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Material sobre materiais de construção civil e sistemas construtivos: apresenta propósito, preparação e objetivos; aborda paredes de vedação (tijolos, blocos, placas), argamassas, revestimentos e tintas; alvenarias estruturais, tipos de lajes, impermeabilização e métodos construtivos (alvenaria convencional, steel frame, placas pré-moldadas, adobe).

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Materiais de construção civil e os
sistemas construtivos
O conhecimento dos materiais de construção civil aplicados aos sistemas construtivos como forma de
garantir um bom desempenho e qualidade final das edificações.
Prof. René Galesi
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer os corretos materiais de construção aplicados aos diversos sistemas construtivos como subsídio
para especificação adequada de serviços, bem como o acompanhamento e fiscalização dos trabalhos de
execução desses processos construtivos no canteiro de obras.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora científica, ou use a
calculadora de seu smartphone/computador.
Objetivos
Reconhecer os principais tipos de paredes de vedação internas e externas: tijolos, blocos e placas;
argamassas, revestimentos e tintas.
 
Identificar as principais alvenarias estruturais: blocos, argamassas e graute.
 
Identificar os tipos de lajes moldadas in loco: maciças e steel deck; nervuradas e bubbledeck e lajes
pré-moldadas.
 
Reconhecer as características e generalidades dos sistemas rígidos e flexíveis de impermeabilização.
Introdução
Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo de boas-vindas aos estudos dos Materiais de Construção Civil e
os Sistemas Construtivos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Atualmente, na construção civil, existe uma variada gama de sistemas construtivos para a execução de uma
infinidade de tipos diferentes de edificações.
Um sistema construtivo é uma tecnologia e/ou um método pelo qual uma edificação é erigida. Para a
escolha de um sistema construtivo de determinada edificação, é imprescindível que realizemos um
• 
• 
• 
• 
estudo minucioso a fim de reconhecer o método construtivo mais adequado para cada situação e
para os diferentes tipos de obras.
Dada a grandes diferenças regionais — muitas vezes, internas entre elas —, é importante também que
verifiquemos a disponibilidade dos produtos e serviços antes da adoção final do sistema construtivo. Além
disso, devemos levar em consideração — antes da tomada de decisão por determinado processo — o
planejamento da obra, o tempo de execução possível, a verba disponível, a tipologia da edificação e
sobretudo as questões ambientais, uma vez que o sistema construtivo adotado pode interferir no custo da
construção, no tempo de obra e nas questões de qualidade estética.
 
Apresentaremos alguns dos principais métodos de construção, as vantagens e desvantagens de cada um e o
que devemos considerar antes da escolha da melhor técnica possível.
1. Os principais tipos de paredes de vedação internas e externas
Introdução
Nosso método construtivo mais empregado é, sem dúvida alguma, a alvenaria convencional, porém novas
tecnologias mais racionalizadas e econômicas estão surgindo e sendo utilizadas.
Alvenaria convencional executada com tijolos maciços
Entre os vários sistemas construtivos, os que mais predominam são: alvenaria convencional,
alvenaria estrutural, fechamentos com placas pré-moldadas e steel frame.
Após a execução das alvenarias de suporte ou de fechamento de uma edificação, os revestimentos são a
continuidade natural do processo construtivo convencional. Para tanto, fazemos uso de argamassas e,
posteriormente, como proteção final e acabamento, são executadas as pinturas.
Paredes de vedação internas e externas
Assista ao vídeo no qual o professor fala sobre paredes de vedação internas e externas:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Tijolos, blocos e placas
Materiais como os tijolos, blocos e placas pré-moldadas são os insumos básicos para importantes elementos
dentro de nossas edificações que genericamente chamamos de fechamentos, vedações ou simplesmente
alvenarias.
As alvenarias como método construtivo podem ser portantes ou apenas para vedação. Além disso, podem
realizar fechamentos externos, que devem apresentar proteção contra as intempéries, resistência à umidade e
à pressão do vento. Trataremos inicialmente das alvenarias de fechamento, ou seja, aquelas que não tem
função estrutural.
Saiba mais
Portantes Quando além do peso próprio também sustentam cargas externas. VedaçãoFechamento entre
cômodos contíguos, não sendo dimensionada para suportar outras cargas além do peso próprio. 
Em sua grande maioria, esses fechamentos são realizados com uma infinidade de materiais construtivos,
como: tijolos maciços, blocos cerâmicos, blocos de concreto, blocos de adobe, tijolos de solo-cimento, tijolos
sílico-calcáreos, blocos celulares (leve), blocos de gesso, placas pré-moldadas, entre tantos outros.
Blocos de adobe
O bloco de adobe é um dos tijolos mais antigos
utilizados na construção. Ele é composto de
terra crua, água, palha e fibras naturais, como
esterco de gado, por exemplo.
Tijolos e blocos
cerâmicos
Entre os materiais cerâmicos mais utilizados
nas alvenarias estão os blocos e tijolos. Um insumo muito popular e de uso corrente é o tijolo maciço, que
além de ser usado nas alvenarias como simples vedação, também é muito empregado como elemento
portante em edificações de pequeno e médio porte.
Atenção
Muitas vezes, ele é utilizado para a execução de fundações, o que é desaconselhável, tendo em vista
que a umidade proveniente do solo possa deteriorar o material. 
Normalmente, o processo de fabricação do tijolo maciço se dá por prensagem (da argila), secagem e queima,
de modo a adquirir as propriedades compatíveis com seu uso. Segundo a NBR 7170, os tijolos comuns devem
ser classificados para atingirem resistências à compressão entre 1,5 e 4 MPa.
 
Relativamente à aparência dos tijolos, a Norma NBR 7170 recomenda que os tijolos não apresentem defeitos
sistemáticos, como por exemplo: arestas vivas e cantos resistentes, quebras e fissuras, deformações,
superfícies irregulares e desuniformidade de cor. 
Exceto pela moldagem que é feita através do processo de extrusão, os blocos cerâmicos são produzidos a
partir de argilas como os tijolos maciços (secagem e queima).
Processo de extrusão
A extrusão permite que os blocos sejam fabricados com furos ao longo do seu comprimento, que
facilitam o ajuste de dimensões, bem como a possibilidade de rasgos para instalações elétricas e
hidráulicas, sem a destruição do material. 
Os blocos cerâmicos convencionais são
empregados para vedação e fechamento de
vãos, porém a única carga que suportam é seu
próprio peso, sendo utilizados nas aplicações
mais triviais em paredes internas ou externas
das mais diversificadas edificações. Por ser
“oco” apresenta pequena resistência à
compressão com pouco mais de 1,0 MPa.
Blocos de concreto para
vedação
Entre inúmeras possibilidades de materiais a serem aplicados na construção civil, os blocos de concreto
ganham cada vez mais espaço nas obras, onde se busca um processo construtivo racionalizado.
Alvenaria executada com blocos de concreto
Também chamados de blocos de cimento, trata-se de um artefato de cimento que poderíamos chamar de
pequenos “pré-moldados” fabricados como os demais concretos, com agregados (pedrisco + areia), cimento
e água (e muitas vezes aditivos) com rígido controle de traço, de modo a garantir qualidade (estrutural,
funcional e estética).
 
Atualmente, muitos blocos de concreto são inovadores, relativamente sustentáveis, práticos (trabalháveis) e
econômicos, conferindo a eles status de componentes indispensáveis nas construções que buscam rapidez
de execução, economia e qualidade. Seu formato prismático (lembrando um paralelepípedo) com seis faces e
grandes furos verticais propiciam sua aplicação em construções de alvenarias de paredes e muros, e são
otimizados quando se procura um sistema construtivo racionalizado.
Saiba mais
Embora os blocos de concreto para alvenaria sejam normatizados pela ABNT através das Normas: NBR
12.118/2007— Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria / Métodos de Ensaio e NBR
6.136/2008 — Requisitos para Blocos de Concreto; existem uma infinidade de fábricas espalhadascom a dosagem de um traço específico, uso de cimento CP III (Cimento Portland Alto
Forno) ou CP IV (Cimento Portland Pozolânico), uso de aditivos poliméricos, de cristalização profunda,
incorporadores de ar, plastificantes, além da execução da cura úmida no mínimo por 14 dias; por
último, proteger a superfície exposta com nata de cimento e água.
Argamassa impermeável
A impermeabilização com argamassa de cimento e areia com adição de hidrofugante é um dos
processos mais usados para serviços correntes, e pode ser utilizada também como base para outros
tipos de impermeabilizações, como, por exemplo, impermeabilizar alvenarias, elementos em contato
com solos, etc. Entretanto, por ser rígida, está sujeita ao aparecimento de fissuras até mesmo devido
a variações de temperatura.
Argamassa polimérica
As argamassas poliméricas são produzidas por polímeros que são produtos industrializados (como já
vimos anteriormente) e que possuem como característica a rigidez depois de devidamente
introduzidos na argamassa. Eles são aplicados com o objetivo de barrar umidades e pressões
hidrostáticas de pressão positiva e negativa.
Os polímeros são muito utilizados para prevenir águas das chuvas incidindo em paredes,
impermeabilizar reservatórios e piscinas (pressão positiva – de dentro para fora), inibir umidades de
pressão negativa (de fora para dentro) em fundações e muros de arrimos, entre outras aplicações.
Membranas epoxídicas
Trata-se da aplicação de uma pintura com resinas a base de epóxi que formam uma membrana (filme)
com a finalidade de barrar infiltrações sob pressão positiva, garantem a estanqueidade quanto a
vapores, porém não resistem a pressões negativas por osmose que podem ocasionar descolamento
do substrato.
Cimentos modificados com polímeros
São resinas acrílicas ou estireno-butadieno que quando adicionadas às argamassas cimentícias
transformam o conjunto num impermeabilizante.
Cimento cristalizante para pressões negativas
São produtos industrializados na forma de argamassas que por conta da pega rápida são indicados
para tamponamentos rápidos (minutos) de vazamentos de águas.
Sistemas flexíveis de impermeabilização
Conforme visto, as impermeabilizações flexíveis são aquelas aplicadas sobre substratos e estruturas que
estejam sujeitas às contrações e dilatações térmicas. Em sua grande maioria são executadas com mantas pré-
fabricadas ou moldadas in loco.
Execução de manta asfáltica (a quente)
Para a adoção das mantas realizadas diretamente sobre o substrato (devidamente preparado), são aplicadas
várias demãos de uma pintura com elastômeros ou polímeros de forma que ao evaporar o solvente produzem
uma membrana elástica (que permite absorver as pequenas movimentações do substrato sem a formação de
fissuras e perda de eficiência) sobre a superfície.
 
Também são executadas com materiais betuminosos, como o asfalto (e suas variações). Como forma de
estruturação dessas mantas, são executadas várias camadas do impermeabilizante, intercalado com materiais
rígidos como: feltros asfálticos; tecidos de juta, poliéster ou PVC; lã de vidro; lâminas de alumínio ou
polietileno, entre outros materiais.
 
Os principais sistemas de impermeabilizações flexíveis são:
1Manta asfáltica
A manta asfáltica é sem dúvida o mais comum dos nossos sistemas de impermeabilização. É
produzida com material asfáltico modificado, armado com: filme polietileno, borracha, poliéster,
fibras de vidro etc.
 
Vendido em rolos e aplicado a quente, podemos classificá-lo como pré-fabricado e indicado para
locais de grandes movimentações, como áreas molhadas em geral, lajes, reservatórios, jardins e
calhas. Como a maioria das demais mantas, a manta asfáltica não pode ficar exposta e necessita de
proteção mecânica sob algum revestimento.
2
Poliureia
A membrana de poliureia é o resultado de uma reação química entre dois materiais: o isocianato e a
poliamina. Trata-se de um material de elevada resistência à abrasão e ataques químicos, entretanto
possui alta flexibilidade e resistência a perfurações. Por ser um produto complexo, depende de uma
mão de obra extremamente especializada, pois, depois de aplicada, a poliureia tem uma cura muito
rápida (alguns segundos), sendo indicada em locais que precisam de rapidez para liberação.
 
É apropriada para ambientes sujeito a agressividades (químicas, por exemplo), como pisos
industriais, reservatórios e arquibancadas de estádios. Entretanto, o processo de aplicação desse
material não permite emendas, necessitando liberação total da área para a realização dos serviços.
Também não é recomendada para superfícies que, por conta das intempéries, atinjam altas
temperatura e passem dos 40°C.
3
Sistemas acrílicos (emulsão acrílica)
São realizados através da aplicação de uma emulsão de polímeros acrílicos termoplásticos diluídos
em meio aquoso. São feitas várias demãos com o produto intercaladas com fibras estruturantes,
como, por exemplo, as de poliéster.
 
É indicado para áreas de difícil acesso e locais onde não haverá nenhum tipo de revestimento, como,
por exemplo, lajes expostas ao tempo (com queda suficiente para ao escoamento de água em
direção à tubulação de águas pluviais) sem a presença de qualquer trânsito de pessoas ou veículos,
uma vez que os sistemas acrílicos possuem pouca resistência à abrasão.
 O processo de impermeabilização denominado manta asfáltica
Veja, a seguir, mais detalhes sobre o tipo de impermeabilização executado com manta asfáltica:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Além desses tipos que especificamos, ainda possuem relativa aplicação em nossas edificações
impermeabilizações onde são aplicadas mantas de: Acetato de Vinila (E.V.A.), Policloreto de Vinila (P.V.C.),
Polietileno de Alta Densidade (P.E.A.D.) e Etileno Propileno Dieno Monômero (E.P.D.M.), entre outras
possibilidades.
Saiba mais
A ABNT, através da Norma NBR 8083 (Materiais e Sistemas Utilizados em Impermeabilização –
Terminologia), define, dentre muitas observações, que num processo de impermeabilização existem
duas classes de aplicações de sistemas: as mantas e as membranas. As mantas são produtos
industrializados fornecidos para serem aplicados diretamente no local de destino, enquanto as
membranas são conjuntos impermeabilizantes moldados in loco com ou sem armaduras. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
A NBR 9575 — Seleção e Projetos de Impermeabilização normatiza e orienta a elaboração dos projetos de
impermeabilizações. Sobre o assunto, acuse a alternativa correta:
A
Métodos de impermeabilização rígida tem a aplicação com: argamassa com aditivo, cimento cristalizante,
cimento modificado com polímero e membrana epóxi.
B
Concreto Impermeabilizado é um processo que faz uso de cimento CP III ou CP IV e não faz uso de aditivos
poliméricos, de cristalização profunda.
C
Argamassa Impermeável é um processo que faz uso de argamassa de cimento e areia, podendo haver a
presença de aditivo hidrofugante ou não. Ë um processo pouco utilizado em virtude da sua eficiência.
D
Argamassa polimérica é um processo que faz uso de argamassa que define os resultados de rigidez. Não é
indicado para impermeabilizar reservatórios e piscinas em virtude da pressão positiva.
E
Membranas epoxídicas: trata-se da aplicação de uma pintura com resinas à base de epóxi que formam uma
membrana, porém não resistem a pressões negativas nem positivas.
A alternativa A está correta.
Os tipos de impermeabilização rígida são aplicados sobre substratos rígidos que não sofrem deformações.
Elas podem ser realizadas por diferentes métodos e/ou produto entre eles: argamassa com aditivo, cimento
cristalizante, cimento modificado com polímero e membrana epóxi.
Questão 2
Sobre os sistemas flexíveis de impermeabilização, assinale a alternativa correta:
A
Sistemas Acrílicos (Emulsão Acrílica) é um processo através da aplicação de uma emulsão de polímeros
acrílicos termoplásticos. Não é indicado para áreas sem revestimentos.
B
Manta asfáltica é um dos mais comuns. Refere-se a umsistema produzido a partir de material asfáltico
modificado, armado com sistemas acrílicos (emulsão acrílica).
C
No processo de impermeabilização, existem duas classes de aplicações de sistemas: as mantas e as
membranas. As mantas são conjuntos impermeabilizantes moldados in loco, e as membranas um produto
industrializado aplicados no local almejado.
D
Poliureia é um produto complexo que depende de uma mão de obra extremamente especializada. É indicado
para ambientes sujeitos a agressividades, porém não é recomendada para superfícies que, por conta das
intempéries, atinjam altas temperatura e passem dos 40 °C.
E
Manta asfáltica é um dos mais comuns, podendo variar conforme aditivos acrescentados como: Acetato de
Vinila (E.V.A.), Policloreto de Vinila (P.V.C.), Polietileno de Alta Densidade (P.E.A.D.) e Etileno Propileno Dieno
Monômero (E.P.D.M.), entre outras possibilidades.
A alternativa D está correta.
Poliureia é um material de elevada resistência à abrasão e ataques químicos, entretanto possui alta
flexibilidade e resistência a perfurações. É também um sistema flexível de impermeabilização em que a
membrana de poliureia é obtida através de reação química entre dois materiais: o isocianato e a poliamina.
Por ter uma cura muito rápida, depende de uma mão de obra extremamente especializada.
5. Conclusão
Considerações finais
Como vimos, nosso método construtivo mais empregado é a alvenaria convencional, porém, novas tecnologias
mais racionalizadas e econômicas como: alvenaria estrutural (de bloco cerâmico ou de concreto),
fechamentos com placas pré-moldadas e steel frame começam a desenvolver bastante aceitação entre os
técnicos e os consumidores.
 
Relativamente às alvenarias, verificamos que para cada tipo de método construtivo, bem como do material
empregado, existe uma argamassa de assentamento (ou revestimento) apropriada. 
 
Em seguida, vimos que prioritariamente também usamos estruturas convencionais, que são executadas
através de lajes, vigas e pilares moldados no local onde permanecerão e farão parte integrante do resto da
estrutura e da edificação. Desta forma demos destaque para variadas possibilidades de métodos de
execuções de lajes, desde as convencionais até as novidades como o método bubbledeck.
 
Finalmente, analisamos os mais variados tipos de impermeabilizações, as causas, o preparo do substrato e as
indicações para impermeabilizações rígidas e flexíveis. Lembramos que os cuidados com as infiltrações são
importantíssimos, uma vez que são as grandes responsáveis pelo aparecimento das patologias futuras, além
da ação da umidade deteriorando os materiais construtivos. E por último, os efeitos que uma
impermeabilização executada inadequadamente possa causar na saúde e no bem-estar dos usuários.
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Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
 
BAUER, L. A. F. Materiais de Construção (volumes 1 e 2). Editora Livros Técnicos e Científicos, São Paulo:
2000.
 
Materiais de Construção Civil (volume I e II) IBRACON. São Paulo: 2005.
 
PETRUCCI, E. G. R. Materiais de Construção. Editora Globo, Rio de Janeiro: 1998.
 
RIBEIRO, Carmen Couto. Materiais de Construção Civil. 3 ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.
Referências
BARBOZA Marcos R.; BASTOS Paulo Sérgio: Traços de Concreto para Obras de Pequeno Porte. UNESP,
Faculdade de Engenharia de Bauru, Departamento de Engenharia Civil. Consultado por meio eletrônico em: 19
de nov. 2020. 
 
LARA, Luiz Alcides M. Materiais de Construção. Caderno elaborado em parceria entre o Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais/IFMG – Campus Ouro Preto e a Universidade Federal de
Santa Maria para o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – Rede e-Tec Brasil. Ouro Preto: IFMG, 2013. 
 
LOPES, Lívia de Faria. Materiais de Construção Civil I. Editora e Distribuidora Educacional S.A. Londrina: 2017.
	Materiais de construção civil e os sistemas construtivos
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. Os principais tipos de paredes de vedação internas e externas
	Introdução
	Paredes de vedação internas e externas
	Conteúdo interativo
	Tijolos, blocos e placas
	Saiba mais
	Tijolos e blocos cerâmicos
	Atenção
	Blocos de concreto para vedação
	Saiba mais
	Exemplo 1
	Exemplo 2
	Exemplo 3
	Exemplo 4
	O bloco de concreto e a sustentabilidade na construção civil
	Atenção
	As placas pré-moldadas para vedação
	Saiba mais
	Argamassas, revestimentos e tintas
	Argamassas para assentamentos e revestimentos
	Compacidade
	Impermeabilidade
	Aderência
	Argamassa artesanal
	Atenção
	Argamassa industrializada
	Tipos de argamassas industrializadas
	AC-1
	AC-2
	AC-3
	AC-3 E
	Tintas para Construção Civil
	Proteção
	Decoração
	Sinalização
	Preparação das superfícies a serem pintadas
	Atenção
	Composição das tintas
	Veículos
	Pigmentos
	Solventes
	Aditivos
	Tipos de tintas
	Caiação
	Tinta a óleo
	Esmalte Sintético
	Vernizes
	Base de Água (PVA e Acrílica)
	Verificando o aprendizado
	2. As principais alvenarias estruturais
	Introdução
	Recomendação
	Atenção
	Blocos para Alvenaria Estrutural
	Blocos de Concreto
	Saiba mais
	Exemplo 1
	Exemplo 2
	Exemplo 3
	Exemplo 4
	Exemplo 5
	Alvenaria Estrutural: blocos
	Conteúdo interativo
	Argamassa para Alvenaria Estrutural
	Saiba mais
	Atenção
	Cautelas relativas à aplicabilidade da argamassa
	Graute para Alvenaria Estrutural
	Saiba mais
	Característica 1
	Característica 2
	Característica 3
	Característica 4
	Característica 5
	Característica 6
	Atenção
	Verificando o aprendizado
	3. Os tipos de lajes moldadas in loco
	Introdução
	Dica
	Lajes moldadas in loco: maciças e steel deck
	Laje maciça
	Atenção
	Saiba mais
	Lajes Cogumelo
	Atenção
	Lajes steel deck
	Saiba mais
	Lajes nervuradas
	Saiba mais
	Atenção
	Bubbledeck
	Diferenciação entre as lajes nervuradas e as lajes bubbledeck
	Conteúdo interativo
	Lajes pré-moldadas
	Lajes pré-fabricadas
	Atenção
	Lajes treliçadas
	Atenção
	Lajes com painéis treliçados
	Lajes alveolares
	Atenção
	Verificando o aprendizado
	4. Sistemas rígidos e flexíveis de impermeabilização
	Introdução
	Características e generalidades acerca das impermeabilizações
	Saiba mais
	Recomendação
	Substrato
	Proteção Mecânica
	Identificar a presença de umidade
	Tipos de Infiltração
	Pressão Hidrostática
	Percolação
	Capilaridade
	Condensação
	Escolha do sistema de impermeabilização adequado
	Atenção
	Sistemas rígidos de impermeabilização
	Saiba mais
	Concreto impermeabilizado
	Argamassa impermeável
	Argamassa polimérica
	Membranas epoxídicas
	Cimentos modificados com polímeros
	Cimento cristalizante para pressões negativas
	Sistemas flexíveis de impermeabilização
	Manta asfáltica
	Poliureia
	Sistemas acrílicos (emulsão acrílica)
	O processo de impermeabilização denominado manta asfáltica
	Conteúdo interativo
	Saiba mais
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referênciaspelo
Brasil que produzem esse material das mais diversas formas, muitas vezes sem critérios técnicos
mínimos. Assim, nos cabe verificar a procedência desses insumos de maneira que não tenhamos
nenhum comprometimento técnico ou estético que desqualifique uma edificação. 
Os blocos de concreto, quando utilizados para alvenarias e fechamentos, apresentam diversas vantagens em
relação a outros tipos de materiais com a mesma finalidade, como, por exemplo:
Exemplo 1
Dada a precisão da sua forma prismática, favorece o assentamento, por conta da redução da
quantidade de argamassa e a planicidade das paredes, permitindo a aplicação de argamassa,
revestimento cerâmico ou gesso diretamente sobre ele.
Exemplo 2
Devido ao seu processo de fabricação, os blocos de concreto possuem maior resistência mecânica,
diminuindo riscos de quebra no transporte e o desperdício de material nos canteiros de obra.
Exemplo 3
Uma variação do bloco é a canaleta que possibilita a execução de vergas e contravergas em portas e
janelas, evitando vícios construtivos como fissuras nos cantos das esquadrias.
Exemplo 4
Os furos verticais facilitam a implantação das tubulações elétricas e hidráulicas que podem percorrer
seu interior, evitando recortes na alvenaria que, por sua vez, diminui a quantidade de entulho e evita o
retrabalho de recuperação da alvenaria para posterior revestimento.
O bloco de concreto e a sustentabilidade na construção civil
Atualmente, as questões voltadas para a sustentabilidade estão entre os assuntos que mais produzem
pesquisa no campo da Construção Civil. Muitas dessas investigações frutificaram de tal maneira que já se
encontram produtos sustentáveis sendo comercializados no mercado.
 
Um desses materiais é o bloco de concreto produzido com rejeitos provenientes da Construção Civil e
destinados para alvenarias de vedação. Este insumo tem como foco o desperdício de materiais (acúmulo de
entulho) que vai desde as pequenas até as grandes obras e, consequentemente, visa mitigar os danos ao
meio ambiente com a diminuição dos rejeitos das construções dispersados na natureza.
Atenção
Os Blocos confeccionados com materiais reciclados devem atender as normas técnicas brasileiras
vigentes quanto à resistência à compressão, muito embora o bloco de vedação não exija grandes
resistências, podendo inclusive contribuir como uma solução relativamente mais econômica. 
As placas pré-moldadas para vedação
O uso de concreto pré-moldado em edificações, seja como placas de fechamentos ou elementos estruturais,
está diretamente associado ao atendimento de demandas da parcela da sociedade que buscam: versatilidade
arquitetônica e desempenho técnico; eficiência e segurança; durabilidade e economia; condições favoráveis
de trabalho (neste caso para os empreendedores) e principalmente de sustentabilidade.
O concreto pré-moldado é a evolução natural construtiva das edificações e do campo edilício que,
num futuro próximo, será influenciado pelos sistemas de tecnologia da informação pela
industrialização e pela automação, especialmente no tocante à eficiência aos processos
construtivos, desde a concepção do projeto até o seu acabamento.
A fim de uma mudança da base produtiva na Construção Civil — que se utiliza intensivamente da força de
trabalho — para um modelo mais moderno, como a pré-fabricação, seria necessária a aplicação de princípios
da filosofia industrial (que necessitaria, por sua vez, de estudos aprofundados em relação às questões sociais,
dado ao enorme contingente de mão de obra empregada na construção civil), função de todo o processo
construtivo que deve ser iniciado pelo projeto da construção.
 
Muitas são as tipologias de edificações que permitem a utilização de elementos pré-moldados, entretanto
aquelas com planos ortogonais são ideais, uma vez que apresentam um grau de regularidade relativamente
aos vãos que facilitam a modulação. De qualquer modo, durante o projeto de uma edificação, seria sempre
interessante conseguir padronização e repetição de soluções no sentido de se conseguir uma maior economia
na construção.
Saiba mais
Basicamente, a “industrialização” do setor da construção civil é a transferência dos trabalhos realizados
nos canteiros de obra para o interior de fábrica. Desse modo, a produção de elementos pré-moldados
numa fábrica permite processos de produção mais racionais e eficientes, mão de obra especializada,
controle de qualidade etc. 
O uso altamente potencializado de equipamentos, a otimização de materiais (melhor controle sobre a relação
água/cimento) e de procedimentos de fabricação cuidadosamente elaborados (controlados por computador
para o preparo do concreto), possibilitam que a pré-fabricação tenha um maior potencial econômico,
durabilidade e eficiência do que outros métodos de fechamentos de alvenarias.
 
Ainda como forma de potencializar a produção desses elementos, é empregado o concreto de alto
desempenho CAD (muitas vezes com resistência superior a 50 MPa) que pela alta resistência possibilita uma
eficiência tal que permite a fabricação de elementos mais esbeltos, além do aumento da durabilidade.
 
Quando falamos da qualidade das placas pré-moldadas, significa dizer que o objetivo final é de que os
produtos e serviços correspondam as expectativas do empreendedor e do usuário. Isso se inicia desde o
estudo preliminar do projeto na prancheta do arquiteto, continuando com a produção de componentes nas
fábricas e em observância ao cronograma de entrega e de montagem do sistema construtivo pré-fabricado
com os operários da obra.
Argamassas, revestimentos e tintas
Argamassas para assentamentos e revestimentos
Chamamos genericamente de argamassas (tanto para assentamentos quanto para revestimentos) uma
mistura composta de cimento, areia, cal ou aditivo (plastificante, corantes etc.) e água. Ela é utilizada em
obras para ligar materiais, impermeabilizar, nivelar e regularizar superfícies, por exemplo.
Argamassa é um material muito importante em qualquer construção convencional que empregue
insumos como: tijolos, blocos, cerâmicas, entre outras possibilidades, ou seja, é largamente utilizada
durante toda obra, podendo ser produzida na própria obra ou adquirida já pronta no mercado.
 As características das argamassas variam a depender da utilização para a qual elas são preparadas: seja para
assentamento, ou seja, para revestimento, ambas com suas várias possibilidades aplicativas. Elas têm a
função de propiciar proteção aos vários elementos construtivos, além das questões estéticas. Assim, as
argamassas possuem parcela significativa de responsabilidade sobre a durabilidade das edificações. 
 
Uma boa argamassa deve atender minimamente a algumas condições, como, por exemplo:
1
Compacidade
Quanto mais compacta, mais densa e, consequentemente, mais resistente.
2
Impermeabilidade
Característica fundamental, visto que impedirá a infiltração de água, uma das patologias que mais
deterioram uma edificação.
3 Aderência
Qualidade que propicia a boa união entre as diversas unidades por ela coladas, assim como, para o
caso das argamassas de revestimento, cria a ancoragem no material a ser revestido.
Argamassa artesanal
É a argamassa produzida na própria obra pelo
meio do manuseio de simples ferramentas, ou
através de betoneira, e que genericamente é
elaborada com traços empíricos com areia,
cimento, cal (algumas vezes algum plastificante
como o saibro por exemplo) e água. Nessa
produção, alguns cuidados mínimos precisam
ser tomados, como em relação à areia que deve
ser peneirada até que todas as impurezas
sejam retiradas.
Atenção
A quantidade de água varia de acordo com a plasticidade que se deseja em função do destino para o
qual está sendo preparada. A água deve ser adicionada um pouco antes da aplicação da argamassa,
sendo fundamental que esteja limpa. 
Para utilização na obra, a depender da necessidade da aplicação, as argamassas podem ser secas, plásticas
ou fluidas, e sua variação se dá pela quantidade de água adicionada. Por sua vez, a retraçãoda argamassa
também está diretamente associada à quantidade de água e cal presentes na mistura, bem como dos
argilominerais do solo (como o saibro, por exemplo) eventualmente utilizados. Lembrando que a quantidade
de água influência na velocidade de carbonatação da argamassa de cal, embora essa quantidade não seja
crucial na dosagem, como nas argamassas que contém apenas cimento.
Argamassa industrializada
A argamassa industrializada é aquela produzida em fábricas, segundo as especificações das normas
brasileiras, de maneira a garantir características técnicas de resistência e de aderência preestabelecidas. Elas
são encontradas no mercado, em pó e ensacadas (com volumes diferentes de acordo com cada fabricante) já
prontas para consumo, demandando apenas sua mistura com água. Outras vantagens da argamassa
industrializada são a economia e a rapidez, visto que dispensam a mistura com outros insumos, além do
desperdício ser muito reduzido se comparado com a produção no canteiro da argamassa artesanal.
As instruções de uso indicadas na embalagem pelo fabricante precisam ser seguidas à risca, como
forma de garantir a qualidade da aplicabilidade do produto.
Tipos de argamassas industrializadas
É fundamental a utilização da correta argamassa para cada tipo de aplicação, tanto por questões funcionais,
quanto pela qualidade da obra. São encontradas no mercado diferentes tipos de argamassa, pronta de acordo
com a necessidade de cada tipo de aplicação, como, por exemplo:
AC-1
É indicada para utilização em interiores, para assentamentos de cerâmica, exceto para aplicação em
saunas e estufas (locais quentes e úmidos).
AC-2
Aplicada em ambientes externos, que necessitem de resistência às intempéries (chuva, vento) ou
mecânicas. Também é utilizada para assentamentos de cerâmicas, porcelanatos, mármores, granitos,
etc.
AC-3
É a mais resistente, atuando como colante e revestimento. Tem ótimo desempenho para colocação de
cerâmica e porcelanato, mármores e granitos, revestimentos de fachadas, piscinas, saunas, estufas e
em locais que não recebam insolação diretamente.
AC-3 E
Trata-se de uma variação da AC-3 utilizada em locais que recebem insolação direta, e além das
características das demais argamassas possui maior tempo de cura.
Tintas para Construção Civil
Entendemos por tinta o material que se destina a proteger, cobrir, colorir superfícies (para o caso da
Construção Civil) ou objetos (genericamente). Empregada em estado líquido, a tinta enrijece por meio de
reações químicas, tornando-se uma película resistente, porém flexível (na grande maioria das vezes), e
aderente à superfície onde foi aplicada. 
Nas edificações, as tintas se aplicam como proteção, decoração e/ou sinalização a depender do local a ser
pintado:
Proteção
Como necessidade técnica contra as intempéries e agentes biológicos (fungos).
Decoração
Por necessidade arquitetônica para proporcionar qualidade estética.
Sinalização
Para destaque da distinção de canalizações expostas através de cores.
No mercado nacional, encontramos diversos tipos de tintas e padrões de cores. Na sua grande maioria, exceto
as pinturas à base de cal (que é um produto natural), são materiais poliméricos (derivados de petróleo) que
agridem o meio ambiente, portanto, devem ser usadas de maneira racionalizada, sem desperdícios.
 
O processo de pintura de uma superfície envolve basicamente três procedimentos: limpeza da superfície
(lixamento); aplicação de massas (para pequenas correções da argamassa de revestimento, por exemplo);
fundos preparadores ou seladores; e a aplicação da tinta de acabamento.
Preparação das superfícies a serem pintadas
Preparar uma superfície para a pintura é deixá-
la em condições para o recebimento da tinta de
acabamento (ou proteção), de modo que tenha
qualidade e durabilidade. Nenhuma tinta, por
melhor que seja, trará bons resultados se a
superfície a ser pintada não for preparada
adequadamente.
As superfícies que serão pintadas deverão
estar limpas; secas, sem poeira e livres de
umidades ou de gorduras e ferrugem, entre
outros problemas. Independentemente se a
parede tiver aspecto liso ou rugoso, não deve haver poros que possam absorver em demasia a tinta.
As massas são utilizadas como forma de preparo de superfícies ou mesmo de correção de defeitos. Elas são
constituídas por um veículo e muita carga (espessas), desta forma, em razão de sua consistência, sua
aplicação é realizada sobre a superfície muitas vezes, com espátulas ou desempenadeiras, para posterior
lixamento. Esse processo dará ao local um aspecto mais liso, além de fazer também o papel dos fundos
preparadores.
Atenção
O não preparo ou o preparo indevido de uma superfície propiciam uma pintura com pouca durabilidade,
aparência desagradável e a possibilidade de apresentar vários defeitos futuros, inclusive
descascamento. Lembrando que uma boa pintura sempre valoriza uma edificação e, assim, trará
satisfação ao cliente consumidor. 
Composição das tintas
Grosso modo, todas as tintas são preparadas com quatro componentes básicos:
Veículos
É o aglutinante da tinta, a parte líquida que adere e fixa o pigmento na superfície pintada, formando
um filme, ou película, quando enrijecida. Existem vários tipos de veículos, sendo que veículos
diferentes produzirão tintas com propriedades físicas e químicas diferentes, distinguindo cada tipo de
tinta que, normalmente, de acordo com o veículo utilizado acaba por nominá-la, como, por exemplo:
resistente a intempéries, ambientes internos, resistente ao calor, contra fungos, luminescentes,
fosforescentes, entre tantas outras possibilidades.
Os veículos mais conhecidos empregados na fabricação de tintas são: Óleos Secantes: óleos vegetais
da semente do linho, do tungue, da oiticica e do algodão; Resinas Naturais: goma-laca, copal
(extraído de árvores tropicais) e látex (seringueiras) e Resinas Sintéticas: alquídica, fenólica, epóxica,
acrílica, vinílica, PVA (Poly Vinyl Acetate) Acetato de Polivinila.
As resinas sintéticas são as mais empregadas e por serem poliméricas (um subproduto do refino do
petróleo) são fabricadas em maior escala por conta da disponibilidade da matéria-prima. Graças à
tecnologia do processo de fabricação, possuem melhores qualidades de: aderência, flexibilidade,
resistência, rendimento, lavabilidade e durabilidade.
Pigmentos
São nada mais que minúsculas partículas sólidas insolúveis nos veículos que promovem a coloração
das tintas (pigmentos ativos). Além das infinitas possibilidades de cores, os pigmentos ainda
incorporam resistência mecânica à abrasão e proteção aos raios ultravioletas, além de consistência,
ou seja, a possibilidade de polimento (lixamento) e o brilho das tintas (pigmentos inertes).
São exemplos de pigmentos ativos, o óxido de ferro, o óxido de chumbo (zarcão), o cromato de zinco;
e dos pigmentos inertes, o silicato de magnésio (talco), o sulfato de cálcio (gesso), o caulim (argila), o
carbonato de cálcio (calcita), entre outros exemplos.
Em resumo, os pigmentos ativos colorem e dão poder de cobertura, ao passo que os inertes, dão
consistência, brilho, dureza e possibilidade de lixamento.
Solventes
Os solventes são líquidos (muitas vezes orgânicos) que tornam as tintas menos espessas de modo a
facilitar sua aplicação. Ao tornar a tinta menos viscosa, os solventes influenciam na formação da
película, que adere à superfície pintada por meio de reações químicas aéreas ou com os
catalisadores, de maneira a promover a comutação do estado líquido ao endurecimento dos veículos
que fixam os pigmentos na superfície.
Para cada tipo de tinta existe um solvente específico, os mais comuns são: a água (que é um solvente
universal), a aguarrás, o querosene e o thinner.
Aditivos
Os aditivos são substâncias químicas adicionadas em pequenas quantidades para atuarem como
elementos auxiliares, melhorando as propriedades e, por consequência, as qualidades das tintas. Em
geral são plastificantes, fungicidas, secantes e evitam a sedimentação, entre outras propriedades.
Tipos de tintasApesar do mercado oferecer uma infinidade de tipos de tintas, massas e outros produtos para aplicação em
revestimentos interno e externos, é muito importante o conhecimento e a escolha dos tipos de tintas a serem
aplicados adequadamente nos locais, de modo que a pintura se conserve por mais tempo, além da qualidade
estética.
 
Por conta dessa grande variedade de opções, é relevante que saibamos algumas diferenças básicas entre os
grandes grupos de tintas:
Caiação
Trata-se de um dos tipos de pintura mais antigos que existem. É na verdade uma calda (ou nata) preparada
com água e cal hidratada (muitas vezes também se adicionam pigmentos coloridos e algum adesivo a título de
auxiliar na fixação do material na parede). Ao ser aplicada numa parede, por exemplo, endurece devido à ação
do gás carbônico, aderindo assim à superfície.
 
Podemos dizer que é uma tinta natural, econômica e higiênica, entretanto não tem um desempenho muito
satisfatório quanto à qualidade estética (de difícil comparação às tintas PVA ou acrílica) exceto para o
consumidor que deseje aspecto rústico na sua edificação.
Tinta a óleo
Neste caso, o veículo é exclusivamente um produto à base de óleo (normalmente de linhaça), mas pode
também ser combinado com outras resinas sintéticas. Sua aplicação é geral em diferentes locais de uma
edificação, em madeiras, ferragens, tijolos, rebocos, etc. Entretanto, nos ambientes com presença de
umidade, não é aconselhável seu uso, como forros de banheiros, por conta do vapor do chuveiro e da
possibilidade de formação de mofo.
Esmalte Sintético
Com basicamente as mesmas aplicações da tinta a óleo, o esmalte sintético usa como veículo compostos de
resinas sintéticas alquídicas ou resinas epoxídicas e, desse modo, apresentam melhores propriedades e maior
durabilidade se comparado com as tintas a óleo.
 
O esmalte à base de epóxi necessita de um catalizador que é misturado a ele antes da aplicação. Possui alto
desempenho, ótima aderência nas superfícies (que devem estar previamente bem limpas) e alta resistência a
ataques químicos e físicos (choques) e, por conta disso, tem uma maior aplicação em ambientes industriais,
devido a uma possível agressividade.
Vernizes
Aplicação de Verniz sobre madeira
Os vernizes são tintas que possuem óleos
vegetais como veículos, além de poderem ser
misturados às resinas sintéticas, geralmente
são brilhantes e transparentes, uma vez que
não têm pigmentos corantes. São muito
empregados no tratamento de madeiras e de
materiais cerâmicos. Exatamente pela falta de
pigmentos, a durabilidade dos vernizes é baixa
quando comparada a outras tintas.
 
Os vernizes sintéticos são mais resistentes pela
presença de polímeros, tanto interna quanto
externamente. Neste caso, alguns fabricantes introduzem aditivos do tipo "filtro-solar" como forma de
aumentar a durabilidade, mesmo assim, todos os vernizes exigem manutenção periódica.
Base de Água (PVA e Acrílica)
As tintas à base de água são as mais conhecidas e difundidas, pelo fato de poderem ser usadas em
praticamente qualquer tipo de edificação, sendo aplicáveis em: rebocos, após preparação da superfície; sobre
concretos, após desforma e limpeza; materiais cerâmicos etc. Apresentam boa cobertura e uniformidade de
acabamento, além da resistência, entre outras propriedades.
 
As duas principais variações de tintas laváveis são à base de PVA (tem como veículo o poliacetato de vinila),
mais econômica, e a Acrílica (tem resina acrílica como veículo). Embora seja mais cara, a Acrílica garante maior
durabilidade e melhor facilidade de manutenção (fácil de lavar).
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a opção correta a respeito das paredes de vedação
A
Materiais como os tijolos, blocos e placas pré-moldadas, são os insumos básicos para as alvenarias que
podem ser dos tipos: portantes, vedação, seca e fechamento.
B
Alvenarias portantes são aquelas que além do peso próprio também sustentam cargas externas. Alvenaria de
vedação são aquelas que efetuam o fechamento entre cômodos contíguos e não é dimensionada para
suportar outras cargas além do peso próprio.
C
As alvenarias usadas como fechamento externos são obrigatoriamente portantes, pois precisam receber
proteção contra as intempéries além de possuir resistência à umidade e à pressão do vento.
D
As tipologias de alvenarias existentes são: alvenarias estruturais, alvenaria de vedação, alvenarias de
fechamento, alvenarias industriais, alvenarias de fundação, alvenarias secas e alvenarias pré-moldadas.
E
Em sua grande maioria, as alvenarias de vedação são aquelas que utilizam tijolos maciços, blocos cerâmicos,
blocos de concreto. As alvenarias secas são aquelas que utilizam sistema de dry wall, tijolos de solo-cimento,
tijolos sílico-calcáreos, blocos celulares (leve) e blocos de gesso.
A alternativa B está correta.
As alvenarias podem ser: portantes, quando além do peso próprio também sustentam cargas externas, ou
de vedação, quando utilizadas para fechamento (internos ou externos) e não suportam outras cargas além
do peso próprio.
Questão 2
Sobre as argamassas industrializadas, assinale a alternativa correta:
A
Os tipos de Argamassas Industrializadas correspondem à resistência mecânica e à resistência térmica
adquirida como resultado depois de aplicada.
B
AC-1: é um tipo de argamassas industrializadas indicada para utilização em exteriores, para assentamentos de
cerâmica, exceto para aplicação em saunas e estufas (locais quentes e úmidos).
C
AC-2: é aplicada em ambientes internos, que necessitem resistência contra as intempéries (chuva, vento) ou
mecânicas. Também é utilizada para assentamentos de cerâmicas, porcelanatos, mármores, granitos etc.
D
AC-3: é a tipologia de menor resistência. Tem mediano desempenho para colocação de cerâmica e
porcelanato, mármores e granitos, revestimentos de fachadas, piscinas, saunas, estufas e em locais que não
recebam insolação diretamente.
E
AC-3 E: trata-se de uma variação da AC-3 utilizada em locais que recebem insolação direta, e além das
características das demais argamassas, possui maior tempo de cura.
A alternativa E está correta.
Os tipos de argamassas industrializadas correspondem à necessidade de aplicação, sendo: AC 1, AC 2, AC
3, AC 3E; esta última, uma variação da AC-3.
2. As principais alvenarias estruturais
Introdução
Como vimos, a maneira convencional de execução de obras é o método de construção mais utilizado no Brasil.
Sua estrutura é realizada por meio de lajes, vigas e pilares moldados in loco, e as divisões entre os cômodos é
executado por uma alvenaria convencional confeccionada por tijolos maciços, blocos cerâmicos, blocos de
concreto, entre outros materiais.
Recomendação
O diferencial sobre outros métodos é a flexibilidade para implantação de projetos individualizados
arquitetonicamente, uma vez que não se utiliza formas prontas e/ou padronizadas para a realização das
estruturas. Contudo, é uma construção relativamente mais onerosa. Lembramos que as tubulações das
instalações prediais precisam ser inseridas nas paredes depois de erguidas, “rasgando-as”, o que gera
entulhos, retrabalhos e desperdícios. 
Ao longo de todo século XX e, até mesmo contemporaneamente, o desenvolvimento tecnológico ligado à
indústria da Construção Civil desenvolveu novas opções para a construção de casas, arranha-céus e outros
tipos de edificações, de modo que a arquitetura consorciada com a engenharia consegue conceber e executar
verdadeiras obras de arte. Entre outros avanços tecnológicos, o desenvolvimento industrial propiciou que a
alvenaria de vedação passasse por algumas transformações e evoluísse para o que conhecemos como
Alvenaria Estrutural. É um sistema construtivo em que as paredes além de fechamento, também fazem a
função estrutural, não sendo necessário o emprego de elementos estruturais como vigas e pilares para a
sustentação da obra.
A Alvenaria Estrutural surgiu com o objetivo de
substituir o método tradicional, objetivando
uma obra mais racional, rápida, limpa,
econômica esegura, entre tantas vantagens.
Para obtenção de excelência na qualidade
desses princípios, a racionalização se inicia na
elaboração do projeto (tanto arquitetônico
quanto estrutural) bem detalhado e planejado,
visto que as alvenarias absorverão todo o
carregamento da estrutura além da função de
dividir os ambientes.
 
Trata-se de um sistema estrutural capaz de sustentar edifícios de entorno de 20 andares. No entanto, como
cada parede é dimensionada para suportar determinada carga, não é possível a realização de mudanças,
muito menos de aberturas de vãos, impossibilitando a alteração dos ambientes.
Atenção
Pelo fato de as paredes autoportantes sustentarem a carga da edificação, não se consegue grandes
vãos, limitando também a instalação de cortinas de vidro de grandes dimensões nas fachadas. 
Blocos para Alvenaria Estrutural
Dada as observações apresentadas, esse método de construção de Alvenaria Estrutural se caracteriza pelo
emprego de blocos estruturais autoportantes, que são produzidos de diferentes materiais como concreto,
cerâmicos e outros, como o sílico-calcário, por exemplo.
Blocos de Concreto
O Bloco de Concreto Estrutural é um
componente industrializado, produzido em
máquinas que vibram e prensam, a partir da
mistura de cimento, areia (artificial -
industrializada), pedrisco, água e muitas vezes
aditivos, podendo ser fabricados com uma
vasta variedade de traços a depender da
resistência final que se deseje.
Saiba mais
Os Bloco de Concreto Estrutural são normatizados por meio das NBR 12118 (Blocos Vazados de
Concreto Simples para Alvenaria - Métodos de Ensaio) e NBR 6136 (Blocos Vazados de Concreto
Simples para Alvenaria - Requisitos), que definem as características básicas mínimas exigidas dos blocos
de concreto, como dimensões, resistência, absorção, umidade e retração. 
Tais blocos possuem formatos e dimensões padronizados, que proporcionam um sistema construtivo
eficiente, já que, ao serem moldados em fôrmas de aço, possuem precisão de medidas, conferindo facilidade
de execução. Além disso, o bloco que é feito de concreto, contém o mesmo módulo de elasticidade da junta
de argamassa (como veremos a seguir), praticamente igualando a resistência da alvenaria ao do bloco.
 
Os blocos de concreto apresentam muitas características vantajosas para sua utilização, como, por exemplo:
Exemplo 1
Possuem resistências à compressão entre 4 e 16 MPa, a depender da necessidade estrutural.
Exemplo 2
São produzidos com diferentes medidas (de 9 a 19 cm de largura, de 19 a 39 cm de comprimento,
além de formatos diferenciados como canaletas, “J” etc.), cores e texturas (liso, ranhurado, imitando
chapisco, etc.).
Exemplo 3
Apresentam grandes vazados verticais que permitem a passagem de tubulações para instalações
prediais.
Exemplo 4
A principal utilização dos vazios no interior dos blocos consiste no preenchimento com graute
(microconcreto), como veremos a seguir.
Exemplo 5
As canaletas servem para a execução de cintas de amarração, vergas e contravergas.
Houve um avanço significativo no ramo da Construção Civil a partir da adoção da Alvenaria Estrutural com
bloco de concreto. Podemos destacar alguns fatores positivos como o desenvolvimento de materiais cada vez
mais resistentes e a redução não só econômica, mas com o tempo de execução desse método construtivo. 
Alvenaria Estrutural: blocos
Saiba um pouco mais sobre blocos de concreto no vídeo a seguir:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Argamassa para Alvenaria Estrutural
As argamassas para assentamento dos blocos de concreto estruturais são confeccionadas da mesma maneira
que as argamassas convencionais, entretanto são fabricadas apenas com cimento, areia e água, e deve conter
um rígido controle de qualidade.
Saiba mais
Elas são normatizadas segundo a NBR 13281 (Argamassa para Assentamento e Revestimento de
Paredes e Tetos - Requisitos) da ABNT. 
Este tipo de argamassa deve ser preparado segundo o traço recomendado pelo projetista estrutural e tem
como funções básicas juntar (unir) os blocos, de maneira a uniformizar e transmitir as tensões entre eles,
absorver pequenas deformações e prevenir a entrada de intempéries na execução das paredes externas.
 
A aderência (entre as paredes dos blocos) é a mais importante característica de uma boa argamassa. Ela evita
o deslocamento entre os blocos e a argamassa, além de garantir que o conjunto bloco + argamassa + bloco se
deformem igualmente.
Atenção
Outro fator de suma importância é a garantia da resistência à compressão, que não deve ser inferior a
70% da resistência à compressão do bloco em relação à área líquida. 
Cautelas relativas à aplicabilidade da argamassa
A partir das características que apontamos, o uso da argamassa em conjunto com o bloco estrutural requer
alguns cuidados especiais:
1. As juntas entre os blocos devem ser mantidas de maneira uniforme e com pouca espessura, já que quanto
maior for a altura da junta, menor será a resistência do conjunto da alvenaria.
2. Quanto mais indeformável for o bloco, menor resistência terá a parede, pois sendo o bloco mais rígido do
que a argamassa, as tensões de tração transversais na ligação entre a argamassa e o bloco aumentam,
diminuindo a resistência da parede.
3. Como as argamassas industrializadas são produzidas por um processo fabril, ela é um produto mais
constante e homogêneo e, portanto, mais recomendada para o assentamento dos blocos estruturais,
entretanto as condições de mistura e a quantidade de água a ser adicionada devem ser rigidamente seguidas
conforme a especificação do fabricante, além de ser usada no máximo até uma hora e meia após ser
preparada com adição da água.
Graute para Alvenaria Estrutural
Como forma de garantir a resistência e a estabilidade dos elementos construtivos necessários à eficiência
para o conjunto da Alvenaria Estrutural, como meio complementar aos blocos, alguns de seus vazios
(predeterminados pelo engenheiro calculista), precisam ser preenchidos com um tipo especial de concreto,
bastante fluído, conhecido por graute.
Aplicação de graute com textura fluída
Saiba mais
O graute é normatizado pela NBR 8798 (Execução e Controle de Obras em Alvenaria Estrutural de Blocos
Vazados Concreto - Procedimento) como o material para encher os vazios dos blocos e canaletas para
juntamente à armadura (existente na maioria das vezes), também inserida nesses espaços, aumentem a
capacidade portante da alvenaria. 
É composto de cimento, agregados miúdos e graúdos, água e cal (em doses mínimas) ou outro plastificante
para ajudar na trabalhabilidade do material e na retenção de água de hidratação da mistura. Genericamente, o
graute deve contemplar as principais características seguintes:
1 Característica 1
A resistência à compressão não deve ser inferior a 15 MPa, para elementos de alvenaria armada,
que deve ser atingido através da manipulação de seu traço.
2
Característica 2
O agregado graúdo é o pedrisco, e não pode ser maior que 12,5 mm (Brita 0).
3
Característica 3
Alta plasticidade para preencher totalmente os vazios dos blocos, com um fator água-cimento
entre 0,8 e 1,1.
4
Característica 4
Teste Slump deve ser em torno de 25 cm.
5
Característica 5
Adensamento deve ser feito manualmente com o auxílio de uma barra metálica. Não usar em
hipótese alguma vibrador, pois eles destroem as paredes dos blocos.
6
Característica 6
Quando necessário, adicionar aditivos plastificantes e antirretração.
As armaduras são utilizadas verticalmente nos vazios, segundo os locais preestabelecidos, e horizontalmente
nas canaletas, na medida em que forem aplicadas para confecção de vergas, contravergas e respaldo da
alvenaria (imediatamente abaixo do nível da laje); tudo segundo especificação do engenheiro estrutural.
Atenção
De maneira geral, as barras de aço empregadas nas alvenarias estruturais possuem 10 mm e são as
mesmas utilizadas nas estruturas de concreto armado convencional. 
O graute deve estar solidariamente ligado e aderido tanto às armadurasquanto ao bloco de modo a formar um
conjunto único. O graute de preenchimento dos vazios das alvenarias estruturais tem as funções de:
 
Garantir que a armadura trabalhe solidariamente com a alvenaria.• 
 
Aumentar a resistência à compressão do conjunto da parede.
 
Impedir a corrosão.
 
A resistência do graute deve ser compatível com a resistência do bloco, de maneira que possuam valores
próximos, fazendo com que seus módulos de elasticidade sejam correspondentes. Como a área que
efetivamente trabalha no bloco é 50% do seu tamanho (o resto é oco) devemos adotar a resistência do graute
como sendo o dobro da resistência nominal dos blocos.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa correta sobre Blocos para Alvenaria Estrutural:
A
Os blocos de concreto possuem resistências à compressão entre 4 e 16 MPa, a depender da necessidade
estrutural;
B
Os blocos de concreto são produzidos com medidas únicas de 9 a 19 cm de largura;
C
Os blocos de concreto apresentam poucos vazados verticais para que não se comprometa sua resistência
compressão superior a 16 MPa;
D
Os blocos de concreto não permitem a passagem de tubulações para instalações prediais, o que impossibilita
a sua aplicabilidade na construção civil;
E
A canaletas dos blocos de concreto tem seu uso principal com graute — uma tipologia de microcimento.
A alternativa A está correta.
O bloco de concreto, além de ser empregado em larga escala no Brasil, foi o primeiro bloco a possuir uma
norma brasileira para cálculo de Alvenaria Estrutural. Este produto possui o que consideramos uma boa
resistência à compressão, sendo a faixa de produção entre 4 MPa a 16 MPa.
Questão 2
• 
• 
Sobre as principais características do produto graute, pode-se afirmar:
A
A resistência à compressão deve ser inferior a 15 MPa, para elementos de alvenaria armada, que deve ser
atingido através da manipulação de seu traço;
B
O agregado graúdo é o pedrisco, e deve ser maior que 12,5 mm (Brita 0);
C
O graute tem baixa plasticidade para preencher totalmente os vazios dos blocos.
D
O Teste Slump não deve ser em torno de 25 cm;
E
Adensamento do graute deve ser feito manualmente com o auxílio de uma barra metálica e, quando
necessário, deve-se adicionar aditivos plastificantes e antirretração.
A alternativa E está correta.
O graute é uma pasta de argamassa com consistência fluida utilizada, principalmente, para o
preenchimento de espaços vazios em locais de difícil acesso, dispensando o uso de vibradores para o seu
adensamento.
3. Os tipos de lajes moldadas in loco
Introdução
As lajes são elementos estruturais, em sua grande maioria, planos bidimensionais, (duas dimensões, o
comprimento e a largura, tem tamanhos muito maiores que a terceira dimensão, a espessura). As lajes são
também chamadas elementos de superfície ou placas, e podem também ser executadas em formato de
abóbadas e cúpulas.
As nossas estruturas correntes se destinam a receber a maior parte das cargas aplicadas numa construção:
pessoas, mobiliário, pisos e revestimentos, paredes, e os mais variados tipos de carga em função da finalidade
arquitetônica para o qual determinado espaço está destinado.
 
De forma geral, as ações incidem sobre o plano da laje de maneira perpendicular, podendo, para efeito de
cálculo estrutural, ser consideradas distribuídas na área (para o caso de pessoas, mobiliário, pisos etc.);
distribuídas linearmente (para o caso de paredes, por exemplo) ou concentradas (para uma carga específica).
Dica
Quase sempre as lajes são apoiadas em suas bordas, isto é, transmitem suas cargas para as vigas de
apoio. Embora bem menos comuns, lajes com uma ou duas bordas livres não é difícil de ocorrer na
prática. Nas edificações convencionais, as lajes maciças contribuem com aproximadamente 50% do total
do consumo de concreto. 
Eventualmente, nas chamadas lajes lisas ou lajes cogumelo, as cargas são transmitidas diretamente para os
pilares. É uma estrutura muito comum em áreas como estacionamentos e garagens, que necessita vencer
grandes vãos como forma de otimizar os espaços.
Lajes moldadas in loco: maciças e steel deck
Chamamos de lajes moldadas in loco, todas aquelas que são executadas no canteiro de obra
(independentemente da origem do concreto, usinado ou feito no local). Elas não demandam mão de obra
especializada, a não ser dos operários da própria edificação, como: carpinteiros, armadores e pedreiros. Nesta
categoria estão as lajes maciças convencionais, as lajes cogumelo (uma variação da maciça) e as lajes
nervuradas.
Laje maciça
Como o próprio nome diz, laje maciça é aquela composta por concreto armado (através de uma malha de
armaduras longitudinais e transversais) e apoiada em vigas ou paredes ao longo das suas bordas (embora
existam situações da inexistência de apoio em uma ou mais bordas — o caso extremo é o das marquises que
são engastadas em apenas uma das bordas).
Atenção
A diferença entre a laje, que convencionalmente chamamos de maciça, para a laje cogumelo é o fato
desta última também ser maciça e não possuir apoios de borda, e suas cargas e ações serem
transferidas e sustentadas diretamente pelos pilares. 
Embora demandem mais tempo (por conta da cura do concreto) que outros métodos, em edifícios de
múltiplos pavimentos e em construções de médio/grande porte, as lajes maciças são as mais comuns.
 
As lajes maciças de concreto armado convencional são projetadas para os mais variados tipos de construção,
além de serem mais resistentes a patologias, como rachaduras. São empregadas geralmente em construções
que possuem volume considerável de estruturas de concreto, como edifícios verticais (residenciais,
comerciais, etc.), edificações institucionais como escolas, hospitais e uma infinidade de outras possibilidades.
Laje cogumelo
Saiba mais
Esse tipo de laje tem pouca aplicação em edificações residenciais e outras construções de pequeno
porte, uma vez que as lajes maciças (nervuradas pré-fabricadas com recobrimento com uma capa de
concreto) são mais práticas em termos de economia e trabalhabilidade. E porque também consomem
muitas fôrmas (geralmente de madeira), que para o caso dos edifícios verticais, não são dispendiosas,
por serem reaproveitadas por diversas vezes na repetição dos andares. 
As lajes maciças possuem, normalmente, espessuras que variam entre 7 e 15 cm. A norma brasileira não
permite espessuras menores do que 7 cm, por conta da possibilidade de acentuada flecha, recobrimento das
armaduras (principalmente dos negativos), instalação de tubulações elétricas etc. Acima de 15 cm, o peso
próprio começa a ficar muito acentuado, comprometendo a peça estrutural, podendo-se usar, nessas
situações, lajes nervuradas (como veremos a seguir) que vencem grandes vãos e pesam muito menos
comparativamente com as lajes maciças.
Lajes Cogumelo
Dentre as possibilidades das lajes maciças de
concreto armado, encontramos as lajes tipo
cogumelo, que não fazem uso de vigas para
descarregar seus esforços por serem apoiadas
diretamente sobre pilares. Ela é mais onerosa,
porque como não necessita de vigas, sua altura
é aumentada como forma de reforço, levando
ao maior consumo de concreto e aço.
 
Ainda como forma de reforço do apoio da laje
sobre o pilar, muitas vezes, são executados
capiteis, quadrado ou circular na “cabeça” do
pilar.
 
As lajes cogumelo são projetadas principalmente pelo fato de cobrirem grandes vãos e pela facilidade na hora
da confecção das formas e da colocação da armação, pois como não necessitam de vigas são muito práticas.
 
Além da questão estética relativa ao visual da continuidade espacial pela ausência de vigas, esse fator facilita
a execução das formas e armações, principalmente se comparada a outros tipos de lajes moldadas in loco,
como a nervurada, por exemplo.
Atenção
É preciso uma atenção especial às lajes cogumelo relativamente ao cisalhamento (quebra) nos pilares,
visto que, por não conter vigas, ele estará sujeito a um alto grau do fenômeno chamado de punção, ou
seja, de acordocom o índice da tensão muito elevado na cabeça do pilar, ele poderá vir a furar a laje.
Para combater esse efeito, podemos realizar um reforço através da implantação de capiteis na cabeça
dos pilares, ou até mesmo aumentarmos a seção do pilar. 
Lajes steel deck
A tecnologia voltada para a construção civil está em constante evolução. Continuamente, surgem no mercado
inovações e novos processos construtivos. O steel deck é um método construtivo contemporâneo que de
certa forma substitui a forma de madeira convencional por uma chapa de aço. Grosso modo, podemos dizer
que alia materiais tradicionais, como telha metálica e concreto armado, para ganhar um novo destino.
Sistema steel deck
O steel deck é um tipo de laje mista na qual se utiliza uma espécie de telha metálica trapezoidal com
dupla função: como fôrma autoportante durante a concretagem, e como armação positiva da laje
após a cura do concreto. Um diferencial importante em relação ao método tradicional é que a telha
não serve apenas de fôrma, mas continua na laje mesmo depois da concretagem, recebendo daí o
nome de telha-fôrma.
Como sabemos, o aço resiste muito bem aos esforços de tração, e o concreto, aos de compressão. Esse
conjunto é uma excelente combinação, propiciando uma série de benefícios construtivos. Dado que o aço e o
concreto interagem formando um conjunto solidário, o peso da estrutura acaba sendo reduzido se comparado
com uma outra estrutura convencional que, por sua vez, traz economia ao processo estrutural.
Saiba mais
A observância das normas NBR 8800 — Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e
Concreto de Edifícios, e NBR 16421 — Telha-Fôrma de Aço Colaborante para Laje Mista de Aço e
Concreto - Requisitos e Ensaios garantem o padrão de qualidade para adoção e execução desse método
construtivo. 
As telhas-fôrma são feitas com chapas de aço especial zincado e possuem grande disponibilidade de padrões
de dimensões, tanto em relação ao comprimento, largura e espessura. A observância dessas informações no
momento da aquisição do material é importante, pois impacta diretamente no processo construtivo, visto que
quanto maior a espessura da chapa, maior o vão máximo sem escora. Entretanto, para cada tipo de edificação
(em função do vão, da carga etc.) haverá um material adequado para a correta aplicação.
Lajes nervuradas
Trata-se de um tipo muito particular de estrutura utilizada geralmente para vencer grandes vãos (sem apoio
de colunas) possibilitando diferentes layouts arquitetônicos e de grande qualidade estética pela sua
apresentação muito elegante. Para lajes cuja distância entre as nervuras é maior do que um metro, chamamos
essa laje nervurada de laje grelha.
No caso da laje nervurada, as nervuras são como pequenas vigas que colocadas próximas umas das outras e
recobertas por uma fina laje suportam os esforços estruturais. Ela possui seção em “T”, ou seja, uma sucessão
de “Tes” colocados justapostos formando a laje. Dessa maneira, a laje fica constituída de uma mesa-alma que
recebe os esforços de compressão, enquanto a armadura inserida na face inferior das nervuras resiste aos
esforços de tração. Resumindo, nesse tipo de estrutura de laje, a zona de tração é a nervura e a zona de
compressão uma mesa.
Saiba mais
Entre as nervuras, o espaço pode ficar vazio ou pode ser preenchido com materiais inertes com blocos
de cerâmica, de concreto celular, ou de isopor de (EPS); esse peso adicional é muito pequeno e não
compromete a resistência final do conjunto. Os elementos inertes propiciam o alívio do peso da estrutura
pela retirada do concreto que estaria na zona tracionada (caso a laje fosse maciça), melhorando a
eficiência da estrutura. 
Para vãos acima de 7,0 m, a espessura da laje maciça inviabilizaria sua execução, de modo que, nessa
situação, a laje nervurada é a melhor solução técnica. Para perímetros relativamente quadrados, é indicado o
uso da modulação das nervuras nas duas direções. Nos casos de espaços retangulares, em que uma
dimensão é muito maior que a outra, é recomendado o uso das nervuras em apenas uma direção dispostas no
sentido do vão menor.
Atenção
A execução das lajes nervuradas requer mão de obra especializada, tanto pela execução da fôrma,
quanto pela colocação das armações no interior das nervuras, além do cuidado na concretagem para
que não haja espaços vazios (principalmente no fundo das nervuras), exigindo atenção no processo de
vibração do concreto. 
Como as nervuras exigem uma altura maior do que as lajes maciças convencionais, existe a necessidade de
que, na fase do projeto arquitetônico e estrutural, o tamanho do pé-direito seja equalizado com as alturas
úteis da edificação. Outro fator que exige atenção é a compatibilização dos projetos de instalações prediais,
que podem encontrar obstáculos nesse sistema estrutural.
Bubbledeck
O bubbledeck é um sistema construtivo desenvolvido nos últimos anos para diminuição do peso das lajes com
a introdução de esferas de plásticos que criam vazios no interior do concreto. Grosso modo, seria um misto
entre uma laje cogumelo e uma laje nervurada. A laje é plana (sem as reentrâncias e saliências das nervuras) e
as bolas plásticas ocupariam o espaço vazio entre as nervuras (de uma laje nervurada). As principais
vantagens desse sistema estrutural estão na maior agilidade de execução, redução de custo e de impacto
ambiental.
As esferas de plástico polipropileno são instaladas de maneira uniforme entre telas de aço numa
espécie de “gaiolas” de aço, para ocuparem a zona neutra do concreto (sem função estrutural). Esse
método construtivo elimina o volume de concreto de uma laje, reduzindo significativamente seu
peso próprio, fazendo com que as lajes fiquem mais leves sem perder a resistência.
A implantação de tais elementos plásticos elimina até 35% do peso de uma laje normal, minorando as cargas
permanentes elevadas. Esse alívio do peso influi não só nas lajes, mas também nos pilares, que poderão ser
mais esbeltos, permitindo redução nas fundações.
 
O sistema bubbledeck traz consigo vários benefícios para a edificação como um todo, por exemplo:
1. Liberdade de projetos arquitetônicos com layouts flexíveis que facilmente se adaptam a curvas e formatos
irregulares.
2. Aumento do intercolúnio (distância entre eixos de colunas) possibilitando aumento de até 50% se
comparado com as estruturas tradicionais.
3. Inexistência de vigas, portanto, maior rapidez de trabalho e economia.
4. Facilidade de metodologia construtiva.
5. Instalações prediais podem ser facilmente embutidas na laje.
6. Por ser laje plana, propicia aumento significativo de pé-direito.
7. Possibilidade de implantação de cabos de protensão.
 
Trata-se de um sistema construtivo capaz de suprir as necessidades do mercado e, ao mesmo tempo levar
em consideração as questões ambientais, propondo um empreendimento sustentável. Esse método também
gera menor logística de transporte de materiais que, por sua vez, gera um trabalho com mais segurança,
minimizando os riscos operacionais e de segurança de trabalho.
 
O sistema bubbledeck pode ser empregado numa variedade de estruturas nas quais a laje maciça seja a mais
indicada, como edifícios residenciais, comerciais, hotéis, indústrias, escolas, estacionamentos, etc., já que
apresenta uma solução técnica que otimiza os projetos (arquitetônicos e técnicos), melhorando
consideravelmente a performance relativamente à redução de custos, além de possibilitar agilidade dos
trabalhos, diminuindo, assim, os custos com mão de obra, entre tantas outras vantagens.
Diferenciação entre as lajes nervuradas e as lajes bubbledeck
Neste vídeo, conheça as diferenças entre as lajes nervuradas e as lages bubbledeck.
Conteúdo interativo
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Lajes pré-moldadas
Genericamente, as lajes pré-moldadas são aquelas cujos componentes são produzidos em larga escala por
indústrias especializadas. São dimensionadas através de cálculo estrutural de maneira criteriosa para que
tenham resistência,regularidade dimensional, leveza e possam ser fabricadas através de processos
industriais, demonstrando serem excelentes opções para diversos tipos de edificações.
Lajes pré-fabricadas
As lajes pré-fabricadas são constituídas por vigas pré-fabricadas (vigotas) de concreto, elementos inertes de
enchimento, armadura complementar (de distribuição negativa) e de travamento, além de preenchido com
uma capa de concreto. Existem inúmeros tamanhos predeterminados pelos fabricantes que conseguem
satisfazer as variadas necessidades das obras. 
O sistema é constituído por pequenas vigas pré-moldadas em concreto, cuja armadura (inserida no seu
interior) deverá absorver os esforços de tração. Complementarmente aos “trilhos” são inseridos entre
materiais inertes, como lajotas cerâmicas, placas de isopor, entre outras possibilidades. Finalizando o
processo, é aplicada uma camada superior de concreto cuja espessura varia de acordo com o projeto de
estrutura
Como é um sistema de fácil montagem e não exigi mão de obra especializada, torna-se uma opção
eficiente e de baixo custo se comparada a outros tipos de laje. Sua distribuição é unidirecional e
muito semelhante às lajes nervuradas armadas em uma só direção. As vigotas são fundidas na
fábrica na forma de um “T” invertido, cuja altura varia de acordo com a necessidade especificada
pelo projetista estrutural.
As lajes pré-fabricadas são frequentemente utilizadas para projetos de pequeno/médio porte, como
residenciais e escritórios, permitindo rapidez no processo construtivo e apresentando inúmeras vantagens à
construção. O principal fator econômico é não necessitar do uso de formas de madeira (apenas um pequeno
escoramento do conjunto) durante o processo de construção, garantindo pouco desperdício de material.
 
Por se tratar de um sistema que é dimensionado para ser utilizada como laje de piso ou de teto, para vãos
pequenos ou médios, não deve receber sobrecargas não especificadas no projeto, principalmente cargas
concentradas ou distribuídas linearmente, como é o caso de paredes ou outros elementos arquitetônicos,
limitando de certa forma a alteração do layout concebido anteriormente.
Atenção
O desrespeito desses fatores, com sobrecargas imprevistas, pode acarretar possíveis danos estruturais,
como o aparecimento de fissuras, trincas e outras patologias. 
Lajes treliçadas
O sistema de lajes treliçadas é uma variação das lajes pré-fabricadas que, da mesma forma, é basicamente
uma laje nervurada, onde as vigotas treliçadas são colocadas de maneira unidirecional, intercaladas com
elementos inertes (podem ser blocos de cimento, de cerâmica ou de isopor) recobertos por uma capa de
concreto. 
É muito utilizada em construções verticais de pequeno porte e, se comparadas com lajes moldadas in loco,
apresenta boa solução, pois são econômicas, leves e permitem agilidade nas edificações, bem como a
realização de formas curvas e de geometria irregular, e ainda capacidade de vencer vãos relativamente
grandes.
 
A adoção desse tipo de laje, além de permitir rapidez construtiva, também não necessita de mão de obra
especializada. Trata-se de um sistema leve que ajuda no isolamento térmico.
Atenção
As lajes treliçadas apresentam um inconveniente relativo às instalações prediais (elétricas), que é a
dificuldade em se fazer furações e rasgos para passagens de conduítes. Para a realização dos
revestimentos de gesso ou reboco, por exemplo, é necessário, antes da aplicação destes materiais, a
utilização de algum material que crie uma ancoragem. 
Lajes com painéis treliçados
Os painéis treliçados se assemelham muito com as lajes treliçadas, com a diferença de que não se utiliza
nenhum material inerte entre eles. Possui a vantagem da sua execução ser mais rápida que o outro método e
com o uso de menos escoramentos, mas, por outro lado, exige um consumo maior de concreto (cerca de 30%
a mais). 
As vigotas de concreto que possuem armação treliçadas são instaladas lado a lado, recebem uma nova malha
de armação e finalmente uma capa de concreto. Esse processo resulta numa laje proporcionalmente mais
resistente do que a laje treliçada, propiciando seu uso para obras com maior exigência estrutural.
Lajes alveolares
Esse método é muito diferente daqueles analisados anteriormente, uma vez que é produzido em painéis
protendidos de grandes dimensões que vencem grandes vãos e, portanto, são fabricados para serem
aplicados em obras de grande porte.
Pelo fato dos cabos de aço de alta resistência
serem submetidos à protensão, esses grandes
elementos são geralmente utilizados para
projetos comerciais, institucionais, de
infraestrutura, fabris etc. Além dos cabos
protendidos, ainda recebem uma armadura
complementar para travamento entre as placas
no sentido transversal, e posteriormente uma
capa de concreto para regularização do
conjunto.
 
Com grande capacidade de carga, suas alturas
variam de 10 a 30 cm e podem alcançar vãos relativamente grandes de até 20 m. Por serem muito pesadas
(apesar dos alvéolos) seu transporte da fábrica e montagem no canteiro de obras exige uma logística com
equipamentos especiais (carretas e guindastes)
Atenção
Independentemente do tipo de laje adotado, é essencial que a obra seja planejada adequadamente e
com antecedência para recebê-la, considerando o projeto arquitetônico, o estrutural, a definição dos
materiais que serão utilizados e a logística para receber o sistema escolhido. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
Sobre as Lajes Moldadas in loco acuse a alternativa correta:
A
Chamamos de lajes moldadas in loco, todas aquelas que são executadas no canteiro de obra que não
demandam mão de obra especializada.
B
Na categoria de lajes maciças encontramos: as lajes convencionais in loco e as lajes sequenciadas.
C
Lajes Maciças possuem espessuras que variam entre 10 a 20 cm. A norma brasileira não permite espessuras
menores do que 10 cm.
D
Lajes Maciças possuem espessuras que variam entre 15 a 20 cm. A norma brasileira não permite espessuras
menores do que 10 cm. Sendo o ideal a espessura acima de 15 cm, uma vez que o peso próprio da laje
acentua as resistências das peças estruturais.
E
As lajes nervuradas são as tipologias que mais pesam e que vencem menores vãos quando comparadas com
as lajes maciças.
A alternativa A está correta.
A laje maciça moldada in loco, trata-se da laje moldada “no próprio local”. Ela utiliza uma forma como base
para a armadura de aço e para o concreto.
Questão 2
O sistema bubbledeck traz consigo várias condições e benefícios para a edificação, entre estes, podemos
afirmar:
A
Não permite a implantação de cabos de protensão.
B
Não permite a liberdade de projetos arquitetônicos nem se adaptam a curvas e formatos irregulares.
C
Diminui intercolúnio (distância entre eixos de colunas), possibilitando a redução de até 50% se comparado
com as estruturas tradicionais.
D
Não apresenta vigas, portanto, maior rapidez de trabalho além de economia.
E
Não permite a passagem de instalações prediais embutidas na laje.
A alternativa D está correta.
Bubbledeck reforça o conceito de sustentabilidade em obras, pois é um sistema que reduz 35% do
consumo de concreto e emissão de gases.
4. Sistemas rígidos e flexíveis de impermeabilização
Introdução
Impermeabilização é o processo pelo qual determinado substrato se torna impermeável à passagem de
líquidos e /ou seus vapores. É uma proteção contra infiltrações principalmente de água, e a ação da umidade
incidindo sobre os materiais de construção, deteriorando-os. 
As infiltrações e as umidades são as grandes responsáveis pelo aparecimento das patologias que acontecem
nas construções no decorrer de sua vida útil, de modo a influir negativamente não só na edificação, mas
também em relação a saúde e o bem estar dos usuários (problemas causados pelo mofo, por exemplo).
Características e generalidades acerca das
impermeabilizações
Os trabalhos de impermeabilização principiam pela elaboração dos projetos, especificações, planejamentos,
procedimentos técnicose orientações seguidas da execução dos serviços com mão de obra qualificada, de
modo a garantir a inexistência de danos futuros às construções.
Saiba mais
A NBR 9575 — Seleção e Projetos de Impermeabilização normatiza e orienta a elaboração dos projetos
de impermeabilizações. 
Ainda na fase de projeto, precisamos antever as situações que resultem no aparecimento de umidades e
infiltrações, além de adotar procedimentos adequados, de modo a evitar a ocorrência desses danos. Muitas
vezes, as patologias ou vícios construtivos causados pelas infiltrações ou umidade são decorrentes de um
projeto mal elaborado ou mal especificado, restando, como solução futura, manutenções periódicas e/ou
medidas de reparos, executadas posteriormente à entrega da obra.
 
Esses acontecimentos não previstos anteriormente, ou por erro de projeto, ou mesmo por falhas executivas,
acarretarão custos suplementares e dificuldades operacionais que muitas vezes não permitirão a adoção de
medidas corretivas ideais, obrigando a adoção de soluções provisórias de pouca durabilidade.
 
Neste sentido, algumas áreas das edificações devem sempre ser tratadas por algum processo de
impermeabilização, como, por exemplo: coberturas (e seus componentes); reservatórios (inclusive piscinas);
áreas molhadas (banheiros, cozinhas, etc.); paredes externas sob efeito de intempéries; juntas de dilatação;
pisos (em que água contida no terreno sobe por capilaridade); muros de arrimos, entre outros tantos locais.
Recomendação
A NBR 9575 normatiza 24 sistemas de impermeabilização diferentes a serem aplicados de acordo com a
especificidade de cada local. Por outro lado, existem inúmeros fabricantes no mercado disponibilizando
mais de 500 produtos de diversas origens e métodos de aplicação. Devemos analisar os parâmetros
técnicos dos produtos e os esforços mecânicos a que estarão sujeitos, para a escolha do sistema ideal. 
Para que uma impermeabilização atinja o desempenho adequado, devermos observar diversos fatores que se
relacionam entre si: o substrato (ou regularização do local), a aplicação do produto (que veremos a seguir) e
finalmente a proteção mecânica. A falha de qualquer um deles pode prejudicar o desempenho e a durabilidade
do conjunto.
 
Veja a seguir alguns cuidados que precisam ser tomados no que diz respeito ao processo de
impermeabilização:
Substrato
A existência de um substrato adequado é imprescindível para a eficiência da impermeabilização que
será aplicada sobre ele. Não deve existir nenhuma regularização mal executada que interfira ou
comprometa seu desempenho, como: fissuração, falhas de concretagem, sujeiras, resíduos de
desmoldantes, ralos e tubulações mal instalados, entre outros problemas. Também não deve ser
executada nenhuma impermeabilização sobre substrato ou impermeabilização antiga, que devem ser
removidos.
Proteção Mecânica
É necessário impedir que a impermeabilização, uma vez aplicada, seja danificada por eventos
posteriores, mesmo que involuntariamente. É muito comum que na instalação de luminárias,
playground, para-raios, e antenas coletivas, entre outros equipamentos ou serviços, as
impermeabilizações sofram algum dano. Assim, ainda na fase de projeto e especificações, devemos
prever a execução de uma proteção — denominada em nosso meio de “mecânica”, sobre a
impermeabilização recém-executada.
Identificar a presença de umidade
Existem muitas possibilidades da presença “indesejada” de água numa edificação que causem danos
por infiltrações, percolações, pressões que permitem a passagem espontânea de água e vapores,
como, por exemplo, a presença de umidade por:
Solo: Umidade natural do solo e presença de lençol freático alto.
Atmosfera: Chuva e outras intempéries.
Oriunda de edificações vizinhas.
Vinda da própria construção: Vazamentos de tubulações subterrâneas, infiltrações diversas,
falta de insolação e ventilação, capilaridade.
Tipos de Infiltração
Capilaridade - Afloramento de umidade no “pé” de uma parede
Conheça os tipos de capilaridade a seguir:
1
Pressão Hidrostática
Quando determinado volume de água confinada é pressionado de tal forma que permeia através de
fissuras e trincas das estruturas e ou das alvenarias de fechamento.
• 
• 
• 
• 
2 Percolação
É o processo em que a água escoa por gravidade, evento muito comum em lâminas de água sobre
lajes expostas ao tempo.
3
Capilaridade
Ocorre através da porosidade dos materiais, que acontece comumente em estruturas ou
fechamentos de paredes que em contato com a umidade do solo a absorvem em alturas bem
consideráveis de dezenas de centímetros acima do local de contato.
4
Condensação
Acontece pelo esfriamento de vapores ou de um teor considerável de umidade no ambiente.
Escolha do sistema de impermeabilização adequado
À escolha do sistema de impermeabilização adequado para determinada obra ou local, devemos levar em
consideração principalmente suas especificidades. Muitas vezes, dentro de uma mesma edificação, temos
locais que exigem tratamentos diferentes uns dos outros. Genericamente, levamos em consideração o tipo da
estrutura e de substrato, se o local está abrigado ou exposto ao tempo, e existirão influências de umidades ou
águas no local ou próximo dele.
Atenção
A impermeabilidade é uma característica aplicável ao material que será aderido ao substrato para
impedir possíveis infiltrações, ao passo que estanqueidade é uma característica da estrutura que deve
suportar aos esforços, de modo que não existam deformações estruturais que possibilitem o
aparecimento de fissuras que possam comprometer os sistemas de impermeabilização. 
Na prática, podemos dizer que impermeabilizações rígidas ou semiflexíveis devem ser aplicadas sobre
substratos rígidos — que não se movimentam de forma alguma, seja por deformação causada pelas cargas e/
ou seja pela ação de temperaturas. Enquanto impermeabilizações flexíveis devem ser aplicadas sobre
substratos e estruturas que estão sujeitas a deformações, como, por exemplo, exposição às intempéries.
 
A tabela abaixo apresenta de forma resumida as possibilidades de impermeabilizações mais comuns:
 
AÇÃO DOS
AGENTES
LOCAIS
TIPO DE
IMPERMEABILIZAÇÃO
Atuação da
água
Percolação
Lajes
Terraços
Coberturas
Marquise
Impermeabilização
Rígida
Sob pressão
hidrostática
Reservatórios
Caixas d’Agua
Piscinas
Impermeabilização
Rígida
Impermeabilização
Semiflexível
Umidade do
solo
Muros de Arrimo
Paredes Subsolo
Impermeabilização
Rígida
Elementos da
edificação
Sujeitos a
fissuras
Retração / Dilatação
Recalques
Fadiga
Movimentações Estruturais
Impermeabilização
Flexível
Sujeitos a
esforços
externos
Trincas por cargas
Dinâmicas externas de
temperatura
Tráfego de veículos
Impermeabilização
Flexível
 
Sistemas rígidos de impermeabilização
Aplicação de argamassa polimérica
Como vimos, a impermeabilização rígida é aplicada sobre substratos rígidos que não sofrem deformações.
Elas podem ser realizadas por diferentes métodos e/ou produtos, elencamos alguns deles:
 
Argamassa com aditivo de material hidrofugante.
 
Argamassa com adição de polímeros.
 
Cimento cristalizante para pressão negativa (aquela em que a infiltração tenta penetrar na edificação
de fora para dentro, muito comum em subsolos em locais de lençol freático muito alto.
 
Cimento modificado com polímero.
 
Membrana epoxídica.
• 
• 
• 
• 
• 
Saiba mais
Para o caso de materiais poliméricos, as Normas NBR 12.171 — Aderência Aplicável em Sistema de
Impermeabilização Composto por Cimento Impermeabilizante e Polímeros - Método de Ensaio, e NBR
11.905 — Argamassa Polimérica Industrializada para Impermeabilização, normatizam os procedimentos
para especificação e execução das impermeabilizações. 
Veja a seguir mais detalhes sobre cada um dos sistemas rígidos de impermeabilização:
Concreto impermeabilizado
Embora seja de difícil execução, por conta do preparo, lançamento (possibilidade de criação de
“bicheiras” (ninhos de agregados) e cura, em tese, seria possível produzir um concreto impermeável.
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