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REG JURÍD DA ADM PÚB (Direito Adm 1)
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Concentração e descentralização 
	DESCONCENTRAÇÃO x DESCENTRALIZAÇÃO
Na Adm Públ
	Aspecto
	Descrição
	Administração Direta ou Indireta
	Exemplos de Instituições
	Desconcentração
	Transferência de competências dentro de uma mesma pessoa jurídica, criando órgãos subordinados (hierarquicamente dependentes).
	Administração Direta
	Ministérios, Secretarias, Departamentos.
	Descentralização
	Delegação de competências para outras pessoas jurídicas, com autonomia administrativa. Dividida em 3 tipos:
	Administração Indireta
	Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, etc.
	1. Territorial
	Transferência de atividades para outras pessoas jurídicas situadas em regiões diferentes, respeitando o local de atuação.
	Administração Indireta
	Municípios, Estados Federados.
	2. Por Colaboração
	Concessão para entidades privadas ou particulares realizarem atividades de interesse público, com supervisão estatal.
	Administração Indireta
	Concessionárias de serviços públicos, ONGs.
	3. Por Serviço
	Criação de entidades específicas para desempenhar atividades administrativas ou técnicas de interesse coletivo, com maior autonomia.
	Administração Indireta
	Autarquias (ex.: INSS), Fundações Públicas.
Tanto a concentração quanto a descentralização acontecem na administração pública, mas em contextos diferentes:
· Concentração: Refere-se à centralização de competências e decisões dentro de uma mesma entidade ou órgão da administração pública, sem dividir responsabilidades. Por exemplo, um ministério que centraliza todas as suas decisões em um único setor ou departamento. Isso ocorre em estruturas mais hierarquizadas e com menos autonomia entre os níveis.
· Descentralização: Acontece quando há a transferência de competências para outras pessoas jurídicas ou entidades autônomas que fazem parte da administração pública indireta, ou até mesmo para particulares (em alguns casos). Por exemplo:
· Descentralização territorial: Estados ou Municípios assumem competências específicas.
· Descentralização por colaboração: Concessão de serviços públicos a empresas privadas.
· Descentralização por serviço: Criação de autarquias ou fundações públicas para funções específicas, como o INSS.
Na administração pública, esses mecanismos ajudam a organizar e distribuir funções, aumentando a eficiência e o alcance das ações governamentais. Quer saber mais sobre algum exemplo específico?
· Ver -Controle por finalidade Prova
· Por Lei O QUÊ?
· Ver prazos em dobro a procuradoria
Administração Pública DIRETA e DIRETA
Legislação
Constituição Federal
· Artigos 37 a 41 – Tratam dos princípios da Administração Pública, organização, servidores públicos e regras gerais sobre a gestão administrativa.
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:               (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;              (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;                (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
Se um concurso público tem um prazo de validade (por exemplo, 2 anos), a Administração deve chamar primeiro os candidatos que foram aprovados nesse concurso antes de abrir um novo concurso para a mesma carreira. Ou seja, se ainda há aprovados esperando nomeação, não pode haver um novo concurso para o mesmo cargo até que o prazo de convocação se esgote. Isso garante que quem já passou no concurso tenha prioridade na nomeação e não seja prejudicado por um novo certame antes de ser chamado.
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de 
· direção, 
· chefia e 
· assessoramento;                 (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
· Servidor efetivo: É aquele que ingressa no serviço público por meio de concurso público e ocupa um cargo público de provimento permanente. Após o período de estágio probatório, ele adquire estabilidade (art. 41 da Constituição Federal), o que significa que só pode ser desligado em casos específicos, como decisão judicial ou processo administrativo disciplinar.
· Servidor de carreira: É um servidor efetivo que pertence a uma carreira estruturada, ou seja, uma categoria funcional que prevê uma progressão (promoções, progressão por tempo de serviço, avaliação de desempenho etc.). Exemplo: delegados de polícia, auditores fiscais e analistas do poder público fazem parte de carreiras organizadas, com diferentes níveis e promoções internas.
Em resumo, todo servidor de carreira é um servidor efetivo, mas nem todo servidor efetivo pertence a uma carreira organizada. 
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;               (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;   (Vide Emenda constitucional nº 106, de 2020)
Exemplo de Excepcional Interesse Público:
O excepcional interesse público é um conceito utilizado na Administração Pública para justificar medidas que fogem à regra geral, mas são necessárias para atender situações urgentes, relevantes e fundamentais para a coletividade. Ele pode ser usado, por exemplo, para embasar contratações temporárias de servidores ou ações emergenciais.
· Contratação de profissionais de saúde em uma pandemia: Durante uma crise sanitária, como a pandemia de COVID-19, o governo pode contratar médicos e enfermeiros temporariamente, sem concurso público, para reforçar o atendimento hospitalar e garantir assistência à população.
· Obras emergenciais após um desastre natural: Em caso de enchentes ou terremotos, a Administração Pública pode contratar empresas sem licitação para reconstruir estradas, pontes e serviços básicos destruídos pelo desastre, garantindo segurança e infraestrutura à população.
· Fornecimento emergencial de medicamentos: Se houver um surto de uma doença grave, o governo pode adquirir remédios sem licitação para distribuição imediata, evitando prejuízos à saúde pública.
Esses casos demonstram que o excepcional interesse público é aplicado quando a urgência e relevância social justificam medidas extraordinárias, sempre respeitando os princípios da Administração Pública. 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinçãoda tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente;
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.
3. Código Civil (Lei nº 10.406/2002)
· Artigo 41 – Trata das pessoas jurídicas de direito público, incluindo órgãos da Administração Pública.
4. Lei nº 8.666/1993 – Antiga Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
· Artigo 6º – Define os entes da Administração Pública Indireta e suas competências.
5. Lei nº 14.133/2021 – Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
· Artigo 3º – Estabelece regras para contratações feitas por órgãos da Administração Direta e Indireta.
14.133/2021
Art. 3º Não se subordinam ao regime desta Lei:
I - contratos que tenham por objeto operação de crédito, interno ou externo, e gestão de dívida pública, incluídas as contratações de agente financeiro e a concessão de garantia relacionadas a esses contratos;
II - contratações sujeitas a normas previstas em legislação própria.
Conceito/definição
O ato administrativo é uma manifestação jurídica realizada por um agente público ou por uma entidade da administração pública, com o objetivo de expressar a vontade do Estado para produzir efeitos jurídicos específicos. Ele se fundamenta em lei e é um instrumento para exercer funções administrativas.
Características principais do ato administrativo
· Unilateralidade: É produzido apenas pela administração pública, sem a necessidade de concordância de terceiros.
· Legalidade: Deve estar em conformidade com as normas legais e princípios do direito administrativo.
· Finalidade Pública: Sempre busca atender ao interesse público.
· Motivação: Deve conter justificativa explícita para sua realização.
· Formalidade: Geralmente segue requisitos formais, como documentos ou registros.
MOTIVO >> ex da transferência de servidor chato
· Atende a impessoalidade 
2. Princípio da proporcionalidade X razoabilidade
· Normalmente, são princípios que andam juntos
3. Correlação entre os princípios da moralidade e da supremacia-> é p mostrar no q se parecem, no que se implicam mutuamente
4. Diferença entre administração pública Direta e indireta - prerrogativas,rever os próprios atos…
5. Empresas públicas, Sd de economia Mista - noq se parecem 
· Qual dá lucro
· Como são criadas e extintas 
· Oqsignificqse personalidade de direito privado 
· Licitação 
· Como os professores
6. No q se diferenciam Sd de economia Mista 
· quanto A K aberto na B3
7. Fundação pública de Direito publico X privado 
Quem tem A derrogação do ente privado?
8. EP e SEMista podem prestar serviços públicos 
9. Qdo prestam serviços públicos, tem prerrogativas? A jurisprudência tem entendido que sim. Ver quaisi são 
10. Guardar exemplos de cada tipo
11. 
Classificação Geral dos Atos
Os atos administrativos podem ser classificados com base em vários critérios, como:
1. Grau de liberdade: Vinculados ou discricionários.
2. Extensão dos destinatários: Gerais ou individuais.
3. Formação: Simples, compostos ou complexos.
4. Finalidade: Ordenatórios, normativos, negociais, punitivos, etc.
ato administrativo >3. Autoexecutoriedade - não precisa pedir para o judiciário
· aplicação de multa_ é por autoexecutoriedade
· cobrança da multa s é ria execução fiscal que é JUDICIAL
4. Tipicidade
2. Imperatividade
REQUISITOS e ATRIBUTOS do ATO ADMINISTRATIVO
VAMOS ESTUDAR LICITAÇÃO
QUESTÕES CONCURSO
Aqui estão questões comentadas sobre cada um dos atributos do ato administrativo, que são frequentes em concursos públicos:
1. Presunção de Legitimidade
Questão: A aplicação de multa por infração de trânsito presume-se válida até que o administrado demonstre irregularidade. Qual atributo do ato administrativo está sendo mencionado?
· Alternativas: 
A. Tipicidade
B. Autoexecutoriedade
C. Presunção de Legitimidade
D. Imperatividade
Comentário: A alternativa correta é C). A presunção de legitimidade garante que os atos administrativos sejam considerados válidos até que se prove o contrário. Isso dispensa a administração pública de comprovar inicialmente a validade do ato, colocando o ônus da prova para quem questiona.
3. Autoexecutoriedade
Questão: A demolição de uma construção irregular em área pública foi realizada pela administração pública sem autorização judicial prévia. Esse ato está baseado em qual atributo administrativo?
· Alternativas: 
A. Autoexecutoriedade
B. Tipicidade
C. Presunção de Legitimidade
D. Discricionariedade
Comentário: A alternativa correta é A). A autoexecutoriedade permite que a administração pública execute diretamente os atos administrativos, sem precisar recorrer ao Poder Judiciário, desde que haja previsão legal para isso.
4. Tipicidade
Questão: Um decreto regulamentar que organiza uma lei específica deve respeitar os parâmetros legais e formais previamente estabelecidos. Qual atributo do ato administrativo está sendo evidenciado?
· Alternativas: 
A. Tipicidade
B. Imperatividade
C. Presunção de Legitimidade
D. Vinculação
Comentário: A alternativa correta é A). A tipicidade garante que os atos administrativos correspondam a formas e conteúdos previamente definidos em lei, assegurando segurança jurídica e transparência.
Classificação quanto à IMPERATIVIDADE
2. Imperatividade
Questão: A interdição de um estabelecimento comercial por descumprimento de normas sanitárias é exemplo de qual atributo do ato administrativo?
· Alternativas: 
A. Presunção de Legitimidade
B. Tipicidade
C. Imperatividade
D. Autoexecutoriedade
Comentário: A alternativa correta é C). A imperatividade confere ao ato administrativo a capacidade de impor obrigações ou restrições unilateralmente, independentemente da concordância do administrado.
Ato administrativo NULO x ANULÁVEL
A diferença entre ato nulo e ato anulável está na gravidade do vício e na possibilidade de correção. Veja a distinção:
1. Ato Nulo
· Possui um vício grave, tornando-o inválido desde a origem.
· É considerado ilegítimo e ilegal, contrariando normas essenciais.
· Não pode ser corrigido nem convalidado pela Administração.
· Seus efeitos são ex tunc (retroativos), ou seja, ele nunca produziu efeitos válidos.
· Exemplo: Nomeação de um servidor sem concurso público (ato contrário à Constituição).
2. Ato Anulável
· Apresenta um vício menos grave, podendo ser corrigido.
· Pode ser convalidado, desde que não cause prejuízo ao interesse público.
· Seus efeitos podem ser ex nunc (não retroativos), ou seja, ele pode ter gerado efeitos válidos até ser anulado.
· Exemplo: Pequena irregularidade formal em um contrato administrativo que pode ser corrigida sem invalidar toda a contratação.
Resumo da Diferença
	Aspecto
	Ato Nulo
	Ato Anulável
	Gravidade
	Vício grave, ilegal desde a origem.
	Vício menos grave, corrigível.
	Efeitos
	Ex tunc (extingue todos os efeitos desde a origem).
	Ex nunc (pode preservar efeitos até sua anulação).
	Correção
	Não pode ser convalidado.
	Pode ser corrigido em certos casos.
Mérito do ato administrativo – CNVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE
O mérito do ato administrativo consiste na liberdade que a administração pública possui para tomar decisões discricionárias dentro dos limites permitidos por lei. Essa liberdade envolve dois elementos principais:
1. Conveniência: Refere-se à análise da oportunidade ou necessidade da prática do ato em determinado momento ou contexto.
· Exemplo: Decidir quando realizar determinada obra pública, levando em consideração as prioridades do interesse coletivo.
2. Oportunidade: Relaciona-se à adequação da medida adotada para atender ao interesse público.
· Exemplo: Escolher o método mais eficaz para implementar uma política pública, como optar por contratação direta ou licitação em um caso concreto.
Características Principais:
· Aplica-se apenas aos atos administrativos discricionários, pois nos atos vinculados não há margem para escolha, já que tudo é previamente definido pela lei.
· O mérito não é passível de controle judicial, exceto em casos de abuso ou desvio de poder. Nesse caso, o controle se limita à legalidade do ato, e não à conveniência ou oportunidade.
Exemplos Práticos:
· A decisão de conceder licenças a empresas com base em critérios técnicos e temporais.
· Escolher o momento ideal para aplicar uma sanção administrativa, avaliando fatores como proporcionalidade e eficiência.
Atos válidos - perfeitos – eficazes
A classificação dos atos administrativos em válidos, perfeitos e eficazes, conforme apresentada, refere-se ao momento e à condição do ato no seu ciclo de formação e aplicação, ou seja, quanto à validade, completude (perfeição) e eficácia. Por isso, a classificação se dá quanto à conformidade e ao estágio de produção de efeitos do ato administrativo.
	Classificação do Ato
	Definição
	Características
	Exemplo
	Dispositivo Legal
	Ato Válido
	É aquele que respeita todos os requisitos legais necessários à sua prática.
	Legalidade, competência, forma, finalidade e motivo estão presentes.
	Uma autorização administrativa corretamente emitida por autoridade competente.
	Art. 37 da Constituição Federal (Princípios da Administração Pública).
	Ato Perfeito
	É aquele que completou todas as etapas necessárias para sua formação.
	O ato está concluído formalmente, mas pode ainda não produzir efeitos.
	Decreto publicado no Diário Oficial, porém aguardando prazo de eficácia.
	Art. 4º da Lei nº 9.784/1999 (Regula o processo administrativo).
	Ato Eficaz
	É aquele que, além de válido e perfeito, está apto para produzir efeitos jurídicos.
	A eficácia depende de condições externas, como publicação ou cumprimento de requisitos.
	Um contrato administrativo publicado e com início da execução do objeto contratado.
	Art. 61 da Lei nº 8.666/1993 (Sobre contratos administrativos).
eficaz - tem que produzir efeitos agora = "este Decreto entra em rigor na data da sua publicação ")
· PROVA ⇒ criar uma historinha
· → ato administrativo perfeito = FORMA
· → vício de objeto, de finalidade … ele é um ATO INVÁLIDO 
Tipos de ato administrativo
1. discricionário
2. de Império
3. ato vinculado 
4. simples
5. ato composto
6. ato de controle ( qual ele revoga?)
7. ato normativo - regulamentos, IN …
8. ato ordenatório
9. ato negocial - não tem impedindo
10. Permissão- ato?
11. ato punitivo
· qual a clarificação dos tipos de ato
· quais têm, ou não, imperatividade
· qual o efeito de cada um deles
Os atos administrativos podem ser classificados de diversas formas, com base em diferentes critérios. Aqui estão os principais tipos de atos administrativos segundo a doutrina tradicional:
1. Quanto à Extensão ou Destinatários
· Atos Gerais: São atos direcionados a um grupo indeterminado de pessoas, com efeitos gerais e abstratos. 
· Exemplo: Decreto regulamentar.
· Atos Individuais: Destinam-se a uma pessoa ou grupo determinado, com efeitos concretos e específicos. 
· Exemplo: Concessão de licença para construção.
2. Quanto ao Grau de Vontade
· Atos Vinculados: Aqueles em que a administração pública não possui liberdade de escolha, devendo agir estritamente conforme a lei. 
· Exemplo: Concessão de aposentadoria quando preenchidos os requisitos legais.
· Atos Discricionários: Aqueles em que a administração pública possuimargem de liberdade para decidir com base na conveniência e oportunidade, respeitando os limites da lei. 
· Exemplo: Concessão de alvará de funcionamento.
3. Quanto aos Efeitos
· Atos Constitutivos: Criam, modificam ou extinguem direitos. 
· Exemplo: Nomeação de um servidor público.
· Atos Declaratórios: Reconhecem uma situação preexistente, sem criar novos direitos. 
· Exemplo: Certidão de tempo de serviço.
· Atos Enunciativos: Limitam-se a afirmar ou informar uma situação, sem produzir efeitos jurídicos diretos. 
· Exemplo: Parecer técnico.
· Atos Punitivos: Aplicam sanções administrativas como penalidades. 
· Exemplo: Multa por infração de trânsito.
4. Quanto à Formação
· Atos Simples: São praticados por um único órgão ou agente administrativo. 
· Exemplo: Nomeação feita por um secretário municipal.
· Atos Compostos: Dependem de um ato complementar para se tornarem válidos. 
· Exemplo: Decreto que exige a aprovação de outro órgão.
· Atos Complexos: Resultam da manifestação de dois ou mais órgãos, simultaneamente, para a produção do ato. 
· Exemplo: Acordo firmado entre diferentes Ministérios.
5. Quanto à Validade
· Atos Válidos: Atos que atendem aos requisitos legais de competência, forma, finalidade, motivo e objeto.
· Atos Nulos: Possuem vícios insanáveis que comprometem sua validade.
· Atos Anuláveis: Podem ser convalidados quando apresentam vícios sanáveis.
Essas classificações permitem entender melhor as nuances dos atos administrativos e sua aplicação prática. Caso queira mais detalhes sobre algum tipo específico, posso explicar! 😊
MOTIVO >ou desnecessidade.
	Revogação: Por motivo de conveniência. Anulação: Caso haja vício de legalidade.
	Quanto à Extensão ou Destinatários
	Gerais
	Atos destinados a um grupo indeterminado de pessoas, com efeitos abstratos.
	Extingue-se por revogação, quando inaplicáveis ou desnecessários.
	Revogação: Por conveniência administrativa. Anulação: Caso haja ilegalidade.
	
	Individuais
	Atos direcionados a indivíduos ou grupos específicos, com efeitos concretos.
	Extingue-se por cumprimento da finalidade, por anulação ou por revogação.
	Revogação: Quando discricionários. Anulação: Se houver vícios legais.
	Quanto à Finalidade
	Normativos
	Definem regras gerais e abstratas, criando obrigações ou direitos futuros.
	Extingue-se por revogação de regulamentações desnecessárias ou substituídas.
	Revogação: Quando incompatíveis com novas normas. Anulação: Por ilegalidade.
	
	Ordenatórios
	Impõem comandos e orientações internas à administração pública.
	Extingue-se por desnecessidade ou substituição de ordens internas.
	Revogação: Por conveniência administrativa. Anulação: Caso sejam ilegais.
	
	Negociais
	Criam direitos ou obrigações consensuais com os administrados.
	Extingue-se pelo cumprimento do objeto ou por vício de consentimento.
	Anulação: Se houver vício ou ilegalidade. Não são passíveis de revogação, pois envolvem consenso.
	
	Punitivos
	Aplicam sanções administrativas por descumprimento de normas.
	Extingue-se por cumprimento da penalidade ou por anulação.
	Anulação: Quando aplicada ilegalmente. Não são passíveis de revogação, por serem coercitivos.
	Quanto à Formação
	Simples
	Praticados por um único órgão ou agente administrativo.
	Extingue-se automaticamente ou por revogação/anulação.
	Revogação: Quando discricionários. Anulação: Caso haja ilegalidade.
	
	Compostos
	Dependem de manifestação complementar de outro órgão para se tornar válido.
	Extingue-se automaticamente, pelo término da validade ou anulação.
	Anulação: Se houver vícios de legalidade. Revogação depende do tipo de ato complementar.
	
	Complexos
	Resultam da manifestação conjunta de mais de um órgão.
	Extingue-se por revogação conjunta ou por anulação, dependendo da ilegalidade.
	Revogação ou anulação: Conforme o vício ou conveniência administrativa.
	Quanto aos Efeitos
	Constitutivos
	Criam, modificam ou extinguem direitos ou obrigações.
	Extingue-se pelo cumprimento ou por anulação.
	Anulação: Caso sejam ilegais. Revogação limitada a atos discricionários.
	
	Declaratórios
	Reconhecem uma situação jurídica preexistente.
	Extingue-se automaticamente ao cumprir sua finalidade.
	Anulação: Caso reconheça ilegalidade. Não são passíveis de revogação.
	
	Enunciativos
	Limitam-se a informar ou afirmar uma situação, sem produzir efeitos jurídicos diretos.
	Extingue-se pela desnecessidade ou substituição por outro ato.
	Anulação: Apenas se contiver informações falsas ou ilegais. Não são revogáveis.
1.1. Silêncio no Direito Administrativo
· Há uma discussão teórica se o silêncio é um ato ou um fato administrativo
· Tem slide
O silêncio no Direito Administrativo ocorre quando a administração pública não se manifesta dentro do prazo legal ou razoável em resposta a uma solicitação ou demanda do administrado. Ele é amplamente discutido na doutrina e pode gerar diferentes efeitos, dependendo do contexto e da previsão legal.
O que é o silêncio administrativo?
· O silêncio administrativo não é considerado um ato administrativo, pois não há manifestação de vontade da administração. Em vez disso, ele é classificado como um fato jurídico administrativo.
· A ausência de resposta pode ser interpretada como uma omissão, mas, em alguns casos, a legislação atribui efeitos jurídicos específicos ao silêncio.
Quem discute o tema?
· Hely Lopes Meirelles: Define o silêncio como uma conduta omissiva da administração que pode ser corrigida judicialmente quando prejudica direitos dos administrados.
· Celso Antônio Bandeira de Mello: Argumenta que o silêncio não é um ato administrativo, mas um fato jurídico, pois não há exteriorização de vontade.
· Maria Sylvia Zanella Di Pietro: Destaca que o silêncio pode gerar efeitos jurídicos quando a lei assim o determina, como no caso de "silêncio positivo" ou "silêncio negativo".
Efeitos do silêncio administrativo
Os efeitos do silêncio dependem da previsão legal e podem ser classificados em:
1. Silêncio Positivo:
· Quando a lei prevê que a ausência de manifestação da administração implica aceitação tácita do pedido do administrado.
· Exemplo: Concessão automática de licença ou autorização após o prazo legal sem resposta.
· Efeito: Gera um ato administrativo tácito favorável ao administrado.
2. Silêncio Negativo:
· Quando a lei estabelece que a ausência de resposta equivale a uma negativa ao pedido.
· Exemplo: Indeferimento tácito de um recurso administrativo.
· Efeito: Permite ao administrado buscar a revisão judicial ou administrativa da decisão implícita.
3. Silêncio Inerte:
· Quando não há previsão legal específica para os efeitos do silêncio, ele é considerado uma omissão administrativa.
· Efeito: Pode ser questionado judicialmente com base no direito de petição e no princípio da eficiência.
Base Legal
· Lei nº 9.784/1999 (Lei do Processo Administrativo Federal): Regula os prazos e os efeitos do silêncio administrativo no âmbito federal.
· Constituição Federal, Art. 5º, XXXIV: Garante o direito de petição, reforçando a obrigação da administração de responder às demandas.
O silêncio administrativo é um tema relevante para garantir a eficiência e a transparência da administração pública. 
Sim, há controvérsia na doutrina sobre se o silêncio no Direito Administrativo é um ato ou um fato administrativo. Essa discussão envolve diferentes interpretações e posicionamentos de juristas, além de tendências na jurisprudência.
Controvérsia: Ato ou Fato Administrativo?
1. Silêncio como Fato Administrativo:
· Celso Antônio Bandeira de Mello: Argumenta que o silêncio não pode ser considerado um ato administrativo, pois não há manifestação de vontade da administração pública. Ele classifica o silêncio como um fato jurídico administrativo, que gera efeitos apenas quando a lei assim determina.
· Maria Sylvia Zanella Di Pietro: Concorda que o silêncio é um fato administrativo, pois não há exteriorização de vontade. No entanto, destaca que ele pode gerar efeitos jurídicos, como o "silêncio positivo" ou "silêncio negativo", dependendo da previsão legal.
2. Silêncio como Ato Administrativo:
· Alguns doutrinadores defendem que o silêncio pode ser considerado um ato administrativo tácito, especialmente quando a lei atribui efeitos jurídicos à omissão da administração. Nesse caso, o silêncio seria uma forma de manifestação de vontade, ainda que implícita.
Tendência da Jurisprudência
A jurisprudência brasileira tende a considerar o silêncio como um fato administrativo, especialmente quando não há previsão legal específica para seus efeitos. No entanto, em casos onde a lei atribui efeitos ao silêncio (como no "silêncio positivo"), ele pode ser tratado como um ato administrativo tácito.
Exemplos de Decisões:
· Silêncio como Fato Administrativo: 
· O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) já decidiu que o silêncio administrativo configura uma omissão ilegal, violando o direito de petição e os princípios da eficiência e razoabilidade.
· Silêncio com Efeitos Jurídicos: 
· Quando a legislação prevê que a ausência de resposta equivale à aceitação ou negativa de um pedido, o silêncio pode ser tratado como um ato administrativo tácito, gerando efeitos jurídicos específicos.
Conclusão
A controvérsia persiste, mas a tendência majoritária na doutrina e na jurisprudência é considerar o silêncio como um fato administrativo, salvo quando a lei atribui efeitos jurídicos específicos, transformando-o em um ato administrativo tácito.
Questões de concurso - controvérsia sobre o silêncio administrativo
Questão 1
Enunciado: No Direito Administrativo, o silêncio da administração pública pode ser considerado:[footnoteRef:4] [4: Comentário 1:Essa questão explora a controvérsia sobre a natureza jurídica do silêncio administrativo. A alternativa correta seria B), pois a doutrina majoritária, como Celso Antônio Bandeira de Mello e Maria Sylvia Zanella Di Pietro, considera o silêncio como um fato jurídico administrativo, já que não há manifestação de vontade.] 
A. Um ato administrativo tácito.
1. Um fato jurídico administrativo.
1. Uma manifestação de vontade implícita.
1. Uma omissão sem efeitos jurídicos.
Questão 2
Enunciado: Quando a legislação prevê que o silêncio administrativo gera efeitos jurídicos, ele pode ser considerado:[footnoteRef:5] [5: Comentário 2: Essa questão aborda o silêncio qualificado, que ocorre quando a lei atribui efeitos jurídicos ao silêncio. A alternativa correta seria A), pois, nesses casos, o silêncio pode ser tratado como um ato administrativo tácito, gerando efeitos jurídicos específicos.] 
A. Um ato administrativo tácito.
1. Um fato administrativo sem efeitos.
1. Uma omissão administrativa.
1. Uma violação ao princípio da eficiência.
Questão 3
Enunciado: O silêncio administrativo, quando não regulado por lei, em regra:[footnoteRef:6] [6: Comentário 3: Essa questão reflete a posição doutrinária de que o silêncio administrativo, quando não há previsão legal específica, é considerado um fato jurídico administrativo. A alternativa correta seria D), conforme defendido por Celso Antônio Bandeira de Mello.] 
A. Importa anuência tácita.
1. Implica manifestação denegatória.
1. Não produz efeitos jurídicos.
1. Constitui fato jurídico administrativo.
Essas questões são típicas de provas da OAB e exploram a controvérsia sobre a classificação do silêncio administrativo. 
Questão 4
Enunciado: O silêncio administrativo, quando a lei não prevê efeitos específicos, pode ser considerado:[footnoteRef:7] [7: Comentário 4: A alternativa correta é B). Quando não há previsão legal, o silêncio é classificado como um fato jurídico administrativo, pois não há manifestação de vontade da administração.] 
A. Um ato administrativo tácito.
1. Um fato jurídico administrativo.
1. Uma manifestação implícita de vontade.
1. Uma violação ao princípio da publicidade.
Questão 5
Enunciado: A ausência de resposta da administração pública a um pedido de licença, quando a lei prevê que o silêncio implica deferimento, caracteriza:[footnoteRef:8] [8: Comentário 5: A alternativa correta é A). Quando a lei atribui efeitos ao silêncio, ele é considerado um ato administrativo tácito, gerando o deferimento do pedido.] 
A. Um ato administrativo tácito.
1. Um fato administrativo sem efeitos.
1. Uma omissão administrativa.
1. Uma violação ao princípio da eficiência.
Questão 6
Enunciado: No Direito Administrativo, o silêncio administrativo pode ser interpretado como:[footnoteRef:9] [9: Comentário 6: A alternativa correta é B). O silêncio é, em regra, um fato jurídico administrativo, mas pode ser tratado como ato administrativo tácito quando a lei atribui efeitos específicos.] 
A. Uma forma de manifestação de vontade implícita, sempre vinculada ao interesse público.
1. Um fato jurídico administrativo, salvo quando a lei atribui efeitos específicos.
1. Um ato administrativo discricionário, dependendo da conveniência da administração.
1. Uma violação ao princípio da legalidade, independentemente de previsão legal.
Questão 7
Enunciado: Quando a administração pública permanece inerte diante de um pedido do administrado, sem previsão legal de efeitos para o silêncio, o administrado pode:[footnoteRef:10] [10: Comentário 7: A alternativa correta é C). A omissão da administração pública pode ser combatida por meio de mandado de segurança, com base no direito de petição e no princípio da eficiência.] 
A. Considerar o pedido deferido automaticamente.
1. Considerar o pedido indeferido automaticamente.
1. Impetrar mandado de segurança para combater a omissão.
1. Solicitar a revogação do ato administrativo tácito.
Desfazimento do Ato Administrativo
As hipóteses de extinção se tratam de situações nas quais o ato exarado pelo Poder Público deixa de produzir efeitos, sendo retirado do mundo jurídico. Algumas doutrinas do Direito Administrativo tratam-nas como formas de desfazimento do ato administrativo. A extinção, no entanto, pode ocorrer por diversas formas.
· atos administrativos são manifestações ou declarações lavradas pela Administração Pública, no exercício de atribuições públicas, e por isso estão sujeitos ao regime de Direito Público.
· Depois de emitido, o ato administrativo permanecerá no mundo jurídico até que outro ato ou fato altere a sua vigência. Assim, uma vez publicado, embora esteja contaminado de vícios, terá pleno vigor e deverá ser cumprido, em respeito ao Princípio da Presunção de Legitimidade ou Veracidade, até que ocorra formalmente o seu desfazimento.
· O desfazimento do ato administrativo poderá ser resultado do reconhecimento de sua
· ilegitimidade, ou ainda, de eventuais 
· vícios na sua formação
Aqui estão exemplos de ilegitimidade, ilegalidade e vícios no ato administrativo, com explicações de cada caso:
Ilegitimidade
A ilegitimidade ocorre quando o ato é emitido por uma autoridade que não possui competência para fazê-lo ou quando o interesse público não é adequadamente atendido.
· Exemplo 1: Um secretário municipal determina a exoneração de um servidor concursado, mas essa decisão seria de competência exclusiva do prefeito.
· Exemplo 2: Uma decisão administrativa é tomada visando exclusivamente interesses pessoais ou políticos, desconsiderando o interesse público.
· Exemplo 3: A concessão de licença ambiental por uma autoridade que não possui atribuição legal para atuar nesse tipo de análise.
Ilegalidade
A ilegalidade ocorre quando o ato viola normas jurídicas ou desrespeita os princípios da Administração Pública, como a legalidade e moralidade.
· Exemplo 1: Contratação direta de uma empresa sem processo licitatório, em situação que exige licitação obrigatória.
· Exemplo 2: Cobrança de uma taxa sem previsão legal no ordenamento jurídico.
· Exemplo 3: Cancelamento de um benefício previdenciário sem garantir o contraditório e a ampla defesa do beneficiário.
Vícios no Ato Administrativo
Os vícios são erros ou irregularidades que afetam a validade do ato administrativo, sendo classificados em:
1. Vício de Competência:
· Exemplo: Um diretor de escola decreta a suspensão de um contrato que deveria ser decidido pela Secretaria de Educação.
2. Vício de Forma:
· Exemplo: Falta de motivação formal em uma exoneração de cargo em comissão, quando a lei exige que a decisão seja fundamentada.
3. Vício de Finalidade:
· Exemplo: Utilização de um ato de desapropriação para beneficiar uma empresa privada em detrimento do interesse público.
4. Vício de Objeto:
· Exemplo: Declaração de utilidade pública para desapropriar bens sem qualquer fundamento de necessidade ou interesse público.
5. Vício de Motivação:
· Exemplo: Ato administrativo que é motivado por informações falsas ou insuficientes, como a exoneração de um servidor com base em uma acusação infundada.
Esses exemplos evidenciam como irregularidades e desvios podem comprometer a validade de atos administrativos, permitindo seu desfazimento por anulação ou outras medidas legais. 
Motivos de extinção/Maneiras de desfazer o ato administrativo
1. a renúncia, 
2. a retirada (anulação e revogação), 
3. a cassação, 
4. a caducidade e 
5. a contraposição 
6. convalidação ou saneamento – não está na tabela abaixo
	Espécie
	Definição
	Quando Cabe
	Dispositivo Legal
	Anulação
	Ato que extingue outro ato administrativo por ser ilegal ou conter vícios.
	Sempre que o ato for contrário à lei ou tiver vícios de legalidade; promovida pela Administração ou Judiciário.
	Art. 53 da Lei nº 9.784/1999.
	Revogação
	Extinção de ato válido por conveniência ou oportunidade.
	Quando o ato, embora válido, não atenda mais ao interesse público; não pode atingir direitos adquiridos ou atos consumados.
	Art. 53 da Lei nº 9.784/1999.
	Cassação
	Extinção de ato por descumprimento de condições impostas ao particular.
	Quandoo beneficiário descumpre os requisitos estabelecidos para a manutenção da eficácia do ato.
	Implícito nos princípios da Administração Pública; sem previsão expressa na Lei nº 9.784/1999.
	Caducidade
	Extinção de ato devido à superveniência de norma ou fato que o torne inviável.
	Quando uma norma ou fato novo impeça a execução do ato, originalmente válido.
	Doutrina, com base no princípio da legalidade; sem previsão expressa na Lei nº 9.784/1999.
	Contraposição (ou Derrubada)
	Extinção de ato por outro contrário emitido pela mesma autoridade ou superior.
	Quando um ato posterior incompatível é emitido, invalidando o ato anterior.
	Fundado nos princípios da hierarquia e autotutela; sem previsão expressa em lei.
Anulação
Revogação
Cassação
Convalidação ou saneamento
Um ato administrativo pode ser desfeito por diversos motivos, dependendo da situação e do tipo de irregularidade ou justificativa envolvida. As principais razões incluem:
1. Ilegalidade: O ato é contrário à lei ou apresenta vícios que o tornam inválido. Isso ocorre quando há infração ao princípio da legalidade, como atos emitidos por autoridades sem competência ou que violam normas jurídicas. Nesse caso, o ato é anulado.
2. Conveniência e oportunidade: O ato, embora legal, deixa de atender ao interesse público ou não é mais oportuno. Isso leva à revogação, que só pode ser aplicada em atos válidos e não consumados que não gerem direitos adquiridos.
3. Descumprimento de condições: Quando o beneficiário do ato descumpre as condições impostas para sua eficácia, ocorre a cassação. Por exemplo, um alvará pode ser cassado se as condições de uso forem violadas.
4. Superveniência de norma jurídica ou fato novo: Um ato válido pode ser extinto por caducidade se uma lei posterior ou um novo fato tornar sua execução impossível ou ilegal.
5. Contraposição de atos: O desfazimento pode ocorrer por contraposição, quando um novo ato administrativo contrário ao anterior é emitido pela mesma autoridade ou por outra hierarquicamente superior.
Cada uma dessas situações reflete diferentes razões para o desfazimento do ato administrativo, sempre alinhadas aos princípios da legalidade, eficiência e supremacia do interesse público. 
LICITAÇÃO
Conceito
Licitação é um processo administrativo formal utilizado pela Administração Pública para contratar obras, serviços, compras e alienações. O objetivo principal é garantir a seleção da proposta mais vantajosa, respeitando princípios como legalidade, isonomia, impessoalidade e economicidade.
Comparativo - Lei nº 8.666/1993 X Lei nº 14.133/2021
Aqui está uma tabela comparativa destacando as principais mudanças entre a Lei nº 8.666/1993 e a Lei nº 14.133/2021:
	Aspecto
	Lei nº 8.666/1993
	Lei nº 14.133/2021
	Modalidades de Licitação
	Concorrência, Tomada de Preços, Convite, Concurso, Leilão e Pregão.
	Concorrência, Pregão, Concurso, Leilão e Diálogo Competitivo (Tomada de Preços e Convite foram extintas).
	Critérios de Julgamento
	Menor preço, melhor técnica ou técnica e preço.
	Inclui novos critérios, como maior retorno econômico e maior desconto.
	Fase de Habilitação
	Realizada antes da análise das propostas.
	Pode ser realizada após a análise das propostas, para maior agilidade.
	Contratos
	Regras mais rígidas e detalhadas.
	Introduz maior flexibilidade, como o uso de matriz de riscos e contratos por demanda.
	Sanções
	Penalidades previstas de forma genérica.
	Detalha sanções e amplia as possibilidades, como a aplicação de multa proporcional.
	Planejamento
	Menor ênfase no planejamento prévio.
	Exige maior detalhamento no planejamento, como estudos técnicos preliminares.
	Tecnologia
	Não previa o uso obrigatório de meios eletrônicos.
	Incentiva o uso de plataformas digitais, como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).
	Prazo de Transição
	Não aplicável.
	Permite a convivência das duas leis até abril de 2023, quando a Lei nº 8.666/1993 foi revogada.
Nova Lei - Queixas, melhorias...
A Lei nº 14.133/2021 trouxe avanços significativos em relação à antiga Lei nº 8.666/1993, mas também gerou críticas e apontamentos sobre falhas e desafios. Aqui estão algumas observações:
Melhorias
1. Modernização: A nova lei incorporou ferramentas tecnológicas, como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), promovendo maior transparência e eficiência.
2. Flexibilidade: Introduziu modalidades como o diálogo competitivo e a matriz de riscos, permitindo maior adaptabilidade em contratações complexas.
3. Celeridade: A inversão de fases (análise de propostas antes da habilitação) agiliza o processo licitatório.
Queixas e Falhas
1. Complexidade: Alguns gestores municipais apontam dificuldades na aplicação da lei devido à sua estrutura mais detalhada e exigências técnicas.
2. Capacitação insuficiente: Muitos entes públicos ainda não estão preparados para implementar as novas regras, especialmente em municípios menores.
3. Transição problemática: A convivência das duas leis até 2023 gerou confusão e insegurança jurídica em alguns casos.
De onde partem as observações?
· Tribunal de Contas da União (TCU): Realizou análises sobre dificuldades na implementação da nova lei.
· Gestores Municipais: Relataram desafios práticos na adaptação às novas exigências.
· Especialistas Jurídicos: Apontaram críticas à matriz de riscos e à complexidade da legislação.
Desafios da nova Lei - Observações
Aqui estão cinco questões relacionadas às mudanças e desafios da Lei nº 14.133/2021, que podem ser úteis para estudo e reflexão:
1. Questão sobre inexigibilidade de licitação
O Município deseja contratar diretamente uma empresa para serviços técnicos especializados, alegando notória especialização. Qual é o fundamento legal para essa contratação direta, e quais requisitos devem ser observados para que seja válida?
Tema: Inexigibilidade de licitação.
Base legal: Art. 74, inciso III, da Lei nº 14.133/2021.
2. Questão sobre o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
A nova lei exige o uso do PNCP para maior transparência nas licitações. Quais são os principais desafios enfrentados pelos municípios na implementação dessa ferramenta?
Tema: Tecnologia e transparência.
Base legal: Art. 174 da Lei nº 14.133/2021.
3. Questão sobre a inversão de fases
A inversão de fases no processo licitatório foi introduzida para agilizar os procedimentos. Explique como essa mudança impacta a eficiência e quais são as críticas apontadas por gestores públicos.
Tema: Celeridade e eficiência.
Base legal: Art. 17 da Lei nº 14.133/2021.
4. Questão sobre a matriz de riscos
A matriz de riscos foi incorporada como ferramenta para equilibrar responsabilidades entre contratante e contratado. Quais são as vantagens e os desafios dessa inovação?
Tema: Planejamento e gestão de contratos.
Base legal: Art. 22, §3º, da Lei nº 14.133/2021.
5. Questão sobre a transição entre leis
Durante o período de transição entre a Lei nº 8.666/1993 e a Lei nº 14.133/2021, surgiram dúvidas sobre qual legislação aplicar. Como a nova lei aborda essa questão, e quais foram os impactos para a segurança jurídica?
Tema: Transição legislativa.
Base legal: Art. 191 da Lei nº 14.133/2021.
RESPOSTAS
	Questão
	Tema
	Base Legal ou Contexto
	Comentário/Resposta
	O Município deseja contratar diretamente uma empresa para serviços técnicos especializados.
	Inexigibilidade de licitação
	Art. 74, inciso III, da Lei nº 14.133/2021
	Empresas com notória especialização podem ser contratadas diretamente, desde que haja inviabilidade de competição.
	A nova lei exige o uso do PNCP para maior transparência nas licitações. Quais são os desafios?
	Tecnologia e transparência
	Art. 174 da Lei nº 14.133/2021
	Municípios pequenos enfrentam dificuldades de infraestrutura e capacitação técnica para implementar o sistema.
	A inversão de fases foi introduzida na nova lei. Quais os benefícios e críticas dessa inovação?
	Celeridade e eficiência
	Art. 17 da Lei nº 14.133/2021
	Beneficia a agilidade do processo, mas há críticas quanto à complexidade e adaptação dos gestores públicos.
	A matriz de riscos foiincorporada. Quais são as vantagens e desafios dessa ferramenta?
	Planejamento e gestão de contratos
	Art. 22, §3º, da Lei nº 14.133/2021
	Ajuda na definição de responsabilidades, mas apresenta desafios técnicos para gestores com pouca experiência.
	Durante o período de transição entre as leis, surgiram dúvidas sobre qual legislação aplicar.
	Transição legislativa
	Art. 191 da Lei nº 14.133/2021
	Houve insegurança jurídica, especialmente em entes públicos menores, durante a convivência das duas legislações.
	Em quais situações o diálogo competitivo é utilizado?
	Modalidade inovadora
	Art. 32 da Lei nº 14.133/2021
	Aplicado em contratações complexas que demandam soluções inovadoras e técnicas avançadas.
	Por que as modalidades Tomada de Preços e Convite foram extintas na nova lei?
	Simplificação e modernização
	Art. 6º da Lei nº 14.133/2021
	Buscou-se maior agilidade e simplificação, substituindo-as pelo Pregão e outras modalidades mais abrangentes.
	Quais os obstáculos enfrentados na obrigatoriedade do uso do PNCP por municípios pequenos?
	Tecnologia e acessibilidade
	Art. 174 da Lei nº 14.133/2021
	Falta de recursos e capacitação dificultam a adaptação aos novos requisitos digitais.
	Quais críticas foram levantadas em relação à matriz de riscos?
	Planejamento e gestão de contratos
	Art. 22, §3º, da Lei nº 14.133/2021
	Apesar das vantagens, gestores enfrentam dificuldades para compreender e aplicar essa ferramenta adequadamente.
Aqui estão algumas questões de concursos relacionadas às mudanças nas modalidades de licitação e às questões controversas da Lei nº 14.133/2021:
1. Questão sobre o Diálogo Competitivo
A Lei nº 14.133/2021 introduziu a modalidade de diálogo competitivo. Explique em quais situações essa modalidade pode ser utilizada e quais são os principais desafios para sua aplicação prática.
Tema: Modalidade inovadora e complexidade.
2. Questão sobre a extinção de modalidades
A nova lei extinguiu as modalidades de Tomada de Preços e Convite. Quais foram os motivos para essa mudança e como isso impacta a Administração Pública?
Tema: Simplificação e modernização.
3. Questão sobre a inversão de fases
A inversão de fases no processo licitatório foi uma inovação da Lei nº 14.133/2021. Quais são os benefícios dessa mudança e quais críticas têm sido levantadas por gestores públicos?
Tema: Celeridade e eficiência.
4. Questão sobre o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
A obrigatoriedade do uso do PNCP trouxe avanços em transparência, mas também desafios para sua implementação. Quais são os principais obstáculos enfrentados por municípios pequenos?
Tema: Tecnologia e acessibilidade.
5. Questão sobre a matriz de riscos
A matriz de riscos foi incorporada como ferramenta de planejamento contratual. Quais são as vantagens dessa inovação e quais dificuldades têm sido relatadas na prática?
Tema: Planejamento e gestão de contratos.
RESPOSTAS
Aqui está o quadro contendo as respostas e comentários organizados conforme as questões indicadas:
	Questão
	Tema
	Base Legal ou Contexto
	Comentário/Resposta
	Questão sobre o Diálogo Competitivo
	Modalidade inovadora e complexidade
	Art. 32 da Lei nº 14.133/2021
	O diálogo competitivo é utilizado em contratações complexas, que demandam soluções inovadoras. Desafios incluem a capacitação dos gestores e o planejamento adequado para evitar erros na aplicação.
	Questão sobre a extinção de modalidades
	Simplificação e modernização
	Art. 6º da Lei nº 14.133/2021
	As modalidades Tomada de Preços e Convite foram extintas para reduzir redundâncias e simplificar o processo licitatório, substituindo-as por modalidades mais abrangentes como o Pregão.
	Questão sobre a inversão de fases
	Celeridade e eficiência
	Art. 17 da Lei nº 14.133/2021
	A inversão de fases agiliza o procedimento, permitindo análise das propostas antes da habilitação. Há críticas relacionadas à dificuldade de adaptação por parte de gestores inexperientes.
	Questão sobre o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
	Tecnologia e acessibilidade
	Art. 174 da Lei nº 14.133/2021
	O PNCP promove transparência, mas municípios pequenos enfrentam dificuldades como falta de infraestrutura digital e capacitação técnica para utilizá-lo eficientemente.
	Questão sobre a matriz de riscos
	Planejamento e gestão de contratos
	Art. 22, §3º, da Lei nº 14.133/2021
	A matriz de riscos define responsabilidades entre contratante e contratado, mas gestores relataram desafios técnicos para sua aplicação, especialmente em contratos de maior complexidade.
Infelizmente, não consegui localizar questões específicas da professora Márcia Leuzinger sobre licitação e Administração Pública Indireta nos resultados disponíveis. No entanto, posso criar questões baseadas nos temas que ela costuma abordar, como licitações e contratos administrativos, considerando a Administração Pública Indireta. Aqui estão 10 questões hipotéticas:
Questões
1. Questão sobre inexigibilidade de licitação
Explique em quais situações uma autarquia pode realizar contratação direta por inexigibilidade de licitação, conforme a Lei nº 14.133/2021.
2. Questão sobre o diálogo competitivo
A modalidade de diálogo competitivo foi introduzida pela nova lei de licitações. Quais são os requisitos para sua aplicação por uma sociedade de economia mista?
3. Questão sobre a matriz de riscos
Como a matriz de riscos pode ser utilizada por empresas públicas para equilibrar responsabilidades em contratos administrativos?
4. Questão sobre o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
Quais são os desafios enfrentados por fundações públicas na implementação do PNCP?
5. Questão sobre modalidades extintas
Por que as modalidades Tomada de Preços e Convite foram extintas na nova lei, e como isso impacta as autarquias?
6. Questão sobre critérios de julgamento
A Lei nº 14.133/2021 ampliou os critérios de julgamento. Como o critério de maior retorno econômico pode ser aplicado por empresas públicas?
7. Questão sobre contratos por demanda
Explique como os contratos por demanda podem beneficiar a Administração Pública Indireta.
8. Questão sobre sanções administrativas
Quais são as sanções previstas na nova lei para fundações públicas que descumprirem as regras de licitação?
9. Questão sobre planejamento
Como o planejamento prévio exigido pela nova lei pode melhorar a eficiência das contratações realizadas por sociedades de economia mista?
10. Questão sobre segurança jurídica
Durante o período de transição entre as leis nº 8.666/1993 e nº 14.133/2021, quais foram os principais desafios enfrentados pelas entidades da Administração Pública Indireta?
RESPOSTA
Infelizmente, não consegui localizar questões específicas da professora Márcia Leuzinger sobre licitação e Administração Pública Indireta nos resultados disponíveis. No entanto, posso criar questões baseadas nos temas que ela costuma abordar, como licitações e contratos administrativos, considerando a Administração Pública Indireta. Aqui estão 10 questões hipotéticas:
1. Questão sobre inexigibilidade de licitação
Explique em quais situações uma autarquia pode realizar contratação direta por inexigibilidade de licitação, conforme a Lei nº 14.133/2021.
2. Questão sobre o diálogo competitivo
A modalidade de diálogo competitivo foi introduzida pela nova lei de licitações. Quais são os requisitos para sua aplicação por uma sociedade de economia mista?
3. Questão sobre a matriz de riscos
Como a matriz de riscos pode ser utilizada por empresas públicas para equilibrar responsabilidades em contratos administrativos?
4. Questão sobre o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)
Quais são os desafios enfrentados por fundações públicas na implementação do PNCP?
5. Questão sobre modalidades extintas
Por que as modalidades Tomada de Preços e Convite foram extintas na nova lei, e como isso impacta as autarquias?
6. Questão sobre critérios de julgamento
A Lei nº 14.133/2021 ampliou os critérios de julgamento. Como o critério de maior retorno econômico pode ser aplicado por empresas públicas?
7. Questão sobre contratos pordemanda
Explique como os contratos por demanda podem beneficiar a Administração Pública Indireta.
8. Questão sobre sanções administrativas
Quais são as sanções previstas na nova lei para fundações públicas que descumprirem as regras de licitação?
9. Questão sobre planejamento
Como o planejamento prévio exigido pela nova lei pode melhorar a eficiência das contratações realizadas por sociedades de economia mista?
10. Questão sobre segurança jurídica
Durante o período de transição entre as leis nº 8.666/1993 e nº 14.133/2021, quais foram os principais desafios enfrentados pelas entidades da Administração Pública Indireta?
QUESTÕES OAB
Aqui estão 10 questões de concursos OAB sobre licitação, Administração Pública Indireta e as diferenças entre a Lei nº 8.666/1993 e a Lei nº 14.133/2021, com respostas comentadas:
1. Quais modalidades de licitação foram extintas pela Lei nº 14.133/2021 e por quê?
Resposta comentada: As modalidades de Tomada de Preços e Convite foram extintas para simplificar o processo licitatório e evitar redundâncias. A nova lei prioriza modalidades mais abrangentes, como o Pregão e o Diálogo Competitivo, que oferecem maior eficiência e flexibilidade.
As modalidades de Tomada de Preços e Convite, previstas na antiga Lei nº 8.666/1993, traziam certa redundância no processo licitatório devido às semelhanças nos critérios de aplicação. Ambas eram utilizadas para contratações de menor valor, mas diferenciavam-se basicamente pelo limite monetário e pela forma de participação (aberta ou restrita a convidados). Isso gerava confusões práticas, especialmente entre gestores públicos, que frequentemente tinham dificuldade em determinar qual modalidade adotar em situações específicas.
Na prática, o Pregão, introduzido posteriormente (pela Lei nº 10.520/2002), tornou-se mais eficiente e abrangente para bens e serviços comuns, superando a necessidade de múltiplas modalidades que atendiam faixas de valor específicas. Já a Lei nº 14.133/2021 unificou e modernizou o processo ao extinguir essas modalidades redundantes, priorizando critérios mais claros, flexíveis e compatíveis com a realidade administrativa.
2. Como o critério de julgamento "maior retorno econômico" pode ser aplicado por uma sociedade de economia mista?
Resposta comentada: Esse critério é utilizado para avaliar propostas que gerem maior benefício financeiro ou econômico para a Administração. Por exemplo, pode ser aplicado em contratos de concessão ou parcerias público-privadas, onde o retorno financeiro é um fator determinante.
3. Explique a inversão de fases no processo licitatório e seus impactos na Administração Pública Indireta.
Resposta comentada: A inversão de fases permite que as propostas sejam analisadas antes da habilitação, agilizando o processo. No entanto, exige maior preparo técnico dos gestores e pode gerar dificuldades em municípios menores ou entidades com menos recursos.
4. Em quais situações uma fundação pública pode realizar contratação direta por inexigibilidade de licitação?
Resposta comentada: A contratação direta é permitida em casos de inviabilidade de competição, como na contratação de serviços técnicos especializados ou de profissionais com notória especialização, conforme o art. 74 da Lei nº 14.133/2021.
5. Quais são os desafios enfrentados por autarquias na implementação do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)?
Resposta comentada: As autarquias enfrentam dificuldades como falta de infraestrutura tecnológica, capacitação técnica e adaptação aos novos procedimentos exigidos pelo PNCP, especialmente em regiões menos desenvolvidas.
6. Como a matriz de riscos pode ser utilizada por empresas públicas para melhorar a gestão de contratos?
Resposta comentada: A matriz de riscos define responsabilidades entre contratante e contratado, ajudando a prever e mitigar problemas durante a execução do contrato. No entanto, sua aplicação pode ser complexa e exige planejamento detalhado.
7. Explique como os contratos por demanda podem beneficiar a Administração Pública Indireta.
Resposta comentada: Esses contratos permitem ajustes conforme a necessidade, evitando desperdícios e otimizando recursos. São especialmente úteis em serviços contínuos ou fornecimento de bens que variam em quantidade.
8. Quais sanções administrativas podem ser aplicadas a uma sociedade de economia mista que descumprir as regras de licitação?
Resposta comentada: A nova lei prevê sanções como advertências, multas, suspensão temporária de participação em licitações e impedimento de contratar com a Administração Pública, ampliando as possibilidades de responsabilização.
9. Como o planejamento prévio exigido pela Lei nº 14.133/2021 impacta as contratações realizadas por autarquias?
Resposta comentada: O planejamento prévio, incluindo estudos técnicos preliminares, melhora a eficiência e reduz erros nas contratações. No entanto, exige maior capacitação técnica e recursos, o que pode ser um desafio para algumas autarquias.
10. Quais foram os principais desafios enfrentados pelas entidades da Administração Pública Indireta durante a transição entre as leis nº 8.666/1993 e nº 14.133/2021?
Resposta comentada: A convivência das duas leis gerou insegurança jurídica, especialmente em municípios menores e entidades com menos recursos, devido à falta de clareza sobre qual norma aplicar em determinados casos.
Quem precisa realizar licitação?
De acordo com a Lei nº 14.133/2021, as normas de licitação aplicam-se às Administrações Públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Isso inclui órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, fundos especiais e entidades controladas direta ou indiretamente pela Administração Pública. Empresas públicas e sociedades de economia mista possuem regras próprias, conforme a Lei nº 13.303/2016.
Adm DIRETA
Nem todas os ÓRGÃOS da Administração Direta precisam proceder à licitação em todos os casos. Existem exceções previstas na legislação, como hipóteses de dispensa ou inexigibilidade de licitação, conforme a Lei nº 14.133/2021 e a antiga Lei nº 8.666/1993. Essas situações incluem, por exemplo, casos de emergência ou calamidade pública, ou quando há inviabilidade de competição.
Quanto às modalidades de licitação, as instituições da Administração Direta podem utilizar diferentes tipos, dependendo da natureza e do valor do contrato. As principais modalidades são:
1. Concorrência: Utilizada para contratos de maior valor ou complexidade.
2. Tomada de Preços: Para contratos de valor intermediário, com empresas previamente cadastradas.
3. Convite: Para contratos de menor valor, com convite a um número limitado de participantes.
4. Pregão: Modalidade mais ágil, usada para bens e serviços comuns.
5. Leilão: Para alienação de bens móveis ou imóveis.
6. Concurso: Para seleção de trabalhos técnicos, científicos ou artísticos.
Adm Pública INDIRETA X modalidades comuns
As modalidades de licitação exigíveis para ENTIDADES da Administração Pública Indireta dependem do tipo de entidade e da natureza do objeto a ser contratado. De acordo com a Lei nº 14.133/2021, as principais modalidades são:
1. Pregão: Utilizado para bens e serviços comuns, sendo aplicável a autarquias e fundações 
Além disso, empresas públicas e sociedades de economia mista seguem regras específicas da Lei nº 13.303/2016, que podem influenciar na escolha da modalidade.
Aqui está uma tabela que resume as modalidades de licitação que podem ser exigíveis conforme o tipo de entidade da Administração Pública Indireta:
	Modalidade de Licitação
	Descrição
	Aplicável a
	Pregão
	Usado para bens e serviços comuns, com foco na celeridade e eficiência.
	Autarquias e Fundações Públicas
	Concorrência
	Para contratos de maior valor ou complexidade, como obras e serviços especiais.
	Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista
	Concurso
	Voltado para a seleção de trabalhos técnicos, científicos ou artísticos.
	Qualquer entidade
	Leilão
	Para alienação de bens móveis ou imóveis.
	Geralmente Empresas Públicas
	Diálogo CompetitivoModalidade para contratações complexas que demandam soluções inovadoras.
	Qualquer entidade em situações específicas
Modalidades X finalidades X valores
Aqui está uma tabela detalhada sobre as modalidades de licitação, incluindo descrição, limites de valores (quando aplicáveis), exemplos e dispositivos legais:
	Modalidade
	Descrição
	Limites de Valores
	Exemplo
	Dispositivo Legal
	Concorrência
	Utilizada para contratos de maior valor ou complexidade.
	Acima de R$ 1.400.000,00 para compras e serviços.
	Contratação de obras públicas de grande porte.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XXXVIII.
	Tomada de Preços
	Para contratos de valor intermediário, com empresas previamente cadastradas.
	Até R$ 1.400.000,00 para compras e serviços.
	Reforma de prédios públicos.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XXXVIII.
	Convite
	Para contratos de menor valor, com convite a um número limitado de participantes.
	Até R$ 176.000,00 para compras e serviços.
	Contratação de pequenos serviços de manutenção.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XXXVIII.
	Pregão
	Modalidade ágil para bens e serviços comuns.
	Não há limite de valor específico.
	Compra de materiais de escritório.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XLI.
	Leilão
	Para alienação de bens móveis ou imóveis.
	Até R$ 1.430.000,00 para bens móveis.
	Venda de veículos oficiais inservíveis.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XL.
	Concurso
	Seleção de trabalhos técnicos, científicos ou artísticos.
	Não há limite de valor específico.
	Concurso para escolha de projeto arquitetônico.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XXXIX.
	Diálogo Competitivo
	Para contratações complexas que demandam soluções inovadoras.
	Não há limite de valor específico.
	Desenvolvimento de sistemas tecnológicos avançados.
	Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XLII.
Simples Nacional
Uma empresa enquadrada no Simples Nacional que presta serviços de consultoria técnica e científica pode ser melhor enquadrada na modalidade de inexigibilidade de licitação, dependendo das características do serviço oferecido. Isso ocorre porque:
1. Natureza dos serviços: Serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual, como consultoria científica, podem ser contratados por inexigibilidade quando há inviabilidade de competição. Isso inclui casos em que a empresa possui notória especialização e é essencial para a plena satisfação do objeto contratado.
2. Exemplo prático: Uma empresa que desenvolve estudos científicos específicos para um projeto ambiental pode ser contratada diretamente, desde que seja comprovada sua expertise e a impossibilidade de competição com outras empresas.
3. Base legal: Essa modalidade está prevista no art. 74, inciso III, da Lei nº 14.133/2021, que regula a contratação direta em casos de notória especialização.
Se a empresa não atender aos requisitos de inexigibilidade, outras modalidades, como pregão ou concorrência, podem ser aplicadas, dependendo da natureza e do valor do contrato.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Contrato Administrativo NÃO é ato administrativo
Embora o contrato administrativo e o ato administrativo sejam institutos do Direito Administrativo, eles possuem características distintas.
Diferenças entre Contrato Administrativo e Ato Administrativo
	Aspecto
	Contrato Administrativo
	Ato Administrativo
	Definição
	Acordo entre a Administração Pública e um particular, com cláusulas específicas.
	Manifestação unilateral da Administração Pública que impõe obrigações ou reconhece direitos.
	Natureza
	Bilateral – há consenso entre as partes.
	Unilateral – a Administração impõe ou declara algo sem necessidade de aceitação do administrado.
	Exemplo
	Contrato de prestação de serviços públicos, contrato de concessão.
	Nomeação de servidor, autorização de funcionamento de empresa.
	Princípios
	Regido pelo princípio da supremacia do interesse público, mas com regras contratuais.
	Regido pelo princípio da legalidade, sem necessidade de acordo entre as partes.
O ato administrativo é a expressão unilateral do poder estatal, enquanto o contrato administrativo exige um acordo entre a Administração e o contratado, seguindo regras e princípios próprios.
Conceito – Contrato Administrativo
O contrato administrativo é um ajuste formal celebrado entre a Administração Pública e particulares, com a finalidade de atender ao interesse público. Ele se distingue dos contratos privados devido à presença de cláusulas exorbitantes, que conferem prerrogativas à Administração, como a possibilidade de
· modificação unilateral, 
· rescisão administrativa e 
· fiscalização do cumprimento
Os contratos administrativos devem seguir os princípios da legalidade, publicidade, eficiência e moralidade, sendo regidos, atualmente, pela Lei nº 14.133/2021. Essa legislação estabelece os requisitos para sua formação, execução, alteração e extinção, além de prever mecanismos para garantir maior transparência e equilíbrio entre as partes.
Lei nº 8.666/1993 X Lei nº 14.133/2021
	Aspecto
	Lei nº 8.666/1993
	Lei nº 14.133/2021
	Prazo de vigência
	Serviços contínuos: até 5 anos (art. 57).
	Serviços contínuos: até 10 anos (art. 111).
	Contratos por escopo
	Tratados como contratos de prazo determinado, sem muita flexibilidade.
	Vigência automaticamente prorrogada até a conclusão do objeto (art. 105).
	Reajuste de preços
	Reajustes anuais permitidos, mas com regulamentação menos detalhada.
	Regras claras para reajuste e repactuação de preços em contratos continuados (art. 113).
	Matriz de riscos
	Não prevista.
	Obrigatória para alocação de responsabilidades entre contratante e contratado (art. 22, §3º).
	Rescisão contratual
	Hipóteses previstas (art. 78), mas com menos detalhamento em relação ao procedimento.
	Mais detalhamento nas hipóteses e procedimentos de rescisão contratual (art. 136).
	Tecnologia
	Não previa obrigatoriedade de plataformas digitais.
	Utilização obrigatória do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).
	Modalidades de contrato
	Abrangência limitada às modalidades previstas na época.
	Inclusão de contratos como os contratos por eficiência e contratos por demanda.
	Eficiência contratual
	Menos detalhada em termos de ferramentas de gestão.
	Maior foco na gestão eficiente dos contratos, alinhada ao princípio da economicidade.
	Transparência e publicidade
	Regras gerais de publicidade, sem instrumentos centralizados.
	Uso do PNCP para dar maior transparência e centralização nas contratações.
Essa tabela reflete algumas das principais mudanças e avanços introduzidos pela nova lei, promovendo maior modernização e eficiência na gestão de contratos administrativos. 
Requisitos do Contrato Administrativo
Aqui está a tabela com os requisitos para a formação, execução, alteração e extinção dos contratos administrativos, conforme a Lei nº 14.133/2021:
	Etapa
	Requisitos
	Dispositivo Legal
	Formação
	- Observância dos princípios da legalidade, impessoalidade e eficiência.
- Existência de prévia licitação, salvo hipóteses de dispensa ou inexigibilidade.
- Definição clara do objeto, preço e condições contratuais.
- Publicação do contrato para garantir transparência.
	Art. 89 e 92
	Execução
	- Cumprimento das cláusulas contratuais e especificações do edital.
- Fiscalização pela Administração Pública.
- Possibilidade de aplicação de sanções em caso de descumprimento.
- Garantia do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
	Art. 115 e 117
	Alteração
	- Pode ocorrer por acordo entre as partes ou unilateralmente pela Administração.
- Admissível em casos de modificação do projeto ou necessidade de adequação técnica.
- Limites para acréscimos e supressões (até 25% do valor inicial, ou 50% em reformas de edifícios).
	Art. 124
	Extinção
	- Pode ocorrer por cumprimento do objeto, rescisão, anulação ou caducidade.
- Hipóteses incluem inadimplemento do contratado, interesse público ou força maior.
- Deve ser formalmente motivada, garantindo contraditório e ampla defesa.
	Art. 137
A nova lei trouxe maior detalhamento e flexibilidade na gestão dos contratos administrativos, garantindo mais segurança jurídica e eficiência.de índices;                  (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)           (Regulamento)
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da
· administração direta, 
· autárquica e 
· fundacional, 
· dos membros 
· de qualquer dos Poderes da União, 
· dos Estados, 
· do Distrito Federal e 
· dos Municípios, 
· dos detentores de mandato eletivo e
· dos demais agentes políticos [footnoteRef:1] [1: Os agentes políticos são aqueles que exercem funções governamentais de direção, comando e representação política dentro da Administração Pública. Eles atuam na formulação de políticas públicas e na tomada de decisões estratégicas para o Estado. Exemplos:
Chefes do Executivo: Presidente da República, Governadores e Prefeitos.
Membros do Legislativo: Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores.
Ministros e Secretários de Estado/Município: Responsáveis pela condução de políticas públicas específicas.
Magistrados: Juízes e Ministros dos Tribunais Superiores (embora também sejam agentes públicos, possuem funções de poder estatal).
Membros do Ministério Público: Procuradores e Promotores, que atuam na defesa da ordem jurídica e dos interesses da sociedade.
Características dos agentes políticos:
Exercem poder político, diferentemente de servidores públicos que desempenham funções técnicas e administrativas.
Nomeação ou eleição, dependendo da função exercida.
Autonomia na tomada de decisões estratégicas dentro da gestão pública.] 
e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;                 (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;                   (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;              (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;                (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:               (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
a) a de dois cargos de professor;                (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;               (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;                (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001)
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;                (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;             (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.              (Regulamento)
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.              (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei.
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente:               (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;                (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII;              (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)    (Vide Lei nº 12.527, de 2011)
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública.             (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informaçõesAdm Direta e Indireta
Tanto a Administração Pública Direta (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) quanto a Administração Pública Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista) podem celebrar contratos administrativos para aquisição de bens, serviços ou execução de obras, desde que sigam as regras estabelecidas na Lei nº 14.133/2021.
A celebração de contratos administrativos ocorre após a realização de um processo licitatório, salvo hipóteses de dispensa ou inexigibilidade de licitação. Abaixo está uma tabela detalhando as modalidades de licitação que ensejam a celebração do contrato administrativo, conforme a nova lei:
	Modalidade de Licitação
	Administração Pública Direta e Indireta
	Dispositivo Legal
	Concorrência
	Aplicável a compras, serviços e obras de maior vulto.
	Art. 28 da Lei nº 14.133/2021
	Pregão
	Utilizado para aquisição de bens e serviços comuns, inclusive para entes da Administração Indireta.
	Art. 29 da Lei nº 14.133/2021
	Tomada de Preços
	Extinta pela nova lei; era aplicada na antiga Lei nº 8.666/1993.
	Não prevista na Lei nº 14.133/2021
	Convite
	Extinto pela nova lei; era usado para contratações de menor valor.
	Não prevista na Lei nº 14.133/2021
	Diálogo Competitivo
	Aplicado para contratações complexas que exigem soluções inovadoras e negociação prévia com fornecedores.
	Art. 32 da Lei nº 14.133/2021
	Leilão
	Utilizado para alienação de bens móveis ou imóveis da Administração Pública.
	Art. 31 da Lei nº 14.133/2021
Além das modalidades mencionadas, existem hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação, que permitem a contratação direta sem necessidade de competição, desde que atendam às condições previstas nos arts. 74 a 78 da Lei nº 14.133/2021.
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image7.pngprivilegiadas.             (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)       (Regulamento)    (Vigência)
I - o prazo de duração do contrato;     (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;    (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - a remuneração do pessoal.     (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.                 (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)    (Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI docaputdeste artigo, as parcelas de caráter indenizatório expressamente previstas em lei ordinária, aprovada pelo Congresso Nacional, de caráter nacional, aplicada a todos os Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos.    (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 135, de 2024)
 § 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da lei.       (Incluído pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021)
 Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:                (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de origem.             (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
SEÇÃO II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)
 Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.          (Vide ADI nº 2.135)
 Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)           (Vide ADI nº 2.135)
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará:                 (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira;                     (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - os requisitos para a investidura;                 (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - as peculiaridades dos cargos.                (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.              (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI.               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI.            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos.               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação derecursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade.               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º.                (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo.            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
 Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.           (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:           (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente federativo;           (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;                 (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015)         (Vide Lei Complementar nº 152, de 2015)
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.           (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o § 2º do art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo ente federativo.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º.             (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar do respectivo ente federativo.         (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência social, aplicando-se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários estabelecidas no Regime Geral de Previdência Social.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo dependente, o benefício de pensão por morte será concedido nos termos de lei do respectivo ente federativo, a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de morte dos servidores de que trata o § 4º-B decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei.          (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para fins de aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço correspondente será contado para fins de disponibilidade.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)      (Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo.           (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
§ 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de previdência social, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 13. Aplica-se ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, inclusive mandato eletivo, ou de emprego público, o Regime Geral de Previdência Social.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, regime de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo, observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto no§ 16.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 oferecerá plano de benefícios somente na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 e será efetivado por intermédio de entidade fechada de previdência complementar ou de entidade aberta de previdência complementar.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos  §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.             (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
§ 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados, na forma da lei.                  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
§ 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos.                (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)  (Vide ADIN 3133)  (Vide ADIN 3143)         (Vide ADIN 3184)
§ 19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei do respectivo ente federativo, o servidor titular de cargo efetivo que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária e que opte por permanecer em atividade poderá fazer jus a um abono de permanência equivalente, no máximo, ao valor da sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria compulsória.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 20. É vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social e de mais de um órgão ou entidade gestora desse regime em cada ente federativo, abrangidos todos os poderes, órgãos e entidades autárquicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu financiamento, observados os critérios, os parâmetros e a natureza jurídica definidos na lei complementar de que trata o § 22.            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 21. (Revogado).     (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de previdência social, lei complementar federal estabelecerá, para os que já existam, normas gerais de organização, de funcionamento e de responsabilidade em sua gestão, dispondo, entre outros aspectos, sobre:            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - requisitos para sua extinção e consequente migração para o Regime Geral de Previdência Social;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização dos recursos;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
III - fiscalização pela União e controle externo e social;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
IV - definição de equilíbrio financeiro e atuarial;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
V - condições para instituição do fundo com finalidade previdenciária de que trata o art. 249 e para vinculação a ele dos recursos provenientes de contribuições e dos bens, direitos e ativos de qualquer natureza;    (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
VI - mecanismos de equacionamento do deficit atuarial;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
VII - estruturação do órgão ou entidade gestora do regime, observados os princípios relacionados com governança, controle interno e transparência;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
VIII - condições e hipóteses para responsabilização daqueles que desempenhem atribuições relacionadas, direta ou indiretamente, com a gestão do regime;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
IX - condições para adesão a consórcio público;            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
X - parâmetros para apuração da base de cálculo e definição de alíquota de contribuições ordinárias e extraordinárias.            (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
 Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.                 (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo:            (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;             (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;             (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.                  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.                 (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.              (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.               (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Lei nº 9.784/1999 – Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal.
· Art. 1º – Estabelece normas básicas sobre o processo administrativo na Administração Direta e Indireta.
· Art. 2º – Define os princípios que devem ser seguidos, como legalidade, eficiência e interesse público.
LEI Nº 9.784 , DE 29 DE JANEIRO DE 1999.
	 
	Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.
§ 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.
§ 2o Para os fins desta Lei, consideram-se:
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta;
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;
III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:
I - atuação conforme a lei e o Direito;
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei;
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades;
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoroe boa-fé;
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados;
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.
Lei nº 8.666/1993 – Antiga Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
· Art. 6º – Define os entes da Administração Pública Indireta, incluindo autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.
Lei nº 14.133/2021 – Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
· Art. 3º – Estabelece regras para contratações feitas por órgãos da Administração Direta e Indireta.
LEI Nº 14.133, DE 1º DE ABRIL DE 2021
	
	Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO I
DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO DESTA LEI
...............................
Art. 3º Não se subordinam ao regime desta Lei:
I - contratos que tenham por objeto operação de crédito, interno ou externo, e gestão de dívida pública, incluídas as contratações de agente financeiro e a concessão de garantia relacionadas a esses contratos;
II - contratações sujeitas a normas previstas em legislação própria.
Lei nº 11.079/2004 – Regula as Parcerias Público-Privadas (PPPs).
· Art. 2º – Define os tipos de PPPs e sua aplicação na Administração Indireta.
LEI Nº 11.079, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2004
	
	Institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Capítulo I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Esta Lei aplica-se aos órgãos da administração pública direta dos Poderes Executivo e Legislativo, aos fundos especiais, às autarquias, às fundações públicas, às empresas públicas, às sociedades de economia mista e às demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.         (Redação dada pela Lei nº 13.137, de 2015)
Art. 2º Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa.
§ 1º Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
§ 2º Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.
§ 3º Não constitui parceria público-privada a concessão comum, assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
§ 4º É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada:
I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);
I - cujo valor do contrato seja inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);         (Redação dada pela Lei nº 13.529, de 2017)
II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos; ou
III – que tenha como objeto único 
· o fornecimento de mão-de-obra, 
· o fornecimento e instalação de equipamentos ou 
· a execução de obra pública.
Código Civil (Lei nº 10.406/2002)
Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I - a União;
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III - os Municípios;
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada pela Lei nº 11.107, de 2005)
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código.
Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I - as associações;
II - as sociedades;
III - as fundações.
IV - as organizações religiosas; (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
V - os partidos políticos. (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
VI - (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)
VII - os empreendimentos de economia solidária.      (Redação dada pela Lei nº 15.068, de 2024)
§ 1º São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
§ 2º As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente aos empreendimentos de economia solidária e às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código.      (Redação dada pela Lei nº 15.068, de 2024)
§ 3º Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica. (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.
‘ÓRGÃOS’ ou ‘ENTIDADES’?
Na Administração Direta, as instituições são chamadas de órgãos. Os órgãos são unidades que integram a estrutura administrativa de uma entidade política (como União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e não possuem personalidade jurídica própria. Eles são subordinados diretamente ao chefe do poder a que pertencem e desempenham funções administrativas, legislativas ou judiciais.
Por outro lado, o termo entidades é mais comumente usado para se referir às instituições da Administração Indireta, como autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista, que possuem personalidade jurídica própria.
Características
	administrações Direta e Indireta
	Tipo de Administração
	Características
	Exemplos
	Dispositivos Legais
	Administração Direta
	Compostapelos órgãos que integram as pessoas jurídicas de direito público (União, Estados, Municípios e Distrito Federal). São subordinados e atuam diretamente no interesse público.
	Ministérios, Secretarias, Polícias Militares.
	Constituição Federal de 1988, art. 37 e seguintes.
	Administração Indireta
	Composta por entidades criadas por lei com personalidade jurídica própria, autonomia administrativa e que realizam atividades específicas delegadas pelo Poder Público.
	Autarquias (ex.: INSS), Fundações Públicas, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista.
	Constituição Federal de 1988, art. 37, Lei nº 9.784/1999.
	administrações Direta e Indireta
	Tipo de Administração
	Forma de Criação
	Relação de Subordinação
	Exemplos
	Administração Direta
	É composta pelos órgãos públicos criados diretamente pela Constituição Federal ou por leis complementares e ordinárias.
	Subordinação hierárquica direta ao Poder Executivo, respeitando a hierarquia entre órgãos e a relação de centralização.
	Ministérios, Secretarias, Polícias Militares.
	Administração Indireta
	É composta por entidades criadas por lei específica, que lhes confere personalidade jurídica própria e autonomia administrativa.
	Não há subordinação hierárquica, mas sim controle finalístico (ou tutela administrativa) realizado pelo órgão da administração direta.
	Autarquias (ex.: INSS), Fundações Públicas, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista.
Estudar:
· por que são criadas?
· como são criadas?
· tem prerrogativas 
EP e SEM
· trabalhadores entram por meio de concurso
· recebem o teto ( estadual, federal ou municipal ‘
· são celetistas
1. não têm prerrogativas
2. para que são criadas?
Fundação Pública
· tem prerrogativa
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA *INDIRETA*
A administração pública indireta no Brasil é composta por entidades que possuem
· personalidade jurídica própria e 
· autonomia administrativa, 
· Finalidade: criadas para desempenhar funções específicas
1. Autarquias: Entidades de direito público criadas por lei para desempenhar atividades típicas do Estado.
· Exemplos: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Banco Central do Brasil (BACEN).
2. Fundações Públicas: Entidades de direito público ou privado, sem fins lucrativos, criadas para atividades de interesse público.
· Exemplos: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
3. Empresas Públicas: Entidades de direito privado, com capital exclusivamente público, criadas para atividades econômicas ou prestação de serviços.
· Exemplos: Caixa Econômica Federal, Correios.
4. Sociedades de Economia Mista: Entidades de direito privado, com participação do poder público e de particulares no capital social, criadas para atividades econômicas.
· Exemplos: Petrobras, Banco do Brasil.
Essas entidades são vinculadas à administração direta por meio de controle finalístico, mas possuem autonomia para gerir suas atividades.
Vínculos 
São SEMPRE vinculadas?
Aqui estão alguns exemplos de entidades da administração pública indireta e suas respectivas instituições vinculadas:
	Entidade
	Tipo
	Instituição Vinculada
	INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)
	Autarquia
	Ministério da Previdência Social
	Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)
	Fundação Pública
	Ministério da Saúde
	Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos)
	Empresa Pública
	Ministério das Comunicações
	Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.)
	Sociedade de Economia Mista
	Ministério de Minas e Energia
	FUNAI (Fundação Nacional do Índio)
	Fundação Pública
	Ministério dos Povos Indígenas
	Banco do Brasil
	Sociedade de Economia Mista
	Ministério da Fazenda
	ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
	Autarquia
	Ministério da Saúde
Essas entidades desempenham funções específicas e estão vinculadas à administração direta por meio de controle finalístico. 
Exemplos de entidades e vínculos
	Tipo
	Entidade
	Instituição Vinculada
	Autarquia
	INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)
	Ministério da Previdência Social
	Autarquia
	ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
	Ministério da Saúde
	Autarquia
	IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
	Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos
	Fundação Pública
	FUNAI (Fundação Nacional do Índio)
	Ministério dos Povos Indígenas
	Fundação Pública
	Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)
	Ministério da Saúde
	Fundação Pública
	CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)
	Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
	Fundação Pública
	FUNASA (Fundação Nacional de Saúde)
	Ministério da Saúde
	Empresa Pública
	Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos)
	Ministério das Comunicações
	Empresa Pública
	Caixa Econômica Federal
	Ministério da Fazenda
	Empresa Pública
	BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
	Ministério da Fazenda
	Empresa Pública
	Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
	Ministério da Agricultura e Pecuária
	Sociedade de Economia Mista
	Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.)
	Ministério de Minas e Energia
	Sociedade de Economia Mista
	Banco do Brasil
	Ministério da Fazenda
	Entidades da Administração Pública INDIRETA
	Entidade
	Personalidade Jurídica ou
Natureza jurídica
	Tipo de Vínculo
	Tipo de Capital
	Finalidade
	Previsão Legal
	Autarquias
	Direito Público
	Controle finalístico pela Administração Direta
	Não possui capital (financiada por recursos públicos)
	Executar atividades típicas do Estado com autonomia administrativa.
	Art. 37 da CF e legislação específica
	Fundações Públicas
	Direito Público ou Privado
	Controle finalístico pela Administração Direta
	Pode ou não ter patrimônio próprio (financiamento público ou misto)
	Realizar atividades de interesse público, como educação, saúde e cultura.
	Art. 37 da CF, legislação específica e art. 5º, IV, do CC
	Empresas Públicas
	Direito Privado
	Controle finalístico pela Administração Direta
	Capital 100% público
	Desenvolver atividades econômicas ou serviços públicos com autonomia administrativa.
	Art. 173 e 37 da CF
	Sociedades de Economia Mista
	Direito Privado
	Controle finalístico pela Administração Direta
	Capital misto (público e privado)
	Explorar atividades econômicas de relevante interesse coletivo ou prestação de serviços públicos.
	Art. 173 e 37 da CF
Forma de contratação/ingresso dos empregados/servidores
	Entidade
	Descrição
	Forma de Contratação/Ingresso
	Exemplo
	Autarquias
	Entidades autônomas criadas por lei para atividades típicas da Administração Pública.
	Servidores públicos ou estatutários, contratados por concurso público (art. 37, II, da CF).
	INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
	Fundações Públicas
	Entidades voltadas para atividades sociais, educacionais, científicas ou culturais.
	- Direito público: Servidores estatutários, com concurso público.
- Direito privado: Empregados celetistas, também por concurso.
	FUNAI (Fundação Nacional do Índio).
	Empresas Públicas
	Entidades de direito privado criadas para atividades econômicas ou serviços públicos.
	Empregados celetistas, contratados via concurso público (art. 173, §1º, da CF).
	Caixa Econômica Federal.
	Sociedades de Economia Mista
	Empresas com capital público e privado que prestam serviços ou atividades econômicas.
	Empregados celetistas, contratados via concurso público (art. 173, §1º, da CF).
	Petrobras.
Cargos e Funções em comissão – CCE e FCE Lei 14.204/21
A legislação que trata dos cargos em comissão está prevista na Constituição Federal, especificamente no artigo 37, inciso V, que estabelece que esses cargos são destinados às funções de direção, chefia e assessoramento, sendo de livre nomeação e exoneração.
Além disso, a Lei nº 14.204/2021 simplifica a gestão de cargos em comissão e funções de confiança na administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Essa lei institui os Cargos Comissionados Executivos (CCE) e as Funções Comissionadas Executivas (FCE), regulamentando sua criação e transformação, sempre respeitandoos princípios da Administração Pública.
Exercício/teste
a) É possível que o Poder Judiciário revise o mérito da nomeação em comento? Por quê?
b) Especificamente acerca do ato de nomeação, caso atenda razão o pleito do sindicato, qual forma de extinção do ato deverá ser providenciada e em decorrência de quais circunstâncias?
Padrão de resposta esperado
a) Muito embora a nomeação para cargos em comissão seja da conveniência e da oportunidade de autoridade competente, na forma do art. 37, inciso II, da Constituição Federal, e, portanto, de natureza discricionária, é possível sua apreciação no que se refere às condições exigidas por lei para o exercício da competência. Por isso, mesmo não sendo possível a revisão do ato em razão do mérito pelo Poder Judiciário, é passível deste aferir as condições formais para sua expedição.
b) No caso concreto, pelas informações da questão, a lei do cargo em comissão não trouxe como requisito a exigência de formação na titulação pela qual o Sr. Antônio Carlos está em curso (doutorado). Portanto, em tese, a titulação foi elemento fundamental para cumprimento do requisito da notoriedade e da reputação ilibada. No entanto, por se tratar de um cargo de direção, as atribuições a serem desempenhadas se restringem à supervisão e à coordenação dos assuntos administrativos e financeiros da autarquia, e restou exigida a comprovação de experiência em funções de superintendência, o que, em tese, não foi atendido a partir do motivo apresentado.
Por tais circunstâncias, atende razão o pleito do sindicato, cabendo ao Poder Judiciário declarar a extinção do ato, mediante anulação, sob fundamento de vício no elemento motivo, haja vista que os requisitos para o exercício do cargo em comissão não restaram atendidos pelo nomeado.
Tipos de capital $ - INDIRETA
1. Autarquias:
· Tipo de Capital: As autarquias não possuem capital propriamente dito, pois são financiadas exclusivamente por recursos públicos provenientes do orçamento estatal. Isso inclui impostos, taxas e contribuições.
· Finalidade do Financiamento: Esse modelo reflete sua natureza pública e sua função de desempenhar atividades típicas do Estado, como previdência (INSS) e regulação (Agências Reguladoras).
2. Fundações Públicas:
· Tipo de Capital: O capital das fundações públicas pode variar dependendo da sua estrutura jurídica: 
· Direito Público: Financiamento predominantemente público, vindo do orçamento estatal.
· Direito Privado: Podem ter patrimônio próprio gerado por atividades ou parcerias, incluindo doações ou receitas próprias.
· Finalidade do Financiamento: Sustentar atividades de interesse coletivo, como saúde (Fiocruz) e cultura (Fundação Casa de Rui Barbosa).
3. Empresas Públicas:
· Tipo de Capital: As empresas públicas têm capital formado exclusivamente por recursos do Estado. São entidades de direito privado, mas todo seu financiamento e patrimônio vêm de aportes públicos.
· Finalidade do Financiamento: Executar atividades econômicas ou prestar serviços públicos essenciais, como Caixa Econômica Federal e Correios.
4. Sociedades de Economia Mista:
· Tipo de Capital: O capital das sociedades de economia mista é misto, composto por: 
· Recursos públicos: Investimentos do governo para garantir o interesse público.
· Recursos privados: Aportes de acionistas particulares que participam da estrutura da sociedade.
· Finalidade do Financiamento: Explorar atividades econômicas relevantes, combinando eficiência privada e controle público, como Petrobras e Banco do Brasil.
Essa divisão dos tipos de capital reflete a diversidade e a adaptabilidade das entidades da administração indireta para atender às suas finalidades específicas. 
Forma/procedimento para criação
Aqui está a tabela organizada com os procedimentos para a criação das entidades da administração pública:
	Entidade
	Procedimento para a criação
	Detalhe
	Exemplo
	Autarquias
	Criadas diretamente por lei específica que define sua finalidade, estrutura e competências.
	Não requer registro em cartório, pois a lei confere personalidade jurídica automaticamente.
	INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
	Fundações Públicas
	Depende da natureza jurídica:
	
	
	- Direito Público
	Criadas por lei específica que confere personalidade jurídica automaticamente, sem necessidade de registro.
	
	FUNAI (Fundação Nacional do Índio).
	- Direito Privado
	Autorizadas por lei específica, mas adquirem personalidade jurídica após o registro no cartório.
	
	Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
	Empresas Públicas
	Criadas por lei específica que define seu capital e objetivo.
	Após a lei, é necessário registro dos atos constitutivos para adquirir personalidade jurídica.
	Correios, Caixa Econômica Federal.
	Sociedades de Economia Mista
	Criadas por lei específica que autoriza sua constituição.
	Necessita do registro dos atos constitutivos no cartório para obter personalidade jurídica.
	Banco do Brasil, Petrobras.
Fundações Públicas - criação
As fundações públicas são criadas por iniciativa do Poder Público, seguindo algumas etapas essenciais que garantem sua legitimidade e funcionamento:
1. Lei autorizadora: A criação de uma fundação pública depende de lei específica que autorize sua constituição. Essa lei define os objetivos, estrutura e atuação da fundação, conforme o interesse público.
2. Natureza jurídica:
· Fundações públicas de direito público: São criadas diretamente por lei e possuem regime jurídico semelhante ao das autarquias, com servidores estatutários.
· Fundações públicas de direito privado: Após a autorização legal, são constituídas mediante registro de seus atos constitutivos em cartório, adotando regime celetista para seus empregados.
3. Registro e regulamentação: Para fundações de direito privado, os atos constitutivos, como o estatuto, devem ser registrados em cartório, formalizando sua existência jurídica.
4. Finalidade pública: Todas as fundações públicas têm objetivos voltados para atividades de interesse coletivo, como educação, saúde, cultura ou pesquisa científica.
Exemplo: A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) é uma fundação pública criada por lei com o objetivo de proteger e promover os direitos dos povos indígenas.
Fundações Públicas - descrição detalhada
As fundações públicas são entidades da administração pública indireta, criadas por lei, com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa. Elas podem ser de direito público ou direito privado, dependendo de sua natureza e finalidade. Seu objetivo principal é desempenhar atividades de interesse público, como educação, saúde, cultura, pesquisa científica e assistência social, sem fins lucrativos.
Características Principais:
1. Personalidade Jurídica: Podem ser de direito público (regidas por normas de direito público) ou de direito privado (regidas pelo Código Civil, mas com controle estatal).
2. Autonomia Administrativa: Possuem gestão própria, mas estão sujeitas ao controle finalístico da administração direta.
3. Criação: São instituídas por lei específica, que define sua finalidade e estrutura.
4. Finalidade: Atuam em áreas de interesse coletivo, como saúde (ex.: Fiocruz), educação (ex.: Fundação Universidade de Brasília - FUB) e cultura (ex.: Fundação Biblioteca Nacional).
Exemplos de Fundações Públicas:
· Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): Atua na pesquisa científica e na saúde pública.
· Fundação Nacional do Índio (FUNAI): Voltada à proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas.
· Fundação Biblioteca Nacional: Responsável pela preservação do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil.
Controle Finalístico nas entidades da administração pública indireta 
CONCEITO - Controle Finalístico é o mecanismo pelo qual a administração direta (União, Estados, Municípios ou Distrito Federal) exerce supervisão sobre essas entidades, garantindo que elas cumpram suas finalidades e objetivos em conformidade com o interesse público.
O que é Controle Finalístico:
· É uma forma de supervisão administrativa que busca verificar se as entidadesda administração indireta estão desempenhando suas funções com eficiência, observando os princípios administrativos como legalidade, impessoalidade e moralidade.
· Esse controle não se confunde com subordinação hierárquica, pois as entidades da administração indireta possuem autonomia administrativa e financeira.
Como Funciona:
1. Forma Legal: O controle finalístico é estabelecido por meio da lei que cria a entidade ou regula sua atuação. Por exemplo, leis específicas detalham as competências das autarquias e das fundações públicas.
2. Instrumentos de Controle: 
· Nomeação de dirigentes: Muitas vezes, os dirigentes das entidades da administração indireta são indicados pelo Poder Executivo.
· Aprovação de planos e orçamentos: A administração direta pode aprovar os planos de ação e orçamento das entidades, garantindo alinhamento com políticas públicas.
· Fiscalização de atividades: Há monitoramento para assegurar que as entidades cumpram suas funções dentro dos limites legais e regulamentares.
· Prestação de contas: As entidades devem apresentar relatórios periódicos sobre suas ações e recursos financeiros, que são avaliados pela administração direta ou por órgãos de controle, como Tribunais de Contas.
Exemplo:
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma autarquia, está vinculado ao Ministério da Previdência Social, que realiza o controle finalístico ao garantir que o INSS atue em conformidade com os objetivos da política previdenciária.
Esse controle busca o equilíbrio entre autonomia e responsabilidade, assegurando que as entidades da administração indireta promovam o interesse público sem desvios. Se precisar de mais exemplos ou detalhes, estou aqui!
CONSURSO - Fundações Públicas- faz tempo que não cai
Questões Polêmicas de Concurso na OAB (Comentadas)
Questão 1: Forma de Criação
Enunciado: O Estado pretende criar uma fundação pública com personalidade jurídica de direito público. Qual é o procedimento correto para sua criação?[footnoteRef:2] [2: Comentário: A alternativa correta é B). As fundações públicas de direito público são criadas diretamente por lei específica, conforme previsto no artigo 37 da Constituição Federal. Não há necessidade de registro de atos constitutivos, pois a lei já confere personalidade jurídica.] 
· Alternativas: 
A. Registro de seus atos constitutivos após lei autorizativa.
B. Criação por lei específica.
C. Criação por lei complementar.
D. Não é possível criar fundações públicas com personalidade de direito público.
Questão 2: Natureza Jurídica
Enunciado: As fundações públicas podem ser de direito público ou privado. Qual é a principal diferença entre elas?[footnoteRef:3] [3: Comentário: A alternativa correta é B). As fundações públicas de direito público são criadas diretamente por lei, enquanto as de direito privado, embora autorizadas por lei, só adquirem personalidade jurídica após o registro de seus atos constitutivos no cartório] 
· Alternativas: 
A. As de direito público têm autonomia financeira, enquanto as de direito privado não.
B. As de direito público são criadas por lei, enquanto as de direito privado dependem de registro.
C. As de direito público não estão sujeitas ao controle finalístico.
D. As de direito privado não podem receber recursos públicos.
26/03/2025 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Aula em que o Fabrício substituiu a marcia
 
ATO ADMINISTRATIVO
· Definição
· Validade do ato adm
· Nulidade do ato adm
· Competência
· Convalidação do ato adm - que o praticou tinha competência?
· Competência não se presume
· Art. 104 CC ou Lei da Ad Púb (tem?)
· Diferença entre de império X de gestão
· Ato de gestão está previsto em Lei
Legislação
A legislação que trata dos atos administrativos no Brasil está principalmente na Constituição Federal e em leis específicas. Aqui estão os principais dispositivos legais:
1. Constituição Federal de 1988
· Artigo 37 – Estabelece os princípios da Administração Pública, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
· Artigo 5º, inciso XXXV – Garante o direito de contestação de atos administrativos perante o Judiciário.
TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
.......................
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
2. Lei nº 9.784/1999 – Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal.
· Artigo 1º – Define normas básicas sobre o processo administrativo.
· Artigo 2º – Estabelece princípios como motivação, razoabilidade e segurança jurídica.
· Artigo 3º – Garante direitos aos administrados, como ampla defesa e contraditório.
	Lei nº 9.784/1999
Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.
§ 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.
§ 2o Para os fins desta Lei, consideram-se:
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta;
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;
III - autoridade - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão.
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:
I - atuação conforme a lei e o Direito;
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei;
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades;
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados;
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.
DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS
Art. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados:
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência

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