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CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
F B O N L I N E . C O M . B R
//////////////////
Professor(a): AlexAndre limA
assunto: irã e A Questão nucleAr
frente: AtuAlidAdes
OSG.: 122773/17
AULA 06
EAD – ATUALIDADES
Resumo Teórico
O dilema nuclear na política iraniana
Para quem acreditava numa mais ampla tranquilidade com o 
fim da era Ahmadinejad, não contava com as possibilidades extremistas 
do então eleito Hassam Rouhani quando este passou a exigir o fim 
de quaisquer sansões contra o Irã já em seu discurso de posse, sem 
dar sinais de rever o seu programa nuclear, que tem sido alegado 
como de base exclusivamente energética. O presidente do Irã conta 
com o apoio do aiatolá supremo Ali Khamenei e com grande parte 
da população radical xiita.
O discurso se confronta com uma série de recomendações, 
acusações e suspeitas levantadas pelos norte-americanos, que apontam 
o programa nuclear como uma estratégia iraniana para a produção 
de armas atômicas em confronto com alegações de que o referido 
programa tem objetivos de pesquisa nas áreas energética e médica, 
ou seja, finalidades pacíficas de desenvolvimento interno do país.
Apesar das tensões e desconfianças mútuas geradas, 
sobretudo entre o governo iraniano e norte-americano, os dois países 
têm procurado caminhar para um maior estreitamento dos laços 
diplomáticos, tendo iniciado mais amplos entendimentos através de 
uma conversa telefônica entre Obama e Rouhani, tendo este último 
afirmado que jamais chegaria a produzir artefato nuclear. O presidente 
do Irã também declarou à NBC o tom amistoso e positivo do estadista 
norte-americano quando este encerrou a ligação saudando-o com a 
expressão “Deus olhe por você” (khodahafez).
Obama também já havia tomado a iniciativa de trocar 
correspondência com Rouhani, logo após a sua vitória nas eleições 
iranianas. Segundo ambos os presidentes, parece haver um clima 
favorável, que possibilite um mais amplo entendimento e acordo, 
relativamente à questão nuclear.
Com a finalidade de comprovar que o Irã tem realmente 
finalidades pacíficas, sobretudo quanto à construção de uma base de 
sustentação energética para o país, Rouhani enviou uma delegação 
para discutir a questão junto ao Conselho de Segurança da ONU, em 
Genebra. A Alemanha também integra essa reunião do Conselho, 
tendo em vista formulações anteriores.
A ideia proposta pelo Irã inclui, surpreendentemente, 
o estabelecimento de visitas periódicas do grupo de inspeção 
da ONU à infraestrutura nuclear do país, conforme o TNP 
(Tratado de Não Proliferação Nuclear), que foi elaborado com a 
finalidade de vetar a utilização de armas nucleares em situações de 
guerra, bem como eliminar totalmente e destinar apenas para fins 
energéticos. Incluindo o Brasil e Taiwan, o acordo chancelado pela 
ONU já conta com cerca de 189 nações adesas; entretanto, estão de 
fora países como a Coreia do Norte, Paquistão, Israel e Índia.
Alguns avanços podem ser identificados com essa aproximação 
diplomática do Irã:
• Novas negociações se estabeleceram em novembro de 2013;
• O Reino Unido retomou suas relações bilaterais com o Irã;
• Uma maior aproximação entre o Irã e os EUA.
PARA ENTENDER MELHOR O TEMA
Desde 1950, os Estados Unidos havia apoiado a construção 
de infraestrutura nuclear no Irã, porém, com a Revolução 
Pan-arabista do Aiatolá Khomeini e a deposição do aliado Reza 
Pahlevi, o país começou a sofrer limitações e sansões estabelecidas 
pelos norte-americanos, situação que se agravou com a tomada 
da embaixada dos EUA no Teerã fazendo cerca de sessenta e cinco 
reféns do novo regime, o regime radical dos aiatolás.
O distanciamento e rompimento das relações diplomáticas 
entre os dois países se agravou também quando o então presidente 
Jimmy Carter determinou, de forma radical, o fim de qualquer 
auxílio ou relação com países cujo governo fosse ditatorial, política 
denominada de “política dos direitos humanos”.
A postura norte-americana de total não alinhamento com 
países ditatoriais fez com que as autoridades iranianas viessem a 
se vincular diplomaticamente com a política de Saddam Hussein. 
Apesar disso, os dilemas econômicos de ambos os países orientais 
os levaram a um confronto na Guerra do Golfo, em face da 
concorrência pelo controle de um canal petrolífero.
A política de distanciamento diplomático chegou a atingir muitas 
empresas e empresários que tinham relações com o Irã, enfraquecendo o 
seu programa nuclear, o que exigiu uma movimentação mais ousada do 
estado, sobretudo quando passou a estabelecer relações com a Rússia. 
Essa medida ampliou a preocupação das autoridades ocidentais e da 
ONU, expandindo as medidas restritivas de sansões econômicas em face 
do radicalismo adotado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, a partir 
de 2005, com uma queda significativa das exportações iranianas.
Também devemos acrescentar à nossa análise o fator Terrorismo 
ou o fator “Guerra ao Terror”, o que também desencadeou uma série 
de confrontos articulados pelos Estados Unidos e que ampliaram o 
lastro de insegurança geral, uma vez que o governo norte-americano 
classificou países como Coreia do Norte, Iraque e Irã como integrantes 
do que se convencionou chamar “Eixo do Mal”.
Uma das medidas mais agressivas em termos de sansões 
econômicas foi o embargo total ao petróleo do Irã, a partir de 2012, 
além de vetar as articulações financeiras com instituições iranianas, 
impedindo a transferência de capitais. Tudo isso se agravou ainda 
mais com a maneira afrontosa dos discursos do ex-presidente 
Ahmadinejad; um tom verbal antiamericano, respingando críticas e 
ameaças na direção de outros países do ocidente europeu; ameaças 
direcionadas ao Estado de Israel; levantando a possibilidade de 
fechar as rotas no estreito de Ormuz; bem como um ataque frontal 
ao contexto histórico do holocausto, apontando-o como inexistente, 
acusando os norte-americanos, ingleses e judeus de o haverem criado. 
Foi inevitável uma reação em cadeia que levaria ao isolamento do Irã 
no ambiente de muitas economias ocidentais.
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Módulo de estudo
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Exercícios
01. (UEL) Recentemente, o mundo assistiu a uma série de revoltas 
populares nos países árabes. A imprensa internacional destacou 
o papel das redes sociais nessas mobilizações contra os 
ditadores e a repressão dos governos sobre a população civil.
Sobre esses conflitos, assinale a alternativa correta.
A) A Jordânia viu seu rei ser deposto devido ao apoio dos países 
ocidentais e de Israel aos movimentos revoltosos. 
B) Na Tunísia, o processo revoltoso de setores populares foi 
sufocado por empréstimos vultosos da União Europeia. 
C) No Marrocos, a permanência da violência deve-se aos conflitos 
entre cristãos, muçulmanos e membros de religiões tribais. 
D) O Egito manteve Hosni Mubarak no poder devido à intervenção 
da Liga Árabe, com apoio norte-americano. 
E) O governo da Síria, apesar dos protestos internacionais, atacou 
os revoltosos com a anuência do Irã, da Rússia e da China. 
02. (UFRGS/2016) Considere as afirmações a seguir sobre a 
Revolução Iraniana de 1979 e suas consequências.
I. A Revolução iniciou como um amplo movimento de 
contestação à monarquia do xá Reza Pahlevi e acabou 
cooptada por setores islâmicos radicais, representados pelo 
aiatolá Khomeini, que se tornaria Líder Supremo do país; 
II. A República Islâmica, fundada após a vitória da Revolução, 
logo entrou em uma longa guerra contra a União Soviética e 
foi finalmente derrotada em 1989;
III. Um grupo de jovens radicais islâmicos, em novembro de 
1979, iniciou uma longa tomada de reféns na embaixada 
norte-americana do país, em retaliação ao apoio dos 
Estados Unidos ao xá deposto que duraria até 1981.
Quais estão corretas?
A) Apenas I. B) Apenas II.
C) Apenas I e III. D) Apenas II e III.
E) I, II e III.
03. (PUC-RS/2006) As questões geopolíticas dominam o mundo por 
meio de um jogo de poderes. Conflitos referentes a interesses 
religiosose ao domínio de tecnologia, como a nuclear, por 
exemplo, provocam tensões e levam à guerra. Nesse sentido, um 
determinado país do Oriente Médio, que faz limites com o Iraque, 
tem trazido, nas últimas décadas, muitas preocupações. Este país é 
A) a Etiópia. B) a Mongólia. 
C) o Irã. D) a Eritréia. 
E) o Iêmen
04. (UFRGS/2006) Em relação às atuais realidades socioeconômicas 
e geopolíticas mundiais, é correto afirmar que 
A) os produtos e mercadorias brasileiros tornam-se mais caros 
no exterior quando o real está valorizado frente ao dólar, o 
que determina o aumento do superavit na balança comercial 
brasileira. 
B) um dos principais conflitos armados que assola o continente 
africano é a disputa por territórios com vastas reservas 
petrolíferas, travada entre a Argélia e a Líbia. 
C) o fenômeno migratório conhecido por Fuga de Cérebros 
refere-se à emigração de professores altamente qualificados 
que se dirigem aos países pobres para auxiliar no combate ao 
analfabetismo desses países. 
D) a retirada das tropas israelenses e o desmantelamento dos 
assentamentos judaicos no Líbano e na Jordânia fazem parte 
do acordo de paz firmado entre Israel e a Autoridade Nacional 
Palestina. 
E) o governo norte-americano acusa o Irã de apoiar grupos 
terroristas e de retomar o programa de enriquecimento de 
urânio para fins nucleares. 
05. (FGV/2014) A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) 
confirmou, em um novo relatório, que o Irã segue cumprindo 
o pactuado no grande acordo nuclear interino assinado em 
novembro do ano passado com seis grandes potências.
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias 
/ira-segue-cumprindo-acordo-nuclear-interino-diz-aiea. Acesso em 22/03/2014.
Sobre o tema da reportagem, é correto afirmar: 
A) O acordo mencionado foi uma iniciativa de Israel, que considera 
o arsenal nuclear iraniano uma ameaça ao seu próprio território 
e ao diálogo com os representantes palestinos. 
B) A Arábia Saudita, tradicional aliada do governo iraniano, 
saudou o acordo mencionado, considerando seus efeitos 
positivos para os países do Oriente Médio. 
C) Nos termos do acordo mencionado, estão suspensas 
temporariamente todas as sanções estadunidenses e 
europeias ao setor de energia iraniano, inclusive aquelas 
que incidiam sobre o comércio de petróleo. 
D) O acordo mencionado, que teve participação dos Estados 
Unidos, tem como objetivo interromper o programa nuclear 
iraniano de objetivo militar. 
E) Nos termos do acordo mencionado, todas as instalações 
nucleares iranianas devem ser imediatamente desativadas e 
abertas à inspeção da comunidade internacional.
06. (Mackenzie/2014) 
O Oriente Médio tem sido palco de intensos conflitos desde 
2010 com a chamada “Primavera Árabe”. Nos últimos meses, 
a Síria tem sido protagonista de turbulento cenário na região.
Com base no mapa e nos fatos relacionados ao tema, assinale a 
alternativa correta. 
A) O número 5, no mapa, representa o Irã, uma vez que é uma 
República islâmica xiita, apoia a ditadura de Bashar al-Assad 
na Síria, indicada com o número 1. 
B) O número 3, no mapa, representa a Síria que recebe apoio 
do governo Iraquiano, país de maioria xiita, indicado com o 
número 5. 
C) O número 2, no mapa, representa o Catar, país de monarquia 
sunita que optou pela neutralidade em relação aos conflitos 
internos na Síria, indicada com o número 6. 
D) O número 6, no mapa, representa a Arábia Saudita, país de 
monarquia xiita, que declarou apoio irrestrito ao líder sírio 
Bashar al-Assad. 
E) O número 4, no mapa, representa a Jordânia, país de monarquia 
sunita, que optou pela neutralidade em relação aos conflitos 
internos na Síria, indicada com o número 2.
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Módulo de estudo
07. (Uerj/2013) 
RÚSSIA E CHINA REJEITAM AMEAÇA 
DE GUERRA CONTRA IRÃ
A Rússia e a China manifestaram sua inquietude com 
relação aos comentários do chanceler francês, Bernard Kouchner, 
sobre a possibilidade de uma guerra contra o Irã. Kouchner acusou 
a imprensa de “manipular” suas declarações. “Não quero que 
usem isso para dizer que sou um militarista”, disse o chanceler, 
dias antes de os cinco membros permanentes do Conselho de 
Segurança da ONU – França, China, Rússia, Reino Unido e Estados 
Unidos – se reunirem para discutir possíveis novas sanções contra 
o Irã por causa de seu programa nuclear.
Adaptado de www.estadao.com.br, 18/09/2007.
O Conselho de Segurança da ONU pode aprovar deliberações 
obrigatórias para todos os países-membros, inclusive a de 
intervenção militar, como ilustra a reportagem. Ele é composto 
por quinze membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes 
com poder de veto.
A principal explicação para essa desigualdade de poder entre os 
países que compõem o Conselho está ligada às características da 
A) geopolítica mundial na época da criação do organismo. 
B) parceria militar entre as nações com cadeira cativa no órgão. 
C) convergência diplomática dos países com capacidade atômica.
D) influência política das transnacionais no período da globalização.
08. (Enem/2014) Em 1961, o presidente De Gaulle apelou com êxito 
aos recrutas franceses contra o golpe militar dos seus comandados, 
porque os soldados podiam ouvi-lo em rádios portáteis. 
Na década de 1970, os discursos do aiatolá Khomeini, líder exilado 
da futura Revolução Iraniana, eram gravados em fita magnética e 
prontamente levados para o Irã, copiados e difundidos.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). 
São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Os exemplos mencionados no texto evidenciam um uso dos 
meios de comunicação identificado na 
A) manipulação da vontade popular. 
B) promoção da mobilização política. 
C) insubordinação das tropas militares. 
D) implantação de governos autoritários. 
E) valorização dos socialmente desfavorecidos.
09. (UCS/2012) A Primavera Árabe, onda de movimentos populares 
contra ditadores no Oriente Médio e no norte da África, mudou 
o mapa de alianças, apoios e rixas na região.
Associe os países, listados na Coluna A, às informações sobre eles 
fornecidas, na Coluna B.
Coluna A
1. Turquia
2. Síria
3. Irã
Coluna B
( ) A ditadura de Bashar al-Assad, um alauíta (corrente xiita), está 
ameaçada por protestos organizados em grande parte por 
sunitas, maioria no país. A repressão brutal levou o exilado 
Hamas a apoiar os manifestantes.
( ) O governo de Teerã vem conseguindo sufocar as pressões 
populares. Com o intuito de destruir Israel, os aiatolás xiitas 
financiam até o Hamas. Seu avançado programa nuclear 
pode ser alvo de um ataque militar israelense.
( ) Berço do Império Otomano, voltou a ter relevância na 
região, graças à economia forte e à ativa diplomacia do 
Premiê Recep Erdogan. Apoiou os novos governos do norte 
da África e tem ajudado os rebeldes contra al-Assad.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, 
de cima para baixo. 
A) 1 – 3 – 2 B) 2 – 1 – 3 
C) 1 – 2 – 3 D) 3 – 2 – 1 
E) 2 – 3 – 1 
10. (UFPB/2011) O Oriente Médio é uma região em constante 
tensão geopolítica de repercussão mundial, envolvendo 
divergências de várias ordens.
Nesse contexto, identifique o acontecimento contemporâneo que 
vem gerando instabilidade geopolítica na região: 
A) A invasão do Kuwait pelo Iraque, ocasionando, primeiramente, 
a entrada dos Estados Unidos e do Irã nesse conflito e, 
posteriormente, o rompimento diplomático entre essas duas 
últimas nações. 
B) A retirada completa das tropas americanas do Iraque, gerando 
graves conflitos internos nesse país.
C) A invasão do Egito por Israel, ocasionando atentados 
terroristas nos territórios palestinos ocupados por Israel. 
D) O programa nuclear do Irã, que, embora seja divulgado por esse 
país como pacífico, vem gerando uma séria tensão mundial. 
E) O reconhecimento do Estado Palestino por Israel, contrariando 
os interesses dos Estados Unidos e de parte dos países 
ocidentais. 
11. ( IFCE/2011)Sobre as atuais realidades geopolíticas e 
socioeconômicas mundiais, é verdadeiro afirmar-se que 
A) a Síria é forte aliada dos EUA no mundo árabe e tornou-se 
a principal mediadora do conflito Israel-Palestina. 
B) um dos principais conflitos armados que assola o continente 
africano é a disputa por territórios com vastas reservas 
petrolíferas, travada entre Angola e Moçambique.
C) a retirada das tropas israelenses e o desmantelamento 
dos assentamentos judaicos na Síria e na Jordânia fazem 
parte do acordo de paz firmado entre Israel e a Autoridade 
Nacional Palestina. 
D) o governo norte-americano acusa o Irã de apoiar grupos 
terroristas e de retomar o programa de enriquecimento de 
urânio para fins nucleares. 
E) os produtos e as mercadorias brasileiros tornam-se mais 
baratos no exterior, quando o real está valorizado frente ao 
dólar, o que determina o aumento do superavit na balança 
comercial brasileira.
12. (Unifesp/2008) Segundo dados do Alto Comissariado das 
Nações Unidas para Refugiados, os refugiados chegaram a 
9,9 milhões em meados de 2007. O país assinalado no mapa 
está entre os que mais recebem refugiados no mundo.
ACNUR, 2007. Adaptado.
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Módulo de estudo
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Trata-se 
A) da Síria, que abriga refugiados da Palestina e do Líbano. 
B) do Paquistão, que abriga refugiados da Índia e da China. 
C) do Irã, que abriga refugiados do Iraque e do Afeganistão. 
D) do Iraque, que abriga refugiados da Síria e do Afeganistão. 
E) da Turquia, que abriga refugiados do Iraque e do Irã.
13. (Fatec/2007) Observe a charge para responder à questão:
www.cagle.com/news/20066Cagle/2.asp
Acesso em: 27/03/2007.
Assinale a alternativa que melhor expressa o conteúdo da charge. 
A) Apesar de não admitirem, tanto Israel quanto o grupo 
Hezbollah, no Líbano, representam diretamente os interesses 
de Estados Unidos e Irã no controle sobre o petróleo do 
Oriente Médio. 
B) A disputa pela água, recurso escasso no Oriente Médio, 
está na base dos constantes conflitos entre Israel e o grupo 
Hezbollah, no Líbano, onde ficam as principais nascentes 
dos rios da região. 
C) A falta de diálogo entre Estados Unidos e Irã impede uma 
solução negociada para os conflitos entre Israel e o grupo 
Hezbollah, no Líbano, sobre a redefinição das fronteiras 
israelenses. 
D) O conflito recente entre Israel e o grupo Hezbollah, no 
Líbano, apenas desvia a atenção dos principais atores 
responsáveis pela instabilidade política no Oriente Médio: 
Estados Unidos e Irã. 
E) Com o fim da Guerra Fria, o Irã ocupou o lugar da União 
Soviética, criando Estados-satélites como o Líbano, do grupo 
Hezbollah, para confrontar os aliados dos Estados Unidos, 
como Israel. 
14. (FGV/2016) Em julho de 2015, foi fechado um acordo nuclear 
entre o Irã e o grupo chamado “P5+1”: Estados Unidos, China, 
França, Reino Unido, Rússia e Alemanha. Entre os pontos 
do acordo, constam a limitação, em 98%, dos estoques de 
urânio enriquecido iraniano e o livre acesso de inspetores 
internacionais ao programa nuclear de Teerã, em troca do alívio 
das sanções internacionais impostas àquele país do Oriente 
Médio. Esse acordo não deixou a comunidade internacional 
indiferente, pois interfere nos equilíbrios regionais de poder 
ilustrados no mapa a seguir.
Centros nucleares Países com armas nucleares Poços e refinarias
Bases da OTAN com armas nucleares Zona de conflito armado (guerra)
A respeito dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, assinale 
(V) para a afirmação verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A Arábia Saudita considera que a suspensão das sanções 
econômicas pode ocasionar o fortalecimento do Irã, o que 
iria desafiar a hegemonia regional saudita e estimular seus 
inimigos xiitas no Iraque e no Iêmen.
( ) O primeiro-ministro de Israel avalia esse acordo como um 
“erro histórico”, pois não acredita ele que irá resultar na 
redução do poderio nuclear iraniano, o que constituiria uma 
ameaça direta à sobrevivência do Estado judaico. 
( ) Lideranças religiosas iranianas interpretam a suspensão 
dos embargos econômicos como insuficiente, uma vez que 
estimularia a OPEP a manter a proibição de comercialização 
do petróleo iraniano no mercado internacional.
As afirmações são, respectivamente, 
A) F – V – F. 
B) V – V – F. 
C) F – V – V. 
D) V – F – F. 
E) F – F – V. 
15. (Ifal/2016) Desde o início da guerra civil na Síria, em março 
de 2011, o conflito escalou a ponto de se transformar em 
uma complexa situação em que todos parecem lutar entre si. 
Forças leais ao presidente Bashar al-Assad, rebeldes, extremistas 
muçulmanos e potências estrangeiras são peças de um 
intrincado jogo que ficou ainda mais complicado com o início 
dos bombardeios por aviões russos.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151002_siria_xadrez_fd.
Acesso em: 06/11/2015.
Sobre o conflito anterior, assinale a alternativa verdadeira. 
A) A Arábia Saudita apoia Assad e combate os rebeldes sunitas. 
B) O Irã combate Assad e apoia o grupo radical “Estado Islâmico”. 
C) Os Estados Unidos são aliados de Assad e ajudam a combater 
os grupos rebeldes moderados. 
D) A Rússia opõe-se a Assad e apoia os grupos rebeldes moderados.
E) O grupo radical “Estado Islâmico” é combatido tanto pelo 
governo Assad, como pelos Estados Unidos, Irã e Rússia. 
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Resoluções
01. Considerada a primavera árabe mais longa e violenta, a Síria 
governada pelo ditador Bashar Al Assad reprime de forma violenta 
a sua oposição (sunita).
Resposta: E
02. A República islâmica foi instaurada em 1979 e ainda é o regime 
vigente no Irã, que está sob o comando dos aiatolás.
Resposta: C
03. O Irã assume uma importância geopolítica no Oriente Médio 
e atrai a atenção da ONU em função das suspeitas acerca de 
seu programa nuclear, que, segundo o serviço de inteligência 
dos Estados Unidos, é voltado para fins bélico.
Resposta: C
04. Além de “sofrer” a desconfiança da ONU com relação aos seus 
interesses com o programa nuclear, o país apoia o governo ditador 
da Síria e o grupo Hezbollar.
Resposta: E
05. O Irã apresenta um programa nuclear polêmico. Segundo 
o governo iraniano, para fins pacíficos. Mas para a AIEA e 
potências ocidentais, seria para fins bélicos. O Irã sofreu sanções 
econômicas nos últimos anos devido a seu programa nuclear.
Resposta: D
06. Iniciada em 2010, a Primavera Árabe é um movimento por 
democracia contra regimes ditatoriais em países árabes. Na Síria, 
ocorre uma guerra civil entre o governo de Bachar Al Assad 
e vários grupos opositores, inclusive com a participação de 
fundamentalistas islâmicos sunitas. 
Resposta: B
07. A ONU foi criada em 1945, ao término da 2ª guerra mundial, e, 
portanto, o Conselho de Segurança, seu órgão de maior poder, 
passa a ser controlado por meio do poder de veto (votação onde 
não há maioria simples) pelas potências vencedoras do conflito.
Resposta: A
08. O enunciado faz referência à utilização dos meios de 
comunicação para a mobilização política. Estão incorretas as 
alternativas seguintes porque o texto não evidencia o caráter 
do discurso promovido. 
Resposta: B
09. A Síria (2) atravessa uma guerra civil entre o governo autoritário 
de Bachar al-Assad (oriundo da minoria alauíta) e rebeldes 
(em sua maioria oriundos da maioria sunita e integrantes do 
ELS – Exército Livre da Síria) da Primavera Árabe que lutam por 
democracia. 
O Irã (3) é um país teocrático, ou seja, a religião influencia a 
política. A maioria da população é muçulmana xiita e o país 
apresenta um polêmico programa nuclear, que para o governo 
do país tem finalidade pacífica, mas que para os inimigos 
geopolíticos (EUA, Israel e algumas nações europeias) apresenta 
objetivos bélicos. 
A Turquia (3) é um país emergente que teve expressivo 
desempenho econômico a partir da década de 2000, apresenta 
maioria muçulmana sunita e é um país laico. Coma rejeição de 
parte da Europa a sua entrada na União Europeia, a Turquia tem 
se aproximado cada vez mais dos países do Oriente Médio e de 
outras nações emergentes.
Resposta: E
10. O Oriente Médio tem sido uma região de instabilidade desde 
meados do século XX por conflitos complexos e cercados de 
interesses de várias potencias no ocidente e no oriente.
Resposta: D
11. O fim da bipolaridade entre EUA e URSS iniciou uma nova 
ordem mundial marcada pelo multilateralismo e por vários 
conflitos locais associados a disputas étnico-religiosas e 
socioeconômicas. O Oriente Médio é uma expressão dessa 
realidade. O conflito Israel-Palestina e as questões associadas 
ao petróleo colocam a região no centro das atenções.
Resposta: D
12. Atualmente, com a crise na Síria, a Turquia é o país que mais 
abriga os refugiados oriundos dos países em conflitos, como 
a Síria, no entanto, o Irã (destacado no mapa) também é um 
dos países que mais abriga os refugiados.
Resposta: C
13. A questão geopolítica entre Israel e o grupo Hezbollar traduz 
o embate entre os Estados Unidos e o Irã, conforme a charge 
mostra. De um lado, os Estados Unidos desejam ampliar sua 
influência sobre a região, que, além da posição estratégica da 
Palestina e da Mesopotâmia, encerra os melhores jazimentos 
mundiais de petróleo, onde os EUA encontram forte oposição 
do islamismo. Em oposição, o governo iraniano, xiita, de grande 
influência sobre grupos fundamentalistas que reivindicam a 
prevalência da religião sobre a vida regional e que são contrários 
às incursões de influência ocidental sobre a região, cujo maior 
representante é Israel.
Resposta: D
14. O último item é falso. Com o acordo diplomático entre Irã 
e o grupo P5 + 1, a suspensão dos embargos econômicos 
aumenta as exportações de petróleo do Irã para vários países, 
inclusive os da União Europeia. A OPEP (Organização dos Países 
Exportadores de Petróleo), organização a qual o Irã pertence, 
não proibiu a comercialização do petróleo iraniano.
Resposta: B
15. Na instabilidade geopolítica do Oriente Médio, o Estado Islâmico 
ou Daesh é combatido tanto pelas potências de coalizão, 
quanto pelo governo sírio e iraniano.
Resposta: E
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO PENA – AUTOR: ALEXANDRE LIMA 
Dig.: Nailton – Rev.: Mayara