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PROFa. DALILA GURGEL RICKETTSIAS Rickettsias Bactérias disseminadas por artrópodes que servem de vetores Parasitas intracelulares obrigatórios Estruturalmente semelhantes as bactérias GRAM – pequenas, formando cocobacilos. Anaplasma spp • Monera • Proteobacteria • Alpha proteobacteria • Rickttsiales • Anaplasmataceae • Anaplasma • A. marginale/ • A.centrale Taxonomia Reino: Filo: Classe: Ordem: Família: Gênero: Espécies: Anaplasma marginale Agente etiológico:Anaplasma marginale Bactéria encontrada nos eritrócitos de bovinos Não possuem flagelos Hospedeiro vertebrado: Ruminantes (Bovinos) Hospedeiros invertebrado: carrapatos Ripicephalus (Boophilus) microplus (principal) Constituinte do Complexo tristeza parasitária bovina: Anaplasma marginale, Babesia bovis e B. bigemina Anaplasma marginale Importância Doença de ocorrência mundial Depende de condições favoráveis ao desenvolvimento do vetor Responsável por grandes prejuízos econômicos 🞑 Mortalidade do rebanho 🞑 Queda da produção leiteira 🞑 Diminuição do ganho de peso 🞑 Custos com tratamento Anaplasma marginale Transmissão Carrapatos (vetor principal) Transmissão iatrogênica Insetos hematófagos • Transfusão sanguínea • Cirurgias coletivas • Instrumentos não esterilizados Ripicephalus (Boophilus) microplus *OBS: Transmissão transplacentária Anaplasma marginale Transmissão no carrapato Transovariana* (fêmea -geração seguinte) Transestadial (de umestágio para outro) Intraestadial (dentro da mesma fase) * Há divergência entre os pesquisadores. Existem relatos de falhas em obter esse tipo de transmissão Anaplasma marginale Ciclo Biológico Anaplasma marginale Sintomas Anemia leve a grave, hipertermia(febre), icterícia, dispnéia, taquicardia, fadiga, sialorréia (salivação), anorexia, micção frequente. Anaplasma marginale Necropsia Sinais variáveis (depende da cepa) sanguedeficientementecoagulado,mucosas e serosas anêmicas ou aumentadose ictéricas, hepatoesplenomegalia,rins escuros, vesículabiliar com conteúdo denso e grumoso, e congestão cerebral. Fonte: (ARAÚJO, 2008) Anaplasma marginale Diagnóstico Histórico e sinais clínicos Exames laboratoriais Esfregaços sanguíneos Sorologia 🞑 Teste de conglutinação rápida (TCR) 🞑 Fixação de complemento 🞑 Prova de imunofluerescência indireta (IFI) Técnicas moleculares (PCR) Anaplasma marginale Anaplasma marginale Tratamento Suporte nos casos mais graves: soroterapia, transfusão de sangue Drogas utilizadas: Tetraciclina Oxitetraciclina * Écomum o tratamento com babesicidas, devido a associação entre Anaplasma e Babesia. Anaplasma marginale Controle e Profilaxia Controle de vetores 🞑 Rotação de pastagens 🞑 carrapaticidas Quimioprofilaxia (drogas em uso subterapêutico) Premunição (exposição do animal ao agente seguido do tratamento) Uso de vacinas (atenuadas- podem causar manifestação clínica da doença) Pastagem infestada Fonte: Rehagro ERLICHIA spp • Monera • Proteobacteria • Alpha proteobacteria • Rickttsiales • Anaplasmataceae • Erlichia • E. canis, E. chaffeensis, E.ewigii,E. muris, E. ruminantium Taxonomia Reino: Filo: Classe: Ordem: Família: Gênero: Espécies: ERLIQUIOSE Doença causada por bactérias intracelulares, cocobacilos, GRAM -. Parasita intracitoplasmáticos de leucócitos. Não móveis Hospedeiros vertebrados: Cães, gatos, equinos, ruminantes e humanos (zoonose). Hospedeiros invertebrados: carrapato Rhipicephalus sanguineus (principal) ERLICHIA spp. Histórico e Epidemiologia Primeiro caso descrito na Argélia (1935) por DONATIEN e LESTOQUARD; Notoriedade com a morte de cães na guerra no Vietnã; Diagnosticadapela primeira vez no Brasil em Belo Horizonte (1973); 1987- reconhecida como zoonose ( E. chaffensis, E. sennetsu) Doença endêmica no Brasil. Infecção e morte em cães (E.canis). EHRLICHIA spp. Transmissão Picada do carrapato R. sanguineus (pode transmitir o agente por até 155 dias) Transfusões sanguíneas • Hospedeiro vertebrado • No carrapato Transestadial Ehrlichia canis No carrapato O carrapato se infecta durante a alimentação (ingestão de leucócitos infectados- fase aguda) Transmite o patógeno de forma mecânica (saliva), durante o repasto sanguíneo O ciclo não está completamente descrito. Ehrlichia canis Ciclo biológico - hospedeiro vertebrado Primeira replicação (células mononucleares e linfócitos) Penetram na membrana celular por fagocitose (Inibem a formação de fagolisossomos) Divisão binária (reprodução assexuada) Formam inclusão que recebe o nome de mórula Após amadurecimentose dissociam e formam elementares. novos corpos Saem da célula por exocitose e parasitam outras células Ehrlichia canis Ehrlichia canis Sinais clínicos Fase Aguda: febre, anorexia, linfadenopatia, trombocitopenia,perda epistaxe. depressão de peso, * Fase que consegue identificar as mórulas. Subclínica: parece saudável, sintomas brandos. Os cães podem eliminar os parasitas através do sistemaimune. Crônica: pancitopenia, glomerulonefrite, hemorragias, maior susceptibilidade a infecções secundárias. Ehrliquia canis Fonte: neafa.org.br Ehrliquia canis Diagnóstico Sinais clínicos Hemograma (anemia e trombocitopenia) Esfregaço sanguíneos (presença de mórula nos leucócitos); Cultura ELISA 🞑 SNAP 4DX Western immunoblot (WI) PCR Erlichia canis Tratamento Doxiciclina Posologia conforme fase da doença (entre 30 e 60 dias) Dipropionato de Imidocarb 🞑 Relato de falhas no tratamento quando utilizado isoladamente Erlichia canis Controle e Prevenção Controle dos vetores