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ÉTICA E GERONTOLOGIA 
Resumo literário 
Amanda Santos Oliveira – Universidade de São Paulo 
Autonomia 
A ética está representada por um conjunto de normas que regulamentam o comportamento de um 
grupo particular de pessoas. Enquanto a moral é mais geral, representando a cultura de uma nação, religião 
ou época. Pré-requisitos da Ética: percepção dos conflitos, autonomia e coerência. 
As Experiências de saúde e doença são interpretadas de acordo com as crenças e valores 
presentes na cultura de uma dada sociedade. Isso caracteriza a reação do paciente frente ao processo de 
saúde/doença (Kleinman, 1978; Leininger 1978; Helman, 1994). 
Numa situação em que a família se encontra perante a uma situação de doença ou morte, as 
reações dos familiares refletem a desestrutura causado pelo adoecimento familiar que, no serviço de saúde, 
se caracteriza pela excessiva solicitude, por condutas controladoras e pela superproteção trazendo à 
tona sentimentos de impotência, incapacidade e insegurança. 
O conceito de autonomia é carregado de subjetividade. Refere-se à liberdade de optar e de agir. É a 
autodeterminação, autogoverno, o poder da pessoa humana de tomar decisões que afetem sua vida, sua 
saúde, sua integridade físico-psíquica, suas relações sociais. Palavra grega = auto (próprio) + nomos (lei, 
regra, norma). 
Segundo Chauí (1995), A deliberação da autonomia no campo da ética, se faz dentro do possível. 
Se, por vezes, estamos impedidos de escolher o que nos acontece, podemos escolher o que fazer diante da 
situação que nos é apresentada. O respeito pela autonomia da pessoa conjuga-se com o princípio da 
dignidade humana. O corpo, a dor, o sofrimento, a doença, são da própria pessoa e que violar a autonomia 
significa tratar as pessoas como meio e não como fins em si mesmas (Fortes, 2005). 
Competência e autonomia reduzida 
Existem pessoas que, podem ter sua autonomia reduzida, assim como a competência do indivíduo, 
temporariamente ou permanente, como no caso de: crianças; deficientes mentais; pessoas em estado de 
agudização de transtornos mentais; índivíduos sob intoxicação exógena; sob efeitos de drogas; pessoas em 
coma e pessoas com grau avançado de demência. 
A autonomia não é um direito absoluto. Seus limites devem são norteados pelo respeito à dignidade 
e à liberdade dos outros e da coletividade. A decisão ou ação da pessoa que possa causar dano a outra 
pessoa ou à saúde pública, poderá não ser validade nem ética nem legalmente. O poder Legislativo, em 
nome da sociedade, é o único órgão autorizado a emitir os limites legais ao princípio individual. 
Adolescência: 
 OMS – dos 10 aos 20 anos. 
 Brasil – dos 12 aos 18 anos. 
I - Quando e em quais condições se pode atender adolescentes desacompanhados sem a permissão dos 
pais ou responsáveis? 
II - Em quais condições os adolescentes podem tomar decisões sobre atos a serem praticados em relação à 
sua integridade físico-psíquica sem ser necessária a permissão dos pais ou responsáveis? 
III - Quando a revelação de informações, a pedido dos menores, pode ser sonegada aos pais ou 
responsáveis? 
IV - Como se portar quando houver conflitos entre os desejos dos adolescentes e as decisões paternas? 
 Paternalismo 
Interferência com a liberdade da pessoa eticamente capacitada para tomadas de decisões, 
mediante uma ação beneficente justificada por razões referidas exclusivamente ao bem-estar, ás 
necessidades da pessoa, que está sendo coagida, e não por interesse de terceiros, do próprio profissional 
de saúde ou mesmo interesses da sociedade. O paternalismo manifesta algumas características: 
superproteção; autoritarismo; inibição e infantilismo. 
Para se caracterizar a autonomia deve-se ter consentimento livre e esclarecido, seja nas situações 
de emergência ou perante normas deontológicas. 
 
Microalocação de Recursos em Saúde 
 Se é certo que interesses políticos-partidários, corporativos e econômicos e preferências pessoais 
dos administradores e técnicos são fatores influenciadores no processo de alocação de recursos em saúde, 
boa parte das decisões é motivada por valores e princípios morais, apesar de isso não ser sempre 
claramente percebido ou revelado. 
 É pressuposto que as necessidades de assistência à saúde são infinitas e crescentes, mais amplas 
que as possibilidades de recursos financeiros, humanos e materiais. O nível de desenvolvimento da nação 
está relacionado com a análise tanto qualitativa, quanto quantitativa dessa assistência. 
Distribuição e priorização - Níveis de Alocação: 
Macroalocação de recursos: ocorre mediante a distribuição de recursos realizada pelas esferas 
governamentais, por meio de políticas públicas de saúde e se refere a quais e quanto dos recursos devem 
ser dirigidos à assistência à saúde. Dirige-se para a organização dos sistemas de saúde, à priorização de 
ações, à repartição e distribuição de recursos humanos, materiais e financeiros entre programas e projetos 
de saúde, assim como para a fundamental discussão sobre a responsabilidade do Estado e a 
responsabilidade individual na assistência à saúde. 
Mesoalocação de recursos: feita por níveis intermediários do sistema de saúde: hospitais, clínicas 
ou outras instituições. 
 Microalocação de recursos: realizada em nível individual, tem relação direta com as pessoas sob 
os cuidados dos profissionais de saúde, ou seja, refere-se à priorização e distribuição de recursos escassos 
entre pessoas que são identificáveis para os decisores. Quando os recursos são inferiores às necessidades 
é necessário que se estabeleçam prioridades. Escolhas tem de ser feitas, não há como fugir de realizar 
escolhas que vão resultar em decisões de quem vai viver, de quem vai morrer, de quem vai ter suas 
necessidades de saúde atendidas e a quem vai ser permitido continuar vivendo quando todos não podem 
ser salvos. 
Quando os recursos são escassos, é necessário selecionar os beneficiários, por critérios de 
inclusão ou seleção final. Essa seleção pode ser feita por meio de objetividade médico-científica, 
aleatoriedade, fila de espera, triagem ou por escolhas sociais. 
Critérios de seleção de pacientes: 
Lei Federal: 9434 - 04/02/97 – Doação e recepção de órgãos e tecidos. 
A objetividade Médico-científica depende de fatores como: Emergência; Eficácia clínica; 
possibilidade de ação preventiva; Vulnerabilidade da doença/agravo à saúde; Tecnologia/saber científico 
Possibilidade de sobrevivência e Tempo de tratamento. 
Seleção por Aleatoriedade: 
É baseado na noção de que as vidas humanas são igualmente valiosas e que as pessoas devem ter 
iguais oportunidades, devendo ter os mesmos direitos de acesso à assistência à saúde, independentemente 
da capacidade financeira, de sexo, cor, etc. Os que defendem alegam que se evitaria que se tivesse de 
cotejar uma vida humana em relação à outras. Com a impessoalidade nas escolhas não se violaria a 
consideração da igualdade de oportunidades e se mostraria igual respeito pelas pessoas sem lançar mão 
de critérios moralmente arbitrários. 
Seleção por Fila de Espera: 
 Esse critério foi adotado no Brasil, após a promulgação da lei federal – nº 9434, de 04/02/97, que 
regulamentou a doação de órgãos e a realização de transplantes em nosso país, sob o princípio da “fila 
única”, oferecendo os órgãos disponíveis às primeiras pessoas que estejam inscritas nas listas oficiais de 
receptores, ou seja, “por ordem de chegada”. A seleção inicial para o recebimento de um órgão para 
transplante se fundamenta em critérios de avaliação de objetividade médico-científica. Posteriormente, os 
que ultrapassam a primeira fase são alocados em listas por compatibilidade histológica e sanguínea, o que 
forma várias listas de espera. São chamados a receberos órgãos por antiguidade de inscrição nas listas 
para transplantes. 
Seleção por Triagem 
O critério de triagem implica favorecer algumas pessoas conforme o estabelecimento de prioridades 
segundo uma meta identificada. Tem origem em condições de guerra, catástrofes ouurgências médicas 
(Dickens 1991). Em situação de atendimento de emergência pode se constituir em uma das faces da 
triagem, levando-se em conta parâmetros de objetividade médica”. Assim sendo, poder-se-ia compreender 
como eticamente justo, com as ressalvas apontadas anteriormente, que os que têm necessidades mais 
prementes para ser atendidos, por correrem maior risco imediato à vida ou à saúde, devam ser os primeiros 
contemplados pelos limitados recursos. 
Seleção por critérios Sociais: 
Se com os critérios de objetividade médico-científica se pretende maximizar o bem-estar dos 
pacientes, com a utilização de critérios sociais se pretende maximizar o bem- estar da sociedade. São 
utilizados como critérios sociais a cooperação do paciente com os profissionais de saúde, a idade, o sexo, a 
força de trabalho potencialmente afetada e recuperada, o potencial e a expectativa de vida, a qualidade 
ajustada de anos de vida e o ambiente de suporte para seguimento de tratamento. Temos ainda, as 
condições sociais e econômicas para suporte do necessitado, a adscrição de clientela, o mérito social, a 
responsabilidade social e a existência de estilo de vida considerado não-saudável (Kilner, 1995, Buchanan, 
1989, Young, 1980). 
Ética em Administração de Serviços 
“Difícil não é fazer o que é certo, 
é descobrir o que é certo fazer.” 
 Identificar os fatores que influenciam nas tomadas de decisões éticas na organização; 
 Relacionar a ética e a responsabilidade no gerenciamento; 
 Discutir o estudo de caso. 
“A ética deve ser considerada como parte essencial da política da organização é imprescindível 
para o seu desenvolvimento e crescimento, uma vez que a opção por valores que humanizam o processo 
de trabalho e a relação com os clientes traz benefícios para a própria empresa e para a sociedade.” 
(Massarollo, Fernandes 2005). 
Para subsistir, os serviços de saúde contam com recursos humanos, financeiros, materiais e físicos, 
que são limitados, e por isso geram a possibilidade frequente de riscos, tanto para o ciente, quanto para o 
profissional. 
Fatores que influenciam nas tomadas de decisões éticas: 
 Identificação da gravidade da questão ética (Realizada pela pessoa que irá tomar a decisão – As 
questões éticas podem ser interpretadas de maneiras diversas por diferentes indivíduos); 
 Fatores individuais (idade, sexo, metas, interesses, necessidades, valores, crenças, convicções 
pessoais); 
 Cultura organizacional (A cultura reflete os objetivos e os valores da instituição, pois quanto mais 
valorizada a dimensão ética na cultura da organização, provavelmente a valorização dessa dimensão 
por seus membros); 
 Poder (Exercer poder é uma das maneiras de influenciar as decisões, incluindo as de cunho ético); 
 Terceiros significativos (São aqueles que exercem influência sobre o indivíduo ou grupo de trabalho, 
tais como colegas, outros profissionais superiores, subordinados, dentre outros, e que produzem forte 
impacto nas decisões dos trabalhadores); 
 Oportunidade (Referem-se às circunstâncias que podem impedir ou incentivar a conduta ética). 
A Ética e a Responsabilidade 
Para Campos (1994), O comportamento ético dos profissionais afirma-se na medida em que estes contam 
com a sustentação obtida pela cultura da organização e a consonância no desenvolvimento do trabalho 
técnico. A conduta dos dirigentes não pode justificar as atitudes inadequadas ou a passividade dos 
profissionais frente às situações. 
As instituições precisam discutir e definir qual a responsabilidade de cada profissional, da equipe, de cada 
setor e a da organização. 
A responsabilidade individual é inalienável a cada um pelo que faz. Todo o cuidado e sensibilidade são 
importantes para tomar uma decisão na organização, pois muitos são atingidos pelo modo como se 
processa a tomada de decisão e por aquilo que se decide (Leisinger, Schimitt, 2001). 
Violações e tentações éticas 
 Roubar de empregadores e clientes. 
 Copiar software ilegalmente; 
 Tratar injustamente as pessoas; 
 Assédio moral e sexual; 
 Conflito de interesses; 
 Divulgação de informações confidenciais; 
 Apropriação indébita de recursos corporativos. 
Guia para Tomada de Decisões Éticas 
 Isto é certo? 
 Isto é justo? 
 Quem será prejudicado? 
 Você ficaria à vontade se os detalhes de sua decisão fossem divulgados na primeira página do jornal 
local ou por meio do correio eletrônico; 
 Você diria a um ente querido para fazer isso? 
 Esse negócio cheira bem? 
Criação de um ambiente de trabalho ético e socialmente responsável 
1. Mecanismos formais para monitorar a ética: Criação de um Comitê de Ética para estabelecer 
políticas sobre ética e responsabilidade social e conduzir auditoria ética sobre as atividades da 
empresa, além de rever as queixas sobre violações éticas (assédio moral e assédio sexual). 
2. Códigos de conduta organizacional escritos: Criação de guias de ação para o comportamento ético 
e socialmente responsável – “Nós acreditamos que nossa primeira responsabilidade é para com os 
médicos, enfermeiras e pacientes, para com as mães e pais e para com todos os outros que usam 
nossos produtos e serviços. Para satisfazer essas necessidades, tudo o que fazemos precisa ser de 
elevada qualidade” – Johnson & Johnson; 
3. Ampla comunicação sobre ética e responsabilidade social: Extensa divulgação sobre o tópico 
reforça o comportamento ético e socialmente responsável. Exemplo – “O que podemos fazer para 
auxiliar os idosos moradores de rua que vivem ao redor dessa escola?” ; 
4. Liderança pelo exemplo Uma abordagem de alto impacto para aumentar a ética e a responsabilidade 
social é no sentido de que os membros da alta administração comportem-se eles mesmos desse 
modo; 
5. Encorajar o confronto por desvios éticos O comportamento antiético pode ser minimizado se cada 
profissional confronta qualquer outro que se comporta antieticamente; 
6. Programas de treinamento em ética e responsabilidade social Esses programas de treinamento 
reforçam a idéia de que o comportamento ético e socialmente responsável tanto é correto moralmente 
quanto é bom para os negócios. 
 
Mecanismos formais para monitorar a ética: Criação de um Comitê de Ética para estabelecer 
políticas sobre ética e responsabilidade social e conduzir auditoria ética sobre as atividades da empresa, 
além de rever as queixas sobre violações éticas (assédio moral e assédio sexual). 
Dilemas éticos podem ser definidos como situações em que uma pessoa precisa escolher entre 
duas ou mais alternativas desejáveis. Para um problema se tornar um dilema ético ele deve ter três 
características: 
 Não pode ser resolvido utilizando-se dados empíricos; 
 Precisa causar tanta perplexidade que fica difícil decidir quais fatos e dados são necessários na 
tomada de decisão; 
 Os resultados do problema precisam afetar mais do que a situação imediata; deve haver efeitos de 
longo alcance. 
Gerência X Ética: Habilidades de liderança 
1. Estar ciente dos próprios valores e crenças básicas acerca dos direitos, deveres e metas dos seres 
humanos; 
2. Aceitar certa ambiguidade e incerteza que devem existir em toda tomada de decisão ética; 
3. Aceitar que resultados negativos ocorrem na tomada de decisões éticas, apesar da elevada 
qualidade da solução dos problemas e do processo decisório; 
4. Demonstrar a assunção de riscos na tomada de decisão ética; 
5. . O modelo de tomada dedecisão ética deve ser coerente com o Código de Ética Profissional; 
6. Defender veementemente os clientes, os funcionários e a profissão; 
7. Comunicar com clareza os padrões de comportamento esperados; 
8. Estimular um clima que a assistência é oferecida de forma sensível à diversidade cultual. (Marquis, 
Huston, 2005). 
Funções administrativas 
1. Utilizar um método sistemático de solução de problemas ou tomada de decisão quando diante de 
problemas administrativos em ramificações éticas; 
2. Identificar resultados na tomada de decisão ética que sempre devem ser buscados ou evitados; 
3. Utilizar os marcos teóricos éticos existentes para esclarecer crenças e valores; 
4. Aplicar princípios de raciocínio ético para definir as crenças e os valores que compõe a base da 
tomada de decisão; 
5. Estar ciente dos precedentes legais capazes de orientar a tomada de decisões éticas e responder 
por possíveis responsabilidades, caso se coloque contrário a precedentes legais; 
6. Reavaliar continuamente a qualidade da própria tomada de decisão ética com base no processo 
decisório ou de solução de problemas utilizado; 
7. Reconhecer e recompensar a conduta ética dos profissionais; 
8. Agir adequadamente quando os profissionais utilizam uma conduta não-ética. 
 
Processo tradicional de tomada de decisão 
1. Identificar o problema; 
2. Coletar dados para a análise das causas e das consequências do problema; 
3. Levantar alternativas de solução; 
4. Avaliar as alternativas; 
5. Selecionar a solução adequada; 
6. Implementar a solução; 
7. Avaliar os resultados. 
“É fundamental que exista posicionamento ético, firme e claro, pelos dirigentes da organização, 
explicitando a importância do respeito pelos outros, da habilidade de reconhecer o lugar do outro, e do 
senso de compromisso com as pessoas (honestidade, justiça, cumprimento da palavra). Esses aspectos 
não derivam de um cálculo teórico, mas sim de traço de caráter pessoal”. 
Sistema Único de Saúde 
 Explanar sobre o Sistema de Saúde no Brasil; 
 Conhecer o Sistema Único de Saúde; 
 Conhecer o Sistema Suplementar de Saúde; 
 Refletir sobre o Sistema Único de Saúde e a Assistência Suplementar de Saúde; 
 Discutir sobre as questões éticas do Sistema de Saúde no Brasil. 
Estima-se que o número de pobres no Brasil represente aproximadamente 30% da população total, 
proporção essa mais elevada para o Nordeste e o Norte e para as áreas rurais (39%), se caracterizando a 
pobreza nos estados mais industrializados (região SE) como crescentemente urbana/ metropolitana. 
Em relação à distribuição de renda: 
 20% da população brasileira de melhor nível econômico detêm 63,1% do total; 
 Os 20% mais pobres dispõem de 3,4% dele. 
Com relação à escolaridade 
 15,8% das pessoas com mais de 10 anos de idade não são alfabetizadas; 
 54,2% têm entre 1 e 7 anos de estudos (primeiro grau incompleto). 
Transição Epidemiológica: 
Corresponde a uma mudança na importância das causas primárias de morbidade e mortalidade 
(Omran, 1971). Exemplo: passagem da predominância de doenças infecciosas para predominância de 
doenças crônicas não-transmissíveis. 
 Doenças crônicas aumentam seu peso de acordo com a transição demográfica e o envelhecimento. 
Como a alta expectativa de vida está associada a um bom desenvolvimento econômico, os países de baixa 
renda, ao contrário dos desenvolvidos, apresentam maiores índices de acometimento por fatores externos e 
doenças transmissíveis, também de causas maternais e perinatais. 
O que determina o gasto com saúde? Gasto = Preço (Custo, Inflação, Tecnologia) X Quantidade 
(Aumento da população, Envelhecimento, Estado de saúde, Doenças). André Medici (Banco Mundial), 2012 
– Seminário ANS. 
Haverá um aumento significativo na parcela de gastos com internações da saúde suplementar por 
diagnóstico e grupo etário no Brasil de 2015 a 2060, na ordem que segue: problemas Respiratórios, renais, 
circulatórios, de Diabetes, Cerebrovascular, Neoplasias e Obesidade. 
Nos gastos com diagnósticos, os problemas respiratórios terão gastos específicos com asma, 
bronquite e enfisema. Além disso, merecem atenção diagnósticos de problemas de próstata e outras 
especificidades endócrinas, assim como problemas osteomusculares, lesões e doenças mentais. 
O SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, sendo o único a garantir 
assistência integral e completamente gratuita para a totalidade da população, inclusive aos pacientes 
portadores do HIV, sintomáticos ou não, aos pacientes renais crônicos e aos pacientes com câncer. 
A Rede Ambulatorial do SUS é constituída por 56.642 unidades, sendo realizados, em média, 350 
milhões de atendimentos ao ano. Esta assistência estende-se da atenção básica até os atendimentos 
ambulatoriais de alta complexidade. 
O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum dos três níveis de governo. Em setembro 
de 2000, foi aprovada a Emenda Constitucional 29 (EC-29), que determinou a vinculação de receitas dos 
três níveis para o sistema. 
Os recursos federais que correspondem, a mais de 70% do total, progressivamente vêm sendo 
repassados a estados e municípios, por transferências diretas do Fundo Nacional de Saúde aos fundos 
estaduais e municipais, conforme mecanismo instituído pelo decreto 1.232, de 30 de agosto de 1994. 
Assim, a parir de junho de 2001, o volume de recursos transferidos pelo Ministério da Saúde para os 
estados e municípios para o desenvolvimento de ações e serviços de saúde passou a ser subdividido em: 
• Recursos para a Atenção Básica (PAB Fixo e PAB Variável) 
• Recursos para a Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças 
• Recursos para a Assistência de Média Complexidade 
• Recursos para a Assistência de Alta Complexidade 
 
A distinção está em quem puxa os gastos. No Brasil, 55% são privados (e beneficiam cerca de 46 
milhões de conveniados) e 45%, públicos – favorecem todos os 190 milhões de brasileiros. 
A estabilidade e crescimento econômico permitiram a elevação de indicadores de emprego e de 
renda dos trabalhadores brasileiros, variáveis que afetam diretamente os gastos dos clientes do setor de 
saúde suplementar 
Apesar de um sistema de saúde ambicioso, os investimentos públicos em saúde podem ser 
considerados modestos quando comparados com os gastos privados. De acordo com o Anuário Estatístico 
da OMS (WHO, 2011), enquanto os gastos privados de saúde no Brasil representam aproximadamente 
4,7% do Produto Interno Bruto (PIB), os gastos públicos representam apenas 3,7%, de um total de 8,4% de 
gastos em relação ao PIB. 
 De acordo com dados de gastos domiciliares da Pesquisa de Orçamento Familiares (POF) de 2008, 
representados na Figura 1, a maior parcela dos gastos privados em saúde no Brasil ocorre em 
medicamentos, em proporção muito superior aos gastos com serviços preventivos, como planos privados de 
saúde, consultas. 
Em decorrência do envelhecimento da população e da variação do nível da renda do país até 
meados do século XXI (considerando- se um crescimento médio do rendimento per capita de 2,5% ao ano), 
a demanda por serviços de saúde para consultas médicas deverá crescer 59%, para exames, 96%, para 
tratamentos, 122%, e para internações, 39%. 
O número de internações por habitante entre 1998 e 2050 decorrente do envelhecimento da 
população deverá sofrer acréscimo de 47%, mas, devido ao aumento do rendimento familiar per capita, 
esse acréscimo será contido em 39%. (Kilsztajn et al, 2003). 
Os dados também mostram que o gasto anual do governo com a saúde de cada brasileiro (US$ 477 
ou R$ 954), apesar de ter mais do que dobrado na última década, permanece em um patamar inferior à 
média mundial (US$ 716 ou R$ 1432) e representa apenasuma fração do que países ricos destinam a seus 
cidadãos. Em Luxemburgo, por exemplo, que lidera a lista, o governo gasta, por ano, US$ 5,8 mil (R$ 11,6 
mil) na saúde de cada habitante, ou 12 vezes o valor do Brasil. Países vizinhos, como Argentina (US$ 869 
ou R$ 1.738) e Chile (US$ 607 ou R$ 1.214), também destinam mais recursos na saúde de seus habitantes. 
Ocupamos o 14º lugar entre os países onde a população paga mais impostos (carga tributária). 
Pagamos mais impostos do que na Iglaterra, Espanha, Suiça, Estados Unidos, Canadá etc. Atual maior 
despesa federal: Previdência. 
Conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo no final de fevereiro, 2014, o governo teria mantido 
conversas internas para lançar medidas de incentivo aos planos de saúde, incluindo desonerações fiscais e 
linhas de financiamento. 
Experiências bem-sucedidas no combate às DCNTs: 
JAPÃO – Infarto era a causa número 1 de morte no Japão, mas desde 1960 caiu mais de 85%. 
Introdução da cobertura universal desde 1961 e expansão dos serviços para pessoas idosas em 1982 e 
Check-ups regulares (com profissionais de saúde e voluntários fazem visitas ou telefonemas periódicos 
para pessoas em idades mais avançadas informando a data do próximo check-up), além de estimular a 
alimentação saudável (cursos de culinária no verão para crianças e pais têm ajudado a mudar os hábitos 
alimentares) diminuírem consideravelmente o número de casos de infarto. 
RÚSSIA – STRAVOPOL – Na Rússia, as DCNTs são responsáveis por 82% de todas as mortes, 
sendo 65% somente de doenças cardiovasculares. No combate, criou a Rede de Cidades Saudáveis; 
Desde 1996 promove um dia de atividades na principal praça da cidade, que envolve a participação de 
oficiais e parlamentares; evento anual de esportes, Campanhas anti-tabagismo, construção de áreas de 
lazer para estimular a prática de atividades físicas e um Festival de saúde: premiação para classe 
trabalhadora, família e refeição mais saudáveis, melhor programa ou publicação sobre saúde, De 2007 a 
2012, a esperança de vida já aumentou 12 meses. 
Considerando o efeito puramente demográfico sobre as projeções, observa-se que os diagnósticos 
mais representativos no futuro em termos de gastos são aqueles que acometem a população mais idosa, 
principalmente aquela maior de 80 anos, a que mais irá crescer na população, 
Tecnologia é o fator mais importante para o aumento dos gastos: pode ter um efeito substitutivo ou 
complementar, mas em geral é complementar, 
 
Ética e o exercício profissional do gerontólogo 
Suporte Filosófico 
O privilégio do domínio do saber Científico e Tecnológico, acumulado durante séculos pela 
humanidade, acarreta uma contrapartida de natureza ética: o compromisso em utilizar esse saber para 
atender aos anseios e necessidades da humanidade, que se traduz na busca da melhoria da 
qualidade de vida para todos. 
Problemas do Cotidiano: 
 Devo sempre dizer a verdade ou existem ocasiões em que posso mentir? 
 Será que é correto tomar tal atitude? 
 Devo ajudar um amigo em perigo, mesmo correndo risco de vida? 
 Existe alguma ocasião em que seria correto atravessar um sinal de trânsito vermelho? 
 Os soldados que matam numa guerra, podem ser moralmente condenados por seus crimes ou 
estão apenas cumprindo ordens? 
 A ética é uma reflexão profunda e rigorosa sobre os valores. O seu objetivo é investigar, perguntar 
pelo sentido dos valores, ela pergunta pelos fundamentos do dever. Parte da filosofia que se ocupa da 
reflexão a respeito dos princípios que fundamentam a vida moral. Portanto, é a ciência do dever, da 
obrigatoriedade, a qual rege a conduta humana. 
Ética Profissional 
 A ética é ainda indispensável ao profissional, porque na ação humana o "fazer" e o "agir" estão 
interligados. O “fazer” diz respeito à competência, à eficiência que todo profissional deve possuir para 
exercer bem a sua profissão. O “agir” se refere à conduta do profissional, ao conjunto de atitudes que deve 
assumir no desempenho de sua profissão. 
Individualismo e Ética Profissional 
 Parece ser uma tendência do ser humano, como tem sido objeto de referências de muitos 
estudiosos, a de defender, em primeiro lugar, seus interesses próprios e, quando esses interesses são de 
natureza pouco recomendável, ocorrem seríssimos problemas. 
 O valor ético do esforço humano é variável em função de seu alcance em face da comunidade. Se o 
trabalho executado é só para adquirir renda, em geral, tem seu valor restrito. Por outro lado, nos serviços 
realizados com amor, visando ao benefício de terceiros, dentro de vasto raio de ação, com consciência do 
bem comum, passa a existir a expressão social do mesmo. 
 Aquele que só se preocupa com os lucros, geralmente, tende a ter menor consciência de grupo. 
Fascinado pela preocupação monetária, a ele pouco importa o que ocorre com a sua comunidade e muito 
menos com a sociedade. 
 
 Ensino da ética: As ciências da saúde têm como objetos indivíduos e comunidades, ou seja, objetos 
intrinsicamente sujeitos a mecanismos éticos. O ambiente de trabalho também se comporta como uma 
relação social ética, e não falamos aqui da ética corporativa, mas da ética que também se baseia no 
princípio da Integralidade, com valores, virtudes e atitudes éticas. 
Virtudes Profissionais 
 Além dos deveres de um profissional, os quais são obrigatórios, devem ser levadas em conta as 
qualidades pessoais que também concorrem para o enriquecimento de sua atuação profissional, algumas 
delas facilitando o exercício da profissão. 
 Muitas destas qualidades poderão ser adquiridas com esforço e boa vontade, aumentando neste 
caso o mérito do profissional que, no decorrer de sua atividade profissional, consegue incorporá-las à sua 
personalidade, procurando vivenciá-las ao lado dos deveres profissionais: Moral, Honestidade, Sigilo, 
Competência, Prudência, Coragem, Perseverança, Compreensão, Humildade, Imparcialidade, Otimismo e 
Atitude – são virtudes de um gerontólogo. 
 Honestidade: é a primeira virtude no campo profissional. É um princípio que não admite relatividade, 
tolerância ou interpretações circunstanciais. 
 Sigilo: o respeito aos segredos das pessoas, deve ser desenvolvido na formação de futuros 
profissionais, pois trata-se de algo muito importante. Uma informação sigilosa é algo que nos é confiado 
e cuja preservação de silêncio é obrigatória. 
 Competência: o conhecimento da ciência, da tecnologia, das técnicas e práticas profissionais é pré-
requisito para a prestação de serviços de boa qualidade. 
 Prudência: todo trabalho, para ser executado, exige muita segurança. A prudência contribui para a 
maior segurança, principalmente das decisões a serem tomadas; é indispensável nos casos de decisões 
sérias e graves, pois evita os julgamentos apressados e as lutas ou discussões inúteis. 
 Coragem: A coragem nos ajuda a reagir às críticas, quando injustas, e a nos defender dignamente 
quando estamos cônscios de nosso dever. Nos ajuda a não ter medo de defender a verdade e a justiça, 
principalmente quando estas forem de real interesse para outrem ou para o bem comum. 
 Perseverança: qualidade difícil de ser encontrada, mas necessária, pois todo trabalho está sujeito a 
incompreensões, insucessos e fracassos que precisam ser superados, prosseguindo o profissional em 
seu trabalho, sem entregar-se a decepções ou mágoas 
 Compreensão: qualidade que ajuda muito um profissional, porque é bem aceito pelos que dele 
dependem, em termos de trabalho, facilitando a aproximação e o diálogo, tão importante no 
relacionamento profissional. 
 Humildade: o profissional precisa ter humildade suficiente para admitir que não é o dono da verdade e 
que o bom senso e a inteligênciasão propriedade de um grande número de pessoas. 
 Imparcialidade: é uma qualidade tão importante que assume as características do dever, pois se 
destina a se contrapor aos preconceitos, a reagir contra os mitos, a defender os verdadeiros valores 
sociais e éticos, assumindo principalmente uma posição justa nas situações que terá que enfrentar. Para 
ser justo é preciso ser imparcial, logo a justiça depende muito da imparcialidade. 
 Otimismo: em face das perspectivas das sociedades modernas, o profissional precisa e deve ser 
otimista, para acreditar na capacidade de realização da pessoa humana, no poder do desenvolvimento, 
enfrentando o futuro com energia e bom-humor. 
 Atitude: Significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir a acontecimentos 
ocorridos em nosso meio circundante. Indica o que interiormente estamos dispostos a fazer. 
 Moral: “é a vivência prática dos valores que o grupo social estabelece. Assim, a moral é aprendida e 
comunicada.” (Boff, 2003). 
Valores: Respeito, liberdade, igualdade, solidariedade, benevolência, tolerância, respeito, participação, 
compromisso, cooperação, reconhecimento,empatia, justiça e coerência. 
Atitudes Éticas: O desenvolvimento da capacidade de raciocinar e julgar questões éticas pressupõe uma 
atitude moral reflexiva e autônoma. 
Código de Ética Profissional: 
 Tem como base as virtudes que devem ser exigíveis e respeitadas no exercício da profissão, 
abrangendo o relacionamento com usuários, colegas de profissão, classe e sociedade. O interesse no 
cumprimento do código passa, entretanto a ser de todos. O exercício de uma virtude obrigatória torna-se 
exigível de cada profissional, como se fosse uma lei, porém com proveito geral. 
 Quando se fala em virtudes profissionais, é essencial mencionarmos a existência dos códigos de 
ética profissional. As relações de valor que existem entre o ideal moral traçado e os diversos campos da 
conduta humana podem ser reunidos em um instrumento regulador. É uma espécie de contrato de classe e 
os órgãos de fiscalização do exercício da profissão passam a controlar a execução de tal peça magna. 
 Uma ordem deve existir para que se consiga eliminar conflitos e especialmente evitar que se macule 
o bom nome e o conceito social de uma categoria. Se muitos exercem a mesma profissão, é preciso que 
uma disciplina de conduta ocorra. 
 O gerontólogo deve ter competências pessoais (Relacionamento interpessoal, Trabalho em equipe, 
Ética, Discrição, Adaptabilidade/flexibilidade, Comunicação, Disciplina, Apresentação pessoal, 
Compromisso, Atenção, Mediador, Pontualidade, Empatia, Humanização, Escuta, Criatividade, 
Acolhimento, Sensibilidade, Integralidade, Profissionalismo, Dedicação/empenho, Objetividade, Sinceridade, 
Dinamismo/iniciativa), técnicas (conhecimento e gestão – micro e macro administrativas) e gerenciais 
(Liderança, Tomada de decisão, Gerenciamento de conflitos, Visão sistêmica, Planejamento e Orientação 
para resultados).

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