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INTRODUÇÃO A ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA
Profª Thayná Albuquerque
PARTE I
INTRODUÇÃO A ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA
Assuntos a serem abordados:
Parte I
Introdução a anatomia humana: conceito, tipos e características.
Conceitos de variação e normalidades anatômicas.
Nomenclatura Anatômica.
Parte II
Tipos de divisão do corpo humano.
Posição anatômica e planos de delimitação.
Secção do corpo humano e eixos.
ANATOMIA
Etimologia (origem) grega: “Anatome”
Ana = em partes
Tomein = cortar 
 É a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.
Anatomia pode ser subdividida em três grandes grupos: 
Anatomia macroscópica.
Anatomia microscópica. 
Anatomia do desenvolvimento.
ANATOMIA MACROSCÓPICA
É estudada pela dissecção de peças previamente fixadas por soluções apropriadas (formol).
Estudo das estruturas observáveis a olho nu, utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis.
Apresenta duas grandes divisões : a Anatomia Regional e a Anatomia Sistêmica
Anatomia Regional: na qual os dados anatômicos macroscópicos humanos são descritos  segundo as grandes divisões naturais do corpo (membro inferior, membro superior, cabeça e pescoço, tórax, abdome e pelve).
 Anatomia Sistêmica: na qual a abordagem é feita segundo os vários sistemas ( conjunto de órgãos com mesma função básica).
Anatomia: ESTRUTURA
Fisiologia: FUNCIONAMENTO
ANATOMIA MICROSCÓPICA
É aquela relacionada com as estruturas corporais invisíveis a olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação, como lupas, microscópios ópticos e eletrônicos.
Este grupo é dividido em Citologia e Histologia.
Citologia: estudo das células.
Histologia: estudo dos tecidos e de como estes se organizam para a formação de órgãos
Corte histológico da pele humana
Célula eucarionte
ANATOMIA DO DESENVOLVIMENTO
Estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo fertilizado até a forma adulta.
É o ramo da anatomia que estuda as mudanças estruturais que ocorrem no organismo desde a fertilização (união do óvulo com o espermatozoide).
Ela engloba a Embriologia que é o estudo do desenvolvimento até o nascimento.
Compreende:
Formação dos órgãos e sistemas.
Como ocorrem as anormalidades congênitas (malformações).
A base do crescimento e da diferenciação celular.
DIVISÃO DO CORPO HUMANO
Cabeça: face e crânio
Pescoço 
Tronco: toráx e abdome
Membros: superiores e inferiores 
NOMENCLATURA ANATÔMICA
A Anatomia Humana é uma ciência antiga: Os relatos anatômicos humanos iniciaram-se com o surgimento dos próprios hominídeos e ainda hoje se encontram na Franca e na Alemanha desenhos representativos dos homens e animais dessa época e das suas caçadas.
Esta anatomia inicial tinha grande representação de atos místicos e da melhor maneira de se produzir ferimentos em animais durante as caçadas grupais para a obtenção de “carne” para o clã.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Após isso, com o surgimento das antigas civilizações como a Mesopotâmica, entre os rios Tigre e Eufrates, hoje parte do Iraque, na qual as dissecações humanas tinham caráter religioso, procurando-se a sede da alma, que localizaram no fígado.
 
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Já na civilização egípcia, o avanço anatômico também não foi muito destacado, embora fosse habito a conservação dos corpos pelo processo de embalsamamento, no entanto, algumas pessoas associavam a retirada de órgãos com atividades demoníacas. Essa anatomia quase nada tinha de cientifica e sim com a religião egípcia que acreditava na preservação do corpo e da alma para a outra vida que viria após a morte.
 No processo de mumificação, restava somente o aparelho locomotor que era mumificado, sendo as vísceras retiradas e conservadas em potes.
 
NOMENCLATURA ANATÔMICA
O estudo do corpo humano com finalidade cientifica iniciou- se aproximadamente 500 anos antes de Cristo, na Itália meridional e foi posteriormente, pouco a pouco, desenvolvido por pesquisas e pesquisadores que se foram sucedendo, procurando-se separar as crendices e misticismos da verdadeira concepção científica das estruturas, órgãos e tecidos.
Herophilo: Pai da Anatomia na Antiguidade.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
A aquisição desses conhecimentos durante os séculos seguintes foi grandemente dificultada; por exemplo, na Idade Média, “a idade das trevas”, havia vários dogmas religiosos que impediam o estudo interno do corpo humano, principalmente pela igreja católica.
Nessa época vários indivíduos que iniciaram estudos em ramos diferentes das ciências físicas e das biológicas, em pontos diferentes da Europa, foram julgados e condenados a serem queimados vivos em praças públicas, pois foram considerados bruxos.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Andreas Vesalius: Pai da Anatomia Moderna (1514- 1564).
Contribuições importantes:
Em 1543, aos 28 anos, Vesalius publicou seu trabalho mais famoso:
"De Humani Corporis Fabrica Libri Septem"
("Sobre a Estrutura do Corpo Humano em Sete Livros").
Essa obra foi um marco histórico por vários motivos:
Tinha ilustrações anatômicas detalhadas e precisas;
Foi baseada em dissecações reais de corpos humanos (o que era raro e polêmico na época);
Corrigiu vários erros do anatomista Galeno, cujas descrições anatômicas se baseavam em animais e vinham sendo aceitas por mais de 1.000 anos.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Com as proibições as dissecações, aliadas ao costume de se queimar os corpos após a morte, como ocorria na Grécia e em outras partes, onde se cremava os corpos e as suas cinzas eram guardadas pelos seus familiares por muitos anos, era muito plausível que a anatomia humana se desenvolvesse “as escondidas“ em pontos esparsos de cada país.
Nesse processo de descobrimento das estruturas anatômicas, muitas vezes um pesquisador não conhecia as descobertas de outro seu colega contemporâneo ou pregresso, pois as descobertas não eram divulgadas pelas dificuldades mencionadas.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Resultado: foram idealizados nomes diferentes para as mesmas estruturas, variando-se de um país para outro e também de uma localidade para outra no mesmo país.
A nomenclatura anatômica ou Terminologia Anatômica tinha na época, 20 a 30 mil nomes.
 Isso impedia que os conhecimentos sobre o corpo humano circulassem de um lugar para outro, ou de um país para outro, onde os idiomas eram diferentes.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Primeira nomenclatura anatômica, na Suíça, na tentativa de tornar os nomes anatômicos universais, foi no ano de 1895, conhecida como “Basle Nomina Anomica”.
Eminentes anatomistas reuniram-se em Paris em 1955 e fizeram a primeira nomenclatura anatômica (Nomina Anatomica), escrita em latim por ser uma língua extinta e não correr mais o risco de sofrer variações.
Ao mesmo tempo, os nomes foram reduzidos para ao redor de cinco mil, retirando-se as repetições.
Atualmente, os anatomistas reúnem-se, em média, a cada quatro anos durante congressos para decidirem sobre a inclusão de novos termos e retirada daqueles considerados obsoletos ou errados. 
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Ao designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura procura utilizar termos que não sejam apenas sinais para a memória, mas tragam também alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura. 
Dentro deste princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas).
Desta forma, os termos indicam:
Forma. Ex: músculo trapézio 
Posição ou Situação. Ex: nervo mediano
Trajeto. Ex: artéria cincunflexa da escapula 
Conexões ou inter-relações. Ex: ligamento sacroilíaco 
Relação com o esqueleto. Ex: artéria radial 
Função: músculo levantador da escápula 
Critério misto ( função e situação). Ex: m. flexor superficial dos dedos.
Entretanto, há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram conservados, porque estão consagrados pelo uso.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Nomina Anatomica – Paris – 1955.
Redução para 5.000 nomes anatômicos.
1 termo para cada estrutura.
Abole epônimos.Idioma – latim.
Congressos de Anatomia.
Entretanto, há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram conservados, porque estão consagrados pelo uso.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
Os epônimos como, por exemplo:
 Ligamento de Fallopio
Torcular de Herophilo
Poligono de Willis
Trompa de Eustaquio
Canal de Hunter
Linha de Spiegel, 
Arco de Douglas, etc.
São terminologias ainda muito utilizados na nomenclatura clínica, pois esta tem séculos de tradição e uso.
NOMENCLATURA ANATÔMICA
NOMENCLATURA ANATÔMICA
VARIAÇÃO E NORMALIDADES ANATÔMICAS
Normal
Variação 
Anomalia 
Monstruosidade
VARIAÇÃO E NORMALIDADES ANATÔMICAS
Variação Anatômica
A simples observação de um grupamento humano evidencia de imediato diferenças morfológicas entre os elementos que o compõe.
Essas diferenças podem apresentar-se externamente ou internamente em qualquer um dos sistemas do organismo.
FATORES DE VARIAÇÃO ANATÔMICA
IDADE: modificações na fase intra-uterina (ovo, embrião, feto) e extra-uterina (recém-nascido, criança, adulto, idoso).
SEXO: feminino ou masculino.
RAÇA: branca, negro, amarela.
BIÓTIPO: caracteres herdados e adquiridos.
EVOLUÇÃO: influencia diferenças morfológicas relacionadas ao tempo.
VARIAÇÃO E NORMALIDADES ANATÔMICAS
Variação Anatômica ( INTERNA E EXTERNA) 
Ex: A forma de um órgão interno (estômago).
VARIAÇÃO E NORMALIDADES ANATÔMICAS
Variação Anatômica 
Diferenças morfológicas internas e externas que não causam prejuízo funcional.
Anomalia 
Toda alteração que prejudica a função.
Monstruosidade 
Toda alteração incompatível com a vida.
ANOMALIAS CONGÊNITAS
polidactilia
Lábio leporino
As anomalias congênitas, na maioria das vezes, estão associadas a fatores genéticos e ambientais.
Essas alterações vêm de mutações ou anomalias cromossômicas, que podem ser:
Herdadas dos pais 
Espontâneas (ocorrem no momento da formação do embrião).
FATORES GENÉTICOS
FATORES AMBIENTAIS
São agentes externos que interferem no desenvolvimento embrionário, principalmente no primeiro trimestre, por exemplo:
Medicamentos teratogênicos (ex: talidomida);
Infecções maternas (ex: rubéola, toxoplasmose, zika vírus);
Drogas e álcool (ex: síndrome alcoólica fetal);
Radiação ionizante;
Exposição a substâncias químicas tóxicas;
Desnutrição materna severa (ex: deficiência de ácido fólico → defeitos no tubo neural).
MONSTRUOSIDADE
Acentuação tão severa da anomalia que deforma profundamente a constituição corporal, sendo, em geral, incompatível com a vida.
Ex: agenesia do encéfalo.
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
Conceitue “Anatomia” e como ela pode ser dividida e subdivida, fornecendo exemplos.
Com base na nomenclatura anatômica, explique por que o uso do latim foi adotado na padronização dos nomes.
A nomenclatura anatômica moderna tem como princípio utilizar termos que descrevam características das estruturas, abolindo o uso de epônimos. Explique a importância dessa padronização para a ciência e a prática profissional em saúde. Em sua resposta, cite pelo menos três critérios usados para nomear estruturas anatômicas, conforme os princípios atuais.
A etimologia da palavra "anatomia" vem do grego e significa: a) Estudo dos órgãos internos
b) Corte em partes
c) Vida e movimento
d) Corpo humano funcional
Cite 3 fatores de variação anatômica e exemplifique.
Explique o que são anomalias congênitas e discorra sobre os fatores que podem causá-las, distinguindo entre causas genéticas e ambientais. Dê exemplos.
Diferencie anomalia e monstruosidade.
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