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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SERGIPE 
CAMPUS SÃO CRISTÓVÃO 
CURSO SUPERIOR TECNÓLOGO EM AGROECOLOGIA 
 
 
EDYJHON NASCIMENTO DOS SANTOS 
 
 
 
 
PROJETO S.O.S. ABELHAS: RESGATE DE ABELHAS AFRICANIZADAS NO 
ESTADO DE SERGIPE NO PERÍODO DE SETEMBRO DE 2021 A MARÇO DE 2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristóvão – SE 
2023 
 
 
EDYJHON NASCIMENTO DOS SANTOS 
 
 
 
 
 
PROJETO S.O.S. ABELHAS: RESGATE DE ABELHAS AFRICANIZADAS NO 
ESTADO DE SERGIPE NO PERÍODO DE SETEMBRO DE 2021 A MARÇO DE 2022 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Instituto 
Federal de Sergipe como pré-requisito para a obtenção do 
Grau de Graduado em Tecnólogo em Agroecologia. 
Orientador: Prof. Dr. Wilams Gomes dos Santos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristóvão – SE 
2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IFS - Campus São Cristóvão 
Biblioteca João Ribeiro 
 
 
 
Santos, Edyjhon Nascimento dos 
S237p Projeto S.O.S. abelhas: resgate de abelhas africanizadas no Estado De Sergipe 
no período de setembro de 2021 a março de 2022. - São Cristóvão-SE, 2023. 
 27 f.; il. 
 
 Monografia (Graduação) – Tecnologia em Agrocologia. Instituto Federal de 
Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – IFS, 2023. 
 Orientador: Professor Dr. Williams Gomes dos Santos. 
 
 
 1. Apis melífera. 2. Migração. 3. Caixa isca. 4. Capitura ativa. I. Instituto 
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – IFS. II. Título. 
 
 CDU: 638.1 
 
 
EDYJHON NASCIMENTO DOS SANTOS 
 
PROJETO S.O.S. ABELHAS: RESGATE DE ABELHAS AFRICANIZADAS NO 
ESTADO DE SERGIPE NO PERÍODO DE SETEMBRO DE 2021 A MARÇO DE 
2022 
 
 Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Instituto 
Federal de Sergipe como pré-requisito para obtenção do 
Grau de Graduado em tecnólogo em Agroecologia. 
 
Aprovado em:24 /01/2023 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
Prof. Dr. Wilams Gomes dos Santos (Orientador) 
Instituto Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão 
 
Prof. Masc. João Bosco Silva Rocha (Examinador) 
Instituto Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão 
 
Profa. Dra. Denise Ribeiro de Freitas (Examinadora) 
Universidade Federal de Sergipe (Campus Sertão) 
 
São Cristóvão – SE 
2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho ao meu orientador, sem o qual não 
teria conseguido concluir esta difícil tarefa. E a todos 
aqueles que esta pesquisa possa contribuir de alguma 
forma. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 Em primeiro lugar, а Deus pela minha vida, e por me ajudar a ultrapassar todos 
obstáculos e dificuldades encontrada ao longo do curso. Agradeço ao Corpo de 
Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) pela suma importância na condução e execução 
deste trabalho. Agradeço ao Comandante Geral do CBMSE, Coronel QOABM Fábio Pinto 
Cardoso, ao 2° Tenente QOABM José Luiz dos Santos Filho, pelo imenso apoio, sem 
medir esforços para nos ajudar. 
Gratidão a todos envolvidos no projeto S.O.S. Abelhas e as seguintes instituições: 
Federação Sergipana de Apicultura (FAPISE), Associação Sergipana dos Apicultores 
(ASA) e Instituto Federal de Sergipe (IFS). 
Agradeço a minha família que me incentivaram nos momentos difíceis e 
compreenderam a minha ausência enquanto eu me dedicava à realização deste trabalho, 
meus pais Cátia dos Anjos Nascimento e Edvaldo Alves dos Santos e a meus avós. A 
minhas irmãs Anne Victória e Aline Valeria, pelo apoio incondicional. 
Agradeço também a Mirely Rosendo. Agradeço aos amigos que tive a oportunidade 
e prazer de conhecer na graduação, Matheus Menezes, Lucas Jerfferson, Jackson Freitas, 
Ely Dioney, Gabriel, Paulo, Evenlly Katiucia, Álvaro Muniz. Minha eterna gratidão aos 
professores (as), Dalmora, Thiago, Anderson Vasco, Liamara Perin, Jessica, Maria 
Engracinda e João Bosco, pelos ensinamentos que me permitiram um melhor 
desempenho no meu processo de formação profissional ao longo do curso. 
Agradeço ao, Professor Dr. Wilams Gomes dos Santos, por ter sido meu orientador 
e ter desempenhado tal função com dedicação, pelo companheirismo, amizade, paciência, 
por cada puxão de orelha, conselhos. A você minha eterna gratidão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Capturas de enxames de abelhas africanizadas na Região Metropolitana de Aracaju 
(Aracaju; Barra dos Coqueiros; Nª Senhora do Socorro; São Cristóvão) e demais cidades de 
outras regiões como, Aquidabã, Campo do Brito, Divina Pastora, Estância, Itabaiana, 
Itaporanga, Lagarto, Laranjeiras, Malhador, Rosário do Catete e Salgado................................17 
Figura 2 -Temperaturas médias, umidade médias e precipitações e mensais da cidade de Aracaju 
no período de janeiro de 2021 a março de 2022..........................................................................19 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Caixas iscas povoadas e capturas ativas no período de setembro de 2021 a março de 
2022.............................................................................................................................. .............15 
Tabela 2 - Quantidade de Caixas Iscas regatadas e capturas ativas de abelhas africanizadas nos 
municípios participantes do Projeto SOS Abelhas Sergipe no período de setembro de 2021 a 
março de 2022...........................................................................................................................16 
Tabela 3 - Dados de Ocorrência de Controle de Insetos atendido pelo Corpo de Bombeiros 
Militar de Sergipe......................................................................................................................18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SUMÁRIO 
RESUMO 
ABSTRACT 
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................11 
2. MATERIAL E MÉTODOS...................................................................................13 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO...........................................................................15 
4. CONCLUSÃO.......................................................................................................21 
5. REFERÊNCIAS....................................................................................................22 
6. ANEXO A.............................................................................................................24 
7. ANEXO B.............................................................................................................25 
8. ANEXO C.............................................................................................................26 
9. ANEXO D.............................................................................................................27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
O objetivo deste trabalho foi resgatar enxames de abelhas africanizadas, por meio da 
distribuição de caixas iscas em áreas de grande incidência de ocorrências de enxames 
migratórios, e a realização de capturas ativas, no Estado de Sergipe no período de setembro de 
2021 a março de 2022. Como medida preventiva de acidentes com abelhas em áreas urbanas, 
foram distribuídas 350 caixas iscas de papelão de 35 litros,com abertura frontal de 10 cm que 
servia de alvado (entrada e saída das abelhas). Em cada caixa isca foram acrescentados dois a 
cinco caixilhos com três centímetros de cera alveolada. As caixas iscas foram borrifadas com 
atrativo à base de própolis, capim santo (Cymbopogoncitratus) e álcool etílico hidratado 46º, 
foram fechadas na parte superior com fita adesiva impermeável e identificada com adesivos do 
Projeto S.O.S. Abelhas Sergipe. Em seguida foram distribuídas em 16 municípios do estado 
de Sergipe; Aquidabã, Aracaju, Barra dos Coqueiros, Campo do Brito, Divina Pastora, 
Estância, Itabaiana, Itaporanga, Lagarto, Laranjeiras, Malhador, Nossa Senhora do Socorro, 
Rosário do Catete, Salgado, São Cristóvão e São Francisco, em locais selecionados pelo Corpo 
de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), de acordo com a estatística das ocorrências 
registradas de migração de abelhas africanizadas e acidentes com esses insetos. As caixas iscas 
foram vistoriadas semanalmente e quando povoadas por enxames, foram resgatadas pelos 
apicultores e levadas para os apiários, com o apoio do CBMSE. Sempre após o resgate os 
apicultores faziam o registro no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP). 
As capturas ativas foram realizadas em resposta às demandas registradas pelo CIOSP, com o 
envolvimento do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe e dos apicultores voluntários para a 
remoção dos enxames. No período de setembro de 2021 a março de 2022 foram resgatados 262 
enxames de abelhas africanizadas, sendo 197 resgates através das caixas iscas e 65 por captura 
ativa. O mês de dezembro registrou o maior número de resgates, com 68, seguido por março 
com 52, janeiro com 44, e fevereiro com 32. Os demais meses apresentaram uma similaridade 
nos números totais de resgates, variando de 21 a 23. Esses resultados enfatizam a necessidade 
de desenvolver políticas de manejo e conservação que levem em consideração os padrões 
sazonais de atividades das abelhas africanizadas. Isso é fundamental não apenas para garantir a 
segurança pública, mas também para proteger esses polinizadores essenciais. 
 
Palavras-chave: Apis melífera. Migração. Caixa isca. Captura Ativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The aim of this study was to rescue swarms of Africanized bees through the distribution of bait 
hives in areas with high incidence of migratory swarms, and by conducting active captures, in 
the state of Sergipe from September 2021 to March 2022. As a preventive measure against bee 
accidents in urban areas, 350 cardboard bait hives of 35 liters each were distributed, featuring 
a 10 cm frontal opening serving as an entrance and exit for the bees. Each bait hive contained 
two to five frames with three centimeters of wax foundation. The bait hives were sprayed with 
an attractant mixture of propolis, lemongrass (Cymbopogon citratus), and 46º hydrated ethyl 
alcohol, sealed on the top with waterproof tape, and identified with stickers from the SOS Bees 
Sergipe Project. They were distributed across 16 municipalities in Sergipe: Aquidabã, Aracaju, 
Barra dos Coqueiros, Campo do Brito, Divina Pastora, Estância, Itabaiana, Itaporanga, Lagarto, 
Laranjeiras, Malhador, Nossa Senhora do Socorro, Rosário do Catete, Salgado, São Cristóvão, 
and São Francisco, selected based on statistics of Africanized bee migration and related 
accidents recorded by the Sergipe Military Fire Department (CBMSE). The bait hives were 
inspected weekly, and when populated by swarms, they were rescued by beekeepers and taken 
to apiaries with support from CBMSE. Beekeepers always registered the rescues with the 
Integrated Center for Public Security Operations (CIOSP). Active captures were conducted in 
response to demands reported by CIOSP, involving the Sergipe Military Fire Department and 
volunteer beekeepers for swarm removal. During the period from September 2021 to March 
2022, a total of 262 Africanized bee swarms were rescued, with 197 rescues through bait hives 
and 65 through active captures. December had the highest number of rescues with 68, followed 
by March with 52, January with 44, and February with 32. The remaining months showed a 
similar total number of rescues, ranging from 21 to 23. These results underscore the need to 
develop management and conservation policies that take into account the seasonal patterns of 
Africanized bee activities. This is crucial not only for ensuring public safety but also for 
protecting these essential pollinators. 
 
Keywords: Apis mellifera. Migration. Bait Hive. Active Capture. 
 
 
 
 
 
11 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Abelhas são insetos pertences à ordem dos Hymenoptera e família dos apidae, sendo 
conhecidas cerca de 20 mil espécies diferentes. Entre elas as do gênero Apis e espécie mellifera 
são as mais utilizadas para serviços de polinização, produção de mel, geleia real, cera, própolis 
e pólen (RAMOS e CARVALHO, 2007). 
As abelhas Apis melífera originaram-se no continente africano e, em seguida, em pelo 
menos dois eventos diferentes e anteriores á chegada do Homo sapiens, migraram para a Ásia 
e Europa diferenciando-se em pelo menos 26 subespécies fisiologicamente, 
comportamentalmente e morfologicamente distintas (PARKER et al., 2010). 
A Apis mellifera é encontrada em todas as partes do mundo, com exceção das regiões 
polares, enfrentando condições ecológicas bastante diversificadas que incluem savanas, 
florestas de clima tropical, desertos, regiões litorâneas e montanhosas (ARRUDA et al., 2007). 
A abelha africanizada é muito bem adaptada às condições tropicais, e apresenta 
basicamente dois modelos de dispersão (enxameação) que têm favorecido a sua sobrevivência 
e a expansão no continente americano. A enxameação reprodutiva acorre quando as condições 
de fluxo de alimento são ótimas, as abelhas africanizadas trabalham incessantemente, 
expandem sua população que, em alguns casos, chega a 120 mil abelhas e podem produzir uma 
divisão natural da colônia pelo processo de enxameação (SOARES, 2012). 
 Ainda segundo Soares (2012) neste processo ocorre a formação de uma nova rainha e a 
metade das abelhas da colônia sai com a rainha velha à procura de um local adequado de 
nidificação para estabelecer a sua nova moradia. A enxameação por abandono ocorre quando o 
fluxo de alimento diminui, para não morrerem de fome as abelhas abandonam a colmeia e vão 
em busca de um outro local que apresente condições favoráveis de sobrevivência. 
As colônias de abelhas exigem uma alta demanda de alimento ao longo do ano e vêm 
sofrendo com o aumento da degradação ambiental e redução das áreas de matas nativas 
disponíveis, que consequentemente diminuem as plantas produtoras de pólen e néctar, além das 
disponibilidades de locais de nidificação ( SILVA & BARRETO, 2016). 
As migrações são consequências previsíveis de esgotamento de recursos ou falta destes, 
a queda generalizada no pólen e néctar disponíveis são geralmente associados com altas 
temperaturas, extrema aridez, ou, inversamente, as chuvas prolongadas ou épocas frias, além 
de mudanças nas condições microclimáticas do ninho e o aumento de pragas, são muitas vezes 
coincidentes com os efeitos do esgotamento de recursos (PEREIRA et al., 2014). 
12 
 
A enxameação e o abandono das colmeias naturais pelas abelhas africanizadas e a 
consequente falta de áreas verdes devido às alterações antrópicas no meio ambiente, tais como, 
desmatamentos para a expansão da agropecuária e crescimento das cidades, têm gerado um 
grande número de enxames nas áreas urbanas. 
Além disso, a presença das abelhas em áreas urbanas tem fortalecido a concepção desses 
insetos como elementos indesejáveis, geradores de riscos e, portanto, passíveis de eliminação 
por parte da população e do poder público. De modo que, o papel essencial das abelhas na 
produção de alimentos, enquanto polinizadores essenciais, tem se tornado aparentemente 
mascarado neste contexto, destacando a necessidade de medidas corretas de remoção dos 
enxames, preservando as abelhas (SANTOS, 2020). 
A coexistência entre abelha Apis mellifera e a população humana nas áreas urbanas 
compartilhando o mesmo espaço ao mesmo tempo, tem sidodesarmoniosa devido ao 
comportamento defensivo mais intenso e com consequências desagradáveis (NEIVA 2015). 
Em 2018 foi criado o Projeto S.O.S. Abelhas Sergipe, uma iniciativa do Corpo de 
Bombeiros Militar de Sergipe em parceria com a Associação Sergipana dos Apicultores (ASA), 
Federação Apícola de Sergipe (FAPISE), Instituto Federal de Sergipe (IFS – Campus São 
Cristóvão) e com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), com o objetivo de reduzir os riscos 
de acidentes com abelhas africanizadas. 
A principal ação do projeto é preventiva e visa a distribuição de caixas iscas em locais 
estratégicos e também capturas de colônias na Região Metropolitana de Aracaju e em outras 
cidades, com o repasse dos enxames para os Apicultores do Estado de Sergipe. 
Neste contexto, a quarta edição do Projeto S.O.S. Abelhas Sergipe, correspondente a este 
trabalho, teve como objetivo resgatar enxames de abelhas africanizadas através de caixas iscas 
e capturas ativas, além de identificar os locais de maior ocorrência de enxames migratórios na 
Região Metropolitana de Aracaju e em outras cidades do Estado de Sergipe, no período de 
setembro de 2021 a março de 2022. 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
2. MATERIAL E MÉTODOS 
 
O trabalho foi realizado no Estado de Sergipe, nos seguintes municípios: Aracaju, São 
Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Itaporanga, Laranjeiras Lagarto, 
Itabaiana, Salgado, Aquidabã, São Francisco, Malhador, Campo do Brito, Estância e Divina 
Pastora, durante período de setembro de 2021 a março de 2022. O Estado de Sergipe tem uma 
área territorial de 21.910,35 km² e faz limite ao norte pelo Estado de Alagoas, ao sul e oeste 
pelo Estado da Bahia e, a leste, pelo oceano Atlântico. 
Sergipe apresenta temperatura média anual variando de 22,7°C a 26,5°C e umidade 
relativa média anual entre 65% e 80%. Estado de Sergipe apresenta irregularidade espacial e 
temporal da distribuição pluviométrica, sendo decrescente do litoral para o semiárido. O 
período chuvoso no Estado é entre os meses de abril e agosto, sendo o máximo concentrado 
entre os meses de maio e junho (COSTA et al., 2004). Segundo a Secretaria de Meio Ambiente 
e dos recursos Hídricos do Estado de Sergipe (SEMARH-SE, 2022), o Estado é dividido em 
três grandes regiões: Zona da mata, onde historicamente chove mais, com média anual 
aproximada de 1350 mm. Agreste, região intermediária com média anual de 1000 mm e o 
Sertão, que abrange uma pequena área do estado onde as chuvas concentram-se em quatro 
meses do ano com média de 750 mm anuais. 
Foram distribuídas 350 caixas iscas de papelão com volume de 35 litros com abertura 
frontal de 10 cm que servia de alvado, em cada caixa isca foram acrescentados dois a cinco 
caixilhos, conforme a disponibilidade de material. Foi colocado três centímetros de lâmina de 
cera alveolada em cada caixilho. As caixas iscas foram borrifadas com atrativo á base de 
própolis, capim santo (Cymbopogon citratus) e álcool etílico hidratado 46º. Todas as caixas 
foram fechadas na parte superior com fita adesiva impermeável, identificada com adesivos do 
Projeto S.O.S. Abelhas Sergipe e instaladas em locais predeterminados pelo Corpo de 
Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE). 
As distribuições das caixas iscas foram realizadas pelo CBMSE e pelos voluntários da 
Associação Sergipana dos Apicultores (ASA). As caixas foram distribuídas nas seguintes 
localidades: 
Uma vez por semana, os apicultores realizavam vistorias nas áreas de distribuição das 
caixas iscas com a finalidade de monitorar o povoamento das mesmas. Confirmado o 
povoamento, cada caixa isca era transportada para o apiário do apicultor responsável pela área, 
e o mesmo fazia o registro do recolhimento no Centro Integrado de Operações em Segurança 
Pública (CIOSP). Com relação às capturas ativas, as demandas geradas pela população eram 
14 
 
registradas ao CIOSP, que direcionava as ocorrências ao Corpo de Bombeiro Militar de Sergipe. 
O CBMSE confirmava a localização do enxame, grau de risco e a logística e, então acionava 
os apicultores voluntários para realizarem a captura, e posterior remoção para os apiários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
No período de setembro de 2021 a marco de 2022 o Projeto SOS Abelhas Sergipe regatou 
um total de 262 enxames de abelhas africanizadas, sendo 197 deles resgatados em caixas iscas 
e 65 por capturas ativas. Observou-se que a maior incidência de resgates foi no mês de 
dezembro com o total de 68 resgates, seguido pelos meses de março, janeiro e fevereiro, com 
respectivos valores 52, 44 e 32 enxames regatados. Os demais meses apresentaram similaridade 
entre os números totais de regates (Tabela 1). 
 
Tabela 1 - Caixas iscas povoadas e capturas ativas no período de setembro de 2021 a março de 
2022. 
Tipo de 
captura 
Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Total 
Caixas 
iscas 
16 9 3 57 40 28 44 197 
Captura 
ativa 
7 13 18 11 4 4 8 65 
Total 23 22 21 68 44 32 52 262 
 
As maiores quantidades de regates de abelhas africanizadas foram no período de verão, 
que compreenderam os meses de dezembro de 2021 a março de 2022, com maior ênfase para o 
povoamento de caixas iscas. Resultados similares foram verificados nas três primeiras edições 
do Projeto SOS Abelhas Sergipe, quando Nascimento (2018), Santos (2021) e Barboza (2021) 
constataram que dezembro e janeiro foram os meses com maiores incidências de resgates de 
abelhas africanizadas. 
Segundo Oliveira (2007), no verão ocorre um aumento da temperatura e maior 
disponibilidade de alimento, favorecendo o aumento de indivíduos nas colmeias, assim como o 
número de enxames. No verão as abelhas coletam e armazenam mais alimentos para servir de 
estoque nos períodos de outono e inverno. 
Vieira et al., (2019) monitoraram enxames de abelhas africanizadas na região 
metropolitana de Salvador- BA, e também registraram um alto índice de enxames migratórios 
no período do verão, o que resultou no aumento populacional das abelhas acarretando na 
enxameação reprodutiva, e ou pelo aumento das temperaturas médias, o qual traz como 
consequência o aumento da temperatura dentro das colmeias levando as abelhas abandonarem 
os ninhos. 
 
16 
 
Nesta quarta edição do Projeto S.O.S. Abelhas Sergipe que teve início com as instalações 
das primeiras caixas iscas setembro de 2021, com as últimas remoções e capturas em março de 
2022. Participaram 16 municípios do Estado e foi resgatado um total de 262 enxames, sendo 
197 enxames através de caixas iscas e 65 enxames regatados através de capturas ativas (Tabela 
2 e Figura 1). 
Das 350 caixas iscas instaladas 197 foram povoadas, o que correspondeu a 56,29% de 
ocupação por abelhas africanizadas. Aracaju foi o município que obteve o maior número de 
resgates, sendo 68 por caixas iscas e nove por captura ativa, totalizando 77 enxames resgatados. 
Incluindo a capital do Estado, a Região Metropolitana de Aracaju obteve um total de 137 
resgates, correspondente a 52,29% dos resgates desta quarta edição do Projeto SOS Abelhas 
Sergipe. Nesta região, o município de Nossa Senhora do Socorro obteve 27 resgates, São 
Cristóvão com 21 e o município de Barra dos Coqueiros com um total de 12 enxames regatados 
(Tabela 2). 
Tabela 2 – Quantidade de Caixas Iscas regatadas e capturas ativas de abelhas africanizadas nos 
municípios participantes do Projeto SOS Abelhas Sergipe no período de setembro de 2021 a 
março de 2022. 
Município Caixas iscas Captura ativa Total 
Aquidabã 01 00 01 
Aracaju 68 09 77 
Barra dos Coqueiros 12 00 12 
Campo do Brito 06 01 07 
Divina Pastora 00 06 06 
Estância 00 01 01 
Itabaiana 01 03 04 
Itaporanga 01 00 01 
Lagarto 27 36 63 
Laranjeiras 18 00 18 
Malhador 00 02 02 
Nossa Senhora do Socorro 24 03 27 
Rosário do Catete 12 00 12 
Salgado 06 02 08 
São Cristóvão 20 0121 
São Francisco 01 01 02 
Total 197 65 262 
 
No ano de 2018, início do Projeto SOS Abelhas, o Centro Integrado de Operações em 
Segurança Pública (CIOSP) do Estado de Sergipe, registrou 1.686 ocorrências com insetos, o 
que correspondeu a 23,90% do total de ocorrências geradas em todo o Estado. No ano de 2019 
foi um total de 2.271 ocorrências, correspondente a 31,86% do total das ocorrências. Os anos 
seguintes, 2020 com 2210 ocorrências, 2021 com 1877 e o ano de 2022 com 2005 ocorrências, 
os percentuais em relação ao número de ocorrência total foi respectivamente 30,53%; 24,70% 
17 
 
e 17,12%, apresentando um decréscimo das ocorrências com insetos em relação aos anos 
anteriores (Tabela 3). 
 
Figura 1 - Capturas de enxames de abelhas africanizadas na Região Metropolitana de Aracaju 
(Aracaju; Barra dos Coqueiros; Nª Senhora do Socorro; São Cristóvão) e demais cidades de 
outras regiões como, Aquidabã, Campo do Brito, Divina Pastora, Estância, Itabaiana, 
Itaporanga, Lagarto, Laranjeiras, Malhador, Rosário do Catete e Salgado. 
 
 
 
 
O maior índice de atendimento ocorreu na Região Metropolitana de Aracaju que segundo 
Barboza (2021), possui uma área territorial de 860106 km², que é caracterizada pela presença 
de manguezais e fragmentos de matas que funciona como locais naturais de nidificação e 
dispersão de enxames. As épocas de intensa dispersões de enxame provoca uma grande 
demanda de deslocamento de guarnições do CBMSE para a remoção abelhas, concorrendo com 
outras ocorrências, como salvamentos em acidentes, incêndios, entre outros. 
 
1
77
12
7
6
14
1
63
18
2
27
12
8
21
2
Aquidabã
Aracaju
Barra dos Coqueiros
Campo do Brito
Divina Pastora
Estância
Itabaiana
Itaporanga
Lagarto
Laranjeiras
Malhador
Nossa Senhora do Socorro
Rosário do Catete
Salgado
São Cristóvão
São Francisco
18 
 
Tabela 3 – Dados de Ocorrência de Controle de Insetos atendido pelo Corpo de Bombeiros 
Militar de Sergipe. 
Ano Total de 
ocorrência por 
ano 
Número 
ocorrências 
com insetos 
Percentual de ocorrência 
com insetos (%) 
2018 7054 1686 23,90 
2019 7127 2271 31,86 
2020 7235 2210 30,54 
2021 7599 1877 24,70 
2022 11711 2005 17,12 
 
 Segundo Nascimento (2018), o período de enxameação na Região Metropolitana de 
Aracaju coincide com o período de menor precipitação e maior temperatura ambiente, além do 
aumento da disponibilidade de alimento (néctar e pólen) no período. Os enxames que já estavam 
nidificados se fortaleceram, pois com a entrada de alimento na colmeia a rainha responde com 
aumento da postura, aumentando o número de operárias. Este evento promoveu a multiplicação 
e a dispersão das colônias, consequentemente maior número de enxames viajantes 
(enxameação). 
Na Região Metropolitana de Aracaju o período chuvoso vai de abril a agosto, com 
concentração nos meses de maio, junho e julho. Devido à escassez de alimento neste período, 
os apicultores alimentam artificialmente suas colônias com a finalidade de evitar o abandono 
das colmeias pelas abelhas (NASCIMENTO 2018). 
Como a Região Metropolitana de Aracaju se destacou em número de resgates, é 
importante entender os efeitos das condições climáticas, como a temperatura e a pluviosidade. 
O pico de resgates na região ocorreu entre os meses de dezembro a março do ano seguinte, 
período em que as temperaturas médias ambiente estavam mais altas e a pluviosidade mais 
baixa (Figura 2). 
Nota-se no gráfico (figura 2), o início da queda da pluviosidade de 342,4 mm no mês de 
julho para 41,8 mm no mês de outubro, período que corresponde ao final do inverno e o primeiro 
mês da primavera, respectivamente. Observou-se também neste período, o aumento da 
temperatura média ambiente que era de 23°C em agosto para 26° C no mês de setembro e a 
diminuição da umidade relativa do ar. Este período é caracterizado pelo início das floradas e 
aumento gradual do aporte de alimentos, fortalecendo as colmeias para posterior 
19 
 
desencadeamento da enxameação reprodutiva, além do início da migração de enxames das 
regiões de menor aporte de alimento para o litoral e região de transição entre litoral e semiárido 
de Sergipe. 
 
 Figura 2- Temperaturas médias, umidade médias e precipitações e mensais da cidade de 
Aracaju no período de janeiro de 2021 a março de 2022. 
 
 
 
As temperaturas ambientes médias permaneceram entre 27ºC e 28°C do mês de outubro 
até o mês de março, fechando o verão. A pluviosidade aumentou para 125,1 mm em novembro, 
chegando a 131,1 em dezembro e voltando cair em janeiro, chegando ao menor valor do período 
de verão que foi de 1,3 mm em março. 
As épocas do ano em que as temperaturas são altas, as abelhas africanizadas ficam mais 
ativas para o forrageamento e essas condições são favoráveis ao processo de reprodução e 
dispersão dos enxames (MELLO et al.2003). 
Situação diferente é encontrada no semiárido do Nordeste brasileiro, que mostra uma 
correlação negativa entre o pico de enxameação e a temperatura ambiente, ou seja, temperaturas 
mais baixas, combinada com alta pluviosidade, tem como consequência o desencadeamento do 
processo de enxameação reprodutiva das abelhas africanizadas. 
Já as migrações ou abandonos de colmeias naturais ou artificiais são consequências da 
escassez de floradas, que são reflexos das altas temperaturas e baixíssima pluviosidade, o 
27 27 27 27 25 24 23 23 26 27 28 27 28 28 28
15.9 10
63.2
181.1
220.8
133.3
342.4
133.5
74.1
41.8
125.1
131.1
16.4
2.2 1.3
81 80 80 86 89 88 91 87
74 73 75
94 91 87 91
0
50
100
150
200
250
300
350
400
TEMPERATURA MÉDIA (C°) PLUVIOSIDADE (mm) UMIDADE (%)
20 
 
mesmo acontecendo nos períodos de muitas chuvas e épocas prolongadas de baixas 
temperaturas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
4. CONCLUSÃO 
Diante os dados apresentados, é evidente a tendência dos enxames em buscar locais 
construídos ou adaptados pelo ser humano para sua nidificação. A instalação estratégica de 
caixas-iscas para captura de enxames surge como uma alternativa eficaz na redução dos riscos 
de acidentes envolvendo esses insetos. Portanto, a adoção preventiva dessa prática, 
posicionando-as em locais estratégicos e potencialmente suscetíveis a acidentes, se revela como 
uma medida crucial. Esta quarta edição do projeto "S.O.S. Abelhas Sergipe" realizado entre 
setembro de 2021 a março de 2022, resultou no resgate de 262 enxames, sendo 197 via caixas 
iscas e 65 por capturas ativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
5. REFERÊNCIAS 
 
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atuantes no Nordeste do Brasil durante a estação de verão, Fortaleza - CE, 2004. 
 
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2003. 
 
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georreferenciamento de enxames e colônias de abelhas Apis mellifera na Grande Aracaju. 
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PEREIRA, D.S.; HOLANDA-NETO, J.P.; SOUSA, L.C.F.S.; COELHO, D.; SILVEIRA,D.C.; HERNANDEZ, M.L. Mitigação do comportamento de abandono de abelhas Apis 
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RAMOS, JULIANA MISTRONI; CARVALHO, NC de. Estudo morfológico e biológico das 
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SEMARH-SE. Secretaria de Meio Ambiente e dos recursos Hídricos do Estado de Sergipe, 
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http://sirhse.semarh.se.gov.br/sirhse/index.php/macroplanejamento/bacias_hidrograficas/estad
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SANTOS, Ricardo Gonçalves. COMPORTAMENTO ENXAMEATÓRIO DE ABELHAS 
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REGIÃO SEMIÁRIDA DO NORDESTE BRASILEIRO.157 f. Tese (Doutorado) - Curso de 
Doutorado em Ciência Animal, Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Universidade 
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Paulo. Mensagem Doce, v. 135, p. 7-13, 2016. 
 
SILVA, F. A. S., SOUZA, D. C., ALVES, A. A., CAMPELO, J. E. G.; BENDINI, J. N.; 
NUNES, L. A.; VERZIGNASSI, J. R.; PALUDO, F.; FERNANDES, P. B.; SILVA, J. R. G.; 
23 
 
SILVA, J. Q. Morfometria geométrica das asas permite verificar o posicionamento racial 
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SOARES A.E.E. Abelhas africanizadas no Brasil: do impacto inicial às grandes 
transformações. Anais da 64ª Reunião Anual da SBPC. São Luís: SBPC; 2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
6. ANEXO A – Confecção das caixas iscas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
7. ANEXO B – Instalação de Caixas iscas na Embrapa Tabuleiros Costeiros Aracaju Sergipe. 
 
 
 
 
 
 
26 
 
8. ANEXO C – Captura ativa no Ifs Campus São Cristóvão. 
 
 
 
 
 
 
27 
 
9. ANEXO D – Captura de Caixas iscas na Embrapa Tabuleiros Costeiros Aracaju Sergipe, 
com o auxílio do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe. 
 
 
 
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