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m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ P S I Q U I A T R I A DEPENDÊNCIA QUÍMICA MARÇO/2022 P R O F . T H A L E S T H A U M A T U R G O m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Dependência Química PROF. THALES THAUMATURGO APRESENTAÇÃO: Seja muito bem-vindo, Estrategista! Neste Revalida Exclusive, vou sintetizar tudo o que você precisa saber sobre dependência química! Observe, a seguir, os temais mais cobrados em Psiquiatria no Revalida. Psiquiatria por tema no Revalida Questões Transtornos de humor 9 Intoxicação exógenas 7 Dependência química 6 Psiquiatria infantil 6 Psicofarmacologia 4 Transtornos psicóticos 4 Transtornos de ansiedade 2 Transtornos alimentares 2 Psiquiatria social e Reforma psiquiátrica 2 Psicopatologia 1 TOC, Transtornos somáticos, dissociativos e Relacionados ao estresse 1 Transtornos de personalidade 0 Total 44 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Dependência Química /estrategiamedt.me/estrategiamed Estratégia MED @thales.thaumaturgo @estrategiamed Revalidando, estudaremos os principais tópicos sobre dependência química. Não se preocupe em decorar critérios dos diferentes transtornos desta aula. Dê uma atenção especial ao tratamento da síndrome de abstinência alcoólica, ao tratamento farmacológico do tabagismo, especialmente às contraindicações das principais drogas, bupropiona e nicotina. Dê também uma atenção especial ao modelo de Prochaska e DiClemente e ao questionário Cage. Bons estudos! ESCLARECENDO! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://t.me/estrategiamed https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://www.instagram.com/thales.thaumaturgo/ https://www.instagram.com/prof.alexandremelitto/ https://www.instagram.com/estrategiamed/ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 4Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química SUMÁRIO 1.0 DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 6 1.1 ETANOL 6 1.1.1 METABOLIZAÇÃO DO ETANOL 6 1.1.2 INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA 7 1.1.3 ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 9 1.1.4 DELIRIUM TREMENS (DT) 9 1.1.5 TRATAMENTO DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 10 1.1.6 TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA 10 1.1.7 QUESTIONÁRIO CAGE: RASTREAMENTO DE PROBLEMAS COM ÁLCOOL 12 1.2 ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS 12 1.2.1 INTOXICAÇÃO POR ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS 13 1.2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE SEDATIVOS, HIPNÓTICOS OU ANSIOLÍTICOS 13 1.3 OPIOIDES 13 1.3.1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES 14 1.3.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE OPIOIDES 15 2.0 DROGAS ESTIMULANTES 16 2.1 INTOXICAÇÃO POR ESTIMULANTES 16 2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE ESTIMULANTES 17 2.3 TABAGISMO 18 2.3.1 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE TABACO 18 2.3.2 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO 18 2.3.3 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO 19 2.3.4 RESUMO SOBRE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO 20 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 5Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química 3.0 ESTÁGIOS MOTIVACIONAIS DE PROCHASKA E DICLEMENTE 22 4.0 LISTA DE QUESTÕES 29 5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 30 6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 30 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 6Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química CAPÍTULO 1.0 DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1.1 ETANOL O etanol é uma droga depressora do sistema nervoso central. Após sua ingestão, entre 10 a 30% são absorvidos no estômago e o restante, durante seu trajeto, no intestino delgado. Após a absorção, o etanol é capaz de cruzar rapidamente as barreiras hematoencefálica e placentária e as membranas celulares, promovendo seus efeitos citotóxicos. No sistema nervoso central (SNC), liga-se aos receptores de ácido gama aminobutírico (GABA) e causa o bloqueio de receptores NMDA excitatórios de glutamato, promovendo sedação ao nível central. 1.1.1 METABOLIZAÇÃO DO ETANOL INDO MAIS FUNDO! Aproximadamente 90% do álcool é metabolizado no fígado por meio de oxidação, pelo mecanismo da enzima álcool desidrogenase (ADH), que transforma o álcool em acetaldeído, que, por sua vez, é transformado em ácido acético pela enzima aldeído desidrogenase. Já o citocromo P-450 atua em pequena porcentagem nos etilistas crônicos, metabolizando o álcool a partir da indução de sua isoenzima 2E1. E os menos de 10% restantes são excretados inalterados pelos rins e pulmões. Etanol Acetaldeído Ácido acético Álcool desidrogenase Acetaldeído desidrogenasem e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 7Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química 1.1.2 INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA A intoxicação alcoólica, na maioria das vezes, apresenta um curso autolimitado, resolvendo-se por completo depois de algumas horas. Seus principais sintomas são alterações do comportamento, dificuldades de marcha e equilíbrio e fala pastosa. CRITÉRIOS DA INTOXICAÇÃO POR ÁLCOOL, ADAPTADOS DO DSM-5 A Ingestão recente de álcool B Alterações comportamentais ou psicológicas após a ingestão de álcool C Um (ou mais) dos seguintes sinais ou sintomas, desenvolvidos durante ou logo após o uso de álcool 1 Fala arrastada 2 Incoordenação 3 Instabilidade na marcha 4 Nistagmo 5 Comprometimento da atenção ou da memória 6 Estupor ou coma O manejo clínico do paciente agudamente intoxicado envolve interromper o uso da substância, manter o indivíduo em um ambiente calmo e posicioná-lo em decúbito lateral para evitar broncoaspirações, observando o paciente por algumas horas. ESCLARECENDO! Além disso, em todos os casos, está indicado o uso de tiamina, preferencialmente por via parenteral, para garantir plena absorção da droga. Seu uso justifica-se como prevenção do surgimento da síndrome de Wernicke-Korsakoff (SWK). Os pacientes etilistas podem desenvolver um quadro agudo de encefalopatia, conhecido como síndrome de Wernicke-Korsakoff, caracterizada por amnésia, confabulações (criação de falsas memórias), alucinações, oftalmoparesia, ataxia, confusão mental. A causa é decorrente da deficiência de tiamina e seu tratamento consiste na reposição dessa vitamina, cofator de enzimas importantes no metabolismo energético, preferencialmente por via parenteral. TOME NOTA! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 8Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 9Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química ESTA CAI NA PROVA! Revalidando, caso o paciente agudamente intoxicado se apresente com agitação psicomotora, agressividade ou sintomas psicóticos agudos, o uso do antipsicótico típico haloperidol pode ser empregado pela via intramuscular para controle dos sintomas. 1.1.3 ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA A síndrome de abstinência alcoólica (SAA) é uma síndrome em que os sintomas aparecem entre 6 e 24 horas após a interrupção ou redução drástica do consumo de álcool. Os principais sintomas são tremores em membros superiores, que são geralmente as primeiras manifestações clínicas, ansiedade, irritabilidade, alterações de atenção, náuseas, hipertermia, sudorese, taquipneia, taquicardia e alterações de pressão arterial. 1.1.4 DELIRIUM TREMENS (DT) O delirium tremens trata-se de um agravamento do quadro de SAA. Além do delirium (umestado confusional agudo de curso flutuante, com distúrbios da consciência e atenção, principalmente) e tremores intensos, podem ocorrer crises convulsivas, sintomas psicóticos, como alucinações auditivas ou visuais. Níveis da Síndrome de Abstinência Alcoólica 1 2 Os sinais e sintomas da abstinência alcoólica são de intensidade leve ou mo- derada, sem prejuízo da capacidade de crítica ou sintomas psicóticos, presen- ça de um bom suporte social e familiar, acesso à saúde quando necessário, sem presença de complicações clínicas ou comorbidades relevantes. Os sinais e sintomas da abstinência são graves, geralmente incluem perda do juízo crítico, sintomas psicóticos ou convulsões. O suporte familiar e social não tem sido capaz de promover os cuidados adequados ao paciente, que geralmente apresenta complicações decorrentes do uso de álcool e comorbi- dades clínicas ou psiquiátricas. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 10Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química TOME NOTA! O DT é uma complicação do quadro de síndrome de abstinência grave e, geralmente, surge entre o segundo e o terceiro dias após o início dos sintomas. O DT representa uma mortalidade de 5 até 25%, sendo maior especialmente em pacientes idosos ou naqueles indivíduos com comorbidades clínicas ou psiquiátricas. 1.1.5 TRATAMENTO DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA O tratamento da SAA é realizado com uso de benzodiazepínicos de longa duração, como diazepam ou lorazepam (droga de escolha para os pacientes hepatopatas). Após a estabilização clínica, deve-se reduzir lentamente a dosagem da droga empregada, ao longo de semanas. O anticonvulsivante carbamazepina é considerado droga de segunda linha. A tiamina (vitamina B1) deve ser administrada em todos os pacientes para evitar a SWK. ATENÇÃO DECORE! O antipsicótico haloperidol poderá ser indicado caso haja presença de agressividade, agitação psicomotora intensa ou sintomas psicóticos. 1.1.6 TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA O tratamento da dependência de álcool baseia-se em práticas psicoterápicas, como grupos de ajuda mútua. A prescrição de fármacos pode ajudar a reduzir a fissura em consumir a droga. Também é possível que medicamentos reduzam o prazer sentido pelo paciente ao consumir a substância ou causem efeitos aversivos e desagradáveis, caso o álcool seja ingerido. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 11Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química Principais fármacos envolvidos no tratamento da Dependência alcoólica, mecanismo de ação, dosagens terapêuticas, efeitos colaterais (EC) e contraindicações Acamprosato 333mg Mecanismo: Agonismo gabaérgico e antagonismo glutamatérgico Doses terapêuticas entre 1332mg ao dia até 1998mg ao dia EC: diarreia, vômitos, prurido Contraindicado em insuficiência renal ou hepática Dissulfiram 250mg Mecanismo: Inativação da enzima acetaldeído desidrogenase e acúmulo de acetaldeído Doses terapêuticas entre 250mg ao dia até 500mg ao dia EC: precordialgia, taquidispneia, rubor facil, letargia, tontura, convulsões e risco de morte Contraindicado em epiléticos, insuficiência hepática ou renal, cardiopatia grave OBS: paciente deverá concordar com o uso e assinar o TCLE Naltrexona 50mg Mecanismo: Antagonismo opioide, reduzindo o prazer de consumir álcool Dose terapêutica entre 25mg ao dia até 50mg ao dia EC: náuseas, vômitos, tontura Contraindicada em insuficiência hepática Observe abaixo o mecanismo de ação do dissulfiram: Etanol Acetaldeído Efeito antabuse Álcool desidrogenase Dissulfiram inativa o acetetaldeído desidrogense m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 12Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química 1.1.7 QUESTIONÁRIO CAGE: RASTREAMENTO DE PROBLEMAS COM ÁLCOOL ESTA CAI NA PROVA! O questionário CAGE é uma ferramenta rápida de rastreio de problemas relacionados ao uso de álcool e é composto de quatro perguntas: 1. Você já tentou diminuir ou cortar (Cut down) a bebida? 2. Você já ficou incomodado ou irritado (Annoyed) com outros porque criticaram seu jeito de beber? 3. Você já se sentiu culpado (Guilty) por causa de seu jeito de beber? 4. Você já teve que beber para aliviar os nervos ou reduzir os efeitos de uma ressaca (Eye-opener)? O CAGE tem sensibilidade e especificidade superiores a 80% na detecção de problemas relacionados ao uso de álcool quando duas ou mais das quatro respostas dadas forem afirmativas. 1.2 ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS Revalidando, ansiolíticos, hipnóticos e sedativos são drogas que possuem efeitos depressores sobre o sistema nervoso central. Entre elas, estão os benzodiazepínicos, os barbitúricos e as imidazopiridinas, também conhecidas como drogas Z, como o zolpidem. Os fármacos benzodiazepínicos, assim como os barbitúricos, atuam como agonistas dos receptores de ácido gama-aminobutírico (GABA) tipo A, reduzindo a excitação neuronal por meio de sua ligação nas subunidades alfa 1 e alfa 2, levando a um estado de depressão central. As drogas Z também são agonistas dos receptores GABA-A, contudo atuam seletivamente na subunidade alfa 1. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 13Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química 1.2.1 INTOXICAÇÃO POR ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS A apresentação clínica da intoxicação por essas drogas é muito semelhante à intoxicação alcoólica, sendo observados os mesmos sintomas, como alterações comportamentais e incoordenação da marcha e de equilíbrio. A presença de hálito alcoólico é útil para o diagnóstico diferencial. TOME NOTA! Para as intoxicações graves por benzodiazepínicos ou drogas Z, o antídoto específico flumazenil poderá ser empregado. Já nos casos de intoxicações por barbitúricos, não há um antídoto específico. 1.2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE SEDATIVOS, HIPNÓTICOS OU ANSIOLÍTICOS A síndrome de abstinência desses fármacos cursa com tremores, insônia, ansiedade, tensão muscular, irritabilidade e, em casos graves, sintomas psicóticos e crises convulsivas. PRESTE MAIS ATENÇÃO! Os manejos da abstinência e da dependência são similares, com a utilização de um benzodiazepínico de longa duração, como o diazepam, para reduzir os sintomas agudos e evitar o agravamento da síndrome de abstinência, que pode ser fatal. Após a estabilização clínica, deve-se reduzir lentamente a dosagem da droga empregada. 1.3 OPIOIDES Os opioides são drogas analgésicas, hipnóticas e sedativas, que podem ser divididos em três classes: naturais, semissintéticos e sintéticos. Até hoje, foram descobertos ao menos quatro diferentes receptores de opioides: m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 14Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química CURIOSIDADE Mu (m) – promove analgesia, sedação, depressão respiratória e constipação. Kappa (k) – promove analgesia, sedação, alterações no humor. Delta (s) - promove analgesia e alterações no humor Épsilon (e) – provavelmente produz sedação. 1.3.1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES Revalidando, fique muito atento à tríade clássica da intoxicação por opioides, composta por depressão respiratória, rebaixamento do nível de consciência ou coma e miose. O manejo clínico de uma intoxicação aguda por opioides, geralmente, deve ser realizado em ambiente hospitalar, com o rápido estabelecimento de medidas de suporte à vida e uso do antídoto específico naloxona. - Ópio - Morfina - Codeína - Tebaína Opiáceos NATURAIS extraídos diretamentedo ópio: - Heroína (diacetilmorfina) - Oxicodona - Hidroxicodona - Oximorfona - Hidroximorfona Opioides SEMISSINTÉTICOS que são parcialmente modificados: - Metadona - Meperidona - Petidina - Fentanil - Tramadol Opioides SINTÉTICOS: Miose Coma Depressão respiratória OPIOIDE m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 15Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química As demais drogas depressoras do sistema nervoso central podem cursar com quadro clínico semelhante durante uma intoxicação aguda, contudo a miose é tipicamente causada por opioides. 1.3.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE OPIOIDES A síndrome de abstinência de opioides pode ter início 6 a 18 horas após o último consumo da substância, atingindo até o terceiro dia. Sua duração pode variar de 10 a 15 dias, mas, em casos graves, pode estender-se por vários meses. Critérios da Abstinência de OPIOIDES, adaptados do DSM-5 A Presença de qualquer um dos seguintes: 1 Cessação (ou redução) do uso pesado e prolongado de opioides 2 Administração de um antagonista de opioides após um período de uso de opioides B Três (ou mais) dos seguintes sintomas 1 Humor disfórico 2 Náusea ou vômito 3 Dores musculares 4 Lacrimejamento ou rinorreia 5 Midríase, piloereção ou sudorese 6 Diarreia 7 Bocejos 8 Febre 9 Insônia Tanto a síndrome de abstinência como a dependência por opioides devem ser tratadas com uso de metadona, um opioide sintético com meia-vida longa, ou buprenorfina, um agonista opioide parcial. Após a estabilização clínica, a metadona ou a buprenorfina deve ser reduzida lentamente. Clonidina, um agonista adrenérgico, pode ser útil para redução da intensidade dos sintomas da abstinência. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 16Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química CAPÍTULO 2.0 DROGAS ESTIMULANTES As anfetaminas, a cocaína e o crack são drogas estimulantes do sistema nervoso central e exercem seus efeitos tóxicos ao promoverem o aumento do tônus de monoaminas, como a dopamina, a serotonina e a noradrenalina. Ativam o circuito de recompensa cerebral no sistema límbico, causando sensação de prazer e bem-estar. 2.1 INTOXICAÇÃO POR ESTIMULANTES Revalidando, pacientes agudamente intoxicados por drogas estimulantes estarão “estimulados”, ou seja, estarão agitados, falantes, desinibidos, eufóricos ou irritados, com taquicardia, hipertensão, hipertermia, sudorese, tremores e midríase. Critérios da intoxicação por ESTIMULANTES, adaptados do DSM-5 A Uso recente de uma substância tipo anfetamina, cocaína ou outro estimulante B Alterações comportamentais ou psicológicas C Dois (ou mais) dos seguintes sinais ou sintomas: 1 Taquicardia ou bradicardia 2 Dilatação pupilar 3 Pressão arterial elevada ou diminuída 4 Transpiração ou calafrios 5 Náusea ou vômito 6 Evidências de perda de peso 7 Agitação ou retardo psicomotor 8 Fraqueza muscular, depressão respiratória, dor torácica ou arritmias cardíacas 9 Confusão, convulsões, discinesias, distonias ou coma m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 17Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química ESCLARECENDO! O tratamento de um paciente agudamente intoxicado por drogas estimulantes baseia- se no manejo ambiental, deixando o paciente em local calmo e seguro. O uso de benzodiazepínicos, como o midazolam, melhora os sintomas psiquiátricos e reduz a hiperativação autonômica. Caso o paciente também se apresente agressivo ou com sintomas psicóticos, o antipsicótico haloperidol poderá ser empregado. Revalidando, é muito importante lembrar que betabloqueadores devem ser evitados durante a intoxicação por cocaína, pois podem causar uma piora da hipertensão, chamada de “hipertensão paradoxal”, devido ao bloqueio exercido pelos betabloqueadores sobre os receptores B2 que medeiam a vasodilatação. 2.2 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE ESTIMULANTES TOME NOTA! Os sintomas típicos da síndrome de abstinência de estimulantes surgem em até 4 dias após a interrupção do uso da droga. São principalmente representados por sintomas psíquicos, como ansiedade, humor deprimido ou irritável, lentificação psicomotora e alterações do sono. O manejo dos sintomas agudos da síndrome de abstinência de estimulantes é baseado principalmente em medidas ambientais, como repouso, alimentação e hidratação adequadas, manter o paciente perto de seu núcleo familiar ou de apoio para ser monitorado e incentivado. Em caso de sintomas importantes de ansiedade ou insônia, o uso de benzodiazepínicos poderá ser indicado. FIQUE ATENTO! O grande desafio para o paciente dependente de drogas estimulantes é a longo prazo. Manejo não farmacológico, adesão à psicoterapia individual ou participação em grupos de ajuda mútua, como o Narcóticos Anônimos (NA), são fundamentais. Não há nenhuma medicação aprovada para o tratamento de manutenção da abstinência de estimulantes. #FICAADICA O uso de medicações para reduzir a ansiedade, controlar os impulsos e a fissura pelo consumo, como anticonvulsivantes e antipsicóticos, pode ser útil em alguns casos. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 18Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química 2.3 TABAGISMO A dependência de tabaco é uma das mais prevalentes de todo o mundo e a principal causa de morte evitável do mundo. Por sua vez, o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável. 2.3.1 ABSTINÊNCIA E DEPENDÊNCIA DE TABACO Os sintomas de abstinência de tabaco surgem geralmente quando um fumante tenta reduzir ou interromper seu consumo. Os principais sintomas são irritabilidade, ansiedade, insônia e alteração no humor, que se iniciam algumas horas após o último uso, atingindo seu pico em até 2 dias e podendo durar por vários meses. 2.3.2 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO O tratamento do tabagismo tem como base o emprego de medidas não farmacológicas, como a abordagem cognitivo-comportamental (TCC), que funciona como um fio condutor para uma mudança de comportamentos e crenças do paciente em relação ao cigarro. Observe as abordagens existentes: PARE A abordagem breve ou mínima ou PAAP - Perguntar, Avaliar, Aconselhar e Preparar: consiste em dedicar três minutos de atenção durante um contato com o paciente para triar o tabagismo e incentivar o fumante a abandonar o fumo , independentemente de onde ocorrer o contato com o indivíduo, sem que haja um seguimento clínico. Ou seja, a abordagem consiste em um único encontro, podendo ser aplicada por qualquer profissional de saúde. A abordagem básica é uma extensão natural da abordagem anterior, sendo reconhecida pelo mnemônico PAAPA - Perguntar, Avaliar, Aconselhar, Preparar e Acompanhar: dura entre três e cinco minutos e fornece orientações necessárias para uma correta tentativa de abandono do tabagismo, elaboração de um planejamento e proposta de um acompanhamento clínico. A abordagem intensiva consiste em identificar os fumantes que estiverem realmente engajados em abandonar o tabagismo e ainda não tenham conseguido espontaneamente ou com as abordagens anteriores, encaminhando esses indivíduos para programas ou ambulatórios especializados na atenção básica. Esses pacientes participarão de sessões de abordagem cognitivo-comportamental semanais, individuais ou coletivas, podendo, ainda, receber fármacos específicos para o abandono do tabagismo. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 19Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química 2.3.3 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMOSegundo a publicação Abordagem e Tratamento do Fumante – Consenso de 2001 do Ministério da Saúde, poderá ser indicado o uso complementar de um medicamento nos seguintes casos: 1 - Fumantes pesados, ou seja, que fumam 20 ou mais cigarros por dia; 2 - Fumantes que fumam o 1º cigarro até 30 minutos após acordar e fumam no DESPENCA NA PROVA! mínimo 10 cigarros por dia; 3 - Fumantes com escore igual ou maior do que 5 no teste de Fagerström ou avaliação individual, a critério do profissional; 4 - Fumantes que já tentaram parar de fumar anteriormente apenas com a abordagem cognitivo- comportamental, mas não obtiveram êxito devido a sintomas da síndrome de abstinência; 5 - Não haver contraindicações clínicas. ESCLARECENDO! O emprego de medicamentos tem como objetivo minimizar os sintomas da síndrome de abstinência do cigarro. Essa abordagem aumenta em cerca de 3 vezes as chances de sucesso no tratamento. O fármaco de escolha deve ser empregado por um período de 3 meses, podendo seu uso ser prolongado por mais tempo, se ainda houver sintomas de abstinência ou alto risco de recaída. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) ACORDE!disponibiliza dois tipos de medicamentos como primeira linha de tratamento, o antidepressivo atípico bupropiona e a terapia de reposição de nicotina (TRN). Revalidando, o fármaco vareniclina, uma medicação com ação nicotínica, também é droga de primeira linha, apesar de não ser disponibilizado pelo SUS. Como segunda linha de tratamento podemos utilizar o antidepressivo tricíclico nortriptilina e a clonidina, um medicamento de ação agonista de receptores adrenérgicos. Em casos em que houve falha no tratamento, mesmo após emprego adequado da abordagem cognitivo-comportamental com uma das medicações de primeira linha, o uso de associação de medicações pode ser feito. Estudos recentes demonstram redução de sinais e sintomas da abstinência do tabaco e um aumento nas taxas de sucesso terapêutico, especialmente com a combinação de fármacos de primeira linha, como bupropiona + TRN, ou adesivo transdérmico de nicotina + goma de nicotina. INDO MAIS FUNDO! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 20Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química ESTA É DIFÍCIL! Sobre o tratamento medicamentoso em gestantes, temos uma situação que deve ser avaliada individualmente. É correto afirmar que o tratamento deve ser, preferencialmente, não medicamentoso. Contudo, o tabagismo é potencialmente mais prejudicial do que qualquer um dos medicamentos de primeira linha, cabendo ao médico e à paciente decidirem utilizar ou não os medicamentos durante a gestação. Revalidando, outra pergunta clássica sobre o tratamento do tabagismo é sobre os pacientes cardiopatas: Segundo as Diretrizes Clínicas na saúde suplementar - Tabagismo: “o tratamento dos pacientes cardiopatas deve seguir as recomendações gerais para o uso de tratamento farmacológico. O uso da terapia de reposição de nicotina (TRN) foi questionado inicialmente, mas estudos recentes mostram que não há evidência de aumento do risco cardiovascular com o uso da medicação. Precaução no uso de TRN em pacientes portadores de condições cardiovasculares específicas, como período pós-infarto imediato (duas semanas), com arritmias graves e com angina instável está mantida nas informações sobre o produto.” ESCLARECENDO! Quanto ao estado pós-infarto, a bupropiona e a vareniclina podem ser iniciadas mesmo em pacientes infartados. 2.3.4 RESUMO SOBRE O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO TABAGISMO Principais drogas de primeira linha utilizadas no tratamento do tabagismo Bupropiona 150mg Dosagem máxima: 450 mg ao dia Paciente não precisa parar imediatamente o tabagismo para iniciar o uso. Recomenda-se cessar o tabagismo no oitavo dia. Inicio com 150 mg ao dia, por 3 dias, aumentando para 300mg no quarto dia. Principais contraindicações: história de convulsão ou traumatismo craniano, transtornos alimentares, gestantes*. Efeitos colaterais: anorexia, insônia, taquicardia, ansiedade, cefaleia. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 21Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química Vareniclina 0,5mg e 1 mg Dose máxima: 2mg ao dia Paciente não precisa parar imediatamente o tabagismo para iniciar o uso. Recomenda-se cessar o tabagismo no oitavo dia. Inicio com 0,5mg ao dia, aumentando para 0,5 mg duas vezes ao dia no quarto dia. No sétimo dia, administrar 1 mg duas vezes ao dia. Principais contraindicações: insuficiência renal grave, gestantes*. Efeitos colaterais: náusea, alterações do sono, diarreia, vômito. Adesivo de nicotina 7 mg, 14 mg, 21 mg Dosagem máxima: 42 mg ao dia Paciente deve interromper o tabagismo ao iniciar este medicamento. Na semana 1 a 4: adesivo de 21 mg a cada dia Na semana 5 a 8: adesivo de 14 mg a cada dia Na semana 9 a 12: adesivo de 7 mg a cada dia *Pacientes que fumam menos do que 20 cigarros ao dia podem começar com 14 mg. Principais contraindicações: infarto agudo do miocárdio há menos de 15 dias, lesões dermatológicas no local da aplicação do adesivo, gestantes*. Efeitos colaterais: lesões de pele no local da aplicação, náuseas, vômitos, cefaleia. Goma de nicotina 2 mg ou 4 mg Paciente deve interromper o tabagismo ao iniciar este medicamento. Semana 1 a 4: 1 goma de 2 mg a cada 1h a 2h. Semana 5 a 8: 1 goma de 2 mg a cada 2h a 4h. Semana 9 a 12: 1 goma de 2 mg a cada 4h a 8h. *Fumantes pesados ou naqueles com sintomas de abstinência, a goma de 4 mg poderá ser utilizada. Principais contraindicações: infarto agudo do miocárdio há menos de 15 dias, úlcera péptica, gestantes*. Efeitos colaterais: náuseas, vômitos, cefaleia, dor na mandíbula, aftas. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 22Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química CAPÍTULO 3.0 ESTÁGIOS MOTIVACIONAIS DE PROCHASKA E DICLEMENTE Os estágios motivacionais de Prochaska e DiClemente são um modelo teórico comportamental para avaliar o grau de motivação do paciente dependente químico, independentemente da droga utilizada, em realizar seu tratamento para alcançar a abstinência. Esse modelo traz alguns níveis de classificação. Prochaska e DiClemente Estágios Motivacionais Características Pré-contemplação (I won’t) O usuário não cogita mudança e nem se preocupa com o assunto. Contemplação (I might) O paciente assume que tem um problema, é ambivalente e considera mudar. Preparação (I will) Começa a planejar mudanças, cria condições, revisa tentativas prévias. Ação (I am) Implementa mudanças verdadeiras, engaja-se com seu objetivo e dedica tempo a ele. Manutenção (I have) Processo de continuidade da abstinência, para manter os ganhos e prevenir recaídas. Recaída Falha na manutenção, com retomada do hábito ou comportamento anterior - retorno a qualquer dos estágios anteriores. CAI NA PROVA (INEP – 2020) Um médico de uma equipe de Saúde da Família atende muitas pessoas tabagistas e opta por implantar um grupo operativo de enfrentamento ao tabagismo como intervenção coletiva de educação em saúde. Segundo o Consenso sobre Abordagem e Tratamento do Fumante do Instituto Nacional do Câncer, está correto o médico m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 23Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química A) prever inicialmente seis sessões semanais e recomendar ao grupo uma redução progressiva do número de cigarros fumados por dia. B) planejar palestras nas sessões com imagens demonstrando as consequências maléficas do tabagismo para a saúde. C) realizar o teste deFagerström durante a primeira sessão do grupo para avaliação da gravidade da dependência nicotínica. D) indicar farmacoterapia sem contraindicações clínicas para fumantes que já tentaram parar de fumar somente com terapia cognitivo-comportamental. COMENTÁRIOS: Incorreta a alternativa A. São quatro sessões semanais de tratamento. A opção de redução progressiva da quantidade de cigarros é um método de parada que, tal como o adiamento gradual do horário do primeiro cigarro ao dia, é menos efetivo do que a parada abrupta do fumo. Assim, o ideal é a parada abrupta. Incorreta a alternativa B. Ao invés de assustar o paciente, a melhor abordagem consiste em aconselhá-lo, enaltecendo os benefícios da interrupção do tabagismo. Além disso, o fumante deve ser preparado para se automonitorar e detectar quando o estímulo de fumar o colocar em risco de recaída. Para isso, são ensinadas técnicas de controle frente ao desejo de fumar (beber água, mascar chicletes, usar balas etc.). Incorreta a alternativa C. O teste de Fagerström avalia o grau de dependência da nicotina e deve ser realizado individualmente, não em grupo. Correta a alternativa D. Está indicada farmacoterapia em casos de fumantes que já tentaram parar de fumar somente com terapia cognitivo-comportamental. Outras indicações de farmacoterapia são: - Fumantes pesados (acima de 20 cigarros por dia); - Fumantes com escore do teste de Fagerström igual ou maior do que 5, ou avaliação individual; - Fumantes que fumam o primeiro cigarro até 30 minutos após acordar e fumam, no mínimo, 10 cigarros por dia; - não haver contraindicações clínicas. Gabarito: alternativa D. (INEP – 2016) Um homem com 36 anos de idade, alcoolista crônico, ao ser atendido em um hospital, foi submetido à lapatoromia exploradora, em razão de úlcera gástrica pré-pilórica perfurada. Realizaram-se biópsias das bordas da úlcera, rafia da lesão e limpeza da cavidade. Foi iniciada antibioticoterapia com ciprofloxacino e metronidazol e reposição hidroeletrolítica adequada. No 1º dia pós-operatório, evoluiu com taquicardia (frequência cardíaca = 123 bpm) associada à agitação psicomotora, confusão mental, tremores de extremidades e dor abdominal leve à palpação profunda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada são: m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 24Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química A) Deiscência de gastrorrafia; realizar laparotomia exploradora imediata com antrectomia e vagotomia seletiva. B) Síndrome de abstinência alcoólica; administrar benzodiazepínicos, indicar reposição de tiamina e pactuar com o paciente – e familiares, caso o paciente esteja de acordo – os cuidados para desintoxicação. C) Sepse abdominal; ampliar o espectro da antibioticoterapia e, caso não haja melhora em 24 horas, indicar nova laparotomia exploradora para limpeza e drenagem da cavidade abdominal. D) Pancreatite aguda alcoólica; indicar hidratação vigorosa, jejum oral e a realização de exames laboratoriais e tomografia computadorizada para avaliar a necessidade de nova intervenção cirúrgica e prognóstico. COMENTÁRIOS: Revalidando, a principal hipótese para o caso é que o paciente esteja apresentando um quadro de abstinência alcoólica, devido a seu histórico de abuso de álcool e por estar há 2 dias sem acesso ao álcool. O quadro da síndrome de abstinência alcoólica (SAA) pode iniciar entre 6 e 24 horas depois do último consumo de álcool ou da redução da quantidade de álcool ingerida. Nesses casos, sintomas de hiperatividade autonômica, como tremores, sudorese, náuseas, hipertensão, hipertermia, entre outros, podem estar presentes, associados a alterações do pensamento e comportamento. No manejo inicial, além da tiamina (para prevenir a síndrome de Wernicke), o uso de benzodiazepínicos, como diazepam ou lorazepam, é indicado para prevenir convulsões e reduzir os sintomas da abstinência. Gabarito: alternativa B. (INEP – 2012) Um médico de família atende uma população de 3.850 pessoas na unidade de saúde em Caruaru, Pernambuco. Atualmente, tem cerca de 305 pessoas com hipertensão cadastradas. Reconhece, porém, que esse número não representa a totalidade das pessoas com pressão arterial alterada. Organiza, em conjunto com a equipe, atividades de grupo por microárea de cada agente comunitário para identificar novos casos e avaliar adesão ao tratamento e realizar o controle pressórico. Durante as atividades coletivas, agenda os pacientes recém-diagnosticados para confirmação em consulta, assim como os pacientes descontrolados. Para os sem adesão ao tratamento, reforça as orientações para administração dos medicamentos e mudanças de hábitos. Durante a atividade, toda a equipe participa compartilhando tarefas e resultados. As pessoas que participam do grupo, mas não aderem ao tratamento farmacológico ou não farmacológico, estão em qual estágio de mudança de comportamento, segundo o Modelo Transteórico? A) Pré-contemplação. B) Contemplação. C) Desmotivação. D) Preparação. E) Manutenção. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 25Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química COMENTÁRIOS: Revalidando, os pacientes que já participam do grupo, realizam pequenas melhorias em seu dia a dia, mas não se dedicam completamente ao tratamento estão na fase da preparação. Gabarito: alternativa D. (ENARE – 2022) Um homem de 62 anos está internado há 2 dias devido à fratura de pé D. Possui histórico de consumo de bebida alcoólica em grande quantidade, principalmente destilados. Apresenta agitação importante, tremores, febre baixa e taquicardia, além de delírios audiovisuais. Em relação ao tratamento medicamentoso da abstinência alcoólica, assinale a melhor alternativa nesse caso. A) Diazepam 10 mg, endovenoso (EV). B) Midazolam 10 mg, intramuscular (IM). C) Haloperidol 5 mg, EV. D) Haloperidol 5 mg, IM. E) Clorpromazina 25 mg, IM. COMENTÁRIOS: Correta a alternativa A: o tratamento deve ser feito com uso de benzodiazepínicos de meia-vida longa, como o diazepam ou lorazepam. Incorreta a alternativa B, visto que o midazolam tem uma meia-vida muito curta, de apenas uma hora, o que inviabiliza o tratamento da abstinência alcoólica, que requer uso de benzodiazepínicos por vários dias ou semanas. Incorreta a alternativa C, visto que a base do tratamento é realizada com benzodiazepínicos. Após o uso dessas drogas, se houver psicose ou agitação intensa, o uso de haloperidol 5 mg, IM, pode ser realizado. Incorreta a alternativa D, como vimos acima. Incorreta a alternativa E. A clorpromazina é um antipsicótico típico, de baixa potência, que não deve ser utilizado nessa situação por aumentar consideravelmente o risco de convulsão e de arritmias cardíacas. Gabarito: alternativa A. (AMRIGS – 2022) Qual das medicações descritas abaixo NÃO deveria ser usada em pacientes com risco de desenvolver delirium tremens e agitação psicomotora? A) Tiamina. B) Diazepam. C) Clozapina. D) Carbamazepina. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 26Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química COMENTÁRIOS: Incorreta a alternativa A. A tiamina deve ser utilizada em todos os pacientes, para prevenir a síndrome de Wernicke- Korsakoff. Incorreta a alternativa B. O uso de um benzodiazepínico é a base do tratamento. Correta a alternativa C! Clozapina é um antipsicótico atípico e não deve ser utilizado nesse contexto, devido ao risco de precipitar convulsões no paciente em abstinência. Incorreta a alternativa D. A carbamazepina, assim como o fenobarbital, é uma droga de segunda linha e pode substituir o uso de benzodiazepínicos. Gabarito: alternativa C. (USP – 2022) Paciente de 46 anosprocura seu médico de família e comunidade (MFC). O paciente tem antecedentes pessoais de hipertensão arterial sistêmica (controlada com medicamentos) e de gota. Apresentou quadro de epilepsia dos 2 aos 15 anos de idade, com a última crise convulsiva aos 12 anos. Está em tratamento de úlcera gástrica, diagnosticada há 1 semana. Faz uso crônico de losartana (100 mg ao dia), alopurinol (300 mg ao dia) e está em uso recente de claritromicina, amoxicilina e omeprazol. É tabagista desde os 18 anos de idade. Fuma cerca de 20 cigarros ao dia. Fuma o primeiro cigarro 20 minutos após acordar, pela manhã. Tem sintomas de fissura quando fica mais de 2 horas sem fumar. Não tem queixas respiratórias. Nega uso de bebidas alcoólicas. O paciente informa que, devido à crise gerada pela pandemia de Covid-19, foi demitido há 6 meses e não conseguiu outro emprego, até o momento. Também está passando por dificuldades no relacionamento com a esposa. Há cerca de 2 meses, vem apresentando sintomas de tristeza, anedonia, dificuldades de sono e ganho de peso. Durante a entrevista, o MFC diagnosticou um episódio depressivo maior e a pontuação de Fagerström foi 8. Também relata que deseja cessar o tabagismo. O exame físico do paciente não mostrou qualquer alteração importante. Diante do quadro, o MFC decide iniciar intervenção psicoterapêutica e tratamento farmacológico com mais de uma droga. A prescrição mais indicada para esse quadro seria: A) Adesivo de nicotina e nortriptilina. B) Adesivo de nicotina e goma de nicotina. C) Goma de nicotina e bupropiona. D) Adesivo de nicotina e bupropiona. COMENTÁRIOS: Correta a alternativa A. Esse paciente pode utilizar adesivo de nicotina, que tem como grande contraindicação o infarto agudo do miocárdio recente, há menos de 14 dias. Nortriptilina é um antidepressivo tricíclico e é contraindicado em pacientes com cardiopatias graves, especialmente não controladas. Note que a nortriptilina m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 27Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química também será útil no tratamento dos sintomas depressivos. Incorreta a alternativa B. Goma e pastilha de nicotina estão contraindicados em pacientes com úlcera gástrica. Caso o paciente não tivesse uma úlcera gástrica recentemente, essa combinação poderia ser realizada, especialmente porque o adesivo de nicotina garante uma liberação mais estável e controlada de nicotina durante o dia, enquanto a goma poderia ser utilizada para os momentos de maior fissura. Combinações nicotínicas devem ser utilizadas com cautela em pacientes hipertensos, pois podem agravar o quadro. Incorreta a alternativa C. Goma e pastilha de nicotina estão contraindicados em pacientes com úlcera gástrica. Bupropiona é contraindicada em pacientes com história de convulsão, mesmo convulsão febril, além de traumatismo craniano e anorexia nervosa. Incorreta a alternativa D. Bupropiona é contraindicada em pacientes com história de convulsão, mesmo convulsão febril, além de traumatismo craniano e anorexia nervosa. Gabarito: alternativa A. (INÉDITA EMED) Uma paciente de 29 anos, moradora de rua, usuária de crack, é encaminhada à emergência médica pelos bombeiros pela 4ª vez nas últimas 3 semanas. O quadro apresentado por ela é o “mesmo de sempre”, já que é uma velha conhecida da equipe, que atua em uma unidade próxima à “Cracolândia”: agitação psicomotora, ansiedade, irritabilidade e taquilalia. Também são notados achados como taquicardia, hipertensão arterial, taquidispneia, sudorese e manchas amareladas nas pontas dos dedos. Diante desse quadro, assinale a medicação mais indicada para a abordagem inicial de uma intoxicação aguda por crack: A) Midazolam, IM. B) Fluoxetina, VO. C) Haloperidol, IM. D) Clorpromazina, IM. E) Risperidona, VO. COMENTÁRIOS: O uso de um benzodiazepínico é adequado para a abordagem inicial dessa paciente. Lembre-se de que, sempre que possível, a via de acesso preferencial será a via oral. Nesse caso, o uso da via intramuscular justifica-se pela intensidade dos sintomas ou pela falta de colaboração da paciente. Clorpromazina e levomepromazina são antipsicóticos típicos, com propriedades sedativas, e devem ser evitados, por reduzirem o limiar convulsivo nesses pacientes. Além disso, são drogas que podem aumentar o risco de arritmias cardíacas, quando administradas pela via parenteral. Gabarito: alternativa A. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 28Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química (SES-RJ – 2021) Homem de 40 anos, alcoolista crônico, com cirurgia bariátrica há cinco anos e sinais de desnutrição, é levado à Clínica de Família com queixas de perda de memória recente e suspeita de estar inventando histórias. Os familiares referem que esse estado apareceu após alguns dias de internação em emergência e quadro convulsivo por tratamento do alcoolismo. O diagnóstico mais provável e a medida a ser adotada para tratamento do quadro clínico, respectivamente, são: A) síndrome de demência e uso social de bebida alcóolica / deve-se internar o paciente e sedá-lo com diazepínico. B) síndrome de Korsakoff devido à deficiência de tiamina / nessa fase da síndrome, o tratamento de apoio pode ajudar. C) síndrome de abstinência ao álcool / nessa fase da síndrome, deve-se retornar com o álcool e reduzir a dose lentamente. D) uso abusivo de álcool não observado pela família / tratamento com tiamina venosa e, posteriormente, administração oral. COMENTÁRIOS: Incorreta a alternativa A: Estrategista, demência é um quadro insidioso, que progride lentamente ao longo dos anos, especialmente a partir da sétima década de vida. Ainda assim, caso fosse um quadro demencial, o tratamento não seria a sedação com benzodiazepínicos. Correta a alternativa B: Estrategista, pacientes etilistas, desnutridos ou submetidos à cirurgia de redução de estômago podem desenvolver um quadro de encefalopatia conhecido como síndrome de Wernicke-Korsakoff (SWK), caracterizado por amnésia, confabulações (criação de falsas memórias), alucinações, oftalmoparesia, ataxia, confusão mental (tríade clássica), sendo considerado uma emergência médica. A causa é decorrente da deficiência de tiamina e seu tratamento consiste na reposição dessa vitamina, cofator de enzimas importantes no metabolismo energético, preferencialmente por via parenteral. Incorreta a alternativa C: o quadro da síndrome de abstinência alcoólica (SAA) pode iniciar entre 6 e 24 horas depois do último consumo de álcool ou redução da quantidade de álcool ingerida. Isso provavelmente ocorreu nesse momento. Segundo o enunciado, “os familiares referem que esse estado apareceu após alguns dias de internação em emergência e quadro convulsivo por tratamento do alcoolismo.” O tratamento da abstinência é baseado no uso de benzodiazepínicos. Incorreta a alternativa D: o uso não é “não observado pela família”, tanto que o levaram para o atendimento. O quadro é compatível com SWK. Gabarito: alternativa B.m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 29Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app https://estr.at/Z1Snm e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://estr.at/Z1Sn m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 30Prof. Thales Thaumaturgo | Psiquiatria | Março 2022 Dependência Química CAPÍTULO 5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTOS DA CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. 2. KAPLAN; SADOCK, B.J.; SADOCK, V.A. et al. Contribuições das ciências socioculturais. In: SADOCK, 3. B.J.; SADOCK, V.A.; RUIZ, P. Compêndio de Psiquiatria: ciência do comportamento e 4. Psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed; 2017. p. 139-45. 5. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso eletrônico] : DSM-5 / [American Psychiatric Association ; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento ... et al.] ; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli ... [et al.]. – 5. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2014. 6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 154 p.: il. (Cadernos da Atenção Básica, n. 40). 7. DIEHL, A.; CORDEIRO, D.C.; LARANJEIRA, R. (Org.). Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas [recurso eletrônico] 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2019. 8. LARANJEIRA, Ronaldo; NICASTRI, Sérgio; JERONIMO, Claudio; MARQUES, Ana C. Consenso sobre a Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) e o seu tratamento. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2000, vol.22, n.2 9. ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA et al. Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar – Tabagismo. AMB/ANS/ SBPT e outras, 2011. 10. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Abordagem e Tratamento do Fumante – Consenso 2001. Rio de Janeiro: INCA, 2001 11. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Atenção à Saúde. PORTARIA Nº 761, DE 21 DE JUNHO DE 2016 - Valida as orientações técnicas do tratamento do tabagismo constantes no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Dependência à Nicotina. CAPÍTULO 6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estrategista, chegamos ao final deste livro Revalida Exclusive. Espero que os temas tenham ficado claros e que o ajudem na hora da prova. Aproveito para lembrar que você encontra milhares de questões de Psiquiatria respondidas em nosso banco de questões! Um grande abraço, Professor Thales Thaumaturgo m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://sbpt.org.br/portal/wp-content/uploads/2019/01/2011-AMB-DIRETRIZ-TABAGISMO.pdf https://sbpt.org.br/portal/wp-content/uploads/2019/01/2011-AMB-DIRETRIZ-TABAGISMO.pdf https://sbpt.org.br/portal/wp-content/uploads/2019/01/2011-AMB-DIRETRIZ-TABAGISMO.pdf m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ 1.0 Drogas depressoras do sistema nervoso central 1.1 Etanol 1.1.1 Metabolização do etanol 1.1.2 INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA 1.1.3 ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 1.1.4 Delirium tremens (DT) 1.1.5 Tratamento da síndrome de abstinência alcoólica 1.1.6 Tratamento da dependência alcoólica 1.1.7 Questionário CAGE: rastreamento de problemas com álcool 1.2 ANSIOLÍTICOS, HIPNÓTICOS E SEDATIVOS 1.2.1 Intoxicação por ansiolíticos, hipnóticos e sedativos 1.2.2 Abstinência e dependência de sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos 1.3 OPIOIDES 1.3.1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES 1.3.2 Abstinência e dependência de opioides 2.0 DROGAS ESTIMULANTES 2.1 Intoxicação por estimulantes 2.2 Abstinência e dependência de estimulantes 2.3 TABAGISMO 2.3.1 Abstinência e dependência de tabaco 2.3.2 Tratamento não farmacológico do tabagismo 2.3.3 Tratamento farmacológico do tabagismo 2.3.4 Resumo sobre o tratamento farmacológico do tabagismo 3.0 Estágios motivacionais de Prochaska e DiClemente 4.0 Lista de questões 5.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 6.0 Considerações finais