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MONITOR DE 
TRANSPORTE ESCOLAR 
O que faz um monitor de transporte escolar 
 
 
 
O cargo de monitor de transporte escolar é mais comum nas 
instituições públicas. Esse profissional é responsável pela 
organização e convivência saudável dos alunos que estão sendo 
transportados das suas casas para a escola e no caminho de volta. 
Ao contrário do que muitos pensam esse profissional possui grande 
importância. 
 
 
Eles são uma extensão da educação escolar, já que atuam 
como educadores. O bom comportamento dentro dos transportes é 
uma educação para o futuro desses estudantes, que a partir dessa 
convivência irão se portar muito melhor em outros transportes 
públicos, diminuindo os riscos à sua segurança e das pessoas ao 
redor. 
 
 
É essencial que um monitor de transporte escolar tenha noções 
de ética, assim como habilidade de lidar com pessoas, 
principalmente com crianças. Nos transportes públicos destinados 
apenas aos estudantes, a interação deve ser estimulada, mas de 
forma saudável. 
 
 
 Exigir um comportamento padrão pode ser muito complicado, 
mas é possível estabelecer uma condição mínima para que todos 
convivam bem. 
 
 
Também é importante que esse profissional tenha noções de 
primeiros socorros, para que ele esteja pronto para qualquer 
acidente. Quando há muitas crianças reunidas, os riscos de 
pequenos acidentes são bem altos, e ser preparado para essas 
situações pode fazer toda a diferença. 
 
 
Para se tornar monitor de transporte escolar não é necessária 
nenhuma formação específica e sim habilidades específicas que já 
citamos, para lidar bem com os estudantes. 
 
 
Sempre cumprimente os alunos quando estes embarcarem e dê 
um até amanhã, um até logo, quando desembarcarem. Demonstre 
bom humor e paciência com os alunos. 
 
Se for necessário chamar atenção, por qualquer motivo, seja 
educado e agradeça, se ele obedecer. 
 
Os alunos deverão se dirigir a você de forma educada. Não podem 
usar linguagem abusiva ou desrespeitosa. Se acontecer, peça ao 
aluno para que pare de usar esse tipo de linguagem e comunique ao 
pessoal do escritório. 
 
Auxilie o motorista no sentido de manter o interior do veículo 
sempre limpo. Se precisar de limpeza mais profunda, avisar ao 
motorista. 
 
Quando o veículo estiver equipado com TV, deve estar sempre 
ligada, durante as rotas, em programas infantis. São proibidos 
noticiários, novelas, seção da tarde, etc. 
 
Esteja atento no momento do embarque e do desembarque dos 
alunos, auxiliando sempre que for necessário. O aluno não pode 
correr o risco de cair do veículo. 
 
 
Cuidar da disciplina dos alunos, evitando que eles comam ou 
bebam durante o trajeto, discutam entre si, desrespeite uns aos 
outros, joguem quaisquer objetos pelas janelas ou que coloquem 
quaisquer partes do corpo para fora. 
 
Antes de sair das escolas, confira a fim de verificar se falta algum 
aluno. 
 
Auxiliar os alunos em caso de emergência (vomito, dor de cabeça, 
mal estar, etc.) e avise imediatamente a nossa central. 
 
Sempre que o aluno desembarcar, peça para verificar se não está 
esquecendo algum pertence no veículo. No final de cada rota, faça 
uma vistoria a fim de verificar objetos esquecidos e avise ao 
escritório. 
 
O serviço de transporte é contratado para um determinado aluno 
e percurso. É proibido o transporte de alunos ou quaisquer outras 
pessoas que não estejam autorizadas. É necessário o pessoal do 
escritório saber quem são os passageiros que estão sendo 
transportados, em todas as rota. 
 
Controlar a abertura das janelas, não permitindo que fiquem 
abertas exageradamente. 
 
Verifique, sempre, se os alunos estão usando corretamente o cinto 
de segurança. A responsabilidade pelo uso do cinto, é, em primeiro 
lugar, do monitor. 
Antes do início de qualquer rota, verificar se os cintos de 
segurança, estão encaixados 
 
Não permitir conversas inadequadas durante os trajetos. Lembrar 
aos alunos maiores de que tem alunos menores e algumas palavras 
devem ser evitadas. E os alunos maiores devem dar o exemplo aos 
mais novos. 
 
No estacionamento da escola, preste atenção nos outros veículos 
transitando, mantendo os alunos sempre sobre sua guarda. Não os 
deixe sair correndo na sua frente. 
 
A responsabilidade pelo transporte começa no portão da escola 
ou no embarque do aluno, no percurso de ida. O aluno deve esperar 
até que a van pare completamente antes de se aproximar para o 
embarque. 
 
Sempre desça da van, no embarque e no desembarque dos 
alunos. 
 
Na volta para casa, geralmente os alunos estão mais agitados. 
Proceda de forma a acalmá-los. Os maiores problemas de 
comportamento e indisciplina acontecem na volta para casa. 
 
Se um aluno se mostrar triste ou com algum problema, dê atenção 
especial a ele. Converse, pergunte se precisa de algo. 
 
Sente-se no local indicado pela nossa central. Se necessário 
sentar em outro banco, não se descuide da porta. 
 
Se o aluno estiver transgredindo as regras, ou estejam discutindo 
uns com os outros, interfira. Separe-os. Peça a um deles que sente 
perto de você. 
 
Preste atenção nos recados. Se um pai lhe der um recado, peça 
ao motorista para avisar, pelo rádio, o pessoal do escritório. 
 
 
REGRAS DE OURO: nunca seja agressivo ou grite com as 
crianças. Se precisar, fale firme, sem gritar. Fique atento durante 
toda a rota e interfira, sempre que necessário. Nunca ameace. Não 
permita nem participe de conversas sobre sexo, drogas, política, 
religião, etc. 
 
 
O uso do uniforme e do crachá é obrigatório durante todo o horário 
de trabalho. 
 
 
 NUNCA PERCA A RAZÃO. Nunca toque numa criança. Se 
precisar ajudar no embarque ou desembarque, ajude com 
cuidado para não ser mal interpretado. Se um aluno lhe 
ofende ou agride, comunique a nossa central. NUNCA 
REVIDE. Se isto acontecer, terá sérios problemas judiciais. 
 
 
Manter-se sempre limpo e barbeado. 
 
 
O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: 
 
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é uma lei 
federal, que trata sobre os direitos das crianças e adolescentes em 
todo o Brasil. 
 
Trata-se de um ramo do direito especializado, dividido em 
partes geral e especial, onde a primeira traça, como as demais 
codificações existentes, os princípios norteadores do Estatuto. 
 
Já a segunda parte estrutura a política de atendimento, 
medidas, conselho tutelar, acesso jurisdicional e apuração de atos 
infracionais. 
 
 
 
 
 
 Estatuto, crianças e adolescentes 
 
 
A partir do Estatuto, crianças e adolescentes brasileiros, sem 
distinção de raça, cor ou classe social, passaram a ser reconhecidos 
como sujeitos de direitos e deveres, considerados como pessoas em 
desenvolvimento a quem se deve prioridade absoluta do Estado. 
 
 
O objetivo estatutário é a proteção dos menores de 18 anos, 
proporcionando a eles um desenvolvimento físico, mental, moral e 
social condizente com os princípios constitucionais da liberdade e da 
dignidade, preparando para a vida adulta em sociedade. 
 
 
O ECA estabelece direitos à vida, à saúde, à alimentação, à 
educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao 
respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária para 
meninos e meninas, e também aborda questões de políticas de 
atendimento, medidas protetivas ou medidas socioeducativas, entre 
outras providências. 
 
Trata-se de direitos diretamente relacionados à Constituição da 
República de 1988.Para o Estatuto, considera-se criança a pessoa 
de até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela 
compreendida entre doze e dezoito anos. 
 
Entretanto, aplica-se o estatuto, excepcionalmente, às pessoas 
entre dezoito e vinte e um anos de idade, em situações que serão 
aqui demonstradas. 
 
 
Dispõe, ainda, que nenhuma criança ou adolescente será 
objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, 
violência, crueldade e opressão, por qualquer pessoa que seja, 
devendo ser punido qualquer ação ouomissão que atente aos seus 
direitos fundamentais. 
 
Ainda, no seu artigo 7º, disciplina que a criança e o adolescente 
têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de 
políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o 
desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de 
existência. 
As medidas protetivas adotadas pelo ECA são para 
salvaguardar a família natural ou a família substituta, sendo está 
última pela guarda, tutela ou adoção. 
 
A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e 
educacional, a tutela pressupõe todos os deveres da guarda e pode 
ser conferida a pessoa de até 21 anos incompletos, já a adoção 
atribui condição de filho, com mesmos direito e deveres, inclusive 
sucessórios. 
 
A instituição familiar é a base da sociedade, sendo 
indispensável à organização social, conforme preceitua o art. 226 da 
CR/88. Não sendo regra, mas os adolescentes correm maior risco 
quando fazem parte de famílias desestruturadas ou violentas. 
 
 
 Cabe aos pais o dever de sustento, guarda e educação dos 
filhos, não constituindo motivo de escusa a falta ou a carência de 
recursos materiais, sob pena da perda ou a suspensão do pátrio 
poder. 
 
 
Caso a família natural, comunidade formada pelos pais ou 
qualquer deles e seus descendentes, descumpra qualquer de suas 
obrigações, a criança ou adolescente serão colocados em família 
substituta mediante guarda, tutela ou adoção. 
 
 
Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado 
no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, 
assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre 
da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes. 
 
 
Por que razão que a responsabilidade dos pais é enorme no 
desenvolvimento familiar e dos filhos, cujo objetivo é manter ao 
máximo a estabilidade emocional, econômica e social. 
 
 
A perda de valores sociais, ao longo do tempo, também são 
fatores que interferem diretamente no desenvolvimento das crianças 
e adolescentes, visto que não permanecem exclusivamente inseridos 
na entidade familiar. 
Por isso é dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou 
violação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Tanto que 
cabe a sociedade, família e ao poder público proibir a venda e 
comercialização à criança e ao adolescente de armas, munições e 
explosivos, bebida alcoólicas, drogas, fotos de artifício, revistas de 
conteúdo adulto e bilhetes lotéricos ou equivalentes. 
 
 
Cada município deverá haver, no mínimo, um Conselho Tutelar 
composto de cinco membros, escolhidos pela comunidade local, 
regularmente eleitos e empossados, encarregado pela sociedade de 
zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. 
 
 
O Conselho Tutelar é uma das entidades públicas competentes 
a salvaguardar os direitos das crianças e dos adolescentes nas 
hipóteses em que haja desrespeito, inclusive com relação a seus pais 
e responsáveis, bem como aos direitos e deveres previstos na 
legislação do ECA e na Constituição. São deveres dos Conselheiros 
Tutelares: 
 
 
1. Atender crianças e adolescentes e aplicar medidas de proteção. 
 
 
2. Atender e aconselhar os pais ou responsável e aplicar medidas 
pertinentes previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. 
 
 
3. Promover a execução de suas decisões, podendo requisitar 
serviços públicos e entrar na Justiça quando alguém, 
injustificadamente, descumprir suas decisões. 
 
 
4. Levar ao conhecimento do Ministério Público fatos que o Estatuto 
tenha como infração administrativa ou penal. 
 
 
5. Encaminhar à Justiça os casos que a ela são pertinentes. 
 
 
6. Tomar providências para que sejam cumpridas as medidas sócio-
educativas aplicadas pela Justiça a adolescentes infratores. 
7. Expedir notificações em casos de sua competência. 
 
 
8. Requisitar certidões de nascimento e de óbito de crianças e 
adolescentes, quando necessário. 
 
 
9. Assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta 
orçamentaria para planos e programas de atendimento dos direitos 
da criança e do adolescente. 
 
 
10. Entrar na Justiça, em nome das pessoas e das famílias, para que 
estas se defendam de programas de rádio e televisão que contrariem 
princípios constitucionais bem como de propaganda de produtos, 
práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio 
ambiente. 
 
 
11. Levar ao Ministério Público casos que demandam ações judiciais 
de perda ou suspensão do pátrio poder. 
 
 
12. Fiscalizar as entidades governamentais e não-governamentais 
que executem programas de proteção e socioeducativos. 
 
 
 
 Considerando que todos têm o dever de zelar pela dignidade 
da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer 
tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou 
constrangedor, havendo suspeita ou confirmação de maus-tratos 
contra alguma criança ou adolescente, serão obrigatoriamente 
comunicados ao Conselho Tutelar para providências cabíveis. 
 
 
Ainda com toda proteção às crianças e aos adolescentes, a 
delinquência é uma realidade social, principalmente nas grandes 
cidades, sem previsão de término, fazendo com que tenha 
tratamento diferenciado dos crimes praticados por agentes 
imputáveis. 
 
Os crimes praticados por adolescentes entre 12 e 18 anos 
incompletos são denominados atos infracionais passíveis de 
aplicação de medidas socioeducativas. 
 
 
Os dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente 
disciplinam situações nas quais tanto o responsável, quanto o menor 
devem ser instados a modificarem atitudes, definindo sanções para 
os casos mais graves. 
 
 
Nas hipóteses do menor cometer ato infracional, cuja conduta 
sempre estará descrita como crime ou contravenção penal para os 
imputáveis, poderão sofrer sanções específicas aquelas descritas no 
estatuto como medidas socioeducativas. 
 
 
Os menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, mas 
respondem pela prática de ato infracional cuja sanção será desde a 
adoção de medida protetiva de encaminhamento aos pais ou 
responsável, orientação, apoio e acompanhamento, matricula e 
frequência em estabelecimento de ensino, inclusão em programa de 
auxílio à família, encaminhamento a tratamento médico, psicológico 
ou psiquiátrico, abrigo, tratamento toxicológico e, até, colocação em 
família substituta. 
 
 
Já o adolescente entre 12 e 18 anos incompletos que pratica 
algum ato infracional, além das medidas protetivas já descritas, a 
autoridade competente poderá aplicar medida socioeducativa de 
acordo com a capacidade do ofensor, circunstâncias do fato e a 
gravidade da infração, são elas: 
 
 
1) Advertências – admoestação verbal, reduzida a termo e assinada 
pelos adolescentes e genitores sob os riscos do envolvimento em 
atos infracionais e sua reiteração, 
 
 
2) Obrigação de reparar o dano – caso o ato infracional seja 
passível de reparação patrimonial, compensando o prejuízo da 
vítima, 
 
3) Prestação de serviços à comunidade – tem por objetivo 
conscientizar o menor infrator sobre valores e solidariedade social, 
 
 
4) Liberdade assistida – medida de grande eficácia para o 
enfretamento da prática de atos infracionais, na medida em que atua 
juntamente com a família e o controle por profissionais (psicólogos e 
assistentes sociais) do Juizado da Infância e Juventude, 
 
 
5) Semiliberdade – medida de média extremidade, uma vez que 
exigem dos adolescentes infratores o trabalho e estudo durante o dia, 
mas restringe sua liberdade no período noturno, mediante 
recolhimento em entidade especializada 
 
 
6) Internação por tempo indeterminado – medida mais extrema do 
Estatuto da Criança e do Adolescente devido à privação total da 
liberdade. Aplicada em casos mais graves e em caráter excepcional. 
 
 
Antes da sentença, a internação somente pode ser 
determinada pelo prazo máximo de 45 dias, mediante decisão 
fundamentada baseada em fortes indícios de autoria e materialidade 
do ato infracional. 
 
 
Nessa vertente, asentidades que desenvolvem programas de 
internação têm a obrigação de: 
 
 
1) Observar os direitos e garantias de que são titulares os 
adolescentes; 
 
 
2) Não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de 
restrição na decisão de internação, 
 
 
3) Preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e 
dignidade ao adolescente, 
 
4) Diligenciar no sentido do restabelecimento e da preservação dos 
vínculos familiares, 
 
 
5) Oferecer instalações físicas em condições adequadas, e toda 
infraestrutura e cuidados médicos e educacionais, inclusive na área 
de lazer e atividades culturais e desportivas. 
 
 
6) Reavaliar periodicamente cada caso, com intervalo máximo de 
seis meses, dando ciência dos resultados à autoridade competente. 
 
 
Uma vez aplicada as medidas socioeducativas podem ser 
implementadas até que sejam completados 18 anos de idade. 
Contudo, o cumprimento pode chegar aos 21 anos de idade nos 
casos de internação, nos termos do art. 121, §5º do ECA. 
 
 
Assim como no sistema penal tradicional, as sanções previstas 
no Estatuto da Criança e do Adolescente apresentam preocupação 
com a reeducação e a ressocialização dos menores infratores. 
 
 
Antes de iniciado o procedimento de apuração do ato 
infracional, o representante do Ministério Público poderá conceder o 
perdão, como forma de exclusão do processo, se atendido às 
circunstâncias e consequências do fato, contexto social, 
personalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no 
ato infracional. 
 
 
Por fim, o Estatuto da Criança e do Adolescente institui medidas 
aplicáveis aos pais ou responsáveis de encaminhamento a programa 
de proteção a família, inclusão em programa de orientação a 
alcoólatras e toxicômanos, encaminhamento a tratamento 
psicológico ou psiquiátrico, encaminhamento a cursos ou programas 
de orientação, obrigação de matricular e acompanhar o 
aproveitamento escolar do menor, advertência, perda da guarda, 
destituição da tutela e até suspensão ou destituição do pátrio poder. 
 
 
O importante é observar que as crianças e os adolescentes não 
podem ser considerados autênticas propriedades de seus genitores, 
visto que são titulas de direitos humanos como quaisquer pessoas, 
dotados de direitos e deveres como demonstrado. 
 
 
A implantação integral do ECA sofre grande resistência de 
parte da sociedade brasileira, que o considera excessivamente 
paternalista em relação aos atos infracionais cometidos por crianças 
e adolescentes, uma vez que os atos infracionais estão ficando cada 
vez mais violentos e reiterados. 
 
 
Consideram, ainda, que o estatuto, que deveria proteger e 
educar a criança e o adolescente, na prática, acaba deixando-os sem 
nenhum tipo de punição ou mesmo ressocialização, bem como é 
utilizado por grupos criminosos para livrar-se de responsabilidades 
criminais fazendo com que adolescentes assumam a culpa. 
 
 
Cabe ao Estado zelas para que as crianças e adolescentes se 
desenvolvam em condições sociais que favoreçam a integridade 
física, liberdade e dignidade. 
 
Contudo, não se pode atribuir tal responsabilidade apenas a 
uma suposta inaplicabilidade do estatuto da criança e do 
adolescente, uma vez que estes nada mais são do que o produto da 
entidade familiar e da sociedade, as quais têm importância 
fundamental no comportamento dos mesmos. 
 
 
Primeiros socorros 
 
O que são primeiros Socorros? 
 
 
Primeiros-socorros são cuidados prestados, rapidamente, a 
pessoas (vítimas) em situações de acidentes ou mal súbito, no local 
onde o fato está ocorrendo. 
 
Estes cuidados podem salvar vidas ou evitar que situações mais 
graves aconteçam até que o socorro especializado chegue. O 
socorrista deve avaliar a situação e a vítima, garantir sua segurança, 
a segurança do local e prestar os primeiros-socorros. 
 
 
Neste manual você encontrará orientações básicas para serem 
feitas em situações de acidentes ou mal súbito, antes da chegada do 
serviço de atendimento especializado. 
 
 
A função de quem socorre é: 
 
 
 Observar a situação para não se tornar uma vítima também; 
 
 Manter a pessoa viva até a chegada do socorro especializado; 
 
 Evitar causar outras lesões ou agravar as já existentes. 
 
 
Mesmo vigiado de perto, crianças podem surpreender e, em 
questão de segundos, se envolver em alguma situação de risco. 
Cortes, quedas, engasgos e queimaduras são alguns exemplos. 
 
 
Você saberia como prestar os primeiros socorros para uma 
criança? 
 
 
“Prestar os primeiros socorros é muito diferente de medicar. 
Estamos falando apenas da primeira assistência a quem está 
precisando. O próximo passo é procurar um hospital para se 
certificar que está tudo bem”. 
 
 
>>> Engasgo 
 
 
O que fazer: A técnica indicada para crianças de até sete anos é a 
da capotagem, que consiste em inclinar o corpo da criança para 
frente e com as mãos em concha bater nas costas até que o objeto 
seja expelido pela boca. 
 
 
Depois dessa idade, pode-se aplicar a manobra de Heimlich, 
também conhecida como compressão abdominal. Essa técnica é 
parecida com abraçar uma pessoa pelas costas e fazer compressão 
com a mão para dentro e para cima ao mesmo tempo. 
 
 
“Antes dos sete anos a manobra de Heimlich não é a primeira 
indicação porque é mais agressiva. Se a pessoa que a fizer não 
souber aplicá-la corretamente poderá comprometer as costelas da 
criança”, 
 
 
O que NÃO fazer: O reflexo imediato de muitas mães de tentar 
tirar o que estiver obstruindo as vias respiratórias colocando o dedo 
na garganta da criança não é indicado se o objeto não estiver 
visível e com fácil acesso. Isso pode fazer com que o problema se 
agrave. 
 
 
 
>>> Queimadura 
 
 
O que fazer: Queimaduras por líquido quente são bastante comuns 
em crianças. O mais indicado, se for uma queimadura leve, é 
colocar a parte do corpo queimada debaixo de água corrente por 15 
minutos. 
 
 
“Se a queimadura for muito grave e a pessoa não estiver 
respirando, tem que fazer respiração boca a boca. Nesse caso, 
chame o resgate imediatamente”. 
 
 
O que NÃO fazer: Ao contrário do que muitos acreditam, não é 
indicado passar pasta de dente ou colocar pó de café. 
 
 
>>> Intoxicação 
 
 
O que fazer: O melhor a se fazer é levar a criança até um hospital. 
Se possível, leve junto a embalagem do produto ingerido para que 
os médicos possam recomendar procedimentos mais eficazes. 
 
 
O que NÃO fazer: “Uma coisa que muitos fazem equivocadamente 
é dar leite para cortar o efeito. Está errado. Da mesma forma, 
induzir a criança ao vômito também não pode”. 
 
 
>>> Fratura e torção 
 
 
O que fazer: A única maneira de ter certeza se houve ou não 
fratura, quando ela não é visível, é através da radiografia. A 
indicação inicial é colocar gelo no local, observar o inchaço e 
verificar se tem hematoma. 
 
 
Se o inchaço persistir e tiver muito hematoma, é muito 
provável que tenha ocorrido algum tipo de comprometimento ósseo. 
“Além de diminuir o inchaço, o gelo tem um fator analgésico que é 
benéfico para acalmar a dor. Se a dor persistir, procure um 
hospital”. 
 
 
>>> Queda 
 
 
O que fazer: Se bater a cabeça, a criança deve ser avaliada por um 
médico. Os pais precisam ficar atentos a vômitos e ao estado da 
criança. 
 
Se ela estiver amuada, confusa ou não dormir direito, o 
melhor a se fazer é levá-la ao hospital assim que possível. 
 
 
O que NÃO fazer: Não deixar a criança dormir se ela bater a 
cabeça é um mito. “Isso foi criado porque pensavam que ela 
poderia entrar em coma. Mas uma pessoa dormindo, com 
respiração e batimentos cardíacos normais, é diferente de quem 
está em processo de perda de consciência”. 
 
 
 
>>> Corte 
 
 
O que fazer: “O local deve ser lavado com água e sabão. Depois, 
faça uma compressão com gazes ou um pano limpo para tentar 
parar o sangramento”, 
 
 
Se o corte não for claramente superficial, o indicado é 
procurar um hospital para avaliar a necessidade de dar ponto. 
 
 
Deixar para suturar depois pode inviabilizaro procedimento, 
porque em poucas horas o risco de infecção aumenta e a sutura 
deixa de ser recomendada. 
 
 
 
>>> Transporte da vítima 
 
 
O que fazer: Chamar a ambulância. Transportar uma pessoa que 
tenha passado por algum tipo de trauma é contraindicado. 
 
 
 Em casos de fratura, por exemplo, o transporte deverá ser 
realizado com o membro fraturado sobre uma superfície plana. 
 
 
 Em casos de suspeita de trauma na coluna, deve-se evitar 
manipulações e solicitar remoção por uma ambulância 
 
 
É um risco fazer o transporte por conta própria. Só o 
transporte feito por profissionais treinados vai garantir a estabilidade 
da vítima. 
 
Vamos conhecer algumas palavras e frases? 
 
 
Emergência: é uma situação que envolve um risco de morte 
imediato, ou seja, a pessoa pode morrer a qualquer momento e 
deve ser atendida o mais rápido possível. 
 
 
Urgência: é uma situação que envolve risco de morte mediato, ou 
seja, a pessoa pode morrer, mas você tem um tempo maior para 
atendê-la. 
 
 
Serviços de Atendimento pré-hospitalar (APH): o atendimento 
pré-hospitalar envolve um conjunto de procedimentos técnicos 
realizados por profissionais especializados no local da ocorrência e 
durante o transporte da pessoa ou vítima. 
 
Neste atendimento a equipe especializada realiza o suporte 
básico de vida. O objetivo deste serviço é manter a pessoa com 
vida o mais tempo possível até a sua chegada ao hospital. Estes 
serviços são: 
 
 Resgate (193): para retirar de algum lugar, por exemplo: água, 
deslizamentos, ferragens; 
 
 SAMU (192): Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – tem 
como finalidade prestar o socorro em casos de emergência. É 
um serviço do governo federal, funciona 24 horas por dia com 
equipes de profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, 
auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às 
urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, 
ginecol. Obstétrica e de saúde mental da população. 
 
 
 Polícia (190): para acidentes de trânsito. 
 
 
Suporte básico de vida: O Suporte Básico de Vida (SBV) mantém 
as funções vitais de respiração e circulação da pessoa. Sem 
respirar e/ou sem a circulação do sangue a pessoa morre em 
minutos. 
 
 
As manobras de SBV podem ser realizadas por qualquer pessoa 
treinada, não havendo necessidade de ser um profissional da área 
de saúde. 
 
 
Equipamento de Proteção individual (EPI): são equipamentos 
que protegem a saúde do socorrista, reduzindo os riscos de 
contaminação por líquidos corpóreos (sangue, urina, fezes, saliva, 
vômito) da vítima a ser atendida. 
 
Os materiais mais comuns são: luvas, óculos, máscaras e roupas 
adequadas. 
 
 
Sinais: são todas aquelas coisas que se vêem quando se olha para 
a vítima ou para o seu corpo e que significam que algo não vai bem. 
 
 
Sintomas: são aquelas coisas que a vítima sente em seu corpo, 
que não são normais e relata para você. 
 
 
Sinais vitais: são indicadores do estado de saúde da pessoa e são 
verificados por meio da: temperatura, pulso, respiração e da 
pressão arterial. Existem equipamentos próprios para a verificação 
de cada sinal vital, que devem ser verificados com cautela e sempre 
que possível. 
 
 
 
Segurança do Local da Cena: 
 
 
Manter a segurança no local de atendimento previne que outros 
acidentes aconteçam, inclusive com você. Como manter a 
segurança: 
 
 
 Evitar contato direto com substâncias que possam transmitir 
doenças infecciosas como sangue, urina, fezes, vômito, saliva, 
muco, esgoto, água, roupas ou superfícies contaminadas. Para 
tanto, o socorrista deve utilizar os equipamentos de proteção 
individual (EPI). 
 
 
 Evitar ou eliminar os agentes causadores de lesões ou agravos à 
saúde, como fogo, explosão, eletricidade, fumaça, água, gás 
tóxico, tráfego (colisão ou atropelamento), queda de estruturas, 
ferragens cortantes e materiais perigosos. 
 
 
 Para que o socorro siga de forma segura, antes mesmo de se 
examinar a vítima, o local deve ser cuidadosa e 
sistematicamente avaliado. Por isso é fundamental fazer a 
"avaliação da cena". 
 
 
 
Passos de Segurança 
 
 
1. Qual é a situação? Consiste na identificação da situação em si. 
O que está ocorrendo, o que o socorrista vê; 
 
 
2. Para onde vai? Análise da potencialidade ou de como a situação 
pode evoluir. Por exemplo: combustível derramado pode 
explodir, um fio energizado pode dar choques, fogo que pode 
alastrar-se, um veículo que pode rolar um barranco; 
 
 
3. O que fazer para controlá-la? Identificação dos recursos a serem 
empregados, incluindo a solicitação de ajuda para atender 
adequadamente a situação, levando-se em conta, rigorosamente, 
os dois passos dados anteriormente. Você sempre deve pedir 
ajuda especializada em primeiro lugar! 
 
 
Estes passos devem ser seguidos sempre nesta seqüência para 
a segurança do trabalho de socorro às vítimas. 
 
Avaliação da Vítima 
 
 
A avaliação da vítima é dividida entre primária e secundária. É por 
meio destas avaliações que identificamos as condições da vítima. 
 
 
Avaliação primária 
 
 
A avaliação primária deve ser cuidadosa e respeitar uma ordem, 
como podemos ver abaixo: 
 
 
 Ver se a vítima está consciente, ou seja, se responde – chame-
a, sem movimentá-la; 
 
 Se ela não responde, veja se ela respira (ver, ouvir e sentir os 
movimentos respiratórios) com cuidado para não desalinhar a 
coluna cervical; 
 
 Avaliar a circulação (pulso); 
 
 
 Avaliar se há sangramentos. 
 
 
Avaliação secundária 
 
 
Somente após completar todos os passos da avaliação primária é 
que se parte para a avaliação secundária: 
 
 
 Observe a vítima da cabeça aos pés, veja se há algo errado, por 
exemplo: 
 
 
 Confusão mental (a vítima não dá respostas adequadas às 
perguntas); 
 
 Queimaduras; 
 
 Fraturas; 
 
 Objetos encravados. 
 
 
A seguir você encontrará alguns fatos que podem ocorrer e que 
levam a necessidade de um atendimento de primeiros-socorros. O 
texto explica brevemente o que é o fato e como você deve agir em 
cada situação. 
 
 
Hematoma e Edema 
 
 
O Hematoma é um sangramento que ocorre abaixo da pele após 
uma pancada e é facilmente observado por uma mancha roxa. O 
edema nada mais é que o inchaço. 
 
 
 
 
 
 
Atendimento 
 
 
 Coloque gelo em um saco, proteja o local do corpo com um pano 
e aplique a compressa de gelo; 
 
 Peça para a pessoa evitar movimentar o local por algum tempo; 
 
 Se você observar deformidade; a vítima relatar uma dor 
insuportável chame o socorro especializado. 
 
 
 
Hemorragias 
 
 
Hemorragia é a perda de sangue após o rompimento de um ou 
mais vasos sanguíneos (veias ou artérias). 
 
 
 
ATENÇÃO: Toda hemorragia deve ser controlada. 
 
 
Existem dois tipos de hemorragia: 
 
1. Hemorragia Interna 
 
 Resultante de um ferimento profundo com lesão em órgãos 
internos, não se enxerga o sangue saindo, é mais difícil de 
identificar. Algumas vezes, pode exteriorizar-se, saindo sangue 
em golfadas pela boca da vítima ou pelos ouvidos. 
 
 
 A vítima apresenta: pulso fraco, pele fria, suores em testa e mãos, 
palidez, sede e tonturas. 
 
 
2. Hemorragia Externa 
 É aquela que é visível, ou seja, você vê bastante sangue saindo 
de um ferimento. Se não for controlada, também pode causar a 
morte. 
 
 
Atendimento 
 
 Chamar o socorro especializado; 
 
 
 Proteger-se com luvas (sempre que em contato com sangue ou 
outros líquidos corpóreos); 
 
 
 Identificar o local exato da hemorragia, o sangue espalha-se e 
podemos estar realizando atendimento no local errado. 
 
 
 Colocar um pano limpo dobrado, no local do ferimento; 
 
 
 Pressionar com firmeza (curativo compressivo), cuidado para não 
pressionar demais e parar a circulação; 
 
 
 Se a hemorragia for em braço ou perna, levante o 
membro, só não o faça se houver suspeita de fraturas 
(deformidades); 
 
 
Caso o sangue continue saindo mesmo 
após a realização do curativo 
compressivo,não retire o pano que você 
 
 
Colocou primeiro, coloque outro pano 
limpo em cima, continuando a 
pressionar o local. 
 
OBS.:Nunca use torniquete (amarrar o 
local), pois isto pode para a circulação e 
levar a necessidade de amputação 
cirúrgica. 
 
Epistaxe (sangramento do nariz) 
 
 
Epistaxe é a perda de sangue pelo nariz quando algum vaso 
sanguíneo se rompe. 
 
 
Atendimento 
 
 
A maioria das epistaxes têm resolução rápida e não necessitam 
atendimento médico. 
 
 Apertar as laterais do nariz contra o septo (osso) por alguns 
minutos. 
 
 
 
 
 
 
 Sente a vítima, que deve ficar reta (nem com a cabeça para frente, 
nem para trás); 
 
 
 Após parar o sangramento, não assoe o nariz; 
 
 
 Não coloque nada dentro do nariz e não use 
cotonetes, dedo, pinças, lenços ou papel higiênico. 
Caso o sangramento não pare ou se repita, procure 
o médico. 
 
 Ferimentos 
 
 
É um rompimento da pele, podendo ser superficial ou profundo, 
neste último caso, pode atingir até órgãos, vasos sangüíneos e 
ossos. 
 
 
Pode ser provocado por arma de fogo, arames, pregos, pedaços 
de metais, entre outros. 
 
 
Atendimento 
 
 
 
 
 
Ferimentos leves ou superficiais 
 
 
 Lavar o ferimento com bastante água e sabão. 
 
 Não retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento, a 
menos que saiam facilmente, durante a limpeza; 
 
 
 Manter o ferimento limpo e seco. 
 
 
 
 
Ferimentos extensos ou profundos 
 
 
 Chame o socorro especializado; 
 
 
 Cubra a ferida com panos limpos; 
 
 
 Caso tenha um objeto encravado no ferimento, não tente removê-
lo NUNCA. 
 
 
Queimaduras 
 
 
É qualquer ferimento provocado pela a ação do calor, frio, 
eletricidade ou substância química sobre o organismo. São 
classificadas em: 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Queimaduras de 1º grau - vermelhidão (lesões de camadas 
superficiais da pele); 
 
 
2. Queimaduras de 2º grau - vermelhidão e bolhas (lesões 
de camadas mais profundas da pele); 
3. Queimaduras de 3º grau - destruição de tecidos que 
podem estar escuros ou esbranquiçados (lesões de todas as 
camadas da pele, comprometimento dos tecidos mais profundos, 
órgãos e nervos). 
 
 
Atendimento 
 
 
 Chame o socorro especializado; 
 
 
 Retire a roupa que não estiver grudada. Caso esteja grudada, não 
retire, pois pode ocasionar lesões graves; 
 
 
 Retire objetos que possam ser removidos como correntes, relógio. 
Se estiverem grudados, não retire. 
 
 
 Se a queimadura for por substância sólida, retire o excesso com 
pano seco (proteja-se!); 
 
 
 Lave em água corrente e limpa, abundantemente e sem fazer 
pressão, pois alivia a dor e retira excesso de substâncias 
químicas 
 
 
 Proteja com pano limpo e molhado em água limpa 
 
 
 Não utilize nenhum tipo de pomada ou produtos caseiros na área 
afetada pela queimadura, somente água; 
 
 
 Não fure as bolhas existentes; 
 
 
 Encaminhe, junto com a vítima, a embalagem, rótulo ou produto 
que causou a lesão para ser identificado.

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