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126 FUNDAMENTOS DE INFORMÁTICA, MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE MICROCOMPUTADORES Fundamentos de Informática, Montagem e Manutenção de Microcomputadores 5E Editora Aline Palhares Desenvolvimento de conteúdo, mediação pedagógica e design gráfico Equipe Técnico Pedagógica do Instituto Monitor Monitor Editorial Ltda. Rua dos Timbiras, 257/263 – São Paulo – SP – 01208-010 Tel.: (11) 33-35-1000 / Fax: (11) 33-35-1020 atendimento@institutomonitor.com.br www.institutomonitor.com.br Impresso no Parque Gráfico do Instituto Monitor Rua Rio Bonito, 1746 – São Paulo – SP – 03023-000 Tel./Fax: (11) 33-15-8355 grafica@monitorcorporate.com.br Em caso de dúvidas referentes ao conteúdo, consulte o e-mail: informatica@institutomonitor.com.br Todos os direitos reservados Lei nº 9.610 de 19/02/98 Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, principalmente por sistemas gráficos, reprográficos, fotográficos, etc., bem como a memorização e/ou recuperação total ou parcial, ou inclusão deste trabalho em qualquer sistema ou arquivo de processamento de dados, sem prévia autorização escrita da editora. Os infratores estão sujeitos às penalidades da lei, respondendo solidariamente as empresas responsáveis pela produção de cópias.5ª Edição - Janeiro/2006 Índice 126/� Apresentação............................................................................................................. 8 Lição.1.–.Um.Pouco.da.História.da.Computação Introdução............................................................................................................... 11 1..A.Necessidade.de.Calcular............................................................................ 11 2..Evolução.Tecnológica.dos.Computadores................................................... 12 2.1.Primeira.Geração..................................................................................... 12 2.2.Segunda.Geração..................................................................................... 13 2.3.Terceira.Geração...................................................................................... 13 2.4.Quarta.Geração........................................................................................ 13 2.5.Quinta.Geração........................................................................................ 13 3..A.Computação.Hoje.e.no.Futuro.................................................................. 15 Exercícios.Propostos............................................................................................... 16 Lição.2.–.Sistema.Computacional Introdução............................................................................................................... 17 1..Elementos.de.um.Sistema.Computacional.................................................. 17 2..A.Interdependência.dos.Elementos.............................................................. 18 Exercícios.Propostos............................................................................................... 19 Lição.3.–.Conceito.de.Bit.e.Byte Introdução............................................................................................................... 21 1..Bit.................................................................................................................... 21 2..Byte................................................................................................................. 21 3..Computadores.de.8,.16.e.32.Bits.................................................................. 22 Exercícios.Propostos............................................................................................... 23 Lição.4.–.Hardware Introdução............................................................................................................... 25 1..Configuração.do.Micro.................................................................................. 25 2..Periféricos.de.Entrada.de.Dados.................................................................. 25 2.1.Teclado...................................................................................................... 26 2.2.Mouse........................................................................................................ 26 2.3.Scanner..................................................................................................... 27 126/6 ○ ○ ○ ○ ○ 3. Placas............................................................................................................. 27 3.1 Placa-Mãe ou Motherboard .................................................................... 27 3.2 Placa de Vídeo ......................................................................................... 28 3.3 Placa de Som ........................................................................................... 28 3.4 Modem ..................................................................................................... 28 4. Processador ................................................................................................... 29 5. Memória......................................................................................................... 30 5.1 Memória RAM ......................................................................................... 30 5.2 Memória ROM ......................................................................................... 31 5.3 Memórias Auxiliares ............................................................................... 31 6. Unidades de Disco ........................................................................................ 31 6.1 HD ou Disco Rígido ................................................................................. 31 6.2 Drive de Disquete ................................................................................... 31 6.3 Drive de CD-ROM................................................................................... 31 6.4 Drive de CD-R e CD-RW ....................................................................... 32 6.5 Drive de DVD-ROM................................................................................ 32 7. Periféricos de Saída de Dados ..................................................................... 32 7.1 Monitores de Vídeo ................................................................................. 32 7.2 Impressoras ............................................................................................. 34 Exercícios Propostos ............................................................................................. 36 Lição 5 – Montagem de Microcomputadores Introdução .............................................................................................................. 39 1. Gabinete ........................................................................................................ 39 2. Placa-mãe ...................................................................................................... 40 3. Encaixando o Processador na Placa-mãe ................................................... 40 3.1 Encaixe do Processador PGA................................................................. 40 3.2 Encaixe do Cooler no Processador de Cartucho ................................... 41 4. Ligação do Cooler na Placa-mãe ................................................................. 43 5. Encaixe da Placa-mãe na Bandeja do Gabinete ......................................... 43 6. Encaixe da Bandeja no Gabinete ................................................................. 44 7. Ligação das Placas ........................................................................................ 44 7.1 Placa-mãe On Board ............................................................................... 44 7.2 Placa-mãe Off Board............................................................................... 45 8. Encaixe das Memórias ................................................................................. 46 9. Instalação doaté que ela trave no soquete. 3.1.1 Encaixe do Cooler no Processador Passe pasta térmica18 sobre o núcleo do processador de forma que fique sobre ele uma camada de cerca de 2 mm, conforme mostrado na foto 10. Para encaixar o cooler, posicione a pla- ca de forma que o soquete do processador fique voltado para você, e encaixe a presilha do cooler no soquete, conforme a foto 11. Foto 11 - Prendendo a presilha mais próxima do cooler na orelha superior do soquete. O encaixe dessa presilha deve ser feito com muito cuidado, pois há o risco de que- brar o núcleo do processador (sobretudo se você estiver utilizando um processador do tipo AMD). Se o núcleo for quebrado, o pro- cessador ficará inutilizado, sem possibilidade de conserto. Com o auxílio de uma chave de fenda que se encaixe perfeitamente na outra extremi- dade da presilha, faça uma leve pressão de forma a encaixá-la no soquete. Neste passo o cuidado deve ser dobrado nos processado- res da linha da AMD, ainda sob o risco de quebrar o núcleo do mesmo. Foto 12 - Prendendo a presilha inferior com o auxílio da chave de fenda. Para continuar a montagem de seu mi- cro-computador, pule os subitens a seguir, e vá ao item 4. 3.2 Encaixe do Cooler no Processador de Cartucho Antes de inserir o processador de cartucho na placa-mãe, é necessário colocar o cooler sobre o processador. Para isto vamos colocar cerca de 2 mm de pasta térmica sobre o nú- cleo do processador conforme a foto 13. Foto 9 - Inserindo o Processador PGA e verificando a posição dos pinos com a do soquete. 18. Pasta térmica é um produto que ajuda na dissipação do calor gerado pelo processador e facilita o encaixe do processador com o cooler. Foto 10 - Passando pasta térmica sobre o núcleo do processador. Presilha do cooler Instituto Monitor 126/42 Obs.: se o seu processador for fechado e você não tiver acesso ao núcleo do proces- sador não será preciso abrir o cartucho. Neste caso, pule para o passo 3.2.2. Pegue o cooler numa das mãos e o pro- cessador na outra para fazer o encaixe dos dois, assim: • introduza o cooler através dos 4 furos exis- tentes no processador tomando cuidado para que eles sejam inseridos completa- mente no processador; • mantenha os fios que saem das ventoinhas do cooler para cima. 3.2.1 Encaixe da Presilha do Cooler A seguir, colocaremos a presilha no co- oler, encaixando-a e fazendo com que trave nos pinos, conforme a foto 15. Foto 15 - Encaixando a presilha para prender o cooler no processador. 3.2.2 Encaixe do Conjunto (Processador + Cooler) na Placa-mãe Para fazer o encaixe do processador, le- vante as duas orelhas laterais do soquete da placa, fazendo com que elas fiquem de pé. Verificando embaixo do processador, percebemos que a placa de encaixe possui uma fenda, separando-a em duas partes di- ferentes. Observe então que, no soquete da placa, existe a mesma separação em tamanho compatível com o processador. Encaixe o conjunto (processador + co- oler) na placa-mãe, de forma que a parte pequena do processador corresponda com a pequena do soquete e a parte grande do processador com a parte grande do soquete. Verifique a foto 16. Foto 13 - Passando pasta térmica no núcleo do processador de cartucho (Slot 1). Foto 14 - Encaixando o cooler e verificando a posição dos fios da ventoinha. Foto 16 - Encaixando o processador de cartucho no soquete Slot 1. Instituto Monitor 126/43 4. Ligação do Cooler na Placa-Mãe Localize pelo manual da placa-mãe o lugar correto da ligação do cooler na placa. No manual, você encontrará este item com a indicação CPU-FAN. Obs.: este procedimento deve ser realizado caso o cooler possua 3 fios e um conector pequeno. Se o cooler tiver 2 fios e um co- nector plástico com 4 pinos, este deverá ser ligado diretamente no cabo da fonte. 5. Encaixe da Placa-mãe na Bandeja do Gabinete Na bandeja do gabinete, coloque os es- paçadores metálicos, conforme a furação da placa-mãe. Obs.: a furação que se deve utilizar é recoberta por uma camada prateada de solda. Verifique todos os furos e coloque na bandeja os espaçadores necessários para cada furo. Foto 19 - Inserindo os espaçadores metálicos na bandeja do gabinete, conforme a furação da placa-mãe. Com os espaçadores colocados, posicione a placa sobre eles tomando o cuidado de não raspar os espaçadores na parte inferior da placa. O conector do teclado deve ser colocado na mesma direção da furação das placas na bandeja do gabinete. Conector do Teclado Furação da bandeja onde serão inseridas as placas Foto 17 - Encaixando o conector do cooler na placa- mãe (processador SLOT1). Foto 18 - Encaixando o conector do cooler na placa-mãe (processador PGA). Foto 20 - Colocando a placa-mãe sobre os espaçadores e verificando o alinhamento com a furação da bandeja. Parafuse a placa-mãe nos espaçadores que foram colocados na bandeja. Não faça muita força, um leve contato do parafuso é suficiente para prendê-la no local. Instituto Monitor 126/44 Foto 21- Parafusando a placa-mãe nos espaçadores. 6. Encaixe da Bandeja no Gabinete Nos gabinetes AT, é possível tirar a fonte do gabinete para que esta não atrapalhe a colocação da bandeja. Para isso, solte os pa- rafusos que a mantém fixada no gabinete. Foto 22 - Retirando a fonte do gabinete. Insira a bandeja no gabinete cuidan- do para que o cooler não encoste em nada, evitando danos ao pro- cessador. Prenda a bandeja de volta no gabinete, parafusando-a. 7. Ligação das Placas Antes de ligar as placas de som, vídeo, fax, rede e a controladora, verifique corre- tamente no manual da placa-mãe o local onde elas serão inseridas e retire do gabine- te somente as aletas19 necessárias para não ficarem buracos abertos depois de montado o computador. A seguir, vemos a montagem de um micro com a placa-mãe on board. 7.1 Placa-mãe On Board A placa-mãe on board é fabricada com todas as funções: som, vídeo, rede, etc. Desta forma, é necessário ligar apenas os conecto- res onde serão ligados os periféricos. Estes conectores chamam-se bracets. Foto 24 Bracet superior: saída de som, entrada de som, microfone e conector de joystick Bracet inferior: saída serial e saída paralela. Foto 25 Bracet superior: bracet de vídeo. Bracet inferior: bracet de rede. Encaixe os bracets, localizando a melhor posição para cada um deles, ou de acordo com a ligação do bracet na placa-mãe (foto 26). 19. Aletas: pequenas placas de metal que tampam a traseira do gabinete.Foto 23 - Inserindo a bandeja com a placa-mãe montada no gabinete Instituto Monitor 126/45 Obs.: a ligação dos bracets na placa-mãe deve ser seguida pelo manual da placa, já que cada modelo é diferente. Parafuse os bracets ao gabi- nete, para não desconectarem quando o usuário estiver utili- zando. Por último, conecte a placa de modem no soque- te reservado à ela. Foto 26 - Encaixando o bracet de vídeo na aleta mais próxima da ligação na placa-mãe. Foto 27 - Parafusando o bracet de vídeo ao gabinete. Foto 28 - Placa de fax-modem, própria para placa-mãe on board. 7.2 Placa-mãe Off Board Neste tipo de placa-mãe, é necessário ligar cada uma das placas: rede, som, vídeo, etc. A placa-mãe off board possui vários slots para a inserção dessas placas. Foto 29 - Placa-mãe off board. Insira cada placa (fotos 30 a 33) no slot à ela correspondente (siga orientações do manual da placa-mãe). Aletas Ligação na placa- mãe Bracet de vídeo Instituto Monitor 126/46 Placa de rede off board. Placa de som off board. Placa de vídeo off board. Placa de fax/modem off board. 8. Encaixe das Memórias Para fazer o encaixe das memórias na placa-mãe, você deve seguir os seguintes procedimentos: • Localize na placa-mãe o soquete das memórias (na placa ou no manual você encontrará a infor- mação como DIMM 1 ou DDR 1). Abra as orelhas do soquete correspondente à memória 1. Fotos 30 a 33 - Tabela de placas Foto 34 - Placa-mãe off board com todas as placas inseridas (da esquerda para a direita: fax-modem, som, vídeo e rede). Na foto 34, montamos uma placa-mãe off board com as demais placas conectadas à ela fora do gabinete, para que você possa visualizar melhor como ficará a montagem dessas placas. Na foto 35, outra placa-mãe foi montada, mas essa dentro do gabinete. Foto 35 - Microcomputador com placa off board montado. 30 31 32 33 Instituto Monitor 126/47 • Coloque a memória no soquete e encaixe fazendo uma leve pressão sobre ela. Quan- do o encaixe estiver perfeito, as orelhas se fecharão automaticamente. 9. Instalação do CD-ROM • Remova na parte da frente do gabinete as tampas plásticas e, se houver, as aletas atrás das tampas onde será inserido o CD- ROM. Foto 38 - Parte de trás do drive de CD-ROM. • Insira cuidadosamente o CD-ROM, verifi- cando se ele não atingirá nenhum compo- nente da placa-mãe. Caso isto ocorra, mude o CD-ROM de posição, subindo ou descendo. Foto 39 - Inserindo o CD-ROM no gabinete. • Parafuse o CD-ROM na bandeja, verifican- do seu alinhamento na parte da frente do gabinete (não deixe o drive ir para dentro nem para fora do gabinete). Foto 40 - Cuide para que o drive não fique nem para fora nem para dentro do gabinete. Foto 36 - Inserindo o pente de memória no soquete da placa-mãe. jumper master/ slave Foto 37 - Removendo as tampas plásticas para inserir o CD-ROM. • Mude o jumper localizado na parte de trás do CD-ROM: da posição MASTER para a posição SLAVE. Instituto Monitor 126/48 9.1 Ligação do Cabo de Som na Placa-mãe O cabo de som é, normalmente, um cabo de 4 vias que sai do drive de CD-ROM, sendo: • uma via branca • duas vias pretas • 1 via vermelha Estas vias correspondem aos canais de som direito e esquerdo. Obs.: alguns drives possuem cabo de 3 vias apenas. Localize no manual da placa-mãe onde deve ser ligado o CD1 e ligue o cabo de som na placa (foto 41). Foto 41 - Ligando o cabo de som na placa-mãe Obs.: se você quiser ligar dois drives de CD-ROM no mesmo computador, o segun- do drive será ligado no CD2 da placa-mãe (isto se aplica também ao drive de CD-RW e DVD-ROM). 9.2 Ligação do Cabo de Som ao CD-ROM Localize atrás do CD-ROM o conector com a definição “RGGL” e conecte: • o fio vermelho na direção do R; • os dois fios pretos na direção do GG (ou um único dependendo do cabo de som); • o fio branco na direção do L. Foto 42 - Ligando o cabo de som no CD-ROM. 10. Instalação das Unidades de Disco 10.1 HD Para o encaixe adequado do HD, você deve seguir os procedimentos indicados a seguir: • Verifique na traseira do HD se o jumper está na posição MASTER (se não estiver, mude-o para esta posição). • Coloque o HD na bandeja adequada para ele e parafuse-o. Foto 43 - Parafusando o HD na bandeja do gabinete. Instituto Monitor 126/49 Obs.: no manuseio do HD devemos tomar todo o cuidado possível para que ele não caia e não leve pancadas bruscas, caso con- trário corremos o risco de danificá-lo. Pegue o cabo do HD (cabo mais largo). Localize no cabo os dois conectores que estão mais próximos um do outro. O conector desta ponta será ligado ao CD-ROM. Foto 44 - Cabo de ligação do HD. • ligue o conector da ponta no CD-ROM; • o conector mais próximo dele, ligue no HD; • o conector mais distante deverá ser ligado na placa-mãe (localize o lugar através do manu- al da placa-mãe, procurando por IDE-1). 10.2 Drive de Disquete de 3½“ Insira o dri- ve de disquete de 3½”na ban- deja adequada. Parafuse o dri- ve, verificando o alinhamento com a parte da frente do gabi- nete. Observe o cabo do drive (o cabo mais estreito). Localizamos três conectores nele: dois mais próximos um do outro e um mais distante. • A extremidade dos conectores mais próxi- mos (onde o cabo tem algumas vias inver- tidas) é ligada no drive. A outra extremidade do cabo é ligada na placa-mãe. Na indicação do manual, locali- zamos o conector chamado Floppy ou FDC. Foto 46 - Cabo de ligação do drive de 3½”. 11. Ligação da Fonte É necessário ligar o conector de energia da fonte na placa-mãe, conforme o modelo do gabinete, ou seja, no gabinete AT, ligamos uma fonte AT (item 11.1) e no gabinete ATX ligamos uma fonte ATX (item 11.2). 11.1 Fonte AT Os conectores de energia da fonte AT, vêm com a indicação P8 e P9. Ligue os conectores da fonte na placa- mãe, seguindo orientação do manual. Os fios pretos dos conectores da fonte devem ficar juntos no meio do conector após encaixe na placa-mãe. ligue este conector no HD ligue este conector na placa-mãe ligue este conector no CD-ROM ligue este conector na placa-mãe ligue este conector no drive Foto 45 - Parafusando o drive de 3½” na bandeja do gabinete. Instituto Monitor 126/50 Foto 49 - Ligando o cabo da fonte no HD. Foto 47 - Ligando a fonte AT na placa-mãe. Se a fonte for AT, pegue o cabo preto com quatro conectores que sai da fonte e ligue-os à chave liga/desliga do gabinete. Para uma correta ligação da chave, verifique a etiqueta que se encontra sobre a fonte. Ela mostra a forma de ligação dos conectores coloridos na chave. 11.2 Fonte ATX A fonte ATX possui somente um conec- tor com 20 fios ligados a ele. Sua ligação é fácil, o encaixe na placa-mãe se dá de uma única forma. Coloque a fonte de volta no gabinete e parafuse-a. Obs.: ao colocar a fonte, tome cuidado para que ela não fique em contato com o cooler do processador ou para que os fios não fi- quem encostados na ventoinha do cooler. Ligue o conector do botão liga/desliga que deverá estar identificado como Power Button ou Power Switch. 11.3 Outras Ligações da Fonte Os conectores maiores dos cabos da fonte devem ser ligados ao CD-ROM e ao HD. O conector menor dos cabos da fonte são uti- lizados para a ligação do drive. Essa ligações são todas feitas na parte traseira do CD-ROM, HD e do drive de dis- quete, e o encaixe só pode ser feito de uma única forma. Não se esqueça de ligar tam- bém o cooler do processador, caso ele tenha apenas 2 fios. 11.3.1 Ligação dos Led’s e Botões No gabinete, existem conectores refe- rentes a: • Led do Power: luz que acende ao ligar o computador. • Led do HD: luz de indicação de leitura do HD. • Reset: ligação deste botão. Foto 48 - Ligando os fios do cabo preto na chave liga/desliga. Instituto Monitor 126/51 • Alto-falante (ou speaker): ligação do dispositivo de alto-falante da CPU. Verifique no manual a correta posição de ligação destes botões, e ligue-os. 12. Indicações Finais Agora que você já instalou todos os componentes necessários, faça uma verificação de todos os passos, feche o gabinete e para- fuse-o. 6liç ão liç ão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/53 ○ ○ ○ ○ ○ BIOS, SETUP e Sistema Operacional Introdução Um computador, ainda que corretamen- te montado, não realiza qualquer tipo de ope- ração se tiver apenas a parte física. Ele necessita de outro componente fundamental: o programa, que podemos considerar a parte “inteligente” do computador. Nessa lição, você conhecerá os programas responsáveis pelas funções básicas a serem executadas por um microcomputador. 1. BIOS A BIOS (Basic Input Output System - Sistema Básico de Entrada e Saída) fica ins- talada na placa-mãe do microcomputador, e é responsável por indicar ao processador as funções primordiais de entrada e saída de dados. Algumas funções que devem ser execu- tadas todas as vezes que ligamos o micro, como por exemplo o teste de memórias, são realizadas pela BIOS. Daí a importância de ativar o funciona- mento da BIOS do computador, mudando-se o jumper da placa-mãe, conforme explicado na lição anterior. 2. SETUP Antes de iniciar a preparação do HDpara instalação dos programas, é preciso fazer al- gumas alterações no SETUP da máquina. 1) Para acessar o SETUP, clique em DEL (ou delete) durante a inicialização da máqui- na, quando você vir o aviso HIT DEL IF YOU WANT TO RUN SETUP. 2) Acesse o menu MAIN. Neste menu, você deverá verificar a data e hora do sistema e selecionar as unidades de disco que foram colocadas na máquina. Para detectá-las, basta você selecionar o auto-detect em cada uma das opções de unidades. 3) Será necessário colocar um disco de Boot20 para inicializar sua máquina antes de ins- talar o sistema operacional. No menu Boot21, você deve colocar o disquete como primeira opção de Boot, e o CD (ATAPI CD- ROM) como segunda opção. O contrário também é válido. Mas como terceiro Boot, deve-se colocar o HD, para que a máquina possa inicializar após a instalação do sis- tema operacional. 4) Tecle F10 para salvar as alterações e sair do SETUP. É importante mencionar que o SETUP de cada placa-mãe é diferente, por este motivo, os menus podem ser diferentes de uma má- quina para outra. Desta forma, deve-se se- guir o manual da placa-mãe para fazer as alterações aqui mencionadas. Não é possível mostrar cada um dos SETUPs de cada uma das placas-mãe existentes. 20. Disco de Boot - disquete ou CD-ROM que possui os arquivos essenciais de um sistema operacional, para inicialização do computador. 21. Boot - é o processo de inicialização do computador. Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/54 ○ ○ ○ ○ ○ Com o tempo você terá cada vez menos dificuldades para mexer no SETUP. Aconse- lhamos que você o estude, fazendo testes, sim- plesmente alterando as configurações para ver o que acontece. Não há motivo para temer, pois tudo que for alterado no SETUP pode ser des- feito, sem danificar dados ou o hardware. 3. Sistema Operacional 3.1 Conceito de Software Software é o nome que se dá a todo pro- grama de computador. Não é possível espe- cificar quantos softwares existem hoje no mercado. O que podemos dizer é que, para cada área de aplicação, existe pelo menos um software que atende a sua necessidade. E, se esse software não existir, pode-se contratar um programador que o faça. Inicialmente, é importante entender que, por mais evoluído e sofisticado que seja o har- dware do computador, seu desempenho ne- cessariamente depende de instruções dadas pelos softwares, que “dizem” ao hardware o quê e como deve ser feito o processamento. O software é a parte imaterial de um sis- tema de computação; é produto da inteligên- cia humana, destinado a solucionar problemas de variadas naturezas. 3.2 O Sistema Operacional É um programa necessário à ativação e à coordenação dos vários elementos do hardware. A maioria dos sistemas operacio- nais são constituídos de rotinas bastante com- plexas, pois devem levar em consideração todos os detalhes relativos ao desempenho do hardware para o êxito do processamento. O bom desempenho do computador está diretamente ligado aos recursos do hardware e à eficiência do sistema operacional utiliza- do, portanto, é evidente que deve haver um perfeito equilíbrio entre os dois. Vale ressaltar mais uma vez que sem um sistema operacional um computador não fun- ciona. Os sistemas operacionais mais importan- tes são: • DOS (Disk Operating System): durante muitos anos, esse foi o sistema operacional mais popular para PCs. Mesmo hoje, muitos ainda o utilizam, apesar de suas limitações. Em PCs mais antigos, com processadores lentos e de pouca memória, o DOS pode ser a única alternativa em termos de sistema operacional, já que os mais modernos exi- gem hardware mais atualizado. • Windows 95/98/Millenium(Me): criados pela megacorporação norte-americana Mi- crosoft, apresentam vantagens em termos de facilidade de uso. Ao contrário do Win- dows 3.1 (versão anterior, que não era um sistema operacional mas apenas um softwa- re de gerenciamento), os Windows 95/98/ Me dispensam o DOS, “rodando” como sis- temas operacionais totalmente autônomos. Mesmo assim, os Windows 95/98/Me são capazes de simular o DOS, permitindo a execução de programas feitos para ele. • Windows XP: é o sistema operacional criado pela Microsoft para substituir as versões 95, 98 ou Me do Windows. O Windows XP apresenta novas telas e menus mais sim- plificados. Foram aprimorados, nesta ver- são, a capacidade, desempenho e layout, além da confiabilidade e segurança. O WinXP é um sistema operacional de 32- bits, inclui um sistema de proteção de ar- quivos, impedindo que arquivos antigos substituam versões mais atuais. Além disso, o WinXP grava de CD-R e CD-RW direto do Windows Explorer, sem necessidade de softwares adicionais. • Windows NT/2000: são sistemas operacio- nais destinados às aplicações profissionais, como servidor de redes, aplicações cientí- ficas e de engenharia, e outras que requei- ram elevada estabilidade e segurança. Instituto Monitor 126/55 ○ ○ ○ ○ ○ • Windows XP Professional Edition: substitui e atualiza o Windows NT/2000. • Linux: é um sistema operacional criado em 1991 por Linus Tor- valds, na Universidade de Helsinky, Finlândia. Este sistema operacional vem crescendo muito, pois tem o código aberto e distribuído gratuitamente pela Internet. Seu código fonte é li- berado como software gratuito, e o aviso de Copyright feito por Linus descreve detalhadamente isto. Até mesmo ele está proibi- do de fazer a comercialização do sistema. O código fonte aberto permite que qualquer pessoa veja como o sistema funciona, cor- rija problemas ou faça alguma sugestões. • MAC OS X ou Jaguar: de outra grande corporação norte-ameri- cana, a Macintosh, é usado no Apple Macintosh. Esta versão subs- titui o antigo Mac OS 9 e traz, entre outras melhorias, mais de 150 novos recursos e aplicativos como o iChat para mensagens instantâneas e filtros para e-mails não solicitados. • Unix:: o sistema operacional Unix foi muito utilizado em redes de computadores, pois permite que várias pessoas o utilizem simul- taneamente (multiusuário), arbitrando as várias solicitações para distribuir os recursos do computador justa e eficazmente. Diversos programas podem “rodar” simultaneamente (multiprogramação).O sistema parcela o tempo do computador em uma série de partes e os aloca entre os vários usuários. O objetivo desta técnica, deno- minada “tempo compartilhado”, é dar a cada usuário a ilusão de uso exclusivo da máquina. Cada tarefa a ser executada pelo com- putador (programas, editoração, etc.) recebe uma fatia de tempo da CPU da máquina. Portanto, quanto mais tarefas, menor o tem- po de CPU que cada uma recebe. Todos estes conceitos demonstram que o sistema Unix é um sistema operacional complexo e que necessita da figura de um administrador denominado pelo sistema de “super-usuário”. Este possui privilégios que os demais usuários do sistema não têm. O sistema operacional Unix controla os recursos do computador, faz sua distribuição entre os vários usuários concorrentes, exe- cuta o escalonamento de tarefas (processos), controla os dispo- sitivos periféricos conectados ao sistema, fornece funções de gerenciamento do sistema, e de um modo geral oculta do usuário final a arquitetura interna da máquina. Isso é realizado através de uma arquitetura que usa camadas de software projetadas para diferentes finalidades. Exercícios Propostos 126/56 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - São funções da Bios: I. Teste de memórias ao ligar o microcomputador. II. Botão de inclusão do Sistema Operacional. III. Indicar ao processador as funções primordiais de entrada e saída de dados. Estão corretas as afirmações: ( ) a) I, II e III. ( ) b) I e III. ( ) c) I e II. ( ) d) II e II. ( ) e) Todas estão erradas. 2 - O que é um sistema operacional? Dê exemplos. ____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 3 - Por que o S.O. Linux tem se tornado um dos favoritos em empresas? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 7liç ão liç ão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/57 ○ ○ ○ ○ ○ Formatação de um Hard-Disk Introdução Nesta lição você aprenderá a formatar o HD de um computador e a instalar o Windows. Utilizaremos como referência, os procedi- mentos de instalação do Windows 98. Embo- ra existam diversos sistemas operacionais, muitos deles mais atuais que o Windows 98, partimos do princípio de que, se você souber fazer a instalação do Windows 98, não terá dificuldades para fazer a formatação do HD e a instalação dos sistemas operacionais mais atuais, já que as melhorias que vêm sendo implantadas apenas facilitam o trabalho, ex- cluindo passos e tornando a linguagem mais acessível. 1. Preparação do HD Precisamos inicialmente preparar o HD para uso. Para isso, utilizamos dois progra- mas: o FDISK, que irá criar uma “partição”, e o FORMAT, que irá formatar o HD. 1.1 Criando a Partição Primária • Inicialize o computador colocando em seu drive um disquete de inicialização do Win- dows 98 ou superior. • O sistema operacional será inicializado, até encontrar o prompt de comando do DOS: DRIVE:\> ou DRIVE>, onde DRIVE é a le- tra da unidade em que está sendo carrega- do o Boot ou sistema operacional. Exemplo: A:\> ou A> (disquete de drive A). • Digite na linha de comando do DOS “FDISK” e pressione enter. • Na tela inicial do FDISK aparecerá uma mensagem de suporte a discos com grande capacidade. Se o seu HD tiver capacidade acima de 512 Mb, digite S. Caso contrário, digite N. • Você visualizará na tela quatro ou cinco opções no menu, dependendo se você pos- sui um ou mais HDs instalados no micro. • Escolha a opção 1: “Criar Partição”. • Escolha novamente a opção 1: “Criar Par- tição Primária do DOS”. • O DOS irá checar a integridade do HD e, ao terminar, perguntará se você deseja utili- zar o maior tamanho possível para uma par- tição do DOS. Responda S. • O DOS fará novamente a checagem da in- tegridade do HD e, depois de feita a checa- gem, exibirá as informações referentes à partição criada. • Pressione a tecla ESC até sair do FDISK. • A última mensagem do FDISK informará que algumas letras das unidades foram al- teradas e que você precisa reinicializar o micro. • Reinicialize o micro. Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/58 ○ ○ ○ ○ ○ • Inicialize novamente com o disquete de inicialização do win98 ou superior. 1.2 Formatando o HD Para dar continuidade à formatação, você deve seguir os passos apresentados adiante: • Digite na linha de comando do DOS “FOR- MAT DRIVE:” (onde DRIVE é a letra cor- respondente à unidade que se deseja formatar. Exemplo: FORMAT C:) e pres- sione enter. • O FORMAT irá exibir uma mensagem di- zendo que todos os dados da unidade serão destruídos. Tecle S para confirmar (certi- fique-se que você digitou corretamente a letra do drive que deseja formatar). • O FORMAT irá apresentar a mensagem “Formatando (tamanho do HD), Mb”, x % concluído. • Concluída a formatação, o FORMAT pe- dirá o nome do volume da unidade. Digi- te um nome que relacione aquela unidade ao dono do computador, ou: “MASTER”. Obs.: no caso de haver mais de um HD no micro, sendo este o HD de letra D sugeri- mos o nome “SLAVE”. Pressione enter após inserido o nome do volume. • O FORMAT irá exibir um pequeno resu- mo a respeito da unidade, dizendo quan- tos megabytes a unidade possui, o nome da unidade, etc. • Agora o HD está pronto para armaze- nar dados e fazer a instalação do Win- dows e de outros programas. 2. Instalação do Windows Siga os passos a seguir para fazer a ins- talação do win98. • No prompt de comando do DOS digite “C:” e pressione enter para acessar o HD prin- cipal. O seu prompt de comando ficará como “C:\>_”. • Digite “MD WIN98” e pressione enter. Com este comando você criou uma pasta no HD chamada “WIN98”. • Digite “CD WIN98” e pressione enter. Seu prompt deve mudar para “C:\WIN98>_”. • Insira o CD do Windows no drive de CD- ROM. • Mude a unidade de trabalho para a unida- de do CD-ROM. Para isso, digite “DRIVE:”, onde DRIVE é a letra correspondente ao CD-ROM, e pressione enter. Exemplo: “D:”. • Entre na pasta que possui todos os arqui- vos necessários para a instalação do Win- dows, digitando “CD WIN98”. Pressione enter. A pasta irá aparecer também na des- crição do prompt do DOS, ficando desta for- ma “D:\WIN98>_”. Vale lembrar que a letra D corresponde à unidade do CD-ROM. • Copie todos os arquivos necessários para a instalação do Windows no HD, escrevendo no prompt do DOS o seguinte comando “Copy *.* C: /V”. Esta linha de comando copia todos os arquivos para o HD e compa- ra a gravação para ver se a cópia foi feita corretamente. • Volte para a unidade do HD (C:) digitando novamente na linha de comando a instru- ção “C:” e pressionando enter. Ele irá re- tornar mostrando o prompt desta forma “C:\WIN98>_”. • Digite “INSTALAR” para começar a ins- talação do Windows 98 (se a sua versão do Windows for em inglês, digite install). Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/59 ○ ○ ○ ○ ○ • O Windows checará todas as unidades de ar- mazenamento possíveis, através do scandisk. • Na tela do scandisk, após concluída as ope- rações de checagem, aparecerá uma men- sagem dizendo quais unidades foram checadas e se contêm erros ou não. • Selecione o botão sair, utilizando as setas do teclado, e pressione enter. • O programa de instalação irá sair do scan- disk, copiará automaticamente alguns ar- quivos e entrará no programa de instalação do Windows. • Na tela do programa de instalação do Win- dows aparecerá uma mensagem dando as boas vindas ao usuário e indicando o tempo normal de instalação. Este tempo pode va- riar conforme a velocidade de cada micro. • Clique no botão “Continuar”, utilizando o mouse, ou pressione enter. • O programa de instalação irá agora preparar um assistente de instalação. É so aguardar. • Após a completa carga do assistente, apa- recerá uma tela com o contrato de licença do Windows. • Selecione a opção “Aceito o Contrato”, uti- lizando o mouse, clicando na bolinha bran- ca ao lado da mensagem, e clique no botão “Avançar”. • O Windows pede agora a “Chave do Produ- to”, que nada mais é do que o número de série do Windows. Leia atentamente o que está escrito na tela e siga os passos preen- chendo o número de série nos campos. • Clique no botão “Avançar” para continuar. • Aparecerá uma tela do Windows pedindo para você selecionar a pasta onde será fei- ta a instalação. O próprio sistema opera- cional gera uma pasta Defaut chamada de Windows. Clique no botão “Avançar” para continuar. • O assistente de instalação mostra agora as opções de instalação disponíveis. O Windows tem como padrão a instalação Típica.Nes- te assistente existe ainda mais três opções: a Portátil, que é utilizada para notebooks, a Compacta, que não instala nenhum dos componentes opcionais, como jogos, players de música, etc, e a Personalizada, na qual você pode escolher os itens que de- seja que sejam instalados. Vamos deixar como padrão a opção Típica, e clicar com o mouse no botão “Avançar”. • O assistente de instalação pede agora para que você entre com seus dados e os dados da empresa, caso esteja instalando o Win- dows para uso comercial. Preencha os cam- pos com o nome do responsável pela máquina e clique no botão “Avançar”. • O assistente de instalação apresentará in- formações a respeito dos componentes do Windows, selecionados conforme o tipo de instalação escolhida. Você pode aceitar as opções que ele seleciona: “Instalar os com- ponentes mais comuns”(recomendável), ou clicar na segunda opção, para que ele mos- tre a lista de alterações possíveis. Deixe como padrão a opção já escolhida e clique no botão “Avançar”. • Caso exista uma placa de rede instalada no micro, o Assistente de Instalação informará alguns dados para identificar o seu micro na rede, como: “nome do computador”, o grupo de trabalho e a descrição do computador. Caso deseje alterar colocando seus dados, faça-o e depois clique no botão “Avançar”. • O assistente de instalação pede agora para você escolher a sua localidade. O padrão do Windows, na versão português, já mostra na lista de países o Brasil. Deixe como está e clique no botão “Avançar”. Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/60 ○ ○ ○ ○ ○ • Será apresentado um informe sobre o disco de “inicialização do Windows”, que pode ser utilizado em caso de problemas para inicializar o micro através do drive A. Cli- que no botão avançar para continuar. • O assistente de instalação pede para você inserir um disquete para criar o disco de inicialização. Insira o disquete no drive A e clique em OK, ou clique em “Cancelar”, caso não deseje criar este disco. Lembre-se: o disquete deve estar vazio, pois o Windows irá apagar qualquer arquivo existente no disco. • Depois de criado o disco, aparecerá uma mensagem dizendo que o assistente de ins- talação acabou de criar o disco e pede que você retire o disquete do drive. Remova o disquete do drive e clique em OK. • O assistente de instalação informa, então, que iniciará a cópia dos arquivos necessá- rios ao Windows. Clique no botão “Avan- çar” para iniciar a cópia dos arquivos. • Serão mostradas algumas telas com as novidades do Windows que está sendo instalado. Depois de os arquivos serem co- piados, o Windows pedirá que todos os dis- cos das unidades (“CD-ROM” e “drive de disquete”) sejam retirados. Depois disso, aparecerá uma mensagem dizendo que o assistente de instalação irá reinicializar o micro em 15 segundos, ou clique no botão reinicializar para não ter que esperar. • O micro irá reinicializar e depois disso en- trará novamente no assistente de instala- ção, onde fará detecções de hardware e de dispositivos instalados. Aguarde até que seja solicitado a você para aceitar as pro- priedades de data e hora. Clique no botão “Fechar”. O assistente de instalação vai instalar os programas do menu Iniciar, a aju- da do Windows, as configurações do MS- DOS, o ajuste do início dos aplicativos e a configuração do sistema. • Será pedida, novamente, a reinicialização do micro. • Após reinicializado, o Windows pedirá para você digitar uma senha. Esta senha é pes- soal e é utilizada para o acesso ao Windows. Caso não deseje inserir uma senha, clique no botão OK. • O Windows irá detectar alguns hardwares. Clique no botão “Avançar” quantas vezes forem necessárias, até que não mais apa- reça nenhuma mensagem de hardware a ser instalado. • O Windows irá abrir e mostrará na tela uma mensagem de boas vindas, já com a sua área de trabalho aberta e com os componentes selecionados instalados. • A instalação do Windows foi concluída, mas será necessário instalar os drivers para o fun- cionamento dos componentes de hardware. Exercícios Propostos 126/61 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Para que serve a formatação de um HD? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 2 - Pegue um HD sem uso e faça a formatação do mesmo, primeiramente criando uma partição primária. Experimente fazer a instalação de versões mais novas do Windows, como por exemplo o XP, criando uma partição NTFS. 8liç ão liç ão 126/63 ○ ○ ○ ○ ○ Instalação dos Drivers Introdução Nesta lição, você conhecerá os procedimentos básicos para a instalação de drivers dos elementos de hardware. A correta insta- lação dos drivers permite reconhecer cada uma das placas inseri- das no microcomputador e permite o perfeito funcionamento das mesmas. 1. Instalação dos Drivers Os 10 passos a seguir, devem ser repetidos para a instalação de cada um dos drivers controladores de hardware de seu computador: 1º passo: inicialize o Windows; 2º passo: clique no botão Iniciar � Configurações � Painel de Controle (figura 1); Figura 1 Instituto Monitor 126/64 ○ ○ ○ ○ ○ 3º passo: na janela “Painel de Controle” existem vários ícones. Dê um duplo-clique no ícone “Sistema” (figura 2). A janela “Propriedades de Sistema” se abrirá. 4º passo: na janela “Propriedades de Sistema”, clique na guia “Ge- renciador de Dispositivos”, conforme mostrado na figura 3. Figura 2 Figura 3 Instituto Monitor 126/65 ○ ○ ○ ○ ○ Os drivers que não estiverem instalados corretamente apare- cerão listados em “Outros Dispositivos”, representados pelo ícone . Os drivers que estiverem instalados incompletos, aparecerão representados por um ponto de exclamação. Obs.: no caso de nosso computador, mostrado na figura 3, as pla- cas mais importantes já estão instaladas, por isso os dispositivos aparecem listados normalmente. Mas, normalmente, as instala- ções mais importantes a serem efetuadas são: • Adaptadores de rede: placa de rede. • Adaptadores de vídeo: placa de vídeo. • Controladores de som, vídeo e jogo: placa de som (multimídia). • Modem: placa de fax-modem. 5º passo: abra a lista de dispositivos do ícone e clique com o mou- se sobre o primeiro item. Em seguida, clique no botão “Propriedades” e na guia “Driver”. Aparecerá a janela a seguir (figura 4): Obs.: a instalação do driver que está sendo mostrado nas figuras é de um controlador de Joystick22. Entretanto, o procedimento para a instalação de qualquer driver é sempre o mesmo, inde- pendente do hardware que estiver sendo instalado. Portanto, siga o procedimento para a instalação dos hardwares de sua máquina sem se importar em comparar as figuras mostradas nessa aposti- la com as telas que aparecem em seu micro. 22. Joystick - Controle de videogame próprio para ser instalado em computadores. Hardware a ser instalado Figura 4 Instituto Monitor 126/66 ○ ○ ○ ○ ○ 6º passo: clique no botão “Atualizar driver”. Um assistente para atualização do driver se abrirá (figura 5). Nesta tela, cli- que no botão “Avançar”. 7º passo: o assistente irá perguntar se você deseja que ele procure o driver automaticamente ou se você quer determinar o local onde estará o driver. É recomendável deixar a pri- meira opção selecionada e clicar em avançar. 8º passo: na janela a seguir, iremos especificar onde queremos que o assistente procure os drivers de configuração das pla- cas. Mantenha selecionada a opção “Especificar um lo- cal” e clique em “Procurar”. Figura 5 Figura 6 Instituto Monitor 126/67 ○ ○ ○ ○ ○ 9º passo:a seguir, você deverá inserir no drive de CD-ROM o CD com o driver das placas. Se sua placa-mãe for on board, ela virá acompanhada de um CD com o driver de todos os dispositivos necessários. Assim, bas- tará colocar este CD no drive, selecionar a letra referente à unida- de do CD-ROM e procurar a pasta correspondente ao hardware que você está tentando instalar. Por exemplo, o driver da placa de rede provavelmente estará em uma pasta identificada como “LAN”; o driver da placa de som deverá estar na pasta identificada como “SOUND”, e assim por diante. Se sua placa-mãe for off board, você deve ter adquirido todas as placas separadamente, e cada uma delas deve ter sido acompa- nhada de um CD ou disquete. O procedimento é o mesmo, entre- tanto, você deverá trocar o CD (ou disquete) para cada item de hardware que for instalado. Figura 7 Figura 8 Instituto Monitor 126/68 ○ ○ ○ ○ ○ Obs.: se o driver estiver em disquete, clique em ; se o driver estiver em CD-ROM clique em. 10º passo: localizado um arquivo para a instalação do driver, clique em OK. O assistente dará continuidade à instalação, co- piando os arquivos necessários para o funcionamento do hardware. Mas pode acontecer de o arquivo selecionado não ser o ade- quado para a instalação do hardware instalado em seu computa- dor. Neste caso, a instalação não se completará. Neste caso, você deve retornar à tela da figura 8 e tentar sele- cionar outra pasta, onde deverá conter o arquivo adequado para instalação do hardware. Obs.: ao completar a instalação de cada driver, reinicialize seu computador. Figura 9 Figura 10 . Instituto Monitor 126/69 ○ ○ ○ ○ ○ 2. Configuração do Vídeo Após a instalação de todos os drivers, é necessário configurar corretamente a visualização da tela. Siga os passos a seguir: 1º passo: na área de trabalho do Windows, clique no botão Iniciar �Configurações �Painel de Controle, e dê um duplo-cli- que no botão Vídeo. 2º passo: na tela de “Propriedades de vídeo” que aparece, selecio- ne a guia “Configurações”. Figura 11 Figura 12 Instituto Monitor 126/70 ○ ○ ○ ○ ○ 3º passo: em “Área da tela”, arraste o ponteiro até que, abaixo dele, apareça “800 por 600 pixels”. 4º passo: na opção “Cores”, clique na seta que abrirá a caixa de listagem. Nesta caixa selecione e clique sobre a opção High Color (16 bits). Figura 13 Figura 14 Instituto Monitor 126/71 ○ ○ ○ ○ ○ Figura 15 Obs.: a opção True Colors (32 bits) também pode ser utilizada, mas algumas placas de vídeo não funcionam bem com esta confi- guração. 5º passo: clique no botão “Aplicar” para aplicar as configurações. O assistente de configuração de vídeo irá perguntar se você deseja reiniciar o computador ou aplicar as configu- rações sem reiniciar. Selecione a primeira opção e clique em OK. Após a reinicialização, o computador estará montado e confi- gurado. Está pronto para ser entregue ao usuário, que poderá ins- talar os aplicativos de trabalho e começar a trabalhar. Exercícios Propostos 126/72 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Para que servem os drivers? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 2 - Faça a instalação dos drivers do computador que formatou na lição anterior. Procure utilizar os assistentes sempre que possível ou, quando necessário, pro- cure os arquivos de drivers nos sites dos fabricantes das placas do seu micro, para instalar as versões mais atualizadas. 9liç ão liç ão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/73 ○ ○ ○ ○ ○ Introdução à Rede de Computadores Introdução Com o aumento da aplicação do compu- tador, temos muitas vezes a necessidade de trocar informações com outros usuários, com- partilhar dados e periféricos. Como exemplo, podemos citar uma impressora que é usada por vários computadores, um cadastro de cliente que é utilizado por várias pessoas da mesma empresa. Temos ainda o uso do cor- reio eletrônico e da Internet. Após essa lição você saberá conceituar rede, reconhecer os diferentes tipos de redes e a velocidade de transmissão. 1. Teleprocessamento, Telecomunicação, Teleinformática Devido aos altos investimentos feitos pe- las empresas para informatizar seus servi- ços, é natural que cada uma procure otimizar o uso dos equipamentos e programas, e assim extrair todos os benefícios oferecidos pela tecnologia da informática, colocando a em- presa em condição de enfrentar a acirrada competição de mercado. Atenta aos possíveis benefícios e recom- pensas, e apesar dos riscos, as empresas es- tão interconectando seus computadores em ritmo acelerado. Antigamente as redes eram de difícil ins- talação e manutenção, exigindo mão-de-obra altamente qualificada, utilizando terminais “não inteligentes” e um servidor dedicado, que fazia todo o processamento. Atualmente esta história mudou muito, pois encontramos kits para instalação de redes que qualquer pessoa pode utilizar. Os terminais hoje são inteligen- tes e o servidor pode ser compartilhado. Por sua vez, o processamento distribuído a distância continuou tendo seus recursos tecnológicos em evolução e, atualmente, é realizado por equipamentos de pequeno e grande portes. O processamento distribuído in loco (no local), pode ser feito utilizando-se linhas telefônicas de cabos trançados, coaxiais ou de fibra ótica. O processamento distribuído a distância, além dos cabos telefônicos, pode utilizar também microondas e satélites de comunicação. Quando o processamento distribuído é realizado a uma distância entre 100 metros e 10 km, é classificado como rede local (LAN – Local Area Network). Quando a distância for superior a 10 km, é classificada como rede a distância (WAN – Wide Area Network). O processamento distribuído também é chamado de teleprocessamento, telecomuni- cação, teleinformática. 2. Redes a Distância (WAN) São redes que ligam dois ou mais computa- dores colocados a distância, desde a distância existente entre bairros de uma mesma cidade, até a que separa continentes. Para esse tipo de rede, utiliza-se comunicação via satélite. Instituto Monitor 126/74 ○ ○ ○ ○ ○ Como os sinais digitais enviados pelo computador tendem a enfraquecer ao atravessar grandes distâncias, além de estarem sujeitos a influências de ruídos ou interferências provocadas por altas tensões, é necessário protegê-los, modulando-os para o for- mato de sinais analógicos. Para obter-se essa transformação, in- tercala-se entre o computador-origem e o computador-destino um modem. Para otimizar o uso de linhas de processamento a distância, podem ser utilizados vários recursos complementares, como por exemplo: FEP (Front End Processor) – unidade de controle de comunicação que tem a função de gerenciar a comunicação de dados entre equi- pamentos. Multiplexador – pode emitir (assim como receber) sinais para vá- rios computadores. COMPUTADOR F.E.P. MULTIPLEXADOR MODEM MODEM MODEM MODEM MODEM MODEM MULTIPLEXADOR CONCENTRADOR COMPUTADOR COMPUTADOR COMPUTADOR COMPUTADOR COMPUTADOR COMPUTADOR COMPUTADOR MODEM MODEM COMPUTADOR Sinais Digitais Sinais Analógicos Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/75 ○ ○ ○ ○ ○ 3. Redes Locais Os microcomputadores foram desenvolvi- dos sob o enfoque do uso individual. Dessa forma os programas, arquivos, banco de dados, impressoras, etc., somente podiam ser utilizados por um único micro. Se uma empre- sa possuísse mais que um micro, ela deveria ter tantos programas, arquivos, impressoras, etc., quantos fossem eles. Isso, além de encarecer o sistema,constantemente provocava desencontro entre as informações obtidas, devido às desigualdades de dados nos arquivos que nem sempre eram checados ou igualados. Esta deficiência, que o uso isolado dos micros apresentava, foi resolvida sendo como referência o processamento on-line dos main- frames, criando-se redes locais para micros, em que os recursos de um computador podem ser compartilhados por outros. 4. Velocidade de Transmissão A maioria dos modems permitem aos usuários selecionar a velocidade de transmis- são dos bits entre os equipamentos. Depen- dendo do meio físico utilizado para transporte dos sinais, a velocidade é importante para a segurança e integridade dos bits. Quando se utiliza uma linha telefônica discada, é recomendado o uso de transmissão lenta, por volta de 1.200 a 2.400 bps (bits por segundo), pois esta forma de transmissão está sujeita a cruzamento de linhas, ruídos provocados por cabos de alta tensão, etc. Se o veículo for uma linha telefônica priva- tiva, essa velocidade pode subir para 9.600 bps, mas se forem usados microondas ou satélites, essa velocidade pode ser de, no mínimo, de 16.000 bps. Atualmente, com recursos mais evoluí- dos, é possível atingir uma velocidade maior que 40 megabits por segundo. 5. Alguns Conceitos Utilizados Nodo da rede ou Nó de rede: qualquer dispo- sitivo conectado a uma rede, como computa- dores (terminais), disk-drive, impressoras, etc. Redes homogêneas: são redes que possuem somente equipamentos de uma mesma famí- lia de computadores. Redes heterogêneas: são redes que possuem equipamentos de padrões distintos. Servidor: nodo que é utilizado por outros no- dos; por exemplo, um equipamento que pos- sui um banco de dados ou um modem para uso comum. Cliente: nodo que utiliza ou depende do servi- dor. 6. Arquitetura das Redes Locais As arquiteturas das redes variam confor- me a maneira que os nodos estão conectados fisicamente à rede. A essa variação dá-se o nome de topologia. Existem três topologias básicas e uma série de topologias híbridas, que nada mais são que redes formadas por mais de uma to- pologia básica. 6.1 Topologias Básicas Topologia estrela (star): possui um nodo cen- tral (servidor) que, além de centralizar as in- formações, possibilita a comunicação entre os demais terminais e periféricos. A desvan- tagem desta topologia é que, se ocorrer algu- ma interrupção no servidor, a rede fica comprometida. Esta arquitetura é característica das re- des do tipo cliente/servidor, pois nada pode ser feito sem o auxílio do servidor. Instituto Monitor 126/76 ○ ○ ○ ○ ○ Topologia em anel (ring): os nodos estão conectados a um condutor de sinais fechados nos seus extremos. Os dados circulam em uma direção preestabelecida. Como a tendência natural dos sinais é perder energia, em cada terminal ou periférico eles vão sendo am- plificados e remetidos ao nodo seguinte, até encontrar o nodo-des- tino. Para que isso aconteça, precedendo os dados, é emitido o código do nodo-destino, o único que acolherá as informações. Topologia em barramento (BUS): é a mais simples e econômica das to- pologias. Trata-se de um cabo por onde transitam as informações e onde estão conectados os nodos. Os sinais transmitidos por um nodo se di- fundem pela rede até encontrar o nodo-destino. Como o veículo de trans- porte de sinais é um cabo aberto em suas extremidades, ele permite a inclusão ou exclusão de nodos, sem prejuízo para a rede. Acoplados às duas extremidades do cabo, existem terminais denominados casadores de impedâncias, cuja finalidade está em comunicar um sinal externo ao sinal da rede e da rede a um externo, sem perda de informação. MICRO MICRO MICRO MICRO MICRO MICRO MICRO IMPRESSORA BANCO DE DADOS BANCO DE DADOS MICRO IMPRESSORA MICRO MICRO MICRO MICRO MICRO MICRO MICRO NODO CENTRAL IMPRESSORA BANCO DE DADOS Instituto Monitor 126/77 ○ ○ ○ ○ ○ As topologias anel e barramento podem ser incluídas tanto no tipo de rede cliente/servidor, como no tipo ponto a ponto. 6.2 Modo de Transmissão Os dados transmitidos por cabo podem ser feitos no modo serial ou no modo paralelo. Transmissão Serial: os bits de um byte são transmitidos em se- qüência, bit a bit, um após o outro. É mais conveniente para longa distância. Transmissão Paralela: existem vários fios ligados em paralelo, for- mando um “chicote”. Normalmente, este chicote tem oito fios, o que permite que os bits de um byte sejam transmitidos juntos, um em cada fio, até o destino. A transmissão paralela elimina o custo com equipamento para reagrupar os bits e formar o byte, porém, o cabo paralelo custa bem mais caro. Habitualmente, usa-se a transmissão paralela so- mente entre a CPU e os periféricos. A transmissão pode ser assíncrona ou síncrona. Transmissão Assíncrona: a informação é enviada a qualquer mo- mento. Cada grupo de oito bits é precedido de um bit start, que indica o início do byte, e no final do grupo vem um bit stop. Esta forma de transmissão usa uma velocidade baixa, no máximo 1.200 bauds (unidade de medida da velocidade de transmissão dos da- dos). Transmissão Síncrona: tanto o equipamento emissor como o re- ceptor dispõem de um clock que controla a duração de cada trans- missão. Esse tempo é constante, de maneira que os bits podem ser remetidos continuamente, sem separação. Esse modo de transmis- são pode alcançar velocidades de 2.400, 4.800, 9.600 e 19.200 bauds. Com relação à direção do fluxo dos dados, existem três modos de transmissão: simplex, semiduplex e duplex. Simplex: a transmissão de dados é feita somente em um único sen- tido. Exemplo: do teclado para a CPU, ou da CPU para a impressora. SIMPLEX ESTAÇÃO RECEPTORA ESTAÇÃO EMISSORA Instituto Monitor 126/78 ○ ○ ○ ○ ○ Semiduplex (half-duplex): as informações transitam nos dois sen- tidos, mas em tempos alternados. Dessa forma, temos, num pri- meiro momento, a estação 1 como emissora e a 2 como receptora. No momento seguinte, as funções se invertem. Este processo de transmissão oferece um custo relativamente baixo. Duplex (full-duplex): sistema utilizado geralmente em teleproces- samento. A comunicação é feita simultaneamente nos dois senti- dos. Este sistema é rápido e eficiente, mas devido ao seu custo elevado, causado pelo uso de equipamentos de sistema operacional sofisticado, não é muito utilizado. As transmissões semiduplex e duplex podem ser feitas utili- zando duas ou quatro linhas de comunicação. 7. Protocolos de Rede São as regras que governam a transmissão de dados, incluindo inicialização, verificação, endereçamento, coleta e correção de dados. Podemos também dizer que são a parte do sistema opera- cional incumbida de ditar as regras de comunicação entre os com- putadores e dispositivos envolvidos na rede. Os tipos mais utilizados atualmente são: TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol): conjun- to de protocolos em camadas que permitem o uso de aplicações compartilhadas entre PCs, hosts (computador ou servidor de uma rede) ou estações de trabalho em ambiente de comunicação de alta velocidade. É utilizado como padrão para Internet e redes WANs. SEMIDUPLEX OU ESTAÇÃO 1 ESTAÇÃO 2 DUPLEX ESTAÇÃO 1 ESTAÇÃO 2 Instituto Monitor 126/79 IPX/SPX (Internet Packet Exchange/Sequence Packet Exchange): suporta pequenas e médias redes. IPX é o protocolo de comunica ção do Novell Netware que cria, mantém e finaliza conexões entre dispositivos de rede, tais como estações de trabalho e servidores. SPX é o protocolo de comunicação de Netware usado para con trolar o transporte de mensagem pela rede. NetBeui (Network Basic End User Interface): versão avançada do protocolo NetBIOS (protocolo de rede normalmente usado para redes locais de PC). Possui um frame (estrutura) de transporte for malizado, usado por sistemas operacionais de rede como Windows para Workgroups e Windows NT/2000. No Painel de Controle do Windows, em configurações avan çadas da rede, devemos selecionar como protocolos IPX/SPX, por ser mais simples de definir e proporcionarum melhor desempenho, e o TCP/IP, caso você vá utilizar a Internet. 8. Componentes de Hardware São os equipamentos necessários para a instalação da rede. 8.1 Rede Local (LAN) Placa de Rede (adaptador): é semelhante a qualquer outra placa de interface. Sua instalação é semelhante à insta lação de uma placa de modem. Serve para converter o fluxo serial de bits da rede em sinais paralelos bem comportados para o PC. A placa deve ser compatível com o sistema operacional da rede esco lhida e, para um bom desempenho, deve ser conectada a um barramento PCI ou VESA. Fiação: pode ser par trançado, cabo coaxial ou fibra óptica. Instituto Monitor 126/80 ○ ○ ○ ○ ○ Hub: conecta os cabos das placas da rede de maneira a construir uma rede. Além disso, o Hub isola os diferentes componentes desta rede de maneira a evitar que problemas em um nó se propaguem por ela. Os Hubs têm normalmente 8 a 12 portas, sendo que, para conectar mais nós, empregam-se dois ou mais Hubs. Switch: a velocidade dos dados dentro de cada rede diminui com o aumento do número de nós, pois quanto maior uma rede, menor o tempo disponível para cada nó se comunicar. Uma ponte (switch) divide a rede em duas ou mais, aumentando a sua velocidade. A ponte só envia mensagens de uma rede para outra caso a mensagem se destine a ela. É a solução mais simples quando uma rede começa a saturar. Router (roteador): permite a conexão de duas ou mais redes, prin- cipalmente se estas estiverem afastadas entre si. 8.2 Rede a Distância (WAN) Terminal Remoto: normalmente é composto por um teclado e um terminal de vídeo. Também pode ser uma impressora ou outras uni- dades de entrada/saída de dados. Modem: enquanto os computadores trabalham com sinais digitais (1 e 0), os sistemas de telecomunicações (linhas telefônicas, satéli- tes e outros) trabalham com sinais analógicos. Como você já sabe, o modem é o componente responsável por converter os sinais digi- tais dos computadores em sinais analógicos para as linhas de co- municação e vice-versa. Meio de Transmissão: pode ser uma linha privativa, fibra óptica, etc. Exercícios Propostos 126/81 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - As afirmações a seguir referem-se à aplicação de redes nas empresas: I. Atualmente, são suficientes somente microcomputadores para montar uma rede corporativa. II. A montagem de uma rede é difícil e precisa de profissionais altamente qualificados. III. Não é possível compartilhar um servidor de dados em uma rede corporativa. Estão corretas as afirmações: a) Somente a I. b) I, II e III. c) I e III. d) II e III. e) Nenhuma das alternativas anteriores. 2 - Complete a) Quando o processamento em uma rede ultrapassa uma distância de 10 km, este tipo de rede é chamada de ___________. b) Quando o processamento é local, a rede é chamada de ____________. 3 - Relacione as colunas: a) Redes homogêneas b) Redes heterogêneas c) Nó da rede d) Servidor e) Cliente ( ) Equipamento com um banco de dados ou modem para uso comum. ( ) Nó que utiliza ou depende do servidor. ( ) Qualquer dispositivo conectado à uma rede. ( ) Redes que possuem somente equipamentos semelhantes. ( ) Redes que possuem equipamentos distintos. 126/82 ○ ○ ○ ○ ○ 4 - Determine a topologia da rede, segundo os desenhos apresentados: 5 - Qual é a diferença entre transmissão síncrona e assíncrona? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 6 - O que são protocolos de rede? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ a) b) c) Micro Servidor Micro Micro Impressora Micro Micro Micro Servidor Micro Servidor MicroMicro Micro Impressora Micro a) b) c) Respostas dos Exercícios Propostos 126/83 ○ ○ ○ ○ ○ Lição 1 1 - Resposta Pessoal 2 - B / C / E / A / D 3 - Resposta Pessoal. Comentário: A evolução da informática muito contribuiu para a evolução mundial. Hoje, do seu escritório, você pode, através de um computador ligado à Internet, controlar o microondas da sua residência, a máquina de lavar roupas, o ar-condicionado e, até mesmo, com a ajuda de um circuito de câmeras, ver tudo o que se passa no interior da sua casa em tempo real. Esta é uma realidade não apenas de 1º mundo. No Brasil, algumas escolas de educação infantil já oferecem este tipo de serviço, permitindo aos pais acom- panhar o desenvolvimento de seus filhos como se estivessem ao seu lado, usan- do um computador e uma linha telefônica. Lição 2 1 - F / H / P / S / H H / S / F / P / P S / P / H / H / S 2 - O lançamento de um novo software geralmente vem acompanhado do lançamen- to de uma máquina mais potente para o uso do mesmo ou vice-versa e, ao mesmo tempo, o peopleware tem que se especializar na utilização do novo produto. Lição 3 1 - Desativado, representado por Ø e ativado, representado por 1. 2 - C 3 - B / A / C / E / D Instituto Monitor 126/84 ○ ○ ○ ○ ○ Lição 4 1 - B 2 - B 3 - B / C / D / A 4 - C / A / B / D 5 - A placa aceleradora é independente, tendo sua própria memória e processa- dor, e possibilita a visualização de imagem em alta velocidade. Já a placa on board vem acoplada à placa-mãe, utilizando memória RAM como memória de vídeo. 6 - a) Monitor de vídeo b) Processador c) Memória RAM d) Scanner e) Placa-mãe f) Placa de som 7 - a) escrita / leitura b) ROM c) armazenamento de informações d) regravável e) CD´s comuns / CD-R / CD-RW / DVD´s 8 - C / A / B 9 - B / C / B / A Lição 6 1 - B 2 - É um programa necessário à ativação e à coordenação dos vários elemen- tos do hardware. Exemplos: DOS, Windows 95/98/ME, Windows XP, Windo- ws NT/2000, Linux e MAC OS. 3 - Porque o código é aberto e o programa é utilizado gratuitamente pelas empre- sas. Além disso, pode-se fazer alterações no código fonte da programação, cor- rigindo problemas ou sugerindo melhorias. Instituto Monitor 126/85 ○ ○ ○ ○ ○ Lição 7 1 - A formatação prepara o HD para uso, criando trilhas e setores que receberão os dados. Lição 8 1 - São programas que contém informações para o correto funcionamento dos elementos de hardware. Lição 9 1 - A 2 - a) WAN b) LAN 3 - D / E / C / A / B 4 - a) Barramento b) Estrela c) Anel 5 - Na transmissão síncrona a troca de informações ocorre em tempo real e é constante. Na transmissão assíncrona, a troca de informações é feita em de- terminados momentos, não acontecendo em tempo real. 6 - São as regras que governam a transmissão de dados, incluindo inicialização, verificação, endereçamento, coleta e correção de dados. Bibliografia 126/86 ○ ○ ○ ○ ○ MARTINS, Marcelo Palmieri Apostila Básica de Unix download da Internet, site www.assintel.com.br/sites/jpcr Manual Prático do Hardware São Paulo, 1ª edição, Editora Escala, 2001. BASTOS, Arilson. Manutenção de Monitores de Vídeo Rio de Janeiro, Editora Seltron, 2001. TORRES, Gabriel. Hardware, Curso Completo Rio de Janeiro, Editora Axcel Books, 1996. Curso de Eletrônica, Rádio e TV Instituto Monitor. Apostila de Fundamentos de Informática Instituto Monitor. Webgrafia do site www.thebox.org.br do site www.windowsxponline.hpg.com.br do site www.macnews.com.br Clube do Hardware: www.gabrieltorres.com Pesquisa de Avaliação 126 - Fundamentos de Informática, Montagem e Manutenção de Microcomputadores Nome (campo não obrigatório): _______________________________________________________________ No de matrícula (campo não obrigatório): _____________________ Curso Técnico em: Eletrônica Secretariado Gestão de Negócios Transações Imobiliárias Informática Telecomunicações Contabilidade QUANTO AO CONTEÚDO 1)A linguagem dos textos é: a) sempre clara e precisa, facilitando muito a compreensão da matéria estudada. b) na maioria das vezes clara e precisa, ajudando na compreensão da matéria estudada. c) um pouco difícil, dificultando a compreensão da matéria estudada. d) muito difícil, dificultando muito a compreensão da matéria estudada. e) outros: ______________________________________________________ 2) Os temas abordados nas lições são: a) atuais e importantes para a formação do profissional. b) atuais, mas sua importância nem sempre fica clara para o profissional. c) atuais, mas sem importância para o profissional. d) ultrapassados e sem nenhuma importância para o profissional. e) outros: ______________________________________________________ 3) As lições são: a) muito extensas, dificultando a compreensão do conteúdo. b) bem divididas, permitindo que o conteúdo seja assimilado pouco a pouco. c) a divisão das lições não influencia Na compreensão do conteúdo. d) muito curtas e pouco aprofundadas. e) outros: ______________________________________________________ Caro Aluno: Queremos saber a sua opinião a respeito deste fascículo que você acaba de estudar. Para que possamos aprimorar cada vez mais os nossos serviços, oferecendo um material didático de qualidade e eficiente, é muito importante a sua avaliação. Sua identificação não é obrigatória. Responda as perguntas a seguir assinalando a alternativa que melhor corresponda à sua opinião (assinale apenas UMA alternativa). Você também pode fazer sugestões e comentários por escrito no verso desta folha. Na próxima correspondência que enviar à Escola, lembre-se de juntar sua(s) pesquisa(s) respondida(s). O Instituto Monitor agradece a sua colaboração. A Editora. QUANTO AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 4) Os exercícios propostos são: a) muito simples, exigindo apenas que se decore o conteúdo. b) bem elaborados, misturando assuntos simples e complexos. c) um pouco difíceis, mas abordando o que se viu na lição. d) muito difíceis, uma vez que não abordam o que foi visto na lição. e) outros: ______________________________________________________ 5) A linguagem dos exercícios propostos é: a) bastante clara e precisa. b) algumas vezes um pouco complexa, dificultando a resolução do problema proposto. c) difícil, tornando mais difícil compreender a pergunta do que respondê-la. d) muito complexa, nunca consigo resolver os exercícios. e) outros: ______________________________________________________ QUANTO À APRESENTAÇÃO GRÁFICA 6) O material é: a) bem cuidado, o texto e as imagens são de fácil leitura e visualização, tornando o estudo bastante agradável. b) a letra é muito pequena, dificultando a visualização. c) bem cuidado, mas a disposição das imagens e do texto dificulta a compreensão do mesmo. d) confuso e mal distribuído, as informações não seguem uma seqüência lógica. e) outros: ______________________________________________________ 7) As ilustrações são: a) bonitas e bem feitas, auxiliando na compreensão e fixação do texto. b) bonitas, mas sem nenhuma utilidade para a compreensão do texto. c) malfeitas, mas necessárias para a compreensão e fixação do texto. d) malfeitas e totalmente inúteis. e) outros: ______________________________________________________ Lembre-se: você pode fazer seus comentários e sugestões, bem como apontar algum problema específico encontrado no fascículo. Sinta-se à vontade! PAMD1 Sugestões e comentários ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 1/4 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Para a montagem do computador deve-se seguir determinados passos: 1. Abrir o gabinete. 2. Passar a pasta térmica no processador. 3. Encaixar a bandeja no gabinete. 4. Instalar as unidades de disco. 5. Retirar a bandeja. 6. Encaixar o cooler. 7. Jumpear a BIOS para “Normal BIOS”. 8. Conectar as demais placas. 9. Encaixar o processador PGA na motherboard. 10. Ligar o cabo do cooler à placa mãe. 11. Encaixar a memória RAM. Aplicando os princípios de montagem, selecione a seqüência correta: a) 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 b) 1 - 5 - 7 - 9 - 2 - 6 - 10 - 3 - 8 - 11 - 4 c) 1 - 2 - 10 - 5 - 7 - 3 - 9 - 11 - 4 - 6 - 8 d) 2 - 4 - 6 - 8 - 10 - 1 - 3 - 5 - 7 - 9 - 11 2 - No CD-ROM usamos três cabos. São eles: a) Cabo de som, cabo da fonte e cabo de telefone. b) Cabo da fonte, cabo de dados e cabo de telefone. c) Cabo de som, cabo da fonte e cabo de dados. d) Cabo de rede, cabo de som e cabo de dados. Nome: ..................................................................................................................................................................................... Nº de Matrícula: ................................................................. Nota: ......................................... 126 - Fundamentos de Informática, Montagem e Manutenção de Microcomputadores ••••• PPPPPararararara os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos ofa os alunos matriculados nos cursos oficiaisiciaisiciaisiciaisiciais, estes exercícios simulados são opcionais. Caso deseje, eles podem ser enviados aos nossos professores de plantão, que farão a correção e os devolverão com as devidas observações. ••••• PPPPPararararara os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livra os alunos matriculados nos cursos livreseseseses, estes exercícios simulados terão o valor de provas, realizadas a distância, e devem ser obrigatobrigatobrigatobrigatobrigatoriamentoriamentoriamentoriamentoriamenteeeee enviados para correção. Sua aprovação lhe conferirá seu Certificado de Conclusão. ••••• O endereço para envio dos exercícios simulados em ambos os casos é: Caixa Postal 2722 Rua dos Timbiras, 257/263 - Centro 01009-972 - São Paulo - SP 01208-010 - São Paulo - SP ••••• AAAAAtttttenção:enção:enção:enção:enção: para questões de múltipla escolha, existe apenas UMA alternativa correta em cada uma. ou Instruções:Instruções:Instruções:Instruções:Instruções: 2/4 ○ ○ ○ ○ ○ 3 - Para denominar o tipo de rede, uma das formas é a definição da distância. Aponte a distância para: a) Rede LAN: _________________________________________ b) Rede WAN: ________________________________________ 4 - Um fabricante anuncia um monitor de vídeo com a resolução de 1280 x 768 pixels. A característica deste monitor, que pode ser inferida pelo anúncio é: a) sua tela pode exibir uma imagem digitalizada com 1280 colunas e 768 linhas; b) sua tela pode exibir imagens digitalizadas com 1280 pontos por polegadas nas linhas; c) sua tela exibir imagens digitalizadas com 768 pontos por polegada nas colunas; d) sua tela pode exibir uma imagem digitalizada com 1280 linhas e 768 colunas; e) cada ponto da tela pode ter 1280 x 768 cores. 5 - A capacidade de um disco Winchester é de 2 Gb. Sabendo que uma folha de texto tem em média 2 Kb, a quantidadede folhas de texto que pode ser armazenada no disco é: a) 1.000.000 b) 100.000 c) 10.000 d) 1.000 e) 100 6 - A figura abaixo mostra um gabinete (CPU) normal de computador. Os componentes, 1, 2 e 3 da figura são, respectivamente: a) zip drive, fita de backup, reset; b) fita de backup, reset, ventilação; c) disco rígido, zip drive, CD-ROM; d) CD-ROM, botão liga/desliga, drive 3 1 2; e) drive 3 1 2, botão liga/desliga, disco rígido. 7 - Os dois meios de transmissão mais empregados em redes locais são: a) cabo coaxial e infra-vermelho; b) par trançado e infra-vermelho; c) par trançado e cabo coaxial; d) cabo coaxial e enlace de rádio; e) fibra óptica e enlace de rádio. 8 - A tecnologia empregada nos computadores de terceira geração é a dos (das): a) Relés b) Transistores c) Diodos semicondutores d) Circuitos integrados e) Válvulas eletrônicas 9 - A arquitetura do PC-Pentium baseia-se em barramento de: a) 8 bits b) 64 bits c) 32 bits d) 16 bits e) 128 bits 3/4 ○ ○ ○ ○ ○ 10 - A taxa de transferência de uma unidade de CD-ROM de dupla velocidade (2x) é de: a) 150 Kbps b) 1200 Kbps c) 600 Kbps d) 900 Kbps e) 300 Kbps 11 - É função da BIOS: a) guardar informações de aplicativos em andamento; b) acionar a impressora conectada ao sistema; c) teste de memórias ao ligar o microcomputador; d) fornecer dados ao hardware de como deve ser feito o processamento; e) funcionar como um sistema de código aberto gratuito. 12 - Em geral, o dispositivo que apresenta maior capacidade de armazenamento de dados em um microcomputador é o(a): a) disco flexível; b) disco rígido; c) memória RAM instalada; d) memória ROM; e) memória cache instalada. 13 - Quando o computador é desligado, são perdidos os dados contidos no(a): a) CD-ROM; b) disco rígido; c) memória RAM; d) memória ROM; e) disco flexível. 14 - No que tange à memória RAM de um microcomputador, podemos afirmar que ela: a) é a memória de acesso aleatório; b) é a memória de leitura; c) é gravada na fábrica; d) é permanente, ou seja, não-volátil; e) tem seu conteúdo apagado somente através de programação. 15 - O Sistema Operacional pode ser definido como a interface entre o micro e o usuário e que, através de um conjunto de programas e arquivos, administra as operações e comandos executados. Entre as suas funções NÃONÃONÃONÃONÃO se inclui: a) gerenciar os recursos de hardware; b) gerenciar o tempo de CPU gasto pelos usuários; c) gerenciar a comunicação via rede; d) permitir a gravação de arquivos; e) prover ambiente adequado ao desenvolvimento de programas. 16 - Podemos definir Protocolo de Rede como a(o): a) linguagem/programa utilizado para se efetivar a comunicação; b) senha que viabiliza a conexão; c) software que permite a integração dos equipamentos à rede; d) hardware que permite o acesso físico do micro à rede; e) password comum a todos os micros conectados à rede. 4/4 ○ ○ ○ ○ ○ 17 - Nos microcomputadores atuais, normalmente o microprocessador é: a) montado num soquete/slot da placa-mãe; b) a própria placa-mãe; c) um componente fixo na placa-mãe; d) montado numa placa de expansão; e) montado direto num barramento da placa-mãe. 18 - A unidade de medida de resolução de uma impressora é dada em: a) CPS b) DPI c) LPM d) PPM e) BPM 19 - Um dos pacotes gráficos mais eficientes e utilizados atualmente é o: a) Paintbrush b) Excel c) Coreldraw d) Visual Basic e) Word 20 - Os três serviços oferecidos por estações servidoras de rede local são: a) arquivo, impressão e comunicação; b) processamento, impressão e interface gráfica; c) processamento, escalonamento de tarefas e interface gráfica; d) processamento, arquivo e escalonamento de tarefas; e) arquivo, impressão e escalonamento de tarefas.CD-ROM ................................................................................ 47 9.1 Ligação do Cabo de Som na Placa-mãe ................................................. 48 9.2 Ligação do Cabo de Som ao CD-ROM ................................................... 48 10. Instalação das Unidades de Disco ............................................................. 48 10.1 HD .......................................................................................................... 48 10.2 Drive de Disquete de 3½”..................................................................... 49 11. Ligação da Fonte ........................................................................................ 49 11.1 Fonte AT ................................................................................................ 49 11.2 Fonte ATX ............................................................................................. 50 11.3 Outras Ligações da Fonte ..................................................................... 50 12. Indicações Finais ........................................................................................ 51 126/7 ○ ○ ○ ○ ○ Lição 6 – BIOS, SETUP e Sistema Operacional Introdução .............................................................................................................. 53 1. BIOS .............................................................................................................. 53 2. SETUP........................................................................................................... 53 3. Sistema Operacional .................................................................................... 54 3.1 Conceito de Software .............................................................................. 54 3.2 O Sistema Operacional ........................................................................... 54 Exercícios Propostos ............................................................................................. 56 Lição 7 – Formatação de um Hard-Disk Introdução .............................................................................................................. 57 1. Preparação do HD......................................................................................... 57 1.1 Criando a Partição Primária................................................................... 57 1.2 Formatando o HD .................................................................................... 58 2. Instalação do Windows ................................................................................. 58 Exercícios Propostos ............................................................................................. 61 Lição 8 – Instalação dos Drivers Introdução .............................................................................................................. 63 1. Instalação dos Drivers .................................................................................. 63 2. Configuração do Vídeo ................................................................................. 69 Exercícios Propostos ............................................................................................. 72 Lição 9 – Introdução à Rede de Computadores Introdução .............................................................................................................. 73 1. Teleprocessamento, Telecomunicação, Teleinformática ........................... 73 2. Redes a Distância (WAN) ............................................................................. 73 3. Redes Locais ................................................................................................. 75 4. Velocidade de Transmissão.......................................................................... 75 5. Alguns Conceitos Utilizados ........................................................................ 75 6. Arquitetura das Redes Locais ..................................................................... 75 6.1 Topologias Básicas .................................................................................. 75 6.2 Modos de Transmissão ............................................................................ 77 7. Protocolos de Rede ....................................................................................... 78 8. Componentes de Hardware .......................................................................... 79 8.1 Rede Local (LAN) ................................................................................... 79 8.2 Rede a Distância (WAN) ......................................................................... 80 Exercícios Propostos ............................................................................................. 81 Respostas dos Exercícios Propostos ..................................................................... 83 Bibliografia ............................................................................................................. 86 Apresentação 126/� A informática causou uma verdadeira revolução no sistema de co- municação e de administração no mundo todo. Hoje, a informática é uma importante aliada em qualquer atividade profissional, agilizando processos e documentos e proporcionando facilidades no dia-a-dia pessoal e empresarial. As primeiras experiências com a informática no Brasil datam da década de 70, com computadores de grande porte, somente utilizados por grandes empresas. O sistema de informática era usado para banco de dados (relatórios, cartas, cadastro de clientes) e planilhas simples (tabelas de cálculos). A década de 80 registra a primeira grande mudança na informática, quando, nos Estados Unidos, foi lançado o computador de pequeno por- te para uso pessoal, mais conhecido como PC (Personal Computer) ou microcomputador, pela pioneira no setor, a IBM. Foi um avanço tecno- lógico no equipamento, embora todo o sistema de operações (programas) tivesse linguagem semelhante à dos computadores de grande porte. Várias empresas surgiram neste período, fabricando programas cada vez mais avançados e específicos para cada atividade empresarial. Foi a partir de 1985 que outra gigante do setor americano, a Micro- soft, lançou um programa para o computador PC, capaz de gerenciar várias tarefas ao mesmo tempo, como por exemplo processar textos, elaborar tabelas e gráficos, ilustrar, agendar, gerenciar bancos de dados, entre outras atividades, denominado Windows. Um programa capaz de substituir vários equipamentos que normalmente ocupam muito lugar na mesa de escritório, como a máquina de escrever, máquina de calcular, agenda, arquivo, etc. O Windows introduziu o conceito de “janelas”, onde cada programa, para ser utilizado, possui uma janela que deve ser aberta. No Brasil, esta tecnologia esteve disponível a partir de 1990, com a abertura das importações. Em menos de 10 anos o mercado nacio- nal avançou quase duas décadas em tecnologia, recuperando o tempo perdido, tendo em vista que a indústria nacional de informática estava limitada às restrições do governo (reserva de mercado). Instituto Monitor 126/9 ○ ○ ○ ○ ○ A informática, atualmente, está disponível para uso pessoal ou profissional. Qualquer empresa depende da informática para agili- zar seu atendimento aos clientes e administrar melhor o dia-a-dia. Tarefas administrativas como gerenciamento financeiro, contabili- dade, controle de estoque, relatório de vendas, documentação em geral, contas a pagar e a receber, distribuição e entrega, telemarke- ting, folha de pagamento de funcionários, entre outras, necessitam da informática para garantir agilidade e produtividade. Outra grande transformação no mercado de informática foi a criação da “internet”, sistema através do qual as pessoas podem comunicar-se mundialmente, por meio de uma conexão entre o computador e uma linha telefônica, via satélite ou rádio. À medida que os equipamentos ou os programas avançam tec- nologicamente, umainfinidade de produtos e serviços nascem pa- ralelamente para dar suporte e melhorar o desempenho de utilização do computador. Por isso, a informática tem uma lingua- gem própria, com palavras novas e conceitos bem definidos. Neste fascículo você irá se familiarizar com esta fantástica máquina – o microcomputador -, conhecer os fundamentos da com- putação e os principais programas para usar no seu dia-a-dia pro- fissional. Bom estudo! 1liç ão liç ão 126/11 Um Pouco de História da Computação Introdução É importante conhecer o processo de evolução tecnológica dos equipamentos de informática para que possamos lidar com os diversos recursos e utilidades de uma máquina. Mas, mais que isso, estar informado a respeito dessa evolução torna o profissional apto a compreender o raciocínio humano que concebeu o que hoje consideramos uma máquina indispensável. O objetivo desta lição é explicar as várias gerações de desen- volvimento do computador, bem como suas características. 1. A Necessidade de Calcular Já na Antigüidade, o homem começou a perceber a necessida- de de realizar cálculos quando, ao sair com os seus animais para o pasto, quis verificar se retornava com a mesma quantidade de animais. Naquela época, para calcular, os homens comparavam seu rebanho com a quantidade de pedras. Instituto Monitor 126/12 Mas o mundo evoluiu, e o homem passou a precisar, cada vez mais, de máquinas que o ajudassem a calcular. Assim, surgiram diversos instrumentos que auxiliavam a realização de cálculos. Veja alguns deles: 2. Evolução Tecnológica dos Computadores Para efeitos de exposição de seu histórico, o desenvolvimento dos computadores foi dividido em gerações, sendo que cada ge- ração é caracterizada por um avanço significativo na tecnologia aplicada. 2.1 Primeira Geração Caracterizada pelo uso de válvulas na composição eletrônica de um computador, a primeira geração vai de 1946 até 1958. 3.600 a.C. MODELO NOME DA MÁQUINA SURGIMENTO Séc XVII 1875 Máquina adicionadora de Burroughs Ábaco Régua de cálculo Calculadora de Baldwin 1890 Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/13 ○ ○ ○ ○ ○ A entrada de dados era feita por fita per- furada e o uso dos computadores era voltado para problemas técnicos e científicos com cálculos de natureza matemática. 2.2 Segunda Geração Caracterizada pelo uso de transistores, essa geração vai de 1958 até 1964. A entrada de dados era feita por cartões perfurados e, na mesma época, foram intro- duzidos os leitores de caracteres ópticos e magnéticos. Eram utilizados também os dis- cos magnéticos do tipo removível, flexibilizan- do a capacidade de armazenamento de dados. As memórias de tambores magnéticos foram substituídas pelas de núcleo de ferri- te. Durante esta 2ª geração se iniciam o de- senvolvimento e a aplicação de linguagem simbólica (Algol, Fortran e COBOL) em substituição à linguagem de máquina. Tam- bém é quando aparecem os primeiros siste- mas operacionais. 2.3 Terceira Geração Caracterizada pelo uso de CIs – circuitos integrados (agrupamento das funções de vá- rios transistores) – essa geração tem início em 1964 e se encerra em 1972. O marco da 3ª geração foi o lançamento do IBM série 360. A partir daí, surgiu o siste- ma DOS (Disk Operating System) e houve aumento significativo na capacidade de ar- mazenamento. Os custos baixaram e o núme- ro de unidades comercializadas aumentou. Foi nesta geração que surgiram a multipro- gramação (execução de mais de um programa, utilizando a mesma CPU) e o teleprocessamento (processamento a distância). Com a chegada do CI, a principal preo- cupação dos projetistas passou a ser a dimi- nuição do espaço físico dos circuitos. Isto permitiria baixar o preço dos componentes, além de introduzir significativos ganhos de desempenho. As diferentes fases da evolu- ção dessas tecnologias, que permitiram re- duzir cada vez mais os circuitos, foram classificadas de acordo com a quantidade média de transistores contida em um circui- to integrado. 2.4 Quarta Geração A quarta geração iniciou-se em meados de 1970, com os circuitos integrados de tecnolo- gia VLSI (Very Large Scale Integration). Este tipo de circuito foi apelidado de chip, que sig- nifica “pastilha”, numa alusão à pastilha de silício que compõe o circuito integrado. Foi nesta geração que surgiu o primeiro microprocessador, o 4004, destinado princi- palmente a calculadoras eletrônicas. Até esta geração, a tecnologia de lógica interna do processador era a CISC (Complex Instruction Set Computing, ou Computação por Conjunto de Instruções Complexas). 2.5 Quinta Geração Uma das principais características desta geração é a simplificação e miniaturização do computador, além de melhor desempenho, maior capacidade de armazenamento e pre- ços cada vez mais acessíveis. Alguns acreditam que a tecnologia RISC (Reduced Instruction Set Computing, ou Computação por Conjunto de Instruções Re- duzidas) foi a responsável pelo surgimento desta geração, porém para muitos ainda es- tamos na quarta geração. A tecnologia RISC, surgida em meados dos anos 80, possibilita maior velocidade ao redu- zir ao mínimo o número de instruções execu- tadas pelo processador. Permite a produção de equipamentos melhores, de tamanhos re- duzidos e que consomem menos energia. Instituto Monitor 126/14 De maneira geral, podemos, resumidamente, avaliar que os primeiros computadores utilizavam circuitos eletromecânicos e válvulas. O aparecimento do transistor possibilitou a redução do tamanho e da potência consumida, além de, em relação às válvu- las, ser um dispositivo mais robusto e confiável. Os computadores que utilizam a tecnologia do transistor são classificados como de segunda geração. O domínio da tecnologia da física do estado sólido permitiu a integração de vários transistores em uma única embalagem, com aproximadamente as mesmas dimensões de um único transistor. Surgiram então os circuitos integrados, responsáveis pelo apareci- mento dos computadores de terceira geração. Estes tinham maior potência de cálculo, eram mais rápidos, mais confiáveis e menores fisicamente do que seus antecessores de segunda geração. Atualmente o custo para se integrar dezenas, centenas ou milhares de transistores em uma única pastilha é praticamente o mesmo. Pode-se falar então na quarta geração de computadores pela utilização da integração em altíssima escala (VLSI). Ao mesmo tempo as telecomunicações se desenvolveram enormemente pelo uso da mesma tecnologia. Isto viabilizou a uti- lização de recursos de telecomunicações aplicados à computação e vice-versa. O efeito imediato foi a possibilidade de interligação de sistemas de computação, do uso à distância de um computador por um ou vários usuários, etc. Atualmente a tecnologia VLSI está sendo substituída pela ULSI (Ultra Large Scale Integration). Escala comparativa Instituto Monitor ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/15 ○ ○ ○ ○ ○ 3. A Computação Hoje e no Futuro Estamos vivendo a Revolução da Informá- tica. O impacto desta revolução na sociedade atual pode ser comparado ao provocado pela Revolução Industrial. Dessa forma, podemos dizer que a informática domina, de certa ma- neira, o modo de vida da Humanidade e pode ser utilizada como estímulo para a manuten- ção da paz ou para a nossa destruição. O avanço tecnológico associado ao custo decrescente dos equipamentos incentiva cada vez mais a produção de sistemas de compu- tação cuja aplicabilidade se presta a todas as áreas do conhecimento humano.Por outro lado, todas estas áreas requerem a concep- ção e o desenvolvimento de instrumentos ba- seados na mesma tecnologia, em princípio desenvolvida para os computadores. Os microprocessadores, computadores, as redes de computadores e os recursos de telecomunicações, de maneira geral, estão sendo usados como ferramentas nas mais di- versas áreas do conhecimento humano, como: • sistemas automáticos para transações bancárias; • sistemas de diagnósticos por computador (tomografia); • geração artificial de imagens; • controle de acervo bibliográfico; • redes nacionais de processamento de dados interligando usuários em pontos remotos; • ensino; • planejamento; • projeções, conferências e simulações; • entretenimento; • aplicações domésticas; • aplicações comerciais; • automação de escritórios; • controle de processos industriais; • controle de processos não-industriais; • instrumentação. Dentre os campos mais promissores da computação estão a inteligência artificial, projetos assistidos por computador e robóti- ca. Os resultados já obtidos nestas áreas e os investimentos em termos de pesquisa e de- senvolvimento são indicadores que permitem a contínua evolução desta área. A inteligência artificial é a ciência que estuda a razão humana, simulando o compor- tamento inteligente em computadores. A área de Projetos Assistidos por Com- putadores (PAC) também tem tido um gran- de impulso nos últimos anos. As máscaras para produção dos circuitos integrados a se- rem utilizados na construção de computado- res são geradas por um programa de computador que auxilia o projetista. Do mes- mo modo, sistemas de PAC para desenvolvi- mento de projetos de engenharia, arquitetura, naves espaciais, etc., têm sido utilizados. A robótica, associando inteligência arti- ficial, teoria de controle, computação, instru- mentação sensora e servo-mecanismo, produz os robôs industriais utilizados nas linhas de montagem para dar conta de tarefas execu- tadas até então pelos homens. A tendência é substituir o homem nas tarefas repetitivas, ou naquelas em que o ambiente é hostil ou, ainda, em tarefas consideradas menos nobres. Exercícios Propostos 126/16 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Descreva a necessidade de calcular apresentada ao homem desde os tempos antigos. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 2 - Relacione as colunas: (a) Primeira Geração de Computadores ( ) Transistores (b) Segunda Geração de Computadores ( ) Circuitos Integrados (c) Terceira Geração de Computadores ( ) RISC (d) Quarta Geração de Computadores ( ) Válvulas (e) Quinta Geração de Computadores ( ) VLSI 3 - “Os recursos atuais de informática e telecomunicações estão sendo usados como ferramentas nas mais diversas áreas do conhecimento humano.” Escolha uma das áreas descritas no item 3 desta lição, e faça um comentário sobre o desen- volvimento da informática e como ela pode ser aproveitada no dia-a-dia. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 2liç ão liç ão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/17 ○ ○ ○ ○ ○ Sistema Computacional Introdução A informática não é constituída exclusi- vamente pelo equipamento. Devemos levar em consideração também os programas e as pessoas que dela se utilizam. Ao final desta lição você será capaz de identificar os ele- mentos que estão envolvidos em um sistema computacional e de perceber as relações exis- tentes entre tais elementos. 1. Elementos de um Sistema Computacional Hoje em dia, para quem vive num am- biente urbano, é difícil imaginar o cotidiano sem a utilização dos processos automatiza- dos. Afinal, em todos os lugares existe um equipamento eletrônico capaz de receber co- mandos. Esses comandos podem ser dados nas mais diversas formas. Analisemos alguns exemplos: a catraca do metrô é um equipa- mento que recebe o comando de liberação por meio de um bilhete magnético; outro exem- plo é o caixa eletrônico do seu banco, que, além de ler dados do seu cartão magnético, permite a entrada de informações por meio de um teclado, como o valor do saque. Quando olhamos para esses equipamen- tos, imaginamos apenas uma máquina auto- suficiente, capaz de nos dar respostas e resolver nossos problemas, mas dificilmente lembramos que ela pode quebrar. Quando isso acontece, percebemos o quanto nos tornamos dependentes de dispositivos criados pelo ho- mem. Calma! Não é o caso de largar os equipa- mentos de lado e tentar viver sem eles, pois sabemos que essa dependência também nos trouxe muitas vantagens. É preciso ver não só a máquina, mas tudo aquilo que ela nos possibilita. Ao observarmos um equipamento, nossa atenção costuma reter apenas o exterior, a “casca” de sua parte física. Porém, há outras partes tão importantes quanto essa. Os três elementos que compõem o sistema computa- cional são: hardware, firmware, software e peopleware. Hardware vem do inglês hard (duro, fir- me, sólido) + ware (mercadoria). Na língua inglesa corrente, este termo refere-se tam- bém a ferragens, ferramentas. Na informáti- ca, a terminologia aplica-se a toda e qualquer parte física do computador: CPU, monitor, teclado, mouse e os componentes que formam essas partes. Firmware vem do inglês firm (firme) + ware (mercadoria). Refere-se a certas instruções que o computador/hardware possui dentro de uma memória chamada ROM. Essas instruções são determinadas pelo fabricante e diferenciam um equipamento dos demais, não podendo ser alterado ou trocado pelo usuário. Um exemplo de firmware é a BIOS do computador. Software vem do inglês soft (macio, suave) + ware (mercadoria). É utilizado para designar todo e qualquer programa utilizado no computador. Instituto Monitor 126/18 ○ ○ ○ ○ ○ Peopleware vem do inglês people (pessoa) + ware (mercadoria). O termo denomina os profissionais da informática em geral. 2. A Interdependência dos Elementos Embora os avanços tecnológicos do hardware, do software e do peopleware sejam desvinculados uns dos outros, existe uma inter- dependência entre as partes. O lançamento de um novo software geralmente vem acompa- nhado do lançamento de uma máquina mais potente para o uso do mesmo ou vice-versa e, ao mesmo tempo, o peopleware tem que se especializar na utilização do novo produto. Assim segue o merca- do da informática: cada componente dependendo do outro para sua evolução. Exercícios Propostos 126/19 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Codifique: (H) para Hardware (S) para Software (P) para Peopleware (F) para Firmware 2 - Explique a interdependência dos elementos da computação. __________________________________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ( ) Instruções dentro da memória ROM ( ) Teclado ( ) Analista de Sistemas ( ) Windows ( ) Mouse ( ) Monitor ( ) Editor de Textos ( ) BIOS ( ) Digitador ( ) Operador de Micro ( ) Planilha de Cálculos ( ) Programador ( ) Scanner ( ) Impressora ( ) AutoCad 3liç ão liç ão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/21 ○ ○ ○ ○ ○ Conceito de Bit e Byte Introdução Como será que o computador “entende” o que escrevemos, já que em seu interior ele recebe apenas pulsos elétricos? Nesta lição você compreenderá os conceitos de bit, byte, kilobyte, megabyte, gigabyte, terabyte. 1. Bit Devemos ter em mente que dentro do computador não existem números, letras ou qualquer outro tipo de símbolo. O que existe são elementos que, agrupados em conjuntos de tamanho pré-definido, formam códigos que o computador interpreta como um caractere. Esses elementos recebem o nome de bit. Bit é um termo formado pela conjunção das palavras de língua inglesa binary digit; em português: dígito binário. O bit é um ele- mento biestável, podendo apresentar somente dois tipos de estado – desativado ou ativado – representados, respectivamente, pelos alga- rismos 0 e 1. O bit é a menor unidade utilizada na repre- sentação dos caracteres em um computador, logo é a menor unidade de informação lógica. Para representar caracteres são neces- sários conjuntos de bits. Com esses conjuntos podem ser feitas combinações com bits desa- tivados e ativados, de forma a criar códigos que o computador possa interpretar e reco- nhecer como letras, números ou outros sím- bolos. Esses conjuntos de bits, que pode ser formados por 8, 16, 32 ou 64 bits, dependendo do processador e do sistema operacional que estiverem sendo utilizados, é chamado de byte. 2. Byte Termo formado pela conjunção das pala- vras inglesas binary term, para a qual não existe tradução apropriada. Para se ter um byte, ele será associado à “quantidade” de bits com que um processador trabalha, ou seja, se o seu processador é de 32 bits, isso significa que ele precisa de 32 bits para entender a informação ou 1 byte. Se um processador precisa de 32 bits para formar uma letra, por exemplo, e receber somente 31, tal informação causará um erro no processamento. Vejamos como são formados os caracteres em 8 bits: A letra “A” é formada por 8 bits, que são: 1 100 0001 A Cada um dos 0 e 1 é um bit. Entretanto, somente os 7 últimos são necessários para for- mar o caractere. O primeiro bit é o chamado bit de paridade. Paridade é o modo de detecção de erro que assegura que o caractere recebido é o mesmo caractere transmitido. Instituto Monitor 126/22 ○ ○ ○ ○ ○ Entendendo que 1 byte = 1 caractere, será fácil compreender as demais medidas: 3. Computadores de 8, 16, 32 e 64 Bits Dentro de um microprocessador, existem vários circuitos que armazenam, transportam e processam dados. Quanto maior é o nú- mero de bits de um processador, mais veloz poderá calcular e pro- cessar instruções. Os antigos chips 8086, 80286 operavam com 16 bits. A partir do 386 até os microprocessadores Pentium IV, as operações são reali- zadas em 32 bits. Daí que surgiram as terminologias “micro de 16 bits”, “micro de 64 bits”, etc. Exemplo: Suponhamos que um microprocessador de 16 bits pre- cise realizar a operação 874.596.355 + 568.145.284. Este microprocessador não pode representar um número tão grande, por isso, para chegar ao resultado, o processamento terá que ser feito em várias etapas. No entanto, um processador de 32 bits po- derá representar este número e realizará a operação em, pelo me- nos, metade do tempo. A série Pentium IV já é de 64 bits. Os processadores de hoje em dia tem o chamado FSB (Front Site Bus), que é um valor de veloci- dade base no qual o processador troca informações com a memó- ria. Quanto maior for a velocidade do fsb, mais rápido um dado trafegará entre memória e processador. Se ele trafegar mais rápi- do, o processador ou a memória receberá o dado em menor tempo gerando – se a cpu tiver um bom desempenho – um tempo menor para processar determinado dado, com isso, um processo por exem- plo, como iniciar uma aplicação, será feito de modo mais rápido (resumindo, em tempo menor, o que gera maior desempenho final). Unidades Abreviação Valor Quantidade Total de bytes representativo 8 bits 1 Kilobyte 1 Megabyte 1 Gigabyte 1 Terabyte 1 Byte 1 Kbyte ou KB 1 MByte ou MB 1 GByte ou GB 1 TByte ou TB 1024 bytes 1.048.576 bytes 1.073.741.824 bytes 1.099.511.627.776 bytes 1.024 Bytes 1.024 KBytes 1.024 MBytes 1.024 GBytes Exercícios Propostos 126/23 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - Quais são os dois estados apresentados pelo bit e como são representados? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 2 - Sobre byte, podemos afirmar que: I. É um conjunto de bits necessário para representar um caractere. II. É um conjunto de bits, que pode ser formado por 8, 16, 32 ou 64 bits. III. Equivale ao bit de paridade. Estão corretas as afirmações: ( ) a) I, II, III. ( ) b) I e III. ( ) c) I e II. ( ) d) Somente a I. ( ) e) Somente a II. 3 - Relacione as colunas: a) 1 GByte ( ) 1.024 Bytes b) 1 KByte ( ) 1.024 MBytes c) 1 MByte ( ) 1.024 KBytes d) 1 Byte ( ) 1.024 GBytes e) 1 TByte ( ) 8 bits 4liç ão liç ão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 126/25 ○ ○ ○ ○ ○ Hardware Introdução Como vimos na lição 2, o sistema compu- tacional é dividido em três elementos: hard- ware, software e peopleware. Agora iremos explicar detalhadamente quais são as partes e os componentes do hardware, para que você conheça melhor o computador. Ao final desta lição você será capaz de reconhecer os componentes do hardware e estará preparado para iniciar a montagem de um computador. 1. Configuração do Microcomputadores Um microcomputador é composto essen- cialmente de um monitor de vídeo, teclado, mouse e de um gabinete. Dentro deste gabine- te, estão instalados a placa-mãe, o disco rígido (HD), os drives (CD-Rom, disquete, DVD, etc.), as placas controladoras de vídeo, rede e mo- dem, memória RAM e o processador. Existem várias configurações de compu- tadores. Cabe ao usuário escolher a que mais se adapta às suas necessidades. Por exemplo: • Se o usuário utiliza programas para edito- ração eletrônica1/computação gráfica, deve escolher um processador bem potente, in- serir bastante memória e utilizar um HD com bastante espaço. No caso de utilização de ví- deos (filmes ou animações), é desejável tam- bém uma placa de vídeo aceleradora, com bastante memória. Neste caso, deve-se pro- curar um computador com a configuração acima do que estiver sendo oferecido no mercado na ocasião da compra. • Se o usuário apenas utilizar os programas de uso cotidiano, editores de textos2 ou pla- nilhas de cálculos3, envio e recebimento de e-mails4 e acesso à Internet5, a configura- ção oferecida pelo mercado na ocasião da compra será suficiente para a máquina não ficar obsoleta durante um bom tempo. A seguir, você entenderá melhor cada um desses componentes que compõem o hardwa- re, e poderá decidir sozinho sobre a melhor con- figuração ao adquirir um microcomputador, seja para uso pessoal ou de sua empresa. 2. Periféricos de Entrada de Dados6Para se trabalhar com computadores é preciso dar entrada aos dados que serão pro- cessados. Essa entrada de dados é feita pelo usuário através de diversos dispositivos. Veja os mais comuns: 1. Editoração eletrônica - diagramação de textos, produção e tratamento de imagens para publicações como jornais, revistas, livros, material didático, etc. 2. Editor de Texto - software que permite a formatação de cartas em nível de usuário. (Exemplo: Word) 3. Planilha de cálculo - software que permite que sejam realizados cálculos de diversas natureza, como por exem- plo, soma, multiplicação, divisão, subtração, estatístico etc. (Exemplo: Excel) 5. Internet - rede mundial de computadores, que se comu- nicam através de um modem conectado à linha telefônica, via cabo, rádio ou via satélite. 6. Dados - tudo o que é informação do usuário para o com- putador e do computador para o usuário. 4. E-mail - correio eletrônico. Mensagens que são enviadas, através da Internet, de um computador para outro. Instituto Monitor 126/26 2.1 Teclado É o principal meio de entrada de dados feita pelos usuários de microcomputadores. O arranjo físico das teclas, fora algumas de uso específico, corresponde ao padrão mundial usado nas máquinas de escrever, chamado QWERT. 2.2 Mouses Com a introdução do PC no mercado de informática, uma série de produtos surgiram com a finalidade de facilitar o uso do equi pamento. Até então, as operações normais de processamento e comandos básicos eram feitas apenas pelo teclado. Um avanço nessa área foi o surgimento do mouse, dispositivo que desobriga o uso do teclado para muitas operações básicas e ló gicas. O mouse cabe na palma da mão e tem formato semelhante ao de um rato (em inglês: mouse, daí o nome). É utilizado na maioria dos programas existentes atualmente, sendo útil para selecionar opções dentro das telas dos programas, para desenhar, fazer trata mento de imagens, etc. Em sua parte inferior, o mouse possui uma esfera que é responsável por seu movi mento. Ao moverse, a esfera provoca o mo vimento de dois roletes. Um dos roletes serve para medir o movimento efetuado no eixo “x” (ou seja, para os lados) e o outro rolete serve para medir o movimento efetuado no eixo “y” (ou seja, para cima e para baixo). Na ponta desses roletes existe um disco perfurado que, por sua vez, fica no centro de um conjunto óptico. Esse conjunto óptico consiste em um LED emissor de luz infra vermelha e um sensor de luz infravermelha localizado bem em frente. Quando movemos o mouse, o disco perfurado roda, fazendo com que o sensor ora receba a luz que está sendo transmitida pelo LED, ora não. Assim, o circuito eletrônico do mouse tem como saber quanto o mouse foi movi do, pois ele “conta” quantas vezes a luz foi interrompida ou seja, quantos “buracos” do disco perfurado passaram pela frente do conjunto óptico. Por fim, o circuito eletrônico transmite ao micro os valores das coorde nadas “x” e “y” do mouse. Esses valores serão interpretados pelo driver7 do mouse no sistema operacional8, que então efetuará a ação correspondente, como mover o cursor para a nova posição x,y ou acionar alguma função, caso você tenha pressionado um dos botões do mouse. Os primeiros mouses eram mecânicos, isto é, em vez de usarem sensores ópticos, utilizavam contatos mecânicos para efetu ar a mesma tarefa. Não era raro esse tipo apresentar maucontato, por isso os mouses com sensores ópticos passaram a ser os pre feridos. Atualmente, já é comum o uso de mouses ópticos que dispensam a esfera girante para posicionamento do cursor em x,y 7. Driver São programas responsáveis pelo funcionamento de cada um dos componentes de Hardware. 8. Sistema operacional software indispensável para o fun cionamento do computador. É o sistema operacional que gerencia os recursos de Hardware e os softwares instalados na máquina. Instituto Monitor 126/27 2.3 Scanner É um periférico captador de imagens ou textos. Funciona exatamente como uma máquina fotocopiadora: uma luz brilhante movimentase sobre a folha e a luz refletida por cada ponto é medida e quantificada, dando origem a uma imagem correspon dente àquela contida na página original. A diferença é que, em vez de fazer uma cópia em papel, o scanner faz uma cópia na tela do computador. Desta forma, podese alterar qualquer texto ou imagem. O processo de captura da imagem é cha mado de digitalização. As principais características de um scanner são: • Resolução: como nas impressoras, a reso lução do scanner é medida em dpi – dots per inch (em inglês, dots per inch significa pontos por polegada). O dpi ótico é a resolução real das imagens capturadas pelo scanner. Num scanner com 600x600 dpi ótico e 9.600 dpi máximo, a re solução real do scanner é 600 dpi e 9.600 dpi é a resolução máxima “interpolada”. A interpolação é um recurso no qual um software, através de algorítimos matemáti cos, aumenta a resolução. Comparando uma resolução ótica com a mesma resolução in terpolada, a ótica tem melhor qualidade. Por exemplo, se um scanner tem resolução de 600 dpi ótico e outro tem resolução de 600 dpi interpolada, o scanner de 600 dpi ótico terá melhor qualidade na imagens capturadas. • Número de cores: os scanners podem tra balhar em preto e branco ou suportar até milhões de cores, atendendo satisfatoria mente quem trabalha apenas com textos e quem lida com diferentes imagens gráficas de qualidade fotográfica. 3. Placas Feita a entrada de dados, estes serão processados. A seguir, veremos os elementos do hardware que trabalham no auxílio do processamento como a placamãe. 3.1 Placa-Mãe ou Motherboard É a placa principal do computador. O processador, as memórias e as outras placas que compõem o hardware são encaixados nesta placa. A escolha da placamãe, no ato da com pra, é essencial para o bom funcionamento do computador. Faça pesquisa de mercado verificando os modelos que oferecem me lhor desempenho nos processadores9. Além disso, é importante procurar as placas que oferecem facilidade para realização do chamado upgrade10 dos componentes, isto é, a atualização do micro com um pequeno investimento. A motherboard ou placamãe vem com um chipset para tornar a CPU parte de um computador. 9. Processador processa a troca de dados dos periféricos e de outros circuitos existentes. É considerado o “cérebro” do computador. 10. Upgrade atualização de software ou hardware para modelos mais atuais. Instituto Monitor 126/28 3.3 Placa de Som Esta placa tem por função processar o som proveniente de diversas fontes, como microfones, CDs de áudio, etc. Como o microprocessador12 só manipula dados 0 e 1, a placa de som faz a conversão de sinais digitais para analógicos, e de analógi- cos para digitais, para que possamos escutar e capturar sons no computador. Pode ser on-board 3.4 Modem O modem (modulador/demodulador) é um dispositivo capaz de trocar dados remotamen- te entre computadores via linha telefônica. Ele funciona transformando sinais de co- municação de dados para tons, que poderão, dessa forma, ser transmitidos via linha tele- fônica. O dispositivo receptor recebe os tons e faz a conversão no processo inverso. • Pode ser on-board 3.4.1 Fax Modem A placa de fax modem é compatível com protocolos de comunicação utilizados pelos apa- relhos de fax, permitindo a comunicação entre computadores e aparelhos de fax, e vice-versa. 3.2 Placa de Vídeo É a placa responsável pela interface entre a CPU11 e o monitor de vídeo. Atual- mente, existem dois tipos de placas de vídeo, as quais são: 3.2.1 Placa de Vídeo Aceleradora Esta placa tem sua própria memória e seu próprio processador, que possibilita a visualização de imagens em alta velocidade e em 3D (três dimensões, bastante utilizado em jogos). 3.2.2 Placa de Vídeo On-BoardAtualmente, são comuns as placas de ví- deo on board, ou seja, a placa já vem instala- da na placa-mãe. Normalmente, estas placas possuem o mesmo desempenho das demais placas de vídeo, entretanto, elas utilizam a memória RAM (veja item 5 desta lição) do micro como memória de vídeo. Por exemplo: um micro com 128 Mb de memória pode ter 4 Mb para vídeo e 124 Mb para programas. Este tipo de placa não é aconselhável para o uso em computadores que trabalham com com- putação gráfica ou jogos. Para o uso do cotidiano, este tipo de placa funciona perfeitamente. 11. CPU (Central Processing Unity) Unidade Central de Processamento - é a central de processamento de dados, ou seja, o gabinete e o hardware interno. 12. Microprocessador - na informática, é o mesmo que pro- cessador. • Mencionar velocidade de transmissão é em Kbps Bracet da placa de vídeo on board Instituto Monitor 126/29 4. Processador O processador é considerado o cérebro do computador. É ele que determina o modelo de um computador. Por exemplo: quando se faz a pergunta: “que computador você possui?”, geralmente a resposta é dada pelo modelo do processador: “possuo um Pentium 4 de 2.8 Ghz”. Neste caso, Pentium 4 é o modelo e 2.8 Ghz é a velocidade que o processador atinge no processamento de informações. O processador, resumindo suas funções, processa a troca de dados dos periféricos e de outros circuitos existentes no compu tador, utilizando a memória como recurso no auxílio do proces samento de dados. Para seu bom funcionamento, o processador precisa ter acopla do a si uma peça chamada cooler. O cooler é um dispositivo que faz o resfriamento do processador, já que este esquenta bastante, chegando a temperaturas elevadas o suficiente para queimálo. O cooler é composto por uma peça de alumínio ou cobre, sobre a qual trabalha uma ventoinha. Quando o computador é ligado, a ventoinha é ligada e só pára quando o computador é desligado. Sua função é deixar o processador na temperatura ideal de trabalho. Assim ele pode ficar processando dados por dias. O cooler deve ser encaixado sobre o processador e seu soquete. Para haver uma maior e melhor transferência de calor entre o pro cessador e o cooler, é colocada uma pasta térmica entre ambos. Os processadores são comercializados basicamente em dois formatos: OEM (Original Equipment Manufacturer) e Inabox. O primeiro é vendido fora da caixa, sem manual, cooler ou pasta tér mica, adequado para empresas integradoras, isto é, empresas que Instituto Monitor 126/30 montam computadores. O preço dos processadores comercializados nessa forma é mais barato. Já o modelo In-a-box vem em caixa, contendo manuais, certificado de garantia, pasta térmica e cooler. 5. Memória Os dados processados são armazenados na memória do compu- tador. Existem 3 tipos de memórias, conforme a tabela a seguir: Memória de trabalho MEMÓRIA DESCRIÇÃO Exemplo RAM (Random Access Memory) Memória de escrita e leitura de acesso aleatório BIOS13ROM (ReadOnly Memory) Memória somente de leitura Disquetes, discos-rígidos, etc. Auxiliares ou secundárias Memórias de armazenamento de informações 13. Bios - é um firmware responsável por ensinar ao processador as funções primordiais de entrada e saída de dados. 5.1 Memória RAM É a memória principal do computador. Quando um programa qualquer está sendo utilizado, ele está sendo lido, escrito e total- mente manipulado pelo processador na memória. Por esse motivo, a quantidade de memória de um micro está diretamente ligada à sua performance. Mas, como se trata de uma memória de escrita e leitura de acesso aleatório, ela se apaga ao desligarmos o computador. Por isso, todos os dados que foram manipulados na memória RAM devem ser salvos em uma memória auxiliar para que possamos reutilizá-los. Instituto Monitor 126/31 5.2 Memória ROM Esta é uma memória apenas de leitura, ou seja, não aceita a gravação de dados, mas apenas a leitura dos dados nela gravados. A memória ROM contém informações que sempre são executadas pelo computador, como, por exemplo, a contagem de memória ao ligar o micro. Os programas que ficam armazenados na ROM recebem o nome de FIRMWARE e podemos citar, como exemplo, o SETUP (veja lição 6). 5.3 Memórias Auxiliares Essas memórias são as unidades de dis co que mantém gravados os programas e os documentos que criamos, para que possamos reutilizálos sempre que desejarmos. Este tipo de memória será detalhado no tópico a seguir. 6. Unidades de Disco São vários tipos de unidades de disco, responsáveis pela entrada, saída e armazena mento de dados. Vejamos os mais comuns: 6.1 HD ou Disco Rígido É um dispositivo de armazenamento de dados permanente e de grande capacida de. O HD é tido como o principal meio de armazenamento de dados devido à sua alta capacidade e rápido acesso para gravação ou leitura. Esse disco fica abrigado por uma caixa preta, e é lacrado, o que permite uma precisão na leitura e armazenamento de dados muito maior que a de disquetes, por exemplo. O motivo do lacre é o fato de os discos rí gidos girarem em uma velocidade muito alta. Uma simples partícula de poeira em contato com a sua superfície magnética provocaria um estrago equivalente ao de uma grande explosão. Por esse motivo, não se deve abrir a caixa do disco rígido. 6.2 Drive de Disquete O drive de disquete é o elemento respon sável pela leitura e gravação de um disquete. O processo de leitura e gravação é o mesmo que o de uma fita cassete em um tapedeck, ou seja, através da magnetização e desmagneti zação da camada magnética do disquete. 6.3 Drive de CD-ROM O drive de CDROM é o responsável pela leitura de CDs gravados, sejam de dados, ou de áudio. A velocidade de leitura dos drives de CD ROM é representada comercialmente por “x” (velocidades), ou seja, um CDROM de 32x, di zemos que é de “trinta e duas velocidades”. Na verdade, isso significa que a velocidade de leitura do drive é de 32 x 150 KB/s14 = 4.800 KB/s. Instituto Monitor 126/32 6.4 Drive de CD-R e CD-RW Drive de CDR (CDRecordable) é a uni dade de CD gravável. Este drive é capaz de fazer a leitura de um CD comum e a grava ção de uma mídia específica, chamada CD R (sua aparência é igual à de um Compact Disk comum). Esta mídia pode ser gravada apenas uma vez, não podendo ser apagada ou regravada. Drive de CDRW (CDRewritable) é a unidade de CD regravável, ou seja, este drive faz a leitura de CDs comuns, é capaz de ler e gravar CDRs, e ainda é capaz de fazer a leitura, gravação e regravação, se utilizada a mídia15 específica, chamada CDRW. As mídias CDRW não podem ser lidas em qualquer unidade de CD, mas apenas nas unidades que possuem um circuito chamado AGC (Controle Automático de Ganho). 6.5 Drive de DVD-ROM O princípio de funcionamento de um drive de DVD é semelhante ao drive de CDROM. A diferença é que este drive possui dois canhões, compreendidos em uma única cabeça de leitu ra. Um canhão para fazer a leitura de imagens, e o outro para fazer a leitura de sons. Graças às suas cabeças, este drive faz a leitura de CDs comuns de áudio ou de dados, de CDR ou CDRW e de DVDs. Entretanto, a mídia DVD, que possui duas camadas a serem lidas, não pode ser lida nos demais drives. 6.6 Combo Combo é o drive combinado com CDRW e DVD, ou seja, é possível ler mídias de DVDs ou ler e gravar CD, CDR e CDRW. 7. Periféricos de Saída de Dados Após a entrada e o processamento dos dados, o computador nos mostra os resulta dos do processamento através dos periféricos de saída de dados. Vejamos os principais: 7.1 Monitores de Vídeo O monitor de vídeo é um periférico de saída de dados. A comunicação com o usuá rio se dá através da tela do vídeo. Os monitores foram melhorando a qua lidade desde o antigo monocromático até os atuais, que podem ser digitais ou até mesmode cristal líquido. Os parâmetros que definem a qualidade de um monitor de vídeo são os seguintes: • Pixels: o pixel é o menor elemento da ima gem. É, portanto, a menor área da tela cuja cor e brilho podem ser controlados. • Resolução da tela: define a nitidez da ima gem em uma tela e é dada em função do número (da quantidade) de pixels. • Resolução do caractere16: um caractere é apresentado em um determinado modo de texto, o que significa que é feita a ilumi nação de determinados pixels dentro da área deste caractere. • Resolução em pixels: o número de pixels pode ser calculado dividindose a dimen são da tela pelo passo dos pontos. • Modos de vídeo: os monitores de vídeo são capazes de operar em diversos modos de vídeo, sendo que cada um possui uma 14. 150 Kb/s era a taxa de transferência das primeiras uni dades de CDROM que surgiram. 15. Mídia na informática, é o termo utilizado para dar nomes aos discos de CD, CDR, CDRW ou DVD´s. 16. Caractere é o equivalente a uma letra ou número qual quer. Instituto Monitor 126/33 resolução específica. Os mais comuns são CGA,VGA e SVGA. Varredura: a tela é varrida da esquerda para a direita, e de cima para baixo, perfazendo a seguinte contagem de pixels por tela: • 80 colunas, com largura de 9 pixels cada uma 720 pixels na horizontal • 25 linhas, com largura de 14 pixels cada uma 350 pixels na vertical • Total: 720 × 350 = 252.000 pixels À medida que o feixe caminha da esquerda para a direita, ele varre a linha, acendendo ou apagando cada ponto colorido dentro do box, ou área do pixel. O número de linhas necessárias para varrer a tela toda varia de 200 a 768. A varredura está intimamente ligada à resolução: Resolução vertical = Freqüência horizontal + Freqüência vertical Um monitor SVGA pode operar com diversas resoluções gráficas, dentre as quais podemos citar as mais usadas: • 320 × 200, com 256 cores • 640 × 480, com 16 cores • 800 × 600, com 16 cores • 1.280 × 1.024, com 16 milhões de cores Resolução horizontal = 1 Faixa do sinal de vídeo + Freqüência vertical Uma freqüência de 640×480 significa que a tela é formada por uma grande matriz de pontos, sendo 640 pontos no sentido hori zontal e 480 pontos no sentido vertical. • Freqüência vertical: é a velocidade com que cada quadro (tela) é escrito. Quanto maior a freqüência vertical, menor será a sensação de cintilação. • Freqüência horizontal: é a velocidade em que as linhas são escritas em cada tela. Quanto maior a freqüência horizontal, maior o número de pontos que podem ser desenhados na tela, e, portanto, melhor a resolução do monitor. 7.1.1 Monitores Analógicos × Digitais Até, aproximadamente, o ano de 1995, os monitores que foram importados para o Brasil e os fabricados aqui eram conside rados analógicos. Isso porque a tecnologia utilizada no projeto destes monitores não possuía circuitos integrados LSI (Large Sca le Integration – integração em alta escala), inteligentes microcontroladores em seus controles externos. Eram utilizados poten ciômetros de grafita, que provocavam ruídos e outras deficiências técnicas. Após 1995, passaram a ser utilizados monitores com características especiais, utilizando chips com maior desempenho, o padrão VLSI CMOS, microcontroladores e microprocessadores “ASICS” (circuitos integrados para aplicações específicas), CIs que atendem as exigências dos projetos. No que diz respeito à velocidade de operação e dissipação, eles são compatíveis com a nova tecnologia digital chamada I2C17. Algumas das características mais impor tantes de um monitor SVGA digital são: • Característica DDC (Display Data Channel ): é a interface analógica X digital, conten do um microprocessador e memórias. • OSD (On Screen Display): indicações na tela, com menu. • Plug and Play (ligar e usar): tecnologia surgida a partir do Windows 95, que evita que o usuário se preocupe com o tipo de placa de vídeo e modo de configuração. • Controles frontais, do tipo push button. • DPMS (Display Power Management Saving): circuito de gerenciamento de energia. 17. O sistema I2C é do tipo intervias, e utiliza apenas dois fios para efetuar todas as comunicações de dados. É usado somente em monitores digitais. Instituto Monitor 126/34 7.2 Impressoras Impressoras são unidades de saída de dados, cujo suporte é o papel. O papel impresso pode ser manuseado por tempo indeterminado. As impressoras estão divididas em três categorias: impressoras de impacto, impres soras de nãoimpacto e impressoras de linha contínua. 7.2.1 Impressoras de Impacto As mais conhecidas impressoras de impacto são as impressoras de matriz de tipos (matri- ciais). Possuem cabeça de impressão com um conjunto de agulhas no seu interior, e os carac teres são formados no momento da impressão. Essas impressoras têm uma, duas ou três cabeças de impressão, e podem imprimir so mente da esquerda para a direita, ou ir e voltar imprimindo. Entre os modelos encontrados, existem as que imprimem 80 colunas e outras para até 132 colunas. Esta variedade torna difícil estabelecer a velocidade de impressão no padrão lpm (linhas por minuto, do inglês line per minute). As mais velozes imprimem aproximadamente 850 cps (caracteres por segundo do inglês character per second). Se imaginarmos a impressão de uma folha com 80 caracteres por linha, ela imprimirá 7,5 linhas por segundo, o que equivale a dizer que ela imprime 450 lpm. A maior conveniência deste tipo de im pressora, além do baixo custo de impressão, é a possibilidade de gerar cópias carbonadas. 7.2.2 Impressoras de Não-Impacto As impressoras de nãoimpacto utilizam técnicas baseadas em reações químicas ou físicas. Elas se dividem em: térmicas, laser e jato de tinta. a) Impressoras Térmicas existem dois tipos de impressoras térmicas, as de cabeça com matriz de agulhas e as de folhas plásticas com cera. Na primeira, a agulha é aquecida e, ao contato com o papel preparado quimica mente, escurece o ponto, reproduzindo os caracteres. Na segunda, o calor é transmitido à folha plástica nos pontos necessários para formar os caracteres desejados. Esses pontos soltam a cera, que será transferida para um papel sem porosidade. Nessa impressora podem existir até quatro fitas plásticas com cera, nas cores amarela, ciano, magenta e preta. b) Impressoras a Laser além da grande ve locidade de impressão e perfeição nas cópias obtidas, muitas dessas impressoras podem imprimir frente e verso de uma folha. As impressoras a laser usam um processo idêntico ao das máquinas copiadoras do tipo xerox, emitindo cargas magnéticas para determinados pontos do papel que, por sua vez, atraem a tinta em pó com carga oposta. Em seguida o papel passa entre dois cilindros aquecidos, que fundem a tinta ao papel. Instituto Monitor 126/35 As impressoras laser utilizam o processo de luz laser para criar as áreas de impressão. Para micros portáteis, existem modelos mais compactos, com várias velocidades de impressão e de recursos. As mais simples imprimem somente 4 ppm (páginas por mi nuto do inglês page per minute) e as mais sofisticadas possuem recursos de impressão colorida. Existem, também, impressoras laser que possuem memória própria, o que permite a repetição do texto a ser impresso várias ve zes, imprimem frente e verso e grampeiam documentos impressos, deixandoos mon tados. Além disso, podem ser programadas e operar independentemente do sistema do computador. A grande quantidade de linhas impressas por minuto é obtida porque a im pressora não imprime linha por linha, mas sim página por página. c) Impressoras a Jato de Tinta - utiliza tinta líquida de secagem imediata. Gotículas de tinta são carregadas eletricamente e guiadas através de placas até formar o caractere ou figura desejada. Quanto maiorfor o número de gotículas produzidas pela impressora, mais nítida e de melhor qualidade é a reprodução. Existem impressoras jato de tinta com apenas uma cor ou coloridas. Estas impres soras podem ser usadas por computadores de qualquer porte e são muito procuradas prin cipalmente por causa de seu baixo custo. Mas é importante ficar atento ao preço do cartu cho de tinta, que é muito elevado, podendo chegar a 80% do preço da impressora. Obs.: muitos modelos de impressoras de nãoimpacto utilizamse de mais de uma tecnologia para produzir suas cópias. Assim, podemos encontrar impressoras que são um misto de jato de tinta com laser, ou térmica com laser. 7.2.3 Impressoras de Linha Contínua Também conhecidas como plotters, as impressoras de linha contínua são dispositi vos que têm como saída gráficos ou desenhos, feitos em uma ou várias cores. Elas utilizam canetas ou jato de tinta como elemento de impressão. Encontrada em vários modelos com ca racterísticas diferentes (cavalete e mesa de diversos tamanhos), a plotter pode reproduzir desde figuras em formatos pequenos, até dese nhos com vários metros de comprimento. 7.3 Multifuncionais As impressoras multifuncionais desem penham função de scanner, copiadora e im pressora. Algumas multifuncionais também possuem fax acoplado. Essas impressoras também podem ser adquiridas com custo baixo, mas o custo de impressão pode ser muito alto por causa do preço do cartucho de tinta. Exercícios Propostos 126/36 ○ ○ ○ ○ ○ 1 - São periféricos de entrada de dados: a) teclado, impressora e scanner. b) teclado, mouse e scanner. c) scanner e monitor de vídeo. d) mouse e monitor de vídeo. e) nenhuma das alternativas anteriores. 2 - São funções do mouse: I. Facilitar o uso do computador. II. Inserir textos em um editor. III. Navegar em sistemas com interface gráfica visual. Estão corretas as alternativas: a) I, II e II. b) I e III. c) I e II. d) Somente a I. e) Nenhuma das alternativas anteriores. 3 - Relacione a coluna do periférico com suas funções: a) Periférico de saída de dados através da tela ( ) Impressora b) Periférico de saída de dados em papel ( ) Teclado c) Principal meio de entrada de dados no computador ( ) Scanner d) Captador de imagens ( ) Monitor de Vídeo 4 - Relacione as colunas: a) Placa principal do computador. b) Placa que faz o processamento de sons. c) Dispositivo para troca de dados entre computadores via linha telefônica. d) Placa reponsável pela interface entre a CPU e o monitor de vídeo. ( ) Modem ( ) Placa-mãe ( ) Placa de som ( ) Placa de vídeo 126/37 5 - Qual é a diferença entre uma placa de vídeo aceleradora e uma placa on board? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 6 - Determine o hardware, através das fotos: 7 - Complete: a) As memórias de ___________ e ___________ de acesso aleatório são as memórias RAM. b) Memória somente de leitura é a memória ____________. c) Discos rígidos são memórias de ____________________________. d) CD-RW é a unidade de CD _________________. e) O DVD-ROM faz a leitura de , , e . b) c) d) e) f) a) 126/38 ○ ○ ○ ○ ○ 8 - Relacione as colunas: a) Menor elemento da imagem. b) É feita a iluminação de determinados pixels dentro da área de 1 caractere. c) Define a nitidez da imagem em uma tela. 9 - Relacione os tipos de impressoras com os modelos: a) Impressoras de impacto b) Impressoras de não-impacto c) Impressoras de linha contínua ( ) Resolução da tela ( ) Pixels ( ) Resolução de caractere ( ) Laser ( ) Plotter ( ) Jato de Tinta ( ) Matricial 5liç ão liç ão 126/39 Montagem de Introdução Agora que você já conhece o essencial do hardware, já pode trabalhar com a monta- gem de microcomputadores. Nesta lição você seguirá passo-a-passo a montagem de um micro. Mesmo com a atualização constante dos equipamentos de hardware no mercado, os fundamentos da montagem permanecem os mesmos. Portanto, procuramos não falar sobre a configuração do computador que está sendo montado. Você deve seguir as orienta- ções já estudadas nesta apostila para decidir qual máquina deverá montar, e procurar se- guir os manuais das placas e os fundamentos aqui demonstrados. 1. Gabinete Para a montagem ou manutenção de mi- cro devemos seguir alguns passos. O primeiro deles é a abertura do gabinete, conforme descrevemos abaixo: • De posse de uma chave Phillips, abrimos o gabinete do microcomputador, conforme a foto 1: Foto 1 - Abrindo o gabinete e soltando os parafusos da tampa. Foto 2 - Gabinete padrão AT Foto 3 - Gabinete padrão ATX • Existem dois tipos de gabinete: os gabinetes modelo AT e o modelo ATX. Os gabinetes modelo AT quase não são mais utilizados na montagem de máquinas novas. • A seguir, retiramos a bandeja onde ficará presa a placa-mãe, soltando os parafusos, conforme a fotografia 4. Em alguns casos, podemos ter um parafuso embaixo do ga- binete que também prende a bandeja. Foto 4 - Retirando os parafusos que prendem a bandeja ao gabinete. Parafuso do gabinete Parafuso da fonte Instituto Monitor 126/40 Na maioria dos gabinetes AT, a bandeja da placa não sai do gabinete, dificultando um pouco a montagem e manutenção do micro. Na maioria dos gabinetes ATX é difícil encon- trar uma bandeja que não saia do gabinete. 2. Placa-mãe O primeiro componente que será monta- do é a placa-mãe. Retire-a da caixa e, atra- vés do manual que a acompanha, localize o jumper da BIOS. Este jumper precisa ser mudado para a posição Normal BIOS, uma vez que a placa, sendo nova, geralmente vem na posição Clear BIOS. Nesta posição, não é possível ligar o microcomputador ou, em alguns casos, pode- se ligar o micro, mas não será possível gravar as alterações na BIOS. Normalmente, este jumper está situado próximo à BIOS da placa. Se você tiver di- ficuldade para encontrar este jumper, veri- fique o manual da sua placa-mãe. Foto 5 - Placa-mãe 3. Encaixando o Processador na Placa-mãe Existem dois tipos de processadores, o de pinos (PGA) (foto 6) e o de cartucho (Slot1) (foto 7). Se a placa-mãe e o processador adquiri- dos forem do tipo PGA, siga os passos do item 3.1. Se o processador for do tipo SLOT1, você pode seguir diretamente para o item 3.2. Obs.: para efeito didático, é importante que você conheça as diversas variações da montagem de micro. Portanto, não pule o estudo de nenhum tópico. 3.1 Encaixe do Processador PGA Para inserir o processador de pinos, le- vante a haste do soquete na placa-mãe. Obs.: para levantar a alavanca do soque- te, faça primeiro uma leve pressão lateral para que ela se desencaixe do soquete, só então a levante. A alavanca deve estar to- talmente de pé para um perfeito encaixe do processador (no caso da alavanca estar à direita do soquete, a pressão deve ser feita da esquerda para a direita, caso contrário, da direita para a esquerda). • Verifique por baixo do processador e veja que em um ou dois lados existem alguns pinos faltando, e verifique no soquete da placa que não há furos em uma ou duas pontas. Isso permite o encaixe perfeito. • Insira cuidadosamente o processador no lado correto do encaixe, sem fazer força. O processador deve encaixar suavemente no soquete (foto 9). Foto 6 Foto 7 Foto 8 - Levantando a haste do soquete para inserir o processador PGA (pinos). Instituto Monitor 126/41 • Por último, abaixe a alavanca