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Morfologia Portuguesa Aula 10: A morfologia e O novo acordo ortográfico Apresentação Nesta aula, você vai reconhecer as razões para acordo ortográfico, bem como sua importância para os falantes do Português no mundo. Além de compreender as principais mudanças para o Português do Brasil.Objetivos Aprender o que é e para que serve novo acordo ortográfico; Relacionar novo acordo à disciplina Morfologia Portuguesa. O novo acordo ortográfico Muito se fala sobre o acordo ortográfico. que é isso? A gramática mudou? Há novas regras gramaticais? Acalmemo-nos, pois o bicho não é tão feio quanto parece. O novo acordo ortográfico é fruto de um documento assinado por representantes dos países falantes de Língua Portuguesa, com intuito de unificar a ORTOGRAFIA da língua. Em outras palavras, os responsáveis por essa reforma pretendiam construir um sistema ortográfico comum, mas não houve alterações na gramática da língua. Fonte: Michael Schwarzenberger from Pixabay ORTOGRAFIA tem a ver com a escrita das palavras. Z ou S? X ou CH? Acento agudo ou circunflexo? Isso é ortografia! Dessa forma, estima-se que somente 0,5% das palavras vigentes seria afetado. os MOTIVOS DO NOVO ACORDO - motivo principal deste acordo é promover a unificação ortográfica dos países que têm português como língua oficial, os quais são: Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Segundo os organizadores, Acordo ortográfico representa um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional. (cf. BECHARA, 2008)mudanças vai até o fim de 2012 - a partir de de janeiro de 2013, a nova ortografia será a única considerada correta. Acordo ortográfico bom ou ruim? Seguindo os preceitos de NOGUEIRA (2009, p. ortografia se resolve com a leitura e com o ato de escrever, por memória visual. Assim, precisamos memorizar e praticar a fim de estarmos aptos às novas regras. Entretanto, temos problemas mais sérios a resolver no país antes dos problemas de ortografia. Mesmo assim, trata-se de um dispositivo legal e, como tal, deve ser seguido. Veja o que dizem os favoráveis e os contrários ao acordo. Clique nos botões para ver as informações. Favoráveis ao acordo: Os favoráveis ao acordo defendem que ele facilitaria o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países que falam ampliaria a divulgação do idioma e da literatura de língua portuguesa, além de reduzir custos de produção e adaptação de livros. Poderia, ainda, facilitar a aprendizagem da língua pelos estrangeiros, que nos parece grande falácia, pois se aprende uma língua pela oralidade, em primeiro lugar. Contrários ao acordo: Os contrários ao Novo Acordo, por sua vez, advogam que todos que já possuem interiorizadas as normas gramaticais terão de aprender novas regras e isso seria motivação para surgimento de dúvidas. Há também alto custo de adaptação de documentos e publicações. As editoras, principalmente as de livros escolares, agradecem! Em última análise, outros aspectos que mereciam mudanças não foram contemplados a fim de, verdadeiramente, facilitar a compreensão As principais mudanças1 As mudanças ocorridas foram na acentuação e no emprego do hífen. Houve também retorno das letras K, W e Y que, na prática, nunca deixaram de existir. 2 O trema não mais existe em Língua Portuguesa a partir do acordo. Todavia, será mantido em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros e nos nomes de origem estrangeira: hübneriano, etc. Vale salientar que, apesar da queda do trema, a pronúncia das palavras não muda! Acentuação No que concerne aos acentos, as mudanças ocorreram nas paroxítonas, palavras cuja sílaba tônica é a penúltima. Vejamos as principais mudanças: 1 Nos ditongos abertos éi e ói das paroxítonas acento caiu. Assim, termos como: colméia, estréia, geléia, idéia, jibóia, heróico, platéia, jóia, apóio (de apoiar), dentre outras, ficam colmeia, estreia, geleia, ideia, jiboia heroico, plateia, joia, apoio. 2 O acento no i e u tônicos não existe mais quando vierem depois de ditongos nas paroxítonas. Dessa forma, vocábulos como: feiúra, baiúca, bocaiúva e cauíla, ficam: feiura, baiuca, e cauila. 3 Nas formas verbais paroxítonas que possuem e tônico fechado em hiato (sons vocálicos adjacentes que ficam em sílabas separadas) com a terminação na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo.4 Na vogal tônica fechada (^) em nas paroxítonas, precedidas ou não de "s": abençoo, doo (do verbo doar), enjoo, povoo, perdoo etc. Com exceção dessas duas situações restante continua igual! Atenção Lembre-se de que a primeira regra citada é válida para as paroxítonas e, portanto, as oxítonas, ou seja, as palavras cujo acento tônico recai sobre a última sílaba continuam acentuadas: anéis, fiéis, papéis, heróis, troféu, chapéu etc. Os verbos "ter" e "vir" continuam com a conjugação normal na terceira pessoa do plural do indicativo: eles/elas têm, eles/elas vêm. 1 2 U tônico le U tônicos A letra u não será mais acentuada nas sílabas que, qui, gue, gui As palavras paroxítonas que têm i ou u tônicos precedidos por dos verbos como arguir, redarguir, apaziguar, averiguar, ditongos não serão mais acentuadas. Desta forma, agora obliquar. Assim, temos apazigue (em vez de apazigúe), argui escreve-se feiura baiuca, boiuno, cauila. Essa regra não vale (em vez de ele argúi), averigue, oblique. quando se trata de palavras oxítonas; nesses casos, acento permanece. Assim continua correto Piauí, teiús, Acento diferencial O acento diferencial é utilizado para auxiliar na identificação de palavras homófonas (que possuem a mesma pronúncia). Com acordo ortográfico, ele deixará de existir nos seguintes casos: Exemplos: péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.Entretanto, existem duas palavras que continuarão recebendo acento diferencial: pôr (verbo) -> para não ser confundido com a preposição por. pôde (verbo poder conjugado no passado) -> para que não seja confundido com pode (forma conjugada no presente).Torna-se facultativo acento de fôrma, para diferenciar de forma substantivo ou terceira pessoa do singular do verbo FORMAR no presente do indicativo. Na prática, a sugestão de Bechara (2008) é que a grafia fôrma deve ser usada apenas nos casos em que houver ambiguidade, como nos versos do poema "Os sapos", de Manuel Bandeira: "Reduzi sem danos| A fôrmas a forma."O hífen A alteração mais complexa, certamente, diz respeito ao uso do hífen. Veja O quadro com um resumo feito pelo Prof. Sérgio Nogueira para portal do G1, na Internet: Prefixos Usa hífen Não usa hífen Agro, ante, anti, arqui, Quando a palavra seguinte começa com h ou Em todos os demais casos: autorretrato, auto, contra, extra, infra, intra, com vogal igual à última do prefixo: auto- autossustentável, autoanálise, autocontrole, macro, mega, hipnose, auto-observação, anti-herói, anti- antirracista, antissocial, antivírus, micro, maxi, mini, semi, imperialista, micro-ondas, mini-hotel. minidicionário, minissaia, minirreforma, sobre, supra, tele, ultra... ultrassom. Hiper, inter, super. Quando a palavra seguinte começa com h ou Em todos os demais casos: hiperinflação, com r: super-homem, inter-regional. supersônico. Sub. Quando a palavra seguinte começa com b, h Em todos os demais casos: subsecretário, ou sub-base, sub-reino, sub-humano subeditor Vice. Sempre: vice-rei, vice-presidente. Pan, circum. Quando a palavra seguinte começa com h, m, Em todos os demais casos: pansexual, n ou vogais: pan-americano, circum- circuncisão hospitalar Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal Leitura Leia decreto e texto do novo acordo ortográfico. Referências AZEREDO, C. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. Publifolha Houaiss, SP, 2008. BASILIO, Margarida. Teoria lexical. 7. ed. São Paulo: Ática, 2000.CAMARA Jr. J.M. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1982. Flávia. de Barros. Morfossintaxe. 9. ed. São Paulo: Ática, 2000.KEHDI, Formação de palavras em português. 4.ed. São Paulo: Ática, 2007. RIBEIRO, M.P. Gramática Aplicada da Língua Portuguesa: uma comunicação interativa., RJ: Metáfora, 2005.ROSA, Maria Carlota. Introdução à morfologia. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2003. VILELA, Mario; KOCH, Ingedore Villaça. Gramática da língua portuguesa. Coimbra: Almedina, 2001. Explore maisPesquise na internet, sites, vídeos e artigos relacionados ao conteúdo visto. Em caso de dúvidas, converse com seu professor online por meio dos recursos disponíveis no ambiente de aprendizagem.

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