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Faculdade Anhanguera
DIREITO NOTURNO
Direito Processual do Trabalho
Ivone Alves Rodrigues
Turma:6413920211A
RA:392370864139  
AO JUÍZO DA 11a VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA-GO
ATSum 0010765-10.2019.5.18.0011
Exequente: 
Executada: DUE DEPILAÇÃO LTDA
Ref. Prosseguimento da execução
 , brasileira, casada, designer de sombrancelha/micropigmentadora, inscrita no CPF sob o número . , residente e domiciliada à , por intermédio de sua advogada que esta subscreve, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, requerer o prosseguimento da execução nestes autos apartados, em desfavor de DUE DEPILAÇÃO LTDA , pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o número, situada à CEP , pelas razões que passa a expor
CABIMENTO
O presente pedido de prosseguimento de execução ATSum 0010765- 10.2019.5.18.0011 , em autos apartados, justifica-se tendo em vista que o PJE não aceita que seja feita a movimentação em processo quando os autos estão aguardando julgamento de recurso na instância superior, conforme Ato Conjunto n. 1 CSJT.GP.CGJT, de 28 de maio de 2018.
Contudo, a execução não deve ficar paralisada uma vez que o Agravo de Petição não possui efeito suspensivo, devendo prosseguir ao menos quanto às parcelas incontroversas.
BREVE RELATO DOS FATOS PROCESSUAIS
A executada ingressou com Agravo de Petição contra decisão interlocutória que REJEITOU integralmente a impugnação à conta de liquidação.
Foi denegado seguimento ao Agravo de Petição visto que decisão interlocutória é irrecorrível.
Contra a referida decisão foi interposto Agravo de Instrumento em Agravo de Petição, o qual foi negado seguimento pelo Tribunal com fundamento também na irrecorribilidade da decisão interlocutória.
Em seguida, contra essa decisão, foi interposto Recurso de Revista o qual foi rejeitado por infringir a Súmula 218 do TST, cujo enunciado sinaliza ser incabível recurso de revista em face de acórdão regional prolatado em Agravo de Instrumento.
No entanto, contra essa decisão foi interposto Agravo de Instrumento em Recurso de Revista, sendo, mais uma vez, denegado seguimento pela Ministra Maria Helena Mallmann, haja vista a impossibilidade de conhecimento de Recurso de Revista em fase de execução.
Contra essa decisão que sequer conheceu o recurso interposto, foi interposto Agravo que aguarda julgamento desde o mês de novembro/2021.
Pois bem, a sequência de recursos sem fundamento e manifestamente protelatórios interpostos pelo executado caracteriza abuso de direito e tem como objetivo apenas impedir o regular trâmite processual.
Todos os recursos foram improvidos e o Agravo Interno não encontra fundamento, e certamente, também será rejeitado. Portanto, servem apenas para atrasar o andamento do processo.
Com isso, o reclamante aguarda há mais de três anos para receber seu crédito trabalhista em razão das manobras processuais do executado.
DO AGRAVO DE PETIÇÃO INTERPOSTO PELO EXECUTADO
Ao impugnar a conta de liquidação o executado questionou três pontos, são eles:
1) aplicação da taxa referencial (TR) na atualização dos créditos trabalhistas;
Este ponto já foi decidido pelo STF por meio da ADC 58. Portanto, superado. No caso dos autos, a aplicação da taxa referencial foi decidida por sentença já transitada em julgado, o que se encaixa na modulação dos efeitos da decisão proferida pela Corte Suprema nos seguintes termos:
" Por fim, por maioria, modulou os efeitos da decisão, ao entendimento de que (i) são reputados válidos e não ensejarão qualquer rediscussão (na ação em curso ou em nova demanda, incluindo ação rescisória) todos os pagamentos realizados utilizando a TR (IPCA-E ou qualquer outro índice), no tempo e modo oportunos (de forma extrajudicial ou judicial, inclusive depósitos judiciais) e os juros de mora de 1% ao mês, assim como devem ser mantidas e executadas as sentenças transitadas em julgado que expressamente adotaram, na sua fundamentação ou no dispositivo, a TR (ou o IPCA-E) e os juros de mora de 1% ao mês ;
O PEDIDO
Ante o exposto, requer:
i. Tendo em vista a inexistência de efeito suspensivo no Agravo de Petição, o prosseguimento da execução ATSum 0010765- 10.2019.5.18.0011 nestes autos;
ii. A remessa dos autos ao setor de cálculo para atualização dos débitos;
iii. A intimação da executada para pagar todas as parcelas incontroversas atualizadas pelo indicie de correção monetária taxa referencial (TR), conforme já decidido pelo STF;
iv. Não paga ou garantida a execução no prazo legal, seja
determinado o bloqueio dos bens por meio de convênios
firmados com essa justiça nos termos do artigo 159 do
Provimento Geral Consolidado do TRT18, sem prejuízo da
indisponibilidade de bens;
v. Em que pese tratar-se de processo eletrônico, a parte junta as
peças exigidas no § único do art. 522 do Código de Processo
Civil, que são cópias fiéis extraídas do PJE nos autos principais.
Documentos inclusos:
1.Sentença;
2.Procuração outorgada pelas partes;
3.Decisão que denega seguimento ao Agravo de Petição; 4. Acórdão do TRT18 que negou provimento ao Agravo de Instrumento;
5. Decisão que denega seguimento ao Recurso de Revista pois incabível;
6.Decisão TST denega seguimento ao Agravo de Instrumento;
7. Petição de Agravo Interno no TST;
AGRAVO DE PETIÇAO 
Agravo de petição da CLT: Art. 897
O art. 897, alínea ‘a’, da Consolidação das Leis Trabalhistas, é aquele que prevê a existência e o cabimento do agravo de petição.
Exequente: designer de sobrancelha / micropigmentadora
Entrou com ação contra a empresa Due Depilação, onde trabalhava para requerer direitos trabalhistas, como horas extras não recebidas.
Due Depilação Ltda, foi sentenciada a pagar os pedidos requeridos pela designer e não satisfeita com o resultado da sentença, interpôs vários recursos com o intuito de apenas atrasar o andamento do processo que já se encontra em fase de execução.
A executada ingressou com Agravo de Petição contra decisão interlocutória que REJEITOU integralmente a impugnação à conta de liquidação.
Foi denegado seguimento ao Agravo de Petição visto que decisão interlocutória é irrecorrível.
Contra a referida decisão foi interposto Agravo de Instrumento em Agravo de Petição, o qual foi negado seguimento pelo Tribunal com fundamento também na irrecorribilidade da decisão interlocutória.
Em seguida, contra essa decisão, foi interposto Recurso de Revista o qual foi rejeitado por infringir a Súmula 218 do TST, cujo enunciado sinaliza ser incabível recurso de revista em face de acórdão regional prolatado em Agravo de Instrumento.
No entanto, contra essa decisão foi interposto Agravo de Instrumento em Recurso de Revista, sendo, mais uma vez, denegado seguimento pela Ministra Maria Helena Mallmann, haja vista a impossibilidade de conhecimento de Recurso de Revista em fase de execução.
Contra essa decisão que sequer conheceu o recurso interposto, foi interposto Agravo que aguarda julgamento desde o mês de novembro/2021.
Pois bem, a sequência de recursos sem fundamento e manifestamente protelatórios interpostos pelo executado caracteriza abuso de direito e tem como objetivo apenas impedir o regular trâmite processual.
Todos os recursos foram improvidos e o Agravo Interno não encontra fundamento, e certamente, também será rejeitado. Portanto, servem apenas para atrasar o andamento do processo.
Com isso, o reclamante aguarda há mais de três anos para receber seu crédito trabalhista em razão das manobras processuais do executado.
Agravo de petição da CLT: Art. 897
O art. 897, alínea ‘a’, da Consolidação das Leis Trabalhistas, é aquele que prevê a existência e o cabimento do agravo de petição.
O agravo de petição é a medida processual, de natureza recursal, cabível contra as decisões proferidas nas execuções trabalhistas.
Assim, ele só pode ser interposto contra decisões terminativas ou definitivas, proferidas por um juiz, em sede de processo executivo que tramita na Justiça do Trabalho.
Por ser um recurso, ele busca reexaminar o que foi decidido na execução, seja para alcançar uma reforma da decisão, sua invalidação ou o esclarecimento de algum de seus termos.No caso da Justiça do Trabalho, o agravo de petição será submetido ao duplo grau de jurisdição, ou seja, o recurso passará por duas análises de seus requisitos: a primeira delas, realizada pelo juiz da causa (aquele que proferiu a decisão), e a segunda delas, pelo Tribunal do Trabalho ou uma de suas Turmas competentes.
O agravo de petição tem como efeito suspender a decisão impugnada, ou seja, a decisão não poderá ser executada até que o recurso seja julgado pelo juiz ou Tribunal Regional do Trabalho.
Se acolhido, a decisão impugnada pode ser reformada ou anulada, e uma nova decisão é proferida para garantir que as partes envolvidas tenham seus direitos respeitados.
 Os requisitos principais para interpor um agravo de petição incluem:
Tempestividade: O agravo de petição deve ser interposto dentro do prazo legal estipulado para tal. O prazo normalmente é de 8 dias, contados a partir da intimação da decisão que se pretende recorrer; 
Art. 897 – Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias:
 Esse período se aplica aos recursos em geral, tanto para a apresentação quanto para a contrarrazão, com uma exceção: quando a Fazenda Pública, o Ministério Público do Trabalho ou a Defensoria Pública são parte no processo, o prazo é estendido para 16 dias. 
Além disso, se o prazo vencer em um sábado, domingo ou feriado, sua conclusão é prorrogada para o próximo dia útil, conforme o artigo 775 da CLT.
Legitimidade: O recurso deve ser interposto pela parte que possui legitimidade para tanto. Normalmente, trata-se da parte que foi prejudicada ou afetada pela decisão na fase de execução;
Interesse Recursal: O recorrente deve demonstrar que tem um interesse direto na revisão da decisão e que essa revisão pode trazer benefícios ou alterações a seu favor;
Preparo: Em algumas situações, é necessário o pagamento de custas processuais ou garantia para o processamento do recurso. O não cumprimento dessa exigência pode levar à inadmissibilidade do agravo de petição;
Formalidades: O recurso deve ser apresentado por escrito, seguindo a formatação adequada, e deve conter informações como os dados completos das partes, o número do processo, a descrição da decisão recorrida, os fundamentos para o recurso, entre outros elementos necessários;
Argumentação Fundamentada: O agravo de petição deve apresentar de forma clara e objetiva os motivos pelos quais a parte recorrente discorda da decisão do juiz na fase de execução. Argumentos jurídicos sólidos e pertinentes devem ser apresentados para embasar a revisão da decisão;
Pedido de Revisão: O recurso deve conter um pedido expresso para que a decisão seja revista pelo tribunal competente. Além disso, o agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar, justificadamente, as matérias e os valores impugnados, permitida a execução imediata da parte remanescente até o final, nos próprios autos ou por carta de sentença;
Assinatura e Identificação do Advogado: O agravo de petição deve ser assinado pelo advogado da parte recorrente, identificando claramente seu nome, número da OAB e endereço profissional;
Acompanhamento de Documentos: Em alguns casos, é necessário anexar documentos que comprovem alegações feitas no recurso, como cálculos de valores devidos, documentos relacionados ao processo de execução, entre outros.

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