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INTERVENÇÃO EM CRISES Emergência em situações catastróficas ou desastres produzidos por causas naturais como terremotos, erupções vulcânicas, secas, enchentes, tornados, furacões; por acidentes tais como incêndios; ou, ainda, condições diretamente provocadas pelo homem como conflitos armados, ataques terroristas, sequestros relâmpagos, violência urbana, tráfico de drogas, entre outros. MODELO DE ETAPAS DA CRISE POSTULADO POR HOROWITZ • Desordem – decorrente das reações iniciais do impacto • Negação – tentativa de amortecer o impacto • Intrusão – consiste no surgimento de ideias involuntárias de dor pelo evento verificado. Pesadelos recorrentes, imagens e outras preocupações são características desta etapa • Elaboração – fase em que a pessoa começa a expressar, identificar e comunicar os seus pensamentos, imagens e sentimentos experimentados pela situação de crise. • Término - é o momento em que o indivíduo integra o evento dentro da sua vida, pois a experiência foi enfrentada, os sentimentos e pensamentos identificados, possibilitando. Assim, que a pessoa se reorganize. TRAUMA • A palavra trauma vem do grego tpauma, que quer dizer ferida e deriva de titpwoxw que significa furar, designa ferida com efração. • Pode ser entendido como um forte abalo emocional ou moral, uma desorganização mental, choque ou transtorno de onde se desenvolveu ou se pode desenvolver um quadro psicopatológico; ou seja, trauma é uma ferida. • É um acontecimento da vida do sujeito que pode ser definido por sua intensidade, pela incapacidade em que se encontra a pessoa. REAÇÕES PSICOLÓGICAS • Reações fisiológicas: taquicardia, suor, vertigem, tremedeiras, vômitos, entre outros. • Reações psicológicas: confusão, pânico, excitabilidade, nervosismo, raiva, pesadelos, sentimentos de culpa, tristeza profunda, medo, embotamento emocional e desesperança. o Às vezes as pessoas, após um evento traumático, continuam com um nível funcional adequado durante a fase pós-impacto, mas podem permanecer cicatrizes emocionais que venham alterar o seu nível de funcionamento ou a sua qualidade de vida, inclusive por muitos anos depois de vivida a situação. o Em algumas circunstâncias essas recordações parecerão normais, mas em outras, as pessoas poderão desenvolver condutas evitativas e, até mesmo, transtornos sérios. Esses indivíduos, tentando minorar o trauma, poderão recorrer ao álcool ou a outras drogas. A INTERVENÇÃO EM CRISE É um procedimento para exercer influência no funcionamento psicológico do indivíduo durante o período de desequilíbrio, aliviando o impacto direto do evento traumático. O objetivo é ajudar a acionar a parte saudável preservada da pessoa, com seus recursos sociais, enfrentando de maneira daptstiva o estresse. Cabe lembrar que, no momento da crise as defesas do indivíduo estão falhas desativadas, de tal forma que ele se encontra mais receptivo à ajuda e os mínimos esforços podem ter resultados máximos A TERAPIA Toda terapia que visa lidar com situações traumáticas passa necessariamente por recordar e rememorar a situação. É muito importante o relato verbal como elemento primeiro, visando clarificar e organizar o processo terapêutico. PROCESSO TERAPÊUTICO • Uma situação de crise se revolve, habitualmente, entre 4 e 6 semanas. • Quanto mais tempo a pessoa passa sem assistência ou com auxílio inadequado, mais sérios tendem a serem os efeitos da crise, que poderão até tornarem-se irreversíveis. • Processo terapêuticos breves, de tempo limitado, são os mais adequados. • O procedimento terapêutico deve se estender em torno de 6 semanas. Mesmo tempo que as pessoas costumam recuperar o equilíbrio. Vários autores mencionam cinco componentes fundamentais que devem estar presente numa intervenção em crise, estruturada num processo de atendimento em grupo, seguindo uma sequência de fases ou estágios. FASES/ESTÁGIOS DE UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO EM CRISE 1. Estabelecer contanto psicológico 2. Analisar o problema 3. Analisar possíveis soluções 4. Execuções de ações concretas 5. Seguimento para verificar o progresso SLAIKEU POSTULA TRÊS PRINCÍPIOS CLÍNICOS PARA A PRÁTICA DA INERVENÇÃO EM CRISE • Oportunidade – o objetivo é calcular e reduzir o perigo, avaliando também a motivação do paciente para encontrar uma nova estratégia de enfrentamento com as circunstâncias atuais de vida. • Meta – consiste em ajudar o indivíduo a recuperar o nível de equilíbrio que tinha antes • Aspectos fortes/debilidades – avaliação que englobe tanto os “aspectos fortes”, como as “debilidades”. INTERVENÇÕES • Já a intervenção de segunda instância diz respeito à terapia para a crise. Também é um processo terapêutico breve, mas encaminhando-se para a resolução da crise. • Tem como meta assistir a pessoa de maneira que o evento que suscitou a crise se integre à trama da vida, com melhores recursos e disposição para encarar o futuro. • Esta intervenção requer maior preparo de quem irá aplicá-lo. Em geral, os indivíduos que se encontram em crise são inundados por pensamentos e sentimentos que dificultam o estabelecimento de prioridades; acabam preocupando-se mais com as coisas que não podem resolver imediatamente e ignoram os problemas mais imediatos e de mais fáceis. POLÍTICA NACIONAL DE PREVENÇÃO DA AUTOMUTILAÇÃO E DO SUICÍDIO • A Lei nº 13.819/2019 instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. • Essa Lei amplia a notificação compulsória, além dos casos que chegam nos serviços de saúde para casos que chegam nos serviços de saúde para casos que cheguem aos estabelecimentos de ensino públicos e privados, e insere os conselhos tutelares como órgãos a serem comunicados. • A lei exige que estabelecimentos de saúde e de ensino, públicos e privados, informem e treinem seus profissionais. SUICÍDIO • O suicídio é um ato deliberado, iniciado e concluído por uma pessoa com pleno conhecimento ou expectativa de sua morte. Ainda que possa haver ambivalência na ação, é escolhido um método que a pessoa considere ser fatal. • Nesse sentido, o suicídio é um dos elementos do comportamento suicida – que envolve a ideação, o planejamento e a tentativa de autoextermínio. PLANEJAMENTO DO SUICÍDIO • O planejamento do ato confere gravidade maior à ideação suicida. Planos são detalhados, com intencionalidade explícita, escolha de método; chegando-se a definir data e conferir ao ato um caráter de comunicação interpessoal. • É muito importante saber se a tentativa de suicídio ou foi um ato impulsivo ou o resultado de um plano. • Compreender a complexidade e a letalidade dos métodos escolhidos pelo indivíduo para a concretização desse plano são elementos fundamentais para a avaliação do risco de uma nova tentativa e para a compreensão dos motivos do ato. EPIDEMIOLOGIA: Identidades, comportamentos e situações que aumentam as chances de suicídio • Casos de suicídio no Brasil – dados da OMS revelam que suicídio têm aumentado em todo o mundo, chegando a ocupar a terceira posição entre as principais causas de morte das faixas etárias de 15 a 44 anos. O Brasil entre os dez países que registram os maiores números absolutos de suicídios. Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de suicídio aumentou 12% entre 2011 e 2015, chegando a 5,7 óbitos por 100 mil habitantes, no Brasil, em 2015. • Os idosos é o grupo populacional de maior índice no Brasil. • De acordo com a OMS, em 2015 os índices de suicídio entre pessoas de 65 a 74 anos de ambos os sexos foram de 7,8 mortes por 100 mil habitantes. • O diagnóstico de depressão, o isolamento social, as doenças incapacitantes e degenerativas, as dificuldades financeiras e a aposentadoria são os principais fatores de risco para o suicídio entre as pessoas idosos. • Em relação a pessoas idosas institucionalizadas, o sentimento de abandono, desamparo e isolamentosão os principais fatores associados ao quadro depressivo e de ideação suicida. • Pessoas idosas muitas vezes não manifestam seu quadro de ideação por receio de terem sua comunicação invalidade e banalizada, uma vez que as queixas e reclamação são vistas por familiares e profissionais de saúde como parte comum do processo de envelhecimento. • Em muitos países, incluindo o Brasil, o número de óbitos por suicídio é superior entre os homens. Em contrapartida, o número de tentativas de autoextermínio é maior entre as mulheres. • Enquanto as mulheres têm duas vezes mais registros de tentativas de suicídio que os homens, os homens morrem por suicídio três vezes mais do que as mulheres. • Esse fenômeno é conhecido como paradoxo de gênero do comportamento suicida. • No país que apresenta alarmantes índices de violência LGBTfobia, em primeiro lugar no ranking de assassinatos à população LGBT, é esperado que o sofrimento psíquico intenso dessa população se reflita em um número elevado de casos de autoextermínio. • O racismo estrutural, historicamente constituído na sociedade brasileira, tem como um de seus efeitos o apagamento das consequências do sofrimento psíquico entre a população negra. • O fator de risco mais fortemente associado a suicídio de tentativa ou histórico de óbito por suicídio na família. TRANSTORNOS MENTAIS E SOFRIMENTO PSÍQUICO PRÉVIO • Quadros de sofrimento psíquico grave, descritos como “Transtornos mentais” e “transtornos de personalidade”, constituem importantes fatores associados ao risco de suicídio. O QUE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE PODEM FAZER? 1. Intervenção em crise – tem o objetivo de proteger a vida, diminuir riscos e sequelas e fazer a pessoas retomar o equilíbrio para permitir a conquista de outros objetivos terapêuticos. Dependendo do risco, a conduta pode variar desde a necessidade de acionamento de serviços de urgência e emergência, quebra de sigilo, envolvimento a família, internação domiciliar... 2. Avaliação do risco 3. Notificação – casos de tentativa de suicídio deverão ser notificados, obrigatoriamente, em até 24h de conhecimento do evento pela profissional. 4. Acolhimento 5. Matriciamento HOSPITAIS GERAIS E UPAs • Atendimento a necessidade clínica e cirúrgica, acolhimento, notificação dos casos, avaliação de risco. • Normalmente, em função da necessidade de liberação de leitos, são prestados os cuidados médicos e o paciente é liberado sem uma avaliação e a alta hospitalar, idealmente, deve ser condicionada à uma avaliação da equipe de saúde mental do hospital, pois o risco de suicídio após uma tentativa continua elevado e deve ser monitorado por pelo menos um ano. • O risco de suicídio também deve ser acompanhado em paciente internados, ou em acompanhamento ambulatorial. SERVIÇO 24 CVV • Reconhecida por sua utilidade pública federal que oferta serviço voluntário e gratuito para apoio emocional e promoção da prevenção do suicídio, sendo assegurado o sigilo e anonimato. E pelo seu formato, o serviço pode ter importância substancial nos momentos de crise. CAPS • Todos os serviços têm serviço como critério de inclusão para atendimento o risco de suicídio ou tentativa de suicídio recentes CLÍNICAS-ESCOLA • Diante de escassez de serviços da Rede de Atenção Psicossocial, muitas vezes são uma alternativa possível e gratuita para garantia do acompanhamento psicossocial. UBS • Profissionais de psicologia e demais trabalhadores podem promover cuidado e prevenção para pessoas com ideação e tentativa de suicídio e automutilação, bem como, outros profissionais da saúde e educação. Outras questões podem ser pontuadas, como a medicalização e o sofrimento. SERVIÇOS DO SUAS: RENDA, MORADIA, VÍNCULOS FAMILIARES, DEFICIÊNCIA, VIOLÊNCIA • O objetivo de promover proteção social e garantia de direitos aos indivíduos e comunidade por meio de serviços, benefícios, programas e projetos. Por ser um serviço presente na vivência dos usuários, pode identificar o risco de suicídio e encaminhar para os serviços competentes. SAÚDE MENTAL PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUAL A RELEVÂNCIA DO TEMA PARA O BEM-ESTAR E DESEMPENHO DA EQUIPE? ALGUMAS TEORIAS DA PSICOLOGIA 1. Teoria do Estresse e Coping (Lazarus e Folkman): Destaca que a avaliação cognitiva das situações estressantes e as estratégias de enfrentamento são cruciais para determinar o impacto do estresse. Compreender como os profissionais de saúde avaliam e enfrentam o estresse no ambiente hospitalar é essencial para prevenir consequências negativas, como o bornout. Estratégias de enfrentamento podem influenciar diretamente a percepção do estresse, promovendo adaptação positiva. 2. Teoria da Resiliência A resiliência, entendida como a capacidade de se recuperar de adversidade, é vital no contexto hospitalar. Compreender o impacto do estresse permite a identificação de fatores que podem comprometer a resiliência da equipe. Estratégias de enfrentamento para fortalecer a resiliência, capacitando os profissionais a enfrentar desafios de maneira construtiva. 3. Modelo Biopsicossocial Destaca a interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais na saúde mental. Compreender o impacto do estresse na equipe hospitalar implica considerar não apenas os aspectos emocionais, mas também os efeitos físicos e sociais. Estratégias de enfrentamento abordam a complexidade do estresse, promovendo uma abordagem holística para preservar o bem-estar COMPREENDENDO O ESTRESSE NO AMBIENTE HOSPITALAR DEFINIÇÃO DE ESTRESSE O estresse é uma resposta fisiológica e psicológica do organismo a situações que exigem ajustes ou adaptações. Ele surge quando há um desequilíbrio entre as demandas do ambiente e a capacidade do indivíduo em lidar com essas demandas. O estresse pode ser desencadeado por eventos externos (estressores) ou por fatores internos, e sua intensidade varia de acordo com a percepção e capacidade de enfretamento de cada pessoa. MANIFESTAÇÕES DO ESTRESSE NOS PROFISSIOANIS NO CONTEXTO HOSPITALAR • Física: o Fadiga: longas jornadas de trabalho, turnos irregulares e carga emocional intensa o Problemas de saúde: o estresse pode contribuir para problemas de saúde, como dores de cabeça, problemas gastrointestinais e comprometimento do sistema imunológico. • Psíquica: o Ansiedade: a pressão constante, a responsabilidade pela vida dos pacientes e a exposição a situações críticas. o Depressão: o estresse prolongado pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas depressivos. • Cognitiva: o Dificuldade de concentração: a sobrecarga de informações e a necessidade de tomar decisões rápidas podem resultar em dificuldades de concentração. o Pensamentos intrusivos: relacionamentos a situações traumáticas ou desafiadoras. • Comportamental: o Isolamento social – distanciando de colegas e amigos o Comportamentos de risco – como o abuso de substâncias • Profissional: o Burnout – um estado de exaustão física, emocional e mental, frequentemente associado ao estresse no trabalho. o Desmotivação – o estresse pode levar à desmotivação, afetando o desempenho e a satisfação no trabalho • Relacional: o Conflitos interpessoais – a pressão no ambiente de trabalho pode aumentar a probabilidade de conflitos entre membros da equipe. o Dificuldade nas relações familiares – os profissionais podem enfrentar desafios em suas relações familiares devido ao estresse e à carga de trabalho. Entender como o estresse se manifesta nos profissionais de saúde é crucial para implementar estratégias de enfretamento adequadas e promover ambientes de trabalho saudáveis. A abordagem do estresse no contexto hospitalar deve ser holística, considerando as dimensões físicas, emocionais, cognitivas, comportamentais e relacionais das pessoas envolvidas. FORMAS DE ESTESSE NO HOSPITAL • Carga de trabalho elevada • Pressão temporal• Situações emocionalmente intensas • Responsabilidade pela vida dos pacientes • Ambiente de trabalho físico • Falta de recursos • Conflitos interpessoais • Exposição a doenças e riscos ocupacionais IMPACTO DO ESTRESSE NA SAÚDE MENTAL O estresse quando não gerenciado, pode contribuir para o desenvolvimento de problemas de saúde mental. • Ansiedade • Depressão • Bornout • Alteração do sono • Aumento do risco de transtornos somáticos TEORIA DO ESTRESSE E COPING É uma teoria que aborda a relação dinâmica entre o indivíduo e o ambiente em situações estressantes. Essas abordagens são amplamente utilizadas na psicologia para compreender com as pessoas avaliam e respondem ao estresse. PRINCIPAIS CONCEITOS DESSE MODELO • Avaliação cognitiva – os indivíduos avaliam continuamente os eventos e situações em termos de sua significância pessoal e do que está em jogo • Estressores primários e secundários: o Primários – são os elementos objetivo da situação estressante: eventos traumáticos, ameaças à integridade física ou outros eventos. o Secundários: relação aos estressores primários. Inclui avaliação de recursos pessoais para enfrentar a situação e a significância percebida do evento. • Coping: o Coping Focado no Problema – dirigido para a resolução prática da situação estressante o Coping Focado na Emoção – dirigido para lidar com as emoções associadas ao estresse • Resultado do processo de coping – resultado do processo de enfrentamento pode ser adaptativo ou desadaptativo, dependendo da eficácia das estratégias escolhas. Promovem uma resolução eficaz da situação estressante e a redução do estresse percebido. • Reavaliação contínua – modelo regular que a avaliação cognitiva e o processo de enfrentamento são dinâmicos e passíveis de reavaliação contínua à medida que a situação evolui. APLICAÇÕES PRÁTICAS • Compreensão profunda • Orientação intervencionista COPING ADAPTATIVO VS COPING DESADAPTIVO ADAPTATIVO O enfrentamento adaptativo envolve a utilização de estratégias e de segurança para lidar com o estresse. Sãp abordagens que abordam para uma resolução efetiva do problema ou para a gestão das emoções associadas ao estressor. • Resolução de problemas • Enfrentamento emocional saudável • Uso de recursos pessoais e sociais • Adaptação ao contexto DESADAPTIVO O coping desadaptativo refere-se ao uso de estratégias que, embora, possam aliviar temporariamente o estresse, não são eficazes a longo prazo e podem contribuir para problemas adicionais de saúde mental • Evitação mal adaptativa • Desregulação emocional • Dependência de substâncias • Negligência do bem-estar pessoal Diferentes estratégias de enfretamento que são relevantes e construtivas podem ser específicas a longo prazo. Entender como o estresse se manifesta nos profissionais de saúde é crucial para implementar estratégias de enfretamento adequadas e promover ambientes de trabalho saudáveis. A abordagem do estresse no contexto hospitalar deve ser holística, considerando as dimensões físicas, emocionais, cognitivas, comportamentais e relacionais das pessoas envolvidas.