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Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos Autor: Felipe Canella, Juliano de Pelegrin 17 de Março de 2023 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 1 Sumário SIDERURGIA: ALTO FORNO, CONVERSORES, FORNOS ELÉTRICOS E FORNO CUBILÔ ................................... 3 Introdução e Alto forno ................................................................................................................................... 3 Operação do alto-forno ............................................................................................................................. 8 Conversores - transformação em aço .......................................................................................................... 14 Conversor Bessemer .................................................................................................................................. 15 Conversor Thomas ..................................................................................................................................... 16 Conversor de sopro lateral ....................................................................................................................... 17 Conversor de sopro pelo topo .................................................................................................................. 17 Lingotamento contínuo ............................................................................................................................... 18 Forno cubilô ................................................................................................................................................... 20 Forno a arco elétrico ..................................................................................................................................... 22 Questões com comentários ................................................................................................................................ 25 Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 2 TECNOLOGIA DE MATERIAIS Estrategista, é com enorme prazer que estou aqui com vocês para falarmos sobre Tecnologia de Materiais (também conhecida como Ciência dos Materiais). Nesta aula veremos os principais tópicos inerentes a esse "mundo" e sua grande importância para a Engenharia e todas as suas ênfases. Como de praxe, não deixe de seguir minhas redes sociais a fim de ter acesso a conteúdo exclusivo sobre questões comentadas em vídeo, dicas, esquemas e questões inéditas "tipo CEBRASPE": profcanelas t.me/profcanelas Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva ==21941f== 3 SIDERURGIA: ALTO FORNO, CONVERSORES, FORNOS ELÉTRICOS E FORNO CUBILÔ Estrategista, nessa parte da aula, veremos os principais tópicos presente no seu edital sobre a siderurgia. Para sua prova, não precisamos adentrar em todas as especificidades sobre o vasto campo da siderurgia, mas somente naquilo que está explícito no seu edital. Para isso, falaremos especificamente sobre os principais detalhes do alto forno, dos conversores, dos fornos elétricos e dos fornos denominados cubilô. “Simbora”, Coruja??? Avante! Introdução e Alto forno Estrategista, de acordo com a doutrina1, a indústria siderúrgica é responsável por todas as etapas suficientes e necessárias para produzir ferro e aço a partir de matérias-primas específicas. Dentro desse contexto, o processo clássico é aquele que se utiliza o “alto forno” que tem como produto final uma liga ferro-carbono (já falamos dela anteriormente) com alto teor de carbono – estamos falando do ferro gusa. Dessa forma, o minério de ferro é fundido e esse ferro gusa em estado líquido segue para a aciaria na qual, por outros fornos adequados, é transformado em aço. Esse aço será vazado e formará os “lingotes” que, por sua vez, passarão por processos de conformação em laminadores a fim de se tornarem tarugos, blocos ou placas. É claro, Coruja, que temos muito detalhes inerente ao processo que descrevi, mas que, para nós, nesse momento, não é importante. Todavia, antes de vermos especificamente os detalhes do alto forno, acredito que algumas informações iniciais sejam relevantes. Uma dessas informações é inerente às matérias-primas que são consideradas básicas para a literatura específica já mencionada. Por isso, memorize: 1 Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Matérias-primas básicas da indústria siderúrgica Minério de ferro Carvão Calcário Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 4 Nesse sentido, temos algumas funções de cada uma dessas matérias-primas. Assim: • Minério de ferro: principal matéria-prima, pois é a fonte de ferro; • Carvão: é o combustível do alto forno, além de atuar como redutor do minério (que possui muitos óxidos de ferro) e fornecedor de carbono (elemento de liga principal de muitos produtos como o aço, por exemplo). • Calcário: é o “fundente” que reage com as substâncias estranhas (impurezas que podem ser chamadas de gangas do minério, diferente da canga que veremos adiante) contidas no minério e no carvão (as cinzas do carvão), formando a escória. Sua natureza é básica. Obviamente, existem outros minérios, mas o mais importante, é o de ferro. Nessa seara, saiba que os principais óxidos que possuem ferro são: magnetita (óxido ferroso-férrico) cuja fórmula é Fe3O4 contendo 72,4% de Fe; hematita (óxido de ferro), cuja fórmula é Fe2O3, contendo 69,9% de Fe e a limonita (óxido hidratado de ferro), cuja fórmula é 2Fe2O3, contendo cerca de 48,3% de Fe. Outra denominação é a wustita que é o nosso FeO que veremos nas reações no decorrer da aula. Coruja, além desses minérios típicos, também temos outros que parte da doutrina aponta como importantes: • Itabirito: pode ser campacto (que tem Fe entre 56 e 66%) e possui hematitas lamelares, formado por grãos de quartzo e palhetas de hematita e o friável, denominado de jacutinga, é facilmente reduzível a pó; • Canga: possui teor de ferro entre 50 e 60% e é considerado um minério secundário. É o minério de mais baixo teor de Fe e alto teor de fósforo (grave isso). Todavia, ele é útil em Usinas que possuem altos fornos a carvão vegetal, devido à sua porosidade; Coruja, atenção: lembre-se que o carvão, além de ser o combustível e fornecedor de carbono, ele é o redutor (agente redutor) do minério de ferro! Dessa forma, por ser o redutor, ele (o carvão) oxida! Depois, é claro, veremos nas reações que é o monóxido de carbono (CO) é o componente que sofre oxidação e reduz o minério para gerar o ferro metálico (Feo). Acerca do carvão, mais algumas informações são relevantes, além das três principais que eu irei repetir (não xingue minha mãe, mas é bom para você): fornecedor de calor para a combustão, fornecedor Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 5 de carbono para o processo de redução do óxido de ferro e fornecedor de carbono para elemento de liga do ferro gusa. Lindo! “Tá, quais são essas informações, próf?” São aquelas relacionadas com a produção desse carvão (que pode ser chamado de coque) e do carvão vegetal ou de madeira. Vejamos: • Carvão coque: o coque é obtido pelo processo de “coqueificação”do carvão mineral que consiste no aquecimento deste a altas temperaturas e, geralmente, em câmaras fechadas hermeticamente (sem ar). Como resíduo resultante desse processo, temos o coque que é separado por destilação. Além disso, saiba que o carvão mineral betuminoso é o mais adequado para a produção de coque. Memorize que esse coque que estamos falando é uma substância porosa, celular e heterogênea, no que tange a sua natureza química e física. Saiba, também, que sua qualidade está associada ao teor de impurezas do carvão mineral que o originou. Dentre elas, enxofre, nitrogênio, fósforo, por exemplo; • Carvão vegetal: também chamado de carvão de madeira, é fabricado por um processo chamado de pirólise da madeira que é uma quebra das moléculas complexas que as constituem. O resíduo desse processo de aquecimento é o carvão vegetal ou de madeira. Coruja, feita essa breve introdução com algumas definições (que são as informações mais importantes), vejamos os detalhes específicos do alto-forno. Primeiramente, vamos começar pela construção do alto-forno. Ele é constituído de três partes fundamentais: o cadinho, a rampa e a cuba. Por isso, memorize para sua prova: • Cadinho: parte do alto-forno na qual se acumula tanto o metal fundido quanto a escória, por conta das reações que ocorrem internamente. Essa parte possui forma cilíndrica e é feito com chapa grossa de aço e com revestimento interno refratário (podendo ter tubos de água para resfriamento para suportar as elevadas temperaturas e pressões). Na sua parte inferior, temos o canal para escorrer o ferro gusa, bem como em cima o furo para correr a escória. Além disso, temos as ventaneiras para soprar ar pré-aquecido e sob pressão; • Rampa: tem formato troncocônico, sendo a zona na qual o ar é mais quente (tem necessidade da circulação de água a fim de obter o resfriamento adequado); Partes fundamentais de um alto-forno Cadinho Rampa Cuba Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 6 • Cuba: é a região, também em formato troncocônico, com sua seção menor na goela ou topo (topo do forno). No total, um alto-forno pode chegar a 30 metros de altura; Lá no topo temos os sistema de carregamento. O tipo mais comum é o “copo e cone” e que tem o objetivo de realizar uma distribuição uniforme da carga e evitar a evasão de gases para a atmosfera. Outros acessórios importantes que podem aparecer na sua prova de maneira direta são: o coletor de poeiras, lavadores e regeneradores de calor. Vejamos cada uma de suas características: • Coletor de poeiras: tem como função fazer o recolhimento da poeira carregadas nos gases; • Lavadores: esse acessório atua retirando partículas pelo emprego de um campo elétrico que ioniza essas partículas, atraindo-as para as paredes do aparelho; • Regenerador de calor: é o acessório mais importante que serve de auxílio ao alto-forno. Também denominados de Estufas, os Regeneradores de Calor são utilizados para pré-aquecer o ar frio que servirá para o alto-forno. São equipamentos que armazenam calor pelo gás do alto-forno que entra na câmara de combustão deste aparelho. Esse gás, passa para uma segunda câmara do regenerador, chamada de câmara de empilhamento constituída de tijolos refratários. O objetivo, Coruja, é aquecer esses tijolos até 14oooC a fim de que o ar frio que adentrar essa câmara seja aquecido antes de fazer o caminho de retorno até a câmara de combustão e ir par ao alto-forno. Veja uma figura2 esquemática a fim de ilustra algumas partes do alto-forno. 2 Adaptado de Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 7 Estrategista, o principal produto final produzido pelo alto-forno é o ferro gusa, como já comentei. Mas, o que é o ferro fusa? Nada mais é que uma liga de ferro-carbono com alto teor de carbono (de 3 a 4,5%) com teores variáveis de outros elementos como: silício (0,5 a 4,0%), manganês (0,5 a 2,5%), fósforo (0,05 a 2,0%) e enxofre (0,2% no máximo). Além do ferro gusa, a escória (produto resultante da combinação do calcário, ganga do minério e cinzas do carvão) pode ser utilizada como lastro de ferrovias e material isolante, por exemplo. Uma aplicação Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 8 típica e mais importante, Estrategista, é o tal cimento metalúrgico (tem “cheiro” de prova cobrar esse tipo de coisa, viu?). Outro produto final típico é o gás do alto-forno (com alto poder calorífico) e que, como vimos, é utilizado no regenerador no próprio processo siderúrgico. Portanto, memorize, pois tem chance de aparecer cobrança nesse sentido: Legal, Estrategista. Tivemos umas noção geral de como é feito um alto-forno. Agora, é interessante sabermos alguns detalhes de sua operação. Vejamos. Operação do alto-forno Sem adentrar todas as inúmeras reações químicas que acontecem no alto-forno, Coruja, por conta do custo benefício ser pífio, é interessante conhecermos as principais do começo do processo e os produtos finais de algumas reações que formarão a escória, a ganga e as impurezas que sobram. Basicamente, Coruja, quando temos o começo do processo no alto-forno, duas correntes de materiais serão responsáveis pelas reações que veremos. De acordo com a literatura, uma corrente é a sólida (carga que desce no alto-forno) e uma corrente gasosa (proveniente da reação do carbono do carvão com o oxigênio do ar que é soprado pelas ventaneiras). Na região próxima das ventaneiras (onde as temperaturas são mais elevadas), temos a primeira reação que eu quero que você guarde, Coruja: o dióxido de carbono (CO2) se tornando monóxido de carbono (CO que será o nosso agente redutor do minério, que já vimos). CO2 + C → 2CO; A partir desse momento, temos as reações de redução acontecendo no minério, tanto pelas reações com o monóxido de carbono (CO) que são as equações 1, 2 e 3, quanto pelo carbono do carvão que também atua reduzindo o minério de ferro, como na equação 4: (1) 3Fe2O3 + CO → 2Fe3O4 + CO2; Produtos finais produzidos no alto-forno Ferro gusa Escória Gás do alto-forno Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 9 (2) Fe3O4 + CO → 3FeO + CO2; (3) FeO + CO → Fe+ CO2; (4) Fe2O3 + 3C → 2Fe+ 3CO; Além dessa reações, temos a decomposição de alguns carbonatos (de cálcio e magnésio, por exemplo) que fazem parte do calcário na temperatura de 800 oC. As reações são as seguintes: CaCO3 → CaO + CO2; MgCO3 → MgO + CO2; Coruja, é importante ter em mente, é claro, que todas essas reações não são "exatas" na prática. O que eu quero dizer que nem todo o minério de ferro será reduzido, por exemplo. Parte dele que chega a zona de fusão não sofre redução e irá se incorporar à escória. Por conta disso, na região de topo da rampa (veja lá na figura), começa a se formar a escória pela combinação de CaO, a ganga (impurezas do minério) e uma parcela de óxido de ferro e manganês. Essa escória formada, junto com o ferro começa a gotejar e a depositar no cadinho. Além disso, temos outras reações entre os óxidos de diferentes elementos presente no minério com o carbono que julgo informação pouco provável de ser alvo da banca. Todavia, as últimas reações podem aparecer,pois ocorrem quando o ferro chega à zona de elevada temperatura da rampa, formando o nossa protagonista do "movie": o ferro gusa. Ainda se incorporarão nesse ferro gusa, manganês, silício, fósforo e enxofre (veja, conforme falamos em outras aulas, que sempre teremos certo teores de elementos na ligas de ferro e carbono, como no aço que será obtido na aciaria). Por fim, Coruja, é importante conhecer algumas regiões específicas dentro do alto forno. Temos 4 grandes regiões3 interessantes e exemplificadas na figura a seguir (sugiro memorizar essas regiões, apesar de os limites não serem tão bem definidos entre cada região, podendo cada uma "adentrar" um pouco a zona de outra): 3 Adaptado do Departamento de Engenharia de Materiais e Metalurgia da Universidade de São Paulo, 2017. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 10 1. Zona Granular: zona na qual o minério e o coque mantêm a sua configuração em camadas tais como foram carregados (camadas alternadas de coque e de minérios). Nesta região existem apenas duas fases (gases e sólidos), portanto a redução dos óxidos de ferro ocorre apenas no estado sólido; 2. Zona Coesiva: constituída de camadas de coque e camadas coesivas alternadas. As camadas coesivas são formadas de massas semifundidas de partículas de minério de ferro, praticamente impermeáveis ao fluxo gasoso, que passa preferencialmente através das camadas de coque. Ela situa-se na faixa de temperatura compreendida entre o início do amolecimento e fusão da carga metálica. Veja a figura abaixo: Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 11 3. Zona de gotejamento: contém coque na forma sólida, em cujos interstícios gotejam o gusa e a escória. Esta zona é dividida em duas subzonas: a região de coque ativo e o “homem morto”. Durante a descida das gotas de gusa para o cadinho acontecem importantes reações que incorporam os elementos de liga ao gusa; 4. Zona de Combustão: região gasosa em frente as ventaneiras. À medida que as partículas de coque circulam, vão sendo queimadas, gerando o gás redutor e energia. Também o carvão pulverizado injetado deve queimar dentro desta zona. Diagrama de Ellingham Estrategista, esses diagramas consistem em um gráfico que relaciona a energia livre de Gibbs com a temperatura. Eles nos mostram algumas informações sobre os sistemas e reações que os compõem. Diversas informações podem se extraídas desses diagramas. Para nós, é interessante conheceremos as informações relativa a estabilidade dos óxidos e a capacidade redutora de alguns elementos metálicos. Vejamos: Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 12 A primeira informação que nos interessa é saber sobre a estabilidade dos óxidos entre as reações apresentadas. Nessa seara, de acordo com a doutrina, você vai memorizar que quanto menor for o valor de ∆Go, menor é pressão de O2 no sistema/reação. Dessa forma, mostra o quanto o metal em análise possui afinidade pelo oxigênio. Por exemplo, a 400 oC, o abaixamento da pressão de O2 no sistema Si + O2 → SiO2 é maior que a do sistema 2Zn + O2 → 2ZnO. Logo, SiO2 é mais estável que o 2ZnO. Veja lá as duas curvas. Além disso, a capacidade redutora dos metais também é extraída. Aqui, memorize que para um temperatura escolhida, um elemento metálico será o agente redutor de qualquer óxido cuja linha se encontra acima dele. Por exemplo, a 800 oC (veja lá no gráfico), o Alumínio metálico (Al) pode ser usado como agente redutor do MnO (óxido de magnésio) para atingir o Mn metálico (no óxido, o NOX do Mn é +2 e reduz, ficando com NOX = 0, como Mn metálico, estabilizado). Vamos fazer alguns exercícios: (CEBRASPE/METALURGIA) Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 13 O diagrama de Ellingham, mostrado na figura acima, é utilizado como referência para a obtenção de metais por oxidação. Considerando a figura e a redução de óxidos metálicos, julgue os itens a seguir O carbono é considerado um bom agente redutor devido à forma bastante estável de seus óxidos gasosos (CO e CO2). Certo ( ) Errado ( ) Comentário: Exatamente! Apesar de outros elementos não serem reduzidos por eles a depender da temperatura, veja que eles são bons agentes redutores dos elementos acima da sua curva. Por isso, é muito usado para reduzir o ferro (repare na curva do óxido de ferro) nos processos siderúrgicos. Gabarito: correto. (CEBRASPE/METALURGIA) O óxido de chumbo é mais estável que o óxido de magnésio. Certo ( ) Errado ( ) Comentário: Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 14 Errado! Conforme vimos na explicação, a linha de reação do óxido de chumbo está acima da linha do magnésio. Logo, o óxido de magnésio é mais estável que o óxido de chumbo! Gabarito: errado. Conversores - transformação em aço Coruja, conforme vimos, o ferro gusa é o produto final formado por uma liga ferro-carbono. Todavia, ele contém muitas impurezas (elementos químicos como Si, Mn, P e S) em teores elevados. Por conta disso, para a produção do aço (liga ferro-carbono, como vimos) que possui teores desses elementos (inclusive, do carbono – vimos que vai até cerca de 2,2%) se faz necessário o processo de oxidação do ferro gusa. Nesse sentido, temos os diferentes tipos de processos para a fabricação de aço que podem ser classificados no grande grupo de pneumáticos. Para esses processos pneumáticos, Coruja, teremos os chamados conversores (equipamentos tipo forno) que fazem parte da unidade de Aciaria (etapa de produção de aço na siderurgia). Conforme aponta a doutrina4, Estrategista, dentro dos processos pneumáticos, teremos cerca de 4 tipos de conversores: 4 Adaptado de Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Processsos de produção de aço Processos pneumáticos - agente oxidante é o ar ou o oxigênio Tipos de conversores pneumáticos Conversor Bessemer Conversor Thomas Conversor sopro lateral Conversor sopro pelo topo Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 15 De maneira sucinta (já que esse assunto foi quase inexistente em provas anteriores), veremos os aspectos principais sem perder seu tempo e encher sua cabeça com detalhes da operação de cada um (acredito que não serão o alvo principal). Dessa forma, vejamos os principais detalhes de cada conversor listado (atenção para os seus nomes e grupo que fazem parte), de acordo com a literatura mencionada: Conversor Bessemer A primeira informação a se guardar é que ele é o mais tradicional conversor utilizado no grupo dos pneumáticos. Além disso, saiba que ele tem um formato de uma “pera” (guarde essa informação, pois tem “cheiro” de prova!). Esse tipo de conversor (que nada mais é que um tipo de forno, Coruja) é revestido internamente com material refratário silicoso de natureza ácida. O forno é suspenso por dois munhões que permitem sua rotação em dois sentidos (um para o carregamento de ferro gusa e outro pro vazamento doproduto final). No carregamento são utilizados sucata, casca de óxido e, se desejado, minério, além do “protagonista” da operação – o ferro gusa líquido. As ventaneiras localizadas no interior do conversor sopram o ar pelo fundo, fazendo com que seja formados os óxidos de cada elemento, sendo o silício, por exemplo, em primeiro lugar. Em um segundo momento, o carbono é oxidado e sua eliminação corresponde ao final da operação. Nessas etapas, temos a mudança de coloração da chama conforme acontece o sopro de ar – na etapa final a chama possui raias vermelhas e muda instantaneamente para amarelo-dourada. Assim, Coruja, temos o “fim do sopro” ou “ponto final”, como aponta a doutrina5. Por fim, o metal, agora, será agora desoxidado e dessulfurado com adição de manganês no forno. Estrategista, uma informação que tem “tudo” para cair é quanto ao tipo de aço obtido por esse conversor. Nesse sentido, temos dois tipos principais: • Aço com baixo teor de carbono: esse é o principal tipo obtido no processo, tendo menos 0,10% de carbono e menos de 0,50% de manganês. Além disso, memorize que silício fica em teores extremamente baixos (cerca de 0,005%), ao passo que fósforo fica em 0,08% e enxofre com 0,25%; • Aços acalmados: esse tipo de aço é produzido quando são utilizados desoxidantes fortes, como Fe-Si, alumínio e o próprio carbono. Esses aços acalmados chegam a ter 0,10% ou mais de carbono, 0,35 a 1,25% de manganês, 0,10 a 0,30% de silício, 0,08% de fósforo e 0,025% de enxofre. 5 Adaptado de Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 16 Perceba, Estrategista, como o teor de silício é bem superior nos aços acalmados do que no aços com baixo teor de carbono no conversor Bessemer! Conversor Thomas A primeira grande informação que você precisa guardar, Coruja, é que esse conversor se diferencia do conversor Bessemer pelo fato do seu revestimento ser de caráter básico, produzido em dolomita. De maneira geral, sua operação, como aponta a doutrina citada, é igual ao do Bessemer. Todavia, há algumas peculiaridades. As principais características sobre esse conversor que eu quero que você guarde inerente a sua operação são as seguintes: • Transporte do ferro gusa do alto-forno ao conversor pode sofrer dessulfuração prévia por conta da adição de “barrilha” ou carbonato de sódio o que forma uma escória que deve ser retirada cuidadosamente; • Antes de começar o sopro, adiciona-se cal junto com o ferro gusa; Agora, muita atenção! Foco no que vai ler, Coruja! Rs. A principal diferença (“cheiro” de prova) da operação entre o conversor Thomas e o conversor Bessemer é inerente as reações químicas que vão permitir, no conversor Thomas, a remoção do fósforo por conta da utilização do cal. Isso é possível, pois o forno é revestido com material refratário de natureza básica (como eu lhe disse). Essa mesma lógica se aplica a remoção do fósforo. Se liga, Coruja: A remoção de silício, carbono e manganês é igual ao do conversor Bessemer! ;) Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 17 Conversor de sopro lateral Primeira característica, Estrategista, é a seguinte: são conversores de pequena capacidade! Além disso, seu revestimento é silicoso (como no Bessemer) e, portanto, tem natureza ácida! Nesse processo, temos o ar introduzido (adivinha?) lateralmente e de forma que fique acima da superfície do banho metálico. A reação inicial será produzido óxido de ferro, no qual oxidará o silício, o manganês e certa quantidade de carbono. Outra característica importante é que o processo acontece de forma isotérmica, por conta das reações de oxidação do silício e do manganês. Estrategista, atenção! Outro nome para esse conversor é o conversor Tropenas! Conversor de sopro pelo topo Nesse tipo de conversor, conforme aponta a literatura específica6, a primeira informação para sua prova é saber que a operação mais famoso se chama LD (Linz-Donawitz) ou processo BOP (do inglês, Basic Oxigen Process). “Pescou” a segunda denominação do processo, Coruja? Pois é! Isso porque nesse conversor do grupo dos pneumáticos, teremos o sopro efetuado com cerca de 95 a 99,5% de oxigênio! Por isso, as temperaturas são bem elevadas nesse conversor por conta dessa combustão com muito oxigênio. Além disso, esse conversor é, também, de revestimento básico (como o conversor Thomas), sendo produzido em dolomita ou magnesita. Assim, nele também teremos a redução de teor dos principais elementos do ferro gusa. Outra característica que você tem de levar para sua prova é que no conversor de sopro pelo topo (ou LD ou BOP), temos uma lança de oxigênio que irá soprar esse gás a uma proximidade do banho líquido bem 6 Adaptado de Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 18 pequena (de 0,30 a 1,00 metro). Além disso, esse tipo não possui as ventaneiras de aberturas no fundo (como no Bessemer). Por fim, uma característica a ser pontuada é que o mecanismo de eliminação de carbono é feito pela oxidação na forma de monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2). Por conta disso, uma característica marcante do processo é a possibilidade de interromper-se a oxidação do carbono caso ela esteja em níveis elevados (já que algum teor de carbono é necessário no aço). Dessa forma, o processo pode ser controlado por computador para a precisão de cálculos, limitando a quantidade de oxigênio a ser soprado. Lingotamento contínuo Um dos processos siderúrgicos que as bancas gostam (e com a sua, não é diferente) é o lingotamento contínuo, Coruja. Normalmente, a cobrança sobre esse processo provém, inclusive do mercado, com questões retiradas explicitamente. Bom, o lingotamento contínuo, basicamente, pode ser considerado um processo no qual o metal líquido é despejado e começa a ser solidificado, gerando um produto semiacabado (tarugo, blocos, bleam blank ou placas). Assim, depois do refino na aciaria, o metal líquido segue para um guia (chamada também de calha) que é acoplada ao fundo de uma panela e revestida de material refratário. Todo esse sistema existe para fazer a condução do metal líquido para um distribuidor que, por sua vez, faz o encaminhamento para a solidificação. Sem mistério, Coruja, basicamente, temos um "caminho" que esse material faz fazer, um percurso, durante sua solidificação. Acerca dessa parte, Coruja, é necessário conhecer os fatores que impactam na solidificação da nossa liga metálica. São eles: a composição química do material, a velocidade de vazamento (que tem relação com o tempo) e a temperatura. Assim, o primeiro ponto que devemos ter em mente é que a extração de calor sempre ocorre de maneira mais elevada (e gera um resfriamento maior do material) nas paredes dos moldes (vimos isso na aula de fundição). Lembre-se que os efeitos sobre os grãos aqui são os mesmos, com zonas diferentes do material. Vamos relembrar. De maneira breve, de acordo com a literatura específica7: • Zona coquilhada: região de contato com as paredes do molde que gera uma fina camada que é super-resfriada, com nucleação intensa de pequenos grãos equiaxiais sem orientação cristalográfica (é aleatória). Porisso, também pode receber o nome de zona equiaxial fina de superfície; 7 Adaptado de Luz, S.M. Método de Monte Carlo Aplicado ao Processo de Lingotamento Contínuo. UFRG. Porto Alegre, 2011. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 19 • Zona colunar: formada por grãos alongados que vão crescendo paralelamente ao fluxo calor, desenvolvendo-se a partir dos grãos coquilhados e terminam com o surgimento da próxima zona equiaxial; • Zona equiaxial central: localizada no centro do lingote, é formada por grãos aleatórios e se forma quando a região do centro do lingote se torna super-resfriada. 8 Por isso, na etapa de solidificação, temos que ter temperatura e velocidade de vazamento controladas, pois se forem baixas, a crosta formada na superfície do material, se solidifica rapidamente e isso pode gerar defeitos no material. Todavia, quando a temperatura e a velocidade de vazamento são diminuídas, ocorre um aumento da espessura da camada solidificada (mais material e temperatura menor que favorece a solidificação) que implica uma camada não suscetível à fratura e menor oxidação. Outro ponto importante, Estrategista, é quanto ao refinamento do aço, onde os teores dos elementos químicos e impurezas são controlados e os teores de vários elementos reduzidos lá do ferro-gusa. Nessas etapas de refinamento, teremos vários processos para reduzir os teores de manganês, fósforo, carbono, óxidos, etc. Dessa forma, temos no refino primário teores de diferentes elementos sendo reduzidos, por diferentes processos, tais como desoxidação, desfosforação, dessulfuração e descarburação. Todavia, guarde que é no refino secundário do aço que esses processos serão mais controlados e teremos os ajustes de composição química e de temperatura. 8 Adaptado de Flemings, M.C. Solidification Processsing. New York: McGraw Hill Book Co., 1974. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 20 (IESES/Instituto Federal Catarinense) Para se obter aço-carbono da usina siderúrgica é necessário se fazer o refino do ferro gusa. A fabricação do aço a partir do ferro gusa pode ser realizada de várias formas, com a utilização de conversores (ou convertedores), e fornos. Assinale a alternativa que corresponde aos tipos de conversores comumente usados nas aciarias. a) Processo Bessemer, Processo Thomas e Processo LD. b) Processo Thomas, Processo de Alto Forno e Forno elétrico. c) Processo de Alto Forno, Processo LD e Processo Bessemer. d) Processo LD, Processo Neutro e Processo Bessemar. Comentário: Veja, pessoal! Questão tranquila que deseja saber de você o seu conhecimento sobre os principais conversores que existem hoje, no mercado. Oras, vimos que os conversores mais utilizados nas aciarias (lugar de obtenção de aço), são: Bessemer, Thomas e LD (também chamado de Sopro Pelo Topo)! Gabarito: "a". Estrategista, veremos agora, as características principais dos fornos! Forno cubilô Estrategista, de acordo com a doutrina9, o forno cubilô é um tipo de forno utilizado apenas na produção de ferro fundido. Conforme já vimos no decorrer da aula, o ferro fundido é uma liga ferro-carbono que possui teor de carbono, comumente, entre 2,2 a 4,0% de carbono), podendo ter alguns tipos até 6,7% de carbono (mais raros). Esse tipo de forno consiste em uma grande forno de formato cilíndrico e vertical, adaptado com uma bica de vazamento em sua base. Uma característica típica desse tipo de forno, Coruja, é que o carregamento 9 Adaptado de GROOVER, M. P. Introdução aos Processos de Fabricação. Editora: LTC, Rio de Janeiro, 2014. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 21 (ferro, coque, fundente e outros elementos de liga) ocorre por uma porta localizada abaixo da metade da altura do forno. Veja a figura10 a seguir que ilustra um forno cubilô: Durante a operação, Coruja, as portas de limpeza semicirculares são mantidas fechadas. Normalmente, o nível de carregamento ilustrado na figura é localizado em uma posição a mais alta possível. 10 Adaptado de Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 22 A operação se inicia depois de limpado o forno e com fogo no fundo dele para queimar a madeira e o coque. No começo, as aberturas de escória e do vazamento de metal líquido ficam abertas. Assim, que a camada de coque atinge a altura das ventaneiras e o fogo atravessado toda a camada de coque, começa-se o carregamento com ferro gusa, sucata, coque e fundente (calcário) até o nível da porta de carga tenha sido atingido. Outro detalhe que eu quero que você leve para sua prova é em relação aos tipos de operação no cubilô. Memorize: Basicamente, a diferença entre elas é que na intermitente, a corrida de metal líquida acontece de forma periódica, sendo retirada a quantidade de metal líquido por meio do furo que em seguida é fechado. Por outro lado, Coruja, na contínua, como o nome sugere, existe um furo somente para a corrida e o metal fundido com a escória é conduzido para uma pequena bacia de vazamento. Assim, o ferro fundido líquido e a escória se acumulam no fundo do cubilô e a escória flutuando em cima (menor densidade) escorre lateralmente pelo bico de corrida de escória e o ferro fundido líquido pela calha de corrida até a panela. Um detalhe para sua prova é que o forno cubilô não é utilizado para produzir materiais com alto nível exigência quanto a uniformidade e qualidade. Por conta disso, para ferro fundido nos quais as especificações são mais rigorosas, é comum o uso do forno a arco elétrico. Veremos a seguir para fechar esse assunto! Avante! Forno a arco elétrico Coruja, o forno a arco elétrico também consiste em de uma carcaça (cilíndrica) em aço com material refratário com seu revestimento. Aqui temos um detalhe: esse revestimento pode ser de natureza ácida ou de natureza básica e recebe o nome de soleira! Logo, se a questão mencionar “soleira”, atenção, pois pode ser sobre esse tipo de forno! Além disso, a parte de cima do forno (também chamada de abóbada) também é revestida com tijolo refratários do tipo silicoso. Todavia, a grande diferença desse forno está na fonte de energia (calor) para o sistema – ela é proveniente de três eletrodos cada qual ligado a uma fonte de alimentação trifásica. Tipos de operações no cubilô Intermitente Contínua Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 23 Esses eletrodos podem ser feitos em carbono ou em grafita. Todavia, conforme menciona a doutrina, normalmente, a grafita costuma ser a melhor escolha por conta da sua maior resistência e condutibilidade elétrica. Como você deve imaginar, Coruja, o aquecimento provém dos arcos elétricos formados entre os três eletrodos e tem como o principal controle de fusão a variação de voltagem pelo transformador ligado aos eletrodos por cabos de cobre. Veja a figura11 a seguir que ilustra um exemplo de forno a arco elétrico. Um ponto interessante para sua prova, Coruja, é que o forno a arco elétrico pode fundir qualquer tipo de sucata! (Memorize essainformação, pois ... Você sabe... tem o quê? “Cheiro”... Exato. Rs). 11 Adaptado de Chiaverini, V. Tecnologia Mecânica: processos de fabricação e tratamento. Editora: Makron Books do Brasil Ltda, 2ª edição, vol: I, II, III. São Paulo, 1986. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 24 Quando o forno elétrico é empregado para fundir ferro fundido, a carga é constituída, normalmente, de sucata de ferro fundido e de aço, bem como o controle dos teores de carbono e silício é feito pela inclusão de carbono, só que na forma de coque e Fe-Si. (Informação decoreba que você só precisa saber isso para esse tipo de fundição). Por outro lado, na fundição de aço, eu quero que você saiba que temos duas técnicas: • Ácida: dessa técnica, Coruja, acredito ser importante você saber que a soleira é feita de areia silicosa e tijolos refratários. A carga do forno é de sucata de aço com baixos teores de fósforo e enxofre, porque na técnica ácida a eliminação desses elementos não ocorre. Durante a fusão, areia e calcário são adicionadas para formar a escória protetora; • Básica: nessa técnica memorize que o revestimento refratário é feito em magnesita ou dolomita (natureza básica). Além disso, a carga é constituída de sucata de fundição e sucata adquirida e durante a fundição é adicionado cal para formar a escória protetora e depois de adicionado o minério de ferro, o fósforo é retido no metal fundido; Após, temos a etapa chamada de refino, Estrategista, que consiste basicamente em reduzir a corrente elétrica pelos eletrodos e espalhar na superfície do banho coque pulverizado, carbono ou ferro-silício, podendo até ser uma combinação de todos esses materiais. Essa etapa de refino tem como objetivo atingir uma escória de carbureto de silício que irá retirar o enxofre do metal líquido. Por fim, a composição desse banho é controlada pelo ajuste nos teores de carbono, adicionando-se ferro gusa com baixo teor de fósforo, de ferro-silício e ferro-manganês atingindo o momento certo para o metal líquido ser vazado. Duas técnicas de fundição de aço no forno elétrico Técnica Ácida Técnica Básica Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 25 QUESTÕES COM COMENTÁRIOS CEBRASPE 1. (CEBRASPE/Petrobrás – Engenheiro de Equipamentos - Inspeção – 2022) Julgue os itens seguintes, relativos aos processos de fabricação de produtos e peças metálicas. Na indústria siderúrgica, obtém-se ferro metálico por meio de reações de oxirredução de minérios de ferro como a hematita e, nesse processo, realizado em altos-fornos, o coque é utilizado para o fornecimento tanto de calor quanto de agentes redutores na forma gasosa. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Questão tranquila, Coruja! Lembre-se quando falamos sobre o carvão (também chamado de coque no processo siderúrgico, quando esse carvão passa pela “coqueificação”) e suas funções sobre o minério de ferro. Vamos relembrar? Vamos trazer nossa corujinha marota: Coruja, atenção: lembre-se que o carvão, além de ser o combustível e fornecedor de carbono, ele é o redutor (agente redutor) do minério de ferro! Dessa forma, por ser o redutor, ele (o carvão) oxida! Depois, é claro, veremos nas reações que é o monóxido de carbono (CO) é o componente que sofre oxidação e reduz o minério para gerar o ferro metálico (Feo). Além disso, lembre-se que o carvão é o principal fornecedores de carbono e de calor para a combustão durante todo o processo! Gabarito: correto. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 26 2. (CEBRASPE/Petrobrás – Engenheiro de Equipamentos - Inspeção – 2022) Julgue os itens seguintes, relativos aos processos de fabricação de produtos e peças metálicas. O cadinho, localizado logo abaixo da região de coque ativo de um alto-forno, funciona como reservatório de ferro-gusa e escória, sendo parte de seu volume ocupada pelo “homem morto”. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Opa! Perfeita a questão! De fato, existem algumas regiões importantes dentro do alto forno quando se começa o processo siderúrgico de produção do ferro gusa. Entre essas regiões, temos o cadinho (como vimos, é o reservatório final que irá conter o ferro-gusa e a escória formada). Todavia, parte do cadinho, normalmente, é composta pela região do tal do “homem morto” (nada mais é que um apelido para um região específica da zona de gotejamento do alto forno, na qual é formada pelo coque na forma sólida, onde gotejam o ferro-gusa e a escória, dividida em região de coque ativo e a dita cuja região do “home morto”). Nessas regiões é que ocorrem as incorporações de elementos de liga ao ferro-gusa pelas reações apresentadas. Lembre-se da figura (importante conhecer essas “zonas” e “regiões” da imagem): 12 Gabarito: correto. 12 Adaptado do Departamento de Engenharia dos Materiais e Metalurgia da Universidade de São Paulo, 2017. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 27 3. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) Com relação aos combustíveis metalúrgicos, julgue o item que se segue. A qualidade do combustível está vinculada ao seu teor de C, H e S. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Opa! Alternativa correta, Estrategista! Conforme vimos em aula, o combustível (que é o nosso carvão) tem sua qualidade medida em função da quantidade de carbono, hidrogênio (é um hidrocarboneto) e enxofre. Lembre-se que o enxofre em teores mais elevados gera uma perda de qualidade do combustível, justamente porque menos carbono teremos para o ser fornecido ao processo. Gabarito: correto. 4. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) Com relação aos combustíveis metalúrgicos, julgue o item que se segue. A adição de comburente ao combustível origina a reação de combustão, fazendo que o combustível sofra redução. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Errado! Lembre-se que o comburente (O2, por exemplo) de fato reage com o combustível, mas vimos que o combustível é o agente redutor (que reduz o minério, por meio do monóxido de carbono - CO). Dessa forma, o combustível não sofre redução e, sim, oxidação, gerando, ao término das reações o ferro metálico. Gabarito: errado. 5. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) Com relação aos combustíveis metalúrgicos, julgue o item que se segue. O carvão é um combustível metalúrgico típico, pois, além de produzir calor, é fonte de carbono. ( ) Certo ( ) Errado Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 28 Comentário: Exatamente, como vimos. De fato, o carvão (também pode ser chamado de coque metalúrgico) além de gerar calor nas reações de combustão, é fonte de carbono para o processo. Gabarito: correto. 6. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) Com relação ao processo siderúrgico, cujas fases de produção consistem, basicamente, em redução, refino e transformação, julgue o item a seguir. Ferro-gusa é o produto obtido em altos-fornos, resultante da redução do minério de ferro pelo coque e pelo calcário. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Perfeito! Conforme vimos em aula, é exatamente assim o processo básico de produção. Temos o ferro- gusa que é o produto obtido em altos-fornos por meio da redução do minériode ferro pelo coque (carvão) e pelo calcário (fundente). Gabarito: correto. 7. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) A metalurgia do ferro consiste na redução dos seus óxidos por meio de um redutor, em geral um combustível carbonoso. Os materiais carregados no alto-forno (minério, combustíveis e adições), durante o processo de redução, se transformam nos seguintes produtos: ferro gusa, escória, gás de alto forno e poeira. Com relação a esse assunto, julgue o próximo item. O alto-forno opera de forma ideal quando as trocas térmicas sólido-gás estão perfeitas; quando toda hematita é reduzida para wustita na zona granular e quando os gases da zona de fusão e amolecimento entram na zona de reserva térmica em equilíbrio termodinâmico com o Fe/FeO. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Estrategista, tranquilidade! Conforme vimos, a wustita nada mais é que uma “apelido” para o nosso óxido de ferro (FeO). Oras, para uma situação ideal, temos que a hematita é totalmente reduzida a wustita e a troca térmica seja perfeita entre o sólido e o gás (coisa que na realidade não acontece). Além disso, é ideal Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 29 que os gases da zona de fusão e amolecimento do alto-forno entrem na reserva térmica em equilíbrio com o Fe e o FeO. Esses pontos vimos que são elencados na lavra da doutrina. Gabarito: correto. 8. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) A metalurgia do ferro consiste na redução dos seus óxidos por meio de um redutor, em geral um combustível carbonoso. Os materiais carregados no alto-forno (minério, combustíveis e adições), durante o processo de redução, se transformam nos seguintes produtos: ferro gusa, escória, gás de alto forno e poeira. Com relação a esse assunto, julgue o próximo item. Fundentes são substâncias que reagem com a ganga e formam compostos de ponto de fusão inferior ao dos reagentes que lhes deram origem, tornando a ganga do minério mais fusível em temperatura mais conveniente para a separação do metal. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Exatamente! Os fundentes (como o calcário) são substâncias que interagem com as impurezas (ganga) para formar compostos com pontos de fusão menores que dos reagentes que lhe deram origem. Assim, as impurezas como a ganga se tornam mais fusíveis, tornando mais fácil para a separação do metal e facilitando a formação da escória. Gabarito: correto. 9. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) A metalurgia do ferro consiste na redução dos seus óxidos por meio de um redutor, em geral um combustível carbonoso. Os materiais carregados no alto-forno (minério, combustíveis e adições), durante o processo de redução, se transformam nos seguintes produtos: ferro gusa, escória, gás de alto forno e poeira. Com relação a esse assunto, julgue o próximo item. Nos processos de redução, a redução do minério de ferro a ferro metálico é efetuada mediante a fusão da carga no reator. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Negativo! A redução acontece, como vimos, mediante a redução do minério e seus óxidos conforme se tem o agente redutor (carvão que gera monóxido de carbono – CO) reagindo e descendo o alto-forno. Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 30 Não é simplesmente pela fusão da carga no reator. Precisa de outros componentes para ocorrer a redução. Por isso, Estrategista, falou em redução, tem que lembrar do carvão (ou coque) que é nosso combustível e seu papel como agente redutor, além do monóxido de carbono que resulta dele. Gabarito: errado. 10. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) A figura acima representa um esquema de predominância de ferro e de seus óxidos na presença de monóxido de carbono na mistura binária monóxido de carbono/dióxido de carbono em função da temperatura, sob pressão de 1 atm. A partir dessas informações, julgue o item a seguir. Há predominância de óxido ferroso quando há baixas temperaturas na presença de altas concentrações de dióxido de carbono. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Questão tranquila, Estrategista! Veja que é uma questão de interpretação de gráfico, basicamente. Veja que há predominância de Fe metálico quando há baixas temperaturas com altas concentrações de dióxido de carbono. O óxido de ferro é nosso Fe3O4 (óxido ferroso). Gabarito: errado. 11. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 31 O lingotamento contínuo do aço, processo responsável pela produção de placa de aço diretamente do aço líquido em um único equipamento, representa o mais importante avanço tecnológico nos processos metalúrgicos desde os anos sessenta do século passado, pois, além de contribuir para a eliminação dos gastos com equipamentos, reduzindo tempo e custo de produção, melhora a qualidade do aço. Acerca desse processo e de aspectos a ele relacionados, julgue o item. A diminuição da temperatura e da velocidade de vazamento contribui para a diminuição da espessura da camada de aço solidificada, visto que impede a ocorrência de fratura e oxidação dessa camada. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Questão errada. Conforme vimos, Coruja, conforme vimos, temos três importantes fatores que afetam no processo de lingotamento contínuo quanto ao seu vazamento: tempo (que está associado com a velocidade), temperatura e composição química. Quando temos uma diminuição de temperatura e de velocidade, temos um aumento da espessura da camada solidificada (claro, primeiro porque mais material está vazando, pois o tempo é maior com a velocidade mais baixa, além da temperatura que diminuiu e facilita a solidificação). Além disso, esse aumento gera maior resistência na camada e ela não atinge fratura e nem se oxida facilmente (apesar de a oxidação ser influenciada por outros fatores). Gabarito: errado. 12. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) O lingotamento contínuo do aço, processo responsável pela produção de placa de aço diretamente do aço líquido em um único equipamento, representa o mais importante avanço tecnológico nos processos metalúrgicos desde os anos sessenta do século passado, pois, além de contribuir para a eliminação dos gastos com equipamentos, reduzindo tempo e custo de produção, melhora a qualidade do aço. Acerca desse processo e de aspectos a ele relacionados, julgue o item. A presença de óleo de beterraba como lubrificante provoca a emissão de gases, que se localizam entre a escória e o metal do molde, reduzindo a velocidade de solidificação e proporcionando bom aspecto superficial ao lingote solidificado. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 32 Exatamente! Conforme vimos, muitas empresas do empregam citam que a presença do óleo de beterraba age como lubrificante e gera a emissão de gases. Estes, ficam entre a escória e o metal do molde, reduzindo a velocidade de solidificação e gerando aspecto superficial melhor. Gabarito: correto. 13. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) O lingotamento contínuo do aço, processo responsável pela produção de placa de aço diretamente do aço líquido em um único equipamento, representa o mais importante avanço tecnológico nos processos metalúrgicos desde os anos sessenta do século passado, pois, além de contribuir para a eliminaçãodos gastos com equipamentos, reduzindo tempo e custo de produção, melhora a qualidade do aço. Acerca desse processo e de aspectos a ele relacionados, julgue o item. A temperatura, as tensões térmicas atuantes e a velocidade de vazamento são variáveis que, se não forem controladas de forma adequada, podem provocar o surgimento de trincas no aço em solidificação. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Maravilha! Conforme vimos, questão em linha quanto aos fatores que influenciam na solidificação do material no lingotamento contínuo! Gabarito: correto. 14. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) O lingotamento contínuo do aço, processo responsável pela produção de placa de aço diretamente do aço líquido em um único equipamento, representa o mais importante avanço tecnológico nos processos metalúrgicos desde os anos sessenta do século passado, pois, além de contribuir para a eliminação dos gastos com equipamentos, reduzindo tempo e custo de produção, melhora a qualidade do aço. Acerca desse processo e de aspectos a ele relacionados, julgue o item. Pode-se dividir a estrutura do lingote em três zonas ― equiaxial fina de superfície, colunar e equiaxial central ―, cujo tamanho varia de acordo com as condições de solidificação, a direção de extração de calor e o superaquecimento, além da composição do aço. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 33 Questão perfeita! Vimos esses fenômenos em nossa aula de Fundição. Oras, lembre-se que o molde influencia na solidificação do material. Isso porque nas regiões das paredes dos moldes, teremos uma taxa de extração de calor maior. Assim, temos uma região de formação de grãos com formatos diferentes, próxima à parede do molde. Essa região é a Zona Coquilhada. Além disso, conforme a geometria dos moldes, cada grão cresce de uma maneira em relação a cada parede que extrai calor do molde. Dessa forma, quando há o encontro desses grãos que são alongados e maiores, devido a extração menor de calor quando começa adentrar o material se solidificando dentro do molde. Essa região é a Zona Colunar. Por fim, temos a Zona Equiaxial, tanto a fina (pois está mais próxima a superfície do material, apesar de não ser uma nomenclatura clássica adotada na doutrina), quando a central (essa sim é comumente encontrada), tem pequenos grãos formados por resultado da nucleação de cristais ou migração de alguns fragmentos de grão granulares. Gabarito: correto. 15. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) As usinas siderúrgicas podem ser integradas, semi-integradas e não integradas. Nas usinas integradas a coque, as áreas de transformações do minério de ferro e do aço encontram-se presentes em uma única unidade industrial. Partindo-se do minério de ferro (ou de seus produtos, sínter e pelota), coque e fundentes, chega-se ao ferro-gusa, que, posteriormente, é convertido em aço. Após transformação mecânica (laminação), o aço é comercializado no mercado sob a forma de produtos planos (chapas e bobinas) e longos (vergalhões, barras e perfis). Assim, uma usina integrada a coque é tipicamente composta de três etapas: redução (cujo objetivo é a fabricação do ferro-gusa), refino (produção e resfriamento do aço) e transformação mecânica (produtos siderúrgicos destinados à comercialização). A partir dessas informações, julgue o item a seguir. O material redutor mais utilizado como matéria-prima na obtenção do ferro-gusa é o coque metalúrgico, produto obtido pela destilação do carvão metalúrgico. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Exatamente, Estrategista! Conforme vimos, o coque metalúrgico é um produto destilado do carvão metalúrgico e atua como agente redutor do processo. Perceba que as questões tendem a considerar como agente metalúrgico tanto o coque, o carvão e o monóxido de carbono. Atente-se. Gabarito: correto. 16. (CEBRASPE/INPI – Pesquisador – Metalurgia – 2014) Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 34 As usinas siderúrgicas podem ser integradas, semi-integradas e não integradas. Nas usinas integradas a coque, as áreas de transformações do minério de ferro e do aço encontram-se presentes em uma única unidade industrial. Partindo-se do minério de ferro (ou de seus produtos, sínter e pelota), coque e fundentes, chega-se ao ferro-gusa, que, posteriormente, é convertido em aço. Após transformação mecânica (laminação), o aço é comercializado no mercado sob a forma de produtos planos (chapas e bobinas) e longos (vergalhões, barras e perfis). Assim, uma usina integrada a coque é tipicamente composta de três etapas: redução (cujo objetivo é a fabricação do ferro-gusa), refino (produção e resfriamento do aço) e transformação mecânica (produtos siderúrgicos destinados à comercialização). A partir dessas informações, julgue o item a seguir. A desoxidação do aço, o ajuste de temperatura e da composição química, a adição de elementos especiais, a dessulfuração para teores abaixo de 0,005%, a desfosforação e a descarburação para teores abaixo de 0,002% ocorrem na fase do refino primário. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Alternativa errada! Na verdade, todas as etapas ocorrem na fase de refino secundário. Apesar de boa parte desses processos ocorrerem no refino primário, também, a dessulfuração em teores abaixo de 0,005% e as desfosforação e descarburação em teores abaixo de 0,002%, são refino secundário. Lembre- se elas também podem ocorrer no refino primário, mas nesses níveis (0,005% e 0,002%), é explícito na prática da siderurgia como parte do refino secundário. Gabarito: errado. CENTEC 17. (CENTEC/Instituto Centro de Ensino Tecnológico – Engenharia Mecânica – 2017) Qual deve ser o material (fundente) que ajuda o minério de ferro a se fundir? a) Cobre b) Areia c) Grafite d) Argila e) Calcário. Comentário: Questão moleza, hein, pessoal? Conforme vimos, o material fundente que ajuda o minério de ferro a se fundir é o calcário! Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva 35 Gabarito: "b". Felipe Canella, Juliano de Pelegrin Aula 10 PETROBRAS (Engenheiro de Equipamentos - Inspeção) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 06751137338 - Daniel Bernardes Silva