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BIOSSEGURANÇA EM IMAGINOLOGIA
Introdução
O setor imagineologia pode acrescentar riscos ocupacionais aos trabalhadores da área. No entanto, tais exposições podem ser evitadas quando aplicadas medidas de biossegurança. De acordo com HIRATA e FILHO, “a biossegurança é a ciência voltada para o controle e minimização de riscos advindos da prática de diferentes tecnologias. Entre as medidas de biossegurança torna-se importante a utilização de equipamentos de proteção (EPIs). Com base em OPPERMANN e PIRES, compreende-se que os EPIs são barreiras físicas, cujo objetivo é garantir a proteção do profissional. O presente trabalho destaca a importância da prática de um conjunto de ações que visem prevenir e proteger os profissionais e pacientes dos diversos riscos da área, além de comentar sobre os diferentes exames que utilizam essa técnica e suas respectivas práticas de biossegurança.
Fundamentação Teórica 
A Ressonância Magnética (RM) é uma técnica avançada que produz imagens de alta resolução do interior do corpo e auxiliam no diagnóstico de uma série de alterações patológicas. De acordo com a Unimed para cada 1.000 habitantes no Brasil, foram realizados 4,9 exames de RM, no SUS, em 2012. Embora seja considerada segura por não utilizar radiação, muitos acidentes ainda são registrados, pois utiliza a aplicação de um campo magnético intenso. Esses acidentes que vão desde ferimentos causados por objetos ferromagnéticos, que são atraídos pelo campo magnético da máquina, queimaduras e até morte de pacientes que usam dispositivos médicos como o marcapasso, revelam a importância do uso de EPIs e do cumprimento das normas de biossegurança.
De acordo com Lufkin (1990) A ressonância magnética pode alterar o funcionamento de acessórios médicos e ainda desconfigurar acessórios elétricos que compõem tratamentos estimulantes, como coração, por exemplo. Usuários de próteses metálicas tem maior probabilidade de imagens adquiridas com artefatos, e pacientes que possuem tatuagens recentes podem sofrer queimaduras induzidas.
A Tomografia Computadorizada (TC) é uma técnica comumente utilizada nos meios de radiodiagnóstico por imagem médica e consiste na utilização de radiação ionizante. Foi apresentada no ano de 1972 por Godfrey Hounsfield e Allan Cormack, a fim de visualizarem o cérebro humano sem precisar de intervenção cirúrgica sendo posteriormente aprimorada para a visualização de outras partes do corpo (CARVALHO, 2007). Conforme apresentado nos dados por Dovales e colaboradores (2015), no Brasil, no ano de 2008 já foram mais de 540.067 exames tomográficos realizados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as anatomias (exames gerais) e 921.485 exames em 2011, um aumento de 70,62% no número de exames realizados. Mediante esse crescimento dos exames radiodiagnóstico, aumenta-se também a exposição à radiação aos pacientes, sendo de suma importância de uma biossegurança, mediante a Proteção Radiológica como princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable/Tão Baixo Quanto Razoavelmente Exequível).
A radiografia é o exame mais antigo de imagem já empregado para definição de exames de imagem. Desde sua descoberta pelo físico alemão Wilhelm Corand Roentgen, em 1895, é esse exame que, praticamente continua inalterado, à exceções em algumas casos em relação a quantidade de raio-X emitido para a formação de imagem. Apesar dessa diminuição de emissão de raios radiográficos, continua sendo um exame com potencial de efeitos estocástico, principalmente quando se leva em consideração esses efeitos graduais durante anos. Assim, os métodos de imagem que fazem uso de emissões de raio-X, como contrastada e seus “derivados”, radiografia simples e seus sucessores como, tomografia computadorizara e medicina nuclear entre outros, possuem potências a médio e longo prazo. 
Segundo Osibote (2016, p. 21), as imagens radiográficas é um método não invasivo mais antigo que observa o interior do corpo humano e são obtidas por disp,aros de radiação ionizante sob o paciente. Assim elas não são nada além que sombras da parte interna atingida pelo corpo do paciente; o contraste em imagem por raio-X é gerada pela absorção de raios ionizantes ou espalhamento desses raios nas estruturas desse corpo.
A densitometria óssea é um exame essencial para avaliar a saúde dos ossos e diagnosticar doenças como a osteoporose. De regra, a densitometria óssea é geralmente considerada um exame seguro, mas como qualquer procedimento médico, existem alguns riscos potenciais que merecem atenção, principalmente no que tange a exposição na radiação que o paciente é submetido considerando que envolve o uso de raios X de baixa dose para medir a densidade mineral óssea, mesmo que a quantidade de radiação seja considerada relativamente baixa e os benefícios do exame geralmente superem os riscos, existe uma pequena possibilidade de efeitos nocivos da exposição à radiação, principalmente quando envolve um excesso por parte de alguns pacientes que podem até sentir desconforto durante o exame devido à posição necessária óssea mas só durante o exame e geralmente raros, já que é um procedimento não invasivo e indolor. Já ao profissional de saúde, o cuidado necessário é na exposição diária à radiação. Os profissionais que realizam ou auxiliam na densitometria óssea podem estar expostos à radiação durante o procedimento, portanto, é fundamental seguir protocolos de segurança e usar equipamentos de proteção adequados para minimizar esse risco, considerando ainda que realizar exames repetitivos ao longo do dia pode aumentar o risco de lesões musculoesqueléticas para os profissionais, especialmente se não seguirem práticas ergonômicas adequadas. 
Segundo Revista Eletrônica Gestão & Saúde Vol.04, Nº. 03, Ano 2013 p.786-00 O setor de diagnóstico por imagem pode acrescentar riscos ocupacionais aos trabalhadores da área. No entanto, tais exposições podem ser evitadas quando aplicadas medidas de biossegurança, dentre as quais: a proteção radiológica, a proteção contra agentes patológicos, a capacitação e a imunização dos trabalhadores.
O contraste radiográfico é a diferença de densidade entre as estruturas dentro de uma imagem radiográfica. Ele é essencial para a visualização clara das estruturas anatômicas e a detecção de patologias. O contraste pode ser ajustado por meio da seleção adequada de técnicas de exposição, como a quilovoltagem (kVp) e a miliamperagem (mA), bem como pelo uso de agentes de contraste, como o meio de contraste iodado. Além disso, fatores como a espessura do objeto, o tipo de tecido e a qualidade do filme também afetam o contraste radiográfico. Um contraste adequado é fundamental para a interpretação precisa das imagens radiográficas e para o diagnóstico clínico. Além dos fatores mencionados, o contraste radiográfico também é influenciado pela técnica de processamento da imagem, seja ela analógica ou digital. No caso das radiografias digitais, é possível ajustar o contraste durante o processamento da imagem, o que oferece maior flexibilidade na obtenção de uma imagem com contraste ideal. Além disso, a escolha do tipo de filme radiográfico, a qualidade do sistema de imagem e a calibração adequada do equipamento radiográfico também desempenham papéis importantes na obtenção de um contraste radiográfico satisfatório. A compreensão desses diversos fatores é essencial para garantir imagens radiográficas de alta qualidade e interpretações precisas pelos profissionais de saúde. 
“Os exames contrastados tratam-se de exames radiológicos que utilizam uma substância chamada contraste radiológico capaz de evidenciar melhor as partes do corpo que serão analisadas. Dentre os exames mais comuns que utilizam contraste, estão as radiografias, tomografias e a ressonância magnética.” Revela a empresa STAR Telerradiologia, artigo: “Contraste Radiológico: O Que é, Exames, Reações E Cuidados” 4 nov, 2021. 
Resultados e discussões 
A biossegurança é fundamental para a prática em imaginologia, pois visa proteger a saúde ea segurança de profissionais, pacientes e visitantes, além de preservar o meio ambiente. Ao adotar medidas de biossegurança, os serviços de imaginologia podem minimizar a exposição a agentes biológicos, químicos e físicos, reduzindo os riscos de acidentes e contaminações.
Além disso, o cumprimento das normas de biossegurança também contribui para a melhoria da qualidade dos serviços prestados, fortalecendo a confiança dos pacientes e da sociedade. Portanto, a biossegurança deve ser uma prioridade constante na rotina dos profissionais de imaginologia.
 
 Referencias
HIRATA, Mario Hiroyuki; MANCINI FILHO, Jorge. Manual de Biossegurança. 1ª ed. Editora Manole, 2001; 51,52,415
OPPERMANN, Carla Maria; PIRES, Lia Capsi. Biossegurança: medidas adotadas na prestação da assistência em Enfermagem, 2003; 5,13
https://www.unimedgoiania.coop.br/wps/portal/noticias-antigas/11991_coluna-excessos-especial-no-brasil-os-indices-de-ressonancia-magnetica-e-tomografia-computadorizada-acompanham-os-maiores-do-mundo
CARVALHO, Antonio Carlos Pires. História da tomografia computadorizada. História da Radiologia, Rio de Janeiro, p.61-66, set. 2007. Disponível em: https://www.kodakleiria.com/wpcontent/uploads/2014/03/cbct_historia_tomografia_computadorizada.pdf. Acesso em: 21 mai. 2024
OSIBOTE, A. O. Avaliação das doses de radiação em pacientes adultos e pediátricos em exames radiodiagnóstico. 2006. 101. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ. 2006
1. Fernandes GS; Carvalho ACP; Azevedo ACP. Avaliação dos riscos ocupacionais de trabalhadores de serviços de radiologia. Radiologia brasileira, 2005; 38(4): 279-281
2. Diretrizes de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico. Brasília: Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, 02 jun. 1998, seção 1, p. 29
3. Revista Eletrônica Gestão & Saúde ISSN:1982-4785Trevisan M, Rosa C,Lima CCB et a
Introdução aos agentes de contraste em radiologia médica / Cássio Miri Oliveira et al.-- São Paulo: Setor de Publicações - Centro Universitário São Camilo, 2023. 87 p. Vários autores ISBN 978-65-86702-51-4. Disponível em: -4https://saocamilo-sp.br/_app/views/publicacoes/outraspublicacoes/Ebook_agentes_contraste.pdf
Contraste Radiológico: o que é, exames, reações e cuidados. Por Dr. Flávio Pereira das Posses|4 nov, 2021. Disponível em: https://star.med.br/contraste-radiologico/
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