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As origens da sociologia
Apresentação
Os processos que estabeleceram a sociologia como disciplina e campo científico tiveram início 
ainda no século XIX. Tais processos constituem um cenário de contraposição da observação de 
ações e comportamentos sociais e da relação do indivíduo com o todo às práticas de ciências 
consideradas "duras".
A sociologia nasce como uma "física social", ou seja, como o desejo de compreender os padrões de 
comportamento e de relacionamento entre indivíduo e sociedade ou, em padrões físicos, entre a 
partícula e o todo. Esse processo teve grande influência de pesquisadores brasileiros.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai travar contato com tais processos e ver que os materiais 
ensejam um duplo exercício reflexivo: compreender os desenrolares históricos e identificar seus 
reflexos em ações contemporâneas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer o objeto de estudo da sociologia.•
Descrever a perspectiva sociológica sobre a realidade.•
Distinguir ciências naturais e ciências sociais.•
Desafio
A sociologia se torna ciência quando são definidos padrões empíricos de leituras de formações, 
interações e diálogos no interior de grupos sociais ou entre grupos sociais diversos. Nesse aspecto, 
o contexto no qual se insere o grupo é muito importante.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/c31e6d9c-eaf9-4774-a9ba-49bad1f12214/d226f725-73bf-447f-93d1-82e8b039c167.png
Passo 1. Exercite sua imaginação sociológica: na situação de observação de candidatos às provas 
para o ingresso no Ensino Superior, qual elemento do comportamento social configura o 
comportamento de sul-coreanos e qual elemento configura o comportamento de brasileiros?
Observe a constituição dessas duas sociedades e reflita sobre a razão pela qual nelas se observam 
comportamentos distintos em situações parecidas.
Passo 2. O que é possível fazer para que, no quadro brasileiro, as interações tenham como produto 
mais empatia e sensibilidade?
Não se preocupe em escrever um tratado sociológico. Observe as duas situações e, com a liberdade 
permitida pela observação sociológica, destaque as interações que fizerem mais sentido para você.
Infográfico
A sociologia é uma ciência que estuda as formas de conexões sociais, os padrões estabelecidos e o 
comportamento dos sujeitos a partir dos papéis sociais desempenhados quando alocados em 
grupos sociais diferentes. Estuda também as formas de relacionamento e diálogo com as 
instituições, ou seja, com Estados. Tanto sociedades quanto Estados e sujeitos sociais têm 
comportamentos, desejos e formas de expressão e compreensão muito voláteis, e esse foi um dos 
aspectos mais desafiadores para que a chamada “física social” pudesse ser interpretada como 
ciência.
 
A volatilidade do objeto impede que leituras sejam permanentes, porque qualquer alteração 
contextual pode alterar os resultados da pesquisa ou ainda torná-la obsoleta. Mas são a 
impermanência e a imprevisibilidade dos comportamentos sociais que fazem do campo uma das 
ciências mais dinâmicas e importantes: um contexto social, político ou cultural não espera nada 
antes de se alterar, não pode ser pausado ou congelado. Por isso, as leituras sociológicas são 
dinâmicas e, desde a escolha de ferramentas metodológicas até as preocupações e os objetos 
escolhidos para análises, revelam os movimentos e os direcionamentos sociais de sua época.
 
Veja o Infográfico a seguir:
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
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Conteúdo do Livro
A sociologia não precisa ser feita só de reflexões, tornando-se abstrata e de difícil compreensão por 
parte dos alunos. Ela pode, a partir da imaginação e da observação que fomentaram sua criação, ter 
aplicações práticas muito importantes.
No capítulo As origens da sociologia, da obra Sociologia contemporânea, você vai aprender como a 
sociologia se torna uma ciência e, mais tarde, como se torna uma disciplina acadêmica. O Brasil tem 
importantíssimo papel nesse processo. Os pesquisadores e ensaístas brasileiros traçam um debate 
frutífero com especialistas das chamadas ciências duras, como física e biologia, e contribuem para a 
construção dos elementos que tornam possível a delimitação do campo científico: as ferramentas 
metodológicas e a definição dos processos empíricos.
Ao longo do texto, você vai compreender o objeto de estudo da sociologia e entender como se 
constrói a perspectiva sociológica sobre a realidade, além de diferenciar aspectos das ciências 
naturais e das ciências sociais, que dão origem à sociologia. 
Boa leitura!
SOCIOLOGIA 
CONTEMPORÂNEA
Aline Michele 
Nascimento Augustinho
As origens da sociologia
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer o objeto de estudo da Sociologia.
  Descrever a perspectiva sociológica sobre a realidade.
  Distinguir ciências naturais de ciências sociais.
Introdução
Neste capítulo, você vai ver como a sociologia se constituiu como ciên-
cia e como o campo se estabeleceu no Brasil. A partir da influência de 
pensadores clássicos europeus, o Brasil teve atores pioneiros na análise 
da sociedade e das interações sociais com uma óptica próxima a das 
ciências da natureza. 
Ao longo do texto, você vai conhecer os objetos de estudo e interesse 
da sociologia, bem como as leituras dessa ciência sobre a realidade e 
os contextos analisados. Por fim, você vai ver como a sociologia se po-
siciona diante das ciências que lhe deram origem, as ciências naturais e 
as ciências sociais.
A formação da sociologia e a identificação 
de seus objetos
As refl exões sobre o comportamento humano sempre estiveram presentes em 
sociedades e comunidades ao redor do mundo e ao longo do tempo, em épocas 
e confi gurações sociais distintas. As pinturas rupestres feitas em cavernas e 
elaboradas por hominídeos expressavam as formas de organização dos grupos 
sociais que surgiam, as caças, os perigos vividos, os espaços visitados, as 
viagens empreendidas. As representações pictóricas podem datar do período 
Paleolítico, que se estendeu da origem do homem até 10.000 a.C. Ou seja, o 
desejo de expressar, gravar e compreender a história humana está presente entre 
indivíduos desde os primórdios das organizações sociais mais elementares. 
É possível que a identifi cação do indivíduo como parte de um grupo seja um 
fator preponderante para a inclinação à refl exão a respeito dos contextos em 
que o grupo se insere.
A expressão livre dos laços entre humanos deu espaço à reflexão, elaborada 
pelos filósofos da Antiguidade Clássica, sobre a pureza, a moral e a função 
de cada comportamento. Esse tipo de pensamento norteou as leituras sobre 
interações sociais até meados do século XVIII. O Iluminismo, também cha-
mado de Século das Luzes, trouxe novas possibilidades de interpretação da 
natureza do comportamento humano. Nesse período, passa-se a considerar a 
complexidade das relações humanas, normalmente baseadas na estrutura de 
organização política do Estado.
Mas são as rápidas transformações decorrentes da Revolução Industrial 
as responsáveis pelo grande interesse em medir, projetar e identificar formas 
de relações e comportamentos sociais. Devido à Revolução, se altera o modo 
de produção, consumo e organização social e política. E isso tem um motivo: 
o caos e os desequilíbrios sociais, desencadeados por situações nunca antes 
conhecidas. Por isso, pensadores passaram a observar os comportamentos 
sociais em busca de uma resposta para as transformações que se sucediam. 
As dinâmicas sociais passaram a ser foco não apenas de observação, mas de 
estudo. Por que essas dinâmicasacontecem da forma como acontecem? Quais 
são os elementos que incidem sobre as organizações sociais? Quais elementos 
as tornam estáveis, lineares, ou quais incitam o desejo por ruptura, por revo-
luções? E, para os pensadores cujos trabalhos deram origem à sociologia, a 
questão preponderante era: como reorganizar ou reestabelecer as sociedades 
após o caos?
Esses são alguns dos questionamentos que nortearam a definição de meto-
dologias para a observação e a análise de dinâmicas sociais e que culminaram 
na delimitação de um campo científico específico, a sociologia. A ciência 
das relações sociais nasce com o estigma de pousar o olhar sobre um objeto 
instável, abstrato, difícil de ser controlado. Por isso, alguns autores que anali-
saram brilhantemente seus contextos sociais e históricos tiveram seus estudos 
utilizados como base para a construção da sociologia como campo científico, 
e seus métodos foram considerados integrantes do aporte que deu origem a 
essa área de estudo. 
Entre eles, destacam-se Auguste Comte, Karl Marx, Émile Durkheim e 
Max Weber. Desses autores, apenas Karl Marx não define claramente etapas 
ou métodos de análise e interpretação de interações sociais com o objetivo 
de criar uma abordagem científica a ser retomada por futuros pesquisadores. 
Mas a forma de organização de sua leitura sobre as estruturas sociais oferece 
As origens da sociologia2
tantos dados para o fortalecimento da sociologia como ciência que sua obra 
se equipara, nesse sentido, às dos outros três estudiosos.
A seguir, você vai conhecer melhor a contribuição de cada um deles para 
o estabelecimento e o fortalecimento da sociologia como campo científico. 
Tenha em mente que, com exceção de Durkheim e Weber, os autores mais 
importantes para a formação das teorias sociológicas clássicas não faziam 
parte da mesma geração e analisavam contextos sociais, políticos e históricos 
distintos.
Auguste Comte (1798–1857)
O francês Auguste Comte inicia seus estudos na Escola Politécnica ainda 
adolescente, mas há uma pausa entre o início de seus estudos e a sua conclusão. 
Tal pausa foi causada pelo fechamento temporário da Escola e depois por sua 
expulsão. Após concluir os estudos, ele vive uma grave crise psicológico-
-emocional e se afasta da pesquisa por algum tempo. Sua primeira obra, 
Plano de Trabalho Científi co para Reorganizar a Sociedade, realizada em 
1822, demonstra como imaginava recompor a sociedade num período de 
intensas rupturas, em que a Europa vivia alternâncias de poder entre regimes 
despóticos e revoluções. Comte foi secretário e amigo do Conde de Saint-
-Simon, nobre francês teórico do socialismo utópico. Contudo, rompeu com 
o Conde após alguns anos, por não considerar defi nitivas as suas teorias sobre 
as organizações sociais.
O positivismo comtiano define os parâmetros empíricos para a observação 
das dinâmicas sociais. Além disso, é a teoria que define o objeto sociológico 
como elemento próprio da ciência. Para Comte, se existiam leis que regiam 
as ciências naturais, também existiam leis que regiam os objetos sociais. Para 
conhecê-las, as etapas empíricas da observação à comparação deveriam ser 
respeitadas. Foi Comte o teórico que definiu o termo “sociologia”.
Karl Marx (1818–1883)
De origem judaica, o alemão Karl Marx estudou direito, fi losofi a e história, 
concluindo o doutorado ainda bem jovem, aos 23 anos. Voltado à fi losofi a 
hegeliana, o jovem Marx escrevia artigos jornalísticos que questionavam a 
organização política alemã e enfatizavam o aporte democrático. Por isso, foi 
expulso e se mudou para a França, onde conheceu Engels. Seu posicionamento 
político o levou a ser expulso também da França, então ele foi para a Ingla-
terra, onde permaneceu até a sua morte. O primeiro trabalho em que aparece 
3As origens da sociologia
sua marca metodológica mais importante para a sociologia, o materialismo 
histórico, é O Manifesto do Partido Comunista, escrito em parceria com 
Friedrich Engels, em 1848.
O materialismo histórico é uma teoria que entende que as relações entre 
a produção e o consumo de mercadorias é o que determina as estruturas e 
organizações sociais. Por isso, as grandes transformações históricas foram 
pautadas pela alteração na forma de produção, do feudalismo para o mercan-
tilismo e depois para o capitalismo. Para Marx, o capitalismo causaria tensões 
ininterruptas entre as classes, trabalhadores e burgueses, e essas tensões 
levariam à tomada de poder pelos trabalhadores, que colapsariam o sistema 
e estabeleceriam o comunismo. Para o autor, a marcha para o comunismo era 
inevitável, por isso o materialismo histórico possui um viés determinista.
Émile Durkheim (1858–1917)
O francês Émile Durkheim também tinha origem judaica, mas declarava não 
praticar nenhuma religião. Assim como Marx, estudou fi losofi a, porém seus 
trabalhos se voltavam inteiramente à defi nição das metodologias de pesquisas 
e aportes técnicos da sociologia. Sua carreira acadêmica se inicia com estudos 
voltados para a ciência da educação. Criador da chamada “escola de sociologia 
francesa”, Durkheim foi o primeiro acadêmico a ocupar a cátedra de ciências 
sociais na Universidade de Sorbonne.
Durkheim dialoga em seus trabalhos com Comte e Marx, mas tem um 
alinhamento maior com as teorias positivistas. Ele compreende que a socio-
logia tem objetos próprios e diferentes daqueles do direito, da filosofia e da 
economia. Mas, diferente de Comte, Durkheim não acreditava em leis sociais, 
e sim na determinação de métodos e etapas para a observação, a classificação 
e a comparação dos fenômenos sociais, o que constituiria a verdadeira ciência 
sociológica. A tipificação de comportamentos é um dos elementos usados pelo 
pensador para chegar à observação científica dos fenômenos sociais.
Max Weber (1864–1920)
O alemão Max Weber estudou história, economia e direito. Sua origem foi 
intelectualmente privilegiada, já que, como fi lho de um político do Partido Na-
cional Democrata alemão, pôde ter contato com estudiosos e intelectuais de seu 
tempo. Weber foi para os Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial. 
Lá, passou a analisar aspectos de uma sociedade capitalista, comparando-os 
às estruturas tradicionais morais e culturais da Alemanha, cuja corrupção 
As origens da sociologia4
ou enfraquecimento durante a República de Weimar o preocupava. Weber 
transcende o positivismo de Comte, o materialismo de Marx e o funciona-
lismo de Durkheim, mas admite as contribuições de cada um desses aportes, 
dialogando com seus teóricos em alguns trabalhos.
O pensador alemão criou a chamada sociologia compreensiva, um método 
de análise que compreende as construções simbólicas de maneira subjetiva. 
Ou seja, é um método que admite que o aparato sistêmico de significação 
de fenômenos sociais é o que dá sentido à ação, e ele pode ser diferente em 
contextos sociais, políticos e históricos distintos. Por isso, Weber contraria 
o determinismo do materialismo histórico de Marx e a impossibilidade de 
transcendência das estruturas sociais de Durkheim. Para ele, o espaço que 
Marx deu aos conflitos entre classes como motor da história foi dado aos pro-
cessos de racionalização dos fenômenos sociais, em associação às dinâmicas 
de dominação social.
Comte viveu todo o processo de erosão do poder da nobreza e da monarquia 
francesa, bem como os impactos resultantes dos movimentos que culminaram 
na Revolução Francesa, na ruptura da monarquia e na constituição da república 
no país. Revoluções não são transições, não são alterações que ocorrem aos 
poucos; não há espaço ou tempo para acomodações de mudanças. Para que 
eclodam, é preciso que haja um momento anterior de caos. E os momentos 
subsequentes à ruptura e à instalação de um novo modelo de organização 
política e social costumam também ser pautados por desorganização e incer-
teza. Para Comte, porém, independentemente dos objetivos de um movimento 
político e das alterações que ele poderia trazer às organizações sociais,já que também é importante conhecer 
e verificar as interpretações que as pessoas fazem de sua própria experiência 
para explicar parte do comportamento social.
Uma das maiores dificuldades das ciências humanas ao se estabelecerem 
como disciplinas foi a criação e a adequação de ferramentas metodológicas 
para tratar de seus objetos de pesquisa. A ideia era que, ao mesmo tempo em 
que normatizassem a produção científica e acadêmica, as ferramentas também 
legitimassem tais disciplinas, mostrando normatização e controle da pesquisa. 
Havia grande dificuldade em mostrar que, embora afastadas das ciências na-
turais, necessitando de abordagens diferentes, as ciências cujos objetos eram 
os homens e seus pensamentos, suas construções e interações sociais, podiam 
As origens da sociologia8
ser confiáveis; a volatilidade do objeto consistia mais em uma oportunidade do 
que em um problema. Foi preciso construir modelos de certa forma rígidos, que 
conferissem legitimidade às pesquisas das novas disciplinas que se formavam — 
por muitas vezes, a quebra desses modelos mostrava certos vieses nas pesquisas.
Depois da criação da sociologia como disciplina, ocorreu o processo de 
distinção entre ela e as demais ciências, a partir da formulação de metodologias 
próprias ainda no século XIX. A interdisciplinaridade é retomada a partir de 
fins do século XX, tornando as análises mais ricas e aprofundadas. Mas qual 
é a trajetória da sociologia como disciplina? De acordo com Candido (2006), 
pode-se dividir o processo de constituição da sociologia brasileira como ciência 
em dois períodos.
No primeiro, entre 1880 e 1930, a sociologia seria “[...] praticada por intelec-
tuais não especializados, interessados principalmente em formular princípios 
teóricos ou interpretar de modo global a sociedade brasileira” (CANDIDO, 
2006, documento on-line). Nesse período, não haveria ensino nem pesquisa 
empírica acerca de aspectos delimitados da realidade contemporânea. O 
segundo período se construiria após a década de 1940, e nesses 10 anos entre 
uma fase e outra é que a sociologia se incorpora ao ensino superior e passa 
a ser tratada como instrumento de análise social. Nessa fase, surgem os pri-
meiros sociólogos de formação brasileira, que fomentam o segundo período 
da sociologia no País.
Ainda segundo Candido (2006), a sociologia como campo científico sofre 
duas influências tão decisivas que a marcam permanentemente: a do direito e a 
do evolucionismo. No século XIX, o esforço de compreender o Estado, o universo 
econômico e as estruturas políticas do País foi, essencialmente, do jurista, que 
o autor determina como “[...] o intérprete por excelência da sociedade, que o 
requeria a cada passo e sobre a qual estendeu o seu prestígio e maneira de ver 
as coisas” (CANDIDO, 2006, p. 273). Contudo,
[...] como as teorias dominantes na segunda metade do século se achavam 
marcadas pelo surto científico de então, notadamente a Biologia, que saiu dos 
laboratórios para se divulgar de maneira triunfante, os juristas mergulharam 
na fraseologia científica e se aproximaram, neste terreno, dos seus pares 
menos aquinhoados, médicos e engenheiros, que com eles formavam a tríade 
dominante da inteligência brasileira. Vemos então, na Sociologia, os juristas 
inaugurarem uma orientação cientificista, como se dizia, que contou desde 
logo com a cooperação de engenheiros e sobretudo médicos. A sociologia 
brasileira formou-se, portanto, sob a égide do evolucionismo e recebeu dele 
as preocupações e orientações fundamentais, que ainda hoje marcam vários 
dos seus aspectos (CANDIDO, 2006, p. 273).
9As origens da sociologia
De fato, os pensadores mais influentes do período, como Sílvio Romero e 
Fernando de Azevedo, tiveram e assumiram influência darwinista e jurista. 
Azevedo, um dos fundadores da disciplina no Brasil, foi influenciado por um 
caldo de cultura científica — que ia dos juristas aos filósofos, passando pelos 
defensores da biologia. No texto A Ciência da Humanidade: Sociologia... 
Seu lugar entre a ciência, seu método, pode-se perceber em Sílvio Romero a 
influência evolucionista, a partir da óptica jurista de análise social. 
O direito constitui-se de fatos observáveis: as leis. Mas as leis existem 
para regimentar uma sociedade, um corpo social que age, vive e discute; que, 
portanto, está em constante movimento. Num Estado, cidadãos estão sob suas 
leis, mas as leis não são as mesmas em países diferentes, nem se apresentam 
a todos os cidadãos da mesma maneira. A ciência jurídica, portanto, pode 
ser subdividida em vários ramos, que entram numa mesma variável geral: 
a sociologia. Mas a sociologia é uma ciência? Esse questionamento sobre a 
legitimidade da sociologia como ciência é para onde o olhar de Romero (2001) 
se direciona, criticando os opositores da “ciência da sociedade”. 
O maior crítico da sociologia brasileira é o poeta e jurista Tobias Barreto. 
A crítica do jurista sergipano estaria especialmente desenvolvida em “estudos 
alemães” e é apresentada no ensaio Variações antissociológicas. Seus argu-
mentos contrários à “ciência da sociedade” eram os seguintes:
  o estudo dos fenômenos sociais culminaria numa “pantosofia” (uma 
ciência do “tudo”), que não é compatível com o espírito humano;
  culminaria também em sociolatria, ou seja, a exaltação da grandeza 
humana, algo que para Barreto era inconciliável com uma ciência social;
  a liberdade invalidaria a sociologia: “Enquanto não se provar que a 
vontade humana é uma força natural [...] como o calor e a eletricidade, 
a sociologia nada vale” (BARRETO, 1962, p. 42);
  se a sociologia trata da sociedade, então seu objeto seria uma abstração 
sem objetivo e haveria tantas sociologias quanto existem grupos sociais;
  homem, família e Estado não poderiam ter explicações e mecanismos, 
como existem nos objetos das ciências naturais;
  a sociologia derivaria da ideia errada de que a sociedade é um indivíduo 
diferente do Estado, assim sociologia e ciência política seriam ciências 
diferentes;
  para Barreto (1962), a mania da “lei”, que regularia normas e épocas, 
exposta com a estatística como prova para o fenômeno social, não 
provaria nada;
As origens da sociologia10
 o emparelhamento da sociologia com as ciências naturais não fun-
cionaria, pois não há uma ciência da natureza parecida com o que a
sociologia procurava ser em relação à sociedade.
Segundo Romero (2001, p. 54), “[...] não há dúvida de que o jurista de 
Estudos de Direito tem em grande parte razão. Mas não se deve concluir do 
abuso para a condenação geral da coisa. Porque alguns fantasistas andam por aí 
a inventar engraçadas e insustentáveis leis sociológicas”. O trabalho do pesqui-
sador está em constante construção e transformação. O objeto demanda sempre 
uma forma de olhar única, particular. Assim, transportar métodos de análises 
conhecidos, eficazes anteriormente, nem sempre mostra-se eficiente. Mas o 
trabalho dos sociólogos que se seguiram à delimitação do campo científico 
mostra que, muito mais do que encaixar um objeto num tipo de abordagem 
ou análise preexistente, é ofício do pesquisador procurar, desbravar, produzir 
novos meios de se chegar ao seu tema, ao seu objeto.
Ciências naturais e sociologia: o trabalho de 
Spencer na legitimação do campo sociológico
É interessante você observar que os pensadores da sociologia empreenderam 
uma luta árdua para desenvolver metodologias próprias, e a ciência política 
trava hoje a mesma batalha. Defi nida por alguns autores apenas como um 
desdobramento ou uma ramifi cação da sociologia, já que seu foco é uma parte 
importante da estrutura de qualquer sociedade (o Estado e as relações sociais 
que advêm dele), a ciência política busca ainda hoje estabelecer metodologias 
particulares, que a legitimem como ciência diversa da sociologia. Nesse cami-
nho, muitos criticam seus pensadores por utilizarem métodos quantitativos e 
estatísticos em demasia, como numa clara oposição às experiências qualitativas 
11Asorigens da sociologia
mais utilizadas pela sociologia contemporânea, transformando-a, talvez, 
numa ciência “dura”.
Mas, se para se opor à sociologia é preciso adotar metodologias quantita-
tivas, isso não poderia classificar a ciência política quase como uma ciência 
matemática? É possível relacionar o modo como a ciência política trabalha 
hoje para se diferenciar da sociologia com o modo como a sociologia trabalhou 
para se diferenciar das ciências naturais no século XIX. Naquele período, a 
classificação das ciências se dava em função de uma suposta complexidade, 
como no modelo a seguir:
1. matemática
2. astronomia
3. física
4. biologia
5. sociologia
Aqui, a sociologia já se encaixava no plano das ciências, mas no menor 
grau de complexidade. Para Spencer, o quadro não se definia em ordem de 
importância, mas da seguinte maneira:
1. ciências abstratas
2. ciências abstrato-concretas
3. ciências concretas
Ou seja, para Spencer, haveria particularidades em cada ciência prove-
nientes da natureza de seus objetos, mas o rigor metodológico asseguraria a 
sua classificação como ciência. Por isso, não poderia haver ciência mais ou 
menos complexa, mais ou menos importante, ainda que houvesse diferenças 
ocasionadas pelos objetos de estudo. O evolucionismo moderno quebrou 
essas barreiras, como mostra Spencer na sua delimitação dos processos do 
método de pesquisa:
1. observação
2. observação artificial
3. experimentação
As origens da sociologia12
4. comparação
5. classificação
6. indução
7. dedução
O autor definiu e categorizou passos e assegurou que não haveria outros, 
nem ciência que não precisasse deles. E a sociologia não fugiria à regra. 
Spencer relata que, como cientista e sociólogo, seu objeto foi o próprio ato 
de observar e desenvolver o método da sociologia. A partir de comparações 
com temas e objetos da física, da biologia, da astronomia, da anatomia e da 
química, ele chegou à conclusão que buscava: o método da sociologia é o 
mesmo de todas as outras ciências.
Como você viu, a sociologia surgiu como uma “resposta científica” às 
questões sociais que emergiram no século XIX, especialmente com o desenrolar 
da Revolução Industrial. A sociedade em crise, desorganizada e em situação 
de caos, levou pensadores a trabalharem numa resposta, numa saída para os 
problemas sociais como a fome, a violência e o desemprego. 
Comte e Durkheim trabalharam para que a ciência pudesse dar respostas e 
direções para o restabelecimento da ordem. Já Marx viu no caos a expressão 
de que as sociedades estavam inevitavelmente se transformando, e o desper-
tar das classes trabalhadoras levaria o processo em direção ao comunismo 
mais objetivo. Mas todos os teóricos se fundamentaram nos diálogos com os 
parâmetros empíricos das ciências naturais para a definição das práticas de 
análise dos fenômenos sociais, pavimentando o caminho para os chamados 
“sociólogos profissionais” do século XX.
13As origens da sociologia
BARRETO, T. Estudos de sociologia. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Livro-Ministério 
da Educação e Cultura, 1962.
BENJAMIN, W. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: BENJAMIN, 
W. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São 
Paulo: Brasiliense, 1994.
CANDIDO, A. A sociologia no Brasil. Tempo Social, v. 18, n. 1, jun. 2006. Dispo-
nível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
ROMERO, S. Ensaio de filosofia do direito. São Paulo: Landy, 2001.
SILVA, M. A. P. M. Das mãos à memória. In: MARTINS, J. S; ECKERT, C; NOVAES, S. C; (Org.). 
O imaginário e o poético nas ciências sociais. Bauru: EDUSC, 2005.
Leituras recomendadas
AZEVEDO, F. Princípios de sociologia: pequena introdução ao estudo da sociologia geral. 
7. ed. rev. e amp. São Paulo: Melhoramentos, 1958.
CANAL FUTURA. Geração Z Com Dado Schneider | Entrevista. Youtube, jul. 2017. Dis-
ponível em: . 
Acesso em: 3 dez. 2018.
SOARES, G. A. D. O calcanhar metodológico da ciência política no Brasil. Sociologia, n. 
48, p. 27-52, maio, 2005. 
SOCIOLOGIA é a ciência que estuda os chamados fatos sociais. G1, 2016. Disponível em: 
. Acesso em: 3 dez. 2018.
SVITRAS, C. História da sociologia: a origem. 2018. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
As origens da sociologia14
Conteúdo:
 
Dica do Professor
Sociólogos e leituras sociológicas direcionam-se somente às reflexões acadêmicas e às 
universidades? O exercício docente, a pesquisa e a difusão de conhecimento no Ensino Superior é 
parte muito importante para a disciplina e para os profissionais da sociologia. Mas você sabia que é 
possível utilizar as ferramentas de análise da disciplina em outras esferas, inclusive no âmbito do 
mercado de trabalho?
Fique atento à Dica do Professor e entenda mais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
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Exercícios
1) A análise dos fenômenos sociais não nasce no século XIX. Nesse período, porém, tem início 
movimento para:
A) a normatização das formas de análise dos fenômenos sociais. 
B) a criação de formas de análise dos fenômenos sociais que fossem diferentes dos propostos 
pelas ciências naturais. 
C) a utilização dos mesmos instrumentos de verificação e análise das ciências naturais. 
D) a legitimação das visões sobre a instabilidade dos fenômenos sociais e, portanto, sua baixa 
importância para os campos científicos. 
E) a apropriação das metodologias de análise empírica de ciências mais confiáveis, como biologia 
e física. 
2) De acordo com o ensaísta brasileiro Antônio Cândido, a sociologia como ciência teve dois 
períodos de aprimoramento das técnicas:
A) o primeiro período, entre 1820 e 1880, em que a sociologia seria associada à filosofia e ao 
direito, e o segundo período, já no início do século XX, quando a sociologia se incorpora ao 
Ensino Superior e passa a ser tratada como ferramenta de análise social.
B) o primeiro período, entre 1880 e 1930, em que a sociologia seria “praticada por intelectuais 
não especializados”, e o segundo período, após a década de 1980, quando a alteração do 
paradigma internacional de poder e de Estado abre espaço para a atuação de novas 
disciplinas sociais.
C) o primeiro período, entre 1880 e 1930, em que a sociologia seria “praticada por intelectuais 
não especializados”, e o segundo período, após a década de 1940, quando a sociologia se 
incorpora ao Ensino Superior e passa a ser tratada como ferramenta de análise social.
D) entre 1880 e 1930, em que a sociologia seria praticada por físicos e químicos que, ao se 
interessarem por fenômenos sociais, criaram métodos semelhantes às suas ciências de ofício.
E) apenas a partir da década de 1940, quando a sociologia passa a ser entendida como disciplina 
universitária. 
3) De acordo com Herbert Spencer, as ciências não deveriam ser encaradas a partir de 
supostos graus de complexidade, uma vez que:
A) as ciências naturais seriam as verdadeiras ciências e aquelas que não se enquadrassem em 
seus parâmetros de complexidade empírica não poderiam ser consideradas como tal.
B) ciências naturais e ciências sociais não apresentam qualquer tipo de diferença.
C) ciências naturais são duras e, portanto, não necessitam do mesmo rigor aplicado à volatilidade 
social. 
D) todas as ciências são complexas, o que muda é o grau de estabilidade dos objetos analisados, 
o que determina o nível de abstração necessário para sua observação.
E) todas as ciências são complexas, o que muda é a importância dada a elas pelos cientistas.4) Entre as ciências que deram origem à sociologia, qual importante ciência social pode ser 
destacada?
A) O direito, como ciência jurídica, derivado da filosofia.
B) A filosofia política, como antecessora unilateral do direito.
C) A geografia, já que a observação de contingentes populacionais, delimitações territoriais e 
soberanias foi a inspiração para a construção da ciência política, braço da sociologia.
D) A literatura, já que esta foi a ciência responsável por uma das práticas sociológicas mais 
importantes, a história oral e a análise biográfica.
E) A teologia, já que o estudo da interação entre o humano e o divino na Idade Média foi o 
elemento-base para as formulações analíticas entre indivíduos e sociedade dos séculos XIX e 
XX.
5) As delimitações empíricas que deveriam ser seguidas por toda e qualquer ciência, inclusive a 
sociologia, segundo Spencer, são:
A) observação, observação natural, experimentação, comparação, classificação, indução, 
dedução, redução.
B) observação comparativa, observação artificial, experimentação, comparação, classificação, 
indução, dedução.
C) supressão, observação artificial, experimentação, comparação, classificação, indução, 
dedução.
D) observação, observação artificial, experimentação, comparação, classificação, indução, 
dedução.
E) observação, observação artificial, alimentação, comparação, separação, indução, dedução.
Na prática
A sociologia tem origem como disciplina e campo científico a partir do desejo de compreender e 
traçar modelos de análise sobre grupos, formas e padrões de relacionamentos sociais. No entanto, 
as práticas sociológicas tendem a parecer excessivamente abstratas e pertencentes às reflexões de 
intelectuais e acadêmicos.
A seguir, veja um estudo de caso em que é possível observar a interação entre leitura sociológica e 
práticas sociais.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/456c933b-d7b2-41be-b4dd-86578fe4a3f1/70bdb2ec-1b06-4617-8b04-5f7b7a4b0f7d.png
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Como a sociologia pode ajudar em nossa vida pessoal?
Afinal, a sociologia ajuda em quais áreas de nossa vida? No artigo para a revista acadêmica Café 
com sociologia, Roniel Sampaio Silva descreve algumas das possibilidades para as práticas 
sociológicas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Aristóteles: por que vivemos coletivamente?
Você já se perguntou por que humanos vivem em grupos? Mais que isso, por que os grupos 
humanos têm regras e padrões de comportamento? Entenda mais neste artigo de José Luiz Ames, 
que trata o assunto a partir da leitura filosófica de Aristóteles, área de saberes que continua a 
influenciar a sociologia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Por que vivemos em uma sociedade racista? | Debate - Canal 
Futura
Se vivemos como um coletivo de humanos, por que há segregação de alguns? Neste vídeo, um 
programa do Canal Futura, você verá um rico debate sobre as causas do racismo, além dos efeitos 
negativos desse comportamento para todo o contexto social.
https://cafecomsociologia.com/como-sociologia-ajudar-vida-pessoal/
https://www.tribunapr.com.br/noticias/aristoteles-por-que-vivemos-coletivamente/
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/RjRPoR8MtXU4) Entre as ciências que deram origem à sociologia, qual importante ciência social pode ser 
destacada?
A) O direito, como ciência jurídica, derivado da filosofia.
B) A filosofia política, como antecessora unilateral do direito.
C) A geografia, já que a observação de contingentes populacionais, delimitações territoriais e 
soberanias foi a inspiração para a construção da ciência política, braço da sociologia.
D) A literatura, já que esta foi a ciência responsável por uma das práticas sociológicas mais 
importantes, a história oral e a análise biográfica.
E) A teologia, já que o estudo da interação entre o humano e o divino na Idade Média foi o 
elemento-base para as formulações analíticas entre indivíduos e sociedade dos séculos XIX e 
XX.
5) As delimitações empíricas que deveriam ser seguidas por toda e qualquer ciência, inclusive a 
sociologia, segundo Spencer, são:
A) observação, observação natural, experimentação, comparação, classificação, indução, 
dedução, redução.
B) observação comparativa, observação artificial, experimentação, comparação, classificação, 
indução, dedução.
C) supressão, observação artificial, experimentação, comparação, classificação, indução, 
dedução.
D) observação, observação artificial, experimentação, comparação, classificação, indução, 
dedução.
E) observação, observação artificial, alimentação, comparação, separação, indução, dedução.
Na prática
A sociologia tem origem como disciplina e campo científico a partir do desejo de compreender e 
traçar modelos de análise sobre grupos, formas e padrões de relacionamentos sociais. No entanto, 
as práticas sociológicas tendem a parecer excessivamente abstratas e pertencentes às reflexões de 
intelectuais e acadêmicos.
A seguir, veja um estudo de caso em que é possível observar a interação entre leitura sociológica e 
práticas sociais.
Aponte a câmera para o 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/456c933b-d7b2-41be-b4dd-86578fe4a3f1/70bdb2ec-1b06-4617-8b04-5f7b7a4b0f7d.png
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Como a sociologia pode ajudar em nossa vida pessoal?
Afinal, a sociologia ajuda em quais áreas de nossa vida? No artigo para a revista acadêmica Café 
com sociologia, Roniel Sampaio Silva descreve algumas das possibilidades para as práticas 
sociológicas.
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Aristóteles: por que vivemos coletivamente?
Você já se perguntou por que humanos vivem em grupos? Mais que isso, por que os grupos 
humanos têm regras e padrões de comportamento? Entenda mais neste artigo de José Luiz Ames, 
que trata o assunto a partir da leitura filosófica de Aristóteles, área de saberes que continua a 
influenciar a sociologia.
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Por que vivemos em uma sociedade racista? | Debate - Canal 
Futura
Se vivemos como um coletivo de humanos, por que há segregação de alguns? Neste vídeo, um 
programa do Canal Futura, você verá um rico debate sobre as causas do racismo, além dos efeitos 
negativos desse comportamento para todo o contexto social.
https://cafecomsociologia.com/como-sociologia-ajudar-vida-pessoal/
https://www.tribunapr.com.br/noticias/aristoteles-por-que-vivemos-coletivamente/
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https://www.youtube.com/embed/RjRPoR8MtXU

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