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MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR O que faz um monitor de transporte escolar O cargo de monitor de transporte escolar é mais comum nas instituições públicas. Esse profissional é responsável pela organização e convivência saudável dos alunos que estão sendo transportados das suas casas para a escola e no caminho de volta. Ao contrário do que muitos pensam esse profissional possui grande importância. Eles são uma extensão da educação escolar, já que atuam como educadores. O bom comportamento dentro dos transportes é uma educação para o futuro desses estudantes, que a partir dessa convivência irão se portar muito melhor em outros transportes públicos, diminuindo os riscos à sua segurança e das pessoas ao redor. É essencial que um monitor de transporte escolar tenha noções de ética, assim como habilidade de lidar com pessoas, principalmente com crianças. Nos transportes públicos destinados apenas aos estudantes, a interação deve ser estimulada, mas de forma saudável. Exigir um comportamento padrão pode ser muito complicado, mas é possível estabelecer uma condição mínima para que todos convivam bem. Também é importante que esse profissional tenha noções de primeiros socorros, para que ele esteja pronto para qualquer acidente. Quando há muitas crianças reunidas, os riscos de pequenos acidentes são bem altos, e ser preparado para essas situações pode fazer toda a diferença. Para se tornar monitor de transporte escolar não é necessária nenhuma formação específica e sim habilidades específicas que já citamos, para lidar bem com os estudantes. Sempre cumprimente os alunos quando estes embarcarem e dê um até amanhã, um até logo, quando desembarcarem. Demonstre bom humor e paciência com os alunos. Se for necessário chamar atenção, por qualquer motivo, seja educado e agradeça, se ele obedecer. Os alunos deverão se dirigir a você de forma educada. Não podem usar linguagem abusiva ou desrespeitosa. Se acontecer, peça ao aluno para que pare de usar esse tipo de linguagem e comunique ao pessoal do escritório. Auxilie o motorista no sentido de manter o interior do veículo sempre limpo. Se precisar de limpeza mais profunda, avisar ao motorista. Quando o veículo estiver equipado com TV, deve estar sempre ligada, durante as rotas, em programas infantis. São proibidos noticiários, novelas, seção da tarde, etc. Esteja atento no momento do embarque e do desembarque dos alunos, auxiliando sempre que for necessário. O aluno não pode correr o risco de cair do veículo. Cuidar da disciplina dos alunos, evitando que eles comam ou bebam durante o trajeto, discutam entre si, desrespeite uns aos outros, joguem quaisquer objetos pelas janelas ou que coloquem quaisquer partes do corpo para fora. Antes de sair das escolas, confira a fim de verificar se falta algum aluno. Auxiliar os alunos em caso de emergência (vomito, dor de cabeça, mal estar, etc.) e avise imediatamente a nossa central. Sempre que o aluno desembarcar, peça para verificar se não está esquecendo algum pertence no veículo. No final de cada rota, faça uma vistoria a fim de verificar objetos esquecidos e avise ao escritório. O serviço de transporte é contratado para um determinado aluno e percurso. É proibido o transporte de alunos ou quaisquer outras pessoas que não estejam autorizadas. É necessário o pessoal do escritório saber quem são os passageiros que estão sendo transportados, em todas as rota. Controlar a abertura das janelas, não permitindo que fiquem abertas exageradamente. Verifique, sempre, se os alunos estão usando corretamente o cinto de segurança. A responsabilidade pelo uso do cinto, é, em primeiro lugar, do monitor. Antes do início de qualquer rota, verificar se os cintos de segurança, estão encaixados Não permitir conversas inadequadas durante os trajetos. Lembrar aos alunos maiores de que tem alunos menores e algumas palavras devem ser evitadas. E os alunos maiores devem dar o exemplo aos mais novos. No estacionamento da escola, preste atenção nos outros veículos transitando, mantendo os alunos sempre sobre sua guarda. Não os deixe sair correndo na sua frente. A responsabilidade pelo transporte começa no portão da escola ou no embarque do aluno, no percurso de ida. O aluno deve esperar até que a van pare completamente antes de se aproximar para o embarque. Sempre desça da van, no embarque e no desembarque dos alunos. Na volta para casa, geralmente os alunos estão mais agitados. Proceda de forma a acalmá-los. Os maiores problemas de comportamento e indisciplina acontecem na volta para casa. Se um aluno se mostrar triste ou com algum problema, dê atenção especial a ele. Converse, pergunte se precisa de algo. Sente-se no local indicado pela nossa central. Se necessário sentar em outro banco, não se descuide da porta. Se o aluno estiver transgredindo as regras, ou estejam discutindo uns com os outros, interfira. Separe-os. Peça a um deles que sente perto de você. Preste atenção nos recados. Se um pai lhe der um recado, peça ao motorista para avisar, pelo rádio, o pessoal do escritório. REGRAS DE OURO: nunca seja agressivo ou grite com as crianças. Se precisar, fale firme, sem gritar. Fique atento durante toda a rota e interfira, sempre que necessário. Nunca ameace. Não permita nem participe de conversas sobre sexo, drogas, política, religião, etc. O uso do uniforme e do crachá é obrigatório durante todo o horário de trabalho. NUNCA PERCA A RAZÃO. Nunca toque numa criança. Se precisar ajudar no embarque ou desembarque, ajude com cuidado para não ser mal interpretado. Se um aluno lhe ofende ou agride, comunique a nossa central. NUNCA REVIDE. Se isto acontecer, terá sérios problemas judiciais. Manter-se sempre limpo e barbeado. O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei federal, que trata sobre os direitos das crianças e adolescentes em todo o Brasil. Trata-se de um ramo do direito especializado, dividido em partes geral e especial, onde a primeira traça, como as demais codificações existentes, os princípios norteadores do Estatuto. Já a segunda parte estrutura a política de atendimento, medidas, conselho tutelar, acesso jurisdicional e apuração de atos infracionais. Estatuto, crianças e adolescentes A partir do Estatuto, crianças e adolescentes brasileiros, sem distinção de raça, cor ou classe social, passaram a ser reconhecidos como sujeitos de direitos e deveres, considerados como pessoas em desenvolvimento a quem se deve prioridade absoluta do Estado. O objetivo estatutário é a proteção dos menores de 18 anos, proporcionando a eles um desenvolvimento físico, mental, moral e social condizente com os princípios constitucionais da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta em sociedade. O ECA estabelece direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária para meninos e meninas, e também aborda questões de políticas de atendimento, medidas protetivas ou medidas socioeducativas, entre outras providências. Trata-se de direitos diretamente relacionados à Constituição da República de 1988.Para o Estatuto, considera-se criança a pessoa de até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela compreendida entre doze e dezoito anos. Entretanto, aplica-se o estatuto, excepcionalmente, às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade, em situações que serão aqui demonstradas. Dispõe, ainda, que nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, por qualquer pessoa que seja, devendo ser punido qualquer ação ouomissão que atente aos seus direitos fundamentais. Ainda, no seu artigo 7º, disciplina que a criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. As medidas protetivas adotadas pelo ECA são para salvaguardar a família natural ou a família substituta, sendo está última pela guarda, tutela ou adoção. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional, a tutela pressupõe todos os deveres da guarda e pode ser conferida a pessoa de até 21 anos incompletos, já a adoção atribui condição de filho, com mesmos direito e deveres, inclusive sucessórios. A instituição familiar é a base da sociedade, sendo indispensável à organização social, conforme preceitua o art. 226 da CR/88. Não sendo regra, mas os adolescentes correm maior risco quando fazem parte de famílias desestruturadas ou violentas. Cabe aos pais o dever de sustento, guarda e educação dos filhos, não constituindo motivo de escusa a falta ou a carência de recursos materiais, sob pena da perda ou a suspensão do pátrio poder. Caso a família natural, comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes, descumpra qualquer de suas obrigações, a criança ou adolescente serão colocados em família substituta mediante guarda, tutela ou adoção. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. Por que razão que a responsabilidade dos pais é enorme no desenvolvimento familiar e dos filhos, cujo objetivo é manter ao máximo a estabilidade emocional, econômica e social. A perda de valores sociais, ao longo do tempo, também são fatores que interferem diretamente no desenvolvimento das crianças e adolescentes, visto que não permanecem exclusivamente inseridos na entidade familiar. Por isso é dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Tanto que cabe a sociedade, família e ao poder público proibir a venda e comercialização à criança e ao adolescente de armas, munições e explosivos, bebida alcoólicas, drogas, fotos de artifício, revistas de conteúdo adulto e bilhetes lotéricos ou equivalentes. Cada município deverá haver, no mínimo, um Conselho Tutelar composto de cinco membros, escolhidos pela comunidade local, regularmente eleitos e empossados, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. O Conselho Tutelar é uma das entidades públicas competentes a salvaguardar os direitos das crianças e dos adolescentes nas hipóteses em que haja desrespeito, inclusive com relação a seus pais e responsáveis, bem como aos direitos e deveres previstos na legislação do ECA e na Constituição. São deveres dos Conselheiros Tutelares: 1. Atender crianças e adolescentes e aplicar medidas de proteção. 2. Atender e aconselhar os pais ou responsável e aplicar medidas pertinentes previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. 3. Promover a execução de suas decisões, podendo requisitar serviços públicos e entrar na Justiça quando alguém, injustificadamente, descumprir suas decisões. 4. Levar ao conhecimento do Ministério Público fatos que o Estatuto tenha como infração administrativa ou penal. 5. Encaminhar à Justiça os casos que a ela são pertinentes. 6. Tomar providências para que sejam cumpridas as medidas sócio- educativas aplicadas pela Justiça a adolescentes infratores. 7. Expedir notificações em casos de sua competência. 8. Requisitar certidões de nascimento e de óbito de crianças e adolescentes, quando necessário. 9. Assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentaria para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente. 10. Entrar na Justiça, em nome das pessoas e das famílias, para que estas se defendam de programas de rádio e televisão que contrariem princípios constitucionais bem como de propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente. 11. Levar ao Ministério Público casos que demandam ações judiciais de perda ou suspensão do pátrio poder. 12. Fiscalizar as entidades governamentais e não-governamentais que executem programas de proteção e socioeducativos. Considerando que todos têm o dever de zelar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor, havendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra alguma criança ou adolescente, serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar para providências cabíveis. Ainda com toda proteção às crianças e aos adolescentes, a delinquência é uma realidade social, principalmente nas grandes cidades, sem previsão de término, fazendo com que tenha tratamento diferenciado dos crimes praticados por agentes imputáveis. Os crimes praticados por adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos são denominados atos infracionais passíveis de aplicação de medidas socioeducativas. Os dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente disciplinam situações nas quais tanto o responsável, quanto o menor devem ser instados a modificarem atitudes, definindo sanções para os casos mais graves. Nas hipóteses do menor cometer ato infracional, cuja conduta sempre estará descrita como crime ou contravenção penal para os imputáveis, poderão sofrer sanções específicas aquelas descritas no estatuto como medidas socioeducativas. Os menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, mas respondem pela prática de ato infracional cuja sanção será desde a adoção de medida protetiva de encaminhamento aos pais ou responsável, orientação, apoio e acompanhamento, matricula e frequência em estabelecimento de ensino, inclusão em programa de auxílio à família, encaminhamento a tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, abrigo, tratamento toxicológico e, até, colocação em família substituta. Já o adolescente entre 12 e 18 anos incompletos que pratica algum ato infracional, além das medidas protetivas já descritas, a autoridade competente poderá aplicar medida socioeducativa de acordo com a capacidade do ofensor, circunstâncias do fato e a gravidade da infração, são elas: 1) Advertências – admoestação verbal, reduzida a termo e assinada pelos adolescentes e genitores sob os riscos do envolvimento em atos infracionais e sua reiteração, 2) Obrigação de reparar o dano – caso o ato infracional seja passível de reparação patrimonial, compensando o prejuízo da vítima, 3) Prestação de serviços à comunidade – tem por objetivo conscientizar o menor infrator sobre valores e solidariedade social, 4) Liberdade assistida – medida de grande eficácia para o enfretamento da prática de atos infracionais, na medida em que atua juntamente com a família e o controle por profissionais (psicólogos e assistentes sociais) do Juizado da Infância e Juventude, 5) Semiliberdade – medida de média extremidade, uma vez que exigem dos adolescentes infratores o trabalho e estudo durante o dia, mas restringe sua liberdade no período noturno, mediante recolhimento em entidade especializada 6) Internação por tempo indeterminado – medida mais extrema do Estatuto da Criança e do Adolescente devido à privação total da liberdade. Aplicada em casos mais graves e em caráter excepcional. Antes da sentença, a internação somente pode ser determinada pelo prazo máximo de 45 dias, mediante decisão fundamentada baseada em fortes indícios de autoria e materialidade do ato infracional. Nessa vertente, asentidades que desenvolvem programas de internação têm a obrigação de: 1) Observar os direitos e garantias de que são titulares os adolescentes; 2) Não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de restrição na decisão de internação, 3) Preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade ao adolescente, 4) Diligenciar no sentido do restabelecimento e da preservação dos vínculos familiares, 5) Oferecer instalações físicas em condições adequadas, e toda infraestrutura e cuidados médicos e educacionais, inclusive na área de lazer e atividades culturais e desportivas. 6) Reavaliar periodicamente cada caso, com intervalo máximo de seis meses, dando ciência dos resultados à autoridade competente. Uma vez aplicada as medidas socioeducativas podem ser implementadas até que sejam completados 18 anos de idade. Contudo, o cumprimento pode chegar aos 21 anos de idade nos casos de internação, nos termos do art. 121, §5º do ECA. Assim como no sistema penal tradicional, as sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente apresentam preocupação com a reeducação e a ressocialização dos menores infratores. Antes de iniciado o procedimento de apuração do ato infracional, o representante do Ministério Público poderá conceder o perdão, como forma de exclusão do processo, se atendido às circunstâncias e consequências do fato, contexto social, personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. Por fim, o Estatuto da Criança e do Adolescente institui medidas aplicáveis aos pais ou responsáveis de encaminhamento a programa de proteção a família, inclusão em programa de orientação a alcoólatras e toxicômanos, encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico, encaminhamento a cursos ou programas de orientação, obrigação de matricular e acompanhar o aproveitamento escolar do menor, advertência, perda da guarda, destituição da tutela e até suspensão ou destituição do pátrio poder. O importante é observar que as crianças e os adolescentes não podem ser considerados autênticas propriedades de seus genitores, visto que são titulas de direitos humanos como quaisquer pessoas, dotados de direitos e deveres como demonstrado. A implantação integral do ECA sofre grande resistência de parte da sociedade brasileira, que o considera excessivamente paternalista em relação aos atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes, uma vez que os atos infracionais estão ficando cada vez mais violentos e reiterados. Consideram, ainda, que o estatuto, que deveria proteger e educar a criança e o adolescente, na prática, acaba deixando-os sem nenhum tipo de punição ou mesmo ressocialização, bem como é utilizado por grupos criminosos para livrar-se de responsabilidades criminais fazendo com que adolescentes assumam a culpa. Cabe ao Estado zelas para que as crianças e adolescentes se desenvolvam em condições sociais que favoreçam a integridade física, liberdade e dignidade. Contudo, não se pode atribuir tal responsabilidade apenas a uma suposta inaplicabilidade do estatuto da criança e do adolescente, uma vez que estes nada mais são do que o produto da entidade familiar e da sociedade, as quais têm importância fundamental no comportamento dos mesmos. Primeiros socorros O que são primeiros Socorros? Primeiros-socorros são cuidados prestados, rapidamente, a pessoas (vítimas) em situações de acidentes ou mal súbito, no local onde o fato está ocorrendo. Estes cuidados podem salvar vidas ou evitar que situações mais graves aconteçam até que o socorro especializado chegue. O socorrista deve avaliar a situação e a vítima, garantir sua segurança, a segurança do local e prestar os primeiros-socorros. Neste manual você encontrará orientações básicas para serem feitas em situações de acidentes ou mal súbito, antes da chegada do serviço de atendimento especializado. A função de quem socorre é: Observar a situação para não se tornar uma vítima também; Manter a pessoa viva até a chegada do socorro especializado; Evitar causar outras lesões ou agravar as já existentes. Mesmo vigiado de perto, crianças podem surpreender e, em questão de segundos, se envolver em alguma situação de risco. Cortes, quedas, engasgos e queimaduras são alguns exemplos. Você saberia como prestar os primeiros socorros para uma criança? “Prestar os primeiros socorros é muito diferente de medicar. Estamos falando apenas da primeira assistência a quem está precisando. O próximo passo é procurar um hospital para se certificar que está tudo bem”. >>> Engasgo O que fazer: A técnica indicada para crianças de até sete anos é a da capotagem, que consiste em inclinar o corpo da criança para frente e com as mãos em concha bater nas costas até que o objeto seja expelido pela boca. Depois dessa idade, pode-se aplicar a manobra de Heimlich, também conhecida como compressão abdominal. Essa técnica é parecida com abraçar uma pessoa pelas costas e fazer compressão com a mão para dentro e para cima ao mesmo tempo. “Antes dos sete anos a manobra de Heimlich não é a primeira indicação porque é mais agressiva. Se a pessoa que a fizer não souber aplicá-la corretamente poderá comprometer as costelas da criança”, O que NÃO fazer: O reflexo imediato de muitas mães de tentar tirar o que estiver obstruindo as vias respiratórias colocando o dedo na garganta da criança não é indicado se o objeto não estiver visível e com fácil acesso. Isso pode fazer com que o problema se agrave. >>> Queimadura O que fazer: Queimaduras por líquido quente são bastante comuns em crianças. O mais indicado, se for uma queimadura leve, é colocar a parte do corpo queimada debaixo de água corrente por 15 minutos. “Se a queimadura for muito grave e a pessoa não estiver respirando, tem que fazer respiração boca a boca. Nesse caso, chame o resgate imediatamente”. O que NÃO fazer: Ao contrário do que muitos acreditam, não é indicado passar pasta de dente ou colocar pó de café. >>> Intoxicação O que fazer: O melhor a se fazer é levar a criança até um hospital. Se possível, leve junto a embalagem do produto ingerido para que os médicos possam recomendar procedimentos mais eficazes. O que NÃO fazer: “Uma coisa que muitos fazem equivocadamente é dar leite para cortar o efeito. Está errado. Da mesma forma, induzir a criança ao vômito também não pode”. >>> Fratura e torção O que fazer: A única maneira de ter certeza se houve ou não fratura, quando ela não é visível, é através da radiografia. A indicação inicial é colocar gelo no local, observar o inchaço e verificar se tem hematoma. Se o inchaço persistir e tiver muito hematoma, é muito provável que tenha ocorrido algum tipo de comprometimento ósseo. “Além de diminuir o inchaço, o gelo tem um fator analgésico que é benéfico para acalmar a dor. Se a dor persistir, procure um hospital”. >>> Queda O que fazer: Se bater a cabeça, a criança deve ser avaliada por um médico. Os pais precisam ficar atentos a vômitos e ao estado da criança. Se ela estiver amuada, confusa ou não dormir direito, o melhor a se fazer é levá-la ao hospital assim que possível. O que NÃO fazer: Não deixar a criança dormir se ela bater a cabeça é um mito. “Isso foi criado porque pensavam que ela poderia entrar em coma. Mas uma pessoa dormindo, com respiração e batimentos cardíacos normais, é diferente de quem está em processo de perda de consciência”. >>> Corte O que fazer: “O local deve ser lavado com água e sabão. Depois, faça uma compressão com gazes ou um pano limpo para tentar parar o sangramento”, Se o corte não for claramente superficial, o indicado é procurar um hospital para avaliar a necessidade de dar ponto. Deixar para suturar depois pode inviabilizaro procedimento, porque em poucas horas o risco de infecção aumenta e a sutura deixa de ser recomendada. >>> Transporte da vítima O que fazer: Chamar a ambulância. Transportar uma pessoa que tenha passado por algum tipo de trauma é contraindicado. Em casos de fratura, por exemplo, o transporte deverá ser realizado com o membro fraturado sobre uma superfície plana. Em casos de suspeita de trauma na coluna, deve-se evitar manipulações e solicitar remoção por uma ambulância É um risco fazer o transporte por conta própria. Só o transporte feito por profissionais treinados vai garantir a estabilidade da vítima. Vamos conhecer algumas palavras e frases? Emergência: é uma situação que envolve um risco de morte imediato, ou seja, a pessoa pode morrer a qualquer momento e deve ser atendida o mais rápido possível. Urgência: é uma situação que envolve risco de morte mediato, ou seja, a pessoa pode morrer, mas você tem um tempo maior para atendê-la. Serviços de Atendimento pré-hospitalar (APH): o atendimento pré-hospitalar envolve um conjunto de procedimentos técnicos realizados por profissionais especializados no local da ocorrência e durante o transporte da pessoa ou vítima. Neste atendimento a equipe especializada realiza o suporte básico de vida. O objetivo deste serviço é manter a pessoa com vida o mais tempo possível até a sua chegada ao hospital. Estes serviços são: Resgate (193): para retirar de algum lugar, por exemplo: água, deslizamentos, ferragens; SAMU (192): Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – tem como finalidade prestar o socorro em casos de emergência. É um serviço do governo federal, funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, ginecol. Obstétrica e de saúde mental da população. Polícia (190): para acidentes de trânsito. Suporte básico de vida: O Suporte Básico de Vida (SBV) mantém as funções vitais de respiração e circulação da pessoa. Sem respirar e/ou sem a circulação do sangue a pessoa morre em minutos. As manobras de SBV podem ser realizadas por qualquer pessoa treinada, não havendo necessidade de ser um profissional da área de saúde. Equipamento de Proteção individual (EPI): são equipamentos que protegem a saúde do socorrista, reduzindo os riscos de contaminação por líquidos corpóreos (sangue, urina, fezes, saliva, vômito) da vítima a ser atendida. Os materiais mais comuns são: luvas, óculos, máscaras e roupas adequadas. Sinais: são todas aquelas coisas que se vêem quando se olha para a vítima ou para o seu corpo e que significam que algo não vai bem. Sintomas: são aquelas coisas que a vítima sente em seu corpo, que não são normais e relata para você. Sinais vitais: são indicadores do estado de saúde da pessoa e são verificados por meio da: temperatura, pulso, respiração e da pressão arterial. Existem equipamentos próprios para a verificação de cada sinal vital, que devem ser verificados com cautela e sempre que possível. Segurança do Local da Cena: Manter a segurança no local de atendimento previne que outros acidentes aconteçam, inclusive com você. Como manter a segurança: Evitar contato direto com substâncias que possam transmitir doenças infecciosas como sangue, urina, fezes, vômito, saliva, muco, esgoto, água, roupas ou superfícies contaminadas. Para tanto, o socorrista deve utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI). Evitar ou eliminar os agentes causadores de lesões ou agravos à saúde, como fogo, explosão, eletricidade, fumaça, água, gás tóxico, tráfego (colisão ou atropelamento), queda de estruturas, ferragens cortantes e materiais perigosos. Para que o socorro siga de forma segura, antes mesmo de se examinar a vítima, o local deve ser cuidadosa e sistematicamente avaliado. Por isso é fundamental fazer a "avaliação da cena". Passos de Segurança 1. Qual é a situação? Consiste na identificação da situação em si. O que está ocorrendo, o que o socorrista vê; 2. Para onde vai? Análise da potencialidade ou de como a situação pode evoluir. Por exemplo: combustível derramado pode explodir, um fio energizado pode dar choques, fogo que pode alastrar-se, um veículo que pode rolar um barranco; 3. O que fazer para controlá-la? Identificação dos recursos a serem empregados, incluindo a solicitação de ajuda para atender adequadamente a situação, levando-se em conta, rigorosamente, os dois passos dados anteriormente. Você sempre deve pedir ajuda especializada em primeiro lugar! Estes passos devem ser seguidos sempre nesta seqüência para a segurança do trabalho de socorro às vítimas. Avaliação da Vítima A avaliação da vítima é dividida entre primária e secundária. É por meio destas avaliações que identificamos as condições da vítima. Avaliação primária A avaliação primária deve ser cuidadosa e respeitar uma ordem, como podemos ver abaixo: Ver se a vítima está consciente, ou seja, se responde – chame- a, sem movimentá-la; Se ela não responde, veja se ela respira (ver, ouvir e sentir os movimentos respiratórios) com cuidado para não desalinhar a coluna cervical; Avaliar a circulação (pulso); Avaliar se há sangramentos. Avaliação secundária Somente após completar todos os passos da avaliação primária é que se parte para a avaliação secundária: Observe a vítima da cabeça aos pés, veja se há algo errado, por exemplo: Confusão mental (a vítima não dá respostas adequadas às perguntas); Queimaduras; Fraturas; Objetos encravados. A seguir você encontrará alguns fatos que podem ocorrer e que levam a necessidade de um atendimento de primeiros-socorros. O texto explica brevemente o que é o fato e como você deve agir em cada situação. Hematoma e Edema O Hematoma é um sangramento que ocorre abaixo da pele após uma pancada e é facilmente observado por uma mancha roxa. O edema nada mais é que o inchaço. Atendimento Coloque gelo em um saco, proteja o local do corpo com um pano e aplique a compressa de gelo; Peça para a pessoa evitar movimentar o local por algum tempo; Se você observar deformidade; a vítima relatar uma dor insuportável chame o socorro especializado. Hemorragias Hemorragia é a perda de sangue após o rompimento de um ou mais vasos sanguíneos (veias ou artérias). ATENÇÃO: Toda hemorragia deve ser controlada. Existem dois tipos de hemorragia: 1. Hemorragia Interna Resultante de um ferimento profundo com lesão em órgãos internos, não se enxerga o sangue saindo, é mais difícil de identificar. Algumas vezes, pode exteriorizar-se, saindo sangue em golfadas pela boca da vítima ou pelos ouvidos. A vítima apresenta: pulso fraco, pele fria, suores em testa e mãos, palidez, sede e tonturas. 2. Hemorragia Externa É aquela que é visível, ou seja, você vê bastante sangue saindo de um ferimento. Se não for controlada, também pode causar a morte. Atendimento Chamar o socorro especializado; Proteger-se com luvas (sempre que em contato com sangue ou outros líquidos corpóreos); Identificar o local exato da hemorragia, o sangue espalha-se e podemos estar realizando atendimento no local errado. Colocar um pano limpo dobrado, no local do ferimento; Pressionar com firmeza (curativo compressivo), cuidado para não pressionar demais e parar a circulação; Se a hemorragia for em braço ou perna, levante o membro, só não o faça se houver suspeita de fraturas (deformidades); Caso o sangue continue saindo mesmo após a realização do curativo compressivo,não retire o pano que você Colocou primeiro, coloque outro pano limpo em cima, continuando a pressionar o local. OBS.:Nunca use torniquete (amarrar o local), pois isto pode para a circulação e levar a necessidade de amputação cirúrgica. Epistaxe (sangramento do nariz) Epistaxe é a perda de sangue pelo nariz quando algum vaso sanguíneo se rompe. Atendimento A maioria das epistaxes têm resolução rápida e não necessitam atendimento médico. Apertar as laterais do nariz contra o septo (osso) por alguns minutos. Sente a vítima, que deve ficar reta (nem com a cabeça para frente, nem para trás); Após parar o sangramento, não assoe o nariz; Não coloque nada dentro do nariz e não use cotonetes, dedo, pinças, lenços ou papel higiênico. Caso o sangramento não pare ou se repita, procure o médico. Ferimentos É um rompimento da pele, podendo ser superficial ou profundo, neste último caso, pode atingir até órgãos, vasos sangüíneos e ossos. Pode ser provocado por arma de fogo, arames, pregos, pedaços de metais, entre outros. Atendimento Ferimentos leves ou superficiais Lavar o ferimento com bastante água e sabão. Não retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento, a menos que saiam facilmente, durante a limpeza; Manter o ferimento limpo e seco. Ferimentos extensos ou profundos Chame o socorro especializado; Cubra a ferida com panos limpos; Caso tenha um objeto encravado no ferimento, não tente removê- lo NUNCA. Queimaduras É qualquer ferimento provocado pela a ação do calor, frio, eletricidade ou substância química sobre o organismo. São classificadas em: 1. Queimaduras de 1º grau - vermelhidão (lesões de camadas superficiais da pele); 2. Queimaduras de 2º grau - vermelhidão e bolhas (lesões de camadas mais profundas da pele); 3. Queimaduras de 3º grau - destruição de tecidos que podem estar escuros ou esbranquiçados (lesões de todas as camadas da pele, comprometimento dos tecidos mais profundos, órgãos e nervos). Atendimento Chame o socorro especializado; Retire a roupa que não estiver grudada. Caso esteja grudada, não retire, pois pode ocasionar lesões graves; Retire objetos que possam ser removidos como correntes, relógio. Se estiverem grudados, não retire. Se a queimadura for por substância sólida, retire o excesso com pano seco (proteja-se!); Lave em água corrente e limpa, abundantemente e sem fazer pressão, pois alivia a dor e retira excesso de substâncias químicas Proteja com pano limpo e molhado em água limpa Não utilize nenhum tipo de pomada ou produtos caseiros na área afetada pela queimadura, somente água; Não fure as bolhas existentes; Encaminhe, junto com a vítima, a embalagem, rótulo ou produto que causou a lesão para ser identificado.