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O profissional aprovado no Curso BREC Nível Leve da INSARAG está capacitado a realizar o resgate de vítimas superficiais, ou seja, aquelas que se tem acesso sem a necessidade de penetração nos escombros e técnicas complexas de escoramento. O profissional aprovado no Curso BREC Nível Intermediário da INSARAG está capacitado a realizar o resgate de vítimas presas aos escombros, uma vez que neste curso o aluno aprende técnicas avançadas de rompimento e escoramento de estruturas. O profissional aprovado no Curso BREC Nível Pesado da INSARAG está capacitado a realizar o resgate de vítimas presas aos escombros de maneira extremamente complexa, uma vez que neste curso o aluno trabalha com recursos tecnológicos avançados e o apoio de equipes de cães de busca e resgate, além do enfoque na gestão do desastre. 2.2As equipes BREC Básico no SCO O Staff de Comando é aquele responsável pelas funções de Ligações, Informações ao Público, Secretaria e Segurança Staff Geral é aquele responsável pelas seções de Planejamento, Operações, Logística e Administração e Finanças. As seções operacionais agrupam seus recursos usando como critério a afinidade das atividades operacionais ou os objetivos, tendo seus acionamentos sempre solicitados pelo Coordenador de Operações do SCO, baseado no Plano de Ação pré-estabelecido. Os setores operacionais, diferentemente das seções, agrupam seus recursos com base na divisão geográfica em que os recursos serão empenhados. Da mesma forma, apenas serão solicitados pelo Coordenador de Operações do SCO, também baseado no Plano de Ação pré-estabelecido. Caso uma Equipe BREC Básico seja a primeira a chegar ao local, ela será responsável pela montagem inicial do SCO e posteriormente será designada como um tipo de recurso em uma destas divisões. 2.3.1 Sete passos para instalação do SCO em uma operação BREC Básico passo 1 - informar ao Centro de Operações de Bombeiros (COBOM) ou Sala de Operações da Unidade (SOU) da sua chegada ao local: - quem? Chefe da equipe ou quem ele determinar; - avisar ao COBOM: imediatamente na chegada à cena via rádio, celular ou outro meio de comunicação disponível. passo 2 - assumir o comando da operação e estabelecer o Posto de Comando (PC) e a Área de Espera/Estacionamento (E): - o chefe da equipe presta o anúncio à central e instala o PC. Esse anúncio deverá conter o nome do comandante das operações e a localização da área de espera, onde as demais viaturas deverão se apresentar. passo 3 - realizar a avaliação da situação: - verificar a existência de vítimas; - avaliar os riscos existentes; - levantar o histórico dos fatos. passo 4 - Estabelecer o perímetro de segurança: - nomear um encarregado de segurança; - providenciar isolamento físico da área; - delimitar as zonas de trabalho; - realizar a checagem dos EPI’s adequados. passo 5 - Estabelecer os objetivos/estratégias/atribuições táticas: - identificar os objetivos mensuráveis (o que fazer); - elaborar um plano de ação inicial com base nos objetivos e estratégias (o que, quem, quando, como e onde); - distribuir as funções do organograma inicial de acordo com a demanda apresentada e os recursos disponíveis. passo 6 - Estabelecer as necessidades de recursos adicionais e possíveis instalações pré-definidas do SCO: - avaliar a capacidade de resposta existente no momento; - verificar a necessidade de apoio especializado; - implementar as instalações padronizadas de ACV, Base, Centro de Informações ao Público, e demais de acordo com a necessidade. passo 7 - Preparar as informações para transferir o comando: - o chefe da equipe BREC Básico deve preparar informações necessárias, tais como: i. organograma do SCO atualizado; ii. croqui, mapas da área, ou plantas da edificação; iii. controle de recursos humanos empregados e à disposição; iv. controle de recursos logísticos empregados e à disposição; v. controle dos contatos importantes tanto internos quanto externos; vi. plano de ação atualizado. 2.4Zonas e perímetros de segurança A Zona Quente é a mais interna, de maior risco, onde serão executados os trabalhos de busca e resgate propriamente ditos. A Zona Morna é a área de transição entre a Zona Quente e a Zona Fria, com um risco mais controlado e onde estará o Corredor de Acesso à Zona Quente, local onde serão verificados principalmente os recursos que entram e saem da Zona Quente e se todos estão utilizando os EPI’s corretos. A Zona Fria é a área mais externa, de menor risco, onde preferencialmente deverão ficar as instalações pré-definidas do SCO. 2.5Instalações padronizadas do SCO 2.5.1 Posto de Comando (PC) e Área de Espera/Estacionamento (E) 2.5.2 Área de Informações ao Público (I) Esta área será ativada quando a demanda dos órgãos de imprensa for demasiadamente elevada, de forma a organizar as coletivas de imprensa e a divulgação de boletins informativos sobre os progressos da operação. É representada por um triângulo amarelo com a letra I (em preto) no centro. 2.5.3 Base (B) Esta é a instalação onde serão desenvolvidas as atividades logísticas da operação. Todo o suporte logístico será conduzido a esta instalação e lá ficarão até serem utilizados ou retornados às suas agências de origem. É representada por um círculo amarelo com a inscrição B (em preto) no centro. 2.5.4 Área de Concentração de Vítimas (ACV) Nesta instalação as vítimas que são retiradas da Zona Quente serão triadas conforme suas condições clínicas, através do método START, e aguardarão deslocamento até o estabelecimento hospitalar. É representada por um círculo amarelo com a inscrição ACV (em preto) no centro. 2.5.5 Acampamento (A) Estrutura ativada principalmente em operações de longa duração, onde todos os resgatistas envolvidos serão recolhidos, contendo estruturas para dormitório, alimentação e posto de atendimento médico para os resgatistas. É representada por um círculo amarelo com a inscrição A (em preto) no centro. 2.5.6 Heliponto e Helibase (H1 e H) O heliponto será a zona de pouso de helicópteros da operação, onde ocorrerão as operações de embarque e desembarque. A helibase é onde os recursos logísticos das operações aeronáuticas ficarão guardados, prontos para utilização assim que necessários. São representadas respectivamente por dois círculos amarelos com as inscrições H1 e H (em preto) no centro. O numeral presente na marcação de heliponto define a identificação daquele heliponto, visando identificar mais facilmente em qual área cada aeronave pousará. (Figura 21). 2.6Formulários do SCO Dos formulários utilizados nas doutrinas de SCO/SCI/SICOE, o que será mais utilizado pelas Equipes BREC Básico será o SCO 201, conforme Oliveira (2010). O SCI 202 é para o registro dos objetivos do próximo período operacional. O SCI 205 determinará as comunicações internas do SCO, determinando faixas, redes, frequências e modulações. O SCI 211 e o SCI 219 registrarão informações sobre os recursos, sejam humanos e/ou logísticos, que se reportaram ao local da emergência. ORGANIZAÇÃO INICIAL DAS OPERAÇÕES BREC BÁSICO A Equipe BREC Básico será definida exatamente como a Equipe USAR Leve da doutrina da INSARAG: É um elemento ativo do sistema de resposta ante as emergências. Tem como propósito desenvolver atividades à busca convencional, estabilização e resgate de vítimas encontradas em superfícies, utilizando um sistema organizacional para desenvolver o trabalho. (INSARAG, 2011). 3.2Organização mínima de uma equipe BREC Nível Básico CBMMG 3.2.1 Características da equipe A unidade operacional mínima que atua em uma operação BREC Básico é denominada Equipe, sendo composta de no mínimo 05 (cinco) e no máximo de 06 (seis) integrantes, devendo haver no mínimo 02 (duas) Equipes destas para trabalhar e descansar em sistema de rodízio em todas as etapas que formamuma operação de BREC Básico. As equipes de BREC Básico podem executar no cenário envolvendo estruturas colapsadas várias ações operacionais, como Atendimento Pré-Hospitalar (APH), busca e localização, trabalhos em altura, reconhecimentos de danos dentre outras. Composição da Equipe BREC Básico a) 01 líder, que também poderá acumular a função de encarregado de segurança, ou até mesmo designar um resgatista para exercer tal função, como é demonstrado no conteúdo do capítulo Segurança nas Operações; b) 01 encarregado da logística, que também exerce o papel de resgatista; c) 04 resgatistas. Em todas as operações BREC Básico, os trabalhos serão sempre realizados em dupla, com um resgatista sempre posicionado à retaguarda do que está operando a FEA, sendo seu segurança e observando todos os aspectos de segurança no local. Será também quem fará o revezamento com o operador para evitar extremo desgaste físico durante a operação. 3.3Fases da administração de um desastre envolvendo estruturas colapsadas Para garantir a resposta adequada, coordenada e sistêmica em um desastre envolvendo estruturas colapsadas, devem-se observar cinco fases conforme o fluxograma a seguir: 3.3.1 Fase de preparação Reúne um conjunto de ações que visam melhorar a estruturação e capacitação dos agentes envolvidos no atendimento a desastres. 3.3.2 Fase de ativação e mobilização Desenvolver mecanismos de ativação e mobilização dos recursos humanos e logísticos necessários para o emprego em uma emergência envolvendo estruturas colapsadas. 3.3.3 Fase da atuação operacional É composta por cinco etapas. Trata da atuação operacional direta das Equipes BREC no cenário envolvendo estruturas colapsadas. 3.3.3.1 Etapas para a resposta de uma operação BREC Básico O atendimento a uma emergência envolvendo estruturas colapsadas deve-se pautar pela adoção de determinadas etapas sucessivas, descritas a seguir e resumidas pelo Fluxograma 2: 4.1Principais ameaças presentes em uma ocorrência envolvendo estruturas colapsadas a) ar e águas contaminados: b) FEA’s mal conservadas: c) distúrbios civis: d) estafa física: as atividades BREC Básico exigirão dos resgatistas um esforço físico elevado, provocando grande estafa física, o que pode elevar a probabilidade de baixas durante a operação; e) desconhecimento sobre o local do desastre: f) espaços confinados: g) estruturas Instáveis: h) poluição sonora: dada a natureza destas operações, poderão estar presentes nos locais de desabamentos agentes que provoquem algum tipo de combustão na estrutura colapsada, exigindo um cuidado especial quanto às altas temperaturas e chamas; j) presença de agentes QBRNE: como são eventos passíveis de ocorrer em qualquer tipo de edificação, poderemos ter a presença de agentes Químicos, Biológicos, Radiológicos, Nucleares e Explosivos, o que necessitará de uma resposta especializada; k) descargas elétricas: l) roedores: m) acidentes por quedas de altura: n) materiais perfuro cortantes: 4.2Condições e ações inseguras 4.2.1 Condição Insegura Segundo a USAID; OFDA (2010), CONDIÇÃO INSEGURA é a “situação a qual se enfrenta um resgatista que implica uma ameaça para sua integridade física”. Está relacionada com as condições do local em que o resgatista está operando. Exemplos: a) uma parede inclinada ou grandes tricas em paredes; b) objetos ou estruturas da edificação que não estejam escorados (Figura 25); c) condições ambientais: ventos fortes, chuva, relâmpagos; d) presença de produtos perigosos: amônia, ácidos, dentre outros. 4.2.2 Ação insegura: A USAID; OFDA (2011) classifica AÇÃO INSEGURA como sendo o “ato ou tarefa executada por um resgatista sem cumprir as normas estabelecidas para sua proteção, segurança”. A ação insegura está relacionada a uma atitude executada pelo resgatista que coloca em risco a sua segurança. Exemplos: a) entrar na área de trabalho sem seu EPI ou utilizá-lo da maneira incorreta b) ingressar na área de trabalho sem a autorização do Encarregado de Segurança; c) trabalhar sozinho durante a operação; d) retirar o apoio de uma estrutura sem observar a sua estabilidade (Figura 26 D); e) não respeitar as normas de segurança. 4.3 Sinais sonoros em operações BREC Básico Esta metodologia se aplica a atividade BREC Básico e devem ser utilizados os sinais sonoros através do uso de apito (Figura 27), da seguinte forma: Cessar as Operações/Silêncio = 1 silvo longo (03 segundos de duração o sinal longo); Retomar as Operações = 1 sinal longo + 1 sinal curto (03 segundos de duração o sinal longo e 01 segundo de duração sinal curto); Evacuar = 3 sinais curtos (01 segundo de duração cada sinal curto). 4.4Encarregado de Segurança Conforme já descrito anteriormente, uma Equipe BREC Básico é composta por 05 (cinco) ou 06 (seis) integrantes. Tendo em vista a necessidade de uma pessoa responsável pela segurança da equipe, um dos integrantes deverá assumir a função de Encarregado e Segurança, podendo o Líder da Equipe acumular esta função. Em toda a operação deve haver um Encarregado de Segurança devidamente identificado por colete reflexivo, sendo o responsável pela segurança no seu local de trabalho, e será a máxima autoridade no quesito segurança dentre os componentes da equipe. 4.4.1 Atribuições do Encarregado de Segurança São atribuições do Encarregado de Segurança da equipe BREC Básico: a) definir uma rota de fuga para evacuação (sinalizando-a quando possível) e uma zona de segurança (também a sinalizando quando possível) para o encontro dos integrantes da equipe; b) estabelecer períodos de 15 minutos para condições normais de rodízio dos resgatistas; c) fará o monitoramento das condições meteorológicas para ajudar a definir sobre a continuidade da operação ou não; d) retirar da área de trabalho qualquer pessoa que provoque repetidas ações inseguras; e) conferir se todos os resgatistas que iniciarão a operação estão com todos os EPI estabelecidos como obrigatórios; f) fiscalizar para que os resgatistas não retirem parte ou totalmente o EPI durante o período que estiverem operando; g) manter observação constante do local onde sua equipe está operando, sinalizando quaisquer riscos que se apresentem e parando a operação caso necessário; h) comunicar-se constantemente com o Coordenador de Segurança do SCO da operação. 4.5Segurança nas operações Por isso é importante que durante as operações, a segurança seja assegurada através da observação dos seguintes quesitos: a) identificação dos riscos no local de trabalho; b) reunião prévia da operação: - sinais de alarme; - indicação das rotas de fuga e zona de segurança; - designação do Encarregado de segurança; - uso de coletes reflexivos para identificação. 4.6.1 Normas de segurança no local de trabalho Para o local de trabalho, deverão ser seguidas as seguintes normas de segurança: a) sempre trabalhar em dupla (Figura 30); b) ao fazer o rodízio de operador das FEA’s utilizadas, estas deverão ser deixadas no solo para que o outro resgatista a pegue para iniciar sua operação, nunca devendo ser passada em suas mãos (Figura 31); c) só é permitido entrar em áreas de trabalho com autorização do líder ou do Encarregado de Segurança; d) deverá haver uma Unidade de Resgate/Ambulância para o atendimento dos integrantes das equipes BREC Básico; e) manter no local de trabalho um extintor portátil com a capacidade extintora mínima de 3A-20BC, para fazer frente a um princípio de incêndio; f) não fumar na área de trabalho; g) não comer na área de trabalho; h) estar atento à possível existência de agentes QBRNE no local; i) identificar os riscos presentes no local de trabalho e sinalizá-los com fita de isolamento ou outros meios que facilitem sua visualização; j) deverá existir ao menos uma equipe em condições de efetuar o rodízio com a equipeque está operando; k) não deixar resíduos de consumo no local de trabalho, tais como luvas descartáveis, embalagens diversas etc. 4.6.2 Normas de segurança para a proteção pessoal dos integrantes da Equipe BREC Básico Para proteção pessoal, deverão ser seguidas as seguintes normas de segurança: a) somente entrar no local de trabalho devidamente equipado com o equipamento de proteção individual (EPI) completo estabelecido previamente pelo Encarregado de Segurança (Figura 32); b) lavar as mãos com água e sabão antes de entrar e depois de sair do local de trabalho, assim como antes e depois de ingerir alimentos e antes e depois de usar o sanitário; c) portar um cantil ou mochila de hidratação com água potável e utilizá-los sempre que necessário para evitar a desidratação; d) identificar e visualizar a rota de fuga definida pelo Encarregado de Segurança a partir do ponto onde se encontra, até a zona de segurança também estabelecida pelo Encarregado de segurança. 4.7Avaliação das condições de acesso ao local de trabalho Dentre estes passos, os quatro definidos a seguir, facilitarão e imporão maior segurança a todos. São eles: a) perímetro de segurança: assegurar que os perímetros de segurança tenham sido delimitados pelo SCO, sinalizando as Zonas Quente, Morna e Fria e mantendo os acessos restritos de forma a não terem pessoas desautorizadas em cada uma das áreas restritas b) interrupção dos serviços: garantir que os terminais das redes de serviços como gás, água e eletricidade tenham sido cortados e descarregados; c) rotas de fuga e zona de segurança: fazer conhecer por todos os integrantes das equipes presentes a rota de fuga e a zona de segurança estabelecida pelo Encarregado de Segurança; d) desobstrução do acesso ao local de trabalho: garantir o acesso à área de trabalho removendo escombros que obstruem o caminho até as vítimas. 4.8 Normas a seguir ante a presença de produtos químicos, biológicos, radiológicos, nucleares e explosivos (QBRNE) Identificando a possibilidade de agentes QBRNE no local de trabalho, devem-se adotar as seguintes providências: a) acionar equipes especializadas em agentes QBRNE; b) posicionar a Área de Espera com o vento a favor, em uma área mais elevada, a montante (águas acima) e no mínimo a 300 m de distância até que se identifique o agente QBRNE; c) isolar e evacuar imediatamente a área, não entrando na Zona Quente sem o EPI específico da atividade especializada QBRNE; d) reconhecer o produto pelo uso e ocupação da edificação, forma e características do invólucro, placas, rótulos, etiquetas, marcas corporativas e testemunhas; e) identificar: Número da ONU, nome da substância ou produto marcado no invólucro, documentos de transporte e ficha de emergência (em caso de veículos). No caso de observar um número de identificação, uma placa ou rótulo, notifique imediatamente o COBOM ou a Sala de Operações com o objetivo de determinar qual o tipo de produto e as ações que devem ser tomadas; f) observar a presença de fumaça, derramamento, vapores coloridos, silvos, sons ou qualquer manifestação que indique a presença de agente QBRNE e informar imediatamente ao Posto de Comando. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI Para os resgatistas poderem trabalhar em operações BREC Básico em quaisquer condições de horário, é extremamente importante que cada resgatista também possua em seu conjunto de EPI’s uma lanterna em seu capacete, além de uma lanterna de mão reserva. Cada resgatista deve possuir em seu conjunto mínimo de EPI’s um apito com emissão mínima de 90 decibéis. Componentes da edificação Uma edificação é dividida em 06 (seis) componentes. a) infraestrutura: compreende as estruturas responsáveis por transferir as cargas da edificação e apoiá-las no solo. É composta pelas fundações (tubulão, estaca, sapata etc.), blocos e vigas baldrames (fundação rasa). b) superestrutura: confere estabilidade estrutural para a edificação. É o “suporte” da edificação, sendo composta pelas lajes, vigas e pilares c) fechamentos: são as estruturas responsáveis pelo encapsulamento da edificação. Faz o isolamento com o meio externo e promove a divisão interna. Podem ser de alvenaria, divisórias de madeira ou divisórias de dry wall etc. d) esquadrias: estrutura instalada nos fechamentos/superestruturas que permite a comunicação entre os meios internos ou com o meio externo da edificação, tais como portas, janelas, claraboias etc. e) e) revestimentos: são materiais utilizados para proteção e acabamento da edificação. Exemplos: cerâmicas, pisos, reboco, granitos, mármores e outros. f) instalações: conferem funcionalidade aos ocupantes da edificação. 6.2Espaço Vital Isolado – EVI De acordo com a USAID; OFDA (2011, p. 3), espaço vital isolado (EVI) é o “lugar dentro de uma estrutura colapsada em que existem condições de sobrevivência para as pessoas”. 6.3Classificação dos danos em edificações Os danos em edificações são classificados quanto ao seu tipo e ao seu nível. 6.3.1 Classificação de dano por tipo Com relação aos tipos, os danos em edificações podem ser classificados como: estruturais e não estruturais. Danos estruturais São aqueles que afetam diretamente elementos destinados à sustentação da edificação (superestrutura e a infraestrutura): a) colunas: fendas e exposição de ferragens, explosão de juntas b) vigas: exposição de reforço ou ferragens (por aparecimento de fendas); c) amarração (vigas-colunas): separação de juntas (de coluna ou viga); d) placas ou lajes: fendas. Danos não estruturais Afetam os demais elementos que compõem a edificação, que não os estruturais. Os danos não estruturais geralmente se apresentam na forma de rachaduras, trincas e falhas estruturais como curto circuito e exposição de esgoto (Figura 45). Podem ocorrer em: a) alvenaria divisória; b) escadas; c) sistemas vitais (redes sanitárias, hidráulicas, elétricas). 6.3.2 Classificação de dano por nível 6.3.2.1 Leve Vai se apresentar em elementos da edificação que não interferirão na capacidade de ocupação do local. Atingirá elementos não estruturais como revestimento e instalações, por exemplo, não tendo importância significativa que prejudique a segurança dos ocupantes 6.3.2.2 Moderado Vai comprometer elementos da edificação que poderão afetar partes estruturais da edificação. Comprometerá elementos tanto arquitetônicos quanto estruturais e incidirão em risco para seus ocupantes. Necessita de desocupação até que sejam realizadas as correções necessárias 6.3.2.3 Severo É o comprometimento total da capacidade de sustentação de uma edificação. Existe uma degradação generalizada na edificação, com comprometimento de toda sua estrutura e forma a não se poder habitar nem fazer correções imediatas para garantir seu uso. É uma destruição total do local 6.4.1 Classificação de colapso pela forma 6.4.1.1 Forma de colapso em V Colapso do teto de um pavimento da edificação, onde o teto apoia-se no piso do pavimento inferior, provocando uma deformidade da laje em V (Figuras 49 e 50). Nestes casos, observa-se a possível formação de dois espaços vitais isolados em forma de triângulos. Forma de colapso por empilhamento Uma ou mais placas/lajes se empilham (Figuras 51 e 52). Espaços vitais muito limitados e de difícil acesso. Este tipo de colapso tende a provocar maior número de mortos. Forma de colapso apoiado ao piso Colapso do teto de uma edificação onde apenas um dos lados cede, apoiando-se no piso do andar inferior (Figuras 53 e 54). São grandes as probabilidades de sobrevivência devido à formação de um espaço vital isolado em forma de triângulo. Forma de colapso suspenso Colapso de parte da infraestrutura e fechamentos, permanecendo apenas partes de pisos e/ou tetos intactos (Figuras 55 e 56). Este tipo de colapso é extremamente perigoso porsua instabilidade, requer escoramento e extremo cuidado. 6.5Procedimentos para reconhecimento de danos em edificações a) examinar o exterior da edificação: b) observar o solo ao redor da edificação: c) examinar a segurança de elementos não estruturais: d) avaliar o sistema estrutural do exterior para o interior: e) observar a presença de perigos: f) explicar aos ocupantes se podem permanecer na edificação ou se devem evacuá-la: g) notificar o resultado da avaliação: 6.6Descrição do formulário de avaliação Para proceder a avaliação citada anteriormente e formalizar os dados colhidos, deverá ser providenciado um formulário que deverá conter as seguintes informações: a) identificação da edificação; b) descrição da estrutura; c) avaliação do estado da edificação dividida em: tipo de colapso por extensão, danos em elementos estruturais, danos em elementos arquitetônicos e porcentagem de dano da edificação; d) recomendações e medidas de segurança; e) esquema; f) observações; g) data de inspeção. 7.4Principais Naturezas Da Doença (NDD) ou Mecanismos De Lesão (MDL) causadas pelo colapso de uma estrutura 7.5.1.1 Síndrome do Esmagamento Prolongado: É uma complicação clínica causada pelo trauma vascular do esmagamento de algum membro do corpo humano. O conteúdo das células rompidas (rabdomiólise) cai na corrente sanguínea, ocasionando uma série de complicações por toxicidade, causado pela substância conhecida por mioglobina, que levam à insuficiência renal e até mesmo à morte. Para que a síndrome ocorra, é necessário um quadro de esmagamento de uma ou mais extremidades por um período superior a 4 horas com circulação sanguínea reduzida ou cessada para que a síndrome ocorra. 7.5.1.2 Síndrome de Compartimentação ou Compartimental Aguda A síndrome foi descoberta por Richard Von Volkmann em 1872 e pode ser definida como o aumento de pressão interna de um compartimento confinado e pouco expansivo, diminuindo o fluxo sanguíneo para seu interior e de suas estruturas. O compartimento é: Um agrupamento de músculos, nervos e vasos sanguíneos em seus braços, pernas, mãos, pés e nádegas. A fáscia, membrana que envolve os músculos, não expande com facilidade. Quando há um inchaço ou sangramento dentro de um compartimento, a fáscia não consegue se expandir, resultando em um aumento de pressão sobre os vasos capilares, nervos e músculos do compartimento. Desta forma, o fluxo sanguíneo para as células musculares e nervosas é interrompido, ocasionando consequente dano às mesmas, podendo resultar em invalidez permanente do local afetado e necrose tecidual. Os sinais e sintomas iniciais são de fortes dores e aparecimento de edemas. Com o passar do tempo há a ausência dos pulsos distais, parestesias (queimação ou dormência) de extremidade e hipoestesia (perda ou diminuição da sensibilidade de um membro ou parte do corpo). As partes do corpo mais afetadas são as que possuem menor capacidade elástica dos ossos e da fáscia (tecido conjuntivo que envolve músculos, grupos musculares, vasos sanguíneos e nervos, constituída por fibras de colágeno). Principais sintomas: a) aumento de pressão intracompartimental; b) dor intensa no local comprimido; c) câimbras; d) parestesia; e) palidez; f) paralisia; g) inchaço localizado. Segundo CBMMG (2017), antes de iniciar a triagem individualizada de cada vítimas tome os seguintes procedimentos: a) providencie o Isolamento de Fluidos corporais (IFC); b) mantenha a cena segura; c) descubra a NDD (Clínico) ou o MDL (Trauma); d) determine o número total de vítimas; e) solicite recursos adicionais; f) acione o plano de catástrofe, se houver necessidade; g) inicie a triagem. 7.6.1 Passo a passo da triagem Avalie individualmente cada vítima que permanecer no local, da seguinte forma: a) se a vítima NÃO respira: - para adultos ou criança, reposicione vias aéreas; - se o adulto retornar a respirar, classifique-o com vermelha. Se não retomou, classifique-o como preta; - se o paciente é pediátrico, antes de atribuir a classificação, verifique o pulso carotídeo; - se não tiver pulso, classifique-a como preta; - se tiver pulso, execute cinco respirações de resgate, conforme método JumpStart; - se não respirou, classifique-a como preta; se respirou, como vermelha. b) se a vítima respira: - se tiver movimentos respiratórios maiores que 30 IRPM14 (adulto) ou menor que 15 e maior 45 IRPM (criança), classifique-a como VERMELHA; - se tiver movimentos respiratórios menores ou iguais a 30 IRPM (Adulto) e entre 15-45 IRPM (Criança), verifique: i. a perfusão capilar em adultos e pulso radial em pacientes pediátricos: se a perfusão capilar é maior que dois segundos ou pulso radial ausente, classifique-a como vermelha; se a perfusão capilar é menor ou igual a dois segundos ou pulso radial presente, verifique se cumpre ordem simples em adultos e AVDN15 em pacientes pediátricos. - se cumpre ordens simples, classifique-a como amarela. - se não cumpre (confusa), classifique-a como vermelha. BUSCA E LOCALIZAÇÃO Líder de Equipe Ele deverá confeccionar os croquis e diagramas da área de busca, determinar as missões que serão desempenhadas pelos resgatistas, comunicar constantemente com o Posto de Comando para informar sobre os progressos da operação e SERÁ O ENCARREGADO DE SEGURANÇA. Deverá ainda estabelecer uma rota de fuga e uma zona segura para a sua equipe, caso haja alguma emergência e seja necessário o abandono do local Resgatistas Os resgatistas são os que executarão as missões emanadas pelo Líder da Equipe. Realizarão os rompimentos de estruturas necessárias, farão os escoramentos necessários, moverão as cargas para criar acessos mais fáceis para as equipes e vítimas e realizarão a identificação de todas as possíveis vítimas na estrutura colapsada. Um dos resgatistas será o responsável pela logística de sua equipe, devendo ser o elo da equipe com a Seção de Logística da operação (SCO). 8.5.1 Padrões de busca Busca em paralelo Caso os escombros estejam dispostos linearmente (com poucas oscilações e variações de altura), possibilitando o deslocamento sobre a estrutura, os resgatistas serão dispostos (sempre em três apoios) um ao lado do outro com distância aproximada de 1,5 metros entre cada um, procurando abranger a maior área lateral dos escombros com o líder posicionado logo atrás da equipe. Sempre que não houver resposta e houver necessidade de deslocamento para frente, este não deverá ultrapassar 03 metros e que se repita até terminar a área buscada paralelo. Busca em circular externo Caso os escombros não permitam a locomoção por sobre eles, os resgatistas deverão se colocar ao redor dos escombros, como se fossem as marcações no relógio de 12, 3, 6 e 9 horas com o líder posicionado logo atrás do resgatista que ocupar a hora 6. Sempre que não houver resposta e houver necessidade de deslocamento da equipe para aumentar a área de busca, a equipe deverá realizar um “giro no relógio” de aproximadamente 01 hora até que se complete todo o círculo (Figuras 74 e 75). Técnicas de busca Na técnica de chamado e escuta, após definido o padrão de busca, os resgatistas iniciarão os trabalhos seguindo os seguintes passos: a) o Líder da equipe BREC, após dispor seus resgatistas no terreno e utilizando-se de seu apito, emite um silvo longo; b) após isto, o resgatista pronuncia, em alto e bom tom, direcionado para todas as pessoas que estão próximas, as seguintes palavras: “atenção, silêncio total! Resgatista um, executar chamado e escuta!”; c) neste momento, o resgatista 01 tira a máscara de proteção da boca e, em alto e bom tom, virado para os escombros, pronuncia as seguintes palavras: “somos da equipe de busca e resgate do corpo de bombeiros, se alguém me escuta, grite ou bata três vezes!”; d) neste momento,os resgatistas, durante a realização do padrão de busca em paralelo, abaixarão suas cabeças até que seus ouvidos, já sem os protetores, fiquem próximos dos escombros, a fim de ouvir alguma resposta; e) caso haja alguma reposta e o resgatista ouvi-la, deverá permanecer em três apoios e, com a mão esquerda espalmada, apontar para o local onde ouviu a resposta, mantendo a mão direita levantada com o punho cerrado; f) durante a realização do padrão de busca circular externo, ao ouvirem o comando do resgatista, aproximar-se-ão dos escombros, permanecendo em pé (devido ao fato de estarem fora dos escombros), novamente mantendo os ouvidos, sem os protetores, próximos aos escombros, a fim de ouvir alguma resposta; g) caso haja resposta, o resgatista que ouvi-la deverá retornar à sua posição inicial e executar a sinalização apontando a mão esquerda espalmada na direção da resposta e a mão direita levantada com o punho cerrado; h) caso, em ambos os padrões, não se tenha resposta, o Líder da equipe BREC ordenará que o próximo resgatista realize novamente a técnica de “CHAMADO E ESCUTA”, até que os quatro resgatistas o façam. 8.6.2 Marcação estrutural BREC Básico CBMMG a) parte interna da marcação: a parte interna do quadrado conterá quatro informações, conforme Figura 80, que serão dispostas na parte superior, central e inferior do quadrado, na seguinte ordem: - na parte superior deverá conter a inscrição G ou N, que representam respectivamente GO (IR) ou NO GO (NÃO IR) que mostrarão para todos se é seguro acessar aquele espaço ou não; - na parte central deverá conter o nome da equipe que está trabalhando no local; - na parte inferior as datas e horários de início e término na operação naquele local. a) parte externa da marcação: a parte externa, assim como a interna, também conterá quatro informações (Figura 81) que serão dispostas uma de cada lado do quadrado devendo informar: - na parte superior, os riscos que foram identificados na estrutura colapsada; - na lateral direita, o número de vítimas já recuperadas; - na parte inferior a possível quantidade e localização de vítimas; - na lateral esquerda, o número de vítimas já resgatadas. marcação estrutural completa Após a finalização dos trabalhos, a parte externa ainda poderá receber duas marcações. A primeira delas, quando a capacidade operacional daquela equipe que trabalha no local terminar e ainda houver trabalhos por fazer. Neste momento, toda a marcação receberá um círculo ao seu redor. A segunda indicará quando todo o trabalho for finalizado no local e nada mais restar a fazer. Neste momento será colocada além do círculo descrito acima, uma linha que cortará toda a figura ao meio no sentido horizontal (Figura 83). 9 FERRAMENTAS, EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS – FEA 9.1Ferramenta É um objeto que tem como finalidade facilitar ou realizar uma ou mais funções cuja energia para seu funcionamento vem diretamente do operador, Ex: pé de cabra 9.2Equipamento Assim como mostrado por USAID; OFDA (2011), equipamento é uma máquina ou um aparelho que vai exigir do operador um maior conhecimento do seu funcionamento. Ex: Gerador de energia 9.3Acessório Da mesma maneira, USAID; OFDA (2011) aponta o acessório como sendo um objeto que, sozinho ou combinado, pode formar ou complementar uma ferramenta ou equipamento, aumentando ou possibilitando melhorias na execução da tarefa. Seguetas de arco de serra (E) e trena (D) 9.4.1 FEA’s para resgate - Exemplos de FEA's para resgate - marreta (1), talhadeira (2), alavanca (3) e talha tifor (4) FEA’s para atividade em altura Exemplos de FEA's para atividade de altura – cordeletes e fitas tubulares (1), polias (2), mosquetões (3), freios tipo 8 (4) e corda (5) FEA’s para suporte operacional Exemplo de FEA's para suporte operacional - gerador elétrico (1), luz tipo pendente (2), lanterna de cabeça (3) e lanterna de mão (4) FEA’s para atuação com agentes QBRNE - Exemplos de FEA's para agentes QBRNE – explosímetro detector de gases combustíveis CH4 NEXT (1) e barreira de contenção (2) 9.6.1 Caixa BREC A Caixa BREC deve ter o tamanho e peso que no máximo dois homens possam carregá-la, ser preferencialmente compartimentada para facilitar a organização das FEA’s que serão colocadas em seu interior, devendo conter as FEA’s de maior probabilidade utilização em um cenário BREC Básico.cada local onde exista, deverá haver ao menos 02 (duas). Padronização da Caixa BREC Básico Será uma caixa, preferencialmente de madeira com dimensões de 1 m X 0,40 m X 0,30 m e com duas alças em cada lateral e uma em cada extremidade para transporte, devendo conter (Figura 94): a) 02 (duas) talhadeiras; b) 02 (duas) ponteiras; c) 02 (duas) marretas de 02 kg; d) 01 (um) malho de 08 ou 10 kg; e) 02 (duas) serrotes de carpintaria; f) 02 (dois) arcos de serra com seguetas; g) 01 (um) conjunto de 10 (dez) lâminas para os arcos de serra; h) 02 (duas) latas de spray laranja ou preto; i) 02 (duas) trenas; j) 02 (duas) pés de cabra. 10RESGATE EM SUPERFÍCIE Técnicas para resgate Para executar o resgate de vítimas superficiais, os resgatistas precisam dominar as seguintes técnicas: a) remoção e transporte de escombros; b) elevação e estabilização de cargas; c) técnicas de resgate vertical. 10.1.2.1 Técnica de alavanca para elevação de cargas As alavancas são divididas em três classes e estão relacionadas com as classes de alavancas apresentadas em USAID; OFDA (2011). São elas: a) classe A: nesta classe o ponto de apoio está localizado entre a força e a carga. Temos como exemplo desta classe a retirada de um prego cravado em uma madeira com a utilização um martelo (Figura 110). b) classe B: nesta classe a carga está localizada entre a força e o apoio. Podemos utilizar como exemplo o transporte de uma carga utilizando um “carrinho de mão” classe C: nesta classe a força está localizada entre o apoio e a carga. A utilização de uma pá exemplifica esta classe. Estabilização de cargas elevadas. Esta estabilização (Figura 112) é feita com pedaços de madeira, que devem cumprir os seguintes padrões: a) cortados em forma de blocos retangulares, medindo 4”x4” (10 cm x 10 cm) e 20” (50 cm) de comprimento; b) a madeira deve ser sólida e saudável, plana, sem rachaduras e livre de nós; c) os blocos não devem ser pintados ou envernizados, para que não fiquem escorregadios principalmente quando molhados; d) os blocos de madeira devem suportar no mínimo 500 PSI (libras por polegada quadrada), ou 35,15 Kg/cm2. Os blocos de madeira são empilhados de forma específica, formando assoalhos. Para garantir maior estabilidade do conjunto de estabilização, iniciamos o assoalho com uma base sólida, composta por 04 (quatro) blocos de madeira posicionados de forma paralela e unidos (Figura 113). Os assoalhos podem ser montados em dois formatos, sendo: a) plataforma (3x3): Assoalho formado por camadas perpendiculares compostas por 3 blocos cada. Neste formato o assoalho cria 9 pontos de apoio (Figura114). a) caixa (2x2): Assoalho formado por camadas perpendiculares compostas por 2 blocos cada. Neste formato o assoalho cria 4 pontos de apoio (Figura 115). 10.1.2.4 Normas gerais para montagem de assoalhos: Deverão observadas as seguintes normas gerais (Figura 117): a) o limite de altura do assoalho e de 3 vezes o tamanho da base (largura); b) devem sobrar 10 cm da base sólida a partir das bordas da carga, a fim de conferir maior estabilidade ao conjunto; c) nos casos em que for impossível montar a base sólida quadrada, o que diminui sua estabilidade, a altura máxima do assoalho deve ser igual e largura mínima da base sólida; d) nos casos em que for impossível montar uma base sólida com no mínimo 4 pontos de contato com a carga, a altura do assoalho deve serdiminuída, não ultrapassando a largura mínima da base sólida. 10.1.3 Técnica de resgate vertical Para execução desta técnica será utilizada uma escada, prancha longa ou maca, cordas e cabos (Figura 118). O líder deve dividir a equipe em duas duplas, sendo resgatistas 01 e 02 e resgatistas 03 e 04.