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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 14 
secretariaead@funec.com.br 
GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Biologia e Manejo de Plantas Daninhas 
 
 CLASSIFICAÇÃO DE PLANTAS DANINHAS 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A sistemática e taxonomia vegetal formam a espinha dorsal do estudo cientí-
fico das plantas, abrindo caminho para uma compreensão detalhada de sua diversi-
dade e evolução. Este campo de estudo não apenas classifica e organiza as espécies 
vegetais em um sistema coerente, mas também fornece as ferramentas essenciais 
para a identificação e nomeação das plantas, incluindo aquelas consideradas dani-
nhas. As técnicas taxonômicas, que detalham características morfoanatômicas e ge-
néticas, são cruciais para decifrar a complexa relação entre diferentes espécies vege-
tais. Com um enfoque especial nas plantas daninhas, a taxonomia vegetal adquire 
uma dimensão prática significativa, especialmente no contexto agrícola, onde a iden-
tificação correta dessas plantas pode influenciar diretamente o manejo e controle, im-
pactando a produtividade e sustentabilidade das culturas. Assim, aprofundar-se nesta 
ciência não é apenas uma atividade acadêmica, mas uma necessidade prática para 
enfrentar os desafios impostos pelas plantas invasoras nos ecossistemas agrícolas. 
 
 
2. SISTEMÁTICA E TAXONOMIA VEGETAL 
 
A sistemática vegetal é uma ciência que abrange a taxonomia, responsável 
por descrever, identificar, nomear e classificar as espécies vegetais, integrando suas 
relações genéticas e construindo sua filogenia, ou história evolutiva. A taxonomia or-
ganiza as espécies vegetais em táxons, que são grupos definidos de organismos com 
características similares, idealmente monofiléticos, ou seja, originários de um ances-
tral comum. 
As plantas são classificadas com base em critérios de ancestralidade e seme-
lhança, e os cientistas desenvolveram chaves de identificação que se baseiam nas 
características morfoanatômicas das plantas. Esse processo facilita a classificação de 
uma espécie em um táxon específico, que, no caso das espécies vegetais, frequente-
mente inclui sub-táxons como subespécie, variedade e forma. 
AULA 2 
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 Para identificar uma espécie, são analisados todos os caracteres morfológicos 
disponíveis no momento da coleta. No entanto, a morfologia floral é especialmente 
significativa na classificação. Aspectos como o número de peças florais, a disposição 
do ovário, o número e a disposição dos óvulos, a abertura das anteras e até o formato 
do pólen são considerados para a identificação. Outras características importantes 
incluem a morfologia das folhas, sua disposição nos caules, a presença de pilosidade, 
espinhos, cerosidade, além da cor e da textura. É também fundamental saber identi-
ficar a espécie pela plântula para facilitar o desenvolvimento de um plano de manejo 
antes que a espécie se torne uma ameaça ao cultivo. 
 
2.1 Nomenclatura botânica 
 
Como são nomeadas as plantas? Qual é a importância de nomear correta-
mente uma espécie daninha? 
A nomenclatura botânica é fundamental para a identificação precisa de uma 
espécie vegetal. As regras são claramente estabelecidas pelo Código Internacional 
de Nomenclatura Botânica, estipulando que o nome da espécie seja sempre binomial: 
o gênero com inicial maiúscula, seguido do epíteto específico, com o nome científico 
destacado em itálico ou sublinhado, mas nunca em letras maiúsculas. 
A precisão na nomenclatura botânica é vital para prevenir confusões decor-
rentes do uso de nomes populares das plantas daninhas, que variam significativa-
mente entre regiões e línguas, complicando a identificação correta de uma espécie 
vegetal. Frequentemente, a mesma espécie recebe vários nomes populares, o que 
pode causar dificuldades de identificação para técnicos e agricultores, especialmente 
se o espécime não estiver disponível para consulta. 
 
O nome científico é de uso universal, sendo mais fácil e 
prático identificar a espécie em qualquer língua ou localização do 
planeta. Isso também vai te ajudar a encontrar a descrição da es-
pécie correta nos livros sobre plantas daninhas e em artigos relaci-
onados a plantas daninhas. 
 
 
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 2.2 Sistemática de plantas daninhas 
 
No contexto das plantas daninhas, aproximadamente 300 espécies são de 
significativa relevância global, concentradas principalmente nas famílias botânicas Po-
aceae, Cyperaceae, Asteraceae e Polygonaceae, que juntas constituem cerca de 43% 
do total. As demais espécies se distribuem entre outras 16 famílias. Exploraremos as 
características distintivas desses grupos de plantas daninhas dentro da Botânica, o 
que facilitará a identificação das espécies em campo. 
 
 
Dentro da classificação botânica, as plantas são categorizadas em Eudicoti-
ledôneas, também conhecidas como latifoliadas ou de folha larga, e Monocotiledô-
neas, referidas como espécies de folha estreita. Enquanto as Monocotiledôneas in-
cluem poucas famílias de destaque no país, elas abrangem uma vasta gama de es-
pécies que invadem culturas. Para melhor entendimento e identificação, vamos deli-
near as principais diferenças entre as classes Eudicotiledoneae (Magnoliopsida) e Mo-
nocotyledoneae (Liliopsida). 
 
2.2.1 Monocotyledoneae (Lilioppsida) 
 
As Monocotiledôneas são caracterizadas pela presença de um único cotilé-
done na semente. Predominantemente herbáceas, estas espécies possuem nós cla-
ramente definidos no caule, onde se inserem as folhas, e os internós, que tendem a 
alongar-se conforme a planta cresce. As folhas são dispostas alternadamente e ge-
ralmente consistem de limbo, bainha e lígula, sem a presença de um pecíolo verda-
deiro. Os feixes vasculares no limbo são paralelos e o limbo é tipicamente mais longo 
que largo. Os vasos condutores são dispersos no caule e nas raízes. As flores se 
agrupam em inflorescências como espigas, racemos ou panículas, apresentando 
A família Poaceae, que reúne as plantas chamadas de gra-
míneas, é a que engloba as espécies daninhas mais importantes e 
mais disseminadas pelo planeta e, não por acaso, também as plan-
tas mais cultivadas pelo ser humano: trigo, arroz, cevada, centeio, 
milheto, aveia, milho, sorgo e cana-de-açúcar. 
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 sempre estruturas florais em número de três ou múltiplos de três. Nota-se também a 
presença de raízes adventícias em forma de fascículo ou cabeleira, dado que a raiz 
principal, originada do embrião, é breve em seu desenvolvimento. 
 
2.2.2 Eudicotiledoneae (Magnoliopsida) 
 
As Eudicotiledôneas apresentam dois cotilédones que armazenam nutrientes 
essenciais para a nutrição do embrião durante as primeiras fases da germinação. Este 
grupo é diversificado, abrangendo herbáceas, arbustos, árvores, trepadeiras e epífi-
tas. Uma característica marcante é o crescimento secundário em espessura, resul-
tando na formação de lenho. 
As folhas das Eudicotiledôneas possuem limbo e pecíolo, com uma vasta di-
versidade de formas que auxilia na identificaçãodos gêneros. As flores podem apare-
cer isoladas ou em inflorescências, sendo pentâmeras ou tetrâmeras. O sistema radi-
cular é tipicamente pivotante, dominado pela raiz primária. Os vasos de condução 
estão organizados circularmente no caule, formando feixes. 
No quadro a seguir você encontra um resumo com as principais diferenças 
entre as duas classes, o que vai auxiliar na identificação: 
 
Quadro 5 – Principais diferenças morfoanatômicas de espécies de monocotiledôneas 
e eudicotiledôneas 
 
Fonte: Padilha (2020). 
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2.3 Características das principais famílias com espécies daninhas no Brasil 
 
Estudaremos algumas características morfológicas que definem as principais 
famílias com plantas daninhas encontradas no Brasil, para auxiliar na identificação e 
futuramente no manejo dessas plantas nas lavouras. 
 
2.3.1 Amaranthaceae 
 
Plantas em geral, herbáceas. Folhas simples, alternas ou opostas. Flores 
muito pequenas, aclamídeas ou monoclamídeas; geralmente unissexuadas; brácteas 
espinhosas; inflorescências condensadas, espiciformes, eventualmente em capítulos 
ou glomérulos. Ovário súpero, unilocular e uni ovulado. Fruto pixídio deiscente ou utrí-
culo indeiscente. Exemplos: Amaranthus hybridus (caruru); Amaranthus viridis (ca-
ruru); Alternanthera brasiliana (carrapichinho). 
 
2.3.2 Asteraceae 
 
Plantas herbáceas, arbustivas ou arbóreas. Folhas simples ou alternas. Inflo-
rescência em capítulo, geralmente multifloras e protegidos por brácteas involucrais 
dispostas em várias séries. Flores unissexuadas ou hermafroditas, com ocorrência de 
plantas monoicas ou dioicas; corola tubulosa, com 5 pétalas; 5 estames, livres; ovário 
súpero, unilocular e uniovulado; estilete única e estigma bífido. Fruto aquênio, em ge-
ral provido de papo, uma estrutura constituída por pelos, cerdas, aristas ou páleas. 
Exemplos: Bidens pilosa (picão-preto), Acanthospermum australe (carrapichinho), 
Ageratum conyzoides (mentruz), Emilia sonchifolia (bela-emília), Vernonia polyanthes 
(assa-peixe), Sonchus oleraceus (serralha) e Xanthium cavanillesii (carrapichão), Se-
necio brasiliensis (erva-lanceta), Gochnatia polymorpha (cambará). 
 
2.3.3 Brassicaceae 
 
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 Plantas anuais e perenes, herbáceas ou arbustivas. Folhas simples, alternas, 
rosuladas ou opostas. Inflorescência variável, geralmente racemosa, com flores her-
mafroditas, actinomorfas, diclamídeas; cálice com 4 sépalas livres; corola com 4 pé-
talas, obovadas e nervação proeminente; estames 6, tetradínamos; ovário séssil ou 
estipitado, com 2 carpelos unidos e multiovulados. Fruto síliqua ou legume, dividido 
em dois lóculos, deiscentes ou não. Exemplos: Brassica campestres (mostarda-selva-
gem), Raphanus raphanistrum (nabo selvagem) e Lepidium virginicum (mastruço). 
 
2.3.4. Chenopodiaceae 
 
Plantas geralmente herbáceas, anuais, bianuais ou perenes. Folhas simples, 
alternas, sem estípulas. Inflorescência glomerular axilar. Flores actinomorfas, mono-
clamídeas, com 2-5 tépalas, ovário súpero unilocular, estilete único, com 2 ou 3 estig-
mas. Fruto utrículo, com uma única semente esférica, escura. Exemplo: Chenopodium 
album (ançarinha-branca), Chenopodium ambrosioides (erva-de-santa-maria) 
 
2.3.5 Convolvulaceae 
 
Plantas trepadeiras, com folhas alternadas, íntegras, lobadas, digitadas ou pi-
natífidas; inflorescência solitária ou em cimeiras. Flores hermafroditas, diclamídeas, 
corola em forma de tubo; ovário súpero, 2-4 locular, uniovulado; estames em filetes 
longos. Fruto cápsula, com quatro valvas. Exemplos: Ipomoea sp. (campainha, corda-
de-viola), Convolvulus arvensis e Cuscuta racemosa (cipó-chumbo). 
 
2.3.6 Cyperaceae 
 
Plantas perenes, raramente anuais. Flores hermafroditas ou unissexuais mo-
nóicas, situadas na axila de glumas dispostas em espiral, geralmente nuas; androceu 
com 1 a 3 estames; gineceu de ovário súpero, com 2-3 carpelos concrescidos num 
ovário unilocular e uni ovulado, estilete simples. Fruto tipo aquênio e de forma muito 
variáveis. Exemplos: Cyperus esculentus (tiririca-amarela) e Cyperus rotundus (tiri-
rica), Eleocharis sellowiana (junco), Rhyncospora corymbosa (Capim-navalha). 
 
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 2.3.7 Fabaceae 
 
Plantas herbáceas, arbustivas, lianas ou arbóreas, anuais ou perenes. Folhas 
simples ou compostas, alternas e raramente opostas. Inflorescência em cacho, ci-
meira, capítulo, corimbo, espiga e flor isolada. Cálice 5 sépalas e corola com 5 pétalas; 
estames em número de 10, com exceções; ovário súpero. Fruto usualmente legume, 
raramente drupa ou sâmara. 
• Subfamília I – Mimosaceae: corola actinomorfa; estames quatro a infinito; 
folhas compostas bipenadas ou penadas. Exemplo: Mimosa pudica (sensitiva) e Aca-
cia plumosa (arranha-gato). 
• Subfamíla II – Caesalpinaceae: corola irregular com estandarte interno; es-
tames 3-12 inseridos no cálice; em geral as folhas são penadas. Exemplos: Senna 
obtusifolia, Indigofera sffruticosa (anileira), Cassia occidentalis (fedegoso). 
• Subfamília III – Papilionaceae: corola com estandarte interno; estames 10, 
geralmente (9) + 1, inseridos na corola; folhas nunca bipenadas. Exemplos: Desmo-
dium barbatum (barbadinho), Crotalaria lanceolata (crotalária) 
 
2.3.8 Malvaceae 
 
Plantas herbáceas, arbustivas e raramente arbóreas. Folhas simples, alter-
nas, estipuladas. Flores vistosas comcálice e corolapentâmeros, actinomorfas. Andro-
ceu polistêmone, tubular. Ovário súpero, penta a multilocular, multiovulado. O estilete 
percorre internamente o tubo seminífero, externando os estigmas. Fruto é uma cáp-
sula, raramente baga. Exemplos: Sida cordifolia, S. linifolia, S. micranta, S. rhombifo-
lia, S. spinosa (guanxumas), Malva parviflora (malva). 
 
2.3.9 Poaceae 
 
Caule tipo colmo, cilíndrico, com nós e entrenós; oco ou fistuloso. Folhas em 
geral com lâmina, lígula e bainha; inflorescência em panículas simples ou ramificadas, 
formando espiguetas de uma a numerosas flores, normalmente protegidas por duas 
brácteas estéreis (glumas) e duas férteis (lema e pálea); três estames,ovário súpero 
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 unilocular euniovalado, com três estigmas plumosos. Fruto cariopse, seco, indeis-
cente, monocarpelar, com tegumento da semente fundido ao fruto. Exemplos: Eleu-
sine indica (capim-pé-de-galinha), Setaria verticillata (capimrabo-de-raposa), Cen-
chrus echinatus (capim-carrapicho), Pennisetum setosum (capim-mandante), Pani-
cum maximum (capim colonião), Brachiaria plantaginea (marmelada), Sorghum hale-
pense (capim-massarambá). 
 
2.3.10 Solanaceae 
 
Plantas herbáceas, lianas, arbustivas e arbóreas. Folhas simples, alternas, 
inteiras, lobadas ou pinatipartidas, glabras ou pilosas, aculeadas ou inermes. Flores 
diclamídeas, hermafroditas, metaclamídeas e isostêmones; cálice tubuloso, dentado 
ou profundamente lobado;corola em geral rotada e 5-lobada; ovário súpero, com 2 ou 
mais lóculos, multiovulados, estames 5. Fruto baga, geralmente globoso. Exemplos: 
Solanum americanum (erva-moura), Solanum paniculatum (jurubeba), Physalis pu-
bescens (camapú), Datura stramonium (estramônio) 
 
2.4 Classificação morfológica, ecológica e estratégia evolutiva de plantas dani-
nhas 
 
As plantas podem ser encaixadas em diferentes grupos, de acordo com seu 
habitat, seu ciclo de vida, padrão de crescimento, ecologia e estratégia evolutiva. Es-
sas classificações são importantes para a identificação correta da espécie e para que 
depois você saiba avaliar qual método de controle deverá ser aplicado, de acordo com 
as características apresentadas a seguir. 
 
2.4.1 Classificação quanto ao habitat 
 
Primeiramente, temos a classificação quanto ao habitat das plantas daninhas 
que podem ser as lavouras, pastagens, florestas e ambiente aquático. Algumas espé-
cies se encaixam em diferentes habitats, também ocorrendo no meio urbano. 
Plantas daninhas aquáticas: são plantas modificadas para viver no ambiente 
aquático, sendo classificadas de acordo com a localização no ambiente aquático. As 
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 algas, mesmo não sendo parte do grupo das plantas, também são consideradas plan-
tas daninhas aquáticas. 
• Flutuantes: crescem sob a superfície da água e possuem raízes livres, ge-
ralmente não se fixando em nenhuma estrutura. 
• Emergentes: geralmente possuem crescimento ereto e suas raízes são fixas 
no solo úmido. 
• Submersas: crescem completamente dentro da água, com algumas espécies 
emitindo folhas na superfície. 
• Marginais: crescem ao redor do ambiente aquático e podem invadir e crescer 
na parte mais rasa, adquirindo hábito anfíbio. 
• Plantas daninhas terrestres: são as espécies mais comuns, que crescem no 
solo da lavoura ou em ao redor dele. 
 
2.4.2 Classificação de acordo com o ciclo de vida 
 
Quanto ao desenvolvimento da planta, podemos classificar as espécies dani-
nhas em anuais, bianuais ou perenes (DEUBER, 1992): 
• Plantas anuais: são as plantas que completam seu ciclo de vida em menos 
de um ano ou em uma estação e crescimento. Geralmente, são caracterizadas por 
uma grande produção de sementes, crescimento rápido e de fácil manejo, comparado 
com as perenes. 
• Anuais de verão: germinam na primavera, crescem e florescem no verão e 
completam o ciclo de vida no outono, com duração que varia de 40 a 160 dias. 
• Anuais de inverno: germinam no outono ou no início do inverno e florescem 
e frutificam na primavera ou início do verão, com ciclos em média mais curtos (80 
dias). A maioria das anuais de inverno pertencem a Classe Eudicotyledonae. Algumas 
espécies daninhas completam mais de um ciclo por ano, como a Galinsoga parviflora 
(picão-branco) e Emilia sonchifolia (falsa-serralha). 
• Plantas bianuais: são espécies que demoram mais de um ano e menos de 
dois para completarem o ciclo de vida. São plantas que podem ser facilmente mane-
jadas, desde que se interrompa a produção de sementes. Exemplos de bianuais são 
a Arctium minus (bardana-menor) e Melilotus alba (meliloto-branco). 
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 • Plantas perenes: são plantas divididas em dois grandes grupos. As perenes 
simples se propagam por sementes e por reprodução assexuada, sendo a reprodução 
sexuada preferencial e a vegetativa rara. Já as perenes complexas são espécies que 
também se reproduzem de ambas as formas, mas possuem mecanismos de reprodu-
ção assexuada bem definidos, incluindo estolões, rizomas, tubérculos e bulbos. As 
complexas são as de maior dificuldade de controle, se reproduzem amplamente e são 
facilmente dispersas pelo ser humano. 
 
Saber o ciclo de vida de uma planta daninha é fundamental 
para elaboração do plano de manejo dessa espécie na área culti-
vada. 
 
2.4.3 Classificação quanto ao hábito de crescimento 
 
Quanto ao hábito de crescimento, as plantas daninhas são classificadas em 
herbáceas, sub-arbustivas, arbustivas, arbóreas, trepadeiras e epífitas. 
• Herbáceas: são espécies de pequeno porte, com altura inferior a um metro, 
eretas ou prostadas. Geralmente possuem caules tenros, podendo ser sublenhosas. 
As gramíneas em geral pertencem a esse grupo. 
• Subarbustivas: apresentam um porte que vai de 0,8 metros até 1,5 metros 
de altura, com caules lenhosos e hábito reto. 
• Arbustivas: são espécies lenhosas, com altura entre 1,5 metros até 2,5 me-
tros. 
• Arbóreas: são espécies lenhosas com mais de 2,5 metros. 
• Lianas ou trepadeiras: são espécies que necessitam de um apoio para cres-
cerem, geralmente outras plantas. Elas crescem através de enrolamento (volúveis) ou 
prendendo-se com uso de gavinhas, garras ou espinhos. Atingem vários metros de 
comprimento e podem ser ramificadas. 
• Epífitas: crescem sob outras plantas, podendo ser parasitas ou não. A Cus-
cuta racemosa (cipó-chumbo) é um exemplo de epífita parasita. 
 
 
 
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 2.4.4 Classificação ecológica 
 
Nesse caso, você pode avaliar se a espécie daninha é proveniente da região 
onde a lavoura está implantada ou se ela é proveniente de outra região ou até mesmo 
de outro país 
• Autóctones: são as espécies vegetais nativas ou selvagens. Em relação às 
plantas daninhas, são espécies infestantes que são originadas da própria região ou 
país. Quando o ambiente é alterado para uma lavoura ou pastagem, essas espécies 
invadem e se propagam, sendo geralmente mais problemáticas que as espécies in-
troduzidas. 
• Alóctones: são espécies vegetais provenientes de outras regiões ou países 
são alóctones, ou também chamadas introduzidas ou naturalizadas. A maioria das 
espécies daninhas alóctones foram introduzidas pelo homem, de forma voluntária ou 
involuntária. Algumas espécies trazidas voluntariamente para o país para serem utili-
zadas em pastagens, como a Brachiaria decumbens (capim-braquiária) e Panicum 
maximum (capim-colonião) acabaram se tornando invasoras de lavouras e beira de 
estradas, além de áreas nativas, causando prejuízos agronômicos e ambientais. Além 
disso, as espécies podem ser introduzidas para fins ornamentais e acabam invadindo 
áreas nativas. 
Cerca de 8000 espécies de plantas são consideradas introdu-
zidas. Dessas, cerca de 200-250 espécies são consideradas as mai-
ores plantas daninhas mundiais. De distribuição mundial, as plantas 
daninhas mais invasivas pertencem as famílias Asteraceae, Poaceae, Cyperaceae e 
Fabaceae. Algumas plantas cultivadas e daninhas são espécies relacionadas, como 
a aveia doméstica e selvagem. Elas podem e ocupam os mesmos hábitats e podem 
hibridizar. Além disso, essas espécies daninhas podem ser hospedeiras de patógenos 
das plantas cultivadas. 
As plantas invasoras evoluem e respondem rapidamente ao uso de herbici-
das, desenvolvendo resistência. Isso causa impacto negativo não só nas áreas culti-
vadas, mas causa danos ao ambiente ao redor delas. 
 
2.4.5 Classificação de acordo com a estratégia evolutiva 
 
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 Espécies daninhas podem ser organizadas de acordo com sua estratégia de 
sobrevivência relacionada com fatores limitantes de crescimento: estresse e perturba-
ção do ambiente. 
• Plantas tolerantes ao estresse: essas espécies reduzem suas biomassas 
vegetativas e reprodutivas e aumentam a alocação de substâncias para manutenção 
e defesa. Elas possuem características que garantem a resistência dos indivíduos em 
ambientes severos e limitados. A limitação pode ser física, como seca ou inundações 
recorrentes ou biótica, como a herbivoria ou competição por nutrientes com outras 
espécies. 
• Plantas competidoras: nessa classe encontramos espécies adaptadas em 
maximizar a captura de nutrientes, água e/ou luz solar. Possuem grande crescimento 
vegetativo e são abundantes nos primeiros estágios de sucessão de uma comunidade 
vegetal. 
• Plantas ruderais: espécies encontradas em ambientes altamente alterados. 
Geralmente são plantas herbáceas, com ciclo de vida muito curto, crescimento rápido 
e alta produção de sementes. São consideradas plantas pioneiras, primeiras a se ins-
talar em um ambiente alterado. 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO 
 
1 - Qual é a regra fundamental da nomenclatura botânica? 
a) Nome da espécie em letras maiúsculas 
b) Nome binomial com o gênero em maiúscula e epíteto específico em itálico ou 
sublinhado 
c) Nome popular seguido do nome científico 
d) Nome da família seguido do gênero 
 
2 - As Eudicotiledôneas são caracterizadas por todas as seguintes exceto: 
Vá no tópico VÍDEO COMPLEMENTAR em sua sala virtual e acesse o vídeo “Como 
diferenciar plantas daninhas de folha larga ou folha estreita”. 
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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 26 
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GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Biologia e Manejo de Plantas Daninhas 
 
 a) Dois cotilédones 
b) Crescimento secundário em espessura 
c) Folhas com limbo e pecíolo 
d) Feixes vasculares dispersos no caule 
 
3 - As plantas da família Poaceae são caracterizadas por: 
a) Inflorescências em capítulo 
b) Folhas em panículas simples ou ramificadas 
c) Flores actinomorfas e monoclamídeas 
d) Sistema radicular pivotante 
 
4 - Qual característica distingue as plantas ruderais das outras estratégias evo-
lutivas? 
a) Grande produção de sementes e ciclo de vida muito curto 
b) Crescimento secundário em espessura 
c) Folhas alternadas e simples 
d) Sistema radicular profundo e extenso 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
DEUBER, R. Ciência das plantas daninhas: fundamentos. Jaboticabal: FU-
NEP,1992. 
OLIVEIRA, R. S.; CONSTANTIN, J.; INOUE, M. H. Biologia e Manejo de Plantas 
Daninhas. Curitiba: Omnipax, 2011 
PADILHA, J. H. D. Biologia e Controle de Plantas Daninhas. Indaial: Uniasselvi, 
2020. 
ROMAN, E. S. et al. Como funcionam os herbicidas: da biologia à aplicação. Passo 
Fundo/RS: Berthier, 2005. 
VARGAS, L.; ROMAN, E. S. (ed.). Manual de Manejo e Controle de Plantas Dani-
nhas. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, 2004. 
 
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