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GINECOLOGIA E 
OBSTETRÍCIA: 
Patologias Benignas e 
Distúrbios Hormonais
Enfª Esp. Allana Passos
Leiomiomas 
uterinos
Mioma Uterino
Os miomas uterinos (MUs), também denominados como leiomiomas, caracterizam-se 
por serem tumores benignos, compostos por músculo liso e tecido conectivo, os quais 
são originários do miométrio uterino.
Mioma Uterino – Fatores de Risco
Tipos de Miomas
Miomas Submucosos: Crescem na parte interna
do útero (endométrio), podendo causar
sangramento intenso e infertilidade.
Miomas Intramurais: Estes miomas crescem
dentro da camada muscular do útero
(miométrio) causando distensão da camada
muscular com consequente aumento do
tamanho uterino.
Miomas Subserosos: Crescem na parte externa
do útero (perimétrio), podendo comprimir
órgãos vizinhos (bexiga, intestino), causando dor
e aumento abdominal.
Miomas Pediculados: Os miomas pediculados
são aqueles que ficam “pendurados” por um
pedículo, estrutura semelhante a um caule, seja
para o lado externo do útero ou interno.
Sinais e sintomas 
Diagnóstico
Histerossalpingografia
Histerossonografia
Histerossonografia
Ressonância Magnética
Tratamento
Mulheres com miomatose assintomática não necessitam de tratamento; apenas de acompanhamento
e exame ginecológico de rotina, exceto aquelas com miomas muito volumosos ou que provocam
compressão ureteral (Guarnaccia; Rein, 2001; Stewart, 2001).
Tem por objetivo obter a melhora temporária da sintomatologia e a redução do volume dos nódulos,
preparando-os para a cirurgia. Citam-se, aqui, anti-inflamatórios não hormonais, antifibrinolíticos,
progestogênios, anticoncepcionais orais hormonais, danazol, análogos do GnRH e moduladores
seletivos dos receptores estrogênicos;
CLÍNICO 
É o tratamento definitivo; caso o útero não seja removido, há a possibilidade de recidiva –
histerectomia total ou subtotal, abordagem pela via abdominal, vaginal ou laparoscópica. Está
indicado às pacientes com falha do tratamento clínico e que não querem mais engravidar. Quando a
paciente deseja preservar o útero, pode ser realizada miomectomia, que consiste na retirada exclusiva
dos miomas
CIRÚRGICO 
Tratamento
Técnica recente que consiste na oclusão da arteríola responsável por nutrir o mioma, fazendo-o
isquemiar e necrosar posteriormente. Necessita de ambiente hospitalar e de treinamento adequado;
deve ser feita em pacientes que não querem mais engravidar, mas que desejam manter o útero;
EMBOLIZAÇÃO DAS ARTÉRIAS UTERINAS
Deve ser feita apenas quando há degeneração vermelha ou se o nódulo entra em sofrimento (casos de
torção de pedículos). No período puerperal, os miomas tendem a regredir;
ABORDAGEM CIRÚRGICA NA GESTAÇÃO
Remover nódulos grandes antes da gestação e aguardar 6 meses para engravidar. Os submucosos e os
intramurais, que abaúlam a cavidade endometrial, são os relacionados à infertilidade e ao
abortamento.
PACIENTES COM DESEJO REPRODUTIVO
Histerectomia 
Histerectomia total de 
útero miomatoso 
Cistos 
ovarianos
Cistos ovarianos 
São estruturas saculares ou vesiculares que se formam nos ovários. Eles são bolsas
preenchidas por líquido ou material semissólido, geralmente desenvolvidas a partir de um
folículo ovariano ou de tecido ovariano.
Tipos
CISTOS FOLICULARES: São as formações císticas funcionais dos ovários e representam o 
processo de ovulação, através da formação e rompimento desses cistos, para a ejeção do 
ovulo para dentro das trompas.
Tipos
CISTOS DE CORPO LÚTEO: Se forma após a liberação do óvulo do folículo ovariano. Após
isso, o folículo se torna uma estrutura chamada corpo lúteo. Se a mulher não engravida, o
corpo lúteo regride e desaparece. Em algumas ocasiões, o corpo lúteo pode ser preenchido
por fluido ou sangue e persistir no ovário.
Corpo lúteo
Ovário
Tipos
CISTO HEMORRÁGICO: Ocorre quando há sangramento dentro do seu interior.
Ocasionalmente pode haver dor abdominal do lado em que o cisto está presente.
Tipos
CISTO DERMÓIDE: Este tipo de cisto geralmente afeta mulheres jovens. Trata-se de um
tumor benigno, também chamado de teratoma cístico maduro. Este cisto pode conter
gordura, ossos, pêlos e cartilagem no seu interior. A imagem na ecografia pode variar de
acordo com o seu conteúdo. A tomografia e a ressonância nuclear magnética podem
mostrar a presença de gordura e calcificações.
Tipos
CISTO ENDOMETRIÓIDE: Formado quando o tecido endometrial (tecido que recobre a
face interna do útero) cresce nos ovários. Afeta mulheres durante o período reprodutivo e
pode causar dor pélvica crônica durante a menstruação.
Tipos
CISTOADENOMA: É um tipo de tumor benigno que se desenvolve no tecido ovariano.
Pode ser preenchido por conteúdo seroso ou mucoso e atingir vários centímetros de
diâmetro, necessitando de remoção cirúrgica.
Tipos
OVÁRIO POLICÍSTICO: Ovários aumentados de volume (geralmente o dobro do normal)
com pequenos cistos presentes na superfície externa do ovário. Pode aparecer em
mulheres “normais” e também em mulheres com doenças endócrinas. É uma situação
diferente da síndrome dos ovários policísticos, que inclui outros sintomas e anormalidades
fisiológicas, além da presença de cistos ovarianos.
Causas e fatores de risco
Desequilíbrio 
hormonal 
Uso de 
anticoncepcionai
s orais
Histórico de 
cistos 
ovarianos
Síndrome 
dos 
Ovários 
Policísticos
Endometriose 
Sintomas
Dor pélvica ou sensação de 
peso
Inchaço abdominal
Alterações menstruais
Dor durante a relação sexual
Dificuldade para engravidar SINAIS DE ALERTA 
• Dor intensa e súbita (possível 
torção ovariana ou ruptura do 
cisto)
• Sangramento anormal
• Náuseas e vômitos (em casos de 
complicações)
Diagnóstico e Tratamento
Ultrassom transvaginal – principal
exame para identificar o tipo e o tamanho
do cisto.
Exames hormonais – ajudam a
verificar desequilíbrios hormonais.
Ressonância magnética ou
tomografia – usados em casos mais
complexos.
Acompanhamento médico:
Pequenos cistos funcionais
geralmente desaparecem sozinhos.
Anticoncepcionais: Podem
ajudar a evitar novos cistos, e tratar
os existentes;
Cirurgia (laparoscopia ou
laparotomia): Indicada para cistos
grandes, persistentes, sintomáticos
ou suspeitos de malignidade.
Cistos ovarianos
Pólipos 
endometriais
Pólipos Endometriais
Os pólipos endometriais são tumorações, saliências sólidas, de tamanho variável que 
aparecem no endométrio, camada interna do útero, sendo mais frequentes em mulheres a 
partir dos 40 anos. 
Pólipos Endometriais
Os pólipos endometriais são tumorações, saliências sólidas, de tamanho variável que 
aparecem no endométrio, camada interna do útero, sendo mais frequentes em mulheres a 
partir dos 40 anos. 
Mucosos Múltiplos ÚnicosFibrosos SésseisPediculados
Causas e fatores de risco
Desequilíbrios 
hormonais
Obesidade, 
hipertensão 
arterial
Uso prolongado de 
tamoxifeno
Histórico de 
pólipos 
endometriais
Crescimento excessivo das células de revestimento do útero 
(endométrio)
Diagnóstico e Tratamento
Polipectomia por via histeroscópia
O tratamento dos pólipos endometriais é realizado por meio de histeroscopia cirúrgica. O procedimento é
chamado de polipectomia histeroscópia, e depois, o material retirado é encaminhado para biópsia para
saber se o pólipo é benigno ou maligno.
Endometriose
Endometriose
A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial funcionante
(glândula e/ou estroma endometrial) fora da cavidade endometrial.
São locais em que os implantes podem
desenvolver-se: ovários, ligamentos
uterossacros, tubas uterinas, bexiga, sigmoide,
reto, peritônio pélvico, fígado, pulmões, pleura
e outros. A endometriose pélvica é a mais
frequente. Ovários, ligamentos uterossacros e
fundo de saco de Douglas são as localizações
preferenciais. Na pelve, os ovários constituem
o local com maior frequência de aparecimento
da endometriose.
Endometriose
A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial funcionante
(glândula e/ou estroma endometrial) fora da cavidade endometrial.
Fatoresde risco e de proteção
Os principais fatores de risco são 
antecedente familiar de 1º grau com 
endometriose, menarca precoce, 
nuliparidade, gestação tardia, ciclos 
menstruais curtos, fluxo menstrual 
aumentado, estenose cervical, raça 
branca e usuária de dispositivo 
intrauterino.
Além dos fatores de risco, existem os 
fatores protetores: multiparidade, uso de 
contraceptivos hormonais, ta bagismo, 1ª 
gestação precoce e prática de exercícios 
regulares.
Etiologia
Teoria da metaplasia 
celômica
Teoria da 
menstruação 
retrógrada
Teoria dos restos 
embrionários
Células do tecido endometrial podem estar presentes em locais anormais desde 
o desenvolvimento fetal. Com o estímulo hormonal após a puberdade, essas 
células podem começar a crescer e se comportar como tecido endometrial, 
causando endometriose.
A teoria da metaplasia celômica é uma das explicações para a origem da
endometriose e outras condições ginecológicas. Segundo essa teoria, células do
epitélio celômico (tecido embrionário que dá origem ao peritônio, ovários e ao
endométrio) podem sofrer transformação (metaplasia) e se tornarem células
endometriais fora do útero.
Segundo essa teoria, durante a menstruação, parte do sangue menstrual
contendo células do endométrio retorna pelas trompas de Falópio para a
cavidade pélvica em vez de ser completamente eliminada pela vagina. Essas
células podem se implantar em órgãos como ovários, intestinos e bexiga,
formando lesões de endometriose.
Sinais e Sintomas
Infertilidade Dor pélvica
Dismenorreia, dispareunia e dor pélvica 
crônica não menstrual;
Se a endometriose acomete o reto, pode 
haver tenesmo e disquezia
Outras localizações da endometriose 
podem provocar dor pleurítica, 
hemotórax, cefaleia
Se acomete a bexiga, disúria e urgência 
miccional 
A prevalência de endometriose na 
população infértil varia entre 5 e 50%, 
e tem sido relatado que mulheres 
inférteis possuem 6 a 8 vezes maior 
probabilidade de ter endometriose;
Pacientes com endometriose 
apresentam estágios mais avançados 
de infertilidade;
Estágios mais avançados de 
endometriose estão associados à 
infertilidade pela presença de 
aderências pélvicas que causam 
grande distorção na anatomia pélvica 
e atrapalham a função tubária. 
Sinais e Sintomas – Sinéquias 
Uterinas
Sinais e Sintomas – Sinéquias 
Uterinas
Cirurgia de Endometriose
Diagnóstico
A - Exames laboratoriais: CA-125 (sensibilidade e especificidade medianas; bom para seguimento evolutivo de
casos já confirmados), pro teína sérica amiloide A (mais relacionada aos casos de acometimento intestinal),
outras provas de atividade infla matória (PCR), anticardiolipinas IgM e IgG.
B - Exames de imagem: Ultrassonografias pélvica e transvaginal com preparo intestinal prévio (operador-
dependente), tomografia de pelve, ressonância magnética, ecocolonoscopia, urorressonância.
C – Videolaparoscopia: É o padrão-ouro para o diagnóstico (acompanhada de confirmação
anatomopatológica), pois permite o estadiamento e o tratamento. O exame anatomopatológico é o único
diagnóstico para a confirmação da endometriose.
Diagnóstico
Tratamento
A – Clínico: Contraceptivos orais ou injetáveis, progestogênios contínuos ou na 2ª fase do ciclo, derivados
androgênicos como danazol e gestrinona, implante subcutâneo de liberação de progestogênios e sistemas
intrauterinos de liberação de progestogênios.
B – Cirúrgico: Procede-se a cirurgia na falha de tratamento clínico ou casos mais graves da doença –
acometimento do íleo terminal, ureter, acometimento intestinal de mais de 50% da circunferência (lesão com
risco de obstrução intestinal) e endometriomas volumosos.
C - Terapia de reposição hormonal: Pode ser realizada em pacientes com antecedentes de endometriose. No
entanto, se a menopausa for de causa cirúrgica (ooforectomia), devem-se aguardar de 18 a 24 meses para
iniciá-la, intervalo destinado à atrofia de eventuais focos residuais.
D - Alguns efeitos colaterais do tratamento medicamentoso: Cefaleia, mastalgia e alteração ponderal
(contraceptivos hormonais), efeitos virilizantes (derivados androgênicos), sintomas de síndrome do climatério
(agonistas de GnRH). Pode haver perda de massa óssea considerável com a utilização destes últimos. O tempo
de uso dessas drogas não deve ultrapassar 6 meses.
E - Prevenção de recidiva: A forma mais eficaz de prevenir ou retardar a recidiva é a gravidez, sendo que a 
maior chance de ocorrer é de até 1 ano a partir da cirurgia. Caso esse não seja o desejo da paciente, os 
anticoncepcionais hormonais e o DIU de progesterona permitem um controle razoável.
Adenomiose
Adenomiose
A adenomiose é uma doença
ginecológica benigna caracterizada
pelo crescimento do tecido
endometrial dentro do miométrio
(camada muscular do útero). Isso
provoca inflamação, aumento do
útero e sintomas como dor intensa
e sangramento menstrual
abundante. Embora possa ocorrer
em qualquer mulher em idade
reprodutiva, é mais comum entre os
35 e 50 anos, especialmente em
mulheres que já tiveram filhos.
Causas e fatores de risco
Teoria da Invaginação Endomiometrial: O tecido endometrial penetra no miométrio
devido a fraquezas na junção entre essas camadas.
Teoria da Metaplasia Celômica: Sugere que células do útero podem se transformar em
tecido endometrial dentro do miométrio.
Influência hormonal: O estrogênio parece desempenhar um papel importante no
desenvolvimento da adenomiose.
Fatores mecânicos: Partos, cesarianas ou cirurgias uterinas podem aumentar o risco de
adenomiose, pois podem criar "portas de entrada" para o endométrio invadir o miométrio.
Sinais e sintomas 
Dismenorreia Inchaço 
abdominal
Dor pélvica 
crônicaMenorragia
Dispareunia Infertilidade
Diagnóstico e Tratamento
Opções medicamentosas:
Anticoncepcionais hormonais – Podem aliviar os sintomas ao reduzir o fluxo menstrual e as cólicas.
DIU hormonal (Mirena) – Libera progesterona e pode ajudar a reduzir o sangramento e a dor.
Análogos do GnRH – Induzem uma menopausa temporária, reduzindo a progressão da adenomiose.
Anti-inflamatórios – Podem ser usados para aliviar a dor, mas não tratam a causa da doença.
Tratamentos cirúrgicos:
Embolização das artérias uterinas – Procedimento minimamente invasivo que reduz o fluxo sanguíneo
para as áreas afetadas.
Ressecção da adenomiose – Cirurgia para remover apenas as áreas afetadas, indicada para mulheres que
desejam engravidar.
Histerectomia (remoção do útero) – Tratamento definitivo, indicado para casos graves e sem desejo de
gestação futura.
Diagnóstico é feito a partir de ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e biópsia 
endometrial.
Endometriose x Adenomiose
Endometriose x Adenomiose
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FIM!
DÚVIDAS?
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	Slide 1: GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA: Patologias Benignas e Distúrbios Hormonais
	Slide 2
	Slide 3: Mioma Uterino
	Slide 4: Mioma Uterino – Fatores de Risco
	Slide 5: Tipos de Miomas
	Slide 6: Sinais e sintomas 
	Slide 7: Diagnóstico
	Slide 8: Histerossalpingografia
	Slide 9: Histerossonografia
	Slide 10: Histerossonografia
	Slide 11: Ressonância Magnética
	Slide 12: Tratamento
	Slide 13: Tratamento
	Slide 14: Histerectomia 
	Slide 15: Histerectomia total de útero miomatoso 
	Slide 16
	Slide 17: Cistos ovarianos 
	Slide 18: Tipos
	Slide 19: Tipos
	Slide 20: Tipos
	Slide 21: Tipos
	Slide 22: Tipos
	Slide 23: Tipos
	Slide 24: Tipos
	Slide 25: Causas e fatores de risco
	Slide 26: Sintomas
	Slide 27: Diagnóstico e Tratamento
	Slide 28: Cistos ovarianos
	Slide 29
	Slide 30: Pólipos Endometriais
	Slide 31: Pólipos Endometriais
	Slide 32: Causas e fatores de risco
	Slide 33: Diagnóstico e Tratamento
	Slide 34
	Slide 35: Endometriose
	Slide 36: Endometriose
	Slide 37: Fatores de risco e de proteção
	Slide 38: Etiologia
	Slide 39: Sinais e Sintomas
	Slide 40: Sinais e Sintomas– Sinéquias Uterinas
	Slide 41: Sinais e Sintomas – Sinéquias Uterinas
	Slide 42: Cirurgia de Endometriose
	Slide 43: Diagnóstico
	Slide 44: Diagnóstico
	Slide 45: Tratamento
	Slide 46
	Slide 47: Adenomiose
	Slide 48: Causas e fatores de risco
	Slide 49: Sinais e sintomas 
	Slide 50: Diagnóstico e Tratamento
	Slide 51: Endometriose x Adenomiose
	Slide 52: Endometriose x Adenomiose
	Slide 53: FIM!