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preencoded.png Doenças Cardiovasculares e Diabetes: Uma Perspectiva Psicológica Esta aula, baseada no Capítulo 09 do livro "Psicologia da Saúde" de Straub (2014), explora a intrincada relação entre fatores psicológicos e a saúde cardiovascular, bem como a diabetes. Analisaremos como o estresse, a raiva, a depressão e outros aspectos emocionais podem influenciar o desenvolvimento e a progressão dessas condições crônicas. Além disso, discutiremos estratégias psicológicas eficazes para a redução de riscos e o manejo da diabetes, com o objetivo de promover uma abordagem integrada e holística para o bem-estar dos pacientes. por Ana Kelly Campos https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Fundamentos das Doenças Cardiovasculares Definição e Prevalência Doenças cardiovasculares (DCV) referem-se a um conjunto de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Sua prevalência é alarmante, sendo a principal causa de morte no Brasil e no mundo. 34% dos todos os óbitos. O impacto psicossocial das DCV é significativo, gerando ansiedade, depressão e isolamento social nos pacientes. A compreensão dos fatores de risco psicológicos e comportamentais é crucial para a prevenção e o tratamento eficazes. Estatísticas Brasileiras Estima-se que milhões de brasileiros sofrem de alguma forma de DCV, como hipertensão, doença coronária e acidente vascular cerebral (AVC). Os dados epidemiológicos revelam a urgência de estratégias de prevenção e intervenção que considerem tanto os aspectos físicos quanto os psicológicos. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png aterosclerose doença crônica em que o colesterol e outras gorduras se depositam nas paredes internas das artérias coronárias, reduzindo a circulação para o tecido cardíaco. arteriosclerose também chamada de “endurecimento das artérias”, uma doença em que os vasos sanguíneos perdem a elasticidade. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png angina de peito condição de dor extrema no peito causada por restrição no suprimento de sangue para o coração. infarto do miocárdio ataque cardíaco; morte permanente de tecido cardíaco em resposta a uma interrupção do suprimento de sangue para o miocárdio. acidente vascular encefálico (AVE) acidente que resulta em lesão no cérebro devido à falta de oxigênio; normalmente causado por aterosclerose ou arteriosclerose. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Fatores de Risco Incontroláveis 1. História familiar e idade 2. Gênero (Homens pós 40, mulheres, pós menopausa) a) A testosterona foi relacionada com agressividade, competitividade e outros comportamentos que parecem contribuir para as doenças do coração (Sapolsky, 1998). b) Em comparação com os homens, as mulheres têm duas vezes mais probabilidade de morrer após um ataque cardíaco. 3. Em comparação com indivíduos brancos norte-americanos, por exemplo, os afro-americanos têm risco maior; e os ásio-americanos e hispano-americanos, risco menor. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Homens mais jovens com estilos de vida mais saudáveis apresentaram expectativa de vida 9,5 anos mais longa do que os outros homens da mesma faixa etária. Para homens saudáveis entre 40 e 59 anos, a expectativa de vida aumentou em seis anos. Para mulheres com os estilos de vida mais saudáveis, a vida foi estendida em 5,8 anos (Stamler et al., 1999) https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Fatores de Risco Controláveis Obesidade O excesso de peso corporal aumenta o risco de hipertensão e de qualquer doença cardiovascular, em parte devido a sua associação com o colesterol alto. O risco da gordura em excesso depende um pouco do modo como ela é distribuída. A obesidade abdominal associada ao excesso de gordura na parte média do corpo (a “barriguinha de cerveja”) promove o maior risco de doenças cardiovasculares, talvez porque costume estar associada a níveis mais baixos de colesterol HDL e níveis maiores de triglicerídeos. Nível de colesterol O nível de colesterol no sangue inferior a 200 miligramas por decilitro (mg/dL) está associado a risco reduzido de doenças cardiovasculares. O nível de 240 mg/dL ou superior duplica o risco. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Hipertensão Sob novas diretrizes emitidas em 2003, a pressão arterial é considerada normal se estiver abaixo de 120/80 mmHg (Chobanian et al., 2003). Embora a condição não seja chamada hipertensão até que exceda de forma consistente 140/90 mmHg com a maior incidência de mortalidade relacionada com a hipertensão, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) A hipertensão é resultado da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. A obesidade, o sedentarismo, o excesso de sal na dieta e o estresse demasiado podem produzir hipertensão em pessoas que tenham predisposição biológica. A hipertensão também está relacionada com a ansiedade e a raiva, especialmente em homens de meia-idade. Fatores de Risco Controláveis https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Síndrome metabólica Para um número estimado de 47 milhões de norte-americanos, a obesidade, a hipertensão e um perfil desfavorável de colesterol combinam-se formando a síndrome metabólica, definida como três ou mais dos seguintes critérios: • Circunferência da cintura maior que 100 cm em homens e 89 cm em mulheres • Nível elevado de triglicerídeos séricos • Nível de colesterol HDL abaixo de 40 mg/dL em homens e 50 mg/dL em mulheres n Pressão arterial de 130/85 mmHg ou acima • Intolerância à glicose (encontrada normalmente em indivíduos que sofrem de diabetes) Fatores de Risco Controláveis https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Uso de tabaco O hábito de fumar mais que duplica as chances de ataque cardíaco e está ligado a 1 em cada 5 mortes decorrentes de doença coronariana. Os fumantes têm duas vezes o risco de um AVE e menos probabilidade de sobreviver a um infarto do miocárdio do que os não fumantes. Fatores de Risco Controláveis https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Meyer Friedman e Ray Rosenman (1959) e os traços de personalidade na prevenção de eventos coronarianos ➢ tipo A termo de Friedman e Rosenman para pessoas competitivas, apressadas e hostis, que podem ter risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares. ➢ tipo B termo de Friedman e Rosenman para pessoas mais relaxadas e que não são pressionadas por considerações de tempo e, assim, tendem a ser resistentes à doença coronariana. As pessoas do tipo A têm coagulação sanguínea mais rápida e níveis mais elevados de colesterol e triglicerídeos sob estresse do que as do tipo B (Lovallo e Pishkin, 1980). Essas pessoas também apresentam maior excitação autônoma , frequência cardíaca elevada e pressão arterial aumentada em resposta a eventos difíceis (Jorgensen et al., 1996). https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Raiva e Saúde Cardiovascular Comportamento Tipo A O perfil comportamental tipo A, caracterizado por competitividade, impaciência e hostilidade, tem sido associado a um maior risco de DCV. Esse padrão de comportamento pode aumentar a reatividade cardiovascular ao estresse. Neurobiologia da Raiva A raiva envolve a ativação de áreas cerebrais como a amígdala e o córtex pré-frontal. A resposta neurobiológica da raiva pode levar a alteraçõesno sistema cardiovascular, incluindo aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Efeitos no Sistema Cardiovascular A resposta de raiva crônica pode causar danos nos vasos sanguíneos e aumentar o risco de aterosclerose. Estratégias de gerenciamento emocional são essenciais para mitigar esses efeitos prejudiciais. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Fatores de Risco Psicológicos Estresse Crônico O estresse crônico desencadeia respostas fisiológicas prejudiciais, como aumento da pressão arterial, inflamação e disfunção do sistema imunológico. Estes efeitos contribuem para o desenvolvimento de DCV. Hostilidade e Raiva A hostilidade e a raiva reprimida estão associadas a um maior risco de eventos cardiovasculares. Mecanismos psicobiológicos ligados ao estresse podem elevar marcadores inflamatórios. Mecanismos Psicobiológicos O estresse ativa o sistema nervoso simpático, liberando hormônios como o cortisol e a adrenalina, que afetam o sistema cardiovascular. Correlações entre estados emocionais e marcadores inflamatórios têm sido amplamente documentadas. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Depressão e Riscos à Saúde Depressão e DCV A depressão é um fator de risco independente para o desenvolvimento e progressão de doenças cardiovasculares. A relação entre depressão e DCV é bidirecional, com cada condição influenciando a outra. Impacto Psicológico O impacto psicológico de condições crônicas, como DCV e diabetes, pode levar à depressão e à diminuição da qualidade de vida. Mecanismos de interação entre o estado mental e a saúde física são complexos e multifacetados. Suporte Psicológico O suporte psicológico é fundamental para pacientes com DCV e depressão. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e outras abordagens terapêuticas podem ajudar a melhorar o humor, reduzir o estresse e promover a adesão ao tratamento médico. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Diabetes: Aspectos Psicológicos Definição e Tipos A diabetes é uma doença metabólica caracterizada pela elevação dos níveis de glicose no sangue. Os principais tipos são diabetes tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional. Desafios Psicológicos O diagnóstico e tratamento da diabetes podem gerar desafios psicológicos significativos, como ansiedade, medo e frustração. O impacto da doença na qualidade de vida é considerável. Estratégias de Enfrentamento Estratégias de enfrentamento psicológico são cruciais para ajudar os pacientes a lidar com os desafios emocionais da diabetes. O autocuidado, o apoio social e a terapia podem ser eficazes. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Fatores de Risco para Diabetes Componentes Genéticos A predisposição genética desempenha um papel importante no desenvolvimento da diabetes, especialmente no tipo 1. No entanto, fatores ambientais também são cruciais. Estilo de Vida O estilo de vida, incluindo dieta, atividade física e tabagismo, tem uma grande influência no risco de diabetes tipo 2. A obesidade é um fator de risco importante. Estresse O estresse crônico pode afetar os níveis de glicose no sangue e aumentar o risco de diabetes. O papel da psicologia na prevenção e manejo da diabetes é fundamental. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Estratégias de Redução de Riscos 30% Atividade Física A atividade física regular, como caminhar, correr ou nadar, pode reduzir o risco de DCV e diabetes em até 30%. 50% Gerenciamento do Estresse Técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação e ioga, podem diminuir os níveis de cortisol e melhorar a saúde cardiovascular. 7 Horas de Sono Dormir pelo menos 7 horas por noite está associado a um menor risco de DCV e diabetes. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Psicologia da Saúde: Intervenções e Abordagens Modelo Biopsicossocial O modelo biopsicossocial de saúde reconhece a importância dos fatores biológicos, psicológicos e sociais na saúde e na doença. Este modelo oferece uma abordagem holística para o tratamento de doenças crônicas. Técnicas de Intervenção Técnicas de intervenção psicológica, como TCC e mindfulness, podem ajudar os pacientes a modificar comportamentos, gerenciar o estresse e melhorar a adesão ao tratamento médico. Promoção da Saúde Mental Programas de promoção de saúde mental são essenciais para prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Abordagem holística no tratamento de doenças crônicas. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma preencoded.png Conclusão: Integrando Mente e Corpo Nesta aula, exploramos a complexa interação entre doenças cardiovasculares, diabetes e fatores psicológicos. Vimos como o estresse, a raiva e a depressão podem influenciar a saúde física, e como estratégias psicológicas podem ser eficazes na redução de riscos e no manejo dessas condições. É crucial adotar uma abordagem interdisciplinar que integre os conhecimentos da psicologia, da medicina e de outras áreas da saúde. O psicólogo desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e no bem-estar dos pacientes com DCV e diabetes. Perspectivas futuras de pesquisa e intervenção incluem o desenvolvimento de programas personalizados de promoção da saúde mental e o uso de tecnologias inovadoras para o acompanhamento e suporte dos pacientes. https://gamma.app/?utm_source=made-with-gamma Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27