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TEXTOS - MÓDULO I (1º ano – EM) 
 
Texto 1 
 
O Traje 
 
Nunca nos lembramos desse nosso traje cotidiano que é a linguagem. Muitos 
a usam como trapos, mas se tomassem consciência disso, ligeiro tratariam de 
melhorar, caprichar, conseguir uma vestimenta mais adequada. 
Por que será que somos displicentes com esse instrumento tão nosso, o que 
mais empregamos, aquele que até crianças analfabetas manejam a vida 
inteira? 
Talvez nos tenhamos acostumado demais com ele. É demasiadamente nosso 
como um braço, um olho, e nunca chegamos a nos dar realmente conta de 
que esse braço é meio curto, o olho meio vesgo, ou míope... 
Não falo na linguagem oral, nessa comunicação espontânea que obedece a 
leis próprias, que vão do menor esforço à coerção social. Falo na linguagem 
escrita, essa que analfabetos não manejam, mas que muito doutor esgrime 
como se não soubesse além da cartilha... 
Nem precisamos procurar os mais ignorantes. Abre-se jornal, abre-se revista 
(de cultura também, sim senhores!) e os monstrinhos nos saltam aos olhos. 
Pontuação? Ninguém sabe. Vírgulas parecem derramadas pela página por 
algum duende maluco, que quisesse brincar de fazer frases ambíguas, 
pensamentos tortos, expressões esmolambadas. 
Verbos? “Detei-vos”, “intervido”, “mantesse”, são mimos constantes. Não há 
sujeito que concorde com verbo numa página de fio a pavio. Lá pelas tantas 
um ouvido deseducado, um escriba relaxado, solta as maiores heresias. 
 
Pobres alunos de tão desanimados ou iludidos mestres: lá vem as crianças 
para casa trocando acentos como os bêbados trocam as pernas. 
Todas essas pessoas: estudantes, professores, jornalistas, intelectuais, 
morreriam de vergonha se fossem apanhados em público de cuecas ou 
trapos. Mas, olhe lá, a linguagem escrita de muita gente boa por aí não vai 
além duma tanguinha de Adão, e muito mal colocada... Deixa à mostra um 
bom pedaço de vergonha. 
LUFT, Lia. Memória do Cotidiano. Porto Alegre: Grafosul / IELRS, 1978. 
 
Texto 2 
 
LEITURA: VOCÊ FAZ A DIFERENÇA 
 
A escrita, os livros e a leitura estão presentes em várias expressões que 
enchem nossa boca e nossos ouvidos. Quem é que nunca ouviu a frase "o homem 
que lê vale mais"? Ou que gostaria que a sua vida ou a de alguém fosse um livro 
aberto? E qual mãe, depois do almoço de domingo, não tem vontade de perguntar a 
todos da família onde está escrito que cozinhar e lavar pratos é tarefa somente de 
mulheres? 
Às expressões acima somam-se tantas outras... Puxe pela memória. Você vai 
se lembrar! Em todas elas, as palavras leitura, escrita e livros têm sentido positivo. 
Atestam e passam recibo do valor de uma pessoa, da transparência e inteligibilidade 
de um processo, da força da escrita como determinadora ou, pelo menos, de 
influenciadora de normas e de comportamentos. No entanto, ouvimos a todo momento 
dizer que o brasileiro lê pouco. E por que um povo que em tese não gosta de ler 
atribuiria tanto valor à leitura a ponto de fazer dela e dos livros metáfora de valores 
construtivos? Talvez a história não seja bem assim e a questão não esteja na 
quantidade de romances, ficções e aventuras consumidos anualmente. 
Pesquisas recentes sugerem que no Brasil se lê, sim. Só que não os autores e 
os livros que os especialistas acham que deveriam ser os mais lidos e os mais 
apreciados. [...] 
Agora tente recuperar a sua própria história de leitor. O que você realmente 
gosta de ler em suas horas vagas? Como começou a apreciar esse tipo de literatura? 
Qual o primeiro livro lido por você? Lembra-se de como esse exemplar chegou a suas 
mãos? As primeiras leituras foram experiências agradáveis ou dolorosas? [...] 
 
(Adaptado de: LAJOLO, Marisa. Leitura: você faz a diferença. Revista Com a Palavra, 
nº 168, Dezembro de 2003. Fundação Vitor Civita. ) 
 
Texto 3 
A ARTE DE LER... E RELER 
Gabriel Perissé 
f 
Reler é verbo insistente, que não tem medo de bicho papão nem de repetição. 
O próprio verbo reler é um duplo ler, pois se eu leio reler de trás para a frente 
ele fica exatamente igual: é reler pra cá... reler pra lá... 
A releitura é ler de novo o que já é velho, encontrando novidades que só 
podem estar ocultas no que todo mundo viu, mas não percebeu. 
Faltou releitura. 
Releitura é deixar de ser "analfabeto para as entrelinhas" (Guimarães Rosa) e 
captar o que estava lá, mas a pura leitura não soube fisgar, peixe fugidio, lebre arisca, 
raio de sol. 
Releitura cura superficialidade. 
Releitura faz bem aos olhos. 
Releitura de manhã ajuda a pensar. 
Releitura à noite protege contra pesadelos. 
A releitura é como a água, tanto bate até que fura... nosso medo de entender. 
Leia de novo: re-lei-tu-ra. De novo: re-lei-tu-ra. 
De que vale ao homem ter muitos livros se não tiver tempo para reler? Reler 
devagar, reler palavra a palavra, letra a letra, degustando cada milímetro de cada 
significado? 
Reler não é chupar uma laranja de novo. O milagre da releitura é que sempre 
há mais suco na segunda vez. E mais suco ainda na terceira. 
Reler é a arte de voltar ao mesmo lugar como se fosse pela única vez. 
Reler é remar no mesmo mar como se fosse pela primeira vez. 
Reler o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas 
era pouco e se acabou. Será? Mas se era pouco não era amor. 
Reler é reatar a infância. 
Reler é entrar de novo na ciranda, ciranda cirandinha, vamos todos cirandar, 
vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar, vamos nesta rua, nesta rua, e nesta 
rua tem um bosque que se chama, que se chama solidão, dentro dele, dentro dele 
mora um anjo, que roubou, que roubou meu coração. 
Reler é reatar passado-presente-futuro. 
Samba Lelê tá doente, tá com a cabeça quebrada. Samba Lelê precisava... é 
de umas boas lambadas. Fui no Itororó beber água, não achei, mas achei bela morena 
que no Itororó deixei, aproveita, minha gente, que uma noite, que uma vida não é 
nada... e se não dormir agora... dormirá de madrugada. 
Ah, como é bom reler e reouvir essas velhas canções, que nos fazem ficar um 
pouco mais novos. 
 
 
Texto 4 
 
Moradores de Cruzeiro afirmam ter visto 'assombração' na estrada do 
aeroporto 
Da Agência Agazeta.net, com informações do site Juruá Online . Sex, 12 de Fevereiro de 2010 . 
 
Homem vestido de preto, por várias vezes, tentou parar veículos próximo ao 
igarapé Preto. 
Moradores de Cruzeiro do Sul (640 quilômetros de Rio Branco) disseram ter visto um 
homem usando uma túnica preta, rosto encoberto por um chapéu de abas, e que 
tentava parar veículos que trafegavam em direção ao aeroporto de Cruzeiro do Sul, na 
madrugada desta quarta-feira, 10. 
Segundo informa o site Juruá Online, pelo menos quatro pessoas observaram o 
indivíduo, por volta da zero hora, próximo ao igarapé Preto, um dos pontos turísticos 
mais conhecidos da cidade. 
Uma delas é o jornalista Adelcimar Carvalho. “Eu me assustei, mas quem quer que 
seja, deveria respeitar as pessoas que estão passando ali, porque vai acabar 
causando um acidente”. 
Valdeir Horácio, vigilante, afirmou que se assustou. “Eu me assustei, quando ele pediu 
para que eu parasse”. Outra testemunha, Maicon Pereira, informou que “ele era alto e 
não dava pra ver o rosto''. 
Por várias vezes, o “homem da capa preta”, como o indivíduo ficou conhecido, surgiu 
diante dos veículos que transitavam na rodovia, tentando parar os carros. 
 
Ainda segundo o site Juruá Online, a Polícia Militar foi acionada, fez ronda no local, 
mas não encontrou o suposto homem. Conforme o site, o “Homem da Capa Preta” 
virou folclore no Vale do Juruá. 
 
Texto 5 
 
Classificados 1 
Procura-se um equilibrista 
que saiba caminhar na linha 
que divide a noite do dia 
que saiba carregar nas mãos 
um fino pote cheio de fantasia 
que saiba escalar nuvens arredias 
que saiba construir ilhas de poesia 
na vida simples de todo dia 
Troco um fusca branco 
por um cavalo cor de vento 
um cavalo mais veloz que o pensamento 
Quero que ele me leve para bem longe 
e que galope ao deus-dará 
que jáme cansei desse engarrafamento... 
Troco um passarinho na gaiola 
por um gavião em pleno ar 
Troco um passarinho na gaiola 
por uma gaivota sobre o mar 
Troco um passarinho na gaiola 
por uma andorinha em pleno vôo 
Troco um passarinho na gaiola 
por uma gaiola aberta, vazia... 
Precisa-se de uma bola de cristal 
que mostre um futuro grávido de paz: 
que a paz brilhe no escuro 
com um brilho especial que algumas 
palavras possuem 
mas que seja mais do que a palavra, 
mais do que a promessa: 
seja como a chuva que sacia a sede da terra
Colecionador de cheiros troca 
um cheiro de cidade 
por um cheiro de neblina 
um cheiro de gasolina 
por um cheiro de chuva fina 
um cheiro de cimento 
por um cheiro de orvalho no vento 
Atenção! Compro gavetas, 
compro armários, 
cômodas e baús. 
Preciso guardar minha infância, 
os jogos de amarelinha, 
os segredos que me contaram 
lá no fundo do quintal 
 
Precisa-se de uma bola de cristal 
que mostre um futuro grávido de paz: 
que a paz brilhe no escuro 
com um brilho especial que algumas palavras 
possuem 
mas que seja mais do que a palavra, 
mais do que a promessa: 
seja como a chuva que sacia a sede da terra 
 
 
Atenção! Compro gavetas, 
compro armários, 
cômodas e baús. 
Preciso guardar minha infância, 
os jogos de amarelinha, 
os segredos que me contaram 
lá no fundo do quintal 
(MURRAY, Roseana. Classificados poéticos II. São Paulo: Ed. Miguilim, 1987.) 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 6 
 
Classificados 2 
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Texto 7 
 
Velas içadas 
Ivan Lins (Composição: Ivan Lins / Vitor Martins) 
 
Seu coração é um barco de velas içadas 
Longe dos mares, dos tempos, das loucas marés 
Seu coração é um barco de velas içadas 
Sem nevoeiros, tormentas, sequer um revés 
 
Seu coração é um barco jamais navegado 
Nunca mostrou-se por dentro mostrando os porões 
Seu coração é um barco que vive ancorado 
Nunca arriscou-se ao vento, às grandes paixões 
 
Nunca soltou as amarras 
Nunca ficou à deriva 
Nunca sofreu um naufrágio 
Nunca cruzou com piratas e aventureiros 
Nunca cumpriu os destinos das embarcações 
 
Texto 8 
 
Você Endoideceu Meu Coração 
Composição: Nando Cordel 
 
Você endoideceu meu coração 
Endoideceu 
Agora o que é que eu faço sem o teu amor 
Agora o que é que eu faço sem um beijo teu 
Eu nem pensei já estava te amando 
Meu corpo derretia de paixão 
Queria estar contigo todo instante 
Te abraçando, te beijando 
Te afogando de emoção 
Ficar na tua vida eu quero muito 
Grudar pra nunca mais eu te perder 
Você é como água de cacimba 
Limpa, doce, saborosa 
Todo mundo quer beber 
Você endoideceu ... 
 
Texto 9 
 
 
Texto 10 
 
Texto 11 
 
 
 
Texto 12 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 13 
 
 
Texto 14 
 
 
Texto 15 
 
 
Oi, pessoal, 
 
Essa é uma praia linda, de areia branquinha! Toda vez que entramos nesse mar 
verdão nós lembramos de vocês. 
Que pena que não estão aqui!!! 
Estamos com saudades, 
Beijões de Laura, Pedro e Pat. 
 
 
Texto 16 
 
 
BRIGADEIRÃO 
 
Ingredientes: 
1 lata de creme de leite sem soro 
1 xícara (chá) de chocolate granulado para decorar e manteiga para untar 
3 ovos 
1 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente 
4 colheres (sopa) de açúcar 
1 xícara (chá) de chocolate em pó solúvel 
1 lata de leite condensado 
 
Modo de fazer: 
Bata no liquidificador o leite condensado, o creme de leite, o chocolate em pó, o 
açúcar, a manteiga e os ovos. Quando ficar homogêneo, despeje em uma fôrma com 
furo central (19 cm de diâmetro) untada com manteiga. Cubra com papel de alumínio e 
asse em banho-maria em forno médio (180°C) por cerca de 1 hora e 30 minutos. 
Desenforme ainda morno e decore toda a superfície com o chocolate granulado. Leve 
à geladeira por cerca de 6 horas. 
(Disponível em: http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/doces/brigadeirao.html) 
 
 
 
 
 
Texto 17 
 
NO BAR... 
 
O sujeito entra num bar, senta-se à mesa e logo um garçom aparece para atendê-lo. 
 - Boa noite, o que o senhor toma? 
- Tomo vitamina C pela manhã, ônibus para ir ao serviço e uma aspirina quando tenho 
dor de cabeça. 
 - Desculpe, acho que não fui claro. Eu quis dizer o que é que o senhor gostaria? 
 - Ah, tudo bem! Eu gostaria de ter uma Ferrari, de namorar a Luana Piovani e mandar 
minha sogra para o inferno. 
 - Não é nada disso, meu senhor! Eu só gostaria de saber o que o senhor deseja 
beber. 
 - Ah, é isso? Bom... O que é que você tem? 
E o garçom: 
 - Eu? Nada, não... Só estou meio cansado e um pouco chateado porque meu time 
perdeu... 
 
Texto 18 
 
O joga tá pegando foooooooooooooooooooooooogo! Agora Kaká... vai...vai...passou 
pra Luis Fabiano, deu um toque pra Kaká de novo, Robinho, cruzamento, e Luiz 
Fabiano na traaaaaaaaaaaaaaave! Aja coração! Agora a Argentina vai pra cima, vai 
pra cima! 
 
Texto 19 
 
O SAL DA TERRA (Beto Guedes) 
 
Anda, 
quero te dizer nenhum segredo, 
falo neste chão da nossa casa. 
Vem que tá na hora de arrumar. 
 
Tempo, 
quero viver mais duzentos anos, 
quero não ferir meu semelhante 
nem quero me ferir. 
 
Vamos precisar de todo mundo 
pra banir do mundo a opressão, 
para construir a vida nova 
vamos precisar de muito amor. 
 
A felicidade mora ao lado 
e quem não é tolo pode ver. 
A paz na Terra amor, 
o pé na terra, 
a paz na terra amor 
o sal da Terra. 
Terra 
és o mais bonito dos planetas 
tão te maltratando por dinheiro, 
tu que és a nave, nossa irmã. 
 
Canta, 
leva tua vida em harmonia 
e nos alimenta com seus frutos, 
tu que és do homem a maçã. 
 
Vamos precisar de todo mundo, 
um mais um é sempre mais que dois, 
pra melhor juntar as nossas forças 
é só repartir melhor o pão. 
 
é criar um Paraíso agora 
para merecer quem vem depois. 
 
Deixa nascer o amor, 
deixa fluir o amor. 
Deixa crescer o amor, 
deixa viver o amor. 
O sal da Terra. 
 
Texto 20 
 
CONTINHO 
Paulo Mendes Campos 
 
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, de sertão de Pernambuco. Na 
soalheira danada do meio- dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando 
bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo: 
- Você aí, menino, para onde vai essa estrada? 
- Ela não vai não: nós é que vamos nela. 
- Engraçadinho duma figa! Como você se chama? 
- Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé. 
 
Texto 21 
 
 
MAIS DE R$ 121 MIL EM PRODUTOS PIRATAS SÃO DESTRUÍDOS PELA RECEITA 
Geisy Negreiros 
 
Centenas de CDs, DVDs, cigarros, bebidas, cosméticos, brinquedos, pilhas, isqueiros 
e relógios foram totalmente destruídos na manhã de ontem no aterro sanitário, 
localizado naEstrada Transacreana, pela Delegacia da Receita Federal em Rio 
Branco. Todos os itens eram pirateados e contrabandeados. A operação faz parte do 
IV Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias que acontece em várias regiões do 
país. O valor estimado da destruição é de R$ 121.703,60. 
 
De acordo com Elmar Nascimento, delegado da Receita Federal no Acre, os produtos 
destruídos eram provenientes das regiões de fronteira, das zonas francas bolivianas 
de Cobija e Vila Evo Morales, apreendidos ao longo deste ano durante o trabalho de 
rotina da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar. “O 
volume de apreensão este ano foi maior que a última que fizemos”, disse. 
 
Ele explica que a maior parte das mercadorias destruídas é de cigarros. Já os 
brinquedos, que são fabricados sem a autorização do Inmetro, foram selecionados e 
apenas aqueles que representam risco para as crianças foram destruídos, os outros 
serão doados às instituições carentes. 
 
(Adaptado de A Gazeta, Rio Branco, Acre. 27 de junho de 2009.) 
 
Texto 22 
 
Professor: Chiiiii... Atenção, nós temos uma atividade para ser corrigida hoje, não é? 
Alunos: Nãaaaaaao! 
Professor: A interpretação (Inc.) Vocês responderam? 
A1: Eu respondi. 
A2: Eu não fiz. 
Professor: Então, vamos ver. Todos coloquem a atividade (Inc.). Olha, o objetivo da 
gravação não é você... (Inc.) Eu pedi que vocês analisassem desde o título até (Inc.). 
Veja só! O título é Gentileza (.). Chiiii(...). Vamos ouvir (Inc.) quer dizer o quê, Bruno? 
Por favor, Jéssica! Por favor, Diego! Bruno, diga pra gente, por favor, gentileza, na sua 
visão, o que significa esse título? Por que Marisa Monte (.) usou o título Gentileza em 
sua música? 
A1: ((Lendo o que escreveu)): Ela usou (Inc.) 
Professor: Na verdade, chamou a atenção pra questão da atitude (Inc.) 
A3: (Inc.) Respeitar o próximo. 
Professor: Respeitar o próximo. Diga aí, Diego (.). Você colocou o quê? 
A1: Exemplo de sabedoria. 
Professor: Gentileza é um exemplo de sabedoria. Na sua visão, por que Marisa 
Monte (...) usou o título em sua música Gentileza? Victor? Ôoo, Diego, eu preciso... 
Diego. Preciso que você colabore. 
A?: Cale a boca, menino. 
Professor: Se todos (Inc.). Todos falam (Inc.). Vocês têm que respeitar a fala do 
outro. Diga aí, Maílson ((A professora solicita a Maílson que responda a pergunta que 
havia feito)). 
A4: Quer dizer que devemos ser gentil. Quer dizer que devemos ser gentil com os 
outros e com o mundo. 
Professor: Devemos ser gentil com os outros e (...). 
A4: E o mundo. 
Professor: E com o mundo (Inc.)Não estava na aula passada mas, então, a palavra 
gentileza (...) 
A?: Amor ao próximo. 
A?: Jeito de se vestir, falar, de viver. 
Professor: Preciso ouvir Vanessa. Ôoo, Madson! 
A5: Na minha opinião, uma pessoa gentil, sincera. 
 
(Recorte de gravação de aula de língua portuguesa, registrado pela pesquisadora Maria Laura 
Petitinga). 
 
Texto 23 
Neologismo é um fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou 
expressão nova, ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. Pode 
ser fruto de um comportamento espontâneo, próprio do ser humano e da linguagem, 
ou artificial, para fins pejorativos ou não. 
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Neologismo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 24 
 
 
Texto 25 
 
 
 
 
 
 
Texto 26 
 
 
 
Texto 27 
 
Texto 28 
 
Texto 29 
 
 
Texto 30 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 31 
 
 
Texto 32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 33 
 
http://www.jblog.com.br/ideias. 
 
Texto 34 
 
Cumadi Salesia 
Careci de ir no dotô prumodi que tava com farta dá carquelança i cum a dô que 
cumeça no piado e vai até a dona do corpo. Zé ta na roça, proveita ele aí i pegue o 
ferro de goma pra passar ferro no jaleco novo, o véio pode deixá. 
Carecida, 
Zefa. 
 
 
Texto 35 
 
 
As armas e os barões assinalados, 
Que da occidental praya lusitana, 
Por mares nunca de antes navegados. 
[..] 
(http://cvc.instituto-camoes.pt/bdc/pensamento/astronomialusiadas/cap06.pdf) 
 
 
 
 
Texto 36 
 
Jô, 
Vê se pinta lá em casa. A galera vai tá toda lá pra comemorar meu aniversário. Vai 
rolar um som massa: Lulu, Ivete, Kalypso... A gente também vai aprender com 
Neguinho as danças novas pra arrasar no Carnaval! Ah! Não esqueça de trazer o cd 
do Skank que eu lhe emprestei, viu? 
Beijão, 
Chupeta. 
 
Texto 37 
 
Mãe, quelo sotolate, bigadelo e uma totatola bem gandoooooooooooooona! 
 
Texto 38 
 
Pronominais 
 
Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias 
Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro aí. 
 
(Oswald de Andrade). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto 39 
 
 
(Parâmetros curriculares nacionais: Língua Portuguesa, v. 2. Secretaria de Educação 
Fundamental, Brasília, 1997. p. 109.) 
 
Texto 40 
De gramática e de linguagem 
 
E havia uma gramática que dizia assim: 
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica 
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta”. 
Eu gosto é das cousas, As cousas, sim!… 
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso. 
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém. 
Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre, 
Ovo pode estar choco: é inquietante…) 
As cousas vivem metidas com as suas cousas. 
E não exigem nada. 
Apenas que não as tirem do lugar onde estão. [...] 
 
(Fragmento. In: QUINTANA, Mário. In: Os Melhores Poemas. 2ª ed. São Paulo: Global, 1985.) 
Texto 41 
 
Carta do escritor Moçambicano Mia Couto - "Savana" 21 Março 2003 
 
 
Carta ao Presidente Bush 
Senhor Presidente: 
 
 
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista 
negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. 
Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir? A nossa 
arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome 
e a miséria. 
 
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse 
manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por 
exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de 
forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da 
agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa 
parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". [...] 
 
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin 
Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os 
americanos. Pois sonhei que eu era não um homem, mas um país. Sim, um 
país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E 
esse temor fez com que proclamasse uma exigência. 
Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que 
os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento 
de destruição massiva. [...]. 
 
(http://www.novacultura.de/0304guerra2.html) 
 
Texto 42 
 
 
 
Texto 43 
 
 
 
Texto 44 
 
O PRECONCEITO NOSSO DE CADA DIA 
 Jaime Pinsky 
Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas. 
Preconceito é o outro que tem... 
Mas, por falar nisso, já observou como temos o hábito de generalizar sobre tudo e 
todos? Falamos sobre as “mulheres”, a partir de experiências pontuais; sabemos tudo 
sobre os “militares” porque o síndico do nosso prédio é um militar aposentado; 
discorremos sobre homossexuais (bando de sem-vergonhas), muçulmanos (gentinha 
atrasada), sogras (feliz foi Adão que não tinha sogra nem caminhão), advogados 
(todos ladrões), professores (pobres coitados), motoristas de caminhão (grossos), 
dançarinos (veados), enfim, sobre tudo. Mas discorremos de maneira especial sobre 
raças e nacionalidades e, por extensão, atributos inerentes a pessoas nascidas em 
determinados países.Afinal todos sabemos (sabemos?) que os franceses não tomam banho, os mexicanos 
são preguiçosos, os suíços são pontuais, os italianos - ruidosos- , os árabes - 
desonestos- , os japoneses são trabalhadores e por aí afora. Sabemos também que 
cariocas são folgados; baianos são festeiros; nordestinos, miseráveis; mineiros, 
diplomatas etc. Sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco, 
a não ser em algumas atividades bem definidas como o esporte, a música, a dança e 
algumas outras que exigem mais do corpo e menos da inteligência. 
O mecanismo funciona mais ou menos assim: estabelecemos uma expectativa de 
comportamento coletivo (nacional, regional, racial), mesmo sem conhecermos, 
pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo sobre o qual 
pontificamos. Sabemos (sabemos?) que os mexicanos são preguiçosos porque eles 
aparecem sempre dormindo embaixo dos seus enormes chapelões enquanto os 
diligentes americanos cuidam do gado e matam bandidos nos faroestes. Falamos 
sobre a inferioridade do negro a partir da observação empírica de sua condição 
socioeconômica. E achamos que as praias do RJ cheias durante a semana são prova 
do caráter folgado do carioca. Não nos detemos em analisar a questão um pouco mais 
a fundo. Não nos interessa estudar o papel que a escravidão teve na formação 
histórica dos nossos negros. Pouco atentamos para a realidade social do povo 
mexicano e de como ele aparece estereotipado no cinema hollywoodiano. Nada disso. 
O importante é reproduzir, de forma acrítica e boçal, os preconceitos que nos são 
passados por piadinhas, pela família, pela religião, pela necessidade de compensar 
nossa real inferioridade individual por uma pretensa superioridade coletiva que 
assumimos ao carimbar ' o outro' com a marca de qualquer inferioridade. 
Temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao 'nosso' e 
ao do 'outro', numa atitude que não passa de preconceito puro. Por exemplo, a nossa 
é religião, a do outro é seita; nós temos fervor religioso, eles são fanáticos; nós temos 
hábitos, eles, vícios; jogamos muito melhor, o adversário tem é sorte; e por aí vai... 
Ou deveríamos ser como esses intelectuais que para afirmar qualquer coisa acham 
necessário estudar e observar atentamente? Observar, estudar e agir respeitando as 
diferenças é o que se espera de cidadãos que acreditam na democracia e, de fato, 
lutam por um mundo mais justo. De nada adianta praticar nossa indignação moral 
diante da televisão, protestando contra limpezas raciais e discriminações, se não 
ficarmos atentos ao preconceito nosso de cada dia. 
(PINSKY, Jaime. Cidadania e preconceito. São Paulo: Contexto, 1993.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Atuação do 
professor(a) 
 
 
 
 
 
 
 
A minha atuação 
 
 
 
 
 
 
 
Material para o 
trabalho com a 
leitura e escrita 
 
 
 
 
 
 
 
Ambiente de 
trabalho 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades 
realizadas

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