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Equipamento Anestésico -inclui vários produtos de suporte respiratório, dispositivos para a liberação de oxigênio, aparelhos de anestesia, sistemas de eliminação (limpeza), ventiladores e muitas configurações de monitores do paciente e outros produtos de suporte; ● Tubos endotraqueais -proporciona uma via respiratória para o paciente, facilita a ventilação com pressão positiva, protege os pulmões contra a aspiração de líquidos e impede a contaminação do ambiente de trabalho com resíduos de gases anestésicos; -tubos endotraqueais fabricados para pacientes humanos precisam ter várias marcações e abreviaturas diretamente no tubo que descrevam cada característica do mesmo e também a profundidade de inserção. As marcações podem incluir o fabricante, o diâmetro interno (I.D.) e o externo (O.D.) , seu comprimento e códigos de identificação , indicando a toxicidade tecidual ou testes de implantação (p. ex., F29); no mínimo, o diâmetro e o comprimento. - tamanho é dado de acordo com seu diâmetro interno. Por exemplo, um tubo endotraqueal de tamanho 6.0 é aquele com diâmetro interno de 6 mm. - Nos tubos com paredes mais espessas, a diferença entre o diâmetro interno e o externo é maior, o que pode ser importante ao se escolher um deles para animais muito pequenos. Os tubos de parede muito espessa terão, de fato, o diâmetro interno da via respiratória muito reduzido, em comparação com um de parede fina, pois o tamanho de um tubo endotraqueal que pode ser colocado em um paciente é limitado pelo seu diâmetro externo, não pelo interno. Contudo, os tubos macios de parede muito fina são suscetíveis à obstrução decorrente da compressão externa ou por causa de dobras -materiais comuns de tubos: cloreto de polivinil, silicone ou borracha vermelha. -preferidos são, em geral, os transparentes, porque podem ser inspecionados visualmente quanto à presença de muco ou sangue, no período intraoperatório, ou de resíduos após a eliminação. -Em geral, deve-se usar o tubo endotraqueal do tamanho maior, que se adapte à traqueia do paciente sem causar traumatismo. -tubo não deve estender-se distalmente além da entrada torácica e o ideal é que não se estenda rostralmente além dos dentes incisivos do paciente, pois qualquer tubo que faça isso aumentará o espaço morto mecânico. Se o tubo endotraqueal for muito comprido, e a inserção adicional levar à possibilidade de intubação endotraqueal, a extremidade do aparelho pode ser cortada e o conector do tubo, reinserido -como escolher o tamanho pro paciente ? posso calcular por meio da fórmula peso x 3, e o resultado tirar a raiz ou a través da comparação do diâmetro da narina com a largura da sonda endotraqueal, sendo que o tamanho é aquele em que a largura da sonda é quase o mesmo diâmetro da narin a; Raças braquicefálicas (Pug, Bulldog, persas, etc) geralmente exigem tubos menores que o esperado para o peso, devido à anatomia da via aérea (mais estreita e as vezes pode ter colapso de traqueia ou hipoplasia traqueia) -Sempre preparar 2 tamanhos: Um ideal estimado e um menor (se houver resistência); -como sei que é aquele tubo o correto ? ele deve passar sem força/resistência pela glote, permitir inflar o cuff sem vazamento ao aplicar pressão positiva moderada e não ultrapassar a bifurcação da traquéia (carina; comprimento ideal é a distância da ponta do focinho até a entrada do tórax) → risco de intubação brônquica; ● Instrumentos e Materiais -Máscaras faciais (adulto e infantil) -Tubos traqueais e conectores, Laringoscópio, Guia para tubo traqueal, Oxímetro de pulso, Desfibrilador/ cardioversor, Ventilador, Capnógrafo, Esfigmomanômetro, Estetoscópio, Ponto de oxigênio, Aspirador; -quanto ao fornecimento de gás medicinal: o ideal é que os aparelhos de anestesia tenham duas fontes de gás, uma de um tanque pequeno com alta pressão ( cilindro de oxigênio verde ) conectado diretamente ao aparelho e uma segunda em geral originária de um sistema canalizado central do hospital; maioria normalmente é armazenada sob alta pressão em cilindros de vários tamanhos apropriados para gás ou em tanques criogênicos para líquido isolados e sob baixa pressão; Como alternativa, podem ser usados concentradores de oxigênio para fornecer oxigênio a um hospital, conforme a necessidade, quando obter e armazenar cilindros é inconveniente, impossível ou proibitivo por causa do custo; diferença entre os dois > principal diferença está no processo de obtenção e no formato de fornecimento do oxigênio. Ôxigenio armazenado em cilindro de oxigênio Concentrador de oxigênio Princípio de funcionamento: O oxigênio é armazenado em cilindros sob alta pressão. Esse oxigênio é previamente comprimido e armazenado em formas líquidas ou gasosas em grandes quantidades (depende do tamanho do cilindro); Não depende de eletricidade para funcionar, uma vez que o oxigênio já está armazenado. Vantagens : O oxigênio pode ser transportado e utilizado em locais onde não há acesso a eletricidade; podem fornecer grandes quantidades de oxigênio de uma vez e sob alta pressão e com um fluxo constante; usados em ventilação mecânica, pois são capazes de fornecer grandes quantidades de oxigênio com uma concentração de O2 constante (geralmente 99% de pureza), sem o risco de instabilidade no fluxo e com a pressão adequada que o fluxo exige; No caso de ventilação mecânica, os cilindros de oxigênio ou sistemas de oxigênio centralizado são preferíveis, pois podem fornecer o volume necessário com a pureza e pressão adequadas. Desvantagens : É necessário reabastecer os cilindros quando Princípio de funcionamento : atmosfera é composta por uma mistura de gases, sendo que o nitrogénio (N2) constitui cerca de 78% e o oxigénio (O2) cerca de 21%; concentrador retira o oxigênio do ar ambiente (que contém cerca de 21% de oxigênio) e concentra esse oxigênio, separando o nitrogênio. Ele então entrega um fluxo contínuo de oxigênio com uma concentração de 90 a 96%. Funciona com eletricidade, utilizando um compressor para separar o oxigênio do ar; etapas do processo: Captação do ar ambiente → Filtragem para remover impurezas → Separação de oxigênio e nitrogênio através de PSA (adsorção do nitrogênio) → Liberação de oxigênio concentrado (geralmente entre 90-96% de oxigênio) → Fornecimento ao paciente. Vantagens : Não há necessidade de reabastecimento constante, pois ele retira oxigênio do ar ao seu redor; é mais seguro e prático em ambientes domésticos, pois não envolve riscos com acabarem; se acabar o oxigênio durante o uso pode haver complicações para o animal, se não tiver reserva; transporte pode ser arriscado devido à alta pressão, e eles são volumosos e pesados. pressões elevadas, como os cilindros. Desvantagens : possuem um limite de capacidade de produção de oxigênio, o que pode ser insuficiente em casos de grandes necessidades(ex: hospitais com muitos pacientes); seu uso depende da disponibilidade de energia elétrica. não é ideal para ser usado em ventilação mecânica, devido alguns fatores: -Capacidade de fornecimento de O2 limitado: embora forneçam oxigênio a uma concentração elevada (entre 90% e 96%), têm uma capacidade limitada de fluxo de oxigênio - significa que eles não são capazes de fornecer o volume necessário de oxigênio em altas taxas de fluxo exigidas em ventilação mecânica, onde pode ser necessário fornecer grandes volumes de oxigênio a uma pressão específica; ventilação mecânica exige fluxos elevados de oxigênio (às vezes acima de 10 a 15 litros por minuto, dependendo da necessidade do paciente), e os concentradores geralmente não conseguem entregar esse volume de oxigênio de forma contínua e estável; -Instabilidade na concentração de oxigênio: Durante a ventilação mecânica, a necessidade de oxigênio é muitas vezes variável, e o ventilador pode exigir ajustes rápidos e precisos na concentração de oxigênio que está sendo administrada. O concentrador pode ter dificuldades em manter uma concentração constante quando o fluxo exigido varia. Em ventiladores mecânicos, a entrega do oxigênio precisa ser precisa e constante. No caso do concentrador, a concentração pode cair um pouco com aumento do fluxo ou quando o dispositivo é exigido ao máximo, o que pode comprometer o tratamento do paciente; -Necessidade de oxigênio de alta pureza e volume: Em ventilação mecânica, o oxigênio precisa ser de alta pureza, mas também é fundamental que haja um volume adequado de gás. concentrador, embora produza oxigênio com boa pureza, não consegue fornecer a quantidade necessária de maneira consistente em situações de alta demanda, como em ventilação mecânica. -Requisitos de pressão e fluxo: ventilação mecânica exige oxigênio sob alta pressão e com fluxos ajustáveis, para se adequar às diferentes configurações dos ventiladores mecânicos e às necessidades do paciente; concentrador de oxigênio, fornece o oxigênio a pressões muito mais baixas e não tem a flexibilidade necessária para ajustar esses parâmetros conforme exigido pelos ventiladores. - Partes de cada um: concentrador de oxigênio: 1. Filtro de Ar de Entrada : capturando impurezas maiores, como poeira e sujeira, antes que o ar seja processado pelo concentrador. 2. Compressor : responsável por comprimir o ar ambiente e forçar o ar filtrado para dentro do sistema de separação de gases. Ele aumenta a pressão do ar para que o processo de separação funcione de forma eficiente. 3. Leito de Zeólita: é um material poroso que adsorve o nitrogênio e permite que o oxigênio passe livremente. Este é o componente principal no processo de separação do oxigênio do ar. O ar comprimido passa por dois leitos alternados (ciclicamente), onde o nitrogênio é retirado e o oxigênio concentrado é liberado. 4. Válvulas de Controle : são responsáveis por controlar o fluxo de ar dentro do concentrador. Elas alternam o processo entre as duas torres de zeólita (uma adsorvendo nitrogênio e a outra liberando oxigênio), garantindo que o oxigênio seja continuamente produzido. 5. Saída de Oxigênio : onde o oxigênio concentrado (geralmente entre 90-95%) é entregue ao paciente. Pode ser conectado a uma máscara ou cânula nasal, dependendo da necessidade de oxigênio; 6. Manômetro : exibe a pressão do sistema, garantindo que a pressão do oxigênio seja adequada para o uso seguro e eficaz. 7. Painel de Controle : permite ao usuário ajustar o fluxo de oxigênio (em litros por minuto), monitorar o status do concentrador e alterar configurações, como o nível de pureza do oxigênio ou alertas de manutenção. 8. Fluxo de ar: O ar é captado do ambiente e passa através do filtro de entrada. O compressor pressuriza o ar e o envia para o leito de zeólita. O nitrogênio é adsorvido na zeólita, enquanto o oxigênio concentrado é liberado. O oxigênio concentrado sai pela saída de oxigênio para ser usado pelo paciente. Cilindro de oxigênio: 1. Corpo do Cilindro (Tanque): recipiente onde o oxigênio é armazenado a alta pressão; geralmente feito de aço inoxidável ou alumínio para resistir à pressão interna; forma cilíndrica e é projetado para suportar a alta pressão sem risco de ruptura. Armazenar o oxigênio a pressões de até 2000 psi (libras por polegada quadrada), ou até mais, dependendo do tipo de cilindro; 2. Válvula de Abertura: é a parte que controla a liberação do oxigênio do cilindro. Ela é instalada na parte superior do cilindro e tem um mecanismo de abertura e fechamento que permite liberar o oxigênio para um regulador de fluxo ou diretamente para o paciente, dependendo do uso; Controla a saída do oxigênio e garante que ele só seja liberado quando necessário. 3. Manômetro (Indicador de Pressão): dispositivo de medição que indica a pressão interna do cilindro. Ele é conectado à válvula e é visível para o usuário; função de informar o nível de pressão do oxigênio no cilindro. ajuda a determinar quando o cilindro está quase vazio e precisa ser reabastecido. 4. Redutor de Pressão (Regulador de Fluxo)/Válvula para reduzir a pressão (reguladora): é instalado na válvula do cilindro e tem a função de reduzir a pressão do oxigênio que sai do cilindro para um nível seguro e controlável. também regula o fluxo de oxigênio (fluxometro), permitindo que o usuário ajuste a quantidade de oxigênio a ser fornecida; também reduzem ou impedem flutuações na pressão à medida que o tanque esvazia; necessário para diminuir as altas pressões dos cilindros de gás para um de trabalho mais razoável e segura; 5. fluxômetro: controlam a taxa de liberação de gás para as áreas de pressão baixa do aparelho de anestesia e determinam o fluxo de gás fresco (FGF) para o circuito anestésico; gás normalmente flui no fundo do tubo e vai para fora no topo. O tubo é mais largo no fundo e mais estreito no alto, de modo que, conforme a boia move o tubo para cima, pode fluir mais gás em torno dela, produzindo taxas mais elevadas de fluxo; quantidade de gás que entra no tubo é controlada por um botão de controle do fluxo, que ajusta uma válvula com agulha. Uma boia indica o fluxo de gás em uma escala calibrada. taxas de fluxo de gás normalmente são expressas em mℓ/min ou ℓ/min . sem o fluxômetro no cilindro, você consegue liberar mais oxigênio mais rapidamente, mas isso não significa mais segurança ou controle — muito pelo contrário; limita e regula precisamente o fluxo em litros por minuto (L/min). Sem ele, o oxigênio sai conforme a pressão ajustada pelo regulador e o calibre da saída, o que pode permitir uma vazão muito maior do que o necessário ou seguro. Mas isso é perigoso, pois sem o fluxômetro, você perde a capacidade de controlar exatamente quanto oxigênio está sendo administrado ao paciente. E emsistemas anestésicos, isso pode levar a hiperoxigenação, desperdício de gás ou até barotrauma. Por isso o ideal é: No cilindro: usar dois manômetros (um para ver a pressão do gás armazenado - manometro de entrada; e outro para ver a pressão de saída depois do regulador - manometro de saída); No equipamento de anestesia: instalar o fluxômetro, que regula o fluxo preciso (por exemplo, 0,5 L/min ou 2 L/min) que o paciente receberá. Assim se tem o máximo controle, segurança e precisão e evita acidentes ou desperdícios. É melhor para o sistema de anestesia que o cilindro de oxigênio não tenha fluxômetro acoplado diretamente, mas sim dois manômetros (um de entrada e outro de saída), porque isso oferece maior controle, segurança e precisão, pois: -há um monitoramento de pressões diferentes: Manômetro de entrada: mede a pressão dentro do cilindro, indicando quanto oxigênio ainda há disponível. Manômetro de saída: mede a pressão após o regulador, ou seja, a pressão que está sendo enviada para o sistema de anestesia; permite identificar falhas (como vazamentos, entupimentos ou regulagens erradas) com muito mais clareza. - Reduz o risco de vazamentos acidentais, pois o fluxo não será iniciado diretamente no cilindro, e sim no equipamento principal de anestesia; - fluxômetro acoplado ao equipamento anestésico (e não ao cilindro) permite um controle mais fino do fluxo de oxigênio que será misturado ao anestésico. Isso melhora a titulação e segurança da anestesia. -padronização e Integração: Sistemas de anestesia mais modernos são preparados para receber o gás já regulado e sem fluxo, pois o controle preciso de fluxo e mistura ocorre dentro da máquina anestésica. 6. Válvula de Segurança: Muitos cilindros possuem uma válvula de segurança que é projetada para liberar o gás de forma controlada, caso a pressão interna do cilindro exceda um limite seguro. Garantir a segurança do cilindro, prevenindo sobrepressão e possíveis acidentes. 7. Pino ou Conector de Saída: parte onde a tubulação é conectada ao cilindro; permite a transferência do oxigênio do cilindro para a linha de fornecimento ou equipamento, como máscaras de oxigênio ou ventiladores mecânicos. função de conectar o cilindro de oxigênio a um sistema de entrega. 8. Etiqueta de Identificação e Dados Técnicos : cilindro de oxigênio geralmente vem com etiquetas e marcações que indicam informações importantes, como pressão máxima, data de fabricação, data de validade do teste de pressão, número de série e outros dados de segurança; Função: Fornecer informações essenciais para segurança e manutenção do cilindro. 9. Revestimento Externo (Capa): Alguns cilindros de oxigênio, especialmente os de alumínio, podem ter um revestimento externo que protege o cilindro de arranhões, impactos e desgaste. Esse revestimento pode ser feito de plástico ou material metálico resistente; para proteger o cilindro contra danos físicos e proporcionar durabilidade. 10. Base ou Suporte: especialmente os menores, há uma base ou suporte para estabilizar o cilindro enquanto ele está em uso ou quando está sendo transportado. Prevenir que o cilindro caia ou se mova, garantindo que ele permaneça estável e seguro. 11. Fluxo de Oxigênio: O oxigênio é armazenado no cilindro sob alta pressão. Quando a válvula é aberta, a pressão do oxigênio é reduzida pelo regulador de fluxo, e o oxigênio é liberado através do pino de saída para ser entregue ao paciente ou ao sistema de ventilação. -tamanhos dos cilindros disponíveis no mercado : 3L, 4L , 5L, 10L, 20L, 40L, 50L; Volume do cilindro (L) — é a capacidade interna do cilindro. cilindros de oxigênio possuem um volume interno fixo (em litros) e são carregados sob alta pressão (em psi). -A capacidade total de oxigênio disponível no cilindro (em litros) é dada por: Capacidade de O₂ (L)= Volume do cilindro (L) x pressão OBS: pressão é indicada no manômetro. Quando a pressão chegar a zero, o cilindro estará vazio; ajuda a saber quanto de oxigênio ainda tem no cilindro de O2 com base na pressão atual no manômetro e no volume interno do cilindro (L); maioria dos anestesistas considera 50 kgf/cm² como o mínimo de segurança, pois abaixo disso o fluxo pode ficar instável. Exemplo: Um cilindro de 50 L com pressão de 150 kgf/cm² ou psi: 50 L ×150 kgf/cm2 =7.500 L de oxigenio; -Como saber quanto de oxigênio o paciente irá receber (em L/min) ? a taxa de fluxo de oxigênio (L/min) depende do tipo de sistema de anestesia (circuito aberto, semifechado ou fechado), peso do animal e fase da anestesia (indução, manutenção, recuperação); Durante indução ou troca de gases, valores maiores (até 200-300 mL/kg/min) podem ser usados; Durante manutenção, valores menores podem ser suficientes (100 mL/kg/min). 1. Sistema semifechado - como permite reuso do gás expirado após passar pelo absorvedor de CO₂ acaba diminuindo o consumo de oxigênio, por isso o fluxo de oxigênio é mais baixo; varia entre 100 a 200 ml/kg/min , ou geralmente 1 a 3 L/min para animais pequenos a médios; fluxo deve ser cerca de 2 a 3 vezes o consumo de oxigênio do animal (geralmente 200 a 300 ml/kg/min); 2. sistema aberto - neste o fluxo de oxigênio é contínuo e maior, pois o gás expirado não é reciclado; taxas de fluxo são superiores a 200 mℓ/kg/min; taxas de fluxo de 1.000 mℓ/min ou maiores. Na medicina veterinária, recomenda-se não usar taxas de fluxo abaixo de 1.000 mℓ/min para evitar alguns erros na liberação do anestésico e menor liberação de gás anestésico; geralmente entre 5 a 10 (L/min), podendo ser maior dependendo do tamanho do animal; -Como calcular quanto tempo o cilindro vai durar ? Capacidade de O₂ (L)= Volume do cilindro (L) x pressão Tempo (minutos) = Capacidade de O2 / Fluxo de O2 (L/min). pra passar pra horas divido por 60 minutos; exempo: Cilindro com volume interno 10 litros, Pressão atual: 100 bar, Fluxo de oxigênio: 3 L/min Volume total de oxigênio disponível: 10 x 100 = 1000 L Tempo de duração (minutos): 1000L / 3 L/min = 333,33 minutos / 60 = ≈ 5 horas e 33minutos; ● Fluxo de gás no aparelho de anestesia -incluem: sistema de liberação de gás (cilindro de O2 ou concentrador de O2), vaporizador universal ou calibrado, o circuito respiratório e o sistema de eliminação dos resíduos do gás. -Há áreas de pressão alta, intermediária e baixa. A área de pressão alta aceita gases nas pressões do cilindro, reduzindo-a e regulando-a; essa área inclui os cilindros de gás, encaixes do cabeçote, blocos do cabeçote, mangueiras de alta pressão, calibradores e reguladores de pressão, a qual pode chegar a 2.200 psi. A área de pressão intermediária aceita gases da tubulação central ou dos reguladores no aparelho de anestesia e os conduz para a válvula de fluxo e fluxômetros; essa área inclui as entradas para a tubulação, saídas de potência para os ventiladores,condutos das entradas para fluxômetros na tubulação e condutos dos reguladores para os fluxômetros, o conjunto que abrange o fluxômetro e o aparelho que emite o fluxo de oxigênio. A pressão em geral varia de 40 a 55 psi. A área de baixa pressão consiste nos condutos e componentes entre o fluxômetro e a saída comum de gás; essa área inclui vaporizadores, transporte dos fluxômetros para o vaporizador, conduto do vaporizador para a saída comum de gás e o sistema de respiração. A pressão nessa última área é próxima daquela do ambiente. As pressões na área de baixa pressão podem variar, dependendo da maneira como o sistema estiver sendo usado (p. ex., ventilação com pressão positiva), mas, em geral, nunca devem ultrapassar 30 cm de H2O, pois são transmitidas diretamente para os pulmões do paciente; -gás precisa ser liberado para o fluxômetro, onde então é direcionado para o vaporizador e subsequentemente para o paciente. 1. Fonte de oxigênio : Pode ser cilindro/ rede canalizada ou concentrador de oxigênio; gás sai sob alta pressão (~150 bar); 2. Válvula redutora de pressão (regulador): Reduz a alta pressão do cilindro para uma pressão de trabalho segura (40–60 psi ou ~3–4 bar). 3. Manômetro : Indica a pressão do cilindro (entrada) e/ou a pressão de trabalho (saída). Permite monitorar se ainda há oxigênio suficiente, se o cilindro está cheio ou não e quanto de oxigênio que tem; 4. Fluxômetro : Controla a quantidade de oxigênio liberado para o sistema; em litros por minuto (L/min). Pode haver um só ou múltiplos fluxômetros (O₂, N₂O, etc.). 5. Vaporizador : transformam o líquido anestésico em vapor e medem a quantidade de vapor que deixa o vaporizador; Mistura o oxigênio com o agente anestésico volátil (isofluorano, sevofluorano...). Libera essa mistura em concentrações precisas (calibrado; ex: 2%, 3%; não calibrado não é preciso); Possui um controle de concentração e uma câmara com o anestésico líquido; temperatura, fluxo e a pressão são fatores que podem alterar o débito do vaporizador - vaporizadores mais modernos pressurizados compensados manterão um débito consistente, com fluxo entre 0,5 e 10 ℓ/min, temperatura entre 15 e 35°C e alterações de pressão associadas à ventilação com pressão positiva e ao uso de válvula de fluxo; Por exemplo, se o fluxo for excessivamente alto, pode não ocorrer a saturação completa do gás que se move através da câmara de vaporização, ocasionando uma redução no débito; 6. válvulas de fluxo de oxigênio direto : são projetadas para liberar rapidamente grandes volumes de oxigênio que não contenha anestésico para o paciente que esteja no circuito de respiração em situações de emergência. O fluxo origina uma corrente para cima do regulador dentro da área de pressão intermediária do aparelho de anestesia (cerca de 50 psi) e desvia do fluxômetro e do vaporizador, liberando gás a taxas que variam entre 35 e 75 ℓ/min para o circuito do paciente 7. saída comum de gás : vai do aparelho de anestesia para o circuito de respiração; gás que alcança essa saída comum veio do fornecimento dele (cilindro ou encanamento/tubulação), passou através do regulador, do fluxômetro e do vaporizador. normalmente libera o anestésico e o gás (ou gases) transportador(es) para o circuito do paciente na concentração e na taxa de fluxo determinadas pelo ajuste do vaporizador e pela taxa de fluxo do fluxômetro. No entanto, a concentração de gás inalatório proveniente da saída comum de gás em geral não é equivalente à inalada pelo paciente quando se usam circuitos respiratórios, em particular com taxas de fluxo baixas, por causa da diluição dos gases que chegam com aqueles já presentes no circuito no paciente. 8. Entrada de gás fresco: local de liberação do gás no sistema circular da saída comum de gás do aparelho de anestesia; Normalmente, é encontrada antes da válvula inspiratória e após o canister de absorção de dióxido de carbono; 9. Sistema respiratório (circuito): Onde o gás anestésico chega ao paciente; finalidades primárias são levar oxigênio para o paciente, liberar gás anestésico também para o paciente, remover dióxido de carbono das respirações inaladas (para evitar nova respiração significativa de dióxido de carbono) e proporcionar um meio de controlar a ventilação. Tipos principais: aberto (não reinalante), semi fechado (parcialmente reinalante) e fechado; 10. válvula unidirecional ( inspiratória e expiratória) - controlam o sentido do fluxo (inspirado/expirado); -Válvula inspiratória : Durante a inspiração, essa válvula se abre, permitindo que o gás se mova da entrada de gás fresco e da bolsa/balão reservatório para a válvula na alça inspiratória do circuito respiratório; Normalmente, essas válvulas consistem em uma cúpula transparente (para visualização direta de sua função), uma válvula de peso médio e um compartimento para a válvula (assentamento dela e guias); limpeza e seu reparo costumam ser fáceis, por meio de uma capa removível. Durante a expiração, a válvula inspiratória fica fechada, impedindo que o gás exalado entre na alça inspiratória do circuito respiratório, forçando-o para a alça expiratória do circuito . -Tubulação do circuito de respiração (traqueias inspiratória e expiratória): feito de uma alça inspiratória e uma expiratória de plástico corrugado ou borracha; tubulação corrugada ajuda a prevenir dobras e permite alguma expansão se o circuito respiratório estiver sujeito a compressão ou tração. As duas alças respiratórias ficam conectadas por meio de uma peça em Y que as conecta ao tubo endotraqueal ou à máscara facial; há traqueias de vários tamanhos que variam no comprimento, no volume e na quantidade de espaço morto, para satisfazer várias necessidades anestésicas; circuitos pediátricos e neonatais normalmente são sistemas de baixo volume e espaço morto pequeno, permitindo que funcionem de maneira ideal em pacientes pequenos -Válvula expiratória: fechando-se à inspiração e abrindo-se durante a expiração; ajuda a direcionar o gás para a alça/traqueia expiratória do sistema respiratório através da válvula expiratória e para a bolsa reservatório; -Válvula limitante de pressão ajustável (válvula LPA)/válvula de escape (pop-of ) ou para alívio da pressão: válvula de segurança que permite que o excesso de gás escape do circuito do paciente - em sistema semi fechado deve estar aberta; Com a válvula funcionando bem, o gás deve escapar se a pressão do sistema ultrapassar 1 a 3 cmH2O; para liberar automaticamente o excesso de pressão dos circuitos anestésicos, prevenindo danos pulmonares, enquanto seu design com saída anti-poluição reduz a emissão de gases no ambiente hospitalar; Normalmente, ela deve ser deixada completamente aberta o tempo todo, a menos que esteja sendo usada ventilação com pressão positiva e, em seguida, reaberta imediatamente, quando a ventilação cessar, para evitarpressão excessiva no circuito do paciente; Em algumas circunstâncias, é fechada parcialmente, para evitar o colapso da bolsa reservatório devido à pressão negativa ou ao vácuo do sistema de eliminação; Se a bolsa reservatório sofrer colapso contínuo durante o uso normal, isso indica necessidade de ajuste do sistema de vácuo central/eliminação e/ou de incorporar uma interface de limpeza que funcione de maneira apropriada para anular esse efeito; 11. Cânister com cal sodada (no sistema reinalante - semi fechado): Remove o gás carbônico do ar expirado proveniente da traqueia expiratória; Permite a recirculação segura do gás anestésico e oxigênio para o paciente, pois contém o absorvente químico para remover dióxido de carbono dos gases exalados; Todos contêm algum tipo de tela para evitar que grânulos absorventes entrem no circuito respiratório e a maioria contém um sistema de dispensa para evitar a canalização de gases dentro do recipiente. princípio envolve uma base (absorvente) que neutraliza um ácido (CO2). Os produtos finais da reação são água, um carbonato (p. ex., de cálcio) e produção de calor; componente dos absorventes de uso mais comum é o hidróxido de cálcio [Ca(OH)2]. Atualmente, existem três absorventes: cal de soda, Baralyme e Amsorb (hidróxido de cálcio, isto é, soda cáustica), a primeira sendo a de uso mais comum; ela contém cerca de 80% de hidróxido de cálcio, 15% de água e 4% de hidróxido de sódio (NaOH); capacidade de absorção aproximada é de 27 ℓ de dióxido de carbono por 100 g; Primeiro, o CO2 se combina com a água e forma ácido carbônico, que então reage com os hidróxidos para formar carbonato de sódio (ou de potássio), água e calor. Em seguida, o hidróxido de cálcio aceita o carbonato para formar carbonato de cálcio e regenerar hidróxido de sódio (ou de potássio). como saber quando trocar ?? -Quando em uso contínuo, pode parecer que os absorventes se esgotaram (alteração da cor do indicador) antes de ser ultrapassada a capacidade de absorção dos grânulos, os quais normalmente passam de branco para roxo ou rosa conforme vão se esgotando ; etil violeta (roxo) e a fenolftaleína (vermelha) são indicadores sensíveis ao pH, comumente acrescentados aos grânulos para ajudar a identificar o esgotamento do absorvente. -comum um absorvente que mudou de cor voltar a ficar branco se o deixarmos sem uso por várias horas . -Costuma ser fácil esmigalhar absorvente fresco (sem uso) ao pressioná-lo, enquanto o absorvente usado fica duro (carbonato de cálcio); -como a reação de absorção do dióxido de carbono produz calor e umidade, é possível avaliar a atividade do absorvente observando se há evidência da produção de calor e umidade no recipiente ; -Também, usa-se a capnografia, quando disponível, para detectar o esgotamento do absorvente . -taxa de esgotamento do absorvente será determinada pelo tamanho do paciente (produção de CO2) e pela taxa do fluxo de gás fresco (mℓ/kg/min); esgotamento do absorvente será mais rápido em pacientes maiores e quando forem usadas taxas de fluxo de gás fresco baixas. -Ocorre alguma degradação de anestésicos inalatórios com sua exposição aos absorventes de dióxido de carbono. Normalmente, essa degradação é insignificante, porém o sevofuorano pode se decompor, gerando um composto potencialmente nefrotóxico (Composto A) - fatores associados ao aumento da produção desse composto incluem uma alta concentração de sevofluorano, taxas de fluxo baixas de gás fresco, absorvente seco, alta temperatura e o uso de cal de bário; Também pode haver produção de monóxido de carbono quando desfluorano, enfluorano ou isofluorano passa através de absorventes secos que contenham um álcali forte (hidróxido de potássio ou de sódio) - tóxico; 12. Balão reservatório: armazena o oxigênio, facilita a ventilação manual com o auxilio da válvula de fluxo de oxigênio direto e serve como indicador visual da respiração do paciente através da observação da expansão e colapso do balão; objetivo é ser um reservatório de gás (mistura de oxigênio e anestésico) cujo volume se altera com a expiração e a inspiração do paciente; recomendado que ela tenha um volume aproximado de 5 a 10 vezes o volume corrente normal do paciente (10 a 20 mℓ/kg; volume de ar que o paciente inala ou exala em uma respiração normal) ou mais ou menos equivalente ao volume-minuto do paciente . precisa ser muito maior do que o volume corrente porque: durante a ventilação manual, pode-se precisar empurrar uma quantidade de gás maior do que o volume corrente normal, especialmente em casos de ventilação forçada; balão deve acomodar o volume-minuto total (volume corrente × frequência respiratória), ou pelo menos não limitar a ventilação do paciente; e porque deve haver reserva de gás suficiente para suprir a necessidade ventilatória mesmo que haja pequenas variações de fluxo. Exemplo: cão de 10 kg Volume corrente (VC): 10 a 20 mL/kg → entre 100 a 200 mL por respiração Volume-minuto: se o animal respira 20 vezes por minuto: → 200 mL × 20 = 4.000 mL ou 4 L/min Recomendação do tamanho do balão: 5 a 10 vezes o VC: → 100 mL × 5 = 500 mL até → 200 mL × 10 = 2.000 mL (2 L) Ou aproximadamente igual ao volume-minuto → 4 L nesse exemplo; portanto, um balão de 2 L seria o mínimo adequado, mas um de 3 L ou até 4 L pode ser melhor, especialmente se a ventilação manual for necessária; Se o balão for pequeno demais: Não haverá reserva suficiente de gás, ventilação pode ser insuficiente, risco de barotrauma se tentar empurrar gás demais em balão pequeno; mas não pode ser tão grande a ponto de: dificultar a observação de seus movimentos associados à respiração, uma bolsa muito grande contribuiria para o volume funcional total do sistema de retorno respiratório, contribuindo assim para taxas mais lentas de troca na concentração de anestésico dentro do sistema de respiração quando o débito do vaporizador é alterado; 50ML para neonatos e paciente pediátrico 13. Sistema de eliminação dos resíduos de gás : responsável por remover com segurança os gases anestésicos exalados ou em excesso do sistema respiratório, evitando a contaminação do ambiente cirúrgico e a exposição ocupacional crônica dos profissionais de saúde; resíduos de gás anestésico são gases que não foram absorvidos pelo paciente, incluindo gases exalados pelo paciente (como isoflurano, sevoflurano, óxido nitroso etc.), gases em excesso no sistema (vazamentos, válvulas de alívio etc.); precisam ser descartados de forma segura, sem serem liberados no ambiente da sala cirúrgica; conhecido como Sistema de Exaustão ou "Scavenger System" - se conecta ao pop-off valve (válvula de escape) do circuito anestésico; Principais Componentes: -Interface de coleta (ou entrada do sistema): Conecta-se à válvula pop-off do aparelho anestésico; -Sistema de condução (tubulação):Leva os gases da máquina até o sistema de eliminação -Sistema de eliminação: Existem dois tipos principais: Sistema Ativo (com sucção) - Conectado a um sistema de vácuo ou exaustão central hospitalar; Retira ativamente os gases da máquina por pressão negativa; Possui regulador de fluxo para não criar pressão negativa excessiva (risco de colapsar os pulmões do paciente); Mais eficiente e seguro em ambientes com várias anestesias diárias; Remove gases com mais eficácia; Menor risco de contaminação ambiental; Exige instalação de sistema de vácuo central e o custo é mais alto. Sistema Passivo (sem sucção) - usa a gravidade e pressão dos gases para conduzi-los para fora; Pode descarregar os gases diretamente para fora da sala por um tubo longo que vai até o exterior ou para um absorvedor de carvão ativado; Exemplos: Filtros de carvão ativado (como F/Air canister): Absorvem vapores anestésicos; Portáteis e usados em clínicas menores ou em ambientes móveis; Mais simples e barato; Menos eficiente; Capacidade limitada (carvão precisa ser trocado após saturação). Riscos da não eliminação adequada: exposição ocupacional crônica causando tontura, náusea, dor de cabeça, efeitos reprodutivos (abortos espontâneos), distúrbios neurológicos e hepáticos com exposição prolongada; Liberação de gases poluentes no meio ambiente (gases halogenados têm efeito estufa); 💡 Fluxo resumido: Fonte de O₂ → Regulador → Manômetro → Fluxômetro → Vaporizador → saída de gases comuns → entrada de gás fresco → válvula inspiratória → traqueia inspiratória (Inspiração) → Paciente → traqueia expiratória (Expiração) → válvula expiratória → válvula pop-off e → Cânister e Sistema de Exaustão → Balão reservatório → válvula inspiratória, e assim reinicia novamente; ● Tipos de sistema respiratório - Sistema Aberto : paciente respira gases anestésicos e oxigênio diretamente de um fluxo constante, sem que haja nenhum sistema de reciclagem ou válvulas; Não há balão de reserva nem sistema de reinalação; Por isso o fluxo de oxigênio é mais alto para garantir gás fresco e volume de oxigênio adequado; Não há reinalação dos gases expirados; Gases expirados são liberados para o ambiente; há um consumo elevado de oxigênio e anestésico (alto custo), maior contaminação ambiental; OBS: em filhotes, neonatos ou animais pequenos utiliza-se esse tipo de circuito, devido : características fisiológicas e práticas que o tornam mais adequado para esses casos; possuem pulmões menores e maior resistência das vias aéreas em comparação com animais maiores ( vias aéreas (traqueia, brônquios, bronquíolos) desses animais são proporcionalmente mais estreitas e menos flexíveis do que as de animais maiores, isso cria uma maior resistência ao fluxo de ar, ou seja, é mais difícil para o ar passar por essas vias respiratórias estreitas; Em animais maiores, as vias são mais largas, o que facilita a passagem do ar, resultando em menor resistência; ) - Isso pode dificultar a ventilação eficiente quando um sistema fechado (que recircula os gases) é usado, devido ao risco de acúmulo de CO₂ e dificuldades no ajuste do volume respiratório; aberto permite um maior controle sobre o fluxo de gases, o que é importante quando se trabalha com pequenos volumes pulmonares; Em um sistema fechado, a troca gasosa precisa ser mais precisa e eficiente e esses animais não tem capacidade pulmonar pra isso; abertos facilita a entrega constante de oxigênio puro (sem recirculação de ar expirado) e de forma constante em níveis adequados, o que é crucial em animais pequenos que podem ter uma capacidade limitada de respirar adequadamente em resposta à anestesia - Isso ajuda a garantir que os níveis de oxigênio permaneçam elevados e constantes durante a anestesia, o que ajuda a compensar essas dificuldades nas vias aéreas mais estreitas; Em sistemas abertos, é mais fácil ajustar e controlar a umidade e temperatura dos gases anestésicos. Isso é fundamental, pois filhotes e animais pequenos têm maior risco de desidratação e perda de calor, e um sistema aberto pode ser mais eficiente para aquecer e umidificar adequadamente os gases anestésicos; permite que se faça ajustes mais rápidos no fluxo de gases e na ventilação, o que é importante quando se trabalha com animais pequenos que podem ser mais sensíveis a variações na anestesia; Quando o animal respira, o ar precisa passar pelas vias aéreas até os pulmões. Se essas vias são estreitas, como no caso dos filhotes, isso cria uma dificuldade maior para o ar ser movido para dentro e para fora dos pulmões. Esse aumento da resistência pode levar a uma ventilação menos eficiente, especialmente durante a anestesia; Por que circuito fechado pode ser problemático em animais pequenos e filhotes? Quando o animal respira, o ar precisa vencer essa resistência para passar pelas vias respiratórias. Se o circuito de ventilação for fechado, o ar expirado (que tem uma certa pressão) será recirculado e pode ser difícil de empurrar de volta para os pulmões (porque aumenta mais ainda a pressão dentro do circuito) e junto com a resistência adicional nas vias aéreas estreitas pode tornar essa recirculação mais difícil e pode aumentar o esforço necessário para mover o ar para dentro dos pulmões e para fora. Em um circuito fechado, como o gás exalado é recirculado, ele passa por uma série de tubos e válvulas, e todo esse sistema cria uma resistência extra para o fluxo de ar. Quando se está lidando com um animal pequeno, que já tem vias aéreas estreitas e resistência natural, adicionar mais resistência com o sistema do circuito fechado pode prejudicar ainda mais a ventilação, pois se o fluxo de ar não for forte o suficiente para vencer essas resistências/pressões, isso pode resultar em hipoventilação (dificuldade de respirar), o que pode levar a baixos níveis de oxigênio e acúmulo de CO₂ no sangue; Se a resistência for muito alta, pode ser mais difícil para o ventilador fornecer ar suficiente aos pulmões do animal. Isso pode levar a uma hipoventilação (quando o ar não chega adequadamente aos pulmões), o que pode resultar em níveis baixos de oxigênio (diminuição da saturação de oxigênio) e aumento de CO₂ no sangue (hipercapnia); Em um circuito aberto, o ar que é exalado pelo animal é eliminado para o ambiente e não recirculado. Isso facilita a ventilação, porque o sistema não precisa superar a resistência adicional causada pela recirculação. Isso é importante para garantir que o animal receba um fluxo contínuo de oxigênio e gases frescos; composto por: traqueia, 2 conectores t ayres, tubo conector na saída de gases, balão, máscara nasal e puff (monitor de apneia que possui um bip sonoro acionado a cada expiração do paciente, permitindo o acompanhamento da respiração durante procedimentos); - Sistema Semifechado : permite reinalação parcial dos gases expirados depois de passarem porum absorvedor de CO₂; Há presença de válvulas unidirecionais, balão de reserva e circuito para recircular parte dos gases; como reaproveita o oxigênio, o fluxo de oxigênio é menor que o consumo do animal (fluxo baixo a moderado); Economia significativa de gases anestésicos e oxigênio; Melhor controle da profundidade anestésica; menor contaminação ambiental; - Sistema Fechado : praticamente todos os gases expirados são reciclados após remoção do CO₂; Fluxo de oxigênio é ajustado exatamente para o consumo do animal; Fluxo de oxigênio muito baixo, próximo ao consumo do animal (baixo fluxo); Absorção total do CO₂; Controle preciso do volume e concentração dos gases; Máxima economia de gases e anestésicos; Menor impacto ambiental; Ótimo para procedimentos longos; requer monitoramento rigoroso e há um risco aumentado de acumulação de gases tóxicos se o sistema falhar; composto por: traqueias/tubos em Y, balão reservatório e também puff; Tubos muito pequenos aumentam a resistência ao fluxo, dificultando a ventilação; muito grandes podem ser desajeitados e aumentam o volume morto (volume de gás que não participa na troca gasosa); Tubos muito longos aumentam volume morto e resistência; - Sistema de Máscara ou cânula nasal (sem circuito): Máscaras ou cânulas nasais são usadas para fornecer oxigênio ou anestesia sem circuito fechado, geralmente em procedimentos rápidos ou em animais pequenos; Fluxo de oxigênio geralmente alto para compensar perdas; usa-se um adaptador em Y ou em T para conectar a cânula nasal à saída de gás fresco do aparelho, Isso permite que a cânula receba o gás e o paciente inspire diretamente;