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Revista Foco |Curitiba (PR)| v.16.n.10|e3381| p.01-12 |2023 
1 
 Juliana de Aguiar Galvão, Cleane Maria Melo de Oliveira 
___________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS 
EM CRIANÇAS 
 
THE ABUSE OF SCREENS: THE PSYCHOLOGICAL IMPACTS 
ON CHILDREN 
 
EL ABUSO DE PANTALLAS: LOS EFECTOS PSICOLÓGICOS 
EN LOS NIÑOS 
 
Juliana de Aguiar Galvão1 
Cleane Maria Melo de Oliveira2 
 
DOI: 10.54751/revistafoco.v16n10-123 
Recebido em: 22 de Setembro de 2023 
Aceito em: 23 de Outubro de 2023 
 
 
 
RESUMO 
A tecnologia ao longo dos anos tem implementado inúmeras mudanças no 
comportamento do indivíduo, o presente estudo visa lançar um olhar para além dos 
efeitos positivos dos recursos tecnológicos, analisando os possíveis efeitos nocivos do 
uso destes recursos, principalmente quando o usuário está em fase de 
desenvolvimento. Nas crianças, o impacto social, e principalmente, psicológico precisa 
ser melhor estudado e compreendido. Dessa forma, esta pesquisa tem como objetivo 
analisar os principais aspectos relacionados ao uso abusivo de telas por crianças, 
destacando possíveis danos psicológicos e sociais. Para tal finalidade foi realizada uma 
revisão de literatura, com base técnica qualitativa, descritiva e exploratória. Após o 
processo de levantamento e análise de manuscritos, observou-se que crianças tendem 
a permanecer longos períodos em frente às telas, e essa situação infere na diminuição 
das interações sociais, além de danos cognitivos. Diversos autores ressaltam a 
importância dos pais na atenuação desse problema. Logo, conclui-se que as crianças 
estão cada vez mais expostas precocemente a esses dispositivos, o que pode levar a 
consequências negativas para seu bem-estar psicológico. Além disso, essa realidade 
pode influenciar negativamente o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, 
reduzindo oportunidades de interação social e aprendizado no mundo real. 
 
Palavras-chave: Crianças; impacto; smartphones. 
 
ABSTRACT 
Technology over the years has implemented countless changes in individual behavior, it 
is worth highlighting that technology does not only perpetuate positive effects, there is a 
dark side, especially when the screen user is a child, bringing impact on a social level, 
 
1 Graduanda em Psicologia. Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão. R. São Pedro, 11, Jardim Cristo Rei, 
Imperatriz - MA, CEP: 65907-070. E-mail: julianaimp2@gmail.com 
2 Especialista em Psicologia Clínica e Avaliação Psicologica. Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão. R. São 
Pedro, 11, Jardim Cristo Rei, Imperatriz - MA, CEP: 65907-070. E-mail: cleane.oliveira@unisulma.edu.br 
mailto:julianaimp2@gmail.com
mailto:cleane.oliveira@unisulma.edu.br
Revista Foco |Curitiba (PR)| v.16.n.10|e3381| p.01-12 |2023 
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 O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM CRIANÇAS 
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and mainly, psychological. Therefore, this research aims to analyze the main aspects 
related to the abusive use of themes by children, highlighting psychological and social 
damage. For this purpose, a literature review was carried out, with a qualitative, 
descriptive and exploratory technical basis. After the process of surveying and analyzing 
manuscripts, it was observed that children tend to spend long periods in front of screens, 
this situation leads to a decrease in social interactions, in addition to cognitive damage, 
several authors highlight the importance of parents in mitigating this problem. Therefore, 
it is concluded that children are exposed to these devices at an early age, which can lead 
to negative consequences for their psychological well-being. Furthermore, this reality 
can negatively influence children's cognitive and emotional development, reducing 
opportunities for social interaction and learning in the real world. 
 
Keywords: Children; impact; smartphones. 
 
RESUMEN 
La tecnología a lo largo de los años ha implementado numerosos cambios en el 
comportamiento individual, este estudio busca mirar más allá de los efectos positivos de 
los recursos tecnológicos, analizando los posibles efectos nocivos del uso de estos 
recursos, especialmente cuando el usuario se encuentra en fase de desarrollo. En los 
niños, es necesario estudiar y comprender mejor los efectos sociales y, sobre todo, 
psicológicos. De esta manera, esta investigación tiene como objetivo analizar los 
principales aspectos relacionados con el abuso de las pantallas por los niños, 
destacando los posibles daños psicológicos y sociales. Con este fin, se llevó a cabo una 
revisión de la literatura sobre una base técnica cualitativa, descriptiva y exploratoria. 
Después del proceso de estudio y análisis de manuscritos, se observó que los niños 
tienden a permanecer largos periodos frente a las pantallas, y esta situación se infiere 
en la reducción de las interacciones sociales, además del daño cognitivo. Varios autores 
subrayan la importancia de los padres para aliviar este problema. Por consiguiente, se 
concluye que los niños están cada vez más expuestos a estos dispositivos en una etapa 
temprana, lo que puede tener consecuencias negativas para su bienestar psicológico. 
Además, esa realidad puede influir negativamente en el desarrollo cognitivo y emocional 
de los niños, al reducir las oportunidades de interacción social y aprendizaje en el mundo 
real. 
 
Palabras clave: Niños; impacto; smartphones. 
 
 
1. Introdução 
A tecnologia ao longo dos anos tem implementado inúmeras mudanças 
no comportamento do indivíduo, o que traz a concepção que esse fenômeno tem 
proposto ao indivíduo alienação quanto ao seu uso. Consequentemente, quando 
desconectados da internet, muitos têm a sensação de desamparo, tristeza, 
agitação, por ter pensamentos que precisam saber o que se passa no mundo 
(ANJOS; FRANCISCO, 2021). 
Vale destacar que a tecnologia não se perpetua somente efeitos positivos, 
existe o lado obscuro, principalmente quando o usuário da tela é criança. E 
percebemos cada dia com mais frequência, crianças usando as telas como 
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 Juliana de Aguiar Galvão, Cleane Maria Melo de Oliveira 
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brinquedos (televisão, jogos eletrônicos, computadores, tablet, celulares e etc.), 
alguns pais ignoram ou não possuem conhecimentos que o uso abuso coopera 
ativamente com o surgimento de transtorno mental: ansiedade, dificuldade de 
concentração entre outros (ARAGÃO et al., 2019). 
O mundo digital é um campo amplo que oferece diferentes 
entretenimentos para as crianças, gradativamente é crescente o índice de horas 
gastas na frente das telas, segundo o jornal da USP. Cujo o Brasil e a Indonésia 
dividem o pódio do ranking entre 17 países que mais usam celulares (Coreia do 
Sul, México, Índia, Japão, Turquia, Singapura, Canadá, EUA, Rússia, Reino 
Unido, Austrália, Argentina, França, Alemanha e China) (CÂMERA et al., 2020). 
Após a pandemia do covid-19 houve um aumento significativo no tempo 
de uso de tela por crianças. O que acarretou emoção cognitiva desadaptativa, 
atenção prejudicada e aumento da impulsividade. E a situação torna-se mais 
complexa, devido que 90% das crianças e adolescentes brasileiros fazem parte 
desse rol, por usar as telas como o principal meio de distração (Youtube, jogos 
e outros) (NOBRE et al., 2021). 
O ideal seria que as crianças obtivessem limites de tempo de uso, 
respeitando a faixa etária: menores de 2 anos (nenhum contato com telas), 2 a 
5 anos (até uma hora por dia), 6 aos 10 anos (entre uma e duas horas por dia) e 
11 aos 18 anos (entre duas e três horas por dia). Por certo, o cronograma de 
tempo de uso, serve como controle positivo de como usar com cautelaas telas 
entre as crianças (ABRANTES; ALMEIDA, 2018). 
Desse modo, acredita-se que a pesquisa trará relevância social, por 
abordar a importância da fiscalização do uso de tempo das crianças com a tela, 
pois quanto mais tempos expostos em frente às telas, aumenta a probabilidade 
do crescente índice de pessoas ansiosas e depressivas em pouco espaço de 
tempo na esfera social. Assim sendo, o estudo tem como objetivoanalisar os 
principais aspectos relacionados ao uso abusivo de telas por crianças, 
destacando danos psicológicos e sociais. 
 
2. Materiais e Métodos 
A pesquisa trata-se de uma revisão integrativa, com base técnica 
qualitativa, descritiva e exploratória. Segundo Marconi e Lakatos (2010, p.44) 
Revista Foco |Curitiba (PR)| v.16.n.10|e3381| p.01-12 |2023 
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 O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM CRIANÇAS 
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uma revisão integrativa “é desenvolvida com base em material já elaborado, 
constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Outrossim, Diana 
(2022, p. 1) afirma que uma pesquisa descritiva tem a finalidade de realizar uma 
análise minuciosa e descritiva do objeto de estudo, sem influência. Por fim, 
pesquisa exploratória procura explorar um problema, de modo a fornecer 
informações para uma investigação mais precisa. 
Dessa forma, para identificar as publicações que compõem a revisão 
integrativa deste estudo, foi realizado a busca online com o levantamento em 
bases de dados nas seguintes Bibliotecas Virtuais: Biblioteca Virtual em Saúde 
(BVS), PUBMED e Scientific Electronic Library (Scielo), utilizando os seguintes 
Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): “Smartphones”, “Crianças” e 
“Impacto”, combinados pelo operador booleano “AND”. 
Como critérios de inclusão foram considerados, artigos completos que 
abordam a temática proposta, publicados no período de 2018 a 2023, no idioma 
português e inglês. Em relação aos elementos de exclusão, foram excluídos os 
estudos duplicados, relatos de experiência e artigos de revisão. 
 
3. Resultados 
Foram encontrados no total 403 artigos nas bases de dados. Após aplicar 
os critérios de inclusão e exclusão adotados, 158 estudos foram identificados, 
desses, 130 foram excluídos após a leitura dos títulos e resumos por não 
atenderem ao objetivo desta pesquisa. Do total de 28 artigos completos 
selecionados, 20 foram excluídos após leitura na íntegra por não oferecerem 
subsídios para responder à pergunta norteadora, restando 8 artigos para 
realização da presente revisão. 
 A figura 1 abaixo ilustra o detalhamento do processo de escolha dos 
artigos selecionados para compor esta revisão integrativa. 
 
 
 
 
 
 
Revista Foco |Curitiba (PR)| v.16.n.10|e3381| p.01-12 |2023 
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 Juliana de Aguiar Galvão, Cleane Maria Melo de Oliveira 
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Figura 1. Fluxograma das buscas e seleção dos estudos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborada pela própria autora,2023 
 
A seleção dos artigos ocorreu por meio da identificação do título do 
trabalho, da leitura do resumo e, posteriormente, da leitura na íntegra do artigo 
científico. A análise e os resultados da pesquisa serão apresentados: autor, ano, 
bases de dados de origem, metodologia e conclusão. 
 
Tabela 1. Distribuição dos artigos incluídos na revisão. 
Autor/ano Base de dados Objetivo Metodologia Conclusão 
GUEDES et al., 2019 Scielo Descrever a 
prevalência do uso 
de mídias 
interativas (tablets e 
smartphones) pelas 
crianças de dois a 
quatro anos de 
idade, assim como 
caracterizar esse 
uso, investigar 
hábitos, práticas, 
participação e 
opinião dos pais 
acerca da sua 
utilização. 
Estudo epidemiológico Observou-se elevada 
prevalência do uso 
de mídias interativas. 
A forma 
predominante de 
utilização das mídias 
envolve 
conjuntamente 
crianças e pais, os 
quais acreditam nos 
seus efeitos 
benéficos. Atividades 
passivas são as mais 
realizadas, com 
restrição do tempo de 
uso. 
RIBEIRO et al., 2023 BVS Elaborar e validar 
um vídeo 
educacional sobre 
Pesquisa 
metodológica 
O vídeo serve como 
meio de 
comunicação e 
educação dos pais e 
Estudos identificados 
nas bases de dados 
(n=153) 
Triagem Leitura de título e 
resumo (n=102) 
Estudos excluídos por não 
atenderem aos critérios de 
elegibilidade (n=76) 
Elegibilidade Selecionados para 
leitura na íntegra (n=26) 
Estudos excluídos 
Tema não relacionado 
(n=19) 
Incluídos Estudos incluídos para a 
síntese (n=7) 
Identificação 
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 O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM CRIANÇAS 
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uso excessivo de 
telas em crianças. 
cuidadores para 
melhor cuidarem da 
qualidade de vida 
das suas crianças 
diante do tempo de 
telas pelas crianças. 
O vídeo educativo 
mostrou-se válido 
quanto à aparência e 
ao conteúdo, com 
potencial para 
mediar práticas 
educativas 
SANTOS et al., 2022 BVS Verificar o impacto 
potencial do uso de 
smartphones por 
crianças pré-
escolares na 
relação com seus 
cuidadores 
Revisão narrativa O uso de telas por 
crianças pré-
escolares pode ser 
tanto benéfico 
quanto prejudicial, e 
essa diretriz pode ser 
estendida a todas as 
crianças e 
adolescentes. 
CERIMONIAL et al., 
2023 
PUBMED Explorar o uso de 
dispositivos 
eletrônicos em 
crianças e possíveis 
fatores de risco para 
posse de 
smartphones e 
cyberbullying. 
Estudo transversal A ausência de regras 
para uso de 
smartphones 
representa fator de 
risco para o cy-
bullying. Neste 
contexto, o pediatra 
geral pode 
desempenhar um 
papel importante 
para ajudar 
pais/cuidadores e 
seus filhos a 
adotarem um uso 
mais seguro de 
dispositivos. 
JOUNG; OH; LEE,2023 PUBMED Investigar 
problemas, bem 
como intervenções 
para PSU (uso 
problemático de 
smartphone) em 
crianças e 
adolescentes 
Estudo qualitativo A sensibilização dos 
pais e das escolas 
para a PSU precisa 
de ser melhorada, 
enquanto as escolas 
devem cooperar 
ativamente para 
fornecer 
intervenções 
adequadas às 
crianças e aos 
adolescentes 
LEE e BHANG, 2023 BVS Examinar os fatores 
associados ao 
transtorno de jogos 
na internet (IGD) e o 
papel mediador dos 
sintomas 
pediátricos 
(atenção, 
problemas 
Estudo transversal Este estudo 
demonstrou as 
associações entre a 
história familiar de 
dependência, IGD e 
sintomas pediátricos 
(atenção, problemas 
externalizastes e 
problemas 
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 Juliana de Aguiar Galvão, Cleane Maria Melo de Oliveira 
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externalizastes e 
problemas 
internalizastes) em 
crianças e 
adolescentes com 
histórico familiar de 
dependência. 
internalizastes) entre 
crianças e 
adolescentes 
coreanos. Portanto, 
precisamos prestar 
atenção aos 
sintomas pediátricos 
e desenvolver 
alternativas 
sistemáticas para 
melhorar a saúde 
mental entre crianças 
e adolescentes 
coreanos com 
histórico familiar de 
dependência como 
ACEs. 
YANG et al.,2022 BVS Investigar a relação 
específica entre 
trauma infantil, vício 
em Internet (IA) 
e subsaúde 
psicológica (PSH) 
Estudo randomizado O trauma infantil tem 
efeitos diretos e 
indiretos no PSH, e a 
IA desempenha um 
efeito mediador no 
efeito 
indireto. Portanto, 
esclarecer essas 
relações ajuda a 
formular e 
implementar 
intervenções 
eficazes para 
melhorar a saúde 
psicológica (SP) em 
adolescentes 
chineses. 
PARK,2021 BVS Identificar padrões 
de uso de 
smartphones 
associados ao uso 
problemático de 
smartphones (PSU) 
entre crianças pré-
escolares. 
 Estudo transversal As descobertas 
indicam que uma em 
cada cinco crianças 
em idade pré-escolar 
que usam 
smartphones poderiaexperimentar 
problemas de 
smartphone (PSU). 
Em comparação com 
outras faixas etárias, 
a PSU em crianças 
pequenas pode estar 
mais associada aos 
seus cuidadores. 
Para prevenir a PSU 
em crianças em 
idade pré-escolar, os 
cuidadores precisam 
de informações 
sobre o tempo total 
de tela recomendado 
para as crianças, 
padrões de uso de 
smartphones 
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 O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM CRIANÇAS 
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associados à PSU, 
sugestões de outras 
atividades como 
possíveis 
alternativas ao uso 
do smartphone e 
estratégias para 
fortalecer a 
autorregulação das 
crianças em relação 
ao uso do 
smartphone. . 
Fonte: Elaborada pela própria autora,2023 
 
4. Discussão 
O uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como smartphones e tablets, 
por parte de crianças tem se tornado uma preocupação crescente na sociedade 
contemporânea. Dessa forma, é primordial discutir a respeito dos impactos 
psicológicos desse uso abusivo em crianças, considerando, incialmente, as 
descobertas de três estudos recentes: Cerimonial et al. (2023), Guedes et al. 
(2019) e Joung, Oh e Lee (2023). 
 O estudo de Cerimonial et al. (2023) revela uma tendência preocupante: 
um grande número de pais permite que seus filhos tenham acesso a dispositivos 
eletrônicos desde uma idade muito precoce, incluindo bebês de 0 a 1 ano. Essa 
exposição precoce está associada a um maior risco de cyberbullying, indicando 
que o uso de dispositivos sem orientação pode resultar em consequências 
negativas para o bem-estar psicológico das crianças. 
 Dessa forma, Joung, Oh e Lee et al. (2023) complementa este estudo 
ressaltando a respeito da exposição excessiva a telas em idades tão jovens. 
Segundo o autor, esta perspectiva também pode influenciar negativamente o 
desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, uma vez que elas podem 
estar perdendo oportunidades importantes de interação social e aprendizado 
através de experiências do mundo real. 
Corroborando com essa ideia, o estudo de Guedes et al. (2019) destaca 
que as crianças têm uma variedade de atividades associadas ao uso de 
dispositivos eletrônicos, incluindo assistir a vídeos, ouvir música, jogar jogos e 
usar aplicativos educacionais. Assim, o tempo que muitas crianças passam em 
frente às telas é alarmante, com 19% delas gastando mais de duas horas por dia 
nessa atividade. Esses números indicam que o uso de dispositivos eletrônicos 
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se tornou uma parte significativa da vida das crianças, o que pode afetar seu 
desenvolvimento de maneiras complexas e variadas. 
Ou seja, conforme o estudo desenvolvido por Guedes et al. (2019) é 
possível concluir que embasados na variedade de tarefas que crianças podem 
realizar frente ás telas, a quantidade de horas destinadas a esse meio é elevada. 
Com base nisso, Cerimonial et al. (2023) aponta as causas dessa questão, 
enfatizando o papel dos pais, o autor também introduz as consequências dessa 
realidade destacando possíveis problemas psicológicos. Entretanto, o estudo de 
Joung, Oh e Lee et al. (2023) relata com mais clareza, e objetividade que além 
de questões psicologias, há as questõessociais. 
Guedes et al. (2019) também ressaltam o papel fundamental dos pais na 
regulamentação do tempo de tela de seus filhos. Eles observam que 86,4% dos 
pais relataram limitar o tempo de uso de dispositivos eletrônicos, o que é uma 
medida crucial para mitigar os potenciais impactos negativos. Os autores 
enfatizam que a forma como a mídia é utilizada é mais importante do que a 
tecnologia em si, o que significa que os pais desempenham um papel crucial em 
orientar seus filhos na utilização saudável e produtiva de dispositivos eletrônicos. 
 Finalmente, o estudo de Joung, Oh e Lee (2023) enfoca a necessidade 
de programas de intervenção adequados para crianças que apresentam 
problemas relacionados ao uso excessivo de smartphones. Os resultados 
sugerem que tais programas devem ser flexíveis, levando em consideração as 
necessidades emocionais e comportamentais das crianças. Além disso, é 
destacada a importância de oferecer atividades alternativas que promovam a 
autoestima e o autocontrole, reduzindo a dependência de dispositivos 
eletrônicos. 
Assim, o uso abusivo de dispositivos eletrônicos por crianças tem 
implicações significativas em seu desenvolvimento psicológico. A exposição 
precoce, a duração excessiva do uso e a falta de orientação podem contribuir 
para problemas como o cyberbullying, dificuldades de sono e um maior risco de 
problemas de saúde mental (SANTOS et al.,2022). 
Portanto, é imperativo que pais, cuidadores e profissionais de saúde 
estejam cientes desses riscos e adotem estratégias para promover um uso 
saudável e equilibrado de dispositivos eletrônicos por crianças. Além disso, 
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 O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM CRIANÇAS 
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programas de intervenção e educação são essenciais para lidar com crianças 
que já demonstram problemas relacionados ao uso excessivo de telas, visando 
a promoção de um desenvolvimento psicológico saudável (YANG et al.,2022). 
 
5. Conclusão 
Neste trabalho, abordamos o uso excessivo de dispositivos eletrônicos 
por crianças, destacando os impactos psicológicos desse comportamento. Com 
base nas descobertas de estudos recentes, foi observado que crianças estão 
expostas precocemente a esses dispositivos, o que pode levar a consequências 
negativas para seu bem-estar psicológico. Além disso, essa realidade pode 
influenciar negativamente o desenvolvimento cognitivo e emocional das 
crianças, reduzindo oportunidades de interação social e aprendizado no mundo 
real. 
No entanto, durante a análise desses estudos, foram identificadas 
algumas lacunas importantes. Primeiramente, a necessidade de estudos 
longitudinais que acompanhem o desenvolvimento das crianças ao longo do 
tempo em relação ao uso de dispositivos eletrônicos, permitindo uma 
compreensão mais completa dos efeitos a longo prazo. 
Além disso, embora os estudos tenham enfatizado o papel dos pais na 
regulamentação do tempo de tela, é importante investigar estratégias eficazes 
que os pais podem adotar para promover um uso saudável de dispositivos 
eletrônicos por seus filhos. Também é crucial desenvolver e avaliar intervenções 
específicas para abordar problemas relacionados ao uso excessivo de 
dispositivos eletrônicos por crianças. 
 Para futuras pesquisas, sugere-se a realização de estudos longitudinais 
que explorem mais profundamente os impactos a longo prazo do uso excessivo 
de dispositivos eletrônicos em crianças. Além disso, faz-se necessário 
desenvolver estudos que lancem um olhar cuidadoso sobre as melhores práticas 
para a implementação de programas de intervenção que abordem problemas 
relacionados ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Por fim, é essencial 
continuar a pesquisa sobre o equilíbrio entre o uso de dispositivos eletrônicos e 
as interações do mundo real, buscando promover um desenvolvimento 
psicológico saudável em crianças em nossa sociedade moderna. 
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Revista Foco |Curitiba (PR)| v.16.n.10|e3381| p.01-12 |2023 
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 O USO ABUSIVO DE TELAS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM CRIANÇAS 
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