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Vozes masculinas 
Dirigem-se para problemas de ordem da justiça. A justiça 
perseguida pela voz moral masculina diria respeito a uma lógica 
individualista, na qual o que importa é conseguir diferenciar o que é 
devido a cada um em determinada situação. 
 
 
 
 
 
Vozes femininas 
Dão mais ênfase à perspectiva do cuidado. As vozes femininas 
orientam as ações a partir de uma preocupação e um desejo de 
proteção dos seus próximos. 
 
 
 
 
 
Como são problemas morais diferentes que estão em jogo (justiça 
e cuidado), Gilligan reconstrói a teoria dos estágios morais do 
ponto de vista de uma ética do cuidado. 
Assim como Kohlberg, ela dividiu os estágios em três grupos: 
Pré-convencional 
A mulher teria suas preocupações voltadas para sua sobrevivência 
como indivíduo e para a compreensão de quem ela é. 
Convencional 
As mulheres começam a preocupar-se mais com os outros, 
passando a considerarem-se como seres altruístas. 
 
 
 
 
 
 
Pós-convencional 
O estágio é supostamente marcado por maior reflexividade e 
responsabilização pelos gestos altruístas. Não se trataria apenas 
de cuidar dos outros, mas de compreender e articular esse cuidado 
de modo sistemático. 
 
 
 
 
 
 
Diferentemente de Kohlberg – para o qual o avanço dos estágios 
implicava autonomia do indivíduo –, Gilligan descreve o progresso 
em que cada etapa implica menor individualismo. O que aparece 
nessa distinção é que não apenas o progresso moral pode se dar 
em várias direções, mas a posição original do psicólogo também é 
menos neutra do que ele desejava inicialmente. 
 
Seu foco em problemas de justiça acaba revelando a posição que 
privilegia a lógica individualista no progresso moral. Isso não 
significa que Gilligan procure afirmar que uma das vozes é superior 
à outra. Seu objetivo é justamente apontar as diferenças para 
permitir um desenvolvimento que integre as diferentes vozes. 
 
 
 
A psicologia norte-americana e a filosofia 
contemporânea 
Confira, neste vídeo, como Kohlber e Gilligan contribuíram para o 
pensamento moral de nossos dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Considerações finais 
Neste conteúdo, revisitamos os principais pensadores e os 
conceitos da filosofia no campo da ética. Começamos na 
Antiguidade, acompanhando o surgimento das discussões sobre o 
conceito de bem e as virtudes necessárias para alcançá-lo. 
 
Em seguida, abordamos as transformações dessas questões na 
Idade Medieval, a partir da consolidação do Cristianismo e de sua 
difusão no campo filosófico. 
 
Também analisamos as transformações das questões éticas no 
mundo moderno. 
 
Diante dos avanços produzidos pela revolução científica, 
pontuamos como o problema da liberdade começa a tornar-se cada 
vez mais central na investigação sobre a forma de situarmo-nos no 
mundo. 
 
Por fim, investigamos alguns dilemas contemporâneos 
apresentados pelos pensadores do século XX, observando que 
seus questionamentos dizem respeito ao fundo existencial de 
nossas preocupações éticas, às relações de poder que determinam 
o tipo de vida que podemos ter e aos tipos de progresso moral a 
que podemos aspirar. 
Tema 2 - Ética, Direitos Humanos e Direitos Não Humanos 
 
 
 
Propósito 
 
 
 
 
 
 
 
A discussão sobre ética, uma das mais antigas da filosofia, é essencial na 
tentativa de formular direitos humanos e estabelecer uma igualdade entre os 
homens, o que nos leva a olhar para outros seres, como animais e máquinas, 
a possuírem direitos similares aos dos homens. 
 
 
Objetivos 
 
● Listar as diferentes formas de se pensar a ética e os limites 
impostos pela liberdade de expressão. 
● Reconhecer a trajetória — com percalços — dos direitos 
humanos desde a Grécia Antiga até os dias atuais. 
● Identificar a luta de outros seres, como os animais não 
humanos, para conseguir direitos e a preocupação de uma 
ética para máquinas inteligentes. 
 
 
Introdução 
 
Mesmo que seja um assunto discutido há séculos, raramente se 
chega a uma conclusão sobre como algo poderia ser considerado 
ético. A começar porque a própria noção de ética é controversa por 
si só: tanto pode ser vista como algo bom, certo e justo para um 
grupo; como pode ser considerada uma prescrição, como os 
códigos para categorias profissionais ou os mandamentos 
religiosos. Ainda, pode ser classificada como uma disciplina da 
própria filosofia que analisa os limites da ética. 
 
 
Ao longo da história, pensadores lutaram com força para ampliar 
suas vozes e fazer circular suas ideias, por vezes consideradas 
 
 
 
 
 
 
éticas; outras vezes, não. Recentemente, a luta por liberdade de 
expressão tem se convertido em argumento para o 
compartilhamento de notícias falsas (fake news) e discursos de 
ódio. 
 
 
Uma primeira tentativa de compreender a questão ética está na 
busca por criar um solo comum para todos os homens, isto é, uma 
ética universal. A Declaração dos Direitos Humanos, publicada pela 
ONU na metade do século XX — mas com raízes nos movimentos 
revolucionários do século XVIII ou mesmo na Grécia da 
Antiguidade —, pode ser considerada uma tentativa ou o resultado 
da trajetória da discussão dos direitos humanos ao longo dos anos. 
 
 
Contemporaneamente, mas no mesmo sentido, chegam críticas de 
movimentos que veem um tipo de soberba no hábito de colocar o 
homem no centro da discussão político-social-legal em detrimento 
de outros seres. É necessário que haja debates éticos sobre 
inteligência artificial e como é possível, e até mesmo aconselhável, 
criar figuras jurídicas equivalentes aos direitos humanos para 
outros seres, como animais não humanos, máquinas e até a 
própria Terra. 
 
 
 
Definição de ética 
 
Sem dúvida, a ética é um dos mais antigos temas da filosofia. 
Aparece nas obras filosóficas desde, pelo menos, os grandes 
nomes do período clássico grego: Sócrates, Platão e Aristóteles 
(todos nascidos entre os séculos V e o III AEC). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Platão escreveu inúmeros diálogos e, na maioria deles, o seu já 
falecido mestre Sócrates — que nunca escreveu ele mesmo uma 
única linha e teve sua obra inteiramente registrada por seus alunos 
— era o protagonista. No mais famoso de todos os seus livros e 
também uma das obras mais importantes da história da filosofia, A 
república, o tema principal é a construção de uma cidade ideal, 
governada por cidadãos superespecializados que orientam suas 
ações através da ética. 
 
 
O método socrático-platônico das definições universais, que parte 
do princípio que sempre há uma caráter comum-universal que 
abrange toda multiplicidade das particularidades. Por exemplo, a 
noção comum-universal de árvore abrange toda e qualquer árvore 
no mundo. Tal projeto encontrou muitos críticos — a começar por 
Aristóteles, seu aluno mais notável da Academia —, não por Platão 
defender a ética, mas por, especialmente, defender a possibilidade 
uma ética comum-universal. 
 
 
Por outro lado, de um ponto de vista bem específico, ninguém é 
aético: todo mundo obedece a uma ética própria e, se ninguém é 
aético, o que quer dizer, então, ética? Por que ela é tão importante 
assim? 
 
A palavra vem do grego antigo ethos, que significa algo como 
conjunto de hábitos, costumes e valores de um grupo social ou 
cultura. Os romanos traduziram tal expressão para os termos mos 
ou moris, que originaram o nosso termo moral. Dessa forma, ética 
seria os códigos visíveis ou invisíveis que determinam o que é o 
 
 
 
 
 
 
certo e o errado, o bom e o ruim, o verdadeiro e o falso para 
determinada sociedade. O problema é que, mudando de geografia, 
de grupo, de tempo, a ética, então, mudaria. 
 
 
Para ficar num exemplo banal, basta pensar nos talheres utilizados 
para se alimentar ao redor do planeta. Qual seria o instrumento 
“certo”: garfos, facas e colheres? Hashi (ou palitinhos)? As próprias 
mãos? Pode-se imaginar o quanto um japonês tradicional ficaria 
chocado com alguém cortando com garfo e faca um sashimi. 
 
 
 
Alguns indianos dizem que os talheres de metal dão gosto ruim 
para a comida — daí a escolha pelas mãos. E, seguindoainda no 
tema culinária, há diversos vídeos na internet mostrando italianos 
agoniados porque alguém decidiu quebrar o espaguete para fazer 
caber em uma panela pequena. 
 
 
 
Se quisermos elevar um pouco a dificuldade do debate, basta 
lembrar a diferença de tratamento para grupos geralmente 
excluídos entre as diversas sociedades ou ao longo da história. Até 
cerca de 150 anos atrás, no Brasil, homens, mulheres e crianças 
de pele mais escura, africanos ou descendentes, poderiam ser 
considerados, por lei, propriedade de outras pessoas e eram 
escravizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em certos países, como a Arábia Saudita, as mulheres não 
compartilham dos mesmos direitos que os homens: até muito 
recentemente elas não podiam votar nem dirigir veículos. 
Atualmente, sob o controle dos talibãs, as mulheres afegãs sequer 
podem sair de casa sem a companhia de algum membro homem 
de sua família. 
 
 
Certos grupos religiosos, doutrinas ideológicas, ou mesmo países 
que abertamente consideram uma aberração qualquer tipo de 
comportamento sexual diferente do estritamente heterossexual, 
passível de punição ou, ao menos, de um processo de reeducação 
forçada. Os exemplos poderiam prosseguir. 
 
 
O argumento aqui é mostrar que as pessoas que defendem esses 
tipos de ações não se consideram “más” ou agindo contra a própria 
“ética”. Sempre houve e sempre haverá uma autojustificativa, 
mesmo para os mais atrozes comportamentos ou para muitos 
deles, ao menos. 
 
 
Dessa primeira forma de entender a ética, pode-se tirar uma 
segunda: ética pode ser vista também como um conjunto de regras 
prescritivas, que vão criar o fundamento para sabermos o que é 
certo ou errado antes de agirmos. 
 
 
Exemplo 
É o que acontece com a ética cristã ou estoica, ou, mais 
especificamente, com os códigos de ética de determinadas 
 
 
 
 
 
 
categorias profissionais, como advogados, médicos, psicólogos, 
enfermeiros e por aí vai. 
 
 
Entretanto, mesmo quando o código de ética está registrado em 
letra fria, há controvérsias e debates para se estabelecer a 
“verdadeira” interpretação do texto. Lembremo-nos das guerras ao 
longo da história entre diferentes grupos cristãos que leem a 
mesma Bíblia; ou os grandes debates entre advogados sobre 
determinadas passagens de códigos legislativos. Isso sem falar 
nas discussões eternas dentro da filosofia sobre o que um autor 
quis “verdadeiramente” dizer. 
 
 
Um caso ligeiramente diferente é o da autonomia médica, presente no 
código do Conselho Federal de Medicina. Que declara que o médico, 
entre diversos outros direitos e deveres, deve indicar o procedimento 
adequado ao paciente, observadas as práticas cientificamente 
reconhecidas e respeitada a legislação vigente. 
 
 
 
O problema pode aparecer quando há casos de doenças 
desconhecidas, sem tratamento farmacológico reconhecido. 
 
 
 
Por fim, há ainda uma terceira forma de pensar a ética: as teorias e 
concepções da filosofia que tentam estabelecer os limites da 
própria ética, que buscam dentro da ética suas fronteiras e 
consequências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
É uma espécie de ética da ética, ou metaética, como se diz em 
“filosofês”. É esse o principal foco filosófico: investigar se há uma 
“verdade” intrínseca nos valores, de caráter universal, aplicada a 
todas as situações. Algo que não mudaria tanto de um lugar para 
outro, nem de um tempo para outro. 
 
O que é ética? 
Neste vídeo, você poderá reconhecer as características do 
conceito de ética. 
 
 
 
 
1. 
Ética e liberdade de expressão 
 
Ética e moral 
 
Muita gente faz um esforço conceitual para diferenciar a ética da moral. A primeira 
teria uma ligação mais forte com um comportamento individual, “natural”, que estaria 
presente em todas as pessoas, independentemente do grupo social, da classe, das 
crenças e dos desejos que possuímos, e daria certa autonomia em relação às 
influências do exterior. Já a segunda funcionaria como o conjunto de leis desse 
agrupamento, que respeitaria as particularidades dessa comunidade. 
 
 
Há diversos problemas em ambos os casos. De início, como isolar essa nossa 
suposta “natureza”, a ponto de ela não ser persuadida pelas forças externas? 
 
 
Como dizer que há um mundo “interno”, intacto, sem influência do que acontece “lá 
fora”, com as outras pessoas, com as nossas relações cotidianas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
No máximo, daria para dizer que a ética é o filtro “interior”, individual, para as regras 
exteriores, comunitárias — o âmbito da moral. 
 
Em seguida, há uma série de outras questões, por exemplo: 
 
 
Responder a essas questões não é fácil! E você não encontra uma 
resposta unânime para elas. O importante é que você, a partir de nosso 
conteúdo estudado — e do aprofundamento esperado — possa tomar 
posição frente a elas, com certa fundamentação teórica. 
 
 
O pensador alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um dos maiores críticos do 
que chamou de moral. Ele associava essa moral a um conjunto de valores criados a 
partir do pensamento socrático-platônico, que se manteve vigente ao ser, 
posteriormente, adaptado pelo cristianismo . 
 
 
Nietzsche propôs filosofar com o martelo, como dizia, para explicitar sua 
intenção de destruir esses valores que, segundo ele, nos enfraqueciam, nos 
tornavam menos capazes de lidar com a própria vida e toda a sua variedade 
de possibilidades e surpresas. 
 
 
 
Saiba Mais 
Adaptado pelo cristianismo No prefácio de Além do bem e do mal, 
Nietzsche acusa o cristianismo de ser uma mera adaptação 
simplificada e, consequentemente, mais acessível do dogmatismo 
platônico para o povo comum; ou seja, um “platonismo para as 
massas”. 
Contudo, assim que “quebrou” a moral platônico-cristã, esse pensador, com 
ou sem intenção, logo colocou um outro tipo de proposta de valores, mais 
 
 
 
 
 
 
“fortes”, em que se encarava com coragem a aleatoriedade da vida, em que 
não haveria uma separação tão óbvia entre razão e emoção, entre bem e 
mal, entre verdadeiro e falso. Ou seja, Nietzsche percebeu que não há vácuo 
moral: sempre outros valores assumem o posto deixado vazio. 
 
 
Mesmo que a moral seja associada a determinado grupo social, 
portanto perdendo a capacidade de universalização, percebe-se, 
de forma concomitante, que é impossível viver sem uma moral, 
mesmo que implícita. 
 
 
 
Isso porque precisamos recorrer à moral (ou à ética, dependendo de quem 
fala) quando estamos diante de um impasse, quando precisamos tomar uma 
grande decisão e não temos recursos próprios, imediatos, ou para saber qual 
é a melhor estrada para se pegar na hora da encruzilhada. 
 
 
 
 
Immanuel Kant (1724-1804) foi outro filósofo que muito se debruçou sobre questões 
ético-morais, exatamente porque sabia que havia um limite para o racional e que 
não era possível saber qual é a regra na qual o outro sujeito está se baseando para 
agir. 
 
Tentando responder a essa demanda, ele formulou o chamado imperativo 
categórico, que pode ser sintetizado na seguinte frase: “Aja de tal forma que 
sua ação possa ser considerada lei universal”. Em outras palavras, aja do 
jeito que gostaria que agissem com você. Ainda: considere ética toda ação 
sua, desde que você aceite que façam a mesmíssima coisa consigo. 
 
 
A proposta de Kant não passou ilesa, entretanto. Entre outros apontamentos, 
seus críticos defendem que, às vezes, ser justo é tratar de maneira desigual 
 
 
 
 
 
 
os desiguais. Dito de outra forma: nem todas as pessoas têm as mesmas 
necessidades, desejos similares ou uma tábua de códigos que se equivalha. 
Por isso, achar que a “minha” percepção é a melhor para todos parece uma 
falta de conhecimento das subjetividades dos outros indivíduos — e no fundo 
até egoísmo. 
 
 
Uma das principais críticas à ética kantiana afirma que ele apenas atualizou o 
que foi o padrão ouro da moral durante quase todos os últimos 2 mil anos: o 
cristianismo. 
 
 
 
Desde os Dez Mandamentos até a categorização dos pecados, todo o sistema 
cristão funcionou para dar parâmetros que guiassem seus adeptos a sabero que 
era o certo e o errado, o que era verdade e o que era mentira, e como se poderia 
garantir uma vida boa no paraíso, após a morte. 
 
 
Com o passar do tempo, porém, o cristianismo perdeu a relevância que 
possuía há séculos. Mesmo que ainda haja muitos cristãos no mundo, outras 
forças (como a ciência) surgiram para colocar em dúvida as propostas 
sacerdotais. Antes mesmo da subida em definitivo da ciência ao altar dos 
valores morais, outros encontros já tinham afetado o monopólio cristão da lei 
prescritiva. Um caso exemplar foi a chegada dos europeus, nos séculos XV e 
XVI, nas terras que depois receberam o nome de América. 
 
 
Assim que encontraram populações nativas tão diferentes em seus comportamentos 
e valores, uma série de perguntas atravessou a cabeça dos europeus: 
 
Como tratar os nativos americanos, que seguiam outras éticas que permitiam 
relacionamentos menos monogâmicos, que não tinham pudores excessivos 
com o corpo, que não veneravam o mesmo Deus, que queriam trabalhar 
apenas o necessário, sem conseguir compreender a pretensão europeia de 
acumular riquezas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parecia claro que não era apenas o cristianismo que sabia lidar com o 
mundo. Outros modos de viver funcionavam tão ou melhor que o europeu e 
isso precisava ser levado em conta. Ou deveria ser. 
 
 
 
As divergências entre ética e moral 
Com este vídeo, você poderá identificar as possíveis diferenças 
entre ética e moral. 
 
 
Ética e liberdade 
 
 
 
Em vários momentos da história, a ética (ou a moral) foi vista como aquilo que 
tentou controlar o que se pode ou não fazer. Há uma frase muito citada, mas que 
não aparece exatamente assim, de Os irmãos Karamazov, obra literária do russo 
Fiódor Dostoiévski, que resume bem a intenção: “Se Deus não existe, tudo é 
permitido”. 
 
 
Isto é, Deus (ou um ente que tivesse uma importância ética parecida) seria o 
tampão moral que nos impediria de cair no caos completo, na desordem total, no 
vale-tudo. Como se apenas uma mão pesada nos impedisse de nos destruir por 
completo. 
 
 
Se não houvesse uma lei repressora, nós tenderíamos ao aniquilamento ou, no 
mínimo, à perda de certos traços que nos tornam diferentes de outros seres, a 
começar pelos outros animais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nessa passagem do livro, o personagem de Dostoiévski dá alguns exemplos 
do que, para ele, seria o mais baixo que o homem poderia chegar: se não 
acreditarmos na imortalidade da alma, então não haverá mais nada amoral, 
tudo será permitido, até a antropofagia. Considerando que este era um 
costume de certos grupos indígenas das Américas na época da invasão 
europeia, há mais de 500 anos, o contraste moral fica ainda mais gritante. 
 
 
Antropofagia 
Ato ritual religioso de comer uma ou várias partes do corpo de um ser humano como 
uma forma de se vingar por mortes ocorridas em conflitos anteriores e para adquirir 
as características de seus inimigos. 
 
 
Para um intelectual urbano russo do século XIX, talvez o ato de comer outros 
seres humanos fosse um dos pontos mais baixos que o homem chegaria. 
Mas, para um tupi da costa de Pindorama (nome que os indígenas dessa 
etnia davam para a terra que se chamou depois de Brasil), o ato tinha 
diversas conotações: espirituais, existenciais e até éticas. Como equiparar 
tais noções tão distantes? 
 
O dilema ético aqui está exatamente em poder analisar a questão proposta 
da forma mais ampla possível. Aqui essas perguntas podem nos ajudar a 
refletir, mas não nos darão uma resposta pronta: a moral cristã, que eliminou 
o antropofagismo no Brasil, não deveria acontecer? Todos os aspectos 
culturais de um povo devem permanecer sempre intactos? 
 
 
O dilema ético aqui está exatamente em poder analisar a questão 
proposta da forma mais ampla possível. Aqui essas perguntas podem 
nos ajudar a refletir, mas não nos darão uma resposta pronta: a moral 
cristã, que eliminou o antropofagismo no Brasil, não deveria 
acontecer? Todos os aspectos culturais de um povo devem permanecer 
sempre intactos? 
 
 
 
 
 
 
 
https://conteudo.ensineme.com.br/hu/03193/intro?brand=estacio#
 
É preciso estabelecer o que se pode ou não fazer, para criar uma coesão e, 
assim, nos liberar para sermos livres no restante das ações. 
 
 
Muitos pensadores ao longo da história da filosofia, como o suíço Jean-Jacques 
Rousseau (1712-1778), consideravam que o homem nasce livre, mas precisa se 
aclimatar à sociedade, diminuir seu ímpeto, se adaptar aos códigos impostos pela 
tradição. 
 
 
Esses pensadores foram empurrando a fronteira do que se podia fazer ou não — ou 
seja, da moral — a cada vez que um impedimento dogmático aparecia. 
 
Uma das questões primordiais do Iluminismo, por exemplo, foi a liberdade de 
expressão. 
 
 
Até o movimento europeu que teve como expoentes Kant, os franceses Voltaire, 
Diderot e Rousseau, e os ingleses Hume e Adam Smith, falar o que se pensava 
podia dar em prisão ou até em morte. Por isso, eles lutaram, escreveram, correram 
riscos para que todos pudessem expressar aquilo que tinham em mente, sem medo 
de serem exterminados por isso. 
 
 
A título de comparação do tamanho do risco do simples ato de opinar 
publicamente — algo banalizado em tempos de redes sociais —, lembre-se 
de como a imprensa foi perseguida na colônia portuguesa das Américas. Só 
se foi permitido ter jornais impressos com a vinda de D. João VI para o Brasil, 
em 1808. E, ainda assim, não era exatamente uma imprensa livre, mas 
profundamente censurada. 
 
Liberdade: abre as asas sobre nós? 
 
Neste vídeo, você poderá aprofundar a complexidade do conceito 
de liberdade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Liberdade de expressão 
 
 
No Brasil, na segunda metade do século XX, estudantes, artistas, militantes, 
músicos, operários, escritores, em suma, críticos ao regime foram presos, 
torturados, condenados ao exílio e até mortos por discordarem com 
veemência dos ditadores. 
 
O assassinato do jornalista Vladimir Herzog é um dos casos mais famosos que 
representa quão violenta foi a repressão dos militares. 
 
Em 1975, Vlado, como era apelidado, se apresentou espontaneamente para prestar 
depoimentos ao DOI-CODI, órgão militar famoso por atacar dissidentes do regime. 
O jornalista foi preso na mesma hora e apareceu enforcado, em sua cela, apenas 
um dia depois. 
 
Segundo as informações declaradas pelos oficiais, ele teria se matado com 
um cinto de pano que prendia sua roupa. Havia, contudo, uma grosseira 
inconsistência na versão apresentada pelos militares: na foto divulgada, os 
joelhos do jornalista apareciam encostados no chão, o que impossibilitaria o 
suicídio. 
 
Desde o Iluminismo, portanto, a liberdade de expressão se tornou um dos 
pilares dos regimes que se propunham democráticos. Só é possível ter uma 
democracia se tal direito for respeitado. Recentemente, entretanto, o 
processo se inverteu: utilizando-se desse arcabouço legal, vários atores 
políticos começaram a propagar informações que não condizem com os fatos. 
Em termos atuais, passaram a divulgar fake news. 
 
 
A liberdade de expressão é tratada por quem divulga esses “fatos 
alternativos” de forma distorcida. Primeiro como um valor superior aos 
 
 
 
 
 
 
demais: nenhum outro direito poderia ser mais importante que este. Segundo: 
como uma desculpa para falar qualquer coisa, não importando se é verdade 
ou não. 
 
 
Na Alemanha, por exemplo, é previsto como crime a negação do Shoá, também 
conhecido como Holocausto, o genocídio nazista que matou cerca de 6 milhões de 
pessoas, entre judeus, Testemunhas de Jeová, pessoas com deficiências, ciganos, 
comunistas, homossexuais e outros grupos discriminados pelos nazistas. 
 
Na Ucrânia, não só é proibido ocultar o Holodomor — o genocídio soviético 
da população ucraniana, com cerca de 12 milhões de mortos pela fome —, 
como também foi proibida a existência de partidos políticos comunistas e 
qualquer símbolo que remeta ao regime socialista soviético. 
 
 
Não importa que a liberdade de imprensa, análoga à de expressão nesse caso, 
esteja registradana Constituição daquele país. Há valores maiores do que a 
possibilidade de opinar publicamente. Na realidade, mesmo em democracias bem 
mais consolidadas que a brasileira, a liberdade não é infinita e precisa ser tolhida 
quando há riscos reais. Mesmo nos EUA, cuja Primeira Emenda à Constituição, 
datada ainda de 1791, já defendia a expressão livre, não é um vale-tudo. 
 
 
 
Nenhum direito é absoluto e a liberdade de expressão não é 
soberana em relação aos demais direitos. 
 
 
O Estado não interfere em relação a toda e qualquer informação 
veiculada, mas caso haja um exemplar considerado perigoso 
(planejamento de ataques terroristas, por exemplo), pode haver 
interferências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://conteudo.ensineme.com.br/hu/03193/intro?brand=estacio#
Além disso, no momento histórico em que pouquíssimas empresas privadas 
controlam o tráfego de informação pelo mundo, a relação entre liberdade de 
expressão, democracia e censura mudou drasticamente. 
 
 
Exemplo 
Facebook, Twitter e Google são capazes de desviar o fluxo para certas postagens a 
partir do quanto se investe. Ou seja, não é exatamente um procedimento 
democrático, mas plutocrata, isto é, com prioridade para quem tem mais dinheiro. 
 
 
 
Por outro lado, tais empresas bilionárias também podem, de uma hora para outra, 
banir certos personagens ou conteúdos, como no caso do ex-presidente 
norte-americano Donald Trump, cuja conta no Twitter foi retirada do ar no início de 
2021 sob acusação de incitar a violência, é um exemplo do poder dessas 
companhias. Por se tratarem de empresas privadas, que não precisam dar 
satisfação das suas ações para o público em geral, acabam por gerar desconfianças 
legítimas. 
 
 
Para alguns, as acusações ao então presidente dos EUA foram óbvios; para outros 
não! Então, sendo uma empresa privada, que não precisa dar satisfação das suas 
ações para o público em geral, sempre há uma desconfiança. E quando houver 
perseguição a certos personagens que forem contrários à empresa em questão 
(como alegou parte da Imprensa Americana, nesse mesmo caso)? 
 
 
Ou acontece o problema inverso: certos conteúdos, apesar de serem 
classificados como discurso de ódio ou como propagadores de informações 
falsas, muitas vezes são mantidos porque têm audiência. 
 
É o caso de canais de propagação de notícias inverídicas no Facebook ou no 
Youtube (do Google), por exemplo. Para tornar as coisas ainda mais difíceis, 
mesmo que uma rede de divulgação caia no Whatsapp, que é ligado ao 
Facebook, ela surge num outro aplicativo de comunicação instantânea. 
 
 
 
 
 
 
 
E o pior: em vários desses casos, apesar de essas grandes companhias 
terem códigos de ética, eles são ignorados – ou interpretados de forma 
“criativa” – em prol de outros interesses, como manter a audiência em 
crescimento, engajada, com interações". 
 
Como insistido inúmeras vezes, não há unanimidade sobre algumas dessas 
temáticas. E é fundamental apresentar, quando possível, outras versões além 
daquela do "senso comum midiático". 
 
Assim, a partir desse admirável novo mundo que nos aparece, em que a liberdade 
de expressão já não é a mesma que foi defendida pelos iluministas, uma pergunta 
aparece com cada vez mais frequência: como estabelecer um limite, como propor 
uma ética para uma rede que é necessariamente ampla e tão multifacetada? Ou, 
para voltar à frase de Dostoiévski: se não há Deus — uma lei, um Estado, uma 
moral, uma ética — tudo é possível mesmo? 
 
 
Quem controla as agências de controle? 
 
Neste vídeo, vamos falar sobre os elementos que nos ajudam a perceber a 
importância e a complexidade de agências de controle das mídias digitais. Vamos 
lá! 
 
 
Definição de direitos humanos 
 
Talvez a pergunta “quando foram instituídos os direitos humanos?” só tenha uma 
concorrente na categoria dificuldade de responder: é a sua prima “o que são os 
direitos humanos?”. 
 
Sabe-se, com certeza, que tal expressão aparece na Declaração Universal da 
Organização das Nações Unidas, um documento proferido em 1948 — logo após o 
genocídio promovido por nazistas e fascistas durante a Segunda Guerra Mundial — 
que delimita os direitos fundamentais do ser humano. 
 
 
 
 
 
 
 
Tal declaração, porém, não acabou com as controvérsias e 
contradições. 
 
 
 
Segundo o historiador e jurista norte-americano Samuel Moyn, que defende 
essa onda atual de direitos humanos como uma espécie de última utopia 
humana e aponta a década de 1970 como o momento em que a Europa 
buscou uma identidade fora dos termos da Guerra Fria, que separava o 
mundo entre países alinhados aos EUA capitalistas ou à URSS comunista. 
 
Além disso, depois da desastrosa saída do Vietnã, em 1975, a política externa dos 
EUA mudou para padrões mais liberais, a fim de manter relações mais igualitárias 
com outras nações. E, principalmente, foi a década em que a aventura colonialista 
dos países europeus na África se dissolveu, ocasionando a libertação de diversos 
povos que até hoje pagam a conta dessa longa dominação. 
 
 
Isso, claro, sem contar o rescaldo dos grandes movimentos populares do fim 
da década de 1960, que sacudiram os paralelepípedos das ruas de várias 
cidades do Norte Global, de Paris a Berkeley (EUA), passando por Praga, 
capital da então república socialista tchecoslovaca. Após tais protestos e 
modificações do tabuleiro mundial, não dava mais para se crer capitalista ou 
comunista de forma inocente. 
 
Com a eleição de Margareth Thatcher no Reino Unido, em 1979, e de Ronald 
Reagan nos EUA, em 1981, os direitos humanos se transformaram em uma 
moeda imperialista. 
 
Exemplo 
Usando como desculpa o combate às ditaduras comunistas e o perigo do 
chamado avanço “vermelho”, EUA e Reino Unido intervinham diretamente na 
política interna e externa de países periféricos. Contraditoriamente, não se 
importavam com as violações dos mesmos direitos nesses mesmos países 
periféricos, que seguiam suas cartilhas subservientes e, na maioria dos 
 
 
 
 
 
 
casos, aderiam às suas políticas econômicas neoliberais. Era o caso das 
ditaduras sul-americanas do período, tais quais as implantadas no Brasil, na 
Argentina e no Chile. 
 
 
Essa política de direitos humanos também não aconteceu de forma igual nem ao 
mesmo tempo em todos os países da Europa do oeste — basta lembrar que, 
paralelamente a esse período, toda a Península Ibérica continuava sob o domínio 
de ditaduras nacionalistas até metade da década de 1970: Portugal se liberta do 
salazarismo, iniciado em 1933, somente com a Revolução dos Cravos, em 1974. Já 
a Espanha se livraria do franquismo — imposto desde o fim da Guerra Civil 
Espanhola, em 1938 — apenas com a morte do “generalíssimo” Francisco Franco, 
em 1975. 
 
 
Mas, afinal, como definir o que são os direitos humanos? 
 
 
Para começarmos a entender esse assunto, é possível citar alguns 
procedimentos dentro do escopo dos direitos humanos: o direito à liberdade 
de culto e religião; o direito a um julgamento justo, quando se é acusado de 
algum crime; o direito a não ser torturado; e o direito à educação. 
 
É nesse sentido que, atualmente, os direitos humanos: 
 
 
 
Plurais e têm como fim acabar com a escravização no mundo 
 
Destacam que todos os seres humanos nascem livres e iguais em 
dignidade e direitos, com o fim de acabar com a escravização no 
mundo e prevenir genocídios, através de direitos e liberdades 
fundamentais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universais e inerentes a todos os seres humanos 
 
Promovem o respeito e a observância aos direitos e liberdades fundamentais 
do ser humano, como um ideal comum a ser atingido por todas as nações, 
independentemente das práticas, morais e leis específicas de seus países. 
 
 
 
Prioridades e sua violação é uma grave afronta à Justiça 
 
Esclarecem que o pleno reconhecimento e respeito aos direitos e 
liberdades fundamentais, para que toda e qualquer pessoa tenha 
direito a uma vida digna, é um requisito inerente à moral, à ordem 
pública e ao bem-estar de toda e qualquer nação democrática. 
 
 
Equiparadosa estabilidade e a segurança nacional 
 
Enfatizam que o direito a uma renda justa e satisfatória, que assegure uma 
existência digna, está diretamente relacionado com a estabilidade, a 
segurança nacional, a autonomia individual e dos povos, bem como a 
prosperidade nacional e global. 
 
 
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, já em 1948, nos fornece um 
bom parâmetro para tentar entender o que são, afinal, os direitos humanos: 
são uma tentativa de criar uma moral — uma ética — compartilhada por 
“todos os membros da família humana”, como escreve a declaração das 
Nações Unidas publicada em 1948. Tais direitos são aquilo no qual todos 
deveríamos nos basear, por serem as condições fundamentais para uma vida 
digna de toda e qualquer pessoa, sem importar quem ela é ou o que ela faz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando os humanos têm direitos 
Neste vídeo, você aprofundará o termo direitos humanos em suas 
nuances. 
 
 
Fundamentação histórica dos direitos humanos 
 
Direitos humanos e iluminismo 
 
 
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São 
dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com 
espírito de fraternidade. (Art. 1º da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos) 
 
 
 
Livres, iguais e com espírito fraterno. Desde o seu primeiro artigo, a 
Declaração Universal dos Direitos Humanos não esconde sua principal 
influência: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. 
 
 
Redigida logo no início da Revolução Francesa, em 1789, o icônico documento — 
cujo lema principal era “liberdade, igualdade e fraternidade” — não apenas ignorava 
o rei, como toda nobreza e a Igreja, atribuindo a soberania do país ou nação ao seu 
povo. Destacando que “os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem” são 
a base de qualquer governo. 
 
 
O caráter universal dos direitos humanos também já aparecia na declaração 
de 1789, que se refere, ao longo de seu texto e de diversas formas, aos 
homens, sem fazer distinção da sua nacionalidade, com apenas uma menção 
ao povo francês. Seu artigo 1º, que ecoa no documento da ONU, quase dois 
 
 
 
 
 
 
séculos depois, já assegurava que “os homens nascem e permanecem livres 
e iguais em direitos”. 
 
Era tanta liberdade, igualdade e propunha tanta fraternidade que teóricos e 
políticos anglófilos como Richard Price e Edmund Burke, que tinham apoiado 
a independência norte-americana, em 1776, foram contrários à Revolução 
Francesa, com medo de que ela acabasse provocando o caos. 
 
Foi contra ela que Burke escreveu Reflexões sobre a Revolução na 
França, e criou as bases para o conservadorismo moderno, que até 
aceita transformações, mas acredita que as revoltas são movimentos 
extremos demais. 
 
 
Aliás, a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América é outro 
documento que historiadores, como a estadunidense Lynn Hunt, defendem como 
seminais no tema dos direitos humanos. A segunda linha do texto de 1776 já afirma: 
"Consideramos estas verdades autoevidentes: que todos os homens são criados 
iguais, dotados pelo seu Criador de certos Direitos inalienáveis, que entre estes 
estão a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade". 
 
 
Mesmo que haja uma menção ao Criador, o Seu trabalho termina ali. O 
governo era dos homens e para os homens. Todos os homens. 
 
 
Há uma conexão estreita entre as duas famosas declarações do século XVIII: 
Thomas Jefferson, o autor da declaração americana, estava em Paris 13 anos 
depois, meses antes da queda da prisão da Bastilha, o evento que marca o 
início da Revolução Francesa. Thomas Jefferson era amigo e muito 
provavelmente influenciou o marquês de Lafayette, que foi um dos redatores 
do documento de 1789. 
 
Todas essas declarações revolucionárias respiraram os ares críticos e científicos do 
Iluminismo, que criou as bases estruturantes para a proposta da formação de uma 
sociedade, em tese, muito menos estratificada. 
 
 
 
 
 
 
	Carol Gilligan 
	Pré-convencional 
	Convencional 
	Pós-convencional 
	Considerações finais 
	Tema 2 - Ética, Direitos Humanos e Direitos Não Humanos 
	Definição de ética 
	Exemplo 
	Ética e liberdade de expressão 
	Ética e moral 
	Saiba Mais 
	Ética e liberdade 
	Liberdade de expressão 
	Exemplo 
	Definição de direitos humanos 
	Exemplo 
	Fundamentação histórica dos direitos humanos

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