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CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Professor(a): AlexAndre limA assunto: irã e A Questão nucleAr frente: AtuAlidAdes OSG.: 122773/17 AULA 06 EAD – ATUALIDADES Resumo Teórico O dilema nuclear na política iraniana Para quem acreditava numa mais ampla tranquilidade com o fim da era Ahmadinejad, não contava com as possibilidades extremistas do então eleito Hassam Rouhani quando este passou a exigir o fim de quaisquer sansões contra o Irã já em seu discurso de posse, sem dar sinais de rever o seu programa nuclear, que tem sido alegado como de base exclusivamente energética. O presidente do Irã conta com o apoio do aiatolá supremo Ali Khamenei e com grande parte da população radical xiita. O discurso se confronta com uma série de recomendações, acusações e suspeitas levantadas pelos norte-americanos, que apontam o programa nuclear como uma estratégia iraniana para a produção de armas atômicas em confronto com alegações de que o referido programa tem objetivos de pesquisa nas áreas energética e médica, ou seja, finalidades pacíficas de desenvolvimento interno do país. Apesar das tensões e desconfianças mútuas geradas, sobretudo entre o governo iraniano e norte-americano, os dois países têm procurado caminhar para um maior estreitamento dos laços diplomáticos, tendo iniciado mais amplos entendimentos através de uma conversa telefônica entre Obama e Rouhani, tendo este último afirmado que jamais chegaria a produzir artefato nuclear. O presidente do Irã também declarou à NBC o tom amistoso e positivo do estadista norte-americano quando este encerrou a ligação saudando-o com a expressão “Deus olhe por você” (khodahafez). Obama também já havia tomado a iniciativa de trocar correspondência com Rouhani, logo após a sua vitória nas eleições iranianas. Segundo ambos os presidentes, parece haver um clima favorável, que possibilite um mais amplo entendimento e acordo, relativamente à questão nuclear. Com a finalidade de comprovar que o Irã tem realmente finalidades pacíficas, sobretudo quanto à construção de uma base de sustentação energética para o país, Rouhani enviou uma delegação para discutir a questão junto ao Conselho de Segurança da ONU, em Genebra. A Alemanha também integra essa reunião do Conselho, tendo em vista formulações anteriores. A ideia proposta pelo Irã inclui, surpreendentemente, o estabelecimento de visitas periódicas do grupo de inspeção da ONU à infraestrutura nuclear do país, conforme o TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear), que foi elaborado com a finalidade de vetar a utilização de armas nucleares em situações de guerra, bem como eliminar totalmente e destinar apenas para fins energéticos. Incluindo o Brasil e Taiwan, o acordo chancelado pela ONU já conta com cerca de 189 nações adesas; entretanto, estão de fora países como a Coreia do Norte, Paquistão, Israel e Índia. Alguns avanços podem ser identificados com essa aproximação diplomática do Irã: • Novas negociações se estabeleceram em novembro de 2013; • O Reino Unido retomou suas relações bilaterais com o Irã; • Uma maior aproximação entre o Irã e os EUA. PARA ENTENDER MELHOR O TEMA Desde 1950, os Estados Unidos havia apoiado a construção de infraestrutura nuclear no Irã, porém, com a Revolução Pan-arabista do Aiatolá Khomeini e a deposição do aliado Reza Pahlevi, o país começou a sofrer limitações e sansões estabelecidas pelos norte-americanos, situação que se agravou com a tomada da embaixada dos EUA no Teerã fazendo cerca de sessenta e cinco reféns do novo regime, o regime radical dos aiatolás. O distanciamento e rompimento das relações diplomáticas entre os dois países se agravou também quando o então presidente Jimmy Carter determinou, de forma radical, o fim de qualquer auxílio ou relação com países cujo governo fosse ditatorial, política denominada de “política dos direitos humanos”. A postura norte-americana de total não alinhamento com países ditatoriais fez com que as autoridades iranianas viessem a se vincular diplomaticamente com a política de Saddam Hussein. Apesar disso, os dilemas econômicos de ambos os países orientais os levaram a um confronto na Guerra do Golfo, em face da concorrência pelo controle de um canal petrolífero. A política de distanciamento diplomático chegou a atingir muitas empresas e empresários que tinham relações com o Irã, enfraquecendo o seu programa nuclear, o que exigiu uma movimentação mais ousada do estado, sobretudo quando passou a estabelecer relações com a Rússia. Essa medida ampliou a preocupação das autoridades ocidentais e da ONU, expandindo as medidas restritivas de sansões econômicas em face do radicalismo adotado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, a partir de 2005, com uma queda significativa das exportações iranianas. Também devemos acrescentar à nossa análise o fator Terrorismo ou o fator “Guerra ao Terror”, o que também desencadeou uma série de confrontos articulados pelos Estados Unidos e que ampliaram o lastro de insegurança geral, uma vez que o governo norte-americano classificou países como Coreia do Norte, Iraque e Irã como integrantes do que se convencionou chamar “Eixo do Mal”. Uma das medidas mais agressivas em termos de sansões econômicas foi o embargo total ao petróleo do Irã, a partir de 2012, além de vetar as articulações financeiras com instituições iranianas, impedindo a transferência de capitais. Tudo isso se agravou ainda mais com a maneira afrontosa dos discursos do ex-presidente Ahmadinejad; um tom verbal antiamericano, respingando críticas e ameaças na direção de outros países do ocidente europeu; ameaças direcionadas ao Estado de Israel; levantando a possibilidade de fechar as rotas no estreito de Ormuz; bem como um ataque frontal ao contexto histórico do holocausto, apontando-o como inexistente, acusando os norte-americanos, ingleses e judeus de o haverem criado. Foi inevitável uma reação em cadeia que levaria ao isolamento do Irã no ambiente de muitas economias ocidentais. 2F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo OSG.: 122773/17 Exercícios 01. (UEL) Recentemente, o mundo assistiu a uma série de revoltas populares nos países árabes. A imprensa internacional destacou o papel das redes sociais nessas mobilizações contra os ditadores e a repressão dos governos sobre a população civil. Sobre esses conflitos, assinale a alternativa correta. A) A Jordânia viu seu rei ser deposto devido ao apoio dos países ocidentais e de Israel aos movimentos revoltosos. B) Na Tunísia, o processo revoltoso de setores populares foi sufocado por empréstimos vultosos da União Europeia. C) No Marrocos, a permanência da violência deve-se aos conflitos entre cristãos, muçulmanos e membros de religiões tribais. D) O Egito manteve Hosni Mubarak no poder devido à intervenção da Liga Árabe, com apoio norte-americano. E) O governo da Síria, apesar dos protestos internacionais, atacou os revoltosos com a anuência do Irã, da Rússia e da China. 02. (UFRGS/2016) Considere as afirmações a seguir sobre a Revolução Iraniana de 1979 e suas consequências. I. A Revolução iniciou como um amplo movimento de contestação à monarquia do xá Reza Pahlevi e acabou cooptada por setores islâmicos radicais, representados pelo aiatolá Khomeini, que se tornaria Líder Supremo do país; II. A República Islâmica, fundada após a vitória da Revolução, logo entrou em uma longa guerra contra a União Soviética e foi finalmente derrotada em 1989; III. Um grupo de jovens radicais islâmicos, em novembro de 1979, iniciou uma longa tomada de reféns na embaixada norte-americana do país, em retaliação ao apoio dos Estados Unidos ao xá deposto que duraria até 1981. Quais estão corretas? A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas I e III. D) Apenas II e III. E) I, II e III. 03. (PUC-RS/2006) As questões geopolíticas dominam o mundo por meio de um jogo de poderes. Conflitos referentes a interesses religiosose ao domínio de tecnologia, como a nuclear, por exemplo, provocam tensões e levam à guerra. Nesse sentido, um determinado país do Oriente Médio, que faz limites com o Iraque, tem trazido, nas últimas décadas, muitas preocupações. Este país é A) a Etiópia. B) a Mongólia. C) o Irã. D) a Eritréia. E) o Iêmen 04. (UFRGS/2006) Em relação às atuais realidades socioeconômicas e geopolíticas mundiais, é correto afirmar que A) os produtos e mercadorias brasileiros tornam-se mais caros no exterior quando o real está valorizado frente ao dólar, o que determina o aumento do superavit na balança comercial brasileira. B) um dos principais conflitos armados que assola o continente africano é a disputa por territórios com vastas reservas petrolíferas, travada entre a Argélia e a Líbia. C) o fenômeno migratório conhecido por Fuga de Cérebros refere-se à emigração de professores altamente qualificados que se dirigem aos países pobres para auxiliar no combate ao analfabetismo desses países. D) a retirada das tropas israelenses e o desmantelamento dos assentamentos judaicos no Líbano e na Jordânia fazem parte do acordo de paz firmado entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina. E) o governo norte-americano acusa o Irã de apoiar grupos terroristas e de retomar o programa de enriquecimento de urânio para fins nucleares. 05. (FGV/2014) A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou, em um novo relatório, que o Irã segue cumprindo o pactuado no grande acordo nuclear interino assinado em novembro do ano passado com seis grandes potências. http://exame.abril.com.br/mundo/noticias /ira-segue-cumprindo-acordo-nuclear-interino-diz-aiea. Acesso em 22/03/2014. Sobre o tema da reportagem, é correto afirmar: A) O acordo mencionado foi uma iniciativa de Israel, que considera o arsenal nuclear iraniano uma ameaça ao seu próprio território e ao diálogo com os representantes palestinos. B) A Arábia Saudita, tradicional aliada do governo iraniano, saudou o acordo mencionado, considerando seus efeitos positivos para os países do Oriente Médio. C) Nos termos do acordo mencionado, estão suspensas temporariamente todas as sanções estadunidenses e europeias ao setor de energia iraniano, inclusive aquelas que incidiam sobre o comércio de petróleo. D) O acordo mencionado, que teve participação dos Estados Unidos, tem como objetivo interromper o programa nuclear iraniano de objetivo militar. E) Nos termos do acordo mencionado, todas as instalações nucleares iranianas devem ser imediatamente desativadas e abertas à inspeção da comunidade internacional. 06. (Mackenzie/2014) O Oriente Médio tem sido palco de intensos conflitos desde 2010 com a chamada “Primavera Árabe”. Nos últimos meses, a Síria tem sido protagonista de turbulento cenário na região. Com base no mapa e nos fatos relacionados ao tema, assinale a alternativa correta. A) O número 5, no mapa, representa o Irã, uma vez que é uma República islâmica xiita, apoia a ditadura de Bashar al-Assad na Síria, indicada com o número 1. B) O número 3, no mapa, representa a Síria que recebe apoio do governo Iraquiano, país de maioria xiita, indicado com o número 5. C) O número 2, no mapa, representa o Catar, país de monarquia sunita que optou pela neutralidade em relação aos conflitos internos na Síria, indicada com o número 6. D) O número 6, no mapa, representa a Arábia Saudita, país de monarquia xiita, que declarou apoio irrestrito ao líder sírio Bashar al-Assad. E) O número 4, no mapa, representa a Jordânia, país de monarquia sunita, que optou pela neutralidade em relação aos conflitos internos na Síria, indicada com o número 2. 3 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// OSG.: 122773/17 Módulo de estudo 07. (Uerj/2013) RÚSSIA E CHINA REJEITAM AMEAÇA DE GUERRA CONTRA IRÃ A Rússia e a China manifestaram sua inquietude com relação aos comentários do chanceler francês, Bernard Kouchner, sobre a possibilidade de uma guerra contra o Irã. Kouchner acusou a imprensa de “manipular” suas declarações. “Não quero que usem isso para dizer que sou um militarista”, disse o chanceler, dias antes de os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – França, China, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – se reunirem para discutir possíveis novas sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. Adaptado de www.estadao.com.br, 18/09/2007. O Conselho de Segurança da ONU pode aprovar deliberações obrigatórias para todos os países-membros, inclusive a de intervenção militar, como ilustra a reportagem. Ele é composto por quinze membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes com poder de veto. A principal explicação para essa desigualdade de poder entre os países que compõem o Conselho está ligada às características da A) geopolítica mundial na época da criação do organismo. B) parceria militar entre as nações com cadeira cativa no órgão. C) convergência diplomática dos países com capacidade atômica. D) influência política das transnacionais no período da globalização. 08. (Enem/2014) Em 1961, o presidente De Gaulle apelou com êxito aos recrutas franceses contra o golpe militar dos seus comandados, porque os soldados podiam ouvi-lo em rádios portáteis. Na década de 1970, os discursos do aiatolá Khomeini, líder exilado da futura Revolução Iraniana, eram gravados em fita magnética e prontamente levados para o Irã, copiados e difundidos. HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Cia. das Letras, 1995. Os exemplos mencionados no texto evidenciam um uso dos meios de comunicação identificado na A) manipulação da vontade popular. B) promoção da mobilização política. C) insubordinação das tropas militares. D) implantação de governos autoritários. E) valorização dos socialmente desfavorecidos. 09. (UCS/2012) A Primavera Árabe, onda de movimentos populares contra ditadores no Oriente Médio e no norte da África, mudou o mapa de alianças, apoios e rixas na região. Associe os países, listados na Coluna A, às informações sobre eles fornecidas, na Coluna B. Coluna A 1. Turquia 2. Síria 3. Irã Coluna B ( ) A ditadura de Bashar al-Assad, um alauíta (corrente xiita), está ameaçada por protestos organizados em grande parte por sunitas, maioria no país. A repressão brutal levou o exilado Hamas a apoiar os manifestantes. ( ) O governo de Teerã vem conseguindo sufocar as pressões populares. Com o intuito de destruir Israel, os aiatolás xiitas financiam até o Hamas. Seu avançado programa nuclear pode ser alvo de um ataque militar israelense. ( ) Berço do Império Otomano, voltou a ter relevância na região, graças à economia forte e à ativa diplomacia do Premiê Recep Erdogan. Apoiou os novos governos do norte da África e tem ajudado os rebeldes contra al-Assad. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo. A) 1 – 3 – 2 B) 2 – 1 – 3 C) 1 – 2 – 3 D) 3 – 2 – 1 E) 2 – 3 – 1 10. (UFPB/2011) O Oriente Médio é uma região em constante tensão geopolítica de repercussão mundial, envolvendo divergências de várias ordens. Nesse contexto, identifique o acontecimento contemporâneo que vem gerando instabilidade geopolítica na região: A) A invasão do Kuwait pelo Iraque, ocasionando, primeiramente, a entrada dos Estados Unidos e do Irã nesse conflito e, posteriormente, o rompimento diplomático entre essas duas últimas nações. B) A retirada completa das tropas americanas do Iraque, gerando graves conflitos internos nesse país. C) A invasão do Egito por Israel, ocasionando atentados terroristas nos territórios palestinos ocupados por Israel. D) O programa nuclear do Irã, que, embora seja divulgado por esse país como pacífico, vem gerando uma séria tensão mundial. E) O reconhecimento do Estado Palestino por Israel, contrariando os interesses dos Estados Unidos e de parte dos países ocidentais. 11. ( IFCE/2011)Sobre as atuais realidades geopolíticas e socioeconômicas mundiais, é verdadeiro afirmar-se que A) a Síria é forte aliada dos EUA no mundo árabe e tornou-se a principal mediadora do conflito Israel-Palestina. B) um dos principais conflitos armados que assola o continente africano é a disputa por territórios com vastas reservas petrolíferas, travada entre Angola e Moçambique. C) a retirada das tropas israelenses e o desmantelamento dos assentamentos judaicos na Síria e na Jordânia fazem parte do acordo de paz firmado entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina. D) o governo norte-americano acusa o Irã de apoiar grupos terroristas e de retomar o programa de enriquecimento de urânio para fins nucleares. E) os produtos e as mercadorias brasileiros tornam-se mais baratos no exterior, quando o real está valorizado frente ao dólar, o que determina o aumento do superavit na balança comercial brasileira. 12. (Unifesp/2008) Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, os refugiados chegaram a 9,9 milhões em meados de 2007. O país assinalado no mapa está entre os que mais recebem refugiados no mundo. ACNUR, 2007. Adaptado. 4F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo OSG.: 122773/17 Trata-se A) da Síria, que abriga refugiados da Palestina e do Líbano. B) do Paquistão, que abriga refugiados da Índia e da China. C) do Irã, que abriga refugiados do Iraque e do Afeganistão. D) do Iraque, que abriga refugiados da Síria e do Afeganistão. E) da Turquia, que abriga refugiados do Iraque e do Irã. 13. (Fatec/2007) Observe a charge para responder à questão: www.cagle.com/news/20066Cagle/2.asp Acesso em: 27/03/2007. Assinale a alternativa que melhor expressa o conteúdo da charge. A) Apesar de não admitirem, tanto Israel quanto o grupo Hezbollah, no Líbano, representam diretamente os interesses de Estados Unidos e Irã no controle sobre o petróleo do Oriente Médio. B) A disputa pela água, recurso escasso no Oriente Médio, está na base dos constantes conflitos entre Israel e o grupo Hezbollah, no Líbano, onde ficam as principais nascentes dos rios da região. C) A falta de diálogo entre Estados Unidos e Irã impede uma solução negociada para os conflitos entre Israel e o grupo Hezbollah, no Líbano, sobre a redefinição das fronteiras israelenses. D) O conflito recente entre Israel e o grupo Hezbollah, no Líbano, apenas desvia a atenção dos principais atores responsáveis pela instabilidade política no Oriente Médio: Estados Unidos e Irã. E) Com o fim da Guerra Fria, o Irã ocupou o lugar da União Soviética, criando Estados-satélites como o Líbano, do grupo Hezbollah, para confrontar os aliados dos Estados Unidos, como Israel. 14. (FGV/2016) Em julho de 2015, foi fechado um acordo nuclear entre o Irã e o grupo chamado “P5+1”: Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha. Entre os pontos do acordo, constam a limitação, em 98%, dos estoques de urânio enriquecido iraniano e o livre acesso de inspetores internacionais ao programa nuclear de Teerã, em troca do alívio das sanções internacionais impostas àquele país do Oriente Médio. Esse acordo não deixou a comunidade internacional indiferente, pois interfere nos equilíbrios regionais de poder ilustrados no mapa a seguir. Centros nucleares Países com armas nucleares Poços e refinarias Bases da OTAN com armas nucleares Zona de conflito armado (guerra) A respeito dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, assinale (V) para a afirmação verdadeira e (F) para a falsa. ( ) A Arábia Saudita considera que a suspensão das sanções econômicas pode ocasionar o fortalecimento do Irã, o que iria desafiar a hegemonia regional saudita e estimular seus inimigos xiitas no Iraque e no Iêmen. ( ) O primeiro-ministro de Israel avalia esse acordo como um “erro histórico”, pois não acredita ele que irá resultar na redução do poderio nuclear iraniano, o que constituiria uma ameaça direta à sobrevivência do Estado judaico. ( ) Lideranças religiosas iranianas interpretam a suspensão dos embargos econômicos como insuficiente, uma vez que estimularia a OPEP a manter a proibição de comercialização do petróleo iraniano no mercado internacional. As afirmações são, respectivamente, A) F – V – F. B) V – V – F. C) F – V – V. D) V – F – F. E) F – F – V. 15. (Ifal/2016) Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, o conflito escalou a ponto de se transformar em uma complexa situação em que todos parecem lutar entre si. Forças leais ao presidente Bashar al-Assad, rebeldes, extremistas muçulmanos e potências estrangeiras são peças de um intrincado jogo que ficou ainda mais complicado com o início dos bombardeios por aviões russos. Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151002_siria_xadrez_fd. Acesso em: 06/11/2015. Sobre o conflito anterior, assinale a alternativa verdadeira. A) A Arábia Saudita apoia Assad e combate os rebeldes sunitas. B) O Irã combate Assad e apoia o grupo radical “Estado Islâmico”. C) Os Estados Unidos são aliados de Assad e ajudam a combater os grupos rebeldes moderados. D) A Rússia opõe-se a Assad e apoia os grupos rebeldes moderados. E) O grupo radical “Estado Islâmico” é combatido tanto pelo governo Assad, como pelos Estados Unidos, Irã e Rússia. 5 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// OSG.: 122773/17 Módulo de estudo Resoluções 01. Considerada a primavera árabe mais longa e violenta, a Síria governada pelo ditador Bashar Al Assad reprime de forma violenta a sua oposição (sunita). Resposta: E 02. A República islâmica foi instaurada em 1979 e ainda é o regime vigente no Irã, que está sob o comando dos aiatolás. Resposta: C 03. O Irã assume uma importância geopolítica no Oriente Médio e atrai a atenção da ONU em função das suspeitas acerca de seu programa nuclear, que, segundo o serviço de inteligência dos Estados Unidos, é voltado para fins bélico. Resposta: C 04. Além de “sofrer” a desconfiança da ONU com relação aos seus interesses com o programa nuclear, o país apoia o governo ditador da Síria e o grupo Hezbollar. Resposta: E 05. O Irã apresenta um programa nuclear polêmico. Segundo o governo iraniano, para fins pacíficos. Mas para a AIEA e potências ocidentais, seria para fins bélicos. O Irã sofreu sanções econômicas nos últimos anos devido a seu programa nuclear. Resposta: D 06. Iniciada em 2010, a Primavera Árabe é um movimento por democracia contra regimes ditatoriais em países árabes. Na Síria, ocorre uma guerra civil entre o governo de Bachar Al Assad e vários grupos opositores, inclusive com a participação de fundamentalistas islâmicos sunitas. Resposta: B 07. A ONU foi criada em 1945, ao término da 2ª guerra mundial, e, portanto, o Conselho de Segurança, seu órgão de maior poder, passa a ser controlado por meio do poder de veto (votação onde não há maioria simples) pelas potências vencedoras do conflito. Resposta: A 08. O enunciado faz referência à utilização dos meios de comunicação para a mobilização política. Estão incorretas as alternativas seguintes porque o texto não evidencia o caráter do discurso promovido. Resposta: B 09. A Síria (2) atravessa uma guerra civil entre o governo autoritário de Bachar al-Assad (oriundo da minoria alauíta) e rebeldes (em sua maioria oriundos da maioria sunita e integrantes do ELS – Exército Livre da Síria) da Primavera Árabe que lutam por democracia. O Irã (3) é um país teocrático, ou seja, a religião influencia a política. A maioria da população é muçulmana xiita e o país apresenta um polêmico programa nuclear, que para o governo do país tem finalidade pacífica, mas que para os inimigos geopolíticos (EUA, Israel e algumas nações europeias) apresenta objetivos bélicos. A Turquia (3) é um país emergente que teve expressivo desempenho econômico a partir da década de 2000, apresenta maioria muçulmana sunita e é um país laico. Coma rejeição de parte da Europa a sua entrada na União Europeia, a Turquia tem se aproximado cada vez mais dos países do Oriente Médio e de outras nações emergentes. Resposta: E 10. O Oriente Médio tem sido uma região de instabilidade desde meados do século XX por conflitos complexos e cercados de interesses de várias potencias no ocidente e no oriente. Resposta: D 11. O fim da bipolaridade entre EUA e URSS iniciou uma nova ordem mundial marcada pelo multilateralismo e por vários conflitos locais associados a disputas étnico-religiosas e socioeconômicas. O Oriente Médio é uma expressão dessa realidade. O conflito Israel-Palestina e as questões associadas ao petróleo colocam a região no centro das atenções. Resposta: D 12. Atualmente, com a crise na Síria, a Turquia é o país que mais abriga os refugiados oriundos dos países em conflitos, como a Síria, no entanto, o Irã (destacado no mapa) também é um dos países que mais abriga os refugiados. Resposta: C 13. A questão geopolítica entre Israel e o grupo Hezbollar traduz o embate entre os Estados Unidos e o Irã, conforme a charge mostra. De um lado, os Estados Unidos desejam ampliar sua influência sobre a região, que, além da posição estratégica da Palestina e da Mesopotâmia, encerra os melhores jazimentos mundiais de petróleo, onde os EUA encontram forte oposição do islamismo. Em oposição, o governo iraniano, xiita, de grande influência sobre grupos fundamentalistas que reivindicam a prevalência da religião sobre a vida regional e que são contrários às incursões de influência ocidental sobre a região, cujo maior representante é Israel. Resposta: D 14. O último item é falso. Com o acordo diplomático entre Irã e o grupo P5 + 1, a suspensão dos embargos econômicos aumenta as exportações de petróleo do Irã para vários países, inclusive os da União Europeia. A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), organização a qual o Irã pertence, não proibiu a comercialização do petróleo iraniano. Resposta: B 15. Na instabilidade geopolítica do Oriente Médio, o Estado Islâmico ou Daesh é combatido tanto pelas potências de coalizão, quanto pelo governo sírio e iraniano. Resposta: E SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO PENA – AUTOR: ALEXANDRE LIMA Dig.: Nailton – Rev.: Mayara