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TÓPICOS FUNDAMENTAIS 
EM COSMETOLOGIA
2
Mariana Prado Bravo
São Paulo
Platos Soluções Educacionais S.A 
2022
TÓPICOS FUNDAMENTAIS EM COSMETOLOGIA
1ª edição
3
2022
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Head de Platos Soluções Educacionais S.A
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl 
Ana Carolina Gulelmo Staut
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Coordenador
Camila Braga de Oliveira Higa
Revisor
Claudia Stoeglehner Sahd
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
 Bravo, Mariana Prado
Tópicos fundamentais em cosmetologia / Mariana 
 Prado Bravo. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais 
S.A., 2022. 
 32 p.
ISBN 978-65-5356-220-2
 1. Estética. 2. Cosmetologia. 3. Facial e corporal. 
I. Título. 
3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. Título. 
CDD 646.72
_____________________________________________________________________________ 
 Evelyn Moraes – CRB: 010289/O
B826t 
© 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
https://www.platosedu.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Fundamentos da cosmetologia ______________________________ 07
Composição da formulação cosmética _______________________ 18
Permeabilidade cosmética ___________________________________ 31
Nomenclaturas e toxicologia cosmética ______________________ 44
TÓPICOS FUNDAMENTAIS EM COSMETOLOGIA
5
Apresentação da disciplina
A expectativa de vida das pessoas vem aumentando na medida que 
novas ações e tecnologias são empregadas na área de saúde e bem-
estar. Pensando nisso, veremos sobre a cosmetologia que trata de uma 
ampla variedade de produtos desde ações simples, como um hidratante, 
até funções complexas, como os dermocosméticos, que protegem e 
modificam aspectos da bioquímica cutânea, e agregam nesse processo 
do envelhecer de maneira saudável e ativa.
A disciplina Tópicos fundamentais em cosmetologia aborda os 
conhecimentos sobre os aspectos fundamentais que envolvem o setor 
e toda a indústria cosmetológica, de forma simples, clara e ilustrativa, 
para que seja possível extrair de todo esse raciocínio lógico e teórico os 
conceitos práticos aplicados à rotina profissional de estética.
O mercado da cosmetologia tem passado por diversas modificações em 
um ritmo muito acelerado, proporcionando maior acesso à informação 
para os consumidores, deixando-os cada vez mais exigentes. Somado 
a isso, as legislações ambientais e animais tem pressionado o setor 
para que os fabricantes façam testes com resultados que comprovem 
de maneira clara a eficácia dos produtos. Por esse motivo, conhecer o 
cosmético na sua totalidade proporciona um olhar aguçado para esse 
setor que tanto cresce, fornecendo dados técnicos e científicos para que 
o olhar crítico seja aplicado na compra, desenvolvimento ou mesmo no 
uso de produtos.
Os diversos temas trabalhados na disciplina trazem conteúdos 
que vão desde a composição do cosmético, com suas misturas e 
ingredientes, até os aspectos legislativos empregados na formulação e 
6
comercialização desses produtos, garantindo a ampla visão de todo esse 
setor e fornecendo respaldo na compreensão dessa ciência.
Vamos conhecer esse mercado incrível da cosmetologia! Bons estudos!
7
Fundamentos da cosmetologia 
Autoria: Mariana Prado Bravo
Leitura crítica: Claudia Stoeglehner Sahd
Objetivos
• Conhecer os conceitos da cosmetologia e área de 
atuação.
• Compreender os critérios da rotulagem e 
embalagens cosméticas.
• Verificar o risco sanitário e as normativas 
cosméticas.
8
1. Fundamentos da cosmetologia
A cosmetologia é considerada um dos grandes pilares que sustenta o 
profissional de estética, pois toda a evolução industrial e tecnológica 
permite aliar o potencial das substâncias ativas na modificação de 
diversos aspectos que afetam o organismo, em especial a pele. 
Para isso, é fundamental o conhecimento que envolve a história e a 
legislação empregada na fabricação e uso dos cosméticos, garantindo 
ao profissional a informação necessária de segurança para uso desse 
recurso tão importante.
Para que um cosmético seja disponibilizado ao público consumidor, 
é preciso garantir, além de uma formulação estável, baixos riscos 
sanitários. A legislação brasileira exige dos fabricantes uma série de 
regras e padronizações na rotulagem, embalagem e disponibilização 
desses produtos, a fim de garantir as informações necessárias aos 
consumidores. No Brasil, quem regulamenta todos os processos 
envolvendo os cosméticos é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 
a Anvisa, e esse conjunto de normas e regras que devem ser seguidos 
pelos fabricantes são encontrados nas Resoluções de Diretoria 
Colegiada, a RDC. A partir disso, conheceremos um pouco mais sobre a 
legislação e os diversos aspectos envolvendo os cosméticos.
1.1 A chegada da estética no Brasil
A história da estética, no Brasil, começou com uma menina potiguar, ou 
seja, nascida no Rio Grande do Norte, de pais franceses, chamada Anne 
Marie Klotz. Após passar uma temporada na França, Anne desembarcou 
no Brasil, em 1951, trazendo consigo diversos conhecimentos estéticos, 
e foi então que começou a trabalhar no Rio de Janeiro, atendendo em 
seu próprio apartamento. Em pouco tempo, as sessões de estética 
ficaram tão conhecidas, que o local já não comportava mais o volume de 
clientes que estavam à procura de se embelezar. Anne Marie encontrou 
9
na dificuldade uma oportunidade de crescer e criou seu instituto, 
chamado France-Bel, melhorando seu espaço físico e atendendo as 
necessidades de todos, conforme mostra a Figura 1. Nessa época, os 
equipamentos e cosméticos que ela utilizava eram trazidos diretamente 
da França, pois não existiam produtos equivalentes no Brasil que 
poderiam proporcionar os mesmos resultados. Foi a partir dessa 
escassez, que Anne Marie identificou uma nova oportunidade, a de criar 
sua própria linha de cosméticos.
Figura 1 – Anne Marie Klotz
Fonte: https://blog.rentalmed.com.br/anne-marie-klotz/. Acesso em: 23 jun. 2022.
A história passou e, atualmente, os cosméticos são acessíveis e podem 
ser encontrados facilmente nas prateleiras de lojas cosméticas e 
farmácias. O principal objetivo dos cosméticos é auxiliar na manutenção 
da saúde e contribuir para o bem-estar e, por isso, houve a necessidade 
da criação de leis, decretos, portarias e resoluções da legislação sanitária 
que organizem as diretrizes de maneira adequada na seleção de 
matérias-primas, produção, embalagem, distribuição e comercialização, 
padronizando a qualidade e determinando as condições de controle e 
fiscalização desses produtos.
10
1.2 Definição de cosmético, cosmetologia e legislação 
aplicada
A cosmetologia é a ciência que estuda o cosmético em todas as suas 
etapas, desde o início de sua produção, com a seleção de matérias-
primas, considerando as compatibilidades químicas, até a etapa final de 
distribuição, comercialização e marketing, além de participar também de 
pesquisa de novas tecnologias, controle de qualidade e garantia de que 
a legislação seja cumprida junto aos órgãos competentes.
A Anvisaé o órgão que regulamenta a legislação cosmética e junto 
com a Câmara Técnica de Cosméticos (CATEC), visa garantir a eficácia 
e segurança dos produtos além de regulamentar normas dentro do 
processo de produção e registro.
A classificação de cosmético pode ser encontrada na RDC n. 211, de 14 
de julho de 2005, que diz:
Os produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes são preparações 
constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas 
diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, 
órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, 
com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua 
aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em 
bom estado. (BRASIL, 2005, p. 4)
Apesar da definição trazer o local de uso cosmético como externo, os 
aliméticos e nutricosméticos não se enquadram nessa classificação.
Com relação a legislação cosmética, é categorizada por assunto e, 
assim, permite o controle de qualidade no registro, autorização e 
comercialização de produtos.
As categorias da legislação são:
11
• Registro de produtos.
• Notificação de produtos.
• Importação de produtos.
• Autorização de funcionamento.
• Legislação geral.
• Resoluções mercosul.
O Quadro 1 traz os assuntos abordados nas principais RDCs, que fazem 
parte da produção e comercialização do cosmético. Esse material é 
importante sempre que houver alguma dúvida, para que profissionais 
possam recorrer as informações, garantindo a segurança na produção e 
utilização de substâncias.
Quadro 1–Referências legais que envolvem a legislação cosmética
Resolução Assunto
RDC 211/05. Definição, classificação, requisitos técnicos espe-
cíficos e rotulagem.
RDC 343/05. Procedimento para notificação de produtos cos-
méticos.
RDC 215/05. Lista restritiva.
RDC 47/06. Lista de filtros solares UV.
RDC 162/01. Lista de conservantes.
RDC 48/06. Lista de substâncias proibidas.
RDC 237/02. Protetores solares.
RDC 38/01. Produtos infantis.
Lei n. 6360/76 e Decreto n. 79094/77. Registro de produtos e autorização de funciona-
mento de empresas.
Fonte: adaptado de Matos (2014, p. 38).
12
1.3 Embalagem e rotulagem cosmética
A Anvisa também define normativas com relação a embalagem e 
rotulagem cosmética, contidas na RDC 07/2015. O produto pode conter 
duas embalagens e as informações do rótulo podem ser divididas 
nessas embalagens. A embalagem que fica diretamente em contato 
com o produto, é chamada de primária; já a embalagem que visa 
armazenar a embalagem primária, geralmente, uma caixa, é chamada 
de secundária, como consta na Figura 2. A embalagem secundária não 
é obrigatória e seu uso fica a critério do fabricante, no entanto, por uma 
padronização da Anvisa, quando não houver embalagem secundária, 
todas as informações obrigatórias do rótulo devem estar contidas na 
embalagem primária.
Figura 2–Embalagem primária, que corresponde ao frasco, 
e secundária, que corresponde a caixa
Fonte: Umesh Chandra/ iStock.com. 
Com relação a rotulagem do produto, também existe uma padronização 
de informações que deve ser mencionada conforme mostra o Quadro 2. 
Quando a embalagem primária é muito pequena e o espaço do rótulo 
não é suficiente para a descrição de todos os componentes obrigatórios, 
13
a Anvisa permite o uso de folhetos anexo. O Quadro 2 apresenta todas 
as informações de rotulagem, bem como quais informações podem 
estar na embalagem primária e secundária.
Um ponto de atenção é que, muitas vezes, ao utilizar um cosmético 
com duas embalagens, a secundária é rapidamente descartada pelo 
consumidor, não permitindo que o mesmo recorra a informações 
importantes, como o prazo de validade, por isso, o ideal seria manter 
essa embalagem guardada até o fim do uso desse produto.
Quadro 2–Normas de rotulagem obrigatória
Informação Embalagem primária Embalagem secundária
Nome do produto. 
Marca e grupo. X X
Modo de uso. X X
Restrições de uso e advertências. X X
Lote. X
Número do registro. X
Prazo de validade. X
Conteúdo. X
País de origem. X
Informações do fabricante. X
Rotulagem específica. X
Composição INCI name. X
Fonte: adaptado de MATOS (2014, p. 37).
Além das informações obrigatórias na rotulagem, alguns termos podem 
ser usados a fim de assegurar e informar sobre algumas características 
específicas dos produtos, são eles: produto infantil; produtos para 
14
peles sensíveis; hipoalergênicos; alergênico, clinicamente testado; 
dermatologicamente testado, oftalmologicamente testado; não 
comedogênico, não acnegênico.
Os ingredientes que fazem parte da composição do cosmético também 
devem estar presentes na rotulagem. Atualmente, existem incontáveis 
substâncias que podem ser utilizadas e, para facilitar a padronização, 
essa composição química deve ser descrita em uma nomenclatura 
internacional chamada de Internactional Nomenclature of Cosmetics 
Ingredientes (INCI name), a fim de viabilizar a informação ao leitor 
de qualquer lugar do mundo, independente do nome comercial da 
substância.
Os ingredientes da composição são descritos na ordem de maior e 
menor quantidade, é possível observar que, na maioria dos produtos, a 
água é o primeiro ingrediente da lista.
1.4 Risco sanitário
O fabricante de um cosmético é inteiramente responsável em promover 
para seus consumidores garantias de segurança em condições de 
normalidade ou que sejam razoavelmente previsíveis em seus produtos 
disponibilizados no mercado, e, por essa razão, os cosméticos precisam 
ser classificados de acordo com seu grau de risco. Essa classificação 
indica a chance de ocorrer qualquer efeito indesejado com o uso do 
produto, levando em consideração fatores como a composição, a 
finalidade de uso, regiões de aplicação e cuidados gerais que devem ser 
tomados.
Exemplificando, quando um sabonete entra em contato com os 
olhos, quais riscos esse produto pode oferecer? Mesmo quando um 
despigmentante permanece em contato prolongado com a pele, a quais 
riscos esse consumidor estará exposto?
15
Entendendo a necessidade de proteção ao consumidor, a Anvisa 
classificou os cosméticos em: Grau I, indicando risco mínimo; Grau II, 
indicando risco máximo ou potencial.
De acordo com a RDC 7/2015, Anexo II, a definição de produto Grau I é:
Definição Produtos Grau 1: são produtos de higiene pessoal, cosméticos 
que se caracterizam por possuírem propriedades básicas ou elementares, 
cuja comprovação não seja inicialmente necessária e não requeiram 
informações detalhadas quanto ao seu modo de usar e suas restrições de 
uso, devido às características intrínsecas do produto. (BRASIL, 2015, p. 6)
Encontram-se, nessa classificação, produtos com propriedades simples 
e básicas, que não precisam de comprovação de eficácia e rótulos 
detalhados. De maneira geral, esses produtos são aqueles que não 
possuem uma função específica de tratamento, como os sabonetes, 
cremes hidratantes, perfumes e maquiagens em geral. Esses produtos 
devem ser notificados à Anvisa, por meio de um formulário eletrônico, 
antes de serem disponibilizados ao consumidor. A lista completa de 
produtos, que se enquadram nessa classificação, pode ser encontrada 
na RDC 7/2015.
Já os produtos classificados em Grau II, segundo a RDC 7/2015, são 
definidos como:
Definição Produtos Grau 2: são produtos de higiene pessoal, cosméticos 
e perfumes, que possuem indicações específicas, cujas características 
exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, bem como informações e 
cuidados, modo e restrições de uso. (BRASIL, 2015, p. 6)
Já o Grau II, indica risco potencial, e os produtos que se enquadram 
nessa classificação são aqueles que possuem ações específicas, como 
exemplos: os fotoprotetores, que visam proteger a pele da queimadura 
solar; os produtos antiacne, que visam evitar o aparecimento de 
novas lesões acneicas; os produtos antienvelhecimento, que conterão 
16
substâncias que retardam o envelhecimento; os xampus anticaspa, que 
visam evitaro ressecamento do couro cabeludo, dando origem a caspa, 
entre outros. Esses produtos precisam ser registrados na Anvisa, além de 
passar por testes de segurança e eficácia, atestando seu funcionamento. 
A lista completa de produtos que se enquadram nessa classificação pode 
ser encontrada na RDC 7/2015.
Um destaque para os produtos dessa classificação é que precisam passar 
por diversos testes, afirmando sua eficácia e segurança, além de conter 
informações detalhadas no rótulo quanto ao modo de uso e restrições.
Considerando que as empresas e formuladores são responsáveis pela 
comercialização de um produto cosmético seguro, a qualidade das 
substâncias e técnicas empregadas, que evitam causar qualquer dano ao 
usuário, são primordiais. Por isso, conhecer detalhes das matérias-primas, 
manter sempre um intervalo seguro entre o risco de uso do produto, além 
de passar informações claras no rótulo quanto ao modo de uso e seguir 
as boas práticas de fabricação e controle, tornam-se indispensáveis.
Com relação aos riscos que esse produto pode fornecer, alguns critérios 
de avaliação são utilizados para validação do uso do produto, como as 
condições de uso, seja de aplicação regular e prolongada ou ocasional; 
as áreas de contato, sejam áreas externas ou mucosas; e se existe algum 
risco em sua inalação ou ingestão.
O produto cosmético deve apresentar segurança e a concentração de 
substâncias da formulação deve ser adequada a margem de segurança, 
evitando efeito sistêmico adverso e, por isso, consideram-se três tipos 
de riscos potenciais que devem ser avaliados por meio de testes: teste 
do potencial efeito sistêmico, indicando o grau de toxicidade e o teste de 
mutagenicidade das substâncias; estudo do potencial efeito alergênico, 
com teste de alergenicidade; estudo do potencial de risco irritativo, com 
análise da irritação da pele, mucosas ou região ocular.
17
O profissional que usa o cosmético como um auxiliar de seu trabalho, 
precisa compreender todos os fatores que envolvem esse setor, em 
especial a legislação desses produtos. A partir do estudo das normativas 
cosméticas, é possível entender as leis que regem esse setor, assim 
como verificar se embalagem e rótulo são adequadas e contém todas as 
informações pertinentes ao consumidor, indicando o grau de risco desse 
produto, quais são as substâncias ativas contidas nele, a composição 
completa, desde as substâncias em maior e menor quantidade e a 
disponibilização de informações de maneira simplificada ao público 
consumidor. Essa leitura também visa respaldar o profissional com o 
acesso às diversas resoluções, que trazem de maneira detalhada todos os 
setores que envolvem a produção e comercialização dos cosméticos.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Guia para 
Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos. 2. ed. Brasília, 2012. Disponível 
em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/cosmeticos/
manuais-e-guias/guia-para-avaliacao-de-seguranca-de-produtos-cosmeticos.pdf/
view. Acesso em: 23 jun. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
da Diretoria Colegiada–RDC n. 07, de 10 de fevereiro de 2015. Brasília, 
2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2015/
rdc0007_10_02_2015.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução–
RDC n. 211, de 14 de julho de 2005. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.
br/zip/U_RDC-ANVISA-211_140705.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022.
MATOS. S.P. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Érica, 2014.
REBELLO, T. Guia de produtos cosméticos. 12. ed. São Paulo: Senac São Paulo, 
2019.
RENTALMED. Disponível em: https://blog.rentalmed.com.br/anne-marie-klotz/. 
Acesso em: 23 jun. 2022.
TANIKAWA. C. Cosmetologia e estética. Londrina: Editora e distribuidora 
educacional S.A, 2015.
18
Composição da 
formulação cosmética 
Autoria: Mariana Prado Bravo
Leitura crítica: Claudia Stoeglehner Sahd
Objetivos
• Conhecer a composição cosmética e suas 
classificações.
• Compreender a função dos ingredientes.
• Entender como os veículos vetoriais influenciam na 
permeação cutânea.
19
1. Formulação cosmética
Os cosméticos são produtos cuja composição pode conter matérias-
primas naturais ou sintéticas e essas preparações visam ser aplicadas 
na pele com o objetivo de perfumar, higienizar ou mesmo alterar 
a aparência do local, sendo ajustadas para a aplicação e finalidade 
desejada.
Ao observar um cosmético na prateleira de uma farmácia, nem 
se imagina o número de etapas e a complexidade na mistura de 
componentes para obter aquela formulação homogênea e estável. 
O desenvolvimento de um cosmético demanda planejamento, 
conhecimento, e cada formulação pode promover uma ação específica 
na pele, ou seja, ao comprar ou indicar um produto cosmético, é preciso 
analisar as características da composição, a finalidade do produto 
e a região em que será aplicado. Diversos critérios são levados em 
consideração pelos formuladores antes de utilizar uma determinada 
matéria-prima em uma composição, como a disponibilidade dessa 
substância, vida útil, condições de processamento, toxicidade, riscos 
ambientais, além do impacto financeiro que causará do custo final desse 
produto. 
 
Os componentes que dão vida a um cosmético são divididos em quatro 
categorias, sendo: ativos, aditivos, produtos de correção ou ajustamento 
e veículos.
1.1 Ativo
Os ativos ou princípios ativos, como também são chamados, são 
substâncias naturais ou sintéticas que atuam na formulação, 
promovendo a ação final a que esse produto se destina, ou seja, é 
a substância com efeito mais acentuado, que promove mudanças 
na região de aplicação. Essas substâncias são utilizadas de maneira 
20
controlada, evitando possíveis efeitos colaterais, além de sensibilizações 
ou reações alérgicas.
Considerando as substâncias naturais, são extraídas diretamente 
da natureza, podendo ser de origem animal, vegetal, mineral ou 
sintetizados por micro-organismos. Já as substâncias sintéticas, são 
imitações das substâncias naturais, porém, produzidas em laboratório. 
Vale ressaltar que, muitas vezes, as moléculas sintéticas são mais 
potentes que as naturais, alcançando melhores resultados, além de 
preservar o meio ambiente e ter vantagens com relação a estabilidade e 
preço.
Um fator relevante, quando se trata de princípios ativos, é a 
biodisponibilidade dessas substâncias, ou seja, a velocidade e a extensão 
de absorção, além da sua capacidade de participar de reações biológicas 
do organismo, como a lipólise, lipogênese, melanogênese, reparação 
tecidual, entre tantas outras. As substâncias com essa capacidade são 
fundamentais para a eficácia de um cosmético.
A quantidade de substâncias disponíveis é tão grande que fica difícil 
de conhecer todas, no entanto, ao entrar em contato com os produtos, 
é possível observar e memorizar as mais usuais, lembrando que um 
cosmético dificilmente conterá apenas um princípio ativo, mas diversos 
ingredientes, que, combinados, atuarão nas diversas causas que levam 
ao aparecimento da disfunção estética a que o produto é destinado.
1.2 Aditivo
Os aditivos são substâncias contidas na formulação dos produtos 
que auxiliam no aumento do tempo de vida útil, além de possibilitar 
trabalhar o marketing desse produto. Faz parte dessa classificação, os 
corantes e pigmentos, fragrâncias e os conservantes. Vamos entender 
cada uma dessas classificações.
21
Corantes e pigmentos: o pigmento é uma substância que absorve e 
reflete a luz em um determinado comprimento de onda, podem ser de 
fontes naturais ou sintéticas e determinam a cor que esse produto terá, 
dando uma característica de marketing a esse cosmético. É só imaginar 
que um hidratante corporal de morango, além de cheiro de morango, 
também pode ter a cor rosada, valorizando as características sensoriais 
desse produto.
Ao analisar a formulação, ospigmentos utilizados são representados 
pela sigla CI, que significa colour index, seguida de uma numeração. Essa 
sigla é utilizada como meio de padronização universal das cores.
Fragrâncias: as essências podem ser sintéticas ou naturais, sendo 
extraídas de flores, folhas, frutas, sementes, madeiras e cascas de 
árvores, e sua função é impressionar as vias olfativas. Vale ressaltar que, 
assim como os pigmentos, essas substâncias são os principais alérgenos 
em cosméticos, ou seja, podem sensibilizar o organismo, induzindo o 
aparecimento de reações alérgicas. Os produtos hipoalergênicos evitam 
o uso dessas substâncias, garantindo maior segurança para pessoas 
sensíveis.
Conservantes: visando conservar a formulação, assegurando o prazo 
de validade, essas substâncias destroem, neutralizam, impedem 
ou controlam a ação dos micro-organismos, além disso, também 
evitam a oxidação das substâncias que fazem parte da formulação, 
os ingredientes que fazem parte dessa classificação são os agentes 
bactericidas, biocidas, fungicidas e antioxidantes. Ao serem utilizados 
no cosmético, devem apresentar propriedades como serem atóxicos 
e eficazes em baixas concentrações, além de possuir resistência a luz 
e ao calor, e não reagir negativamente com os demais ingredientes da 
formulação.
22
1.3 Produtos de correção
Como o próprio nome diz, essas matérias-primas são capazes de atuar 
corrigindo ou ajustando algum aspecto da formulação e são divididos 
em: corretores de pH, emolientes, emulsionantes, espessantes, 
sequestrantes ou quelantes, solubilizantes e umectantes. Abordaremos 
cada um deles.
Corretores de pH: para que um cosmético seja bem aceito pela pele, 
um dos fatores determinantes para essa ação é o pH, que necessita ser 
o mais aproximado possível do pH fisiológico da região de aplicação. 
Os corretores de pH visam realizar esse ajuste na formulação, alguns 
componentes ácidos são utilizados para acidificar a formulação, como 
é o caso do ácido lático, ascórbico e o cítrico, enquanto o hidróxido de 
alumínio ou borato de sódio são utilizados para alcalinizar a formulação.
Emolientes: tem a propriedade de melhorar o ressecamento da pele 
e dos cabelos, além de fornecer um toque úmido a formulação com 
aspecto aquoso.
Emulsionantes: também chamados de tensoativos ou surfactantes, 
visam reduzir a tensão superficial da água e outros líquidos, permitindo 
a mistura de substâncias aquosas e oleosas, com a formação de micelas, 
dando origem às emulsões. As moléculas dos emulsionantes possuem 
uma estrutura com grupos polares, tendo afinidade pela água, e os 
grupos apolares, tendo afinidade pelo óleo, como é apresentado na 
Figura 1. Essas estruturas são capazes de se associar, formando as 
micelas conforme apresentado na Figura 2.
23
Figura 1 – Estrutura dos tensoativos
Fonte: Galembeck; Csordas (2011, p. 25).
Figura 2 – Micelas
Fonte: Oliveira et al. (2004, p. 132).
Espessantes: esses compostos atuam no ajuste da viscosidade da 
formulação e auxiliam a função do emulsionante, mantendo a formulação 
estável. Cosméticos mais fluídos possuem baixas doses de espessantes, 
enquanto produtos mais cremosos possuem maior quantidade de 
espessantes.
Sequestrantes ou quelantes de íons: fazem sinergismo com os 
antioxidantes, removendo os íons indesejados da formulação. Alguns íons 
24
metálicos, como ferro, cobre e níquel, podem reagir com outras substâncias 
da composição, causando alterações na cor e na textura do produto e, por 
isso, precisam ser imobilizados. Um dos componentes mais comuns para 
essa função é o EDTA (ácido etilenodiamino-tetracético).
Já os antioxidantes, combaterão a oxidação de substâncias que oxidam 
especialmente em contato com a luz, além de proteger alguns compostos, 
como as vitaminas, pigmentos e essências. Os compostos mais comuns 
utilizados com essa propriedade são os tocoferóis, o ácido cítrico, o ácido 
ascórbico e o BHT (butilhidroxitolueno).
Solubilizantes: são substâncias utilizadas para dissolver outras matérias-
primas, antes de serem adicionadas a formulação, evitando a formação de 
grumos residuais.
Umectantes: diferente dos emolientes, uma característica marcante dos 
umectantes é a hidroscopia, essas substâncias são capazes de atrair e 
absorver água, inclusive do meio ambiente, além de reter essa umidade na 
formulação e manter a superfície de aplicação umedecida.
1.4 Veículos
Os veículos, como o próprio nome indica, são compostos capazes de 
transportar ou carregar as demais substâncias da composição cosmética, 
também conhecidos por excipiente, e se caracterizam por ser a base 
da formulação, como a água, óleo, álcool, gel, propilenoglicol, serum, 
pó, emulsão, gel ou suspensão. Essas substâncias precisam apresentar 
compatibilidade pelos demais ingredientes da formulação, além de 
estabilidade para que a ação do produto não seja comprometida.
Para a escolha do veículo que será utilizado, é necessário levar em 
consideração o local de aplicação desse produto, garantindo eficácia, além 
de boa sensação ao ser aplicado. A sensação que um cosmético pode 
promover é fundamental para que esse produto seja bem aceito pelos 
25
consumidores, uma vez que se o consumidor não se sentir bem com 
a aplicação desse produto, dificilmente dará continuidade ao seu uso. 
Comentaremos sobre alguns deles.
Emulsão: essa composição acontece por meio da mistura de dois líquidos 
imiscíveis, como a água e o óleo, por meio de um tensoativo. As emulsões 
possuem uma fase dispersa e um meio dispersante e, a partir disso, é 
possível obter formulações com aspecto mais aquoso, quando a água 
é o dispersante, e formulações com aspecto mais oleoso, quando o 
óleo é o meio dispersante, formando, assim, produtos com diferentes 
aspectos. Ao analisar a Figura 2, que representa a formação de micelas, 
é possível identificar essa diferença. A primeira imagem representa uma 
fase interna aquosa (dispersa) e uma fase externa oleosa (dispersante), 
dando origem à emulsão água em óleo A/O; a segunda imagem apresenta 
uma emulsão óleo em água O/A, ou seja, o óleo fica disperso na água, 
que é o dispersante. As emulsões O/A/, por apresentarem um teor oleoso 
menor, possuem um aspecto mais agradável e, por isso, são comumente 
utilizados para produtos faciais. Jáá os produtos que demandam maior 
espalhabilidade, como os hidratantes corporais ou mesmo os cremes de 
massagem, requerem uma emulsão O/A.
Gel: é um sistema semissólido, com características coloidais e aspecto 
gelatino. É constituído pela dispersão de partículas pequenas em um 
veículo líquido, formando uma suspensão. Os agentes mais comuns na 
formação do gel são os polímeros, gomas e os carbômeros, que, dispersos 
em água, promovem viscosidade a preparação. Dependendo da matéria-
prima utilizada, os géis podem conter toque mais seco ou mais pegajoso. 
São mais utilizados em produtos para peles oleosas.
Propilenoglicol: apresenta-se como um fluído viscoso, incolor e inodoro, 
que pode ser misturado com a água e possui propriedades higroscópicas, 
consegue facilitar a permeação de substâncias por ter tamanho molecular 
pequeno e alto poder solubilizante.
26
1.5 Veículos vetoriais
A pele atua como barreira, protegendo o organismo contra agentes 
externos e, por isso, os cosméticos precisam driblar essa função. 
Atualmente, existem veículos específicos que conseguem carregar os 
princípios ativos da formulação até regiões mais profundas da pele, esses 
veículos são chamados de vetoriais, os mais comuns são os lipossomas, 
nanosferas e silanóis.
Lipossomas: os lipossomas são pequenas vesículas formadas de uma 
ou mais bicamadas fosfolipídicas, sendo que sua parte interna consegue 
carregar os princípios ativos, como mostra a Figura 3.
Figura 3 – Fosfolipídeo.
 
Fonte: https://pt.khanacademy.org/science/biology/membranes-and-transport/the-plasma-
membrane/a/structure-of-the-plasma-membrane#:~:text=Um%20fosfolip%C3%ADdio%20
%C3%A9%20um%20lip%C3%ADdio,de%20camada%20dupla%20de%20fosfolip%C3%ADdio. 
Acessoem: 23 jun. 2022.
27
Um dos principais componentes da membrana plasmática celular são 
os fosfolipídeos, conforme pode ser observado na Figura 4, como os 
lipossomas apresentam biocompatibilidade, ou seja, possuem estrutura 
similar, podem ser facilmente absorvidos pelo organismo. A Figura 5 
indica como é a estrutura de um lipossoma, onde as bicamadas de 
fosfolipídios criam um espaço interno, podendo carregar o princípio ativo.
Figura 4 – Membrana plasmática
Fonte: ttsz/ iStock.com.
Figura 5 – Lipossoma
Fonte: Matos (2014, p. 48).
28
Nanosferas: as nanosferas são esferas minúsculas e porosas, capazes 
de liberar gradualmente os princípios ativos que, quando são 
carregados em seu interior, recebem a nomenclatura de nanocápsulas, 
proporcionando uma dispersão mais uniforme por toda a região de 
aplicação. A diferença entre nanoesferas e nanocápsulas é apresentada 
na Figura 6.
Figura 6 – Nanopartículas
Fonte: Schaffazick et al. (2003, p. 276).
A diferença entre nanocápsulas e nanoesferas está na sua composição e 
organização estrutural, como a parede polimérica e a matriz polimérica. 
As nanocápsulas possuem um invólucro polimérico, que fica ao redor do 
núcleo oleoso, e o ativo pode estar dissolvido nesse núcleo ou aderido 
à parede polimérica. Já as nanoesferas, não possuem óleo em sua 
composição, sem a presença de um núcleo diferenciado.
Silanóis: esses veículos são altamente permeáveis porque são 
compostos a base de silício orgânico. O silício é um dos principais 
oligoelementos na composição dos organismos vivos, sendo 
responsável por manter a integridade da matrix extracelular, auxiliar na 
reestruturação da derme, além de aumentar a permeação dos princípios 
ativos. O silício também contribui para a síntese proteica, sendo um 
grande auxiliar na formação da molécula de colágeno, e também atua 
como antioxidante. A Figura 7 indica como é a estrutura dessa molécula.
29
Figura 7 – Cadeia de silanóis.
Fonte: Matos (2014, p. 50).
Conforme observado ao longo desta leitura, é possível identificar 
os diversos aspectos que compõem a formulação cosmética e sua 
complexidade. Um cosmético deve ser muito bem planejado para que 
possa atingir sua máxima eficácia, com segurança e estabilidade ao 
consumidor.
Referências
GALEMBECK, F.; CSORDAS, Y. Cosméticos: a química da beleza. 
Araçatuba: UniSalesiano, 2011. Disponível em: https://fisiosale.com.br/
assets/9no%C3%A7%C3%B5es-de-cosmetologia-2210.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022.
KHAN ACADEMY. Disponível em: www.khanacademy.org/science/biology/intro-to-
biology/science-of-biology/a/the-science-of-biology. Acesso em: 23 jun. 2022.
MATOS. S. P. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Érica, 2014.
OLIVEIRA, A. C. C. Recursos cosméticos aplicados à estética. Londrina: Editora e 
Distribuidora Educacional S.A, 2017.
OLIVEIRA, A. G. de et al. Microemulsões: estrutura e aplicações como sistema de 
liberação de fármacos. Quimica Nova, v. 27, n. 1, p. 131-138. Araraquara: UNESP, 
2004. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/67604. Acesso em: 23 jun. 2022.
http://hdl.handle.net/11449/67604
30
REBELLO, T. Guia de produtos cosméticos. 12. ed. São Paulo: Senac São Paulo, 
2019.
SCHAFFAZICK, S. R. et al. Caracterização e estabilidade físicoquímica de sistemas 
poliméricos nanoparticulados para administração de fármacos. Química Nova, v. 
26, n. 5, p. 726-737. Araraquara: UNESP, 2003.
31
Permeabilidade cosmética
Autoria: Mariana Prado Bravo
Leitura crítica: Claudia Stoeglehner Sahd
Objetivos
• Compreender sobre a função de barreira cutânea da 
pele.
• Conhecer as vias de permeação cosmética.
• Entender o mecanismo de ação dos facilitadores de 
permeação.
32
1. Barreira cutânea
A pele que reveste todo o organismo humano possui funções variadas 
e importantes, sendo uma delas a proteção contra agentes externos. É 
considerada o maior órgão do corpo, sendo dividida em duas principais 
camadas, conhecidas como: epiderme, a mais superficial; e a derme, 
camada subjacente.
A pele funciona como uma barreira semipermeável, permitindo 
a passagem seletivamente de substâncias, uma vez que o estrato 
córneo atua como uma barreira difusional, e tanto a anatomia como a 
bioquímica dessa região influenciam nos aspectos de permeabilidade.
Estudos têm revelado que o estrato córneo possui uma resistência 
elétrica a permação e, quando comparado aos demais estratos, sua 
resistência é consideravelmente maior. Além disso, a pele possui 
aspectos bioquímicos particulares, como a mistura de cerca de 55% de 
água, 19% de proteínas e 19% de lipídeos, formando um filme protetor 
com aspectos aquosos e oleosos.
Podemos dizer que a pele atua na regulação do transporte de água para 
fora e dentro do corpo, permitindo, assim, a absorção de pequenas 
moléculas com aspecto lipofílico e com peso molecular reduzido. 
Partindo desse princípio natural de seletividade da pele, é possível 
reconhecer que substâncias que apresentam tais características 
conseguem atuar de maneira desejada, apresentando maiores chances 
de permeação. Os filamentos de queratina que são ricos em água, 
permitem que ocorra a passagem de substâncias, sendo que essa 
tem afinidade pela água, os lipídeos que estão entre os filamentos 
de queratina possibilitam a passagem de substâncias que possuem 
afinidade com a gordura e, por essa razão, é que uma pele hidratada 
permite uma melhor passagem de ativos hidrossolúveis.
33
Com relação às nomenclaturas, ainda não existe um consenso entre os 
diversos autores, mas, de maneira geral, podemos dizer que o termo 
penetração se refere às substâncias que conseguem alcançar a camada 
mais superficial, a epiderme. Os produtos que se enquadram nessa 
classificação são os cosméticos mais simples, sem atuação específica.
Já o termo permeação, refere-se às substâncias que conseguem 
alcançar regiões mais profundas da pele, como a camada dérmica. Os 
dermocosméticos se enquadram nesse objetivo e classificação, já o 
termo absorção se refere aos ativos que atingem regiões ainda mais 
profundas, como a corrente sanguínea atuando na rede sistêmica. 
Nessas categorias, estão os medicamentos.
As substâncias são classificadas em três tipos, de acordo com sua 
capacidade de permeação, sendo permeáveis, semipermeáveis e 
impermeáveis.
As substâncias com características impermeáveis são aquelas que 
apresentam estrutura e peso molecular maior, como é o caso das 
proteínas, carboidratos e eletrólitos, que são os minerais que fazem 
parte do organismo. As proteínas e os carboidratos possuem baixa 
lipossolubilidade e apresentam tamanho molecular muito grande, 
dificultando sua passagem pela camada córnea. Os processos de 
hidrólise que visam diminuir o tamanho da molécula e a ionização, 
minimizam esses efeitos negativos; já os eletrólitos, conseguem 
passagem quando ionizáveis.
As substâncias consideradas semipermeáveis apresentam uma 
capacidade intermediária de permeação, incluindo os aminoácidos, 
glicose, nucleotídeos, íons, vitamina D e E, hormônios, anestésicos, 
resorcina e hidroquinona. As substâncias permeáveis incluem os gases, 
moléculas com tamanho menor que 0,8 nanômetros, etanol, substâncias 
hidro e lipossolúveis de baixo peso molecular.
34
2. Vias de permeação
Existem algumas vias pelas quais os ativos conseguem permear o 
organismo, divididas em duas: transepidérmica e via anexos cutâneos.
Transepidérmica: a via transepidérmica pode ser dividida em intercelular 
e intracelular ou transcelular. Na permeação de substância via 
intercelular, o produto desvia das células e utiliza os espaços vazios 
existentes entre elas para passagem. Atualmente, essa via é considerada 
uma das principais, pois o produto não encontra barreiras ou obstáculos 
ao longo de seu trajeto, diferente da via intracelular, em que o produto 
consegue atravessar pelo meio das células, um processo mais lento, que 
enfrenta mais resistência e se torna mais difícil. Essas vias de permeação 
são apresentadas na Figura 1. Levando em consideração a extensão da 
pele,a via transepidérmica é considerada uma das mais importantes.
Figura 1 – Via transepidérmica
Fonte: Matos (2014, p. 53).
35
Via anexos cutâneos ou transanexial: nessa via de permeação, o 
produto usará os orifícios dos anexos cutâneos como porta de entrada. 
O folículo piloso é um dos principais canais de entrada, pois sua parte 
inferior não é quaratinizada, fazendo com que a função barreira seja 
menor em relação a camada córnea. Essa via de entrada também pode 
ser chamada de transfolicular, se aplicada às glândulas sudoríparas 
conforme indicado na Figura 2. Apesar dessa via de permeação ser 
pequena, uma vez que os folículos e glândulas sudoríparas ocupam em 
torno de 1% da área da pele, não pode ser deixada de lado, pois pode 
apresentar papel importante por meio do uso de algumas técnicas que 
atuam na liberação transdérmica.
Figura 2 – Via anexos cutâneos
Fonte: Matos (2014, p. 53).
3. Fatores que interferem na permeação de 
substâncias
Existem alguns fatores que podem influenciar na permeação do 
cosmético, dificutando ou favorecendo sua entrada. Esses fatores são 
divididos em três categorias: biológicos, fisiológicos e cosmetológicos.
36
Dentre os fatores biológicos, podemos citar a espessura da epiderme 
como um agente dificultador da permeação, quanto mais espesso 
e queratinizado for o tecido, mais resistência apresenta. A região 
anatômica também pode influenciar, já que mucosas, regiões com mais 
vascularização e mais anexos cutâneos podem favorecer a permeação. 
A idade é outro fator biológico relevante, pois, apesar da espessura da 
pele diminuir com o passar dos anos, o que favoreceria a permeação, a 
redução do teor hídrico da pele também diminui, dificultando, assim, a 
permeação.
Com relação aos fatores fisiológicos, um dos principais e mais 
conhecidos é a hiperemia causada pelo aumento do fluxo sanguíneo 
superficial, melhorando, assim, a permeabilidade cutânea. Ainda temos 
alguns fatores, como a hidratação, já que peles mais hidratadas são 
mais permeáveis e, além disso, o teor oleoso do tecido também deve 
ser levado em consideração, pois os diversos tipos de pele apresentam 
características diferentes de permeabilidade. As peles oleosas ou 
acneicas têm seus folículos obstruídos pelo óleo, dificultando a entrada 
do produto via trananexial.
Com relação aos fatores cosmetológicos, podemos citar o tamanho 
da molécula ativa, uma vez que moléculas menores apresentam 
maior permeação. A concentração dessas matérias-primas também 
é relevante, quanto maior for a concentração, maior será também a 
permeação. A solubilidade dos produtos deve sempre ser muito bem 
analisada, pois como a pele é composta por uma mistura de água e 
lipídeos, onde o teor aquoso é bem maior que o oleoso, emulsões com 
maior volume de água são mais favoráveis a permeação. Substâncias 
que ficam dispostas sobre a pele por mais tempo também apresentam 
maior permeabilidade, além do pH do produto, que quanto mais 
alcalino, melhor o potencial de permeação, além dos veículos que 
quando vetoriais conseguem atingir regiões mais profundas da pele.
37
4. Facilitadores da permeação
Visando contornar a função da barreira da pele, foi necessário o 
desenvolvimento de novas tecnologias, permitindo, assim, uma 
permeação mais eficiente por meio de dois métodos facilitadores de 
permeação, os passivos e ativos.
Os métodos passivos são aqueles que procuram melhorar os aspectos 
da formulação para que a pele aceite melhor as substâncias ativas, 
enquanto os métodos ativos são aqueles que necessitam de força 
motriz, ou seja, algum agente que consegue impulsionar ou movimentar 
essas substâncias para que permeiem o tecido. Veremos sobre esses 
dois métodos.
4.1 Métodos passivos
Promotores químicos: os promotores químicos visam reduzir a 
resistência da pele de maneira temporária e reversível, melhorando 
o transporte de substâncias. São compostos considerados baratos e 
fáceis de serem utilizados na formulação. Além de serem atóxicos, não 
irritantes e não alergênicos. Seus mecanismos de ação são diversos e 
o principal desafio, no seu uso, é a não irritação cutânea, pois quanto 
maior é a profundidade de atuação, maior desorganização causará no 
tecido, interagindo com os queratinócitos, podendo causar reações 
no local, como edema, eritema ou mesmo dermatites. Abaixo, segue o 
Quadro 1, com algumas substâncias utilizadas com essas propriedades.
Quadro 1 – Promotores químicos
Promotor químico Exemplos Mecanismo Ação
Água. –
Aumento na hidra-
tação da camada 
córnea.
Aumento do fluxo trans-
dérmico.
38
Álcoois.
Etanol, pentanol, ál-
cool benzílico, álcool 
láurico, propilenogli-
col, glicerol.
Extração de lipídeos 
ou proteínas.
Entumescimento da ca-
mada córnea, melhora 
na partição do fármaco, 
melhora na solubilidade 
da formulação.
Ácidos graxos.
Ácido oleico, ácido 
linoleico, ácido 
valérico e ácido 
láurico.
Partição entre as ca-
madas lipídicas.
Desorganização da ca-
mada lipídica, melhoria 
da partição do fármaco 
na camada córnea, for-
mação de complexo lipí-
dico com o fármaco.
Aminas. Dietanolamina, trie-
tanolamina.
Partição entre as ca-
madas lipídicas.
Melhoria da partição do 
fármaco na camada cór-
nea.
Amidas.
Azona, dimetilace-
tamida, pirrolidona, 
ureia.
Partição entre as ca-
madas lipídicas.
Desorganização da ca-
mada lipídica, melhoria 
da partição do fármaco 
na camada córnea.
Ésteres. Miristato de isopro-
pila.
Partição entre as ca-
madas lipídicas.
Desorganização da ca-
mada lipídica, melhoria 
da partição do fármaco 
na camada córnea.
Hidrocarbonetos. Alcanos, esqualeno. Partição entre as ca-
madas lipídicas.
Desorganização da ca-
mada lipídica, melhoria 
da partição do fármaco 
na camada córnea.
Tensoativos. Laureato de sódio, 
gemini.
Quebra da tensão 
superficial.
Atividade depende do 
equilíbrio hidrofílico/ 
lipofílico, carga e compri-
mento da cauda lipídica.
Terpenos, terpenói-
des e óleos essen-
ciais.
– –
Ação depende das carac-
terísticas físico-químicas 
de cada um e principal-
mente de sua lipofilia.
Sulfóxidos. Dimetilsulfóxido. Solvente.
Melhoria da partição do 
fármaco na camada cór-
nea.
39
Fosfolipídeos. Estruturas micelares 
ou vesiculares.
Fundição com as 
camadas lipídicas da 
camada córnea.
Desorganização da ca-
mada córnea, melhoria 
da partição do fármaco 
na camada córnea.
Ciclodextrinas. –
Formação de com-
plexos de inclusão 
com fármacos hidro-
fóbicos.
Aumento do coeficiente 
de partição dos fárma-
cos hidrofóbicos e sua 
solubilidade na camada 
córnea.
Fonte: adaptado de Soares et al. (2015, p. 3-5).
Supersaturação: como o próprio termo indica, essa estratégia visa 
aumentar a concentração de substâncias ao ponto que do solvente 
não conseguir realizar toda a solubilização do ativo, ou seja, saturando 
essa formulação, graças a atividade termodinâmica química, é possível 
aumentar os níveis de permeação.
Pró-fármacos: essa estratégia consiste em aumentar a lipofilicidade de 
algumas substâncias, favorecendo, assim, sua permeação através de 
ésteres e carbonatos, no entanto, isso proporciona um aumento do peso 
molecular da substância, o que indica uma limitação.
Transportadores coloidais: também conhecidos como veículos 
vetoriais, são utilizados visando aumentar a permeação transdérmica, 
além de melhorar a solubilização das substâncias utilizadas e 
apresentarem melhor interação com a pele.
4.2 Métodos ativos
Os métodos ativos consistem em técnicas e equipamentos que podem 
induzir a movimentação de íons e moléculas, empurrando essas 
substâncias para dentro da pele ou mesmo técnicas que diminuem a 
espessura cutânea ou abrem canais de permeabilidade. O Quadro 2 
apresenta esses diversos métodos.
40
Quadro 2 – Agentes de força motriz
Método ativo Princípio Mecanismo Estratégia Vantagem Desvantagem
Iontoforese por 
eletrorrepul-
são.
Aplicação 
de uma cor-
rente elétri-
ca de baixa 
intensidade.
Repulsão de 
moléculas do fár-
maco, carregadas 
por um eletrodo 
demesma polari-
dade, que a força 
a entrar na pele.
Difusão de 
moléculas 
carregadas 
eletricamen-
te.
Velocidade de 
liberação do fár-
maco é depen-
dente da corren-
te aplicada, ou 
seja, a liberação 
pode ser contro-
lada.
Valor máximo 
da corrente 
aplicada, limi-
tada pela irri-
tação e dor.
Iontoforese por 
eletroosmose.
Aplicação 
de uma cor-
rente elétri-
ca de baixa 
intensidade.
Origina um fluxo 
de solvente do 
ânodo para o cá-
todo.
Difusão de 
moléculas 
neutras.
Velocidade de 
liberação do fár-
maco é depen-
dente da corren-
te aplicada, ou 
seja, a liberação 
pode ser contro-
lada.
Valor máximo 
da corrente 
aplicada, limi-
tada pela irri-
tação e dor.
Eletroporação.
Aplicação de 
uma corren-
te elétrica 
em pulsos 
de duração 
reduzida.
Aumentar a per-
meabilidade da 
pele, através da 
abertura de po-
ros aquosos de 
forma reversível.
Aumento da 
difusão ou 
eletroforese, 
dependendo 
das proprie-
dades da mo-
lécula.
Combinada com 
outras técnicas, 
tem provado au-
mentar sua eficá-
cia e segurança.
Depende de 
uma definição 
das proprie-
dades físico-
-químicas da 
molécula para 
correta admi-
nistração da 
corrente elé-
trica.
Sonoforese (ou 
fonoforese).
Energia de 
ultrassons 
aplicadas à 
pele.
Promove aumen-
to da permeabi-
lidade da pele e 
seu aquecimen-
to, provocando 
aumento na flui-
dez dos lipídeos.
Provoca 
cavitação, 
formando 
bolhas de gás 
que crescem 
e, depois, 
estouram, 
provocando 
pequenas 
cavidades na 
camada cór-
nea.
Potencial de apli-
cação de vacinas, 
hormônios e 
anestésicos.
41
Microagulhas.
Agulhas 
de dimen-
sões muito 
reduzidas, 
suficien-
temente 
longas para 
penetrar as 
camadas 
superiores 
da epider-
me, mas 
curtas para 
alcançar os 
terminais 
nervosos da 
pele.
Criação de micro-
canais para ultra-
passar a camada 
córnea.
Microagu-
lhas sólidas 
(fármaco 
reveste a 
agulha) ou 
microagulhas 
perfuradas 
(interior va-
zio, auxilian-
do a difusão 
da formula-
ção).
Não induz a dor 
ou sangramento. 
Não há risco de 
micro-organis-
mos atravessa-
rem a epiderme 
viável. Somente 
as microagulhas 
têm que ser este-
rilizadas.
Injeção sem 
auxílio de agu-
lhas.
Administra-
ção de partí-
culas sólidas 
e líquidas a 
alta veloci-
dade.
Princípio ativo 
disparado a altas 
velocidades, atra-
vés da camada 
córnea.
Melhor adesão 
terapêutica por 
parte dos pacien-
tes, pois é menos 
dolorosa.
Microder-
moabrasão.
Utilização 
de cristais 
abrasivos na 
superfície 
da camada 
córnea.
Microcristais 
atingem a su-
perfície cutânea, 
levando ao dano 
mecânico (esfo-
liação).
Usado para 
fins cosméti-
cos, aumenta 
a permeabili-
dade da pele.
Aspecto da pele, 
geralmente, é 
melhorado com 
a renovação da 
camada córnea.
Ablação térmi-
ca.
Aplicação de 
altas tempe-
raturas na 
pele, pela 
utilização 
de energia 
térmica, du-
rante curtos 
intervalos 
de tempo.
Formação de 
microcanais na 
camada córnea 
quando ocorre a 
rápida vaporiza-
ção de água na 
sua superfície.
Moléculas 
penetram 
nas camadas 
inferiores da 
pele pelos 
microcanais 
formados.
Devido à alta 
temperatura 
ter sido aplica-
da (frações de 
segundo), não 
propaga o calor 
para as camadas 
mais profundas 
da pele.
42
Ablação por ra-
diofrequência.
Aplicação 
de ondas 
de radio-
frequência 
(100 a 500 
Hz), pro-
vocando a 
vibração dos 
eletrodos na 
superfície 
da pele e 
um con-
sequente 
aquecimen-
to localiza-
do.
Formação de 
microcanais na 
camada córnea, 
quando ocorre a 
rápida vaporiza-
ção de água na 
sua superfície.
Moléculas 
penetram 
nas camadas 
inferiores da 
pele pelos 
microcanais 
formados.
Devido à alta 
temperatura 
ter sido aplica-
da (frações de 
segundo), não 
propaga o calor 
para as camadas 
mais profundas 
da pele.
Microporação 
por laser.
Aplicação 
de laser so-
bre a pele.
Formação de 
microcanais na 
camada córnea, 
quando ocorre a 
rápida vaporiza-
ção de água na 
sua superfície.
Moléculas 
penetram 
nas camadas 
inferiores da 
pele pelos 
microcanais 
formados.
Devido à alta 
temperatura 
ter sido aplica-
da (frações de 
segundo), não 
propaga o calor 
para as camadas 
mais profundas 
da pele.
Possibilidade 
de hiperpig-
mentação na 
zona de aplica-
ção e elevados 
custos.
Fonte: adaptado de Soares et al. (2015, p. 6 -8).
Uma vez que o uso do cosmético é frequente pelo profissional de 
estética, compreender os artifícios utilizados para melhorar sua 
permeação é fundamental, especialmente por meio dos métodos ativos, 
com o uso de equipamentos e técnicas que permitem driblar a função 
barreira da pele, proporcionando resultados mais eficazes nos diversos 
procedimentos estéticos.
Referências
DELTREGGIA, D. C. et al. A nanotecnologia como estratégia para permeação 
cutânea de fármacos. Revista Saúde em foco, n.11, p. 812-824. Indaiatuba: 
Centro Universitário Max Planck, 2019. Disponível em: https://portal.unisepe.
43
com.br/unifia/wp-content/uploads/sites/10001/2019/09/074_A-Nanotecnologia-
como-estrat%C3%A9gica-para-permea%C3%A7%C3%A3o-cut%C3%A2nea-de-
f%C3%A1rmacos.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022.
MATOS. S.P. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Érica, 2014.
SOARES, M. et al. Permeação cutânea: desafios e oportunidades. Revista de 
ciências farmacêuticas básica aplicada, v. 36, n. 3, p. 337-348. Araraquara: 
UNESP, 2015. Disponível em: https://rcfba.fcfar.unesp.br/index.php/ojs/article/
download/21/20. Acesso em: 23 jun. 2022.
44
Nomenclaturas e 
toxicologia cosmética
Autoria: Mariana Prado Bravo
Leitura crítica: Claudia Stoeglehner Sahd
Objetivos
• Conhecer as diversas nomenclaturas cosméticas e 
suas diferenças.
• Compreender os impactos da toxicologia cosmética.
• Conhecer os cosméticos naturais, orgânicos e 
fitoterápicos.
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1. Nomenclaturas cosméticas e diferentes 
meios de atuação
A indústria cosmética é um mercado promissor, que, constantemente, 
apresenta crescimento. Junto a isso, as inovações e renovações dos 
produtos vem sendo necessárias graças ao público que, com a facilidade 
no acesso à informação, está cada vez mais exigente e requerendo 
produtos mais direcionados e eficazes. 
Ao longo dos anos, algumas nomenclaturas e designações foram 
surgindo, dando origem a produtos com funções mais direcionadas, 
como é o caso dos cosmecêuticos, nutracêuticos e nutricosméticos, e, 
por isso, compreender essas nomenclaturas e suas especificações é 
de suma importância ao profissional que tem relação direta com tais 
produtos.
É importante ressaltar que a Agência Nacional de Vigilânia 
Sanitária (ANVISA), até o presente momento, não normatizou essas 
nomenclaturas e, por isso, ainda existe pouco estudo na esfera jurídica 
sobre essa temática, visto que tais produtos estão cada vez mais 
próximos dos medicamentos em termos funcionais, entretanto, esses 
produtos são comercializados como cosméticos e o profissional de 
estética precisa conhecê-los.
Os cosmecêuticos, que também podem ser chamados de 
dermocosméticos, são produtos que surgem a partir da interseção das 
indústrias cosmetológicas e medicamentosas. Esse termo foi utilizado 
pela primeira vez por um dermatologista norte-americano, chamado 
Albert Kligman, para definir as substâncias que se encontram na faixa 
intermediária entre os medicamentos e os cosméticos, ou seja, esses 
produtos contêm, em sua formulação, princípios bioativos capazes de 
interagir de alguma forma com o organismo, participando ou alterando 
reações biológicas com propriedades terapêuticas, podendo alcançar 
regiões que vão além da epiderme. É possível afirmar que quando 
46
comparado aos cosméticos, esses produtos conseguem maior interação 
com o organismo, mas quando comparado aos medicamentos, 
essas substâncias são utilizadas em menores concentrações. Os 
cosmecêuticos são produtos de uso tópico, que podem atuar nas 
diversas disfunções estéticas faciais e corporais, graças aos seus ativos 
biológicos, e muitos desses produtos já podem fazer parte de sua rotina 
semmesmo que você saiba, como é o caso dos cremes para tratamento 
específico, como para fibroedema gelóide, ou mesmo para acne, 
hipercromias e tantos outros.
Os nutracêuticos e os nutricosméticos são produtos que podem ser 
facilmente confundidos, já que ambos são para administração oral, 
podendo ser apresentados em forma de pílulas, comprimidos ou 
líquidos, tratando o organismo de dentro para fora. A principal diferença 
entre eles é que os nutricosméticos são destinados a questões estéticas, 
enquanto os nutracêuticos abrangem aspectos gerais de saúde.
Os nutricosméticos, também chamados de aliméticos, são compostos 
suplementares que possuem componentes para tratamento específico 
da pele, cabelos e unhas, são as chamadas pílulas da beleza e visam 
atuar no organismo complementando os tratamentos tópicos. Essa 
categoria de produtos tem sido cada vez mais aceita pelo público 
em geral e por mais que pareça um conceito novo, o primeiro 
nutricosmético foi desenvolvido por uma médica e nutricionista, 
chamada Marie Béjot, em 1985. A medicina integrativa tem apresentado 
conceitos interessantes no que tange aos nutrientes e componentes 
perdidos ao longo do processo de envelhecimento e, por essa razão, 
o conceito de nutrir a pele de dentro para fora está fazendo cada 
vez mais sentido. Diversas propostas são realizadas nas formulações 
de nutricosméticos, que vão desde o combate aos radicais livres, 
prevenindo o processo de envelhecimento, até a combinação de 
determinados nutrientes que visam influenciar na integridade da beleza. 
Esse mercado parte da interseção da indústria alimentícia e cosmética.
47
Os nutracêuticos são compostos considerados suplementos alimentares, 
que contém bioativos provenientes dos alimentos, proporcionando 
melhora no organismo como um todo e não somente com foco estético, 
como é o caso dos nutricosméticos. Essa classificação de produtos se 
enquadra no conceito de que o alimento pode curar o organismo, são 
os alimentos funcionais que nutrem e previnem o risco de doenças. 
Substâncias que se enquadram nessa categoria são os fitoesterois, 
probióticos, licopeno, resveratrol, ômega 3, catequina, colágeno, 
aminoácidos, entre tantas outras substâncias.
A Figura 1 apresenta essas nomenclaturas e a interseção das indústrias 
cosmética, alimentícia e medicamentosa, dando origem a esses novos 
termos.
Figura 1 – Interseção de indústrias 
Fonte: Nunes. (2016, p. 54).
Essas novas categorias de produtos agregam ainda mais benefícios ao 
corpo e aos tratamentos de beleza, que podem ser conjugados.
48
2. Cosméticos naturais, orgânicos e 
fitocosméticos
Os consumidores têm se mostrado cada dia mais preocupados e 
exigentes com aquilo que consomem. O mercado cosmético brasileiro é 
promissor e existem diversos nichos que podem ser explorados dentro 
desse ramo tão abrangente. Esse setor tem notado que uma parcela 
da população está disposta a adquirir produtos com características 
específicas e produtos mais exclusivos para a faixa etária, sexo, etnia e 
assim por diante.
Pensando nisso, os cosméticos naturais, orgânicos e fitocosméticos têm 
encontrado uma boa parcelada da população que pretende cuidar de si 
mesmo sem abandonar seus valores, tendo preferência por substâncias 
mais naturais, não tóxicas e que não agridem o meio ambiente, por isso, 
conheceremos um pouco mais sobre esses produtos.
A classificação de cosméticos naturais diz que essas formulações, 
obrigatoriamente, devem conter pelo menos 5% de matéria-prima 
orgânica certificada, ou seja, 100% naturais, enquanto os demais 
componentes da formulação não precisam apresentar essa mesma 
certificação. Esses produtos precisam conter detalhes específicos de 
rotulagem, destacando quais são os ingredientes certificados. Além 
disso, também pode apresentar o selo IBD Ingredientes Naturais, que 
representa uma certificação internacional de produtos naturais, 
conforme apresentado na Figura 2.
Figura 2 – Selos de produtos naturais
Fonte: IBD (2019, p. 13).
49
O Brasil é considerado um dos maiores produtores de orgânicos 
do mundo e os cosméticos, que se enquadram nessa classificação, 
são aqueles que devem conter pelo menos 70% de matérias-primas 
orgânicas certificadas. Esses produtos apresentam alto grau de 
afinidade com a pele, sendo menos irritativos, com menor probabilidade 
de alergias, além de apresentarem menores efeitos tóxicos. Sabendo 
desses benefícios, consumidores têm procurado cada vez mais esses 
produtos. Assim como nos produtos naturais, as matérias-primas 
certificadas devem ser destacadas no rótulo e podem conter os selos 
abaixo, conforme indicado na Figura 3, de acordo com o Sistema de 
Avaliação, podendo ser brasileiro (SISOrg) ou de acordo com os critérios 
NATRUE, produtos voltados para a exportação. Vale destacar que 
conseguir essas certificações demanda das empresas grande empenho 
e, por isso, esse não é um atributo apenas de marketing, as companhias 
que lutam por isso estão realmente engajadas com a sustentabilidade.
Figura 3 – Selos de produtos orgânicos
Fonte: IBD (2019, p. 13).
Além dessas classificações, como parte dos fitocosméticos, encontram-
se os produtos veganos, que são aqueles que não possuem matérias-
primas provenientes dos animais. Além disso, também condenam os 
testes em animais e, por isso, utilizam o termo cruelty-free. A Figura 4 
destaca a característica de cada um desses produtos.
50
Figura 4 – Classificação dos produtos naturais, orgânicos e veganos
Fonte: https://www.espacoeco.org.br/qual-e-a-diferenca-entre-cosmeticos-organicos-
veganos-e-naturais/. Acesso em: 23 jun. 2022.
Esses consumidores ecológicos são extremamente criteriosos na 
composição do produto, na qualidade das matérias-primas, além 
de todo o processo de produção e sustentabilidade, e, por isso, é 
importante destacar alguns ingredientes que são evitados em tais 
formulações listadas abaixo.
Parabenos: os parabenos são usados em cosméticos devido sua ação 
conservante, são substâncias de baixo custo e estáveis, as matérias-
primas mais comuns com essa finalidade são o metilparabeno, 
propilparabeno fenoxietanol e álcool benzílico. O grande problema no 
uso dos parabenos é que são irritativos para a pele, podendo levar ao 
aparecimento de sensibilizações e processos alérgicos além de mais 
alguns estudos terem demonstrado que os parabenos podem ter efeito 
cumulativo no organismo e acarretar problemas de saúde no sistema 
reprodutivo, imunológico, neurológico, e até causar o câncer de mama.
https://www.espacoeco.org.br/qual-e-a-diferenca-entre-cosmeticos-organicos-veganos-e-naturais/
https://www.espacoeco.org.br/qual-e-a-diferenca-entre-cosmeticos-organicos-veganos-e-naturais/
51
Petrolatos: são substâncias derivadas do petróleo, como a parafina, 
óleo mineral e a vaselina. Essas matérias-primas são usadas como 
emolientes e hidratantes nas formulações cosméticas, já que formam 
uma película sobre a pele, evitando a perda de água transepidérmica. 
Essas substâncias, além de aumentarem o risco de doenças, também 
podem ser contaminadas no processo de refinamento por componentes 
que podem ser cancerígenos.
Sulfatos: os sulfatos ou surfactantes são tensoativos derivados 
do ácido sulfúrico e são utilizados na formulação para que haja a 
homogeneização da fórmula, além de atuarem como agentes de 
limpeza com a propriedade de fazer espuma. Esses produtos também 
são evitados em algumas formulações porque podem causar irritações 
da pele, desequilibrar a microbiota cutânea, além de causar impacto 
negativo no meio ambiente.
Organismos geneticamente modificados ou GMO: nessa classificação se 
enquadram os transgênicos, além de fertilizantes químicos e produtos 
como agrotóxicos. Os cosméticos que são livres de GMO partem da 
agricultura orgânica garantindo assim uma substância limpa não 
prejudicial ao organismo e meio ambiente.
Com esse forte apelo aos cosméticos verdes, clean beauty e eco-friendly, 
algumas outras terminologias e conceitos podem ser encontradosnesses produtos, conforme apresentado na Figura 5, sendo que as mais 
comuns se referem às embalagens biodegradáveis e sustentáveis, que 
são priorizadas reduzindo os impactos ambientais, evitando, assim, 
o descarte irregular das embalagens plásticas e a não realização de 
testes em animais ou cruelty-free, que, em português, significa livre de 
crueldade. Esses produtos passam por testes alternativos, evitando 
que os processos de segurança e eficácia sejam realizados em animais. 
Vale ressaltar que os produtos que carregam esse termo não envolvem 
animais em nenhuma de suas etapas de produção.
52
Figura 5 – Terminologias utilizadas nos cosméticos 
naturais e orgânicos
Fonte: Alexey Blogoodf/ iStock.com. 
3. Toxicologia cosmética
A toxicologia é uma ciência que estuda os diversos efeitos nocivos 
causados ao organismo humano devido a possibilidade de interações 
químicas com as substâncias cosméticas. Paracelsus, em 1945, disse 
que todas as substâncias são venenos; não há nenhuma que não 
seja venenosa. A dose correta diferencia o veneno do remédio. Essa 
afirmação indica os princípios da toxicologia.
Levando em consideração que o cosmético é composto por diversas 
substâncias químicas, é preciso entender os aspectos da toxicologia 
desses produtos. Nos últimos anos, o cosmético tem se tornado 
indispensável na rotina de cuidados e beleza de grande parte da 
população e, de maneira geral, esses produtos não são associados por 
53
causar danos à saúde, no entanto, é preciso levar em consideração que 
o uso prolongado também se mantenha seguro e, por essa razão, é 
indispensável realizar pesquisas e estudos analisando possíveis efeitos 
indesejados.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece, na 
Resolução de Diretoria Colegiada n. 530, de 4 de agosto de 2021, a lista 
de substâncias proibidas no uso cosmético. Ainda que as matérias-
primas dessa lista não sejam utilizadas, é preciso considerar a possível 
interação entre os demais componentes da formulação, graças a 
variedade de matérias-primas utilizadas e, ainda que em pequena 
quantidade, deve ser considerado o risco à saúde.
A avaliação da toxicidade visa categorizar, toxicologicamente, as diversas 
substâncias utilizadas na composição do cosmético, considerando 
que toda substância pode ser um agente tóxico. Alguns fatores que 
determinam essas condições são a quantidade administrada e o tempo 
de exposição. 
Os diversos estudos que vem surgindo, com foco nesse tema, 
demonstram que a toxicidade pode ser dividida em aguda e crônica, 
onde a aguda é resultante de uma reação em um curto período de 
tempo e a crônica é resultante do uso repetido e diário de alguma 
substância. Os efeitos da toxicidade podem levar ao aparecimento de 
sensibilizações dérmicas, efeitos neurotóxicos, efeitos carcinogênicos, 
teratogênicos e mutagênicos.
Os efeitos neurotóxicos são aqueles que levam ao aparecimento de 
reações indesejadas no sistema nervoso central ou mesmo nos nervos. 
Os efeitos carcinogênicos induzem a diferenciação celular de maneira 
descontrolada, provocando o aparecimento de câncer. Os agentes 
mutagênicos são aqueles que conseguem causar alterações no material 
genético das células e, com a multiplicação celular, essa mutação será 
replicada. Já os agentes teratogênicos, atuam da mesma maneira que 
54
os mutagênicos, com a diferença que as anormalidades são notadas no 
desenvolvimento fetal.
Além dos aspectos já citados, reações de sensibilizações e irritações 
também podem ser notados, além da alteração do folículo piloso, 
levando ao aparecimento de lesões acneicas ou, ainda, o tamponamento 
do folículo, favorecendo o aparecimento de comedões. Também 
é possível notar que algumas substâncias podem provocar lesões 
químicas na região de aplicação.
Alguns métodos de avaliação são utilizados a fim de prever os possíveis 
efeitos adversos, como os ensaios in vitro e in vivo. 
Os estudos in vitro são procedimentos laboratoriais realizados 
diretamente nas células, visando a detecção de agentes tóxicos, no 
entanto, por se tratar de modelos isolados, cientistas afirmam que 
é impossível obter a mesma eficácia que os testes in vivo realizados 
diretamente em animais.
Os estudos in vivo são aqueles realizados em animais, permitindo, assim, 
analisar os efeitos negativos que algumas substâncias podem conter em 
um organismo completo. Nesse ponto, algumas empresas e marcas se 
deparam com os valores éticos e morais contrários a isso.
Os aspectos toxicológicos do cosmético precisam ser observados com 
atenção, visto que efeitos indesejados podem acontecer com seu uso. 
É importante preconizar a segurança, antes de tudo, e evitar que o 
consumidor seja exposto a fatores de risco. Ainda sobre essa temática, 
novos estudos devem surgir além de diversas novas descobertas.
Nesta leitura, você pode conhecer um pouco mais sobre as diversas 
nomenclaturas cosméticas e como se enquadram cada uma dessas 
formulações. Levando em consideração o interesse e conhecimento da 
população como um todo, é provável que as inovações e renovações 
55
sejam sempre constantes na busca de atender aos consumidores que 
estão cada vez mais exigentes.
Referências
IBD CERTIFICAÇÕES. Diretriz IBD Cosméticos. 6. ed., [s. l.], 2019. Disponível em: 
https://www.ibd.com.br/wp-content/uploads/2019/10/8_1_2_C_Diretrizes_IBD_
Cosmeticos_17102019_V.pdf. Acesso em: 23 jun. 2022.
MATOS. S.P. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Érica, 2014. 
MIRANDA, I. J. et al., Cosméticos orgânicos e naturais: análise do perfil dos 
profissionais atuantes em estabelecimentos comerciais e da rotulagem. Trabalho 
de conclusão de curso, Tecnologia em Cosmetologia e Estética). Santa Catarina: 
UNISUL, 2018.
NUNES, M. N. Produtos cosméticos como objetos de fronteira. Tese de 
Doutorado em Sociologia Política. Santa Catarina: Universidade Federal 
de Santa Catarina, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/
handle/123456789/175865. Acesso em: 23 jun. 2022.
SOUSA, V. A. et al. Toxicologia dos cosméticos: avaliação dos riscos que os produtos 
capilares trazem a saúde. Visão Acadêmica, v. 20, n.4. Curitiba, 2019. Disponível 
em: https://revistas.ufpr.br/academica/article/download/69989/40447. Acesso em: 
23 jun. 2022.
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/175865
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/175865
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BONS ESTUDOS!
	Sumário
	Apresentação da disciplina
	Fundamentos da cosmetologia 
	Objetivos
	1. Fundamentos da cosmetologia 
	Referências 
	Composição da formulação cosmética 
	Objetivos 
	1. Formulação cosmética 
	Referências 
	Permeabilidade cosmética 
	1. Barreira cutânea
	2. Vias de permeação 
	3. Fatores que interferem na permeação de substâncias
	4. Facilitadores da permeação 
	Referências 
	Nomenclaturas e toxicologia cosmética
	Objetivos
	1. Nomenclaturas cosméticas e diferentes meios de atuação
	2. Cosméticos naturais, orgânicos e fitocosméticos
	3. Toxicologia cosmética 
	Referências

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