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5 CENTRO EDUCACIONAL DE ITABORAÍ PEDRO E SANTANA INGRID, ISABELA, MATHEUS E VITÓRIA DOUTRINA BUSH Itaboraí 2024 INGRID, ISABELA, MATHEUS E VITÓRIA DOUTRINA BUSH Orientador(a): Prof. Romário Capela Itaboraí 2024 1 INTRODUÇÃO A Doutrina Bush foi uma série de orientações e princípios que nortearam a política externa dos Estados Unidos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. enfatizou a guerra preventiva e a luta contra o terrorismo como prioridades centrais. Um dos elementos mais controversos da Doutrina Bush foi a criação do conceito de "Eixo do Mal", que incluía países considerados uma ameaça à segurança dos EUA, como Irã, Coreia do Norte e Iraque. Essa doutrina justificou intervenções militares em países como o Afeganistão e o Iraque, com o objetivo de combater o terrorismo e desmantelar regimes que apoiavam ou abrigavam terroristas Portanto, podemos chamar de Doutrina Bush o conjunto de princípios e métodos adotados pelo presidente norte-americano George W. Bush (2001 a 2009) em sua política doméstica e exterior. Eleito pelo partido republicano, o mais conservador dentre os dois mais importantes dos EUA, era de se esperar que o seu governo tivesse um perfil semelhante. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O documento "A estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos", divulgado em 2002, ficou conhecido como "Doutrina Bush". Este documento descreve as táticas político-militares implementadas pelo país em prol da defesa nacional, face às possíveis ameaças que poderiam afetar o território e a população dos Estados Unidos. O documento expressa o desejo dos Estados Unidos de intervir militarmente, de forma autônoma e unilateral, em defesa do direito de autodefesa, de forma preventiva e antecipada: atacar primeiro e questionar posteriormente. Assim, os Estados Unidos, sob a justificativa do combate ao terrorismo e à luta contra nações vistas e avaliadas como potenciais ameaças aos seus interesses, justificaram suas ações e buscaram torná-las legítimas perante a opinião pública tanto dos Estados Unidos quanto do resto do mundo. A Doutrina Bush também estabeleceu o reforço das alianças com nações estrangeiras para combater o terrorismo global. No entanto, a arrogância do discurso dos Estados Unidos deixou claro que, em prol da "paz e da segurança global", não permitirão o crescimento de qualquer potência que possa rivalizar com o seu poder e a sua liderança militar, adquiridos após o término da Guerra Fria e da URSS. Ao declarar sua posição como superpotência militar mundial, a Doutrina Bush indica a expansão dos interesses econômicos dos Estados Unidos. Parte desses interesses se relaciona com a proteção das principais fontes estratégicas de energia, aumentando sua influência no Oriente Médio e na Ásia Central, regiões que possuem as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo. À medida que a ocupação iraquiana avança, surgem novos desafios. Os ataques terroristas são frequentes e constantes, com a Al Qaeda estabelecendo-se definitivamente, sequestrando cidadãos dos Estados Unidos e colocando em risco a ordem. É confirmada a ausência de armas de destruição em larga escala, e a política de Bush é desacreditada tanto no cenário nacional quanto internacional. Os gastos com a manutenção de tropas em dois países, juntamente com as perdas humanas, fazem de Bush um dos presidentes mais reprovados na história de seu país. O mandato do governador do Texas, George W. Bush liderou a política externa proclamando, à moda do velho oeste, que os responsáveis por atos terroristas ou vistos como ameaça aos interesses dos Estados Unidos seriam caçados, independentemente de estarem vivos ou falecidos. A invasão do Iraque foi motivada pelo boato (totalmente inverídico) de que lá existiam armas de destruição em massa. Os acontecimentos mencionados estão em conformidade com os textos da Constituição Brasileira, que estabelece dez princípios que orientam as relações internacionais do país (artigo 4o). Os preceitos vão além das fronteiras das leis ordinárias e especiais. Procurem as causas fundamentais de cada situação específica. Portanto, na autodeterminação dos indivíduos, na ausência de interferência nos assuntos internos de cada país, e na igualdade entre as nações. Atualmente, são fundamentais os princípios de promoção da paz e resolução pacífica de conflitos, especialmente para os muitos cidadãos brasileiros de origem muçulmana e judaica, envolvidos na invasão de Gaza. A Doutrina Bush transformou a política externa americana ao destacar a ação preventiva e o combate ao terrorismo como componentes fundamentais para assegurar a segurança do país. Apesar de ter tentado justificar ações unilateralmente sob o argumento de autodefesa, as repercussões dessas ações se mostraram complexas e polêmicas, especialmente após a invasão do Iraque. A ausência de provas sobre armas de destruição em larga escala e os elevados gastos humanos e financeiros contribuíram para a crescente reprovação da política implementada por George W. Saddam. Esta tática destacou a resolução dos Estados Unidos em preservar sua supremacia mundial, exercendo influência direta em áreas estratégicas como o Oriente Médio. No entanto, em oposição à postura dos Estados Unidos, a Constituição do Brasil enfatiza os princípios de autodeterminação, não-intervenção e resolução pacífica de conflitos, incentivando a paz e a igualdade entre os países como essenciais para as relações internacionais. A Doutrina Bush deixa como herança as complexidades e as repercussões das políticas de intervenção preventiva no contexto mundial. 3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS EDUCAÇÃO UOL. Doutrina Bush: Guerra contra o terrorismo e o eixo do mal. Disponível em: . INFOESCOLA. Doutrina Bush. Disponível em: . CONJUR - Consultor Jurídico. Doutrina Bush desrespeitou regras de Direito Internacional Público, 17 jan. 2009. Disponível em: . image1.png