafragma contraceptivo apoia-se no fórnice, em que é mantido no lugar e recobre o colo do útero. Possui um meio ácido que resulta na retardação da proliferação microbiana, entretanto, é prejudicial aos espermatozoides. Os componentes alcalinos do sêmen, originados pelas glândulas seminais, elevam o pH do líquido na vagina e aumentam a viabilidade dos espermatozoides. A túnica mucosa da vagina é contínua com a túnica mucosa do útero. A da vagina possui grandes depósitos de glicogênios, cuja decomposição produz ácidos orgânicos. A túnica muscular é composta de uma camada longitudinal superficial e uma camada circular profunda de músculo liso que pode se distender bastante para receber o pênis durante a relação sexual e o lactente durante o parto. A túnica adventícia, que é a camada superficial, ancora a vagina a órgãos vizinhos, como a uretra e a bexiga urinária anteriormente, e ao reto e ao canal anal posteriormente. O hímen é uma prega delgada de túnica mucosa vascularizada. Ele forma uma orla em torno do óstio da vagina, a extremidade inferior da abertura para o exterior, fechando-a parcialmente. Após a ruptura (geralmente depois da primeira relação sexual), há apenas remanescentes do hímen. Algumas vezes, o hímen cobre todo o óstio, uma condição denominada hímen imperfurado, podendo haver necessidade de cirurgia para abrir o óstio e permitir a saída do fluxo menstrual. Pudendo Feminino O termo pudendo feminino, ou vulva, refere-se aos órgãos genitais femininos externos. São eles: O monte do púbis, que se localiza anteriormente aos óstios da vagina e da uretra e possui uma elevação de tecido adiposo recoberta por pele e pelos púbicos espessos, responsáveis por proteger a sínfise púbica; A partir do monte do púbis, existem duas pregas cutâneas longitudinais, denominadas lábios maiores do pudendo, que se estendem de maneira inferior e posterior. Os lábios maiores são recobertos por pelos púbicos. Possuem grande quantidade de tecido adiposo, glândulas sebáceas e glândulas sudoríferas apócrinas. São homólogos ao escroto; Na região medial aos lábios menores, existem duas pregas cutâneas menores, os lábios menores do pudendo. Eles não possuem pelos púbicos como os lábios maiores, nem gordura. Têm poucas glândulas sudoríferas, mas possuem muitas glândulas sebáceas, responsáveis por produzirem substâncias antimicrobianas, além de garantir a lubrificação durante a relação sexual. Os lábios menores são homólogos à parte esponjosa (peniana) da uretra; O clitóris é uma pequena massa cilíndrica composta de tecido erétil e nervos que se localizam na junção anterior dos lábios menores. O prepúcio do clitóris é uma camada de pele que se forma no ponto em que os lábios menores do pudendo se unem e recobrem o corpo do clitóris. O corpo do clitóris possui dois corpos de tecido erétil, denominados corpos cavernosos. São similares aos do pênis, curvam-se posteriormente e se fixam aos ramos de púbis e ísquio, como os ramos do clitóris. O clitóris aumenta em resposta à estimulação tátil e participa da excitação sexual feminina; O vestíbulo da vagina é a região entre os lábios menores do pudendo. Nele se encontram o hímen (se ainda for presente), o óstio da vagina, o óstio externo da uretra e as aberturas dos ductos de várias glândulas. O vestíbulo é homólogo à parte membranácea da uretra masculina. O óstio da vagina é a abertura para o exterior, que ocupa a parte maior do vestíbulo, e é limitado pelo hímen. O óstio externo da uretra é a abertura da uretra para o exterior e se localiza na posição anterior ao óstio da vagina e posterior ao clitóris. De cada lado desse óstio há aberturas dos ductos das glândulas parauretrais ou glândulas de Skene, responsáveis pela secreção de muco, e se alojam na parede da uretra. Essas glândulas são homólogas à próstata. De cada lado do óstio da vagina encontram-se as glândulas vestibulares maiores ou glândulas de Bartholin, que se abrem através de ductos, em um sulco localizado entre o hímen e os lábios menores. As glândulas vestibulares maiores são homólogas às glândulas bulbouretrais masculinas. Diversas glândulas vestibulares menores também possuem sua abertura no vestíbulo; Figura 11 – Anatomia externa do sistema genital feminino (vulva) Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons Períneo O períneo é uma área com formato de losango com posição medial às coxas e nádegas de homens e mulheres. Contém os órgãos genitais externos e o ânus. Os limites do períneo são: anterior, sínfise púbica; lateral, túberes isquiáticos; e posterior, cóccix. Uma linha transversal entre os túberes isquiáticos separa o períneo em uma região urogenital anterior, que contém os óstios da uretra e da vagina, e uma região anal posterior, que contém o ânus. O bulbo do vestíbulo é composto de duas massas alongadas de tecido erétil em posição profunda em relação aos lábios de cada lado do óstio da vagina. Ele se ingurgita com sangue durante a relação sexual. O bulbo do vestíbulo é homólogo ao corpo esponjoso e ao bulbo do pênis masculino. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Atuação de Profissionais de Saúde e Qualidade das Ações no Controle de Câncer Cervicouterino: um Estudo Transversal Agora que você conheceu toda a anatomia dos sistemas genitais masculino e feminino, leia o artigo a seguir. https://bit.ly/3GXBiKH Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Resumo do Sistema Urinário 2 / 3 ˨ Material Complementar RESUMO DO SISTEMA URINÁRIO https://www.youtube.com/watch?v=dCyd7zPPD8I Anatomia do Sistema Urinário Sistema Reprodutor Masculino Anatomia do sistema urinário Sistema Reprodutor Masculino https://www.youtube.com/watch?v=7sILR-r-Hxk https://www.youtube.com/watch?v=ZO8NTiGVF7g Sistema Reprodutor Feminino SISTEMA REPRODUTOR FEMININO https://www.youtube.com/watch?v=vvd5iCcjFxw DANGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2011. TORTORA, G. J.; NIELSEN, M. T. Princípios de anatomia humana. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 3 / 3 ˨ Referências