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SEMIOLOGIA VETERINÁRIA PROF. DR. BRUNO CABRAL PIRES UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ bruno.pires@estacio.com 2025.1 SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • SEMIOLGOIA VETERINÁRIA (ARA1157) • DISCIPLINA PRESENCIAL: • CARGA HORÁRIA: 80h extensionistas • 4H SEMANAIS SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • OBJETIVOS DA DISCIPLINA: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • OBJETIVOS DA DISCIPLINA: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • OBJETIVOS SOCIOCOMUNITÁRIOS SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • OBJETIVOS SOCIOCOMUNITÁRIOS SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AULAS TEÓRICAS • Terão 3 momentos respeitando a metodologia do modelo AURA: • 1º momento: Apresentação da situação- problema (estudo de caso) • 2º momento: Apresentação do conteúdo na forma de Brainstorming • 3º momento: Atividade verificadora de aprendizagem Aprenda +: material digital disponível para estudo do tema em casa. AS AULAS SERÃO DISPONIBILIZADAS NO SAVA LOGO APÓS SEREM MINISTRADAS + MATERIAL COMPLEMENTAR. O que é extensão? Extensão Extensão • É uma oportunidade de inovação curricular com impacto social. Trata-se de uma concepção acadêmico-social de extensão, protagonizada por alunos sob orientação docente em diferentes cenários de práticas, com a participação da sociedade (atores/coletivos/organizações sociais, empresas, entidades governamentais etc.). É norteada por objetivos acadêmicos relacionados ao perfil profissiográfico doscursos de graduação e por objetivos sociocomunitários conexos às demandas locorregionais. Extensão • Propõe-se um currículo em ação, em contato direto com as questões contemporâneas, que se materializam em experiências reais de aprendizagem resultantes da problematização-produção- aplicação-sistematização de conhecimentos. Extensão • EXEMPLOS DE ATIVIDADES EXTENSIONISTAS: • Cursos livres. • Prestação de serviços. • Ações de responsabilidade social e ou voluntariado. • Extensão tecnológica. • Atividades esportivas e culturais. • Eventos e publicações para socialização do conhecimento gerado na academia. Extensão • Exemplos de projetos de sucesso – TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS Extensão • Exemplos de projetos de sucesso – PROJETO LEITE A PASTO Extensão • Exemplos de projetos de sucesso – AUXÍLIO AO PEQUENO PRODUTOR DE FRANGO CAIPIRA Extensão • Exemplos de projetos de sucesso – EDUCAÇÃO ANIMAL NAS ESCOLAS Extensão • Exemplos de projetos de sucesso – POSSE RESPONSÁVEL SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • O processo de avaliação se dá através de NOTA FINAL ÚNICA (NF), estabelecida ao fim do semestre. Os procedimentos de avaliação contemplarão as competências desenvolvidas no componente curricular, bem como os resultados dos projetos extensionistas. • A avaliação do componente SEMIOLOGIA VETERINÁRIA será composta pela soma das notas obtidas nas seguintes etapas: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • I. Atividade Avaliativa Teórica: • Será aplicada uma prova com valor de 4,0 PONTOS (semana da AV) • Deverá contemplar os temas teóricos abordados na disciplina até o momento de sua realização. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • II. Projeto de extensão: • a) Diagnóstico e Teorização (Tópico 1 do Roteiro de Aprendizagem) • Esta atividade terá valor de até 1 (um) ponto; Os Grupos de Trabalho (GT) deverão apresentar a parte inicial do projeto de extensão, que será avaliada segundo sua relevância, prazo e/ou urgência de execução, factibilidade técnica e viabilidade financeira. • OBS: APÓS IDENTIFICADOS OS PÚBLICOS-ALVO, O PROFESSOR DEVERÁ ENVIAR UMA CARTA CONVITE AOS AUTORES SOCIAIS, BEM COMO ESTES DEVEM REDIGIR UMA AUTORIZAÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • II. Projeto de extensão: • b) Planejamento e Desenvolvimento do Projeto (Tópico 2 do Roteiro de Aprendizagem). • Esta atividade terá valor de até 2 (dois) pontos; Projeto de extensão redigido entre cinco (5) e oito (8) páginas, contendo a descrição da forma de envolvimento do público participante; o cronograma; a descrição da atuação do grupo de trabalho; as metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto; os recursos previstos; e o plano de trabalho em modelo 5W2H; Deverá ser avaliado, além dos critérios descritos acima, o engajamento e trabalho em equipe dos GT e a capacidade de resolução dos problemas encontrados. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • II. Projeto de extensão: • c) Seminário de Socialização de Experiências (Tópico 3 do Roteiro de Aprendizagem) • Esta atividade terá valor de até 1 (um) ponto; Os GT deverão apresentar a articulação do projeto com o conteúdo teórico do componente e a aplicação prática da proposta, devendo ser observada a autonomia dos GT em seu desenvolvimento, a habilidade de comunicação, a ética, o trabalho em equipe, a condução dos conflitos, a tomada de decisão, a liderança, o domínio do aprendizado, o compromisso com a educação permanente dos atores envolvidos e a atenção médico veterinária dispensada aos indivíduos e coletivos humanos e de outros animais. • APRESENTAÇÃO DO SEMINÁRIO DO PROJETO NA SEMANA NACIONAL DE SAÚDE SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • II. Projeto de extensão: • d) Relatórios Coletivo e Individual (Tópico III do Roteiro de Aprendizagem) • Esta atividade terá valor de até 2 (dois) pontos; Devem ser avaliadas a síntese dos textos trabalhados pelo componente e dos textos específicos do projeto desenvolvido; a articulação entre esses textos e os dados coletados no cenário de prática; a aplicabilidade prática do à realidade do território, o dinamismo e a cientificidade do estudo desenvolvido; É previsto que nesses relatórios haja espaço para elogios, sugestões e críticas. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • A soma de todas as atividades que possam vir a compor o grau final da NF não poderá ultrapassar o máximo de 10 (dez) pontos. Para aprovação na disciplina, o aluno deverá, ainda: • - Atingir resultado igual ou superior a 6,0; • - Frequentar, no mínimo, 75% das atividades. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • CRONOGRAMA • SEGUIRÁ O CALENDÁRIO ACADÊMICO DA UNIDADE • CASO OCORRA ALGUM IMPREVISTO, SERÁ COMUNICADO AO REPRESENTANTE DE TURMA E A AULA SERÁ REALOCADA. SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AVALIAÇÕES • SIMULADO 1 – Contemplará todos os temas abordados até sua realização. Prova individual com valor até 1,0 ponto extra. • PRESENCIAL • SIMULADO 2 – Contemplará todos os temas da disciplina. Prova individual com valor até 1,0 ponto extra. • PRESENCIAL • As notas entre os dois SIMULADOS serão somadas SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • AULAS PRÁTICAS • Serão realizadas no laboratório de PROPEDÊUTICAS VETERINÁRIAS • Normas de biossegurança • Manipulação de animais ou técnicas em manequins de animais de acordo com as normas do CEUA. • As aulas serão ministradas conforme disponibilidade. Materiais necessários: jaleco branco de manga comprida ou scrub, luvas de procedimento, caneta, prancheta, folha A4 ou caderno. Vestimenta: calça jeans comprida, sapato fechado, cabelo preso SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • TEMAS DE APRENDIZAGEM SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • TEMAS DE APRENDIZAGEM SEMIOLOGIA VETERINÁRIA • TEMAS DE APRENDIZAGEM INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SEMIOLOGIA EM PEQUENOS ANIMAIS A palavra semiologia origina-se do grego Semeion e significa sintomas/sinais + Logos que significa ciência/estudo. • Semiologia é a parte da medicina relacionada ao estudo dos métodos de exame clínico, pesquisa e interpretação de sintomas. Associando elementos necessários para a construção do diagnóstico e evolução da enfermidade. Semiotécnica. É parte da Semiologia em que o examinador utiliza os recursos disponíveis para examinar o paciente enfermo, desde simples observação do animal até a realização de exames complexos. É a arte de examinar o paciente. Clínica Propedêutica. Reúne e interpreta dados obtidos através do exame do paciente. Trata-se de raciocínio e análise na clínica médica para o estabelecimento do diagnóstico. Semiogênese. Buscaexplicar mecanismos pelos quais sintomas aparecem e se desenvolvem. SEMIOTECNIA Física Funcional Experimental Determina as alterações anatômicas por meios físicos Determina as alterações funcionais por meios de registros e gráficos Promove alterações orgânicas para se comprovar o diagnóstico Ex.: Eletrocardiograma Ex.: Aumento do Volume atrioventricular Ex.: Prova de Tuberculinização CONCEITOS • Saúde: “Estado do Indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal.” Estado que é sadio ou são. • Doença: “Evento biológico caracterizado por alterações anatômicas, fisiológicas ou bioquímicas, isoladas ou associadas.” CONCEITOS SINAL Algo objetivo, palpável, mensurável. Notado pelo examinador por inspeção, palpação, percussão, auscultação ou evidenciado por meio de exames complementares (tosse, edema, cianose, sangue oculto). SINTOMA Algo subjetivo, não palpável ou mensurável. Sentido pelo paciente e não visualizada pelo examinador (dor, náusea, dormência). Em medicina veterinária: sintoma é todo o fenômeno anormal, orgânico ou funcional, pelo qual as doenças se revelam no animal (tosse, claudicação, dispneia, vômito). SÍNDROME: Conjunto de sinais e sintomas comuns a várias doenças porém, sem caracterizar nenhuma. Síndrome febril; Síndrome ictéricia. CONCEITOS • CLASSIFICAÇÃO DOS SINTOMAS • Quanto à evolução: • Iniciais primeiros sintomas observados ou os sintomas reveladores da doença. • Tardios aparecem no período de plena estabilização ou declínio da enfermidade. • Residuais se verifica uma aparente recuperação do animal – mioclonias que ocorrem em alguns casos de cinomose. • Quanto ao mecanismo de produção: • Anatômicos alteração da forma de um órgão ou tecido – esplenomegalia e hepatomegalia. • Funcionais alteração na função dos órgãos – claudicação • Reflexos sintomas distantes, originados longe da área em que o principal sintoma aparece (sudorese em casos de cólicas, taquipnéia em caso de uremia,icterícia nas hepatites). MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA INSPEÇÃO Utilizamos nossos órgãos dos sentidos Visão 10 Método de exploração ❑ Direta ❑ Indireta Método de inspeção começa do geral até o específico Estado geral do animal Pele Pêlo Temperamento Movimentos respiratórios Secreções nasais, oculares, vaginais, retais... MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA PALPAÇÃO Utilizamos nossos órgãos dos sentidos Tato ❑ Direta ❑ Indireta ❑ Superficial (Localiza e delimita órgãos) ❑ Profunda grandes animais ❑ Interna Toque em pequenos animais ❑ Externa por todo exterior do animal Objetivos Dados como sensibilidade, elasticidade, forma, volume, mobilidade, temperatura MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA AUSCULTAÇÃO Utilizamos nossos órgãos dos sentidos Audição ❑ Direta ❑ Indireta estetoscópio Objetivos Reconhecer ruídos normais e patológicos dos órgãos dos animais MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA PERCUSSÃO Utilizamos nossos órgãos dos sentidos Audição ❑ Direta dígito-digital ❑ Indireta plexímetro, martelo plexímétrico Resultados ✓ Sons Timpânicos = regiões contendo ar ou gases ✓ Som Sub-mate = regiões intermediárias ✓ Som mate = regiões maciças ✓ Claro pulmonar = região pulmonar Objetivos Sons resultantes das batidas MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO CLÍNICA OLFAÇÃO Utilizamos nossos órgãos dos sentidos Olfato ❑ Direta acetose, miíase, cinomose EXAMES COMPLEMENTARES • TERMOMETRIA • AFERIÇÃO PRESSÃO • EXAMES LABORATORIAIS • RADIOGRAFIA • ULTRASSONOGRAFIA • ECOGRAFIA • CULTURA • ANTIBIOGRAMA EXAME DO PACIENTE SUBJETIVO Histórico ou história clínica espontâneo Queixa principal sintoma que o animal apresentou Anamnese perguntas ao responsável pelo animal = enriquecer o histórico Quanto tempo? Uso de medicamento? Quem? O que? Quando? Porque? OBJETIVO Ficha Clínica Resenha: raça; idade; espécie Dados do responsável EXAME DO PACIENTE Contenção Clínica MECÂNICA mordaça FARMACOLÓGICA fármacos Diagnóstico conclusão após a interpretação dos sinais, sintomas, ex complementares + experiência profissional Sintomático, Etiológico, Medicamentoso, Dedutivo, ... Observações que auxiliam no Diagnóstico: Região Endêmicas; Enzoóticas; Epizoóticas Estação do ano Inverno = respiratórias/ Verão = Leptospirose EXAME DO PACIENTE DIAGNÓSTICO Anamnese 50% Exame Físico 35% Complementares 15% EXAME DO PACIENTE Prognóstico corresponde ao futuro do paciente; evolução da enfermidade e possíveis consequências Favorável evolução satisfatória Desfavorável término fatal ou possibilidade de óbito Reservado duvidoso; curso imprevisível Evolução da doença segundo a patocronia Superaguda de horas a 2 dias Aguda 3 a 14 dias Subaguda 2 a 4 semanas Crônica mais de 4 semanas • Papel e caneta para anotações. • Aparelho de ausculta. • Martelo e perímetro para percussão. • Termômetro. • Aparelho de iluminação (lanterna). • Luvas de procedimento. • Luvas de palpação retal. • Otoscópio e oftalmoscópio. • Especulos vaginais. • Frascos para acondicionamento de amostras. • Material específico para contenção (cordas, cachimbo, mordaças, etc.). MATERIAL Perspectiva de: 1- Salvar a vida 2-Recuperar a saúde ou de curar o paciente 3- Manter a capacidade funcional dos órgãos acometidos Idade Raça Espécie Valor Econômico Custos Condições disponíveis dos tutores Levamos em consideração EXAME DO PACIENTE Tratamento ou Resolução Meio utilizado para combater a doença. Meios cirúrgicos, medicamentosos e dietéticos (e combinados) De forma individual ou grupo (depende de cada caso) Quanto a finalidade: Causal: combater a causa da doença (hipocalcemia: administra-se cálcio). Sintomático: combater apenas os sintomas (anorexia: orexigênicos, vitaminas) ou abrandar o sofrimento do animal (analgésicos, antipiréticos). Patogênico: modificar o mecanismo de desenvolvimento da doença no organismo (tétano: usa-se soro antitetânico antes que as toxinas atinjam os neurônios). Vital: quando procuramos evitar o aparecimento de complicações que possam fazer o animal correr risco de morte. Primum non nocere ✓ Mensurar a temperatura interna do animal ✓ Palpação da pele, interior das orelhas e regiões glabras sugerem alterações de temperaturas ✓ Uso de termômetros (ideal). ✓ Temperatura interna dos animais domésticos = mantém-se dentro de limites normais (variação específica) Termometria Clínica ▪ Cão = 37,5 –39°C ▪ Gato = 38 –39°C ▪ Cavalo = 37,2 –38°C (potros mais elevada) ▪ Jumento = 37,5 –38,5°C ▪ Muar = 38,8 –39°C ▪ Bovino = 38 –39,5°C ▪ Pequenos ruminantes = 38,5 –39°C ▪ Suíno = 38,5 –39°C ▪ Galinha = 40 –42°C ▪ Cobaio = 38,5 –39,5°C ▪ Coelho = 38,5 –39,5°C. Termometria Clínica Fisiológicos ▪ Variação nictameral oscilação de temperatura nas 24h do dia (manhãs mais brandas/tardes mais quentes) ▪ Clima Dias quentes x Frios; Intermação ▪ Ingestão de alimentos ▪ Ingestão de água ▪ Espécie ou porte pequenas temp mais altas ▪ Idade jovens centro termorregulador ▪ Sexo pouco influi na temperatura retal (cio/gestação > discreto aumento, véspera do parto > discreta redução – feto sequestra) ▪ Estado nutricional ▪ Exercício físico ▪ Tosquia/tosa estresse Patológicos ▪ Processos Inflamatórios ▪ Processos Infecciosos ▪ Intoxicações ▪ Insolação Fatores que alteram a temperatura: Subjetivo: Mão do examinador – face interna das coxas; base das orelhas, chifres Objetivo: Termômetros de mercúrio, digital, laser, flexível (graduados 34°C/42°C) Mensuração retal/pele o Bulbo do termômetro mais profundo possível (contato com mucosa e atenção com as fezes) o Verificar se a coluna de mercúrio está no seu nível inferior o Termômetro no reto de 1 a 3 minutos Termometria Clínica Método de exploração Termogênese: Aumento na produção de hormônios (tireoide) gerando aumento do metabolismo, causando mais produção de calor. Termólise: Mecanismos que geram perda de calor. Animais que hibernam, neonatos e mamíferos pequenos = gordura marrom Fisiologia da termorregulação Evitaa hipertermia e aumento consequente da taxa metabólica. Atividade da musculatura do corpo e das glândulas Evaporação de água, irradiação de calor da superfície corporal, excreção de fezes e urina. Calafrio = mecanismo sob controle hipotalâmico >> receptores periféricos (pele e vísceras) e centrais (hipotalâmicos e espinhais). Mamíferos adultos; cordeiros e potros (nascem mais desenvolvidos Filhotes de cão e outros recém-nascidos menos desenvolvidos não conseguem tremer (mãe e do ninho) Termometria Clínica Elevação da temperatura interna do corpo normal ou patológica (níveis muito altos) Hiperpirexia Hipertermia Por retenção quando a irradiação de calor do corpo está reduzida em relação a sua produção Do esforço gerada por trabalhos musculares (exercícios físicos) Mista calor produzido está aumentado e não é dissipado Termometria Clínica HIPERTERMIA ou PIREXIA fisiológica ou patológica Fisiológica Queda da temperatura a nível mais baixo que o normal Com defervescência (fase de covalescência) quando os sintomas declinam (prog favorável – eliminação dos agentes pirógenos. Com agravação dos sintomas quando a Temperatura cai e pulso sobe. Fadiga dos centros termo-reguladores. Prog desfavorável. Por intoxicação em caso de Uremia – conjunto de sintomas que indicam o acúmulo de substâncias tóxicas no sangue (são eliminadas pelos rins – urina) = Depressão dos centros produtores de calor. HIPOTERMIA Termometria Clínica HIPOTERMIA Outras causas: Hemorragia intensa, narcose prolongada (barbitúricos que agem no centro termorregulador), perda da consciência, choque, anemia, icterícia e colapso circulatório (paresia puerperal e indigestão aguda do rúmen em bovino). Microorganismos, toxinas ou tóxicos de outra natureza são veiculados pelo sangue > hipotermia Paralisa a termorregulação central >> circulação sanguínea torna-se deficiente = isquemia afeta a irrigação dos centros motores do hipotálamo no bulbo e dos órgãos produtores de calor ORIGEM: Hipertermia + Alterações de origem tóxica ou metabólica causas variadas Animal com hipertermia – colocá-lo na sombra em repouso por algum tempo > se a temperatura não baixar = é febre. Febre: reação contra uma agressão; a evolução representa a capacidade de resistência do organismo. Pode não ser causa e sim consequência – causa deve ser identificada e combatida com tratamento específico (inútil e desaconselhável a terapêutica antifebril sintomática). Termometria Clínica HIPERTERMIA ou PIREXIA Patológica FEBRE/HIPERPIREXIA ( 40 graus) A partir da curva febril = 3 fases: I. Fase de Ascenção ou Stagium incrementi fase inicial de aumento progressivo de forma brusca ou lenta); quando brusca é comum a presença de calafrios (vasoconstricção periférica) e podem ainda ocorrer convulsões II. Fastígio ou Fastigium curva térmica permanece em seu auge; ocorre síndrome febril e caracteriza os diferentes tipos de febre – aguda, subaguda, crônica... III. Declínio ou defervescência ou tagium decrementi fase de declínio da curva. Queda pode ser lenta (lise) > prog favorável Queda brusca (crise) > prog favorável ou desfavorável (agravação dos sintomas: Frequência do pulso, taquicardia e hipotensão arterial) – Paciente em colapso circulatório ou metabólico = linhas de temperatura e pulso se divergem – cruzam > Cruz da Morte! Cada 1ºC de temp retal >>> 8 unidades de pulsação. . pulso não acompanha a queda da temperatura Termometria Clínica Evolução da febre Termometria Clínica HIPERTERMIA ou PIREXIA Patológica FEBRE/HIPERPIREXIA ( 40 graus) ORIGEM ❑ Séptica Oriunda de substâncias piretógenas microbianas (bactérias, vírus, fungos, protozoários) = Infecções Oriunda de substâncias piretógenas não microbianas (agentes físicos = queimaduras; mecânicos = pancadas ou químicos = toxinas) Febre de origem nervosa (verdadeira ou falsa) Verdadeira = influxos nervosos que atuam sobre os centro termorreguladores = ESTRESSE Falsa = elevação térmica resultante de convulsões e contrações musculares. ❑ Neurógena ❑ Asséptica o Contínua: oscilação térmica durante 24 horas não ultrapassa 1°C (pneumonia) o Remitente ou em agulha: oscilações diárias ultrapassam a 1°C, não alcançam o limite fisiológico, parece ser o mais frequente (doenças infeciosas) o Intermitente: quando a curva térmica apresenta períodos piréticos e apiréticos no espaço de um dia (malária) o Recorrente: alternância de períodos piréticos de alguns dias com períodos apiréticos de alguns dias (tuberculose, mormo, neoplasias malignas) o Efêmera: aparece bruscamente e desaparece logo depois em um período de 24 horas (AIE) o Atípica: febre com curva térmica irregular (cinomose) Termometria Clínica Tipos de febre – quanto a oscilação da curva térmica ▪ Ligeira: eleva-se de 0 a 1°C ▪ Regular: eleva-se de 1 a 2°C ▪ Alta: oscila de 2 a 3°C ▪ Muito alta: eleva-se acima de 3°C. Termometria Clínica Tipos de febre – quanto a elevação da temperatura Hiperpirexia – temperatura muito elevada e incompatível com a vida (lesões de tecidos nobres) A intensidade da febre depende da capacidade de reação do organismo: pacientes extremamente debilitados e idosos – podem não responder... Termometria Clínica ✓ Avaliar: início, intensidade, duração, modo de evolução e término - Anamnese. ✓ Exame físico: avaliar linfonodos, mucosas e sistemas orgânicos ✓ Exames complementares: hemograma, urinálise e bioquímica renal e/ou hepática. AVALIAÇÃO CLÍNICA DA FEBRE ALTERAÇÕES ORGÂNICAS (SÍNDROME FEBRIL) Digestivas: Hiporexia ou anorexia (diminuição das secreções digestivas); hipossialia (diminuição da secreção salivar) e polidipsia (compensa a perda hídrica devido ao aumento do metabolismo) Respiratórias: Taquipneia (estímulo dos centros respiratórios) Circulatórias: Taquisfigmia (pulso acelerado) e taquicardia – temperatura estimula o nodo sinusal. Urinárias: Oligúria (perda hídrica). Nervosas: Obnubilação sensorial (transtornos nos órgãos dos sentidos > fotofobia, hiperestesia, adnamia, desmaio). Outras alterações: mucosas ressecadas e hiperêmicas; hipohidrose; pelos arrepiados; focinho seco e quente; base do chifre quente; animais de pequeno porte ficam encolhidos (diminui área de irradiação de calor) e animais de grande porte se afastam do rebanho. OBRIGADA! Slide 1: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 2 Slide 3: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 4: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 5: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 6: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 7: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 8: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 9 Slide 10: Extensão Slide 11: Extensão Slide 12: Extensão Slide 13: Extensão Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28: Extensão Slide 29: Extensão Slide 30: Extensão Slide 31: Extensão Slide 32: Extensão Slide 33: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 34: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 35: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 36: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 37 Slide 38: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 39: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 40: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 41: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 42: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 43: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 44: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 45: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 46: SEMIOLOGIA VETERINÁRIA Slide 47: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SEMIOLOGIA EM PEQUENOS ANIMAIS Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77