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867 
 
Studies in Health Sciences, Curitiba, v.4, n.3, p. 867-882, 2023 
 
Abordagem técnica nas suturas em pronto atendimento e suas 
características: uma revisão integrativa 
 
Technical approach to sutures in emergency care and its 
characteristics: an integrative review 
 
DOI: 10.54022/shsv4n3-016 
 
Recebimento dos originais: 01/09/2023 
Aceitação para publicação: 04/10/2023 
 
 
Tito Aurélio Gonçalves 
Pós-Graduando em Cirurgia Geral 
Instituição: Sabin Ensino e Pesquisa Juiz de Fora 
Endereço: Rua Willis Castro Rollim, 101, Santa Clara, Barra Mansa – RJ, 
CEP: 27340-700 
E-mail: titoauréliogonçalves@gmail.com 
 
Thales Parussoli Gonçalves 
Graduando em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA) 
Endereço: Rua Willis Castro Rollim, 101, Santa Clara, Barra Mansa – RJ, 
CEP: 27340-700 
E-mail: thales.g.bm@hotmail.com 
 
Daniel de Souza Weiss 
Graduando em Medicina 
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - Suprema 
Endereço: Rua Ivon José Couri, 42, Bairro Portal da Torre, Juiz de Fora – MG, 
CEP: 36037-467 
E-mail: dsweiss13@gmail.com 
 
Marcelo Barros Weiss 
Doutor em Saúde Pública pela Universidad de Ciencias Empresaliales y Socyales 
(UCES) 
Instituição: Sabin Ensino e Pesquisa Juiz de Fora 
Endereço: Rua Judith de Paula, 39, Bairro Aeroporto, Juiz de Fora – MG, 
CEP: 3603-836 
E-mail: marcelobarrosweiss@gmail.com 
 
 
RESUMO 
Trata-se de uma revisão integrativa sobre os tipos e condutas mais apropriadas 
em suturas no pronto atendimento de urgência. Objetivo: Estudar e apresentar os 
modelos mais comuns e de melhor aplicabilidade em suturas comuns encontradas 
em nossas unidades de pronto atendimento. Método: Por meio de levantamento 
bibliográfico e baseado na vivência e experiências dos autores. Resultados: 
Foram aqui apresentados os principais e mais frequentes métodos de suturas em 
pronto atendimento com as suas características e necessidades para sua 
mailto:titoauréliogonçalves@gmail.com
mailto:thales.g.bm@hotmail.com
mailto:dsweiss13@gmail.com
mailto:marcelobarrosweiss@gmail.com
 
 
 
 
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Studies in Health Sciences, Curitiba, v.4, n.3, p. 867-882, 2023 
 
execução com correção e segurança. 
 
Palavras-chave: sutura, pronto atendimento, feridas. 
 
ABSTRACT 
This is an integrative review on the most appropriate types and procedures for 
sutures in emergency emergency care. Objective: To study and present the most 
common models that best apply to common sutures found in our emergency care 
units. Method: Through bibliographical research and based on the authors' 
experience. Results: The main and most frequent suture methods in emergency 
care were presented here, with their characteristics and needs for correct and safe 
execution. 
 
Keywords: suture, emergency care, wounds. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
A sutura realizada em pronto socorro pode ser realizada de acordo com 
vários aspectos, incluindo a profundidade, os planos anatômicos , o fio utilizado, 
a finalidade, a espessura do tecido, a sequência de pontos e a posição das bordas. 
A observação de seus detalhes e aspectos de indicação e utilização, proporciona 
maior efetividade em seu objetivo final que é a melhor condição para uma 
cicatrização satisfatória em sentidos que vão da funcionalidade e da estética. 
Pode ser classificada segundo aspectos específicos e receber 
classificações segundo sua natureza que definirão desde a técnica empregada 
até o tipo de fio e agulha a serem utilizados. 
Ao escolher o fio de sutura, o material a ser utilizado não deve prejudicar o 
processo de cicatrização, e o melhor fio é aquele capaz de manter sua força tênsil 
até que a cicatrização da ferida cirúrgica esteja completa e seja absorvido, 
permitindo a funcionalidade do órgão, com a menor reação inflamatória possível. 
Os fios de sutura podem ser classificados de acordo com suas 
características e propriedades, como a capilaridade (multifilamentados ou 
monofilamentados), origem (orgânicos, sintéticos, minerais ou mistos) e 
degradação (inabsorvíveis e absorvíveis), tempo que cada fio leva para perder 
sua força tênsil e ser absorvido ou incorporado pelo organismo. Outras 
propriedades diferenciam os fios cirúrgicos entre si, incluindo absorção de fluidos, 
aderência bacteriana, elasticidade, plasticidade, pliabilidade, diâmetro, coeficiente 
de atrito e reação tecidual. 
 
 
 
 
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Studies in Health Sciences, Curitiba, v.4, n.3, p. 867-882, 2023 
 
Um fio com alta capilaridade (multifilamentado) pode ser menos útil em 
tecidos expostos a coleções ou fluidos, já um fio multifilamentado permite maior 
aderência bacteriana e deve ser evitado em tecidos contaminados. Os fios que 
possuem muita memória (capacidade de voltar ao seu estado original quando 
dobrado ou enrolado) ou fios que possuem alta pliabilidade (dificuldade de se dar 
nós) podem dificultar suturas delicadas. 
Os fios têm diâmetros ou calibres variados expressos em zeros. Quanto 
maior o número de zeros, mais fino é o fio. A sutura de mucosa oral, por exemplo, 
possui uma cicatrização rápida e, consequentemente, sem necessidade de 
tensão, podendo ser realizada com fio absorvível de curta permanência. Para a 
sutura de musculatura estriada e fáscia, é preciso usar um fio que ofereça 
resistência, com maior permanência, baixo coeficiente de atrito e que cause pouca 
reação tecidual. 
O fio 6-0 é o mais fino e deve ser utilizado na face e áreas esteticamente 
importantes; os fios 4-0 e 5-0, sendo o último mais utilizado em reparos da mão e 
dedos e o primeiro para lesões de tronco e extremidades proximais; o fio mais 
calibroso é o 3-0, que é empregado em suturas do couro cabeludo e planta dos 
pés. 
A biocompatibilidade dos fios de sutura é muito importante para conhecer 
a resposta biológica ao material, principalmente para que possa ser indicado em 
situações com risco de prejuízo na cicatrização. O fio de sutura pode agir como 
fator irritativo permanente, exacerbando e cronificando a resposta inflamatória 
local e resultando em retardo na reepitelização da linha de sutura, predisposição 
à formação de granulomas e fibroplasia exacerbada. 
Quando comparamos os fios multifilamentares com os monofilamentares, 
observamos que a reação tecidual é mais favorável nos fios monofilamentares 
devido à menor possibilidade de retenção bacteriana. Os fios multifilamentares 
permitem a penetração e proliferação de bactérias, que ficam protegidas das 
células de defesa e são incapazes de penetrar pelas capilaridades desses 
materiais, pois têm um diâmetro maior. 
 
 
 
 
 
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Studies in Health Sciences, Curitiba, v.4, n.3, p. 867-882, 2023 
 
Quadro 1: Tipos de fios cirúrgicos. 
 
Fonte: Weiss, 2021 
 
2 TÉCNICA DE SUTURA 
Condições para uma boa síntese: A sutura ideal tem como objetivo a 
adequada cicatrização, com perfeito confrontamento anatômico. 
Assepsia: Passo fundamental para evitar infecções e o enfraquecimento e 
destruição do tecido, resultando em deiscência da sutura. 
Anestesia: o anestésico mais frequentemente usado em procedimentos 
ambulatoriais é a lidocaína, com ou sem vasoconstritor. A associação ao 
vasoconstritor permite uma analgesia mais rápida, longa duração do efeito, maior 
controle da dor pós-operatória, redução do uso de torniquetes ou de outras 
manobras para controle de sangramento, menor absorção sistêmica e menor 
quantidade de anestésico necessária. Seu uso deve ser evitado em pacientes 
portadores de doenças vasculares periféricas primárias ou secundárias 
(diabéticos e tabagistas). 
A dose máxima de lidocaína sem vasoconstritor é de 7 mg/kg/dose, e 10 
mg/kg/dose com vasoconstritor. É recomendada a administração de uma dose 
segura de 5 mg/kg/dose para lidocaína sem vasoconstritor e 7 mg/kg/dose com 
vasoconstritor. 
 
 
 
 
 
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Figura 1: Bloqueio troncular 
 
Fonte: Tolosa 2001 
 
Bordas regulares: Promovem a coaptaçãodas bordas da ferida e facilitam 
a execução da sutura. É fundamental inspecionar a ferida em busca de possíveis 
corpos estranhos, que devem ser removidos. Além disso, pode ser feito o 
desbridamento do tecido desvitalizado para facilitar a sutura. 
Hemostasia: Promove uma melhor visualização do campo operatório e 
evita o acúmulo de sangue entre os tecidos e no espaço morto, o que prejudica a 
cicatrização pela distração mecânica, além de fornecer um meio propício para a 
proliferação de microrganismos e consequente infecção. O método mais usado é 
a compressão direta e, além disso, o uso de epinefrina é uma opção, exceto em 
locais de anatomia distal como dedos, pênis, pavilhão auricular e nariz. 
Confrontamento anatômico: Sempre que possível, a síntese deve ser 
realizada respeitando os planos anatômicos, a fim de minimizar a permanência de 
espaço morto entre eles. 
 
Figura 2: Passagem correta dos pontos para afrontamento dos tecidos 
 
Fonte: Fuller, 2000 
 
Boa vitalidade tecidual: Condição fundamental para a manutenção da 
sutura e a evolução favorável. É fundamental determinar o tempo do trauma, pois 
toda ferida é considerada contaminada após 6 horas do trauma ou se apresentar 
 
 
 
 
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sujidade no leito da lesão. 
Técnica perfeita: A adequação entre a sutura e o tecido, associada à tensão 
exata e ao espaçamento correto dos pontos, assegura condições para uma boa 
cicatrização. Estes princípios devem ser respeitados com o objetivo de evitar a 
ineficiência do processo, traduzida em sua forma mais grave pela ruptura das 
bordas suturadas (deiscência) ou, no mínimo, pelo desenvolvimento de uma 
cicatriz pouco estética. 
 
Figura 3: Vários tipos de sutura. 
 
Fonte: Fuller, 2000 
 
3 TIPOS DE PONTO 
3.1 PONTO SIMPLES 
Sinônimos: Sutura Simples Interrompida / Ponto Simples Separado / 
Entrecortada 
Descrição: A agulha penetra a poucos milímetros da borda da ferida em 
sentido transversal a esta, para penetrar no lábio oposto, de dentro para fora, 
saindo a uma distância igual à primeira penetração. O nó dado fica situado em um 
dos lados da ferida, evitando a linha de incisão. 
 
 
 
 
 
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Figura 4: Ponto simples 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos gerais: É uma sutura de aposição, mas pode ocorrer inversão 
caso seja aplicada tensão excessiva. Resulta em um bom confrontamento tanto 
das partes superficiais como das profundas e proporciona oclusão anatômica 
segura. São mais indicados em locais sob tensão, distribuindo o estresse por 
todos os pontos individuais. É utilizada em praticamente todos os tecidos e é 
relativamente fácil de realizar, e quando executada de modo correto não deixa 
espaço cavitário na ferida cirúrgica. No entanto, se houver dúvida quanto à 
assepsia, deve-se deixar aberta a extremidade distal da ferida para garantir a 
eventual saída de exsudatos. 
 
3.2 PONTO SIMPLES INVERTIDO 
Sinônimos: Swift (para órgãos ocos) / Hasted / Sutura intradérmica 
interrompida / Subcuticular 
Descrição: É uma modificação do ponto simples em que o nó fica oculto 
dentro do tecido, quando aplicado como nó subcutâneo ou para o lado da mucosa 
em órgãos ocos. A agulha é introduzida de dentro para fora (mucosa para serosa) 
e penetra no lábio oposto de fora para dentro (serosa para mucosa), deixando os 
cabos dos fios situados internamente. Após a aplicação do nó, suas pontas são 
cortadas e o nó ficará situado internamente. 
 
 
 
 
 
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Figura 5: Ponto simples invertido 
 
Fonte: Fuller, 2000 
 
Aspectos Gerais: Utilizado na redução do espaço morto, oclusão cutânea 
intradérmica e cirurgias gastrointestinais. Esses pontos causam mínima 
interferência no suprimento das bordas dos ferimentos e evitam a possibilidade de 
aderência quando aplicados em órgãos ocos. 
 
3.3 SUTURA DE WOLF 
Sinônimos: Ponto Horizontal Interrompido / Sutura Evertida Transfixante / 
Sutura em "U" / Ponto em "U" Horizontal / Colcheteiro Horizontal / Ponto em Barra 
Grega 
Descrição: A agulha é introduzida próxima à borda da ferida e é dirigida em 
sentido transversal a esta para penetrar no lábio oposto, de dentro para fora e 
saindo a uma distância da borda igual à primeira penetração. A agulha é 
novamente introduzida do mesmo lado que saiu, ou a poucos milímetros desta, e 
reconduzida a sair, também a mesma distância da primeira entrada, formando 
assim um "U" deitado. 
 
Figura 6: Sutura tipo Wolf 
 
Fonte: Weiss, 2021 
 
 
 
 
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Aspectos Gerais: Esta sutura pode ser de aposição até eversão, 
dependendo da tensão aplicada e se a sutura penetra no tecido completamente 
ou apenas superficialmente. Apresenta menor tempo de execução e proporciona 
uma boa oclusão de ferida. É usado em áreas de tensão e, quando utilizada para 
síntese de pele, é necessário apoiar o fio para reduzir a tensão sobre a pele. 
Também pode ser usado para sutura de aponeurose e síntese de seção 
transversal dos músculos. Apresenta características hemostáticas devido à sua 
geometria, com tendência a reduzir o suprimento de sangue no tecido alçado, 
sendo ideal para órgãos parenquimatosos, como fígado e baço. 
 
3.4 PONTO DE DONATTI 
Sinônimos: Ponto em “U” vertical 
Descrição: A agulha é introduzida a cerca de 8 a 10 mm da borda de incisão 
de um lado, transpassa todas as camadas da pele, saindo no subcutâneo, 
atravessa a linha de incisão e numa distância equivalente, penetra e transpassa 
a pele da outra borda. A agulha é revertida e inserida no mesmo lado a cerca de 
4 a 5mm da borda da incisão, saindo na derme ou hipoderme, atravessa a linha 
de incisão e penetra na derme ou hipoderme da outra borda, saindo na epiderme 
numa distância equivalente a primeira borda. 
 
Figura 7: Sutura tipo Donatti 
 
Fonte: Fuller, 2000 
 
Aspectos gerais: Utiliza a técnica de fechamento “perto-longe” com objetivo 
de aproximar a pele e minimizar a tensão na borda da ferida. Isto se deve ao 
distanciamento da passagem do fio, onde a maior distância tem a finalidade de 
sustentação de pele minimizando a tensão na linha de incisão e também servindo 
de apoio para o confrontamento das camadas de pele, e o distanciamento menor 
 
 
 
 
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produz um excelente resultado. 
 
3.5 PONTO EM X 
Sinônimos: Sutura em X / Sutura interrompida em X / Ponto de X 
Descrição: A agulha é introduzida a 3 a 4mm de um dos lados da ferida, 
passando para o lado oposto. A agulha avança 5mm, cruzando o tecido sem 
penetrá-lo, passando uma segunda vez paralela à primeira passagem. A sutura 
termina dando um nó com os cabos dos fios formando um X. 
 
Figura 8: Sutura tipo “X” 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos Gerais: É utilizado para fechamento de paredes, suturas 
musculares e pele, especialmente em cotos de amputação de cauda e dedos. 
Promove hemostasia de vasos e pode ser utilizado para reforçar uma sutura 
contínua, pois é resistente à tensão e impede a eversão dos bordos da ferida. 
 
3.6 PONTO HELICOIDAL 
Descrição: Confecção de uma alça dupla em uma das bordas, introduzindo 
a agulha a 5 mm da margem da borda, saindo pela linha de incisão e entrando 
novamente mais adiante do mesmo lado. A agulha atravessa a linha de incisão, 
penetrando pela face interna da outra borda, retornando pela linha de incisão e 
penetrando novamente na mesma borda tendo como base a mesma distância da 
primeira penetração na borda contralateral. O nó é confeccionado do lado que 
iniciou o ponto. 
 
 
 
 
 
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Figura 9: Sutura tipo helicoidal 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos Gerais: Utilizadono fechamento de suturas e em musculatura 
seccionada transversalmente devido à tendência deste tecido ao esgarçamento. 
 
3.7 SUTURA CONTINUA SIMPLES 
Sinônimos: Sutura corrida / Sutura simples sobreposta / Sutura de chuleio 
simples 
Descrição: Realização de um ponto inicial e um nó de sustentação. A 
agulha é introduzida na borda distal da ferida a uma distância de 1 a 5 mm e é 
dirigida ao centro da mesma para penetrar na borda proximal, onde emerge a uma 
mesma distância da penetração, porém um pouco mais adiante, voltando à borda 
distal, onde penetrará, repetindo a primeira manobra e assim sucessivamente até 
o fim, onde um novo nó separado e que irá consolidar a sutura é confeccionado. 
A agulha sempre entra pelo mesmo lábio da ferida e sempre sai do lado oposto, 
e as suturas são inseridas perpendicularmente ao plano dos tecidos sem 
interrupção. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 10: Sutura contínua simples 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos Gerais: Está indicada quando se deseja boa acomodação e 
elasticidade para uma distribuição uniforme da força de aproximação, sendo 
recomendada em anastomoses vasculares. Proporciona uma aproximação 
tecidual máxima e é relativamente resistente ao ar e fluidos, promovendo uma 
oclusão anatômica segura. É utilizada em quase todos os tecidos, desde que 
sejam elásticos e não submetidos a uma tensão considerável. É uma sutura de 
fácil e rápida execução, mas proporciona menor resistência do que as suturas 
simples, pois se um fio dessa sutura se romper durante a cicatrização, resultará 
na abertura da ferida em toda sua extensão. Além disso, pode franzir a linha de 
sutura e estreitar a luz do intestino, permitindo a eversão da mucosa para o lado 
peritoneal, o que obriga outra sutura invaginante no plano seromuscular. 
 
3.8 SUTURA CONTINUA COM PONTOS ANCORADOS 
Sinônimos: Sutura contínua com laçadas / Sutura entrelaçada de Ford / 
Sutura retrógrada / Sutura festonada / Sutura de Reverdin / Sutura contínua 
ancorada / Sutura de chuleio ancorado / Sutura de entrelaçamento de Ford. 
Descrição: A agulha é passada perpendicularmente através dos tecidos na 
mesma direção e, em seguida, por dentro do laço pré-formado, que é apertado. 
Cada ponto subsequente é fechado até que a extremidade da incisão seja 
alcançada. Para finalizar o ponto de fechamento, a agulha deve ser introduzida 
na direção oposta à da inserção das suturas anteriores e o final deve ser seguro 
nesse lado. O laço da extremidade é formado e as extremidades são amarradas. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 11: Sutura contínua com pontos ancorados (festonado) 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos gerais: É uma modificação de um padrão contínuo simples, com 
ancoramento para maior firmeza da sutura, apresentando uma grande 
estabilidade caso ocorra rompimento dos pontos. Sua desvantagem é a 
necessidade de mais material de sutura, e a acomodação do fio é mais difícil em 
virtude do ponto passado. Promove uma boa aproximação das bordas de peles 
espessas e tem principal aplicabilidade em cirurgias gastrointestinais. Quando 
comparada ao chuleio simples, não franze tanto a sutura nem estreita a luz 
intestinal, mas apresenta a desvantagem de permitir a eversão da mucosa. 
 
3.9 WOLF CONTINUA 
Sinônimo: Ponto em Barra Grega / Colchoeiro Horizontal / Sutura Horizontal 
de Colchoeiro Contínua 
Descrição: Após aplicar o ponto inicial, a agulha é introduzida na borda 
distal da ferida, a uma distância variável, e direcionada para a borda oposta, de 
modo que a saída ocorra na mesma altura da entrada, cruzando 
perpendicularmente a linha de incisão. Em seguida, a agulha é introduzida alguns 
milímetros na mesma borda da saída, emergindo no lado oposto, repetindo-se a 
manobra anterior. 
 
 
 
 
 
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Figura 12: Sutura tipo Wolf contínua 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos Gerais: É um ponto de "U" hemostático contínuo que resulta em 
boa coaptação dos bordos da incisão. Dependendo da tensão, esta sutura pode 
ser de aposição até eversão. Sua execução promove uma rápida oclusão, e 
apresenta a vantagem de não passar o fio sobre a ferida, mas não promove a 
coaptação perfeita dos lábios da ferida. 
 
3.10 SUTURA INTRADÉRMICA LONGITUDINAL 
Descrição: É uma sutura colchoeiro horizontal modificada, que deve ser 
iniciada e terminada com a internalização do nó na derme. Constitui-se de uma 
sequência de pontos simples longitudinais alternados nas bordas da pele, pelo 
lado interno dos lábios da ferida. A agulha é introduzida a 5mm do ângulo superior 
à esquerda da incisão e sai na derme, tracionando-se o fio. Com a pinça de Adson 
fixando a borda direita da incisão, a agulha é introduzida longitudinalmente na 
derme por uma extensão de 0,5cm e o mesmo é feito do outro lado, repetindo-se 
este processo até chegar ao ângulo inferior da incisão para internalizar o nó. 
 
 
 
 
 
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Figura 13: Sutura intradérmica longitudinal 
 
Fonte: Cirino, 2003 
 
Aspectos Gerais: É uma sutura contínua que apresenta um excelente 
confrontamento e características hemostáticas, através das quais se obtém uma 
ótima cicatriz 
 
3.11 SUTURA CONTINUA EM BOLSA 
Sinônimo: Sutura em Bolsa de Tabaco 
Descrição: Consiste em passar o fio em pontos simples ao redor da alça, 
em um sentido transversal, apertando-o em seguida e invaginando a extremidade. 
 
Figura 14: Sutura tipo em “bolsa” 
 
Fonte: Tolosa, 2001 
 
Aspectos Gerais: É uma variação circular da sutura de Lembert, usada para 
fechar canais e orifícios, bem como isolar cavidades do ambiente externo. Além 
disso, tem um efeito hemostático. É frequentemente utilizada para aproximar a 
extremidade aberta de uma estrutura tubular oca, como uma bolsa herniária ou o 
coto apendicular. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BELLEN, V. B.; MAGALHÃES, H. P. Suturas. In: MAGALHÃES, H. P. Técnica 
cirúrgica e cirurgia experimental. São Paulo: Sarvier, 1993c. p. 99 – 111. 
BERNIS-FILHO, W O.; WOUTERS, F.; WOUTERS, AAB.; VALÉRIA MAGRO, O.; 
LOPES, LR.; ANDREOLLO, NA. Comparative study of cotton, polyglactin and 
polyglecaprone sutures in intestinal anastomoses in dogs. ABCD, arq. bras. cir. 
dig; 26( 1 ): 18-26. Disponível 
em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 67202013000
100005&lng=pt. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202013000100005. Acessado 
em 07 de maio de 2022. 
CIRINO, L. M. I. Manual de técnica cirúrgica para graduação. São Paulo: Sarvier, 
2003. 111p. 
FULLER, J. R. Fechamento da ferida cirúrgica. In: ______. Tecnologia cirúrgica: 
princípios e prática. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2000. p.101 – 122. 
MAGALHÃES, H. P; CONFORTI, V. L. P. Técnicas cirúrgicas. In: MAGALHÃES, 
H. P. Técnica cirúrgica e cirurgia experimental. São Paulo: Sarvier, 1993. p. 134 - 
163. 
PARRA, O. M.; SAAD, W. A. Técnica operatória fundamental. Rio de Janeiro: 
Atheneu, 1987. 558p. 
SMEAK, D.D. Evaluation of video tape and a simulator for instruction of basic 
surgical skills. Vet Surg, v.20, p.30, 1991. Disponível em: 
 Acesso em 07 de maio de 2019. 
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