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RUMO AO PODIUM MANUALMANUAL DE SOBREVIVÊNCIADE SOBREVIVÊNCIA OLÍMPICAOLÍMPICA ONHB EDITION PROJETOPROJETO MENTOLIMPMENTOLIMP PEDRO H. R. SAMPAIO MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA OLÍMPICA AUTOR: Pedro Henrique Rodrigues Sampaio CO-AUTORES: Viviane Cristine Pereira Nunes Bruno Farias de Oliveira Victória Aparecida Fares Lopes Carolina Cruz Ledoux REVISÃO: Pedro Henrique Rodrigues Sampaio PARTICIPAÇÃO: Marcos Henriq Pereira Santos Maria Laura Amaral Correia Tavares Mariana Portela Macedo Anderson Silva Bernardo dos Santos 01 02 SumárioSumário 01. Introdução 02. Apresentação 03. Orientações 04. Primeira Fase 05. Segunda Fase 06. Terceira Fase 07. Quarta Fase 08. Quinta Fase 09. Sexta Fase 10. Fase Final 11. Edições Extras 12. Dicas Olímpicas 13. Exercitando 14. Gabaritando 15. Referências Pág. 03 Pág. 04 Pág. 09 Pág. 12 Pág. 14 Pág. 19 Pág. 21 Pág. 29 Pág. 32 Pág. 33 Pág. 35 Pág. 36 Pág. 42 Pág. 63 Pág. 65 Apresentar a Olimpíada Nacional de História do Brasil em sua completude; Discutir sobre técnicas de resolução de questões e tarefas; Propor uma metodologia de estudo tanto para a olimpíada quanto para os vestibulares de maneira geral; O Projeto Mentolimp é um projeto que tem como missão ajudar no processo de incentivo as olimpíadas científicas do nosso país. Pensando nisso, a coleção "Manual de Sobrevivência Olímpica" foi criada para suprir a falta de materiais voltados para o mundo olímpico. O projeto já tem uma longa história com a ONHB, onde se iniciou com a criação do perfil @onhbdadepressão. Este programa foi o responsável pela criação do evento ONHBMent que hoje está realizando sua terceira edição. Além disso, este material tem como objetivos: 1. 2. 3. 03 IntroduçãoIntrodução A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas, desenvolvido pelo Departamento de História por meio da participação de docentes, alunos de pós- graduação e de graduação. Além disso, a olimpíada é coordenada pelas profª. drª. Cristina Meneguello e Alessandra Pedro. De acordo com a própria coordenadora, a ideia de uma olimpíada de história surgiu a partir de um professor de matemática que a desafiou a fazer algo do tipo. A princípio a resposta era negativa, mas a provocação foi suficiente para Cristina estudar e fazer este projeto se tornar real e se transformar no que é hoje. A ONHB, além de uma olimpíada científica, é também um espaço de resistência e luta contra ações que ferem a sociedade como um todo, reafirmando a importância da história para que certos erros não voltem a acontecer no mundo contemporâneo. 04 ApresentaçãoApresentação 01. Sobre as questões 05 De acordo com o regulamento, a olimpíada é realizada por equipes compostas por 03 estudantes (do oitavo ano do Ensino Fundamental até o último ano do Ensino Médio) e um professor de história que terá o papel de orientar as equipes. Já em relação à prova, ela é dividida em 6 fases online mais uma presencial (a grande final), sendo que, cada uma destas fases online, são compostas por uma tarefa e 11 ou 12 questões com mais de uma alternativa considerada correta. 01 ponto: é mais descritiva e não exige muita pesquisa ou análise. 04 pontos: é mais analítica e muitas vezes leva mais em consideração o contexto do que o documento. Em cada questão existem três alternativas corretas e uma errada. Porém, as alternativas corretas têm diferentes valores: 02. Sobre as tarefas 06 05 pontos: possui um tom mais crítico, analisa o documento, sua fonte/origem e o contexto, além de apresenta uma discussão sobre nossa sociedade. É importante destacar que isso é apenas um padrão identificado, mas que nem sempre será assim, cabendo ao grupo avaliar e discutir para encontrar a alternativa de maior valor. Uma dica para facilitar no processo, busque identificar qual ensinamento a olimpíada quer passar. Fase 01: Coleta de dados; Fase 02: Migalhas; Fase 03: Linha do tempo; Fase 04: Paleografia; Fase 05: Tarefa Surpresa; Fase 06: Correção da Tarefa Surpresa; Ao longo de cada fase, uma tarefa diferente é apresentada a equipe, sendo elas: Mas iremos falar mais especificamente de cada ao longo do material, onde poderemos apresentar detalhadamente a proposta de cada uma. 03. Sistema de classificação 07 Nas olimpíadas científicas, é normal que algumas equipes sejam eliminadas a cada avanço de fase. O mesmo acontece com a ONHB, sendo o esquema acima a representação da quantidade de equipes que avançam de fase. Além disso, o sistema de pontuação vai dobrando a cada fase que passa, mas é sempre bom valorizar também as de menor pontuação. Fa se 1 Fa se 2 Fa se 3 Fa se 4 Fa se 5 Fa se 6 Fi na l Final Fase 6 Fase 5 Fase 4 Fase 3 Fase 2 Fase 1 100% das equipes inscritas 90% das equipes da fase anterior 70% das equipes da fase anterior 60% das equipes da fase anterior 1800 equipes TODAS equipes que entregaram a tarefa 200 equipes no mínimo 04. Provas anteriores 08 Para toda e qualquer prova, vestibular ou olimpíada que você for prestar, a melhor forma de estudar é resolvendo questões e provas antigas, fato que com a ONHB não é diferente. Responder as edições anteriores da olimpíada lhe permite ter um conhecimento muito mais técnico do funcionamento da mesma, possibilitando identificar com muito mais clareza os valores correspondentes de cada alternativa e lhe dando uma maior agilidade na hora do pra valer. Por conta disso, logo abaixo vocês terão acesso a um link que lhe levará a uma pasta com (quase) todas as questões da ONHB até o momento. Provas Anteriores https://drive.google.com/drive/folders/15SThNIbCW5kxPu4 w75aGG45Z0iOdnidt?usp=sharing Link com todas as provas de todas as edições da ONHB, ONHB-A e Pré-ONHB até o momento O processo de resolução das questões da ONHB é algo que depende essencialmente da equipe, no entanto, há alguns aspectos que, se seguidos, possibilitarão um excelente resultado na competição. A primeira coisa que você deve ter em mente é: você e sua equipe devem trabalhar juntos. É um pouco óbvio isso, mas o que acontece muito é que várias equipes não avançam de fase por não estarem focados e juntos, por isso é sua função e de seus parceiros fazerem a equipe funcionar. Com isso em mente, podemos passar a discutir sobre o processo de treinamento com questões: 09 OrientaçõesOrientações 1. A equipe, ainda sem o orientador, deve ler o enunciado, analisar os documentos, buscar se aprofundar no assunto e organizar numa espécie de diagrama com as observações; 2. Com as análises feitas, busquem identificar e eliminar a alternativa errada (valor 0) para que restem apenas as corretas para identificar; Das que sobraram, busquem identificar as de valor mais alto (4 e 5), isso serve tanto para ter uma pontuação maior quanto para ter um porto seguro; 3. 4. Agora com a ajuda do orientador, voltem as observações e busquem revisar o que foi discutido para refletirem sobre as alternativas que vocês analisaram; 5. Por fim, decidam qual a alternativa será o gabarito da equipe e anotem o porquê dos valores atribuídos as alternativas; 10 01. Conselhos para a olimpíada 1º. Dê o seu melhor desde o princípio, principalmente na primeira fase; 2º. Preencha todas as informações pedidas nas tarefas; 3º. Não se esqueça de enviar as questões e as tarefas (evite deixar para a última hora); 4º. Busque identificar os ensinamentos que a ONHB quer passar com cada questão; 3.02. Modelo de análise/diagrama 11 Análise da questão 23 da 3ª fase feita durante a ONHB 13 OBS.: A análise acima foi feita enquanto acontecia a 13ª edição da ONHB, não levando em conta o gabarito revelado posteriormente, portanto, use-a apenas como referência para suas próprias análises. A primeira fase da ONHB é composta por 11 questões objetivas, onde cada alternativa pode ter um valor diferente (00, 01, 04 e 05), mais uma tarefa conhecida como coleta de dados. Na teoria, essa é a fasemais fácil de toda a edição da olimpíada e justamente por esse fator que ela deve ser valorizada e respondida com atenção. 12 Primeira FasePrimeira Fase 01. Tarefa: Coleta de Dados De toda olimpíada, essa tarefa é a mais simples de se ganhar pontos. Ela consiste basicamente de um formulário onde os alunos deverão responder com alguns dados próprios. O questionário é longo e demanda tempo e atenção para ser preenchido, mas é muito importante, pois é uma forma de conhecer melhor os participantes da ONHB, de gerar dados e de aprimorarmos as outras edições. 02. Exercitando 13 Por essa tarefa ser bastante extensa e consistir basicamente no recolhimento de dados, foi proposto uma versão mais curta que serve para apenas ter um embasamento de como ela funciona. 1. Nome Completo: 2. Data de Nascimento: 3. Qual o seu sexo/gênero? 4. Qual a sua religião? 5. Ano/Série: 6. Qual é o filme que você mais gosta? 7. Qual o tipo de música você mais gosta? 8. Quais edições da ONHB você já participou: A segunda fase da ONHB é composta por 11 questões objetivas com o mesmo esquema de pontuação que a primeira e uma tarefa conhecida como migalhas. 14 Segunda FaseSegunda Fase 01. Tarefa: Migalhas Nesta tarefa, é proposto às equipes o trabalho com um instrumento que é muito importante para os historiadores: analisar e compreender imagens, observando seus detalhes e tirando conclusões a partir deles. Na imagem as equipes encontrarão “números”. A tarefa consiste em associar estes números às frases que aparecerão ao lado de cada parte destacada na imagem. Essas frases descrevem aspectos do fragmento da imagem. Para isso, é importante que os alunos usem uma boa ferramenta de análise de imagens e assumam algumas posturas para poderem ter êxito na tarefa. 02. O Paradigma Indiciário 15 O livro "Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história", de Carlo Ginzburg, é uma obra que apresenta exatamente as posturas que devemos apresentar diante dessa tarefa. De acordo com Carlo, nós devemos agir como: Giovanni Morelli (Historiador da arte), Sherlock Holmes (Detetive) e Sigmund Freud (Psicanalista). Indicação Olímpica Livro: Mitos, emblemas, sinais. GINZBURG, Carlo. Freud, Sherlock Holmes, o crítico de arte Morelli: partindo desses nomes, Carlo Ginzburg constrói o paradigma de um "saber indiciário", um método de conhecimento cuja força está na observação do pormenor revelador, mais do que na dedução. Partindo desses nomes, Carlo Ginzburg constrói o paradigma de um "saber indiciário", método de conhecimento cuja força está na observação do pormenor revelador, mais que na dedução. 03. Como resolver as Migalhas? 16 Agora que já conhecemos um pouco sobre essa tarefa, chegou a hora de apresentar alguns passos que você e sua equipe possa seguir diante dessa atividade, são eles: 1. Procure identificar o tema ou o assunto da imagem; 2. Identifique o que está no centro e à frente na figura. Geralmente é o que o autor da imagem procurou destacar; 3. Identifique todas as pessoas, animais, construções e demais figuras que compõem a imagem (lateral, fundo, centro, alto); 4. Agora verifique as ações que estão sendo retratadas. Qual é a principal? Quais são as secundárias? 5. Preste atenção nas expressões faciais e atitudes das personagens. Cada movimento é importante. Não se esqueça dos detalhes: eles podem revelar muito. 04. Exercitando 17 1 3 2 4 Victor Meireles, primeira missa no Brasil, 1860, óleo sobre tela, 268x356 cm Tarefa presente na Pré-ONHB 18 5 6 7 8 Indicação A. Trata-se do quadro "A Primeira Missa no Brasil", uma das principais obras do artista Victor Meireles (1832-1903), realizado entre 1858 e 1860. Encontra-se no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) e se refere ao episódio narrado na carta de Pero Vaz de Caminha a Dom Manuel, rei de Portugal, ocorrido em 1500, na Praia de Coroa Vermelha, Cabrália, litoral sul da Bahia. O quadro possivelmente inspirou-se na obra "Primeira Missa na Cabília" (1854), do pintor francês Horace Vernet. Indígenas carregam armas.B. Frei Henrique de Coimbra, com uma veste branca e dourada, está ao centro do quadro.C. Entre os indígenas, há velhos, mulheres, crianças e bebês.D. Uma arca com objetos utilizados para a celebração da missa (crucixo, água) é exibida à frente do altar, numa demonstração dos detalhes do ritual. E. Os brancos europeus ocupam o centro do quadro e da ação. Os demais brancos da representação estão chegando a partir do mar. F. Um indígena subiu numa árvore para ver melhor o acontecimento.G. Uma arca com objetos saqueados dos indígenas pelos invasores portugueses é exibida logo à frente do altar, numa demonstração de poder. H. Há embarcações ao fundo.I. Um indígena subiu numa árvore e está em posição de ataque.J. A terceira fase da ONHB é composta por 12 questões objetivas que seguem com o mesmo esquema de pontuação mais uma tarefa conhecida como linha do tempo. 19 Terceira FaseTerceira Fase 01. Tarefa: Linha do tempo Nesta tarefa, são fornecidos documentos históricos que devem ser organizados de duas formas: 1. Dentro de uma linha de tempo histórico de produção: classifique cada documento consoante a época a que pertence, ou seja, a época em que foi originalmente ou produzido. 2. Dentro de uma linha de tempo histórico do tema abordado: classifique cada documento consoante a época que se refere, ou seja, a época sobre a qual fala o documento. Observe que um documento pode falar de um século específico ou abranger mais de um século. 02. Exercitando 20 Século em que foi produzido: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] Século a que se refere: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] Agostini, 05.02.1887. Apud Renato Lemos. Uma história do Brasil através da caricatura, 2006 USOS DO AÇÚCAR a) Produção de doces Em meados do século XV, a produção de açúcar na ilha da Madeira permitiu à Europa maior acesso a vários tipos de doces, considerados privilégios por conta dos altos preços. b) Decoração No final do século XV e no começo do século XVI, o açúcar era misturado a gomas, nozes e amidos, para que, cristalizados, formasse figuras, que a seguir eram pintadas e expostas nas mesas das famílias principescas. [Os usos do açúcar, pesquisa de texto Nashla Dahás]. SCHWARTZ, Stuart B. Como se cria um país. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de janeiro, nº 94, jul. 2013. Século em que foi produzido: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] Século a que se refere: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] A quarta fase da ONHB é composta por 12 questões objetivas que seguem com o mesmo esquema de pontuação mais uma tarefa conhecida como Paleografia. 21 Quarta FaseQuarta Fase 01. Tarefa: Paleografia Quando os historiadores fazem suas pesquisas, por exemplo, em arquivos, bibliotecas, museus e acervos pessoais, frequentemente têm que ler, decifrar e compreender documentos produzidos no passado. Por estar em letra cursiva (escrita à mão), deve- se prestar atenção em alguns detalhes que os pesquisadores da área utilizam: a) leiam com calma cada palavra, tentando dar sentido ao que está escrito; b) procurem se acostumar com as formas como o autor desenha certas letras; c) estejamatentos aos detalhes; 02. Transcrição de manuscritos 22 Tipo de documento: Informações quanto a produção: Contexto histórico: Nesse momento vamos discutir sobre algumas ações que você e sua equipe podem tomar diante dessa tarefa. 1. Sobre o Documento: Algumas informações sobre o texto que você está trabalhando é necessário identificar logo de início, são elas: 2. Análise Paleográfica: Num documento do tipo, geralmente ele apresenta alguns elementos como carimbos ou selos, rasuras (de todo tipo) e até mesmo sinais de desgaste podem estar presentes. Tem caráter oficial (ex: telegramas, relatórios, cartas oficiais)? Utiliza-se de linguagem formal ou informal? Sabe-se quem escreveu? Quando foi produzido? Para que foi escrito? Em que período ele se insere? Sobre qual contexto trata? Abreviaturas: é comum que ao longo do texto encontrar palavras que estão abreviadas que na hora da transcrição você poderá desenvolver, mas só caso você e sua equipe tenham total certeza do seu significado. 3. Elementos do texto: Além dos apresentados no tópico anterior, existem alguns outros que interferem ainda mais no processo de transcrição do documento, são eles: Exemplos: 23 = annualmᵀᴱ. = Fazdᵃ. Real = mesmo q'. = Amᵒˢ. & Crᵒˢ. Indicação Olímpica Livro: Abreviaturas: Manuscritos dos Séculos XVI ao XIX Escrito por Maria Helena Ochi Flexor. Catálogo de várias abreviaturas que as pessoas dos séculos XVI e XIX usavam (e ainda usam) em suas cartas e documentos. Pode ajudar muito na tarefa da quarta fase da olimpíada, já que em seus documentos é possível encontrar algumas abreviaturas. Grafia das palavras: por se tratar de documentos antigos, muitas das palavras presentes se encontrarão de uma maneira diferente da qual se é usada atualmente, portanto, no processo de transcrição, busque escrever exatamente como se encontra no documento. Exemplos: 24 = Rezultaria = Olandezes = àporporção = uzo 4. Levantamento Escriptográfico: Esse talvez seja o ponto mais importante para a resolução desta tarefa, visto que é por meio dele que você conhecerá melhor a grafia do autor do documento. Como existem diferentes formas de uma mesma pessoa escrever a mesma letra, fazer o levantamento escriptográfico é muito importante para economizar tempo. Esse método consiste basicamente em catalogar as letras do autor numa tabela, vejamos: Texto (Exemplo): 25 Nota: Geralmente os textos apresentados tendem a ser mais complicados Levantamento Escriptográfico: 26 Ao fazer esse tipo levantamento, transcrever o resto do documento se torna bem mais simples e rápido. Indicação Olímpica Livro: Paleografia Portuguesa Básica Material muito usado pelos participantes da ONHB durante a tarefa de paleografia, uma vez que ele apresenta um levantamento escriptográfico com exemplos de letras que estavam presentes nas grafias. Além disso, o livros apresenta muitas curiosidades da grafia portuguesa que podem ser de grande ajuda na tarefa. 03. Exercitando 27 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 Documento retirado da 12ª ONHB, Fase 04, q. 38c/Tarefa Documento transcrito: 28 01. 02. 03. 04. 05. 06. 07. 08. 09. 10. 11. 12. 13. Levantamento Escriptográfico https://drive.google.com/file/d/1eAsyBn7ptUnWDiX3- wGSMjNV4UpUWCu7/view?usp=sharing Folha para que você possa fazer o levantamento escriptográfico do documento acima. A quinta fase da ONHB, diferentemente das outras etapas da olimpíada, é composta apenas por uma única tarefa "surpresa", não tendo questões objetivas. 29 Quinta FaseQuinta Fase 01. Tarefa surpresa? A tarefa dessa fase é a que mais dá trabalho de realizar e ela é considerada surpresa justamente porque ela não é um padrão em todas as edições como nas outras fases. Mas, independente disso, ainda há alguns pontos que se repetem nessa etapa, sendo eles divididos em alguns micro passos. 02. Os seis micro passos Estratégias; Divisão de Tarefas; Início da Tarefa; Durante essa fase, seis micro passos devem ser executados antes da tarefa para que a mesma possa ser feita sem muitas dificuldades, sendo eles: 1. 2. 3. 4. 5. 6. Leitura Inicial; Reflexão; Leitura Guiada; Leitura Inicial: busque identificar do que se trata a tarefa; Reflexão: analise como você pode fazer a tarefa sem muitos problemas; Leitura Guiada: Diferente da Leitura Inicial, aqui você irá atrás de localizar o que precisa estar presente na tarefa; Elaboração de Estratégias: Discuta com sua equipe sobre o que vocês realizarão na tarefa; Divisão de Tarefas: Após a discussão, dividam a tarefa entre vocês de modo que cada um tenha suas próprias responsabilidades no projeto; Início do Projeto: Com todos os passos executados, é finalmente chegada a hora de pôr em prática a tarefa; No entanto, apesar de serem os mesmos micro passos, os alunos e o professor orientador devem executá-los de maneira diferente de modo a concluir com êxito sem infringir as normas da olimpíada. Alunos: 30 Leitura Inicial: Nessa etapa, o professor deve analisar e buscar saber o que os alunos precisam fazer nessa tarefa; Reflexão: Já aqui, o professor deve refletir sobre como ele pode ajudar seus alunos; Leitura Guiada: Após pensar em como ele pode ajudar, em seguida o orientador deve analisar o que ele precisará para ajudar sua equipe; Elaboração de Estratégias: Nesse micro passo, o professor deve buscar os recursos necessários (livros, sites, documentos, etc.) para dar o devido suporte a seus alunos; Divisão de Tarefas: Nesse ponto o professor deve buscar saber qual será sua responsabilidade enquanto orientador; Início do Projeto: Com o início da tarefa, o professor agora deve acompanhar o desenvolvimento dos seus alunos e auxiliar no processo de refinamento. Professor(a) Orientador(a): 31 A sexta fase, assim como a quinta, é composta apenas por uma única tarefa que consiste basicamente em avaliar as tarefas da fase anterior de outras equipes. 32 Sexta FaseSexta Fase 01. Tarefa: Avaliação Essa tarefa funciona como uma dupla correção, onde tanto as equipes quanto a ONHB, estarão corrigindo as tarefas para realizar a devida pontuação. A avaliação das tarefas consiste em perguntas de "sim ou não" baseadas nas exigências propostas na fase anterior (por isso, revise o que a quinta fase pede antes dela iniciar). 02. Orientação Ao chegar nessa fase, analise o que a ONHB pediu nas fases anteriores. Como as edições têm um tema geral, as fases revelarão muito sobre as últimas etapas. Aquelas equipes que conseguirem o melhor resultado ao longo da edição serão convidadas a participar da fase final da olimpíada. Sendo que, de 2017 para cá, a olimpíada vem adotando uma postura diferente ao realizar esta fase, sendo ela mais simples do que antigamente. É válido destacar também que, assim comotodas as outras fases da olimpíada, a grande final é totalmente baseada na temática geral apresentada desde o início da primeira fase. Geralmente, a fase final consiste em produzir uma dissertação argumentativa que, costumeiramente, está associada ao tema central da edição. No entanto, diferente do ENEM, a citação de livros, pensadores, etc. não é nada que vai impressionar a comissão da ONHB ou que lhe dará muitos pontos, já que isso é só mais do mesmo. O ideal é apresentar total domínio do assunto e das ideias e construir algo que vai além do que a olimpíada ensinou. 33 Fase FinalFase Final 01. Como se preparar? 34 Se preparar para essa etapa não é tão difícil quanto se parece, mas é um processo um tanto quanto extenso e cansativo que você e sua equipe precisará passar para conquistar um bom resultado. A primeira coisa que se deve fazer é observar bem como foi a edição da olimpíada: revisar as questões, observar as figuras (cantores, escritores, etc.) que foram apresentadas, abrir os links e fontes (incluindo do conteúdo adicional) presentes. Após isso, é hora de ir para materiais de fora do que foi apresentado, artigos e teses acadêmicas serão seus maiores aliados nessa etapa. Opte por materiais associados ao tema geral da edição, mas também busque por olhar temas que tangenciam (principalmente os que aconteceram mais recentemente). Por fim, é hora de pôr em prática, comece a imaginar quais seriam os possíveis temas da dissertação e passe a escrever sobre, isso lhe dará um domínio muito maior. Além das edições tradicionais da ONHB, a coordenação da olimpíada recentemente inovou com a criação de algumas edições extras, a Olimpíada Brasileira em História do Brasil Aberta para Todos (ONHB-A) e a Pré-ONHB. Apesar de serem de menor duração do que as oficiais, essas edições são excelentes para aqueles que querem treinar/simular para a olimpíada, já que você pode fazer de maneira muito mais tranquila e pôr em prática todo o treinamento que você vem tendo, além de identificar no que você precisa melhorar. Além disso, essas edições são abertas para todo mundo, ou seja, não importa sua idade, localização ou nível escolar, qualquer pessoa pode participar, o que pode permitir que você forme equipes com amigos virtuais, familiares, vizinhos e muito mais. Essas edições são muito especiais justamente por trazer essa vastidão de possibilidades, por isso vale a pena conferir. 35 Edições ExtraEdições Extra Maria Laura Amaral Correia Tavares; Bruno Farias Oliveira; Mariana Portela Macedo; Anderson Silva Bernardo dos Santos; Pelo fato deste material se tratar de uma troca de experiências, resolvemos reservar um capítulo especial onde estão reunidas algumas dicas, orientações e conselhos de professores, divulgadores e medalhistas que já tem certa experiência com a olimpíada. As pessoas selecionadas para compor essa secção são: Agora vamos conhecer as contribuições que eles compartilharam conosco. Teremos dicas, experiências e, claro, muita história. OBS.: Caso queira conhecer mais histórias de olímpicos, basta seguir o Instagram da olimpíada (@olimpiada.história) que lá eles apresentam diversos outros pra você conhecer. 36 Dicas OlímpicasDicas Olímpicas 37 Maria Laura Amaral Correia Tavares @mlauraact • medalhista de ouro na ONHB12 O que a ONHB representa para você? Tudo para mim. Foi um ambiente onde descobrir minhas fraquezas e meus amores, fiz muitas amizades e todas elas permanecem até hoje, mesmo depois da onhb. Como foi o seu desenvolvimento ao longo das edições? Minha primeira edição fui péssima, perdia na quarta fase. Na minha segunda, consegui a medalha de ouro e na minha última edição, fiz como um passatempo e consegui ser semifinalista. Qual a sua tarefa preferida da olimpíada? Prefiro a transcrição, pois várias pessoas de vários lugares se juntam para desvendar um texto antigo. Acredito que seja a fase mais acolhedora e mais compartilhada entre os próprios olímpicos. Uma relação de amor e ódio. O que você diria para aqueles que estão fazendo a ONHB pela primeira vez? Tenha calma e muita atenção. Cada fase tem seu valor, não importa se seja a primeira ou a final. Faça tudo com maior atenção e carinho possível que o resultado vem E para aqueles que já fazem a ONHB a um tempo? Que o amor pela história nunca acabe, pois, precisamos dela mais presente em nossa sociedade. O homem que conhece sua história não repete o mesmo erro do passado. Então o que eu aconselho é para proliferar esse amor pela história e conscientizar as pessoas ao redor a dar valor a nossa trajetória... 38 Bruno Farias Oliveira @brunoprofessoraju • professor orientador O que a ONHB representa para você? Ela representa a esperança na educação, sendo ela a nossa melhor amiga que permite o sucesso, seja ele financeiro, na carreira futura ou na vida em geral. Como foi o seu desenvolvimento ao longo das edições? Muito bom. Desde 2016, atribuo ao meu crescimento profissional e intelectual os ensinamentos gerados pela orientação e os temas das questões que são sempre diversificados e surpreendentes. Qual a sua tarefa preferida da olimpíada? Migalhas. Pelo fortalecimento da análise imagética que ela gera tanto nos alunos quanto nos professores e mentores que estão orientando. O que você diria para aqueles que estão fazendo a ONHB pela primeira vez? Tenha atenção aos mínimos detalhes, pois são eles que farão a diferença em suas análises e lhe possibilitarão um bom resultado na olimpíada. E para aqueles que já fazem a ONHB a um tempo? Persistam e continuem até onde for possível! Independente do resultado, reconheçam que vocês deram o seu melhor e se orgulhem disso. Indicação: Histórias do Brasil (série de 10 curtas) 39 Mariana Portela Macedo @mariportelam • medalhista de prata na ONHB13 O que a ONHB representa para você? Se precisasse definir a ONHB em uma palavra, seria “transformação”, tanto pela minha vivência pessoal quanto na perspectiva coletiva, porque acredito que as provocações realizadas pela olimpíadas são, sim, transformadoras. Como foi o seu desenvolvimento ao longo das edições? Na primeira edição em que participei, no meu 9° ano, não passamos da quarta para a quinta fase, enquanto na minha segunda vez na ONHB (durante o 1° ano do EM), não fomos classificados para a final. Já no meu terceiro ano de participação, quando estava no 2° ano do EM, fomos medalhistas de cristal, enquanto no meu ano de vestibular e quarto ano fazendo Olimpíada, minha equipe foi medalhista de prata. Qual a sua tarefa preferida da olimpíada? O que você diria para aqueles que estão fazendo a ONHB pela primeira vez? Sei que a palavra “Olimpíada” faz com que esse projeto seja comumente associado à competição, mas é muito mais proveitoso quando há cooperação entre as equipes. É tão bonito saber que quando uma equipe passa de fase, ela pode levar tantas outras que a ajudaram. E para aqueles que já fazem a ONHB a um tempo? Ajudem aqueles que estão participando da Olimpíada pela primeira vez! Entendam que esse projeto é construção coletiva, e que o conhecimento construído por meio da ONHB é inesgotável. Por isso, para potencializar a aprendizagem, estejam abertos a ouvir o outro, reconhecer erros e identificar contradições, pois faz parte da formação cidadã proporcionada pelo projeto. A tarefa da quarta fase, a transcrição. Acho interessantíssimo o conceito de atuar como um “detetive do passado” nesse processo investigativo... 40 Anderson Silva Bernardo dos Santos @andy_silva.09 • medalhista de bronze na ONHB12 O que a ONHB representa para você? Uma oportunidade transformadora, capaz de desenvolver o senso crítico dos participantes, contribuindo para a sua formação não só como estudantes, mas também como cidadãos conscientes do seu dever histórico-social. Como foi o seu desenvolvimento ao longo das edições? Acredito que o ponto crucial para o meu desenvolvimento durante a olimpíada foi a maneira de responder às questões, analisando-as para encontrar a alternativade maior valor. A partir desse estilo de questão, pude desenvolver minhas habilidades em análise, reflexão e trabalho em equipe. Qual a sua tarefa preferida da olimpíada? Com certeza, tarefa final, que consiste numa redação do tema central da Olimpíada. Isso se justifica pelo fato de que eu tenho um forte apreço pela escrita de redações. O que você diria para aqueles que estão fazendo a ONHB pela primeira vez? Posso resumir tudo em aprender a trabalhar em equipe. Isso inclui: 1. Ouvir as opiniões dos colegas; 2. Dar atenção especial às assistências do orientador; 3. Analisar cada opinião e encontrar uma solução que seja de comum acordo entre os membros da equipe. E para aqueles que já fazem a ONHB a um tempo? Não desistirem de tentar a tão sonhada medalha. O que você teria feito de diferente? Teria estudado ainda mais a respeito de cada questão. 41 Indicações do mundo olímpico Livro: História do Brasil. FAUSTO, Boris Cobrindo um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Livro: Visões da liberdade. CHALHOUB, Sidney Recuperando aspectos da experiência dos escravos na Corte, estudando seu modo de vida, Chalhoub mostra como as lutas em torno de diferentes visões de liberdade e cativeiro contribuíram para o processo que culminou com o fim da escravidão. Instagram: ONHB da Depressão Maior página de memes e divulgação da Olimpíada Nacional em História do Brasil e idealizadora da ONHBMent. Canal do YouTube: Prof. Viviane Forte Canal da Professora Viviane Forte, orientadora, divulgadora e medalhista da Olimpíada Nacional em História do Brasil. Site: Brasiliana Fotográfica Acervo de fotografias e imagens relacionadas a história do Brasil. Muitas das imagens usadas na ONHB podem ser encontradas nesse site, o que facilita na identificação da alternativa de maior valor. Material: Guia de Estudos - ONHB Pequeno material criado pela Big Olímpicos Brasil pelo mesmo autor deste material, podendo ser considerado um protótipo do "Manual de Sobrevivência Olímpica - ONHB Edition". Instagram: @prof.vivianeforte Página da mesma professora responsável pelo canal Prof. Viviane Forte. Neste perfil, além da divulgação da ONHB, há também salas abertas para o debate de equipes de todo o país durante cada fase das edições da Olimpíada Nacional em História do Brasil. Quatro fáceis; Três médias; Duas difíceis; e uma muito difícil; Agora que você já sabe como funciona a olimpíada, já leu algumas orientações de alunos olímpicos e já aprendeu uma metodologia muito eficaz na resolução de questões, vamos agora exercitar com algumas questões. Nas próximas páginas estarão distribuídas 10 questões da seguinte maneira: Elas estão distribuídas dessa maneira para que o processo de treinamento e a percepção do funcionamento da olimpíada seja gradativo, ou seja, mais ativa do que passiva. A proposta aqui, além de marcar a alternativa mais correta, é conseguir definir os valores da cada alternativa de modo a conhecer as características de cada uma. 42 ExercitandoExercitando 01. ONHB11 - Fase 2 - Q.12 43 Leia a tirinha do artista baiano Antônio Cedraz: Sobre o documento e as discussões que ele suscita é possível afirmar: (A) O quadrinho critica por meio do humor uma perspectiva racista de materiais didáticos que, em sua maioria, apresentam os brancos como os únicos sujeitos da história. (B) O quadrinho traz o diálogo de dois personagens: um usa chapéu de cangaceiro e o outro remete à figura do saci-pererê. (C) Apesar da obrigatoriedade do ensino de História da África e cultura afro-brasileira, muitos livros didáticos continuam a priorizar o registro da história europeia. (D) O saci, figura conhecida por suas traquinagens, mente para o personagem Xaxado sobre a realidade do livro didático. 02. ONHB12 - Fase 0 - Q.04 44 Sobre esse documento TÍTULO: BRASILIA: 950.000 CARROS VENDIDOS ATÉ AGORA TIPO DE DOCUMENTO: PROPAGANDA ORIGEM: Volkswagen do Brasil S.A. Veiculada em revistas de grande circulação. Disponível em: https://designinnova.blogspot.com/2012/01/de-volta-aos- anos-80.html 45 Assinale a alternativa que melhor apresenta uma análise da propaganda, produzida no início da década de 1980: (A) A propaganda, veiculada em meios impressos, celebra o sucesso de vendas do automóvel Brasília, fabricado pela Volkswagen. (B) O carro é vinculado à jovem capital brasileira, destacando como pontos comuns linhas modernas, economia e estabilidade para investimentos. (C) A variedade de cores do automóvel destacada pela propaganda não encontra a mesma variedade de ocupantes dos veículos, todos homens. (D) O modelo Brasília foi fabricado no Brasil entre os anos de 1973 e 1982, voltado para centros urbanos. 03. ONHB10 - Fase 2 - Q.12 46 Leia a letra e ouça a canção “A Carne”: A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra Que vai de graça pro presídio E para debaixo do plástico Que vai de graça pro subemprego E pros hospitais psiquiátricos A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra Que fez e faz história Segurando esse país no braço O cabra aqui não se sente revoltado Porque o revólver já está engatilhado E o vingador é lento Mas muito bem intencionado E esse país Vai deixando todo mundo preto E o cabelo esticado Mas mesmo assim Ainda guardo o direito De algum antepassado da cor Brigar sutilmente por respeito Brigar bravamente por respeito Brigar por justiça e por respeito De algum antepassado da cor Brigar, brigar, brigar A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra Sobre esse documento TÍTULO: A CARNE TIPO DE DOCUMENTO: MÚSICA ORIGEM: Álbum: DO CÓCCIX ATÉ O PESCOÇO Gravadora: Maianga Discos Ano: 2002 Compositores: Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelleti Intérprete: Elza Soares 47 A partir da canção escolha uma das alternativas: (A) A metáfora construída entre a carne mais barata do mercado e a condição do negro tem em vista a recorrente desqualificação profissional dessa parcela da população. (B) A canção inicia com os gritos de "A carne mais barata do mercado é a carne negra" como se fosse um pregão de um vendedor de rua ou feira. (C) A canção apresenta a população negra presa a uma lógica de violência, que a desqualifica e a estabelece como descartável. (D) Elza Soares, nascida na atual favela Vila Vintém no Rio de Janeiro, foi casada com o jogador de futebol Mané Garrincha e sofreu anos de violência doméstica, tendo sua vida e carreira prejudicadas pelos preconceitos de gênero e raça. Conteúdo Adicional Elza Soares: você precisa conhecer a história dessa guerreira https://claudia.abril.com.br/famosos/elza-soares-voce-precisa- conhecer-a-historia-dessa-guerreira/ Ouça "A Carne" https://www.youtube.com/watch?v=HZXSo5lKk0g 04. Pré-ONHB - Fase 3 - Q.19 48 Sobre esse documento TÍTULO: BRASILIA: RACHEL CLEMENTS E FIGUEIREDO TIPO DE DOCUMENTO: FOTOGRAFIA ORIGEM: Foto de Guinaldo Nicolaevsky, Belo Horizonte, 1979. https://www.midiamax.com.br/brasil/2019/o-que-a-garotinha-que-nao- deu-a-mao-para-gueiredo-achava-da-ditadura 49 Sobre a foto, as pessoas envolvidas e o contexto da época, é correto afirmar: (A) Guinaldo Nicolaevsky escolheu fazer a foto de baixo para cima para contrapor o poder do General Figueiredo e a insignificância da menina e teve seu trabalho censurado por desafiar a ordem vigente. (B) A imagem mostra uma menina de braços cruzados, recusando-se a retribuir o cumprimentofeito pelo general Figueiredo, último chefe de Estado do regime militar. (C) O gesto da criança foi interpretado como contestador, evidenciando que a intenção do fotógrafo e os usos da imagem tiveram papel tão importante na construção dos significados da fotografia quanto a imagem em si. (D) A foto circulou em diversos jornais e revistas e foi eleita uma das mais importantes da história do Brasil, pois representou a insatisfação com o autoritarismo do governo militar. 05. ONHB13 - Fase 3 - Q.33 50 Sobre esse documento TÍTULO: Conto dos Orixás TIPO DE DOCUMENTO: História em quadrinhos ORIGEM: PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Hugo Canuto. Conto dos Orixás. Salvador: Selo independente, 2017, p.6. 51 (A) As imagens da HQ apresentam a cosmogonia segundo a mitologia Iorubá. (B) Nas religiões de matriz africana cultuam- se forças da natureza personificadas na forma de ancestrais divinizados. (C) No último quadro da página temos representações inspiradas em esculturas tradicionais iorubanas. (D) O culto a Iemanjá está ligado ao sincretismo, representando os perigos do mar. 06. ONHB11 - Fase 3 - Q.31 52 Leia os excertos abaixo e assinale uma alternativa “Que é o enterro civil? É a negação mais ou menos direta da imortalidade d’alma, que só existe pura e integralmente no espiritualismo cristão. O enterro civil é, portanto, um atentado sacrílego contra a base de todas as crenças, contra o eixo em torno do qual giram os interesses mais palpitantes da sociedade”. “Além dos argumentos gerais, já aduzidos para justificarem a coletividade dos decretos, acresce que, destinando-se a missão da Igreja ao preparo do homem viador para os gozos da vida do além túmulo, desde que o espírito abandona seu involutório, nada mais tem ela que ver em seus despojos: então pura matéria, a matéria putrescível em sua composição infectuosa, cai sobre a alçada da polícia sanitária, a quem incumbe especialmente de levar sobre a salubridade pública e, portanto, de empregar os meios profiláticos próprios para a manter inalteráveis, entre os quais figuram o do – quando – e do – como de – inumações dos cadáveres. Fica, pois, claro que, longe de derrogar prerrogativas da Igreja, a medida adotada aliviou-a de um ônus impertinente que a distraía e sua piedosa missão, que então se restringe a orar pelos que eram de seu grêmio (...)” Documento 06a: A Boa Nova, 12/05/1877 Documento 06b: A voz do caixeiro, 29/06/1890 Sobre esse documento TÍTULO: TIPO DE DOCUMENTO: ORIGEM: Silva, Erika Amorim da. O cotidiano da morte e a secularização dos cemitérios em Belém da segunda metade do século XIX (1850/1891). 2005. 234 f. Dissertação (Mestrado em História) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005. Documento 06a: A Boa Nova, 12/05/1877 Documento 06b: A voz do caixeiro, 29/06/1890 Documento 06a: Jornal Documento 06b: Jornal 53 (A) O processo de secularização dos cemitérios consistia em negar à Igreja sua missão de salvadora das almas, migrando para o Estado esta atividade, o que era amplamente reconhecido pela imprensa belenense. (B) Os documentos revelam as tensões entre os poderes espiritual e temporal, e as formas de administrar suas divergências visando à convivência entre eles. (C) Os dois órgãos da imprensa belenense interpretaram o processo de secularização dos cemitérios de formas diversas, respaldando-se em suas visões políticas e religiosas. (D) A inauguração, em 1850, do primeiro cemitério público do Pará dá início a uma intensa discussão sobre a secularização dos cemitérios, que passou, dentre outras coisas, pela questão da tributação dos enterramentos. Conteúdo Adicional A morte é uma festa: https://drive.google.com/file/d/1aXZt1a6apBs_BrNeWoh9BugpUssQn 0tS/view?usp=sharing 07. ONHB09 - Fase 4 - Q.35 54 Em junho de 2016, as redes sociais foram palco da "Guerra dos Memes" entre Brasil e Portugal: a conta no Twitter "In Portugal We Don't" (Em Portugal nós não...) começou a fazer sucesso depois de usar como inspiração, em seus tweets, um dos memes brasileiros de maior sucesso no ano anterior: "No português do Brasil não se diz eu te amo, se diz "te pago um salgado", o que significa amor infinito e eu acho que isso é lindo" A conta portuguesa, por sua vez, fazia piadas como: E os portugueses não ficaram para trás: "Em Portugal nós não dizemos "Sou profissional", dizemos "É MUITO ANO A VIRAR FRANGO", o que é muito mais humilde." Os memes portugueses causaram incômodo, e a resposta brasileira não demorou: "No Brasil nós não apreciamos o humor dos outros, ao invés disso, dizemos "ROUBARAM NOSSO OURO E NOSSOS MEMES" e eu acho que isso é realmente deprimente" A mobilização brasileira foi intensa: As postagens portuguesas, no entanto, começaram a sair do campo do humor: "em portugal, nós não temos um país cheio de favelas" A "Guerra dos Memes" chegou ao fim quando a conta In Portugal We Don't encerrou suas atividades no Twitter - e os brasileiros foram declarados, portanto, vitoriosos. 55 Sobre esse documento TÍTULO: Guerra dos Memes TIPO DE DOCUMENTO: Meme ORIGEM: Twitter A partir dos memes destacados e do tipo de humor que mobilizam, escolha uma alternativa: 56 (A) O efeito de humor dos memes vem da combinação de elementos da cultura popular contemporânea e ideias do senso comum sobre o conhecimento histórico. (B) Ao afirmar que Portugal não é um país repleto de favelas, o meme português mostra uma interpretação preconceituosa dos problemas sociais brasileiros. (C) Os memes são exemplos de um tipo de humor efêmero que revela também a capacidade de ágil mobilização das redes sociais. (D) Os memes indicam a falta de diversidade de correntes historiográficas que interpretem o passado colonial brasileiro. 08. ONHB13 - Fase 3 - Q.36 57 Sobre esse documento TÍTULO: TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: CRÉDITOS: Autor desconhecido. CEDOC/UNESC PALAVRAS-CHAVE: História das mulheres; Mundos do trabalho; Mulheres “escolhedeiras” na Mina Hercílio Luz, Criciúma, 1938- 1939. CEDOC/UNESC. Mulheres “escolhedeiras” na mina Hercílio Luz, 1938-1939 58 A partir da imagem, escolha a alternativa mais adequada: (A) O trabalho nos barracões de escolha de carvão era uma atividade tipicamente feminina, porque não representava risco à saúde e era remunerada de forma condizente à função. (B) As mulheres, em evidência na cena, são as chamadas escolhedeiras ou catadoras do carvão, responsáveis por separar manualmente as pedras de carvão do restante do material retirado das minas. (C) A imagem mostra um cenário de trabalhadores do carvão com destaque para as mulheres que, em primeiro plano, empunham picaretas diante de uma mesa com pedaços de carvão. (D) As medidas de incentivo à indústria carbonífera, no século XX, promoveram a concentração de trabalhadores e trabalhadoras nas atividades de mineração na região sul do país. 09. ONHB10 - Fase 4 - Q.43 59 Observe as xilografias a seguir, de autoria da artista plástica Maria Bonomi: Sobre esse documento TÍTULO: TIPO DE DOCUMENTO: Xilogravura ORIGEM: CRÉDITOS: Maria Bonomi Documento 09a: Liberdade condicional Documento 09b: Mechanicus Documento 09c: A Águia http://www.mariabonomi.com.br/obras-xilografia.asp Podemos considerar que: (A) As xilografias apresentadas, exemplos de arte abstrata, são constituídas por formas definidas que exploram a simetria e que são repetidas, deslocadas, sobrepostas e coloridas de distintas maneiras no processo de composição da obra de arte. 60 (B) Nesse momento de sua carreira, Bonomi concebia o trabalho artístico como um processo, sendo as matrizes esculpidas em madeira tão importantes quanto a impressão final. (C) A obra de Bonomi coloca em diálogo diferentes tradições artísticas brasileiras e internacionais, como a ordem e o rigor geométrico do cubismo de Oswaldo Goeldi e Lívio Abramo e o expressionismo abstrato estadunidense. (D) Bonomi destaca-se não apenas por ter estabelecido uma revolução no gravurismo no Brasil, mastambém por ter sido a única mulher gravurista no país até a década de 1980, quando surgiram artistas como Laurita Salles e Elisa Bracher. 10. ONHB11 - Fase 4 - Q.42 61 Leia o fragmento da dissertação de mestrado de Elzimar Fernanda Nunes e escolha a melhor alternativa: "O discurso histórico oficial brasileiro criou várias narrativas de origem sobre o Brasil e sua identidade: a viagem do descobrimento, o Sete de Setembro, o Quinze de Novembro e até a Semana de Arte Moderna de 1922, entre outros. Como pudemos observar, os historiadores luso-brasileiros fizeram das lutas entre portugueses e holandeses no século XVII, mais um dos diversos mitos de origem do Brasil. No caso, trata-se primordialmente da narrativa de origem do nosso nacionalismo, já que a restauração teria sido o momento em que o homem brasileiro se reconheceu como tal, iniciando o lento processo de construção da sua identidade, definindo sua cultura e sua organização social. Patriotas seriam os brasileiros fiéis a este paradigma de comportamento determinado pelos nossos ancestrais, representados pelo panteão de heróis da restauração. Traidores da pátria seriam os brasileiros que aspirassem fugir de tal padrão sócio-cultural, o que é exemplificado pelo mito do Calabar-traidor. Esse discurso assemelha-se ao discurso da ditadura militar, pois ambos consideram 'a nação como um querer-ser inato e homogêneo, expresso pelos objetivos nacionais permanentes', recusando qualquer possibilidade de transformação no querer-ser do povo brasileiro. Situar o nascimento do patriotismo brasílico no contexto das lutas contra os holandeses traz consigo a implicação de que nosso nacionalismo teria sido construído como uma rejeição à heterogeneidade. Ao expulsar o 'intruso' (representado pelo holandês e pelo Renascimento), os primeiros 'patriotas' teriam definido para sempre a tradição cultural do Brasil como sendo a de uma nação em busca da unidade, onde elementos destoantes são malvistos. E o espantoso é que o mesmo mito também seja usado como a narrativa de origem do Exército Brasileiro. Essa tradição cultural, que concebe o patriotismo como repulsa à alteridade, fez parte do discurso de legitimação do gole de 64, com os 'comunistas' e a então União Soviética fazendo papel de 'intrusos'. A pátria assume, no discurso 'revolucionário' [do regime militar], o valor de um termo complexo que engloba as contraditoriedades de classes e unifica os interesses divergentes." 62 (A) A “supressão do outro” ou a atitude de apontá-lo como um inimigo comum foi utilizada na historiografia e por regimes de exceção para a criação de uma identidade nacional em que todos na pátria formam um único corpo. (B) O texto mostra como a influência do marxismo cultural se fez presente nas ações dos invasores holandeses, e como o Exército Brasileiro foi fundamental em sua debelação em território nacional. (C) A autora aponta que o Exército Brasileiro também situa seu berço e o do nacionalismo na Batalha de Guararapes, um dos episódios marcantes da Insurreição Pernambucana que expulsou os holandeses do Brasil. (D) Segundo a argumentação da autora, nacionalismo e patriotismo são conceitos forjados historicamente de acordo com projetos políticos determinados. Sobre esse documento TÍTULO: TIPO DE DOCUMENTO: Texto acadêmico ORIGEM: CRÉDITOS: Elzimar Fernanda Nunes https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/1707/1/Dissertação_E lzimarFernandaNunesRibeiro.pdf A reescrita da História em “Calabar, o Elogio da Traição” → Resposta pessoal. 63 GabaritandoGabaritando 01. Tarefa Primeira Fase 02. Tarefa Segunda Fase Migalhas 01 02 03 04 05 06 07 08 Descrições F C G I A B E D 0 1 0 3 0 2 0 4 0 5 0 6 0 7 0 8 03. Tarefa Terceira Fase Século em que foi produzido: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] Século a que se refere: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] Século em que foi produzido: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] Século a que se refere: [Pré-História] [XV] [XVI] [XVII] [XVIII] [XIX] [XX] [XXI] 04. Tarefa Quarta Fase 64 01. Brinca criança innocente 02. Tyra/Tira/Gyra/Gira, mimosa phalena/falena 03. A vida é toda serena 04. E teu instincto/instinto fervente. 05. Folga em teus dias felizes, 06. Enquanto lá não se for 07. Esse encan- tado vigor, 08. Que em teus sonhos bemdizes/bendizes. 09. Caricias/Carícias da 10. amiga 11. M.E./Emília/Emilia 12. S/São Paulo 13. 4 - 7 - 08 05. Exercitando A B C D Q. 01. Q. 02. Q. 03. Q. 04. Q. 05. Q. 06. Q. 07. Q. 08. Q. 09. Q. 10. 05 01 04 00 00 05 01 04 01 05 00 04 04 0405 00 00 04 01 04 05 04 04 00 00 01 05 04 00 01 05 04 05 01 04 00 05 00 04 05 OLIMPÍADA NACIONAL EM HISTÓRIA DO BRASIL. Regulamento. Disponível em: . Acesso em: 28 de mar. de 2022. PROENÇA, Renan. Como se preparar para Olimpíadas Científicas?. Medalhei. Disponível em: . Acesso em: 28 de mar. de 2022. SAMPAIO, P. H. R., Guia de Estudos - Olimpíada Nacional em História do Brasil. Big Olímpicos Brasil. Publicado em: 12 de fev. de 2021. Acesso em: 28 de mar. de 2022. OLIMPÍADA DE HISTÓRIA. Como são calculadas as notas de corte para cada fase da ONHB?. Campinas, 29 de maio de 2019. Instagram: @olimpiada.historia. Disponível em: . Acesso em: 28 de mar. de 2022. NUNES, V. C. P.. Canal: Prof. Viviane Forte. Disponível em: . Acesso em: 28 de mar. de 2022. MARQUES, Vinícius. Instagram: @onhbdadepressao. Disponível em: . Acesso em: 28 de mar. de 2022. PROJETO MENTOLIMP. II ONHBMent. abr. de 2021. Disponível em: . Acesso em: 28 de mar. de 2022. 65 ReferênciasReferências