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UNIVERSIDADE NILTON LINS CURSO DE PSICOLOGIA DISCIPLINA TCC I WEIDA AGUIAR DA SILVA GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM. (PROJETO DE PESQUISA) MANAUS 2017 WEIDA AGUIAR DA SILVA GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM. Projeto de Pesquisa apresentado à Universidade Nilton Lins como requisito parcial para a obtenção do grau de Psicóloga. Linha de Pesquisa: Psicologia e processos de prevenção e promoção de saúde. Orientadora Temática: Profª. MSC. Valdeni Terezinha Soares da Silva Metodológica: Profª. Esp. Jaida Souza da Costa MANAUS 2017 SUMÁRIO 1 TEMA 2 DELIMITAÇÃO DO TEMA 4 4 3 OBJETIVOS 4 3.1 Geral 4 3.2 Específicos 4 4 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 5 QUESTÕES NORTEADORAS 6 JUSTIFICATIVA 4 5 5 7 EMBASAMENTO TEÓRICO 7 7.1 Teoria de Base 7 7.2 Revisão da Literatura 9 7.2.1 Grupoterapia de orientação analítica e seus percursores 9 7.2.1.1 A grupoterapia com crianças 11 7.2.2 Intervenções expressivas no atendimento infantil 13 7.2.3 Psicodiagnóstico interventivo de compreensão analítica 15 7.2.3.1 Visita escolar 17 7.2.3.2Visita domiciliar 18 7.2.3.3 Psicodiagnóstico interventivo em grupoterapia na clínica-escola 18 7.2.4 Desafios no atendimento com crianças em clínica-escola 19 8 METODOLOGIA 21 8.1 Tipo de Pesquisa 21 8.2 Local da Pesquisa 22 8.3 Participante da Pesquisa 22 8.4 Instrumentos da Pesquisa 22 8.5 Tratamento e Análise de Dados 23 8.6 Aspectos Éticos da Pesquisa 24 9 CRONOGRAMA 25 10 ORÇAMENTO DA PESQUISA 25 REFERÊNCIAS 26 APÊNDICES 30 ANEXOS 33 4 PROJETO DE PESQUISA 1TEMA Grupoterapia infantil 2 DELIMITAÇÃO DO TEMA Grupoterapia infantil: intervenções e desafios perante uma perspectiva analítica em uma clínica-escola na cidade de Manaus-AM. 3 OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Avaliar os resultados obtidos em um grupo terapêutico infantil em uma clínica- escola. 3.2 Objetivos Específicos Verificar a utilização das intervenções expressivas como fator terapêutico no processo de externalização das emoções; Expor como a utilização do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os atendimentos na clínica infantil; Descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia no atendimento infantil. 4 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA O grupo é uma forma de experimentar algo com os componentes e encontrar possibilidades diferentes, segundo Rossi et. Al (2009), construindo assim novas alternativas, modos de subjetivação e existência. Bleichmar (1995) descreve o dispositivo grupal como algo que proporciona a criança por um lado um continente, um lugar de projeção e de expressão, e por outro lado, um enquadre figurativo, uma armação simbólica dos sistemas de relação com o semelhante. E, portanto, a função dos terapeutas como operadores de grupo estaria centrada em favorecer ao máximo esses objetivos. Ressalta-se a ideia do grupo como forma de trabalhar a subjetividade contemporânea infantil, e de prevenção à saúde. Pensando na diversidade e singularidade dessas crianças rompendo com o paradigma cartesiano/biomédico que 5 busca a cura dos sintomas através de modelos classificatórios e com o foco na doença, acarretando numa rotulação, discriminação, medicalização e patologização precoces (ROSSI et. Al, 2009). Para Pena (2014) o grupo terapêutico encontra-se numa interação constante, pelo que é um local de partilha de afetos, emoções e opiniões, quer pessoais, quer grupais. A partir da vivência prática em uma clínica-escola, a grupoterapia no atendimento infantil apresenta benefícios às crianças em processo de desenvolvimento? 5 QUESTÕES NORTEADORAS As intervenções expressivas podem ser utilizadas como instrumento terapêutico no atendimento de grupoterapia infantil? O psicodiagnóstico interventivo pode realmente ser um método dinamizador nos atendimentos infantis em grupo? A grupoterapia pode proporcionar um espaço facilitador para o amadurecimento emocional da criança? 6 JUSTIFICATIVA A grupoterapia infantil é entendida como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são trazidas. No campo grupal ocorrem movimentos como as identificações, ressonâncias, troca de papeis, transferências, entre outros, onde cada criança que compõe este grupo terapêutico expressa e narra a sua intersubjetividade, inclusive através da relação estabelecida uns com os outros. Oportunizando, por meio deste, a identificação do desenvolvimento das relações sociais das crianças advindo da transgeracionalidade familiar, sendo demonstrada tanto no âmbito escolar quanto no setting terapêutico grupal, realizando intervenções necessárias. O estágio curricular proporcionou e proporciona a graduanda vivenciar mais do que a teoria ensinada na sala de aula, permite conciliar a teoria, a prática e a construção de um alicerce profissional sólido. A experiência em grupoterapia ainda enquanto acadêmica apresenta ampla relevância, e foi aceita com toda respeitabilidade para com os pacientes e consigo, vencendo os desafios impostos por 6 este fazer, sendo vista como um privilégio, recebendo incentivos e suporte durante a supervisão de estágio o qual oportuniza a ampliação dos conhecimentos partilhados e que contribuíram para o crescimento da acadêmica enquanto pessoa, estagiária e futura profissional. A escolha deste tema pela pesquisadora deu-se durante o estágio supervisionado na clínica-escola, pois na grupoterapia observou-se as transferências positiva advindas dos pacientes, o que resultou efetivamente para o desenvolvimento do tratamento; identificando ainda a possibilidade de avaliar a socialização satisfatória entre crianças de diferentes níveis sócio-culturais, utilizando intervenções expressivas e o psicodiagnóstico interventivo, que veio reassegurar a acadêmica que o fazer do profissional da psicologia abrange outras redes e sair do setting, como abrir dialógo com outros profissionais e pais ou responsáveis, contribuindo fidedignamente para o bem-estar do paciente, e não se acomodar apenas no setting terapêutico, prática esta que vem sendo confirmada com a teoria. Pretende-se registrar por meio deste projeto as contribuições e os benefícios da terapia de grupo para criança no que diz respeito aos fazeres e as intervenções expressivas que vem sendo realizadas a partir da constatação empírica e teórica, tornando-o público para contribuição de outros pesquisadores. Salienta-se que a partir da elaboração e concretização deste projeto, os pacientes atendidos na clínica-escola, onde será executado, serão cada vez mais beneficiados no tratamento psicoterapêutico, pois pretende-se apresentar discussões e reflexões, com o objetivo de os leitores compreenderem em decorrência da prática que o grupoterapêutico infantil e as intervenções expressivas apresentam legitimidade no tratamento, bem como a utilização do psicodiagnóstico interventivo. Assim como a clínica-escola ganha visibilidade e seriedade pelo trabalho desenvolvido, levado à escola, seja privada ou pública, devido a importância que os responsáveis da instituição de ensino dão diante de tal trabalho. 7 7 EMBASAMENTO TEÓRICO 7.1 Teoria de Base Dentro da abordagem psicanalítica existem diversasconfidencialidade e, portanto, ninguém mais terá conhecimento sobre sua participação. Embora a natureza desta pesquisa apresente baixo muito baixo de ansiedade após o atendimento, você tem a garantia de indenização por parte da instituição promotora da pesquisa, do investigador, se acontecer dano (s) a sua integridade psicológica em decorrência da pesquisa, você receberá assistência psicológica imediatamente por parte do pesquisador responsável; e sua decisão de participar do estudo não está de maneira alguma associada a qualquer tipo de recompensa financeira ou outra espécie. Os gastos necessários para a sua participação na pesquisa serão assumidos pelos pesquisadores e você poderá ser ressarcido de eventuais despesas, tais como transporte e alimentação, quando for o caso. 41 Sempre que for necessário esclarecer alguma dúvida sobre o estudo, você deverá buscar contato com a responsável pela pesquisa Professora Psicóloga Msc. Valdeni Terezinha Soares da Silva, RG 302202021-3, CPF 376.435.680-49, CRP: 20/02108, tel. (92) 98829-3332, e-mail valdenitss@gmail.com. Para quaisquer informações, fica disponibilizado o endereço do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins, localizado na Av. Professor Nilton Lins nº 3259 – Parque das Laranjeiras, CEP 69.058-030, Manaus-AM, que funciona de 2ª a 6ª Feira, das 14:30 às 20:30 horas, telefone (92)3643-2170, e-mail: cep@niltonlins.br Este documento será emitido em duas vias, sendo que uma será entregue ao participante e a outra via ficará com a pesquisadora, conforme resolução 466̸12. C O N S E N T I M E N T O Li tomei conhecimento, entendi os aspectos da pesquisa e, voluntariamente, concordo em participar do estudo. EU ___________________________________________________________________ RG ________________, ESTADO CIVIL ______________, IDADE ______________ RESIDENTE NA ________________________________________________________ BAIRRO, _____________________________________, CIDADE ________________ TELEFONE ___________________ ____________________________________________ Assinatura ou Impressão Datiloscópica do Responsável Manaus – AM, _____/______/______ mailto:cep@niltonlins.br 42 ANEXO F – TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Você está sendo convidado (a) a participar deste estudo intitulado “GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM”, porque você tem perfil e preenche os critérios para, na condição de sujeito, participar desta pesquisa. Tem idade entre 9 e 12 anos, não faz uso de medicamentos controlados. Participante da Pesquisa é a expressão dada a todo ser humano que, de livre e espontânea vontade e após ser devidamente esclarecido, concorda em participar de pesquisa. As crianças participarão em sessões de atendimento grupo terapêutico e concedendo entrevista semiestruturada. Este estudo tem por objetivos: a) avaliar os resultados obtidos em um grupo terapêutico infantil em uma clínica-escola; b) verificar a utilização das intervenções expressivas como fator terapêutico no processo de externalização das emoções; c) expor como a utilização do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os atendimentos na clínica infantil; d) descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia no atendimento infantil. Este estudo justifica-se pela importância das relações interpessoais na grupoterapia infantil, pois este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são expressadas no setting. Neste estudo você será submetido (a) a atendimento em sessões de grupoterapia e uma entrevista semiestruturada com o objetivo de fornecer informações do assunto em questão, possibilitando a você atendimento psicológico com benefícios para a sua saúde psíquica. Também, você terá toda liberdade para se retirar do estudo a qualquer momento, sem prejuízo de qualquer natureza. Tanto sua pessoa quanto os dados por vocês fornecidos serão mantidos sob absoluta confidencialidade e, portanto, ninguém mais terá conhecimento sobre sua participação. Embora a natureza desta pesquisa apresente baixo muito risco, você tem a garantia de indenização por parte da instituição promotora da pesquisa, do investigador, se acontecer dano (s) a sua integridade psicológica em decorrência da pesquisa, você receberá assistência psicológica imediatamente por parte do pesquisador responsável; e sua decisão de participar do estudo não está de maneira alguma associada a qualquer tipo de recompensa financeira o em outra espécie. Os gastos necessários para a sua participação na pesquisa serão assumidos 43 pelos pesquisadores e você poderá ser ressarcido de eventuais despesas, tais como transporte e alimentação, quando for o caso. Sempre que for necessário esclarecer alguma dúvida sobre o estudo, você deverá buscar contato com a responsável pela pesquisa Professora Psicóloga Msc. Valdeni Terezinha Soares da Silva, RG 302202021-3, CPF 376.435.680-49, CRP: 20/02108, tel. (92) 98829-3332, e-mail valdenitss@gmail.com. Para quaisquer informações, fica disponibilizado o endereço do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins, localizado na Av. Professor Nilton Lins nº 3259 – Parque das Laranjeiras, CEP 69.058-030, Manaus-AM, que funciona de 2ª a 6ª Feira, das 14:30 às 20:30 horas, telefone (92)3643-2170, e-mail: cep@niltonlins.br Este documento será emitido em duas vias, sendo que uma será entregue ao participante e a outra via ficará com a pesquisadora, conforme resolução 466̸12. C O N S E N T I M E N T O Li tomei conhecimento, entendi os aspectos da pesquisa e, voluntariamente, concordo em participar do estudo. EU ___________________________________________________________________ RG ________________, ESTADO CIVIL ______________, IDADE ______________ RESIDENTE NA ________________________________________________________ BAIRRO, _____________________________________, CIDADE ________________ TELEFONE ___________________ ____________________________________________ Assinatura pais/responsável mailto:cep@niltonlins.br 44 ____________________________________________ Assinatura do menor Manaus – AM, _____/______/______ 45 ANEXO G – CURRÍCULO LATTES Valdeni Terezinha Soares da Silva – Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/5962787669617089 Jaida Souza da Costa – Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/7709876304835203 Weida Aguiar da Silva - Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/5429752434872444ramificações e teóricos que contribuíram para os seus desenvolvimentos. Neste trabalho foi escolhido pela pesquisadora, à luz da teoria Winnicottiana, cujo teórico era pediatra e psicanalista. Donald Woods Winnicott surgiu após a fase da psicanálise freudiana, ganhou um espaço significativo e, atualmente, neste contexto tem sido um dos percussores pós freudiano mais estudado destacando-se por promover a integração médica com a extensa prática clínica, onde sua teoria aborda principalmente a essência das relações a qual dá-se inicialmente entre mãe e bebê. Grande parte de suas contribuições deu-se durante a Segunda Guerra Mundial com crianças separadas de suas famílias, desenvolvendo trabalhos relevantes para o repertório da psicanálise com as noções de espaço potencial, objeto transicionais, verdadeiro e falso self (ROCHA, 2006). Winnicott desenvolveu seu trabalho a partir do que nomeou de dependência do bebê em relação ao meio ambiente (mãe) para esclarecer como um indivíduo se desenvolve e caminha, “descreve o amadurecimento como uma jornada que vai da dependência absoluta (estágios primitivos), passando pela dependência relativa (estágio do consentimento), até a independência relativa (estágio das relações interpessoais)” (MORAES, 2005, p. 106). Então, interessou-se pelo estudo da relação mãe-bebê através do que ele próprio chamou de ‘ambiente facilitador’, pressuposto da teoria do desenvolvimento emocional, descrevendo em três estágios os quais foram citados anteriormente. O crescimento aqui está relacionado com a possibilidade de o bebê vir a se relacionar com o objeto e com o mundo externo, através do princípio da realidade (ROCHA, 2006). Uma vez que tal ambiente apresenta-se como o responsável pelo vir a existir do indivíduo. Os estágios agregam tarefas específicas, para que sejam experienciadas necessitam de um ambiente facilitador a fim de que possa provir passagem, e a cada etapa alcançada o indivíduo amadurece ao desempenhar as tarefas próprias de cada estágio, sendo assim, o indivíduo se constitui a partir de tais experiências. Winnicott assinala a este respeito: 8 Todos os estágios do desenvolvimento emocional podem ser mais ou menos datados. Presumivelmente todos os estágios do desenvolvimento têm uma data em cada criança. A despeito disso, essas datas não apenas variam de criança para criança, mas também, ainda que fossem conhecidas com antecipação no caso de uma certa criança, não poderiam ser utilizadas para predizer o desenvolvimento real da criança por causa do outro fator, o cuidado materno (WINNICOTT, 1960c, apud, ROCHA, 2006, p. 14). A dependência absoluta é definida como uma relação dual, onde mãe e bebê estão unidos de tal forma que, “a mãe é o bebê, e ele é a mãe” (WINNICOTT, 1947b, apud, ROCHA, 2006, p. 3). Loparic (2005) diz que a condição inicial do bebê é “de um ser humano frágil, insuperavelmente finito, que precisa de um outro ser humano para continuar existindo” (Ibid, p. 46). Ao longo dos dois anos de idade o bebê vai gradativamente passando pelos processos de maturação e com isso deixando a situação de total dependência para uma dependência relativa, não necessitando completamente dos cuidados maternos. Inicia-se a conscientização dessa dependência materna, o que reduz a ansiedade causada pela ausência da mãe. (WINNICOTT, 1983, apud, COSTA; HORTIZ; SANTOS, 2013). Na medida em que amadurece, o bebê adquire a capacidade de expressar suas necessidades e, desta forma, caminha para a dependência relativa do ambiente. Nesse estágio de desenvolvimento emocional ocorre uma falha gradual da adaptação materna. Aos poucos, com a desadaptação gradativa do ambiente, o bebê vive uma independência relativa, pois, segundo Winnicott, “enquanto estiver vivo, o indivíduo estará sempre dependente do ambiente e das pessoas que o compõem” (ROCHA, 2006, p. 14-15). Objetivando o amadurecimento saudável na teoria Winnicottiana e o caminhar nos estágios de dependência absoluta rumo à independência relativa, faz-se necessário o crescimento maturacional do bebê. Para que isto ocorra, Winnicott preconiza a importância do ambiente confiável e os cuidados de uma ‘mãe suficientemente boa’, assim como a adaptação por parte do ambiente-mãe às necessidades do bebê. Rocha (2006) reitera sobre o conceito Winnicottiano e diz que os cuidados maternos estão atrelados a mãe suficientemente boa capaz de facilitar o processo de maturação, acrescenta que: 9 [...] à adaptação da mãe, ou seja, aquela capaz de suprir as necessidades do bebê, no período de dependência, à medida que elas se apresentam. A mãe suficientemente boa ainda provê cuidados no período de dependência relativa, mas também frustra o bebê de maneira proveitosa e dá condições para ele caminhar em direção à independência (Ibid, 2006, p. 11). Entende-se que a mãe suficientemente boa apresenta-se como a cuidadora que oferece o holding, handling e apresentação do objeto. Moraes (2005) reassegura esta ideia, afirmando que precisam ser oferecidos pelo ambiente-mãe, os quais passam pelas tarefas de segurar, manejar e apresentar os objetos, e são aspectos fundamentais para que o bebê realize as tarefas iniciais de integração no tempo e no espaço, da psique no corpo e o relacionamento com os objetos. Entretanto, Winnicott ainda aborda, que quando o ambiente não possui essas qualidades, não sendo favorável ou o acontecimento de imprevistos o indivíduo enfrenta dificuldades e “diferentes consequências podem surgir em termos de interrupção do amadurecimento ou de distorções na estrutura da personalidade e na organização do eu” (MORAES, 2005, p. 109). 7.2 Revisão da Literatura 7.2.1 Grupoterapia de orientação analítica e os seus percursores O ser humano é visto e compreendido como um ser grupal, pois o mesmo está inserido em grupo desde o início da vida com as primeiras relações no âmbito familiar e perpassa durante as diferentes etapas do desenvolvimento na jornada existencial, considerando a sua necessidade de pertencer e de vinculação com o meio. Para a compreensão de como desenvolve o tratamento em grupo terapêutico faz-se necessário contextualizar a historicidade deste fazer e os seus principais percussores. Encontrava-se em Freud estudos a respeito da psicologia inserida no funcionamento dos grupos e na produção da cultura, por meio de alguns trabalhos como Totem e Tabu (1913), Psicologia das Massas e Análise do ego (1921) e Mal- estar na civilização (1930). Nessas obras, trouxera descobertas significativas para a compreensão dos grupos humanos como, por exemplo, o fato de que, por meio de processos e rituais grupais, onde prepondera o funcionamento de mecanismos inconscientes, a sociedade transmite suas leis sociais, regras e a ordem, diz Scatena (2010). 10 Calil (2001, p. 92) cita o trabalho de Grinberg et. Al. assinalando que Freud realizou três importantes contribuição para melhor compreensão indivíduo-sociedade. A primeira é referente ao reconhecimento da influência que o meio ambiente apresenta no desenvolvimento emocional do indivíduo desde sua infância; em seguida seria a teoria relacionada ao superego, onde Freud aponta que as figuras de autoridade e sociedade, são introjetadas na estrutura da personalidade do indivíduo por intermédio de mecanismos de projeção, identificação e a internalização dos objetos parentais, dando-se a partir do processo edípico; por fim, daria através do próprio método analítico na relação transferencial, pois o indivíduo pode integrar, de forma compreensiva, sua história passada e seu presente, diz Calil (2001). Apesar de o campo psicanalítico ser delimitado entre analista e paciente, a mesma ainda situa o indivíduo dentro do contexto sócio-cultural que está inserido. Scatena (2010) cita uma das contribuições de Freud (1921): A oposição entre psicologiaindividual e psicologia social ou coletiva, que à primeira vista pode parecer-nos muito profunda, perde grande parte de sua significação enquanto a submetemos a mais detido exame. A psicologia individual se dedica, certamente, ao indivíduo e investiga os caminhos pelos quais o mesmo objetiva alcançar a satisfação de seus instintos, porém, somente poucas vezes e sob determinadas condições excepcionais, lhe é concedido prescindir das relações do indivíduo com seus semelhantes. Na vida anímica individual aparece integrado sempre, efetivamente, ‘o outro’, como modelo, objeto, auxiliar ou adversário, e deste modo, a psicologia individual é ao mesmo tempo e desde o princípio, psicologia social, num sentido amplo, mas plenamente justificado (p. 7). Anos mais tarde surgiram outros praticantes, como: E. James Anthony, S.H.Foulkes, Wilfred R. Bion, Joshua Bierer e John Rickman. Depois em 1945, com Siegmund H. Foulkes, líder mundial da Psicoterapia analítica de grupo. Em 1950 Ezriel; em 1959 Bion, e na década de 60 com Psicanalistas Franceses, Argentinos e Brasileiros. Joseph Hersey Pratt (1922) trouxe a primeira experiência grupoterápica registrada na literatura especializada (SCATENA, 2010). Na década de 50, a literatura mostrou a aplicabilidade do tratamento de grupo a uma ampla gama de settings clínicos, inclusive hospitais gerais e psiquiátricos, clínicas ambulatoriais, programas de reabilitação e instituições correcionais. Do grupo de autores britânicos, Wilfred R. Bion (1959) salientou os processos ambivalentes dos membros individuais uns com os outros e com o líder de um grupo. Os fenômenos descritos por Bion referem-se ao líder do grupo. Ele não postulou um 11 instinto gregário ou mente grupal, antes acreditava que as ideias da forma que se desenvolvem em grupo, são os produtos da regressão dentro dos membros individuais que ocorre quando as pessoas são ameaçadas por uma perda de sua distinção individual (SCATENA, 2010). Zimerman (2004) diz que Bion observou que os grupos em sua presença, invariavelmente pareciam terem se reunido para dois propósitos: funcionar como grupo de trabalho ou funcionar como grupo de pressupostos básicos. Dessa última categoria três processos distintos foram inferidos: dependência, luta e fuga, e acasalamento. No percurso da escola francesa na década de 60, observou-se por meio de conceitos oriundos da influência de teorias como o psicodrama e da teoria psicanalítica, onde no início alguns autores adaptaram a técnica psicanalítica ao psicodrama grupal, e vem se desenvolvendo até os dias atuais contribuindo significativamente para a compreensão do funcionamento grupal (CALIL, 2001). Na América Latina o autor Zimerman, de nacionalidade brasileira, contribuiu consideravelmente para os psicoterapeutas que dedicavam-se a trabalhar com grupoterapia trazendo os fundamentos básicos para a compreensão clínica psicodinâmica. Para Zimerman (1971): os conceitos de Freud e Melaine Klein aplicados a terapêutica de grupo se consistituem no melhor instrumento de trabalho clínico, permitindo não só a compreensão do trabalho grupal como também, e especialmente, seu manejo técnico adequado, tornando-se, assim um método apropriado de tratamento de pacientes psiconeuróticos (p.19). 7.2.1.1 A grupoterapia com crianças Scatena (2010) em seu trabalho fez um levantamento histórico a respeito do atendimento infantil grupal, inicia explanando sobre Anna Freud, que também trabalhou com grupos de crianças, a partir de 1945, quando publicou suas ideias sobre a indicação para análise infantil, houve uma grande difusão e aumento da credibilidade e da eficiência sobre a ludoterapia, seja em nível individual, seja grupal. Conforme a mesma autora o primeiro a trabalhar com grupos psicoterápicos infantis foi Slavson em 1951, ele acredita que “o processo grupal favorecia a catarse e o fortalecimento do ego, com consequente diminuição da ansiedade” (SCATENA, 2010, p. 23). Nessa mesma época, ele dizia que não emergiam “sintomas grupais”, 12 mas somente individuais, sendo trabalhado com os indivíduos inseridos num grupo e desenvolvia-se dentro de um grupo, mas o tratamento dava-se individual. Speler (1959) em Buenos Aires realizou os primeiros atendimentos grupo terapêuticos com crianças, seguindo os critérios de Slavson, entretanto, preocupava- se em buscar a compreensão do significado simbólico que a criança expressava no grupo. A partir destas contribuições cresceu cada vez mais o interesse de psicanalistas referente ao fundamento da dinâmica grupal, objetivando a trabalhar o todo, e não apenas com indivíduos, Winnicott (1976) foi um dos teóricos que dedicou a experiências grupais com crianças, dentro de instituições. Deakin (2008) afirma que a psicoterapia com crianças pode ser definida como uma intervenção que visa atender problemas diversos, que causam estresse emocional, interfere no dia-a-dia da criança, dificultam o desenvolvimento das habilidades adaptativas e/ou ameaçam o bem-estar da criança e dos outros à sua volta. Mais especificamente, a psicoterapia psicanalítica com crianças é derivada da psicanálise e pode ser conceituada como uma forma de tratamento interpretativo que tem por base a compreensão psicanalítica. Ainda segundo a mesma autora, este objetiva a resolução de sintomas, a modificação do comportamento, certo grau de mudança estrutural da personalidade e o retorno da criança aos impulsos desenvolvimentais normais. As técnicas da psicoterapia incluem a interpretação utilizada junto à verbalização, o esclarecimento e as mudanças manipulativas do comportamento, assim como uma experiência emocional corretiva de um novo objeto. Nesse sentido a grupoterapia com crianças está associada a uma técnica clínica psicológica especializada, exigindo de quem a pratica, no mínimo o interesse por compreender melhor o mundo infantil e o ser humano diante dos fenômenos grupais. Visto que: Efetivamente, as grupalidades são formas clínicas de maior importância para as crianças. Não só pela importância dela vivenciar aquilo que uma grupalidade possibilita, como, principalmente, pelo fato da relação com o adulto, por mais boa vontade que este tenha, exige da criança um esforço de significação e o sentimento inevitável de que não está sendo apreendida, devido a presença do recalcamento a linguagem do adulto vai ficando cada vez mais impermeável às manifestações da alma infantil, a condição e o exercício básico para quem lida com criança é manter a capacidade de sonhar.” (VESCHI, 2000, apud, SCATENA, 2010, p. 25). 13 No grupo com crianças deve-se também considerar a homogeneidade a respeito da faixa etária e ao tipo de patologia, assim como a participação de dois terapeutas, pois poderá haver um desgaste do terapeuta que neste contem as necessidades grupal, o que difere significativamente do atendimento individual. Scatena (2010) esclarece que no grupo deve ser observada a linguagem motora e lúdica. No setting é necessário contar com material que propicie o uso de jogos, brinquedos e brincadeiras. Sendo fundamental a função de holding (processo maturacional e a facilitação do meio no desenvolvimento das crianças, segundo a teoria psicanalítica de Winnicott) e de empatia por parte do grupoterapeuta. Também é necessário o acompanhamento paralelo dos pais das crianças, de preferência em grupo. A mesma autora acrescenta dizendo que o funcionamento mental da criança ainda é concreto, suas atuações e expressões ocorrem na maior parte através da motricidade, ou seja, o trabalho com crianças acontece muito mais rápido. Além disso, este tratamento é constituído a partir da tríade analista-analisando-pais. Um trabalho complexo, onde o analista deve lidar com as tranferências e contratransferências, pois no setting desperta particularidades do mundo interno e externo dos envolvidos– criança e analista - . 7.2.2 Intervenções expressivas no atendimento infantil Na contemporaneidade as intervenções expressivas são conhecidas como uma forma criativa de auxiliar o paciente em diversas questões emocionais, e consiste em possibilitar um ambiente facilitador disponibilizando de técnicas expressivas, seja através da dança, teatro, música, literatura, canto, artes plásticas, ou de intervenções lúdicas (jogos e o brincar). Um ambiente onde o paciente consiga sentir a liberdade para expressar-se, sendo ainda proporcionado um clima terapêutico de aceitação, de tolerância, de abertura às iniciativas e opções do paciente, tal fato exige do terapeuta um estudo aprofudado e supervisionado (FERRAZ, 2007). Pode-se dizer que este ambiente é uma analogia ao conceito de espaço potencial, nomeado por Winnicott, caracterizado pelo espaço que podem acontecer a imaginação e o brincar do bebê, surgindo quando a mãe pode esperar o gesto espontâneo do bebê, acolher, e só então oferecer algo que venha ao encontro de suas necessidades (SOUZA, 2011). 14 Entende-se que no momento em que a criança está em sofrimento ao entrar em contato consigo mesma e com o outro que é capaz de contê-la, ela pode expressar-se e externalizar suas angústias de diversas maneiras. Bucho (2011) empodera: Tudo aquilo que sente, pensa e sabe pode ser expresso através de múltiplas formas de linguagem, pelo olhar, pelo movimento, gesto, choro, riso, mímica, desenho, pintura, modelagem, escultura, pelo teatro, pela música, pela dança, pela escrita, pela poesia. A expressão é parte integrante da vida de uma pessoa, de um povo, de uma sociedade, de uma cultura. Todo o ser humano tem potencial para se expressar, quer seja através da expressão artística, quer através de jogos e brincadeiras, o essencial é descobrir como e ampliarmos essa capacidade (Ibid, p.20). Desta forma, entende-se que o universo das terapias expressivas se interessa pela expressão em si e a criatividade das atividades desenvolvidas, assim como as consequências emocionais desencadeadas por esta experiência, utilizados para fins terapêuticos, a fim de promover o bem-estar biopsicossocial. Pena (2014) afirma que: Estes benefícios são essenciais na intervenção terapêutica em grupo de adolescentes em sofrimento mental, uma vez que estes na maioria das vezes, apresentam dificuldades em exprimir-se verbalmente, quer pelas suas próprias características pessoais, quer pelo processo de doença. Para além disso, o facto de ter por base uma participação lúdica, do jogo e da livre expressão, irá permitir ao adolescente em sofrimento mental, desenvolver a sua criatividade, ser capaz de criar o mundo e reinventá-lo, passando pelos momentos de maior vulnerabilidade, sem que se perca (p. 27). Podemos verificar a externalização através do uso da argila, esclarecido por Bucho (2011) assinalando que a argila: Por si só convida à manipulação e desperta o estímulo das potencialidades criadoras, latentes em todo o ser [...] Quando a matéria se encontra nas nossas mãos e o desejo se transforma em imagens, estas vão-se fazendo, vão-se construindo e desconstruindo de forma livre espontânea e imaginária (p. 3). Assim como também no brincar e jogos, a criança com sua própria narrativa expressa, simbolicamente, por meio destes seus anseios, angústias, entre outras experiências. Aberastury (1982) diz que: [...] a criança, embora impossibilitada de expressar-se totalmente com palavras, era capaz de entender o que lhe era dito pelo adulto. De modo que compreende o significado latente de seus jogos, desenhos, sonhos [...] a interpretação seria tão eficaz como o era no tratamento de adultos (p. 33). 7.2.3 Psicodiagnóstico interventivo de compreensão analítica 15 A aplicação do psicodiagnóstico interventivo vem sendo utilizada, desde a década de 90, por alguns profissionais da área de psicologia. Em alguns atendimentos foram constatadas mudanças nos pacientes após serem submetidos ao processo psicodiagnóstico sem a intenção de interferência. Esses acontecimentos levaram os profissionais a questionar, se simplesmente o fato do contato paciente-terapeuta, já não provocaria situações que propiciariam a reorganização mental do paciente. Desde então, alguns psicólogos se interessaram pelo assunto e, nas últimas décadas, começaram a surgir estudos a respeito desse tipo de psicodiagnóstico. Winnicott, em 1971, escreveu sobre resultados positivos obtidos com a interpretação da fala dos pacientes nas primeiras consultas. Walter Trinca (1998) escreveu sobre o psicodiagnóstico compreensivo, técnica em que o terapeuta interage com os pacientes de forma empática e obtém um conhecimento profundo sobre o funcionamento mental deles. Nos últimos anos, cada vez mais, os profissionais da psicanálise se aproximam de seus pacientes tentando abstrair aspectos de suas personalidades, com a finalidade de um trabalho de melhor qualidade. De acordo com Santiago (1995) é bastante controverso o fato de fazer ou não assinalamentos e interpretações nas entrevistas durante o psicodiagnóstico. Encontramos profissionais que são contra essa prática e que consideram que nessa fase, o psicólogo deve ater-se a fazer uma investigação. Outros consideram que o profissional deve intervir apenas para alcançar o objetivo da entrevista, dando ênfase ao vínculo do paciente com o psicólogo. E outros, ainda, aceitam realizar um trabalho conjunto com o paciente, e reconhecem a necessidade de utilizar apontamentos e devoluções durante o processo psicodiagnóstico. O psicodiagnóstico interventivo não se configura apenas como um processo de investigação diagnóstica, mas também, como um lugar em que poderá haver intervenções que podem trazer mudanças e bem estar para o paciente da mesma forma que a psicoterapia trará (LAZZARI; SCHMIDT, 2008). No psicodiagnóstico interventivo não há uma organização sequencial, com passos a serem seguidos, e o número de sessões não é predeterminado. Além disso, o profissional psicanalítico, como ‘objeto subjetivo’ deve proporcionar ao paciente a possibilidade, através da vivência emocional, de retomar seu desenvolvimento. É de extrema importância esse profissional ser visto e sentido como aquele que pode ajudar (BARBIERI, 2010). 16 De acordo com Barbieri (2009, p. 7), “a teoria que melhor fundamenta o psicodiagnóstico interventivo é a teoria psicanalítica, que entende a estrutura da personalidade como inseparável das fantasias do indivíduo”. Se levarmos em consideração os pontos comuns entre a psicanálise e o psicodiagnóstico interventivo, sobressai-se a dificuldade em separar a investigação da intervenção. A integração entre essas duas vertentes possibilita ao paciente se apropriar do que nele existe de mais criativo. Assim “[...] a investigação psicanalítica pode ser transposta para qualquer situação em que exista um processo de associação livre (p. 7)”. Ela ainda afirma que o psicanalista deve procurar muitas explicações para “eventos únicos” e, depois de integrá-las, organizá-las e então usá-las nas intervenções direcionadas ao paciente. As intervenções podem ser feitas já no início do psicodiagnóstico, é preciso que o psicólogo se mantenha atento para apreender o material significativo que emerge durante a sessão terapêutica. Com as técnicas projetivas como ferramenta, o psicólogo usando seu raciocínio clínico fará as intervenções, de forma a dar significado à vivência do paciente (PAULO, 2006). Segundo Mishima e Barbieri (2009) e Barbieri (2008 e 2009), no psicodiagnóstico interventivo, os instrumentos de avaliação são subordinados a métodos que não são estruturados, como, por exemplo, as técnicas projetivas, que são usadas como estratégias para a comunicação entre o psicólogo e o paciente. Essa pouca estruturação, somada às atitudes do profissional e acrescidas de suamaleabilidade psíquica, proporcionam a percepção e organização de dados importantes e significativos. Portanto, as técnicas projetivas proporcionam um resultado diagnóstico mais seguro e fidedigno, possibilitando se verificar as mudanças que o psicodiagnóstico interventivo provoca na personalidade e quais pacientes possuem as características que proporcionariam benefícios com o uso do mesmo. Como requesito do psicodiagnóstico interventivo é realizado a visita domiciliar e escolar, bem como a aplicação de testes, caso seja necessário. . 7.2.3.1 Visita escolar Sabe-se que a maior parte das queixas apresentadas no encaminamento de crianças para o atendimento psicoterápico emergem no âmbito escolar, seja a dificuldades na aprendizagem ou a agressividade, após a observação de dos professores. 17 Neste contexto sua função está associada ao ensino e a formação do aluno, e ao mesmo tempo sendo um ambiente que proporciona a interação social entre professores, alunos e os demais que compõem este. O psicodiagnóstico interventivo tem como pressuposto compreender a criança no seu contexto, do qual faz parte a escola (BORGES; GHIRINGHELLO, 2014). Deve-se tomar cuidado para que a criança não seja exposta diante dos colegas, caso não queira que seja feito a identificação. As autoras corroboram no sentido de que realiza-se a visita escolar independente de qual seja a queixa, com o intuito de abrir novas possibilidades para a compreensão de como a criança está relacionada a queixa, ao processo de ensino- aprendizagem e como se relaciona no contexto escolar, Machin (2006) também concorda e recomenda que durante a visita o foco seja nas relações sociais estabelecida pela criança com os colegas e professores. Assim como Silva (2014) também acredita que: os métodos instrumentais são importantes como fontes de análise e origem dos fatos, contudo, é importante que exploremos melhor as queixas escolares, e não apenas classificar os alunos apenas pelo seu desempenho cognitivo, do sucesso ou do fracasso escolar; não é possível e simplista concluir que o não aprender esteja relacionado a um déficit cognitivo (Ibid, p 78). Sendo proposto por Avoglia (2006): Fazer uma entrevista com a professora para saber como a criança se comporta em sala de aula e como é o seu relacionamento com ela e com os colegas. Sugere também que se procure compreender, na perspectiva da professora, como os pais acompanham a escolaridade do filho, se e como participam de festividades e reuniões pedagógicas [...] também como a professora se conduz diante das dificuldades apresentadas pela criança (AVOGLIA, 2006, apud, BORGES; GHIRINGHELLO, 2014). 7.2.3.2 Visita domiciliar Referente a proposta de visita domiciliar, Lopes (2014) contribuiu significativamente para este fazer. Ela diz que essa proposta, inserida no processo psicodiagnóstico interventivo, transforma a visita domiciliar em um recurso de suma relevância, uma vez que estende o olhar do psicólogo para além da observação da dinâmica das relações familiares. É mais do que perceber o movimento de cada membro da família e a forma como se relacionam, é preciso olhar com atenção ao redor e ‘ouvir’ as histórias que os objetos existentes na casa podem lhe contar, momento este, que a dimensão reveladora da visita acontece. 18 O objetivo desta é ampliar a compreensão da relações estabelecidas e suas particularidades dentro do contexto familiar, portanto, não se trata de incluir no processo uma narrativa sobre a casa. O relato realizado em consultório, por mais minucioso que seja, jamais fornecerá o que será captado durante uma observação presencial nesse ambiente (LOPES, 2014). A experiência compartilhada entre familiares e psicólogo, na casa da criança, produz efeitos em todos; provoca movimentos em cada um: do lado do psicólogo, novas compreensões que acarretam intervenções e estas, por sua vez, suscitam, nos pacientes, outros entendimentos sobre eles mesmos (LOPES, 2014). Embora haja alterações nos comportamentos habituais da familia referente a presença de um “estranho” e mascarando informações, Lopes (2014) cita Ackerman (1986), afirmando que as mudanças se dão em grau e não na qualidade, sendo assim, “podemos não ver a mãe perder a paciência com o filho em casa nem no consultório, mas, seja seu comportamento estritamente típico ou não, podemos observar a qualidade de suas atitudes e relações com o filho (p. 113)”. 7.2.3.3 Psicodiagnóstico interventivo em grupoterapia na clínica-escola Os trabalhos desenvolvidos em clínicas-escola são realizados por estagiários, acadêmicos de psicologia, que estão preparando-se para os seus fazeres da futura profissão, para isto, são orientados por supervisores da clínica-escola, aprimorando o conhecimento e tencionando discutir em grupo as questões de casos atendidos na neste âmbito, desenvolvendo estratégias para o atendimento e a utilização de técnicas terapêuticas. Ancona-Lopez (1995) esclarece que para ser realizado o psicodiagnóstico grupal infantil em instituições de atendimento psicológico, faz-se necessário organizar as triagens, seguindo os critérios de faixa etária e similaridade de queixas, e levantam- se as possibilidades horárias dos clientes para então defini-lá. Após, convidam-se os pais ou responsáveis para a primeira sessão, pedindo que se apresente e digam o por que procuram o serviço para maior esclarecimento da queixa e como essas mães compreendem os filhos até o momento. Havendo um terapeuta e co-terapeuta para os atendimentos grupal. Diferenciar as demandas da mãe, da criança, da escola ou de outro profissional que tiver solicitado o estudo é um modo de trabalhar com o psicodiagnóstico considerando-o um espaço de influência de diferentes sentidos. Expressar essas diferenças e fazê-las circular no grupo é uma das 19 tarefas do psicólogo na busca de um efeito de recolocações dos significados (ANCONA-LOPEZ, 1995). Inicialmente, para obter partes do que se almeja adentrando o olhar na dinâmica familiar, Ancona-Lopez propõe entregar as mães ao final da primeira sessão uma anamnese para ser preenchida em casa, recolhendo-a e posteriormente sendo discutida com o responsável, e então inicia-se depois da anamnese o atendimento em grupo. As etapas do psicodiagnóstico interventivo são: entrevista com os pais, a hora lúdica, visita escolar, visita domiciliar, devolutivas com os pais ou responsáveis e, havendo a necessidade, faz-se a aplicação de testes. O processo de atendimento de grupo terapêutico segue os mesmos moldes. As devolutivas, intervenções ou orientações com os pais, acontecem paralelas aos atendimentos, ao que se emerge enquanto problemática ou não. Becker et. al. (2014), salientam que as devoluções parciais durante todo o processo tem caráter terapêutico, assim, durante este processo dinamizador, os pais passam a compreender os filhos e “começam a experimentar novas formas de relacionamento com o filho” (ANCONA-LOPEZ, 1995, p. 129). 7.2.4 Desafios no atendimento com crianças em clínica-escola As clínicas–escola são serviços de atendimento que funcionam nas instituições de ensino superior, como nos cursos de psicologia, enquanto locais que são destinados ao atendimento à saúde pública e cujos objetivos primordiais são voltados às questões de ensino-aprendizagem e de pesquisa (YOSHIDA, 2005) A Clínica-escola tem como principal finalidade possibilitar o exercício profissional de alunos mediante a aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Esta prática contribui, de maneira significativa, para a formação de profissionais, adequadamente habilitados e capazes de expandir as práticas psicológicas em consonância com as novas realidades e demandas sociais, políticas e culturais da atualidade (RIBEIRO; BRANDÃO; RIBEIRO; SAVIOTTI, s.d). Tendo esta afirmação, compreende-seque dentre os desafios, encontra-se as atividades que são destinadas ao estagiário da psicologia, precisando articular teoria e prática, principalmente, objetivando construir o seu pensamento clínico e aprendendo o real sentido da escuta na psicologia. 20 Campezatto e Nunes (2007) afirmam que as clínicas-escola possuem dupla função: possibilita realizar a prática clínica supervisionada, assim como permite que a universidade cumpra o papel social de prestação de serviço a comunidade; Isto posto, se faz necessário investigar o público que busca o atendimento psicológico nestas instituições; como vive, quem são, o que procuram, com a finalidade de integrar ensino, pesquisa e extensão. As demandas mais procuradas dentro da clínica-escola é pelo atendimento infantil, entretanto um dos desafios comumente encontrado é a dificuldade de conseguir estabelecer uma aliança com os pais ou responsáveis e, por conseguinte, a sua colaboração no processo terapêutico da criança, também produz no terapeuta um sentimento de impotência e solidão. Não que o processo somente com a criança não possa avançar, mas, sem dúvida, a colaboração dos pais ou responsáveis aumenta as chances de aproveitamento (COSTA; DIAS, 2005). Por vezes, depara-se com situações em que os pais são nocivos aos atendimentos, o que na maioria das vezes, pode ser visto como empecilho para o desenvolvimento satisfatório do tratamento, portanto, este é mais um dos desafios encontrados. Assim, como também, encontra-se no atendimento infantil, outro aspecto difícil: manter e compreender a linguagem infantil. Sabe-se que a criança tem seu próprio mundo, e o modo de narrar as suas angústias e receios que nem semrpre são verbais, expressando-se principalmente através do brincar com jogos e todas as formas expressivas disponíveis no setting, desta forma narrando o simbolismo e significância. À vista disso, Costa e Dias (2005) ratificam que é importante estabelecer uma comunicação efetiva entre terapeuta e criança, devendo dar importância à sua própria linguagem, disponibilizando-se a sair do mundo adulto e intelectualizado para alcançar o mundo lúdico da criança, com todo o seu simbolismo. Referente a este aspecto Oaklander (1980) salienta que o psicoterapeuta tem que ter a habilidade de não ser invasor, de ser leve e delicado sem ser demasiadamente passivo. Axiline (2000) afirma: O valor terapêutico deste tipo de ajuda psicológica é baseado na experiência da própria criança, como ser capaz, como uma pessoa responsável em um relacionamento que tenta comunicar-lhe duas verdades básicas: que ninguém conhece realmente tanto do mundo interior de um ser humano quanto o próprio indivíduo; e que a liberdade responsável cresce e desenvolve-se a partir do interior da pessoa. A criança deve, antes de tudo, 21 aprender a respeitar-se a si mesma e a experimentar um sentimento de dignidade que desabrocha do seu crescente autoentendimento (ibid, p. 87). Em suma, ressalta-se a partir das contribuições dos autores, principalmente ao estagiário que inicia esta prática, aprender a lidar com as próprias ansiedades, ansiando que de imediato a criança fale e/ou da maneira que seja conveniente à sua compreensão, respeitando a maneira que cada uma tem de se expressar e o seu tempo, transparencendo confiança e acolhedor quanto às necessidades da criança, embora não seja uma tarefa facilmente desenvolvida. 8 METODOLOGIA 8.1 Tipo de Pesquisa Levando em consideração o objetivo deste projeto, foi adotada a abordagem qualitativa descritiva, caracterizada como pesquisa de campo. Minayo (2009) esclarece que a abordagem qualitativa se aplica ao estudo da história, das relações das representações, das crenças, das percepções e das opiniões, produtos das interpretações que os humanos fazem a respeito como vivem, sob a ótica dos autores, de relações e para análise de discursos e de documentos. A pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade (TRIVIÑOS, 1987, apud, GEHARDT et. al., 2009, p. 35). Conforme a mesma autora, a pesquisa de campo consiste na prática empírica combinada com instrumentos de observação, entrevistas ou outras modalidades de comunicação e interlocução com os pesquisadores (MINAYO, 2009). Objetivando interpretar os fenômenos que foram observados e os dados que foram levantados, sendo assim, faz-se necessário que os elementos sejam fidedignos, sem qualquer tipo de interferência ou alteração (FURASTÉ, 2006). 8.2 Local da Pesquisa Esta pesquisa ocorrerá no Serviço de Psicologia Aplicada - SEPA, na Universidade Nilton Lins, localizada na Avenida Professor Nilton Lins, Nº 3259, Bairro Parque das Laranjeiras referente as sessões de atendimento em grupoterapia. Vista que a pesquisa é composta por 8 crianças, será realizado 08 visitas domiciliares conforme a concordância dos pais ou responsáveis pelas crianças. No que concerne 22 ao levantamento de material para embasar o levantamento de dados, ocorrerá na biblioteca da Universidade citada e ainda através de pesquisas em sites científicos. 8.3 Participantes da Pesquisa O presente estudo apresenta duas categorias de participantes que caracterizam estudos de caso múltiplo, consistindo em 16 participantes. No seu conjunto participam 8 crianças de ambos os sexos, com 9 a 12 anos e 8 pais ou responsáveis dos menores. Critérios de Inclusão: • Os critérios de inclusão da amostra são crianças de ambos os sexos, de 9 a 12 anos, em atendimento no Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA), clinica-escola em Manaus- AM, que não façam uso de medicamentos controlados, não possuam outras deficiências e que não tenham idade inferior ou superior às idades limites determinados; • A segunda categoria são os pais ou responsáveis das crianças que devem autorizar a participação de seus filhos nesta pesquisa e ter disponibilidade para participar da entrevista semiestruturada, de acordo com a Resolução 466/12 e a concordância através do TCLE (Termo de Compromisso Livre e Esclarecido). Critérios de Exclusão: • Crianças com idade inferior a 09 anos e superior a 12 anos e que não estão em atendimento psicoterápico grupal. Serão excluídos ainda aqueles que se recusarem a assinar o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) e Termo de Assentimento Livre e Esclarecido em concordância com os princípios éticos que sustentam esta pesquisa. Riscos: • Poderão apresentar sintomas de ansiedade após o atendimento em grupoterapia, fazendo-se necessário acompanhamentos posteriores ao encerramento, que será devidamente realizado, atendendo os critérios da Resolução 466/12.. 23 Benefícios: • Neste estudo na primeira categoria, as 8 crianças participarão de sessões em grupoterapia, visto que este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, possibilitando o desenvolvimento físico, psíquico e social das relações que cercam as crianças, promovendo a socialização entre ambos e o amadurecimento emocional, e uma entrevista semiestruturada com o objetivo de fornecer mais informações do assunto em questão. • Na segunda categoria com os pais ou responsável (8), o benefício está intimamente relacionado a participação da criança em atendimento grupo terapêutico, tencionando melhor compreensão no desenvolvimento da criança e o relacionamento intersubjetivo com os mesmos, bem como a entrevista semiestruturada subsidiará com dados pessoais das crianças, importante no campo grupal e familiar. • Todos os participantes terão toda liberdade para se retirar do estudo a qualquer momento, sem prejuízo de qualquer natureza. Tanto sua pessoa quanto os dados fornecidos serão mantidos sob absoluta confidencialidade e, portanto, ninguém mais terá conhecimentosobre sua participação, conforme a Resolução 466/12. • Tendo a garantia de indenização por parte da instituição promotora da pesquisa, do investigador, se acontecer dano (s) à sua integridade psicológica em decorrência da pesquisa, você receberá assistência psicológica imediatamente por parte do pesquisador responsável; e sua decisão de participar do estudo não está de maneira alguma associada a qualquer tipo de recompensa financeira o em outra espécie. Os gastos necessários para a sua participação na pesquisa serão assumidos pelos pesquisadores e você poderá ser ressarcido de eventuais despesas, tais como transporte e alimentação, quando for o caso, de acordo com a Resolução 466/12. 8.4 Instrumentos da Pesquisa Nesta pesquisa será feito o uso de duas entrevistas semiestruturadas, uma para os oito participantes do grupo terapêutico e outra para os oito pais ou responsáveis, desenvolvidas pelo próprio pesquisador, e ainda a observação 24 participante da pesquisadora nas sessões do atendimento grupoterápico com o intuito de coletar os dados necessários para responder os objetivos traçados. Segundo Minayo (apud, Guerra 2007), as entrevistas podem ser consideradas conversas com finalidade e se caracterizam pela sua forma de organização. Especificamente na semiestruturada, Guerra (2014) esclarece que em seu roteiro roteiro pode haver perguntas fechadas, geralmente de identificação ou classificação, mas possui, principalmente, perguntas abertas, dando ao entrevistado a possibilidade de falar mais livremente sobre o tema proposto. Em relação a observação consiste em ver, ouvir e examinar fatos ou fenômenos, levando em consideração que não será o número de observações realizadas que define a credibilidade dos dados de uma pesquisa, mas sim a profundidade e a amplitude alcançadas ao longo do processo de coleta de dados (GUERRA, 2014). A mesma autora afirma que a “observação participante é recomendada quando o pesquisador julgar que sua participação direta no evento ou fato a ser observado gerará maior profundidade na compreensão do mesmo (ibid, p. 31)”. 8.5 Tratamento e Análise de Dados Para a análise dos dados desta pesquisa será utilizado a técnica de análise de conteúdo desenvolvida por Bardin (2011), a autora esclarece que análise do conteúdo é compreendida como um conjunto de técnicas de pesquisa cujo objetivo é atingir indicadores que possam oportunizar a análise do referido conteúdo através de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo. A autora ainda diz que pode-se aplicar em todas as formas de comunicação e narrativa, onde o pesquisador busca compreender as características, estruturas ou modelos, que estão nas entrelinhas ou nos fragmentos de mensagens narradas, tornando-as consideráveis para o processo de análise, visando a sua interpretação. Bardin (2011) indica que a utilização da análise de conteúdo prevê três fases fundamentais: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados - a inferência e a interpretação. 8.6 Aspectos Éticos da Pesquisa O presente projeto de pesquisa será submetido à análise e aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins. Os participantes da 25 pesquisa deverão assinar o Termo Do Compromisso De Utilização De Dados – TCUD (Anexo D) e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE (Anexo E) para a execução do estudo. A pesquisa obedecerá os critérios estabelecidas pela Resolução nº 466, de 12 de Dezembro de 2012, do CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE (CNS), no que tange o respeito pela dignidade humana e pela especial proteção devida aos participantes das pesquisas científicas envolvendo seres humanos, considerando o desenvolvimento e o engajamento ético. Assim, a pesquisa também fundamenta-se fidedignamente nos princípios ético da Resolução de nº 05/010, de 21 de Julho de 2005, do CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (Código de Ética do Psicólogo), no que concerne as práticas de conduta do pesquisador. Ressaltando aqui os seguintes aspectos do conteúdo do Art. 16: a) Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos, como pela divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas, grupos, organizações e comunidades envolvidas; b) Garantirá o caráter voluntário da participação dos envolvidos, mediante consentimento livre e esclarecido, salvo nas situações previstas em legislação específica e respeitando os princípios deste Código; c) Garantirá o anonimato das pessoas, grupos ou organizações, salvo interesse manifesto destes; d) Garantirá o acesso das pessoas, grupos ou organizações aos resultados das pesquisas ou estudos, após seu encerramento, sempre que assim o desejarem. (CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO, 2005). 26 9. CRONOGRAMA ANO – 2017 JUL AGO SET OUT NOV DEZ Revisão da Literatura X Elaboração do Projeto X Solicitação da Anuência X Entrega do Projeto ao Comitê X Submissão do projeto à PB X Coleta dos Dados X X Análise de Dados e Interpretação X X Discussão dos Dados X Redação do Relatório Final X Revisão Ortográfica X Apresentação dos Resultados X Publicação dos Resultados X 10. ORÇAMENTO DA PESQUISA DESCRIÇÃO QUANTIDADE VALOR UNITÁRIO VALOR TOTAL MATERIAIS DE CONSUMO Resma de papel ofício 01 R$ 16,00 R$ 16,00 Recarga de Cartucho 02 R$ 10,00 R$ 20,00 Caneta 04 R$ 2,00 R$ 8,00 SERVIÇOS Encadernação espiral 03 R$ 3,50 R$ 10,50 Crédito na carteirinha Mensal R$ 1,50 R$ 60,00 MATERIAIS PERMANENTES Notebook e impressora R$ 1.650,00 R$ 1.650,00 R$ 1.765,50 27 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ABERASTURY, Arminda. Psicanálise da criança – teoria e técnica. Porto Alegre: Artmed, 1982. ANCONA-LOPEZ, Marília. Psicodiagnóstico: processo de intervenção. 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Mães ou responsáveis e professores como vínculo necessário ao desenvolvimento infantil: Um estudo qualitativo sobre o (Psico) Diagnóstico como processo de intervenção em crianças com Dificuldade de Aprendizagem Específica – DAE. Dissertação (Mestrado em Educação Especial). Universidade do Minho, Portugal. 2014. SOUZA, Priscila Rocha. A hiperatividade e o brincar: uma experiência clínica fundamentada na teoria de D. W. Winnicott. Dissertação (Mestrado em psicologia clínica) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2011. TRINCA, W. Processo diagnóstico de tipo compreensivo. In: Trinca, W. Diagnóstico psicológico: a prática clínica. São Paulo: Cortez, 1998. WINNICOTT, D. W. Observação de bebês numa situação padronizada. In: Da pediatria à psicanálise: obras escolhidas. Rio de Janeiro: Imago, 1941/2000. ZIMERMAN, David E. Bion: da teoria à prática. 2d. Porto Alegre: Artmed, 2008. 30 __________. Estudos sobre a psicoterapia analítica de grupo. São Paulo. Mestre Jou, 1971. 31 APÊNDICES 32 APÊNDICE A – ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA A CRIANÇA ROTEIRO DE ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA A CRIANÇA DADOS SÓCIOS DEMOGRÁFICOS Nome (só as iniciais): ......................................................... Sexo............................. Idade atual: ............................................. Escolaridade............................................... ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA 1. Como foi para você participar do tratamento de grupo? E como você se sentiu? 2. Ao utilizar os brinquedos disponíveis, por exemplo a argila, massinha de modelar, pintura e etc, como você se sentiu? 3. Como foi para você a visita da terapeuta em sua casa e na escola? 33 APÊNDICE B – ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA OS PAIS ROTEIRO DE ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA PARA OS PAIS DADOS SÓCIOS DEMOGRÁFICOS Nome (só as iniciais): Sexo: Idade: ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA INICIAL 1. Descreva como era o seu filho ao chegar para o atendimento em grupoterapêutico e como você o vê atualmente. 2. Como foi para vocês, enquanto pais, a visita em sua residência? Após a visita houve alguma mudança no relacionamento com o seu filho? Fale sobre ela. 3. Atualmente como está o relacionamento com o seu filho? 4. Você tem acompanhado o desenvolvimento escolar do seu filho, como está? 34 ANEXOS 35 ANEXO A – CARTA DE ACEITAÇÃO DA ORIENTADORA Manaus, 27 de Julho de 2017 De: Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva Para: Profª. Esp. Jaida Souza da Costa Prezada Professora MSc. Venho por meio desta informar a V,Sa., a aceitação para orientar a acadêmica Weida Aguiar da Silva, do 9° período do Curso de Psicologia da Universidade Nilton Lins no desenvolvimento do projeto de pesquisa intitulado: “Grupoterapia infantil: intervenções e desafios perante uma perspectiva analítica em uma clínica-escola na cidade de Manaus-AM” como exigência parcial para a obtenção do grau de Psicóloga, sob a minha orientação (eixo temático) e da V.Sa. Profª. Esp. Jaida Souza da Costa (eixo metodológico), cuja a coleta de informações deverá ser realizada a partir dos meses de Agosto, Setembro e Outubro/2017, após parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. Contato com a referida professora: 98829-3332 Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva. Cordialmente, Professora Valdeni Terezinha Soares Silva Curso de Psicologia- UNL Av. Professor Nilton Lins,3259 – Parque das Laranjeiras – CEP 69058-030 36 ANEXO B – CARTA DE ENCAMINHAMENTO PARA O LOCAL Manaus, 27 de julhode 2017 De: Coordenação do curso de psicologia – Universidade Nilton Lins Para: Srª. Jaida de Souza da Costa – Coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA). Situado na Av. Professor Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras, CEP 69058-030. Prezada Senhora, Solicitamos a vossa autorização para a aluna de graduação, do Curso de Psicologia da Universidade Nilton Lins, Weida Aguiar da Silva possa desenvolver a pesquisa intitulada “GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS- AM.”, no SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA (SEPA), como exigência parcial para obtenção do grau de Psicólogo, sob orientação da Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva (eixo temático), e Profª. Esp. Jaida Souza da Costa (orientadora metodológica), com execução prevista de agosto, setembro a outubro de 2017, após parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. Contatos com os referidos Professores: 98829-3332 da Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva, e 993053620 Profª. Esp. Jaida Souza da Costa. Cordialmente, Profª Jaida Souza da Costa Coordenadora do curso de psicologia – UNL Av. Professor Nilton Lins, 3259 – Parque das Laranjeiras – CEP 69058-030 37 ANEXO C – CARTA DE ACEITAÇÃO DO LOCAL Manaus, 27 de julho de 2017 De: Jaida de Souza da Costa – Coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA). Para: Professora MSc Valdeni Terezinha Soares Silva. Prezada Professora, Venho por meio desta informar a V, sa., a aceitação e autorização para a aluna de graduação, do Curso de Psicologia da Universidade Nilton Lins, Weida Aguiar da Silva possa desenvolver sua pesquisa intitulada “GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM.”, no SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA (SEPA), como exigência parcial para obtenção do grau de Psicólogo, sob orientação da Profª. Msc Valdeni Terezinha Soares Silva (eixo temático), e Profª. Esp. Jaida Souza da Costa (orientadora metodológica), com execução prevista de agosto, setembro e outubro de 2017, após parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. Contatos com os referidos Professores: 98829-3332 da Profª. Msc. Valdeni Terezinha Soares Silva, e 993053620 Profª. Esp. Jaida Souza da Costa. Cordialmente, Profª Jaida Souza da Costa Coordenadora do curso de psicologia – UNL Av. Professor Nilton Lins, 3259 – Parque das Laranjeiras – CEP 69058-030 38 ANEXO D – TERMO DO COMPROMISSO DE UTILIZAÇÃO DE DADOS (TCUD) Eu, Weida Aguiar da Silva, acadêmica da Universidade Nilton Lins, no curso de Psicologia, no âmbito do projeto de pesquisa intitulado “GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA EM UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM’’. Este estudo tem por objetivos: a) avaliar os resultados obtidos em um grupo terapêutico infantil em uma clínica-escola; b) verificar a utilização das intervenções expressivas como fator terapêutico no processo de externalização das emoções; c) expor como a utilização do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os atendimentos na clínica infantil; d) descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia no atendimento infantil. Este estudo justifica-se pela importância das relações interpessoais na grupoterapia infantil, pois este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são expressadas no setting. Comprometo-me com a utilização dos dados contidos nas sessões de atendimento em grupoterapia, entrevista semiestruturada com os pais ou responsável e entrevista semiestruturada com as crianças, a fim de obtenção dos objetivos previstos, e somente após receber a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa desta Universidade. Comprometo-me a manter a confidencialidade dos dados coletados nos documentos do Serviço de Psicologia e privacidades dos seus conteúdos. Esclareço que os dados a serem coletados se referem a informações de intervenção psicológica, que são destinados a estudos do período de agosto de 2017 a novembro de 2017. Declaro entender que é minha responsabilidade de cuidar da integridade das informações e de garantir a confidencialidade dos dados e a privacidade do indivíduo que terão seus dados acessados Também é minha responsabilidade de não repassar dados da sua integra, ou parte dele, a pessoas não envolvidas na equipe de pesquisa. Por fim comprometo-me com a guarda, cuidado e utilização das informações para o cumprimento dos objetivos previsto nesta pesquisa aqui referida. Qualquer outra pesquisa em 39 que eu precise coletar informações serão submetidas a apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa. Sempre que for necessário esclarecer alguma dúvida sobre o estudo, você deverá buscar contato com a responsável pela pesquisa Professora Psicóloga Msc. Valdeni Terezinha Soares da Silva, RG 302202021-3, CPF 376.435.680-49, CRP: 20/02108, tel. (92) 98829-3332, e-mail valdenitss@gmail.com. Para quaisquer informações, fica disponibilizado o endereço do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Nilton Lins, localizado na Av. Professor Nilton Lins nº 3259 – Parque das Laranjeiras, CEP 69.058-030, Manaus-AM, que funciona de 2ª a 6ª Feira, das 14:30 às 20:30 horas, telefone (92)3643-2170, e-mail: cep@niltonlins.br Este documento será emitido em duas vias, sendo que uma será entregue ao participante e a outra via ficará com a pesquisadora, conforme resolução 466̸12. Manaus, 26 de julho de 2017 ___________________________________________ Assinatura e carimbo do pesquisador responsável mailto:cep@niltonlins.br 40 ANEXO E – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE Você está sendo convidado (a) a participar deste estudo intitulado “GRUPOTERAPIA INFANTIL: INTERVENÇÕES E DESAFIOS PERANTE UMA CLÍNICA-ESCOLA NA CIDADE DE MANAUS-AM”, porque seu filho tem perfil e preenche os critérios para, na condição de sujeito, participar desta pesquisa, tem idade entre 9 e 12 anos, não faz uso de medicamentos controlados. Participante da Pesquisa é a expressão dada a todo ser humano que, de livre e espontânea vontade e após ser devidamente esclarecido, concorda em participar de pesquisa. Os pais ou responsáveis participarão desta pesquisa concedendo entrevista semiestruturada. Este estudo tem por objetivos: a) avaliar os resultados obtidos em um grupo terapêutico infantil em uma clínica-escola; b) verificar a utilização das intervenções expressivas como fator terapêutico no processo de externalização das emoções; c) expor como a utilização do psicodiagnóstico interventivo enquanto instrumento terapêutico pode dinamizar os atendimentos na clínica infantil; d) descrever quais são os benefícios e desafios da grupoterapia no atendimento infantil. Este estudo justifica-se pela importância das relações interpessoais na grupoterapia infantil, pois este é compreendido como um dispositivo terapêutico coletivo, e tem sido apontada como um aspecto importante para o desenvolvimento físico, psíquico e social das relações que cercam as crianças, responsável por viabilizar várias problemáticas que são expressadas no setting. Também você terá toda liberdade para se retirar do estudo a qualquer momento, sem prejuízo de qualquer natureza. Tanto sua pessoa quanto os dados por vocês fornecidos serão mantidos sob absoluta