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EVANGELIZAÇÃO INFANTIL 
LAR DE CARIDADE VOVÓ CAMBINDA 
AULA 11 - AUTO ESTIMA: AMAR A SI MESMO 
Bibliografia: 
-  O Livro dos Espíritos. Questão 8 e 115. Allan Kardec. 
- O Consolador. Questão 351. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier. 
- Garimpo de amor. Amor a si mesmo. Espírito Joanna de Ângelis. Divaldo P. Franco. 
- As dores da alma. Espírito Hammed. Francisco do Espírito Santo Neto. 
Tópicos a serem abordados: 
- Autoestima é a capacidade de valorizar a si próprio, reconhecer e aceitar os próprios 
dons, capacidades,  e desenvolver o amor-próprio (gostar de si mesmo). Isso implica na 
capacidade de confiar em si próprio, de se sentir capaz de enfrentar os desafios da vida. 
- Jesus disse: “Ame a teu próximo como a si mesmo.” Se não amamos a nós mesmos, 
dificilmente amaremos o nosso próximo. Somente quando a pessoa se ama é que pode 
ampliar o sentimento amor, distribuindo-o com aquelas que a cercam, bem como estendendo-
o aos demais seres vivos e à mãe Natureza. 
- Amar a nós mesmos não significa fazer  auto adoração. O amor a nós mesmos deve ser 
interpretado como a necessidade de oração e de vigilância dos pensamentos, que todos nós 
somos obrigados a observar. Esse amor deve traduzir-se em esforço próprio, em auto-
educação, em observação do dever, em obediência às leis de Deus, em perseverança na fé, em 
desejo sincero de aprender com o único Mestre, que é Jesus-Cristo. Todo bem que fazemos 
em proveito do próximo, estamos beneficiando a nós mesmos. 
- É preciso desenvolver o amor a nós mesmos através da meditação e da autoanálise, 
buscando a compreensão de si mesmo.  Pois aquele que não possui amor-próprio costuma 
desenvolver em si complexos de inferioridade (inferioridade com relação aos outros), gerando 
sentimentos de culpa, insegurança, baixa estima e desvalorização de sua capacidade e 
habilidades. 
- Enquanto, a autoestima promove o bem estar e alegria do ser, os sentimentos negativos 
e de autopiedade (sentimento de pena em relação a si mesmo) podem ocasionar doenças para 
o seu organismo. 
- É importante que saibamos que cada um de nós é muito importante para Deus, pois 
somos seus filhos amados. E que a nossa condição física, social, financeira, não nos torna 
melhores ou piores do que os outros. Cada espírito possui seu grau de evolução e reencarna 
em condições diferentes para o seu próprio aprendizado. Todos nós somos iguais perante ao 
Pai celestial, Deus não concede superioridade ou privilégio a ninguém. 
- Para aumentar a nossa autoestima, é preciso ter convicção na imortalidade das almas e 
na pluralidade das existências, somada à crença de que somos seres espirituais passando por 
uma experiência humana para evoluir e trazemos em nós o germe da perfeição, que representa 
as potências do Espírito a serem desenvolvidas. Todas as nossas capacidades e ideias criativas 
existem em nós em estado rudimentar e elas se desenvolverão conforme as circunstâncias e o 
tempo. Um dia, todos nós alcançaremos a perfeição, que conduzirá à felicidade suprema.        
- Portanto, para manter uma autoestima elevada devemos cultivar pensamentos positivos, 
desenvolver o amor-próprio, confiar em Deus e em si mesmo, respeitar-se, cuidando do corpo 
físico, evitando abusos e excessos, tolerar as faltas alheias, possuir resignação, aceitando a sua 
própria vida e tornar-se uma pessoa melhor a cada dia.   
Perguntas para Fixação: 
1. O que é a autoestima? 
2. O que é necessário para amar ao próximo? 
3. O que é ter amor-próprio? 
4. Por que algumas pessoas se sentem inferiores? 
5. Como devemos nos sentir em relação aos outros? 
6. Por que cada um nasce em diferentes condições? 
7. Todos os Espíritos possuem a capacidade de desenvolver seus talentos? 
8. O que é preciso fazer para manter a autoestima elevada? 
Subsídio para o Evangelizador: 
Segundo o dicionário aurélio o termo autoestima significa: Apreço ou valorização que 
uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e 
pensamentos. 
(...) Auto-estima é a capacidade de valorizar a si próprio, reconhecer e aceitar os próprios 
dons, capacidades e desenvolver o amor-próprio. Isso implica na capacidade de confiar em si 
próprio, de se sentir capaz de enfrentar os desafios da vida e saber expressar de forma 
adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos. 
Amar a nós mesmos não será a vulgarização de uma nova teoria de auto adoração. Para 
nós outros, a egolatria já teve o seu fim, porque o nosso problema é de iluminação íntima, na 
marcha para Deus. Esse amor, portanto, deve traduzir-se em esforço próprio, em auto-
educação, em observação do dever, em obediência às leis de realização e de trabalho, em 
perseverança na fé, em desejo sincero de aprender com o único Mestre, que é Jesus-Cristo. 
Quem se ilumina, cumpre a missão da luz sobre a Terra. E a luz não necessita de outros 
processos para revelar a verdade, senão o de irradiar espontaneamente o tesouro de si mesma. 
Necessitamos encarar essa nova fórmula de amor a nós mesmos, conscientes de que todo 
bem conseguido por nós, em proveito do próximo, não é senão o bem de nossa própria alma, 
em virtude da realidade de uma só lei, que é a do amor, e um só dispensador dos bens, que é 
Deus. (O Consolador. Questão 351. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier). 
O amor que se deve oferecer ao próximo é consequência natural do amor que se reserva 
a si mesmo, sem cuja presença muito difícil será a realização plena do objetivo da afetividade. 
Somente quando a pessoa se ama é que pode ampliar o sentimento nobre, distribuindo 
-o com aquelas que a cercam, bem como estendendo-o aos demais seres vivos e à mãe 
Natureza. 
O amor a si mesmo deve ser desenvolvido através da meditação e da autoanálise, porque, 
ínsito no ser, necessita de estímulos para desdobrar-se, enriquecendo a vida. 
Esse autoamor é constituído pelo respeito que cada qual se deve ofertar, trabalhando em 
favor dos valores éticos que lhe jazem latentes e merecem ser ampliados, de forma que se 
transformem em luzes libertadoras da ignorância e em paz de espírito que impregne as outras 
vidas. 
Sem esse amor a si mesmo, a pessoa não dispõe de recursos para encorajar o seu 
próximo no empreendimento da autovalorização e do autocrescimento, detendo-se nas 
sensações mais grosseiras do imediatismo, longe dos  estímulos dignificantes e libertadores. 
O amor a si mesmo dá dimensão emocional sobre a responsabilidade que se deve manter 
pela existência e sobre o esforço para dignificá-la a cada instante, aprofundando 
conhecimentos e sublimando emoções, direcionadas sempre para as mais elevadas faixas da 
Espiritualidade. Dessa forma, é fácil preservar-se as conquistas interiores e desenvolvê-las 
mediante a aplicação dos códigos da fraternidade e da compaixão, da caridade e do perdão. 
A consciência de si mesmo, inspirada pelo autoamor, torna-se lúcida quanto aos enganos 
cometidos, ensejando-se oportunidade de reparação, ao tempo em que faculta ao próximo a 
compreensão das suas dificuldades na busca da felicidade. 
Compreendendo a finalidade da existência terrena, a pessoa desperta para o amor a si 
mesma, trabalha sem desespero, confia sem inquietação, serve sem humilhação, produz sem 
servilismo e avança sem tensões perturbadoras no rumo dos objetivos essenciais da vida. 
O amor a si mesmo contribui para a valorização das conquistas logradas e torna-se 
estímulo para novos tentames com vistas à realização de uma existência plena. 
Ninguém, que se disponha a amar sem resolver as inquietações internas, que lhe 
produzem desamor, que conspiram contra a autoestima, conseguirá o desiderato. 
Invariavelmente a falta do amor a si mesmo decorre de conflitos que remanescem da 
infância mal amada, de frustrações acumuladas e de projetos que não se consumaram 
conforme foram anelados, dando surgimento a complexos de inferioridade, a insegurança e a 
fugas psicológicas. 
Complexo de inferioridade consiste em conjunto deideias que foram recalcadas no 
inconsciente da criatura em tenra idade, associadas às já existentes pelas experiências obtidas 
em vidas pretéritas. Ele age sobre a conduta humana, provocando sentimentos gratuitos de 
culpa, excessiva carga emotiva relacionada a pensamentos de baixa estima, frequente sensação 
de inadequação e constante frustração em decorrência da desvalorização da capacidade e 
habilidade pessoal. 
Para melhor entendimento de nossas considerações, definiremos o termo “recalque” ou 
“repressão” como um processo psíquico através do qual recordações, sentimentos, ideias e 
desejos inaceitáveis ou desagradáveis são excluídos da consciência, permanecendo apenas no 
inconsciente. (As dores da alma. Espírito Hammed. Francisco do Espírito Santo Neto) 
A culpa inconsciente domina grande número de criaturas humanas durante o seu trânsito 
carnal. Liberada pelo inconsciente profundo, o paciente considera que será punido e, quando 
isso não ocorre, assume uma das seguintes posturas: 
a) Autopune-se, negando-se a alegria de viver, fugindo de quaisquer recursos que podem 
torná-lo mais feliz, impedindo-se de relacionamentos afáveis, por acreditar não os merecer; 
b) Arma-se de agressividade para evitar aproximações ou para considerar-se vítima 
contínua dos artifícios maléficos da Humanidade, conforme justifica-se. 
(…) De alguma forma, a insegurança do próprio valor e o temor de ser ultrapassado 
predispõem à postura armada contra tudo e todos, como se essa fosse a melhor maneira de 
poupar-se a sofrimentos e a desafios perturbadores. 
Alfred Adler, austríaco, um dos grandes nomes da psicanálise, médico, psiquiatra e 
psicólogo renomado, elucidou: “Subentendemos que, atrás das atitudes daqueles que se 
apresentam perante os outros com uma postura de superioridade, é possível a existência de 
um sentimento de inferioridade.” 
Segundo a psicologia adleriana, cada pessoa possui um “estilo de vida”. Esse estilo é que 
motiva o indivíduo, através de impulsos sociais, a buscar o seu natural desenvolvimento e 
aperfeiçoamento. Na teoria de Adler, o “estilo de vida” forma-se na primeira infância e quase 
não se altera depois. Ele dizia que a maneira pessoal de o indivíduo se comportar, de se vestir, 
de se expressar ou de falar, ou melhor, sua forma de ser era a consequência desse “estilo” 
adotado. Concordando em parte com essa teoria, gostaríamos de acrescentar que o somatório 
dos múltiplos “estilos de vida” vivenciados nas diversas existências da alma humana, 
adicionado ao da infância atual, forma a real motivação que vai gerar nossas ações e atitudes. 
Somos, portanto, nós mesmos quem criamos nossas experiências, podendo assim 
modificarmos ou não os padrões de nossa vida. 
Em muitas ocasiões, as pessoas tentam compensar esse sentimento de inferioridade, 
adotando formas de viver em que exageram e exaltam a própria personalidade. Tendência à 
arrogância, delírio megalomaníaco, preferência pela ostentação fazem parte do cortejo 
daqueles que possuem uma interiorizada depreciação de si mesmos. 
Todos nós acolhemos em nossa intimidade não apenas crenças individuais, mas também 
as que nos foram transmitidas pela família e pela sociedade em vários níveis. Desde um gesto, 
um olhar ou uma expressão corporal até formas de conduta ou de verbalização, todos nós 
assimilamos as crenças alheias através de uma comunicação que poderíamos denominar de 
“contagiante”. 
Muitas almas, devido à sua imaturidade espiritual, deixaram-se contagiar por crenças 
materialistas, no decorrer dos séculos e nos diversos lugares onde viveram. Aceitaram as 
doutrinas filosóficas que defendem o ceticismo e que atribuem como causa ou origem da vida 
as propriedades íntimas da matéria. São as “crenças do acaso”, que atribuem a tudo um 
acontecimento fortuito ou aleatório. 
Na Parte I, capítulo I, questão 8, de “O Livro dos Espíritos”, encontramos que seria um 
absurdo atribuir “a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao 
acaso (...) A harmonia existente no mecanismo do Universo (...) revela um poder inteligente (...) 
o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente 
já não seria acaso.” 
Aprofundando nossas observações podemos considerar que a base de todo complexo de 
inferioridade inicia-se no materialismo, ou seja, na crença do nada. 
Quando cremos que tudo provém do acaso e que nada existe senão o que os olhos 
físicos conseguem visualizar, iniciamos em nós o processo de inferioridade. Criamos, a partir 
daí, um “estilo de vida” inconsciente, baseado em que “não somos nada” e, em nossas 
profundezas, consideramos ser o produto momentâneo do acaso. Rejeitamos a riqueza 
incomensurável de nosso mundo interior e do Universo e não acreditamos na plenitude da 
Vida Mais Alta, porque desprezamos a Perfeita Ordem Divina. Ignoramos a essência sagrada 
que habita em nós e lutamos contra uma suposta má sorte, que nos fataliza a desgastar enorme 
quantidade de energia, por não reconhecermos as Leis Naturais que regulam tudo e todos. 
(...) A criatura materialista precisa crer que é superior, para compensar sua crença na 
insignificância da existência ou na falta de sentido em que vive. O ser espiritualizado acredita 
que não é pior nem melhor do que os outros, porque percebe e age com seus sentidos 
voltados para a Eternidade e sabe que cada pessoa é tão boa quanto pode ser, conforme seu 
grau evolutivo. 
(...) A providência primeira e essencial, para que possamos nos curar do sentimento de 
baixa estima ou inferioridade, é a convicção na imortalidade das almas e na pluralidade das 
existências, somada à crença de que somos seres espirituais criados plenos e completos, 
vivendo uma experiência humana com o objetivo de nos conscientizarmos dessa nossa 
plenitude inata. As providências seguintes a serem tomadas deverão ser reflexões sobre as 
causas de nossos sentimentos de inferioridade, o modo como foram adquiridos e as crenças 
que os motivaram. 
É essencial lembrar-nos de que sempre é possível alterar ou transformar nosso “estilo de 
vida”. Para tanto, não duvidemos de nossas aptidões e vocações naturais, nem questionemos, 
sistematicamente, nossas forças interiores. Para obtermos autoconfiança, somente é preciso 
reivindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino. 
O sentimento de inferioridade ou de baixa estima associa as criaturas a uma resignação 
exagerada, a um autodesleixo ou descuido das coisas pessoais. 
O sentimento de autopiedade pode nos tornar doentes fisicamente. Uma espécie de 
“invalidez psíquica” envolve-nos a existência e, a partir daí, sentimo-nos inferiores e incapazes, 
levados a uma perda total da confiança em nós mesmos. 
A piedade aqui referenciada é o sofrimento moral de pesar ou a aflição que sentimos por 
autopunição. Ter pena ou dó, em muitas circunstâncias, pode não ser um sentimento 
verdadeiro, mas sim uma obrigação social aprendida, a ser demonstrada diante do infortúnio 
alheio. 
No entanto, a sensação que experimentamos de amor, permeada de respeito e afeição 
pelos outros, revela-nos os reais sentimentos denominados de benevolência e de compaixão. 
A baixa estima ou autopiedade pode-nos levar a ser vítimas de nós mesmos, pois 
estaremos somatizando essas emoções negativas em forma de doenças. Os sintomas da 
enfermidade podem ser considerados a forma física de expressar uma atitude interna, ou 
mesmo um conflito. Portanto, doentes não são somente as vítimas inocentes de algum 
desarranjo da Natureza, mas também os facilitadores de sua própria moléstia. 
A auto-estima, na vida humana, é de relevantes resultados, em razão de produzir 
fenômenos fisiológicos, que decorrem dos estímulos emocionais sobre os neurônios cerebrais, 
que então produzem enzimas que concorrem para o bem-estar e a alegria do ser. 
Da mesma forma que as idéias esdrúxulas, carregadas de altas doses de desesperança e 
negação, somatizam-se, dando surgimento a enfermidades variadas, as contribuiçõesmentais 
idealistas, forjadas pela auto-estima, confiança, coragem para a luta produzem estados de 
empatia, de júbilo e de saúde. 
Quando, porém, o paciente resolve absorver os transtornos que o assaltam, demorando-
se na reflexão em torno deles, agindo sob os vapores venenosos que expelem, refugiando-se 
na autocompaixão e na rebeldia, voltando-se contra o grupo social que o pode auxiliar, não 
apenas amplia os efeitos perniciosos da conduta, como também bloqueia os recursos de 
auxílio para a libertação, abrindo campo para a instalação de inumeráveis enfermidades 
alérgicas, de dermatoses delicadas, de problemas digestivos e respiratórios, com profundos 
reflexos nervosos destrambelhados ou doenças mais graves… 
(...) Os traços psicológicos dos indivíduos que sentem autopiedade são reconhecidos pela 
ausência de experiências interiores. Eles possuem uma restrita visão de seu ritmo interno, não 
valorizam seu mundo íntimo nem desenvolvem seu potencial inato, quer dizer, suas 
capacidades latentes (intuição, inspiração, percepção). 
“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. (...) os Espíritos, em 
sua origem, seriam como as crianças, ignorantes e inexperientes, só adquirindo pouco a pouco 
os conhecimentos de que carecem com o percorrerem as diferentes fases da vida.” 
O que acontece é que estamos saindo da inconsciência para a consciência, da 
transitoriedade para a permanência, da personalidade para a individualidade, da razão para a 
intuição, do estar para o ser. Eis o processo de evolução das almas! 
Portanto, pela ignorância e simplicidade inatas, não quer dizer que somos inferiores por 
criação divina. Filhos de Deus são perfectíveis (possuem o germe da perfeição); não foram 
criados inferiores, mas sem ciência de si mesmos. Simples significa — básico, espontâneo, 
natural e primário. Ignorante — aquele que não tem consciência de si mesmo. Temos, portanto, 
a explicação da analogia (“seriam como as crianças”) feita pelos Espíritos Iluminados na 
questão em estudo. 
Todas as nossas capacidades e ideias criativas estão potencialmente presentes, mas os 
seres precisam apenas de tempo para integrá-las em definitivo. O nosso desenvolvimento 
espiritual consiste, unicamente, na modificação da nossa maneira de ver, e isso nada mais é do 
que a expressão de uma nova visão de nós mesmos e do Universo. 
(...) O maior sentido de nossa encarnação é a conscientização da riqueza de nosso mundo 
interior. Somos essências divinas em busca da perfeição, cujo caminho é o autodescobrimento. 
Aqui estão algumas afirmações que, se observadas com atenção, poderão nos ajudar a 
reconquistar a autoconfiança perdida: 
— somos potencialmente capazes de tomar decisões sem ter que recorrer a intermináveis 
conselhos; 
— possuímos urna individualidade divina completamente distinta da dos outros; 
— fazemos as coisas porque gostamos, não para agradar as pessoas; 
— encontraremos sempre novos relacionamentos; por isso, não temos medo de ser 
abandonados; 
— usaremos, constantemente, de nosso bom senso; portanto, as críticas e as 
desaprovações não nos atingirão com facilidade; 
— tomaremos nossas próprias decisões, respeitando, porém, as dos outros; 
— confiaremos na Luz Maior que há em nós; ela sempre nos guiará pelos melhores 
caminhos. 
Certa vez, um pai desesperado trouxe seu filho até o Mestre, para que fosse curado... “E 
Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, 
clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade.” (Marcos 9:23 e 
24 .) 
Devemos, pois, todos nós juntos, aproveitando dessas palavras, repetir: “Senhor, ajuda-
nos em nossa incredulidade!”, cientes de que depende exclusivamente de nossa vontade 
vencer os obstáculos da baixa estima, que nos impedem de alcançar a plenitude das 
realizações pessoais. 
Somente através de uma constante construção de idéias positivas e estimuladoras será 
possível uma terapia eficiente, à qual o paciente se deve entregar em clima de confiança, 
trabalhando as lembranças traumatizantes recordadas e preenchendo o consciente atual com 
perspectivas que se farão arquivar nos refolhos da alma, com propostas novas de felicidades, 
que voltarão à tona oportunamente, enriquecendo-o de alegria. 
A reprogramação da mente torna-se essencial para a conquista da segurança e da paz. 
Acostumada ao pessimismo conflitivo, os seus arquivos no inconsciente mantêm registros 
perturbadores que deverão ser substituídos pelos saudáveis. Esse material angustiante irá 
elaborar comportamentos sexuais insatisfatórios, medo de amar, pequena auto-estima, 
estabelecendo receios na área afetiva, por acreditar-se incapaz de ser amado, assim 
refugiando-se na autocomiseração, negando-se encontrar o sol do amor que tudo modifica. 
Pequenos exercícios de afirmação da personalidade e de autodescobrimento dos valores 
adormecidos funcionam como terapia valiosa, por estimular o paciente a novos e contínuos 
tentames, que vão se coroando de resultados favoráveis, eliminando o sutil complexo de 
inferioridade e mesmo diluindo, a pouco e pouco, a culpa perturbadora. 
Cada vitória, por mais insignificante que se apresente, serve de base para futuros 
cometimentos, que facultarão a autoconfiança, o reconhecimento das potencialidades 
ignoradas que respondem pelas forças morais de que é possuidor o Self. (...)Assumir, portanto, 
as próprias dificuldades constitui um dos passos necessários para superá-las. 
Como todos os indivíduos são seres humanos em processo de crescimento, em conserto, 
na trajetória carnal, porque ainda portadores de imperfeições de vários tipos, a aceitação de si 
mesmo conforme se encontra é recurso valioso para a compreensão dos limites que 
caracterizam os demais, tornando-os tolerantes em relação às faltas alheias, em face das 
próprias condições agora conhecidas. 
A culpa transforma-se em autoperdão, o medo faz-se estímulo para o avanço contínuo e 
as incertezas convertem-se em convicções em torno da própria vitória: a saúde integral!  
O amor a si mesmo desempenha uma ação autoterapêutica, porque liberta dos conflitos 
de autopunição, de autocensura e de autocompaixão. 
A compreensão dos próprios limites e possibilidades enseja um sentimento de alegria 
pelo já conseguido e de encorajamento em relação ao que ainda pode ser alcançado. 
No cultivo desse propósito, o egoísmo não consegue alojamento, porque não há a 
ambição de posse ou de domínio, de superioridade ou de vitória, senão sobre as próprias 
paixões perturbadoras.

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