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O que é um mineral? Minerais são úteis ou importantes? Por que? MINERAL INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL MINERAL Composição definida dentro de certos limites; Estrutura interna cristalina bem definidas. Formado por processos inorgânicos; Constituído por elemento ou composto químico INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL “É um elemento ou composto químico, via de regra resultante de processos inorgânicos, de composição química geralmente definida e encontrado naturalmente na crosta terrestre.” (Leinz & Amaral, 1978). Só a água e o mercúrio são minerais em estado líquido nas CNTP. MINERAL INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL MINERALÓIDE Sólido ou líquido que ocorre naturalmente Não possui arranjo sistemático dos átomos (substância amorfa) Pode ser formado por processos inorgânicos Pérola Opala Recifes de coral Petróleo INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Elementos ou compostos químicos semelhantes a minerais, mas que não atendem a todas as condições para serem considerados como tais. P.ex.: vidro vulcânico (amorfo, i.e., sem arranjo atômico tridimensional ordenado), carvão (orgânico) e outros compostos de origem orgânica. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Coal.jpg http://www.mineraltown.com/galeria/volcanic_minerals/Obsidiana_volcanica.jpg INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL Os minerais constituem os diferentes tipos de rochas. Portanto, rocha é um agregado natural constituído por um ou mais minerais, podendo eventualmente ser constituída por mineralóides como vidro vulcânico e/ou por matéria orgânica como a turfa, e que corresponde a parte essencial da crosta terrestre, mono ou poliminerálicas, sedimentares, metamórficas, magmáticas, hidrotermais ou pneumatolíticas. Também são os constituintes principais de solos, sedimentos e corpos extraterrestres, como os meteoritos, por exemplo. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL Uma característica de um mineral é ter uma estrutura interna definida, ou seja, uma estrutura cristalina. Todas as substâncias que possuem uma estrutura atômica regular são chamadas de substâncias cristalinas, e incluem-se nesta definição todos os minerais, exceto as substâncias amorfas. A forma externa dos minerais é conseqüência de sua estrutura interna, não sendo a forma cristalina que regula a sua estrutura interna, mas sim esta estrutura interna é que regula a sua forma cristalina. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL O termo cristal é usado para “qualquer sólido com estrutura interna ordenada tridimensional, ou seja, com forma geométrica regular, limitada ou não por superfícies planas, lisas”. A palavra cristal provém do grego khrytallos (gelo) e foi aplicada há cerca de 2000 anos, para designar o mineral quartzo (SiO2), e que os antigos filósofos acreditavam que fosse água congelada sob frio intenso. Mais tarde a transparência e a forma geométrica perfeita de muitos cristais chamaram a atenção, então toda a substância transparente e/ou com forma definida (forma de poliedros, limitados por faces planas – faces de cristal, arestas e vértices) também foi chamada de cristal. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL Atualmente, é chamado de cristal, todo sólido homogêneo, natural ou mesmo artificial, com estrutura interna ordenada (estrutura reticular), isto é, com átomos e íons ocupando posições definidas no espaço cristalino. Ex.: diamante (C), quartzo (SiO2), rubi sintético (Al2O3). • Silicatos: SiO2 • Carbonatos: CO3 • Sulfatos: SO4 • Fosfatos: P • Metais: Au, Pb • Sulfetos: PbS • Óxidos: FeO • Sais: NaCl Sistemática (composição química) INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL 1. Dureza A dureza de um mineral é geralmente definida como a sua resistência ao risco ou corte, ou seja, é a resistência que sua superfície lisa oferece ao ser riscado. O grau de dureza é determinado, observando-se a facilidade ou dificuldade relativa com que um mineral é riscado por outro. Uma precisão qualitativa lhe foi dada pelo mineralogista austríaco Mohs em 1822, que propôs a seguinte escala de dureza relativa: Dureza Mineral Parâmetro 1 Talco riscado pela unha 2 Gipsita riscado pela unha 3 Calcita riscado por moeda ou prego de cobre 4 Fluorita riscado por canivete 5 Apatita riscado por canivete 6 Ortoclásio riscado pelo vidro 7 Quartzo arranha o vidro, o aço, o cobre 8 Topázio corta o vidro 9 Coríndon (rubi e safira, p.ex.) corta o vidro 10 Diamante corta o vidro INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MINERAIS 2. Traço é a cor do pó fino que um mineral deixa ao ser esfregado em uma superfície mais dura. Este pode ser determinado esfregando-se o mineral sobre uma peça de porcelana de cor branca, não polida (dureza ~7). INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL A cor do pó pode ser idêntica à do mineral ou bem diferente, podendo variar quanto à intensidade e mesmo matiz da cor, na dependência de variação na composição dos espécimes que exibem solução sólida. Embora a cor de uma mineral seja frequentemente variável, o seu traço tende a ser relativamente constante, e portanto é uma propriedade extremamente útil na identificação do mineral. 3. Clivagem Diz-se que um mineral possui clivagem quando, aplicando-se uma força adequada, ele sempre se rompe de modo a produzir superfícies planas, lisas definidas e paralelas entre si e a planos reticulares, ou seja, a possíveis faces do cristal. pirita crisoberilo INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL A clivagem pode ser perfeita como nas micas, mais ou menos indistinta como no berilo e na apatita, ou faltar de todo como em alguns cristais. 4. Fratura: Entende-se por fratura de um mineral a maneira pela qual ele se rompe quando isto não se produz ao longo de superfícies de clivagem ou de partição. Os termos seguintes usam-se comumente para designar as diferentes espécies de fratura: •Conchoidal: quando a fratura tem superfícies lisas, curvas, semelhantes à superfície interna de uma concha. Esta é a observada mais comumente em substância como o vidro e o quartzo. pirita crisoberilo INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL •Fibrosa ou estilhaçada: quando o mineral se rompe mostrando estilhaços ou fibras. •Serrilhada ou denteada: quando o mineral se rompe segundo uma superfície dentada, irregular, com bordas cortantes. •Desigual ou irregular: quando o mineral se rompe formando superfícies rugosas e irregulares. •Rugosa: ao se romper o mineral exibe uma superfície rugosa. •Lisa: ao se romper o mineral tem aparência lisa, e as suas irregularidades não são visíveis. pirita crisoberilo INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL 5. Tenacidade Resistência que os minerais oferecem ao ser rompido, esmagado, curvado ou rasgado, ou seja, sua coesão. Os termos a seguir são usados para descrever as várias espécies de tenacidade observada nos minerais:•Quebradiço: um mineral é quebradiço quando pulveriza ou se rompe facilmente a exemplo da calcita. •Maleável: um mineral é maleável quando pode ser transformado em lâminas delgadas por percussão a exemplo do ouro, cobre, prata, ferro, etc. •Séctil: um mineral é séctil quando pode ser cortado em aparas delgadas com um canivete a exemplo do ouro, gipso, cerargirita, etc. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Serpentina •Dúctil: um mineral é dúctil quando pode ser estirado para formar fios a exemplo da prata, ouro, cobre, etc. •Flexível ou plástico: um mineral é flexível quando pode ser curvado e/ou encurvado, mas este não retoma a sua forma anterior, quando a pressão cessa a exemplo da clorita, talco, ouro, etc.. •Elástico: um mineral é elástico quando pode ser curvado e/ou encurvado, e este retorna a forma anterior, ao cessar a pressão a ex. da muscovita, flogopita, etc. •Tenaz: mineral que apresenta grande resistência ao choque ou esforço, ou seja, grande resistência para ser fragmentado a exemplo do quartzo. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Serpentina •Frágil: quebra-se facilmente com o martelo e os fragmentos saltam para os lados, a exemplo do enxofre. •Friável: quebra-se facilmente com o martelo, porém os fragmentos ficam no lugar, podendo ser o mineral quebrado por simples pressão, sem bater, a exemplo da bauxita e do gipso. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Serpentina 6. Flexibilidade Deformação que pode ser: a) Elástica: cessa quando o esforço é retirado (ex.: muscovita); b) Plástica: permanece após a retirada do esforço (ex.:talco) INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Talco Muscovita 7. Peso Específico É o número que expressa a relação entre o peso do mineral e o peso de igual volume de água destilada a 40C. Ex.: se um mineral possui peso específico 3, significa que um certo volume desse mineral pesa 3 vezes o que pesaria o mesmo volume de água. Depende de 2 fatores: INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL a) Natureza dos átomos: peso atômico mais elevado formam minerais de maior peso específico. Ex.: calcita (CaCO3) = 2,9; barita (BaCO3) = 4,3 ; cerusita (PbCO3) = 6,5. Calcita Barita a) Estrutura atômica: diamante e grafita formados por carbono. Diamante tem estrutura mais compacta e elevada densidade de átomos por unidade de volume. Peso específico = 3,5. A Grafita tem menos densidade de átomos por unidade de volume. Peso específico = 2,2. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Diamante Grafita 8 . Magnetismo É a propriedade dos minerais de serem atraídos por um imã, sendo muito poucos os minerais que são naturalmente atraídos ou repelidos por um imã comum, apresentando-se de forma notável apenas nos minerais: magnetita, pirrotita e ilmenita. É muito útil para a determinação de alguns minerais, para a orientação no planeta, na prospecção e beneficiamento de minérios. Quanto à intensidade do magnetismo, os minerais podem ser: •Fortemente magnéticos: magnetita, pirrotita e ilmenita; •Moderadamente magnéticos: ilmenita, siderita, almandina, cromita, hematita, goethita; •Debilmente magnéticos: turmalina, espinélio e; •Sem magnetismo: quartzo, calcita, feldspatos, topázio, coríndon, etc. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL PROPRIEDADES MORFOLÓGICAS DOS MINERAIS INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL 1. Hábito-forma do cristal o termo hábito é usado para designar a forma externa de um cristal de determinado mineral, ou do agregado constituído por este e por outros. Desta forma, o hábito pode refletir: - a estrutura interna do mineral (cubo, romboedro, prisma, etc.); - irregularidades de seu crescimento (capilar, fibroso, esqueletiforme, etc.) ou o arranjo que o conjunto de cristais constituem (fibro-radial, geodo, drusa, etc.), - refletindo o ambiente de sua formação. Os principais termos utilizados para descrever o hábito dos minerais são: INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Os principais termos utilizados para descrever o hábito dos minerais são: •Acicular: quando os cristais de um mineral são delgados, compridos e finos semelhantes a agulhas. •Capilar ou filiforme: quando os cristais de um mineral são semelhantes a cabelos ou fios. •Laminado: quando os cristais de um mineral são alongados e achatados como a lâmina de uma faca. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL •Cúbico: quando os cristais de um mineral ocorrem na forma de cubos. •Octaédrico: quando os cristais de um mineral ocorrem na forma de octaedros. •Tabular: quando os cristais de um mineral ocorrem na forma achatada segundo uma direção e alongados segundo outra direção, semelhante a tábuas. 1. Brilho Corresponde ao modo como a superfície de uma mineral reflete a luz, em intensidade e qualidade. ► metálico, submetálico, não-metálico (vítreo, resinoso, nacarado, sedoso, adamantino)... PROPRIEDADES ÓPTICAS DOS MINERAIS INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL 2. Cor Resulta da absorção seletiva da luz. Fatores que colaboram para a absorção seletiva: presença de elementos químicos de transição. Ferro, cobre, níquel cromo, vanádio etc. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL 3. Microscopia A microscopia e outras propriedades ópticas como: - Índice de refração; - Pleocroísmo; - Figuras de interferência; - luminescência. Essas propriedades ultrapasam os estudos macroscópicos, mesmo sendo métodos mais rápidos e eficientes para identificação de um mineral não serão abordados nessa disciplina. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Muitos minerais são maus condutores de eletricidade. Exceção: Presença de ligações atômicas nos metais nativos : ouro, prata e cobre. Semicondutores - estruturas em que as ligações atômicas são apenas parcialmente metálicas: sulfetos. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL PROPRIEDADES ELÉTRICAS E MAGNÉTICAS DOS MINERAIS Piezoeletricidade: propriedade que um mineral tem de transformar uma pressão mecânica em carga elétrica. Ex.: quartzo. Piroeletricidade: eletricidade originada pelo aumento de calor. Ex.: turmalinas. Polimorfismo (poli= muitas, morphos= formas) Minerais com mesma composição química mas estruturas cristalinas diferentes. p.ex.: CaCO3 sistema hexagonal – calcita sistema ortorrômbico – aragonita INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Aragonita Calcita Isomorfismo (isso=igual, morphos = forma) Minerais com mesma, ou quase a mesma, estrutura cristalina mas composições químicas levemente diferentes. p.ex.: Fayalita (Fe2SiO4) e Forsterita (Mg2SiO4) – série isomórfica das olivinas. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Principais minerais formadores de rochas Quartzo – SiO2 K- feldspato - KAl[Si3O8]Plagioclásio – NaAlSi3O8 Mica Piroxênios Anfibólios INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Calcita – CaCO3 Hematita – Fe2O3 Pirita – FeS2 Olivina – (Mg, Fe)2(SiO4) Zircão – ZrSiO4 INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Traço: incolor. - Dureza : 7. - Peso específico: 2,65. - Ocorrência: Rochas ígneas: granitos e pegmatitos; Rochas metamórficas: quartzitos, micaxistos e gnaisses. Rochas sedimentares: arenitos, siltitos e conglomerados. QUARTZO Sílica cristalizada macroscopicamente. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL A opala é sílica amorfa. A ágata, o sílex, o ônix e o jaspe são variedades de calcedônia, ou seja, sílica microcristalina. -Forma: nas rochas, o quartzo não tem forma definida, quando formado em cavidades, apresenta forma de prisma hexagonal terminado por faces de romboedros, dando a impressão de bipirâmide hexagonal. -Clivagem : ausente. -Fratura concóide, conchoidal. -Cor: apresenta-se desde incolor até cinza-escuro. Geralmente é branco. -Brilho: vítreo. Opala Ágata Sílex Ônix Jaspe INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Caracteres distintivos: falta de clivagem, brilho e cor distinguem o quartzo dos feldspatos, que usualmente se associam a ele. -Emprego: como adorno em joalheria, areia para construção, em fundição, como abrasivo, em porcelanas, em lentes de aparelhos ópticos científicos, em osciladores de rádio, em filtros para barragens e em concreto. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL FELDSPATO Grupo formado por: ortoclásio (KAlSi3O8), albita (NaAlSi3O8) e anortita (CaAl2Si3O8). - Feldspatos alcalinos ou ortoclásios : termos intermediários em composição que podem ser abrangidos pela expressão (K,Na e Ca) AlSi3O8. - Entre albita e anortita os termos intermediários são denominados feldspatos alcalicálcicos. -Forma: na rochas não são uniformes, mas podem apresentar contornos retangulares ou hexagonais. - Clivagem: quase sempre apresentam reflexões dos planos de clivagem, quando expostos à luz, pois têm boa clivagem em duas direções. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fratura: irregular em fragmentos quebradiços. - Cor: ortoclásios (creme, tijolo, róseos ou vermelhos – impurezas hematita); plagioclásios (cinza, brancos, pardos, esverdeados ou até pretos). Rochas com muito ortoclásio tendem a apresentar cores avermelhadas; Rochas onde predominam plagioclásios tendem a ser cinza; Se a mesma rocha contém os 2 feldspatos e apenas um é avermelhado, é quase certo ser ortoclásio e o outro ortoclásio. Ortoclásio Plagioclásio INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Brilho: vítreo em fratura recente. - Traço: branco não característico. - Peso específico: Ortoclásio (KAlSi3O8) – 2,54. Albita (NaAlSi3O8) – 2,62. Anortita ( CaAl2Si3O8)– 2,76. -Ocorrência: em todos os tipos de rochas ígneas intrusivas ou extrusivas e nas metamórficas. São raros nas sedimentares, porque se alteram para argila e caulim. - Emprego: moídos, em granulação finíssimas são fundidos e misturados ao caulim, quartzo e argila para produzir porcelana. Ortoclásio Anortita INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Principais minerais do grupo das micas: -Mica branca (H2KAl3(SiO4)3 - moscovita. -Mica preta (H,K)2(MgFe)2(Al,Fe)2(SiO4)3 - biotita - Mica verde : sericita. -Mica roxa: lepidolita. -Forma: quando bem cristalizadas, mostram-se em placas hexagonais. -Clivagem: perfeita em uma direção. MICAS INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Cor: Moscovita: incolor em lâminas finas), branca, cinza, parda ou esverdeada. Biotita: preta ou pardacenta. Em lâminas finas, é translúcida, parda ou verde-escura. Moscovita Biotita -Brilho: acetinado. -Alteração: biotita e variedades de mica preta alteram-se facilmente por hidratação, tornando-se moles e descoradas, e perdendo a elasticidade. A moscovita não se altera facilmente. -Ocorrência: granitos, pegmatitos, gnaisses, micaxistos e filitos. Biotita -Emprego: moscovita (isolante elétrico, fabricação de vidros refratários). INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Biotita Formam um grupo de silicatos que são sais de ácido metassilíco (H2SiO3). -Forma: em geral, apresentam forma de lâminas longas com terminações irregulares, por vezes tão finas que mal se percebem na rocha. -Clivagem: duas boas direções de clivagem. -Cor: depende da quantidade de Fe. Branco ou cinza – tremolita; Verde-vivo – actinolita; Verde-escuro a preto – hornblenda. -Brilho: vítreo (sedoso do amianto). ANFIBÓLIOS tremolita actinolita hornblenda INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Alteração: sob ação de diversos agentes, podem produzir talco, clorita, limonita, carbonato. -Ocorrência: tremolita em calcários, dolomitos e rochas talcosas. Hornblenda é comum em rochas ígneas e metamórficas. -Determinação: nas rochas podem ser confundidos com biotita, piroxênio ou turmalina. Distingue-se da biotita porque não apresenta esfoliação em lâminas; A turmalina não tem clivagem e pode apresentar seção triangular. A seção dos anfibólios geralmente é losangular. talco clorita INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Formam um grupo de silicatos que são sais do ácido metassílico (H2SiO3), como, por exemplo: Enstatita: MgSiO3; Hiperstênio: (Fe, Mg)SiO3; Diopsídio: CaMg(SiO3)2; Espodumênio: LiAl(SiO3)2; Rodonita: MnSiO3. PIROXÊNIOS Enstatita Hiperstênio Diopsídio Espodumênio Rodonita INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Forma: nas rochas, não apresentam faces terminais. Um cristal de piroxênio é prismático, curto e grosso, mais ou menos equidimensional. -Clivagem: duas boas direções. -Alteração: facilmente alteráveis por intemperismo, podem formar calcita e limonita, e por metamorfismo, transformam-se em agregados de agulhas ou grãos de anfibólios. Rochas ígneas ricas em piroxênio, como gabros, diabásios e basaltos, transformam-se em rochas metamórficas ricas em anfibólios, como anfibolitos, anfibólio-xistos e outros. -Ocorrência: são comuns em rochas metamórficas, como gnaisses, anfibolitos e mármores. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Determinação: necessário verificar o contorno do prisma (seção quadrada) e as duas direções de clivagem. Podem ser confundidos com: a) Turmalina, mas esta apresenta seção triangular; b) Epídoto, mas este possui cor verde-amarela característica; c) Anfibólio, mais este possui seção losangular. -Emprego: diopsídio, como jóia; espodumênio, para adicionar em graxas lubrificantes. Turmalina Epídoto Hornblenda INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: ZrSiO4. - Hábito: prisma tetragonal bipiramidado. - Cor: incolor, azulado, arroxeado ou pardo. - Dureza: 7,5. - Ocorrência: - Rochas ígneas,metamórficas e sedimentares. Sua presença é quase sempre constante em rochas leucocráticas e arenitos. -Determinação: pode apresentar seção retangular. - Emprego: límpido, usado para gemas, como refratário. ZIRCÃO INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: Fe3O4. - Hábito: octaédrico, sem clivagem. - Cor: cinza-aço a preta. -Traço: preto. -Brilho: metálico. - Ocorrência: - Pode aparecer na rocha, na forma perfeita de um octaedro e como pedacinhos macroscópioc ou microscópicos em rochas ígneas e metamórficas. -É magnética. - Emprego: minério de ferro. MAGNETITA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: Fe3O2. - Hábito: placas hexagonais, micáceo. - Cor: preta metálica, em agragados finos, cor vermelha brilho fosco. -Traço: vermelho-sangue. -Brilho: metálico. - Ocorrência: - Gnaisses e xistos cristalinos, em camadas espessas (itabirito). -É magnética. - Emprego: minério de ferro mais comum, também é usada na forma pulverizada como pigmento vermelho. HEMATITA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: FeS2. - Hábito: cúbico, octaédrico, bem cristalizado; os cubos apresentam estrias. - Cor: amarelo-latão, com brilho metálico. -Traço: esverdeado a preto. - Ocorrência: -Rochas ígneas, metamórficas e sedimentares. Pode ser fonte de enxofre para fabricação de H2SO4. - Emprego: Utilizada como fonte de SO2 na preparação de polpa de madeira, no fabrico de papel como desinfetante. PIRITA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Composição: borossilicato de Fe, Mg, Al, Na, Li, hidratado. - Hábito: prismas de seção aproximadamente triangular e estriados verticalmente, sem clivagem. -Cor: preta, castanha, verde, vermelha, vinho ou rósea. A variedade mais comum nas rochas é preta. - Ocorrência: -Pegmatitos, na forma de cristais grandes. A variedade rósea está associada a mica roxa (lepidolita); a parda nos calcários. - Emprego: Pela dureza e quando límpida é uma pedra semipreciosa. Pelas suas propriedades piezoelétricas, é empregada na fabricação de calibradores de pressão. TURMALINA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: (Al,F)SiO4. - Hábito: prismático com seção losangular. -Cor: incolor, azul, laranja ou verde. - Ocorrência: -Pegmatitos e veios profundos. - Emprego: Pela dureza e quando límpido é uma jóia. O topázio rosa pode ser obtido pelo aquecimento do topázio amarelo-escuro. TOPÁZIO INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: CaCO3. - Hábito: romboedros são os mais frequentes. -Clivagem: ótima em três direções, não ortogonais. -Brilho: vítreo a sedoso. -Cor: incolor, branca, cinza a preta, amarela ou vermelha. - Ocorrência: -Em cavidades, fraturas, amigdalas, estalactites, estalagmites e crostas. - Emprego: calcita e calcário são usados para fabricação de cimentos. Aquecida a 9000C, perde CO2 e transforma-se em CaO (cal virgem). Corrigir a acidez do solo. CALCITA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL - Fórmula: CaMg(CO3)2. -Determinação: as mesmas analogias feitas a calcita. Difere da calcita por efervescer somente pulverizada. - Emprego: para adorno em construção. Usada no cimento para retardar a pega e também em tijolos refratários. DOLOMITA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Fórmula: H4Al2Si2O9. -Hábito: placóide, hexagonal, microscópico. Macroscopicamente, sempre aparece em forma pulverulenta. -Cor: branca ou colorida, dependendo da quantidade de óxido de ferro. -Formação: origina-se da decomposição dos feldspatos atacados por água, contendo CO2. -Ocorrência: rochas sedimentares e ígneas decompostas. -Reconhecimento: pulverulento, macio e untuoso ao tato. - Emprego: indústria cerâmica (porcelana). CAULIM (argila) INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Fórmula: (Si4O10)Mg3(OH)2.Mg3(OH)6. -Hábito: placóide, hexagonal, microscópico. -Cor: verde. -Ocorrência: em qualquer tipo de rocha que tenha minerais ferromagnesianos, a clorita aparece como produto de alteração. CLORITA INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Fórmula: H4Mg3Si2O9. -Hábito: massas compactas ou granulares finas. A forma fibrosa fina e flexível é denominada asbesto (amianto). AMIANTO (serpentina) INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Constituem um grupo de silicatos hidratados de alumínio. As zeólitas são formadas a partir dos feldspatos, por influência de vapores ou soluções quantes. -Brilho: vítreo. -Cor: incolor, branca ou amarela. -Hábito: cúbico, feixes de cristais achatados, losangulares, fibrorradiados, agregados aciculares, tufos à semelhança de massa de algodão. -Ocorrência: aberturas ou amigdalas de rochas ígneas extrusivas (basaltos). ZEÓLITAS INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL -Fórmula: CaF. -Hábito: cúbico, octaédrico. -Cor: branca, amarela, verde, rósea, vermelha, azul, violeta ou parda. -Ocorrência: Pegmatitos, calcários, dolomitos, como acessório do granito. -Reconhecimento: brilho vítreo e clivagem octaédrica. -Emprego: fundente; fabricação de HF, de vidro opalescente. FLUORITA Rochas O que são Rochas? Produtos consolidados, resultantes da união natural de minerais. Dependendo do processo de formação, a força de ligação dos grãos constituintes varia, resultando em rochas “duras” erochas “brandas”. Estrutura: aspecto geral externo, que pode ser maciço, com cavidades, orientado ou não etc. Textura: revela-se pela observação mais detalhada do tamanho, forma e relacionamento entre os cristais ou grãos constituintes da rocha. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Informação importante no estudo das rochas é a determinação dos seus minerais constituintes. Minerais essenciais: estão sempre presentes e são os mais abundantes numa determinada rocha, suas proporções determinam o nome dado à rocha. Minerais acessórios: podem ou não estar presentes, sem que isto modifique a classificação da rocha em questão. Monominerálica: os minerais agregados pertencem à mesma espécie mineralógica. Pluriminerálica: minerais agregados de espécies diferentes. INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL Classificar as Rochas significa usar critérios que permitam agrupá-las segundo características semelhantes. Genética: principal classificação em que as Rochas são agrupadas de acordo com o seu modo de formação na natureza. As Rochas se dividem em 3 grandes Grupos: Rochas Ígneas Rochas Sedimentares Rochas Metamórficas Classificação genética das Rochas INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS FORTALEZA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL CURSO: ENGENHARIA CIVIL