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Vida Universitária
A experiência, os desafios e os aspectos institucionais da vida universitária e as estratégias para
manutenção do bem-estar na rotina acadêmica.
Prof. Luís Cláudio Dallier, Prof. Rodrigo Rainha
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender as características, os desafios e as conquistas da vida universitária para desenvolver
habilidades que favoreçam o sucesso no aprendizado e no planejamento de seu curso, mantendo o bem-
estar.
Objetivos
Identificar a importância do acolhimento e do bem-estar em suas escolhas acadêmicas e de vida, além
de estratégias para atribuição de propósito e significado às suas atividades diárias.
Reconhecer as oportunidades e os desafios da vida universitária.
Identificar as características e as denominações das instituições de ensino superior.
Identificar aspectos da organização e da interação da vida acadêmica.
Introdução
Boas-vindas à universidade! Você faz parte de um dos mais belos projetos de vida: investir na própria
formação a partir de um curso de graduação.´
 
Mas o que significa cursar uma graduação? O que é ser universitário hoje no Brasil?
 
Quais são as consequências dessa experiência acadêmica para nossa vida pessoal, nossa formação e nosso
futuro profissional? Como manter o bem-estar nessa rotina e buscar a felicidade nas escolhas acadêmicas?
 
Essas são questões importantes para refletirmos no início da vida acadêmica. Por isso, vamos explorar o
universo do ensino superior, desde a perspectiva institucional até os aspectos que impactam diretamente sua
experiência acadêmica.
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1. Acolhimento e bem-estar: em busca da felicidade
Atenção ao bem-estar
Você já se sentiu um pouco confuso ao tentar tomar uma decisão e, de repente, começa a falar sobre algo
inesperado, como felicidade? Se isso nunca aconteceu com você, não se preocupe, porque é exatamente
sobre isso que vamos conversar no vídeo a seguir. Vamos lá!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Você acha estranho falarmos sobre felicidade e bem-estar? Não se preocupe! Tem muita gente estudando
esse assunto. O Greater Good Science Center da Universidade da Califórnia, em Berkeley, desenvolveu o
conceito dos quatro pilares da felicidade no trabalho. Aqui estão eles:
 
Propósito
Engajamento
Resiliência
Bondade
Esses pilares são projetados para aumentar a felicidade dos funcionários e, consequentemente, melhorar a
produtividade e a satisfação no trabalho.
Nosso papel aqui é preparar você para valorizar sua felicidade. Antes de qualquer coisa, encontre uma
posição confortável. Como você costuma fazer isso? Apenas se acomode e, por enquanto, não faça mais
nada. Não continue seu estudo sem ao menos tentar.
Agora vamos ver se você realmente tentou? Olhe-se no espelho!
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Representação de um espelho na parede.
Parece que você ainda está bastante tenso! Lembre-se de que tomar qualquer decisão exige esforço de sua
parte. O espelho não é mágico, e esta varinha também não é mágica.
Representação de uma varinha mágica.
Não adianta tentar alcançá-la sem esforço. A felicidade, o diploma e o aprendizado não vêm por mágica! Para
conquistá-los, é necessário se dedicar. Você está disposto a se dedicar? 
Pare e preste atenção à sua respiração. Observe o que está ao seu redor, olhe com atenção.
Continue respirando de forma consciente e note os sons ao seu redor. Agora, estamos prontos para
começar.
Vamos falar de Emily Esfahani Smith, uma autora proeminente que analisa quatro pilares úteis para estudantes
universitários. Focar esses pilares pode ajudar você a encontrar propósito e felicidade na jornada acadêmica.
Vamos conhecê-los!
Pertencimento
Importância de estar em relacionamentos nos quais indivíduos se sentem valorizados e valorizam os
outros, baseados em amor e respeito mútuos.
Propósito
As próprias forças devem ser usadas para servir aos outros, com trabalhos significativos ou
empreendimentos pessoais. Para os estudantes, isso pode significar engajar-se em atividades
alinhadas às suas paixões e que contribuam para a comunidade.
Transcendência
Momentos em que os indivíduos se sentem conectados a uma realidade maior, alcançados através de
experiências como arte, natureza ou práticas espirituais, proporcionando uma perspectiva e um senso
de pertencimento a algo mais grandioso.
Narrativa
A criação de uma narrativa coerente sobre as próprias experiências de vida ajuda na
autocompreensão. Refletir e reformular suas histórias pessoais pode aumentar a resiliência frente aos
desafios universitários.
Para quem está entrando na universidade, esses pilares fornecem uma base sólida para uma experiência
acadêmica significativa e satisfatória. Cultivar conexões fortes, perseguir atividades com propósito, buscar
experiências transcendentes e construir narrativas pessoais podem melhorar o bem-estar e o sucesso
acadêmico.
A importância de se sentir bem
Sentir-se bem emocional e mentalmente é fundamental para nossa qualidade de vida. Segundo Emily Esfahani
Smith, os quatro pilares de uma vida significativa são essenciais para alcançarmos uma vida plena e
satisfatória. 
A sensação de bem-estar nos permite lidar melhor com desafios, tomar decisões mais informadas e
estabelecer relações mais saudáveis. Vamos explorar um exercício de reflexão e uma situação prática que
ilustram como estar bem ou não pode influenciar nossa experiência.
Reflita sobre um momento difícil que você enfrentou recentemente.
Considere como você estava se sentindo emocionalmente durante esse período.
Agora, imagine duas versões suas enfrentando essa situação: uma em que você se sente bem,
confiante e resiliente, e outra em que você se sente desanimado e estressado.
Pense em como cada versão de você lidaria com a mesma situação e anote suas respostas.
Quer ajuda para visualizar uma situação prática? Imagine que tenha recebido um feedback crítico no trabalho
sobre um projeto importante que você liderou.
Versão 1: Sentindo-se bem
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Feedback negativo.
Reforço positivo 1
Sentindo-se bem, você recebe o feedback de forma construtiva. Você vê isso como uma
oportunidade de aprendizado e crescimento. Analisa os pontos críticos e planeja melhorias, mantendo
uma atitude positiva.
Reforço positivo 2
Com um estado mental positivo, você se comunica abertamente com seu supervisor, agradecendo
pelo feedback e solicitando mais detalhes para entender melhor os pontos de melhoria. Essa atitude
proativa demonstra sua capacidade de lidar com críticas e melhora sua relação profissional.
Versão 2: Não se sentindo bem
Impacto negativo 1
Sentindo-se desanimado e estressado, você recebe o feedback como um ataque pessoal. Isso gera
sentimentos de inadequação e baixa autoestima, dificultando a capacidade de ver o feedback de
forma objetiva e construtiva.
Impacto negativo 2
Com um estado emocional negativo, você pode reagir defensivamente ou evitar a situação, não
buscando esclarecimentos ou soluções. Isso pode resultar em uma deterioração da relação com seu
supervisor e uma oportunidade perdida de crescimento profissional.
Reflexão final
O feedback continuou sendo negativo em todas as situações. Todas. Receber esse tipo de feedback é difícil e
gera uma sensação enorme de fragilidade.
Esse exercício aponta que somos mais capazes de lidar com
desafios de maneira positiva e produtiva quando nos
sentimos bem, o que pode levar a melhores resultados tanto
pessoal quanto profissionalmente. Por outro lado, não estar
bem pode nos levar a interpretar as situações de maneira
negativa, o que dificulta nosso crescimento e afeta nossas
relações.
Sim, existem condições sociais, o imponderável e aspectos
que não podemos controlar, e temos consciência de que
todos esses fatores impactam nosso bem-estar. Diante
disso, focar o que você pode controlar pode ser uma
decisão bastante interessante, não acha?
A felicidade pode ser estudada e é um recurso eficiente para o sucesso no ensino superior.
Cuidado com sua mente!
Vamos compreender por que nossas intuiçõesque será cobrado em um concurso público destinado a formandos de determinado curso
A alternativa C está correta.
O Projeto Pedagógico de Curso deve ser consultado quando se buscam informações sobre os objetivos do
curso, o perfil de seus egressos, a estrutura curricular, as ementas das disciplinas, os procedimentos e
critérios de avaliação da aprendizagem, os regulamentos e regimentos pertinentes ao curso, entre outras
informações acadêmicas.
Questão 2
Analise as afirmativas a seguir:
I – O espaço acadêmico ou universitário deve ser uma verdadeira comunidade de aprendizagem na qual
professores e estudantes são parceiros na construção do conhecimento.
II – O desafio da convivência e da interação numa comunidade de aprendizagem se justifica porque o ser
humano é um ser social e o conhecimento cada vez mais tem relevância quando produzido de forma
colaborativa.
III – A comunidade acadêmica deve preparar seus estudantes para um mercado de trabalho competitivo e
cruel, por isso o aprendizado e o conhecimento devem ser uma experiência individual e pouco colaborativa.
Está correto apenas o que se afirma em:
A
I.
B
II.
C
III.
D
I e II.
E
I e III.
A alternativa D está correta.
As afirmativas I e II trazem proposições adequadas ao contexto acadêmico e à construção do
conhecimento porque se deve levar em conta que o processo de ensino-aprendizado se dá a partir da
interação e colaboração entre professores e estudantes, num contexto em que o Ensino Superior se
caracteriza como uma comunidade de aprendizagem. Por isso mesmo, a afirmativa III está incorreta, porque
a preparação para o mercado de trabalho, por mais competitivo que ele seja, deve se dar num ambiente de
cooperação, de trabalho em grupo e de valorização do conhecimento tanto individual quanto coletivo.
5. Conclusão
Considerações finais
O bem-estar é importante em toda sua vida e, na rotina universitária, não é diferente. Você deve refletir sobre
suas prioridades e fazer escolhas que possam promover um bem-estar que não seja apenas momentâneo.
 
Você aprendeu por meio deste conteúdo que chegar à vida universitária é fazer parte da uma tradição cultural
e intelectual que vem de longe, mas que nas últimas décadas ganhou novos sentidos com as mudanças ou
transformações pelas quais a universidade vem passando.
 
Viu que um curso superior é mais do que a preparação para exercer uma atividade profissional específica, pois
a vida acadêmica é uma verdadeira escola na qual podemos aprender a aprender, nos preparando para um
aprendizado ao longo da vida.
 
Você também pôde verificar que são múltiplos os tipos de cursos oferecidos no Ensino Superior, assim como
são diversas as formas de organização das instituições de ensino e da vida acadêmica.
 
Por fim, você aprendeu que a vida universitária nos traz o desafio da convivência numa comunidade de
aprendizagem, em que a colaboração e parceria entre professores e alunos na construção do conhecimento é
um dos caminhos para o sucesso na vida acadêmica e profissional.
Podcast
Agora os professores Robson Melo, Luís Dallier e Roberto Paes encerram o tema debatendo suas
experiências e vivências na vida universitária.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Fala, mestre!
Neste vídeo, discute-se a importância do equilíbrio e da maturidade ao seguir a paixão, como no caso de
trocar a carreira em economia pelo esporte. Destaca-se como a base educacional anterior pode beneficiar
novas carreiras, como no relato de um atleta que se formou em economia e aplicou suas habilidades
estatísticas no esporte. A mensagem central é sobre a relevância da educação e disciplina, exemplificada por
atletas que, mesmo com uma vida exigente, encontram valor na formação superior. Casos como o da campeã
olímpica Sandra Pires ilustram o impacto positivo disso. A importância de não utilizar desculpas e demonstrar
determinação também é enfatizada, mostrando como a educação virtual pode flexibilizar a vida dos atletas.
Histórias inspiradoras, como a de Serginho, que venceu obstáculos para alcançar o sucesso, servem como
exemplos motivadores para jovens de comunidades humildes, reforçando a mensagem de que é possível
superar desafios com persistência e vontade.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, assista:
 
Ao vídeo Ensino Superior: a educação superior na América Latina, produzido e disponibilizado pela
UNIVESP em seu canal no YouTube, para um panorama e debate sobre a história da educação superior
no contexto brasileiro e latino-americano.
Ao filme O Sorriso de Monalisa (2003), para refletir e se inspirar na relação entre mestre e estudantes.
 
Leia:
 
O Ensino Superior é cheio de histórias pessoais de superação. Conheça uma delas lendo a matéria
jornalística Idoso se forma em História aos 79 anos; trajetória do aluno inspira universidade do RJ, que
cria projeto de alfabetização, publicada pelo O Globo juntamente com um vídeo que traz um
emocionante depoimento.
O livro A Aventura da Universidade, de Cristovam Buarque, ex-reitor da UnB, que analisa a história e os
desafios da universidade no século XXI.
 
Pesquise:
 
Navegue pelo portal do MEC para conhecer mais sobre as políticas educacionais, a legislação e outros
aspectos institucionais do Ensino Superior no Brasil.
Sobre adiamento da recompensa, assista ao vídeo The marshmallow test, disponível no canal Igniter
Media, no YouTube.
Referências
AUGÉ, M. Le sens des autres. Actualité de l'anthropologie. Paris: Fayard, 1994.
 
CARVALHO, J. de. Obra completa: história das instituições e pensamento político (1930-1957). Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.
 
SMITH, E. E. There's more to life than being happy. YouTube. TED, 2017. Consultado na internet em: 7 ago.
2024.
 
SMITH, E. E. The Power of Meaning: The true route to happiness. New York: Random House, 2017.
 
SMITH, E. E. O poder do sentido: os quatro pilares essenciais para uma vida plena. Rio de Janeiro: Objetiva,
2017.
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	Vida Universitária
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Acolhimento e bem-estar: em busca da felicidade
	Atenção ao bem-estar
	Conteúdo interativo
	Pertencimento
	Propósito
	Transcendência
	Narrativa
	A importância de se sentir bem
	Reforço positivo 1
	Reforço positivo 2
	Impacto negativo 1
	Impacto negativo 2
	Cuidado com sua mente!
	Exemplo
	Estratégias para um bem-estar sustentável
	Conexões interpessoais significativas
	Gratidão
	Propósito
	Aceitação das dificuldades
	Comparações sociais
	Expectativas irreais
	Positividade tóxica
	Ansiedade
	Fragilidade da comparação
	Síndrome do impostor
	Cuide de sua mente
	Conteúdo interativo
	Diferença entre felicidade como estado e sentimento
	Exercícios situacionais para estimular a reflexão
	Jardim da gratidão
	Caminhada da atenção plena
	Diário das emoções
	Carta do futuro
	Jornada da autocompaixão
	Diferença entre felicidade como estado e sentimento
	Conteúdo interativo
	Significado e propósito
	Significado
	Propósito
	Significado e propósito X Prazer imediato e adiamento da gratificação
	Importância de definir um propósito na vida universitária
	Escala de valores para carreira universitária
	Aprendizado
	Independência financeira
	Contribuição social
	Criatividade
	Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal
	Liderança
	Inovação tecnológica
	Diversidade e inclusão
	Definição de propósito e metas
	Construindo redes
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Boas-vindas à universidade!
	Boas-vindas à universidade!
	Conteúdo interativo
	A chegada ao mundo universitário
	Atenção
	Aprender a aprender
	Conteúdo interativo
	Fala, mestre!
	Conteúdo interativo
	Uma breve história do saber universitário
	Conteúdo interativo
	Saiba mais
	Exemplo
	Nos séculos XVIII e XIX
	No século XIX
	Curiosidade
	Ser universitário no século XXI
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. A instituição acadêmica
	A instituição em que você estudaConteúdo interativo
	Atenção
	O ensino superior no Brasil
	Atenção
	Categorias administrativas das IES
	Públicas
	Privadas
	Comunitárias
	Resposta
	Saiba mais
	Organização acadêmica das IES
	Faculdades
	Centros universitários
	Universidades
	Tipos de cursos e graus
	Conteúdo interativo
	Exemplo
	Graduação
	Pós-graduação
	Cursos de graduação
	Bacharelados
	Licenciaturas
	Tecnólogos
	Saiba mais
	Cursos de pós-graduação
	Lato sensu
	Stricto sensu
	Saiba mais
	O aspecto institucional e os caminhos da inovação
	Conteúdo interativo
	O aspecto institucional e o desafio da inovação
	Verificando o aprendizado
	4. Organização e convivência acadêmicas
	A organização acadêmica de seu curso
	Conteúdo interativo
	Atenção
	O Projeto Pedagógico de Curso (PPC)
	Concepção do curso
	Estrutura do curso
	Procedimentos de avaliação
	Instrumentos normativos
	Atenção
	Avaliação
	Curiosidade
	Saiba mais
	A comunidade acadêmica
	Atenção
	Aula presencial
	Aulas online
	Aulas práticas
	Conteúdos inovadores
	Jornada de conhecimento
	O desafio da convivência
	Atenção
	A relação com o outro
	Resumindo
	A comunidade acadêmica
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Fala, mestre!
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciassobre o que nos faz felizes frequentemente estão erradas e
acabam se revelando ilusões de felicidade.
Emily Esfahani Smith nos convida a refletir sobre nossas ideias de felicidade. Muitas vezes acreditamos que a
felicidade depende de metas externas, como sucesso financeiro ou status social.
Exemplo
Podemos pensar que um carro de luxo nos fará felizes, mas a euforia inicial passa rápido, e a busca por
algo que realmente traga felicidade continua. 
Reflita: Você já alcançou algo que achava que traria felicidade, mas se sentiu insatisfeito depois?
Estratégias para um bem-estar sustentável
Para promover um bem-estar duradouro, Smith sugere algumas práticas baseadas na ciência. Veja!
Conexões interpessoais significativas
Cultive relacionamentos saudáveis e profundos.
Gratidão
Pratique a gratidão diariamente.
Propósito
Encontre propósito em atividades que você
valoriza.
Aceitação das dificuldades
Aceite que desafios fazem parte da vida.
Passar tempo com amigos queridos ou se engajar em um hobby pode ser mais recompensador em longo
prazo do que adquirir um carro de luxo.
O que traz propósito e satisfação à sua vida?
Por outro lado, fatores que podem dificultar o alcance do bem-estar incluem o impacto das expectativas e
comparações sociais. Smith (2017) destaca como essas expectativas e comparações podem influenciar nossa
felicidade. Confira!
Comparações sociais
Comparar-se com os outros pode levar à
insatisfação.
Expectativas irreais
Estabelecer metas irreais pode gerar
frustração.
Comparar-se com as vidas aparentemente perfeitas nas redes sociais pode fazer você sentir que está ficando
para trás. Como você se sente ao ver as postagens perfeitas de outras pessoas nas redes sociais?
É imprescindível reconhecer os seguintes perigos:
Positividade tóxica
Fingir estar sempre feliz pode levar à negação de emoções legítimas.
Ansiedade
Surge quando nos comparamos constantemente ou tentamos atender a
expectativas irreais.
Fragilidade da comparação
Sentir-se inferior ao se comparar com os outros pode minar a autoestima.
Síndrome do impostor
Duvidar das próprias conquistas pode levar à sensação de não ser
merecedor do sucesso.
Os fatores podem se relacionar, de forma que manter uma fachada de felicidade constante pode levar à
negação das suas emoções reais, aumentando o risco de ansiedade ou depressão.
Você já se sentiu pressionado a parecer feliz quando, na verdade, estava enfrentando dificuldades?
Cuide da sua mente, reconheça suas emoções e busque felicidade nas coisas que realmente importam.
Cultive relacionamentos significativos, encontre propósito e pratique a gratidão. Evite comparações sociais e
expectativas irreais. Lembre-se de que é normal não estar feliz o tempo todo.
Cuide de sua mente
Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha estimula o cuidado com a mente e convida você a conversar sobre
sentimentos e insegurança ao começar um curso superior. Não deixe de conferir!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Diferença entre felicidade como estado e sentimento
Vamos caracterizar esses dois aspectos da felicidade fazendo a seguinte distinção:
Exercícios situacionais para estimular a reflexão
Confira algumas atividades e teste algumas delas!
Felicidade como estado 
Refere-se a um estado duradouro de bem-
estar e satisfação geral com a vida. É mais
uma condição estável e permanente,
influenciada por fatores como saúde,
relacionamentos, trabalho e propósito de
vida.
Felicidade como sentimento 
É vista como uma emoção
momentânea e passageira, que pode
ser desencadeada por eventos
específicos, experiências agradáveis ou
conquistas pessoais. É mais transitória e
efêmera, podendo variar ao longo do
tempo e das circunstâncias.
Jardim da gratidão
Reserve alguns minutos todos os dias para fazer uma lista das coisas
pelas quais você é grato. Pode ser algo simples, como o sol brilhando ou
uma conversa agradável com um amigo. Observe como essa prática afeta
seu estado emocional ao longo do tempo.
Caminhada da atenção plena
Concentre-se plenamente em seus sentidos. Observe as cores ao seu
redor, os sons da natureza, as sensações físicas em seu corpo. Permita-
se experimentar o momento sem julgamentos, apenas aceitando o que
surge.
Diário das emoções
Reserve um tempo todos os dias para registrar suas emoções, sem
censura ou julgamento. Identifique e descreva o que você está sentindo,
sem tentar alterar nada. Isso pode ajudá-lo a se tornar mais consciente
de suas emoções e padrões de pensamento.
Carta do futuro
Escreva uma carta para o seu eu futuro, expressando seus desejos,
sonhos e esperanças. Não se preocupe com a perfeição ou com a lógica,
apenas deixe suas emoções fluírem livremente. Depois de escrever,
reflita sobre como suas aspirações refletem sua busca pela felicidade.
Jornada da autocompaixão
Pratique a autocompaixão ao reconhecer suas próprias falhas e
limitações, sem se criticar. Trate-se com a mesma gentileza e compaixão
que você ofereceria a um amigo querido. Observe como isso muda sua
percepção de si mesmo e do mundo ao seu redor.
Esses exercícios foram projetados para estimular a reflexão e a autoconsciência, sem enfatizar o que é certo
ou errado. Eles podem ajudá-lo a explorar diferentes aspectos da felicidade e a desenvolver uma
compreensão mais profunda de si mesmo e de suas próprias necessidades emocionais.
Diferença entre felicidade como estado e sentimento
Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha orienta você a refletir sobre si mesmo e avaliar como tomar decisões
que podem levar à felicidade ao optar por um curso superior. Assista!
Representação de prazer imediato.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Significado e propósito
Vamos explorar os conceitos de significado e propósito na vida, conforme abordado pela autora Smith (2017),
e discutir como esses conceitos se relacionam com a busca por prazer imediato, o adiamento da gratificação
e a importância de definir um propósito, especialmente durante a vida universitária. Confira!
Significado
Refere-se à sensação de que a vida possui um propósito mais profundo e que nossas ações têm um
impacto significativo no mundo ao nosso redor. Encontrar significado envolve identificar valores
pessoais, cultivar relacionamentos significativos e contribuir para algo maior do que nós mesmos.
Propósito
É o senso de direção e orientação na vida, impulsionado por nossos valores e objetivos. Ter um
propósito nos dá motivação e foco, ajudando-nos a superar desafios e encontrar satisfação e
realização.
Significado e propósito X Prazer imediato e adiamento da gratificação
A busca por prazer imediato muitas vezes nos afasta do significado e do propósito, pois nos concentramos
apenas na satisfação instantânea, em vez de investir em atividades e relacionamentos que contribuem para
um bem maior.
Já o adiamento da gratificação envolve sacrificar o prazer
imediato em prol de objetivos de longo prazo que estão
alinhados com nosso significado e propósito. Isso requer
disciplina e perseverança, mas pode levar a uma sensação
mais profunda de realização e contentamento.
Importância de definir um propósito na
vida universitária
A vida universitária é um momento de descoberta e
crescimento, e é muito importante aproveitar essa
oportunidade para refletir sobre nossos valores e objetivos
e definir um propósito para nossas vidas.
Definir um propósito durante a vida universitária é essencial para orientar as escolhas acadêmicas,
profissionais e pessoais, ajudando a maximizar o potencial individual.
Veja alguns exercícios que você pode fazer para orientá-lo em suas escolhas. Esses exercícios podem ajudá-
lo a refletir sobre seus valores, objetivos e propósito na vida universitária e a criar um plano estruturado para
alcançar suas aspirações de forma significativa e gratificante.
Escala de valores para carreira universitária
Para este exercício, é recomendado que você:
Liste seus valores pessoais, como aprendizado, independência financeira, contribuição socialetc.1. 
Classifique esses valores em ordem de importância.
Reflita sobre como esses valores se relacionam com sua carreira universitária e como você pode alinhar
seus objetivos acadêmicos e profissionais com eles.
Exemplo:
Aprendizado
Valorizar a educação e o desenvolvimento intelectual, buscando constantemente oportunidades de
aprender e crescer academicamente.
Independência financeira
Priorizar a autonomia financeira e a estabilidade econômica, buscando oportunidades que permitam
uma segurança financeira futura.
Contribuição social
Sentir-se motivado pela oportunidade de fazer a diferença na comunidade ou na sociedade em geral,
através do engajamento em atividades voluntárias ou profissões que tenham um impacto social
positivo.
Criatividade
Valorizar a expressão criativa e a inovação, buscando campos de estudo ou carreiras que permitam
explorar e desenvolver talentos artísticos ou inventivos.
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal
Priorizar um equilíbrio saudável entre vida acadêmica/profissional e vida pessoal, garantindo tempo
para hobbies, relacionamentos e autocuidado.
Liderança
Sentir-se motivado a assumir papéis de liderança e influência, buscando oportunidades para
desenvolver habilidades de liderança e inspirar os outros ao redor.
Inovação tecnológica
Valorizar a inovação e o avanço tecnológico, buscando áreas de estudo ou carreiras que estejam na
vanguarda da tecnologia e da ciência.
2. 
3. 
Diversidade e inclusão
Valorizar a diversidade e a inclusão em todos os aspectos da vida acadêmica/profissional, buscando
criar ambientes que promovam a igualdade de oportunidades e o respeito mútuo.
Organize seus valores em uma ordem de prioridade. Qual deles você considera mais importante? Registre
suas escolhas e pense nisso depois.
Definição de propósito e metas
Para este exercício, é recomendado que você:
Pense sobre o que mais o motiva e traz significado à sua vida.
Escreva uma declaração de propósito pessoal que expresse suas aspirações e valores fundamentais.
Com base nessa declaração, defina metas específicas e mensuráveis que o ajudem a alcançar seu
propósito.
Desenvolva um plano de ação detalhado, incluindo passos concretos que você pode tomar para
alcançar suas metas ao longo do tempo.
Além desses, outros dois exercícios que ajudam no seu processo de escolha são a construção de redes, que
destaca a importância das redes sociais e profissionais para suporte e desenvolvimento, e as narrativas
pessoais, que envolvem a criação de narrativas pessoais coerentes e inspiradoras.
Construindo redes
Neste vídeo, vamos falar sobre como encontrar e cultivar significado e propósito na vida. Compartilhar nossas
histórias e nos interessar pelas histórias dos outros pode fazer a diferença! Tem coragem de tentar? Assista
ao vídeo e veja que esse medo não é só seu. Vamos crescer juntos com essas trocas!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Você está recomeçando seus estudos na universidade e se sente emocionalmente equilibrado. Como você
provavelmente lidaria com a pressão das primeiras semanas de aulas?
A
Ignoraria o planejamento e estudaria apenas quando tivesse vontade, sentindo-se confiante.
B
Ficaria desestimulado e evitaria participar das atividades e discussões em sala de aula.
C
Organizaria seu tempo, equilibrando estudos, atividades extracurriculares e momentos de descanso.
D
• 
• 
• 
• 
Compararia constantemente seu desempenho com o dos colegas, sentindo-se inferior.
E
Desistiria de matérias que parecessem difíceis, focando apenas as mais fáceis, para manter seu equilíbrio.
A alternativa C está correta.
Sentindo-se equilibrado, você manteria uma atitude positiva mesmo diante da pressão e estaria mais apto a
gerenciar seu tempo de forma eficaz, garantindo que todas as áreas importantes da sua vida acadêmica e
pessoal sejam atendidas, o que facilita a adaptação ao ambiente universitário.
Questão 2
Você é aluno de EaD e, durante o período de exames na universidade, enfrenta dificuldades em entender uma
matéria específica. Estando emocionalmente equilibrado, qual seria a melhor estratégia para superar essa
dificuldade?
A
Ignorar essa matéria e focar as outras disciplinas, visando compensar com os outros resultados.
B
Estudar sem parar, negligenciando o descanso, na tentativa de compreender o conteúdo.
C
Culpar-se pela dificuldade e evitar pedir ajuda, acreditando que deveria entender tudo sozinho.
D
Considerar desistir do curso, considerando-se inapto para atuar na área, já que não compreendeu a matéria.
E
Pedir ajuda aos professores ou colegas via fóruns on-line, participar de grupos de estudo virtuais e fazer
pausas regulares para descansar.
A alternativa E está correta.
Estando equilibrado emocionalmente, você estaria mais disposto a perceber a dificuldade como uma
oportunidade de crescimento e a buscar suporte através dos recursos disponíveis no EAD, como fóruns e
grupos de estudo virtuais, e usar estratégias de estudo colaborativas e saudáveis, o que é fundamental
para superar dificuldades acadêmicas de forma eficaz.
2. Boas-vindas à universidade!
Boas-vindas à universidade!
Neste vídeo, o professor Rodrigo Rainha lhe dá as boas-vindas e destaca a importância da educação e seu
poder de transformação. Confira!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A chegada ao mundo universitário
Começar um curso universitário é, com certeza, o sonho de milhares de jovens e de muita gente que não vê
na sua idade mais avançada algum impedimento para realizar projetos e experimentar novas aprendizagens. 
E você está aqui, certamente, porque você quis e batalhou por isso. Seu desejo de se preparar para o
mercado de trabalho, sua vontade de continuar aprendendo, sua esperança por dias melhores, seu sonho do
diploma de ensino superior, seu compromisso em contribuir com a sociedade – tudo isso trouxe você até aqui. 
Você avaliou a situação, pensou nas alternativas, se organizou e tomou uma decisão: eu vou.
É claro que ao tomar essa decisão você pode ter experimentado sentimentos e pensamentos diversos, como a
segurança da decisão que estava tomando ou, por outro lado, alguma ponta de incerteza sobre a opção pelo
curso escolhido. 
Mas o que importa muito neste momento é o sentimento de esperança, a confiança em você mesmo e a
disposição de aceitar o maravilhoso desafio de aprender!
É bem provável que você tenha em mente aonde quer chegar, seus objetivos, o que fazer depois da faculdade
etc. Suas ideias podem ser uma forma de alimentar a esperança de dias melhores. 
E quando os desafios se tornarem concretos, as tarefas se avolumarem e as dificuldades para estudar ou
entender algo mais difícil aparecerem, não esqueça o que fez você chegar até aqui. 
Atenção
Lembre-se também de que você não está sozinho, que faz parte de uma grande comunidade de
aprendizagem. E essa comunidade está integrada a uma instituição educacional que dará toda estrutura,
apoio e orientação. 
Foram seus passos que o trouxeram até aqui, também serão seus passos que o levarão adiante, mas você não
caminhará só. Além de competentes e dedicados professores, você contará com o suporte de um time
altamente profissional e com a facilidade de recursos inovadores e conteúdo de qualidade. 
Por isso, é importante conhecer alguns aspectos dessa nova realidade e experiência que você passa a
vivenciar. 
Aprender a aprender
Você sabe o que significa aprender a aprender e por que isso é crucial para sua vida universitária? O professor
Rodrigo Rainha discute sobre as dificuldades e a importância de aprender, inclusive de aprender com os erros.
Assista!
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Vamos refletir sobre uma ideia muito difundida ultimamente no meio educacional: mais do que aprender algo,
é preciso aprender a aprender!
Pode parecer meio estranha essa ideia de aprender a aprender, afinal todo mundo aprende algo de alguma
forma.
Mas quantodo que você estudou realmente foi
aprendido?
Quanto do que você aprendeu faz sentido hoje
em dia ou você utiliza de alguma forma?
 
E qual a garantia de que todo conteúdo que
você estudar no seu curso continuará atual
daqui 10 ou 20 anos?
Calma! A gente não quer dar um nó na sua cabeça nem sugerir que vamos esquecer todo conteúdo a ser
estudado ou que ele não terá valor daqui a algum tempo. 
O curso que você escolheu tem um projeto pedagógico arrojado, um currículo atualizado, em sintonia com o
mercado de trabalho e também com os critérios de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Educação
(MEC). Além disso, você contará com metodologias inovadoras, conteúdo didaticamente elaborado e
professores qualificados. 
Mas você precisa perceber algumas coisas:
 
Não basta ter muita informação e assimilá-la para garantir o aprendizado.• 
Não existe algo que o professor ou um tutor vá lhe oferecer e, como em um passe de mágica, fará você
dominar tudo que é preciso aprender.
As constantes mudanças no mundo do trabalho e as inovações tecnológicas tornam muitos
conhecimentos provisórios, ou seja, há conhecimentos que, mais cedo ou mais tarde, precisarão ser
atualizados.
Há muita coisa que você aprenderá a fazer na faculdade, mas, certamente, ao longo da sua vida
profissional haverá necessidade de novos aprendizados.
Tudo que você aprender sobre algo pode ajudá-lo a descobrir como você aprende, ou seja, pensar
sobre o seu jeito de estudar e sua forma de aprender é um caminho importante para aprender mais e
melhor.
Se você acha que todas essas observações fazem sentido, então precisa reconhecer que chegar à faculdade
significa muito mais do que aprender os conteúdos que vai estudar e as práticas das quais você vai participar.
Estar no ensino superior é uma excelente oportunidade para aprender a aprender! 
Isso mesmo! Você veio para aprender a aprender. Veio pela oportunidade de ser estimulado a aprender. Claro
que o conteúdo, o conhecimento acadêmico, as práticas e o estágio têm valor. Também o diploma tem seu
valor! Mas não é apenas o diploma ou o conhecimento específico que garantirá seu futuro profissional! 
Por isso, precisamos pensar um pouco sobre essa experiência na universidade, sobre essa nova aventura do
conhecimento que começa agora. E vamos fazer isso olhando um pouco a história do saber acadêmico a fim
de descobrir como o conhecimento tem sido produzido e por que temos de aprender a aprender! 
Fala, mestre!
O vídeo aborda a importância da dedicação contínua ao estudo, especialmente ao lidar com novas atividades
e informações financeiras. Discussões incluem a necessidade de entender balanços, lucros e indicadores
financeiros, além de enfatizar a persistência no aprendizado, independente das dificuldades iniciais ou da falta
de tempo. A mensagem central é superar o medo de encarar novas informações, sejam livros físicos ou
digitais, e manter a constância nos estudos.
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Uma breve história do saber universitário
Confira neste vídeo uma breve linha do tempo sobre o saber universitário. Você perceberá que há muito
tempo se busca esse caminho, mas que ele sempre foi desafiador.
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A proposta aqui não é trazer a você informações sobre a história da universidade. Queremos tratar da história
do universitário. Sim, dessa gente que já há quase mil anos tem ido para a universidade! E é possível garantir
que os motivos mudaram bastante, apesar de existirem algumas semelhanças bem interessantes quando
olhamos atentamente os alunos de hoje e os de tempos passados. 
Estudantes em instituições chamadas de “universais” são uma invenção europeia entre os séculos XI e XII.
Quando as cidades começaram a crescer, a Igreja, que detinha o conhecimento, criou uma ideia que “pegou”
muito bem: conhecimentos normais, aqueles do dia a dia, você poderia aprender em qualquer lugar, mas os
conhecimentos especiais definidos pelas autoridades eclesiásticas, só se você tivesse aula com os melhores. 
Que conhecimentos “especiais” eram esses, que mistérios essa gente aprendia?
Depende. Para alguns, era muita teologia; para outros, muita filosofia, para darmos apenas alguns exemplos. O
certo é que o universitário desfrutava de um elevado status. Saía da sua cidade jovem e voltava com um título
acadêmico, cheio de pompa e circunstância. Era contratado por quem tinha poder financeiro, tanto que ficou
muito associado aos novos burgueses no fim da Idade Média, que queriam a proximidade desses alunos. 
Saiba mais
O fato de os estudantes virem de diversos lugares, diferentes territórios, para estudar em um mesmo
lugar, é relacionado por alguns historiadores à origem do nome universidade, que vem do latim
universitas (universalidade, totalidade). Para o pensador e historiador português Joaquim de Carvalho
(1892-1958), o que caracteriza o aspecto universal dessas organizações que surgem na Idade Média é o
fato de elas serem o “conjunto de mestres e de estudantes congregados na mesma escola e ligados
pelos mesmos interesses culturais” (CARVALHO, 1989, p. 415). 
Nem todo intelectual era universitário, mas, aos poucos, qualquer intelectual que se destacava podia ser
contratado a peso de ouro pelas universidades.
Assim, com a modernidade, com as cidades ficando maiores e aumentando o número de universidades, a
universidade não é mais o espaço em que você aprende os “segredos do universo”. Ela passa a ser o lugar
onde os filhos da elite se encontram para aprenderem a liderar e se manterem prósperos. Na modernidade, a
universidade é um espaço cobiçado, mas para poucos. 
Entenda no exemplo a seguir. 
Exemplo
Imagine que um nobre tem um filho no Brasil. Se ele quer que o filho seja reconhecido e respeitado, vai
pagar muito bem para que seu filho possa ir para a universidade e obter um título ou diploma. 
Observe que interessante: ele podia estudar qualquer coisa, o status vinha de ser universitário. Jovens
advogados, teólogos ou médicos estudavam na universidade e voltavam às colônias para serem fazendeiros,
políticos, ter um cargo na administração pública, e, raramente, para exercer sua profissão. Mesmo nas maiores
cidades europeias, havia profissionais liberais, como artistas que ganhavam notoriedade, médicos e
advogados, mas que não dominavam ou exerciam especificamente seus ofícios. 
Nos séculos XVIII e XIX
Acontece outra mudança na vida do
universitário. Se antes ele se formava como
intelectual, agora passou a ter uma formação
profissional. Se antes as cadeiras – ou cátedras
– tinham a função de formar uma nova elite, a
chegada da Era do Capital transforma o
intelectual em profissional. Não há, claro, uma
perda definitiva de status, mas agora o
conhecimento fica mais plural, mais
hierarquizado.
No século XIX
A definição do estatuto científico, da
especialização, vai pouco a pouco matando a
ideia dos grandes saberes integrados e
gerando a chegada dos grandes profissionais
em Química, em Física, em Psicologia, em
Engenharia, entre outros. Cada um na sua, cada
qual na sua formação e reivindicando a
importância da sua formação e de sua forma de
dizer e analisar a realidade.
Temos, então, o surgimento de várias profissões que dependem da formação universitária. As profissões vão
sendo regulamentadas e valorizadas na sociedade de formas diferentes. De certo modo, tudo vai ganhando
seu campo de pesquisa e teorização, e o mais importante: as profissões vão sendo hierarquizadas. 
Olhando para o estudante universitário de hoje, percebemos que ele tem certa autonomia ou liberdade em
escolher que curso fazer ou para qual profissão se preparar. Além disso, ao longo da vida, ele pode rever suas
decisões e fazer uma transição de carreira ou até mesmo não atuar na profissão mais diretamente relacionada
com o curso que escolheu. 
Curiosidade
Antes, as pessoas pensavam em escolher uma profissão e exercê-la durante uma vida inteira. O
progresso, o modo de vida do capitalismoe a necessidade de mão de obra qualificada transformou a
busca pela universidade em uma corrida por uma vida melhor para as classes sociais mais elevadas. 
A universidade conferia prestígio, era vista como condição para ocupar as melhores e mais bem remuneradas
profissões. 
E agora, quando você chega ao ensino superior? O que significa estar na universidade?
Certamente, o século XXI nos apresenta um novo mundo,
outras formas de comunicação, jeitos diferentes de estudar
e aprender novas profissões e atividades econômicas,
necessidades de competências e habilidades para enfrentar
os desafios da sociedade da informação e do conhecimento
– tudo isso aponta para uma nova universidade. 
E você precisa conhecê-la, precisa entender o que significa
chegar ao ensino superior neste momento! 
Ser universitário no século XXI
A experiência universitária atual requer especialistas que reflitam sobre o assunto e possam oferecer apoio.
Os professores Robson Melo e Luís Dallier convidam você para uma conversa sobre esse tema. Assista ao
vídeo! 
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A universidade, associada a expressões como altos estudos, estudos superiores ou mesmo ensino superior,
parece reforçar a tradição, o prestígio histórico e um saber distinto dessa instituição, além de uma certa
solenidade que revestia a experiência de começar a fazer parte desse universo acadêmico. 
Mas será que ainda é assim? O ensino superior se reduz a uma experiência elitista ou representa uma forma
de saber que já não combina mais com o mundo em que vivemos?
Vamos ver o que mudou com o século XXI para pensarmos sobre as mudanças na universidade e sobre o que
significa ser universitário hoje. 
Parâmetro Século XX Século XXI 
Longevidade (expectativa
de vida) 
50 anos 80 anos 
Média de filhos por família 2,5 1,5 
Principais meios de
informação 
Jornal impresso, rádio, televisão Mídias digitais 
Principais dispositivos de
comunicação 
Telefone fixo, telex, fax, celular. Smartphone, tablet, notebook 
Parâmetro Século XX Século XXI 
Alfabetizados 69% 90% 
Acesso ao ensino superior 12% 20% 
Fontes de conhecimento 
Escola/universidade, biblioteca
física, professores, livros 
Bibliotecas e repositórios virtuais,
videoaulas, conteúdo digital 
Tempo médio em um
emprego 
20 anos 2 anos 
Com tantas mudanças em curso, por que imaginamos que a universidade e o universitário deveriam
permanecer imutáveis? 
Hoje, o ensino superior não implica aprender
um pacote de conhecimentos específicos para
uma profissão que necessariamente exercerei
por toda minha vida.
Ser universitário também não significa manter
uma rotina de idas e vindas ao campus para
sentar em uma sala de aula e passivamente
ouvir o professor, pretensamente detentor de
todo conhecimento, expor o conteúdo ao longo
de algumas horas.
Sim, o mundo mudou e a universidade também
tem mudado! Você não está entrando em uma universidade para simplesmente pegar um diploma no final e,
com isso, ganhar a chancela de uma profissão.
Você faz parte de um mundo em constante transformação, no qual a formação profissional na universidade
deve prepará-lo também para continuar aprendendo ao longo da vida. A entrada em uma universidade no
século XXI não pode se reduzir à busca por um diploma, precisa ser a sua introdução no que há de mais
contemporâneo no mundo. 
Você está chegando numa instituição, num ambiente acadêmico, em que há um uso intensivo de tecnologia.
Aprendemos da seguinte maneira:
 
Com professores em salas de aula presenciais, mas também aprendemos em ambientes virtuais e de
forma colaborativa com tutores e outros colegas nossos.
E nos livros, mas também aprendemos em conteúdos digitais interativos e autoinstrucionais.
Aprendemos o tempo todo e de diversas formas!
Somos desafiados o tempo todo a compreender, relacionar, associar, construir, elaborar, ou seja, participar
ativamente da nossa formação. A educação deve fortalecê-lo e dar possibilidades de olhar para o mundo, de
estar disposto de forma constante a se desenvolver, a melhorar. E essa experiência de educação deixou de
ser uma fase: 
aprender e continuar aprendendo precisa fazer parte da sua vida.
A educação não é episódica. Nesse sentido, se já era um equívoco pensar que educação é igual à aula, é
também inadequado imaginar que a aula é somente um professor falando. 
• 
• 
Com as tecnologias digitais e as metodologias ativas de aprendizagem, o processo educacional se dá em
múltiplos lugares, em tempos diversos, nos bastidores, nos encontros presenciais na faculdade ou nas
atividades virtuais no ambiente digital. O aprendizado se dá diante do professor, na relação com o tutor, nos
diálogos com os colegas e também no uso de recursos digitais e de conteúdos interativos. 
Tudo isso deve evidenciar que lhe damos as boas-vindas à vida universitária, a uma experiência de
aprendizado que deve estar integrada à sua própria vida, e não apenas a um espaço e tempo limitados, como
uma aula tradicional dentro de uma sala no campus universitário. 
Então, mais uma vez, seja muito bem-vindo à melhor parte de sua vida, porque certamente ela se estenderá
por toda sua vida como uma rica e constante experiência de aprendizado e crescimento!
Verificando o aprendizado
Questão 1
Vamos pensar sobre o que aprendemos até aqui sobre a vida universitária, sobre sua experiência neste
momento de entrada no Ensino Superior. Para ajudar nessa reflexão, analise as afirmativas a seguir,
ponderando sobre a adequação ou não do que cada uma apresenta.
I – Devemos entender que somos o principal agente do nosso próprio processo de aprendizado, por isso,
como sujeito, o desejo de se desenvolver e de aprender a aprender é fundamental.
II – Historicamente, entrar no ensino superior teve motivos diferentes ao longo do tempo, o que deve nos levar
a refletir sobre o que tem nos conduzido até a educação superior.
III – Cada vez mais a experiência de um curso superior se torna exitosa quando a aprendizagem depende
essencialmente da sala de aula e do professor. 
Está correto apenas o que se afirma em:
A
I.
B
II.
C
III.
D
I e II.
E
II e III.
A alternativa D está correta.
Devemos considerar adequada a afirmativa I porque o estudante deve assumir o protagonismo de sua
formação, assumindo a responsabilidade pela sua aprendizagem a partir da orientação e acompanhamento
que receberá de seus professores e da instituição de ensino. A afirmativa II está correta porque as razões
para entrar na universidade vêm mudando ao longo do tempo. A afirmativa III é inadequada porque coloca a
responsabilidade da aprendizagem apenas na instituição, em vez de acentuar a participação e
responsabilidade do estudante no aprender a aprender.
Questão 2
O uso intensivo de tecnologia na educação, seja esta educação denominada presencial, digital ou a distância,
implica afirmar que
A
a sala de aula é o principal e único lugar de aprendizagem.
B
as metodologias de aprendizagem devem estar concentradas na fala e atuação do professor.
C
o acesso ao conhecimento e sua difusão permanecem inalterados.
D
a aprendizagem é um processo que se limita à relação entre aluno e professor.
E
os lugares e tempos de aprendizagem são diversos, são plurais.
A alternativa E está correta.
As tecnologias digitais e as metodologias ativas de aprendizagem permitem que o estudante estude e
aprenda em diferentes espaços e tempos, permitindo mais flexibilidade e aprendizagem em rede. Assim,
não é adequado afirmar que o aprendizado se esgota ou se limita na relação entre professor e aluno ou no
espaço/tempo da sala de aula.
3. A instituição acadêmica 
A instituição em que você estuda
Confira neste vídeo um breve resumo sobre o que é uma instituição de ensino superior, pensando a partir da
prática, das vidas e dos exemplos, além do seu papel e os seus significados contemporâneos.
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Já pensamos um pouco sobre o que significa ser universitário e a respeito dealguns desafios para que
sejamos sujeitos de nossa própria história na vida acadêmica. 
Partimos dessa reflexão para agora podermos conhecer um pouco mais uma instituição de ensino superior,
com sua forma de organização, sua rotina, seus procedimentos, as modalidades e formas de oferta de seus
cursos, enfim, tudo que compõe o espaço institucional acadêmico. 
Atenção
É importante conhecer o lugar ao qual estamos chegando. Na verdade, nós existimos a partir dos
lugares que habitamos, aos quais nos vinculamos. A ideia de lugar não é uma mera determinação
geográfica, mas sim um valor estrutural e cultural, que ajuda também a definir quem você é, o que você
almeja. 
Explicar o espaço e a organização da instituição acadêmica para você tem o objetivo de deixá-lo mais
confortável e de situá-lo diante da novidade, daquilo que pode ser um tanto desconhecido. 
Assim, vamos saber mais sobre as Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil. 
O ensino superior no Brasil
Você já sabe que a universidade passou por algumas mudanças ao longo dos últimos séculos. Mas agora já
não mais nos interessa nos concentrar no que elas foram e o que elas representaram. Nosso objetivo é
explicar como essas instituições funcionam atualmente no Brasil. 
Para compreender a educação superior e a forma de organização e funcionamento das Instituições de Ensino
Superior (IES) no Brasil, podemos recorrer à legislação pertinente. Há Leis, Decretos, Resoluções, Portarias e
outros documentos legais ou norteadores que estabelecem políticas, programas, normas, diretrizes e uma
série de orientações para a educação superior e as IES. 
Atenção
Um importante documento que nos ajuda a entender a organização da educação no Brasil, e
especificamente a Educação Superior, é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei Nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996. O capítulo IV da LDB trata especificamente da Educação Superior e
compreende os artigos 43 a 57. 
O ensino superior no Brasil tem como órgão regulador o Ministério da Educação (MEC), do qual saem normas
e diretrizes para as IES, os cursos e tudo que diz respeito ao ensino superior. 
Categorias administrativas das IES
Conforme a legislação vigente, podemos classificar as Instituições de Ensino Superior (IES) em três categorias
administrativas: 
Legislação vigente
Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), art. 19. Lei Nº 12.881, de 12 de novembro de 2013.
Portaria Normativa MEC Nº 21, de 21 de dezembro de 2017.
Públicas
As IES públicas são mantidas pelo Poder Público, seja ele federal,
estadual ou municipal. Por serem financiadas e mantidas pelo Estado,
essas IES não cobram a matrícula nem as mensalidades de seus cursos
de graduação. 
Privadas
As IES privadas são mantidas e geridas por pessoas físicas ou jurídicas
de direito privado e podem ser com fins lucrativos ou sem fins lucrativos. 
As IES privadas com fins lucrativos também são chamadas de instituições
particulares (faculdade particular, universidade particular etc.). 
As IES privadas podem, ainda, ser confessionais, quando se orientam por
uma confissão de fé e ideologia específica, e filantrópicas, quando não
possuem fins lucrativos e são reconhecidas como entidades
beneficentes de assistência social. 
Comunitárias
As IES comunitárias, também denominadas Instituições Comunitárias de
Educação Superior (ICES), não têm finalidade de lucro e devem ter
representantes da comunidade na sua mantenedora e administração,
além de atender a outros requisitos exigidos por legislação específica.
(Lei Nº 12.881, de 12 de novembro de 2013.) 
Você sabe dizer em qual categoria administrativa se insere a sua IES?
Resposta
Se você respondeu IES privada ou particular, acertou! 
As instituições privadas não são simplesmente aquelas que cobram mensalidades. Essa é uma de suas
características importantes, pois os investimentos em infraestrutura, corpo docente, pessoal administrativo,
recursos tecnológicos, conteúdos digitais e qualidade acadêmica advêm da receita das mensalidades. 
As IES privadas, na verdade, se destacam por seu relevante papel social, permitindo que milhares de
estudantes tenham acesso ao Ensino Superior, já que as instituições públicas não dão conta de garantir a
matrícula de todos que desejam cursar uma graduação. 
Saiba mais
Hoje, no Brasil, cerca de 75% dos alunos matriculados no Ensino Superior estão nas instituições
privadas. E você faz parte desse importante contingente de estudantes que têm oportunidade de
realizar o sonho do curso superior ou continuar investindo em sua formação. 
As IES privadas também possuem uma ampla e completa cobertura do território nacional. Seus cursos
presenciais e a distância estão espalhados por cidades de todo o país, permitindo que tanto os estudantes
dos grandes centros como aqueles das regiões mais remotas possam cursar sua graduação. Tudo isso
evidencia o papel social importante das IES privadas no acesso mais democrático à Educação Superior. 
Organização acadêmica das IES
Vamos agora conhecer as denominações das IES a partir de sua organização acadêmica. 
No Brasil, temos três tipos de instituições que oferecem cursos superiores: 
Faculdades
São instituições de ensino superior dedicadas a um número menor de
cursos e de áreas de conhecimento. Historicamente, tivemos importantes
faculdades de Direito, de Administração, de Medicina, entre outras, tanto
privadas quanto públicas. Assim, as faculdades tendem a ser mais
especializadas e se caracterizam por oferecer cursos concentrados em
determinadas áreas. As faculdades podem, muitas vezes, fazer parte de
uma universidade, constituindo uma unidade orgânica dessa organização
maior. 
As faculdades também se caracterizam por serem desobrigadas de
atender a algumas exigências, como a oferta de cursos de pós-
graduação, um número maior de docentes com titulação de mestre e
doutor, infraestrutura e campi maiores (como no caso das universidades)
e investimento em pesquisas, entre outras obrigações. 
Por outro lado, as faculdades não têm autonomia para criar cursos de
graduação sem autorização do MEC, dependem de uma universidade
para reconhecerem seus diplomas e não são obrigadas a oferecerem
cursos de mestrado e doutorado. Mas nada disso dispensa as faculdades
de oferecerem cursos e serviços educacionais de qualidade, até porque o
MEC avalia continuamente as faculdades, além de o próprio mercado de
trabalho prestigiar e reconhecer apenas as instituições que se destacam
pela sua relevância e qualidade. 
Centros universitários
São instituições mais amplas que as faculdades, porém com abrangência
e obrigações menores do que as universidades. Um centro universitário
tem um número maior de cursos, atua em diversas áreas de
conhecimento, possui autonomia para oferecer cursos de graduação em
sua sede, sem necessitar de autorização prévia do MEC, e pode oferecer
cursos de mestrado e doutorado. 
Os centros universitários, no entanto, não têm a exigência de oferecer
determinado número de cursos de mestrado e doutorado, de investir em
pesquisa e de possuir um percentual maior de professores mestres e
doutores e docentes de tempo integral comparado com a universidade. 
Universidades
São as instituições com mais autonomia para abrir cursos novos, ampliar
a sua atuação presencial no Estado em que têm sua sede, além de
possuírem infraestrutura mais complexa e completa. As universidades
devem atuar nas diversas áreas de conhecimento, abrangendo variados
cursos, por isso são caracterizadas como pluricurriculares. São
instituições que podem ser compostas por diferentes faculdades, além
de diversos campi (plural do latim campus.). 
As universidades são obrigadas a oferecer um número mínimo de cursos
de mestrado e doutorado, devem investir em pesquisa, precisam ter um
percentual maior tanto de docentes de tempo integral quanto de
professores mestres e doutores. 
Para funcionar plenamente, uma IES precisa ser credenciada (ou recredenciada) pelo MEC. Assim, de acordo
com sua organização acadêmica, uma IES pode ser credenciadacomo faculdade, centro universitário ou
universidade. 
Credenciada
O credenciamento é uma modalidade de ato autorizativo. Por meio dele, uma instituição de ensino
superior (IES) é avaliada e recebe autorização do MEC para iniciar suas atividades. Após credenciada, a
IES periodicamente passa por um ciclo de avaliação para receber seu recredenciamento.
O credenciamento é uma chancela do órgão regulador – o MEC –, uma garantia de que aquela instituição pode
oferecer cursos superiores. No credenciamento, as instituições recebem uma nota a partir da avaliação
institucional que foi realizada, sendo 5,0 a nota maior. 
Há também um credenciamento específico para a oferta de cursos a distância. Somente instituições
credenciadas para Educação a Distância podem oferecer cursos nessa modalidade. 
Tipos de cursos e graus
Neste vídeo, faremos um resumo das opções de vida que podem ser úteis para você no futuro, facilitando a
recordação quando necessária. Assista!
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Ao entrar no ensino superior, o estudante ingressa em um tipo de curso. Inicialmente, se trata de um curso de
graduação, que pode ter diferentes graus. 
Exemplo
Quem cursa Pedagogia está num curso de graduação no qual obterá um diploma relacionado com o grau
de licenciatura. Quem cursa Direito está matriculado num curso de graduação no qual obtém o diploma
com o grau de bacharel. O aluno que está num Curso Superior de Tecnólogo (CST) em Gestão de
Recursos Humanos também cursa uma graduação, obtendo futuramente o diploma relacionado ao grau
de tecnólogo. 
Em linhas gerais, há dois grandes tipos de cursos: graduação e pós-graduação. Tanto na graduação quanto na
pós-graduação, temos algumas classificações e denominações. 
Vamos a uma síntese desses diferentes tipos e graus para depois explicar cada um deles: 
Graduação
Bacharelados
Licenciaturas
Tecnólogos
Pós-graduação
Lato sensu
Stricto sensu
Cursos de graduação
Os cursos de graduação podem ter os seguintes graus ou tipos: 
• 
• 
• 
• 
• 
Bacharelados
São os cursos de graduação mais tradicionais, tendo um perfil generalista, de formação científica ou
humanística. Geralmente, são cursos que permitem o exercício de determinada atividade profissional,
algumas profissões inclusive regulamentadas por conselhos. Também conferem competência para o
exercício de atividades acadêmicas ou culturais. 
O aluno que se forma num curso de graduação do tipo bacharelado recebe o diploma com o grau de
bacharel. 
Licenciaturas
Os cursos de licenciatura, atualmente designados como cursos de formação de professores, visam
formar profissionais da Educação para o exercício da docência na Educação Básica e modalidades
educacionais, como Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de desempenho de outras atividades,
como a de gestores educacionais. 
O aluno que se forma num curso de licenciatura na graduação recebe o diploma com o grau de
licenciado. 
Tecnólogos
São graduações de duração menor do que os bacharelados e licenciaturas, definidas a partir de um
catálogo de cursos tecnológicos. Buscam atender a demandas técnicas do mercado de trabalho.
Esses cursos foram criados no final dos anos 1990 com o objetivo de acelerar a formação de técnicos
no Brasil. O aluno que se forma num Curso Superior de Tecnologia (CST) na graduação recebe o
diploma com o grau de tecnólogo. 
Saiba mais
Os cursos de graduação podem ser ofertados presencialmente ou na modalidade a distância (EaD).
Tanto os cursos presenciais quanto os cursos a distância são avaliados pelo MEC a fim de que sua
qualidade seja garantida. Os diplomas de cursos presenciais e a distância têm o mesmo valor, por isso
mesmo, não se especifica num diploma se o curso é presencial ou a distância. Cada vez mais os cursos
presenciais experimentam e incorporam os recursos e as inovações metodológicas da educação digital,
numa tendência para o hibridismo. 
Qual dessas graduações é a melhor? 
Simplesmente aquela que atende à sua necessidade, aos seus objetivos. Todas têm sua função e vão lhe
oferecer habilidades e competências diferentes para sua formação e o desempenho de atividades
profissionais, culturais ou acadêmicas. 
Você pode fazer cursos diversos ao longo de sua vida, afinal, não estamos falando somente de obter diploma,
mas de sua formação pessoal e profissional, que deve ser contínua. 
Cursos de pós-graduação
Vamos agora conhecer os tipos de cursos de pós-graduação: 
Lato sensu
Os cursos de pós-graduação Lato sensu (Sentido amplo) são uma forma de se especializar em
determinado conhecimento ou área após a graduação, que é mais generalista. Por isso mesmo são
cursos denominados de Especialização. Há também alguns cursos que recebem a denominação de 
MBA, sigla oriunda do inglês Master of Business Administration, sendo que no Brasil corresponde a
uma pós-graduação Lato Sensu com foco no mundo do trabalho na área da gestão e de negócios.
Os cursos de pós-graduação Lato sensu permitem que o aluno se especialize em determinadas
competências e conhecimentos para o exercício de atividades profissionais, acadêmicas ou culturais.
Por exemplo, a condição mínima para ministrar aulas num curso superior é ter um certificado de
especialização ou título de especialista.
Os cursos de pós-graduação Lato sensu não conferem diplomas, mas certificados. Esses cursos
somente podem ser oferecidos por Instituições de Ensino Superior ou outras instituições
especialmente credenciadas para essa oferta.
Stricto sensu
Os cursos do tipo Stricto sensu são voltados à formação acadêmica e à pesquisa científico-
acadêmica.
O mestrado e o doutorado são cursos de pós-graduação Stricto sensu, que conferem,
respectivamente, o título de mestre e de doutor, com emissão de diploma.
Para cursar o mestrado é necessário já ter cursado a graduação. Em geral, após cursar as disciplinas
do mestrado e desenvolver um projeto de pesquisa ou de dissertação, o aluno apresenta a defesa de
sua dissertação a uma banca examinadora a fim de obter a aprovação e o título de mestre. O
mestrado pode ser acadêmico ou profissional.
O doutorado é cursado, geralmente, após obtenção do título de mestre. Após cursar as disciplinas,
desenvolver as atividades requeridas e a pesquisa, e passar por uma banca de qualificação, o aluno
apresenta a defesa de sua tese de doutoramento a uma banca examinadora a fim de obter o diploma
e o título de doutor.
Saiba mais
Profissional: O mestrado profissional está mais voltado à preparação em alto nível para o mercado de
trabalho e a qualificação profissional. Já o mestrado acadêmico está voltado para a pesquisa e a carreira
acadêmicas. No entanto, tanto um quanto outro permitem o exercício do magistério no ensino
superior. Doutor: A rigor, o título de doutor é concedido a quem obtiver o diploma referente ao
doutoramento. No Brasil, não há o título de PhD (abreviação para Philosophy Doctor e que poderia ser
traduzido literalmente como “Doutor em Filosofia”). Nos Estados Unidos, por exemplo, o PhD
corresponde a um doutorado acadêmico, já que há doutorados com foco profissional. 
O aspecto institucional e os caminhos da inovação
Assista ao vídeo e entenda que a educação ao longo da vida é essencial. Obter um diploma não é suficiente
para toda a vida; você precisará de novas habilidades e formações no futuro. A universidade está aqui para
ajudá-lo a traçar esses caminhos e processos contínuos.
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O aspecto institucional e o desafio da inovação
Se as instituições de ensino superior precisam atender à legislação e funcionar conforme os padrões
estabelecidos pelo MEC, isso não significa que a forma de organização e os aspectos institucionais devam
tornar a faculdade um espaço chato, burocrático e tradicionalista. 
Ao mesmo tempo que devemos manter a tradição do conhecimento acadêmico e garantir a legalidade dos
processos e aspectos institucionais, devemos ter instituições inovadoras, comprometidas com as mudanças
queo conhecimento e a tecnologia promovem. 
Isso mesmo: inovar para continuar oferecendo educação de qualidade e transformadora.
Perceba que a forma pela qual você está estudando agora,
por exemplo, é inovadora. Você tem a possibilidade não
apenas de ler este texto escrito, mas também de navegar
por conteúdos audiovisuais, verificar seu aprendizado e
interagir a partir de outros recursos. E isso é apenas parte
da transformação que a educação vem experimentando
graças às inovações metodológicas e tecnológicas.
Assim, a estrutura e a organização das instituições de
ensino devem estar a serviço do conhecimento, da ciência,
da sociedade e, especificamente, das suas necessidades
de formação e preparação para o mercado de trabalho.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Analise as afirmativas a seguir:
I - A formação num curso de graduação se dá no espaço ou no contexto de uma Instituição de Ensino Superior
(IES), que tem como órgão regulador o Ministério da Educação (MEC).
II – São três as categorias administrativas das Instituições de Ensino Superior no Brasil: faculdades, centros
universitários e universidades.
III – As universidades são o único tipo de IES reguladas pelo MEC, que passam por credenciamento e que
oferecem cursos com qualidade.
IV- As IES privadas têm pouca relevância social, pois o maior contingente de estudantes no Brasil encontra-se
nas IES públicas.
Está correto apenas o que se afirma em:
A
I e II.
B
I e III.
C
II e III.
D
III e IV.
E
II, III e IV.
A alternativa A está correta.
As afirmativas I e II estão corretas porque o MEC é o órgão regulador das IES, estabelecendo processos de
avaliação e credenciamento das IES a partir da legislação pertinente e das políticas e programas
educacionais. É o MEC quem credencia uma IES como faculdade, centro universitário ou universidade. A
afirmativa III está incorreta porque as faculdades e os centros universitários também são avaliados e
regulados pelo MEC. Por fim, a afirmativa IV não é verdadeira porque as IES privadas também têm sua
relevância social, e são hoje responsáveis pela formação superior da maioria dos estudantes brasileiros.
Questão 2
As IES oferecem diversos tipos de cursos. Essa diversidade corresponde a denominações e graus diferentes.
Assim, marque a alternativa que faz uma afirmação correta sobre os distintos tipos de cursos.
A
Os cursos de graduação podem conferir o grau de bacharel, licenciado ou tecnólogo.
B
Os Cursos Superiores de Tecnologia (CST) não permitem a obtenção de diploma porque não são cursos de
graduação.
C
Todas as licenciaturas ou cursos de formação de professores têm a duração curta e a mesma finalidade dos
CST.
D
Os cursos de bacharelado somente podem ser ofertados presencialmente, quando houver exceção, o diploma
deve especificar que o curso é a distância.
E
Um curso de pós-graduação sempre será um curso Stricto Sensu, inclusive um MBA.
A alternativa A está correta.
A opção A está correta porque existem dois tipos de curso superior: graduação e pós-graduação. Nos
cursos de graduação, temos três graus: bacharelados, licenciaturas ou formação de professores e
tecnólogos. As demais alternativas estão incorretas porque os CST permitem a obtenção de diploma de
graduação; as licenciaturas não têm a mesma duração e finalidade dos CST; os bacharelados podem ser
ofertados tanto presencialmente quanto a distância, sem distinção da modalidade no diploma; e a pós-
graduação tem tanto cursos Lato Sensu, como os cursos de especialização e os MBA, quanto Stricto
Sensu, como mestrado e doutorado.
4. Organização e convivência acadêmicas
A organização acadêmica de seu curso
Neste vídeo, vamos pensar um pouco em pilares fundamentais da educação e seus caminhos. Vamos
exemplificar com as questões do PPC e da convivência. Confira!
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O seu curso tem uma série de características próprias, que são só dele, e provavelmente aspectos que ele
compartilha com outros cursos da mesma área de conhecimento ou até mesmo de diferentes áreas. 
Mas além desses elementos, cada curso reúne objetivos, concepções, conhecimentos e outros aspectos que
podem estar vinculados a determinada atividade profissional ou a uma área e atividade acadêmica ou cultural.
Tanto nos aspectos específicos quanto nos aspectos comuns, o seu curso atende a diretrizes estabelecidas
pelo MEC, a objetivos pedagógicos propostos pela sua IES e às demandas da sociedade.
Atenção
Tudo isso faz parte da organização acadêmica de seu curso, que pode ser conferida no Projeto
Pedagógico do curso. 
O Projeto Pedagógico de Curso (PPC)
O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) é o documento que registra aspectos importantes de seu curso, como: 
Concepção do curso
Incluindo contextualização e objetivos do curso,
além do perfil do egresso (atitudes, habilidades
e competências que são esperadas do futuro
profissional.).
Estrutura do curso
Incluindo sua matriz curricular, informações
sobre seu corpo docente e técnico-
administrativo, infraestrutura etc.
Procedimentos de avaliação
Incluindo os critérios e formas de avaliação do
ensino e da aprendizagem.
Instrumentos normativos
Incluindo regimentos, regulamentos e outros
instrumentos normativos de apoio.
Todos esses elementos que fazem parte da concepção, estrutura e funcionamento de um curso devem
atender às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) estabelecidas pelo MEC para cada curso. 
Atenção
Assim, num curso de Administração, por exemplo, o MEC define por meio de Resolução, e disponibiliza
em seu portal, as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração. 
São as DCNs que estabelecem, por exemplo, a carga horária mínima do curso, o seu tempo de integralização,
os componentes curriculares obrigatórios, a obrigatoriedade e duração do estágio, a obrigatoriedade ou não
do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) etc. 
Mas os compromissos de um curso ou sua organização acadêmica estão relacionados apenas ao MEC?
Por isso, um curso de graduação precisa sempre ser atualizado, sua matriz curricular deve ser dinâmica e
responder a desafios que o mundo do trabalho e a sociedade vão apresentando. 
Avaliação
Uma das formas de garantir a atualização e a relevância de um curso de graduação é desenvolvendo
processos de avaliação que contribuam para a tomada de decisões que promovam o aperfeiçoamento e a
qualidade da instituição acadêmica, de seus cursos e da relação com os alunos, além de orientar o
investimento em recursos financeiros e em pessoal. 
Curiosidade
Há várias ferramentas e recursos que permitem ouvir alunos, professores e pessoal administrativo a fim
de se gerar dados e informações que sinalizem o que está dando certo e o que ainda precisa melhorar. 
O próprio MEC estabelece instrumentos de avaliação institucional, mas hoje as instituições de ensino acabam
indo além desses instrumentos para continuamente trabalhar com indicadores que mostram o quanto seus
alunos estão satisfeitos e quais as necessidades que precisam ser atendidas. 
Tudo isso evidencia que o compromisso com a qualidade é fator primordial na educação superior. 
E a qualidade de um curso não é determinada apenas pela nota no ENADE e seu posicionamento no MEC ou
em algum ranking. Uma IES e seus cursos também são valorizados e reconhecidos pelo grau de
empregabilidade de seus alunos egressos ou pela imagem favorável que têm junto à sociedade local. 
Saiba mais
O ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) avalia o desempenho dos alunos que estão
finalizando o seu curso, conferindo as competências e habilidades necessárias à sua formação geral e
profissional. O desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos avaliados é analisado junto com
outros parâmetros, como o IDD (Índice de Desempenho Discente), que indica o valor agregado pelo
curso, e as respostas ao Questionário do Estudante. O ENADE é obrigatório para todos os estudantes
que nele forem inscritos pela IES a partir de critérios definidos pelo MEC.A comunidade acadêmica
A educação superior, em suas modalidades e configurações, é feita por gente, por sujeitos que constroem o
conhecimento e contribuem para a transformação de uma nação. 
Atenção
Os aspectos institucionais são importantes, os procedimentos acadêmicos têm o seu lugar, a
infraestrutura é essencial, a tecnologia é fundamental, mas nada é mais central do que as pessoas que
fazem uma Instituição de Ensino Superior e os seus cursos serem uma experiência de aprendizado, de
crescimento e de preparação para a vida e para o mundo do trabalho. 
Nesse cenário, destacamos dois atores principais: professores e alunos.
Na comunidade acadêmica, a interação presencial ou virtual entre docentes e estudantes é a chave para o
aprendizado. Conheça alguns cenários: 
Aula presencial
Professores à frente de uma sala de aula
dialogando com seus alunos.
Aulas online
Professores num ambiente virtual respondendo
a dúvidas e atuando como tutores.
Aulas práticas
Professores no laboratório conduzindo
experimentos e atividades práticas.
Conteúdos inovadores
Professores compartilhando conhecimento e
apresentando conteúdo inovador em vídeos,
em podcasts ou em textos digitais.
Jornada de conhecimento
Professores supervisionando, mediando,
orientando, acompanhando, animando e
desafiando seus alunos na jornada do
conhecimento.
Hoje, com as tecnologias digitais e as novas formas de interatividade, a interação com o professor acontece
inclusive por meio de conteúdos em formatos diversos. Conteúdos interativos pensados e elaborados por
professores e equipes multidisciplinares. 
Aqui mesmo, agora neste momento, são professores que se dirigem a você, que falam com você pelo texto,
pelo vídeo, pelo podcast. 
Nesta comunidade acadêmica, nesta rede do saber, professores e alunos são parceiros no processo de
ensino-aprendizagem. 
Se o aluno deve ser protagonista nesse cenário, o professor é uma espécie de diretor, de alguém que dirige a
cena para que o aluno brilhe no palco da vida. 
Mas, falemos um pouco mais agora sobre você! Sobre sua relação com essa comunidade. 
O desafio da convivência
Já parou para pensar que você existe e constrói sua identidade a partir do outro?
A Psicologia nos ajudar a perceber que nos definimos a partir do outro. As Ciências Sociais nos apontam que
também nos constituímos a partir das relações sociais. 
Se tomamos isso como verdade, a dimensão coletiva ou as relações interpessoais na comunidade acadêmica
são muito importantes, são uma forma de definir nossa identidade como estudantes e de contribuir para
nossa formação profissional. 
Além da relação com nossos mestres, a
interação com nossos colegas é parte do
aprendizado e do crescimento na comunidade
acadêmica. Comunidades de aprendizagem
são, principalmente, teias ou redes de interação
e colaboração nas quais aprendemos muito
com os outros. 
Por isso, ao ingressar na vida universitária, para
viver melhor, você vai precisar conviver. 
Para participar de comunidades de
aprendizagem, é preciso também aprender a conviver, aprender com o outro. Seja no trabalho, seja
virtualmente, você precisa reforçar as possibilidades de convivência, precisa entender que é algo fundamental
para ter mais oportunidades, para desenvolver seu conhecimento.
Atenção
Uma vez que tenha tomado consciência de quem você é, entendido onde você está e se conscientizado
exatamente do que você busca, é preciso assumir o desafio de conviver, de interagir, com professores,
colegas e seu entorno. 
A relação com o outro
Uma das grandes questões que aparecem quando a gente lida com educação é que tudo o que eu aprendo só
tem sentido se posto em perspectiva. 
Por isso, você precisa despertar para o mundo que está no seu entorno. Olhar as pessoas, valorizar as
pessoas, é de alguma forma olhar para si. Tornar-se consciente é aprender a respeitar e ser respeitado, para
que você possa afirmar o seu direito de existir e o direito de ser respeitado. 
O antropólogo francês Marc Augé define de forma muito interessante esse papel do espaço e do outro: 
Se a tradição antropológica ligou a questão da alteridade (ou da identidade) à do espaço, é porque os
processos de simbolização colocados em prática pelos grupos sociais deviam compreender e controlar o
espaço para se compreenderem e se organizarem a si mesmos. 
(AUGÉ, 1994, p. 158) 
Vamos pensar sobre isso: 
Todos nós possuímos uma identidade, um conjunto de
valores, símbolos e formas que nós reconhecemos. Todos
nós vivemos e definimos alteridades, aquilo que é diferente
de mim, o que não sou. Quando eu começo a me definir,
isso não vem do nada, isso passa pelo espaço – não como
uma delimitação física –, mas como o espaço de
convivência.
Passa pelos símbolos que são reconhecidos, pelo modo
como as trocas sociais funcionam e/ou passam pelas
relações de poder, como o poder é exercido, reconhecido,
trocado.
Somos todos seres sociais, construímos identidade e
naturalizamos nossas posições sociais. Nós assumimos nomes, nossas famílias e nossas escolhas. Isso, ainda
que não seja real a priori, é real na vida de cada um de nós. Nossas sociedades criam regras, nós nos
adequamos, buscamos tirar o melhor delas, mas no fim, tudo passa pelo valor que nós atribuímos a nós e aos
outros. Passa pelos “contratos” sociais que assumimos. 
O ser humano é um ser social. O ser humano não sobreviveu ou não se estabeleceu isoladamente.
O ser humano acumulou, preservou e desenvolveu tudo aquilo que a sua ancestralidade lhe deixou. Não é à
toa que hoje avançamos aceleradamente no conhecimento e experimentamos uma revolução tecnológica.
Temos a capacidade de nos educarmos, de continuarmos na construção e aperfeiçoamento da civilização
humana. 
Toda a sociedade humana é fruto das relações construídas historicamente pelos próprios grupos humanos. 
Resumindo
Assim, na comunidade acadêmica, temos também a missão de construir relações com o outro, de
aprendermos com o outro, seja o professor ou o colega. 
Nossa relação com os outros deve buscar o fortalecimento e o crescimento dessa comunidade de
aprendizagem. Deve ser também a busca por relações que respeitem a diversidade, que sejam inclusivas, que
desconstruam os preconceitos e as discriminações. 
Uma comunidade de conhecimento somente será verdadeiramente um lugar de aprendizagem e crescimento,
relevante para a sociedade, se aprendermos a conviver com o outro e nessas conexões ampliarmos nossos
saberes, habilidades e competências. 
O sentido de comunidade precisa passar por aspectos diversos da dimensão humana. O ambiente
educacional reproduz as características do mundo, ao mesmo tempo que os reflete e ressignifica. Por isso, em
todos os cursos você será desafiado a pensar sobre inclusão, diversidade, direitos humanos e ética. 
Todas as nossas interações, físicas ou digitais, são marcadas por opiniões, valores e crenças. Estar inserido
em uma comunidade de aprendizagem deve, por princípio, fortalecer sua capacidade crítica na construção de
uma sociedade mais equilibrada e harmônica. 
A comunidade acadêmica
Vamos pensar um pouco sobre como as trocas podem ajudar a vivenciar esse processo de aprender na
universidade. Assista ao vídeo! 
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A organização da vida acadêmica implica a necessidade de se ter o Projeto Pedagógico de Curso (PPC) para
cada graduação ofertada numa Instituição de Ensino Superior (IES). O PPC deve ser consultado quando eu,
por exemplo, tiver a necessidade de me informar sobre
A
o valor da mensalidade de meu curso e eventuais formas de financiamento oferecidas pelo governo ou bancos
privados.
B
o cronograma do Enade e os principais conteúdos que foram cobrados nas últimas provas desse tipo de
exame.
C
a concepção e estrutura do curso, seus procedimentos de avaliação e seus instrumentos normativos.
D
os detalhes e as normas referentes à regulamentação de uma determinada profissão e o estatuto de seu
Conselho Federal.
E
o conteúdo

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