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DROGAS VASOATIVAS: CATECOLAMINAS 1. Ação cardiovascular através de receptores dopaminérgicos (D1 e D2) e α1, β1 e β2; 2. Estimulação de β1 receptor: efeito inotrópico e cronotrópico positivo; 3. Estimulação de β2 receptor nas células musculares lisas: vasodilatação; 4. Estimulação de α1 receptor no músculo liso vascular resulta em aumento da resistência vascular sistêmica; 5. Estimulação dos receptores D1 e D2 nos rins e na vasculatura esplâncnica resulta em vasodilatação nestes territórios. ADRENALINA (EPINEFRINA): Catecolamina endógena, liberada pela adrenal. Apresenta potente ação cronotrópica, inotrópica e vasopressora. Ampola: 1 mg/ml (1 ml). Diluição: Epinefrina 1 ampola (1ml) + SF 0,9% 250ml = solução 4 mcg/ml; ou Epinefrina 1 ampola (1ml) + SF 0,9% 100 ml = 10 mcg/ml; Dose: Inicial: 0,05 a 2 mcg / kg / minuto. 1-10 µg/min Pode ajustar a dose a cada 10 a 15 minutos em 0,05 a 0,2 mcg / kg / minuto para atingir a meta de PA desejada. Mecanismo de Ação: É um potente agonista α e β adrenérgico. Sua ação é dose-dependente, estimulando receptores β1, β2 e α1 adrenérgicos. Aumenta a glicólise no músculo, consequentemente aumenta a produção de lactato, confundindo com a hiperlactatemia da hipoperfusão. Principais indicações: · Parada cardiorrespiratória. · Anafilaxia. · Choque séptico com hipotensão refratária a volume e vasopressores tradicionais. · Bradicardia sintomática. NORADRENALINA (NOREPINEFRINA): Ampola: 4 mg/ml (ampola 4 ml); Dose: 0,02 a 2mcg/kg/min; Diluição: 4 ampolas (16mg) + SGI 5% 234ml = 250 (0,064mg/ml ou 64mcg/ml) 8 ampolas (32mg) + SG 5% 218 ml = 0,128mg/ml ou 128 mcg/ml; Mecanismo de Ação: Age principalmente em receptores α adrenérgicos arteriais e venosos. Bem como em receptores β em menor intensidade. Catecolamina natural e é a escolha no choque séptico. Principais indicações: · Choque séptico com hipotensão refratária a volume. · Insuficiência cardíaca com hipotensão grave associado a falência de bomba – associar com drogas inotrópicas. PCR Efeitos Adversos: · Arritmias, hipertensão, isquemia digital, necrose tecidual por extravasamento DOPAMINA: Catecolamina natural. Apresenta efeito inotrópico e vasopressor dose-dependente. Ampola: 50mg/10ml (5mg/ml). Diluição: Dopamina 5 ampolas (50 ml) + SG 5% 200 ml = solução 1 mg/ml. Dose: 1 a 4 mcg/Kg/min → receptor dopa → vasodilatação renal e mesentérica. 5 a 10mcg/Kg/min → receptor beta1 central→ cronotrópico e inotrópico positivo. 11 a 20mcg/Kg/min → receptor alfa 1 periférico→ vasoconstrição periférica e pulmonar. Predominantemente aumenta a PAS sem afetar a pressão arterial diastólica. Apresenta efeitos indiretos na hipófise, diminuindo a prolactina ( a imunidade), diminuição do GH ( a cicatrização das feridas) e aumento do cortisol. Indicação: Bradicardias sintomáticas; Choque cardiogênico/séptico; ICC; Efeitos Adversos: · Cefaleia, taquicardia, ectopias cardíacas, angina, alargamento do QRS, midríase, piloereção, necrose tecidual por extravasamento (antídoto = fentolamina). DOBUTAMINA: Ampola: 250 mg/20ml (12,5mg/ml); Diluição: Dobutamina 1 ampola (20 ml) + SG 5% 230 ml = solução 1 mg/ml; Dose: Inicial de 0,5 a 1mcg/kg/min, manutenção de 2,5 a 20mcg/kg/min; Dose máxima: 40mcg/kg/min. Agonista beta adrenérgico com efeito inotrópico (β1 contratilidade, β2 vasodilatação). Associa-se ao aumento do débito cardíaco, consequente ao aumento do volume sistólico. Indicações: baixo débito cardíaco (choque cardiogênico; ICC; disfunção miocárdica da sepse); Edema Agudo Pulmão. Efeitos Adversos: · Arritmias, taquicardia, angina pectoris. Cefaleia, náusea, vômito. Flebite. Hipotensão (efeito beta-2). NITROGLICERINA: Ampola: 25mg/5ml ou 50mg/10ml (5 mg/ml); Diluição: Nitroglicerina 1 ampola de 50 mg (10 ml) ou 2 ampolas de 25 mg (5ml cada) + SG 5% 240 ml = solução 200 mcg/ml; Dose: 0,5 a 8 mcg/kg/min ou 15 – 200 mcg/min (iniciar com 5mcg/min e aumentar de 5 em 5 ou de 10 em 10 mcg/min a cada 3 a 5 minutos até dose máxima de 200mcg/min). Indicação: Vasodilatador coronariano (síndromes coronarianas agudas). Efeitos Adversos: · Hipotensão ortostática, taquicardia reflexa. Cefaleia, tontura, síncope. NITROPRUSSIATO DE SÓDIO: Ampola: 50mg/2ml (25 mg/ml); Diluição: Nitroprussiato de sódio 1 ampola (2 ml) + SG 5% 248 ml = solução 200mcg/ml; Dose usual crise hipertensiva: 3mcg/kg/min; Dose usual insuficiência cardíaca descompensada: 300mcg/min; Dose máxima: 10 mcg/kg/min ou 400mcg/min; Indicação: Anti-hipertensivo (vasodilatador). Efeitos Adversos: · Hipotensão, isquemia miocárdica, cefaleia, desorientação. Hiperreflexia, miose, supressão tireoidiana. Meta-hemoglobinemia, intoxicação por cianeto e tiocianato. AMIODARONA: Ampola: 150mg/3ml (50mg/ml); Diluição: Amiodarona 2 ampolas (300 mg) + SG 5% 100ml para dose de ataque; ou Amiodarona 4 a 6 ampolas (600 a 900 mg) + SG 5% 250ml para dose de manutenção. Dose: Ataque: de 5 a 10mg/kg (15mg/min por 10min) e manutenção de 1mg/min por 6h; após, 0,5mg/min ou 10 a 20 mg/kg/dia (geralmente 600 a 800 mg/dia até 1200 mg/dia). ANTIBIÓTICO: qualquer medicamento capaz de combater ou conter infecções causadas por microorganismos em outros seres vivos. CLASSIFICAÇÃO: · Efeito: · Bactericidas: causa efeito letal e irreversível na bactéria. · Bacteriostáticos: inibe crescimento porem com ação reversível. · Origem: · Naturais: síntese total feita por seres vivos. · Sintéticos: síntese total feita em laboratório. · Semi sintéticos: síntese parcialmente feita por seres vivos e finalizada em laboratório. · Espectro: quantidade de microorganismos que um medicamento pode abranger. · Amplo: abrange muitos tipos diferentes de bactérias. · Intermediário: abrange uma grande variedade de um grupo especifico. · Reduzido: atende grupos específicos de bactérias. · Estrutura química: · β lactâmicos: possuem anel β lactâmicos. · Não β lactâmicos: não possuem o anel β lactâmico. MECANISMO DE AÇÃO: · Efeito sobre a síntese da parede celular – bactericida. · Beta-lactâmicos e carbapenemicos: desnaturam as proteínas de síntese da parede e ligadoras de penicilina. · Glicopeptideos: quebram as ligações cruzadas dos polissacarídeos que formam o peptideoglicano. · Efeitos sobre a estrutura da membrana celular – bactericida. · Polimixinas: ação detergente interage com os lipídeos desarranjando. · Inibição da síntese protéica – bacteriostático. · Tetracíclicas, macrolideos, aminoglicosideos, lincosamidas, oxazolidinona, estreptogramina: agem em alvos do ribossomo impedindo a síntese de proteína. · Inibidores de síntese de ácido nucléico – bactericida. · Quinotonas: inibem a síntese de RNA polimerase e DNA girase impedindo a multiplicação · Competitividade antagônica: inibidores de ácido fólico – bacteriostáticos. · Sulfonamidas: competem com o PABA impedindo a síntese de ácido fólico. COMBINAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS: Motivos: · Aumentar o espectro de ação em caso de infecções polibacterianas. · Evitar o aparecimento de resistência bacteriana durante o tratamento. · Alcançar o efeito sinérgico. Tipos de efeitos: · Sinergismo: potencialização do efeito da droga. · Antagonismo: perda ou diminuição do efeito de uma das drogas. · Indiferente: nenhuma alteração no efeito da droga Principais patógenos associados à infecção nosocomial e que, ao mesmo tempo, representam os maiores riscos em relação a padrões de resistência que limitem as alternativas terapêuticas, foram agrupados em um acrônimo e são conhecidos como patógenos ESKAPE: E – Enterococcus faecium (VRE) S – Staphylococcus aureus (MRSA) K – Klebsiella sp. e Escherichia coli, produtores de BLEA A – Acinetobacter baumannii P – Pseudomonas aeruginosa E – Enterobacteriaceae SEDATIVOS: A sedação deve objetivar o conforto do paciente e a prevenção de complicações relacionadas a uma sedação prolongada. Deve-se realizar uma avaliação rotineira e objetiva com o uso de escalas validadas para este fim. De forma geral, deve-se ter como objetivo manter o paciente desperto, calmo e colaborativo. No entanto, diversos pacientes permanecem muito tempo em níveis profundos de sedação.Benzodiazepínicos Agem ao ligar-se a receptores do ácido γ-aminobutírico (GABA) no sistema nervoso central, facilitando a entrada de íons cloreto, o que leva a hiperpolarização da membrana e inibição dos impulsos neuronais. Têm atividade sedativa, ansiolítica, anticonvulsivante e de relaxamento muscular. O diazepam tem início de ação rápido (2-5 minutos), mas tem meia-vida superior a 20 horas, dando-lhe um tempo de ação prolongado. Portanto, não deve ser usado de forma contínua. O midazolam também apresenta início de ação bastante rápido (2-5 minutos), com meia-vida de 3 a 11 horas. Seu uso prolongado, por mais de 48 horas, leva a um acúmulo da droga em tecidos periféricos, gerando um despertar imprevisível quando a infusão contínua é desligada. Tal fato é mais importante em pacientes com insuficiência renal crônica, obesos e hipoalbuminêmicos. Assim, recomenda-se seu uso apenas para sedação de curta duração. Propofol É um fármaco cujo mecanismo de ação também parece envolver a recepção de receptores GABA no sistema nervoso central. Apresenta propriedades ansiolíticas, sedativas, hipnóticas e também antieméticas e anticonvulsivantes. O propofol é inotrópico negativo e reduz a resistência vascular periférica, causando vasodilatação e, consequentemente, hipotensão. O propofol associa-se a uma pequena redução do tempo de ventilação mecânica, quando comparado ao midazolam. Agonistas α2-centrais A dexmedetomidina é o fármaco utilizado para sedação em UTI dessa classe de drogas. Apresenta potencial sedativo e analgésico, com a vantagem de não causar depressão respiratória e permitir um despertar rápido do paciente para avaliação neurológica. Seu mecanismo sedativo ocorre pela ativação de adrenoceptores α2 pós-sinápticos no sistema nervoso central. O provável efeito analgésico ocorre pela inibição da liberação da noradrenalina na fenda pré-sináptica. A dexmedetomidina relaciona-se a um menor tempo até a extubação quando comparada com o midazolam e, possivelmente, a uma menor incidência de delirium. Cetamina Ação em diversos receptores: opioides (efeito analgésico), anticolinérgico (efeito sedativo), GABA (efeito sedativo), NMDA (efeito antinociceptivo) e liberação de noradrenalina, dopamina e serotonina (efeito adrenérgico). A cetamina tem início de ação rápido (30 s), duração de ação de 5-10 min e recuperação em 1-2 h. O metabolismo é hepático e seu metabólito, a norcetamina, tem efeito residual. A excreção é predominantemente renal. O uso da cetamina está associado a menor ocorrência de hipotensão e redução do consumo de outros sedativos e opioides e, possivelmente, menor ocorrência de delirium. Quais situações indicam diálise de urgência? CHOQUE: Choque é a expressão clínica da hipóxia celular, tecidual e orgânica. Oferta inadequada de oxigênio (DO2) e/ou por demanda tecidual aumentada de oxigênio (VO2). Quatro mecanismos de choque são descritos: distributivo, cardiogênico, hipovolêmico e obstrutivo. DIAGNÓSTICO: Critérios clínicos: O choque deve ser suspeitado em pacientes com sinais de hipoperfusão tecidual. 3 janelas de perfusão tecidual, que identificam os danos que o choque causou no organismo: · Pele: pele fria e úmida, cianose, palidez, livedo, tempo de enchimento capilar prolongado. · Rim: débito urinário 2 mmol/L ou >18 mg/dL) no choque. MECANISMOS DE CHOQUE: Choque hipovolêmico: Acontece pela redução do volume intravascular (pré-carga reduzida) que, por sua vez, reduz o DC. Hemorrágico: traumas, hemorragia varicosa e úlcera péptica. Não hemorrágico: diarreia, vômitos... Choque cardiogênico: É causado por patologias cardíacas que levem à falência da bomba e à redução do débito cardíaco (DC). ,,,,,,,,,,,,,,,,, Choque distributivo: É caracterizado por vasodilatação periférica grave com queda da resistência vascular sistêmica. Choque obstrutivo: É causado principalmente por causas extracardíacas que culminam em insuficiência cardíaca. TRATAMENTO: Os suportes hemodinâmico e ventilatório precoce e adequado de pacientes em choque são essenciais para evitar piora clínica, SDMOS e morte. Otimização da pré-carga: A ressuscitação volêmica pode melhorar o fluxo sanguíneo microvascular e aumentar o débito cardíaco, sendo uma parte essencial do tratamento da maioria dos tipos de choque. Em seguida, devemos definir qual é o tipo e a quantidade de solução que devem ser utilizados em cada tipo de choque Otimização da pós-carga: Em pacientes com hipotensão persistente após ressuscitação volêmica, a administração de vasopressores é indicada. Outra maneira de otimizar a pós-carga é reduzi-la no contexto de choque cardiogênico, pois isso facilita o funcionamento da bomba cardíaca, que se encontra debilitada. Para utilizarmos os vasodilatores endovenosos nesse contexto, precisamos de uma pressão arterial minimamente segura, em geral uma PAS acima de 90 mmHg. A Otimização do débito cardíaco: Otimização da oxigenação: A administração de O2 suplementar deve ser iniciada precocemente, para aumentar o fornecimento de oxigênio aos tecidos e prevenir hipertensão pulmonar. Tratamento etiológico específico: image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image1.png image2.png image3.jpeg image4.png image5.png