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PROPRIEDADES DA RESPOSTA IMUNE: - O sistema imune é responsável por reconhecer e discriminar moléculas que entram em contato com seus representantes, identificando o que é próprio e o que é não-próprio do organismo. - Tem a capacidade de desenvolver resposta imune contra agentes infecciosos na tentativa de eliminar patógenos e minimizar seus danos ao organismo. - Esse processo exige duas etapas: reconhecimento e elaboração da reação para eliminação. * O tipo de resposta é determinado pelo local da infecção e o tipo de patógeno. > Resposta imune inata - Presente antes do contato com o agente agressor. defesa inicial e rápida - Inespecífica. não distingue pequenas diferenças entre patógenos (receptores específicos comuns entre microrganismos relacionados) - A resposta é sempre igual e na mesma intensidade independente de vezes que entrou em contato com o patógeno. - Não desenvolve memória imunológica. - Componentes: Barreiras físicas e químicas, fagócitos e células NK, proteínas do sangue e citocinas. * Barreiras físico- químicas: pele com glândulas sebáceas e sudoríparas, ácido lático e graxos (ph ácido permite manutenção da microbiota), além de revestida por queratina. mucosas com secreções (remoção mecânica), muco e células epiteliais ciliadas nas vias aéreas, além da presença da microbiota normal. * Componentes humorais: enzimas (lisozima) e proteínas do sistema complemento (como interferons do tipo I que atuam na inibição da replicação de vírus). * Componentes celulares: fagócitos (neutrófilos e macrófagos), células dendrítica, eosinófilos, basófilos, mastócitos, células NK e células linfóides inatas. - Macrófagos, dendríticas e mastócitos impedem a invasão de microrganismos. - PAMPs: padrões moleculares associados a patógenos, ou seja, moléculas não presentes no hospedeiro/fatores externos. - DAMPs: padrões moleculares associados a perigo, ou seja, moléculas do hospedeiro liberadas por células danificadas/mortas ou produtos da MEC. Ex HSPs e HMGB1. - PRRs: receptores de reconhecimento de padrões. induzem a fagocitose, expressão de genes de defesa, secreção de citocinas e morte da célula afetada. Ex TLR, NLR, lectinas - Reações principais: recrutamento de fagócitos e leucócitos que destroem os microrganismos em um processo inflamatório e bloqueio da multiplicação viral ou morte das células infectadas sem necessidade de inflamação. > Resposta imune adaptativa - Desenvolvida a partir do contato com o agressor. resposta lenta - Específica. diversidade - Ao entrar em contato com o agente várias vezes, tem sua resposta melhorada e mais intensa. - Cria memória imunológica. - Componentes: linfócitos e suas secreções. * Sistema é integrado funcionalmente, a imunidade inata estimula a adaptativa, que utiliza de seus mecanismos efetores e aumenta sua eficiência. - Imunidade celular: microrganismos intracelulares. linfócitos Ta1 (ativa macrófagos) - Imunidade humoral: microrganismos extracelulares e toxinas. linfócitos Ta2 (linfócitos B, eosinófilo e mastócitos) ou linfócitos B (plasmócitos) - Fases: Reconhecimento do antígeno, ativação do linfócito, eliminação do antígeno (fase efetora), contração/homeostase e memória (declínio). *A contração e homeostasia são processos de autolimitação. - Seleção clonal: cada antígeno seleciona um clone pré-existente de linfócitos específicos e estimula a proliferação e diferenciação de cada clone. > Resposta imune primária X secundária - A resposta secundária é mais rápida, mais intensa e qualitativamente melhor que a primária. - Isso porque já existem células de memória após a primeira imunização contra um antígeno. > Imunidade passiva X ativa - Passiva: transferência de anticorpos ou linfócitos de um indivíduo imunizado. transiente e instantânea Ex passagem de imunoglobulinas via placenta e via leite materno e soroterapia ou tratamento de imunodeficiências (natural e artificial). *A artificial é utilizada quando é preciso resposta imediata, como acidentes com animais peçonhentos e exposição a toxina tetânica. - Ativa: induzida pela exposição a um antígeno estranho. longa duração Ex vacinação e doença (artificial e natural). Células e Tecidos do Sistema Imune: - Circulam pelo sangue e linfa. - Conjuntos conhecidos como órgãos linfóides. dispersos pelo corpo - Originadas de células tronco da linhagem linfoide (linfócitos B e T e células NK) ou mieloide (eritrócitos, plaquetas, macrófagos, neutrófilos, eosinófilos e basófilos). *Células dendríticas podem ser das duas linhagens. - Citocinas estimulam a proliferação e diferenciação das células e o recrutamento e ativação de leucócitos inflamatórios, e na ausência de infecções sua principal fonte é células do estroma da medula óssea, já na infecção são produzidas por macrófagos ou células T helper, que induzem também uma hematopoiese adicional. > Linfócitos - Linfócitos T e B são as únicas capazes de reconhecer especificamente antígenos e criarem células de memória para seu combate em seguintes contatos. - Especificidade: expressam receptores para antígenos e se desenvolvem em diferentes classes funcionais. Linfócitos B ● Maturados na medula óssea. ● Seus receptores de antígeno são anticorpos ligados à membrana. ● Se diferenciam em plasmócitos na imunidade humoral, células destinadas a síntese e secreção de anticorpos. Linfócitos T ● Precursores na medula óssea, mas migram pro timo para maturação. ● Se diferenciam em células T helper, que secretam citocinas, ou T citotóxico, que matam células estranhas. ● Populações funcionalmente distintas expressam diferentes proteínas de membrana, CD4 ( T helper) e CD8 (CTL), que são um cluster de diferenciação proteico que permitem a identificação de diferentes funções e estágios de desenvolvimento dos linfócitos. Células de memória ● Uma parte das células B e T produzidas não se diferenciam em células efetoras, e sim em linfócitos de memória, que são capazes de sobreviver por muito mais tempo na ausência de estímulo antigênico. ● São quiescentes, só produzem moléculas efetoras se estimuladas por antígenos. ● É crucial para o sucesso da vacinação na imunização a longo prazo. Células Natural Killer ● Destroem células tumorais ou infectadas por vírus por liberarem perforinas, proteínas que geram lise na membrana do alvo, o que altera sua permeabilidade e leva a lise osmótica. ● Grandes linfócitos granulares encontrados no sangue, baço e linfonodos. ● Imunidade natural: não possuem TCR para reconhecimento específico de antígeno, funcionam sem estímulo específico ou memória imunológica. ● Citotoxicidade natural: mata células afetadas por vírus sem estímulo antigênico. ● Porém podem expressar receptores de baixa afinidade para IgG, reconhecendo alvos envolvidos por este e participando também da imunidade adaptativa. ● ADCC: mecanismo em que uma célula efetora provoca lise de uma célula alvo, cuja membrana foi recoberta por antígenos específicos. Sendo uma forma dos anticorpos combaterem a infecção. Normalmente é mediado por células NK. ● Sua morte é igual a de CTLs – exocitose de grânulos para indução da fragmentação do DNA da célula alvo e apoptose. ● Quando inativas tem função de imunovigilância. Fagócitos ● Macrófagos são o principal fagócito de microrganismos, macromoléculas e tecidos próprios lesados ou mortos, mas também são células apresentadoras de antígenos (APC) para os linfócitos. ● Degradam as substâncias por enzimas lisossomais, espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (exocitose) para eliminação e controle da disseminação de invasores, podendo lesar tecidos vizinhos. ● Também ativam os linfócitos por serem APCs pela expressão de proteínas após fagocitose de uma molécula não própria. Mas também são ativados por citocinas secretadas por células T. Além de possuírem receptores de superfíciepara anticorpos, que cobrem antígenos para depois de se ligarem a macrófagos serem fagocitados. opsonização *O estímulo mútuo das funções dos macrófagos e linfócitos é importante para amplificação da imunidade. Células dendríticas ● Capacidade de estimular células T virgens a iniciar a resposta imune primária ao atuarem como APCs. se ligam ao Ag e ao TCR com MHC ● São ativadas por produtos microbianos e secretam citocinas pró-inflamatórias, além de ativarem macrófagos, células NK e eosinófilos. ● Quando imaturas sentem a presença de patógenos por PRRs e os processa intracelularmente, já quando maduras migram para linfoides secundários e apresentam antígenos processados a células T virgens, gerando T efetoras e promovendo a seleção de células B ativadas (ligação de alta afinidade com os receptores do antígeno). ● Responsáveis pela ligação entre a imunidade inata e adaptativa. �Granulócitos ● Importante papel na inflamação e na imunidade natural, eliminando microrganismos e tecidos mortos. ● Como os macrófagos, são ativados por citocinas derivadas de células T e fagocitam moléculas opsonizadas. ● Podem ser neutrófilos (respondem rápido a estímulo quimiotático, após serem recrutadas do sangue por sítios de inflamação, destruindo antígenos estranhos) eosinófilos (destroem agentes infecciosos que estimulam a produção de IgE, logo participam da lesão tecidual e inflamação em alergias) e basófilos (alta afinidade para IgE, sendo mediadores de hipersensibilidade imediata). Órgãos Linfoides: * Estão a serviço das defesas do nosso organismo. - Primários: Medula óssea e Timo. geram, maturam e selecionam linfócitos - Secundários: Baço, Linfonodo, Tonsilas, Apêndice, Adenóides e Placas de Payer. contato com antígenos e desenvolvimento da resposta imune * linfonodos conectados por vasos linfáticos. - Linfócitos retiram microrganismos e antígenos do sangue e da linfa. - Tecidos linfóides: sítios para onde são transportados e concentrados antígenos estranhos para ativação da imunidade específica. Sua compartimentalização não é fixa, os linfócitos estão em constante circulação pelo sangue e entre tecidos. - A maturação dos linfócitos T ocorre no timo, onde apenas 5% dos timócitos são aprovados e passam a ser linfócitos T pela seleção, com a eliminação de células que não conseguem discriminar moléculas próprias do organismo. - O baço está no trajeto do sangue, sendo o sítio de respostas imunes a antígenos do sangue e responsáveis por filtrar o sangue de substâncias estranhas e eritrócitos senescentes, enquanto os linfonodos são envolvidos em resposta a antígenos da linfa. IMUNOLOGIA DAS MUCOSAS: - Possuem tolerância a antígenos alimentares e ubíquos, proteínas próprias e microbiota normal e responsividade a patógenos. - Realizam respostas imunes regionais especializadas. - Mucosas gastrointestinal - GALT (enzimas digestivas antimicrobianas, muco, peristalse, diarreia, vômito e microbiota normal que protege contra patógenos), respiratória – BALT e NALT (muco, movimento ciliar para manter fluxo, tosse, espirro) e urogenital (fluxo contínuo para fora, e pH ácido da vagina para manter sua microbiota) e pele (barreira física por junções oclusivas, muco e participação na resposta imune). inata * Além da MALT que esta associada a tecidos linfoides. * O muco protege contra agressões químicas, mecânicas e da penetração de patógenos (alta carga negativa inibe interação dele com as células) e é produzido por células caliciformes. * A microbiota gera competição com o patógeno, maturação do sistema imune e indução a sua tolerância. * Presença de IgA nas mucosas. neutralização * Células de Paneth responsáveis pela produção de peptídeos antimicrobianos, como as defensinas produzidas são ricas em cisteína, que possuem atividade microbicida contra bactérias e fungos (promovem lise das células infectadas e são capazes de inativas ação de vírus envelopados, impedindo sua entrada em células). * A presença de linfócitos intraepiteliais, permitem o reconhecimento de diferentes estruturas de origem microbiana (perfil de memória), e participam da produção de citocinas, ativação dos fagócitos e lise de células infectadas. *Respondem as citocinas liberadas pelo epitélio, e ativam células linfoides inatas, que possuem função de barreira e homeostasia, produção de defensinas e muco. * Epitélios expressam quimiocinas específicas para o recrutamento de determinadas populações de LT e LB. Antígenos e Anticorpos: - Antígenos: Qualquer substância que pode ser especificamente ligada a uma molécula de anticorpo, receptor de linfócitos T, MHC... nem todos são imunógenos - Imunógenos: moléculas capazes de estimular uma resposta imunológica específica. todos são antígenos - Hapteno (antígeno incompleto): sozinhas são incapazes de induzir uma resposta imune específica, precisam se ligar a um carreador para ativar essa. - Epítopo/Determinante antigênico: porção que se liga ao anticorpo ou outro receptor, geralmente múltiplos estão presentes na macromolécula, podendo ser repetidos ou diversos. *As proteínas são os melhores imunógenos capazes de ativar linfócitos T, logo polissacarídeos, ácidos nucleicos e lipídios são imunógenos fracos, ao menos que complexados com proteínas. Natureza do antígeno - T dependentes: imunógenos fracos, epítopos repetitivos e não geram memória imunológica ou imunógenos fortes, necessitam de auxílio das células T e geram memória imunológica. Anticorpos/Imunoglobinas - Glicoproteínas produzidas pelos plasmócitos em resposta a um imunógeno. - Podem estar presentes na superfície das células B ou secretados na circulação, tecidos, mucosa. - Na imunidade humoral, opsonizam um antígeno para ser fagocitado através da ativação do sistema complemento (ADCC). - Possuem domínios variáveis, onde estão dois sítios de reconhecimento de antígenos idênticos, e domínios constantes, responsável pela função efetora. bifuncional - Região dobradiça: parte da cadeia pesada flexível que une porções Fab e Fc. - Possui tanto regiões hidrofílicas, como hidrofóbicas. - A maioria de diferenças entre anticorpos se encontra nas regiões variáveis das cadeias pesadas e leves, os segmentos hipervariáveis, que formam uma superfície complementar a estrutura do antígeno, sendo uma região determinante de complementariedade. - Suas cadeias pesadas os diferenciam por classes: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM, e suas cadeias leves podem ser do tipo kappa ou lambda. - Especificidade: capacidade do anticorpo de distinguir seu imunógeno de outros antígenos. *Reatividade cruzada: anticorpo se liga a antígeno diferente, mas estruturalmente semelhante ao seu próprio, traz riscos de desenvolvimento de doenças autoimunes. - As ligações Ag-Ac são não covalentes e reversíveis, por serem ligações fracas, que em grande quantidade ficam fortes. Quanto mais complementar haverá uma proximidade maior, uma força de atração maior, uma ligação mais forte. alta afinidade - Avidez: força de interações total entre Ag e Ac/soma das afinidades de todos os epítopos envolvidos. - Classe dos anticorpos IgA: imunidade de mucosa por neutralização do antígeno. transferência por leite materno IgD: receptor de antógeno de linfócito B virgem. IgE: defesa contra helmintos, hipersensibilidade imediata. IgG: neutralização, opsonização, ativação do sistema complemento, ADCC, imunidade neonatal. transferência placentária *atuação no sangue. secundária IgM: receptor de antígeno de linfócito B virgem, ativação do sistema complemento, primeiros Ac produzidos durante uma infecção. primária Receptores de células T - Estruturas dos linfócitos T responsáveis pelo reconhecimento do antígeno associados a moléculas de MHC da célula hospedeira, sendo específicos e integrados na membrana celular. *MHC I:presentes em todas células nucleadas. *MHC II: presentes apenas em APCs. IMUNIDADE INATA: - Primeira linha de defesa contra infecções, resposta imediara após contato com antígeno. - Outros Componentes: Proteínas de fase aguda (APPs) - São solúveis e produzidas no fígado, onde ocorre alteração de concentrações de citocinas ou sinalização do eixo HPA durante distúrbios da homeostase. - Participam da opsonização de microrganismos, ativação do sistema complemento, neutralização de enzimas e radicais livres... Ex CRP – proteína C reativa - Proteína amiloide A sérica * Uma das principais apoliproteínas, complexada a HDL no plasma. SE liga a esse tipo de colesterol e permite sua remoção de macrófagos no sítio de inflamação, permitindo o retorno desse lipídeo ao fígado. Além de promover a ativação do inflamassoma, de receptores TLR e ter papel de quimiotaxia para leucócitos. - Alfa-1 Antitripsina * Protege tecidos da ação deletéria de enzimas proteolíticas produzidas por neutrófilos. Quando não presentes no pulmão, pode ocorrer uma degradação de seu tecido pela elastase, gerando um quadro de enfisema pulmonar. - Haptoglobina * Proteína com alta afinidade para a hemoglobina livre, sendo importantes em casos de hemólise. Assim protegem os rins de danos pelo complexo heme e previnem a perda de ferro por excreção renal. Sistema Complemento ● Conjunto de proteínas que normalmente se apresentam em forma de precursores inativos/zimogênios. ● Complementam a ação de anticorpos na eliminação de bactérias. ● Sua ativação promove a liberação de mediadores que amplificam os aspectos da imunidade inata, e alguns da adaptativa. ● Atuam diretamente na lise de bactérias, vírus envelopados e células apoptóticas e atraem células do sistema imune para área afetada, isso depois da opsonização dos patógenos. ● Possuem atividade proteolítica, cuja ativação depende da ativação sequencial/em cascata. - Via alternativa * Disparada pela conversão espontânea de C3 em C3b, que são rapidamente inativadas por proteínas de membranas de células sadias, porém em bactérias, fungos e células danificadas, que não possem essas moléculas regulatórias, o C3b se liga em sua superfície e continua ativo, o que leva a formação de um complexo de ataque a membrana. independe de anticorpos - Via clássica * Ativada quando C1 (ptn de reconhecimento) se liga ao patógeno por meio de anticorpos (IgG ou IgM), formando um complexo Ag-Ac-complemento. - Via das lectinas * Disparada por lectinas, proteínas solúveis que se ligam a açucares de membrana de patógenos, que ativam as proteínas do complemento. - Regulação Fisiológica * Ativador: Fator P (estabiliza convertases de C3 da via alternativa na superfície do patógeno). * Inibidores: Fator I (inativação por clivagem da C3b e C4b), Fator H (cofator para o anterior e acelera o decaimento da convertase de C3 na via alternativa), DAF (aumenta decaimento da C3 convertase), MCP (cofator para clivagem de C3b, inativando a conversão da via alternativa) e CD59 (inibe a formação do MAC, pelo impedimento da inserção do C9 na membrana) - A secreção de elementos do complemento, como a C3a e C5a, se ligam a células T e a células dendríticas, o que gera a ativação desses, levando a expansão e sobrevivência dos linfócitos T. - As vias convergem para elementos comuns como a produção de C3b (opsonizam e fagocitam patógenos), de C3a e C5a (inflamação e quimiotaxia) e a formação de MAC (lise dos patógenos). * Quimiotaxia é o direcionamento de células do sistema imune para o local de infecção para mais eficiente eliminação do patógeno. - Também auxiliam na eliminação dos complexos imunes e células apoptóticas pós resposta imune, no aumento da resposta de anticorpos, eliminação de células B auto reativas e no aumento da resposta imunológica. IMUNIDADE CELULAR: - Proteção mediada por células. - Iniciada quando LT reconhecem Ags nas superfícies de células, tecidos ou organismos. * Linfócito T helper: ativação de macrófagos, inflamação e ativação de linfócitos T e B (citocinas). CD4/reconhecimento via MHC II * Linfócito T citotóxico: morte da célula infectada por vírus e tumorais por apoptose induzida. CD8/reconhecimento via MHC I *correceptores da célula T, responsáveis pela estabilização MHC-TCR e participantes da transdução de sinais pós reconhecimento de AG e do processo de maturação no timo. * Linfócito T regulador: supressão de outros linfócitos. - Fases da resposta de células T 1. APC entra em contato com o antígeno. 2. APC migra por vias linfáticas até linfonodo mais próximo. 3. Células T virgens circulam pelo linfonodo e encontram seus Ags. 4. Ativação e desenvolvimento de CT efetoras que migram pro sangue. 5. Células T efetoras ativas no sítio de infecção para erradicar o patógeno. - Proteínas TAP * clivadas pelo proteassoma são levadas ao RE via transportadores TAP1 e TAP2. processamento e apresentação de Ags. -Mecanismos efetores ● Linfócitos T helper *Th1: ativação de macrófagos e neutrófilos = maior destruição microbiana e ligação complemento-anticorpos opsonizadores. *Th2: produção de anticorpos, secreção de muco intestinal e peristaltismo, ativação de eosinófilos e ativação alternativa do macrófago. *Th17: indução da inflamação mediada por neutrófilos (recrutamento), ativação de células epiteliais e endoteliais e produção de mediadores antimicrobianos que aumentam a barreira entre células. ● Linfócitos citotóxicos *morte induzida por secreção de grânulos (perforinas que fazem poros e granzimas que entram neles e induzem a apoptose). *morte por ativação da via Faz-FasL em células tumorais. ● Célula T regulatória *expressão de CD4, CD25 e Foxp3 inibem células imunes ● Células Natural Killer -Respostas imunes a vírus * Atuação de células NK Reconhecem células infectadas por vírus através da diminuição da molécula MHC classe I na membrana e induzem suas mortes por apoptose. OBS Em resposta ao HIV tem ações não-citolíticas, ao produzirem quimiocinas que promovem o bloqueio da entrada do vírus na células e citocinas que irão recrutar linfócitos efetores TCD4 e TCD8. *Ativação dos linfócidos TCD8 Apresentação de Ags virais via MHC I, resulta em morte da célula infectada prla produção de perforinas e granzimas. -Respostas imunes a bactérias intracelulares *Sobrevivem e se replicam mesmo dentro de fagócitos, criando um nicho inacessível a anticorpos. Logo é necessária a ativação de células NK, que ativarão os macrófagos para destruição desse patógeno fagocitado, assim como feito pelas células TCD4, e a ativação das células TCD8 que causam a morte de células infectadas. IMUNIDADE HUMORAL: - Combate infecções por microrganismos extracelulares por meio da produção de anticorpos. Imunoglobulina G - IgG ● Abundante no sangue ● Depende da Fab para neutralização e opsonização do patógeno. ● Depende de Fc para ADCC (citotoxidade) e ADCP (fagocitose) Imunoglobulina A - IgA ● Abundante na mucosa. se liga ao muco (glicolisação) ● Inibe a aderência de microrganismos e da formação do biofilme. imuno-exclusão Imunoglobulina M - IgM ● Primeira a ser liberada. resposta primária ● Eficiente na opsonização e ativação do sistema complemento. Imunoglobulina E - IgE ● Menor quantidade circulando. reações alérgicas - Ativação dos linfócitos B *O BCR é expresso durante a maturação de LB na medula óssea, sendo o IgM o primeiro, e ele que faz o reconhecimento do antígeno. Subtipos do linfócito B ● B1: baixa afinidade IgM, presentes na cavidade peritonial e produzem anticorpos naturais. Ex contra antígenos do sistema ABO ● B2: Células plasmáticas (Acs de alta afinidade IgG, IgA e IgE, mudança de classes, longa vida), Células B de memória (células circulantes de longa vida) e Plasmócitos ( baixa afinidade IgM, MHC II reduzido).*Após formação do complexo LB-BCR-Ag é iniciada uma cascata de sinalização, com a internalização do antígeno e alterações metabólicas. Ex aumento no tamanho da célula, do RNA citoplasmático e proteínas e de proteínas antiapoptóticas. *A resposta pode ser LB timo-independente (comum em crianças que possuem mais células B imaturas) ou LB timo-dependente (ocorre com auxílio de células T helper – LB atuam como seus APCs). *Ocorre a formação de um centro germinativo, onde ocorre intensa proliferação de células B com mutações (seleção positiva) e maturação de afinidade dessas pelo Ag (troca de isótopo=maior competição), causando a liberação de células secretoras de anticorpos de alta afinidade e células B de memória e a apoptose das de baixa afinidade (seleção negativa). Funções efetoras dos anticorpos ● Neutralização: bloqueia a ligação do patógeno ou toxina e a infecção celular e promove o destacamento desse quando já está ligado a receptores da membrana, prevenindo sua fusão e a formação do fagossoma. ● Fagocitose: potencializa esse processo com a opsonização dos patógenos e sua ligação a fagócitos (FC), os ativando. ● Citotoxicidade: mediada pelos Acs, que se ligam a células NK para que essa se ligue ao Ag e realize a morte dessa célula por apoptose. ● Ativação do sistema complemento pela via clássica. IgM principal *mediada pelo complexo C1. *deficiência de seus componentes atrapalham a manutenção da homeostasia, a fagocitose de células apoptóticas e podem gerar o lúpus. VACINAS: - É uma forma de imunização protetora, no qual o antígeno de um microrganismo é aplicado a fim de induzir uma reposta imune primária, e gerar uma memória imunológica. - Ocorre similar a resposta ao patógeno. - Imunidade herdada/de rebanho: gerada pela vacinação ou infecção ativa da população, que se torna imunizada, o que serve como barreira a infecção de outras pessoas pelo transmissor da doença. Características da vacina ● Possuem antígenos que são alvos do sistema imunológico. IFA – ingrediente farmacêutico ativo, varia de acordo com a vacina ● Deve gerar uma imunidade efetiva, de longo prazo e em bom nível de proteção, sem necessidade de um reforço. ● São seguras, não podem causar doença ou morte e apresentando poucos efeitos colaterais. ● Além de ser estável biologicamente. Atenuadas ● Mais eficazes. ● Induz resposta imune humoral e celular. ● Rigor na manutenção da vacina. ● Imunodeprimidos, crianças pequenas e grávidas. Ex BCG para tuberculose, dengue Inativadas ● Maior nível de segurança (inativação em altas temps, pH e radiação). ● Utiliza Ags em sua forma inativa. ● Bom para imunocomprometidos. ● Induz resposta imune limitada, com apenas resposta humoral. ● Repetidas doses. Ex poliomielite, influenza vírus de mRNA ● Codifica o gene de interesse. ● Ausência de resposta ao vetor. ● Pode ser produzida livre de células. ● Imunidade humoral e celular. de vetor viral ● DNA não envelopado, sem gene de replicação. ● Habilidade de entrar em células alvos. ● Facilita a apresentação do Ag. ● Longa imunidade. OBS Propriedades adjuvantes:mRNA, Cápsula viral em ADN, Produção de IFN. *O intercâmbio entre tipos de vacina aumenta as repostas imunes celular e humoral. Bivalente ● Utilização de antígenos da cepa ancestral e omicrons variantes. Intranasal ● Produção local de IgA. - Variação antigênica *Modificações ou mutações nos antígenos de superfície de um microrganismo. *Mecanismo de evasão da resposta imune. *Fator de virulência. OBS a dificuldade de desenvolver uma vacina contra plasmodium devido a seu ciclo de vida com vários estágios e a variação antigênica.