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O profissional aprovado no Curso BREC Nível Leve da INSARAG está capacitado a 
realizar o resgate de vítimas superficiais, ou seja, aquelas que se tem acesso sem a 
necessidade de penetração nos escombros e técnicas complexas de escoramento. 
 
O profissional aprovado no Curso BREC Nível Intermediário da INSARAG está 
capacitado a realizar o resgate de vítimas presas aos escombros, uma vez que 
neste curso o aluno aprende técnicas avançadas de rompimento e escoramento de 
estruturas. 
 
O profissional aprovado no Curso BREC Nível Pesado da INSARAG está capacitado 
a realizar o resgate de vítimas presas aos escombros de maneira extremamente 
complexa, uma vez que neste curso o aluno trabalha com recursos tecnológicos 
avançados e o apoio de equipes de cães de busca e resgate, além do enfoque na 
gestão do desastre. 
 
 
 
 
2.2As equipes BREC Básico no SCO 
 
O Staff de Comando é aquele responsável pelas funções de Ligações, Informações ao Público, 
Secretaria e Segurança 
Staff Geral é aquele responsável pelas seções de Planejamento, Operações, Logística e 
Administração e Finanças. 
As seções operacionais agrupam seus recursos usando como critério a afinidade das atividades 
operacionais ou os objetivos, tendo seus acionamentos sempre solicitados pelo Coordenador 
de Operações do SCO, baseado no Plano de Ação pré-estabelecido. 
 
Os setores operacionais, diferentemente das seções, agrupam seus recursos com base na 
divisão geográfica em que os recursos serão empenhados. Da mesma forma, apenas serão 
solicitados pelo Coordenador de Operações do SCO, também baseado no Plano de Ação 
pré-estabelecido. 
Caso uma Equipe BREC Básico seja a primeira a chegar ao local, ela será responsável pela 
montagem inicial do SCO e posteriormente será designada como um tipo de recurso em uma 
destas divisões. 
2.3.1 Sete passos para instalação do SCO em uma operação BREC Básico 
passo 1 - informar ao Centro de Operações de Bombeiros (COBOM) ou Sala de Operações da 
Unidade (SOU) da sua chegada ao local: 
- quem? Chefe da equipe ou quem ele determinar; 
- avisar ao COBOM: imediatamente na chegada à cena via rádio, celular ou 
outro meio de comunicação disponível. 
 
passo 2 - assumir o comando da operação e estabelecer o Posto de Comando (PC) e a Área de 
Espera/Estacionamento (E): 
- o chefe da equipe presta o anúncio à central e instala o PC. Esse anúncio deverá conter o 
nome do comandante das operações e a localização da área de espera, onde as demais 
viaturas deverão se apresentar. 
passo 3 - realizar a avaliação da situação: 
- verificar a existência de vítimas; 
- avaliar os riscos existentes; 
- levantar o histórico dos fatos. 
passo 4 - Estabelecer o perímetro de segurança: 
- nomear um encarregado de segurança; 
- providenciar isolamento físico da área; 
- delimitar as zonas de trabalho; 
- realizar a checagem dos EPI’s adequados. 
passo 5 - Estabelecer os objetivos/estratégias/atribuições táticas: 
- identificar os objetivos mensuráveis (o que fazer); 
- elaborar um plano de ação inicial com base nos objetivos e estratégias (o que, 
quem, quando, como e onde); 
- distribuir as funções do organograma inicial de acordo com a demanda apresentada e os 
recursos disponíveis. 
passo 6 - Estabelecer as necessidades de recursos adicionais e possíveis instalações 
pré-definidas do SCO: 
- avaliar a capacidade de resposta existente no momento; 
- verificar a necessidade de apoio especializado; 
- implementar as instalações padronizadas de ACV, Base, Centro de 
Informações ao Público, e demais de acordo com a necessidade. 
passo 7 - Preparar as informações para transferir o comando: 
- o chefe da equipe BREC Básico deve preparar informações necessárias, tais 
como: 
i. organograma do SCO atualizado; 
ii. croqui, mapas da área, ou plantas da edificação; 
iii. controle de recursos humanos empregados e à disposição; 
iv. controle de recursos logísticos empregados e à disposição; 
v. controle dos contatos importantes tanto internos quanto externos; 
vi. plano de ação atualizado. 
 
2.4Zonas e perímetros de segurança 
A Zona Quente é a mais interna, de maior risco, onde serão executados os trabalhos de busca e 
resgate propriamente ditos. 
A Zona Morna é a área de transição entre a Zona Quente e a Zona Fria, com um risco mais 
controlado e onde estará o Corredor de Acesso à Zona Quente, local onde serão verificados 
principalmente os recursos que entram e saem da Zona Quente e se todos estão utilizando os 
EPI’s corretos. 
A Zona Fria é a área mais externa, de menor risco, onde preferencialmente deverão ficar as 
instalações pré-definidas do SCO. 
2.5Instalações padronizadas do SCO 
2.5.1 Posto de Comando (PC) e Área de Espera/Estacionamento (E) 
2.5.2 Área de Informações ao Público (I) 
Esta área será ativada quando a demanda dos órgãos de imprensa for demasiadamente 
elevada, de forma a organizar as coletivas de imprensa e a divulgação de boletins informativos 
sobre os progressos da operação. É representada por um triângulo amarelo com a letra I (em 
preto) no centro. 
2.5.3 Base (B) 
 
Esta é a instalação onde serão desenvolvidas as atividades logísticas da operação. Todo o 
suporte logístico será conduzido a esta instalação e lá ficarão até serem utilizados ou 
retornados às suas agências de origem. É representada por um círculo amarelo com a inscrição 
B (em preto) no centro. 
2.5.4 Área de Concentração de Vítimas (ACV) 
Nesta instalação as vítimas que são retiradas da Zona Quente serão triadas conforme suas 
condições clínicas, através do método START, e aguardarão deslocamento até o 
estabelecimento hospitalar. É representada por um círculo amarelo com a inscrição ACV (em 
preto) no centro. 
2.5.5 Acampamento (A) 
 
Estrutura ativada principalmente em operações de longa duração, onde todos os resgatistas 
envolvidos serão recolhidos, contendo estruturas para dormitório, alimentação e posto de 
atendimento médico para os resgatistas. É representada por um círculo amarelo com a 
inscrição A (em preto) no centro. 
2.5.6 Heliponto e Helibase (H1 e H) 
 
O heliponto será a zona de pouso de helicópteros da operação, onde ocorrerão as operações 
de embarque e desembarque. 
A helibase é onde os recursos logísticos das operações aeronáuticas ficarão guardados, prontos 
para utilização assim que necessários. 
São representadas respectivamente por dois círculos amarelos com as inscrições H1 e H (em 
preto) no centro. O numeral presente na marcação de heliponto define a identificação daquele 
heliponto, visando identificar mais facilmente em qual área cada aeronave pousará. (Figura 21). 
 
2.6Formulários do SCO 
Dos formulários utilizados nas doutrinas de SCO/SCI/SICOE, o que será mais utilizado pelas 
Equipes BREC Básico será o SCO 201, conforme Oliveira (2010). 
O SCI 202 é para o registro dos objetivos do próximo período operacional. O SCI 205 
determinará as comunicações internas do SCO, determinando faixas, redes, frequências e 
modulações. O SCI 211 e o SCI 219 registrarão informações sobre os recursos, sejam humanos 
e/ou logísticos, que se reportaram ao local da emergência. 
ORGANIZAÇÃO INICIAL DAS OPERAÇÕES BREC BÁSICO 
 
A Equipe BREC Básico será definida exatamente como a Equipe USAR Leve da doutrina da 
INSARAG: 
É um elemento ativo do sistema de resposta ante as emergências. Tem como propósito 
desenvolver atividades à busca convencional, estabilização e resgate de vítimas encontradas 
em superfícies, utilizando um sistema organizacional para desenvolver o trabalho. (INSARAG, 
2011). 
3.2Organização mínima de uma equipe BREC Nível Básico CBMMG 
3.2.1 Características da equipe 
A unidade operacional mínima que atua em uma operação BREC Básico é denominada Equipe, 
sendo composta de no mínimo 05 (cinco) e no máximo de 06 (seis) integrantes, devendo 
haver no mínimo 02 (duas) Equipes destas para trabalhar e descansar em sistema de rodízio 
em todas as etapas que formamuma operação de BREC Básico. 
As equipes de BREC Básico podem executar no cenário envolvendo estruturas colapsadas 
várias ações operacionais, como Atendimento Pré-Hospitalar (APH), busca e localização, 
trabalhos em altura, reconhecimentos de danos dentre outras. 
Composição da Equipe BREC Básico 
a) 01 líder, que também poderá acumular a função de encarregado de segurança, ou até 
mesmo designar um resgatista para exercer tal função, como é demonstrado no conteúdo do 
capítulo Segurança nas Operações; 
b) 01 encarregado da logística, que também exerce o papel de resgatista; 
c) 04 resgatistas. 
Em todas as operações BREC Básico, os trabalhos serão sempre realizados em dupla, com um 
resgatista sempre posicionado à retaguarda do que está operando a FEA, sendo seu 
segurança e observando todos os aspectos de segurança no local. Será também quem fará o 
revezamento com o operador para evitar extremo desgaste físico durante a operação. 
 
 
3.3Fases da administração de um desastre envolvendo estruturas colapsadas 
 
Para garantir a resposta adequada, coordenada e sistêmica em um desastre envolvendo 
estruturas colapsadas, devem-se observar cinco fases conforme o fluxograma a seguir: 
 
3.3.1 Fase de preparação 
 
Reúne um conjunto de ações que visam melhorar a estruturação e capacitação dos agentes 
envolvidos no atendimento a desastres. 
 
3.3.2 Fase de ativação e mobilização 
 
Desenvolver mecanismos de ativação e mobilização dos recursos humanos e logísticos 
necessários para o emprego em uma emergência envolvendo estruturas colapsadas. 
3.3.3 Fase da atuação operacional 
 
É composta por cinco etapas. Trata da atuação operacional direta das Equipes BREC no cenário 
envolvendo estruturas colapsadas. 
3.3.3.1 Etapas para a resposta de uma operação BREC Básico 
O atendimento a uma emergência envolvendo estruturas colapsadas deve-se pautar pela 
adoção de determinadas etapas sucessivas, descritas a seguir e resumidas pelo Fluxograma 2: 
 
4.1Principais ameaças presentes em uma ocorrência envolvendo estruturas colapsadas 
a) ar e águas contaminados: 
b) FEA’s mal conservadas: 
c) distúrbios civis: 
d) estafa física: as atividades BREC Básico exigirão dos resgatistas um esforço físico elevado, 
provocando grande estafa física, o que pode elevar a probabilidade de baixas durante a 
operação; 
e) desconhecimento sobre o local do desastre: 
f) espaços confinados: 
g) estruturas Instáveis: 
h) poluição sonora: dada a natureza destas operações, poderão estar presentes nos locais de 
desabamentos agentes que provoquem algum tipo de combustão na estrutura colapsada, 
exigindo um cuidado especial quanto às altas temperaturas e chamas; 
j) presença de agentes QBRNE: como são eventos passíveis de ocorrer em qualquer tipo de 
edificação, poderemos ter a presença de agentes Químicos, Biológicos, Radiológicos, Nucleares 
e Explosivos, o que necessitará de uma resposta especializada; 
k) descargas elétricas: 
l) roedores: 
m) acidentes por quedas de altura: 
n) materiais perfuro cortantes: 
4.2Condições e ações inseguras 
4.2.1 Condição Insegura 
 
Segundo a USAID; OFDA (2010), CONDIÇÃO INSEGURA é a “situação a qual se enfrenta um 
resgatista que implica uma ameaça para sua integridade física”. 
Está relacionada com as condições do local em que o resgatista está operando. 
Exemplos: 
a) uma parede inclinada ou grandes tricas em paredes; 
b) objetos ou estruturas da edificação que não estejam escorados (Figura 25); 
c) condições ambientais: ventos fortes, chuva, relâmpagos; 
d) presença de produtos perigosos: amônia, ácidos, dentre outros. 
4.2.2 Ação insegura: 
 
A USAID; OFDA (2011) classifica AÇÃO INSEGURA como sendo o “ato ou tarefa executada por 
um resgatista sem cumprir as normas estabelecidas para sua proteção, segurança”. 
A ação insegura está relacionada a uma atitude executada pelo resgatista que coloca em risco a 
sua segurança. Exemplos: 
 
a) entrar na área de trabalho sem seu EPI ou utilizá-lo da maneira incorreta 
b) ingressar na área de trabalho sem a autorização do Encarregado de Segurança; 
c) trabalhar sozinho durante a operação; 
d) retirar o apoio de uma estrutura sem observar a sua estabilidade (Figura 26 D); 
e) não respeitar as normas de segurança. 
4.3 Sinais sonoros em operações BREC Básico 
Esta metodologia se aplica a atividade BREC Básico e devem ser utilizados os sinais sonoros 
através do uso de apito (Figura 27), da seguinte forma: 
Cessar as Operações/Silêncio = 1 silvo longo (03 segundos de duração o sinal longo); 
Retomar as Operações = 1 sinal longo + 1 sinal curto (03 segundos de duração o sinal longo e 
01 segundo de duração sinal curto); 
Evacuar = 3 sinais curtos (01 segundo de duração cada sinal curto). 
4.4Encarregado de Segurança 
Conforme já descrito anteriormente, uma Equipe BREC Básico é composta por 05 (cinco) ou 06 
(seis) integrantes. 
Tendo em vista a necessidade de uma pessoa responsável pela segurança da equipe, um dos 
integrantes deverá assumir a função de Encarregado e Segurança, podendo o Líder da Equipe 
acumular esta função. 
 
Em toda a operação deve haver um Encarregado de Segurança devidamente identificado por 
colete reflexivo, sendo o responsável pela segurança no seu local de trabalho, e será a máxima 
autoridade no quesito segurança dentre os componentes da equipe. 
4.4.1 Atribuições do Encarregado de Segurança 
São atribuições do Encarregado de Segurança da equipe BREC Básico: 
a) definir uma rota de fuga para evacuação (sinalizando-a quando possível) e uma zona de 
segurança (também a sinalizando quando possível) para o encontro dos integrantes da equipe; 
b) estabelecer períodos de 15 minutos para condições normais de rodízio dos resgatistas; 
c) fará o monitoramento das condições meteorológicas para ajudar a definir sobre a 
continuidade da operação ou não; 
d) retirar da área de trabalho qualquer pessoa que provoque repetidas ações inseguras; 
e) conferir se todos os resgatistas que iniciarão a operação estão com todos os EPI 
estabelecidos como obrigatórios; 
f) fiscalizar para que os resgatistas não retirem parte ou totalmente o EPI durante o período 
que estiverem operando; 
g) manter observação constante do local onde sua equipe está operando, sinalizando 
quaisquer riscos que se apresentem e parando a operação caso necessário; 
h) comunicar-se constantemente com o Coordenador de Segurança do SCO da operação. 
4.5Segurança nas operações 
Por isso é importante que durante as operações, a segurança seja assegurada através da 
observação dos seguintes quesitos: 
a) identificação dos riscos no local de trabalho; 
b) reunião prévia da operação: 
- sinais de alarme; 
- indicação das rotas de fuga e zona de segurança; 
- designação do Encarregado de segurança; 
- uso de coletes reflexivos para identificação. 
4.6.1 Normas de segurança no local de trabalho 
 
Para o local de trabalho, deverão ser seguidas as seguintes normas de segurança: 
 
a) sempre trabalhar em dupla (Figura 30); 
b) ao fazer o rodízio de operador das FEA’s utilizadas, estas deverão ser deixadas no solo para 
que o outro resgatista a pegue para iniciar sua operação, nunca devendo ser passada em suas 
mãos (Figura 31); 
c) só é permitido entrar em áreas de trabalho com autorização do líder ou do Encarregado de 
Segurança; 
d) deverá haver uma Unidade de Resgate/Ambulância para o atendimento dos integrantes das 
equipes BREC Básico; 
e) manter no local de trabalho um extintor portátil com a capacidade extintora mínima de 
3A-20BC, para fazer frente a um princípio de incêndio; 
f) não fumar na área de trabalho; 
g) não comer na área de trabalho; 
h) estar atento à possível existência de agentes QBRNE no local; 
i) identificar os riscos presentes no local de trabalho e sinalizá-los com fita de isolamento ou 
outros meios que facilitem sua visualização; 
j) deverá existir ao menos uma equipe em condições de efetuar o rodízio com a equipeque 
está operando; 
k) não deixar resíduos de consumo no local de trabalho, tais como luvas descartáveis, 
embalagens diversas etc. 
4.6.2 Normas de segurança para a proteção pessoal dos integrantes da 
Equipe BREC Básico 
 
Para proteção pessoal, deverão ser seguidas as seguintes normas de segurança: 
a) somente entrar no local de trabalho devidamente equipado com o equipamento de 
proteção individual (EPI) completo estabelecido previamente pelo Encarregado de 
Segurança (Figura 32); 
b) lavar as mãos com água e sabão antes de entrar e depois de sair do local de trabalho, 
assim como antes e depois de ingerir alimentos e antes e depois de usar o sanitário; 
c) portar um cantil ou mochila de hidratação com água potável e utilizá-los sempre que 
necessário para evitar a desidratação; 
d) identificar e visualizar a rota de fuga definida pelo Encarregado de Segurança a partir do 
ponto onde se encontra, até a zona de segurança também estabelecida pelo Encarregado 
de segurança. 
4.7Avaliação das condições de acesso ao local de trabalho 
Dentre estes passos, os quatro definidos a seguir, facilitarão e imporão maior segurança a 
todos. São eles: 
a) perímetro de segurança: assegurar que os perímetros de segurança tenham sido 
delimitados pelo SCO, sinalizando as Zonas Quente, Morna e Fria e mantendo os 
acessos restritos de forma a não terem pessoas desautorizadas em cada uma das áreas 
restritas 
b) interrupção dos serviços: garantir que os terminais das redes de serviços como gás, 
água e eletricidade tenham sido cortados e descarregados; 
c) rotas de fuga e zona de segurança: fazer conhecer por todos os integrantes das 
equipes presentes a rota de fuga e a zona de segurança estabelecida pelo Encarregado 
de Segurança; 
d) desobstrução do acesso ao local de trabalho: garantir o acesso à área de trabalho 
removendo escombros que obstruem o caminho até as vítimas. 
4.8 Normas a seguir ante a presença de produtos químicos, biológicos, radiológicos, nucleares 
e explosivos (QBRNE) 
Identificando a possibilidade de agentes QBRNE no local de trabalho, devem-se adotar as 
seguintes providências: 
a) acionar equipes especializadas em agentes QBRNE; 
b) posicionar a Área de Espera com o vento a favor, em uma área mais elevada, a montante 
(águas acima) e no mínimo a 300 m de distância até que se identifique o agente QBRNE; 
c) isolar e evacuar imediatamente a área, não entrando na Zona Quente sem o EPI específico 
da atividade especializada QBRNE; 
d) reconhecer o produto pelo uso e ocupação da edificação, forma e características do 
invólucro, placas, rótulos, etiquetas, marcas corporativas e testemunhas; 
e) identificar: Número da ONU, nome da substância ou produto marcado no invólucro, 
documentos de transporte e ficha de emergência (em caso de veículos). No caso de observar 
um número de identificação, uma placa ou rótulo, notifique imediatamente o COBOM ou a Sala 
de Operações com o objetivo de determinar qual o tipo de produto e as ações que devem ser 
tomadas; 
f) observar a presença de fumaça, derramamento, vapores coloridos, silvos, sons ou qualquer 
manifestação que indique a presença de agente QBRNE e informar imediatamente ao Posto de 
Comando. 
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI 
 
 
Para os resgatistas poderem trabalhar em operações BREC Básico em quaisquer condições de 
horário, é extremamente importante que cada resgatista também possua em seu conjunto de 
EPI’s uma lanterna em seu capacete, além de uma lanterna de mão reserva. 
Cada resgatista deve possuir em seu conjunto mínimo de EPI’s um apito com emissão mínima 
de 90 decibéis. 
 
 
Componentes da edificação 
Uma edificação é dividida em 06 (seis) componentes. 
a) infraestrutura: compreende as estruturas responsáveis por transferir as cargas da 
edificação e apoiá-las no solo. É composta pelas fundações (tubulão, estaca, sapata 
etc.), blocos e vigas baldrames (fundação rasa). 
b) superestrutura: confere estabilidade estrutural para a edificação. É o “suporte” da 
edificação, sendo composta pelas lajes, vigas e pilares 
c) fechamentos: são as estruturas responsáveis pelo encapsulamento da edificação. Faz o 
isolamento com o meio externo e promove a divisão interna. Podem ser de alvenaria, 
divisórias de madeira ou divisórias de dry wall etc. 
d) esquadrias: estrutura instalada nos fechamentos/superestruturas que permite a 
comunicação entre os meios internos ou com o meio externo da edificação, tais como 
portas, janelas, claraboias etc. 
e) e) revestimentos: são materiais utilizados para proteção e acabamento da edificação. 
Exemplos: cerâmicas, pisos, reboco, granitos, mármores e outros. 
f) instalações: conferem funcionalidade aos ocupantes da edificação. 
 
6.2Espaço Vital Isolado – EVI 
 
De acordo com a USAID; OFDA (2011, p. 3), espaço vital isolado (EVI) é o “lugar dentro de 
uma estrutura colapsada em que existem condições de sobrevivência para as pessoas”. 
6.3Classificação dos danos em edificações 
Os danos em edificações são classificados quanto ao seu tipo e ao seu nível. 
6.3.1 Classificação de dano por tipo 
Com relação aos tipos, os danos em edificações podem ser classificados como: estruturais 
e não estruturais. 
Danos estruturais 
São aqueles que afetam diretamente elementos destinados à sustentação da edificação 
(superestrutura e a infraestrutura): 
a) colunas: fendas e exposição de ferragens, explosão de juntas 
b) vigas: exposição de reforço ou ferragens (por aparecimento de fendas); 
c) amarração (vigas-colunas): separação de juntas (de coluna ou viga); 
d) placas ou lajes: fendas. 
 
Danos não estruturais 
 
Afetam os demais elementos que compõem a edificação, que não os estruturais. Os danos não 
estruturais geralmente se apresentam na forma de rachaduras, trincas e falhas estruturais 
como curto circuito e exposição de esgoto (Figura 45). 
Podem ocorrer em: 
 
a) alvenaria divisória; 
b) escadas; 
c) sistemas vitais (redes sanitárias, hidráulicas, elétricas). 
6.3.2 Classificação de dano por nível 
6.3.2.1 Leve 
Vai se apresentar em elementos da edificação que não interferirão na capacidade de 
ocupação do local. Atingirá elementos não estruturais como revestimento e instalações, por 
exemplo, não tendo importância significativa que prejudique a segurança dos ocupantes 
6.3.2.2 Moderado 
 
Vai comprometer elementos da edificação que poderão afetar partes estruturais da 
edificação. Comprometerá elementos tanto arquitetônicos quanto estruturais e incidirão em 
risco para seus ocupantes. Necessita de desocupação até que sejam realizadas as correções 
necessárias 
6.3.2.3 Severo 
É o comprometimento total da capacidade de sustentação de uma edificação. Existe uma 
degradação generalizada na edificação, com comprometimento de toda sua estrutura e forma 
a não se poder habitar nem fazer correções imediatas para garantir seu uso. É uma destruição 
total do local 
6.4.1 Classificação de colapso pela forma 
6.4.1.1 Forma de colapso em V 
 
Colapso do teto de um pavimento da edificação, onde o teto apoia-se no piso do pavimento 
inferior, provocando uma deformidade da laje em V (Figuras 49 e 50). Nestes casos, observa-se 
a possível formação de dois espaços vitais isolados em forma de triângulos. 
Forma de colapso por empilhamento 
Uma ou mais placas/lajes se empilham (Figuras 51 e 52). Espaços vitais muito limitados e de 
difícil acesso. Este tipo de colapso tende a provocar maior número de mortos. 
Forma de colapso apoiado ao piso 
Colapso do teto de uma edificação onde apenas um dos lados cede, apoiando-se no piso do 
andar inferior (Figuras 53 e 54). São grandes as probabilidades de sobrevivência devido à 
formação de um espaço vital isolado em forma de triângulo. 
 Forma de colapso suspenso 
Colapso de parte da infraestrutura e fechamentos, permanecendo apenas partes de pisos e/ou 
tetos intactos (Figuras 55 e 56). Este tipo de colapso é extremamente perigoso porsua 
instabilidade, requer escoramento e extremo cuidado. 
6.5Procedimentos para reconhecimento de danos em edificações 
a) examinar o exterior da edificação: 
b) observar o solo ao redor da edificação: 
c) examinar a segurança de elementos não estruturais: 
d) avaliar o sistema estrutural do exterior para o interior: 
e) observar a presença de perigos: 
f) explicar aos ocupantes se podem permanecer na edificação ou se devem evacuá-la: 
g) notificar o resultado da avaliação: 
 
6.6Descrição do formulário de avaliação 
Para proceder a avaliação citada anteriormente e formalizar os dados colhidos, deverá ser 
providenciado um formulário que deverá conter as seguintes informações: 
a) identificação da edificação; 
b) descrição da estrutura; 
c) avaliação do estado da edificação dividida em: tipo de colapso por extensão, danos em 
elementos estruturais, danos em elementos arquitetônicos e porcentagem de dano da 
edificação; 
d) recomendações e medidas de segurança; 
e) esquema; 
f) observações; 
g) data de inspeção. 
 
 
7.4Principais Naturezas Da Doença (NDD) ou Mecanismos De Lesão (MDL) causadas pelo 
colapso de uma estrutura 
 
7.5.1.1 Síndrome do Esmagamento Prolongado: 
 
É uma complicação clínica causada pelo trauma vascular do esmagamento de algum membro 
do corpo humano. O conteúdo das células rompidas (rabdomiólise) cai na corrente sanguínea, 
ocasionando uma série de complicações por toxicidade, causado pela substância conhecida por 
mioglobina, que levam à insuficiência renal e até mesmo à morte. 
Para que a síndrome ocorra, é necessário um quadro de esmagamento de uma ou mais 
extremidades por um período superior a 4 horas com circulação sanguínea reduzida ou 
cessada para que a síndrome ocorra. 
7.5.1.2 Síndrome de Compartimentação ou Compartimental Aguda 
A síndrome foi descoberta por Richard Von Volkmann em 1872 e pode ser definida como o 
aumento de pressão interna de um compartimento confinado e pouco expansivo, 
diminuindo o fluxo sanguíneo para seu interior e de suas estruturas. 
O compartimento é: 
Um agrupamento de músculos, nervos e vasos sanguíneos em seus braços, pernas, mãos, pés e 
nádegas. A fáscia, membrana que envolve os músculos, não expande com facilidade. Quando 
há um inchaço ou sangramento dentro de um compartimento, a fáscia não consegue se 
expandir, resultando em um aumento de pressão sobre os vasos capilares, nervos e músculos 
do compartimento. Desta forma, o fluxo sanguíneo para as células musculares e nervosas é 
interrompido, ocasionando consequente dano às mesmas, podendo resultar em invalidez 
permanente do local afetado e necrose tecidual. 
Os sinais e sintomas iniciais são de fortes dores e aparecimento de edemas. Com o passar do 
tempo há a ausência dos pulsos distais, parestesias (queimação ou dormência) de 
extremidade e hipoestesia (perda ou diminuição da sensibilidade de um membro ou parte do 
corpo). 
As partes do corpo mais afetadas são as que possuem menor capacidade elástica dos ossos e 
da fáscia (tecido conjuntivo que envolve músculos, grupos musculares, vasos sanguíneos e 
nervos, constituída por fibras de colágeno). Principais sintomas: 
a) aumento de pressão intracompartimental; 
b) dor intensa no local comprimido; 
c) câimbras; 
d) parestesia; 
e) palidez; 
f) paralisia; 
g) inchaço localizado. 
Segundo CBMMG (2017), antes de iniciar a triagem individualizada de cada vítimas tome os 
seguintes procedimentos: 
a) providencie o Isolamento de Fluidos corporais (IFC); 
b) mantenha a cena segura; 
c) descubra a NDD (Clínico) ou o MDL (Trauma); 
d) determine o número total de vítimas; 
e) solicite recursos adicionais; 
f) acione o plano de catástrofe, se houver necessidade; 
g) inicie a triagem. 
7.6.1 Passo a passo da triagem 
Avalie individualmente cada vítima que permanecer no local, da seguinte forma: 
a) se a vítima NÃO respira: 
- para adultos ou criança, reposicione vias aéreas; 
- se o adulto retornar a respirar, classifique-o com vermelha. Se não retomou, 
classifique-o como preta; 
- se o paciente é pediátrico, antes de atribuir a classificação, verifique o pulso 
carotídeo; 
- se não tiver pulso, classifique-a como preta; 
- se tiver pulso, execute cinco respirações de resgate, conforme método 
JumpStart; 
- se não respirou, classifique-a como preta; se respirou, como vermelha. 
b) se a vítima respira: 
- se tiver movimentos respiratórios maiores que 30 IRPM14 (adulto) ou menor 
que 15 e maior 45 IRPM (criança), classifique-a como VERMELHA; 
- se tiver movimentos respiratórios menores ou iguais a 30 IRPM (Adulto) e 
entre 15-45 IRPM (Criança), verifique: 
i. a perfusão capilar em adultos e pulso radial em pacientes pediátricos: 
 se a perfusão capilar é maior que dois segundos ou pulso radial ausente, classifique-a 
como vermelha; 
 se a perfusão capilar é menor ou igual a dois segundos ou pulso radial presente, verifique se 
cumpre ordem simples em adultos e AVDN15 em pacientes pediátricos. 
- se cumpre ordens simples, classifique-a como amarela. 
- se não cumpre (confusa), classifique-a como vermelha. 
 
 
 
 
BUSCA E LOCALIZAÇÃO 
Líder de Equipe 
Ele deverá confeccionar os croquis e diagramas da área de busca, determinar as missões que 
serão desempenhadas pelos resgatistas, comunicar constantemente com o Posto de Comando 
para informar sobre os progressos da operação e SERÁ O ENCARREGADO DE SEGURANÇA. 
Deverá ainda estabelecer uma rota de fuga e uma zona segura para a sua equipe, caso haja 
alguma emergência e seja necessário o abandono do local 
Resgatistas 
 
Os resgatistas são os que executarão as missões emanadas pelo Líder da Equipe. Realizarão os 
rompimentos de estruturas necessárias, farão os escoramentos necessários, moverão as cargas 
para criar acessos mais fáceis para as equipes e vítimas e realizarão a identificação de todas as 
possíveis vítimas na estrutura colapsada. 
Um dos resgatistas será o responsável pela logística de sua equipe, devendo ser o elo da 
equipe com a Seção de Logística da operação (SCO). 
8.5.1 Padrões de busca 
Busca em paralelo 
Caso os escombros estejam dispostos linearmente (com poucas oscilações e variações de 
altura), possibilitando o deslocamento sobre a estrutura, os resgatistas serão dispostos 
(sempre em três apoios) um ao lado do outro com distância aproximada de 1,5 metros entre 
cada um, procurando abranger a maior área lateral dos escombros com o líder posicionado 
logo atrás da equipe. Sempre que não houver resposta e houver necessidade de deslocamento 
para frente, este não deverá ultrapassar 03 metros e que se repita até terminar a área buscada 
paralelo. 
 
 
Busca em circular externo 
 
Caso os escombros não permitam a locomoção por sobre eles, os resgatistas deverão se 
colocar ao redor dos escombros, como se fossem as marcações no relógio de 12, 3, 6 e 9 horas 
com o líder posicionado logo atrás do resgatista que ocupar a hora 6. Sempre que não houver 
resposta e houver necessidade de deslocamento da equipe para aumentar a área de busca, a 
equipe deverá realizar um “giro no relógio” de aproximadamente 01 hora até que se complete 
todo o círculo 
(Figuras 74 e 75). 
 
Técnicas de busca 
Na técnica de chamado e escuta, após definido o padrão de busca, os resgatistas iniciarão os 
trabalhos seguindo os seguintes passos: 
 
a) o Líder da equipe BREC, após dispor seus resgatistas no terreno e utilizando-se de seu apito, 
emite um silvo longo; 
b) após isto, o resgatista pronuncia, em alto e bom tom, direcionado para todas as pessoas que 
estão próximas, as seguintes palavras: “atenção, silêncio total! Resgatista um, executar 
chamado e escuta!”; 
c) neste momento, o resgatista 01 tira a máscara de proteção da boca e, em alto e bom tom, 
virado para os escombros, pronuncia as seguintes palavras: “somos da equipe de busca e 
resgate do corpo de bombeiros, se alguém me escuta, grite ou bata três vezes!”; 
d) neste momento,os resgatistas, durante a realização do padrão de busca em paralelo, 
abaixarão suas cabeças até que seus ouvidos, já sem os protetores, fiquem próximos dos 
escombros, a fim de ouvir alguma resposta; 
e) caso haja alguma reposta e o resgatista ouvi-la, deverá permanecer em três apoios e, com a 
mão esquerda espalmada, apontar para o local onde ouviu a resposta, mantendo a mão direita 
levantada com o punho cerrado; 
f) durante a realização do padrão de busca circular externo, ao ouvirem o comando do 
resgatista, aproximar-se-ão dos escombros, permanecendo em pé (devido ao fato de estarem 
fora dos escombros), novamente mantendo os ouvidos, sem os protetores, próximos aos 
escombros, a fim de ouvir alguma resposta; 
g) caso haja resposta, o resgatista que ouvi-la deverá retornar à sua posição inicial e executar a 
sinalização apontando a mão esquerda espalmada na direção da resposta e a mão direita 
levantada com o punho cerrado; 
h) caso, em ambos os padrões, não se tenha resposta, o Líder da equipe BREC ordenará que o 
próximo resgatista realize novamente a técnica de “CHAMADO E ESCUTA”, até que os quatro 
resgatistas o façam. 
8.6.2 Marcação estrutural BREC Básico CBMMG 
 
a) parte interna da marcação: a parte interna do quadrado conterá quatro informações, 
conforme Figura 80, que serão dispostas na parte superior, central e inferior do quadrado, na 
seguinte ordem: 
- na parte superior deverá conter a inscrição G ou N, que representam respectivamente GO (IR) 
ou NO GO (NÃO IR) que mostrarão para todos se é seguro acessar aquele espaço ou não; 
- na parte central deverá conter o nome da equipe que está trabalhando no local; 
- na parte inferior as datas e horários de início e término na operação naquele local. 
 
 
a) parte externa da marcação: a parte externa, assim como a interna, também conterá quatro 
informações (Figura 81) que serão dispostas uma de cada lado do quadrado devendo informar: 
- na parte superior, os riscos que foram identificados na estrutura colapsada; 
- na lateral direita, o número de vítimas já recuperadas; 
- na parte inferior a possível quantidade e localização de vítimas; 
- na lateral esquerda, o número de vítimas já resgatadas. 
 
 
marcação estrutural completa 
 
 
Após a finalização dos trabalhos, a parte externa ainda poderá receber duas marcações. 
A primeira delas, quando a capacidade operacional daquela equipe que trabalha no local 
terminar e ainda houver trabalhos por fazer. Neste momento, toda a marcação receberá um 
círculo ao seu redor. 
A segunda indicará quando todo o trabalho for finalizado no local e nada mais restar a fazer. 
Neste momento será colocada além do círculo descrito acima, uma linha que cortará toda a 
figura ao meio no sentido horizontal (Figura 83). 
 
 
9 FERRAMENTAS, EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS – FEA 
9.1Ferramenta 
 
É um objeto que tem como finalidade facilitar ou realizar uma ou mais funções cuja energia 
para seu funcionamento vem diretamente do operador, Ex: pé de cabra 
9.2Equipamento 
 
Assim como mostrado por USAID; OFDA (2011), equipamento é uma máquina ou um aparelho 
que vai exigir do operador um maior conhecimento do seu funcionamento. Ex: Gerador de 
energia 
 
9.3Acessório 
 
Da mesma maneira, USAID; OFDA (2011) aponta o acessório como sendo um objeto que, 
sozinho ou combinado, pode formar ou complementar uma ferramenta ou equipamento, 
aumentando ou possibilitando melhorias na execução da tarefa. Seguetas de arco de serra (E) e 
trena (D) 
9.4.1 FEA’s para resgate 
- Exemplos de FEA's para resgate - marreta (1), talhadeira (2), alavanca (3) e talha tifor (4) 
FEA’s para atividade em altura 
Exemplos de FEA's para atividade de altura – cordeletes e fitas tubulares (1), polias (2), 
mosquetões (3), freios tipo 8 (4) e corda (5) 
FEA’s para suporte operacional 
Exemplo de FEA's para suporte operacional - gerador elétrico (1), luz tipo pendente (2), 
lanterna de cabeça (3) e lanterna de mão (4) 
FEA’s para atuação com agentes QBRNE 
- Exemplos de FEA's para agentes QBRNE – explosímetro detector de gases combustíveis CH4 
NEXT (1) e barreira de contenção (2) 
9.6.1 Caixa BREC 
A Caixa BREC deve ter o tamanho e peso que no máximo dois homens possam carregá-la, ser 
preferencialmente compartimentada para facilitar a organização das FEA’s que serão colocadas 
em seu interior, devendo conter as FEA’s de maior probabilidade utilização em um cenário 
BREC Básico.cada local onde exista, deverá haver ao menos 02 (duas). 
Padronização da Caixa BREC Básico 
 
Será uma caixa, preferencialmente de madeira com dimensões de 1 m X 0,40 m X 0,30 m e com 
duas alças em cada lateral e uma em cada extremidade para transporte, devendo conter 
(Figura 94): 
 
a) 02 (duas) talhadeiras; 
b) 02 (duas) ponteiras; 
c) 02 (duas) marretas de 02 kg; 
d) 01 (um) malho de 08 ou 10 kg; 
e) 02 (duas) serrotes de carpintaria; 
f) 02 (dois) arcos de serra com seguetas; 
g) 01 (um) conjunto de 10 (dez) lâminas para os arcos de serra; 
h) 02 (duas) latas de spray laranja ou preto; 
i) 02 (duas) trenas; 
j) 02 (duas) pés de cabra. 
10RESGATE EM SUPERFÍCIE 
Técnicas para resgate 
Para executar o resgate de vítimas superficiais, os resgatistas precisam dominar as seguintes 
técnicas: 
a) remoção e transporte de escombros; 
b) elevação e estabilização de cargas; 
c) técnicas de resgate vertical. 
10.1.2.1 Técnica de alavanca para elevação de cargas 
As alavancas são divididas em três classes e estão relacionadas com as classes de alavancas 
apresentadas em USAID; OFDA (2011). São elas: 
 
a) classe A: nesta classe o ponto de apoio está localizado entre a força e a carga. Temos como 
exemplo desta classe a retirada de um prego cravado em uma madeira com a utilização um 
martelo (Figura 110). 
 
b) classe B: nesta classe a carga está localizada entre a força e o apoio. Podemos utilizar como 
exemplo o transporte de uma carga utilizando um “carrinho de mão” 
 
 
classe C: nesta classe a força está localizada entre o apoio e a carga. A utilização de uma pá 
exemplifica esta classe. 
 
 
 
Estabilização de cargas elevadas. 
Esta estabilização (Figura 112) é feita com pedaços de madeira, que devem cumprir 
os seguintes padrões: 
 
a) cortados em forma de blocos retangulares, medindo 4”x4” (10 cm x 10 cm) e 20” (50 cm) de 
comprimento; 
b) a madeira deve ser sólida e saudável, plana, sem rachaduras e livre de nós; 
c) os blocos não devem ser pintados ou envernizados, para que não fiquem escorregadios 
principalmente quando molhados; 
d) os blocos de madeira devem suportar no mínimo 500 PSI (libras por polegada quadrada), ou 
35,15 Kg/cm2. 
 
Os blocos de madeira são empilhados de forma específica, formando assoalhos. 
Para garantir maior estabilidade do conjunto de estabilização, iniciamos o assoalho com uma 
base sólida, composta por 04 (quatro) blocos de madeira posicionados de forma paralela e 
unidos (Figura 113). 
Os assoalhos podem ser montados em dois formatos, sendo: 
a) plataforma (3x3): Assoalho formado por camadas perpendiculares compostas por 3 blocos 
cada. Neste formato o assoalho cria 9 pontos de apoio (Figura114). 
 
a) caixa (2x2): Assoalho formado por camadas perpendiculares compostas por 2 blocos cada. 
Neste formato o assoalho cria 4 pontos de apoio (Figura 115). 
 
10.1.2.4 Normas gerais para montagem de assoalhos: 
 
Deverão observadas as seguintes normas gerais (Figura 117): 
 
a) o limite de altura do assoalho e de 3 vezes o tamanho da base (largura); 
b) devem sobrar 10 cm da base sólida a partir das bordas da carga, a fim de conferir maior 
estabilidade ao conjunto; 
c) nos casos em que for impossível montar a base sólida quadrada, o que diminui sua 
estabilidade, a altura máxima do assoalho deve ser igual e largura 
mínima da base sólida; 
d) nos casos em que for impossível montar uma base sólida com no mínimo 4 pontos de 
contato com a carga, a altura do assoalho deve serdiminuída, não ultrapassando a largura 
mínima da base sólida. 
10.1.3 Técnica de resgate vertical 
Para execução desta técnica será utilizada uma escada, prancha longa ou maca, cordas e cabos 
(Figura 118). O líder deve dividir a equipe em duas duplas, sendo resgatistas 01 e 02 e 
resgatistas 03 e 04.

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