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" Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem 
pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se 
matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha."
(Carl Rogers)
Psicologia humanista
Ênfase na realidade percebida
Teorias fenomenológicas
"O ser humano tem a capacidade, latente ou manifesta, de compreender-se a si 
mesmo e de resolver seus problemas de modo suficiente para alcançar a satisfação e 
eficácia necessárias ao funcionamento adequado" (Rogers & Kinget, 1977, p.39) 
1
Apresentação
• A abordagem psicológica de Carl Rogers é uma 
extensão do humanismo que enfatiza a importância 
da relação terapêutica genuína entre o terapeuta e o 
cliente. Afirma que cada pessoa tem um potencial 
positivo e que a terapia pode ajudar a pessoa a 
alcançar esse potencial. A visão de homem de Rogers 
é que cada pessoa tem a capacidade de se autodirigir 
e que a terapia deve ajudar a pessoa a se tornar mais 
consciente de seus próprios sentimentos, 
pensamentos e comportamentos para alcançar o 
crescimento pessoal. Rogers acredita que a pessoa é 
capaz de alcançar a autorrealização e a satisfação 
pessoal através do desenvolvimento de seu potencial 
interno. 2
Abordagem humanista
• Contraponto aos modelos dominantes: reducionistas e deterministas
• 1ª. Força: Behaviorismo
• 2ª. Força: Psicanálise
• 3ª. Força: Humanismo (C. Rogers, Rollo May e A. Maslow)
3
Abordagem Humanista
• Carl Rogers (1902-1987): criou-se 
numa fazenda, era muito religioso, 
obteve seu Ph. D. na Universidade 
de Colúmbia, trabalhou numa 
clínica de aconselhamento em 
Chicago e como professor 
universitário em Ohio.
• Recebeu influência de Otto Rank, 
um psicanalista que rompera com 
os ensinamentos de Freud
4
• Psicoterapia não-diretiva
• Livro: Terapia e consulta Psicológica (lançado em 1942)
• Psicoterapia reflexiva ou Terapia Centrada no Cliente
• Livro: Terapia centrada no cliente (lançado em 1951)
• Psicoterapia experiencial ou Terapia Centrada na Pessoa
• Tornar-se pessoa (lançado em 1961)
• Psicoterapia coletiva ou inter-humana – Abordagem Centrada na Pessoa
• Influência de Martin Buber (terapia dialógica (eu-tu), Husserl (Subjetividade 
transcendental, Elias Boainaim (Transpessoalidade)
• Livro: Um jeito de ser (1977)
• Predomínio da atividade do cliente: cabendo ao psicólogo ajudá-lo de 
forma que possibilite a expressão e o reconhecimento de seus 
sentimentos, atitudes e padrões de conduta.
Fases do pensamento de Rogers
5
Teoria Humanista
• Self (eu) - problemas de personalidade estão relacionados à 
incompatibilidade e incongruências na maneira como as 
pessoas se vêem.
• É um padrão organizado de percepções, sentimentos, atitudes e 
valores que o indivíduo acredita ser exclusivamente seu. 
(componente central da experiência total do indivíduo)
• auto-imagem e conscientização de si mesmo
• Ego-ideal: como a pessoa gostaria de ser
• Busca pela realização, manutenção e enriquecimento do eu. 
Tendência para a realização
• Congruência e incongruência (tensão e desajuste)
• Admite o inconsciente
• A atenção, aprovação, amor e simpatia, respeito das outras 
pessoas é uma das necessidades mais importantes do ser 
humano.
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Teoria Humanista
• Estudo das condições 
necessárias para produzir uma 
mudança de personalidade. 
• Incongruência associada a 
ansiedade, depressão, 
comportamentos defensivos e 
não adaptativos.
• Elementos da terapia:
• Atenção positiva e 
incondicional
• Compreensão empática
• Congruência
• O paciente como especialista
• Reflexo, clarificação das 
emoções
• Papel não diretivo do terapeuta
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Teoria Humanista
• Considerações
• Valor ao ser humano e 
ênfase nas noções de 
livre-arbítrio, 
responsabilidade e 
escolha.
• Crítica: apoiar-se nos 
processos cognitivos 
conscientes, com relativo 
desprezo aos aspectos 
inconscientes.
8
Tendência Formativa
Tendência atualizante
Pressupostos Básicos
9
Tendência Formativa
• Evoluímos das formas mais simples para as mais 
complexas. 
• Células simples criam organismos complexos!
• A partir de um inconsciente primitivo, desenvolvemos 
uma consciência altamente organizada. 
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Tendência Atualizante
• Tendência de todos os seres humanos para evoluir rumo a conclusão 
ou à realização dos potenciais. 
• A necessidade de expandir o self é vista na disposição que o indivíduo 
tem para aprender coisas que a princípio não são gratificantes. 
• Essas necessidades são expressas na descontração, exploração de si 
mesmo, amizade, confiança de que pode se alcançar crescimento 
psicológico. 
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Self e Autorrealização
• Consciência como experiências do EU. 
• Avaliamos as experiências de forma positiva e negativas, 
utilizando como critério a tendência atualizante.
• A auto-realização é a tendência para atualizar o self na 
forma como percebido na consciência. 
12
Auto-conceito
• Envolve todos os aspectos do ser de alguém e as 
experiências percebidas de modo consciente. 
• Um autoconceito estabelecido não impossibilita as 
mudanças, apenas as dificulta. A mudança pode ocorrer 
rapidamente em um clima de aceitação pelos outros, 
que permitirá uma pessoa a reduzir a ansiedade e o 
sentimento de ameaça e apropriar-se de experiências 
anteriormente rejeitadas. 
13
Nem todos se tornam psicologicamente saudáveis, a maioria 
das pessoas experimentam condições de valor, incongruência, 
defesa e desorganização. 
Obstáculos para a Saúde 
Psicológica
14
Condições de Valor
• Ao invés de receber consideração positiva incondicional, recebemos 
condições de valor, ou seja, percebem que só são amados ou aceitos 
(pais, amigos, parceiros) apenas se satisfazerem suas expectativas e 
condições de aprovação. 
“Uma condição de valor surge quando a consideração positiva do outro significativo é condicional, 
quando o indivíduo sente que, em alguns aspectos, ele é valorizado e em outros não.”
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• A maior parte de nós aprende a desconsiderar nossas 
próprias avaliações e a buscar, fora de nós, orientação e 
sentido. 
• Introjetamos os valores dos outros e aceitamos suas 
condições de valor, assim, tendemos a ser incongruentes e 
desequilibrados. 
• Quando deixamos de confiar em nossas próprias 
experiências, distorcemos a consciência que temos dela, 
consolidando dessa forma a discrepância entre nossa 
avaliação e os valores introjetados dos outros. 
Condições de Valor
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Incongruência 
• A incongruência entre o autoconceito e 
nossas experiências orgânicas é a origem de 
alguns problemas psicológicos. 
• Conflito leva a comportamentos discrepantes 
e aparentemente incoerentes. 
• Experimentamos a ansiedade a medida que 
adquirimos consciência das nossas 
incongruências. 
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Defesas
• São proteções do auto conceito contra a 
ansiedade, negando ou distorcendo as 
experiências incongruentes em relação a ele. 
• Distorção – interpretamos equivocadamente 
a experiência para adequá-la a algum 
aspecto do nosso autoconceito.
• Negação – nos recusamos a perceber a 
experiência na consciência. 
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Desorganização
• As pessoas adotam um comportamento 
defensivo, mas algumas vezes falham e o 
comportamento fica desorganizado ou caótico. 
• Num estado de desorganização: se comportam 
de modo coerente com sua experiência orgânica 
e algumas vezes de acordo com seu 
autoconceito. 
19
PSICOTERAPIA
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Condições
• Cliente ansioso ou vulnerável;
• Terapeuta congruente, empático e uma 
consideração positiva incondicional pelo 
cliente. 
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Congruência Empatia
• Perceber uma experiência e 
expressar abertamente esses 
sentimentos. 
• Significa ser real e sincero, ser 
inteiro ou integrado, ser aquilo 
que é na realidade. 
• “Significa viver temporariamente 
a vida do outro, passando por 
ela de forma delicada, sem fazer 
julgamentos”.
• Escuta empática. 
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Consideração Positiva 
Incondicional 
 Demonstrará afeto e uma aceitação não possessiva. significa 
preocupar-se com os outros sem sufoca-lo ou dominá-los.
 Significa que os terapeutas aceitamsem nenhuma restrição 
ou reserva, sem crítica ou julgamentos.
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• Terapia centrada no cliente
• Ênfase no impulso individual em direção ao crescimento, à saúde e 
ao ajustamento
• Maior ênfase no aspecto afetivo de uma situação que os intelectuais
• Maior ênfase na situação imediata que no passado
• Ênfase no relacionamento terapêutico como experiência de 
crescimento
• Estratégia não diretiva
• O cliente tem a chave da sua recuperação, mas o terapeuta tem 
determinadas qualidades pessoais que o ajudam a usar essa chave
• Aceitação, reconhecimento e clarificação
Técnicas
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Psicoterapia
A Pessoa do Amanhã
-> mais adaptável
-> mais aberta às suas próprias experiências
-> viver plenamente o momento
-> confiança na habilidade para experimentar relações harmoniosas com outros
-> maior integração e completude – menor hiato entre self real e self ideal
-> confiança básica na natureza humana
-> sentir mais profundamente – e no presente
Rogers apresenta algumas técnicas 
de como realizar este procedimento: 
o reflexo, modificar a percepção e a 
clarificação.
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O Reflexo
• Consiste em fazer uma paráfrase (dizer o mesmo, em outros 
termos) do que a pessoa quis dizer. Usar frases como: “Então 
para você…”, “Em outras palavras…” , “Você quer dizer…”
• Exemplo: “Eu me sinto sem forças, não aguento mais, vou 
explodir”. A tentação seria perguntar: “Por quê?”.
• Uma resposta possível: “Se estou entendendo, você se sente 
por um fio”.
• – “Ah, é assim que eu me sinto!”. 
• A pessoa vai se sentir compreendida, aliviada e motivada a 
continuar a se expor.
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Modificar a percepção
• A pessoa que sofre, tem a tendência 
de ficar prisioneira a um aspecto da 
situação em que está. 
• Não é capaz de ampliar sua visão e 
ver outros lados da questão. 
• É preciso dar a possibilidade de 
modificar sua percepção.
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Modificar a percepção
• Exemplo: “Entre os membros da minha igreja, eu posso 
contar apenas uns dois ou três, com quem eu possa ter uma 
conversa inteligente”.
Reformulação feita pelo conselheiro:
• “Com relação às pessoas para conversar, quando se trata do 
seu ponto de vista, você sente-se sozinho em sua igreja.”
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A Clarificação
• É mais uma forma de devolver ao aconselhado o que ele diz. 
• Muitas vezes o discurso é confuso e há o risco de querer 
interpretar o que a pessoa diz. 
• Devemos apenas “clarear” o que
está confuso, para que a pessoa 
chegue às suas próprias 
conclusões.
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A Clarificação
• Exemplo: “Minha irmã quer sempre ter a 
última palavra sobre tudo. É uma 
pretensiosa. Quando ela chega, eu já digo 
tchau e saio”.
Utilizando a Clarificação:
• “O aspecto central do problema não é a 
maneira de agir de sua irmã. É o fato de 
que as atitudes dela afetam você 
negativamente e então você prefere 
desaparecer”.
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O conselheiro deve sempre ter em 
mente que ele não é o salvador, nem 
um pai, mas é parteiro. 
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É recompensador ver a pessoa que 
lhe pede ajuda tornar-se 
responsável por si mesmo e 
reconstruir sua história pessoal.
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Aconselhamento
Não Diretivo
Características Gerais 
• Rank, ressalta a relação terapêutica, como elemento 
essencial no processo psicoterapêutico.
• Reação contra a centralização dos problemas e 
diagnósticos;
• Partem do princípio que, o aconselhado, deve ser 
encarado como uma pessoa e não como um 
problema. 
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Foco e Finalidade
• Foco no Indivíduo e não no problema. 
• Finalidade não é resolver problemas, mas ajudar o 
indivíduo a obter integração, independência e 
amadurecimento, que lhe permitam resolver outros 
problemas que apareçam no futuro. 
• A pessoa possui potencial e capacidade de resolver, ela 
própria, suas dificuldades, desde que, lhe seja 
proporcionada uma oportunidade e atmosfera 
adequada. 
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O aconselhamento consiste...
1- Na relação que proporciona ao indivíduo 
um certo grau de autocompreensão, 
resultando em novas atividades mais 
positivas;
2- O conselheiro age como um catalizador
através de uma atitude de profundo respeito, 
aceitação e confiança. 
3- Qualidades essenciais do conselheiro: 
aceitação, compreensão e comunicação. 
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Aceitação 
1- Reconhecer diferenças individuais;
2- Rejeição de termos de comparação entre seres humanos, 
reconhecendo cada um como um todo único;
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Compreensão
1- Envolve entender com clareza o que o cliente está 
tentando expressar (Em uma entrevista produtiva é 
necessário que haja o máximo de comunicação de 
pensamentos e sentimentos). 
2- Não é suficiente conhecer os fatos, e sim 
como ele reagiu a esses fatos e experiências, 
bem como as atitudes que daí resultam, como 
as sente e as percebe. 
3- Centro de referência do cliente - se colocar 
no lugar dele (percepção e emoção) – Empatia. 39
Comunicação
• Reflexão do conteúdo emocional;
Exemplo:
- Aconselhado: “Estou muito preocupada com química. Tenho que me sair 
bem nesse curso, já que desejo fazer medicina. No entanto, não tenho 
conseguido. Estudo mais e mais durante o dia e quanto mais eu leio, mais 
confusa eu fico”.
- Conselheiro: “Isso a perturba, saber que todo o seu futuro depende de uma 
coisa que você não consegue fazer” ao invés de dizer: “Então quer me dizer 
que química é a matéria em que você tem mais dificuldade”. 
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Aceitação, Compreensão e Comunicação
• Proporcionam:
- Maior expressão de sentimentos e emoções;
- Autocompreensão;
- Aceitação de suas deficiências;
- Reconhecimento dos seus aspectos positivos;
- Insight;
- Atitudes positivas e ações positivas;
- Maturação emocional e independência. 
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1. Não é fornecer conselhos;
2. Não visa a solução de problemas imediatos;
3. Relaciona-se mais com as atitudes do que 
com as ações; (Percepção – Comportamento)
4. Lida mais com o conteúdo emocional que 
intelectual;
5. O aconselhamento envolve relação.
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Atuação do Conselheiro
1. O conselheiro deve desenvolver uma relação 
afetiva, simpatia e cordial, para estabelecer rapport. 
2. O conselheiro aceita a pessoa como ela é.
3. Estabelece uma relação incondicional, a fim de que 
o aconselhado possa se expressar livremente.
4. Não avalia e nem diagnóstica, simplesmente 
compreende.
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Atuação do Conselheiro
5- Mantem profundo respeito e confiança nas 
possibilidades de que o aconselhado é capaz de resolver 
seus problemas, se tiver oportunidade para isso.
6- A responsabilidade das decisões pertence ao 
aconselhado, bem como das modificações nas suas 
atitudes.
7- O conselheiro não pretende dirigir as ações ou conversa 
do aconselhado, ele deve dirigir a entrevista. 
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