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TEXTOS - MÓDULO I (1º ano – EM) Texto 1 O Traje Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos a usam como trapos, mas se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada. Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que mais empregamos, aquele que até crianças analfabetas manejam a vida inteira? Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso como um braço, um olho, e nunca chegamos a nos dar realmente conta de que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo, ou míope... Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo na linguagem escrita, essa que analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime como se não soubesse além da cartilha... Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista (de cultura também, sim senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos. Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, pensamentos tortos, expressões esmolambadas. Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse”, são mimos constantes. Não há sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas um ouvido deseducado, um escriba relaxado, solta as maiores heresias. Pobres alunos de tão desanimados ou iludidos mestres: lá vem as crianças para casa trocando acentos como os bêbados trocam as pernas. Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai além duma tanguinha de Adão, e muito mal colocada... Deixa à mostra um bom pedaço de vergonha. LUFT, Lia. Memória do Cotidiano. Porto Alegre: Grafosul / IELRS, 1978. Texto 2 LEITURA: VOCÊ FAZ A DIFERENÇA A escrita, os livros e a leitura estão presentes em várias expressões que enchem nossa boca e nossos ouvidos. Quem é que nunca ouviu a frase "o homem que lê vale mais"? Ou que gostaria que a sua vida ou a de alguém fosse um livro aberto? E qual mãe, depois do almoço de domingo, não tem vontade de perguntar a todos da família onde está escrito que cozinhar e lavar pratos é tarefa somente de mulheres? Às expressões acima somam-se tantas outras... Puxe pela memória. Você vai se lembrar! Em todas elas, as palavras leitura, escrita e livros têm sentido positivo. Atestam e passam recibo do valor de uma pessoa, da transparência e inteligibilidade de um processo, da força da escrita como determinadora ou, pelo menos, de influenciadora de normas e de comportamentos. No entanto, ouvimos a todo momento dizer que o brasileiro lê pouco. E por que um povo que em tese não gosta de ler atribuiria tanto valor à leitura a ponto de fazer dela e dos livros metáfora de valores construtivos? Talvez a história não seja bem assim e a questão não esteja na quantidade de romances, ficções e aventuras consumidos anualmente. Pesquisas recentes sugerem que no Brasil se lê, sim. Só que não os autores e os livros que os especialistas acham que deveriam ser os mais lidos e os mais apreciados. [...] Agora tente recuperar a sua própria história de leitor. O que você realmente gosta de ler em suas horas vagas? Como começou a apreciar esse tipo de literatura? Qual o primeiro livro lido por você? Lembra-se de como esse exemplar chegou a suas mãos? As primeiras leituras foram experiências agradáveis ou dolorosas? [...] (Adaptado de: LAJOLO, Marisa. Leitura: você faz a diferença. Revista Com a Palavra, nº 168, Dezembro de 2003. Fundação Vitor Civita. ) Texto 3 A ARTE DE LER... E RELER Gabriel Perissé f Reler é verbo insistente, que não tem medo de bicho papão nem de repetição. O próprio verbo reler é um duplo ler, pois se eu leio reler de trás para a frente ele fica exatamente igual: é reler pra cá... reler pra lá... A releitura é ler de novo o que já é velho, encontrando novidades que só podem estar ocultas no que todo mundo viu, mas não percebeu. Faltou releitura. Releitura é deixar de ser "analfabeto para as entrelinhas" (Guimarães Rosa) e captar o que estava lá, mas a pura leitura não soube fisgar, peixe fugidio, lebre arisca, raio de sol. Releitura cura superficialidade. Releitura faz bem aos olhos. Releitura de manhã ajuda a pensar. Releitura à noite protege contra pesadelos. A releitura é como a água, tanto bate até que fura... nosso medo de entender. Leia de novo: re-lei-tu-ra. De novo: re-lei-tu-ra. De que vale ao homem ter muitos livros se não tiver tempo para reler? Reler devagar, reler palavra a palavra, letra a letra, degustando cada milímetro de cada significado? Reler não é chupar uma laranja de novo. O milagre da releitura é que sempre há mais suco na segunda vez. E mais suco ainda na terceira. Reler é a arte de voltar ao mesmo lugar como se fosse pela única vez. Reler é remar no mesmo mar como se fosse pela primeira vez. Reler o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou. Será? Mas se era pouco não era amor. Reler é reatar a infância. Reler é entrar de novo na ciranda, ciranda cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar, vamos nesta rua, nesta rua, e nesta rua tem um bosque que se chama, que se chama solidão, dentro dele, dentro dele mora um anjo, que roubou, que roubou meu coração. Reler é reatar passado-presente-futuro. Samba Lelê tá doente, tá com a cabeça quebrada. Samba Lelê precisava... é de umas boas lambadas. Fui no Itororó beber água, não achei, mas achei bela morena que no Itororó deixei, aproveita, minha gente, que uma noite, que uma vida não é nada... e se não dormir agora... dormirá de madrugada. Ah, como é bom reler e reouvir essas velhas canções, que nos fazem ficar um pouco mais novos. Texto 4 Moradores de Cruzeiro afirmam ter visto 'assombração' na estrada do aeroporto Da Agência Agazeta.net, com informações do site Juruá Online . Sex, 12 de Fevereiro de 2010 . Homem vestido de preto, por várias vezes, tentou parar veículos próximo ao igarapé Preto. Moradores de Cruzeiro do Sul (640 quilômetros de Rio Branco) disseram ter visto um homem usando uma túnica preta, rosto encoberto por um chapéu de abas, e que tentava parar veículos que trafegavam em direção ao aeroporto de Cruzeiro do Sul, na madrugada desta quarta-feira, 10. Segundo informa o site Juruá Online, pelo menos quatro pessoas observaram o indivíduo, por volta da zero hora, próximo ao igarapé Preto, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade. Uma delas é o jornalista Adelcimar Carvalho. “Eu me assustei, mas quem quer que seja, deveria respeitar as pessoas que estão passando ali, porque vai acabar causando um acidente”. Valdeir Horácio, vigilante, afirmou que se assustou. “Eu me assustei, quando ele pediu para que eu parasse”. Outra testemunha, Maicon Pereira, informou que “ele era alto e não dava pra ver o rosto''. Por várias vezes, o “homem da capa preta”, como o indivíduo ficou conhecido, surgiu diante dos veículos que transitavam na rodovia, tentando parar os carros. Ainda segundo o site Juruá Online, a Polícia Militar foi acionada, fez ronda no local, mas não encontrou o suposto homem. Conforme o site, o “Homem da Capa Preta” virou folclore no Vale do Juruá. Texto 5 Classificados 1 Procura-se um equilibrista que saiba caminhar na linha que divide a noite do dia que saiba carregar nas mãos um fino pote cheio de fantasia que saiba escalar nuvens arredias que saiba construir ilhas de poesia na vida simples de todo dia Troco um fusca branco por um cavalo cor de vento um cavalo mais veloz que o pensamento Quero que ele me leve para bem longe e que galope ao deus-dará que jáme cansei desse engarrafamento... Troco um passarinho na gaiola por um gavião em pleno ar Troco um passarinho na gaiola por uma gaivota sobre o mar Troco um passarinho na gaiola por uma andorinha em pleno vôo Troco um passarinho na gaiola por uma gaiola aberta, vazia... Precisa-se de uma bola de cristal que mostre um futuro grávido de paz: que a paz brilhe no escuro com um brilho especial que algumas palavras possuem mas que seja mais do que a palavra, mais do que a promessa: seja como a chuva que sacia a sede da terra Colecionador de cheiros troca um cheiro de cidade por um cheiro de neblina um cheiro de gasolina por um cheiro de chuva fina um cheiro de cimento por um cheiro de orvalho no vento Atenção! Compro gavetas, compro armários, cômodas e baús. Preciso guardar minha infância, os jogos de amarelinha, os segredos que me contaram lá no fundo do quintal Precisa-se de uma bola de cristal que mostre um futuro grávido de paz: que a paz brilhe no escuro com um brilho especial que algumas palavras possuem mas que seja mais do que a palavra, mais do que a promessa: seja como a chuva que sacia a sede da terra Atenção! Compro gavetas, compro armários, cômodas e baús. Preciso guardar minha infância, os jogos de amarelinha, os segredos que me contaram lá no fundo do quintal (MURRAY, Roseana. Classificados poéticos II. São Paulo: Ed. Miguilim, 1987.) Texto 6 Classificados 2 MOBILIA COMPLETA DE UMA CASA VENDE-DE UMA MOBILIA COMPLETA DE UMA CASA MOTIVO DE VIAGEM:CAMA DE CASAL COMPLETA R$ 400,00, CAMA DE SOLTEIRO R$ 200,00, GELADEIRA 360L R$ 900,00, FOGÃO 5 BOCAS DAKO R$ 900,00, LAVADORA ELETROLUX R$ 900,00, ESTANTE RUD. NOVA S/ USO R$ 700,00, TV TOSHIBA 29" TELA PLANA R$ 800,00, QUARTO MENINA MOÇA S/ USO R$ 900,00, 2 DVD R$ 150,00 CADA...E MUITO MAIS, LIGUE-NOS E FAÇA UMA PESQUISA. TODOS OBJETOS NOVOS. MARA 68 8425- 1358 68 9987-9773 VENDE-SE O BODE JOÃO VENDE-SE OU TROCA SE UM BODE DA RAÇA BOER DE NOME "JOÃO", JÁ GANHOU VÁRIOS PRÊMIOS, INCLUSIVE NOS ESTADOS UNIDOS. ENDEREÇO: RODOVIA AC 40-KM 11 - SANTA MARIA, CURVA DA AVESTRUZ, ESTRADA DO QUINARI. BOMBONS DE CUPUAÇU Fazemos bombons de cupuaçu. Ligue e faça sua encomenda. Valor R$ 30,00 o kilo. 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Acessado em março de 2010) Texto 7 Velas içadas Ivan Lins (Composição: Ivan Lins / Vitor Martins) Seu coração é um barco de velas içadas Longe dos mares, dos tempos, das loucas marés Seu coração é um barco de velas içadas Sem nevoeiros, tormentas, sequer um revés Seu coração é um barco jamais navegado Nunca mostrou-se por dentro mostrando os porões Seu coração é um barco que vive ancorado Nunca arriscou-se ao vento, às grandes paixões Nunca soltou as amarras Nunca ficou à deriva Nunca sofreu um naufrágio Nunca cruzou com piratas e aventureiros Nunca cumpriu os destinos das embarcações Texto 8 Você Endoideceu Meu Coração Composição: Nando Cordel Você endoideceu meu coração Endoideceu Agora o que é que eu faço sem o teu amor Agora o que é que eu faço sem um beijo teu Eu nem pensei já estava te amando Meu corpo derretia de paixão Queria estar contigo todo instante Te abraçando, te beijando Te afogando de emoção Ficar na tua vida eu quero muito Grudar pra nunca mais eu te perder Você é como água de cacimba Limpa, doce, saborosa Todo mundo quer beber Você endoideceu ... Texto 9 Texto 10 Texto 11 Texto 12 Texto 13 Texto 14 Texto 15 Oi, pessoal, Essa é uma praia linda, de areia branquinha! Toda vez que entramos nesse mar verdão nós lembramos de vocês. Que pena que não estão aqui!!! Estamos com saudades, Beijões de Laura, Pedro e Pat. Texto 16 BRIGADEIRÃO Ingredientes: 1 lata de creme de leite sem soro 1 xícara (chá) de chocolate granulado para decorar e manteiga para untar 3 ovos 1 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente 4 colheres (sopa) de açúcar 1 xícara (chá) de chocolate em pó solúvel 1 lata de leite condensado Modo de fazer: Bata no liquidificador o leite condensado, o creme de leite, o chocolate em pó, o açúcar, a manteiga e os ovos. Quando ficar homogêneo, despeje em uma fôrma com furo central (19 cm de diâmetro) untada com manteiga. Cubra com papel de alumínio e asse em banho-maria em forno médio (180°C) por cerca de 1 hora e 30 minutos. Desenforme ainda morno e decore toda a superfície com o chocolate granulado. Leve à geladeira por cerca de 6 horas. (Disponível em: http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/doces/brigadeirao.html) Texto 17 NO BAR... O sujeito entra num bar, senta-se à mesa e logo um garçom aparece para atendê-lo. - Boa noite, o que o senhor toma? - Tomo vitamina C pela manhã, ônibus para ir ao serviço e uma aspirina quando tenho dor de cabeça. - Desculpe, acho que não fui claro. Eu quis dizer o que é que o senhor gostaria? - Ah, tudo bem! Eu gostaria de ter uma Ferrari, de namorar a Luana Piovani e mandar minha sogra para o inferno. - Não é nada disso, meu senhor! Eu só gostaria de saber o que o senhor deseja beber. - Ah, é isso? Bom... O que é que você tem? E o garçom: - Eu? Nada, não... Só estou meio cansado e um pouco chateado porque meu time perdeu... Texto 18 O joga tá pegando foooooooooooooooooooooooogo! Agora Kaká... vai...vai...passou pra Luis Fabiano, deu um toque pra Kaká de novo, Robinho, cruzamento, e Luiz Fabiano na traaaaaaaaaaaaaaave! Aja coração! Agora a Argentina vai pra cima, vai pra cima! Texto 19 O SAL DA TERRA (Beto Guedes) Anda, quero te dizer nenhum segredo, falo neste chão da nossa casa. Vem que tá na hora de arrumar. Tempo, quero viver mais duzentos anos, quero não ferir meu semelhante nem quero me ferir. Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão, para construir a vida nova vamos precisar de muito amor. A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver. A paz na Terra amor, o pé na terra, a paz na terra amor o sal da Terra. Terra és o mais bonito dos planetas tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave, nossa irmã. Canta, leva tua vida em harmonia e nos alimenta com seus frutos, tu que és do homem a maçã. Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois, pra melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão. é criar um Paraíso agora para merecer quem vem depois. Deixa nascer o amor, deixa fluir o amor. Deixa crescer o amor, deixa viver o amor. O sal da Terra. Texto 20 CONTINHO Paulo Mendes Campos Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, de sertão de Pernambuco. Na soalheira danada do meio- dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo: - Você aí, menino, para onde vai essa estrada? - Ela não vai não: nós é que vamos nela. - Engraçadinho duma figa! Como você se chama? - Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé. Texto 21 MAIS DE R$ 121 MIL EM PRODUTOS PIRATAS SÃO DESTRUÍDOS PELA RECEITA Geisy Negreiros Centenas de CDs, DVDs, cigarros, bebidas, cosméticos, brinquedos, pilhas, isqueiros e relógios foram totalmente destruídos na manhã de ontem no aterro sanitário, localizado naEstrada Transacreana, pela Delegacia da Receita Federal em Rio Branco. Todos os itens eram pirateados e contrabandeados. A operação faz parte do IV Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias que acontece em várias regiões do país. O valor estimado da destruição é de R$ 121.703,60. De acordo com Elmar Nascimento, delegado da Receita Federal no Acre, os produtos destruídos eram provenientes das regiões de fronteira, das zonas francas bolivianas de Cobija e Vila Evo Morales, apreendidos ao longo deste ano durante o trabalho de rotina da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar. “O volume de apreensão este ano foi maior que a última que fizemos”, disse. Ele explica que a maior parte das mercadorias destruídas é de cigarros. Já os brinquedos, que são fabricados sem a autorização do Inmetro, foram selecionados e apenas aqueles que representam risco para as crianças foram destruídos, os outros serão doados às instituições carentes. (Adaptado de A Gazeta, Rio Branco, Acre. 27 de junho de 2009.) Texto 22 Professor: Chiiiii... Atenção, nós temos uma atividade para ser corrigida hoje, não é? Alunos: Nãaaaaaao! Professor: A interpretação (Inc.) Vocês responderam? A1: Eu respondi. A2: Eu não fiz. Professor: Então, vamos ver. Todos coloquem a atividade (Inc.). Olha, o objetivo da gravação não é você... (Inc.) Eu pedi que vocês analisassem desde o título até (Inc.). Veja só! O título é Gentileza (.). Chiiii(...). Vamos ouvir (Inc.) quer dizer o quê, Bruno? Por favor, Jéssica! Por favor, Diego! Bruno, diga pra gente, por favor, gentileza, na sua visão, o que significa esse título? Por que Marisa Monte (.) usou o título Gentileza em sua música? A1: ((Lendo o que escreveu)): Ela usou (Inc.) Professor: Na verdade, chamou a atenção pra questão da atitude (Inc.) A3: (Inc.) Respeitar o próximo. Professor: Respeitar o próximo. Diga aí, Diego (.). Você colocou o quê? A1: Exemplo de sabedoria. Professor: Gentileza é um exemplo de sabedoria. Na sua visão, por que Marisa Monte (...) usou o título em sua música Gentileza? Victor? Ôoo, Diego, eu preciso... Diego. Preciso que você colabore. A?: Cale a boca, menino. Professor: Se todos (Inc.). Todos falam (Inc.). Vocês têm que respeitar a fala do outro. Diga aí, Maílson ((A professora solicita a Maílson que responda a pergunta que havia feito)). A4: Quer dizer que devemos ser gentil. Quer dizer que devemos ser gentil com os outros e com o mundo. Professor: Devemos ser gentil com os outros e (...). A4: E o mundo. Professor: E com o mundo (Inc.)Não estava na aula passada mas, então, a palavra gentileza (...) A?: Amor ao próximo. A?: Jeito de se vestir, falar, de viver. Professor: Preciso ouvir Vanessa. Ôoo, Madson! A5: Na minha opinião, uma pessoa gentil, sincera. (Recorte de gravação de aula de língua portuguesa, registrado pela pesquisadora Maria Laura Petitinga). Texto 23 Neologismo é um fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova, ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. Pode ser fruto de um comportamento espontâneo, próprio do ser humano e da linguagem, ou artificial, para fins pejorativos ou não. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Neologismo) Texto 24 Texto 25 Texto 26 Texto 27 Texto 28 Texto 29 Texto 30 Texto 31 Texto 32 Texto 33 http://www.jblog.com.br/ideias. Texto 34 Cumadi Salesia Careci de ir no dotô prumodi que tava com farta dá carquelança i cum a dô que cumeça no piado e vai até a dona do corpo. Zé ta na roça, proveita ele aí i pegue o ferro de goma pra passar ferro no jaleco novo, o véio pode deixá. Carecida, Zefa. Texto 35 As armas e os barões assinalados, Que da occidental praya lusitana, Por mares nunca de antes navegados. [..] (http://cvc.instituto-camoes.pt/bdc/pensamento/astronomialusiadas/cap06.pdf) Texto 36 Jô, Vê se pinta lá em casa. A galera vai tá toda lá pra comemorar meu aniversário. Vai rolar um som massa: Lulu, Ivete, Kalypso... A gente também vai aprender com Neguinho as danças novas pra arrasar no Carnaval! Ah! Não esqueça de trazer o cd do Skank que eu lhe emprestei, viu? Beijão, Chupeta. Texto 37 Mãe, quelo sotolate, bigadelo e uma totatola bem gandoooooooooooooona! Texto 38 Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro aí. (Oswald de Andrade). Texto 39 (Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa, v. 2. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, 1997. p. 109.) Texto 40 De gramática e de linguagem E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta”. Eu gosto é das cousas, As cousas, sim!… As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso. As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém. Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre, Ovo pode estar choco: é inquietante…) As cousas vivem metidas com as suas cousas. E não exigem nada. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. [...] (Fragmento. In: QUINTANA, Mário. In: Os Melhores Poemas. 2ª ed. São Paulo: Global, 1985.) Texto 41 Carta do escritor Moçambicano Mia Couto - "Savana" 21 Março 2003 Carta ao Presidente Bush Senhor Presidente: Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria. Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". [...] Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem, mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva. [...]. (http://www.novacultura.de/0304guerra2.html) Texto 42 Texto 43 Texto 44 O PRECONCEITO NOSSO DE CADA DIA Jaime Pinsky Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas. Preconceito é o outro que tem... Mas, por falar nisso, já observou como temos o hábito de generalizar sobre tudo e todos? Falamos sobre as “mulheres”, a partir de experiências pontuais; sabemos tudo sobre os “militares” porque o síndico do nosso prédio é um militar aposentado; discorremos sobre homossexuais (bando de sem-vergonhas), muçulmanos (gentinha atrasada), sogras (feliz foi Adão que não tinha sogra nem caminhão), advogados (todos ladrões), professores (pobres coitados), motoristas de caminhão (grossos), dançarinos (veados), enfim, sobre tudo. Mas discorremos de maneira especial sobre raças e nacionalidades e, por extensão, atributos inerentes a pessoas nascidas em determinados países.Afinal todos sabemos (sabemos?) que os franceses não tomam banho, os mexicanos são preguiçosos, os suíços são pontuais, os italianos - ruidosos- , os árabes - desonestos- , os japoneses são trabalhadores e por aí afora. Sabemos também que cariocas são folgados; baianos são festeiros; nordestinos, miseráveis; mineiros, diplomatas etc. Sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco, a não ser em algumas atividades bem definidas como o esporte, a música, a dança e algumas outras que exigem mais do corpo e menos da inteligência. O mecanismo funciona mais ou menos assim: estabelecemos uma expectativa de comportamento coletivo (nacional, regional, racial), mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo sobre o qual pontificamos. Sabemos (sabemos?) que os mexicanos são preguiçosos porque eles aparecem sempre dormindo embaixo dos seus enormes chapelões enquanto os diligentes americanos cuidam do gado e matam bandidos nos faroestes. Falamos sobre a inferioridade do negro a partir da observação empírica de sua condição socioeconômica. E achamos que as praias do RJ cheias durante a semana são prova do caráter folgado do carioca. Não nos detemos em analisar a questão um pouco mais a fundo. Não nos interessa estudar o papel que a escravidão teve na formação histórica dos nossos negros. Pouco atentamos para a realidade social do povo mexicano e de como ele aparece estereotipado no cinema hollywoodiano. Nada disso. O importante é reproduzir, de forma acrítica e boçal, os preconceitos que nos são passados por piadinhas, pela família, pela religião, pela necessidade de compensar nossa real inferioridade individual por uma pretensa superioridade coletiva que assumimos ao carimbar ' o outro' com a marca de qualquer inferioridade. Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao 'nosso' e ao do 'outro', numa atitude que não passa de preconceito puro. Por exemplo, a nossa é religião, a do outro é seita; nós temos fervor religioso, eles são fanáticos; nós temos hábitos, eles, vícios; jogamos muito melhor, o adversário tem é sorte; e por aí vai... Ou deveríamos ser como esses intelectuais que para afirmar qualquer coisa acham necessário estudar e observar atentamente? Observar, estudar e agir respeitando as diferenças é o que se espera de cidadãos que acreditam na democracia e, de fato, lutam por um mundo mais justo. De nada adianta praticar nossa indignação moral diante da televisão, protestando contra limpezas raciais e discriminações, se não ficarmos atentos ao preconceito nosso de cada dia. (PINSKY, Jaime. Cidadania e preconceito. São Paulo: Contexto, 1993.) Quadro de avaliação Caso deseje, registre neste espaço o seu nome e outras informações que julgar importantes. O que foi bom? O que precisa melhorar? Atuação do professor(a) A minha atuação Material para o trabalho com a leitura e escrita Ambiente de trabalho Atividades realizadas