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COMO CRIAR
BASSLINES 
MEMORÁVEIS
Um guia passo-a-passo
NA MÚSICA ELETRÔNICA
INTRODUÇÃO
01
It’s all about the 
bass!
Na música eletrônica, o baixo é o elemento mais 
importante, ao lado do kick (bumbo). 
Quando você cria um kick e um baixo excelentes, há 
grandes chances de o resultado final da sua música ser 
excepcional! 
Do contrário, você pode ter uma música muito bem 
construída, mas se o kick & bass não estiverem 
perfeitos, vai ser muito difícil alcançar um bom resultado 
final. 
Portanto, você deve dedicar o máximo esforço para 
construir uma bassline memorável, mesmo que isso 
leve muitas horas ou até mesmo dias! 
Neste E-book, você vai aprender o passo-a-passo para 
criar basslines memoráveis para qualquer vertente da 
E-music em qualquer software de produção! 
02
Por que nós AMAMOS os sons de 
baixa frequência?
O primeiro som que o ser humano ouve, quando 
ainda é um feto em desenvolvimento, são os 
batimentos cardíacos da mãe! 
Ouvimos as frequências baixas e o ritmo do 
coração tão logo a região cerebral responsável 
pela audição começa a ser formada! 
03
Estudos científicos tem 
comprovado que ouvir esses sons 
rítmicos tem um papel 
fundamental no desenvolvimento 
cerebral! 
Sons mais agudos, entretanto, 
são filtrados pelas barreiras 
corporais e não exercem o 
mesmo efeito. 
Nosso cérebro é mais sensível às 
baixas frequências
O baixo promove efeitos fisiológicos 
extraordinários no corpo humano, como a 
liberação de adrenalina e aumento dos 
batimentos cardíacos! 
Um estudo canadense revelou que sons 
entre 35 e 550Hz afetam mais a nossa 
percepção de ritmo do que sons agudos.
04
Todas as vezes que ouvimos o 
baixo, estamos sendo conectados 
às nossas raízes de antes do 
nascimento
05
Por que é tão difícil criar 
uma bassline memorável?
Você já entendeu o papel do baixo na música eletrônica! 
Por mais que você desconhecesse esses aspectos 
científicos, tenho certeza que você já foi tomado pelos 
efeitos de uma música com graves muito bem construídos! 
Entretanto, criar uma bassline decente é uma das 
principais dificuldades da grande maioria dos produtores! 
Para piorar, quase não existem cursos específicos sobre 
esse tema e, por outro lado, existem centenas (ou até 
milhares) de tutoriais na internet ensinando como criar um 
baixo XYZ…
O problema é que, na maioria das vezes, esses tutoriais 
não te ensinar a criar o baixo que você está buscando, 
para o seu estilo de música, para a sua proposta… 
RESULTADO: você acaba se frustrando por não conseguir 
chegar nem perto do baixo que gostaria de criar! 
06
07
Os 3 problemas principais de uma 
bassline:
Para construir basslines incríveis, 
você precisa dominar muito bem os 
seus 3 pilares fundamentais:
Esses 3 pilares são inter-relacionados, ou seja, um 
depende do outro. Por isso, é necessário que você amplie 
os seus conhecimentos sobre cada um deles. 
CAPÍTULO 01
SÍNTESE 
SONORA
DE BASSLINES
08
No processo de criação de basslines de música eletrônica, você 
pode utilizar sintetizadores (analógicos ou virtuais) e samples. 
Inclusive, pode misturar os dois (síntese + sampling). 
SAIBA DE ANTEMÃO COMO É O BAIXO 
QUE VOCÊ QUER CRIAR
É extremamente recomendável que você saiba como é o tipo de 
baixo que você quer criar, em relação a alguns aspectos, dentre 
eles: 
1 - Características sônicas:
Aqui estamos falando do conteúdo harmônico do seu baixo. Baixos 
de Electro-House e Dubstep, por exemplo, possuem muitos 
harmônicos, muitas texturas, colorações, brilho. 
Alguns baixos de Techno, Minimal-Techno ou Tech-House, no 
entanto, podem ser mais dark, ou seja, apresentar menos 
harmônicos, menos brilho. 
09
O que você deve saber antes de 
criar a sua bassline
2 - Envelope
É interessante que 
você saiba como vai 
querer desenhar o 
tamanho das notas e 
como cada nota vai 
se comportar em 
função do tempo. 
10
Ok. Isso parece confuso, mas é simples! 
Se você está pensando em criar um Rolling Bass, aqueles baixos 
corridos, clássicos de Psytrance, você vai querer que as notas sejam 
pequenas e que o timbre seja percussivo. Caso contrário, uma nota 
irá se sobrepor à outra e até mesmo aos kicks subsequentes. E isso, 
definitivamente, não vai te trazer um bom resultado. Você resolve 
isso ajustando o envelope ADSR de amplitude e também o tamanho 
de cada nota. 
Da mesma forma, pense em um baixo com uma única nota 
ocupando o espaço de uma barra (4 kicks).
Esse tipo de baixo vai ser mais pad-like, ou seja, similar a um pad 
em termos de envelope. Ao invés de ser percussivo, ele será mais 
sustentado (sustained). Certamente, esse baixo terá mais 
movimento, caráter e outras características que serão decorrentes 
da programação que você fizer no VST. 
Agora que você já definiu como vai querer a sua bassline, é hora de 
conhecer os 5 PASSOS DA SÍNTESE SONORA DE UMA BASSLINE 
MEMORÁVEL
Uma vez que você já escolheu o seu VST favorito*, o primeiro 
passo é escolher uma onda no primeiro oscilador. Caso você queira 
um baixo mais limpo, você poderá filtrar as frequências depois. 
Se você escolher criar o seu baixo com uma onda Sine (senoidal), 
por exemplo, ele provavelmente irá desaparecer no contexto da mix 
quando você adicionar outros elementos na música. Isso porque a 
onda Sine não possui harmônicos. 
Por outro lado, se você escolher uma onda Saw (dente-de-serra), 
as chances de o seu baixo aparecer na mix são maiores, e você 
pode filtrar os harmônicos que não lhe interessam com o filtro 
Cutoff. 
PENSE EM CAMADAS (LAYERING)
11
#1 - ESCOLHA UMA ONDA (OU WAVETABLE) 
RICA EM HARMÔNICOS 
Os meus VSTs favoritos são: 
- Massive 
- Serum 
- Zebra 
- Sylenth1 
Em termos de frequências, o seu baixo possui 3 regiões: grave, 
média e aguda. 
Você pode definir uma onda para cada uma dessas regiões. 
Nesse caso, você pode criar um sub com a 
onda sine e utilizar ondas com mais harmô-
nicos para as camadas superiores. 
Para isso, trabalhe diferentes oitavas nos 
seus osciladores, lembrando que, a cada
12 semitons, você percorre uma oitava.
Veja um exemplo na página a seguir. 
12
No primeiro oscilador eu 
escolhi uma wavetable e 
direcionei o parâmetro WT-
Position para a onda SINE. 
Eu coloquei essa onda 2 
o i t a v a s a b a i x o ( - 2 4 
semitons). 
No segundo oscilador, eu 
escolhi uma wavetable e 
direcionei o WT-Position 
para a onda SAW (rica em 
harmônicos). Eu coloquei 
essa onda 1 oitava abaixo 
(-12 semitons). 
Já no terceiro oscilador, eu 
escolhi a onda Triangle na 
wavetable e deixe i na 
mesma oitava. 
Esse é o conceito de LAYERING aplicado dentro do seu VST. No 
entanto, você pode aplicar esse mesmo conceito com 2 ou mais VSTs, 
em canais separados, para criar um único baixo. 
Além disso, você ainda pode utilizar samples nesse mesmo processo. 
Quando você pensa no conteúdo espectral em camadas, o seu baixo 
tende a ficar muito mais interessante, rico e completo. 
 
UMA VEZ QUE VOCÊ DEFINIU 
AS ONDAS, UTILIZE O FILTRO 
CUTOFF PARA AJUSTAR O 
T I M B R E E C R I A R O 
CASAMENTO PERFEITO COM 
O KICK! 
13
#2 - AJUSTE O TIMBRE COM O FILTRO
O filtro (cutoff) é a ferramenta que te permite retirar os harmônicos 
que não lhe interessam. Desta forma, você estará modelando o 
timbre do seu baixo. 
"Os harmônicos definem o timbre!" 
Guarde essa frase:
Cada VST possui diferentes tipos de 
filtros. Quando há apenas um, 
geralmente é o Lowpass Filter, como 
no caso do Sylenth1. Já o Massive 
possui vários filtros e o Serum ainda 
mais. 
Particularmente, nos meus baixos, eu 
u s o m a i s o L o w p a s s , m a s , 
dependendo dos seus objetivos, você 
pode testar os diferentes filtros e os 
e f e i t o s q u e e l e s p r o m o v e m . 
Experimente também “brincar" com a 
ressonância do filtro. 
Ok, você já definou as ondas, já trabalhou as camadas e já filtrou 
as frequências indesejadas para fazer com que o seu bass se 
encaixe perfeitamente ao kick. Agora, chegou a hora de modelar as 
notas do seu baixo! Para isso, vamos utilizar o ENVELOPEADSR! 
O Envelope é uma ferramenta que permite que você controle, de 
maneira automática, o comportamento de diversos parâmetros do 
VST, tais como a amplitude e o filtro.
14
#3 - MODELE O SOM COM O ENVELOPE + 
MODULAÇÕES
A maneira como você irá direcionar o Envelope para controlar a 
amplitude ou o filtro em cada VST é diferente. Por isso, para 
prosseguirmos, é interessante que você tenha esse conhecimento 
básico sobre o VST que você quer utilizar.
Dicas matadoras para 
utilizar o envelope
#1 - Se você quer um som mais percussivo, definido, tight, plucky… 
então você deverá fechar o ATTACK e o RELEASE (no envelope de 
amplitude). 
#2 - Ainda no envelope de amplitude, tamanho das notas é controlado 
pelo DECAY e SUSTAIN. Se você quer um som mais plucky, considere 
fechar um pouco do sustain e manter o decay aberto. Caso você deixe 
o sustain aberto, você terá notas maiores, mais pad-like (parecidas 
com pad). Tudo depende do SEU objetivo! 
#3 - Para deixar o seu bass ainda mais plucky e percussivo, aplique 
um envelope no filtro cutoff com attack, sustain e release fechados e 
decay aberto. 
#4 - Quanto maior a sua nota (e quanto mais aberto o sustain), mais 
movimento você pode dar a ela, adicionando efeitos e modulações, 
como por exemplo LFO, Phaser, Chorus etc. 
#5 - Ajuste o envelope de amplitude minuciosamente para que as 
notas soem definidas e casem perfeitamente com o kick. 
#6 - Em certos VSTs, quando você zera o Attack e/ou o Release, isso 
pode gerar um “clique" no som. Considere abrir esses parâmetros 
sutilmente, até que o “clique” desapareça. 
15
Alguns VSTs, como por 
exemplo o MASSIVE, 
possuem um noise 
osci lator, ou noise 
g e n e r a t o r . S ã o 
osciladores específicos 
para criação de noises 
(ruído branco). 
Em outros VSTs, como 
o Sylenth1, você pode 
gerar uma onda noise 
no próprio oscilador. 
Qual a função do noise 
no baixo? 
16
#4 - ADICIONE UM POUCO DE NOISE 
(OPCIONAL)
O noise irá preencher as camadas superiores e fazer com que o seu bass 
apareça no contexto da mix. É um passo opcional e o seu uso deve ser 
bastante sutil. 
CONCEITO 
IMPORTANTE: 
Um baixo muito “limpo" 
tende a desaparecer no 
contexto da mix. 
Nesse momento, o seu 
bass já deve estar soando 
incrível. Você criou um 
casamento perfeito com o 
k i c k , c o n t r o l a n d o o s 
harmônicos e modelando 
cada nota com o envelope! 
Chegou a hora de dar 
aquele tempero final! 
17
#5 - TOQUES FINAIS
• Experimente utilizar efeitos do seu próprio VST, tais como: 
- Delay
- Reverb
- Chorus
- Phaser
- Saturação
- Compressão
• Refine o conceito de Layering, faça experimentações com diferentes 
tipos de ondas. 
• Experimente aumentar o número de vozes do VST para “abrir" o seu 
baixo no estéreo ou deixe em mono para deixá-lo mais tight.
• Experimente trabalhar com o Legato/Glide, para unir notas 
sobrepostas e criar efeitos interessantes. 
• Tente deixar o seu baixo o mais perfeito possível na etapa da 
síntese. Desta forma, os outros processos serão muito mais fáceis! 
CAPÍTULO 02
ARRANJO 
(RITMO & GROOVE)
DE BASSLINES
18
POR DENTROO DO GROOVE
Você, certamente, já ouviu a palavra groove. É uma palavra difícil de 
traduzir… e de explicar. Mas, podemos entender o groove como aquilo 
que torna uma música dançante, irresistível! Além disso, podemos 
entender o groove, grosseiramente, como o ritmo! 
Se você já toca algum instrumento, já está acostumado a tocar no 
tempo e conhece algo sobre métricas e ritmo. 
Já na música eletrônica, a tecnologia nos permite trabalhar o ritmo de 
maneira incrível. Além do próprio Piano Roll, presente em cada DAW 
(Digital Audio Workstation), temos infinitos recursos para criar grooves 
complexos! 
Mais do que isso, nossas workstations permitem que nós criemos o 
que antes era impossível: o tempo perfeito. Utilizando o parâmetro 
Quantize, podemos ajustar cada nota milimetricamente em sua medida 
dentro do compasso para produzir uma base rítmica impecável. 
Tão impecável que, às vezes, também queremos criar alguma variação 
rítmica para sair do padrão e da exatidão, conquistando a 
imprevisibilidade. 
Para entender o groove, precisamos entender os fundamentos do ritmo 
na música eletrônica, começando pelo modo como o tempo é 
mensurado. 
A grande maioria das músicas eletrônicas é construída em compassos 
4/4. Isso significa que um compasso é subdividido em 4 notas. 
Cada nota é ocupada por um kick.
 
19
POR DENTRO DO GROOVE
Sendo assim, temos uma nota subdividida por 4. Cada kick, portanto, 
corresponde a 1/4 de nota. 
Mas, e se dividíssemos cada 1/4 de nota por 2? 
Nesse caso, vamos ter uma nota correspondente a 1/8.
O hihat na figura abaixo (verde) está definido em 1/8. Desta forma, um 
toca junto com o kick e o outro toca exatamente na metade da 
distância entre um kick e outro (contratempo)
20
Ok! E se dividirmos cada 1/8 de nota por 2? 
Nesse caso, vamos ter uma nota correspondente a 1/16. Ou seja, o 
espaço de 1 kick será subdividido por 4, como na figura a seguir. 
POR DENTRO DO GROOVE
21
Agora você tem um shaker (azul) ocupando 1/16 de nota. Isso 
quer dizer que a cada compasso, temos (nesse caso) 4 kicks, 8 
hihats e 16 shakers. 
Poderíamos ainda subdividir uma nota 1/16 e chegar em uma nota 
1/32, mas você já entendeu a ideia. 
Geralmente, o snare vem no segundo e no quarto kicks de um 
compasso. 
Esse é o groove mais padrão que se observa na música 
eletrônica. 
INCREMENTANDO O GROOVE
22
OK, o que a gente viu agora é algo bastante padrão e previsível. Mas 
mesmo assim, considerar esses aspectos simples de métricas e ritmo 
já vai permitir que você crie grooves interessantes. 
É importante mencionar que, apesar de termos citado exemplos com 
elementos de bateria, o mesmo vale para basslines. 
Para deixar o nosso groove menos padrão e mais funky, podemos 
retirar alguns elementos do lugar e retirar outros completamente. 
Isso faz com que haja uma quebra de padrão nos acentos. Isso porque 
nós estamos acostumados com o kick, snare, kick, snare… formando 
algo “quadrado”. 
Então, quando quebramos esse ritmo, as coisas começam a ficar mais 
interessante, como no exemplo abaixo. 
23
Nesse caso, eu dupliquei o segundo snare, retirei alguns hihats e alterei 
a posição de outros. Isso já deixou o groove mais interessante. Mas, 
podemos ir além! Vamos falar agora sobre os ACENTOS! 
Em um compasso, existem determinadas “regiões" que são mais 
acentuadas do que outras. 
Ritmicamente falando, considerando um compasso com 4 kicks, o 
primeiro é o que leva o acento e o quarto kick é o menos acentuado.
Talvez, seja por isso que o snare é comumente alocado no segundo e 
no quarto kick, para “puxar" o ritmo, evidenciar mais os pulsos menos 
acentuados. 
Agora, se formos considerar 1/4 de nota, ou seja o espaço entre um 
kick e outro, obviamente, o kick é a região que leva o acento. Porém, 
entre um kick e outro, exatamente na metade do caminho, temos o 
contratempo (offbeat). 
OFFBEAT
O baixo offbeat (contratempo) é muito utilizado na música eletrônica e, 
devido a essa quebra de padrão no ritmo, é muito bem aceito e torna-se 
muito dançante. Como o baixo trabalha em frequências parecidas com 
o kick, é como se estivéssemos dobrando o tempo do kick e 
transformando-o em 1/8, ao invés de 1/4. 
24
Considerando uma divisão de 1/16, existem 4 casas entre um kick e 
outro. 
O baixo offbeat está exatamente na terceira casa. 
A primeira está sendo ocupada pelo kick e, portanto, ainda temos a 
segunda e a quarta vazias, não temos? 
Vamos relembrar os acentos. A primeira casa é a que leva o maior 
acento. O segundo maior acento é na terceira casa (offbeat). Já a 
segunda e a quarta são regiões ritmicamente fracas. 
Uma vez que nós colocamos elementos nessas regiões mais fracas, 
estamos criando outra quebra no padrão do ritmo. Isso é chamado de 
síncope. 
Obs.: Algumas pessoas defendem o offbeat como síncope também. 
Mas não vamos entrar nesse mérito agora. 
SÍNCOPE
Baixos sincopados (se é que essapalavra existe) tornam o groove 
muito interessante. No exemplo abaixo, os baixos em amarelo estão 
sincopados (na segunda e/ou na quarta casa) e o verde está na terceira 
casa (offbeat). Note que eu diminuí o tamanho de algumas notas para 
não se sobreporem ao kick. Além disso, no segundo kick deixei apenas 
uma nota, ao invés de duas, para deixar o groove mais imprevisível e 
interessant (as pausas podem ser muito interessantes no ritmo). 
25
Você pode humanizar o seu groove com alterações no velocity das 
notas. “Velocity" é a intensidade com que cada nota é tocada. E você 
pode controlar isso quando trabalha em MIDI em qualquer DAW. 
No exemplo abaixo, criei um rolling bass, característico de psytrance. 
Para que as notas não ficassem todas iguais, fiz algumas alteraçõe no 
velocity.
VELOCITY
Note que as notas com velocity mais alto (amarelas) são as que 
correspondem ao offbeat. Desta forma, as notas verdes dão 
sustentação às notas com maior acento.
26
Polimetria significa 2 metros (medidas) tocando simultaneamente, 
porém com um acento inicial comum. No exemplo abaixo, cada nota do 
baixo corresponde a 3 casas. Se eu “loopar" essas notas, vou criar uma 
variação rítmica muito interessante. Esse tipo de ritmo é muito usado no 
Deep-house. 
POLIMETRIA
Note que eu criei a polimetria no primeiro, segundo e terceiro pulso. Já 
no quarto, coloquei uma nota batendo junto com o kick e outra no 
offbeat, fechando assim o compasso.
Para criar polirritmia, basta “loopar" regiões que não correspondem 
exatamente ao compasso ou as suas divisões exatas. São exemplos 
de subdivisões exatas: 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32. Portanto, se eu “loopar" 
uma região que corresponde a 3/16 (como no exemplo acima) ou 5/16, 
ou 7/16, 9/16 etc, eu estarei criando polimetria. Você também pode usar 
essa técnica com outros elementos além do baixo. 
27
Polirrítmos são 2 ou mais ritmos diferente tocando ao mesmo tempo. 
Por exemplo, o seu kick pode estar em um compasso 4/4 e o seu baixo 
em uma tercina (triplet), muito comum hoje em dia. Para isso, basta 
mudar a divisão da nossa grade para 1/12 ou 1/24 ou 1/6. Na figura 
abaixo, eu mudei a divisão da grade para 1/12. Desta forma, entre um 
kick e outro, temos 3 casas ao invés de 4. É importante saber que, 
dessas 3 casas, a segunda é a que leva acento. 
POLIRRÍTMO
A polimetria se parece com o polirrítmo, mas em essência, não é a 
mesma coisa, pois na polimetria estamos trabalhando no mesmo 
compasso. 
É claro que polirrítmos não se resumem ao triplet, como no exemplo 
acima. Mas, por hora, é suficiente para criarmos baixos mais 
interessantes. 
No link abaixo você pode assistir uma aula rápida sobre polirrítmos e 
polimetria:
https://www.youtube.com/watch?v=YvRlKKKNQwY&list=PLzbuyRdWEgn2sNJpeML0xE-djZW0AxUqG&index=125
https://www.youtube.com/watch?v=YvRlKKKNQwY&list=PLzbuyRdWEgn2sNJpeML0xE-djZW0AxUqG&index=125
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Lembra lá do início do livro? A função do baixo é dar sustentação à 
composição musical. O seu baixo, portanto, não precisa estar sempre 
na mesma nota (a não sei que você queira). 
A depender do estilo de música que você produz, o baixo vai 
“obedecer” a sequência de acordes, tocando sempre a nota raiz do 
acorde. 
Mas, mesmo que a sua música não tenha uma sequência de acordes 
que a caracteriza, você pode deixar a sua bassline mais sofisticada 
criando variações de notas. 
Experimente alterar as oitavas de algumas notas ou fazer algumas 
variações nas notas no final de um compasso ou em outros momentos. 
Não cabe a este ebook ensinar teoria musical e eu sugiro fortemente 
que você estude sobre esse assunto. Mas, caso você não saiba nada 
de teoria, você pode pesquisar no Google sobre a escala que você está 
trabalhando e brincar com as notas dessa escala. 
VARIAÇÕES DE NOTAS E OITAVAS
29
Até agora, você aprendeu diversas técnicas para criação 
de grooves incríveis! 
Agora é sua função extrair o que há de melhor em cada 
uma, incrementar, misturar e criar a sua própria 
assinatura em suas músicas! 
Tenho certeza que, a partir de agora, você será capaz de 
criar grooves insanos! 
Vamos então para o próximo passo: MIXAGEM. 
MISTURE TUDO
CAPÍTULO 03
MIXAGEM
DE BASSLINES
30
31
Uma vez que você já criou e sequenciou a sua bassline, chegou a hora de 
refinar o som e trabalhar para que o seu baixo fique perfeito. 
Entretanto, à medida que você vai adicionando novos elementos na sua 
música, é possível que aquele lindo baixo do início acabe perdendo as suas 
qualidades e "sumindo" no contexto geral. 
É por isso que a mixagem é um processo cíclico. Você vai ajustar o seu 
baixo com o kick. Posteriormente, terá que verificar como ele está junto com 
os demais elementos da música e fazer os ajustes necessários! 
Lembre-se sempre de mixar cada elemento, não somente o baixo, no 
contexto da mix, ou seja, com todos os elementos juntos. Não é 
aconselhável mixar o elemento solado. Além disso, muitas vezes, após a 
mixagem, o elemento solado não soará tão legal aos seus ouvidos. 
QUAL A ORDEM CORRETA DA MIXAGEM? 
Não existe uma regra. Mas, é quase senso comum que você mixa a sua 
música na ordem de importância dos elementos. Portanto, no estilo de 
música que eu produzo, a mixagem sempre começa pelo kick & bass. 
Eu procuro deixar os 2 perfeitos para continuar a música. 
Agora você vai conhecer os passos essenciais da mixagem dos meus 
baixos! 
IMPORTANTE: A mixagem é um processo, ao mesmo tempo, técnico e 
artístico. Portanto, não é uma ciência exata e não existe um protocolo 
internacional que define os processos. No entanto, o que você vai aprender 
é exatamente o que eu faço e que tem dado certo pra mim! 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
GAIN STAGING é o ajuste relativo de ganhos. É 
“relativo” porque considera um elemento em 
comparação ao outro. 
O kick é o elemento mais alto da música. Sendo assim, 
eu costumo deixar o meu kick a mais ou menos -10db. 
Isso não é uma regra, mas trabalhando desta forma, no 
final da mix, eu consigo garantir um bom headroom para 
poder ter liberdade na masterização.
Desta forma, no final da mixagem, os picos da minha 
música estarão no máximo a -3db, o que garante uma 
boa margem para o engenheiro de masterização realizar 
o seu trabalho. 
32
#1 - GAIN STAGING
O segundo elemento que eu realizo o gain staging é o baixo. 
Eu costumo deixar o ganho do meu baixo a -12 a -13db. 
Algumas vezes, eu ajusto a -10db, assim como o kick. Isso é variável e 
também não existe uma regra. 
Sugiro que você feche os olhos e ajuste o ganho do baixo em relação 
ao kick até chegar no ponto em que você sinta que está OK. 
O gain staging não acaba aqui. Depois que você processar o seu 
baixo, será necessário ajustar o ganho novamente (a mixagem é um 
processo cíclico, lembra?). 
É importante que você nunca deixe o seu audio clipar (ultrapassar o 
0db). 
A saturação é um dos primeiros processos que eu realizo no meu 
baixo. Para isso, utilizo geralmente o Saturn, da FabFilter. Nesse 
passo, você também pode usar qualquer plugin de distorção/
saturação nativo da sua DAW. 
Outra estratégia que eu gosto muito é utilizar amplificadores de 
guitarra e/ou baixo. No Logic-X tem vários nativos que eu sempre 
utilizo. 
A ideia aqui é evidenciar os harmônicos, criar textura pro baixo. E 
muitas vezes, já com o baixo mixado, você vai perceber que ele 
“sumiu” na mix e precisa de um “tapinha” na saturação de novo (ok, 
você já entendeu que a mixagem é um processo cíclico. Não vou 
mais repetir!). 
33
#2 - SATURAÇÃO 
O FF Saturn é ótimo porque ele 
é multibanda. Ou seja, eu 
posso trabalhar diferentes tipos 
de saturação em cada banda 
que eu determino. 
Sugiro que dedique um tempo 
para estudar o Saturn.
Caso você não tenha esse 
plugin, utilze os plugins nativos 
da sua DAW. Seja criativo! 
Eu geralmente adiciono um 
pouco de sa turação nas 
frequências médias para fazer 
o meu baixo se sobressair na 
mix.
Esse assunto dá "pano pra manga”! A compressão é um estudo longo 
e extremamente controverso. As informações sãoconflitantes em 
diferentes cursos, referências e até mesmo opiniões de profissionais. 
Portanto, acredite que não existem regras universais na produção 
musical. O objetivo é fazer com que o seu som soe bem aos seus 
ouvidos! Simples assim! 
O compressor, geralmente, é utilizado para controlar os picos e a 
dinâmica de um modo geral. Desta forma, você consegue trazer a 
tona detalhes do timbre que vão proporcionar efeitos potencialmente 
criativos no seu baixo! 
Existe uma infinidade de compressores diferentes no mercado e 
muitos dos plugins disponíveis emulam compressores analógicos 
clássicos. Como um produtor musical, considere que esse é um 
campo importante para você estudar com certa profundidade. 
Não tenho a pretensão de indicar os melhores compressores para 
baixo para não causar discórdia, mas tenho certeza que você pode 
obter bons resultados com o compressor nativo da sua DAW ou, se 
tiver o pacote da Waves, eu gosto muito do CLA-2A e CLA-76. 
Como já mencionado, a ideia de usar um compressor no baixo é 
comprimir os picos e puxar o nível médio do sinal pra cima. Isso vai 
fazer com que o seu baixo soe mais consistente, mais punch, mais 
definido… 
34
#3 - COMPRESSÃO
35
Vamos considerar que você já conhece os parâmetros principais de um 
compressor. Caso não conheça, uma rápida pesquisa no Google será 
suficiente. 
Comece com um Attack médio/rápido, Release médio, Ratio 2:1 a 4:1 e 
lentamente reduza o Threshold entre 4-6dB. 
CONFIGURANDO O COMPRESSOR
Alterar o Attack vai permitir 
que você evidencie o início de 
c a d a n o t a . P o r t a n t o , 
configurando este parâmetro, 
você vai conseguir o máximo 
de punch! Se ele estiver muito 
aberto (lento), a compressão 
vai perder o efeito. 
Já o Attack muito rápido 
também deve ser evitado, 
podendo causar distorções 
indesejadas e, de certa forma, 
você irá “matar" os transientes 
iniciais do seu baixo.
O mesmo vale para o Release. Se estiver muito fechado, pode provocar 
distorções e se estiver muito aberto, não vai deixar o seu compressor 
“respirar” entre uma nota e outra. 
Portanto, foque no ajuste fino destes 2 parâmetros para conseguir o 
máximo de punch e definição do seu baixo. 
Invista muito tempo alterando esses parâmetros e observando os 
efeitos promovidos por eles. 
36
Quando 2 elementos ocupam o mesmo lugar, no mesmo tempo, na sua mix, 
ocorre um fenômeno chamado mascaramento de frequências. Em resumo, 
um dos elementos (ou parte dele) vai acabar sumindo. 
Algumas vezes, você pode querer 2 elementos misturados, colados, rolando 
juntos… 
Entretanto, acredito que, na maioria das vezes, você vai querer o máximo de 
definição no seu kick e no baixo. 
Desta forma, você precisa tirar o baixo do caminho do kick e deixa-lo soar 
livremente, sobretudo quando as notas do baixo batem junto com o kick. 
Existem várias formas de resolver esse problema, mas uma muito utilizada e 
extremamente efetiva é a compressão por sidechain.
SIDECHAIN COMPRESSION 
A ideia principal da compressão 
por sidechain é comprimir a nota 
do baixo no momento em que o 
kick estiver tocando. 
Apesar de essa técnica reduzir 
mascaramento, ela não o elimina 
de vez. Isso só seria possível com 
decisões agressivas como um 
hipass filter no baixo. Mas, em 
geral, ela é suficiente para trazer 
mais clareza e definição. 
Existem várias formas de aplicar a 
compressão por sidechain. 
Vale dedicar um tempo em 
tutoriais específicos sobre a sua 
DAW e o seu compressor favorito. 
Você já criou a sua bassline, comprimiu, criou harmônicos, evidenciou 
diversas frequências… É provável que agora o seu baixo precise de 
um certo refinamento. 
É nessa hora que entra o equalizador. 
É difícil estabelecer regras para a equalização, pois cada caso é um 
caso. 
Como no caso da compressão, o estudo das frequências deve ser um 
dos grandes alvos na vida de qualquer produtor! 
Como não existe um passo-a-passo sobre equalização que funcione 
para todos os baixos, separei algumas dicas importantes que irão te 
ajudar a alcançar maior definição no seu baixo. 
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#4 - EQUALIZAÇÃO
#1 - A primeira coisa que eu faço quando abro o Eq é cortar as 
frequências muito baixas e as muito altas. Geralmente, eu faço um low-
pass em aproximadamente 10kHz e um hi-pass em 30Hz. 
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#2 - Em seguida, eu faço uma varredura buscando frequências que estão me 
incomodando. Para isso, eu faço um boost com Q estreito e vou “passeando” 
por todo o espectro. Quando eu acho alguma ressonância ou algo que soa 
muito ruim aos meus ouvidos, eu faço um pequeno corte naquela região. Você 
deve ter cautela para não transformar o seu baixo em uma peneira. É óbvio 
que, quando você da um boost agressivo, muitas frequências não vão soar 
bem, mas você deve cortar somente aquelas que estão incomodando muito.
#3 - Prefira sempre cortar do que evidenciar as frequências. Eu gosto de fazer 
cortes sutis, não ultrapassando 10dB. 
#4 - Prefira usar um Q estreito quando for cortar e Q largo quando for 
evidenciar. 
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#5 - Um corte entre 250-500Hz 
pode eliminar o “muddyness" do 
seu baixo e deixá-lo mais definido. 
Faça um corte em 250Hz e vá 
passeando até que você encontre 
um ponto em que o seu baixo está 
“respirando” mais, soando mais 
definido, com um aspecto menos 
anasalado. Essa técnica sempre 
funciona. 
#6 - Um leve boost na região de 800-1000Hz irá evidenciar alguns harmônicos, 
podendo trazer mais textura, profundidade e definição. 
#7 - Um leve boost na região de 3,5hHz irá evidenciar o attack, deixando o seu 
baixo mais percussivo e sobressalente na mix. 
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#8 - Se o seu baixo toca junto com o kick, é possível que você tenha que 
esculpir as frequências do baixo e “cavar um buraco” para o kick, mesmo que 
você já tenha utilizado a compressão sidechain. 
Observe a nota fundamental do seu kick (o primeiro pico). Pode ser 
interessante fazer um pequeno corte no baixo exatamente nessa região. 
No caso, a fundamental do kick está a aproximadamente 62Hz. Eu fiz um 
pequeno corte nessa região do baixo e dei um leve boost em torno de 100Hz, 
para não perder o peso. 
Desta forma, eu abri espaço para o kick sem perder o peso do baixo. No kick, 
fiz a mesma coisa, só que ao contrário. Onde eu dei boost no baixo, eu cortei 
no kick e vice-versa. Veja na figura abaixo para ficar mais claro. 
Eu chamo isso de equalização chave-fechadura e funciona muito bem para 
“colar” o kick e o baixo. 
KICK BAIXO
#9 - Você pode separar o seu baixo em 2 canais e mixa-los individualmente. 
Em um canal, você irá isolar o sub (ex.: aplicando um low-pass filter em torno 
de 100-150Hz) e no outro canal você irá isolar os mids e highs (aplicando um 
hi-pass filter entre 100-150Hz). Com o sub isolado, você tem mais liberdade 
para trabalhar com as outras camadas. 
Tenho certeza que, nesse momento, você já tem condições de criar 
uma bassline memorável para qualquer estilo de música eletrônica. 
As dicas que você leu aqui não são regras, mas sim pontos de 
partida. 
Não existem regras na música eletrônica. No final, o que importa é 
que a música fique boa, independente de qual estratégia você seguiu 
para atingir o resultado. 
A maneira como eu crio as minhas basslines segue mais ou menos a 
ordem dos passos que eu ensinei aqui nesse livro. Mas, é claro que 
você não precisa seguir à risca. 
Há produtores que defendem, por exemplo, compressão antes da 
equalização. E outros produtores que defendem o contrário. No meu 
caso, eu sempre acho que fica melhor a compressão antes da 
equalização. Mas vale o teste! Teste a ordem dos efeitos que você 
aplica e veja como fica melhor. 
Pra mim, o que faz mais sentido é seguir essa ordem que eu 
apresento no livro, mas isso não é uma regra que vale para todos! 
Permita-se confiar nos seus instintos e, sobretudo, na sua 
criatividade. Experimente novos plugins e efeitos no seu baixo, tais 
como chorus, delay, reverb, harmonic enhancers (ex.: MaxxBass e 
RBass da Waves). Experimente coisas novas. Prefira sempre inventar 
do que recriaralgo que já existe! 
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DICAS FINAIS
Acredite em você sempre e não desista do seu sonho de ser um 
grande produtor! 
Trabalhe duro, estude muito, tome a decisão de pagar o preço para 
colher o que há de melhor lá na frente! 
O sucesso tem um preço. E, para pagar esse preço, você precisa ter 
estômago, aguentar muita porrada, entender que você irá cair, se 
decepcionar e se frustar centenas de vezes antes de começar a 
colher os primeiros frutos. 
A maioria desiste antes disso, pois não aguenta a pressão, e acaba 
voltando para a zona de conforto. 
Eu não quero que esse seja seu caso! Então, busque conhecimento, 
melhore a cada dia e seja gentil com a sua jornada, pois o sucesso 
não vem de uma hora pra outra. Ele é conquistado passo-a-passo. E 
acredite: são muitos passos! 
Um grande abraço,
Eduardo G Juliato
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DICAS FINAIS
Eduardo Juliato Dj desde 2005 e produtor de música eletrônica desde 2010. 
Em 2014 fundou a PME-Experts, uma empresa 100% online voltada à 
educação em música eletrônica. Desde então, tem realizado inúmeros cursos e 
workshops (a maioria gratuitos), ajudando milhares de produtores a elevar o 
nível de suas produções. 
Hoje, os cursos da PME-Experts já somam mais de 3000 alunos. 
Além disso, dedica-se à liberar conteúdos diários no canal do Youtube e no 
Blog TopProdutor.com.br 
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