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SÍNTESE DE Proteínas: 1. Toxina Difitérica: · Principal causa de morte infantil no “mundo” temperado. · Controle por antibioterapia + imunização. · Inibe a proteína EF2, responsável por auxiliar a síntese de proteínas (etapa de alongamento). Ribossomo não se movimenta sobre um RNA mensageiro. Leva, inclusive, à morte das células. · Ao se ligar no receptor, induz uma endocitose, sendo internalizada para dentro da célula do hospedeiro. 2. Mastite: · Infecção da glândula mamária. · Invasão da glândula mamaria, causando destruição da estrutura natural da glândula, principalmente descamação e necrose. · Mastite subclínica ou clínica. Grande maioria dos antibióticos utilizados nos tratamentos de mastite são capazes de bloquear a tradução de ribossomos bacterianos, não apresentando efeitos sobre os ribossomos eucarióticos. Todas as ações e propriedades de uma célula são fruto do conjunto de proteínas produzidas por ela. Como uma proteína é produzida? DOGMA CENTRAL Determina quais e quantas proteínas são produzidas. O início da transmissão define se algum nível de expressão genica irá existir para o gene em questão. RNAm Maduro em Eucariotos: · CAP 5’. · Região 5’ UTR. · Região codificadora de proteína (junção dos exons). · Região 3’ UTR (transcrita, mas não será traduzida). · Cauda POLI-A. Reconhecido pelo ribossomo e traduzido. Tradução: Síntese de polipeptídio com base uma sequência de mRNA usando os componentes obrigatórios: · RNAm – contem informação necessária para produzir uma proteína correspondente ao gene transcrito. · RNAt – transporta aminoácidos, permitindo a conexão do código de nucleotídeos com o código de aminoácidos; · Ribossomo – RNAr e proteínas. Procarioto: à medida que um RNAm está sendo transcrito, a replicado 5’ está sendo traduzida pelos ribossomos. Simultaneamente e no mesmo local. Eucarioto: apenas a tradução é no citoplasma. Porém os componentes e o processo geral são muito similares entre procariotos e eucariotos. O que é uma proteína? Polímeros (união de monômeros) de aminoácidos/ cadeias polipeptídicas unidos por ligação peptídicas. Qual é a importância das proteínas? Enzimas, componentes estruturais (sustentação de membranas e filamentos), transportadores, comunicação celular (exemplo: neurotransmissores secretados) e defesa do organismo (anticorpos). Componentes do aa: Diferenciados pelo grupo radical. Como é feita a ligação peptídica? Reação de desidratação, produzindo as ligações. Ocorre entre o grupo amino (H) e carboxila (OH). Sai uma molécula de água, unindo o C e o N. As pontas tem polaridades – extremidade amino terminal e extreminade carboxi terminal. 1 – Sequência de aminoácidos. 2 – Dobramento da estrutura primária. Interação entre aminoácidos próximos. 3 - Interação entre aminoácidos distantes. Principal determinada da função da proteína. 4 – União de polipeptídios. Código Genético: relação entre a sequência de bases no DNA (mRNA) e a sequência correspondente de aminoácidos na proteína. Códon: unidade básica do código genético. Formado por 3 nucleotídeos – 64 códons – 20 aa codificados. Todo nucleotídeo pertence apenas a um códon – não sobreposto. Tipos/ formas de leitura: · Não sobreposto – aa em sequência – códons consecutivos. · Sobreposto/ superposto – tem base consecutiva em comum. 64 códons: · 3 códons de parada. · 61 códons com sentido – aa codificado por mais de um códon: códon sinônimo. Sendo assim, o código genético é redundante. Alguns aa são codificados por muitos códons, diferente de outros aa que possuem poucos códons. Por quê? A quantidade com que os aa são encontrados nas proteínas determinam tal desigualdade. Segunda característica: os nucleotídeos do código genético não são sobrepostos. Terceira: existem código de término – códons sem sentido. Sendo eles: · UAA, UAG e UGA. Quarta: é universal – mesmo códon para mesmo aa. RNAt – adaptador: · Unifilamentar - dentro da célula há pareamento interno, assumindo uma estrutura secundária – alças D, T e média (do anticódon – dentro há 3 nucleotídeos que formam o anticódon). · Anticodon: realiza o pareamento com os códons do RNAm. Sendo assim, fazem a leitura do código genético. · Enzimas AMINO ACIL-RNAt sintetases: ligam aminoácido ao RNAt correto. 20 aa = 20 enzimas diferentes. Etapa crítica do processo de tradução – reconhecimento do aa é puramente determinado pela interação códon-anticódon. O aa não consegue ler o códon ou anticódon. A gasto de energia (1 ATP). Enzimas AMINO ACIL-RNAt: Substratos: · Aminoácidos; · RNAt – carrega o anticódon verdadeiro. A enzima reconhece o aa correto, permitindo que o RNAt se lige ao seu sitio ativo, quebrando a ligação fosfato-fosfato e conectando na região 3’OH do RNAt o aa a ser transportado. Polaridade do códon e do anticódon é contrária. Aa é ligado na extremidade 3’ por essas enzimas. É necessária a hidrolise de 1 ATP. Ribossomos: Complexos multisubinitários responsáveis pela tradução de RNAm. · Subunidades: (s: velocidade de sedimentação). · Composto por 2/3 de RNA e 1/3 de proteínas. · Livres ou aderidos no RE (RE rugoso). Processo de tradução é similar entre organismos eucariontes e procariontes. Mitocôndria e cloroplasto contem ribossomos 70s. Ele possui 3 sítios: 1. Sítio A (aminoacil): recebe o RNAt carregado com aa. Anticódon pareia com o códon – centro decodificador. ENTRADA DE UM NOVO RNAt + RECONHECIMENTO CÓDON E ANTICÓDON DE MANEIRA COMPLETA E CORRETA. 2. Sítio P: RNAt ligado a cadeia polipeptídica crescente. Contém o último RNAt adicionado + aa. Centro peptidiltransferase (sub maior): formação da ligação peptídica. LIGAÇÃO ENTRE ÚLTIMO AA E O PRÓXIMO. Ribossomo anda 3 nucleotídeos no RNAm. Sítio A vazio. 3. Sítio E: contém RNAt desacilado (sem aa) – liberado. Sítios de ligação para os RNAt. Etapas do Processo de Tradução: Metionina – primeiro aa de todas as proteínas. No sítio A está o stop códon. Desligamento da proteína e desmontagem do ribossomo. Etapas semelhantes entre procariotos e eucariotos. Iniciação: · Colocar o primeiro RNAt – aminoacil no sítio P, estabelecendo a correta matriz de leitura do RNAm. · Códon de iniciação: AUG --- Metionina. · Região 5’ UTR (início da transcrição (+1) + início da tradução (AIG)) tem sequencias que ajudam o ribossomo a posicionar de maneira correta o sitio P sob o AUG – matriz de leitura determinada. Ou seja, essa etapa se dá quando a sub menor com os seus RNAr buscam o códon de início localizado a região 5’ UTR: Em eucariotos – seq. de Kozak: ACCAUGG. Auxiliado pela CAP-5 e Cauda Poli-A. Em procariotos: seq. de Shine-Dalgarno. Alongamento: Ribossomo completamente formado. UAC --- AUG. Pareamento de códon e anticódon complementares. Após realizar a ligação peptídica, o ribossomo hidrolisa a ligação fosfato-fosfato de um GTP e se move. O ciclo de alongamento se repete até o stop códon. Síntese da proteína: 5’ NH2 (amino-terminal) para 3’COOH (carboxi terminal). A proteína começa a ser traduzida da extremidade amino terminal. Fim da etapa: entrada de um STOP Códon no sítio A. Recrutamento de fatores de termino. Polirribossomos: Um RNAm sendo traduzido por vários ribossomos ao mesmo tempo. Quanto mais próximo a região 5’, menor a proteína sintetizada até dado momento. Eucariótico: CAP 5’ e cauda Poli-A. Eventos Pós-Traducionais: Proteína recém-sintetizada não possui estrutura tridimensional. Dobramento correto: alteração química de alguns aa, principalmente da cadeias laterais. De inativa para ativa. Não é favorecido em ambiente aquoso (citosol) – chaperonas criam ambiente hidrofóbico, permitindo o dobramento correto. Regulação da Expressão Gênica: Anobleps anableps (quatro olhos): Células do olho possuem o mesmo DNA, genoma. Do ponto de vista morfológico também há grande semelhança. Porém, de maneira funcional há grandes diferenças entre as regiões submersa ou em contato com a água. Como? Devido a diferença ente os genes expressos (regulação da expressão gênica). Diferença de ExpressãoGênica: Taxa de transcrição alta = leva a tradução de muita proteína, sendo bastante expressa. Mesmo que neurônio e o hepatócito sejam de um mesmo genoma, tal diferença morfológica pode estará relacionada a tal diferença de expressão gênica. Eucarioto: apenas a tradução ocorre no citosol. No interior do núcleo ocorre a transcrição. Procarioto: transcrição e tradução ocorrem de maneira simultânea e no mesmo compartimento celular, o citosol. RNAm policistrônico (procariótico): contém a sequência codificadora de mais de uma proteína no mesmo RNAm. Monocistrônico: contém uma sequência codificadora. CAP5’: protege a ponta contra o ataque no citoplasma. Cauda Poli-A: relacionada a regulação gênica. Em procariotos: Organismo muito simples. Regulação do metabolismo bacteriano – conversação de recursos (aa, sais minerais, vitaminas) e de energia (glicose e outras fontes). Mas como ele é regulado? A partir da regulação gênica – sendo assim, ela é baseada na oferta e na demanda. Triptofano (aa): a bactéria quando em meio rico a esse aa ele será utilizado, bloqueando a via metabólica. Ou seja: Aa presente = absorvido (anabolismo inativo); Ausente = produzido a partir de precursores (anabolismo ativo). Mas como tal via metabólica é ativada ou bloqueada? Regulação das enzimas envolvidas em uma via metabólica – muitas vezes, ocorre a partir da inibição por retroalimentação da atividade das enzimas (típica de anabolismo): Em meio com muito triptofano, a muita absorção por meio da bactéria, causando a inibição da enzima pelo próprio aa. A partir desse bloqueio, não ocorre a transformação do precursor em triptofano. Célula se adapta a flutuação da oferta e demanda no curto prazo. Regulação a longo prazo: controle do nível da produção de enzimas anabólicas – regulação da expressão dos genes que produzem as enzimas da rota. Principal controle: transcrição do gene. Genes dos procariotos estão localizados no ÓPERON: estrutura de organização do genoma. Genes envolvidos em um mesmo processo/ rota transcritos a partir de um mesmo promotor + elementos regulatório. Ou seja, estão no mesmo RNAm policistronico. Garante o controle coordenado de genes, levando a uma economia. Promotor: ligação da RNA polimerase e fatores gerais de transcrição. Operador: localizado na extremidade 5’. Ele é uma sequência de DNA que tem a função de controlar o acesso da RNA Polimerase e dos fatores gerais de transcrição ao promotor (TATA box). Interruptor da transcrição do operon. Ele é alvo de: Repressores ter dominância sobre os ativadores. As proteínas reguladoras são produzidas por um outro gene fora do operon: Operon do triptofano: produzir as 5 subunidades que formaram as 3 enzimas responsáveis por transformar o precursor em triptofano. · Operador do triptofano: reguladora repressora R (gene trpR). · Ela tem uma ligação reversível – forma que se liga ou não ao operador do operon do triptofano (proteína alostérica). · Forma ativa (repressora) – induzida pela ligação do triptofano – muita afinidade pelo operador. Operon triptofano desligado. · Concentração de triptofano muito baixa – triptofano se desliga da proteína repressora – forma inativa. Operon ligado, produzindo as enzimas. Operon de Ligação Reprimível: Naturalmente tem a transcrição ligada. Ela é inibida quando sinais regulatórios alteram o ativador (diminui afinidade pelo operador) ou o repressor (aumentando afinidade). Exemplo: operon triptofano. Ligado na maior parte do tempo. Proteína repressora R = estado original inativo. Ambiente natural = ausência de triptofano. Operon triptofano ligado. Sinal regulatório: próprio triptofano. Proteína repressora R se torna ativa, reconhecendo e se ligando ao operador, bloqueando a transcrição do operon triptofano. Proteína repressora em estão inativo – transcrição ligada. Sinal regulatório se liga a proteína repressora – transcrição desligada. Proteína reguladora: Operon Induzível: Normalmente inativo – transcrição desligada. Ativada a transcrição quando sinais regulatórios alteram o ativador (aumentando afinidade) ou repressor (diminuindo a afinidade). Exemplo: Óperon lac: operon que contém genes para formar as 3 enzimas envolvidas no metabolismo da lactose. Só será sintetizado na presença da lactose. Proteína repressora ativa após sua produção, reprimindo o operon. Lactose no ambiente – l aloctose, se ligando a proteína repressora e tornando-a inativa. Regulação negativa – proteína que se liga ao operador é repressora. Negativa: proteína repressora. Positiva: proteína ativadora. Regulação Gênica em Procariotos: 1. Regulação por repressão – anabolismo. Suspensão da produção de um produto quando ele é presente. 2. Regulação por indução – catabolismo. Indução da degradação quando o nutriente está presente. Regulação positiva: preferencia pela glicose sobre a lactose. Baixa glicose – ATP consumido – aumenta AMPc – ao se ligar na CAP ela é ativada, ativando o operor lac – produção de enzimas que degradam a lactose. Excesso de glicose e lactose – glicose é utilizada. Muito ATP e baixo AMPc. Baixa transcrição de operon lac. Regulação Gênica em Eucariotos: Expressa mais ou menos 20% dos seus genes. 80% dos genes estão silenciados. Cada tipo celular tem um subconjunto de genes expressos – células epiteliais e musculares. Define forma/ função de cada tipo de célula mesmo que todas tenham o mesmo genoma. Pontos de controle/ regulação gênica: 1. Modificação da cromatina determina se o gene será ou não expresso. 2. Fatores gerais de transcrição e outros. 3. Processamento do RNAm. 4. Transporte do núcleo para o citoplasma. 5. Meia vida do RNAm no citoplasma. 6. Tradução. 7. Processamento da proteína. 8. Transporte para destino celular. Gene em região de cromatina condensada não ocorre transcrição do gene – inacessível ao RNA pol e fatores gerais de transcrição. Proteínas regulatórias podem: · Se ligar ao DNA e alterar a estrutura da cromatina, tornando-a menos condensada (eucromatina) – ativação da transcrição de genes. Nucleossomos distantes. · Inibindo a transcrição de genes - cromatina condensada (heretocromatina). Cauda da histona é acetilada – menor afinidade ao DNA, tornando-o mais frouxo. Ou seja, as caudas das histonas são modificadas quimicamente, alterando a regulação da expressão por modulação da estrutura de cromatina. Mulheres possuem dois cromossomos X (grandes). Sendo assim, é necessário que seja feito um balanço de doses, pois ela apresenta mais proteínas que os homens: alteração química dos nucleotídeos: Citosina metilada: tendência a formar estruturas de heterocromatina, reduzindo a expressão gênica. Um cromossomo X ativo e outro inativo (ocorre de forma aleatória). Gene: 5’ UTR: promotor (TATA box) + elementos-controle proximais + estimulador (elementos-controle distais/ ehansers). Início da transcrição: +1. Região codificadora: éxons e introns. 3’ UTR: sequência para sinal poli-A, região de término da transcrição. Início da transcrição: principal etapa onde a expressão gênica é regulada – proteínas se ligam em elementos regulatórios da 5’ UTR e aumentam ou diminuem a afinidade da RNA pol pelo promotor. Fator geral de transcrição X fator específico de transcrição: local onde se ligam no gene. Fator geral: proteínas que se ligam ao promotor. Gerais: iguais para todas as células. Baixo níveis de transcrição. Se liga sobre o promotor, junto com RNA pol. Fator específico: proteínas ativadoras ou repressoras que vão aumentar ou diminuir o ritmo de transcrição basal. Se ligam principalmente aos ehancers. Estrutura geral dos fatores específicos de transcrição: 2 domínios: · Domínio de ligação ao DNA (ehancers); · Domínio de ativação ou repressão (interfere na formação do complexo de início da transcrição – RNA pol e fatores gerais). · Variam de uma célula para outra – determinam quais genes serão ou não expressos na célula a partir da ativação da transcrição associada aos fatores específicos de determinada célula. Exemplo:· Albumina (hepatócitos) · Cristalina (proteína mais abundante nas células do cristalino). Cada combinação de elementos de controle será capaz de ativar a transcrição apenas quando os fatores específicos de transcrição presentes. Mecanismos de regulação pós-transcricionais: fina regulação da expressão gênica de acordo com o ambiente sem alterar o nível de transcrição. · Splicing alternativo – união aleatória de éxons, gerando proteínas diferentes. 75-100% dos genes humanos. · Início da tradução (subunidade menor reconhece CAP’5 e cauda Poli-A, além de buscar na 5’UTR a sequência de Kozak). Bloqueio da tradução mediante sinal externo – produção de proteína bloqueadoras que impedem o ribossomo de se ligar as regiões mencionadas. · Meia vida do mRNA no citoplasma: · Tamanho da cauda poli-A. Manutenção ou não do CAP’5 (remoção). · RNA não codificante de interferência: reconhecidos por algumas proteínas – complementariedade de bases nitrogenadas completa (3’UTR) : induzem degradação do RNAm, diminuindo a expressão gênica; incompleta: bloqueio da tradução. Processamento e degradação de proteínas: Forma inativa – forma ativa (a partir do dobramento correto + alteração química de alguns aa). · Marcação de proteínas alteradas para degradação – ubiquitina (proteossomo: degradação). · Pequena quantidade: marcador que permite ligar e desligar a proteína. Resumo: Re-diferenciação celular a partir da mudança no padrão da expressão gênica. Utilizado, por exemplo, para o transplante de enxertos. image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png