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P S I Q U I A T R I A
DEPENDÊNCIA QUÍMICA
MARÇO/2022
P R O F . T H A L E S T H A U M A T U R G O
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Dependência Química
PROF. THALES 
THAUMATURGO
APRESENTAÇÃO:
Seja muito bem-vindo, Estrategista!
Neste Revalida Exclusive, vou sintetizar tudo o que 
você precisa saber sobre dependência química!
Observe, a seguir, os temais mais cobrados em 
Psiquiatria no Revalida. 
Psiquiatria por tema no Revalida Questões
Transtornos de humor 9
Intoxicação exógenas 7
Dependência química 6
Psiquiatria infantil 6
Psicofarmacologia 4
Transtornos psicóticos 4
Transtornos de ansiedade 2
Transtornos alimentares 2
Psiquiatria social e Reforma 
psiquiátrica
2
Psicopatologia 1
TOC, Transtornos somáticos, 
dissociativos e Relacionados ao 
estresse
1
Transtornos de personalidade 0
Total 44
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Dependência Química
/estrategiamedt.me/estrategiamed
Estratégia MED
@thales.thaumaturgo
@estrategiamed
Revalidando, estudaremos os principais tópicos sobre dependência química. 
Não se preocupe em decorar critérios dos diferentes transtornos desta aula. Dê 
uma atenção especial ao tratamento da síndrome de abstinência alcoólica, ao 
tratamento farmacológico do tabagismo, especialmente às contraindicações das 
principais drogas, bupropiona e nicotina. Dê também uma atenção especial ao 
modelo de Prochaska e DiClemente e ao questionário Cage. Bons estudos!
ESCLARECENDO!
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https://www.facebook.com/estrategiamed1
https://t.me/estrategiamed
https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw
https://www.instagram.com/thales.thaumaturgo/
https://www.instagram.com/prof.alexandremelitto/
https://www.instagram.com/estrategiamed/
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4Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
SUMÁRIO
1.0 DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 6
1.1 ETANOL 6
1.1.1 METABOLIZAÇÃO DO ETANOL 6
1.1.2 INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA 7
1.1.3 ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 9
1.1.4 DELIRIUM TREMENS (DT) 9
1.1.5 TRATAMENTO DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 10
1.1.6 TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA 10
1.1.7 QUESTIONÁRIO CAGE: RASTREAMENTO DE PROBLEMAS COM ÁLCOOL 12
1.2 ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS 12
1.2.1 INTOXICAÇÃO POR ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS 13
1.2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE SEDATIVOS, HIPNÓTICOS OU 
ANSIOLÍTICOS 13
1.3 OPIOIDES 13
1.3.1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES 14
1.3.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE OPIOIDES 15
2.0 DROGAS ESTIMULANTES 16
2.1 INTOXICAÇÃO POR ESTIMULANTES 16
2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE ESTIMULANTES 17
2.3 TABAGISMO 18
2.3.1 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE TABACO 18
2.3.2 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO 18
2.3.3 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO 19
2.3.4 RESUMO SOBRE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO 20
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5Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
3.0 ESTÁGIOS MOTIVACIONAIS DE PROCHASKA E DICLEMENTE 22
4.0 LISTA DE QUESTÕES 29
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 30
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 30
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6Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
CAPÍTULO
1.0 DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA 
NERVOSO CENTRAL
1.1 ETANOL
O etanol é uma droga depressora do sistema 
nervoso central. Após sua ingestão, entre 10 a 30% 
são absorvidos no estômago e o restante, durante 
seu trajeto, no intestino delgado. Após a absorção, 
o etanol é capaz de cruzar rapidamente as barreiras 
hematoencefálica e placentária e as membranas 
celulares, promovendo seus efeitos citotóxicos. No 
sistema nervoso central (SNC), liga-se aos receptores de 
ácido gama aminobutírico (GABA) e causa o bloqueio 
de receptores NMDA excitatórios de glutamato, 
promovendo sedação ao nível central.
1.1.1 METABOLIZAÇÃO DO ETANOL
INDO MAIS
FUNDO! Aproximadamente 90% do álcool é metabolizado no fígado por meio de oxidação, 
pelo mecanismo da enzima álcool desidrogenase (ADH), que transforma o álcool em 
acetaldeído, que, por sua vez, é transformado em ácido acético pela enzima aldeído 
desidrogenase. Já o citocromo P-450 atua em pequena porcentagem nos etilistas 
crônicos, metabolizando o álcool a partir da indução de sua isoenzima 2E1. E os menos 
de 10% restantes são excretados inalterados pelos rins e pulmões. 
Etanol Acetaldeído Ácido
acético
Álcool
desidrogenase
Acetaldeído
desidrogenasem
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7Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
1.1.2 INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA
A intoxicação alcoólica, na maioria das vezes, apresenta um curso autolimitado, resolvendo-se por completo 
depois de algumas horas. Seus principais sintomas são alterações do comportamento, dificuldades de marcha e 
equilíbrio e fala pastosa.
CRITÉRIOS DA INTOXICAÇÃO POR ÁLCOOL, ADAPTADOS DO DSM-5
A Ingestão recente de álcool
B Alterações comportamentais ou psicológicas após a ingestão de álcool
C
Um (ou mais) dos seguintes sinais ou sintomas, desenvolvidos durante ou logo após o uso 
de álcool
1 Fala arrastada
2 Incoordenação
3 Instabilidade na marcha
4 Nistagmo
5 Comprometimento da atenção ou da memória
6 Estupor ou coma
O manejo clínico do paciente agudamente intoxicado envolve interromper o uso da substância, manter o 
indivíduo em um ambiente calmo e posicioná-lo em decúbito lateral para evitar broncoaspirações, observando o 
paciente por algumas horas. 
ESCLARECENDO!
Além disso, em todos os casos, está indicado o uso de tiamina, preferencialmente 
por via parenteral, para garantir plena absorção da droga. Seu uso justifica-se 
como prevenção do surgimento da síndrome de Wernicke-Korsakoff (SWK).
Os pacientes etilistas podem desenvolver um quadro agudo de encefalopatia, 
conhecido como síndrome de Wernicke-Korsakoff, caracterizada por amnésia, confabulações 
(criação de falsas memórias), alucinações, oftalmoparesia, ataxia, confusão mental. A 
causa é decorrente da deficiência de tiamina e seu tratamento consiste na reposição dessa 
vitamina, cofator de enzimas importantes no metabolismo energético, preferencialmente por 
via parenteral.
TOME
NOTA!
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8Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
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9Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
ESTA CAI NA
PROVA!
Revalidando, caso o paciente agudamente intoxicado se apresente com agitação 
psicomotora, agressividade ou sintomas psicóticos agudos, o uso do antipsicótico 
típico haloperidol pode ser empregado pela via intramuscular para controle dos 
sintomas. 
1.1.3 ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA
A síndrome de abstinência alcoólica (SAA) é uma síndrome em que os sintomas aparecem entre 6 e 24 horas 
após a interrupção ou redução drástica do consumo de álcool. Os principais sintomas são tremores em membros 
superiores, que são geralmente as primeiras manifestações clínicas, ansiedade, irritabilidade, alterações de atenção, 
náuseas, hipertermia, sudorese, taquipneia, taquicardia e alterações de pressão arterial. 
1.1.4 DELIRIUM TREMENS (DT)
O delirium tremens trata-se de um agravamento do quadro de SAA. Além do delirium (umestado confusional 
agudo de curso flutuante, com distúrbios da consciência e atenção, principalmente) e tremores intensos, podem 
ocorrer crises convulsivas, sintomas psicóticos, como alucinações auditivas ou visuais.
Níveis da Síndrome de Abstinência Alcoólica
1
2
Os sinais e sintomas da abstinência alcoólica são de intensidade leve ou mo-
derada, sem prejuízo da capacidade de crítica ou sintomas psicóticos, presen-
ça de um bom suporte social e familiar, acesso à saúde quando necessário, 
sem presença de complicações clínicas ou comorbidades relevantes.
Os sinais e sintomas da abstinência são graves, geralmente incluem perda do
juízo crítico, sintomas psicóticos ou convulsões. O suporte familiar e social 
não tem sido capaz de promover os cuidados adequados ao paciente, que 
geralmente apresenta complicações decorrentes do uso de álcool e comorbi-
dades clínicas ou psiquiátricas.
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10Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
TOME
NOTA! O DT é uma complicação do quadro de síndrome de abstinência grave e, geralmente, 
surge entre o segundo e o terceiro dias após o início dos sintomas. O DT representa uma 
mortalidade de 5 até 25%, sendo maior especialmente em pacientes idosos ou naqueles 
indivíduos com comorbidades clínicas ou psiquiátricas.
1.1.5 TRATAMENTO DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA
O tratamento da SAA é realizado com uso de 
benzodiazepínicos de longa duração, como diazepam 
ou lorazepam (droga de escolha para os pacientes 
hepatopatas). Após a estabilização clínica, deve-se 
reduzir lentamente a dosagem da droga empregada, ao 
longo de semanas. O anticonvulsivante carbamazepina 
é considerado droga de segunda linha. A tiamina 
(vitamina B1) deve ser administrada em todos os 
pacientes para evitar a SWK. 
ATENÇÃO
DECORE!
O antipsicótico haloperidol poderá ser indicado caso haja presença de agressividade, 
agitação psicomotora intensa ou sintomas psicóticos.
1.1.6 TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA
O tratamento da dependência de álcool baseia-se em práticas psicoterápicas, 
como grupos de ajuda mútua. A prescrição de fármacos pode ajudar a reduzir a fissura 
em consumir a droga. Também é possível que medicamentos reduzam o prazer sentido 
pelo paciente ao consumir a substância ou causem efeitos aversivos e desagradáveis, 
caso o álcool seja ingerido. 
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11Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
Principais fármacos envolvidos no tratamento da Dependência alcoólica, mecanismo de ação, 
dosagens terapêuticas, efeitos colaterais (EC) e contraindicações
Acamprosato 
333mg
Mecanismo: Agonismo gabaérgico e antagonismo glutamatérgico
Doses terapêuticas entre 1332mg ao dia até 1998mg ao dia
EC: diarreia, vômitos, prurido
Contraindicado em insuficiência renal ou hepática
Dissulfiram 
250mg
Mecanismo: Inativação da enzima acetaldeído desidrogenase e acúmulo de 
acetaldeído 
Doses terapêuticas entre 250mg ao dia até 500mg ao dia 
EC: precordialgia, taquidispneia, rubor facil, letargia, tontura, convulsões e risco de 
morte 
Contraindicado em epiléticos, insuficiência hepática ou renal, cardiopatia grave 
OBS: paciente deverá concordar com o uso e assinar o TCLE
Naltrexona 
50mg
Mecanismo: Antagonismo opioide, reduzindo o prazer de consumir álcool 
Dose terapêutica entre 25mg ao dia até 50mg ao dia 
EC: náuseas, vômitos, tontura 
Contraindicada em insuficiência hepática 
Observe abaixo o mecanismo de ação do dissulfiram:
Etanol Acetaldeído Efeito
antabuse
Álcool
desidrogenase
Dissulfiram inativa
o acetetaldeído
desidrogense
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12Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
1.1.7 QUESTIONÁRIO CAGE: RASTREAMENTO DE PROBLEMAS COM 
ÁLCOOL
ESTA CAI NA
PROVA!
O questionário CAGE é uma ferramenta rápida de rastreio de problemas relacionados 
ao uso de álcool e é composto de quatro perguntas:
1. Você já tentou diminuir ou cortar (Cut down) a bebida?
2. Você já ficou incomodado ou irritado (Annoyed) com outros porque criticaram 
seu jeito de beber?
3. Você já se sentiu culpado (Guilty) por causa de seu jeito de beber?
4. Você já teve que beber para aliviar os nervos ou reduzir os efeitos de uma ressaca 
(Eye-opener)?
O CAGE tem sensibilidade e especificidade superiores a 80% na detecção de problemas relacionados ao 
uso de álcool quando duas ou mais das quatro respostas dadas forem afirmativas.
1.2 ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS
Revalidando, ansiolíticos, hipnóticos e sedativos 
são drogas que possuem efeitos depressores 
sobre o sistema nervoso central. Entre elas, 
estão os benzodiazepínicos, os barbitúricos e as 
imidazopiridinas, também conhecidas como drogas Z, 
como o zolpidem. 
Os fármacos benzodiazepínicos, assim como os 
barbitúricos, atuam como agonistas dos receptores de 
ácido gama-aminobutírico (GABA) tipo A, reduzindo 
a excitação neuronal por meio de sua ligação nas 
subunidades alfa 1 e alfa 2, levando a um estado de 
depressão central. As drogas Z também são agonistas 
dos receptores GABA-A, contudo atuam seletivamente 
na subunidade alfa 1.
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13Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
1.2.1 INTOXICAÇÃO POR ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS
A apresentação clínica da intoxicação por essas drogas é muito semelhante à intoxicação alcoólica, sendo 
observados os mesmos sintomas, como alterações comportamentais e incoordenação da marcha e de equilíbrio. A 
presença de hálito alcoólico é útil para o diagnóstico diferencial.
TOME
NOTA!
Para as intoxicações graves por benzodiazepínicos ou drogas Z, o antídoto específico 
flumazenil poderá ser empregado. Já nos casos de intoxicações por barbitúricos, não há um 
antídoto específico.
1.2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE SEDATIVOS, HIPNÓTICOS OU 
ANSIOLÍTICOS
A síndrome de abstinência desses fármacos cursa com tremores, insônia, ansiedade, tensão muscular, 
irritabilidade e, em casos graves, sintomas psicóticos e crises convulsivas.
PRESTE MAIS
ATENÇÃO!
Os manejos da abstinência e da dependência são similares, com a utilização de um 
benzodiazepínico de longa duração, como o diazepam, para reduzir os sintomas agudos e 
evitar o agravamento da síndrome de abstinência, que pode ser fatal. Após a estabilização 
clínica, deve-se reduzir lentamente a dosagem da droga empregada.
1.3 OPIOIDES
Os opioides são drogas analgésicas, hipnóticas e sedativas, que podem ser divididos em três classes: naturais, 
semissintéticos e sintéticos. Até hoje, foram descobertos ao menos quatro diferentes receptores de opioides:
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14Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
CURIOSIDADE
Mu (m) – promove analgesia, sedação, depressão respiratória e constipação.
Kappa (k) – promove analgesia, sedação, alterações no humor.
Delta (s) - promove analgesia e alterações no humor
Épsilon (e) – provavelmente produz sedação.
1.3.1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES
Revalidando, fique muito atento à tríade clássica 
da intoxicação por opioides, composta por depressão 
respiratória, rebaixamento do nível de consciência ou 
coma e miose.
O manejo clínico de uma intoxicação aguda por 
opioides, geralmente, deve ser realizado em ambiente 
hospitalar, com o rápido estabelecimento de medidas 
de suporte à vida e uso do antídoto específico naloxona.
- Ópio
- Morfina
- Codeína
- Tebaína
Opiáceos 
NATURAIS extraídos 
diretamentedo ópio:
- Heroína (diacetilmorfina)
- Oxicodona
- Hidroxicodona
- Oximorfona
- Hidroximorfona
Opioides
SEMISSINTÉTICOS que
são parcialmente
modificados:
- Metadona
- Meperidona
- Petidina
- Fentanil
- Tramadol
Opioides
SINTÉTICOS:
Miose Coma
Depressão
respiratória
OPIOIDE
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15Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
As demais drogas depressoras do sistema nervoso central podem cursar com quadro clínico semelhante 
durante uma intoxicação aguda, contudo a miose é tipicamente causada por opioides. 
1.3.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE OPIOIDES
A síndrome de abstinência de opioides pode ter início 6 a 18 horas após o último consumo da substância, 
atingindo até o terceiro dia. Sua duração pode variar de 10 a 15 dias, mas, em casos graves, pode estender-se por 
vários meses. 
Critérios da Abstinência de OPIOIDES, adaptados do DSM-5
A Presença de qualquer um dos seguintes:
1 Cessação (ou redução) do uso pesado e prolongado de opioides
2 Administração de um antagonista de opioides após um período de uso de opioides
B Três (ou mais) dos seguintes sintomas
1 Humor disfórico
2 Náusea ou vômito
3 Dores musculares
4 Lacrimejamento ou rinorreia
5 Midríase, piloereção ou sudorese
6 Diarreia
7 Bocejos
8 Febre
9 Insônia
Tanto a síndrome de abstinência como a dependência por opioides devem ser tratadas com uso de metadona, 
um opioide sintético com meia-vida longa, ou buprenorfina, um agonista opioide parcial. Após a estabilização clínica, 
a metadona ou a buprenorfina deve ser reduzida lentamente. Clonidina, um agonista adrenérgico, pode ser útil para 
redução da intensidade dos sintomas da abstinência.
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16Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
CAPÍTULO
2.0 DROGAS ESTIMULANTES
As anfetaminas, a cocaína e o crack são drogas estimulantes do sistema 
nervoso central e exercem seus efeitos tóxicos ao promoverem o aumento do 
tônus de monoaminas, como a dopamina, a serotonina e a noradrenalina. 
Ativam o circuito de recompensa cerebral no sistema límbico, causando 
sensação de prazer e bem-estar.
2.1 INTOXICAÇÃO POR ESTIMULANTES
Revalidando, pacientes agudamente intoxicados por drogas estimulantes estarão “estimulados”, ou seja, 
estarão agitados, falantes, desinibidos, eufóricos ou irritados, com taquicardia, hipertensão, hipertermia, sudorese, 
tremores e midríase.
Critérios da intoxicação por ESTIMULANTES, adaptados do DSM-5
A Uso recente de uma substância tipo anfetamina, cocaína ou outro estimulante
B Alterações comportamentais ou psicológicas
C Dois (ou mais) dos seguintes sinais ou sintomas:
1 Taquicardia ou bradicardia
2 Dilatação pupilar
3 Pressão arterial elevada ou diminuída
4 Transpiração ou calafrios
5 Náusea ou vômito
6 Evidências de perda de peso
7 Agitação ou retardo psicomotor
8 Fraqueza muscular, depressão respiratória, dor torácica ou arritmias cardíacas
9 Confusão, convulsões, discinesias, distonias ou coma
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17Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
ESCLARECENDO! O tratamento de um 
paciente agudamente intoxicado 
por drogas estimulantes baseia-
se no manejo ambiental, 
deixando o paciente em local 
calmo e seguro. O uso de benzodiazepínicos, como o 
midazolam, melhora os sintomas psiquiátricos e reduz 
a hiperativação autonômica. Caso o paciente também 
se apresente agressivo ou com sintomas psicóticos, o 
antipsicótico haloperidol poderá ser empregado. 
Revalidando, é muito importante lembrar que betabloqueadores devem ser evitados 
durante a intoxicação por cocaína, pois podem causar uma piora da hipertensão, chamada 
de “hipertensão paradoxal”, devido ao bloqueio exercido pelos betabloqueadores sobre os 
receptores B2 que medeiam a vasodilatação. 
2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE ESTIMULANTES
TOME
NOTA!
Os sintomas típicos da síndrome de abstinência 
de estimulantes surgem em até 4 dias após a interrupção 
do uso da droga. São principalmente representados 
por sintomas psíquicos, como ansiedade, humor 
deprimido ou irritável, lentificação psicomotora e 
alterações do sono. 
O manejo dos sintomas agudos da síndrome de 
abstinência de estimulantes é baseado principalmente 
em medidas ambientais, como repouso, alimentação 
e hidratação adequadas, manter o paciente perto de 
seu núcleo familiar ou de apoio para ser monitorado e 
incentivado. 
Em caso de sintomas importantes de ansiedade ou insônia, o uso de 
benzodiazepínicos poderá ser indicado.
FIQUE
ATENTO!
O grande desafio para o paciente dependente de drogas estimulantes é a longo prazo. Manejo não farmacológico, 
adesão à psicoterapia individual ou participação em grupos de ajuda mútua, como o Narcóticos Anônimos (NA), 
são fundamentais. Não há nenhuma medicação aprovada para o tratamento de manutenção da abstinência de 
estimulantes.
#FICAADICA
O uso de medicações para reduzir a ansiedade, controlar os impulsos e a fissura pelo 
consumo, como anticonvulsivantes e antipsicóticos, pode ser útil em alguns casos.
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18Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
2.3 TABAGISMO
A dependência de tabaco é uma das mais prevalentes de todo o mundo e 
a principal causa de morte evitável do mundo. Por sua vez, o tabagismo passivo 
é a terceira maior causa de morte evitável.
2.3.1 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE TABACO
Os sintomas de abstinência de tabaco surgem geralmente quando um fumante tenta reduzir ou interromper 
seu consumo. Os principais sintomas são irritabilidade, ansiedade, insônia e alteração no humor, que se iniciam 
algumas horas após o último uso, atingindo seu pico em até 2 dias e podendo durar por vários meses.
2.3.2 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO
O tratamento do tabagismo tem como base o emprego de medidas não farmacológicas, 
como a abordagem cognitivo-comportamental (TCC), que funciona como um fio condutor para uma 
mudança de comportamentos e crenças do paciente em relação ao cigarro.
Observe as abordagens existentes:
PARE
A abordagem breve ou mínima ou PAAP - Perguntar, Avaliar, Aconselhar e Preparar: consiste em dedicar 
três minutos de atenção durante um contato com o paciente para triar o tabagismo e incentivar o fumante 
a abandonar o fumo , independentemente de onde ocorrer o contato com o indivíduo, sem que haja 
um seguimento clínico. Ou seja, a abordagem consiste em um único encontro, podendo ser aplicada por 
qualquer profissional de saúde.
A abordagem básica é uma extensão natural da abordagem anterior, sendo reconhecida pelo mnemônico 
PAAPA - Perguntar, Avaliar, Aconselhar, Preparar e Acompanhar: dura entre três e cinco minutos e 
fornece orientações necessárias para uma correta tentativa de abandono do tabagismo, elaboração de 
um planejamento e proposta de um acompanhamento clínico.
A abordagem intensiva consiste em identificar os fumantes que estiverem realmente engajados em 
abandonar o tabagismo e ainda não tenham conseguido espontaneamente ou com as abordagens 
anteriores, encaminhando esses indivíduos para programas ou ambulatórios especializados na atenção 
básica. Esses pacientes participarão de sessões de abordagem cognitivo-comportamental semanais, 
individuais ou coletivas, podendo, ainda, receber fármacos específicos para o abandono do tabagismo.
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19Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
2.3.3 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMOSegundo a publicação Abordagem e Tratamento do Fumante – Consenso de 2001 
do Ministério da Saúde, poderá ser indicado o uso complementar de um medicamento 
nos seguintes casos:
1 - Fumantes pesados, ou seja, que fumam 20 ou mais cigarros por dia;
2 - Fumantes que fumam o 1º cigarro até 30 minutos após acordar e fumam no 
DESPENCA NA
PROVA!
mínimo 10 cigarros por dia;
3 - Fumantes com escore igual ou maior do que 5 no teste de Fagerström ou avaliação
individual, a critério do profissional;
4 - Fumantes que já tentaram parar de fumar anteriormente apenas com a abordagem cognitivo-
comportamental, mas não obtiveram êxito devido a sintomas da síndrome de abstinência;
5 - Não haver contraindicações clínicas.
ESCLARECENDO! O emprego de 
medicamentos tem como 
objetivo minimizar os sintomas 
da síndrome de abstinência 
do cigarro. Essa abordagem aumenta em cerca de 3 
vezes as chances de sucesso no tratamento. O fármaco 
de escolha deve ser empregado por um período de 
3 meses, podendo seu uso ser prolongado por mais 
tempo, se ainda houver sintomas de abstinência ou alto 
risco de recaída. 
Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) 
ACORDE!disponibiliza dois tipos de medicamentos 
como primeira linha de tratamento, o 
antidepressivo atípico bupropiona e a 
terapia de reposição de nicotina (TRN).
Revalidando, o fármaco vareniclina, 
uma medicação com ação nicotínica, também é droga 
de primeira linha, apesar de não ser disponibilizado 
pelo SUS. Como segunda linha de tratamento podemos 
utilizar o antidepressivo tricíclico nortriptilina e a 
clonidina, um medicamento de ação agonista de 
receptores adrenérgicos.
Em casos em que houve falha no tratamento, mesmo após emprego adequado da 
abordagem cognitivo-comportamental com uma das medicações de primeira linha, o uso 
de associação de medicações pode ser feito. Estudos recentes demonstram redução de 
sinais e sintomas da abstinência do tabaco e um aumento nas taxas de sucesso terapêutico, 
especialmente com a combinação de fármacos de primeira linha, como bupropiona + TRN, 
ou adesivo transdérmico de nicotina + goma de nicotina.
INDO MAIS
FUNDO!
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20Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
ESTA É
DIFÍCIL!
Sobre o tratamento 
medicamentoso em gestantes, 
temos uma situação que deve ser 
avaliada individualmente. É correto 
afirmar que o tratamento deve ser, 
preferencialmente, não medicamentoso. Contudo, o 
tabagismo é potencialmente mais prejudicial do que 
qualquer um dos medicamentos de primeira linha, 
cabendo ao médico e à paciente decidirem utilizar ou 
não os medicamentos durante a gestação.
Revalidando, outra pergunta clássica sobre o tratamento do tabagismo é sobre os pacientes cardiopatas:
Segundo as Diretrizes Clínicas na saúde suplementar - Tabagismo: “o tratamento dos pacientes 
cardiopatas deve seguir as recomendações gerais para o uso de tratamento farmacológico. O uso da terapia 
de reposição de nicotina (TRN) foi questionado inicialmente, mas estudos recentes mostram que não há 
evidência de aumento do risco cardiovascular com o uso da medicação. Precaução no uso de TRN em pacientes 
portadores de condições cardiovasculares específicas, como período pós-infarto imediato (duas semanas), 
com arritmias graves e com angina instável está mantida nas informações sobre o produto.” 
ESCLARECENDO!
Quanto ao estado pós-infarto, a bupropiona e a vareniclina podem ser iniciadas 
mesmo em pacientes infartados.
2.3.4 RESUMO SOBRE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO 
TABAGISMO
Principais drogas de primeira linha utilizadas no tratamento do tabagismo
Bupropiona 
150mg
Dosagem 
máxima: 450 
mg ao dia
Paciente não precisa parar imediatamente o tabagismo para iniciar o uso. 
Recomenda-se cessar o tabagismo no oitavo dia.
Inicio com 150 mg ao dia, por 3 dias, aumentando para 300mg no quarto dia.
Principais contraindicações: história de convulsão ou traumatismo craniano, 
transtornos alimentares, gestantes*.
Efeitos colaterais: anorexia, insônia, taquicardia, ansiedade, cefaleia.
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21Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
Vareniclina 
0,5mg e 1 mg
Dose 
máxima: 2mg 
ao dia
Paciente não precisa parar imediatamente o tabagismo para iniciar o uso. 
Recomenda-se cessar o tabagismo no oitavo dia.
Inicio com 0,5mg ao dia, aumentando para 0,5 mg duas vezes ao dia no quarto 
dia. No sétimo dia, administrar 1 mg duas vezes ao dia.
Principais contraindicações: insuficiência renal grave, gestantes*.
Efeitos colaterais: náusea, alterações do sono, diarreia, vômito.
Adesivo de 
nicotina 7 
mg, 14 mg, 
21 mg
Dosagem 
máxima: 42 
mg ao dia
Paciente deve interromper o tabagismo ao iniciar este medicamento.
Na semana 1 a 4: adesivo de 21 mg a cada dia
Na semana 5 a 8: adesivo de 14 mg a cada dia
Na semana 9 a 12: adesivo de 7 mg a cada dia
*Pacientes que fumam menos do que 20 cigarros ao dia podem começar com 
14 mg.
Principais contraindicações: infarto agudo do miocárdio há menos de 15 dias, 
lesões dermatológicas no local da aplicação do adesivo, gestantes*.
Efeitos colaterais: lesões de pele no local da aplicação, náuseas, vômitos, 
cefaleia.
Goma de 
nicotina 2 mg 
ou 4 mg
Paciente deve interromper o tabagismo ao iniciar este medicamento.
Semana 1 a 4: 1 goma de 2 mg a cada 1h a 2h.
Semana 5 a 8: 1 goma de 2 mg a cada 2h a 4h.
Semana 9 a 12: 1 goma de 2 mg a cada 4h a 8h.
*Fumantes pesados ou naqueles com sintomas de abstinência, a goma de 4 mg 
poderá ser utilizada.
Principais contraindicações: infarto agudo do miocárdio há menos de 15 dias, 
úlcera péptica, gestantes*.
Efeitos colaterais: náuseas, vômitos, cefaleia, dor na mandíbula, aftas.
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22Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
CAPÍTULO
3.0 ESTÁGIOS MOTIVACIONAIS DE PROCHASKA 
E DICLEMENTE
Os estágios motivacionais de Prochaska e DiClemente são um modelo teórico comportamental para avaliar 
o grau de motivação do paciente dependente químico, independentemente da droga utilizada, em realizar seu 
tratamento para alcançar a abstinência. Esse modelo traz alguns níveis de classificação.
Prochaska e DiClemente
Estágios Motivacionais Características
Pré-contemplação (I won’t)
O usuário não cogita mudança e nem se preocupa com o 
assunto.
Contemplação (I might)
O paciente assume que tem um problema, é ambivalente e 
considera mudar.
Preparação (I will)
Começa a planejar mudanças, cria condições, revisa tentativas 
prévias.
Ação (I am)
Implementa mudanças verdadeiras, engaja-se com seu 
objetivo e dedica tempo a ele.
Manutenção (I have)
Processo de continuidade da abstinência, para manter os 
ganhos e prevenir recaídas.
Recaída
Falha na manutenção, com retomada do hábito ou 
comportamento anterior - retorno a qualquer dos estágios 
anteriores.
CAI NA PROVA
(INEP – 2020) Um médico de uma equipe de Saúde da Família atende muitas pessoas tabagistas e opta por implantar 
um grupo operativo de enfrentamento ao tabagismo como intervenção coletiva de educação em saúde. Segundo o 
Consenso sobre Abordagem e Tratamento do Fumante do Instituto Nacional do Câncer, está correto o médico
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23Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
A) prever inicialmente seis sessões semanais e recomendar ao grupo uma redução progressiva do número de cigarros 
fumados por dia. 
B) planejar palestras nas sessões com imagens demonstrando as consequências maléficas do tabagismo para a saúde.
C) realizar o teste deFagerström durante a primeira sessão do grupo para avaliação da gravidade da dependência 
nicotínica.
D) indicar farmacoterapia sem contraindicações clínicas para fumantes que já tentaram parar de fumar somente com 
terapia cognitivo-comportamental.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A. São quatro sessões semanais de tratamento. A opção de redução progressiva da quantidade 
de cigarros é um método de parada que, tal como o adiamento gradual do horário do primeiro cigarro ao dia, é 
menos efetivo do que a parada abrupta do fumo. Assim, o ideal é a parada abrupta.
Incorreta a alternativa B. Ao invés de assustar o paciente, a melhor abordagem consiste em aconselhá-lo, enaltecendo 
os benefícios da interrupção do tabagismo. Além disso, o fumante deve ser preparado para se automonitorar e 
detectar quando o estímulo de fumar o colocar em risco de recaída. Para isso, são ensinadas técnicas de controle 
frente ao desejo de fumar (beber água, mascar chicletes, usar balas etc.).
Incorreta a alternativa C. O teste de Fagerström avalia o grau de dependência da nicotina e deve ser realizado 
individualmente, não em grupo.
Correta a alternativa D. Está indicada farmacoterapia em casos de fumantes que já tentaram parar de fumar 
somente com terapia cognitivo-comportamental. Outras indicações de farmacoterapia são:
- Fumantes pesados (acima de 20 cigarros por dia);
- Fumantes com escore do teste de Fagerström igual ou maior do que 5, ou avaliação individual;
- Fumantes que fumam o primeiro cigarro até 30 minutos após acordar e fumam, no mínimo, 10 cigarros por dia;
- não haver contraindicações clínicas.
Gabarito: alternativa D.
(INEP – 2016) Um homem com 36 anos de idade, alcoolista crônico, ao ser atendido em um hospital, foi submetido 
à lapatoromia exploradora, em razão de úlcera gástrica pré-pilórica perfurada. Realizaram-se biópsias das bordas 
da úlcera, rafia da lesão e limpeza da cavidade. Foi iniciada antibioticoterapia com ciprofloxacino e metronidazol e 
reposição hidroeletrolítica adequada. No 1º dia pós-operatório, evoluiu com taquicardia (frequência cardíaca = 123 
bpm) associada à agitação psicomotora, confusão mental, tremores de extremidades e dor abdominal leve à palpação 
profunda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada são:
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24Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
A) Deiscência de gastrorrafia; realizar laparotomia exploradora imediata com antrectomia e vagotomia seletiva. 
B) Síndrome de abstinência alcoólica; administrar benzodiazepínicos, indicar reposição de tiamina e pactuar com o 
paciente – e familiares, caso o paciente esteja de acordo – os cuidados para desintoxicação.
C) Sepse abdominal; ampliar o espectro da antibioticoterapia e, caso não haja melhora em 24 horas, indicar nova 
laparotomia exploradora para limpeza e drenagem da cavidade abdominal.
D) Pancreatite aguda alcoólica; indicar hidratação vigorosa, jejum oral e a realização de exames laboratoriais e 
tomografia computadorizada para avaliar a necessidade de nova intervenção cirúrgica e prognóstico.
COMENTÁRIOS:
Revalidando, a principal hipótese para o caso é que o paciente esteja apresentando um quadro de abstinência 
alcoólica, devido a seu histórico de abuso de álcool e por estar há 2 dias sem acesso ao álcool. O quadro da síndrome 
de abstinência alcoólica (SAA) pode iniciar entre 6 e 24 horas depois do último consumo de álcool ou da redução 
da quantidade de álcool ingerida. 
Nesses casos, sintomas de hiperatividade autonômica, como tremores, sudorese, náuseas, hipertensão, hipertermia, 
entre outros, podem estar presentes, associados a alterações do pensamento e comportamento. 
 No manejo inicial, além da tiamina (para prevenir a síndrome de Wernicke), o uso de benzodiazepínicos, como 
diazepam ou lorazepam, é indicado para prevenir convulsões e reduzir os sintomas da abstinência. 
Gabarito: alternativa B.
(INEP – 2012) Um médico de família atende uma população de 3.850 pessoas na unidade de saúde em Caruaru, 
Pernambuco. Atualmente, tem cerca de 305 pessoas com hipertensão cadastradas. Reconhece, porém, que esse 
número não representa a totalidade das pessoas com pressão arterial alterada. Organiza, em conjunto com a equipe, 
atividades de grupo por microárea de cada agente comunitário para identificar novos casos e avaliar adesão ao 
tratamento e realizar o controle pressórico. Durante as atividades coletivas, agenda os pacientes recém-diagnosticados 
para confirmação em consulta, assim como os pacientes descontrolados. Para os sem adesão ao tratamento, reforça 
as orientações para administração dos medicamentos e mudanças de hábitos. Durante a atividade, toda a equipe 
participa compartilhando tarefas e resultados.
As pessoas que participam do grupo, mas não aderem ao tratamento farmacológico ou não farmacológico, estão em 
qual estágio de mudança de comportamento, segundo o Modelo Transteórico?
A) Pré-contemplação.
B) Contemplação.
C) Desmotivação.
D) Preparação.
E) Manutenção.
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25Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
COMENTÁRIOS:
Revalidando, os pacientes que já participam do grupo, realizam pequenas melhorias em seu dia a dia, mas não se 
dedicam completamente ao tratamento estão na fase da preparação.
Gabarito: alternativa D. 
(ENARE – 2022) Um homem de 62 anos está internado há 2 dias devido à fratura de pé D. Possui histórico de consumo 
de bebida alcoólica em grande quantidade, principalmente destilados. Apresenta agitação importante, tremores, febre 
baixa e taquicardia, além de delírios audiovisuais. Em relação ao tratamento medicamentoso da abstinência alcoólica, 
assinale a melhor alternativa nesse caso.
A) Diazepam 10 mg, endovenoso (EV).
B) Midazolam 10 mg, intramuscular (IM).
C) Haloperidol 5 mg, EV.
D) Haloperidol 5 mg, IM.
E) Clorpromazina 25 mg, IM.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A: o tratamento deve ser feito com uso de benzodiazepínicos de meia-vida longa, como o 
diazepam ou lorazepam.
Incorreta a alternativa B, visto que o midazolam tem uma meia-vida muito curta, de apenas uma hora, o que 
inviabiliza o tratamento da abstinência alcoólica, que requer uso de benzodiazepínicos por vários dias ou semanas.
Incorreta a alternativa C, visto que a base do tratamento é realizada com benzodiazepínicos. Após o uso dessas 
drogas, se houver psicose ou agitação intensa, o uso de haloperidol 5 mg, IM, pode ser realizado.
Incorreta a alternativa D, como vimos acima.
Incorreta a alternativa E. A clorpromazina é um antipsicótico típico, de baixa potência, que não deve ser utilizado 
nessa situação por aumentar consideravelmente o risco de convulsão e de arritmias cardíacas.
Gabarito: alternativa A.
(AMRIGS – 2022) Qual das medicações descritas abaixo NÃO deveria ser usada em pacientes com risco de desenvolver 
delirium tremens e agitação psicomotora?
A) Tiamina.
B) Diazepam.
C) Clozapina.
D) Carbamazepina.
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26Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A. A tiamina deve ser utilizada em todos os pacientes, para prevenir a síndrome de Wernicke-
Korsakoff.
Incorreta a alternativa B. O uso de um benzodiazepínico é a base do tratamento.
Correta a alternativa C! Clozapina é um antipsicótico atípico e não deve ser utilizado nesse contexto, devido ao risco 
de precipitar convulsões no paciente em abstinência.
Incorreta a alternativa D. A carbamazepina, assim como o fenobarbital, é uma droga de segunda linha e pode 
substituir o uso de benzodiazepínicos.
Gabarito: alternativa C.
(USP – 2022) Paciente de 46 anosprocura seu médico de família e comunidade (MFC). O paciente tem antecedentes 
pessoais de hipertensão arterial sistêmica (controlada com medicamentos) e de gota. Apresentou quadro de epilepsia 
dos 2 aos 15 anos de idade, com a última crise convulsiva aos 12 anos. Está em tratamento de úlcera gástrica, 
diagnosticada há 1 semana. Faz uso crônico de losartana (100 mg ao dia), alopurinol (300 mg ao dia) e está em uso 
recente de claritromicina, amoxicilina e omeprazol. É tabagista desde os 18 anos de idade. Fuma cerca de 20 cigarros 
ao dia. Fuma o primeiro cigarro 20 minutos após acordar, pela manhã. Tem sintomas de fissura quando fica mais de 
2 horas sem fumar. Não tem queixas respiratórias. Nega uso de bebidas alcoólicas. O paciente informa que, devido à 
crise gerada pela pandemia de Covid-19, foi demitido há 6 meses e não conseguiu outro emprego, até o momento. 
Também está passando por dificuldades no relacionamento com a esposa. Há cerca de 2 meses, vem apresentando 
sintomas de tristeza, anedonia, dificuldades de sono e ganho de peso. Durante a entrevista, o MFC diagnosticou um 
episódio depressivo maior e a pontuação de Fagerström foi 8. Também relata que deseja cessar o tabagismo. O exame 
físico do paciente não mostrou qualquer alteração importante. Diante do quadro, o MFC decide iniciar intervenção 
psicoterapêutica e tratamento farmacológico com mais de uma droga.
A prescrição mais indicada para esse quadro seria:
A) Adesivo de nicotina e nortriptilina.
B) Adesivo de nicotina e goma de nicotina.
C) Goma de nicotina e bupropiona.
D) Adesivo de nicotina e bupropiona.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A. Esse paciente pode utilizar adesivo de nicotina, que tem como grande contraindicação 
o infarto agudo do miocárdio recente, há menos de 14 dias. Nortriptilina é um antidepressivo tricíclico e é 
contraindicado em pacientes com cardiopatias graves, especialmente não controladas. Note que a nortriptilina 
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27Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
também será útil no tratamento dos sintomas depressivos.
Incorreta a alternativa B. Goma e pastilha de nicotina estão contraindicados em pacientes com úlcera gástrica. Caso 
o paciente não tivesse uma úlcera gástrica recentemente, essa combinação poderia ser realizada, especialmente 
porque o adesivo de nicotina garante uma liberação mais estável e controlada de nicotina durante o dia, enquanto 
a goma poderia ser utilizada para os momentos de maior fissura. Combinações nicotínicas devem ser utilizadas com 
cautela em pacientes hipertensos, pois podem agravar o quadro.
Incorreta a alternativa C. Goma e pastilha de nicotina estão contraindicados em pacientes com úlcera gástrica. 
Bupropiona é contraindicada em pacientes com história de convulsão, mesmo convulsão febril, além de traumatismo 
craniano e anorexia nervosa.
Incorreta a alternativa D. Bupropiona é contraindicada em pacientes com história de convulsão, mesmo convulsão 
febril, além de traumatismo craniano e anorexia nervosa.
Gabarito: alternativa A.
(INÉDITA EMED) Uma paciente de 29 anos, moradora de rua, usuária de crack, é encaminhada à emergência médica 
pelos bombeiros pela 4ª vez nas últimas 3 semanas. O quadro apresentado por ela é o “mesmo de sempre”, já que é 
uma velha conhecida da equipe, que atua em uma unidade próxima à “Cracolândia”: agitação psicomotora, ansiedade, 
irritabilidade e taquilalia. Também são notados achados como taquicardia, hipertensão arterial, taquidispneia, sudorese 
e manchas amareladas nas pontas dos dedos.
Diante desse quadro, assinale a medicação mais indicada para a abordagem inicial de uma intoxicação aguda por crack:
A) Midazolam, IM.
B) Fluoxetina, VO.
C) Haloperidol, IM.
D) Clorpromazina, IM.
E) Risperidona, VO.
COMENTÁRIOS:
O uso de um benzodiazepínico é adequado para a abordagem inicial dessa paciente. Lembre-se de que, sempre 
que possível, a via de acesso preferencial será a via oral. Nesse caso, o uso da via intramuscular justifica-se pela 
intensidade dos sintomas ou pela falta de colaboração da paciente.
Clorpromazina e levomepromazina são antipsicóticos típicos, com propriedades sedativas, e devem ser evitados, 
por reduzirem o limiar convulsivo nesses pacientes. Além disso, são drogas que podem aumentar o risco de arritmias 
cardíacas, quando administradas pela via parenteral.
Gabarito: alternativa A.
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28Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
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(SES-RJ – 2021) Homem de 40 anos, alcoolista crônico, com cirurgia bariátrica há cinco anos e sinais de desnutrição, 
é levado à Clínica de Família com queixas de perda de memória recente e suspeita de estar inventando histórias. Os 
familiares referem que esse estado apareceu após alguns dias de internação em emergência e quadro convulsivo por 
tratamento do alcoolismo. O diagnóstico mais provável e a medida a ser adotada para tratamento do quadro clínico, 
respectivamente, são:
A) síndrome de demência e uso social de bebida alcóolica / deve-se internar o paciente e sedá-lo com diazepínico.
B) síndrome de Korsakoff devido à deficiência de tiamina / nessa fase da síndrome, o tratamento de apoio pode 
ajudar.
C) síndrome de abstinência ao álcool / nessa fase da síndrome, deve-se retornar com o álcool e reduzir a dose 
lentamente.
D) uso abusivo de álcool não observado pela família / tratamento com tiamina venosa e, posteriormente, 
administração oral.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A: Estrategista, demência é um quadro insidioso, que progride lentamente ao longo dos 
anos, especialmente a partir da sétima década de vida. Ainda assim, caso fosse um quadro demencial, o tratamento 
não seria a sedação com benzodiazepínicos.
Correta a alternativa B: Estrategista, pacientes etilistas, desnutridos ou submetidos à cirurgia de redução de 
estômago podem desenvolver um quadro de encefalopatia conhecido como síndrome de Wernicke-Korsakoff 
(SWK), caracterizado por amnésia, confabulações (criação de falsas memórias), alucinações, oftalmoparesia, ataxia, 
confusão mental (tríade clássica), sendo considerado uma emergência médica. A causa é decorrente da deficiência 
de tiamina e seu tratamento consiste na reposição dessa vitamina, cofator de enzimas importantes no metabolismo 
energético, preferencialmente por via parenteral.
Incorreta a alternativa C: o quadro da síndrome de abstinência alcoólica (SAA) pode iniciar entre 6 e 24 horas depois 
do último consumo de álcool ou redução da quantidade de álcool ingerida. Isso provavelmente ocorreu nesse 
momento. Segundo o enunciado, “os familiares referem que esse estado apareceu após alguns dias de internação 
em emergência e quadro convulsivo por tratamento do alcoolismo.” O tratamento da abstinência é baseado no uso 
de benzodiazepínicos.
Incorreta a alternativa D: o uso não é “não observado pela família”, tanto que o levaram para o atendimento. O 
quadro é compatível com SWK.
Gabarito: alternativa B.m
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29Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
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30Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022
Dependência Química
CAPÍTULO
5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTOS DA 
CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
2. KAPLAN; SADOCK, B.J.; SADOCK, V.A. et al. Contribuições das ciências socioculturais. In: SADOCK, 
3. B.J.; SADOCK, V.A.; RUIZ, P. Compêndio de Psiquiatria: ciência do comportamento e 
4. Psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed; 2017. p. 139-45.
5. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso 
eletrônico] : DSM-5 / [American Psychiatric Association ; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento ... et al.] ; revisão 
técnica: Aristides Volpato Cordioli ... [et al.]. – 5. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2014.
6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias 
para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 154 p.: il. (Cadernos da 
Atenção Básica, n. 40).
7. DIEHL, A.; CORDEIRO, D.C.; LARANJEIRA, R. (Org.). Dependência química: prevenção, tratamento e políticas 
públicas [recurso eletrônico] 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2019.
8. LARANJEIRA, Ronaldo; NICASTRI, Sérgio; JERONIMO, Claudio; MARQUES, Ana C. Consenso sobre a Síndrome 
de Abstinência do Álcool (SAA) e o seu tratamento. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2000, vol.22, n.2 
9. ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA et al. Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar – Tabagismo. AMB/ANS/
SBPT e outras, 2011.
10. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Abordagem e Tratamento do Fumante – Consenso 
2001. Rio de Janeiro: INCA, 2001
11. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. PORTARIA Nº 761, DE 21 DE JUNHO DE 2016 - 
Valida as orientações técnicas do tratamento do tabagismo constantes no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
- Dependência à Nicotina.
CAPÍTULO
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estrategista, chegamos ao final deste livro Revalida Exclusive. Espero que os temas tenham ficado claros e que 
o ajudem na hora da prova. 
Aproveito para lembrar que você encontra milhares de questões de Psiquiatria respondidas em nosso banco de 
questões! 
Um grande abraço,
Professor Thales Thaumaturgo
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https://sbpt.org.br/portal/wp-content/uploads/2019/01/2011-AMB-DIRETRIZ-TABAGISMO.pdf
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	1.0 Drogas depressoras do sistema 
nervoso central
	1.1 Etanol
	1.1.1 Metabolização do etanol
	1.1.2 INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA
	1.1.3 ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA
	1.1.4 Delirium tremens (DT)
	1.1.5 Tratamento da síndrome de abstinência alcoólica
	1.1.6 Tratamento da dependência alcoólica
	1.1.7 Questionário CAGE: rastreamento de problemas com álcool
	1.2 ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS
	1.2.1 Intoxicação por ansiolíticos, hipnóticos e sedativos
	1.2.2 Abstinência e dependência de sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos
	1.3 OPIOIDES
	1.3.1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES
	1.3.2 Abstinência e dependência de opioides
	2.0 DROGAS ESTIMULANTES
	2.1 Intoxicação por estimulantes
	2.2 Abstinência e dependência de estimulantes
	2.3 TABAGISMO
	2.3.1 Abstinência e dependência de tabaco
	2.3.2 Tratamento não farmacológico do tabagismo
	2.3.3 Tratamento farmacológico do tabagismo
	2.3.4 Resumo sobre o tratamento farmacológico do tabagismo
	3.0 Estágios motivacionais de Prochaska 
e DiClemente
	4.0 Lista de questões
	5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	6.0 Considerações finais

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