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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E FARMACOLOGIA DISCIPLINA: FARMACOLOGIA APLICADA À NUTRIÇÃO PROFESSORAS: Drª Maria Zenaide de Lima Chagas Moreno Fernandes Drª Fernanda Regina de Castro Almeida CELINA NUNES CRUZ RELATÓRIO DA PRÁTICA CURARE – FÁRMACOS COLINÉRGICOS E BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES TERESINA - PI NOVEMBRO/2024 2 CELINA NUNES CRUZ RELATÓRIO DA PRÁTICA CURARE – FÁRMACOS COLINÉRGICOS E BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES MONITORES: Athos Reinaldo Carvalho e Silva Jeovana Beatriz de Sousa Borges TERESINA - PI NOVEMBRO/2024 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.................................................................................................4 2. MATERIAIS E MÉTODOS...............................................................................6 3. RESULTADOS................................................................................................ 7 4. DISCUSSÃO....................................................................................................10 5. CONCLUSÃO..................................................................................................12 REFERÊNCIAS.........................................................................................13 4 1. INTRODUÇÃO A introdução de bloqueadores neuromusculares na prática clínica vem se ampliando cada vez mais no contexto atual, visto os conhecimentos quanto ao quesito clínico intensificam-se a fim de garantir uma maior adequação do quadro saúde e minimização das enfermidades, sendo a segurança do paciente é posta como prioridade, assim como, a diminuição da possibilidade de possíveis danos pós- cirúrgicos. Acerca disso, o estudo da farmacologia vem se ampliando para assegurar tais quesitos citados, para tanto o estudo detalhado dos fármacos e seus mecanismos são essenciais para esse contexto. Em suma, vale destacar a importância dos bloqueadores neuromusculares tanto para o avanço técnico de cirurgias quanto para o cuidado dos pacientes sem terapia intensiva (Almeida, 2004). Em tese, os bloqueadores neuromusculares são amplamente utilizados em cirurgias, visto que esse grupo de medicamentos garantem o relaxamento dos músculos, facilitando assim, os procedimentos cirúrgicos que estão associados a anestésicos, a procedimentos ortopédicos, a intubação endotraqueal, a respiração artificial, entre outros. Além disso, os mesmos também auxiliam no quesito de uma menor concentrações de anestésicos sejam administradas. Esse grupo também pode ser denominado como substâncias curarizantes, pois o mesmo é derivado do Curare, uma mistura de ervas feita pelos indígenas da Amazônia, que apresenta sua ação paralisante sobre a sinapse neuromuscular (Silva, 1945). Acerca disso, é válido destacar que a ação dos bloqueadores neuromusculares (BNMs) é voltada para os receptores nicotínicos da junção neuromuscular, desse modo eles dificultam a transmissão do impulso nervoso e como consequência, proporcionam o relaxamento da musculatura, entretanto, destaca-se que os BNMs não asseguram a atenuação da dor, ou seja, não possuem função amnésica. De acordo com Bustamante (2017) “antes da sua existência, a intubação endotraqueal era uma exceção e se o relaxamento muscular fosse necessário, era obtido aumentando a fração inspiratória dos anestésicos inalatórios, bem menos seguros que os atuais e com risco evidente de depressão respiratória e cardiovascular. ”, ou seja, os mesmos facilitam a prática clínica. Além disso, os BNMs também podem ser classificados em agonistas (bloqueadores neuromusculares despolarizantes) e antagonistas (bloqueadores neuromusculares não despolarizantes ou adespolarizantes). 5 Vale ressaltar que, o curare foi o primeiro fármaco conhecido capaz de bloquear a junção neuromuscular, sendo amplamente utilizados pelos caçadores nativos da América do Sul na região amazônica para paralisar a caça, assim como foi ressaltado anteriormente. Posteriormente, se deu o desenvolvimento da tubocurarina, porém a mesma foi substituída por outros fármacos que apresentassem menos efeitos adversos, garantindo assim uma maior segurabilidade, sendo os principais o cisatracúrio, pancurônio, rocurônio e neurônio (Whalen et al, 2016). Os objetivos dessa prática foi analisar e compreender os efeitos da galamina e succinilcolina em pintos, assim como, os efeitos relaxantes musculares de galamina e da succinilcolina, a ação do antagonista competitivo entre acetilcolina, preservada por neostigmina e galamina, por último, observar os efeitos relaxantes de succinilcolina reforçada por neostigmina, todos em camundongos. 6 2. METODOLOGIA A prática foi realizada em uma plataforma audiovisual através de vídeos interativos reproduzidos pela docente responsável em sala de aula, na qual os alunos, com a ajuda da professora, assistiram e analisaram os dois vídeos trabalhados. O primeiro foi voltado para a análise da ação do curare natural e sintético com ação sobre rã descerebradas e pintos, já o segundo vídeo avaliou a ação dos bloqueadores neuromusculares e a ação da neostigmina em pintos e camundongos, visando assim, compreender o mecanismo e os efeitos desses fármacos. 2.1 MÉTODO A prática foi demonstrada através de uma plataforma disponibilizada pela professora e por meio dos vídeos os alunos puderam analisar todos os pontos relevantes demarcados pelos experimentos. No primeiro experimento observou-se a contração do músculo gastrocnemio em rãs descerebradas, em uma pata teve a aplicação do curare no saco linfático dorsal do animal, mais especificamente na pata esquerda (exposta a ação do curare), não obtendo contração do músculo gastrocnêmico. Sequencialmente, na pata direita (com ligadura em massa de em que há o impedimento da circulação sanguínea para a parte distal da pata) obteve-se contração do músculo gastrocnemio. Para o experimento com pintos, foi utilizado a Curarina (Curare Natural) e a Succinilcolina, ambos amplificados em via subcutânea, mas especificamente na face interna da asa, posteriormente observou-se os efeitos resultantes. Semelhantemente, no vídeo 2 foram administrados a Galamina e Succinilcolina, do mesmo modo, analisou-se os efeitos dos dois medicamentos nas aves. O último experimento, foi realizado com camundongos, onde foram 5 animais e cada um recebeu um fármaco específico ou a associação de dois fármacos, sendo que: o camundongo 1 recebeu Galamina, o segundo recebeu galamina e neostigmina, o terceiro recebeu succinilcolina, o quarto recebeu succinilcolina associado a neostigmina e o último camundongo recebeu somente soro fisiológico como controle, para comparar os resultados. Após a administração em cada camundongo, observou se o mesmo perdia ou não a força muscular e os possíveis efeitos adversos. 7 3. RESULTADOS Os resultados obtidos estão dispostos nas tabelas, no qual é possível a compreensão dos procedimentos de cada via, assim como, seus distintos resultados finais, explanados durante a aula prática. Tabela 1. Resultados obtidos referente ao experimento do vídeo 1. Fonte: Dados do autor,2024. Tabela 2. Resultados obtidos referente ao experimento do vídeo 2. EXPERIMENTO COM AVES: PINTOS Classificação Dose administrada e tipo de BNMs Via de administração Efeitos Pinto 1 1000 ug de Galamina Via subcutânea- face interna da asa Sem forçamuscular Pinto 2 300 ug de Succinilcolina Via subcutânea- face interna da asa. Estiramento das patas; Contração completa dos músculos; Estaticidade EXPERIMENTO COM MAMÍFEROS: CAMUNDONGOS Classificação Dose administrada e tipo de BNMs Via de administração Efeitos Camundongo 1 0,5 de Galamina Via intraperitoneal Sem força muscular; não realiza a contração muscular; não se agarra a plataforma de teste Camundongo 2 0,5 de Galamina + 10 ug de Neostigmina Via intraperitoneal Tem a força muscular reduzida; apresenta maior tensão. Camundongo 3 150 ug de Succinilcolina Via intraperitoneal Sem força muscular; não realiza a contração muscular; não se agarra a plataforma de teste EXPERIMENTO COM AVES: PINTOS Classificação Dose administrada e tipo de BNMs Efeitos Pinto 1 Curarina (Curare Natural) em doses não relatadas. Cambaleia e perde os movimentos espontâneos; apresenta total relaxamento muscular; Morte por asfixia. Pinto 2 Succinilcolina em doses não relatadas Sem equilíbrio; Extensão das patas; Contratura muscular; Paralisia; Morte por asfixia 8 Camundongo 4 150 ug de Succinilcolina+ 10 ug de Neostigmina Via intraperitoneal Não há movimentos: camundongo paralisado; Parada cardíaca. Camundongo 5 Soro Fisiológico Via intraperitoneal Apresenta força muscular; realiza a contração muscular; agarra-se a plataforma deteste. Fonte: Dados do autor,2024. Podemos observar que os efeitos foram distintos, no caso do vídeo 1 relacionado ao uso do curare tanto natural quanto sintético, nos dois animais avaliados (Tabela 1). Inicialmente, o animal que recebeu Curarina (Curare Natural), em doses não relatadas, em poucos minutos ficou sem equilíbrio, em seguida, cambaleou e perdeu os movimentos espontâneos. Desse modo, é possível afirmar que o mesmo apresentou total relaxamento muscular e como não recebeu o procedimento de ventilação artificial, em razão da paralisia flácida, veio a óbito por asfixia. Por outro lado, o efeito da Succinilcolina, em doses não relatadas, na ave é bastante contrastante ao caso do curare natural, visto que após a administração o mesmo perde o equilíbrio e, posteriormente, ocorre um estiramento das patas e uma contratura da musculatura (Tabela 1). Ou seja, no primeiro caso ocorre uma paralisia em contratura muscular e no segundo há uma paralisia por relaxamento, mas que ambos podem proporcionar óbito por asfixia. Semelhantemente, o vídeo 2 (Tabela 2) demonstra que ocorrem os mesmos efeitos da administração da Succinilcolina no animal e no caso da administração de Galamina ocorre efeitos semelhantes à da curarina, ou seja, a ausência de força muscular. No experimento com os camundongos, observou-se que o uso da galamina isoladamente apresentou efeitos semelhantes ao experimento anterior, porém a mesma associada a Neostigmina teve seu efeito reduzido significativamente. Em sequência, analisa-se que o uso da succinilcolina resultou na ausência da força muscular a partir do bloqueio do mesmo, mas tal fármaco associado a neostigmina teve sua ação potencializada. A succinilcolina é o único BNM despolarizante disponível para uso clínico atualmente. Estruturalmente, trata-se de duas moléculas de ACh ligadas entre si, que agem como um agonista do receptor nicotínico. A succinilcolina se liga às duas subunidades alfa do receptor, mimetizando a ACh, e resulta em despolarização da membrana. A despolarização resulta rapidamente em contração muscular, observada 9 clinicamente na forma de fasciculações. Após a despolarização, o potencial de membrana deve ser restabelecido antes que uma próxima despolarização possa ocorrer e, até que isso ocorra, o músculo permanece em um estado de relaxamento flácido. (Almeida, 2004). 4. DISCUSSSÃO Segundo Morais et al. (2005) “a paralisia ou fraqueza muscular pós-operatória decorrente da ausência ou incompleto antagonismo dos bloqueadores neuromusculares competitivos”, ou seja, destaca-se a ação dos bloqueadores neuromusculares. Em primeira análise, é relevante compreender o funcionamento das funções relevantes que vão desses ao mecanismo de contração muscular até mesmo a influência dos fármacos nessa condição, acerca disso, o experimento das rãs buscou evidenciar de modo simples esse mecanismo, em rãs descerebradas, de contração do músculo gastrocnêmio. Em tese, foi possível analisar duas condições que envolviam a estimulação no nervo motor, simultaneamente, ocorreu essa estimulação. Observou-se que após a aplicação do curare no saco linfático dorsal do animal, a pata esquerda (exposta a ação do curare) não obteve contração do músculo gastrocnêmio. Por outro lado, a pata direita (com ligadura em massa de em que há o impedimento da circulação sanguínea para a parte distal da pata) obteve contração do músculo gastrocnêmio. Em suma, destaca-se que há as respostas de controle antes da aplicação de qualquer tipo de fármaco e uma comparação após a aplicação do curare, por último, pontua-se que a pata direita contrai-se, pois, a mesma não sofre ação dos BNMS. Os bloqueadores neuromusculares (BNMs) são importantes fármacos utilizados na área clínica, visto que os mesmos proporcionam uma melhor adequação das práticas cirúrgicas, principalmente, no quesito de “facilitar a intubação, auxiliar na adaptação à ventilação mecânica ou auxiliar no manejo da hipertensão intracraniana ou de espasmos musculares tetânicos, somente em pacientes nos quais o uso de sedativos e analgésicos em doses otimizadas foi insuficiente” (MIRANDA et al., 2013), ou seja, diminuem a necessidade de dose tanto dos analgésicos quanto dos sedativos. Entretanto, seu uso deve ser controlado e elucidado de modo a não ocorrer possíveis erros no momento da sua manipulação, ou seja, um paciente que foi 10 inadequadamente sedado pode apresentar alterações adrenérgicas pelo estresse e transtornos de comportamento a longo prazo. Teoricamente, podemos notar que tal grupo de fármacos é voltado para o bloqueio da função da placa motora através de dois mecanismos básicos. Ou seja, pode ser pelo o bloqueio farmacológico do agonista fisiológico acetilcolina, agentes bloqueadores neuromusculares antagonistas, por exemplo: fármacos bloqueadores neuromusculares não despolarizantes, impedem o acesso do transmissor a seu receptor e, portanto, a despolarização. Também há um segundo tipo de bloqueio que pode ser produzido por um excesso de um agonista despolarizante, como é o caso da acetilcolina (KATZUNG e TREVOR, 2017). No estudo atual, observou-se que a succinilcolina é um bloqueador despolarizante da junção neuromuscular, em razão disso, ocorre a paralisia por relaxamento dos músculos (Tabela 1). Por outro lado, a Galamina é um bloqueador neuromuscular competitivo ou não despolarizante, ou seja, ela impede que o transmissor se ligue a seu receptor, consequentemente, observa-se uma paralisia em contratura muscular (Tabela 1). Diante do exposto, é importante ressaltar que os efeitos observados nos camundongos (Tabela 2), em relação a Galamina, foi semelhante ao experimento do vídeo 1, onde o resultado final foi a ausência da força muscular, isso ocorreu, pois, a Galamina é um bloqueador neuromuscular não-despolarizante, ou seja, ela inibe a transmissão neuromuscular por competição com a acetilcolinesterase em termos de ocupação dos receptores colinérgicos da placa motora (PEREIRA et al., 2020). Também é válido destacar que a mesma apresenta uma atividade vagolítica (inibe a ação do nervo vago ou pneumogástrico). Resumidamente, no camundongo 2 em que foi administrado a associação entre a galamina e a neostigmina, observou-se uma reversão dos efeitos desse BNM. Rigorosamente, o Metilsulfato de neostigmina, pertencente ao grupo de medicamentos chamados vagotônicos ou colinérgicos, tem a função de neutralizar o bloqueio neuromuscular,sendo principalmente utilizado reverter o relaxamento neuromuscular no pós-cirúrgico (FERREIRA et al, 2016). É possível afirmar que esse medicamento é concomitantemente usado no panorama de várias doenças, essas atingem os músculos, mas também é utilizado como antagonista de outras drogas que levam ao relaxamento muscular excessivo, como é o caso da Galamina. Em razão disso, observa-se que o camundongo 2 poucos minutos após a administração da 11 neostigmina realizou a contração muscular normalmente, mesmo que reduzida, e apresentou força muscular para agarrar a plataforma de pesquisa. No que diz respeito a succinilcolina, seu efeito no camundongo 3 (Tabela 2) foi a ausência da força muscular, isso porque tal fármaco consiste em duas moléculas de acetilcolina unidas, ou seja, tal semelhança estrutural viabiliza uma melhor ligação a receptores nicotínicos, consequentemente, há um potencial de ação a partir da abertura de canais de sódio (SILVA etal. 2016). Nesse sentido, não há degradação pela aceticolinesterase, ou seja, a concentração da succinilcolina se mantém elevada na fenda sináptica com despolarização prolongada da placa motora e resulta no relaxamento. É válido ressaltar que a administração concomitante da succinilcolina a outras drogas, como, por exemplo, neostigmina, também pode resultar em redução da atividade da colinesterase plasmática, como ocorreu no caso do camundongo 4, sequencialmente uma potencialização do efeito da succinilcolina. 12 5. CONCLUSÃO Portanto, evidencia-se que os bloqueadores neuromusculares são grupos relevantes de fármacos que são amplamente utilizados na área clínica, visto que os mesmos proporcionam uma melhor adequação das práticas cirúrgicas. Para tanto, requer a necessidade de uma avaliação sistematizada dos principais BNMs, assim como, a compreensão dos quesitos fisiológicos da contração muscular associada a ação desses fármacos para que seu uso seja adequado e não gere riscos para a saúde da população. 13 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Maria Cristina Simões de. O uso de bloqueadores neuromusculares no Brasil. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 54, n. 05, p. 850-864, 2004. BUSTAMANTE, Ricardo; BOZZO, Ricardo Bustamante. Historia de los bloqueadores Neuromusculares. Rev Chil Anest, v. 46, n. 02, p. 116-130, 2017. FERREIRA, Héctor Yuri de Souza; QUINTAO, Vinicius Caldeira; TRINDADE, CarlosAlexandre de Freitas. Novos bloqueadores neuromusculares. Rev Med Minas Gerais, v. 26, n. 04, p. 562-578, 2016; MIRANDA, Marcos L.; BERSOT, Carlos DA; VILLELA, Nivaldo R. Sedação, analgesia e bloqueio neuromuscular na unidade de terapia intensiva. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto, v. 12, n. 3, p. 234- 256, 2013. MORAIS, Bruno Salomé de et al. Bloqueio neuromuscular residual após o uso de rocurônio ou cisatracúrio. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 55, n. 2, p. 622- 630, 2005. PEREIRA, Eduardo Lami e cols. Tratamento Precoce Previne as Complicações Excitatórias da Injeção Inadvertida de Galamina na Raque? Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 36, n. 2, pág. 133-134, 2020. SILVA, Alysson Higino Gonçalves et al. Succinilcolina vs. rocurônio para indução em sequência rápida. Rev Med Minas Gerais, v. 26, n. Supl 1, p. S82-S87, 2016. SILVA JR, J. A. Aplicações do curare em neuropsiquiatria. Arquivos de Neuropsiquiatria, v. 3, p. 467-471, 1945