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Vida Universitária A experiência, os desafios e os aspectos institucionais da vida universitária e as estratégias para manutenção do bem-estar na rotina acadêmica. Prof. Luís Cláudio Dallier, Prof. Rodrigo Rainha 1. Itens iniciais Propósito Compreender as características, os desafios e as conquistas da vida universitária para desenvolver habilidades que favoreçam o sucesso no aprendizado e no planejamento de seu curso, mantendo o bem- estar. Objetivos Identificar a importância do acolhimento e do bem-estar em suas escolhas acadêmicas e de vida, além de estratégias para atribuição de propósito e significado às suas atividades diárias. Reconhecer as oportunidades e os desafios da vida universitária. Identificar as características e as denominações das instituições de ensino superior. Identificar aspectos da organização e da interação da vida acadêmica. Introdução Boas-vindas à universidade! Você faz parte de um dos mais belos projetos de vida: investir na própria formação a partir de um curso de graduação.´ Mas o que significa cursar uma graduação? O que é ser universitário hoje no Brasil? Quais são as consequências dessa experiência acadêmica para nossa vida pessoal, nossa formação e nosso futuro profissional? Como manter o bem-estar nessa rotina e buscar a felicidade nas escolhas acadêmicas? Essas são questões importantes para refletirmos no início da vida acadêmica. Por isso, vamos explorar o universo do ensino superior, desde a perspectiva institucional até os aspectos que impactam diretamente sua experiência acadêmica. • • • • 1. Acolhimento e bem-estar: em busca da felicidade Atenção ao bem-estar Você já se sentiu um pouco confuso ao tentar tomar uma decisão e, de repente, começa a falar sobre algo inesperado, como felicidade? Se isso nunca aconteceu com você, não se preocupe, porque é exatamente sobre isso que vamos conversar no vídeo a seguir. Vamos lá! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Você acha estranho falarmos sobre felicidade e bem-estar? Não se preocupe! Tem muita gente estudando esse assunto. O Greater Good Science Center da Universidade da Califórnia, em Berkeley, desenvolveu o conceito dos quatro pilares da felicidade no trabalho. Aqui estão eles: Propósito Engajamento Resiliência Bondade Esses pilares são projetados para aumentar a felicidade dos funcionários e, consequentemente, melhorar a produtividade e a satisfação no trabalho. Nosso papel aqui é preparar você para valorizar sua felicidade. Antes de qualquer coisa, encontre uma posição confortável. Como você costuma fazer isso? Apenas se acomode e, por enquanto, não faça mais nada. Não continue seu estudo sem ao menos tentar. Agora vamos ver se você realmente tentou? Olhe-se no espelho! • • • • Representação de um espelho na parede. Parece que você ainda está bastante tenso! Lembre-se de que tomar qualquer decisão exige esforço de sua parte. O espelho não é mágico, e esta varinha também não é mágica. Representação de uma varinha mágica. Não adianta tentar alcançá-la sem esforço. A felicidade, o diploma e o aprendizado não vêm por mágica! Para conquistá-los, é necessário se dedicar. Você está disposto a se dedicar? Pare e preste atenção à sua respiração. Observe o que está ao seu redor, olhe com atenção. Continue respirando de forma consciente e note os sons ao seu redor. Agora, estamos prontos para começar. Vamos falar de Emily Esfahani Smith, uma autora proeminente que analisa quatro pilares úteis para estudantes universitários. Focar esses pilares pode ajudar você a encontrar propósito e felicidade na jornada acadêmica. Vamos conhecê-los! Pertencimento Importância de estar em relacionamentos nos quais indivíduos se sentem valorizados e valorizam os outros, baseados em amor e respeito mútuos. Propósito As próprias forças devem ser usadas para servir aos outros, com trabalhos significativos ou empreendimentos pessoais. Para os estudantes, isso pode significar engajar-se em atividades alinhadas às suas paixões e que contribuam para a comunidade. Transcendência Momentos em que os indivíduos se sentem conectados a uma realidade maior, alcançados através de experiências como arte, natureza ou práticas espirituais, proporcionando uma perspectiva e um senso de pertencimento a algo mais grandioso. Narrativa A criação de uma narrativa coerente sobre as próprias experiências de vida ajuda na autocompreensão. Refletir e reformular suas histórias pessoais pode aumentar a resiliência frente aos desafios universitários. Para quem está entrando na universidade, esses pilares fornecem uma base sólida para uma experiência acadêmica significativa e satisfatória. Cultivar conexões fortes, perseguir atividades com propósito, buscar experiências transcendentes e construir narrativas pessoais podem melhorar o bem-estar e o sucesso acadêmico. A importância de se sentir bem Sentir-se bem emocional e mentalmente é fundamental para nossa qualidade de vida. Segundo Emily Esfahani Smith, os quatro pilares de uma vida significativa são essenciais para alcançarmos uma vida plena e satisfatória. A sensação de bem-estar nos permite lidar melhor com desafios, tomar decisões mais informadas e estabelecer relações mais saudáveis. Vamos explorar um exercício de reflexão e uma situação prática que ilustram como estar bem ou não pode influenciar nossa experiência. Reflita sobre um momento difícil que você enfrentou recentemente. Considere como você estava se sentindo emocionalmente durante esse período. Agora, imagine duas versões suas enfrentando essa situação: uma em que você se sente bem, confiante e resiliente, e outra em que você se sente desanimado e estressado. Pense em como cada versão de você lidaria com a mesma situação e anote suas respostas. Quer ajuda para visualizar uma situação prática? Imagine que tenha recebido um feedback crítico no trabalho sobre um projeto importante que você liderou. Versão 1: Sentindo-se bem • • • • Feedback negativo. Reforço positivo 1 Sentindo-se bem, você recebe o feedback de forma construtiva. Você vê isso como uma oportunidade de aprendizado e crescimento. Analisa os pontos críticos e planeja melhorias, mantendo uma atitude positiva. Reforço positivo 2 Com um estado mental positivo, você se comunica abertamente com seu supervisor, agradecendo pelo feedback e solicitando mais detalhes para entender melhor os pontos de melhoria. Essa atitude proativa demonstra sua capacidade de lidar com críticas e melhora sua relação profissional. Versão 2: Não se sentindo bem Impacto negativo 1 Sentindo-se desanimado e estressado, você recebe o feedback como um ataque pessoal. Isso gera sentimentos de inadequação e baixa autoestima, dificultando a capacidade de ver o feedback de forma objetiva e construtiva. Impacto negativo 2 Com um estado emocional negativo, você pode reagir defensivamente ou evitar a situação, não buscando esclarecimentos ou soluções. Isso pode resultar em uma deterioração da relação com seu supervisor e uma oportunidade perdida de crescimento profissional. Reflexão final O feedback continuou sendo negativo em todas as situações. Todas. Receber esse tipo de feedback é difícil e gera uma sensação enorme de fragilidade. Esse exercício aponta que somos mais capazes de lidar com desafios de maneira positiva e produtiva quando nos sentimos bem, o que pode levar a melhores resultados tanto pessoal quanto profissionalmente. Por outro lado, não estar bem pode nos levar a interpretar as situações de maneira negativa, o que dificulta nosso crescimento e afeta nossas relações. Sim, existem condições sociais, o imponderável e aspectos que não podemos controlar, e temos consciência de que todos esses fatores impactam nosso bem-estar. Diante disso, focar o que você pode controlar pode ser uma decisão bastante interessante, não acha? A felicidade pode ser estudada e é um recurso eficiente para o sucesso no ensino superior. Cuidado com sua mente! Vamos compreender por que nossas intuiçõesque será cobrado em um concurso público destinado a formandos de determinado curso A alternativa C está correta. O Projeto Pedagógico de Curso deve ser consultado quando se buscam informações sobre os objetivos do curso, o perfil de seus egressos, a estrutura curricular, as ementas das disciplinas, os procedimentos e critérios de avaliação da aprendizagem, os regulamentos e regimentos pertinentes ao curso, entre outras informações acadêmicas. Questão 2 Analise as afirmativas a seguir: I – O espaço acadêmico ou universitário deve ser uma verdadeira comunidade de aprendizagem na qual professores e estudantes são parceiros na construção do conhecimento. II – O desafio da convivência e da interação numa comunidade de aprendizagem se justifica porque o ser humano é um ser social e o conhecimento cada vez mais tem relevância quando produzido de forma colaborativa. III – A comunidade acadêmica deve preparar seus estudantes para um mercado de trabalho competitivo e cruel, por isso o aprendizado e o conhecimento devem ser uma experiência individual e pouco colaborativa. Está correto apenas o que se afirma em: A I. B II. C III. D I e II. E I e III. A alternativa D está correta. As afirmativas I e II trazem proposições adequadas ao contexto acadêmico e à construção do conhecimento porque se deve levar em conta que o processo de ensino-aprendizado se dá a partir da interação e colaboração entre professores e estudantes, num contexto em que o Ensino Superior se caracteriza como uma comunidade de aprendizagem. Por isso mesmo, a afirmativa III está incorreta, porque a preparação para o mercado de trabalho, por mais competitivo que ele seja, deve se dar num ambiente de cooperação, de trabalho em grupo e de valorização do conhecimento tanto individual quanto coletivo. 5. Conclusão Considerações finais O bem-estar é importante em toda sua vida e, na rotina universitária, não é diferente. Você deve refletir sobre suas prioridades e fazer escolhas que possam promover um bem-estar que não seja apenas momentâneo. Você aprendeu por meio deste conteúdo que chegar à vida universitária é fazer parte da uma tradição cultural e intelectual que vem de longe, mas que nas últimas décadas ganhou novos sentidos com as mudanças ou transformações pelas quais a universidade vem passando. Viu que um curso superior é mais do que a preparação para exercer uma atividade profissional específica, pois a vida acadêmica é uma verdadeira escola na qual podemos aprender a aprender, nos preparando para um aprendizado ao longo da vida. Você também pôde verificar que são múltiplos os tipos de cursos oferecidos no Ensino Superior, assim como são diversas as formas de organização das instituições de ensino e da vida acadêmica. Por fim, você aprendeu que a vida universitária nos traz o desafio da convivência numa comunidade de aprendizagem, em que a colaboração e parceria entre professores e alunos na construção do conhecimento é um dos caminhos para o sucesso na vida acadêmica e profissional. Podcast Agora os professores Robson Melo, Luís Dallier e Roberto Paes encerram o tema debatendo suas experiências e vivências na vida universitária. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Fala, mestre! Neste vídeo, discute-se a importância do equilíbrio e da maturidade ao seguir a paixão, como no caso de trocar a carreira em economia pelo esporte. Destaca-se como a base educacional anterior pode beneficiar novas carreiras, como no relato de um atleta que se formou em economia e aplicou suas habilidades estatísticas no esporte. A mensagem central é sobre a relevância da educação e disciplina, exemplificada por atletas que, mesmo com uma vida exigente, encontram valor na formação superior. Casos como o da campeã olímpica Sandra Pires ilustram o impacto positivo disso. A importância de não utilizar desculpas e demonstrar determinação também é enfatizada, mostrando como a educação virtual pode flexibilizar a vida dos atletas. Histórias inspiradoras, como a de Serginho, que venceu obstáculos para alcançar o sucesso, servem como exemplos motivadores para jovens de comunidades humildes, reforçando a mensagem de que é possível superar desafios com persistência e vontade. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Explore + Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, assista: Ao vídeo Ensino Superior: a educação superior na América Latina, produzido e disponibilizado pela UNIVESP em seu canal no YouTube, para um panorama e debate sobre a história da educação superior no contexto brasileiro e latino-americano. Ao filme O Sorriso de Monalisa (2003), para refletir e se inspirar na relação entre mestre e estudantes. Leia: O Ensino Superior é cheio de histórias pessoais de superação. Conheça uma delas lendo a matéria jornalística Idoso se forma em História aos 79 anos; trajetória do aluno inspira universidade do RJ, que cria projeto de alfabetização, publicada pelo O Globo juntamente com um vídeo que traz um emocionante depoimento. O livro A Aventura da Universidade, de Cristovam Buarque, ex-reitor da UnB, que analisa a história e os desafios da universidade no século XXI. Pesquise: Navegue pelo portal do MEC para conhecer mais sobre as políticas educacionais, a legislação e outros aspectos institucionais do Ensino Superior no Brasil. Sobre adiamento da recompensa, assista ao vídeo The marshmallow test, disponível no canal Igniter Media, no YouTube. Referências AUGÉ, M. Le sens des autres. Actualité de l'anthropologie. Paris: Fayard, 1994. CARVALHO, J. de. Obra completa: história das instituições e pensamento político (1930-1957). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989. SMITH, E. E. There's more to life than being happy. YouTube. TED, 2017. Consultado na internet em: 7 ago. 2024. SMITH, E. E. The Power of Meaning: The true route to happiness. New York: Random House, 2017. SMITH, E. E. O poder do sentido: os quatro pilares essenciais para uma vida plena. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017. • • • • • • Vida Universitária 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. Acolhimento e bem-estar: em busca da felicidade Atenção ao bem-estar Conteúdo interativo Pertencimento Propósito Transcendência Narrativa A importância de se sentir bem Reforço positivo 1 Reforço positivo 2 Impacto negativo 1 Impacto negativo 2 Cuidado com sua mente! Exemplo Estratégias para um bem-estar sustentável Conexões interpessoais significativas Gratidão Propósito Aceitação das dificuldades Comparações sociais Expectativas irreais Positividade tóxica Ansiedade Fragilidade da comparação Síndrome do impostor Cuide de sua mente Conteúdo interativo Diferença entre felicidade como estado e sentimento Exercícios situacionais para estimular a reflexão Jardim da gratidão Caminhada da atenção plena Diário das emoções Carta do futuro Jornada da autocompaixão Diferença entre felicidade como estado e sentimento Conteúdo interativo Significado e propósito Significado Propósito Significado e propósito X Prazer imediato e adiamento da gratificação Importância de definir um propósito na vida universitária Escala de valores para carreira universitária Aprendizado Independência financeira Contribuição social Criatividade Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal Liderança Inovação tecnológica Diversidade e inclusão Definição de propósito e metas Construindo redes Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Boas-vindas à universidade! Boas-vindas à universidade! Conteúdo interativo A chegada ao mundo universitário Atenção Aprender a aprender Conteúdo interativo Fala, mestre! Conteúdo interativo Uma breve história do saber universitário Conteúdo interativo Saiba mais Exemplo Nos séculos XVIII e XIX No século XIX Curiosidade Ser universitário no século XXI Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. A instituição acadêmica A instituição em que você estudaConteúdo interativo Atenção O ensino superior no Brasil Atenção Categorias administrativas das IES Públicas Privadas Comunitárias Resposta Saiba mais Organização acadêmica das IES Faculdades Centros universitários Universidades Tipos de cursos e graus Conteúdo interativo Exemplo Graduação Pós-graduação Cursos de graduação Bacharelados Licenciaturas Tecnólogos Saiba mais Cursos de pós-graduação Lato sensu Stricto sensu Saiba mais O aspecto institucional e os caminhos da inovação Conteúdo interativo O aspecto institucional e o desafio da inovação Verificando o aprendizado 4. Organização e convivência acadêmicas A organização acadêmica de seu curso Conteúdo interativo Atenção O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) Concepção do curso Estrutura do curso Procedimentos de avaliação Instrumentos normativos Atenção Avaliação Curiosidade Saiba mais A comunidade acadêmica Atenção Aula presencial Aulas online Aulas práticas Conteúdos inovadores Jornada de conhecimento O desafio da convivência Atenção A relação com o outro Resumindo A comunidade acadêmica Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 5. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Fala, mestre! Conteúdo interativo Explore + Referênciassobre o que nos faz felizes frequentemente estão erradas e acabam se revelando ilusões de felicidade. Emily Esfahani Smith nos convida a refletir sobre nossas ideias de felicidade. Muitas vezes acreditamos que a felicidade depende de metas externas, como sucesso financeiro ou status social. Exemplo Podemos pensar que um carro de luxo nos fará felizes, mas a euforia inicial passa rápido, e a busca por algo que realmente traga felicidade continua. Reflita: Você já alcançou algo que achava que traria felicidade, mas se sentiu insatisfeito depois? Estratégias para um bem-estar sustentável Para promover um bem-estar duradouro, Smith sugere algumas práticas baseadas na ciência. Veja! Conexões interpessoais significativas Cultive relacionamentos saudáveis e profundos. Gratidão Pratique a gratidão diariamente. Propósito Encontre propósito em atividades que você valoriza. Aceitação das dificuldades Aceite que desafios fazem parte da vida. Passar tempo com amigos queridos ou se engajar em um hobby pode ser mais recompensador em longo prazo do que adquirir um carro de luxo. O que traz propósito e satisfação à sua vida? Por outro lado, fatores que podem dificultar o alcance do bem-estar incluem o impacto das expectativas e comparações sociais. Smith (2017) destaca como essas expectativas e comparações podem influenciar nossa felicidade. Confira! Comparações sociais Comparar-se com os outros pode levar à insatisfação. Expectativas irreais Estabelecer metas irreais pode gerar frustração. Comparar-se com as vidas aparentemente perfeitas nas redes sociais pode fazer você sentir que está ficando para trás. Como você se sente ao ver as postagens perfeitas de outras pessoas nas redes sociais? É imprescindível reconhecer os seguintes perigos: Positividade tóxica Fingir estar sempre feliz pode levar à negação de emoções legítimas. Ansiedade Surge quando nos comparamos constantemente ou tentamos atender a expectativas irreais. Fragilidade da comparação Sentir-se inferior ao se comparar com os outros pode minar a autoestima. Síndrome do impostor Duvidar das próprias conquistas pode levar à sensação de não ser merecedor do sucesso. Os fatores podem se relacionar, de forma que manter uma fachada de felicidade constante pode levar à negação das suas emoções reais, aumentando o risco de ansiedade ou depressão. Você já se sentiu pressionado a parecer feliz quando, na verdade, estava enfrentando dificuldades? Cuide da sua mente, reconheça suas emoções e busque felicidade nas coisas que realmente importam. Cultive relacionamentos significativos, encontre propósito e pratique a gratidão. Evite comparações sociais e expectativas irreais. Lembre-se de que é normal não estar feliz o tempo todo. Cuide de sua mente Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha estimula o cuidado com a mente e convida você a conversar sobre sentimentos e insegurança ao começar um curso superior. Não deixe de conferir! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Diferença entre felicidade como estado e sentimento Vamos caracterizar esses dois aspectos da felicidade fazendo a seguinte distinção: Exercícios situacionais para estimular a reflexão Confira algumas atividades e teste algumas delas! Felicidade como estado Refere-se a um estado duradouro de bem- estar e satisfação geral com a vida. É mais uma condição estável e permanente, influenciada por fatores como saúde, relacionamentos, trabalho e propósito de vida. Felicidade como sentimento É vista como uma emoção momentânea e passageira, que pode ser desencadeada por eventos específicos, experiências agradáveis ou conquistas pessoais. É mais transitória e efêmera, podendo variar ao longo do tempo e das circunstâncias. Jardim da gratidão Reserve alguns minutos todos os dias para fazer uma lista das coisas pelas quais você é grato. Pode ser algo simples, como o sol brilhando ou uma conversa agradável com um amigo. Observe como essa prática afeta seu estado emocional ao longo do tempo. Caminhada da atenção plena Concentre-se plenamente em seus sentidos. Observe as cores ao seu redor, os sons da natureza, as sensações físicas em seu corpo. Permita- se experimentar o momento sem julgamentos, apenas aceitando o que surge. Diário das emoções Reserve um tempo todos os dias para registrar suas emoções, sem censura ou julgamento. Identifique e descreva o que você está sentindo, sem tentar alterar nada. Isso pode ajudá-lo a se tornar mais consciente de suas emoções e padrões de pensamento. Carta do futuro Escreva uma carta para o seu eu futuro, expressando seus desejos, sonhos e esperanças. Não se preocupe com a perfeição ou com a lógica, apenas deixe suas emoções fluírem livremente. Depois de escrever, reflita sobre como suas aspirações refletem sua busca pela felicidade. Jornada da autocompaixão Pratique a autocompaixão ao reconhecer suas próprias falhas e limitações, sem se criticar. Trate-se com a mesma gentileza e compaixão que você ofereceria a um amigo querido. Observe como isso muda sua percepção de si mesmo e do mundo ao seu redor. Esses exercícios foram projetados para estimular a reflexão e a autoconsciência, sem enfatizar o que é certo ou errado. Eles podem ajudá-lo a explorar diferentes aspectos da felicidade e a desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmo e de suas próprias necessidades emocionais. Diferença entre felicidade como estado e sentimento Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha orienta você a refletir sobre si mesmo e avaliar como tomar decisões que podem levar à felicidade ao optar por um curso superior. Assista! Representação de prazer imediato. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Significado e propósito Vamos explorar os conceitos de significado e propósito na vida, conforme abordado pela autora Smith (2017), e discutir como esses conceitos se relacionam com a busca por prazer imediato, o adiamento da gratificação e a importância de definir um propósito, especialmente durante a vida universitária. Confira! Significado Refere-se à sensação de que a vida possui um propósito mais profundo e que nossas ações têm um impacto significativo no mundo ao nosso redor. Encontrar significado envolve identificar valores pessoais, cultivar relacionamentos significativos e contribuir para algo maior do que nós mesmos. Propósito É o senso de direção e orientação na vida, impulsionado por nossos valores e objetivos. Ter um propósito nos dá motivação e foco, ajudando-nos a superar desafios e encontrar satisfação e realização. Significado e propósito X Prazer imediato e adiamento da gratificação A busca por prazer imediato muitas vezes nos afasta do significado e do propósito, pois nos concentramos apenas na satisfação instantânea, em vez de investir em atividades e relacionamentos que contribuem para um bem maior. Já o adiamento da gratificação envolve sacrificar o prazer imediato em prol de objetivos de longo prazo que estão alinhados com nosso significado e propósito. Isso requer disciplina e perseverança, mas pode levar a uma sensação mais profunda de realização e contentamento. Importância de definir um propósito na vida universitária A vida universitária é um momento de descoberta e crescimento, e é muito importante aproveitar essa oportunidade para refletir sobre nossos valores e objetivos e definir um propósito para nossas vidas. Definir um propósito durante a vida universitária é essencial para orientar as escolhas acadêmicas, profissionais e pessoais, ajudando a maximizar o potencial individual. Veja alguns exercícios que você pode fazer para orientá-lo em suas escolhas. Esses exercícios podem ajudá- lo a refletir sobre seus valores, objetivos e propósito na vida universitária e a criar um plano estruturado para alcançar suas aspirações de forma significativa e gratificante. Escala de valores para carreira universitária Para este exercício, é recomendado que você: Liste seus valores pessoais, como aprendizado, independência financeira, contribuição socialetc.1. Classifique esses valores em ordem de importância. Reflita sobre como esses valores se relacionam com sua carreira universitária e como você pode alinhar seus objetivos acadêmicos e profissionais com eles. Exemplo: Aprendizado Valorizar a educação e o desenvolvimento intelectual, buscando constantemente oportunidades de aprender e crescer academicamente. Independência financeira Priorizar a autonomia financeira e a estabilidade econômica, buscando oportunidades que permitam uma segurança financeira futura. Contribuição social Sentir-se motivado pela oportunidade de fazer a diferença na comunidade ou na sociedade em geral, através do engajamento em atividades voluntárias ou profissões que tenham um impacto social positivo. Criatividade Valorizar a expressão criativa e a inovação, buscando campos de estudo ou carreiras que permitam explorar e desenvolver talentos artísticos ou inventivos. Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal Priorizar um equilíbrio saudável entre vida acadêmica/profissional e vida pessoal, garantindo tempo para hobbies, relacionamentos e autocuidado. Liderança Sentir-se motivado a assumir papéis de liderança e influência, buscando oportunidades para desenvolver habilidades de liderança e inspirar os outros ao redor. Inovação tecnológica Valorizar a inovação e o avanço tecnológico, buscando áreas de estudo ou carreiras que estejam na vanguarda da tecnologia e da ciência. 2. 3. Diversidade e inclusão Valorizar a diversidade e a inclusão em todos os aspectos da vida acadêmica/profissional, buscando criar ambientes que promovam a igualdade de oportunidades e o respeito mútuo. Organize seus valores em uma ordem de prioridade. Qual deles você considera mais importante? Registre suas escolhas e pense nisso depois. Definição de propósito e metas Para este exercício, é recomendado que você: Pense sobre o que mais o motiva e traz significado à sua vida. Escreva uma declaração de propósito pessoal que expresse suas aspirações e valores fundamentais. Com base nessa declaração, defina metas específicas e mensuráveis que o ajudem a alcançar seu propósito. Desenvolva um plano de ação detalhado, incluindo passos concretos que você pode tomar para alcançar suas metas ao longo do tempo. Além desses, outros dois exercícios que ajudam no seu processo de escolha são a construção de redes, que destaca a importância das redes sociais e profissionais para suporte e desenvolvimento, e as narrativas pessoais, que envolvem a criação de narrativas pessoais coerentes e inspiradoras. Construindo redes Neste vídeo, vamos falar sobre como encontrar e cultivar significado e propósito na vida. Compartilhar nossas histórias e nos interessar pelas histórias dos outros pode fazer a diferença! Tem coragem de tentar? Assista ao vídeo e veja que esse medo não é só seu. Vamos crescer juntos com essas trocas! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Você está recomeçando seus estudos na universidade e se sente emocionalmente equilibrado. Como você provavelmente lidaria com a pressão das primeiras semanas de aulas? A Ignoraria o planejamento e estudaria apenas quando tivesse vontade, sentindo-se confiante. B Ficaria desestimulado e evitaria participar das atividades e discussões em sala de aula. C Organizaria seu tempo, equilibrando estudos, atividades extracurriculares e momentos de descanso. D • • • • Compararia constantemente seu desempenho com o dos colegas, sentindo-se inferior. E Desistiria de matérias que parecessem difíceis, focando apenas as mais fáceis, para manter seu equilíbrio. A alternativa C está correta. Sentindo-se equilibrado, você manteria uma atitude positiva mesmo diante da pressão e estaria mais apto a gerenciar seu tempo de forma eficaz, garantindo que todas as áreas importantes da sua vida acadêmica e pessoal sejam atendidas, o que facilita a adaptação ao ambiente universitário. Questão 2 Você é aluno de EaD e, durante o período de exames na universidade, enfrenta dificuldades em entender uma matéria específica. Estando emocionalmente equilibrado, qual seria a melhor estratégia para superar essa dificuldade? A Ignorar essa matéria e focar as outras disciplinas, visando compensar com os outros resultados. B Estudar sem parar, negligenciando o descanso, na tentativa de compreender o conteúdo. C Culpar-se pela dificuldade e evitar pedir ajuda, acreditando que deveria entender tudo sozinho. D Considerar desistir do curso, considerando-se inapto para atuar na área, já que não compreendeu a matéria. E Pedir ajuda aos professores ou colegas via fóruns on-line, participar de grupos de estudo virtuais e fazer pausas regulares para descansar. A alternativa E está correta. Estando equilibrado emocionalmente, você estaria mais disposto a perceber a dificuldade como uma oportunidade de crescimento e a buscar suporte através dos recursos disponíveis no EAD, como fóruns e grupos de estudo virtuais, e usar estratégias de estudo colaborativas e saudáveis, o que é fundamental para superar dificuldades acadêmicas de forma eficaz. 2. Boas-vindas à universidade! Boas-vindas à universidade! Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha lhe dá as boas-vindas e destaca a importância da educação e seu poder de transformação. Confira! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A chegada ao mundo universitário Começar um curso universitário é, com certeza, o sonho de milhares de jovens e de muita gente que não vê na sua idade mais avançada algum impedimento para realizar projetos e experimentar novas aprendizagens. E você está aqui, certamente, porque você quis e batalhou por isso. Seu desejo de se preparar para o mercado de trabalho, sua vontade de continuar aprendendo, sua esperança por dias melhores, seu sonho do diploma de ensino superior, seu compromisso em contribuir com a sociedade – tudo isso trouxe você até aqui. Você avaliou a situação, pensou nas alternativas, se organizou e tomou uma decisão: eu vou. É claro que ao tomar essa decisão você pode ter experimentado sentimentos e pensamentos diversos, como a segurança da decisão que estava tomando ou, por outro lado, alguma ponta de incerteza sobre a opção pelo curso escolhido. Mas o que importa muito neste momento é o sentimento de esperança, a confiança em você mesmo e a disposição de aceitar o maravilhoso desafio de aprender! É bem provável que você tenha em mente aonde quer chegar, seus objetivos, o que fazer depois da faculdade etc. Suas ideias podem ser uma forma de alimentar a esperança de dias melhores. E quando os desafios se tornarem concretos, as tarefas se avolumarem e as dificuldades para estudar ou entender algo mais difícil aparecerem, não esqueça o que fez você chegar até aqui. Atenção Lembre-se também de que você não está sozinho, que faz parte de uma grande comunidade de aprendizagem. E essa comunidade está integrada a uma instituição educacional que dará toda estrutura, apoio e orientação. Foram seus passos que o trouxeram até aqui, também serão seus passos que o levarão adiante, mas você não caminhará só. Além de competentes e dedicados professores, você contará com o suporte de um time altamente profissional e com a facilidade de recursos inovadores e conteúdo de qualidade. Por isso, é importante conhecer alguns aspectos dessa nova realidade e experiência que você passa a vivenciar. Aprender a aprender Você sabe o que significa aprender a aprender e por que isso é crucial para sua vida universitária? O professor Rodrigo Rainha discute sobre as dificuldades e a importância de aprender, inclusive de aprender com os erros. Assista! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vamos refletir sobre uma ideia muito difundida ultimamente no meio educacional: mais do que aprender algo, é preciso aprender a aprender! Pode parecer meio estranha essa ideia de aprender a aprender, afinal todo mundo aprende algo de alguma forma. Mas quantodo que você estudou realmente foi aprendido? Quanto do que você aprendeu faz sentido hoje em dia ou você utiliza de alguma forma? E qual a garantia de que todo conteúdo que você estudar no seu curso continuará atual daqui 10 ou 20 anos? Calma! A gente não quer dar um nó na sua cabeça nem sugerir que vamos esquecer todo conteúdo a ser estudado ou que ele não terá valor daqui a algum tempo. O curso que você escolheu tem um projeto pedagógico arrojado, um currículo atualizado, em sintonia com o mercado de trabalho e também com os critérios de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, você contará com metodologias inovadoras, conteúdo didaticamente elaborado e professores qualificados. Mas você precisa perceber algumas coisas: Não basta ter muita informação e assimilá-la para garantir o aprendizado.• Não existe algo que o professor ou um tutor vá lhe oferecer e, como em um passe de mágica, fará você dominar tudo que é preciso aprender. As constantes mudanças no mundo do trabalho e as inovações tecnológicas tornam muitos conhecimentos provisórios, ou seja, há conhecimentos que, mais cedo ou mais tarde, precisarão ser atualizados. Há muita coisa que você aprenderá a fazer na faculdade, mas, certamente, ao longo da sua vida profissional haverá necessidade de novos aprendizados. Tudo que você aprender sobre algo pode ajudá-lo a descobrir como você aprende, ou seja, pensar sobre o seu jeito de estudar e sua forma de aprender é um caminho importante para aprender mais e melhor. Se você acha que todas essas observações fazem sentido, então precisa reconhecer que chegar à faculdade significa muito mais do que aprender os conteúdos que vai estudar e as práticas das quais você vai participar. Estar no ensino superior é uma excelente oportunidade para aprender a aprender! Isso mesmo! Você veio para aprender a aprender. Veio pela oportunidade de ser estimulado a aprender. Claro que o conteúdo, o conhecimento acadêmico, as práticas e o estágio têm valor. Também o diploma tem seu valor! Mas não é apenas o diploma ou o conhecimento específico que garantirá seu futuro profissional! Por isso, precisamos pensar um pouco sobre essa experiência na universidade, sobre essa nova aventura do conhecimento que começa agora. E vamos fazer isso olhando um pouco a história do saber acadêmico a fim de descobrir como o conhecimento tem sido produzido e por que temos de aprender a aprender! Fala, mestre! O vídeo aborda a importância da dedicação contínua ao estudo, especialmente ao lidar com novas atividades e informações financeiras. Discussões incluem a necessidade de entender balanços, lucros e indicadores financeiros, além de enfatizar a persistência no aprendizado, independente das dificuldades iniciais ou da falta de tempo. A mensagem central é superar o medo de encarar novas informações, sejam livros físicos ou digitais, e manter a constância nos estudos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Uma breve história do saber universitário Confira neste vídeo uma breve linha do tempo sobre o saber universitário. Você perceberá que há muito tempo se busca esse caminho, mas que ele sempre foi desafiador. • • • • Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A proposta aqui não é trazer a você informações sobre a história da universidade. Queremos tratar da história do universitário. Sim, dessa gente que já há quase mil anos tem ido para a universidade! E é possível garantir que os motivos mudaram bastante, apesar de existirem algumas semelhanças bem interessantes quando olhamos atentamente os alunos de hoje e os de tempos passados. Estudantes em instituições chamadas de “universais” são uma invenção europeia entre os séculos XI e XII. Quando as cidades começaram a crescer, a Igreja, que detinha o conhecimento, criou uma ideia que “pegou” muito bem: conhecimentos normais, aqueles do dia a dia, você poderia aprender em qualquer lugar, mas os conhecimentos especiais definidos pelas autoridades eclesiásticas, só se você tivesse aula com os melhores. Que conhecimentos “especiais” eram esses, que mistérios essa gente aprendia? Depende. Para alguns, era muita teologia; para outros, muita filosofia, para darmos apenas alguns exemplos. O certo é que o universitário desfrutava de um elevado status. Saía da sua cidade jovem e voltava com um título acadêmico, cheio de pompa e circunstância. Era contratado por quem tinha poder financeiro, tanto que ficou muito associado aos novos burgueses no fim da Idade Média, que queriam a proximidade desses alunos. Saiba mais O fato de os estudantes virem de diversos lugares, diferentes territórios, para estudar em um mesmo lugar, é relacionado por alguns historiadores à origem do nome universidade, que vem do latim universitas (universalidade, totalidade). Para o pensador e historiador português Joaquim de Carvalho (1892-1958), o que caracteriza o aspecto universal dessas organizações que surgem na Idade Média é o fato de elas serem o “conjunto de mestres e de estudantes congregados na mesma escola e ligados pelos mesmos interesses culturais” (CARVALHO, 1989, p. 415). Nem todo intelectual era universitário, mas, aos poucos, qualquer intelectual que se destacava podia ser contratado a peso de ouro pelas universidades. Assim, com a modernidade, com as cidades ficando maiores e aumentando o número de universidades, a universidade não é mais o espaço em que você aprende os “segredos do universo”. Ela passa a ser o lugar onde os filhos da elite se encontram para aprenderem a liderar e se manterem prósperos. Na modernidade, a universidade é um espaço cobiçado, mas para poucos. Entenda no exemplo a seguir. Exemplo Imagine que um nobre tem um filho no Brasil. Se ele quer que o filho seja reconhecido e respeitado, vai pagar muito bem para que seu filho possa ir para a universidade e obter um título ou diploma. Observe que interessante: ele podia estudar qualquer coisa, o status vinha de ser universitário. Jovens advogados, teólogos ou médicos estudavam na universidade e voltavam às colônias para serem fazendeiros, políticos, ter um cargo na administração pública, e, raramente, para exercer sua profissão. Mesmo nas maiores cidades europeias, havia profissionais liberais, como artistas que ganhavam notoriedade, médicos e advogados, mas que não dominavam ou exerciam especificamente seus ofícios. Nos séculos XVIII e XIX Acontece outra mudança na vida do universitário. Se antes ele se formava como intelectual, agora passou a ter uma formação profissional. Se antes as cadeiras – ou cátedras – tinham a função de formar uma nova elite, a chegada da Era do Capital transforma o intelectual em profissional. Não há, claro, uma perda definitiva de status, mas agora o conhecimento fica mais plural, mais hierarquizado. No século XIX A definição do estatuto científico, da especialização, vai pouco a pouco matando a ideia dos grandes saberes integrados e gerando a chegada dos grandes profissionais em Química, em Física, em Psicologia, em Engenharia, entre outros. Cada um na sua, cada qual na sua formação e reivindicando a importância da sua formação e de sua forma de dizer e analisar a realidade. Temos, então, o surgimento de várias profissões que dependem da formação universitária. As profissões vão sendo regulamentadas e valorizadas na sociedade de formas diferentes. De certo modo, tudo vai ganhando seu campo de pesquisa e teorização, e o mais importante: as profissões vão sendo hierarquizadas. Olhando para o estudante universitário de hoje, percebemos que ele tem certa autonomia ou liberdade em escolher que curso fazer ou para qual profissão se preparar. Além disso, ao longo da vida, ele pode rever suas decisões e fazer uma transição de carreira ou até mesmo não atuar na profissão mais diretamente relacionada com o curso que escolheu. Curiosidade Antes, as pessoas pensavam em escolher uma profissão e exercê-la durante uma vida inteira. O progresso, o modo de vida do capitalismoe a necessidade de mão de obra qualificada transformou a busca pela universidade em uma corrida por uma vida melhor para as classes sociais mais elevadas. A universidade conferia prestígio, era vista como condição para ocupar as melhores e mais bem remuneradas profissões. E agora, quando você chega ao ensino superior? O que significa estar na universidade? Certamente, o século XXI nos apresenta um novo mundo, outras formas de comunicação, jeitos diferentes de estudar e aprender novas profissões e atividades econômicas, necessidades de competências e habilidades para enfrentar os desafios da sociedade da informação e do conhecimento – tudo isso aponta para uma nova universidade. E você precisa conhecê-la, precisa entender o que significa chegar ao ensino superior neste momento! Ser universitário no século XXI A experiência universitária atual requer especialistas que reflitam sobre o assunto e possam oferecer apoio. Os professores Robson Melo e Luís Dallier convidam você para uma conversa sobre esse tema. Assista ao vídeo! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A universidade, associada a expressões como altos estudos, estudos superiores ou mesmo ensino superior, parece reforçar a tradição, o prestígio histórico e um saber distinto dessa instituição, além de uma certa solenidade que revestia a experiência de começar a fazer parte desse universo acadêmico. Mas será que ainda é assim? O ensino superior se reduz a uma experiência elitista ou representa uma forma de saber que já não combina mais com o mundo em que vivemos? Vamos ver o que mudou com o século XXI para pensarmos sobre as mudanças na universidade e sobre o que significa ser universitário hoje. Parâmetro Século XX Século XXI Longevidade (expectativa de vida) 50 anos 80 anos Média de filhos por família 2,5 1,5 Principais meios de informação Jornal impresso, rádio, televisão Mídias digitais Principais dispositivos de comunicação Telefone fixo, telex, fax, celular. Smartphone, tablet, notebook Parâmetro Século XX Século XXI Alfabetizados 69% 90% Acesso ao ensino superior 12% 20% Fontes de conhecimento Escola/universidade, biblioteca física, professores, livros Bibliotecas e repositórios virtuais, videoaulas, conteúdo digital Tempo médio em um emprego 20 anos 2 anos Com tantas mudanças em curso, por que imaginamos que a universidade e o universitário deveriam permanecer imutáveis? Hoje, o ensino superior não implica aprender um pacote de conhecimentos específicos para uma profissão que necessariamente exercerei por toda minha vida. Ser universitário também não significa manter uma rotina de idas e vindas ao campus para sentar em uma sala de aula e passivamente ouvir o professor, pretensamente detentor de todo conhecimento, expor o conteúdo ao longo de algumas horas. Sim, o mundo mudou e a universidade também tem mudado! Você não está entrando em uma universidade para simplesmente pegar um diploma no final e, com isso, ganhar a chancela de uma profissão. Você faz parte de um mundo em constante transformação, no qual a formação profissional na universidade deve prepará-lo também para continuar aprendendo ao longo da vida. A entrada em uma universidade no século XXI não pode se reduzir à busca por um diploma, precisa ser a sua introdução no que há de mais contemporâneo no mundo. Você está chegando numa instituição, num ambiente acadêmico, em que há um uso intensivo de tecnologia. Aprendemos da seguinte maneira: Com professores em salas de aula presenciais, mas também aprendemos em ambientes virtuais e de forma colaborativa com tutores e outros colegas nossos. E nos livros, mas também aprendemos em conteúdos digitais interativos e autoinstrucionais. Aprendemos o tempo todo e de diversas formas! Somos desafiados o tempo todo a compreender, relacionar, associar, construir, elaborar, ou seja, participar ativamente da nossa formação. A educação deve fortalecê-lo e dar possibilidades de olhar para o mundo, de estar disposto de forma constante a se desenvolver, a melhorar. E essa experiência de educação deixou de ser uma fase: aprender e continuar aprendendo precisa fazer parte da sua vida. A educação não é episódica. Nesse sentido, se já era um equívoco pensar que educação é igual à aula, é também inadequado imaginar que a aula é somente um professor falando. • • Com as tecnologias digitais e as metodologias ativas de aprendizagem, o processo educacional se dá em múltiplos lugares, em tempos diversos, nos bastidores, nos encontros presenciais na faculdade ou nas atividades virtuais no ambiente digital. O aprendizado se dá diante do professor, na relação com o tutor, nos diálogos com os colegas e também no uso de recursos digitais e de conteúdos interativos. Tudo isso deve evidenciar que lhe damos as boas-vindas à vida universitária, a uma experiência de aprendizado que deve estar integrada à sua própria vida, e não apenas a um espaço e tempo limitados, como uma aula tradicional dentro de uma sala no campus universitário. Então, mais uma vez, seja muito bem-vindo à melhor parte de sua vida, porque certamente ela se estenderá por toda sua vida como uma rica e constante experiência de aprendizado e crescimento! Verificando o aprendizado Questão 1 Vamos pensar sobre o que aprendemos até aqui sobre a vida universitária, sobre sua experiência neste momento de entrada no Ensino Superior. Para ajudar nessa reflexão, analise as afirmativas a seguir, ponderando sobre a adequação ou não do que cada uma apresenta. I – Devemos entender que somos o principal agente do nosso próprio processo de aprendizado, por isso, como sujeito, o desejo de se desenvolver e de aprender a aprender é fundamental. II – Historicamente, entrar no ensino superior teve motivos diferentes ao longo do tempo, o que deve nos levar a refletir sobre o que tem nos conduzido até a educação superior. III – Cada vez mais a experiência de um curso superior se torna exitosa quando a aprendizagem depende essencialmente da sala de aula e do professor. Está correto apenas o que se afirma em: A I. B II. C III. D I e II. E II e III. A alternativa D está correta. Devemos considerar adequada a afirmativa I porque o estudante deve assumir o protagonismo de sua formação, assumindo a responsabilidade pela sua aprendizagem a partir da orientação e acompanhamento que receberá de seus professores e da instituição de ensino. A afirmativa II está correta porque as razões para entrar na universidade vêm mudando ao longo do tempo. A afirmativa III é inadequada porque coloca a responsabilidade da aprendizagem apenas na instituição, em vez de acentuar a participação e responsabilidade do estudante no aprender a aprender. Questão 2 O uso intensivo de tecnologia na educação, seja esta educação denominada presencial, digital ou a distância, implica afirmar que A a sala de aula é o principal e único lugar de aprendizagem. B as metodologias de aprendizagem devem estar concentradas na fala e atuação do professor. C o acesso ao conhecimento e sua difusão permanecem inalterados. D a aprendizagem é um processo que se limita à relação entre aluno e professor. E os lugares e tempos de aprendizagem são diversos, são plurais. A alternativa E está correta. As tecnologias digitais e as metodologias ativas de aprendizagem permitem que o estudante estude e aprenda em diferentes espaços e tempos, permitindo mais flexibilidade e aprendizagem em rede. Assim, não é adequado afirmar que o aprendizado se esgota ou se limita na relação entre professor e aluno ou no espaço/tempo da sala de aula. 3. A instituição acadêmica A instituição em que você estuda Confira neste vídeo um breve resumo sobre o que é uma instituição de ensino superior, pensando a partir da prática, das vidas e dos exemplos, além do seu papel e os seus significados contemporâneos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Já pensamos um pouco sobre o que significa ser universitário e a respeito dealguns desafios para que sejamos sujeitos de nossa própria história na vida acadêmica. Partimos dessa reflexão para agora podermos conhecer um pouco mais uma instituição de ensino superior, com sua forma de organização, sua rotina, seus procedimentos, as modalidades e formas de oferta de seus cursos, enfim, tudo que compõe o espaço institucional acadêmico. Atenção É importante conhecer o lugar ao qual estamos chegando. Na verdade, nós existimos a partir dos lugares que habitamos, aos quais nos vinculamos. A ideia de lugar não é uma mera determinação geográfica, mas sim um valor estrutural e cultural, que ajuda também a definir quem você é, o que você almeja. Explicar o espaço e a organização da instituição acadêmica para você tem o objetivo de deixá-lo mais confortável e de situá-lo diante da novidade, daquilo que pode ser um tanto desconhecido. Assim, vamos saber mais sobre as Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil. O ensino superior no Brasil Você já sabe que a universidade passou por algumas mudanças ao longo dos últimos séculos. Mas agora já não mais nos interessa nos concentrar no que elas foram e o que elas representaram. Nosso objetivo é explicar como essas instituições funcionam atualmente no Brasil. Para compreender a educação superior e a forma de organização e funcionamento das Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil, podemos recorrer à legislação pertinente. Há Leis, Decretos, Resoluções, Portarias e outros documentos legais ou norteadores que estabelecem políticas, programas, normas, diretrizes e uma série de orientações para a educação superior e as IES. Atenção Um importante documento que nos ajuda a entender a organização da educação no Brasil, e especificamente a Educação Superior, é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. O capítulo IV da LDB trata especificamente da Educação Superior e compreende os artigos 43 a 57. O ensino superior no Brasil tem como órgão regulador o Ministério da Educação (MEC), do qual saem normas e diretrizes para as IES, os cursos e tudo que diz respeito ao ensino superior. Categorias administrativas das IES Conforme a legislação vigente, podemos classificar as Instituições de Ensino Superior (IES) em três categorias administrativas: Legislação vigente Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), art. 19. Lei Nº 12.881, de 12 de novembro de 2013. Portaria Normativa MEC Nº 21, de 21 de dezembro de 2017. Públicas As IES públicas são mantidas pelo Poder Público, seja ele federal, estadual ou municipal. Por serem financiadas e mantidas pelo Estado, essas IES não cobram a matrícula nem as mensalidades de seus cursos de graduação. Privadas As IES privadas são mantidas e geridas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado e podem ser com fins lucrativos ou sem fins lucrativos. As IES privadas com fins lucrativos também são chamadas de instituições particulares (faculdade particular, universidade particular etc.). As IES privadas podem, ainda, ser confessionais, quando se orientam por uma confissão de fé e ideologia específica, e filantrópicas, quando não possuem fins lucrativos e são reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social. Comunitárias As IES comunitárias, também denominadas Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES), não têm finalidade de lucro e devem ter representantes da comunidade na sua mantenedora e administração, além de atender a outros requisitos exigidos por legislação específica. (Lei Nº 12.881, de 12 de novembro de 2013.) Você sabe dizer em qual categoria administrativa se insere a sua IES? Resposta Se você respondeu IES privada ou particular, acertou! As instituições privadas não são simplesmente aquelas que cobram mensalidades. Essa é uma de suas características importantes, pois os investimentos em infraestrutura, corpo docente, pessoal administrativo, recursos tecnológicos, conteúdos digitais e qualidade acadêmica advêm da receita das mensalidades. As IES privadas, na verdade, se destacam por seu relevante papel social, permitindo que milhares de estudantes tenham acesso ao Ensino Superior, já que as instituições públicas não dão conta de garantir a matrícula de todos que desejam cursar uma graduação. Saiba mais Hoje, no Brasil, cerca de 75% dos alunos matriculados no Ensino Superior estão nas instituições privadas. E você faz parte desse importante contingente de estudantes que têm oportunidade de realizar o sonho do curso superior ou continuar investindo em sua formação. As IES privadas também possuem uma ampla e completa cobertura do território nacional. Seus cursos presenciais e a distância estão espalhados por cidades de todo o país, permitindo que tanto os estudantes dos grandes centros como aqueles das regiões mais remotas possam cursar sua graduação. Tudo isso evidencia o papel social importante das IES privadas no acesso mais democrático à Educação Superior. Organização acadêmica das IES Vamos agora conhecer as denominações das IES a partir de sua organização acadêmica. No Brasil, temos três tipos de instituições que oferecem cursos superiores: Faculdades São instituições de ensino superior dedicadas a um número menor de cursos e de áreas de conhecimento. Historicamente, tivemos importantes faculdades de Direito, de Administração, de Medicina, entre outras, tanto privadas quanto públicas. Assim, as faculdades tendem a ser mais especializadas e se caracterizam por oferecer cursos concentrados em determinadas áreas. As faculdades podem, muitas vezes, fazer parte de uma universidade, constituindo uma unidade orgânica dessa organização maior. As faculdades também se caracterizam por serem desobrigadas de atender a algumas exigências, como a oferta de cursos de pós- graduação, um número maior de docentes com titulação de mestre e doutor, infraestrutura e campi maiores (como no caso das universidades) e investimento em pesquisas, entre outras obrigações. Por outro lado, as faculdades não têm autonomia para criar cursos de graduação sem autorização do MEC, dependem de uma universidade para reconhecerem seus diplomas e não são obrigadas a oferecerem cursos de mestrado e doutorado. Mas nada disso dispensa as faculdades de oferecerem cursos e serviços educacionais de qualidade, até porque o MEC avalia continuamente as faculdades, além de o próprio mercado de trabalho prestigiar e reconhecer apenas as instituições que se destacam pela sua relevância e qualidade. Centros universitários São instituições mais amplas que as faculdades, porém com abrangência e obrigações menores do que as universidades. Um centro universitário tem um número maior de cursos, atua em diversas áreas de conhecimento, possui autonomia para oferecer cursos de graduação em sua sede, sem necessitar de autorização prévia do MEC, e pode oferecer cursos de mestrado e doutorado. Os centros universitários, no entanto, não têm a exigência de oferecer determinado número de cursos de mestrado e doutorado, de investir em pesquisa e de possuir um percentual maior de professores mestres e doutores e docentes de tempo integral comparado com a universidade. Universidades São as instituições com mais autonomia para abrir cursos novos, ampliar a sua atuação presencial no Estado em que têm sua sede, além de possuírem infraestrutura mais complexa e completa. As universidades devem atuar nas diversas áreas de conhecimento, abrangendo variados cursos, por isso são caracterizadas como pluricurriculares. São instituições que podem ser compostas por diferentes faculdades, além de diversos campi (plural do latim campus.). As universidades são obrigadas a oferecer um número mínimo de cursos de mestrado e doutorado, devem investir em pesquisa, precisam ter um percentual maior tanto de docentes de tempo integral quanto de professores mestres e doutores. Para funcionar plenamente, uma IES precisa ser credenciada (ou recredenciada) pelo MEC. Assim, de acordo com sua organização acadêmica, uma IES pode ser credenciadacomo faculdade, centro universitário ou universidade. Credenciada O credenciamento é uma modalidade de ato autorizativo. Por meio dele, uma instituição de ensino superior (IES) é avaliada e recebe autorização do MEC para iniciar suas atividades. Após credenciada, a IES periodicamente passa por um ciclo de avaliação para receber seu recredenciamento. O credenciamento é uma chancela do órgão regulador – o MEC –, uma garantia de que aquela instituição pode oferecer cursos superiores. No credenciamento, as instituições recebem uma nota a partir da avaliação institucional que foi realizada, sendo 5,0 a nota maior. Há também um credenciamento específico para a oferta de cursos a distância. Somente instituições credenciadas para Educação a Distância podem oferecer cursos nessa modalidade. Tipos de cursos e graus Neste vídeo, faremos um resumo das opções de vida que podem ser úteis para você no futuro, facilitando a recordação quando necessária. Assista! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Ao entrar no ensino superior, o estudante ingressa em um tipo de curso. Inicialmente, se trata de um curso de graduação, que pode ter diferentes graus. Exemplo Quem cursa Pedagogia está num curso de graduação no qual obterá um diploma relacionado com o grau de licenciatura. Quem cursa Direito está matriculado num curso de graduação no qual obtém o diploma com o grau de bacharel. O aluno que está num Curso Superior de Tecnólogo (CST) em Gestão de Recursos Humanos também cursa uma graduação, obtendo futuramente o diploma relacionado ao grau de tecnólogo. Em linhas gerais, há dois grandes tipos de cursos: graduação e pós-graduação. Tanto na graduação quanto na pós-graduação, temos algumas classificações e denominações. Vamos a uma síntese desses diferentes tipos e graus para depois explicar cada um deles: Graduação Bacharelados Licenciaturas Tecnólogos Pós-graduação Lato sensu Stricto sensu Cursos de graduação Os cursos de graduação podem ter os seguintes graus ou tipos: • • • • • Bacharelados São os cursos de graduação mais tradicionais, tendo um perfil generalista, de formação científica ou humanística. Geralmente, são cursos que permitem o exercício de determinada atividade profissional, algumas profissões inclusive regulamentadas por conselhos. Também conferem competência para o exercício de atividades acadêmicas ou culturais. O aluno que se forma num curso de graduação do tipo bacharelado recebe o diploma com o grau de bacharel. Licenciaturas Os cursos de licenciatura, atualmente designados como cursos de formação de professores, visam formar profissionais da Educação para o exercício da docência na Educação Básica e modalidades educacionais, como Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de desempenho de outras atividades, como a de gestores educacionais. O aluno que se forma num curso de licenciatura na graduação recebe o diploma com o grau de licenciado. Tecnólogos São graduações de duração menor do que os bacharelados e licenciaturas, definidas a partir de um catálogo de cursos tecnológicos. Buscam atender a demandas técnicas do mercado de trabalho. Esses cursos foram criados no final dos anos 1990 com o objetivo de acelerar a formação de técnicos no Brasil. O aluno que se forma num Curso Superior de Tecnologia (CST) na graduação recebe o diploma com o grau de tecnólogo. Saiba mais Os cursos de graduação podem ser ofertados presencialmente ou na modalidade a distância (EaD). Tanto os cursos presenciais quanto os cursos a distância são avaliados pelo MEC a fim de que sua qualidade seja garantida. Os diplomas de cursos presenciais e a distância têm o mesmo valor, por isso mesmo, não se especifica num diploma se o curso é presencial ou a distância. Cada vez mais os cursos presenciais experimentam e incorporam os recursos e as inovações metodológicas da educação digital, numa tendência para o hibridismo. Qual dessas graduações é a melhor? Simplesmente aquela que atende à sua necessidade, aos seus objetivos. Todas têm sua função e vão lhe oferecer habilidades e competências diferentes para sua formação e o desempenho de atividades profissionais, culturais ou acadêmicas. Você pode fazer cursos diversos ao longo de sua vida, afinal, não estamos falando somente de obter diploma, mas de sua formação pessoal e profissional, que deve ser contínua. Cursos de pós-graduação Vamos agora conhecer os tipos de cursos de pós-graduação: Lato sensu Os cursos de pós-graduação Lato sensu (Sentido amplo) são uma forma de se especializar em determinado conhecimento ou área após a graduação, que é mais generalista. Por isso mesmo são cursos denominados de Especialização. Há também alguns cursos que recebem a denominação de MBA, sigla oriunda do inglês Master of Business Administration, sendo que no Brasil corresponde a uma pós-graduação Lato Sensu com foco no mundo do trabalho na área da gestão e de negócios. Os cursos de pós-graduação Lato sensu permitem que o aluno se especialize em determinadas competências e conhecimentos para o exercício de atividades profissionais, acadêmicas ou culturais. Por exemplo, a condição mínima para ministrar aulas num curso superior é ter um certificado de especialização ou título de especialista. Os cursos de pós-graduação Lato sensu não conferem diplomas, mas certificados. Esses cursos somente podem ser oferecidos por Instituições de Ensino Superior ou outras instituições especialmente credenciadas para essa oferta. Stricto sensu Os cursos do tipo Stricto sensu são voltados à formação acadêmica e à pesquisa científico- acadêmica. O mestrado e o doutorado são cursos de pós-graduação Stricto sensu, que conferem, respectivamente, o título de mestre e de doutor, com emissão de diploma. Para cursar o mestrado é necessário já ter cursado a graduação. Em geral, após cursar as disciplinas do mestrado e desenvolver um projeto de pesquisa ou de dissertação, o aluno apresenta a defesa de sua dissertação a uma banca examinadora a fim de obter a aprovação e o título de mestre. O mestrado pode ser acadêmico ou profissional. O doutorado é cursado, geralmente, após obtenção do título de mestre. Após cursar as disciplinas, desenvolver as atividades requeridas e a pesquisa, e passar por uma banca de qualificação, o aluno apresenta a defesa de sua tese de doutoramento a uma banca examinadora a fim de obter o diploma e o título de doutor. Saiba mais Profissional: O mestrado profissional está mais voltado à preparação em alto nível para o mercado de trabalho e a qualificação profissional. Já o mestrado acadêmico está voltado para a pesquisa e a carreira acadêmicas. No entanto, tanto um quanto outro permitem o exercício do magistério no ensino superior. Doutor: A rigor, o título de doutor é concedido a quem obtiver o diploma referente ao doutoramento. No Brasil, não há o título de PhD (abreviação para Philosophy Doctor e que poderia ser traduzido literalmente como “Doutor em Filosofia”). Nos Estados Unidos, por exemplo, o PhD corresponde a um doutorado acadêmico, já que há doutorados com foco profissional. O aspecto institucional e os caminhos da inovação Assista ao vídeo e entenda que a educação ao longo da vida é essencial. Obter um diploma não é suficiente para toda a vida; você precisará de novas habilidades e formações no futuro. A universidade está aqui para ajudá-lo a traçar esses caminhos e processos contínuos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O aspecto institucional e o desafio da inovação Se as instituições de ensino superior precisam atender à legislação e funcionar conforme os padrões estabelecidos pelo MEC, isso não significa que a forma de organização e os aspectos institucionais devam tornar a faculdade um espaço chato, burocrático e tradicionalista. Ao mesmo tempo que devemos manter a tradição do conhecimento acadêmico e garantir a legalidade dos processos e aspectos institucionais, devemos ter instituições inovadoras, comprometidas com as mudanças queo conhecimento e a tecnologia promovem. Isso mesmo: inovar para continuar oferecendo educação de qualidade e transformadora. Perceba que a forma pela qual você está estudando agora, por exemplo, é inovadora. Você tem a possibilidade não apenas de ler este texto escrito, mas também de navegar por conteúdos audiovisuais, verificar seu aprendizado e interagir a partir de outros recursos. E isso é apenas parte da transformação que a educação vem experimentando graças às inovações metodológicas e tecnológicas. Assim, a estrutura e a organização das instituições de ensino devem estar a serviço do conhecimento, da ciência, da sociedade e, especificamente, das suas necessidades de formação e preparação para o mercado de trabalho. Verificando o aprendizado Questão 1 Analise as afirmativas a seguir: I - A formação num curso de graduação se dá no espaço ou no contexto de uma Instituição de Ensino Superior (IES), que tem como órgão regulador o Ministério da Educação (MEC). II – São três as categorias administrativas das Instituições de Ensino Superior no Brasil: faculdades, centros universitários e universidades. III – As universidades são o único tipo de IES reguladas pelo MEC, que passam por credenciamento e que oferecem cursos com qualidade. IV- As IES privadas têm pouca relevância social, pois o maior contingente de estudantes no Brasil encontra-se nas IES públicas. Está correto apenas o que se afirma em: A I e II. B I e III. C II e III. D III e IV. E II, III e IV. A alternativa A está correta. As afirmativas I e II estão corretas porque o MEC é o órgão regulador das IES, estabelecendo processos de avaliação e credenciamento das IES a partir da legislação pertinente e das políticas e programas educacionais. É o MEC quem credencia uma IES como faculdade, centro universitário ou universidade. A afirmativa III está incorreta porque as faculdades e os centros universitários também são avaliados e regulados pelo MEC. Por fim, a afirmativa IV não é verdadeira porque as IES privadas também têm sua relevância social, e são hoje responsáveis pela formação superior da maioria dos estudantes brasileiros. Questão 2 As IES oferecem diversos tipos de cursos. Essa diversidade corresponde a denominações e graus diferentes. Assim, marque a alternativa que faz uma afirmação correta sobre os distintos tipos de cursos. A Os cursos de graduação podem conferir o grau de bacharel, licenciado ou tecnólogo. B Os Cursos Superiores de Tecnologia (CST) não permitem a obtenção de diploma porque não são cursos de graduação. C Todas as licenciaturas ou cursos de formação de professores têm a duração curta e a mesma finalidade dos CST. D Os cursos de bacharelado somente podem ser ofertados presencialmente, quando houver exceção, o diploma deve especificar que o curso é a distância. E Um curso de pós-graduação sempre será um curso Stricto Sensu, inclusive um MBA. A alternativa A está correta. A opção A está correta porque existem dois tipos de curso superior: graduação e pós-graduação. Nos cursos de graduação, temos três graus: bacharelados, licenciaturas ou formação de professores e tecnólogos. As demais alternativas estão incorretas porque os CST permitem a obtenção de diploma de graduação; as licenciaturas não têm a mesma duração e finalidade dos CST; os bacharelados podem ser ofertados tanto presencialmente quanto a distância, sem distinção da modalidade no diploma; e a pós- graduação tem tanto cursos Lato Sensu, como os cursos de especialização e os MBA, quanto Stricto Sensu, como mestrado e doutorado. 4. Organização e convivência acadêmicas A organização acadêmica de seu curso Neste vídeo, vamos pensar um pouco em pilares fundamentais da educação e seus caminhos. Vamos exemplificar com as questões do PPC e da convivência. Confira! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O seu curso tem uma série de características próprias, que são só dele, e provavelmente aspectos que ele compartilha com outros cursos da mesma área de conhecimento ou até mesmo de diferentes áreas. Mas além desses elementos, cada curso reúne objetivos, concepções, conhecimentos e outros aspectos que podem estar vinculados a determinada atividade profissional ou a uma área e atividade acadêmica ou cultural. Tanto nos aspectos específicos quanto nos aspectos comuns, o seu curso atende a diretrizes estabelecidas pelo MEC, a objetivos pedagógicos propostos pela sua IES e às demandas da sociedade. Atenção Tudo isso faz parte da organização acadêmica de seu curso, que pode ser conferida no Projeto Pedagógico do curso. O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) é o documento que registra aspectos importantes de seu curso, como: Concepção do curso Incluindo contextualização e objetivos do curso, além do perfil do egresso (atitudes, habilidades e competências que são esperadas do futuro profissional.). Estrutura do curso Incluindo sua matriz curricular, informações sobre seu corpo docente e técnico- administrativo, infraestrutura etc. Procedimentos de avaliação Incluindo os critérios e formas de avaliação do ensino e da aprendizagem. Instrumentos normativos Incluindo regimentos, regulamentos e outros instrumentos normativos de apoio. Todos esses elementos que fazem parte da concepção, estrutura e funcionamento de um curso devem atender às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) estabelecidas pelo MEC para cada curso. Atenção Assim, num curso de Administração, por exemplo, o MEC define por meio de Resolução, e disponibiliza em seu portal, as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. São as DCNs que estabelecem, por exemplo, a carga horária mínima do curso, o seu tempo de integralização, os componentes curriculares obrigatórios, a obrigatoriedade e duração do estágio, a obrigatoriedade ou não do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) etc. Mas os compromissos de um curso ou sua organização acadêmica estão relacionados apenas ao MEC? Por isso, um curso de graduação precisa sempre ser atualizado, sua matriz curricular deve ser dinâmica e responder a desafios que o mundo do trabalho e a sociedade vão apresentando. Avaliação Uma das formas de garantir a atualização e a relevância de um curso de graduação é desenvolvendo processos de avaliação que contribuam para a tomada de decisões que promovam o aperfeiçoamento e a qualidade da instituição acadêmica, de seus cursos e da relação com os alunos, além de orientar o investimento em recursos financeiros e em pessoal. Curiosidade Há várias ferramentas e recursos que permitem ouvir alunos, professores e pessoal administrativo a fim de se gerar dados e informações que sinalizem o que está dando certo e o que ainda precisa melhorar. O próprio MEC estabelece instrumentos de avaliação institucional, mas hoje as instituições de ensino acabam indo além desses instrumentos para continuamente trabalhar com indicadores que mostram o quanto seus alunos estão satisfeitos e quais as necessidades que precisam ser atendidas. Tudo isso evidencia que o compromisso com a qualidade é fator primordial na educação superior. E a qualidade de um curso não é determinada apenas pela nota no ENADE e seu posicionamento no MEC ou em algum ranking. Uma IES e seus cursos também são valorizados e reconhecidos pelo grau de empregabilidade de seus alunos egressos ou pela imagem favorável que têm junto à sociedade local. Saiba mais O ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) avalia o desempenho dos alunos que estão finalizando o seu curso, conferindo as competências e habilidades necessárias à sua formação geral e profissional. O desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos avaliados é analisado junto com outros parâmetros, como o IDD (Índice de Desempenho Discente), que indica o valor agregado pelo curso, e as respostas ao Questionário do Estudante. O ENADE é obrigatório para todos os estudantes que nele forem inscritos pela IES a partir de critérios definidos pelo MEC.A comunidade acadêmica A educação superior, em suas modalidades e configurações, é feita por gente, por sujeitos que constroem o conhecimento e contribuem para a transformação de uma nação. Atenção Os aspectos institucionais são importantes, os procedimentos acadêmicos têm o seu lugar, a infraestrutura é essencial, a tecnologia é fundamental, mas nada é mais central do que as pessoas que fazem uma Instituição de Ensino Superior e os seus cursos serem uma experiência de aprendizado, de crescimento e de preparação para a vida e para o mundo do trabalho. Nesse cenário, destacamos dois atores principais: professores e alunos. Na comunidade acadêmica, a interação presencial ou virtual entre docentes e estudantes é a chave para o aprendizado. Conheça alguns cenários: Aula presencial Professores à frente de uma sala de aula dialogando com seus alunos. Aulas online Professores num ambiente virtual respondendo a dúvidas e atuando como tutores. Aulas práticas Professores no laboratório conduzindo experimentos e atividades práticas. Conteúdos inovadores Professores compartilhando conhecimento e apresentando conteúdo inovador em vídeos, em podcasts ou em textos digitais. Jornada de conhecimento Professores supervisionando, mediando, orientando, acompanhando, animando e desafiando seus alunos na jornada do conhecimento. Hoje, com as tecnologias digitais e as novas formas de interatividade, a interação com o professor acontece inclusive por meio de conteúdos em formatos diversos. Conteúdos interativos pensados e elaborados por professores e equipes multidisciplinares. Aqui mesmo, agora neste momento, são professores que se dirigem a você, que falam com você pelo texto, pelo vídeo, pelo podcast. Nesta comunidade acadêmica, nesta rede do saber, professores e alunos são parceiros no processo de ensino-aprendizagem. Se o aluno deve ser protagonista nesse cenário, o professor é uma espécie de diretor, de alguém que dirige a cena para que o aluno brilhe no palco da vida. Mas, falemos um pouco mais agora sobre você! Sobre sua relação com essa comunidade. O desafio da convivência Já parou para pensar que você existe e constrói sua identidade a partir do outro? A Psicologia nos ajudar a perceber que nos definimos a partir do outro. As Ciências Sociais nos apontam que também nos constituímos a partir das relações sociais. Se tomamos isso como verdade, a dimensão coletiva ou as relações interpessoais na comunidade acadêmica são muito importantes, são uma forma de definir nossa identidade como estudantes e de contribuir para nossa formação profissional. Além da relação com nossos mestres, a interação com nossos colegas é parte do aprendizado e do crescimento na comunidade acadêmica. Comunidades de aprendizagem são, principalmente, teias ou redes de interação e colaboração nas quais aprendemos muito com os outros. Por isso, ao ingressar na vida universitária, para viver melhor, você vai precisar conviver. Para participar de comunidades de aprendizagem, é preciso também aprender a conviver, aprender com o outro. Seja no trabalho, seja virtualmente, você precisa reforçar as possibilidades de convivência, precisa entender que é algo fundamental para ter mais oportunidades, para desenvolver seu conhecimento. Atenção Uma vez que tenha tomado consciência de quem você é, entendido onde você está e se conscientizado exatamente do que você busca, é preciso assumir o desafio de conviver, de interagir, com professores, colegas e seu entorno. A relação com o outro Uma das grandes questões que aparecem quando a gente lida com educação é que tudo o que eu aprendo só tem sentido se posto em perspectiva. Por isso, você precisa despertar para o mundo que está no seu entorno. Olhar as pessoas, valorizar as pessoas, é de alguma forma olhar para si. Tornar-se consciente é aprender a respeitar e ser respeitado, para que você possa afirmar o seu direito de existir e o direito de ser respeitado. O antropólogo francês Marc Augé define de forma muito interessante esse papel do espaço e do outro: Se a tradição antropológica ligou a questão da alteridade (ou da identidade) à do espaço, é porque os processos de simbolização colocados em prática pelos grupos sociais deviam compreender e controlar o espaço para se compreenderem e se organizarem a si mesmos. (AUGÉ, 1994, p. 158) Vamos pensar sobre isso: Todos nós possuímos uma identidade, um conjunto de valores, símbolos e formas que nós reconhecemos. Todos nós vivemos e definimos alteridades, aquilo que é diferente de mim, o que não sou. Quando eu começo a me definir, isso não vem do nada, isso passa pelo espaço – não como uma delimitação física –, mas como o espaço de convivência. Passa pelos símbolos que são reconhecidos, pelo modo como as trocas sociais funcionam e/ou passam pelas relações de poder, como o poder é exercido, reconhecido, trocado. Somos todos seres sociais, construímos identidade e naturalizamos nossas posições sociais. Nós assumimos nomes, nossas famílias e nossas escolhas. Isso, ainda que não seja real a priori, é real na vida de cada um de nós. Nossas sociedades criam regras, nós nos adequamos, buscamos tirar o melhor delas, mas no fim, tudo passa pelo valor que nós atribuímos a nós e aos outros. Passa pelos “contratos” sociais que assumimos. O ser humano é um ser social. O ser humano não sobreviveu ou não se estabeleceu isoladamente. O ser humano acumulou, preservou e desenvolveu tudo aquilo que a sua ancestralidade lhe deixou. Não é à toa que hoje avançamos aceleradamente no conhecimento e experimentamos uma revolução tecnológica. Temos a capacidade de nos educarmos, de continuarmos na construção e aperfeiçoamento da civilização humana. Toda a sociedade humana é fruto das relações construídas historicamente pelos próprios grupos humanos. Resumindo Assim, na comunidade acadêmica, temos também a missão de construir relações com o outro, de aprendermos com o outro, seja o professor ou o colega. Nossa relação com os outros deve buscar o fortalecimento e o crescimento dessa comunidade de aprendizagem. Deve ser também a busca por relações que respeitem a diversidade, que sejam inclusivas, que desconstruam os preconceitos e as discriminações. Uma comunidade de conhecimento somente será verdadeiramente um lugar de aprendizagem e crescimento, relevante para a sociedade, se aprendermos a conviver com o outro e nessas conexões ampliarmos nossos saberes, habilidades e competências. O sentido de comunidade precisa passar por aspectos diversos da dimensão humana. O ambiente educacional reproduz as características do mundo, ao mesmo tempo que os reflete e ressignifica. Por isso, em todos os cursos você será desafiado a pensar sobre inclusão, diversidade, direitos humanos e ética. Todas as nossas interações, físicas ou digitais, são marcadas por opiniões, valores e crenças. Estar inserido em uma comunidade de aprendizagem deve, por princípio, fortalecer sua capacidade crítica na construção de uma sociedade mais equilibrada e harmônica. A comunidade acadêmica Vamos pensar um pouco sobre como as trocas podem ajudar a vivenciar esse processo de aprender na universidade. Assista ao vídeo! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A organização da vida acadêmica implica a necessidade de se ter o Projeto Pedagógico de Curso (PPC) para cada graduação ofertada numa Instituição de Ensino Superior (IES). O PPC deve ser consultado quando eu, por exemplo, tiver a necessidade de me informar sobre A o valor da mensalidade de meu curso e eventuais formas de financiamento oferecidas pelo governo ou bancos privados. B o cronograma do Enade e os principais conteúdos que foram cobrados nas últimas provas desse tipo de exame. C a concepção e estrutura do curso, seus procedimentos de avaliação e seus instrumentos normativos. D os detalhes e as normas referentes à regulamentação de uma determinada profissão e o estatuto de seu Conselho Federal. E o conteúdo